Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo

Felipe de Mattos Itaboraí

Movimentos de Plantação de Igrejas são atos de Deus, e como quase todo trabalho de
Deus entre nós, Ele nos permite cooperar ativamente com Ele ou permite que nos tornemos
obstáculos, consciente ou inconscientemente, para o seu desejado propósito. Missionários
envolvidos num MPI identificaram vários atos humanos que tendem a obstruir ou retardar os
MPI. Trabalhando arduamente para evitar o bloqueio de seu desenvolvimento, mesmo com os
tantos obstáculos que existem, como por exemplo a Perda de identidade de uma cultura
apreciada, que se dá quando as pessoas tem que abandonar sua estimada identidade étnica e
adotar uma cultura estrangeira para se tornarem crentes, com isso a causa da plantação de
igrejas não sobreviverá. Dentre outros tantos problemas que podem atrapalhar o MPI.
Para que haja uma boa sintonia de um MPI é preciso ter uma estratégia edificada em
oração, evangelismo e ministério. Ao lado dos muitos modelos de MPI que existem, muitos
outros poderiam ser descritos como quase fracassos. Muitos destes mostram várias
características que podemos identificar com os MPI, mas tem falta de alguns componentes
essenciais e desta maneira podem resultar num movimento fracassado. Um exemplo disto é o
povo túrquico Muçulmano que tem se voltado para Cristo aos milhares nos últimos cinco
anos. O fator inquietante que se mostrou é a falta relativa de novas igrejas para assimilar o
crescimento. Enquanto o crescimento de convertidos explodiu, houve um pequeno aumento
no número de inicio de novas igrejas, ameaçando deixar milhares de órfãos valendo-se a si
mesmos.
Uma situação parecida aconteceu com um povo muçulmano na África. Como
resultado do grande alcance do evangelismo no rádio e em vídeo, relatórios conservadores
fazem a estimativa de mais de 15.000 muçulmanos convertidos ao cristianismo. Apesar destes
números encorajadores, só se sabe da existência de 30 igrejas na região. A não ser que um
modelo mais eficaz , ingênito e de fácil reprodução seja introduzido, certamente haverá uma
grande perda de novos crentes.
Mais tipos comuns de “quase fracassos” são os muitos lugares ao redor do mundo
onde os missionários tem tido a experiência de um crescimento moderado quando o
crescimento poderia ser muito maior. Nestes casos os missionários tem evangelizado
fielmente e plantando igrejas entre o povo com quem trabalham durante décadas. As pessoas
tem aceito o evangelho e o reino cresce lentamente. Enquanto o crescimento é constante, está
longe de ser explosivo. Neste padrão de crescimento relativo a acréscimo, as igrejas que estão
começando não conseguem nem acompanhar a taxa de crescimento da população.
Talvez não seja tarde demais para os missionários executarem a estratégia de plantar
igrejas célula ou em casas que se reproduzam nativamente entre este povo. Treinar lideres
leigos a plantar novas igrejas célula poderia resgatar este movimento.
No Rio de Janeiro, por conta de sua tolerância quanto a estratégias e métodos que
cooperem para o crescimento do Reino de Deus, a plantação de Igrejas, numa grande maioria,
tem obtido sucesso.
Os tantos pontos missionários que começavam pelos bairros, e depois de algum tempo
acabavam por se tornar congregações, fez com que o crescimento de Igrejas Metodistas no
Rio de Janeiro fosse expressivo, claro que não se compara as tantas assembleias de Deus, ou
outras denominações que a cada esquina vê-se, porém tem sua importância. Hoje em dia com
o discipulado, que finalmente parece estar surtindo efeito, as igrejas tem crescido com uma
velocidade maior, e conquistado seu espaço nas casas de pouco em pouco, e criado pequenas
igrejas.
Com estratégia, sabedoria, oração , evangelismo e amor pelas vidas a Igreja Metodista
no Rio de Janeiro pode tornar-se um grande farol para os perdidos, e crescer de forma
saudável e integral.