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1. INTRODUÇÃO
A cromatografia é um método físico-químico de separação. Ela está fundamentada na
migração diferencial dos componentes de uma mistura, que ocorre devido a diferentes
interações, entre duas fases imiscíveis, a fase móvel e afase estacionária. É uma técnica
versátil e de grande aplicação, pois possui uma variedade de combinações entre fases móveis
e estacionárias (CHAVES, M.H 1997).
O termo cromatografia foi primeiramente empregado em 1906 e sua utilização é atribuída a
um botânico russo ao descrever suas experiências na separação dos componentes de extratos
de folhas. Nesse estudo, a passagem de éter de petróleo (fase móvel) através de uma coluna de
vidro preenchida com carbonato de cálcio (fase estacionária), à qual se adicionou o extrato,
levou à separação dos componentes em faixas coloridas. Este é provavelmente o motivo pelo
qual a técnica é conhecida como cromatografia (chrom = cor e graphie = escrita), podendo
levar à errônea ideia de que o processo seja dependente da cor (COLLINS, C.H.; BRAGA,
G.L. & BONATO, P.S. 1995).
Esta técnica foi praticamente ignorada até a década de 30, quando foi redescoberta. A partir
daí, diversos trabalhos na área possibilitaram seu aperfeiçoamento e, em conjunto com os
avanços tecnológicos, levaram-na a um elevado grau de sofisticação, o qual resultou no seu
grande potencial de aplicação em muitas áreas.
A cromatografia pode ser utilizada para a identificação de compostos, por comparação com
padrões previamente existentes, para a purificação de compostos, separando-se as substâncias
indesejáveis e para a separação dos componentes de uma mistura (DEGANI, A.L.G.; CASS,
Q.B. & VIEIRA, P.C. 1998).







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2. OBJETIVO
Realizar a separação de componentes do espinafre usando a técnica de cromatografia em
camada delgada.















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3. MÉTODOS
Foram utilizados Almofariz com pistilo, pipeta de Pauster, funil de separação de 60 ml,
béquer de 50 ml, erlenmeyer de 25 ml, proveta de 10 ml, papel de filtro, placa de petri,
cubetas ou béquer de 100 ml, placa de sílica gel, capilares, folhas de espinafre e algodão.
Colocamos 5 folhas de espinafre em um almofariz e 10 ml de hexano e etanol, amassamos as
folhas utilizando uma pipeta de Pasteur e filtramos com algodão, filtramos o
extrato,transferimos para o funil de separação, adicionamos o mesmo volume de água
destilada, separamos e descartamos a fase aquosa, repetimos mais 2 vezes e transferimos a
solução para o erlenmeyer e colocamos 2 g de sulfato de sódio anidro,depois utilizamos a
pipeta de Pasteur e transferimos para o béquer.
Utilizamos um capilar e aplicamos 2 porções da solução do pigmento sobre a placa de sílica
de 2,5* 7,5cm a 1 cm da parte inferior,colocamos 5ml de clorofórmio e colocamos o papel
filtro de 4*5cm e esperamos para absorção do papel em seguida colocamos a placa não
deixando encostar.
O espinafre foi macerado juntamente com o hexano e o etanol, filtrado e transferido a um
funil de separação, onde colocou-se o mesmo volume de água destilada, e onde foi descartada
a fase aquosa e adicionado o sulfato de sódio anidro.







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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
 No primeiro béquer (5 mL de clorofórmio):
Cor Distância percorrida (cm) Fase móvel (cm) Rf (cm)
Amarelo 1,1 5,9 0,19
Verde 1,3 5,9 0,22
Cinza 2,9 5,9 0,49
Amarelo 4,7 5,9 0,80

 No segundo béquer (5 mL de clorofórmio e acetona):
Cor Distância percorrida (cm) Fase móvel (cm) Rf (cm)
Verde 5,8 5,8 1

A separação dos pigmentos está na migração diferencial dos componentes de uma mistura,
que ocorre devido a diferentes interações entre as fases móvel e estacionaria, pois possuem
uma variedade de combinação.







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5. CONCLUSÃO
A preparação do estrato e a aplicação da amostra na placa de sílica foram bem sucedidas. O
objetivo dessa prática foi obtido com êxito, sendo possível a separação dos componentes do extrato
vegetal por cromatografia em camada delgada.















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REFERÊNCIAS
http://scielo.br/scielo.php Collins,C.H.;Braga,G.L.;Bonato,P.S.;1995/ 16-09-2014 as 15:28
COLLINS, C.H.; BRAGA, G.L. e BONATO, P.S. Introdução a métodos cromatográficos. 6ª
ed. Campinas: Editora da Unicamp, 1995.
CHAVES, M.H.; Análise de extratos de plantas por CCD: uma metodologia aplicada à
disciplina “Química Orgância”. Química Nova, v. 20, n. 5, p. 560-562, 1997.
ROBERTS, R.M.; GILBERT, J.C.; RODEWALD, L.B.; WINGROVE, A.S., Modern
experimental organic chemistry, 4
th
ed, Philadelphia Saunders College Publishing, 1985.
DEGANI, A.L.G.; CASS, Q.B.; VIEIRA, P.C., Química Nova na Escola, 1998.