ASO LÁTEX DIRETO L/B

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1. FINALIDADE
Teste de aglutinação para determinação qualitativa e quantitativa da
Antiestreptolisina-O (ASO) no soro sem diluição.

2. INTRODUÇÃO
Uma das toxinas produzidas pelo estreptococo beta-hemolítico é a Estreptolisina-O,
descrita por Todd em 1932, que possui ação antigênica induzindo o organismo a
produzir a Antiestreptolisina-O (ASO). O teste em lâmina usando partículas de látex é
uma alternativa ao uso das técnicas de hemólise, fornecendo resultados em 3
minutos.

3. IMPORTÂNCIA CLÍNICA
Vários processos infecciosos são associados aos estreptococos beta-hemolíticos,
entre os quais amigdalite, erisipela, febre puerperal e outras, sendo que existem
seqüelas de tais doenças que podem levar até à incapacitação, como é o caso da
febre reumática. Assim, com os dados fornecidos pela pesquisa da ASO em conjunto
com o exame clínico e outros exames laboratoriais como hemograma e VHS, pode-
se diagnosticar corretamente uma infecção estreptocócica.

4. AMOSTRA
a- Preparo do paciente
Apesar do jejum prévio não ser necessário, recomenda-se que o paciente seja
instruído para manter o jejum prévio de 8-12h, para evitar uma possível ocorrência de
fenômenos interferentes tais como a lipemia.

b- Tipos de amostra
A amostra para a prova é o soro (não usar plasma) recém-obtido, separado o mais
rapidamente possível após a coleta, isento de hemólise ou lipemia.

c- Armazenamento e estabilidade
Entre a coleta e a execução da análise, a amostra deve ser armazenada em
geladeira (2-8
o
C) , mantendo-se estável por até 2 dias (ou 24h na temperatura
ambiente), desde que não haja contaminação microbiana. Para manter por períodos
maiores, recomenda-se congelar a amostra abaixo de -10
o
C.

d- Critérios para rejeição
As amostras que se apresentarem hemolisadas, lipêmicas, ou com indícios de
contaminação microbiana deverão ser rejeitadas.

e- Precauções e cuidados especiais
- Evitar repetidos congelamentos e descongelamentos da amostra;
- Todas as amostras devem ser manipuladas com extrema cautela, pois podem
veicular diversas doenças infecto-contagiosas (hepatite, SIDA etc.). Seu descarte
deve ser feito preferencialmente após sua autoclavação devendo-se evitar sua
eliminação diretamente no meio ambiente. Igual cuidado se recomenda no descarte
de outros materiais como ponteiras plásticas, agulhas e seringas.

5. INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O PRODUTO

a- Princípio de técnica
O soro em análise é colocado em contato com um reagente que contém partículas de
látex revestidas com Estreptolisina-O. A ASO se presente na amostra, provoca a
aglutinação visível a olho nu das partículas do látex. A reação pode ser tanto
qualitativa como quantitativa (através da técnica de diluição da amostra).

b- Reagentes

- Reagente do Látex: contém partículas de poliestireno látex a 0,1%, revestidas com
Estreptolisina-O de modo a dar sensibilidade de 200 UI/mL, suspensas em tampão
glicina pH 8,2, contendo ainda azida sódica a 0,1% como preservativo. Frascos de 2
ou 4 mL;

- Controle ASO Positivo: Soro humano contendo ASO acima de 200 UI/mL e azida
sódica a 0,1% como preservativo, pronto para uso. Frascos de 1 mL;

- Controle ASO Negativo: Soro humano normal contendo menos de 200 UI/mL de
ASO e azida sódica a 0,1% como preservativo, pronto para uso. Frascos de 1 mL.

- Tampão glicina concentrado 20 vezes: solução salina-glicina tamponada (contém
cloreto de sódio a 0,9% e glicina 1%), que depois de diluída a 1:20 apresenta um pH
final 8,2 e contendo 0,1% de azida sódica como preservativo. Frasco de 10 mL.

OBS: Os controles positivo, negativo e tampão glicina acompanham apenas os
produtos de código 551018 e 551020.

c- Armazenamento e estabilidade
Para fins de transporte o conjunto pode ser mantido em temperatura ambiente por até
3 dias. No laboratório deve ser armazenado em geladeira (2-8ºC) aonde permanece
estável até a data de validade impressa em rótulo desde que isento de contaminação
química ou microbiana. Não congelar nenhum dos componentes do conjunto.

d- Precauções e cuidados especiais
- Os reagentes destinam-se exclusivamente ao uso diagnóstico in vitro, não devendo
ser ingeridos ou entrar em contato com a pele e mucosas;
- Deve-se manipular os reagentes com cautela no sentido de se evitar sua
contaminação química ou biológica;
- Os controles foram testados para a presença de anticorpos anti-HIV e HbsAg,
porém, recomenda-se sua manipulação com a maior cautela possível;
- Os reagentes por conterem azida sódica em sua composição, não podem entrar em
contato com metais (como existente em alguns tipos de tubulação), pois há risco de
explosão (formação de azidas metálicas); quando de seu descarte, usar água em
abundância.


6. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS (porém não incluídos)
- Pipetas graduadas;
- Tubos de ensaio 12x75 mm;
- Água destilada ou deionizada com condutividade inferior a 0,5 µS/cm;
- Fonte de luz branca incidente;
- Lâmina de vidro com fundo preto com 6 delimitações (551017).

7. PROCEDIMENTO TÉCNICO
7.1 Prova qualitativa (triagem)
a- Deixar que os reagentes e amostras adquiram a temperatura ambiente;
b- Adicionar uma gota (0,05 mL) da amostra e uma gota dos controles positivo e
negativo (0,04 mL) nas delimitações da lâmina de vidro;
c- Agitar vigorosamente o reagente Látex (em vórtex ou batendo contra a palma da
mão 10-15 vezes), e adicionar uma gota (0,04 mL) deste a amostra e controles,
homogeneizando a seguir com os bastões próprios;
d- Agitar em agitador mecânico tipo Kline ou similar (cerca de 80 a 100rpm) por 2
minutos;
e- Resultados: observar a lâmina sob uma fonte de luz branca incidente, a olho nu,
procurando uma aglutinação das partículas do látex, caracterizando assim a amostra
como contendo ASO em concentração superior a 200 UI/mL, do contrário, não
ocorrendo aglutinação das partículas de látex, considera-se a concentração de ASO
na amostra como inferior a 200 UI/mL.

7.2 Prova quantitativa
a- Em um tubo de ensaio, misturar 0,5 mL de soro e 0,5 mL de tampão glicina diluído
(esta será a diluição 1:2 que corresponderá a 400 UI/mL de ASO);
b- Identificar 3 tubos de ensaio e proceder conforme abaixo:

Diluição
1/2
Tampão
Glicina
Diluição obtida UI/mL
0,1 mL 0,05 mL 1:3 600
0,10 mL 1:4 800
0,15 mL 1:5 1000

c- Testar as diluições (1:2 a 1:5) conforme o disposto na técnica qualitativa,
substituindo as amostras pelas diluições;
d- Resultado: o título é considerado como a recíproca da maior diluição que
apresentar reação positiva (aglutinação visível a olho nu). Se por exemplo houve
aglutinação nos 2 primeiros tubos (1:2 e 1:3) o título será 1:3, e o soro conterá 600
UI/mL de ASO.

ATENÇÃO: Os conta-gotas do reagente látex e dos controles dispensam 0,04mL
(40µL) por gota, mas o usuário pode a seu critério, visando aumentar o rendimento
do material, utilizar gota de 0,020 mL (20µL) dos controles e do reagente látex para
realizar as reações, medida através de pipetadores apropriados. Recomendamos
que para tal finalidade sejam usadas apenas ponteiras descartáveis a fim de se evitar
a contaminação dos reagentes e controles.

7.3 - Precauções e cuidados especiais
- Homogeneizar corretamente o látex antes de executar a prova;
- A rotação da lâmina muito rápida pode ocasionar a ruptura das ligações entre a
ASO da amostra e as partículas de látex do reagente causando resultados falso
negativos;
- Para diluição de amostras usar apenas o tampão glicina;
- Manter a lâmina de reação sempre limpa, seca e desengordurada antes do uso;
- O uso de reagentes com partículas ressecadas pode ocasionar resultados falso
positivos, para se evitar, guardar os frascos com os conta-gotas preenchidos;
- A intensidade da aglutinação com o soro não diluído não é indicativo da
concentração de ASO na amostra analisada (é necessária a execução da técnica
quantitativa para todas as amostras reativas).

8. RESULTADOS
Indicar resultados frente a concentração de ASO na amostra:

- Negativo
Reportar como “Amostra analisada com concentração de Antiestreptolisina-O inferior
a 200 UI/mL” ou

- Positivo
Reportar como “Amostra analisada com concentração de Antiestreptolisina-O de
(Indicar concentração) UI/mL”.
Observação: em soros normais, sempre existe ASO em concentração inferior a
200UI/mL, e por esta razão não se deve expressar um resultado como “negativo”.
Valores inferiores a 200 UI/mL não são significativos para a infecção estreptocócica.




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LB 170163 REV 10 06/2014
Responsável técnico:
Elisa Hizuru Uemura – CRF/PR - 4311

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9. CONTROLE DA QUALIDADE
- Materiais necessários
Controles positivo e negativo incluídos no conjunto, ou amostras de
referência certificadas.

- Periodicidade
Ao receber o conjunto e preferentemente a cada bateria de amostras, efetuar
testes usando os controles que acompanham o conjunto ou amostras de
referência.

- Interpretação e avaliação
Uma vez que a função do controle de qualidade é garantir que o material
usado esteja fornecendo resultados compatíveis com os esperados e dentro
de um padrão de desempenho, espera-se que o controle positivo apresente
aglutinação e que o controle negativo não apresente aglutinação. Dispondo-
se de amostras de referência com título conhecido, pode-se avaliar a
sensibilidade do material, em periodicidade a ser estabelecida pelo próprio
laboratório conforme seus procedimentos adotados.

10. CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO
A sensibilidade diagnóstica é 98% e a especificidade diagnóstica 97%.

11. GARANTIA DA QUALIDADE
A Laborclin obedece ao disposto na Lei 8.078/90 - Código de Defesa do
Consumidor. Para que o produto apresente seu melhor desempenho, é
necessário:
- que o usuário conheça e siga rigorosamente o presente procedimento
técnico;
- que os materiais estejam sendo armazenados em condições adequadas;
- que os equipamentos e demais acessórios necessários estejam em boas
condições de uso, manutenção e limpeza.
Antes de ser liberado para venda, cada lote do produto é submetido a testes
específicos, que são repetidos periodicamente até a data de vencimento
expressa em rótulo. Os certificados de análise de cada lote podem ser
obtidos junto ao site www.laborclin.com.br. Em caso de dúvidas ou outras
informações, contatar o SAC - Serviço de Assessoria ao Cliente através do
telefone 0800-410027 ou pelo e-mail sac@laborclin.com.br. Quaisquer
problemas que inviabilizem uma boa resposta do produto, que tenham
ocorrido comprovadamente por falha da Laborclin serão resolvidos sem ônus
ao cliente, conforme o disposto em lei.

12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.Bach, G.L.; Wiatr, R.A.; Anderson, T.O. & Cheatie, E. The latex ASO test:
A rapid screening procedure for detection of elevated Antiestreptolisin titers.
Am. J. Clin. Path., Vol. 52, n.1, p. 126-128, 1969.
2. Hodge, B.E. & Swit, H.F. Varying hemolytic and constant combining
capacity of streptolysins, J. Exp. Med., 58, p. 277-287, 1933.
3.Ingram, G.B.P.& Hughes, J.E.P. A modified rapid slide test for
antiestreptolysin-O. Am. J. Clin. Ath., V.25, p. 543-544, 1972.
4. Kelin, G.C.; Baker, C.N. & Moody, M.D. Comparision of antiestreptolysin-O
latex screening test with the antiestreptolysin-O hemolytic test, App. Mic., V.
19, . 60-61, 1970.
5. Kalbak, K. The antiestretolysin reaction. The State Serum Institute
Denmark, 1947.
6. Palieri, S. Validitá del test al lattice nella degli anticorpi antiestreptolisinici e
proposta per l’utilizzazione del test nella titoloazone. Quad Sclavo diagn. V5,
n2, p. 236-241, 1969.
7. Rantz, L.A. and Randal, E. A modification of the technic for determination
of the antiestreptolysin titer. Proc. Soc. Exper. Biol. and Med n59, p. 22-25,
1945.
8. Todd, E.W. Antigenic streptococal hemolysin, J. Med. N 55, p.267-280,
1932.
9. Todd, E.W. A comparative sorological study of streptolysins derived from
human and from animal infections, with notes on pneumococal hemolysin,
tetanolysin and Staphylococcus toxin. J. Path. And Bact., N 39, p. 299-320,
1934.
10. Robins, S. et al.: Patologia estrutural e funcional, 4a ed., G. Koogan,
1991.
11. Henry, J.B. et al.: Diagnósticos clínicos e conduta terapêutica por
exames laboratoriais, 16a. ed., Ed. Manole, 1983.

13. REGISTRO NA ANVISA: 100.970.10.119

14. APRESENTAÇÃO
551018 – ASO LATEX DIRETO-R=2mL-KIT 50T
551020 – ASO LATEX DIRETO-R=4mL-KIT 100T
551021 – ASO LATEX DIRETO-R=4mL-FR