You are on page 1of 4
MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE BOLETIM DIARIO ENCERRADO AS 17h:00m DO DIA 30/01/2008

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

BOLETIM DIARIO ENCERRADO AS 17h:00m DO DIA 30/01/2008

Situação da Febre Amarela Silvestre no Brasil, 2007 e 2008

Até o dia 30/01, a situação epidemiológica é de quarenta e sete notificações de casos suspeitos de febre amarela silvestre. Destes, vinte casos foram confirmados, dos quais dez evoluíram para óbito. Outros vinte casos foram descartados para febre amarela e sete permanecem em investigação. Os prováveis locais de infecção dos casos confirmados ocorreram em áreas silvestres de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Tabela 1 Distribuição das notificações de casos de febre amarela silvestre por classificação e locais prováveis de infecção por Unidade Federada. Brasil, 2008.

Unidade

Confirmados

Em investigação

Descartados

Federada provável

Casos

Óbitos*

Casos

Casos

de infecção Goiás

15

10

5

12

Distrito Federal

2

 
  • - 1

-

Acre

-

 
  • - 1

-

 

Mato Grosso do Sul

3

 
  • - 2

1

 

Mato Grosso

-

 
  • - 1

-

 

Minas Gerais

-

 
  • - 1

-

 

Pará

-

 
  • - 2

-

 

Rondônia

-

 
  • - 1

-

 

TOTAL

20

10

7

20

Obs.: os óbitos estão incluídos no total dos casos.

A distribuição de casos e óbitos de febre amarela silvestre por data de início de sintomas mostra o primeiro caso confirmado em 17 de dezembro de 2007 e o último caso suspeito em 21 de janeiro de 2008, com uma média de três casos confirmados e um em investigação por semana.

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE BOLETIM DIARIO ENCERRADO AS 17h:00m DO DIA 30/01/2008

Entre os 20 casos e óbitos confirmados para febre amarela silvestre, 65% eram do sexo masculino, com idade mediana de 38 anos, variando de 19 a 64 anos. Destes 90% não eram vacinados e 10% estavam com a vacinação com período a mais de vinte anos.

Morte de macacos e epizootias por febre amarela:

Para classificar e mapear as notificações de ocorrências de óbitos de macacos e epizootias por febre amarela silvestre no Brasil considerou-se:

Morte de macaco: toda notificação de autoridade sanitária ou de qualquer cidadão sobre ocorrência de morte de macaco, sem causa esclarecida.

Epizootia por Febre Amarela: notificação de morte de macaco realizada pela Secretaria de Saúde ao Ministério da Saúde, sendo:

o

Confirmado laboratorialmente: isolamento do vírus ou outra evidência laboratorial em macacos.

o

Confirmado por critério clínico-epidemiológico: quando houver evidência de circulação do vírus da febre amarela (isolamento em mosquito e/ou caso humano confirmado) na região ou em área geograficamente próxima e com características ambientais semelhantes.

De janeiro a novembro de 2007 foram notificadas 46 localidades com mortes de macacos em todo o Brasil. Destas foram confirmadas epizootias por Febre Amarela Silvestre em quatro localidades. De dezembro de 2007 até o momento, foram notificadas 233 localidades em áreas circunscritas de 129 municípios com mortes de macacos.

Tabela 2: Número de localidades com morte de macacos e epizootias por febre amarela silvestre e UF. Brasil, jan/2007 a jan/2008.

Unidade Federada de

Jan. a Nov. 2007

Dezembro 2007

Janeiro 2008

Morte de

 

Morte de

 

Morte de

 

Ocorrência

macaco

Epizootia

macaco

Epizootia

macaco

Epizootia

Goiás

-

24

 

21

  • - -

 

93

Distrito Federal

-

1

 

7

  • - -

 

42

Mato Grosso

1

-

  • - -

 

12

-

Mato Grosso do Sul

-

1

  • - -

 

1

3

Minas Gerais

2

-

1

1

11

4

Roraima

-

-

-

-

1

-

Paraná

-

-

3

-

2

-

Rio Grande do Sul

6

-

-

-

1

-

Rio Grande do Norte

1

-

-

-

-

-

Piauí

1

-

-

-

-

-

Tocantins

-

9

-

-

-

20

São Paulo

-

-

-

-

  • 4 -

 

Bahia

-

-

-

-

  • 1 -

 

Maranhão

-

-

1

-

  • 3 -

 

Acre

-

-

-

-

  • 1 -

 

TOTAL

11

35

5

29

37

162

MAPA 1: Distribuição de municípios com registros de morte de macacos, epizootias por febre amarela silvestre e casos humanos (Dez/07 a Jan/08)

MAPA 1: Distribuição de municípios com registros de morte de macacos, epizootias por febre amarela silvestre

Vacina:

De dezembro de 2007 até o momento, foram distribuídas 10.056.000 doses de vacina contra febre amarela para 27 unidades federadas e aplicadas 6.715.213 doses, destas 6.184.637 doses foram aplicadas no mês de janeiro. Dados parciais recebidos do Distrito Federal e Goiás referem que foram aplicadas nos meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008, 1.397.631 e 2.423.784 doses de vacinas contra febre amarela, respectivamente.

Os critérios para a distribuição de vacinas têm, rigorosamente, observado a ocorrência de casos humanos de febre amarela silvestre e de epizootias por febre amarela silvestre e os dados das coberturas vacinais, conforme os parâmetros referidos abaixo.

Eventos Adversos à Vacina contra febre amarela:

Até o dia 29/01, o Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós Vacina contra febre amarela registrou quarenta e três ocorrências de casos suspeitos, todos em processo de investigação. Destes, 19 pacientes foram hospitalizados.

Recomendações:

Tendo em vista que a ocorrência atual de epizootias e/ou de casos humanos de febre amarela silvestre compreende uma área geográfica circunscrita (área afetada), correspondendo aos Estados de Goiás e Tocantins, Distrito Federal, noroeste de Minas Gerais e oeste do Mato Grosso do Sul, recomenda-se:

  • 1. Priorizar a imunização das pessoas não vacinadas nos últimos 10 anos residentes ou que se dirijam para as áreas afetadas (mapa 2). NÃO É INDICADA A REVACINAÇÃO, em período inferior a 10 anos da última dose, dado que o uso da vacina fora da recomendação técnica pode aumentar a freqüência de reações indesejadas.

2.

Nas áreas afetadas (mapa 2), considerando que as coberturas vacinais são elevadas, deve-se implementar estratégias para identificar e proteger as pessoas ainda não vacinadas.

  • 3. Ratificar a recomendação de que cada registro de morte de macaco seja devidamente investigado, somente sendo classificada como epizootia por FAS após avaliação adequada e em comum acordo com a SVS. As mortes de macacos epidemiologicamente caracterizadas como epizootia por FAS serão priorizadas para coleta, envio de amostras e exame no laboratório de referência nacional. Nestes episódios, se necessário, devem ser também coletados vetores para buscar evidência de circulação viral.

  • 4. A ocorrência de morte de macacos, enquanto não for devidamente caracterizada como epizootia provável ou confirmada para FAS, considerando a cobertura vacinal da área endêmica brasileira não indicará, TEMPORARIAMENTE, a vacinação.

  • 5. Considerar somente como caso suspeito de FAS aquele que atenda à definição de caso conforme estabelecido por Nota Técnica da SVS e ratificada pelo Comitê de Especialistas em Febre Amarela, publicada no site da SVS (www.saude.gov.br/svs) no dia 11 de janeiro de 2008. Os casos que não atendam à definição descrita não justificarão aporte adicional de vacina aos estados.

Outras informações sobre febre amarela estão disponíveis por meio do Disque Saúde (0800-61- 1997) e site do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br e www.saude.gov.br/svs).

MAPA 2: Municípios com registros de epizootias prováveis ou confirmadas e casos humanos de FAS (Dez/07 a Jan/08)

2. Nas áreas afetadas (mapa 2), considerando que as coberturas vacinais são elevadas, deve-se implementar estratégias

Obs.:

Mapa 1: Neste mapa estão registradas todas as mortes de macacos notificadas pelas autoridades de saúde e por cidadãos e cujas causas podem ser diversas.

Mapa 2: Este mapa apresenta uma restrição da área de provável circulação do vírus da febre amarela. Com esta melhor precisão. Somente para esta área deve ser recomendada a vacinação aos viajantes.