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RELAÇÕES INTERPESSOAIS





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CINCO PILARES DO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NO TRABALHO

Entre os relacionamentos que temos na vida, os de trabalho são
diferenciados por dois motivos: um é que não escolhemos nossos colegas,
chefes, clientes ou parceiros; o outro é que, independentemente do grau de
afinidade que temos com as pessoas do ambiente corporativo, precisamos
funcionar bem com elas para realizar algo juntos.
Esses ingredientes da convivência no trabalho nos obrigam a lidar com
diferenças de opinião, de visão, de formação, de cultura, de comportamento…
Fazer isso pode não ser fácil, mas é possível se basearmos nossos
relacionamentos interpessoais em cinco pilares: autoconhecimento, empatia,
assertividade, cordialidade e ética.

AUTOCONHECIMENTO
A auto-estima oscila de acordo com as situações e principalmente em
como nos sentimos em relação a cada um delas. Mas o que faz com que
algumas pessoas sejam mais seguras de si, mais estáveis emocionalmente
enquanto outras se perdem, se desesperam quando algo acontece?
O diferencial que faz com que cada um consiga ter controle sob suas emoções
é o autoconhecimento.
O quanto você se conhece? Muito? Pouco? A maior parte das pessoas
acredita que se conhece, mas na verdade se conhece muito pouco. Você ama
alguém, confia em alguém que pouco conhece? Geralmente amamos e
confiamos apenas em quem conhecemos muito! E se você não se conhece
como quer acreditar mais em sua própria capacidade? Como quer ir em busca
de seus sonhos se não acredita ser capaz? E por que não acredita ser capaz?
Porque não sabe quem você é.
Por isso, o autoconhecimento é fundamental para desenvolver o amor
por si mesma e fortalecer a auto-estima. É muito difícil alguém se conhecer
interiormente quando a busca está sempre no externo. Buscam cuidar da pele,
mudar o corte do cabelo, comprar roupas, carros, eliminar alguns quilinhos,
mas quase sempre esquecem que o caminho deve ser o contrário, de dentro
para fora.
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Quando uma pessoa está bem com ela mesma você percebe isso não
pela roupa que está usando, ou o carro que está dirigindo, mas pelo brilho em
seu olhar, o sorriso em seu rosto, a paz em seu espírito. Como alguém que
dorme mal toda noite pode sentir paz? Como alguém que está constantemente
se criticando, se culpando, se achando errada, pode se amar? Amar-se é
condição básica para elevar a auto-estima. É importante identificar os fatores
que estão te impedindo de elevar sua auto-estima.
Podemos perceber que a auto-estima está baixa quando desenvolvemos
algumas características como: insegurança, inadequação, perfeccionismo,
dúvidas constantes, incerteza do que se é, sentimento vago de não ser capaz,
de não conseguir realizar nada, não se permitindo errar e com muita
necessidade de agradar, ser aprovada, reconhecida pelo que faz e nem
sempre pelo que é.
Se você identificou algumas dessas características, pode ser que esteja
precisando aumentar seu autoconhecimento para assim elevar sua auto-
estima.
Se quiser, poderá fazer o seguinte exercício:
oisas que você gosta em si mesmo (a).
o (a) ou que
gostaria de mudar.

A maioria das pessoas sente mais facilidade em identificar as coisas
negativas. Aprendemos que dizer aquilo que gostamos em nós mesmos poderá
ser rotulado de presunção, esnobismo, egocentrismo. Nada disso! Para
aumentar o autoconhecimento é preciso ter consciência de quem se é de
verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos, pois só
assim será capaz de mudar aquilo que te incomoda ou te faz sofrer e valorizar
o que tem de bom e que geralmente mergulhada em tantas críticas e
cobranças, acaba por esquecer.
Continue o exercício:
dependam apenas de você reconhecê-las. E um "e" nas características
externas, que dependam da opinião de outras pessoas.
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um equilíbrio entre eles ou
você tende mais para um lado?
Se você tem mais características externas ficará mais vulnerável à
opinião dos outros e assim, mais facilmente manipulável. Dependerá cada vez
mais de aprovação, mas infelizmente nunca da sua própria. Isso quer dizer que
toda vez que algo que dependa no mundo externo ou de outras pessoas não
correspondam a sua expectativa, você se sentirá frustrada e sua auto-estima
tenderá a baixar.
Seu valor estará sempre na dependência do que dirão sobre você, não
importando muito sua própria opinião. Por exemplo, quando você perde o
emprego, quando recebe uma crítica, quando alguém se distancia de você.
Tudo isso pode baixar sua auto-estima e se sentirá incapaz de continuar e
desistirá no meio do caminho. Abandona assim seus sonhos, seus objetivos.
Para aumentar o autoconhecimento é preciso ter consciência de quem
se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos.
Isso acontece quando a principal fonte de auto-estima está naquilo que
faz pelo externo, sempre querendo fazer algo para as pessoas em busca de
aprovação e reconhecimento. E esse é o caminho mais curto para se
machucar. Coloca assim todo seu valor nas opiniões ou respostas no mundo
externo e, como quase sempre nada disso corresponde ao que espera, e nem
ao que você é realmente, se permite depender cada vez mais de como te
avaliam, gerando um círculo vicioso.
O importante é desenvolver a capacidade e ter a consciência de saber
que o que faz é o reflexo de quem você é. Ao reconhecer seus pontos
negativos, poderá mudar um por um. E reconhecendo seus pontos positivos se
sentirá mais confiante em sua capacidade de conseguir o que quer que deseje,
independente das críticas ou opiniões que terão sobre você, pois acredita ser
capaz de conseguir tudo o que deseja! E ainda que ninguém te aprove, você
terá autoconhecimento suficiente para você mesmo se aprovar e
principalmente se amar!



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EMPATIA
O termo empatia foi utilizado pela primeira vez por E.B. Titchener,
psicólogo, e origina-se da palavra grega empátheia, que significa "entrar no
sentimento". Para alcançarmos este estágio é necessário deixar de lado
nossos próprios pontos de vista e valores para poder entrar no mundo do outro
sem julgamentos. E como isso é difícil de fazer!
Geralmente, nem acabamos de falar e já estamos sendo julgados. Isso,
quando não tentam nos interromper com opiniões, ainda que nem tenhamos
pedido, só queríamos falar, desabafar. Sabemos que isso nem sempre é fácil
de encontrarmos nas relações, mas é o que esperamos quando contamos algo
para alguém: sermos ouvidos em todos os sentidos e mais importante, sentir
que o outro está nos compreendendo, seja com um gesto ou um simples olhar,
mas que demonstra de alguma forma sentir nossa dor.
É preciso deixar claro que empatia não tem nada a ver com necessidade
compulsiva de realizar desejo alheios, de ajudar e de servir. E também é muito
diferente da simpatia, que é algo que sentimos pelo que o outro está
vivenciando, sem entretanto, sentir o que ele está sentindo. E muito menos tem
haver com alexitimia, que se refere a pessoas que não conseguem identificar e
nem descrever seus sentimentos.
A empatia também é a primeira condição para a prática da psicoterapia.
É preciso ter uma percepção do mundo do outro como se fosse o seu próprio, o
que leva a pessoa a desenvolver sua autoestima, pois sente que é importante e
que seus sentimentos são considerados. A empatia muitas vezes é tudo que
uma pessoa precisa, pois geralmente não encontra isso dentro da própria
família. E é a falta dessa compreensão que faz com que muitos
relacionamentos terminem.

Como desenvolver a empatia
Mas como alguém pode saber o que sentimos? Entrando em sintonia
com nossa dor física ou emocional. É reconhecer as emoções ou necessidades
do outro. E para desenvolver essa capacidade é preciso que a pessoa saiba
antes de tudo ouvir e respeitar as próprias necessidades e dores. Tratar-se
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com empatia, ser compreensivo consigo mesmo como gostaria que fossem
com você é característica básica para o autoconhecimento.
Empatia começa com a capacidade de estar bem consigo mesmo, de
perceber as coisas que não gosta dentro de você e as coisas desagradáveis da
sua personalidade. Pessoas com dificuldade de entender o outro muitas vezes
demonstram que possivelmente não receberam compreensão em suas
necessidade e sentimentos durante sua vida. Se suas próprias necessidades
não foram supridas como poderá entender as necessidades de al guém?

A base e a prática da empatia
A empatia se baseia na capacidade de se colocar no lugar do outro; na
percepção daquilo que as pessoas estão sentindo ou passando e na habilidade
de ouvir com carinho e atenção aquilo que estão nos comunicando e isso deve
ser feito não só através de palavras, mas também nos gestos, o tom de voz, e
especialmente, nas expressões faciais.
É preciso colocar o sentimento à frente das palavras. Conseguindo se
colocar no lugar do outro, você se sensibiliza com as dificuldades e o
sofrimento, e é isso que nos torna mais humanos e nos possibilita realmente
ajudar alguém. Entrar em contato com os próprios sentimentos é a base para
desenvolver a empatia. Como alguém que despreza as próprias necessidades
e sentimentos poderá compreender as necessidades do outro?
Para desenvolver a empatia procure ouvir com a intenção de entender e
não de argumentar, como faz a maioria das pessoas, sempre atentas para
saberem onde podem discordar. Deixe as pedras de lado se deseja ter uma
comunicação verdadeira com alguém. A essência de escutar com empatia não
é concordar, mas entender profundamente o que o outro quer dizer e
principalmente, o que está sentindo.
Como é reconfortante ter alguém que nos compreenda e a sensibilidade
é a principal característica para essa sintonia. Sensibilidade não só com o
outro, mas para consigo mesmo. As pessoas que têm empatia aprenderam
desde cedo que os sentimentos devem ser respeitados, começando pelos
próprios. E se não receberam isso na infância, sempre é tempo de aprender.
Um bom exercício para isso é aprender a escutar a si mesmo, respeitando
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acima de tudo, os próprios sentimentos. Afinal, só conseguimos dar ao outro
aquilo que temos por nós mesmos!

ASSERTIVIDADE

O que é assertividade
Segundo o dicionário, assertivo é “aquele que declara algo, positivo ou
negativo, afirmação que é feita com muita segurança, em cujo teor acredita
profundamente”. Assertividade vem de "asserto" que significa afirmação
categórica.
Mas, veja bem, afirmar não é acertar! A pessoa assertiva não é aquela
que acerta o tempo todo, é aquela que sabe se firmar.
É saber dizer “sim” quando quer dizer “sim” e, principalmente dizer “não”,
quando quer dizer “não”.
Já percebeu quanto a assertividade está fazendo falta hoje?
Na verdade existem 4 tipos de comportamentos: o passivo, o agressivo,
o passivo/agressivo e o assertivo.

Passivo
Passivo é aquele que engole desaforo. Ele não quer desagradar o outro
então foge de conflitos. Se alguém entrar à frente dele na fila, fica torcendo
para que a pessoa saia por si só, sem precisar pedir. Deixa que se aproveitem
dele. Tem um colega no trabalho que tem o mesmo nível hierárquico, mas o tal
colega teima em dar ordens e o cara que é passivo obedece. Ele costuma usar
as frases: “Não quero incomodar. Não vou tomar seu tempo“. Tem a postura
encolhida. Culpa a si próprio por tudo, precisa de aprovação, cede facilmente.
Até é simpático, mas, cá pra nós, é uma simpatia que causa muita angustia
interna.

Agressivo
O segundo tipo de comportamento é o agressivo. Esse todo mundo
conhece. Ele não pensa duas vezes pra levantar o dedo na cara do outro, pois
tem necessidade de dominar. Ele menospreza e deprecia o outro. Furou a fila
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na frente dele, ele dá um grito que parece que mataram alguém. Se o colega
pede pra ele fazer alguma coisa, ele já manda o colega para aquele lugar. É
autoritário, intolerante, dono da verdade.

Passivo / Agressivo
Agora, o tipo mais curioso. Esse é aquele que consegue ser agressivo
na “maciota”. Ele usa a ironia. Ele te agride contado uma piadinha. Ele te irrita,
mas diz “só estou brincando”. Esse é aquele que vira para você e fala assim:
“Nossa, tô vendo que suas férias foram mesmo muito boas, só que a geladeira
não tirou férias”. Esse é o jeitinho “simpático” e passivo/agressivo de te chamar
de gordo na sua cara. É o tipo de pessoa que não olha muito pra você, vira os
olhos, é lacônico, dá indiretas, é sarcástico. E nem percebe que é manipulador.
Faz chantagem emocional, distorce as palavras do outro.

Assertivo
Por fim, o comportamento mais adequado é o assertivo. Esse é aquele
que quando lhe furam a fila consegue se posicionar e falar com a pessoa com
toda tranqüilidade e elegância. É aquele que sabe negociar. É transparente pra
falar e sabe ouvir. Sabe ouvir criticas sem partir para o ataque pessoal. Tem a
postura segura e comedida. Trata as pessoas com respeito. Aceita acordos.
Vai direto ao ponto sem ser áspero.
Não digo que as pessoas tenham só um tipo de comportamento. Muitas
vezes você foi agressivo com o colega de trabalho, mas acabou sendo passivo
em casa. Mas essa flexibilidade só indica que é possível mudar um
comportamento que não está valendo a pena. Ou seja, podemos desenvolver
assertividade.
Não desenvolver assertividade acaba provocando o pior: você não
consegue se sair bem em situações importantes, isso joga sua auto-estima lá
para baixo. A baixa auto-estima gera outro comportamento inadequado, que
gera reação negativa nas outras pessoas, que gera uma auto depreciação e
novamente o comportamento inadequado. Ou seja, não acaba nunca! O
comportamento não assertivo é uma bola de neve que se retroalimenta.

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Porque é desejável ser assertivo?
Quanto mais assertivo você for, melhor vai lidar com os confrontos, terá
menos estresse, mais confiança em você mesmo, saberá agir com mais tato,
melhorará sua credibilidade, saberá lidar com as tentativas de manipulação,
chantagem emocional, bajulação etc. Enfim, vai se sentir melhor e contribuir
para que os outros também se sintam melhor.

Como aprender assertividade?
Uma dica importante é mudar o DIÁLOGO INTERIOR, de negativo para
positivo. Aprender a monitorar sua conversa interna.
A outra dica é desenvolver a AUTOESTIMA. Descobrir que você merece
respeito, descobrir seu valor como ser humano.
Você percebe a falta de assertividade em frases como “Não posso reagir
mal quando alguém faz uma brincadeira comigo, porque vou perder o amigo”.
Outros consideram que não tem o direito de tomar o tempo valioso do outro. O
tempo do outro sempre mais valioso que o seu, então fala até mais rápido para
que o outro não perca tempo. Cede sua vez, mesmo quando tem direito. Tudo
isso é falta de assertividade.
Como também a pessoa que acha que não deve incomodar os outros
pedindo alguma coisa. A pessoa que acha que não se deve nunca entrar em
conflito com os outros, mesmo quando têm razão. Tudo isso é falta de
assertividade, porque muitas vezes, se você não se coloca, o outro ocupa um
espaço maior do que lhe é devido, ou seja, as pessoas montam mesmo.

Você é assertivo?
Pense em você, em quantas vezes não engoliu sapos porque não disse
o que deveria ter dito. Quantas vezes você fez coisas que te prejudicaram
porque não conseguiu dizer “não”.
O mais importante é pensar agora sobre esse assunto e finalmente
aprender a ser assertivo para ter mais da famosa inteligência emocional, mas
principalmente para conseguir ter relacionamentos mais autênticos, tanto na
vida pessoal como na profissional. E a única forma de ser feliz é você
conseguindo ser você mesmo.
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Um ponto extremamente importante,dentro do processo de aprender a
ser mais assertivo é a empatia, ou seja, aceitar o outro. Você só vai conseguir
ser assertivo se aceitar a assertividade do outro. Se você ficar melindrado e
achar que o outro é grosso toda vez que ele for assertivo você vai limitar seu
crescimento. Você só vai expressar a sua própria incompetência. Pense bem
nisso!

Comunicação assertiva
A comunicação assertiva é transparente, honesta, objetiva e de mão
dupla. Ou seja, o assertivo também aceita quando o outro é assertivo com ele,
quando dizem as coisas de forma clara e objetiva.
Não gostaram do seu trabalho, não se sinta melindrado se falam sobre
isso contigo, aceite. Mesmo porque não é saudável ter a pretensão de ser
perfeito, você sabe que a vida é um eterno aprendizado, então agradeça a
critica e corra para não errar mais. Ou, se a critica não proceder, saiba como
não ouvir. Isso mesmo! Porque a gente precisa ouvir todo mundo? Os outros
também erram.
Um exemplo do que é ser assertivo: Você chega ao seu prédio e
encontra um carro estacionado na frente de sua vaga. O que você faz? Fica lá
esperando até alguém aparecer? Se fizer isso você foi passivo. Ou você tira o
zelador da cama e arma o maior barraco? Se fizer isso você foi agressivo.
Então como é ser assertivo? E chamar o proprietário do carro e dizer: “Imagino
que você deva ter alguma razão para colocar seu carro justamente na frente do
meu. Mas não considero justo você impedir minha saída. Por gentileza,
gostaria que você manobrasse seu carro para que eu possa sair”.
Assertividade é um direito
É claro que assertividade é um direito, não uma obrigação. É um direito
que te dá uma série de vantagens. Mas você tem também o direito de não ser
assertivo. Vamos dizer que você sabe que o vizinho deixou o carro dele na
frente do seu porque ele foi demitido e chegou em casa arrasado e nem sabia
mais o que estava fazendo. Por mais que ele esteja errado, talvez seja mais
interessante você não criar mais problemas na vida dessa pessoa e aí você
pode decidir, conscientemente, deixar essa pra lá. Assim, tudo bem, porque foi
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uma opção sua. Você pensou e decidiu não entrar na briga, fez com
consciência. Está ótimo. Prejudicial é quando você não é assertivo por medo.
Assertividade está diretamente relacionada ao medo. Medo de não ser aceito,
medo do outro. Medo de ser atacado. Medo de se expor. Medo de passar
ridículo.


CORDIALIDADE

Relacionamento humano não tem fórmula ideal. Cada pessoa tem uma
reação totalmente diferente com relação aos mais diversos assuntos. Mas, é
preciso chegar a um ponto comum: manter uma boa convivência. Afinal, na
maioria dos casos, passamos em média um terço de nossa vida diária no
trabalho.
Ideal seria que todos se considerassem como parte de um time. Nada de
chefes, nada de subordinados, nada de arrogância. Mas, na verdade, é preciso
hierarquia e é necessário e importantíssimo o relacionamento humano na
empresa.

Aí vão algumas dicas que podem ajudar muito na Sua Carreira.
1. Normas de Boas Maneiras (a famosa educação)…
Procure cumprimentar todas as pessoas que encontrar, na chegada e na
saída.
Parece que não, mas fica sempre muito bem dizer: “Por favor”, “Com
licença”, “Obrigado(a)” e “Desculpe-me”.
Seja atencioso, cordial e gentil. Evite, no trato habitual, expressões ou
modismos como: “gordo”, “careca”, “mano”, “idiota”, “meu bem”, “querida”, “meu
amor”, “minha flor”, ”nego”, “gata” ou “gato”. Melhor perguntar às pessoas como
elas querem ser tratadas: “senhor”, “senhora”, “senhorita” ou, simplesmente:
você.
Fale sempre bem de seus colegas de trabalho, da empresa e de seus
superiores.
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Não fale de problemas pessoais ou profissionais especialmente na
presença de pessoas estranhas.
Mantenha a limpeza em seu local de trabalho, na sua mesa, sua sala,
seus equipamentos, nas instalações da empresas.
Seja organizado com seus pertences e com seu material de trabalho.
Apresente-se decentemente vestido para o trabalho. Ex. Penteie o
cabelo; escove os dentes.

2. Regras para uma boa convivência com os colegas
Esteja sempre disponível. Existem tarefas para cada colaborador de
uma empresa. Não se negue a fazer qualquer coisa para a qual for designado,
mesmo que ela pareça que não esteja á sua altura e competência.
Seja positivo. Todas as coisas parecem impossíveis de serem realizadas e de
ter um resultado real. Mas, ajude desde o início com novas idéias. Nunca diga
não!
Se for um iniciante, estagiário ou trainee, esteja aberto a novas idéias,
tecnologias. Não se feche em seu mundo. Pelo contrário, esteja aberto o
máximo possível para aprender novas coisas.
Seja pontual em seus compromissos. Pontualidade é sinônimo de
responsabilidade e respeito aos demais. Pontual nos encontros, nas reuniões,
na chegada à empresa, na execução de uma tarefa.
Saber ouvir é um dom que nem todos possuem. Ouça mais e fale
menos.
Faça parte do time. Envolva-se no trabalho, nas atividades diárias. Se
for possível, invista um pouco do seu tempo em pesquisa ou novas idéias para
o grupo.
Seja colaborador. Não desperdice seu tempo com atividades que não
têm muito a ver com seu trabalho: lendo jornais, ou livros, fazendo trabalho da
faculdade durante o expediente, jogos e chat na internet, namoro no telefone.



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ÉTICA
Muitos autores definem a ética profissional como sendo um conjunto de
normas de conduta que deverão ser postas em prática no exercício de
qualquer profissão. Seria a ação "reguladora" da ética agindo no desempenho
das profissões, fazendo com que o profissional respeite seu semelhante
quando no exercício da sua profissão.
A ética profissional estudaria e regularia o relacionamento do profissional
com sua clientela, visando a dignidade humana e a construção do bem-estar
no contexto sócio-cultural onde exerce sua profissão.
Ela atinge todas as profissões e quando falamos de ética profissional
estamos nos referindo ao caráter normativo e até jurídico que regulamenta
determinada profissão a partir de estatutos e códigos específicos.
Sendo a ética inerente à vida humana, sua importância é bastante
evidenciada na vida profissional, porque cada profissional tem
responsabilidades individuais e responsabilidades sociais, pois envolvem
pessoas que dela se beneficiam.
A ética é ainda indispensável ao profissional, porque na ação humana "o
fazer" e "o agir" estão interligados. O fazer diz respeito à competência, à
eficiência que todo profissional deve possuir para exercer bem a sua profissão.
O agir se refere à conduta do profissional, ao conjunto de atitudes que deve
assumir no desempenho de sua profissão.
A Ética baseia-se em uma filosofia de valores compatíveis com a
natureza e o fim de todo ser humano, por isso, "o agir" da pessoa humana está
condicionado a duas premissas consideradas básicas pela Ética: "o que é" o
homem e "para que vive", logo toda capacitação científica ou técnica precisa
estar em conexão com os princípios essenciais da Ética. (MOTTA, 1984, p. 69)
Constata-se então o forte conteúdo ético presente no exercício
profissional e sua importância na formação de recursos humanos.

Individualismo e ética profissional
Parece ser uma tendência do ser humano, como tem sido objeto de
referências de muitos estudiosos, a de defender, em primeiro lugar, seus
interesses próprios e, quando esses interesses são de natureza pouco
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recomendável, ocorrem seríssimos problemas.
O valor ético do esforço humano é variável em função de seu alcance
em face da comunidade. Se o trabalho executado é só para auferir renda, em
geral, tem seu valor restrito. Por outro lado, nos serviços realizados com amor,
visando ao benefício de terceiros, dentro de vasto raio de ação, com
consciência do bem comum, passa a existir a expressão social do mesmo.
Aquele que só se preocupa com os lucros, geralmente, tende a ter
menor consciência de grupo. Fascinado pela preocupação monetária, a ele
pouco importa o que ocorre com a sua comunidade e muito menos com a
sociedade.
Para ilustrar essa questão, citaremos um caso, muito conhecido, porém
de autor anônimo.
Dizem que um sábio procurava encontrar um ser integral, em relação a
seu trabalho. Entrou, então, em uma obra e começou a indagar. Ao primeiro
operário perguntou o que fazia e este respondeu que procurava ganhar seu
salário; ao segundo repetiu a pergunta e obteve a resposta de que ele
preenchia seu tempo; finalmente, sempre repetindo a pergunta, encontrou um
que lhe disse: "Estou construindo uma catedral para a minha cidade".
A este último, o sábio teria atribuído a qualidade de ser integral em face
do trabalho, como instrumento do bem comum.
Como o número dos que trabalham, todavia, visando primordialmente ao
rendimento, é grande, as classes procuram defender-se contra a dilapidação
de seus conceitos, tutelando o trabalho e zelando para que uma luta
encarniçada não ocorra na disputa dos serviços. Isto porque ficam vulneráveis
ao individualismo.
A consciência de grupo tem surgido, então, quase sempre, mais por
interesse de defesa do que por altruísmo.
Isto porque, garantida a liberdade de trabalho, se não se regular e tutelar
a conduta, o individualismo pode transformar a vida dos profissionais em
reciprocidade de agressão.
Tal luta quase sempre se processa através de aviltamento de preços,
propaganda enganosa, calúnias, difamações, tramas, tudo na ânsia de ganhar
mercado e subtrair clientela e oportunidades do colega, reduzindo a
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concorrência. Igualmente, para maiores lucros, pode estar o indivíduo tentado a
práticas viciosas, mas rentáveis.
Em nome dessas ambições, podem ser praticadas quebras de sigilo,
ameaças de revelação de segredos dos negócios, simulação de pagamentos
de impostos não recolhidos, etc.
Para dar espaço a ambições de poder, podem ser armadas tramas
contra instituições de classe, com denúncias falsas pela imprensa para ganhar
eleições, ataque a nomes de líderes impolutos para ganhar prestígio, etc.
Os traidores e ambiciosos, quando deixados livres completamente livres,
podem cometer muitos desatinos, pois muitas são as variáveis que existem no
caminho do prejuízo a terceiros.
A tutela do trabalho, pois, processa-se pelo caminho da exigência de
uma ética, imposta através dos conselhos profissionais e de agremiações
classistas. As normas devem ser condizentes com as diversas formas de
prestar o serviço de organizar o profissional para esse fim.
Dentro de uma mesma classe, os indivíduos podem exercer suas
atividades como empresários, autônomos e associados. Podem também
dedicar-se a partes menos ou mais refinadas do conhecimento.
A conduta profissional, muitas vezes, pode tornar-se agressiva e
inconveniente e esta é uma das fortes razões pelas quais os códigos de ética
quase sempre buscam maior abrangência.
O egoísmo desenfreado de poucos pode atingir um número expressivo
de pessoas e até, através delas, influenciar o destino de nações, partindo da
ausência de conduta virtuosa de minorias poderosas, preocupadas apenas
com seus lucros.
Sabemos que a conduta do ser humano pode tender ao egoísmo, mas,
para os interesses de uma classe, de toda uma sociedade, é preciso que se
acomode às normas, porque estas devem estar apoiadas em princípios de
virtude.
Como as atitudes virtuosas podem garantir o bem comum, a Ética tem
sido o caminho justo, adequado, para o benefício geral.


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Trabalhar com alegria

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos
outros.
Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães
com o pouco que sobrava das refeições.
Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas
terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso.
Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé Alegria. Era um
jovem agricultor em busca de trabalho.
Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto
trabalhasse ali.
O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova.
Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores
alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos.
Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção
de todos que por ali passavam.
Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé
Alegria.
Os outros trabalhadores lhe perguntavam: Como você consegue trabalhar feliz e
sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?
O jovem olhou para os amigos e disse: Bem, este trabalho hoje é tudo que eu
tenho.
Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei
trabalhar aqui, sabia das condições.
Não é justo que, agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e
amor aquilo que aceitei fazer.
Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo
destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: Como ele pode pensar assim?
O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que
passou a observá-lo à distância.
Um dia o sr. João pensou: Alguém que cuida com tanto carinho da casa que
emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.
Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me
ajude na administração da fazenda.
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Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem
quentinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda.
O rapaz aceitou prontamente. Seus amigos agricultores novamente foram lhe
perguntar:
O que faz com que algumas pessoas sejam bem sucedidas e outras não?
A resposta do jovem veio logo: Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi
muito e o principal é que não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade
de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um.
Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca.
Mas, o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, jogamos a
responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios.
Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecidos
de que ela só depende de nós mesmos.
Para encobrir sua indolência, muitos jogam a culpa no governo, nos
empresários, nos políticos, na sociedade como um todo, esquecidos de que quem
elege os governantes são as pessoas; de que quem gera empregos são os
empresários e que a sociedade é composta pelos cidadãos.
Assim sendo, cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da
situação que nos rodeia.
E para ser feliz, basta dar ao seu mundo um colorido especial, como o
personagem desta história que, mesmo numa situação aparentemente deprimente
para os demais, soube fazer do seu mundo uma realidade bem diferente.
E, conforme ele mesmo falou: existe em nós a capacidade de realizar e dar vida
nova a tudo que nos cerca.
Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base em conto do livro Histórias
para sua criança interior, de autoria de Eliane de Araujoh, ed. Roca.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed.Fep.
Em 25.06.2012.





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Carta escrita por Leonardo da Vinci em 1480 para conseguir um emprego
Da Vinci direcionou seus conhecimentos para o que mais agradaria seu futuro
chefe
Até um gênio da Renascença precisou procurar emprego um dia. Em 1480, um
jovem Leonardo da Vinci estava fugindo de Florença, na Itália, lugar que já
estava cheio daqueles que compartilhavam de sua profissão: artista. Indo para
Milão, na época governada por Ludovico Sforza (que buscava aumentar o nível
cultural da cidade em comparação com Florença e Veneza), Da Vinci logo
pensou em trabalhar para ele.
Sabendo da predileção de Sforza por guerras, Leonardo fez o que qualquer
pessoa inteligente faria: utilizou o conhecimento que tinha para propor
invenções bélicas, ou seja, adequando seus conhecimentos para a
necessidade do empregador.
Meu ilustríssimo senhor
Tendo agora visto o suficiente e considerado os feitos de todos que se
consideram mestres da criação de instrumentos bélicos, e tendo notado que a
criação e utilização de tais instrumentos não possuem diferenças para aqueles
de uso comum, eu me proponho, sem querer tirar o crédito dos outros, a me
fazer ser entendido por Vossa Excelência para poder, assim, revelar meus
segredos e oferecê-los ao seu completo dispor, e, no momento certo, trazer, de
forma completamente funcional e efetiva, todas as coisas que descrevo
brevemente aqui a seguir:
1 - Eu possuo planos para pontes leves, fortes e portáteis, que serviriam para
seguir e, em algumas ocasiões, fugir dos inimigos, e outras, resistentes e
indestrutíveis, seja por fogo ou em batalha, fácil e conveniente para levantar e
mudar de posição. Também possuo planos capazes de queimar e destruir as
pontes inimigas.
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2 - Eu sei como remover água de diques e fossos e como produzir um número
infinito de pontes, escudos gigantes, escadas e outros instrumentos
necessários para tal empreitada.
3 - Em caso da impossibilidade de, durante a realização do sitiamento de um
terreno, procedê-lo com um ataque por causa da inclinação ou das dificuldades
de posicionamento e locação, eu possuo métodos de destruir qualquer
fortaleza ou outra construção, a não ser que tenha sido criada sobre uma
pedra.
4 - Eu também possuo tipos de canhões mais convenientes e portáteis, com os
quais é possível atirar pequenas pedras como uma chuva de granizo; e a
fumaça dos canhões instalará grande medo, além dos graves danos e
confusão.
5 - Além disso, tenho meios de chegar a um lugar designado previamente
através de minas e passagens subterrâneas secretas, construídas sem
nenhum barulho, mesmo que seja necessário passar por debaixo de diques,
poços ou rios.
6 - Também farei veículos cobertos, seguros e inatacáveis, que irão penetrar as
forças inimigas e suas artilharias, e não existe nenhum exército de homens
armados que meus veículos não atravessariam. E, atrás deles, a infantaria
andaria sem nenhum dano ou bloqueio.
7 - Também, em caso de necessidade, eu farei canhões, mísseis e morteiros
com designs bonitos e funcionais, que são bem diferentes do comum.
8 - Onde o uso de canhões for impossível, eu criarei catapultas, manganelas e
outros instrumentos de eficiência sensacional que poucas pessoas usam.
Resumindo, de acordo com o que as circunstâncias pedem, eu farei infinitos
itens para ataque e defesa.
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9 - E em caso de batalhas marítimas, eu possuo exemplos de diversos
instrumentos que são perfeitamente utilizáveis tanto para ataque ou defesa,
além de embarcações que irão resistir ao fogo dos mais pesados canhões.
10 - Em tempos de paz, eu acredito que posso realizar um magnífico trabalho
em qualquer outro campo da arquitetura, como a construção de prédi os
públicos ou privados e a transição de grandes quantidades de água de um
lugar para outro.
Eu também posso executar esculturas em mármore, bronze e argila. Da
mesma forma, posso executar qualquer pintura, com capacidade de desenhar
tudo tão bem quanto qualquer outro, seja ele quem for.
Em meu trabalho, posso me comprometer com cavalos de bronze, que
serviriam para imortalizar e eternizar a glória e a honra da auspiciosa memória
de vosso pai, e a ilustre casa de Sforza.
E caso qualquer um dos pontos acima pareçam impossíveis ou impraticáveis,
eu estou mais do que disposto em demonstrá-los em qualquer lugar que
agrade Vossa Excelência, para quem eu me recomendo com toda humildade
possível.






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