Brasília, 12 a 19 de dezembro de dezembro de 2011 Nº 652

Data (páginas internas) 2 de !e"ereiro de 2012
Este Informativo, elaborado a partir de notas tomadas nas sessões de julgamento das
Turmas e do Plenário, contém resumos não oficiais de decisões proferidas pelo Tribunal. A
fidelidade de tais resumos ao contedo efetivo das decisões, embora seja uma das metas
perseguidas neste trabal!o, somente poderá ser aferida ap"s a sua publica#ão no $iário da
%usti#a.
#$%&'()
*lenário
&ei da '(ic!a &impa) e seguran#a jur*dica + ,
$esapropria#ão e área aproveitável + -
$esapropria#ão e área aproveitável + .
$esapropria#ão/ notifica#ão e vistoria de im"vel invadido + 0
$esapropria#ão/ notifica#ão e vistoria de im"vel invadido + 1
Altera#ão de regime previdenciário e seguran#a jur*dica + -
Altera#ão de regime previdenciário e seguran#a jur*dica + .
Altera#ão de regime previdenciário e seguran#a jur*dica + 2
Altera#ão de regime previdenciário e seguran#a jur*dica + 0
Altera#ão de regime previdenciário e seguran#a jur*dica + 1
Itaipu 3inacional e compet4ncia do 5T( + -
Itaipu 3inacional e compet4ncia do 5T( + .
Itaipu 3inacional e compet4ncia do 5T( + 2
$efesa preliminar e foro por prerrogativa de fun#ão + -
$efesa preliminar e foro por prerrogativa de fun#ão + .
E$/ vale+transporte e contribui#ão previdenciária
'eper+,ss-o .eral
6ontagem rec*proca de tempo de servi#o + -
6ontagem rec*proca de tempo de servi#o + .
1/ 0,rma
Incompet4ncia de ju*7o e nulidade da denncia + -
Incompet4ncia de ju*7o e nulidade da denncia + .
E$ e legitimidade para e8pedir carta precat"ria + 2
6rime de lavagem de din!eiro e jogo ilegal + -
6rime de lavagem de din!eiro e jogo ilegal + .
Prescri#ão e cumprimento de pena por outro delito + 2
Produ#ão antecipada de provas e fundamenta#ão + .
Produ#ão antecipada de provas e fundamenta#ão + 2
Prescri#ão e marco interruptivo + .
2/ 0,rma
96 em crime ambiental e ree8ame de fatos
5egundo delito de deser#ão e prescri#ão
'eper+,ss-o .eral
1lipping do D2
-
0rans+ri34es
$uplo julgamento pelo mesmo fato/ 'bis in idem) e coisa julgada :96 -;--2-<$(=
(no"a34es 5egislati"as
),tras (n!orma34es
*56N&'()
Lei da “Ficha Limpa” e segurança jurídica - 8
Em conclusão, o Plenário deferiu pleito formulado em peti#ão para aplicar o art. -2, I>, b, do ?I5T(
:'Art. 13. São atribuições do Presidente: ... IX - proferir voto de qualidade nas decisões do Plenrio! para as
quais o "e#i$ento Interno não preve%a solução diversa! quando o e$pate na votação decorra de aus&ncia de
'inistro e$ virtude de: ... b( va#a ou licença $)dica superior a trinta dias! quando se%a ur#ente a $at)ria e
não se possa convocar o 'inistro licenciado)=, de modo a acol!er, com efeitos infringentes, embargos de
declara#ão e deferir o registro eleitoral do embargante. Tratava+se, na espécie, de embargos opostos de
ac"rdão @ue desprovera recurso e8traordinário interposto, pelo ora embargante, de aresto proferido pelo
Tribunal 5uperior Eleitoral + T5E. Aa espécie, a decisão embargada mantivera a inelegibilidade do
embargante B declarada pelo T5E com fundamento na &6 C0<D;, art. -E, I, F, al*nea introdu7ida pela &6
-21<.;-; :&ei da '(ic!a &impa)=. G embargante re@ueria a retrata#ão do julgamento do aludido
e8traordinário diante do @ue decidido pela 6orte, em processo com repercussão geral recon!ecida, no sentido
da inaplicabilidade da &6 -21<.;-; Hs elei#ões @ue ocorreriam no mesmo ano B v. Informativo C0I.
?E C2--;. E$<PA, rel. orig. Jin. %oa@uim 3arbosa, red. p<o ac"rdão Jin. $ias Toffoli, -0.-...;--.
:?E+C2--;.=
Desapropriação e área aproveitável - 1
G Plenário, por maioria, denegou mandado de seguran#a impetrado contra decreto desapropriat"rio de
área rural. 5ustentava+se @ue o im"vel em comento não poderia ser objeto de reforma agrária, uma ve7 @ue
não caracteri7aria grande propriedade rural, visto @ue D;K da área seria de preserva#ão permanente, ou seja,
inaproveitável. Preliminarmente, superou+se alega#ão de decad4ncia da impetra#ão, pois teria ocorrido, por
fac+s*mile, -.; dias depois da publica#ão do ato atacado no diário oficial. Gbservou+se @ue o envio por fa8
reali7ara+se numa se8ta+feira, de modo @ue o termo inicial do @uin@u*dio reca*ra na segunda+feira
subse@uente, a teor do art. -,0, L -E, I, do 6P6. Ademais, admitiu+se a juntada posterior de documentos
constantes da inicial, uma ve7 @ue a pe#a ulteriormente ane8ada seria fotoc"pia de processo administrativo
@ue tramitara no Instituto Aacional de 6oloni7a#ão e ?eforma Agrária + IA6?A. Em ra7ão de essas
informa#ões se encontrarem, H época da impetra#ão, na aludida autar@uia, evocou+se, em favor do impetrante,
o art. CE, parágrafo nico, da &ei -.122<1-, na reda#ão conferida pela &ei 0.-CC<C. :'Par#rafo *nico. +o
caso e$ que o docu$ento necessrio a prova do ale#ado se ac,a e$ repartição ou estabeleci$ento p*blico!
ou e$ poder de autoridade que recuse fornec&-lo por certidão! o %ui- ordenar! preli$inar$ente! por of.cio!
a e/ibição desse docu$ento e$ ori#inal ou e$ c0pia aut&ntica e $arcar para cu$pri$ento da orde$ o
pra-o de de- dias. Se a autoridade que tiver procedido dessa $aneira for a pr0pria coatora! a orde$ far-se-
no pr0prio instru$ento da notificação. 1 escrivão e/trair c0pias do docu$ento para %unt-las 2 se#unda
via da petição)=. Além disso, acrescentou+se discrepar do ra7oável e8igir+se o envio de, apro8imadamente,
.1; páginas por fac+s*mile. G Jin. &ui7 (u8, ao superar as preliminares, fi7era+o com fundamento no art.
.0D, L .E, do 6P6.
J5 .1;CC<$(, rel. orig. Jin. Jarco Aurélio, red. p<o ac"rdão Jin. &ui7 (u8, -0.-...;--.:J5+.1;CC=
Desapropriação e área aproveitável -
Ao mérito, prevaleceu o voto do Jin. &ui7 (u8. Adu7iu @ue, para fins de desapropria#ão, deveria ser
considerada a área total do im"vel, inclusive suas fra#ões inaproveitáveis. ?essurtiu @ue essas áreas,
consideradas isoladamente, serviriam para cálculo de imposto e aferi#ão da produtividade do im"vel.
6oncluiu não !aver o alegado direito de a parte ver e8clu*da uma parcela do im"vel no @ue concerne H
desapropria#ão. Mencido o Jin. Jarco Aurélio, relator, @ue concedia a seguran#a. Asseverava @ue a inclusão
de áreas reservadas H preserva#ão permanente e não aproveitáveis para a finalidade de classifica#ão da
propriedade segundo a e8tensão não poderia ocorrer, visto @ue 'grande propriedade) seria calculada pela
.
divisão da área aproveitável do im"vel rural, portanto, pass*vel de e8plora#ão agr*cola. 6onclu*a @ue essa
fra#ão não ultrapassaria o necessário para viabili7ar a desapropria#ão.
Para fins de se considerar se o im"vel é grande ou pe@uena propriedade e sujeito ou não a
desapropria#ão, deve+se considerar a área total do im"vel, inclusive suas fra#ões inaproveitáveis, como áreas
de preserva#ão permanente, já @ue integram o cálculo de imposto e aferi#ão da pr"pria produtividade do
im"vel.
J5 .1;CC<$(, rel. orig. Jin. Jarco Aurélio, red. p<o ac"rdão Jin. &ui7 (u8, -0.-...;--. :J5+.1;CC=
Desapropriação! noti"icação e vistoria de im#vel invadido - $
Em conclusão, o Plenário, por maioria, concedeu mandado de seguran#a para declarar insubsistente, em
definitivo, decreto e8propriat"rio por interesse social, para fins de reforma agrária, do im"vel rural dos
impetrantes B v. Informativos 1,I e C0C. Prevaleceu o voto do Jin. Jarco Aurélio, relator, @ue,
primeiramente, entendeu inválida a notifica#ão ocorrida na figura da inventariante, considerados os esp"lios.
?essaltou, também, @ue não fora fi8ada data nem lapso de tempo ra7oável para o in*cio dos trabal!os.
Afirmou @ue a notifica#ão objetivaria viabili7ar o acompan!amento cab*vel, permitindo ao proprietário,
inclusive, a contrata#ão de técnico para fa74+lo e @ue a designa#ão da data da vistoria seria elemento
substancial da notifica#ão, forma essencial H valia do ato. ?eputou, em seguida, @ue a inspe#ão teria
acontecido H margem do @ue disposto na Jedida Provis"ria ..-,2+1C<.;;-, pois, @uando de sua feitura, o
im"vel encontrava+se invadido. Ademais, teriam sido inclu*das áreas não aproveitáveis ao se averiguar o grau
de utili7a#ão da terra. Por fim, destacou a e8ist4ncia de decisão de reintegra#ão preclusa na via da
recorribilidade. G Jin. Nilmar Jendes adu7iu @ue o procedimento e8propriat"rio fora subse@uente H lei @ue
obstaculi7aria a inspe#ão de im"vel objeto de esbul!o possess"rio ou invasão e, por conseguinte, deveria ter
observado o modelo estatutário em toda sua amplitude. Esclareceu, ainda, @ue a ocupa#ão da propriedade,
mesmo @ue diminuta, impediria reali7ar a vistoria.
J5 .10D2<$(, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :J5+.10D2=
Desapropriação! noti"icação e vistoria de im#vel invadido - %
A Jin. 6ármen &cia, embora entendesse @ue a notifica#ão apenas na pessoa da inventariante fosse
perfeitamente !*gida, deferiu a ordem sob o fundamento de @ue evidenciado v*cio na notifica#ão dos
impetrantes @ue os impossibilitara o acompan!amento dos trabal!os de campo destinados H aferi#ão da
produtividade do im"vel, a impor, por si s", a anula#ão do procedimento administrativo e, conse@uentemente,
do decreto desapropriat"rio. G Jin. ?icardo &eOandoOsFi também concedeu a seguran#a. 5alientou @ue
bastaria a assertiva de @ue, apesar de a inventariante ter sido notificada da vistoria previamente, não se
assinalara dia e !ora e, con@uanto tivesse pedido esclarecimento desse detal!e, a@uela fora efetivamente feita
sem a presen#a de @ual@uer representante dos esp"lios, o @ue seria irregular e impediria o e8erc*cio da ampla
defesa. 6onsignou @ue, no entanto, dei8aria de se manifestar sobre a matéria da ocupa#ão, se esta seria
m*nima ou se afetaria a !igide7 do ato. Mencido o Jin. $ias Toffoli, @ue denegava o mandado de seguran#a,
por concluir não !aver ra7ões para a anula#ão do decreto e8propriat"rio.
J5 .10D2<$(, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :J5+.10D2=
&lteração de regime previdenciário e segurança jurídica - 1
G Plenário, por maioria, acol!eu parcialmente pedidos formulados em a#ões diretas B ajui7adas pelo
Partido 5ocialismo e &iberdade + P5G& e pelo 6onsel!o (ederal da Grdem dos Advogados do 3rasil contra a
&ei paulista -2.10D<.;;D, na @ual declarado em regime de e8tin#ão a 6arteira de Previd4ncia dos Advogados
da respectiva unidade da federa#ão B para declarar a inconstitucionalidade do art. .E, LL .E e 2E, da aludida
lei. 6onferiu+se, ainda, interpreta#ão conforme H 6onstitui#ão ao restante da norma impugnada, a fim de
proclamar @ue as regras não se aplicam a @uem, na data da publica#ão da lei, já estava em go7o de benef*cio
previdenciário ou já tin!a cumprido, com base no regime institu*do pela &ei estadual -;.2D0<I;, os re@uisitos
necessários H concessão. Prevaleceu o voto do Jin. Jarco Aurélio, relator. Inicialmente, tra#ou !ist"rico da
legisla#ão relativa ao objeto das a#ões e demonstrou @ue o regime institu*do para a 6arteira dos Advogados do
Estado de 5ão Paulo teria sido recebido pela 6(<,,. Afirmou @ue, apesar de voltado H prote#ão social de
profissionais sem v*nculo estatal, teria sido criado pelo Poder Pblico, o @ue l!e retiraria o caráter de
previd4ncia privada e a finalidade lucrativa. Acentuou @ue, H época, o te8to constitucional, na reda#ão original
do art. .;-, LL IE e ,E, viabili7aria a gestão de fundo de previd4ncia complementar por ente da Administra#ão
indireta estadual. Gbservou @ue, assim, mostrar+se+ia impr"pria a discussão sobre a preserva#ão de direito
2
ad@uirido ou de ato jur*dico perfeito contra a 6(<,,, pois o te8to constitucional originário teria recepcionado
o regime previdenciário inicialmente regulado.
A$I 0.D-<5P, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :A$I+0.D-=
A$I 00.D<5P, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :A$I+00.D=
&lteração de regime previdenciário e segurança jurídica -
Asseverou @ue, com a E6 .;<D,, a disciplinar a previd4ncia complementar, a 6arteira dei8ara de
encontrar suporte constitucional, pois o regime institu*do mediante o art. 0; da 6( não alcan#aria @ual@uer
profissional liberal @ue, no Pmbito privado, e8ercesse fun#ão de interesse pblico. Aão poderia mais participar
de entidade fec!ada de previd4ncia privada patrocinada por ente pblico, consoante o art. .;., L 2E, da 6(.
Adu7iu @ue a situa#ão seria peculiar, por@ue, a partir da E6 .;<D,, o regime criado pela 6arteira perdera
amparo jur*dico. Além disso, nos moldes revelados pela jurisprud4ncia do 5T( B no sentido da veda#ão do
repasse de verbas oriundas de custas judiciais a finalidades diversas do custeio da má@uina judiciária B e pela
E6 01<.;;0, o (undo teria ficado desprovido de sua principal fonte de custeio. Assim, a lei estadual @ue
proibira a transfer4ncia das verbas provenientes do recol!imento de custas judiciais H 6arteira visara apenas a
ade@ua#ão do ordenamento jur*dico estadual H 6onstitui#ão. (risou @ue restariam duas possibilidades H
6arteira Previdenciária/ a li@uida#ão ou a ade@ua#ão das fontes de custeio e das regras ao regime
complementar inaugurado com a reforma da Previd4ncia. $estacou @ue nen!uma das alternativas, entretanto,
poderia desconsiderar o primado da seguran#a jur*dica.
A$I 0.D-<5P, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :A$I+0.D-=
A$I 00.D<5P, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :A$I+00.D=
&lteração de regime previdenciário e segurança jurídica - '
6onsignou @ue, embora poss*vel a altera#ão do regime jur*dico em Pmbito previdenciário, não caberia
levar Hs ltimas conse@u4ncias essa admissão. ?eputou @ue a rela#ão jur*dico+previdenciária seria tipicamente
de longa dura#ão. $esse modo, o participante de um plano de previd4ncia, normalmente, s" desfrutaria do
benef*cio ap"s e8tenso per*odo de contribui#ão. 6oncluiu @ue a desvincula#ão de um plano de previd4ncia,
depois de determinado per*odo, resultaria em preju*7o ao participante @uando comparada H perman4ncia,
ainda @ue contribui#ões fossem resgatadas. Por outro lado, sublin!ou @ue, como toda rela#ão jur*dica de longa
dura#ão, a previdenciária seria, de certo modo, aberta, por ser imposs*vel prever, desde logo, todas as
mudan#as pass*veis de dese@uilibrar o v*nculo e e8igir adapta#ão. Portanto, a e8pectativa de alguma
modifica#ão de regras para restabelecer o e@uil*brio entre direitos e obriga#ões seria impl*cita, fosse a rela#ão
de nature7a contratual, fosse estatutária. Assentou @ue a ade@ua#ão, no entanto, não poderia olvidar princ*pios
como os da confian#a, da solidariedade, da responsabilidade e da seguran#a. $essa forma, a modifica#ão da
realidade, por mais grave, não se poderia impor H for#a da 6onstitui#ão. Admitiu a altera#ão ou supressão de
certo regime jur*dico, mas afastou a coloca#ão em segundo plano de direitos ad@uiridos e de situa#ões
subjetivas já recon!ecidas.
A$I 0.D-<5P, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :A$I+0.D-=
A$I 00.D<5P, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :A$I+00.D=
&lteração de regime previdenciário e segurança jurídica - $
?essaltou @ue as novas regras institu*das pela lei adversada não seriam aplicáveis a @uem, na data da
publica#ão da &ei estadual -2.10D<.;;D, já estava em go7o de benef*cio ou já tin!a cumprido, com base no
regime estabelecido pela &ei -;.2D0<I;, os re@uisitos necessários H concessão. ?essurtiu ser e8ig*vel a
viabilidade do e8erc*cio do direito na forma como regulado antes da li@uida#ão, ainda @ue se precisasse
repassar verbas pblicas estaduais para cobrir o déficit. Assinalou @ue, na e8tin#ão da 6arteira de Previd4ncia,
como preconi7ado na norma atacada, não se poderia desconsiderar o estreito v*nculo e8istente, desde a
cria#ão, entre o Estado de 5ão Paulo e o respectivo (undo. Evidenciou a singularidade da situa#ão
previdenciária, criada e fomentada pelo pr"prio Poder Pblico, cuja modifica#ão da realidade jur*dica
implicara a necessidade de li@uida#ão do (undo. ?essaiu @ue o procedimento de li@uida#ão, apesar de
leg*timo @uanto ao fim, não o seria @uanto ao meio pelo @ual implementado. Imputaria aos participantes todo
o Qnus da preserva#ão do e@uil*brio financeiro, até o término da 6arteira, olvidando+se @ue H Administra#ão
Pblica incumbiria também suportar o risco decorrente da modifica#ão do ordenamento jur*dico ao longo dos
anos. Ponderou @ue os participantes não teriam o dever jur*dico de arcar com os preju*7os da aus4ncia da
principal fonte de custeio da 6arteira, mesmo @ue o Poder Pblico, no tocante H decisão de e8tingui+la, tivesse
atuado licitamente. Assim, a lesão indeni7ável resultaria dos efeitos da posi#ão administrativa e das
0
caracter*sticas !*bridas do então regime previdenciário, e não propriamente da atua#ão do administrador. A
respeito, rememorou jurisprud4ncia da 6orte sobre a possibilidade de configura#ão de responsabilidade do
Estado, ainda @ue l*cito o ato praticado, com base no princ*pio da igualdade.
A$I 0.D-<5P, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :A$I+0.D-=
A$I 00.D<5P, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :A$I+00.D=
&lteração de regime previdenciário e segurança jurídica - %
Mencidos os Jinistros &ui7 (u8 e ARres 3ritto. G Jin. &ui7 (u8 deferia os pleitos em menor e8tensão.
?egistrava ser parado8al a responsabilidade do Estado pelo pagamento de benef*cios concedidos e a conceder
ou de indeni7a#ão por insufici4ncia patrimonial. $estacava @ue o Estado de 5ão Paulo jamais teria sido
patrocinador da 6arteira, assim, não se poderia admitir, H lu7 dos princ*pios da ra7oabilidade e da moralidade
administrativa, responsabilidade da Administra#ão Pblica pela cobertura de eventual déficit financeiro ou
atuarial. Entendia não caber, em sede de controle abstrato de constitucionalidade, o e8ame da condi#ão
patrimonial da 6arteira. Ademais, apontava @ue a lei impugnada, ao estabelecer novas regras de reajuste dos
benef*cios, não violaria a 6onstitui#ão, considerada a jurisprud4ncia da 6orte segundo a @ual não !averia
direito ad@uirido a regime jur*dico. $essa forma, conferia interpreta#ão conforme H 6onstitui#ão aos artigos
,E e DE da lei impugnada, nos termos do voto do relator. E, em rela#ão ao art. -- do mesmo diploma, para
admitir a fi8a#ão do benef*cio inicial, consoante previsto na legisla#ão anterior, para os casos de direito
ad@uirido antes da edi#ão da lei, sem preju*7o da op#ão do beneficiário pela nova sistemática. 6onclu*a pela
constitucionalidade de todos os demais dispositivos. G Jin. ARres 3ritto, por sua ve7, julgava as a#ões
totalmente procedentes.
A$I 0.D-<5P e A$I 00.D<5P, rel. Jin. Jarco Aurélio, -0.-...;--. :A$I+0.D-=
(taipu )inacional e compet*ncia do +,F - 1
G Plenário julgou parcialmente procedente reclama#ão proposta contra os ju*7os federais de (o7 do
Igua#u<P? e Smuarama<P? @ue, em diversas a#ões civis originárias ajui7adas pelo Jinistério Pblico
(ederal, assentavam ine8istir interesse direto da ora reclamante, ?epblica do Paraguai, nas demandas, !aja
vista @ue a Itaipu 3inacional possuiria personalidade jur*dica pr"pria. 6onsignavam, ainda, @ue, não sendo
parte, nem !avendo lide, a interven#ão da reclamante somente poderia ser admitida em assist4ncia simples, a
não configurar, então, lit*gio entre Estado estrangeiro e a Snião, condi#ão para @ue o processo tramitasse
diretamente no 5upremo. Aludiam ao fato de a personalidade jur*dica da sociedade não se confundir com a
dos s"cios B ?epblica (ederativa do 3rasil e ?epblica do Paraguai. G 6olegiado recon!eceu a
compet4ncia originária desta 6orte T6(/ 'Art. 134. 5o$pete ao Supre$o 6ribunal 7ederal! precipua$ente! a
#uarda da 5onstituição! cabendo-l,e: I - processar e %ul#ar! ori#inaria$ente: ... e( o lit.#io entre 8stado
estran#eiro ou or#anis$o internacional e a 9nião! o 8stado! o :istrito 7ederal ou o 6errit0rio)U e
determinou, ainda, a remessa imediata dos processos ao 5T(.
?cl .D2I<P?, rel. Jin. Jarco Aurélio, -1.-...;--. :?cl+.D2I=
(taipu )inacional e compet*ncia do +,F -
6onsignou+se @ue, embora a parte autora das a#ões fosse o parquet federal, seria inegável @ue este
possuiria a nature7a de "rgão da Snião. Assinalou+se estar revelada a compet4ncia desta 6orte por@ue seria
poss*vel concluir @ue a ?epblica do Paraguai teria interesses jur*dicos a serem afetados se sobreviesse
senten#a condenat"ria. Ponderou+se @ue, a partir dos pedidos formulados pelo Jinistério Pblico nas a#ões,
fi8ar+se+ia o interesse do Estado estrangeiro. Ap"s e8plicitá+los e da leitura de alguns artigos constantes do
Tratado de Itaipu, acentuou+se @ue seria pressuposto l"gico de todos os pleitos do parquet a submissão da
3inacional a regras do direito brasileiro atinentes ao e8erc*cio da atividade administrativa. Asseverou+se @ue a
Itaipu possuiria posi#ão peculiar no ordenamento pátrio, ainda a ser definitivamente assentada pelo 5upremo.
Acrescentou+se @ue, consoante o pr"prio acordo, a usina !idrelétrica poderia ser considerada um condom*nio
binacional instaurado sobre o transfronteiri#o rio Paraná. ?egistrou+se "ptica segundo a @ual estaria
submetida e8clusivamente ao disposto no aludido tratado, sob a compet4ncia de mais de um Estado em
situa#ão de igualdade jur*dica, a revelar @ue toda inger4ncia brasileira em seu regime jur*dico violaria a
soberania do Paraguai e, assim, surgiria o interesse na interven#ão processual. Evidenciou+se @ue procedentes,
ou não, os pedidos apresentados nas a#ões civis pblicas afetariam prerrogativas recon!ecidas H ?epblica do
Paraguai no tocante H atividade da !idrelétrica, tendo em conta a dupla nacionalidade da pessoa jur*dica e as
previsões do tratado internacional. $essa feita, pretensão de submet4+la integralmente ao direito brasileiro
teria o condão de interferir nos interesses do pa*s na atua#ão da@uela sociedade.
1
?cl .D2I<P?, rel. Jin. Jarco Aurélio, -1.-...;--. :?cl+.D2I=
(taipu )inacional e compet*ncia do +,F - '
G Jin. &ui7 (u8 real#ou @ue, a fortiori, o Jinistério Pblico (ederal seria a Snião em ju*7o e, no caso,
contra um organismo internacional @ue teria um sentido mais lato do @ue se poderia imaginar. Pessoa jur*dica
internacional criada pelo 3rasil<Paraguai, com fundamento de sua jurisdicidade num tratado internacional em
@ue previsto o cumprimento de obriga#ões. Estas não poderiam ser superadas pela aplica#ão unilateral da
legisla#ão de um s" dos Estados soberanos @ue participaram da empreitada. G Jin. ARres 3ritto acresceu @ue
a 6onstitui#ão referir+se+ia a empresas supranacionais no inciso M do art. I- da 6(, a prop"sito das
compet4ncias do T6S. Adu7iu @ue na e8pressão 'supranacional) estaria embutida a binacionalidade, a
trinacionalidade, a plurinacionalidade. 5ublin!ou @ue a compet4ncia judicante seria nitidamente do 5upremo.
5alientou @ue o Estado do Paraguai poderia sair prejudicado com eventuais decisões na@uelas causas.
Gbservou !aver informa#ão de @ue D,K da energia do Paraguai seria produ7ida pela !idrelétrica em @uestão.
G Jin. Nilmar Jendes adu7iu @ue se o pa*s é de bases continentais, como o 3rasil, acabaria por necessitar
celebrar um tratado para engendrar um ente binacional. ?eputou @ue demanda decorrente desse tipo de
conflito !averia de ser dirimida por esta 6orte. Por fim, o Tribunal considerou improcedente o pedido
relativamente a uma das a#ões civis pblicas @ue tramita em Smuarama<P?, ajui7ada por particulares.
Esclareceu+se, no ponto, @ue não se configuraria a compet4ncia originária, !aja vista não estar nela presente
@ual@uer das pessoas jur*dicas de direito pblico interno versadas no te8to constitucional.
A#ão civil ajui7ada pelo JP( contra Itaipu 3inacional é da compet4ncia do 5T(, @ue considerou o JP(
como "rgão da Snião e por isso a pr"pria Snião em ju*7o, bem como interesses jur*dicos do Paraguai, @ue
@ualifica a disputa entre Snião e Estado Estrangeiro.
?cl .D2I<P?, rel. Jin. Jarco Aurélio, -1.-...;--. :?cl+.D2I=
De"esa preliminar e "oro por prerrogativa de "unção - 1
G Plenário negou provimento a agravo regimental interposto de decisão proferida pelo Jin. ?icardo
&eOandoOsFi, em sede de a#ão penal, da @ual relator, em @ue se determinara @ue a Procuradoria Neral da
?epblica oferecesse manifesta#ão acerca de defesa preliminar apresentada @uando o feito era de compet4ncia
de ju*7o de -E grau. Aa espécie, o parquet estadual denunciara diversos réus pelo suposto cometimento dos
delitos descritos nos artigos 0C e CD, cumulados com o art. .E, todos da &ei D.C;1<D,, bem como do crime
objeto do art. .DD do 6P. A denncia fora recebida, nos moldes do art. 2DC do 6PP, ocasião em @ue se
ordenara a cita#ão dos acusados para resposta. Posteriormente, um deles assumira o cargo de deputado federal
e, encamin!ados os autos ao 5T(, !ouvera o desmembramento em rela#ão aos demais réus. Merificado @ue
a@uele fora citado, na origem, para apresenta#ão de defesa preliminar, nos termos do art. 2DC+A do 6PP, bem
como @ue estaria pendente aprecia#ão de eventual causa de absolvi#ão sumária, consoante o art. 2DI do
mesmo diploma, abrira+se vista ao Jinistério Pblico, para @ue se manifestasse sobre a defesa apresentada,
nos termos do art. 1E da &ei ,.;2,<D;. A Procuradoria Neral da ?epblica agravara desta decisão, ao ponderar
@ue o art. 2DI do 6PP não seria aplicável no Pmbito desta 6orte e @ue se deveria seguir o rito da &ei ,.;2,<D;,
de modo @ue a demanda prosseguisse com a oitiva das testemun!as arroladas pela acusa#ão.
AP C2; Ag?<JN, rel. Jin. ?icardo &eOandoOsFi, -1.-...;--. :AP+C2;=
De"esa preliminar e "oro por prerrogativa de "unção -
6onsiderou+se a peculiaridade de o acusado, não obstante se encontrar no e8erc*cio do cargo de
$eputado (ederal, !aver sido citado em cumprimento a mandado e8pedido pelo ju*7o de -E grau, nos termos
dos artigos 2DC e 2DI do 6PP. $estacou+se @ue, @uando do recebimento da pe#a acusat"ria, a diploma#ão no
cargo não teria ocorrido, mas, @uando oferecida a defesa, na forma das regras processuais do 6PP, o réu já era
deputado. 5alientou+se @ue, na@uele momento, ine8istente @ual@uer not*cia nos autos a respeito da posse do
réu como parlamentar, não seria ra7oável e8igir @ue o ju*7o monocrático atuasse de modo diverso. Ine8istiria,
portanto, má+fé ou desvio processual a ser censurado. Acrescentou+se @ue, a prevalecer o intento do
agravante, o réu seria duplamente prejudicado, com restri#ão ao e8erc*cio da ampla defesa, pois seria tol!ido
seu direito H absolvi#ão sumária. Ademais, admitindo+se @ue B por ter a cita#ão ocorrido ap"s o in*cio do
e8erc*cio do mandato parlamentar B o rito a ser seguido fosse o da &ei ,.;2,<D;, retirar+se+ia do acusado o
direito de apresentar defesa preliminar, nos termos do art. 0E do aludido diploma. Asseverou+se e8istir certa
fungibilidade entre os institutos contidos no art. 2DI do 6PP e no art. 0E da &ei ,.;2,<D;, diferentes somente
@uanto ao momento processual em @ue surgem. 5eriam, contudo, figuras processuais de objetivos análogos.
AP C2; Ag?<JN, rel. Jin. ?icardo &eOandoOsFi, -1.-...;--. :AP+C2;=
C
-D! vale-transporte e contri.uição previdenciária
G Plenário acol!eu embargos declarat"rios para esclarecer @ue a inconstitucionalidade do art. 0E da &ei
I.0-,<,1 e do art. 1E do $ecreto D1..0I<,I seria tão somente para efeitos fiscais, portanto, e8clusivamente
com o intuito de afastar a incid4ncia de contribui#ão previdenciária sobre o valor pago, em pecnia, a t*tulo de
vale+transporte pelo recorrente aos seus empregados B v. Informativo 1I,. Asseverou+se, também, o
recebimento dos embargos sem altera#ão do teor da@ueloutro julgamento.
?E 0I,0-; E$<5P, rel. Jin. &ui7 (u8, -1.-...;--. :?E+0I,0-;=
'6*6'1$##7) .6'85
/ontagem recíproca de tempo de serviço - 1
G Plenário iniciou julgamento de @uestão de ordem suscitada, pelo Jin. Nilmar Jedes, relator, em
recurso e8traordinário no @ual se discute pleito de aposentadoria proporcional do funcionalismo pblico
formulado por então ocupante, sem v*nculo efetivo, de cargo em comissão, anteriormente H E6 .;<D,, @ue
modificou o sistema de previd4ncia social, estabeleceu normas de transi#ão e deu outras provid4ncias. Aa
espécie, o servi#o de previd4ncia social de (ranco da ?oc!a<5P indeferira o benef*cio pretendido sob o
fundamento de @ue a &ei -.-;D<,-, da@uela localidade, e8igiria -; anos de efetivo e8erc*cio para obten#ão de
direito H contagem rec*proca do tempo de servi#o pblico municipal e de atividade privada, com a finalidade
de conceder aposenta#ão. Preliminarmente, o Jin. Jarco Aurélio apresentou @uestão de ordem no sentido de
@ue seria preciso observar o interregno de 0,! entre a inclusão do processo na 'pauta) anunciada no s*tio do
5T( e a sessão de julgamento, no @ue fora acompan!ado pelo Jin. &ui7 (u8. ?eputavam surpreender o
litigante a inser#ão de processo na aludida 'pauta) na véspera da respectiva sessão, por@ue prevaleceria no
5upremo prática distinta. G Tribunal, no entanto, deliberou @ue B con@uanto o processo não constasse da
'pauta temática) divulgada na se8ta+feira anterior H da semana em @ue apregoado B teria sido cumprido o
re@uisito legal, !aja vista publica#ão da pauta no $iário da %usti#a eletrQnico de -,.--..;--. G Jin. Nilmar
Jendes, relator, assinalou @ue a cria#ão de mecanismos adicionais de e8ig4ncias causaria maiores
dificuldades ao @ue já estabelecido. Ponderou, também, a e8trema sensibilidade da sistemática da repercussão
geral e @ue a credibilidade desta dependeria fundamentalmente de !aver a pertinente análise em tempo
ade@uado. G Jin. $ias Toffoli enfati7ou caber ao profissional da advocacia a dilig4ncia em acompan!ar
cotidianamente a pauta do Tribunal. 5ublin!ou @ue, na !ip"tese de impossibilidade de deslocamento ao 5T(,
poder+se+ia peticionar para re@uerer @ue a aprecia#ão do processo fosse adiada. Além disso, frisou @ue o
Plenário não poderia ficar subtra*do de sua autoridade de julgar temas para os @uais !abilitado por conta de
divulga#ão informativa no s*tio da internet. G Jin. 6e7ar Peluso, Presidente, acentuou @ue a 'pauta)
adversada não seria dirigida para efeito de intima#ão, mas, tão somente, dar con!ecimento ao mundo e8terno
do temário @ue será discorrido pela 6orte. Tendo em conta esses fundamentos, rejeitou+se, por maioria, a
@uestão de ordem e iniciou+se o e8ame do feito.
?E C1;,1- VG<5P, rel. Jin. Nilmar Jendes, -0.-...;--. :?E+C1;,1-=
/ontagem recíproca de tempo de serviço -
G relator afirmou @ue a @uestão de ordem por ele levantada seria para a análise da repercussão geral do
tema e eventual reafirma#ão da jurisprud4ncia da 6orte, com vistas H incid4ncia dos efeitos do art. 102+3, L
2E, do 6P6. Apontou @ue a discussão referir+se+ia H imposi#ão de restri#ão H contagem rec*proca do tempo de
contribui#ão na Administra#ão Pblica e na atividade privada para fins de concessão de aposentadoria, com a
devida compensa#ão entre os regimes. 6onsignou @ue, antes da edi#ão da E6 .;<D,, o ordenamento
constitucional e8igiria, para a@uela proporcional, @ue o servidor possu*sse 2; anos de servi#o, se !omem, e .1
anos, se mul!er, e assegurava a contagem rec*proca do tempo de servi#o na Administra#ão Pblica e na
atividade privada, compensando+se financeiramente os diversos sistemas de previd4ncia, o @ue depois fora
alterado com a emenda indicada. ?eiterou o entendimento do 5T( segundo o @ual o art. .;., L .E, da 6(, na
reda#ão anterior H E6 .;<D,, é autoaplicável, a recon!ecer a ilegitimidade de @ual@uer restri#ão, por
legisla#ão local, H contagem rec*proca, como e8igir m*nimo de contribui#ões ao sistema previdenciário
responsável pelos proventos do servidor. Jencionou @ue, nesse conte8to, em várias ocasiões, o Tribunal
declarara, em controle difuso, a inconstitucionalidade, ou não recep#ão, de norma local @ue impusesse esse
tipo de limita#ão. 6omplementou @ue a &ei municipal -.-;D<,- condicionaria a contagem rec*proca ao
e8erc*cio de -; anos de efetiva atividade pblica. 6oncluiu @ue a norma impugnada não fora recebida pela
6onstitui#ão, !aja vista @ue violaria o art. .;., L .E, da 6(, com reda#ão anterior H E6 .;<D,. Asseverou, por
I
outro lado, @ue os argumentos e8pendidos pelo recorrente para afastar a incid4ncia da &ei federal ,.C0I<D2
seriam irrelevantes, por@uanto o diploma legal não fora utili7ado na situa#ão dos autos. ?ememorou @ue o
6olegiado firmara orienta#ão de @ue as matérias sucessivamente enfrentadas poderiam ser tra7idas em
@uestão de ordem, com o intuito de @ue se consignasse de forma objetiva, e para cada uma, a aplicabilidade
do regime de repercussão geral, sempre @ue presente a relevPncia sob os aspectos legais :?E 1,;-;, VG<5P,
$%e de -D.-...;;,=. Por fim, solucionou a @uestão de ordem no sentido de recon!ecer a repercussão geral da
matéria analisada, ratificar o posicionamento do 5T( e dar parcial provimento ao recurso e8traordinário para
determinar H municipalidade @ue e8amine o pedido de aposentadoria do recorrente, considerando a contagem
rec*proca do tempo de contribui#ão na Administra#ão Pblica e na atividade privada com o fim de sua
concessão. Ap"s, pediu vista o Jin. &ui7 (u8.
?E C1;,1- VG<5P, rel. Jin. Nilmar Jendes, -0.-...;--. :?E+C1;,1-=
*'(%6('8 0$'%8
(ncompet*ncia de juí0o e nulidade da den1ncia - 1
A -W Turma, por maioria, deferiu parcialmente ,abeas corpus para declarar a nulidade de denncia
oferecida por integrante do Jinistério Pblico @ue não detin!a atribui#ão para atuar no feito. Aa espécie, a
pe#a de acusa#ão @ue imputara ao paciente a prática de delito contra a ordem econQmica, na forma continuada
e em @uadril!a, fora recebida por magistrado da justi#a federal. Ao ;rit impetrado e denegado no tribunal de
origem sustentara+se incompet4ncia absoluta deste "rgão judicante, por@uanto os supostos crimes não
afetariam bens ou interesses da Snião. Ap"s, id4ntica medida fora re@uerida no 5T%, o @ual recon!ecera a
incompet4ncia absoluta da@uela justi#a para processar o feito, anulara a a#ão penal desde o recebimento da
denncia e determinara a remessa dos autos H justi#a comum. A impetra#ão alegava @ue deveriam ser
declarados nulos todos os atos processuais desde o in@uérito policial. ?essaiu+se @ue a problemática da
atua#ão da pol*cia judiciária resolver+se+ia no campo do crivo do ju*7o competente estadual. Assim, enfati7ou+
se @ue eventual v*cio teria presente a regra do art. 1CI do 6PP :'A inco$pet&ncia do %u.-o anula so$ente os
atos decis0rios! devendo o processo! quando for declarada a nulidade! ser re$etido ao %ui- co$petente)=.
Portanto, frisou+se descaber, ante simples circunstPncia de !aver+se conclu*do pela compet4ncia da justi#a
comum, assentar+se automaticamente a nulidade do @ue fora investigado pela corpora#ão federal.
96 -;D,D2<?5, rel. Jin. Jarco Aurélio, -2.-...;--. :96+-;D,D2=
(ncompet*ncia de juí0o e nulidade da den1ncia -
$e outro lado, entendeu+se @ue a declara#ão de incompet4ncia @ue fulminara, inclusive, o recebimento
da denncia deveria também afirmar a insubsist4ncia do ato praticado pelo Jinistério Pblico (ederal, @ue
dera margem H a#ão criminal. Todavia, ressaltou+se a incolumidade dos atos investigat"rios procedidos pela
pol*cia federal, sem preju*7o de ulterior e8ame pela justi#a comum. G Jin. $ias Toffoli acresceu @ue o
princ*pio do jui7 natural seria uma das grandes conse@u4ncias do processo civili7at"rio e do Estado
$emocrático. Enfati7ou, outrossim, @ue ato nulo não se ratificaria. A Jin. 6ármen &cia versou a respeito do
risco de se considerar !*gida pe#a acusat"ria @ue tivesse sido oferecida por membro do parquet @ue não fosse
o promotor natural, pois se poderia aventar cria#ão ou indica#ão de "rgãos acusadores especialmente para
determinados casos, o @ue denotaria ruptura no sistema. Mencido o Jin. &ui7 (u8, @ue denegava a ordem
integralmente. Adu7ia @ue a incompet4ncia da justi#a federal apenas deveria resultar no envio dos autos ao
ju*7o @ue detin!a atribui#ão para o julgamento. ?egistrava @ue a inicial acusat"ria poderia, ou não, ser
recebida pelo magistrado competente.
96 -;D,D2<?5, rel. Jin. Jarco Aurélio, -2.-...;--. :96+-;D,D2=
-D e legitimidade para e2pedir carta precat#ria - '
G Jinistério Pblico italiano detém legitimidade para e8pedir carta rogat"ria. Essa a conclusão da -W
Turma ao acol!er embargos declarat"rios opostos de julgado por ela prolatado tão somente para afastar o
primeiro fundamento do ac"rdão, por meio do @ual fora deferido ,abeas corpus sob os seguintes motivos/ a=
não ser poss*vel ao Jinistério Pblico italiano re@uerer H autoridade judiciária brasileira o cumprimento de
carta rogat"ria por ele e8pedidaX b= competir ao colegiado do 5T% a concessão de e/equatur a cartas rogat"rias
:reserva de colegiado=X e c= não poder o corréu atuar como testemun!a no processo em @ue acusado
conjuntamente B v. Informativo 12D. Entendeu+se procedente a articula#ão de não se !aver considerado o
,
fato de o art. I,0 do 6PP :'As cartas ro#at0rias e$anadas de autoridades estran#eiras co$petentes não
depende$ de ,o$olo#ação e serão atendidas se enca$in,adas por via diplo$tica e desde que o cri$e!
se#undo a lei brasileira! não e/clua a e/tradição)= aludir a cartas rogat"rias emanadas não de autoridades
judiciárias, mas de autoridades estrangeiras competentes. Ademais, real#ou+se @ue a remissão a 'autoridades
%udicirias da parte requerente) B contida no item - do art. - do Tratado sobre 6oopera#ão %udiciária em
Jatéria Penal firmado pelo 3rasil e pela ?epblica Italiana B sugeriria, de in*cio, tratar+se de "rgãos
investidos do of*cio judicante. 6ontudo, asseverou+se @ue, na Itália, o parquet integraria o sistema judiciário e
@ue a magistratura, nesse pa*s, estaria organi7ada em carreira institucional nica, dentro do mesmo Poder, de
modo a e8ercer atribui#ões judicantes ou a@uelas tradicionalmente inseridas na área reservada ao Jinistério
Pblico, verificando+se, assim, a mesclagem de atua#ão. ?elativamente Hs demais alega#ões, reputou+se @ue
as matérias teriam sido suficientemente abordadas no voto condutor do julgamento.
96 ,II1D E$<$(, rel. Jin. Jarco Aurélio, -2.-...;--. :96+,II1D=
/rime de lavagem de dinheiro e jogo ilegal - 1
A -W Turma iniciou julgamento de ,abeas corpus em @ue alegado constrangimento ilegal, decorrente de
inépcia da denncia e de falta de justa causa para a a#ão penal, em virtude da impossibilidade de configura#ão
do necessário crime antecedente do delito de lavagem de din!eiro. Aa espécie, o tribunal de origem indeferira
o ;rit lá impetrdo mediante os seguintes fundamentos/ a= a denncia oferecida pelo Jinistério Pblico
conteria narrativa relacionada H e8ist4ncia de @uadril!a organi7ada para o cometimento de delitosX b= essa
organi7a#ão criminosa ligar+se+ia H prática de crime de lavagem de din!eiro, inclusive pelo primeiro paciente
e esposa, responsáveis pelas retifica#ões nas declara#ões de rendimentos e8atamente para lavarem din!eiro
decorrente de atividades de associa#ão criminosaX c= a finalidade da lavagem de din!eiro seria obter da
?eceita (ederal a legitima#ão dos capitais ameal!ados, ainda @ue mediante artif*cio, sendo @ue o 6onsel!o de
6ontrole de Atividades (inanceiras + 6GA( informara opera#ão at*pica em rela#ão ao nome da segunda
pacienteX e d= a@uele @ue pratica o crime antecedente não seria o nico poss*vel autor do crime de lavagem de
din!eiro, mas também com ele responderiam todos os @ue, de alguma forma, concorressem para a conduta de
dissimula#ão, emprestando nomes. G 5T% indeferira o pedido de medida liminar em ,abeas corpus impetrado
em face dessa decisão, por@uanto o deslinde da controvérsia demandaria aprofundado e8ame do mérito da
impetra#ão.
96 -;-ID,<?%, rel. Jin. Jarco Aurélio, -2.-...;--. :96+-;-ID,=
/rime de lavagem de dinheiro e jogo ilegal -
G Jin. Jarco Aurélio, relator, concedeu a ordem para assentar a ine8ist4ncia de justa causa para a
persecu#ão criminal. 6onsignou @ue o crime previsto no art. -E da &ei D.C-2<D, pressuporia recursos
decorrentes dos tipos constantes de seus incisos :'Art. 1< 1cultar ou dissi$ular a nature-a! ori#e$!
locali-ação! disposição! $ovi$entação ou propriedade de bens! direitos ou valores provenientes! direta ou
indireta$ente! de cri$e: I - de trfico il.cito de subst=ncias entorpecentes ou dro#as afins> II ? de terroris$o
e seu financia$ento> III - de contrabando ou trfico de ar$as! $unições ou $aterial destinado 2 sua
produção> I@ - de e/torsão $ediante seqAestro> @ - contra a Ad$inistração P*blica! inclusive a e/i#&ncia!
para si ou para outre$! direta ou indireta$ente! de qualquer vanta#e$! co$o condição ou preço para a
prtica ou o$issão de atos ad$inistrativos> @I - contra o siste$a financeiro nacional> @II - praticado por
or#ani-ação cri$inosa> @III ? praticado por particular contra a ad$inistração p*blica estran#eira)=. Assim,
reputou @ue, sem o crime antecedente en@uadrável em um dos dispositivos do citado artigo, não caberia
versar o de lavagem de din!eiro e t4+lo como configurado, pois, na espécie, a retifica#ão da declara#ão de
imposto de renda teria se dado em virtude da prática de jogo ilegal, conduta não descrita na norma acima
mencionada. Por fim, e8cluiu a possibilidade de cogitar+se como organi7a#ão criminosa o tipo rotulado, uma
ve7 @ue ainda não ocorrida a inser#ão desse delito no arcabou#o normativo pátrio. Ap"s, pediu vista o Jin.
&ui7 (u8.
96 -;-ID,<?%, rel. Jin. Jarco Aurélio, -2.-...;--. :96+-;-ID,=
3rescrição e cumprimento de pena por outro delito - '
Em conclusão, a -W Turma desproveu recurso ordinário em ,abeas corpus no @ual discutida a ocorr4ncia
de prescri#ão da pretensão e8ecut"ria da pena em virtude de o réu ser menor de .- anos H época do delito. Ao
caso, o paciente fora condenado H pena de , meses de deten#ão pelo crime de lesão corporal leve e a defesa
sustentava a ocorr4ncia de prescri#ão, !aja vista @ue já decorrido o interregno de - ano do trPnsito em julgado
da senten#a condenat"ria sem o in*cio da e8ecu#ão da pena. 5olicitada a certidão criminal para verificar
D
eventual cumprimento da reprimenda, constatou+se @ue, embora não iniciada a e8ecu#ão dessa pena, o réu
encontrava+se preso pela prática de latroc*nio B v. Informativos C21 e C0C. Ao tocante H alegada menoridade
do recorrente, asseverou+se @ue a data de seu nascimento constaria de documentos inaptos H prova da idade,
@uais sejam, a denncia e a certidão de e8ecu#ão criminal, de modo @ue a lei civil somente admitiria essa
comprova#ão por meio de declara#ão pr"pria B certidão do registro civil. Adu7iu+se @ue, unificadas as penas
em -C.-...;;D, antes do transcurso do lapso de . anos contados do termo inicial, ocorrido em .2.C..;;,, data
do trPnsito em julgado para a acusa#ão, não se verificaria a prescri#ão da pretensão e8ecut"ria. Ademais, ao
salientar+se @ue o réu já estaria custodiado, reputou+se poss*vel a soma das penas. G Jin. Jarco Aurélio
acrescentou @ue o termo inicial alusivo H prescri#ão da pretensão e8ecut"ria coincidiria com a data em @ue o
t*tulo e8ecutivo transitasse em julgado para a defesa, não para o Jinistério Pblico apenas. ?essaltou @ue o
fato de a acusa#ão não !aver interposto recurso contra a senten#a não faria retroagir o citado marco, caso
contrário colocar+se+ia em 8e@ue o princ*pio da não culpabilidade. 5ublin!ou @ue, H data do trPnsito em
julgado do ac"rdão @ue dera margem a este ;rit, o réu já estava cumprindo pena ante diversas condena#ões.
&ogo, como ele não poderia submeter+se a segunda reprimenda sem antes cumprir a anterior, não teria
ocorrido prescri#ão.
?96 -;11;0<J5, rel. Jin. $ias Toffoli, -2.-...;--. :?96+-;11;0=
3rodução antecipada de provas e "undamentação -
Em conclusão, por maioria, a -W Turma deferiu ,abeas corpus para declarar a nulidade da produ#ão
antecipada de prova testemun!al, reali7ada com base no art. 2CC do 6PP, em face de eventual aus4ncia do
re@uisito da urg4ncia :'Se o acusado! citado por edital! não co$parecer! ne$ constituir advo#ado! ficarão
suspensos o processo e o curso do pra-o prescricional! podendo o %ui- deter$inar a produção antecipada das
provas consideradas ur#entes e! se for o caso! decretar prisão preventiva! nos ter$os do disposto no art.
314)= B v. Informativo C0-. ?econ!eceu+se, na espécie, ilegalidade na prova oral coletada antes do devido
momento processual. Afirmou+se @ue a aprecia#ão da conveni4ncia @uanto H reali7a#ão da antecipa#ão da
prova subsumir+se+ia Hs !ip"teses previstas no art. ..1 do 6PP :'Se qualquer teste$un,a ,ouver de ausentar-
se! ou! por enfer$idade ou por vel,ice! inspirar receio de que ao te$po da instrução cri$inal % não e/ista! o
%ui- poder! de of.cio ou a requeri$ento de qualquer das partes! to$ar-l,e antecipada$ente o depoi$ento)=.
Asseverou+se @ue a col!eita de ind*cios probantes sem o con!ecimento e a possibilidade de se fa7erem
presentes ao ato o réu e o defensor por ele constitu*do implicaria viola#ão ao devido processo legal e H ampla
defesa.
96 -;,;C0<?5, rel. Jin. $ias Toffoli, -2.-...;--. :96+-;,;C0=
3rodução antecipada de provas e "undamentação - '
G Jin. &ui7 (u8 acrescentou @ue a produ#ão antecipada da prova testemun!al teria sido determinada
ante o efeito deletério @ue a passagem do tempo poderia e8ercer sobre a mem"ria das testemun!as, fato
genérico e inapto H aplica#ão do dispositivo e8cepcional em comento. ?eal#ou @ue esse fundamento não se
en@uadraria nos casos de urg4ncia previstos na lei, tampouco mediante a interpreta#ão e8tensiva autori7ada no
art. 2E do 6PP. 5ublin!ou @ue a justificativa de @ue o tempo apagaria a lembran#a dos fatos teria diminuta
for#a persuasiva, tendo em vista @ue o crime imputado ocorrera em .;;1, e o pedido de antecipa#ão da prova
somente se formali7ara em .;;D. Mencido o Jin. Jarco Aurélio, @ue denegava a ordem ao fundamento de
@ue o art. 2CC do 6PP autori7aria o magistrado a coletar as provas tidas como urgentes e @ue o depoimento
teria essa prem4ncia. $estacava @ue a provid4ncia re@uerida B oitiva dos policiais B não teria se reali7ado
de imediato, como convin!a, a não prejudicar o @ue deferido e implementado pelo ju*7o. Adu7ia, ainda, @ue a
circunstPncia de o paciente estar foragido impediria a observPncia do princ*pio constitucional do
contradit"rio.
Aão é justificativa suficiente a produ#ão antecipada de prova testemun!al a alega#ão @ue o transcurso
do tempo poderia interferir na mem"ria do depoente, sendo @ue nesse caso a antecipa#ão seria ilegal.
96 -;,;C0<?5, rel. Jin. $ias Toffoli, -2.-...;--. :96+-;,;C0=
3rescrição e marco interruptivo -
Em conclusão de julgamento, a -W Turma deferiu ,abeas corpus para julgar e8tinta a punibilidade do
réu, por reputar consumada a prescri#ão da pretensão punitiva, com fundamento no art. -;I, IM, do 6P. Ao
caso, o paciente fora condenado, pelo delito de concussão :6P, art. 2-C=, H pena de -; anos de reclusão e 0;
dias+multa, em senten#a publicada em 2.I..;;.. Interposta apela#ão, o tribunal local redu7ira a pena para 1
anos e 0 meses de reclusão em ac"rdão publicado em .D.0..;;0. G 5T%, em 0.-...;;D, ao julgar recurso
-;
especial, alterara a reprimenda para . anos de reclusão em regime aberto B v. Informativo C0I. Assinalou+se
@ue !ouvera decurso de lapso temporal superior a 0 anos entre o ltimo marco interruptivo B senten#a
condenat"ria recorr*vel :6P, art.--I= B e a data deste julgamento. Adu7iu+se @ue o ac"rdão confirmat"rio @ue
diminui a pena imposta ao réu não interromperia a prescri#ão e, por isso, esta ter+se+ia consumado. G Jin.
&ui7 (u8 afirmou @ue, mesmo se !ouvesse a interrup#ão da prescri#ão pelo o art. --I, IM, do 6P, com a
reda#ão dada pela &ei --.1DC<.;;I :'1 curso da prescrição interro$pe-se: I@ - pela publicação da sentença
ou ac0rdão condenat0rios recorr.veis)= ela ocorreria. Isto por@ue o ac"rdão do 5T% transitara em julgado para
o Jinistério Pblico. Assim, dever+se+ia considerar a pena in concreto aplicada, cujo pra7o prescricional seria
de 0 anos, a teor do art. -;D, M, do 6P. $esta forma, transcorridos mais de 1 anos entre o ac"rdão do tribunal
de justi#a e a decisão proferida pelo 5T%, estaria e8tinta a punibilidade pela prescri#ão da pretensão punitiva.
?eajustou o voto o Jin. Jarco Aurélio.
G ac"rdão condenat"rio recorr*vel interrompe a prescri#ão, porém o ac"rdão confirmat"rio da
condena#ão @ue diminui a pena imposta ao réu não interrompe a prescri#ão.
96 -;DDCC<5P, rel. Jin. $ias Toffoli, -2.-...;--. :96+-;DDCC=
#6.$ND8 0$'%8
4/ em crime am.iental e ree2ame de "atos
A .W Turma iniciou julgamento de ,abeas corpus em @ue se pretende o trancamento de a#ão penal sob a
alega#ão de prescri#ão da pretensão punitiva e atipicidade da conduta. Aa espécie, o paciente fora condenado
Hs penas de C meses e de - ano, ambas de reclusão, por ocupar clandestinamente área de propriedade do
Noverno do $istrito (ederal :&ei 0.D0I<CC, art. .;= e por ter impedido a regenera#ão das espécies vegetais @ue
lá se desenvolviam :&ei D.C;1<D,, art. 0,=, respectivamente. G Jin. Nilmar Jendes, relator, concedeu a
ordem ao fundamento de aus4ncia de ne8o de causalidade entre a conduta e o suposto dano, !aja vista @ue não
obtidos vest*gios materiais @ue permitissem esclarecer a autoria e, tampouco, @uando se dera a substitui#ão da
vegeta#ão nativa por gram*neas. Asseverou @ue a eventual retirada de árvores em área pblica teria ocorrido
antes da vig4ncia da &ei D.C;1<D,. (risou, ainda, a &ei distrital -.1-D<DI, @ue permitia o cercamento de área
lindeira ao lote, desde @ue respeitado limite de altura para o alambrado. Em diverg4ncia, o Jin. ?icardo
&eOandoOsFi denegou a ordem. 6onsignou não ser o ,abeas corpus meio ade@uado para revolver o conte8to
fático+probat"rio em @ue se teria dado a referida invasão, bem como se impedira, ou não, a regenera#ão das
matas nativas. Ap"s, pediu vista o Jin. 6elso de Jello.
96 -;1D;,<$(, rel. Jin. Nilmar Jendes, -2.-...;--. :96+-;1D;,=
+egundo delito de deserção e prescrição
A prática de segundo crime de deser#ão não suspende nem interrompe o pra7o prescricional @uanto H
a#ão penal movida em decorr4ncia de anterior delito militar de deser#ão. 6om esse entendimento, a .W Turma
deferiu ,abeas corpus impetrado em favor de militar condenado como incurso no art. -,I do 6PJ
:'Ausentar-se o $ilitar! se$ licença! da unidade e$ que serve! ou do lu#ar e$ que deve per$anecer! por $ais
de oito dias: Pena - detenção! de seis $eses a dois anos> se oficial! a pena ) a#ravada)=. ?estabeleceu+se o
julgado @ue declarara e8tinta a punibilidade do paciente pela prescri#ão da pretensão punitiva, nos termos do
art. -.2, IM :'Art. 143. 8/tin#ue-se a punibilidade: ... I@ - e$ do-e anos! se o $/i$o da pena ) superior a
quatro e não e/cede a oito)= e do art. -.1, MI, :'Art. 14B. A prescrição da ação penal! salvo o disposto no C
1< d&ste arti#o! re#ula-se pelo $/i$o da pena privativa de liberdade co$inada ao cri$e! verificando-se: ...
@I - e$ quatro anos! se o $/i$o da pena ) i#ual a u$ ano ou! sendo superior! não e/cede a dois )=, ambos
do 6PJ. Precedentes citados/ 96 ID02.<P? :$%S de -1.-;.DD=X 96 -;C101<?% :$%e de -..0..;--=X 96
-;;,;.<?% :$%e de I.C..;--=.
96 -;.;;,<?%, rel. Jin. ARres 3ritto, -2.-...;--. :96+-;.;;,=
5essões Grdinárias E8traordinárias %ulgamentos
Pleno -0.-...;--
.D
-W Turma -2.-...;-- B
.W Turma -2.-...;-- B
--
5 - 3 - 5 / 6 + + 7 8 9 - 5 & L
D:e de 1 a 1; de de0em.ro de <11
'6*6'1$##7) .6'85 6% '6 N9 596966:;'2
'6580)' %(N9 %8'1) 8$'<5()
6GI5A %S&NA$A Y PA?ZJET?G5 Y NA?AATIA 6GA5TITS6IGAA& Y E>E6S[\G Y TEJPE?AJEATG A$JITI$G PE&G
T?I3SAA& $E G?INEJ Y ?E6S?5G E>T?AG?$IA]?IG Y ?EPE?6S55\G NE?A& 6GA(INS?A$A. Possui repercussão geral
a controvérsia acerca do alcance da coisa julgada na !ip"tese em @ue limitado no tempo, em sede de e8ecu#ão do t*tulo judicial, o direito
de incid4ncia do percentual de .C,;1K, relativo H S?P de fevereiro, sobre os respectivos proventos, recon!ecido mediante senten#a.
'6*6'1$##7) .6'85 6% '6 N9 60=910=;%.
'6580)' %(N9 2)8>$(% B8'B)#8
EJEATA/ JAT^?IA 6?IJIAA&. 9GJI6_$IG 6S&PG5G AA $I?E[\G $E ME_6S&G ASTGJGTG?. 5S5PEA5\G $E
9A3I&ITA[\G. JGTG?I5TA P?G(I55IGAA&. MIG&A[\G $G $I?EITG 6GA5TITS6IGAA& AG T?A3A&9G. E>I5T`A6IA
$E ?EPE?6S55\G NE?A&.
Possui repercussão geral a discussão sobre a !ip"tese de viola#ão do direito constitucional ao trabal!o no caso de suspensão da
!abilita#ão de motorista profissional condenado por !omic*dio culposo na dire#ão de ve*culo automotor.
De+is4es *,bli+adas 2
/ L ( 3 3 ( = 9 D 8 D :
1 a 1; de de0em.ro de <11
'15 N9 ?9:29;%.
'6580)' %(N9 8@'6# B'(00)
Ementa/ 6GA5TITS6IGAA&. ?E6&AJA[\G. A&ENA$A S5S?PA[\G $A 6GJPET`A6IA G?INIA]?IA $G 5SP?EJG
T?I3SAA& (E$E?A& PA?A E>E?6E? G 6GAT?G&E 6GA5TITS6IGAA& 6GA6EAT?A$G $E &EI5 E ATG5 AG?JATIMG5
(E$E?AI5 E E5TA$SAI5.
-. G Tribunal de %usti#a do Estado de Jinas Nerais, em sede de representa#ão de inconstitucionalidade, suspendeu a eficácia da &ei
D.-0,<.;;0, do Junic*pio de Sberaba<JN, com fundamento no art. .E da 6onstitui#ão (ederal, bem como pelo fato de o Junic*pio
!aver usurpado a compet4ncia legislativa e material da Snião em tema de servi#o de radiodifusão :inciso IM do art. .. e inciso >II do art.
.- e art. ..2, todos da 6arta Jagna=. 5itua#ão configuradora de usurpa#ão da compet4ncia originária do 5upremo Tribunal (ederal, dado
@ue os parPmetros constitucionais de @ue lançou $ão a 6asa de %usti#a reclamada não são de absor#ão obrigat"ria pelas 6onstitui#ões
estaduais.
.. ?eclama#ão julgada procedente. Agravo regimental prejudicado.
A1 N9 1029002;'#
'6580)' %(N9 5$(B C$D
Ementa/ *6N859 4&)-&+ /8536+> ')$B) (%*'E*'()9 806N$8N06 D8 1)NC(##7) 6#*)N0FN689
(N8*5(18B(5(D8D69 A(*E06#6 6% >$6 ) *81(6N06 8D%(06 C80) D(G6'#) D) 1)%*')G8D) N)# 8$0)#9
(N1)%*80(B(5(D8D6 D8 1)NC(##7) 6#*)N0FN68 1)% 8 *'(#7) 6% C58.'8N069 )'D6% D6N6.8D89
-. A atenuante prevista no art. C1, III, 'd), do 6"digo Penal :ter o agente confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do
crime=, configuradora da confissão, não se verifica @uando se refere a fato diverso, não comprovado durante a instru#ão criminal,
por@uanto, ao invés de colaborar com o %udiciário na elucida#ão dos fatos, dificulta o deslinde do caso. Precedentes/ 96 -;,-0,<J5, rel.
Jin. ?icardo &eOandoOsFi, -W Turma, $% de -<I<.;--X 96 D0.D1<5P, rel. Jin. 6ármen &cia, -W Turma, $% de 2-<-;<.;;,.
4. In casu! o paciente admitiu a subtra#ão dos bens, mas não a viol4ncia e a grave amea#a, @ue restaram comprovadas nos autos, sendo
certo @ue tal estratégia, ao invés de colaborar com os interesses da %usti#a na busca da verdade processual, visou apenas a confundir o
%u*7o diante da prisão em flagrante do paciente.
2. A atenuante da confissão espontPnea é inaplicável Hs !ip"teses em @ue o agente é preso em flagrante, como no caso sub %udice.
Precedentes/ 96 -;-,C-<J5, rel. Jin. Jarco Aurélio, -W Turma, $% de D<1<.;--X 96 -;,-0,<J5, rel. Jin. ?icardo &eOandoOsFi, -W
Turma, $% de -<I<.;--.
0. Parecer do Jinistério Pblico (ederal pela denega#ão da ordem.
1. Grdem denegada.
5e o acusado é preso em flagrante, mostra+se inadmiss*vel a atenuante de confissão espontPnea, @ue também não se aplica @uando
'confessa) fato diverso do apurado no processo :e8/ confessou o furto, mas não a viol4ncia, no processo @ue apurava o roubo=,
prejudicando a elucida#ão dos fatos.
'A1 N9 10999=:;'2
'6580)' %(N9 2)8>$(% B8'B)#8
Ementa/ 'e+,rso ordinário em ha.eas corpus9 Direito *enal %ilitar9 6Htin3-o da p,nibilidade9 (no+orrIn+ia9 6!i+á+ia interr,pti"a
do a+Jrd-o +ondenatJrio K,e re!orma senten3a absol,tJria9 'e+,rso despro"ido9
'G ac"rdão condenat"rio @ue reforma senten#a penal absolut"ria reveste+se de eficácia interruptiva da prescri#ão penal, posto @ue
e@uiparado, para tal fim, H senten#a condenat"ria recorr*vel) :96 I;.,-;<?5, rel. min. 6elso de Jello, $% de ;-.-...;;C=.
-.
A jurisprud4ncia desta 6orte, mesmo antes da altera#ão introdu7ida pela &ei nE --.1DC<.;;I, já !avia sedimentado o entendimento de @ue
o ac"rdão de segundo grau @ue altera a pena aplicada ou impõe preceito condenat"rio possui relevPncia jur*dica e deve ser considerado
como causa interruptiva do pra7o prescricional, entendimento este @ue também pode ser aplicado no $ireito Penal Jilitar.
?ecurso ao @ual se nega provimento.
Dnoticiado no Infor$ativo EFG
A1 N9 9L9660;#*
'6580)' %(N9 .(5%8' %6ND6#
Habeas 5orpus. .. Alegada nulidade do processo, aos seguintes argumentos/ a= ilegalidade do interrogat"rio policial, efetivado no curso
da a#ão penal, meses ap"s o recebimento da dennciaX b= Elabora#ão, pelo instituto de criminal*stica, de laudo contendo a reprodu#ão
simulada dos fatos, sem @ual@uer solicita#ão da $efesa ou determina#ão do Jinistério Pblico ou do %u*7o, @uando já !avia sido
conclu*do o in@uérito e a a#ão penal encontrava+se em estado adiantado. 2. Aão ocorr4ncia. 0. Grdem denegada.
A1 N9 10L91:L;%#
'6580)' %(N9 2)8>$(% B8'B)#8
Ementa/ 4a.eas /orpus9 $tiliza3-o de do+,mento !also para o+,ltar a +ondi3-o de !oragido9 0ipi+idade9 1ond,ta adeK,ada ao
tipo penal des+rito no art9 :0? do 1Jdigo *enal9 *re+edentes9 Dosimetria da pena9 1on+,rso de +ir+,nstMn+ias agra"antes e
aten,antes9 *retens-o de +ompensa3-o9 (n"iabilidade9 *re+edentes9
A jurisprud4ncia desta 6orte é firme no sentido de @ue a utili7a#ão de documento falso para ocultar a condi#ão de foragido não
descaracteri7a o delito de uso de documento falso :art. 2;0 do 6P= e não se confunde com o crime de falsa identidade :art. 2;I do 6P=,
uma ve7 @ue neste não !á apresenta#ão de @ual@uer documento falsificado ou alterado, mas apenas a atribui#ão, a si mesmo ou a outrem,
de falsa identidade.
Igualmente sedimentado é o entendimento de @ue, nos termos do art. CI do 6"digo Penal, a agravante da reincid4ncia prepondera sobre a
atenuante da confissão espontPnea, ra7ão pela @ual é inviável a compensa#ão entre circunstPncias agravantes e atenuantes.
Grdem denegada.
A utili7a#ão de documento falso para ocultar a condi#ão de foragido configura o crime de uso de documento falso.
A1 N9 1099=15;'#
'6580)' %(N9 '(18'D) 56N8ND)N#O(
Ementa/ HAI8AS 51"P9S. PEAA&. PA6IEATE 6GA$EAA$G PE&G 6?IJE $E $EASA6IA[\G 6A&SAIG5A. A?T. 22D $G
6a$ING PEAA&. IA6GJPET`A6IA $G %S_bG. $E6A$`A6IA $G $I?EITG $E ?EP?E5EATA[\G. I&I6ITS$E $E P?GMA.
JAT^?IA5 A\G 5S3JETI$A5 AG T?I3SAA& A J91. 5SP?E55\G $E IA5TZA6IA. A&ENA[\G $E AS5`A6IA $E %S5TA
6AS5A PA?A A A[\G PEAA&. P?E%S$I6IA&I$A$E. 5SPE?MEAI`A6IA $E 5EATEA[A 6GA$EAATa?IA. ?EME&IA.
$E6?ETG. &ENA&I$A$E. G?$EJ PA?6IA&JEATE 6GA9E6I$A E, AE55A E>TEA5\G, $EAENA$A.
I Y As alega#ões de decad4ncia do direito de representa#ão, de ilicitude de prova e de incompet4ncia não podem ser e8aminadas nesta via
por@ue não suscitadas no Tribunal a quo, o @ue impede sua aprecia#ão pelo 5T(, sob pena de indevida supressão de instPncia e de
evidente e8travasamento dos limites de compet4ncia desta 6orte descritos no art. -;. da 6onstitui#ão (ederal.
II Y Este Tribunal já sedimentou o entendimento de @ue a superveni4ncia de senten#a condenat"ria prejudica a alega#ão de falta de justa
causa para a a#ão penal. Precedentes.
III Y A revelia foi decretada com supedPneo no n*tido intuito do réu de se ocultar e retardar a marc!a processual, ra7ão pela @ual nen!um
reparo merece o ac"rdão atacado.
IM Y Habeas corpus parcialmente con!ecido e, nessa e8tensão, denegado.
A1 N9 1109:=?;DC
'6580)' %(N9 '(18'D) 56N8ND)N#O(
Ementa/ HAI8AS 51"P9S. PEAA& JI&ITA?. PA6IEATE5 6GA$EAA$G5 PE&G 6?IJE $E (S?TG VSA&I(I6A$G.
P?IA6_PIG $A IA5INAI(I6ZA6IA. IAAP&I6A3I&I$A$E. ?AbG]ME& N?AS $E ?EP?GMA3I&I$A$E $A 6GA$STA. 3EJ
VSE A\G PG$E 5E? 6GA5I$E?A$G $E MA&G? _A(IJG. G?$EJ $EAENA$A.
I Y A aplica#ão do princ*pio da insignificPncia, de modo a tornar a conduta at*pica, e8ige, além da pe@uena e8pressão econQmica do bem
@ue fora objeto de subtra#ão, um redu7ido grau de reprovabilidade da conduta do agente.
II Y ^ relevante e reprovável a conduta de militares @ue, em servi#o, furtam bens de propriedade do E8ército 3rasileiro, demonstrando
desrespeito Hs leis e Hs institui#ões de seu Pa*s.
III Y A aplica#ão do referido instituto, na espécie, poderia representar um verdadeiro est*mulo H prática destes pe@uenos furtos, já bastante
comuns nos dias atuais, o @ue contribuiria para aumentar, ainda mais, o clima de inseguran#a vivido pela coletividade.
IM Y Grdem denegada.
8D( N9 9?;')
'6580)' %(N9 .(5%8' %6ND6#
A#ão $ireta de Inconstitucionalidade. .. 6onstitui#ão do Estado de ?ondQnia. Artigos .1., .12, .10 e .11 das $isposi#ões Nerais da
6onstitui#ão Estadual e do art. -; das $isposi#ões Transit"rias. 2. Aus4ncia de altera#ão substancial e de preju*7o com a edi#ão da
Emenda 6onstitucional estadual n. 10<.;;I. 0. Alega#ão de ofensa aos artigos .., IX 2I, IIX -2-X -2.X e -21, da 6onstitui#ão (ederal. 1.
?econ!ecimento da possibilidade de e8ist4ncia de procuradorias especiais para representa#ão judicial da Assembleia &egislativa e do
Tribunal de 6ontas nos casos em @ue necessitem praticar em ju*7o, em nome pr"prio, série de atos processuais na defesa de sua
autonomia e independ4ncia em face dos demais poderes, as @uais também podem ser responsáveis pela consultoria e pelo assessoramento
jur*dico de seus demais "rgãos. C. A e8tensão estabelecida pelo L 2E do art. .12 não viola o princ*pio da isonomia assentado no artigo -21
da 6(<,, :reda#ão anterior H E6 -D<D,=, na medida em @ue os cargos possuem atribui#ões assemel!adas. I. A altera#ão do parPmetro
constitucional, @uando o processo ainda em curso, não prejudica a a#ão. Precedente/ A$I .-,D, rel. Jin. $ias Toffoli, $%e -C.-...;-;. ,.
A investidura, em cargo ou emprego pblico, depende de aprova#ão prévia em concurso pblico de provas ou de provas e t*tulos,
ressalvados os cargos em comissão declarados em lei de livre nomea#ão e e8onera#ão. D. Aão é permitido o aproveitamento de titulares
de outra investidura, uma ve7 @ue !á o ingresso em outra carreira sem o concurso e8igido constitucionalmente. -;. A#ão $ireta de
Inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente para confirmar a medida liminar e declarar inconstitucionais o artigo .10 das
$isposi#ões Nerais e o artigo -; das $isposi#ões Transit"rias da 6onstitui#ão do Estado de ?ondQniaX e assentar a constitucionalidade
dos artigos .1., .12 e .11 da 6onstitui#ão do Estado de ?ondQnia.
-2
Dnoticiado no Infor$ativo EB1
'6 N9 :6:9LL9;DC
'6580)' %(N9 D(8# 0)CC)5(
Ementa/ ?E6S?5G E>T?AG?$IA]?IG. $I?EITG P?G6E55SA& 6IMI& E 6GA5TITS6IGAA&. ?EPE?6S55\G NE?A&
?E6GA9E6I$A. A[\G $E IAME5TINA[\G $E PATE?AI$A$E $E6&A?A$A E>TIATA, 6GJ (SA$AJEATG EJ 6GI5A
%S&NA$A, EJ ?Ab\G $A E>I5T`A6IA $E AATE?IG? $EJAA$A EJ VSE A\G (GI PG55_ME& A ?EA&IbA[\G $E
E>AJE $E $AA, PG? 5E? G ASTG? 3EAE(I6]?IG $A %S5TI[A N?ATSITA E PG? A\G TE? G E5TA$G
P?GMI$EA6IA$G A 5SA ?EA&IbA[\G. ?EP?GPG5ITS?A $A A[\G. PG55I3I&I$A$E, EJ ?E5PEITG c P?EMA&`A6IA
$G $I?EITG (SA$AJEATA& c 3S56A $A I$EATI$A$E NEA^TI6A $G 5E?, 6GJG EJAAA[\G $E 5ES $I?EITG $E
PE?5GAA&I$A$E.
-. ^ dotada de repercussão geral a matéria atinente H possibilidade da repropositura de a#ão de investiga#ão de paternidade, @uando
anterior demanda id4ntica, entre as mesmas partes, foi julgada improcedente, por falta de provas, em ra7ão da parte interessada não
dispor de condi#ões econQmicas para reali7ar o e8ame de $AA e o Estado não ter custeado a produ#ão dessa prova.
.. $eve ser relativi7ada a coisa julgada estabelecida em a#ões de investiga#ão de paternidade em @ue não foi poss*vel determinar+se a
efetiva e8ist4ncia de v*nculo genético a unir as partes, em decorr4ncia da não reali7a#ão do e8ame de $AA, meio de prova @ue pode
fornecer seguran#a @uase absoluta @uanto H e8ist4ncia de tal v*nculo.
2. Aão devem ser impostos "bices de nature7a processual ao e8erc*cio do direito fundamental H busca da identidade genética, como
natural emana#ão do direito de personalidade de um ser, de forma a tornar+se igualmente efetivo o direito H igualdade entre os fil!os,
inclusive de @ualifica#ões, bem assim o princ*pio da paternidade responsável.
0. 9ip"tese em @ue não !á disputa de paternidade de cun!o biol"gico, em confronto com outra, de cun!o afetivo. 3usca+se o
recon!ecimento de paternidade com rela#ão a pessoa identificada.
1. ?ecursos e8traordinários con!ecidos e providos.
$eve ser relativi7ada a coisa julgada estabelecida em a#ões de investiga#ão de paternidade em @ue não foi poss*vel
determinar+se a efetiva e8ist4ncia de v*nculo genético a unir as partes, em decorr4ncia da não reali7a#ão do e8ame de $AA. Aão devem
ser impostos "bices de nature7a processual ao e8erc*cio do direito fundamental H busca da identidade genética.
Dnoticiado no Infor$ativo E4G
A1 N9 11092=0;%#
'6580)' %(N9 .(5%8' %6ND6#
$ireito penal. Habeas corpus. G fato de o ,abeas corpus ser substituto de recurso ordinário não é fundamento suficiente para o não
con!ecimento do ;rit. Grdem deferida para @ue o 5T% con!e#a e julgue o ,abeas lá impetrado.
A1 N9 1109?6=;*'
'6580)' %(N9 2)8>$(% B8'B)#8
EJEATA/ 4a.eas /orpus9 *ronPn+ia9 8lega3-o de !alta de !,ndamenta3-o K,anto Q admiss-o das +ir+,nstMn+ias K,ali!i+adoras do
+rime e eH+esso de ling,agem9 (no+orrIn+ia9 De+is-o K,e se ate"e ao disposto no art9 ?1: do 1Jdigo de *ro+esso *enal9 )rdem
denegada9
Aa concreta situa#ão destes autos, não se mostra ilegal, nem e8cessiva, a senten#a de pronncia @ue se limitou a e8por,
fundamentadamente, os motivos do convencimento do jui7 acerca da materialidade e da presen#a de ind*cios da autoria, especificando o
dispositivo legal no @ual o réu está incurso, bem como as circunstPncias @ualificadoras, conforme dispõe o art. 0-2, caput e L -E, do
6"digo de Processo Penal.
Ademais, 'não ) desfunda$entada a decisão de pron*ncia que! de ol,os na conte/tura ftica do caso! re$ete o e/a$e da proced&ncia
das circunst=ncias qualificadoras para o 6ribunal do K*riL :?96 -;;.1.C<JN, rel. min. ARres 3ritto, $%e nE 01, publicado em
-..;2..;-;=.
Por fim, as @ualificadoras do crime de !omic*dio s" podem ser afastadas pela senten#a de pronncia @uando contrárias ao acervo fático+
probat"rio dos autos, sob pena de viola#ão da compet4ncia do 6onsel!o de 5enten#a.
Grdem denegada.
8+Jrd-os *,bli+ados 6:=
,5&=+/5(?@-+
6om a finalidade de proporcionar aos leitores do IA(G?JATIMG 5T( uma compreensão mais
aprofundada do pensamento do Tribunal, divulgamos neste espa#o trec!os de decisões @ue ten!am despertado
ou possam despertar de modo especial o interesse da comunidade jur*dica.
D,plo R,lgamento pelo mesmo !ato Sbis in idemT e +oisa R,lgada (0rans+ri34es)
:v. Informativo C0C=
96 -;-.-2-<$(d
?E&ATG?/ Jin. Jarco Aurélio
G)0) D) %(N(#0') 5$(B C$D
-0
P?G6E55SA& PEAA&. HAI8AS 51"P9S. ?GS3G 6I?6SA5TAA6IA$G :A?T. -1I, L .E, IA6I5G I, $G 6a$ING
PEAA&=. ?E6S?5G E5PE6IA&. $SP&G %S&NAJEATG PE&G JE5JG (ATG. 5ENSA$A $E6I5\G JAI5 (AMG?]ME&
AG ?^S. IJPG55I3I&I$A$E $E ?EMI5\G P"1 S15I86A68 6GI5A 5G3E?AAAJEATE %S&NA$A JAI5 3EA^(I6A.
I+ :9II1 P"1 "81. (A&TA $E IA5T?SJEATG &ENA& GS 6GA5TITS6IGAA& PA?A ?E56IA$I? %S&NA$G
(AMG?]ME& AG $EJAA$A$G.
-. A Miola#ão da 6oisa %ulgada é matéria cognosc*vel de of*cio, por isso @ue, merc4 de não apreciada na instPncia inferior, a
supressão de instPncia inocorre, por@uanto a 6orte Jaior pode deferir a ordem de of*cio.
.. $everas, a e8ist4ncia de duplo julgamento pelo mesmo fato, comprovada por prova pré+constitu*da, torna admiss*vel o seu
con!ecimento de of*cio na via estreita do ,abeas corpus.
2. A ?evisão, no $ireito Processual Penal, é instrumento e8clusivamente em favor do réu, sendo inadmiss*vel a revisão pro
societate.
0. Vuando o Estado e8erce a persecutio cri$inis, a decisão sobre os fatos pelos @uais o réu fora condenado s" pode ser revista
para abrandar a situa#ão do sujeito passivo.
1. In casu! o paciente fora processado e condenado duas ve7es pelo mesmo fato. 6om efeito, foi recebida, em I<C<.;;1, denncia
no processo nE .;;1.;-.-.;;22-1+0 imputando ao paciente a prática do crime de roubo circunstanciado :art. -1I, L .E, inciso I, do
6"digo Penal=, ocorrido no dia .,<--<.;;0, Hs D!, em ferro vel!o entre a $ivineia e a Jetropolitana, na cidade satélite do Acleo
3andeirante<$(.
C. 6onsoante a denncia :fls. ,<D=, o paciente teria subtra*do da v*tima, mediante grave amea#a e8ercida com emprego de arma de
fogo, uma bolsa preta contendo ?e 0,;; :@uatro reais= e alguns objetos de uso pessoal. Posteriormente, em I<I<.;;C, foi ajui7ada
contra o paciente outra a#ão penal :nE .;;1.;-.-.;.2C.,+;=, por fato id4ntico ao descrito na A#ão Penal nE .;;1.;-.-.;;22-1+0
:fls. e 2I<2,=.
I. A senten#a, apesar de diverg4ncias doutrinárias, deve ser en8ergada como norma jur*dica, e, nessa categori7a#ão, como é
sabido, no conflito entre duas normas de igual !ierar@uia e especialidade prevalece a mais recente sobre a mais antiga.
,. A senten#a posterior prevalece no Processo Penal, desde @ue mais favorável ao réu, em obedi4ncia H veda#ão da ?evisão
6riminal pro societate.
D. G caso sub %udice não reclama a solu#ão de se considerar anulada a primeira senten#a, visto @ue não incidiu em @ual@uer v*cio
de juridicidade, e sim de revogá+la.
-;. $everas, o pedido mediato merece concessão, @ual seja, a declara#ão da preval4ncia da segunda coisa julgada.
--. Grdem concedida.
?éu processado e condenado :com trPnsito em julgado= duas ve7es pelo mesmo crime, sendo a segunda senten#a mais favorável.
9ouve desrespeito ao ne bis in idem e coisa julgada, mas não !á @ue se falar em anula#ão da primeira senten#a, @ue não incorreu em
v*cio, mas apenas revoga#ão pela segunda senten#a, somente por ser mais favorável. Aão !á revisão do julgado a favor da sociedade,
logo nesses casos deve sempre prevalecer a senten#a mais favorável ao réu, seja a primeira ou segunda, revogando a outra.
Preliminarmente, verifica+se @ue as ilegalidades apontadas, @uais sejam, a viola#ão aos princ*pios do ne bis in ide$ e da coisa
julgada, não foram submetidas Hs instPncias inferiores, o @ue, a rigor, impediria o con!ecimento da impetra#ão, sob pena de supressão de
instPncia. Aesse sentido, os seguintes julgados/
9A3EA5 6G?PS5. :I"8I61 P8+AM 8 P"158SS9AM P8+AM. J98S6N8S +O1 51+H85I:AS P8M1 S6K.
A961"I:A:8 51A61"A. 6"II9+AM :8 K9S6IPA. I+51'P86Q+5IA :1 S67. +8RA6I@A A1 :I"8I61 :8 "851""8"
8' MII8":A:8 79+:A'8+6A:A. P"ISO1 A+68S :1 6"S+SI61 8' K9MRA:1. I+S6"9PO1 5"I'I+AM 8+58""A:A.
8X58SS1 :8 P"AT1 P"8K9:I5A:1. 1":8' :8+8RA:A. 1. 1 Superior 6ribunal de Kustiça não se $anifestou acerca do
re#i$e prisional i$posto ao paciente no que concerne ao cri$e de trfico de dro#as e da possibilidade de aplicação da causa de
di$inuição de pena prevista no art. 44! C F<! da Mei 11.3F3U3E. 4. +o que di- respeito aos te$as não abordados pela 5orte
Superior! a autoridade coatora ) o 6ribunal de Kustiça do 8stado de São Paulo. 5o$ efeito! não co$pete a esta Supre$a 5orte
con,ecer dessas $at)rias! sob pena de supressão de inst=ncia. Precedentes. 3. A proibição ao direito de o paciente recorrer e$
liberdade foi devida$ente funda$entada. Ade$ais! o paciente foi preso e$ fla#rante e per$aneceu preso durante toda a
instrução cri$inal. F. A ale#ação de e/cesso de pra-o fica pre%udicada pelo fi$ da instrução penal e pela prolação de sentença
condenat0ria. Precedentes. B. frit con,ecido e$ parte e dene#ado. :96 -;;1D1<5P, ?elatora Jin. E&&EA N?A6IE, 5egunda
Turma, julgado em ..<.<.;--, $% de D<2<.;--=
9A3EA5 6G?PS5. P8:I:1 :8 MII8":A:8. S9P"8SSO1 :8 I+S6S+5IA. "8I+5I:Q+5IA. "8RI'8 785HA:1.
P1SSIIIMI:A:8. 1":8' PA"5IAM'8+68 51+H85I:A 8! +8SSA PA"68! :8+8RA:A. 1 i$petrante! e$bora ta$b)$
ten,a requerido a liberdade do paciente! não apresentou qualquer funda$ento para tanto. Si$ples$ente fe- o pedido. Al)$ disso!
o S6K não se $anifestou sobre a questão. Portanto! não , co$o o !abeas corpus ser con,ecido nesse ponto! sob pena de
supressão de inst=ncia. Juanto ao pedido de fi/ação do re#i$e prisional aberto ou se$i-aberto! o 6KSP! ao i$por o re#i$e
fec,ado! considerou o fato de o paciente ser! de acordo co$ a sentença! V$ulti-reincidenteL. 6al funda$ento est e$ ,ar$onia
co$ o disposto nas al.neas VbL e VcL do C 4< do art. 33 do 50di#o Penal! se#undo as quais tanto o re#i$e aberto! quanto o se$i-
aberto são reservados aos r)us não reincidentes. 9abeas corpus parcial$ente con,ecido e! nessa parte! dene#ado. W96 -;;C-C <
5P + ?elator Jin. %GAVSIJ 3A?3G5A, 5egunda Turma, %ulgamento em ;,<;.<.;--, $% de -0<2<.;--=
8'8+6A: 9A3EA5 6G?PS5. P"158SS9AM P8+AM. P8:I:1 :8 51'96APO1 :8 P8+A. K9XT1 :8 1"IR8'.
AP"85IAPO1. A9SQ+5IA. I'P1SSIIIMI:A:8 :8 S89 8XA'8 P8M1 S67 S1I P8+A :8 S9P"8SSO1 :8 I+S6S+I5AS.
AM8RAPO1 :8 :8'1"A +1 K9MRA'8+61 :1 'Y"I61 :8 f?IT P8M1 S9P8"I1" 6"II9+AM :8 K9S6IPA.
8X58SS1 :8 I'P86"APN8S +A 51"68 S9P8"I1" P8+:8+68S :8 K9MRA'8+61. 7M8XIIIMITAPO1 :1 P"I+5XPI1
51+S6I695I1+AM :A "AT1Z@8M :9"APO1 :1 P"158SS1 J98 S8 '1S6"A 51'P"88+SX@8M. AP1S8+6A:1"IA
:1 "8MA61" :1S 78I61S 'A+8KA:1S 8' 7A@1" :1 PA5I8+68. 1":8' 51+58:I:A :8 17X5I1 PA"A
:868"'I+A" S9A "8:IS6"II9IPO1. I ? 1 pedido de co$utação da pena não pode ser con,ecido! u$a ve- que esta questão
não foi sequer analisada pelo %u.-o de ori#e$. Seu e/a$e por esta Supre$a 5orte i$plicaria indevida supressão de inst=ncia e
e/travasa$ento dos li$ites de co$pet&ncia do S67 descritos no art. 134 da 5onstituição 7ederal. II ? 1 e/cesso de trabal,o que
assoberba o S6K per$ite a fle/ibili-ação! e$ al#u$a $edida! do princ.pio constitucional da ra-ovel duração do processo.
-1
Precedentes. III - A concessão da orde$ para deter$inar o %ul#a$ento do Orit na 5orte a @uo poderia redundar na in%ustiça de
deter$inar-se que a i$petração $ane%ada e$ favor do paciente se%a colocada e$ posição privile#iada co$ relação a de outros
%urisdicionados. I@ ? 1rde$ concedida de of.cio para deter$inar a redistribuição dos !abeas corpus $ane%ados no S6K e$ favor
do paciente! e$ ra-ão da aposentadoria do então "elator. :96 -;2,21<5P ?elator/ Jin. ?I6A?$G &EfAA$Gf5gI, Primeira
Turma, %ulgamento em -0<-.<.;-;, $% de ,<.<.;--=
8'8+6A: 9abeas corpus. Ho$ic.dio. Prisão ordenada independente$ente de tr=nsito e$ %ul#ado. Superveni&ncia do
tr=nsito e$ %ul#ado. frit pre%udicado. 7i/ação de re#i$e inicial$ente fec,ado. Juestão não sub$etida ao crivo do S6K.
Supressão de inst=ncia. 9abeas corpus não con,ecido. 1. Pre%udicialidade do Orit i$petrado perante 6ribunal Superior fundada
e$ decisão li$inar! precria e ef&$era! obtida pelo paciente perante esta Supre$a 5orte inocorrente. 4. Superveni&ncia de
tr=nsito e$ %ul#ado da decisão condenat0ria! a ense%ar o recon,eci$ento da pre%udicialidade de a$bas as i$petrações. 3. A
questão relativa 2 propriedade do re#i$e prisional i$posto ao paciente pela decisão condenat0ria não foi sub$etida ao crivo do
Superior 6ribunal de Kustiça! não se ad$itindo a apreciação do te$a por esta Supre$a 5orte! de for$a ori#inria! sob pena de
confi#urar verdadeira supressão de inst=ncia. Precedentes. F. frit não con,ecido. :96 D,C-C<5P, ?elator/ Jin. $IA5 TG((G&I,
argão %ulgador/ Primeira Turma, %ulgamento em -0<-.<.;-;=
Ao entanto, os fatos alegados na presente ordem de ,abeas corpus foram suficientemente demonstrados com a prova
preconstitu*da. Assim, tratando+se de @uestão de ordem pblica afer*vel de plano, poss*vel o con!ecimento de of*cio. Também opinou
pelo con!ecimento o Jinistério Pblico (ederal, nos seguintes termos :fls. C.=/
Inicial$ente! verifica-se que a nulidade apontada! vale di-er! dupla condenação do paciente pelos $es$os fatos! não foi
ob%eto de questiona$ento perante qualquer das inst=ncias inferiores.
:essa for$a! a $at)ria esposada no presente re$)dio constitucional não ense%a a anlise desse 8/celso Pret0rio sob pena
de indevida supressão de inst=ncia.
5ontudo! da anlise dos docu$entos acostados aos presentes autos! constata-se a proced&ncia da ale#ação de bis in idem!
que! por causar a nulidade absoluta de u$a das ações penais! ) pass.vel de ser con,ecida de of.cio.
$everas, observa+se, na documenta#ão tra7ida pela impetrante, @ue o paciente fora condenado, primeiramente, na A#ão Penal nE
.;;1.;-.-.;;22-1+0, cuja denncia fora recebida em I<C<.;;1 pela IW Mara 6riminal de 3ras*lia. Aa pend4ncia desta demanda, foi
ajui7ada contra o paciente, em ;I<;I<.;;C, outra a#ão penal :nE .;;1.;-.-.;.2C.,+;= pelos mesmos fatos, desta feita na CW Mara 6riminal
de 3ras*lia, o @ue ensejou a nulidade absoluta ab initio desse segundo processo, em ra7ão do fenQmeno processual da litispend4ncia.
Aesses sentido, a doutrina de %osé (rederico Jar@ues, verbis/
9$ dos efeitos da litispend&ncia ) o de i$pedir o desenrolar e a e/ist&ncia de u$ se#undo processo para o %ul#a$ento de
id&ntica acusação. "esulta! pois! da litispend&ncia! o direito processual de ar#uir o bis in idem! $ediante e8ceptio litis pendentis.
Se#undo disse 5HI1@8+:A! assi$ Vco$o a $es$a lide não pode ser decidida $ais de u$a ve- We8ceptio rei judicatae(!
assi$ ta$b)$ não pode pender si$ultanea$ente $ais de u$a relação processual sobre o $es$o ob%eto entre as $es$as pessoas.
Pode! portanto! o r)u e/cepcionar que a $es$a lide pende % perante o $es$o %ui- ou perante %ui- diverso! a fi$ de que a
se#unda constitua ob%eto de decisão co$ a pri$eira por parte do %ui- invocado antes). :Elementos de $ireito Processual Penal,
atuali7adores/ Eduardo ?eale (errari e Nuil!erme Jadeira $e7em, 6ampinas, 5P/ Jillennium Editora, .;;D, v. .=
6onforme noticiado pelo Jinistério Pblico (ederal, em caso semel!ante, esta 6orte anulou senten#a proferida em processo em
@ue a persecu#ão penal se deu por fatos id4nticos aos julgados em causa anterior, conforme sinteti7ado na seguinte ementa/
:ireito Penal e Processual. Mitispend&ncia. :upla condenação pelo $es$o fato delituoso: Vbis in idem.L 1. +ão pode
subsistir a condenação ocorrida no se#undo processo! instaurado co$ o recebi$ento da den*ncia a [ de $aio de 1GG3 WProcesso
n. 43[UG3( % que! antes disso! ou se%a! a F de $aio de 1GG3! ,avia outra denuncia! i#ual$ente recebida! pelos $es$os fatos
delituosos Wno Processo 434UG3(. 4. A litispend&ncia i$pediu que valida$ente se for$asse o se#undo processo e! e$
conseqA&ncia! que valida$ente se produ-isse ali a condenação. 3. VH.5L deferido para! co$ relação ao paciente! anular-se a
sentença proferida no Processo 43[UG3 ? 43. @. 5ri$inal S.P.! be$ co$o o ac0rdão que a confir$ou! na Apelação n. \E1.F43!
%ul#ada pela 11. 5=$ara do 6A5"I'-SP! ficando! quanto a ele! trancado definitiva$ente o processo. :96 I..2C0<5P Y ?elator
Jin. 5idneR 5anc!es, Primeira Turma, Publica#ão $% .2<;.<-DDC=
Ademais, o pr"prio parquet opinou pela concessão da ordem, em parecer assim delineado :fls. C.<C2=/
]...^ i$pende consi#nar que a co$provação da ocorr&ncia da fi#ura do bis in ide$ desponta do si$ples confronto das
iniciais acusat0rias oferecidas pelo 'inist)rio P*blico do :istrito 7ederal e 6errit0rios! que ori#inara$ as ações penais n<
433B.31.1.33331B-F e 433B.31.1.343E4\-3! $ovidas! respectiva$ente! na [_ @ara 5ri$inal da 5ircunscrição 8special Kudiciria
de Iras.liaU:7! e E_ @ara 5ri$inal da $es$a 5ircunscrição. A$bas as den*ncias narra$ que no dia 4\ de nove$bro de 433F!
por volta das G ,oras! nas pro/i$idades de u$ ferro vel,o! locali-ado entre a :ivin)ia e a 'etropolitana! no +*cleo
IandeiranteU:7! o paciente DD subtraiu para si! $ediante #rave a$eaça! e/ercida por $eio de ar$a de fo#o! u$a bolsa preta!
contendo "` F!33 Wquatro( reais e$ esp)cie e diversos ob%etos pessoais pertencente a DD Wfls. 3\U3G e 3[U3\(.
+ão , d*vida de que pelo $es$o fato! fora$ instauradas duas ações penais e$ desfavor do ora paciente. A pri$eira!
pelo Ku.-o da [_ @ara 5ri$inal da 5ircunscrição 8special Kudiciria de Iras.liaU:7! que recebeu a den*ncia na data de
3[U3EU433B Wfl. 3E(> a se#unda! pelo Ku.-o da E_ @ara 5ri$inal da $es$a 5ircunscrição! que recebeu a inicial acusat0ria e$
3[U3[U433E Wfl. 3B(.
'as! não ) s0. Ao final! o paciente sofreu dupla condenação: o pri$eiro decreto punitivo foi proferido pelo Ku.-o da [_
@ara 5ri$inal de Iras.lia! aos 3EU13U433E Wfls. 14U1\(! sendo confir$ado pelo Superior 6ribunal de Kustiça! que tornou a pena
definitiva e$ B Wcinco( anos e F Wquatro( $eses de reclusão! e$ decisão transitada e$ %ul#ado aos 4GU3\U3\ Wfls. 4FU4[(> % o
se#undo! foi prolatado pela E_ @ara 5ri$inal! e$ 4BU3FU433[ Wfls. 3GUFF(! e confir$ado pelo Superior 6ribunal de Kustiça! que
tornou a pena definitiva e$ F Wquatro( anos! B Wcinco( $eses e 13 Wde-( dias de reclusão! e$ decisão transitada e$ %ul#ado aos
1GU3BU3G Wfls. 4GU3F(.
In casu, portanto, ap"s o trPnsito em julgado da decisão condenat"ria na A#ão Penal nE .;;1.;-.-.;;22-1+0, sobreveio novo
pronunciamento judicial na A#ão Penal nE .;;1.;-.-.;.2C.,+; a respeito de fatos id4nticos aos versados na primeira demanda.
-C
A primeira condena#ão não pode ser alvo de ?evisão 6riminal, pois não configurada @ual@uer das !ip"teses previstas no art. C.-
do 6PP, @ue ora se transcreve/
Art. E41. A revisão dos processos findos ser ad$itida:
I - quando a sentença condenat0ria for contrria ao te/to e/presso da lei penal ou 2 evid&ncia dos autos>
II - quando a sentença condenat0ria se fundar e$ depoi$entos! e/a$es ou docu$entos co$provada$ente falsos>
III - quando! ap0s a sentença! se descobrire$ novas provas de inoc&ncia do condenado ou de circunst=ncia que deter$ine
ou autori-e di$inuição especial da pena.
Por outro lado, a segunda coisa julgada, mais favorável ao réu Wrectius, condenado(! também não é pass*vel de reaprecia#ão,
por@uanto não é admitida no $ireito 3rasileiro a ?evisão 6riminal pro societate.
Analisando a !ip"tese com a @ual ora nos deparamos, de conflito entre julgados, %orge Alberto ?omeiro anotou com maestria
:Elementos de direito penal e processo penal. 5ão Paulo/ 5araiva, -DI,. p. 0;+0-=/
'an-ini! considerando esse caso de inconciliabilidade de %ul#ados! deter$inante da revisão no direito positivo italiano! o
qual fi#ura! ta$b)$! no de $uitos 8stados! notou que ne$ se$pre te$ o instituto e$ estudo o fi$ de reparar u$ erro %udicirio!
pois a dita inconciliabilidade deve ser se$pre resolvida pela preval&ncia do %ul#ado $ais favorvel ao condenado.
A revisão! escreveu o insi#ne professor da 9niversidade de "o$a! Vnel caso dellainconciliabilit2 dei #iudicati! se talora
fornisce il $e--o per eli$inare laerrore! talaltra pub far prevalere laerroneo sul #iusto! perc,c nel detto caso la le##e $ira sopra
tutto a far cessare un intollerabile contrasto #iurisdi-ionaleL.
Ao $ireito pátrio a ?evisão 6riminal em desfavor do réu jamais foi admitida. Jesmo @uando a Emenda 6onstitucional nE - de
-DCD H 6arta de -DCI permitiu H legisla#ão ordinária prever !ip"teses nas @uais o julgado favorável ao acusado poderia ser revisto, a
normativa nunca foi editada. G art. C.2 do 6PP, sobre a legitimidade ativa para a propositura da ?evisão, prev4/ 'A revisão poder ser
pedida pelo pr0prio r)u ou por procurador le#al$ente ,abilitado ou! no caso de $orte do r)u! pelo cdn%u#e! ascendente! descendente ou
ir$ão). G Jinistério Pblico e o ofendido não dispõem de id4ntica le#iti$atio.
6erto é @ue a decisão proferida no segundo processo é norma jur*dica, @ue deve ser respeitada. Male invocar a li#ão de %osé 6arlos
3arbosa Joreira, segundo o @ual, na senten#a 'for$ula o %ui- a nor$a %ur.dica concreta que deve disciplinar a situação levada ao seu
con,eci$ento) :Eficácia da senten#a e autoridade da coisa julgada, (n "evista de Processo! n< 3F! pág. .ID=. Male di7er, a senten#a
trPnsita em julgado é a norma jur*dica para o caso concreto.
Gcorre @ue, como visto, essa segunda norma não é pass*vel de revisão, pois, na espécie, isso significaria fa7er prevalecer uma
decisão anterior mais gravosa para o réu. Aas palavras de (ernando da 6osta Tourin!o (il!o, 'a autoridade da coisa %ul#ada! necessria
e indispensvel para asse#urar a estabilidade das relações %ur.dicas! i$pede u$ ree/a$e contra o r)u) :6"digo de Processo Penal
comentado. Mol. .. -.W ed. 5ão Paulo/ 5araiva, .;;D. p. 0.I=.
Assim, temos duas decisões, de igual !ierar@uia e especialidade, impass*veis de impugna#ão. Impõe+se, face H nature7a normativa
das decisões judiciais, a aplica#ão do princ*pio norteador do conflito aparente de normas penais no tempo, vale di7er, prevalece a norma
posterior sobre a anterior.
Aliás, no campo do Processo 6ivil, 6Pndido ?angel $inamarco, ao sustentar a preval4ncia da segunda coisa julgada, ressalta a
possibilidade de um novo ato estatal revogar o anterior. Assim, a senten#a posterior, por não ter sido rescindida no pra7o legal, teria o
condão de revogar a senten#a anterior. Eis como e8põe seu ponto de vista, baseado nas formula#ões de &iebman/
:isse ele! real$ente! que u$a sentença proferida depois da outra te$ a eficcia de cancelar os efeitos desta! co$o todo
ato estatal revo#a os anteriores. Assi$ co$o a lei revo#a a lei e o decreto revo#a o decreto! assi$ ta$b)$ a sentença passada e$
%ul#ado revo#a u$a outra! anterior! ta$b)$ passada e$ %ul#ado. 8sta$os pois fora do ca$po espec.fico do direito processual!
e$ u$a visão bastante a$pla dos atos estatais de qualquer dos tr&s Poderes e se$pre se#undo u$a perspectiva racional e
,ar$oniosa do e/erc.cio do poder. +a nova lei , u$a nova vontade do le#islador! que sobrepu%a a vontade dele pr0prio! contida
na lei vel,a. +o novo decreto! nova vontade da Ad$inistração. +a nova sentença! nova vontade do 8stado-%ui- . :(undamentos do
processo civil moderno. C. ed., 5ão Paulo/ Jal!eiros, .;-;, p. -.-21=.
Ao mesmo sentido a li#ão de Pontes de Jiranda, @ue entende prevalecer a segunda coisa julgada sobre a primeira, por@ue a norma
processual somente prev4 a possibilidade de desconstituir a segunda coisa julgada dentro de um pra7o espec*fico e, se isso não ocorrer, a
anterior é revogada pela posterior. 6onfira+se o seguinte trec!o da obra do autor/
:isse$os que falta o se#undo ele$ento Vsentença tr=nsita e$ %ul#ado! que se quer rescindirL! se precluiu o pra-o para a
rescisão de tal sentença. 9$a ve- que se ad$itiu! de lege lata! co$ o pra-o preclusivo! a propositura so$ente no bi&nio a respeito
da se#unda sentença! o direito e a pretensão 2 rescisão desaparece$! e a se#unda sentença! tornada irrescind.vel! prepondera.
8$ conseqA&ncia! desaparece a eficcia de coisa %ul#ada da pri$eira sentença. 8sse ) u$ ponto que não te$ sido e/a$inado! a
fundo! pelos %uristas e %u.-es: , duas sentenças! a$bas passadas e$ %ul#ado! e u$a proferida ap0s a outra! co$ infração da
coisa %ul#ada. Se , o direito e a pretensão 2 rescisão da se#unda sentença! s0 e/erc.vel a ação no bi&nio e não foi e/ercida!
direito! pretensão 2 rescisão e ação rescis0ria e/tin#uira$-se. A se#unda sentença l est! suplantando a anterior. ]...^ :Tratado
da a#ão rescis"ria das senten#as e de outras decisões. -. ed., 6ampinas/ 3ooFseller, -D,,, pp. .1D+.C;=
Ademais, o fato de a segunda coisa julgada prevalecer sobre a primeira é ra7ão nica da previsão legal de a#ão rescis"ria por
ofensa H coisa julgada :art. 0,1, inciso IM, do 6P6=, o @ue pressupõe decisão trPnsita anterior. Jarinoni e Aren!art, corroborando este
entendimento, lecionam/
A #rande questão ocorre no conflito dessas coisas %ul#adas! ap0s o es#ota$ento do pra-o e/istente para o ofereci$ento da
ação rescis0ria Wde dois anos ? cf. Art. FGB do 5P5(. 7indo esse pra-o! te$-se e$ tese duas coisas %ul#adas Wpossivel$ente
anta#dnicas( convivendo no $undo %ur.dico! o que certa$ente não ) poss.vel. Parece que! nesses casos! deve prevalecer a
se#unda coisa %ul#ada e$ detri$ento da pri$eira. Al)$ de a pri$eira coisa %ul#ada não ter sido invocada no processo que levou
2 edição da se#unda! ela ne$ $es$o foi le$brada e$ te$po oportuno! per$itindo o uso da ação rescis0ria e! assi$! a
desconstituição da coisa %ul#ada for$ada posterior$ente. Y absurdo pensar que a coisa %ul#ada! que poderia ser desconstitu.da
-I
at) deter$inado $o$ento! si$ples$ente desaparece quando a ação rescis0ria não ) utili-ada. Se fosse assi$! não ,averia ra-ão
para o art. F\B! I@! e! portanto! para a propositura da ação rescis0ria! bastando esperar o escoa$ento do pra-o estabelecido
para seu uso. :Processo de con!ecimento. I. ed. rev. e atual. + 5ão Paulo/ ?T, .;;,, p. CC1 Y negritei=
Aa doutrina alien*gena, a conclusão não diverge. $e in*cio, citamos os ensinamentos de 6!iovenda :Principii di diritto processuale
civile. Aapoli/ %ovene, -D.2. p. D;;=/
Juanto alla contrariet della senten-a ad un precedente #iudicato! per diritto ro$ano era questo un caso di nullit della
senten-a! per cui il pri$o #iudicato conservava il suo vi#ore. +el nostro siste$a la contrariet2 dei #iudicati pub farsi valere co$e
$otivo di revoca-ione Wquando u$a senten-a non abbia pronunciato su questa ecce-ione! art. FGF! n. B( o co$e $otivo di
cassa-ione Wquando pronunci0 sulla ecce-ione relativa! art. B1[! n. \(: $a decorsi i ter$ini sen-a c,e lai$pu#nativa sia proposta!
questa nullit2 ) sanata! onde il pri$o #iudicato perde valore perc,c il secondo #iudicato i$plica ne#a-ione di o#ni precedente
#iudicato contrario.
I#ual$ente entende 5arnelutti WInstituciones del proceso civil. @. 1. Iuenos Aires: 8diciones Kuridicas 8uropa-A$erica!
1G\G. p. 1FE(:
]+^o puede e/cluirse la ,ip0tesis del conflicto entre cosas %u-#adas. +o ,ae necesidad de a#re#ar que el tal conflicto debe
resolverse ba%o pena de ,acer incurable la litis! lo cual no se puede obtener de otro $odo que ad$itiendo la e/tinci0n de la
eficacia de la pri$era decisi0n por efecto de la se#unda.
Essas li#ões podem ser transpostas do campo do $ireito Processual 6ivil para o Processo Penal, mas uma peculiaridade deve ser
ressaltada. ^ @ue a conclusão pressupõe @ue ambas as decisões sejam imutáveis e irrevers*veis Y ou seja, ambas coisas soberanamente
julgadas. Gcorre @ue no processo penal é aberta em caráter perene a via da ?evisão 6riminal para o réu. Sma condena#ão injusta pode
ser rediscutida a @ual@uer tempo :art. C.. do 6PP + 'A revisão poder ser requerida e$ qualquer te$po! antes da e/tinção da pena ou
ap0s)=, e essa pode ser considerada uma garantia constitucional, implicitamente e8tra*da do art. 1E, &>>M, :'o 8stado indeni-ar o
condenado por erro %udicirio! assi$ co$o o que ficar preso al)$ do te$po fi/ado na sentença)= e do art. -;., I, %, da 6arta Jagna
:'5o$pete ao Supre$o 6ribunal 7ederal! precipua$ente! a #uarda da 5onstituição! cabendo-l,e: I - processar e %ul#ar!
ori#inaria$ente: %( a revisão cri$inal e a ação rescis0ria de seus %ul#ados)=.
5endo certo @ue a segunda decisão, in casu, deve prevalecer, tal não significa @ue a primeira é nula, como sustenta a impetra#ão.
Em verdade, operou+se a revoga#ão do decisu$ anterior, pelo advento de norma concreta, não mais impugnável, em sentido distinto.
Inobstante, o pedido mediato merece concessão, @ual seja, a declara#ão da preval4ncia da segunda coisa julgada.
8/ positis! 6GA6E$G a ordem de of*cio para declarar revogada a condena#ão proferida no bojo da A#ão Penal nE
.;;1.;-.-.;;22-1+0, @ue tramitou perante a IW Mara 6riminal da 6ircunscri#ão Especial %udiciária de 3ras*lia<$(, prevalecendo, portanto,
a senten#a prolatada na A#ão Penal nE .;;1.;-.-.;.2C.,+;, da CW Mara 6riminal da 6ircunscri#ão Especial %udiciária de 3ras*lia<$(,
devendo ser oficiada a Mara de E8ecu#ões 6riminais do $istrito (ederal para os registros cab*veis.
^ como voto.
D %ul#a$ento pendente de publicação
DD no$es supri$idos pelo Infor$ativo
(=8A&?@-+ L-9(+L&,(A&+
1 a 1; de de0em.ro de <11
*oder 2,di+iário ; Gale;alimenta3-o ; $ni!i+a3-o
*ortaria 1onR,nta nº 5, de 5 de dezembro de 2011 + $ispõe sobre a unifica#ão dos valores per capita
do Au8*lio+Alimenta#ão e da Assist4ncia Pré+Escolar no Pmbito do Poder %udiciário da Snião.
De+reto nº =96?0, de 991292011 + Altera o art. -1. do $ecreto n
o
C.1-0, de .. de jul!o de .;;,, @ue
dispõe sobre as infra#ões e san#ões administrativas ao meio ambiente e estabelece o processo administrativo
federal para apura#ão destas infra#ões.
5ei nº 1295?=, de 1?91292011 + Altera o art. .C- da &ei n
o
D.1;2, de .2 de setembro de -DDI, @ue institui
o 6"digo de TrPnsito 3rasileiro.
5ei nº 1295?5, de 1?91292011 + $ispõe sobre o (undo de (inanciamento H E8porta#ão :((E>=, altera o
art. -
o
da &ei n
o
-..;DC, de .0 de novembro de .;;D, e as &eis n
os
-;.C,2, de ., de maio de .;;2, --.1.D, de
.. de outubro de .;;I, 1.DCC, de -- de de7embro de -DI2, e D.D22, de .; de de7embro de -DDDX e dá outras
provid4ncias.
5ei nº 129551, de 1591292011 + Altera o art. C
o
da 6onsolida#ão das &eis do Trabal!o :6&T=, aprovada
pelo $ecreto+&ei n
o
1.01., de -
o
de maio de -D02, para e@uiparar os efeitos jur*dicos da subordina#ão e8ercida
por meios telemáticos e informati7ados H e8ercida por meios pessoais e diretos.
5ei nº 129550, de 1591292011 + Autori7a o Poder E8ecutivo a criar a empresa pblica denominada
Empresa
-,
De+reto nº =96?:, de 1591292011 + Altera o art. 0
o
do $ecreto n
o
I.2D;, de D de de7embro de .;-;, @ue
regulamenta os arts. C
o
, -- e -. da &ei n
o
-..-,I, de .D de de7embro de .;;D, @ue institui a Pol*tica Aacional
sobre Judan#a do 6lima Y PAJ6.
Despesa )r3amentária ; 1ronograma (2011)
*ortaria nº 1?0, de 1? de dezembro de 2011 + Torna pblico o 6ronograma Anual de $esembolso
Jensal do 6onsel!o Aacional de %usti#a :6A%=.
86,5&+ (=F85B&?@-+
% a ; de de0em.ro de <11
*osse de %inistro
A Jinistra ?osa Jaria feber 6andiota da ?osa, nomeada para ocupar a vaga decorrente da
aposentadoria da Jinistra Ellen Nracie Aort!fleet, tomou posse, nesta 6orte, no dia -D de de7embro de .;--.
6menda 1onstit,+ional nº 6L, de 2191292011 + Altera o art. IC do Ato das $isposi#ões 6onstitucionais
Transit"rias.
5ei nº 129562, de 2:91292011 + ?egulamenta o inciso III do art. 2C da 6onstitui#ão (ederal, para dispor
sobre o processo e julgamento da representa#ão interventiva perante o 5upremo Tribunal (ederal.
5ei nº 1295L=, de :9192012 + Institui as diretri7es da Pol*tica Aacional de Jobilidade SrbanaX revoga
dispositivos dos $ecretos+&eis n
os
2.2.C, de 2 de jun!o de -D0-, e 1.0;1, de -2 de abril de -D02, da
6onsolida#ão das &eis do Trabal!o :6&T=, aprovada pelo $ecreto+&ei n
o
1.01., de -
o
de maio de -D02, e das
&eis n
os
1.D-I, de -; de setembro de -DI2, e C..C-, de -0 de novembro de -DI1X e dá outras provid4ncias.
5ei nº 129590, de 99192012 + Altera a &ei n
o
,.2-2, de .2 de de7embro de -DD- + &ei ?ouanet + para
recon!ecer a msica #ospel e os eventos a ela relacionados como manifesta#ão cultural.
5ei 1omplementar nº 1?1, de 1:9192012 + ?egulamenta o L 2o do art. -D, da 6onstitui#ão (ederal para
dispor sobre os valores m*nimos a serem aplicados anualmente pela Snião, Estados, $istrito (ederal e
Junic*pios em a#ões e servi#os pblicos de sadeX estabelece os critérios de rateio dos recursos de
transfer4ncias para a sade e as normas de fiscali7a#ão, avalia#ão e controle das despesas com sade nas 2
:tr4s= esferas de governoX revoga dispositivos das &eis nos ,.;,;, de -D de setembro de -DD;, e ,.C,D, de .I
de jul!o de -DD2X e dá outras provid4ncias.
#e+retaria de Do+,menta3-o U #D)
1oordenadoria de 2,rispr,dIn+ia 1omparada e Di",lga3-o de 2,lgados U 121D
121DVst!9R,s9br
-D