FMU– Centro Universitário

DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA
1
O
ANO – 1º SEMESTRE
AULA !!!"!!!!"!!!!!!
Lin#$%#e& Forense' E()ress*es L%tin%s e +Es,$e-eto. /e $&% Peti01o Ini2i%-'
I - Lin#$%#e& Forense É sabido que o escrever corretamente assume no campo do Direito valor maior do
que em qualquer outro setor. O advogado que arrazoa ou peticiona ou o juiz que sentencia ou despacha têm de
empregar linguagem escorreita e técnica. A boa linguagem é dever do advogado consigo mesmo.
O Direito é a proiss!o da palavra" e o operador do Direito" mais do que qualquer outro
proissional" precisa saber usa-la com conhecimento" t#tica e habilidade. Deve-se prestar muita aten$!o %
principal erramenta de trabalho" que é a palavra escrita ou alada" procurando transmitir melhor o pensamento
com eleg&ncia" brevidade e clareza.
A linguagem é um meio de transmiss!o de idéias. 'uanto melhor or o meio" melhor ser# a
transmiss!o. (m Direito" a transmiss!o ter# de ser pereita" a im de alcan$ar seus altos objetivos.
)esse diapas!o" despontam as normas gramaticais que servir!o de lastro para a veicula$!o da
mensagem jur*dica no dia-a-dia do operador do Direito.
O operador do Direito vive do Direito e da +*ngua ,ortuguesa" primacialmente. -m erro
ling.*stico em peti$!o" senten$a ou ac/rd!o" tem o cond!o de retirar-lhe a pujan$a e a autoridade" além de
espelhar a incapacidade do anunciante. Demais disso" h# 0eeitos colaterais1 demasiado inc2modos3 o cliente"
se perceber o erro" pode se questionar3 0como é poss*vel um advogado n!o saber concord&ncia verbal ou
ortograia" se vive da arte de convencer outrem41 A situa$!o ser#" no m*nimo" embara$osa.
É imperioso que o operador do Direito" que se vale das erramentas acima mencionadas"
mantenha constante preocupa$!o para e5pressar as idéias com clareza e precis!o" sem sacriicar o estilo solene
que deve nortear a linguagem orense.
Destarte" se o português é essencial para qualquer carreira" em rela$!o ao Direito ele é um
pressuposto. A 6nica arma do bacharel é a linguagem. Do mau conhecimento ou da inadequada utiliza$!o
desse instrumento" poder!o derivar vulnera$7es e mesmo o perecimento de direitos alheios" como a liberdade"
a honra e o patrim2nio das pessoas1.
8omo se nota" o desconhecimento do vern#culo
9
torna o advogado um r#gil deensor de
interesses alheios" n!o sendo capaz de convencer sobre o que arrazoa" nem postular adequadamente o que
intenciona. ,ode até mesmo se ver privado de prosseguir na lide" caso elabore uma peti$!o inicial inintelig*vel
ou em disson&ncia com as normas cultas da +*ngua ,ortuguesa" uma vez que o 8/digo de ,rocesso 8ivil" no
art. 9:;" obriga o uso do vern#culo
<
em todos os atos e termos do processo.
Dessa orma" cumpre-nos analisar com acuidade alguns requisitos e pressupostos para a
correta elabora$!o da peti$!o inicial.
Te(to Ar#$&ent%tivo = 8onvém observar que todo te5to argumentativo constitui-se de uma3
I)>?OD-@AO" de uma B-)DAC()>A@AO e de uma 8O)8+-DAO.
O te5to argumentativo" predominante na pr#tica orense" obedece a uma l/gica dialética que se
repete nas principais pe$as processuais. É composto da intro/$01o 3teseE" da 4$n/%&ent%01o Fant*teseE e da
2on2-$s1o Fs*nteseE. 8om um pouco mais de aten$!o é poss*vel perceber que as pe$as processuais também
seguem este padr!o" apresentando sempre" na essência" a parte introdut/ria Fendere$amento" dados" sauda$!o e
9
Verná2$-o é o idioma oicial e pr/prio de um determinado pa*s. A 8B estabelece em seu art. 9G que 0A l*ngua
portuguesa é o idioma oicial da ?ep6blica Bederativa do Hrasil1.
<
9
identiica$!o das partes e da pe$aE" a intermedi#ria Fcomposta pela e5posi$!o das raz7es e dos undamentos do
pedidoE e a inal Fpedido" requerimentos" data e assinaturaE.
É imperioso recapitular que o advogado precisa saber empregar os sinais marcadores de
pausas e de entoa$!o na escrita orense" quais sejam3 de pausas Fv*rgula" ponto e v*rgula e pontoE de entoa$!o
Fdois pontos" ponto de interroga$!o" ponto de e5clama$!o" reticências" aspas" parênteses e travess!oE.
II - E()ress*es -%tin%s n% -in#$%#e& 4orense' Usá5-%s 2o&e/i/%&ente6 s7 %s e()ress*es 2ons%#r%/%s )e-o
$so 4re,8ente no Foro'
9. Ab absurdo: a partir do absurdo. Bala-s em argumento ab absurdo e n!o ab absurdum como se vê em livros
de autores renomados.
<. Ab initio: desde o in*cio" a partir do in*cio" de in*cio.
G. Absente reo: na ausência do réu" estando o réu ausente.
(53 ,rocedeu-se ao julgamentoIIIIIIIIIIIIIIIIIII.
J. Ad cautelam: para eeito de cautela" preven$!o.
(53 Cedidas IIIIIIIIIIIIIIFacauteladorasE. )omea$!o IIIIIIIIIIIIIIIIIFpor precau$!oE.
:. Ad hoc: para isto" para caso especiicado" determinado. (53 advogado IIIIIIIIIIIIII.
;. Ad judicia: para o Ku*zoL procura$!o v#lida apenas para o ju*zo.
M. Ad negotia: para eeito administrativo ou particularL procura$!o e5trajudicial" v#lida para neg/cios em geral.
N. Ad nutum: segundo o arb*trio" livremente.
(53 Assim sendo" o mandato n!o comporta revoga$!o ad nutum.”
O. Ad probationem: para a prova" determinada ormalidade legal e5igida s/ para a prova do ato.
9P. A quo: procedência Fde quem" do qualE. A quo designa a primeira inst&ncia judicial" de onde parte um
processo ou um pleito" para seguir os seus tr&mites. O juiz a quo julga em primeira inst&nciaL juiz ad quem em
segunda ou 6ltima inst&ncia. O juiz a quo ou tribunal a quo é o ponto de partida.
99. Ad quem: para quem" para o qual.
(53 >ribunalIIIIIIIIIIFao qual o recurso é dirigidoE.
Dia IIIIIIIIFim da contagem do prazoE.
9<. Alieno tempore: ora do tempo" intempestivo" inoportuno.
9G. Bis in idem: duas vezes sobre a mesma coisaL incidência de um mesmo tributo sobre o mesmo contribuinte
ou sobre matéria j# tributada.
9J. Concessa venia: concedida" suposta a vênia Fautoriza$!o" consentimento" licen$aE" a permiss!oL o mesmo
que data venia.
9:. De cujus: o alecido" o testador alecido
9;. Ex nunc: ato" condi$!o ou contrato cujos eeitos se azem sentir com a celebra$!o do ato" sem
retroatividade.
9M. Ex tunc: desde ent!o" com retroatividade.
9N. Ex officio: em un$!o" em decorrência do o*cio" do cargo.
(53 A suspens!o da a$!o pode ser provocada pelo acusador" pelo acusado ou decretada ex officio pelo juiz.
9O. Ex vi: por eeito" por or$a" em decorrência da or$a.
(53 A a$!o ser#" ent!o" p6blica ex vi do artigo 9PG.
<P. n limine: no come$o" no in*cio" no limiar.
(53 ?ejei$!o in limine! o povo traduziria em3 rejei$!o 0de cara1.
<9. n loco: no lugar" no pr/prio local. (5press!o equivalente seria também in situ.
<<. "ato sensu: em sentido amplo" geral.
(53 ,/s-gradua$!o IIIIIIIIIIIII.
<G. #utatis mutandis: mudado o que deve ser mudado Fmudadas as coisas que devem ser mudadasE
<J. $ro rata: em propor$!o" proporcionalmente.
(5.3 Dendo dois ou mais réus" a satisa$!o das custas processuais se ar# mediante rateio ou pro rata.
<:. n albis: em branco.
(5.3 O advogado dei5ou luir IIIIIIIIIo prazo para apresenta$!o da contesta$!o.
<;. n verbis: te5tualmente" nestas palavras" com as mesmas palavrasL o mesmo que ipsis literis.
<M. %ic: assim" deste modo" desta ormaL termo que se coloca dentro ou ap/s uma cita$!o" entre parênteses ou
colchetes" para indicar que é absolutamente iel" embora se mostre ou pare$a mostrar errada.
<N. &acatio legis: per*odo compreendido entre a publica$!o de uma lei e a sua entrada em vigor.
<O. Ex positis: diante do e5posto.
GP. %ine qua non: indispens#vel" obrigat/ria" necess#ria.
(5.3 8ondi$!o IIIIIIIIIIIIII.
G9. %tatus quo: na situa$!o em que" no estado em que se acha uma quest!o.
<
G<. %ub judice: em ju*zo" pendente de julgamento" % espera de julgamento.
GG. &erbi gratia: por e5emploL abrevia-se v.g.
GJ. 'umus boni iuris: aparência de direito" uma$a do bom direitoL a locu$!o latina signiica ind*cio"
possibilidade da e5istência de um direito.
G:. $ericulum in mora: perigo ou risco pela demora.
G;. naudita altera parte: sem ouvir a outra parteL caracter*stica undamental das medidas liminares" que s!o
concedidas pelo juiz sem audiência da parte contr#ria.
GM. Custos legis: iscal da leiL a e5press!o latina é utilizada como sin2nimo de ,romotor de Kusti$a" quando
este atua em processos c*veis.
GN. Dominus litis: o autor da a$!o" dono da lideL a e5press!o latina também é utilizada como sin2nimo de
,romotor de Kusti$a" mas quando este atua em processos criminais. 8umpre esclarecer" que o termo rancês
parquet" também é utilizado como sin2nimo da igura do representante do Cinistério ,6blico" seja nos
processos c*veis" seja nos criminais.
III - Estr$t$r%01o /e $&% )eti01o ini2i%- o9serv%n/o ,$e
8onstitui li$!o velha" desde os pra5istas" que a ,eti$!o Inicial deve ser um silogismo. O
silogismo é um racioc*nio" mediante o qual 0da posi()o de duas coisas* decorre outra* s+ por estas terem sido
postas”FArist/telesEL ou" mais simplesmente" é um argumento dedutivo ormado de três proposi$7es
encadeadas" de tal modo que das duas primeiras se inere necessariamente a terceira. (ssas proposi$7es
chama-se de premissa maior" premissa menor e conclus!o.
(5emplo3
Todo cidadão brasileiro pode votar (premissa maior).
Pedro é cidadão brasileiro (premissa menor).
Logo, Pedro pode votar(conclusão).
)a peti$!o inicial
9
" a premissa menor precede a premissa maior3
O FATO – ,remissa menor
O DIREITO – ,remissa maior
O PEDIDO – 8onclus!o
Igualmente" a inicial
<
deve ser redigida com idéias concatenadas" isto é" articuladas" a saber3
disposi$!o da matéria em artigos ou par#graos" separados e correlacionados. >ais artigos s!o hoje
impropriamente denominados 0itens1 e s!o numerados ou enunciados por letras na ordem do abeced#rio.
Degundo os c&nones da boa disposi$!o" quando se usam n6meros" colocam-se pontosL quando letras" parêntesis
Qe5emplo3 9. <. G.R ou QaE bE cER. )os petit/rios recomenda-se essa regra.
IS - +Es,$e-eto . /e $&% Peti01o Ini2i%- +Rito Or/inário.
>ranscreva nos ret&ngulos correspondentes" na ordem correta" os seguintes dados a seguir" que est!o
desordenados3
• >érmino da peti$!o" onde se pede o deerimento do articulado
• 'ualiica$!o das partes3 nomes" prenomes" estado civil" proiss!o" residência e domic*lio" n6mero da
cédula de identidade F?.T.E e inscri$!o no 8,BUCB art. <N< II do 8,8 e art. G; do 8,8"
dispositivo legal" nome da a$!o" procedimento" prova do mandato Fpre&mbuloE
Not% = tratando-se de pessoa jur*dica = 8),K = por seu representante legalL art. 9< SI do 8,8.
• (ndere$amento = Kuiz a quem é dirigida a peti$!o" sem indicar a Sara = art. <N< I do 8,8.
• ?ol de testemunhas" de acordo com o procedimento.
• (spa$o de apro5imadamente 9P cent*metros para o protocolado do Distribuidor e despachos do Kuiz.
9
V# in6meros sin2nimos para peti$!o inicial3 pe$a e5ordial" preambular" introdut/ria" preacial" vestibular" inaugural" libelo c*vel"
libelo c*vel inaugural" entre outros.
<
Sale lembrar o en2meno ling.*stico chamado 9r%n,$io-o#i%3 consiste em simpliicar-se a e5press!o" eliminando-se o substantivo e
substantivando-se o adjetivo. (5emplos3 ,eti$!o inicial = a inicialL 8arta ,recat/ria = a precat/riaL 8arta ?ogat/ria = a rogat/riaL )ota
,romiss/ria = a promiss#ria.
G
• ?equerimento de cita$!o do réu" procedência e sucumbência Fart. <N< SII do 8,8E.
• Batos e Bundamentos Kur*dicos do 0pedido1 Fcausa pr/5ima e causa remotaE = art. <N< III do 8,8.
• ?equerimento dos bene*cios da Assistência Kudici#ria Tratuita = +ei n.W 9.P;PU:P e M.:9PUN;" se or o
caso.
• +ocal" data" assinatura do advogado e o n6mero de inscri$!o na seccional competente da OAH =
arts. G
o
" 9G
o
e 9J
o
- +ei N.OP;UOJ.
• ,edido Fpretens!oE e sua especiica$7es3 arts. <N< IS" <N;U<OJ 8,8.
• ?equerimento dos bene*cios do art. 9M< e par#graos do 8,8" os da +ei N.M9PUOG cUc artigos <<< e
<<J do 8,8.
• O valor da causa = arts. <:N e <N< S do 8,8.
• ,rovas do alegado" sem e5clus!o de nenhuma" especialmente o depoimento pessoal do réu" inquiri$!o
de testemunhas" etc. art. <N< SI 8,8.
• (ndere$o completo do advogado para receber intima$7es = art. GO I do 8,8.
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CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA
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