Faculdade de Tecnologia de Sorocaba

Curso Superior em Fabricação Mecânica Turma II

Física – Laboratório (Experimental)
Prof. M.Sc. Engenheiro Marcos José de Lima





4ª Experiência



Tema: Cálculo do Centro de Gravidade (C.G.)

Data do ensaio: 26/04/2012
Data do relatório: 10/05/2012



Grupo realizador:

Felipe Vieira Takahashi
Marcelo Pereira da Silva
Marcos Paulo Oliveira dos Santos





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SUMÁRIO








1 - INTRODUÇÃO........................................................................ 03
2 - MATERIAIS............................................................................ 05
3 - METODOLOGIA..................................................................... 06
4 - RESULTADOS........................................................................ 07
5 - CONCLUSÃO ........................................................................ 11
6 .- BIBLIOGRAFIA..................................................................... 11
7 - ANEXO I ............................................................................... 12
8- ANEXO II ............................................................................... 13
9 – ANEXO III ............................................................................ 14


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1. INTRODUÇÃO
Centro de massa, centro de gravidade e equilíbrio.

O centro de massa de um objeto qualquer é na verdade uma posição definida
matematicamente. Esta posição pode ser encontrada a partir da massa do objeto e da atuação
de uma força externa resultante sobre ele.
Considere um objeto qualquer como sendo feito de muitas partículas menores, se
sobre cada uma dessas partículas existir a aplicação de forças, sabe-se pela segunda lei de
Newton que a soma de todas elas é a força externa resultante. Desta maneira a força resultante
é dada pela soma de todas as massas multiplicadas pelas suas respectivas acelerações. A soma
das massas vai gerar a massa total do objeto; e a soma das acelerações gera a aceleração total.
Pode-se pensar no centro de massa de um corpo qualquer, como sendo o ponto em que
se concentra toda sua massa. Considera-se que este ponto possui a aceleração resultante, ou
então, que apresenta momento igual à somatória do sistema, seja ele um corpo simples como
um dado, ou complexo como uma aeronave (Ilustração I).





Ilustração I

Nesta experiência será determinado o centro de gravidade de corpos simples (placas de
alumínio de perfil geométrico e área recortada de espessura considerada uniforme perfeita).
No conceito de centro de gravidade supõe-se um objeto pequeno como um livro e deseja-se
deixá-lo em equilíbrio através da aplicação de uma única força. Haverá então, duas forças
atuando sobre ele: a força aplicada e a força peso. Sabe-se que a força peso resulta da ação
atrativa da gravidade da terra sobre as massas que constituem o objeto. Essas forças de
atração são proporcionais às massas e podem ser consideradas paralelas entre si.
O ponto de aplicação da força deve estar alinhado com o centro do objeto, em outras
palavras, o ponto de aplicação deve estar alinhado com o centro de massa. Como exemplo
pode-se citar uma bandeja equilibrada na ponta de um dos dedos, se não apoiá-lo no centro da
bandeja, ela gira ao seu redor e cai. Se ao invés de equilibrá-la com o dedo, usar um barbante
preso a uma das alças de suporte encontrará da mesma forma o ponto central, isto é, o ponto
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de aplicação da força estará alinhado com o centro de massa, formando uma linha imaginária
que aponta para baixo. Se retirar a bandeja dessa posição de equilíbrio, suspendendo-a por um
dos lados e depois a soltando, ela irá girar ao redor do ponto de apoio, oscilando em torno da
posição de equilíbrio até parar.
O que determina o ponto de equilíbrio de um corpo da forma como se descreve é a
localização do chamado centro de gravidade (C.G.), que nada mais é que o "ponto de
aplicação" da força gravitacional sobre a soma das massas (peso). Quando se tem uma
situação em que o campo gravitacional pode ser considerado uniforme (tem o mesmo valor
em qualquer posição e pode ser representado por linhas paralelas entre si em regiões
próximas), o centro de gravidade coincide com o centro de massa.
Por este motivo o centro de massa é quase sempre o centro de gravidade. Se as
dimensões de um objeto forem tão extensas ao ponto da aceleração gravitacional não ser a
mesma em diferentes partes, será mais difícil encontrá-lo, pois a localização do centro de
massa será diferente do centro de gravidade.

Este experimento é o primeiro da série que envolve o equilíbrio dos corpos. É
operacionalmente muito simples e permite determinar e identificar concretamente o conceito
fundamental explorado ao longo do texto: o centro de gravidade.
O objetivo geral da experiência é encontrar experimentalmente o centro de gravidade.
Os objetivos específicos são:

 Conceituar equilíbrio mecânico (o peso passa pelo C.G. de corpos em equilíbrio);
 Utilizar o conceito de momento ou torque;
 Encontrar as condições necessárias ao equilíbrio de um corpo;
 Definir força gravitacional;
 Conceituar centro de gravidade;

Um fator que merece destaque é a possibilidade de desenvolver nos alunos uma
competência relacionada à investigação. Uma coisa é encontrar o centro de gravidade por
tentativas intuitivas de equilibrar o alumínio com a ponta do dedo como no exemplo da
bandeja acima descrito, movendo-o para lá e para cá, evitando que ele caia; outra é encontrar
o centro de gravidade através de um procedimento experimental que permita chegar a uma
solução satisfatória para o problema do equilíbrio.












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2. MATERIAIS


 Base metálica e fio de prumo

 Placas recortadas de alumínio

 Esquadro, escala


 Notebook
 Software M.S. Office Word
 Calculadora científica
 Folha de papel A4
 Livro de física
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3. METODOLOGIA
a) Medir e calcular A
0
(área da figura básica em mm
2
).

b) Medir e calcular cada área individual (A
1
,

A
2
,

A
3
, ..., A
n
) em mm
2
.

c) Adotar um sistema cartesiano de eixos X,Y e posicionar convenientemente a peça,
demarcando-a no papel.

d) Medir as abscissas e as respectivas ordenadas em mm.

e) Calcular A
f
(área final).

f) Calcular X (abscissa do C.G.) e Y (ordenada do C.G.).

g) Utilizando o fio de prumo, demarcar o C.G. experimentalmente e comprovar na prática
a exata localização do mesmo confrontando os resultados.


3.1 – Exemplo: Desenho no papel sulfite.










4. RESULTADOS


0,0
Y

Y
1
Y
2
Y
0
X
2
X
0
X
1
X
7

4. RESULTADOS
Com base em estudos práticos, cálculos matemáticos e observações realizadas em
laboratório, segue-se a exposição dos resultados apurados conforme metodologia adotada.
Foram executadas medições de três placas de diferentes perfis e os cálculos realizados. Fez-se
também a transferência de todo o sistema para folhas de papel A4, onde foram demarcadas as
direções de prumo num sistema cartesiano, traçado o C.G. geometricamente, estudos e cálculos
das áreas de cada detalhe. Elucidou-se o ponto algébrico do C.G. em cada uma das três placas.
Seguem-se os resultados práticos.
4.1 Transferência do sistema para o papel A4
Primeiramente, penduraram-se as placas uma a uma através de pequenos furos e
demarcaram-se no alumínio as linhas prumadas a lápis, originando o C.G.. Com esquadro e
escala transferiu-se o sistema de cada placa para as folhas de papel A4 (figura I).

Figura I


4.2 Os cálculos (Fórmulas)
X =

Y =

Onde: A
0.
X
0
= área inicial multiplicada pela abscissa
A
1
.X
1
= área do detalhe adicionado ou retirado
A
n
.X
n
= n áreas multiplicadas pelas abscissas
Área final Af

= A
0
– A
1
+ A
2
– A
3
... A
n
8



4.3 Placa retangular com um recorte de ¼ de circunferência e mais em retângulo (ANEXO I)

A
0
=

b x h => 180 x 250 => 45000mm
2
A
1
= π x r
2
/ 4 => 3,1416 x 80
2
/ 4 => 3,1416 x 6400 / 4 => 20106,24 / 4 => 5026,56mm
2

A
2
= b x h => 40 x 80 => 3200mm
2
A
3
= b x h => 80 x 50 => 4000mm
2

A
4
= b x h => 40 x 170 => 6800mm
2

A
f
= A
0
- A
1
- A
3
-

A
4
A
f
= 45000 – 5026,56 – 4000 – 6800 => 37173,44mm
2


X =
()()

X =

X =

X = 72,10mm

Y =
()()

Y =

9

Y

Y

Comparativo Algébrico (72,10 ; 98,00) pelo prumo (74,00 ; 104,00)

4.4 Placa semicircunferência com dois recortes (ANEXO II)

A
0
= π x r
2
/ 2 => 3,1416 x 147
2
/ 2 => 3,1416 x 21609 / 2 => 67886,83 / 2 => 33943,33mm
2
A
1
= π x r
2
=> 3,1416 x 39,5
2
=> 3,1416 x 1560,25 => 4901,67mm
2
A
2
= b x h => 59 x 39 => 2301mm
2

A
f
= A
0
- A
1
– A
2
A
f
= 33943,33 – 4901,67 – 2301 => 26740mm
2


X =
( )–()

X =

X =

X = 65,17mm

Y =
()()

10

Y =

Y

Y

Comparativo Algébrico (65,17 ; 137,72) pelo prumo (60,00 ; 140,00)

4.5 Placa triangular com recorte de uma circunferência (ANEXO III)

A
0
= π x r
2
=> 3,1416 x 19,5
2
=> 3,1416 x 380,25 => 1193,98mm
2
A
1
= b x h / 2 => 150 x 240 / 2 => 18000mm
2

A
f
= A
0
- A
1
A
f
= 18000 – 1193,98 => 16806,02mm
2


X =
( )–()

X =

X = 73,93mm

Y =
()()

11

Y =

Y

Comparativo Algébrico (73,93; 83,55) pelo prumo (70,00; 81,00).

4.6 Lista de erros

Os resultados apurados dentro e fora do laboratório na forma algébrica e geométrica
foram muito aproximados, desta forma pode-se atribuir esta pequena margem de erro as
diferenças de homogeneidade na espessura das placas, a imprecisão das medições feitas com
escala e a inabilidade dos alunos realizadores.

5. CONCLUSÃO

Considerando todos estes elementos da lista de erros, de posse dos dados coletados e
dos resultados alcançados, pode-se concluir:
 O experimento foi de grande valia para a construção do conhecimento da matéria
proposta, já que todos os elementos do grupo de forma ativa participaram de
alguma forma para a concretização deste relatório, o que nos levou a trabalhar,
pesquisar e aprender em equipe;

 Demonstrados os resultados matemáticos, que diferiram levemente do C.G.
encontrado no prumo, com os conceitos aplicados pôde-se aprender de forma
prática o que são centro de massa, centro de gravidade e equilíbrio entre outros
conhecimentos absorvidos através de pesquisas realizadas e trocas de informações
entre os componentes do grupo;

7. – Referências;
(1) Trabalho apresentado ao Colegiado do Curso de Graduação em Física da UFSC como
parte dos requisitos para a atribuição de 120 horas-aula referentes à disciplina optativa "Projeto
de Pesquisa" (FSC5901) à acadêmica Karla Schopping sob a orientação do Prof. Nelson
Canzian da Silva do Departamento de Física da UFSC. Páginas 8,9 e 10 item 4 –
Florianópolis, Julho de 2003.