Sociologia

Matheus Gomes
3º PM
Trabalho e sociedade
As primeiras tentativas de explicar a vida social dos seres humanos foram
feitas com base no estudo do que hoje conhecemos pelo nome de Estado. De
fato, tanto Platão (4!"#4! a.$.%, em seu texto A &ep'blica, quanto
Arist(teles (#)4"# a.$.%, autor de Pol*tica, tiveram como objeto primordial
de estudo a or+ani,a-ão pol*tica da p(lis (cidade Estado% +re+a e s(
secundariamente a sociedade. .oi preciso esperar a /poca moderna, com o
desenvolvimento do capitalismo e da sociedade civil bur+uesa a partir do
s/culo 01222 para que a sociedade passasse a ser um objeto particular de
interesse e re3exão. A partir de então, a sociedade come-ou a ser vista como
uma totalidade, da qual o Estado / apenas uma parte.
4o s/culo 020, o pensador alemão 5arl 6arx (7)7)"7))#% chamou a aten-ão
para a import8ncia das condi-9es materiais (econ:micas% de exist;ncia na
forma-ão das sociedades. <e+undo ele, antes de fa,er poesia e formular
ideias =los(=cas, o ser humano precisa alimenta"se e +arantir sua
sobreviv;ncia. Dessa forma, di,ia ele, >o modo de produ-ão da vida material
condiciona o processo, em +eral, da vida social, pol*tica e espiritual>
? trabalho / mais anti+o que o empre+o, o trabalho existe desde o momento
que o homem come-ou a transformar a nature,a e o ambiente ao seu redor,
desde o momento que o homem come-ou a fa,er utens*lios e ferramentas.
Por outro lado, o empre+o / al+o recente na hist(ria da humanidade. ?
empre+o / um conceito que sur+iu por volta da &evolu-ão 2ndustrial, / uma
rela-ão entre homens que vendem sua for-a de trabalho por al+um valor,
al+uma remunera-ão, e homens que compram essa for-a de trabalho
pa+ando al+o em troca, al+o como um sal@rio.
Trabalho no capitalismo
? capitalismo passou por profundas transforma-9es com o =m da clara
dualidade entre capitalistas e uma massa homo+;nea de oper@rios.
Atualmente, nota"se um conjunto muito hetero+;neo de trabalhadores, não
apenas em suas caracter*sticas produtivas, mas tamb/m porque esses
trabalhadores passaram a competir entre si por ascensão pro=ssional e
=nanceira. 4este novo contexto, os mercados de trabalho transformaram"se
em verdadeiras loterias ou cassinos nos quais os trabalhadores apostavam
investimentos em capital humano com objetivo de se tornarem vencedores.
Aais investimentos são os bilhetes desta loteria ou as =chas deste cassino.
$ontudo, exatamente como em uma loteria ou em um cassino haver@,
necessariamente, vencedores e perdedores. Assim, os trabalhadores de baixa
quali=ca-ão ou de pequeno estoque de capital humano são, a priori,
perdedores, pois encontram"se exclu*dos de tal loteria. $omo decorr;ncia
desta nova estrutura do mercado de trabalho capitalista, em que os
vencedores se apropriam do trabalho dos perdedores, sur+e uma nova forma
de explora-ão do trabalho na qual o instrumento passa a ser o capital
humano, em semelhan-a Bquela tradicional do capital f*sico, descrita por
6arx, que refor-a a tend;ncia inerente de +era-ão de desi+ualdades por
parte do sistema econ:mico capitalista. Do ponto de vista de pol*ticas
p'blicas, essa situa-ão coloca limites na democrati,a-ão do investimento em
capital humano como forma de combate B desi+ualdade, pois o mercado de
trabalho est@ estruturado para que existam vencedores e perdedores. A
i+ualdade de capital humano permite apenas a mesma quantidade de =chas
no cassino. ? combate B desi+ualdade não / um mero problema de
democrati,a-ão da educa-ão, sendo, em al+um +rau, resultado inerente da
economia capitalista. Embora a democrati,a-ão do capital humano seja
necess@ria para a redu-ão da desi+ualdade, ela / insu=ciente. ? crescimento
econ:mico tamb/m tem limita-9es no combate B desi+ualdade na medida
em que o incentivo microecon:mico, que +era o crescimento
macroecon:mico, / a busca pela desi+ualdade. Diante dessa nova visão, o
combate B desi+ualdade exi+e uma nova or+ani,a-ão do mercado de
trabalho capitalista, assim como a mudan-a de rela-ão entre crescimento
macroecon:mico e i+ualdade microecon:mica exi+e altera-9es no
comportamento individual que motiva o referido crescimento.
Trabalho e Emprego
ArabalhoC
De acordo com a de=ni-ão do Dicion@rio do Pensamento <ocial do </culo 00,
trabalho / o esfor-o humano dotado de um prop(sito e envolve a
transforma-ão da nature,a atrav/s do disp;ndio de capacidades f*sicas e
mentais.
Empre+oC
D a rela-ão, est@vel, e mais ou menos duradoura, que existe entre quem
or+ani,a o trabalho e quem reali,a o trabalho. D uma esp/cie de contrato no
qual o possuidor dos meios de produ-ão pa+a pelo trabalho de outros, que
não são possuidores do meio de produ-ão.
Estratifcação e Classes Sociais
Estrati=ca-ão socialC Entendemos que / distribui-ão de indiv*duos e +rupos
em camadas hierarquicamente superpostas em uma sociedade. Essa
distribui-ão se d@ pela posi-ão social dos indiv*duos, das atividades que eles
exercem e dos papeis que desempenham na estrutura social.
Assim podemos di,er que as pessoas estão distribu*das pelas camadas altas
(classe A%, m/dia (E%, ou inferior (classe $%,que correspondem a +raus
diferentes de poder, prest*+io e rique,a.
4a sociedade capitalista contempor8nea, as posi-9es sociais são
determinadas basicamente pela situa-ão dos indiv*duos no desempenho de
suas atividades produtivas. Dessa forma, os +randes empres@rios, donos de
terras, banqueiros e +randes comerciantes estão no topo da sociedade por
disporem de uma +rande quantidade de capital. Desse nodo os trabalhadores
estão na parte inferior da sociedade, por disporem unicamente de sua for-a
de trabalho.
Entretanto, dentro dessa mesma sociedade os indiv*duos podem
desempenhar outros papeis e alcan-ar novas posi-9es sociais, relacionados
com a reli+ião que praticam, o partido pol*tico em que militam, as fun-9es
sociais que desempenham, a pro=ssão que exerce e outras atividades.
PR!CP"S TP#S $E ESTR"T%C"&'# S#C"()
E<A&AA2.2$AFG? E$?4H62$AC D de=nida pela posse de bens materiais, isso
fa, com quer haja pessoas ricas, pobres e em situa-9es intermedi@rias.
E<A&AA2.2$AFG? P?I2A2$AC D estabelecida pela posi-ão de mando na
sociedade (+rupos que tem poder e +rupos que não tem%.
E<A&AA2.2$AFG? P&?.2<<2?4AIC D baseada nos diferentes +raus de
import8ncia atribu*dos a cada pro=ssional pela sociedade. Ex.C Jma pro=ssão
de um m/dico / muito mais valori,ada que a de um pedreiro.
A E<A&AA2.2$AFG? E$?4H62$AC
As pessoas são divididas conforme seu n*vel de renda.
Krupos divididos em camadas hierarqui,adas, isto /, uma superior uma
intermedi@ria e uma inferior, como mostra o +r@=co abaixoC
C("SSE S#C"(
Jma classe social / um +rupo de pessoas que t;m status social similar
se+undo crit/rios diversos, especialmente o econ:mico. Diferencia"se da
casta social na medida em que ao membro de uma dada casta normalmente
/ imposs*vel mudar de status.
<e+undo a (ptica marxista, em praticamente toda sociedade, seja ela pr/"
capitalista ou caracteri,ada por um capitalismodesenvolvido, existe a classe
dominante, que controla direta ou indiretamente o Estado, e as classes
dominadas por aquela, reprodu,ida inexoravelmente por uma estrutura social
implantada pela classe dominante. <e+undo a mesma visão de mundo, a
hist(ria da humanidade / a sucessão das lutas de classes, de forma que
sempre que uma classe dominada passa a assumir o papel de classe
dominante, sur+e em seu lu+ar uma nova classe dominada, e aquela imp9e a
sua estrutura social mais adequada para a perpetua-ão da explora-ão.
A divisão da sociedade em classes / consequ;ncia dos diferentes papeis que
os +rupos sociais t;m no processo de produ-ão, se+uindo a teoria de 5arl
6arx. D do papel ocupado por cada classe que depende o n*vel de fortuna e
de rendimento, o +/nero de vida e numerosas caracter*sticas culturais das
diferentes classes. $lasse social de=ne"se como conjunto de a+entes sociais
nas mesmas condi-9es no processo de produ-ão e que t;m a=nidades
pol*ticas e ideol(+icas.