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ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA

Português – Luis Ladeira
Paulo Afonso e Tanguy (Política Internacional)
Ricardo Victalino (Direito)
Marcelo Dias Varella (Economia)
Daniel Sousa (História do Brasil)
João Daniel (Geografia)
Thiago
Entrevista da embaixadora Maria Luiza Viotti sobre a resolução 1973 do Conselho de
Segurança, sobre a situação na Líbia. Há muitos documentários, programas (fica a sugestão do
programa Painel, da Globo News; os vídeos são publicados na internet, semanalmente, no
endereço http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-painel/videos/aulas virtuais e coisas
afins na internet. O YouTube, alguns blogs e comunidades são ótimas fontes em potencial de
“estudos alternativos”.

História Mundial: apostilas do Anglo, O Mundo Contemporâneo (Demétrio Magnoli), História
das Relações Internacionais Contemporâneas (José Flávio Sombra Saraiva) – ignorei os livros
do Hobsbawm completamente, e foi uma das melhores coisas que fiz; acho que fichá-los por
completo pode ser grande perda de tempo.
História do Brasil: apostilas do Anglo, Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas (Synesio Sampaio
Goes Filho – já tinha o resumo, não voltei ao livro), História da Política Exterior do Brasil
(Amado Cervo e Clodoaldo Bueno) e dois artigos ótimos: “O Império do Brasil e a Argentina
(1822-1889)”.
(Francisco Doratioto) e “Relações Brasil-Argentina: uma an|lise dos avanços e recuos”
(Alessandro Warley Candeas) – ignorei Boris Fausto, Maria Yedda Linhares e todos os outros;
acho que, em termos práticos, não perdi muita coisa (talvez tenha sido sorte, em função das
questões cobradas em 2011; de todo modo, funcionou para mim).
Geografia: Projeto de Ensino de Geografia do Brasil/Mundial (Demétrio Magnoli) e apostilas do
Anglo; procurei, também, muitos dados atualizados na internet (sites governamentais são
ótima fonte de informações nesse sentido – v. indicações na Parte IV) – passei longe do Milton
Santos.
Política Internacional: Relações Internacionais: Temas e Agendas (2 v., Lessa e Altemani),
“Resumo Executivo” do “Balanço de Política Externa” do MRE, alguns tópicos específicos
(constantes do edital) do “Balanço de Política Externa” do MRE, Inserção Internacional (Amado
Cervo).
Para História do Brasil, por exemplo, acho melhor começar com um livro de ensino médio e,
depois, partir para o Amado Cervo (veja as sugestões de bibliografia na Parte IV). Tudo,
sempre, com o Guia de Estudos do lado, para não correr o risco de estudar o que não precisa.
Para comprar livros, ou para baixá-los da Internet, acho que podem ser úteis algumas
ferramentas, como: Estante Virtual (página que reúne milhões de livros disponíveis em sebos
por todo o Brasil - http://www.estantevirtual.com.br/), 4shared (página em que os usuários
podem carregar arquivos a ser compartilhados; há muitos livros, resumos, artigos etc. -
http://www.4shared.com) e Scribd (função semelhante à do 4shared –
http://www.scribd.com).
Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos (Lourenço Dantas Mota)
Português: regência (incluindo uso do acento grave), colocação pronominal e pontuação
(especialmente a vírgula).
Política Internacional: conceitos básicos sobre a política externa brasileira atual e as relações
do Brasil com a Argentina e com a China, por exemplo, foram fundamentais em três das
quatro questões da terceira fase.
Direito: algumas considerações a respeito das teorias do Estado Constitucional Cooperativo, de
Peter Häberle, e do Constitucionalismo Global, de J. J. Gomes Canotilho, foram muito úteis em
duas questões da terceira fase (no “REL UnB”, h| alguns artigos sobre essas teorias). Além
disso, o Ricardo também sugeriu um artigo excelente, que me foi muito útil para outra questão
da terceira fase, que envolvia o Órgão de Apelação da OMC – o artigo: “Efetividade do Órgão
de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio: uma análise sobre os seus
doze primeiros anos de existência e das propostas para seu aperfeiçoamento”.

Algumas ferramentas virtuais úteis que podem auxiliar em sua preparação para o CACD são:
Blog Estudos Diplomáticos: http://estudosdiplomaticos.blogspot.com/
Boiling Neurons: http://boilingneurons.com/ (resumos para o CACD; não tem muita coisa, mas
pode haver algo de útil)
grupo “Instituto Rio Branco” no Facebook:
http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Biblioteca virtual do grupo do Facebook, com diversos materiais para a preparação, como
textos, resumos, espelhos de provas de anos anteriores etc. (vale dizer que nem tudo ali é
leitura indispensável, mas há algumas coisas boas):
http://www.4shared.com/account/dir/YU1dnvts/sharing.html?rnd=81
- comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut:
http://www.orkut.com.br/Community?cmm=40073 – é verdade que o Orkut está
ultrapassado, razão pela qual a comunidade deve ficar mais vazia a cada dia. O que havia de
mais interessante nela eram tópicos antigos sobre a carreira, sobre o concurso etc. Li dezenas
desses tópicos e procurei reuni-los neste documento, para que você não tenha de entrar na
comunidade e fazer toda a busca de novo, como eu fiz. Com o crescimento do grupo do
Facebook, acho que a comunidade tem ficado completamente dispensável. Cito-a apenas para
o caso de alguém só ter Orkut.
Diário de uma Jovem Diplomata: http://jovemdiplomata.blogspot.com/
Fichas Marra: http://fichasmarra.wordpress.com/ (clippings e resumos para o CACD)
Grupos de emails: “CACD IRBr” (http://br.groups.yahoo.com/group/cacdirbr/); “Di|logo
Diplom|tico” (http://br.groups.yahoo.com/group/dialogodiplomatico/).
- Introdução à Economia – UnB: http://www.unb.br/face/eco/inteco/ (página da disciplina de
Introdução à Economia da UnB, com muitas listas de exercícios, textos, vídeos e reportagens
interessantes de Economia).
- Podcasts da Rádio Ponto – UFSC (há alguns podcasts interessantes sobre História, por
exemplo):
http://www.radioponto.ufsc.br/index.php?option=com_content&view=category&id=3&Itemid
=3
http://www.radioponto.ufsc.br/index.php?option=com_content&view=category&id=6&Itemid
=6
- Política Externa: http://www.politicaexterna.com/
- REL UnB: http://relunb.wordpress.com/ (já citado anteriormente, contém vários resumos,
dicas,
textos e obras completas para download de diversos temas de Relações Internacionais).
- Site do MRE: http://www.mre.gov.br/ (há muita informação útil, muitos “resumos” de
determinados conteúdos de política extena
Além disso, fiz, imprimi e colei na parede, em frente à minha mesa de estudos, uma linha do
tempo
com os nomes de todos os presidentes do Brasil e de seus respectivos chanceleres (apenas os
chanceleres do Barão do Rio Branco para cá, exceto os interinos), dos presidentes norte-
americanos
após a década de 1920 (e dos Secretários de Estado do Kissinger para cá), dos reis/rainhas e
dos
primeiros-ministros britânicos (os mais importantes a partir da Primeira Guerra Mundial) e de
todos os presidentes argentinos desde Perón (primeiro mandato). Sempre que queria dar um
tempo nas leituras, eu virava para a linha do tempo e decorava alguma coisa.

Com relação aos conteúdos a ser estudados, atenção especial aos aniversários (10, 20, 30, 40...
anos) dos principais tratados, organizações internacionais, acontecimentos marcantes etc.,
que
costumam ser objetos de questões de Direito e de Política Internacional na primeira fase (na
terceira fase, também podem ser cobrados, mas com menos frequência; em 2011, os
cinquenta anos
da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas foram lembrados em uma das questões).
Visitas presidenciais a países mais importantes e visitas de chefes de Estado de outros países
ao
Brasil (destaque para EUA, China, Índia, Argentina...) no ano da prova, por exemplo, podem ser
indícios de que poderá haver alguma questão nesse sentido. Obviamente, tudo isso não é
regra (a
pedra mais cantada de 2011, que foram os 20 anos do MERCOSUL, não apareceu em nenhuma
questão da terceira fase; de todo modo, as relações com a Argentina, destino da primeira
viagem
presidencial de Dilma Rousseff, foram tema de questão da prova de Política Internacional).
- Português – os conteúdos mais cobrados são gramática e interpretação de texto (Literatura
cai muito raramente, não acho necessário perder muito tempo com isso). Na parte de
gramática,
atenção para alguns itens mais frequentes, como: uso de sinais de pontuação, orações
subordinadas, funç~o das partículas “que” e “se” etc.
- História do Brasil - temas recorrentes e importantes são: formação territorial (delimintação
das fronteiras nacionais na Colônia, no Império e na República Velha), revoltas coloniais,
período
joanino, Independência e sistema de tratados desiguais, revoltas regenciais, Era Vargas,
período
militar. Há bastante cobrança de conhecimento factual e cronológico.
- Inglês – a gramática cobrada está, na maioria das vezes, disfarçada de interpretação de
texto. Não acho que haja um método eficaz de estudar para a prova que não seja o
conhecimento da
língua, a leitura de textos em Inglês etc. Fiz um curso preparatório de Inglês, mas visando à
terceira
fase, e não acho que tenha me ajudado em nada para a primeira. Não li textos, não li notícias,
não
estudei gramática, não fiz nada para a prova de Inglês, só fui lá e fiz. Se você tem dificuldades
com o
idioma, não perca tempo, pois o peso dessa matéria na quantidade total de questões da
primeira
fase é bastante elevado.
- História Mundial – a prova de 2011 teve algumas questões bastante loucas, e minha
“técnica” de chutes foi a salvação. Acertei questões inteiras no chute (até parece que eu sabia
alguma coisa de historiografia alemã), então minha dica é: não se desespere com esses
conteúdos
absurdos que caem vez ou outra. Por mais que você estude, é bem provável que caiam coisas
absurdas na prova da primeira fase, quando você fizer o concurso. Ao invés de perder tempo,
estudando esses conteúdos absurdos, acho que é mais fácil chegar à prova seguro dos
conteúdos
básicos, ir bem nas questões que não são absurdas e, eventualmente, chutar ou deixar em
branco as
questões loucas. Como já disse, em meu caso, chutei todas as absurdas e tive saldo positivo no
final.
Isso fica a critério de cada um.
- Política Internacional, Geografia, Economia, Direito – essas provas variam tanto de um ano
para o outro que não sei nem o que comentar. O melhor é, mesmo, fazer as provas antigas,
para ver
como são na prática.
Algumas recomendações rápidas de escrita: nomes de obras devem ser sublinhados; nomes de
filmes, artigos, capítulos e poemas devem vir entre aspas (sobre o nome das obras, tanto faz
escrever todas com letra maiúscula, exceto preposições e artigos no meio do título, ou apenas
a
primeira letra maiúscula). Evite personificações do tipo “o Brasil ‘possui’ política externa
soberana”.
O Brasil n~o “possui” nada. Uma construç~o mais adequada seria, talvez, “a política externa
brasileira é caracterizada pelo respeito { soberania”. Evite, ao m|ximo, o uso de gerúndio.
Cuidado
com a pontuação: para as situações em que a gramática defende ser facultativa a vírgula,
considere
seu uso obrigatório (como antes de orações subordinadas reduzidas de infinitivo). Cuidado,
também, com os advérbios de pequeno corpo deslocados da ordem direta, que também
devem vir
entre vírgulas. Como regra geral, prefira a ordem direta sempre. Muitas subordinações não
significam tornar o texto mais erudito, apenas dificultam a leitura. Além disso, jamais comece
frases
com conectores (sejam adversativos, sejam conclusivos, sejam aditivos etc.): exclua “todavia”,
“portanto”, “contudo”, “entretanto”, “mas” etc. do início das frases, especialmente. Há muito
mais
coisa que isso, mas já são algumas diretrizes iniciais às quais você deve estar atento.
concordância nominal ou verbal, construção de período/colocação de
termos, emprego de conectores, emprego de modos e tempos verbais, grafia/acentuação,
pontuação, propriedade vocabular, regência nominal ou verbal.
Amado Cervo já foi da banca corretora
vez ou outra; o José Flávio Sombra Saraiva é outro que tenho certeza de que irá adorar ver seu
nome mencionado em uma resposta
Evite,
também, conceitos “politicamente incorretos” ou em desuso, como “governo neoliberal”
(preferir
“governo associado aos princípios do Consenso de Washington”, por exemplo), “país
subdesenvolvido” (preferir “país de menor desenvolvimento relativo”, por exemplo) etc
Na prova de História do Brasil, alguns temas são mais ou menos recorrentes. Definição das
fronteiras nacionais, política externa do Império, política externa dos governos Quadros-
Goulart
(Política Externa Independente), política externa dos governos militares (especialmente,
Geisel),
relações do Brasil com a América do Sul (destaque para as relações Brasil-Argentina desde o
século
XIX), relações do Brasil com a África (do período da descolonização até a década de 1980).
Geografia do Brasil - assuntos relativos à costa e ao litoral
brasileiros são reincidentes no concurso. Milton Santos
Algumas argumentações s~o “coringas” em Política Internacional. Alguns conceitos, como
“multilateralismo normativo”, “postura proativa e participativa”, “articulaç~o de consensos”,
“reforma da ordem”, “juridicismo”, “pacifismo”, “pragmatismo”, “autonomia pela
participaç~o” etc.,
poderão ser encaixados em quase todas as respostas de terceira fase. Relações Sul-Sul,
América do
Sul, BRICS, IBAS, África também são temas que poderão ser empregados em diversos
contextos
(temáticas recorrentes nos últimos concursos). Desse modo, saiba usar esse conhecimento a
seu
favor. Se há uma questão que pede comentário sobre algum aspecto da política externa
brasileira
contemporânea, citar esses conceitos já pode ser bom começo.
Com relação à prova de Direito, é uma avaliação, a meu ver, bastante tranquila e uma das mais
bem
formuladas. Não há grandes segredos, e a leitura (acompanhada do fichamento) dos Guias de
Estudos antigos é fundamental. Muitos estilos de questões repetem de um ano para o outro, e
alguns argumentos gerais sobre o fundamento de juridicidade do Direito Internacional Público,
por
exemplo, são úteis quase sempre. Ultimamente, a probabilidade de questões sobre Direito
interno
propriamente dito tem sido reduzida a temáticas que envolvam o Direito Internacional (como
a
questão sobre a competência para efetuar a denúncia a tratados, cobrada em 2010). Em
Direito
Internacional Privado, o que já foi cobrado do assunto, em concursos recentes, esteve
relacionado à
homologação de sentença estrangeira, assunto bastante básico e tranquilo de estudar. Em
Direito
Internacional Público (DIP), atenção especial à solução de controvérsias (meios pacíficos,
meios
coercitivos, meios jurídicos e meios bélicos), ao sistema ONU e ao sistema de solução de
controvérsias da Organização Mundial do Comércio, além do supracitado fundamento de
juridicidade do DIP (“afinal, por que o DIP é Direito?”). Uma dica que vale tanto para as
questões de
Direito quanto para as de Economia é tomar cuidado com o número de linhas. Como há
questões de
60 e de 40 linhas, corre-se o risco de perder muito espaço com argumentos e ilustrações não
necessários à questão.
A prova de Economia mudou muito, se você comparar as provas de 2008-2009 às de 2010-
2011,
por exemplo. Anteriormente, havia questões enormes de cálculos, equações de
Microeconomia etc.
Em 2010, a única questão que envolvia cálculo era ridiculamente fácil. Em 2011, para melhorar
a
situação daqueles que não gostam dos números, não havia um único cálculo nas questões,
todas
elas analíticas. Além disso, as cobranças anteriores de Economia Brasileira focavam,
especialmente,
no período da República Velha (isso se repetiu em 2010). Em 2011, até mesmo o balanço de
pagamentos atual do Brasil e a economia dos BRIC na atualidade foram objetos de questões.
Talvez
seja uma tendência da prova de Economia dos próximos anos, de priorizar o raciocínio
econômico,
em detrimento dos cálculos matemáticos que aterrorizavam muitos no passado. Ainda que eu
não
tenha problemas com cálculo (e goste bastante, inclusive), devo admitir que me parece muito
mais
coerente cobrar economia dos países do BRIC do que insistir nos cálculos de preço de
equilíbrio,
quantidade de equilíbrio, peso-morto etc., se considerarmos que se trata de uma prova que
visa a
selecionar futuros diplomatas (aí está uma lição que a banca de Geografia precisava aprender).
A quem não teve essa
experiência, para acostumar-se a esse “economês”, nada melhor que bons notici|rios de
Economia:
- Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.br/
- Financial Times: http://www.ft.com/home/us
- IPEA: http://agencia.ipea.gov.br/
- O Globo Economia: http://oglobo.globo.com/economia/
- The Economist: http://www.economist.com/
- Valor Econômico: http://www.valoronline.com.br/, entre vários outros.