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Acção de Formação MABE – Dezembro 2009

Sessão 9 – Apreciação final

Sendo professora bibliotecária apenas desde o início do mês de
Setembro, depois de ter estado afastada da BE da minha escola (de que
fui coordenadora de 1999 a 2003) há seis anos e de ter tido a última
formação em bibliotecas escolares em 2001, confesso que iniciei o ano
com alguma expectativa e também com alguma insegurança.

Quando surgiu a hipótese de frequentar esta acção de formação os
meus sentimentos foram igualmente contraditórios. Sentia-me um pouco
“esmagada” por todo o trabalho que tinha de fazer, pelos prazos que
tinha de cumprir, pela dificuldade de constituir a equipa que eu desejava,
mas também pela noção que tinha de que havia muita coisa nova com que
eu tinha de me pôr a par. Esta acção surgiu assim como um remédio para
alguns males mas enfrentei-a com algum medo de “morrer da cura”, isto
é, se eu já andava a trabalhar muitas mais horas do que as que eram
exigidas como conseguiria aguentar ainda esta formação?

Pois bem, a acção chegou ao fim e eu sobrevivi. E posso dizer que
valeu a pena. Mas tenho de deixar aqui o testemunho e um certo lamento
de que estas coisas tenham de ser feitas à custa de tanto sacrifício, pois
não foi com facilidade que abdiquei dos fins-de-semana durante dois
meses seguidos, com os custos que isso me trouxe a mim e à minha
família.

No entanto, tenho de reconhecer que qualquer formação tem de
ocorrer antes ou no início de uma qualquer actividade e que portanto,
para mim, foi o momento ideal. Com este conhecimento aprofundado do
MAABE, tem-me sido muito mais fácil perspectivar o trabalho na minha
BE, conhecê-la melhor, saber os seus pontos fortes e fracos e agir de
modo a implementar acções de melhoria.

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Acção de Formação MABE – Dezembro 2009

Sobre a modalidade de formação através do sistema de e-learning,
posso dizer que lhe encontro muitas vantagens, sobretudo pelo facto de
podermos gerir o nosso tempo. No entanto, o tempo a dedicar a cada
tarefa foi muito subvalorizado, devendo, na minha opinião, serem
contabilizadas mais horas para cada tarefa. Do que eu me apercebi, esta é
também a opinião de muitos outros colegas, o que me leva a pensar que
não foi só o handicap da minha inexperiência e desconhecimento anterior
do MAABE que me levou a demorar tanto a executar as tarefas. Mesmo
assim, tive a vantagem de não ter qualquer problema com os textos em
Inglês, pois é a minha área, e de estar habituada a trabalhar com a
plataforma Moodle, que já uso com os meus alunos há dois anos. Também
não senti negativamente o facto de estar a trabalhar sozinha pois o facto
de colocarmos os trabalhos acessíveis a todos e de lermos e comentarmos
os trabalhos uns dos outros, assim como a participação nos fóruns, dá-nos
um conhecimento sobre os outros, ainda que “virtual”, que até por vezes
se transforma em alguma empatia. Sinto que é com prazer que, quando
nos juntamos, nos vamos reconhecendo pelas fotografias.

Em relação à forma como a acção foi estruturada, penso que foi
muito positiva pois as instruções eram muito claras, a documentação
interessante e adequada, as tarefas bem delineadas e significativas e as
sínteses finais davam-nos uma ideia global do modo como tínhamos feito
as tarefas e/ou como as poderíamos ter melhorado.

Quanto às mais-valias que esta acção me trouxe, posso destacar o
seguinte:

- A descoberta de alguns dos principais investigadores nacionais e
internacionais nas áreas da avaliação do desempenho e gestão da
qualidade em bibliotecas escolares/serviços de informação;

- O enquadramento teórico da avaliação como instrumento de
melhoria da qualidade;

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Acção de Formação MABE – Dezembro 2009

- A clarificação de conceitos chave relacionados com a problemática
da avaliação;

- Uma reflexão sobre as minhas competências na área de avaliação
organizacional;

- A consciencialização dos novos paradigmas da Biblioteca Escolar (a
biblioteca como um centro de aprendizagem, de construção do
conhecimento);

- A reflexão/Análise SWOT (pontos fortes, fraquezas, oportunidades e
ameaças) das Bibliotecas Escolares Portuguesas;

- A necessidade de questionar as nossas práticas e fundamentar as
nossas opções para mostrar o valor do trabalho que desenvolvemos.

Como já referi anteriormente os aspectos que considerei menos
positivos, gostaria apenas de acrescentar que gostaria de ter um pouco
mais de feedback sobre as minhas próprias tarefas (afinal posso ter feito
coisas mal de que não me aperceba), embora compreenda que o número
de formandos e trabalhos para analisar possa ter tornado essa tarefa
impossível para as formadoras.

Para terminar, gostaria apenas de referir o bom trabalho que a RBE
tem feito e o apoio que tem dado às escolas e aos professores
bibliotecários, quer através do seu site institucional e das acções de
formação, quer através do trabalho das coordenadoras concelhias. É
também com muito agrado que registo o trabalho, a cooperação e a
partilha entre todos os envolvidos.

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