FMU – Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas Curso de Estágio Profissional de Advocacia – CEPA 1 o Ano - 1 o Semestre AULA !A " " " Intervenção de terceiros. 1. Conceito É um instituto que permite o ingresso de um terceiro na relação jurídica existente entre o autor e o réu. O terceiro, estranho à relação jurídica, ao ingressar em um dos pólos estabelece uma noa relação jurídica, independente e aut!noma da relação jurídica original. 2. Classificação " interenção de terceiros pode ser classi#icada como adesia ou principal e espont$nea ou proocada.  Intervenção adesiva (ad coadjuvandan) O terceiro ingressa na relação jurídica e assume a posição de auxiliar da parte.  Intervenção principal O terceiro ingressa na relação jurídica e exerce o direito de ação, requerendo para si a coisa ou objeto sobre qual litigam autor e réu.  Intervenção espontânea O ingresso do terceiro na relação jurídica entre o autor e réu ocorre de #orma olunt%ria. &ão #ormas olunt%rias as modalidades de assist'ncia e oposição.  Intervenção provocada O ingresso do terceiro na relação jurídica entre o autor e réu ocorre de #orma não espont$nea, ou seja, imposta, proocada pelo autor ou pelo réu. &ão #ormas proocadas as modalidades denunciação da lide, nomeação à autoria e chamamento ao processo. 3. Modalidades de intervenção &ão ( as modalidades) assist'ncia, oposição, nomeação à autoria, chamamento ao processo e denunciação da lide. O *+*, em seu capítulo ,-, de#ine como modalidade de interenção de terceiros a oposição, nomeação à autoria, chamamento ao processo e denunciação da lide, deslocando a assist'ncia para o capítulo ,, porém, é pací#ico na doutrina que a assist'ncia é também uma modalidade de interenção de terceiros. Assistência (art. 50 a 55 C!C) 1. Conceito É uma modalidade de interenção de terceiros que se apresenta de #orma olunt%ria .espont$nea/ que permite ao terceiro #ormular pedido de ingresso na relação jurídica processual que inicialmente era composta por autor e réu. 1 2. !ress"postos de ad#issi$ilidade +endente uma causa pode o terceiro desde que postule esta condição e demonstre interesse jurídico interir no processo na qualidade de assistente, ou seja, o terceiro dee requerer esta condição e demonstrar que possui o interesse na itória da parte a qual pretende assistir. O assistente ao ser admitido na relação processual tem os mesmos direitos e deeres processuais do assistido e se o assistido tornar0se reel o gestor de negócios ser% o assistente. " assist'ncia poder ser simples ou litisconsorcial.  Assistência si#ples 1a assist'ncia simples o assistente interém no auxílio da parte contra a outra em #unção do interesse jurídico que tem na itória ou na derrota da outra parte. O papel do assistente é o de auxiliar a parte assistida em de#esa do direito da mesma. O assistente simples, também chamado de adesio, atua coadjuando a atiidade processual do assistido em con#ormidade com os interesses deste e isto se d% porque ele não pode ser parte e, portanto ingressa no processo como assistente. " atuação do assistente é inculada a atuação da parte e nunca é atingido pela coisa julgada.  Assistência litisconsorcial 1a assist'ncia litisconsorcial o assistente atua como se ele #osse um erdadeiro litisconsorte do assistido. 2i#erente do assistente simples que não pode ser parte, o assistente litisconsorcial não é parte, mas poderia s'0 lo, porém entra na relação jurídica processual como assistente litisconsorcial. 2ee haer uma relação jurídica entre o intereniente e o aders%rio do assistido. 3oda e4 que a sentença in#luir na relação jurídica existente entre o assistido e o aders%rio do assistido temos o litisconsorte da parte principal. 3. %entença e efeitos "pós tr$nsito em julgado da sentença o assistente só poder% discuti0la em processo posterior noamente se proar que #oi impedido de produ4ir proas passíeis de in#luir no processo, pelo estado em que recebeu o processo ou pelas declaraç5es e atos do assistido. &posição (art. 5' a '1 C!C) 1. Conceito 1essa modalidade o terceiro ingressa na relação jurídica pleiteando no todo ou em parte coisa ou objeto sobre o qual recai a demanda, ou seja, o próprio direito material em con#lito entre autor e réu. "presenta0se de #orma olunt%ria. " oposição #orma uma segunda relação jurídica processual composta de um lado pelo terceiro que é denominado opoente e do outro lado estarão autor e réu, denominados opostos. (o#eação ) a"toria (art. '2 a '* C!C) 1. Conceito É uma das modalidades de interenção de terceiros quali#icada como #orma de interenção não olunt%ria, di#erindo da oposição e da assist'ncia cuja interenção ocorre de #orma espont$nea. 2 " nomeação à autoria possibilita a correção da legitimidade do pólo passio da relação jurídica porque se a pessoa indicada como réu não #or parte legítima ser% indicado o real possuidor contra quem dee dirigir0se a demanda. 1a nomeação à autoria ocorre a substituição do réu ilegítimo pelo legítimo eitando que o jui4 decrete a extinção do processo sem julgamento do mérito pela ilegitimidade da parte. 2. +ip,teses de ca$i#ento &ão duas as hipóteses de cabimento)  O mero detentor da coisa é acionado em relação a essa coisa, mas por não ter a posse ou propriedade do objeto discutido deer% indicar .nomear à autoria/ o real propriet%rio ou possuidor para que #igure no pólo passio.  " aquele que alegar que agiu em nome de outrem deer% indicar .nomear à autoria / o mandante para compor a relação jurídica. &$s.- responder% por perdas e danos aquela a quem incumbia a nomeação deixar de nomear a autoria e6ou nomear pessoa diersa daquela cujo nome detém a coisa demandada e daí temos o car%ter obrigatório desta modalidade C.a#a#ento ao processo (art. // a 00 C!C) 1. Conceito É uma das modalidades de interenção de terceiro quali#icada como #orma coacta, cuja proocação é exclusia do réu. " #inalidade desta modalidade é ampliar o objeto do processo tra4endo para a causa os demais obrigados solidariamente respons%eis com o réu e atribuir ao réu0chamante título executio judicial contra os réu0chamados. É um mecanismo que introdu4 na relação jurídica processual original a #igura do deedor ou do #iador para que cada um responda total ou parcialmente a prestação exigida no processo. 2. +ip,teses de ca$i#ento O chamamento ao processo é admissíel em tr's situaç5es.  +ara tra4er ao processo o deedor principal quando o #iador #or réu7  +ara tra4er ao processo os outros #iadores quando na ação tenha sido citado apenas um dos #iadores7  +ara tra4er ao processo os demais deedores solid%rios, quando a ação #oi proposta apenas em #ace de um ou alguns dos deedores principais da díida comum. 1en"nciação da lide (art. /0 a /5 C!C) 1. Conceito É uma das modalidades de interenção de terceiros quali#icada como #orma proocada e cuja proocação se d% pelas partes, ou seja, ou pelo autor ou pelo réu. " denunciação da lide isa garantir a recomposição das perdas, caso sobreenha a derrota, portanto nesse modalidade tem0se preisto o direito de regresso. &endo #eita a denunciação da lide duas aç5es tramitarão simultaneamente. 8ma ser% a principal moida pelo autor em #ace do réu e a outra eentual moida pelo litisdenunciante em #ace do litisdenunciado e só ser% apreciada a segunda ação se o julgamento da principal #or des#aor%el ao denunciante. 3 2. +ip,teses de ca$i#ento " denunciação da lide é admissíel em tr's situaç5es.  +ode ocorrer nas aç5es de anulação de alienação para que o adquirente possa exercer o direito de eicção7  +ara tra4er ao processo o propriet%rio ou possuidor da coisa demandada7 e,  +ara tra4er ao processo aquele que estier obrigado, por lei ou contrato, a indeni4ar, em ação regressia, o prejuí4o estabelecido na demanda. 2eita pelo a"tor  +edido #eito na petição inicial da ação principal7  &uspende0se o processo assim que ordenada a citação7  *itação do denunciado requerida .alienante, propriet%rio, possuidor indireto ou respons%el pela indeni4ação/ dee ser #eita em 9: dias, se em outra comarca ou local incerto, e em de4 dias, se mesma comarca7  &e o denunciado #icar inerte a ação prossegue unicamente em relação ao denunciante7 e,  &e o denunciado comparecer, assume posição de litisconsorte, pode aditar petição inicial e prosseguir% com a citação do réu. 2eita pelo r3"  +edido #eito no pra4o da contestação7  &uspende0se o processo assim que ordenada a citação7  *itação do denunciado requerida .alienante, propriet%rio, possuidor indireto ou respons%el pela indeni4ação/ dee ser #eita em 9: dias, se em outra comarca ou local incerto, e em ;: dias, se mesma comarca7  &e o denunciado aceitar a den6 8uai! o! %ato! e %undamento! da 'eti72o9 ?6 8ual o 'edido9 @6 8uai! o! requerimento!9 A- cita72o9 B6 C-6!e #alor D cau!a9 "or que9 1E6 4omo de#e !er %eito o encerramento da 'eti72o9 ; 116 Ju!ti=que a medida adotada. > FMU – Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 1.º Ano – 1º Semestre Aluno(a) ______________________________________________ n.º ______ Turma: ____ COD. 0.0$ )1est2es O34et56#s 7e D5re5to C5658 9 81: 7o E"#me 7e Or7em 7# OA&'SP+ 1. F ca!o de denuncia72o da lide: (A) quando !e e!t- diante de liti!con!Grcio nece!!-rio. (H) quando, !endo o de#edor acionado, denuncia o =ador. (4) quando aquele que e!ti#er obri&ado 'or lei ou contrato < denunciado a a!!e&urar a obri&a72o. (C) quando !endo acionado o detentor, e!te denuncia o 'ro'riet-rio ou 'o!!uidor. Ju!ti=que o %undamento le&al da re!'o!ta correta _________________________________ E2. A denuncia72o da lide < obri&atGria (A) ao 5ini!t