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Português – Literatura – Revisão – 2º Ano – E.

Médio - Realismo e Naturalismo

1. Situe as estéticas realista e naturalista no âmbito histórico-social do Ocidente.

2. O que foi a Questão Coimbrã?

3. O Realismo, enquanto estética literária, caracteriza-se:
a) pelo exagero da imaginação
b) pelo culto da forma
c) pela preocupação com subjetivismo
d) pelo objetivismo e crítica a sociedade

4. (FUVEST) Como se sabe, Eça de Queirós concebeu o livro O primo Basílio como
um romance de crítica da sociedade portuguesa cujas "falsas bases" ele considerava um
"dever atacar". A crítica que ele aí dirige a essa sociedade incide mais diretamente
sobre:
a) o plano da economia, cuja estagnação estava na base da desordem social.
b) os problemas de ordem cultural, como os que se verificavam na educação e na
literatura.
c) a excessiva dependência de Portugal em relação às colônias, responsável pelo
parasitismo da burguesia metropolitana.
d) a extrema sofisticação da burguesia de Lisboa, cujo luxo e requinte conduziam à
decadência dos costumes.
e) os grupos aristocráticos, remanescentes da monarquia, que continuavam a exercer sua
influência corruptora em pleno regime republicano.

5. (FUVEST 2007) Considerado no contexto de A cidade e as serras, o diálogo presente
no excerto revela que, nesse romance de Eça de Queirós, o elogio da natureza e da vida
rural:
a) indica que o escritor, em sua última fase, abandonara o Realismo em favor do
Naturalismo, privilegiando, de certo modo, a observação da natureza em detrimento da
crítica social.
b) demonstra que a consciência ecológica do escritor já era desenvolvida o bastante para
fazê-lo rejeitar, ao longo de toda a narrativa, as intervenções humanas no meio natural.

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c) guarda aspectos conservadores, predominantemente voltados para a estabilidade
social, embora o escritor mantenha, em certa medida, a prática da ironia que o
caracteriza.
d) serve de pretexto para que o escritor critique, sob certos aspectos, os efeitos da
revolução industrial e da urbanização acelerada que se haviam processado em Portugal
nos primeiros anos do Século XIX.
e) veicula uma sátira radical da religião, embora o escritor simule conservar, até certo
ponto, a veneração pela Igreja Católica que manifestara em seus primeiros romances.

6. (ITA) Leia as proposições acerca de O Cortiço.

I. Constantemente, as personagens sofrem zoomorfização, isto é, a animalização do
comportamento humano, respeitando os preceitos da literatura naturalista.
II. A visão patológica do comportamento sexual é trabalhada por meio do rebaixamento
das relações, do adultério, do lesbianismo, da prostituição etc.
III. O meio adquire enorme importância no enredo, uma vez que determina o
comportamento de todas as personagens, anulando o livre-arbítrio.
IV. O estilo de Aluísio Azevedo, dentro de O Cortiço, confirma o que se percebe
também no conjunto de sua obra: o talento para retratar agrupamentos humanos.

Está (ão) correta(s)
a) todas.
b) apenas I.
c) apenas I e II.
d) apenas I, II e III.
e) apenas III e IV.

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Gabarito

1.O Realismo e o Naturalismo são as vertentes artísticas mais expressivas da segunda
metade do século XIX e início do século XX. São manifestações intelectuais e estéticas
quem ocorreram em virtude da consolidação da burguesia como classe detentora do
poder, após a implementação do capitalismo industrial. As precárias condições de vida
das classes operárias contrastam com o poder aquisitivo das elites que controlavam os
meios de produção. Realidade na qual a civilização e a barbárie caminham lado a lado e
que, de certa forma, antecipa os dias atuais. O ímpeto contestatório e a exaltação da
liberdade individual da era romântica são substituídos por novas palavras de ordem:
ciência, progresso e razão. Palavras estas que interessam às classes dominantes, no
sentido de estabilização de suas conquistas, de preservação da ordem e fortalecimento
da acumulação de capital. Motivados pelas teorias científicas e filosóficas da época, os
escritores realistas observavam o homem e a sociedade a partir de uma perspectiva
crítica. Não bastava a face sonhadora e idealizada da existência humana, como fizeram
os românticos; era preciso mostrar o lado nunca antes revelado, ou seja, o universo
torpe e ignóbil da sociedade burguesa: os relacionamentos adúlteros, a falsidade, a
conveniência nas relações sociais, o egoísmo humano e a dominação dos poderosos
sobre os “mais fracos”.

2. A Questão Coimbrã tem início quando Antônio Feliciano de Castilho, representante
do tradicionalismo literário, faz severas críticas a um grupo de poetas de Coimbra. A
polêmica iniciou-se a partir de um posfácio, redigido por Castilho, à obra Poema da
Mocidade, de Pinheiro Chagas. São citados no posfácio como exemplo de má literatura
os poetas Teófilo Braga e Antero de Quental. Este, por sua vez, responde a Castilho
com uma carta aberta, intitulada “Bom senso e bom gosto”. Nela, Antero crítica o
apadrinhamento literário, praticado por Castilho, além da censura à liberdade de
expressão. Para Antero, a agressão sofrida não se limitava ao plano estritamente
literário ou pessoal; era, na verdade, uma reação do “velho” contra o “novo”, do
conservadorismo contra o progresso, da literatura de salão contra a literatura exigida
pelos novos tempos. Antero almejava a modernização de Portugal; procurando colocá-
lo, em termos de cultura, no mesmo patamar das nações desenvolvidas da Europa.

3. D 4. B 5. A 6. A

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