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Estabilidade de tensão

. – p.1/44

Característica do fenômeno
Fenômeno mais recente em sistemas muito
carregados.
Associado ao esgotamento de fontes de potência
reativa.
Caracterizado pela queda descontrolada da
tensão.
Chamado inicialmente de estabilidade da carga.

. – p.2/44

Máxima potência

. 

 

Potência na carga



   

  

 

Carga representada por impedância constante
.    

   



Máxima transmissão de potência ocorre para
e
.
.    



Na forma complexa

Potência é máxima quando a impedância da carga
é o conjugado da impedância de transmissão.
Hipóteses não são realísticas.

. – p.3/44

Para FP constante.           Equivalente a           Condição de máxima potência . . – p. a potência da carga é maximizada quando a impedância da carga tem a mesma magnitude da linha de transmissão.                   Carga dada por   .Máxima potência sob um dado FP .4/44 .

 . .     .

     e   Da figura  Fazendo  Máxima potência das equações do LF      !"              Potência absorvida pela carga Equações do LF para o sistema sem perdas. – p. .5/44 .

Igualdade corresponde a uma parábola no plano (P.Q).              #  #  entre as duas equações: Eliminando  Relação entre P e Q da carga $%  ' &  &     $% Condição para se ter pelo menos uma solução: . . .6/44 . – p.

– p.7/44 .Relação potência-tensão      # *   (    ) A solução da equação anterior é .

8/44 .Tensão como função das potências ativas e reativas . – p.

– p.9/44 .Curva PV Projeção sobre plano PV (Q constante) .

existe parte da curva que tensão aumenta com mais carga.  -. +     Compensação maior da carga (menor ) maior potência máxima. .10/44 . Tensão também aumenta. – p.   +  Para para cargas sobre-compensadas ( ). Mais potência ativa consumida potência reativa produzida pela carga.Características das curvas PV Para dada P da carga abaixo do máximo há duas soluções: uma de alta tensão e baixa corrente e outra com baixa tensão e alta corrente.

Projeção no plano PV define a característica PV da rede..11/44 ./ 0   Carga representada por:  Características da rede e cargas Define curva no espaço (P.Q) em um ou mais pontos. . Intercepta curva V(P.Q.V)./ 0  . – p.  e  .

.  0 1 432 432 e  5 0 1   Carga dada por  6 2 2 Exemplo para carga exponencial As intercessões para todas as possíveis demandas projetadas em PV dá característica da rede.12/44 . – p.

Curvas da carga e da rede . – p.13/44 .

– p.14/44 .  7  8 Desaparecimento do equilíbrio .

15/44 .  7  8 Grande perturbação . – p.

– p. 9  :  7 . 8 Desaparecimento do equilíbrio .16/44 .

 9  :  7 . – p.17/44 . 8 Grande perturbação .

Redução de tensão. Atuação de taps na carga restaurando tensões e aumentando perdas reativas. – p. . Parte da geração próxima das cargas fora de serviço. Geração de reativos nos trafos aumenta atingindo limites.Cenário típico da instabilidade de tensão Condição anormal de operação. restaurada pelos AVRs.18/44 . aumentando perdas reativas em linhas e transformadores. Perda de linha sobrecarregando linhas próximas e aumentando perdas reativas. Linhas carregadas e reserva reativa baixa.

Abordagem estática C< 2 > = >?= @  < 2 A = AB= @ <  < Equações do load-flow 2 H > =F @ G > = AB= @  2 A = E  D = < D F=   Ainda < G Matriz jacobiana dada por  <  D = B < Considerando P constante .19/44 . – p.

– p. Sensibilidade se torna infinita no limite de estabilidade.20/44 . Sensibilidade positiva indica operação estável. .Sensibilidade V-Q Sensibilidade na barra representa inclinação da curva Q-V no ponto de operação. Sensibilidade negativa indica instabilidade. Quanto menor a sensibilidade mais estável o sistema.

– p.I LKJ  K G I  D F= Logo FJ G Seja D = Análise modal Q-V < <  O Vetor de variação de tensões modais FJ PQG  K+  K IF K G FJ  < G M M N   < M MK I Variação de tensão: K P < Vetor de variações de potência reativa modal .21/44 .

  N Se então tensão modal e variação de potência modal tem sentidos opostos instabilidade.   MO  Para o i-ésimo modo: TUS WV    TUS WV   +  . – p.Estabilidade de tensão M N P M TUS WV  +   TUS WV     -RN Se então tensão modal e variação de potência modal no mesmo sentido estabilidade. .22/44 .

Teoria das Bifurcações: conceitos básicos N .  Y  [  1 Pontos de equilíbrio: . – p.23/44 .  Y [  ZYX Sistema não-linear: N .

uma solução periódica dobra a sua frequência.Bifurcações N Natureza dos PE com variação do parâmetro . nos quais ocorre uma mudança no comportamento das trajetórias do sistema em torno do ponto de equilíbrio. uma solução periódica emerge ou desaparece. Y  1 Pontos de bifurcação correspondem a pontos . – p. etc N O aparecimento de bifurcações com a mudança do parâmetro pode ser representado graficamente através de um diagrama de bifurcações ou diagrama de ramificação. 1 N . PE estável passa a ser instável. .24/44 .

` é uma medida escalar de 9 \ Y N versus . 1 Y  PB ou ponto de ramificação é uma solução onde o número de soluções muda quando passa por . com  E Possíveis medidas são ou . ^]\ _ _  Y Y ab  . H H Y E E Diagrama H Diagrama de bifurcação N O DB permite visualizar o aparecimento e desaparecimento de soluções com a variação de . N 1 1 N N . término de ramos e intercessão de ramos. – p. .25/44 .  H E Y   Y  H E Y . o que se traduz no diagrama pelo aparecimento de novos ramos.

Se todos os ramos que partem de um bifurcação são instáveis. – p. Subcrítica quando em um lado da bifurcação só existem soluções instáveis. Supercrítica quando existem soluções estáveis localmente em ambos os lados da bifurcação.26/44 . então os termos supercrítico e subcrítico não são definidos. Supercríticas ou subcríticas. .Classificação das bifurcações Bifurcações do ponto de equilíbrio e bifurcações de soluções periódicas.

N 1 N Dois pontos de equilíbrio se aproximam com a variação de . PE desaparece após a passagem pelo ponto de bifurcação.   N \ 1  dec f  gh[ Autovalor nulo da matriz jacobiana no ponto de bifurcação: . coalescendo para o ponto de bifurcação .Bifurcações do PE: bifurcação sela-nó Bifurcação sela-nó (saddle-node. turning point ou fold). – p. 1 .27/44 .

28/44 .Diagrama da bifurcação sela-nó . – p.

– p. com .Y sr vt  N  rsN  Y  y  % 3 1 1 1   k wvu t% x  r N . ou seja . Y  N  noN m T g [  h N k [ 1 Y g [ h 1 E Y 1  " k [ l " j 1 1 .     Y  N g [ "  " j 1 1 . . e 1 .  Y sr exite uma parametrização . 1 1   Y  . 1 q p H N .  Y   N i 1 1 Condições da bifurcação sela-nó .29/44 .

N Bifurcação transcrítica. Correspondem a um autovalor nulo da matriz jacobiana. N 1 . Equações que descrevem o sistema possuem algumas condições de simetria.30/44 . para ou apenas um ponto de equilíbrio. . existe N -RN N 1 . – p. para e existem dois pontos de equilíbrio. N 1 . havendo uma ”troca” de estabilidade entre os dois ramos. N 1 -RN Bifurcação pitchfork.Bifurcações do ponto de equilíbrio: transcrítica e pitchfork Caracterizam-se por serem a intercessão de dois ramos com diferentes tangentes.

– p.31/44 .Diagrama da bifurcação transcrítica .

– p.Diagrama da bifurcação pitchfork .32/44 .

sendo que um ciclo limite aparece ou desaparece a partir do ponto de bifurcação. N 1 N 1 .Bifurcações do ponto de equilíbrio: bifurcação de Hopf Também conhecida como bifurcação de Poincaré-Andronov-Hopf. Uma bifurcação de um ramo de pontos de equilíbrio para um ramo de oscilações periódicas é chamada uma bifurcação de Hopf. no ponto de . – p. de um par de autovalores da bifurcação sobre o eixo imaginário. . 1 Y  Caracteriza-se pela existência.33/44 . um par de autovalores complexos conjugados da matriz jacobiana cruza o eixo imaginário. 1 Y g [  . matriz jacobiana À medida que o parâmetro de bifurcação varia.

Diagrama da bifurcação de Hopf .34/44 . – p.

 Y N   ( 8 N xx ku | t Du {  1 .35/44 . 1 . 1 1 . Y  tem um único par de autovalores e nenhum puramente imaginários outro autovalor com parte real zero g [ 2. Y  1 Então existe o surgimento de um ciclo limite em . – p. O período inicial (da oscilação de amplitude 6 ~  zero) é 1 } N .  1 Teorema: Supondo que para z Condições de ocorrência da bifurcação de Hopf tk  y  3 3. . n[ 1 N [ 1.

Os ciclos limite que emergem. de Hopf crítica e subcrítica RN N 1 N 1 . – p. N No caso supercrítico. são estáveis. N No caso subcrítico.B. .36/44 . tanto o ponto de equilíbrio quanto os ciclos limite. N 1 . o ponto de equlíbrio é inicialmente estável para e instável para . são instáveis para .

Bifurcações de órbitas periódicas Órbitas periódicas podem mudar seu comportamennto com relação a um parâmetro variável. . bifurcação period doubling e bifurcação no toróide.37/44 . Três tipos de bifurcações de soluções periódicas são abordadas: bifurcação cyclic fold. Além disso. Soluções periódicas perdem ou ganham estabilidade. bifurcações globais são discutidas. – p. dobram o seu período ou desaparecem.

38/44 . – p. de dimensão ao fluxo . € € Estabilidade de soluções periódicas .   . j A órbita ƒ A transversalidade garante que as órbitas atravessam a superfície e não são tangentes a ela. …„ƒ intercepta em um único ponto .   ‚ solução periódica de um fluxo . uma seção transversa     † . que corresponde a uma órbita fechada no espaço de dimensão .

  Š ‘ Define-se então um mapeamento. . ou primeiro retorno é definido por .39/44 . € Š  Pode-se relacionar a estabilidade de para o mapeamento com a estabilidade de para o fluxo . ou seja .   j Š Este ponto é ‡  Š ƒ  ˆ Œ‹Š  O mapeamento de Poincaré. – p. ƒ Supondo agora um outro ponto ‰ˆ Mapeamento de Poincaré ‡    Ž   ‡   .‡n . com ponto fixo .

Mapa de Poincaré .40/44 . – p.

um ƒ Definição: Dados um mapeamento de Poincaré e uma seção transversa .9 ” .Estabilidade Š . #   “ para tal que   ’  _  determinar ’  j ponto fixo . a solução da equação (??) é estável. se para cada pode-se  † Š + ‡   €  . .  R ’ ˆ ‡n  ‡ _ “   . 99 .41/44 . – p.

“   “  € A solução é assintoticamente estável se ela é estável e se existe tal que . – p.42/44 .Definição de estabilidade   ‡  † Š + —˜– • ‡n ˆ  ‡ R _ .

tem-se a trajetória condição inicial.43/44 . – p. A distância entre as duas trajetórias. tal que . tem-se: . Supondo uma perturbação na . com uma trajetória que resolve a equação.Matriz de monodromia }  Y ›  ™    ™š ›   1     ™    1 œ     œ   ™j     1 œ  ›  Y  € Y  ƒ      Y       Seja uma solução periódica sobre em . Após um período . com condição inicial .   ™}      ™}   1 œ   } œ  } € mede o afastamento da trajetória perturbada com relação a . Seja uma órbita fechada .

para algum . ˜ Cyclic fold 0.44/44 . ou seja.1 Bifurcac¸ao    N 1 M{  Neste caso um multiplicador de Floquet deixa o círculo unitário tal que . Três casos devem ser considerados (figura ??).0. cada um levando a uma bifurcação diferente. o modo como os multiplicadores deixam o interior do círculo unitário. – p. é conveniente estudar o comportamento das soluções . determina o tipo de bifurcação da solução periódica que pode ocorrer no sistema.Tipos de bifurcações das soluções periódicas O modo como o sistema perde estabilidade com a variação de um parâmetro.