S.R.

DA EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E CULTURA
Despacho Normativo n.º 12/2014 de 5 de Maio de 2014
A educação é um motor imprescindível para a transformação da sociedade, contribuindo de
forma efetiva para esbater barreiras sociais e promover os indivíduos. Na última década, a
política educativa regional pautou-se pela introdução de um conjunto de medidas destinadas
a promover a qualificação dos jovens açorianos, garantindo o acesso universal
escolari!ação e promoção da redução do insucesso e abandono escolar dos jovens
abrangidos pelo regime de escolaridade obrigat"ria e com um forte índice de insucesso
escolar repetido, graves problemas de absentismo e dificuldades de integração na
comunidade escolar.
#om efeito, não obstante as políticas educativas implementadas, particularmente a criação
de programas específicos destinados aos jovens referenciados, o constante investimento na
dotação de recursos $umanos e o esforço desenvolvido pelas unidades org%nicas do
sistema educativo regional na implementação destas respostas educativas, o alargamento
da escolaridade obrigat"ria aos &' anos de idade veio confirmar a presença de uma nova
realidade relacionada com a e(ist)ncia de uma recente camada de jovens que correm o
risco de abandonar a escola sem certificação formal e sem dispositivos de integração social,
tornando-se, no futuro, populaç*es de risco ou de efetiva e(clusão.
+mporta, por isso, analisar com particular detal$e estas situaç*es e encontrar vias e
estratégias de efetiva reintegração, soluç*es alternativas e respostas diversificadas,
completadas com a e(ist)ncia de um corpo técnico que assegure as respostas adequadas a
esta realidade.
Assim, tendo por base os princípios orientadores da organi!ação e gestão do currículo
regional, definidos para o nível b,sico de educação, consagrados no -./ n01&213&32A, de
14 de jun$o, o regulamento do programa 5portunidade, ane(o 6ortaria n0 73213&8, de &
de agosto, que prev) o encamin$amento de alunos para percursos de ensino vocacional e a
aposta clara na diversificação da oferta formativa, são criados os cursos de formação
vocacional, orientados para a formação inicial dos alunos, capa!es de dar resposta s
necessidades fundamentais destes alunos e assegurar a inclusão de todos no percurso
escolar.
5s cursos de formação vocacional enquadram-se no %mbito das e(peri)ncias de inovação
pedag"gica e assumem-se como uma medida de e(ceção e remediação a implementar
quando os demais programas de recuperação da escolaridade fal$aram, sendo, por isso, e
preferencialmente, direcionados para os alunos em situação de risco de incumprimento da
escolaridade, originada por forte absentismo escolar, desmotivação ou dificuldades de
integração na comunidade educativa, provenientes do 6rograma 5portunidade, com
frequ)ncia do ano suplementar e não reintegrados no ensino regular por falta de
aproveitamento escolar. 9al não inviabili!a a sua frequ)ncia por alunos que manifestem
constrangimentos com os estudos do ensino regular e que procurem uma alternativa a este
tipo de ensino.
5s cursos de formação vocacional, cuja lecionação é sujeita a aprovação por parte da
direção regional competente em matéria de educação, assentam numa estrutura curricular
composta por quatro componentes - geral, complementar, de desenvolvimento pessoal e
social2mediação escolar e vocacional - que possibilitam, não apenas a conclusão da
escolaridade b,sica mas também o prosseguimento de estudos de nível secund,rio de
ensino. :isam a aquisição de con$ecimentos essenciais em disciplinas estruturantes, como
o 6ortugu)s, a ;atem,tica e o +ngl)s, complementados com aprendi!agem nas ,reas de
#i)ncias <ociais =>ist"ria e ?eografia@ e de #i)ncias do Ambiente =#i)ncias Naturais,
Aísico-Buímica@, bem como uma segunda língua nos casos em que se justifique e,
simultaneamente, possibilitam um primeiro contacto com diferentes atividades vocacionais,
potenciadoras do desenvolvimento de capacidades e pr,ticas, facilitadoras de uma futura
integração no mundo do trabal$o.
A assunção de que o insucesso escolar se situa igualmente a montante das aprendi!agens
escolares, radicado em fal$as na educação parental e em défices de sociali!ação efetiva
destes jovens justifica a integração nos cursos de orientação vocacional, de uma
componente que privilegia a adoção de modelos de mediação e de tutoria e a reali!ação de
processos de orientação e aconsel$amento vocacional, operados por técnicos
especiali!ados, devolvendo escola a sua função inclusiva e integradora, com vista ao
reforço dos modelos de capacitação dos alunos e das famílias.
AssimC
5 <ecret,rio /egional da Dducação, #i)ncia e #ultura, nos termos do artigo 8.0 do /egime
jurídico da inovação pedag"gica, aprovado pelo -ecreto .egislativo /egional n.0 E213372A,
de &3 de março, e da alínea c@ do n.0 8 do /egulamento do 6rograma 5portunidade,
aprovado e em ane(o 6ortaria n.0 73213&8, de & de agosto, determina o seguinteC
& - <ão criados os cursos de formação vocacional no ensino b,sico, em regime de
e(peri)ncia pedag"gica, e estabelecidos os termos e as normas de organi!ação, enquanto
estrutura curricular, cujo regulamento se encontra ane(o ao presente despac$o e do qual é
parte integrante.
1 - 5s cursos de formação vocacional são implementados, enquanto e(peri)ncia de
inovação pedag"gica, no ano letivo de 13&4-13&F, tendo em conta as diferentes realidades
socioecon"micas da ,rea em que a escola se encontra inserida e mediante autori!ação
do=a@ diretor=a@ regional competente em matéria de educação.
8 - No ano letivo de 13&F-13&7, a e(peri)ncia-piloto prevista no presente diploma poder,
ser alargada s unidades org%nicas que se candidatem até 8& de maio de 13&F mediante a
aprovação da direção regional competente, nos termos definidos no regulamento ane(o ao
presente despac$o.
4 - 5s cursos de formação vocacional são, preferencialmente, direcionados para os alunos
jovens que correm o risco de abandonar a escola sem certificação formal e sem dispositivos
de integração social.
F - 5 presente despac$o normativo entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação,
produ!indo efeitos a partir do ano letivo de 13&4 -13&F.
14 de abril de 13&4. - 5 <ecret,rio /egional da Dducação e #i)ncia e #ultura, Luiz Manuel
Fagundes Duarte.
ANEXO I
e!"#amento dos $"rsos de %orma&'o (ocaciona#
Artigo &.0
O)*eto e +m)ito
& - 5s cursos de formação vocacional destinam-se a promover a inclusão de todos no
percurso escolar e t)m como objetivo assegurar a conclusão dos 1.0 e 8.0 ciclos do ensino
b,sico e o prosseguimento de estudos no ensino secund,rio, através de um percurso
formativo que privilegia a aquisição de con$ecimentos em disciplinas estruturantes no
%mbito do currículo regular, um contacto com diferentes atividades vocacionais e o
desenvolvimento de compet)ncias do foro comportamental, relacional e social e de
orientação profissional.
1 - 5 desenvolvimento dos cursos de formação vocacional é assegurado pelas unidades
org%nicas do sistema educativo regional, sem prejuí!o de outros financiamentos, regionais,
nacionais ou comunit,rios, aos quais se candidatem ou do estabelecimento de protocolos
com as entidades públicas ou privadas, designadamente as previstas no artigo 8.0 do
presente regulamento.
Artigo 1.0
Destinat,rios
& - 5s cursos de formação vocacional destinam-se a alunos, com &4 ou mais anos de
idade, que ten$am frequentado um ou mais programas de recuperação da escolaridade,
sem conclusão do ensino b,sico ou a alunos com duas retenç*es no mesmo ciclo ou tr)s
retenç*es em diferentes ciclos do ensino b,sico.
1 - <em prejuí!o do disposto no número anterior, os cursos de formação vocacional são,
preferencialmente, direcionados para os alunos que se encontrem numa das seguintes
situaç*esC
i@ /isco de incumprimento da escolaridadeG
ii@ Aorte absentismo escolarG
iii@ -esmotivação ou dificuldades de integração na comunidade educativaG
iv@ 6roveni)ncia do 6rograma 5portunidade com frequ)ncia do ano suplementar e não
reintegrados no ensino regular, por falta de aproveitamento escolarG
v@ ;anifestem constrangimentos com os estudos do ensino regular e procurem uma
alternativa de ensino.
Artigo 8.0
-arcerias com empresas. entidades e instit"i&/es
& - 5 desenvolvimento dos cursos pode ser assegurado através de protocolos
estabelecidos entre as unidades org%nicas do sistema educativo regional e empresas,
entidades do sector público ou privado ou instituiç*es do sector cooperativo e solid,rio com
trabal$o específico e recon$ecido na ,rea da formação e acompan$amento de jovens em
situaç*es de e(clusão social.
1 - 5s protocolos a celebrar com as empresas, entidades ou instituiç*es, acima referidas
devem prever designadamenteC
a@ A oferta aos alunos de momentos de pr,tica simulada adequada idade dos alunos,
bem como a sua contribuição para a lecionação de m"dulos da componente vocacionalG
b@ A implementação da componente de desenvolvimento pessoal e social2mediação escolar
estruturada em torno dos domínios de orientação educativa e vocacional e de compet)ncias
sociais e de integração.
8 - 5s cursos de orientação vocacional poderão, ainda, ser reali!ados em conte(tos não
formais de escolari!ação, mediante o estabelecimento de protocolos, a celebrar entre a
unidade org%nica e as entidades previstas no presente artigo.
Artigo 4.0
Orienta&'o vocaciona#
& - 5 encamin$amento dos alunos para cursos de formação vocacional no ensino b,sico
deve ser precedido de um processo de despiste e orientação vocacional, a desenvolver pelo
serviço de psicologia e orientação escolar, que demonstre ser esta a via adequada s
necessidades de formação dos alunos.
1 - #oncluído o processo de despiste e orientação vocacional, previsto no número anterior,
o encarregado de educação do aluno proposto para este percurso formativo deve declarar
por escrito se aceita, ou não a frequ)ncia do curso de formação vocacional e a reali!ação da
pr,tica simulada pelo aluno, em documento a elaborar pela unidade org%nica para este
efeito.
8 - <em prejuí!o do estabelecido no número & do presente artigo, a orientação vocacional,
enquanto processo din%mico e contínuo, ser, objeto de abordagem pr"pria, no %mbito da
componente de desenvolvimento pessoal e social2mediação escolar.
Artigo F.0
Estr"t"ra c"rric"#ar
& - A estrutura curricular de refer)ncia dos cursos de formação vocacional do ensino b,sico
consta dos ane(os ++ e +++ do presente normativo.
1 - A estrutura curricular dos cursos de formação vocacional do ensino b,sico est,
organi!ada por m"dulos de formação, no respeito pela e(ist)ncia de diferentes ritmos de
aprendi!agem por parte de cada aluno e integra as seguintes componentes de formaçãoC
Geral - composta pelas disciplinas de 6ortugu)s, ;atem,tica, +ngl)s e Dducação AísicaG
Complementar - composta pelas ,reas de #i)ncias <ociais =>ist"ria e ?eografia@ e de
#i)ncias do Ambiente =#i)ncias Naturais, Aísico-Buímica@ e, ainda, uma segunda língua nos
casos em que se justifiqueG
Desenvolvimento Pessoal e Social/Mediação Escolar - esta componente deve privilegiar
os modelos de mediação2tutoria escolar e de construção e consolidação das compet)ncias
pessoais e sociais e de orientação educativa vocacionalG
Vocacional - integra os con$ecimentos correspondentes ao desenvolvimento de tr)s
atividades vocacionais =A, H e #@ e uma pr,tica simulada associada a cada uma das
atividades.
8 - #ada disciplina das quatro componentes dever, estar organi!ada num mínimo de 7
m"dulos por ano de escolaridade.
4 - 5s referenciais de formação, a sua organi!ação e cargas $or,rias de cada m"dulo são
propostos pela equipa pedag"gica e formativa, mencionada no artigo 7.0.
Artigo 7.0
E0"ipa peda!1!ica e 2ormativa
& - A equipa pedag"gica tem a seguinte composiçãoC
a@ 5 coordenador de cursoG
b@ 5 diretor de turmaG
c@ 5s professores2formadores das diferentes componentes de formaçãoG
d@ Im elemento do serviço de psicologia e orientação escolar que deve acompan$ar todo o
processo, competindo-l$e a orientação vocacional de cada aluno, bem como o apoio e
aconsel$amento psicol"gico ao longo do processo de ensino, em articulação com a famíliaG
e@ 5utros técnicos.
1 - 5 coordenador de curso da escola dever, ser nomeado de entre os
professores2formadores dos cursos de formação vocacional.
8 - 5 coordenador do curso dever, beneficiar de dois tempos de 4F minutos semanais de
redução semanal da componente letiva, por cada curso, até um m,(imo de seis tempos,
para acompan$amento e monitori!ação do processo educativo dos alunos do=s@ curso=s@,
nomeadamente na vertente de articulação com as entidades respons,veis pela pr,tica
simulada da componente vocacional.
4 - #ompete, ainda, ao coordenador dos cursos de formação vocacional, em articulação
com os elementos da equipa pedag"gica e formativa e com objetivo de aferir e avaliar de
forma sistem,tica, ao longo do ano letivo, a consecução dos objetivos definidos para cada
um dos cursos autori!ados, a elaboração de relat"rio anual de acompan$amento e
avaliação, a apresentar direção regional competente em matéria de educação, até ao dia
83 de jul$o, de cada ano letivo.
F - Nas situaç*es em que e(ista apenas um curso de formação vocacional, o diretor de
turma desempen$a, obrigatoriamente, as funç*es de coordenador do curso, acumulando os
tempos de redução da componente letiva, para o e(ercício deste cargo, com os de diretor de
turma.
7 - 5s docentes2formadores deverão, obrigatoriamente, assinalar nos seus $or,rios dois
tempos de 4F minutos semanais da sua componente não letiva para planificação conjunta
das atividades de car,ter pedag"gico, designadamente as previstas no artigo E.0.
E - A componente de desenvolvimento pessoal e social2mediação escolar é desenvolvida,
preferencialmente, por profissionais especiali!ados nas ,reas das ci)ncias sociais e2ou
docente com perfil e formação adequada para o efeito.
Artigo E.0
Or!ani3a&'o peda!1!ica
& - A implementação de cursos de formação vocacional est, dependente da e(ist)ncia de
um número mínimo de &3 e m,(imo de 13 alunos por turma2curso.
1 - A equipa pedag"gica e formativa é respons,vel por toda a ação did,tica, incluindo os
referenciais de formação, a sua organi!ação e cargas $or,rias de cada m"dulo de formação
e pela organi!ação das etapas de lecionação, devendo, para o efeito, ter em contaC
a@ 5 planeamento concertado de estratégias de ensinoG
b@ A organi!ação das matérias em torno de projetos de trabal$o transdisciplinares,
abrangendo todas ou parte das ,reasG
c@ A articulação com as atividades desenvolvidas na componente vocacional,
nomeadamente o aprofundamento de conceitos específicos por algumas das disciplinasG
8 - -evem ser criadas condiç*es organi!acionais, pedag"gicas e did,ticas que permitam
estimular os interesses dos alunos, nomeadamenteC
a@ A utili!ação de metodologias que se adaptem ao grupo de alunosG
b@ A disponibili!ação de materiais did,ticos em quantidade e de qualidade a cargo do grupo
coordenador de cada escolaG
c@ A adequação dos tempos e dos espaços nature!a das atividades de aprendi!agem.
4 - No sentido de facilitar a ação did,tica e a organi!ação das etapas de lecionação,
previstas no número 1 do presente artigo, a equipa pedag"gica poder, afetar componente
de formação vocacional até um terço da carga $or,ria destinada a cada uma das disciplinas
que comp*em as componentes de formação geral e complementar, em regime cumulativo.
F - Nos casos em que se opte pelo previsto no ponto anterior, a componente de formação
vocacional é lecionada em regime de doc)ncia coadjuvada no número de tempos letivos
afetos.
Artigo '.0
$omponente de Desenvo#vimento -essoa# e 4ocia#
& - A componente de desenvolvimento pessoal e social é estruturada em torno dos
domínios de compet)ncias pessoais e sociais e de interação e de orientação educativa e
vocacional.
1 - 5 domínio de formação de compet)ncias sociais e de interação destina-se a
desenvolver aptid*es essenciais integração escolar, profissional e de cidadania,
nomeadamenteC
a@ 6romover o desenvolvimento pessoal através de um incremento do con$ecimento de si
e do desenvolvimento de estratégias de autocontroloG
b@ 6romover a aquisição e desenvolvimento de compet)ncias sociais e de relacionamento
interpessoalG
c@ -esenvolver compet)ncias comunicacionaisG
d@ -esenvolver compet)ncias de resolução de problemas e de conflitosG
e@ 6revenir comportamentos de risco ou desviantesG
f@ Dducar para os afetos e a se(ualidadeG
g@ Dducar para a saúde e $igieneG
$@ Dducar para a $igiene e segurança no trabal$oG
i@ 6romover o envolvimento dos jovens no desenvolvimento de iniciativas comunit,riasG
j@ 6romover o sentido de reali!ação pessoal, escolar, social e profissional.
8 - 5 domínio de orientação educativa e vocacional visa apoiar os formandos na
construção de um plano de ação pessoal sustentado em opç*es escolares e profissionais
que permitam promover a respetiva integração socioprofissional e visa os seguintes
objetivosC
a@ Aacilitar o desenvolvimento de conceitos facilitadores de um autocon$ecimento
adequadoG
b@ 6romover a construção de uma autoestima positivaG
c@ <ensibili!ar para a import%ncia da e(ploração escolar e profissional no planeamento
vocacionalG
d@ -esenvolver nos, formandos compet)ncias, facilitadoras de uma tomada de decisão
planeadaG
e@ 6romover a elaboração de projetos de carreira profissional com vista respetiva
integração no mercado de trabal$o.
4 - 5 domínio de orientação escolar e vocacional dever, ser operacionali!ado por um
psic"logo, podendo ser coadjuvado por um mediador respons,vel pela componente
vocacional.
Artigo J.0
$omponente (ocaciona#
& - A componente vocacional permite o contacto com tr)s atividades de formação
vocacional, para os quais são estabelecidos referenciais de formação, e visa proporcionar
uma pr,tica simulada que, preferencialmente, dever, ter lugar em empresas ou entidades
que desenvolvam as atividades vocacionais ministradas.
1 - A pr,tica simulada da formação vocacional ter, lugar no final da lecionação de cada
uma das diferentes atividades vocacionais e destina-se a uma demonstração da atividade
pr,tica, não devendo e(ceder a duração de 1&3 $oras, distribuídas em igual número pelas
diferentes atividades da formação vocacional.
8 - As condiç*es e os termos de funcionamento da pr,tica simulada devem ser
estabelecidos em protocolo aut"nomo, a celebrar entre a empresa ou instituição em que
esta ir, decorrer e a unidade org%nica em que o curso vocacional se desenvolve, que deve,
ainda, prever a sua contribuição para a lecionação de m"dulos da componente vocacional.
4 - A dimensão técnica e pr,tica da componente vocacional deve ser assegurada por
formadores com con$ecimentos técnicos.
Artigo &3.0
Assid"idade
& - 5s alunos t)m de assistir a, pelo menos, J3K dos tempos letivos de cada m"dulo
integrando as componentes geral, complementar, de desenvolvimento pessoal e social e
vocacional e participar, integralmente, na pr,tica simulada estabelecida.
1 - #aso se verifique o incumprimento do previsto no número anterior, o professor de cada
disciplina ou o formador acompan$ante da pr,tica simulada, em parceria com a entidade
acol$edora, dever, estabelecer um plano de recuperação do aluno a submeter aprovação
da equipa pedag"gica e formativa referida no artigo 7.0.
Artigo &&.0
Ava#ia&'o
& - No início de cada ciclo de estudos, dever, proceder-se a uma avaliação diagn"stica,
tendo em vista a organi!ação e caracteri!ação da turma do curso vocacional com o objetivo
de aferir os con$ecimentos adquiridos pelos alunos que a integram, as suas necessidades e
interesses, visando permitir a tomada de decis*es da futura ação e intervenção educativas.
1 - A avaliação ser, modular, devendo seguir a escala de classificação de 3 a 13 valores.
8 - As estratégias de avaliação devem ser incorporadas no planeamento das atividades,
e(plicitando os campos de avaliação, para cada ,rea, de acordo com os objetivos
curriculares visados e definir os indicadores do desempen$o para cada campo.
4 - Na pr,tica simulada, o aluno deve elaborar um relat"rio por cada atividade da formação
vocacional e um relat"rio final a apresentar nos termos a definir pela escola.
Artigo &1.0
$erti2ica&'o e -rosse!"imentos de est"dos
& - 5s alunos que concluam com aproveitamento os cursos de formação vocacional
ministrados no %mbito da e(peri)ncia de inovação pedag"gica criada pelo presente diploma
ficam $abilitados certificação do 7.0 ou J.0 ano de escolaridade, consoante o plano de
formação frequentado.
1 - 5s alunos dos cursos de formação vocacional concluem com aproveitamento o 70 ou J0
ano de escolaridade desde que ten$am concluído E3K dos m"dulos do conjunto das
disciplinas, das componentes geral e complementar e &33 K dos m"dulos da componente
vocacionalG
8 - Dm caso de não aprovação, no ano letivo subsequente, os alunos ficam dispensados da
frequ)ncia dos m"dulos em que j, ten$am obtido aproveitamentoG
4 - 5s alunos dos cursos de formação vocacional que concluam o 7.0 ano podem progredir
para as seguintes vias de ensinoC
a@ 5 8.0 ciclo do ensino regular, desde que ten$am obtido uma classificação igual ou
superior a F3K na média das classificaç*es obtidas nas provas finais nacionais do 7.0 anoG
b@ 5 8.0 ciclo do ensino vocacional, desde que ten$am concluído E3K dos m"dulos do
conjunto das disciplinas das componentes geral e complementar e &33 K dos m"dulos da
componente vocacionalG
c@ Im curso do 6/5A+L de Nível ++ de formação, desde que ten$am concluído E3K dos
m"dulos do conjunto das disciplinas das componentes geral e complementar e &33K dos
m"dulos da componente vocacionalG
F - 5s alunos dos cursos de formação vocacional que concluam o J.0 ano podem
prosseguir estudos nas seguintes vias de ensinoC
a@ No ensino secund,rio, em cursos científico-$umanísticos, ou no ensino secund,rio
recorrente por blocos capitali!,veis, desde que ten$am obtido uma classificação igual ou
superior a F3K na média das classificaç*es obtidas nas provas finais nacionais de J.0 ano.
b@ Nas vias profissional, profissionali!ante ou vocacional, desde que ten$am concluído E3K
dos m"dulos das componentes geral e complementar e &33K dos m"dulos da componente
vocacional.
7 - 5s alunos dos cursos de formação vocacional, independentemente do número de
m"dulos concluídos com aproveitamento, podem candidatar-se s provas finais nacionais
dos 70 e J0 anos de escolaridade e aos e(ames de equival)ncia frequ)ncia na condição de
autopropostos, para conclusão do respetivo ciclo de ensino.
Artigo &8.0
A"tori3a&'o de 2"ncionamento
& - 6ara efeitos de implementação e autori!ação de funcionamento, as unidades org%nicas
interessadas em promover um ou mais cursos de formação vocacional do ensino b,sico
devem formali!ar o seu pedido, junto da direção regional competente em matéria de
educação, até 51 de maio. justificando a necessidade da sua implementação,
designadamenteC
i@ 5 nível de ensino do cursoG
ii@ +nformaç*es dos alunos alvo deste encamin$amento e as ra!*es que legitimam a
frequ)ncia do cursoG
iii@ /elat"rio do despiste e avaliação vocacional dos alunos a integrar no curso, com
indicação das ,reas vocacionais a oferecerG
iv@ #omposição e lista nominal dos elementos das equipas técnico-pedag"gicas, bem
como, indicação de outros elementos que as integram em caso do estabelecimento de
parcerias com outras entidades públicas ou privadasG
v@ As parcerias envolvidas, na componente vocacional e de desenvolvimento pessoal e
social2mediação Dscolar ou protocolos estabelecidos para o efeitoG
vi@ -escrição dos recursos materiais e da previsão dos custos para as ,reas vocacionais
que pretendem implementar.
1 - Até 15 de *"nho. a direção regional competente em matéria de educação informa as
unidades org%nicas sobre o deferimento, ou indeferimento, para a implementação dos
cursosG
8 - Até 51 de a!osto. para efeitos de $omologação, as unidades org%nicas remetem
direção regional competente em matéria de educação os referenciais das componentes de
formação, por disciplina e por m"dulos de formação, nos termos do estipulado no artigo F.0
do presente regulamento.
4 - #umprido o requisito previsto no número anterior, a direção regional competente em
matéria de educação comunica s unidades org%nicas a autori!ação de abertura dos
cursos, at6 15 de setem)ro de cada ano.
Artigo &4.0
$oordena&'o
& - A e(peri)ncia-piloto é coordenada por um grupo de trabal$o, sob a responsabilidade da
direção regional competente em matéria de educação.
1 - No final do primeiro ano da e(peri)ncia de inovação pedag"gica, objeto do presente
diploma, ser, elaborado, pela direção regional competente, um relat"rio de avaliação da
mesma.
Ane7o II
Matri3
2.º $ic#o
=&@-Dsta componente é desenvolvida em articulação com as restantes componentes e ao longo do ano letivo
Ane7o III
Matri3
=&@Dsta componente é desenvolvida em articulação com as restantes componentes e ao longo do ano letivo.