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Universidade Anhanguera – UNIDERP

Centro de Educação a Distância

Curso Superior em Ciências Contábeis
4º Período

A T P S
Disciplina: CONTABILIDADE INTERMEDIARIA

Prof. Me. Giselle Zanardi


Giselle Sousa Marques - RA 408871
Joselma Baldez Gamboa - RA 434783
Gladiston de Jesus Marques Silva – RA 414820
Jocely Corrêa Martins Silva – RA 406024



São Luis/MA
2014



Giselle Sousa Marques - RA 408871
Joselma Baldez Gamboa - RA 434783
Gladiston de Jesus Marques Silva – RA 414820
Jocely Corrêa Martins Silva – RA 406024








A T P S apresentado ao Curso Superior em
Ciências Contábeis da Universidade
Anhanguera Uniderp, como requisito para a
avaliação da Disciplina de Contabilidade
I ntermediaria para a obtenção e atribuição de
nota da Atividade Avaliativa.



Prof. Me. Giselle Zanardi






SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 1
ETAPA 1 – CONHECIMENTOS SOBRE APURAÇÃO DO RESULTADO .................... 2
Passo 2- Balancete de Verificação da Companhia Beta ......................................................... 2
Passo 3 – Apresentação do lucro apurado pela Companhia Beta, antes do Imposto de Renda
e da contribuição social sobre o lucro ..................................................................................... 2
ETAPA 2 – DIFERENÇAS ENTRE REGIME DE CAIXA E REGIME DE
COMPETENCIA ...................................................................................................................... 3
Passo 3 – Contabilização ........................................................................................................ 4
ETAPA 3 – CONTAS RETIFICADORAS ............................................................................ 5
Passo 1 – Existem contas retificadoras no Passivo? Sim........................................................ 5
Passo 2 – Cálculos e Contabilização de Exaustão, Amortização e Depreciação Acumulada. 6
ETAPA 4: CONCEITOS E ELABORAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO ................ 8
REFERENCIAS ..................................................................................................................... 22




1 Atps de Contabilidade Intermediaria
INTRODUÇÃO

A presente Atps aborda os principais conceitos aplicados à Contabilidade
Intermediária bem como a resolução do desafio proposto nas etapas da mesma. Dentre os
conceitos e aplicações presentes nesta Atps está o Balancete de Verificação, importante para
verificar se os lançamentos obedeceram ao método das partidas dobradas e se os saldo tanto
devedor e credor estão equilibrados, passo importante a ser seguindo antes da elaboração dos
demais relatórios contábeis vê também conceitos sobre regime de caixa e competência, contas
retificadoras, ou redutoras, e conceitos que envolvem Folha de pagamento bem como cálculos
dos encargos presentes na mesma. Os conhecimentos destes conceitos são de suma
importância para o contador, pois em estão presentes em suas atividades diárias e são
essenciais no perfil do mesmo.
















2 Atps de Contabilidade Intermediaria
ETAPA 1 – CONHECIMENTOS SOBRE APURAÇÃO DO RESULTADO
Passo 2- Balancete de Verificação da Companhia Beta
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO SALDO
CONTAS DEVEDOR CREDOR
Receita de Serviços R$ 477.000
Duplicatas Descontadas ( Curto Prazo)

R$ 57.000
Fornecedores ( Curto Prazo)

R$ 90.000
Duplicatas a receber ( Curto Prazo) R$ 180.000
Veículos R$ 45.000
Provisão para Crédito de Liquidação
duvidosa

R$ 33.000
Despesas com Vendas R$ 27.000
Duplicatas a Pagar ( Curto prazo)

R$ 54.000
Empréstimos ( Longo Prazo)

R$ 45.000
Reserva de Lucro

R$ 60.000
Despesas de Depreciação R$ 37.500
Despesas com salários R$ 189.000
Despesas com Impostos R$ 52.500
Capital Social

R$ 294.000
Dividendos a Pagar (Curto Prazo)

R$ 6.000
Móveis e Utensilios R$ 285.000
Equipamentos R$ 270.000
Disponivel R$ 30.000
TOTAL R$ 1.116.000 R$ 1.116.000

Passo 3 – Apresentação do lucro apurado pela Companhia Beta, antes do Imposto de
Renda e da contribuição social sobre o lucro.
Para apurar o Resultado do Exercício é preciso encerrar todas as contas de
resultados, isto é, as Receitas, Despesas e Custos, de modo a deixá-las com saldo igual a zero,
cuja contrapartida seria dada em uma única conta, denominada “Resultado do exercício”
(ARE). Consequentemente, as receitas serão creditadas e as despesas, debitadas na conta
“Resultado do exercício”. A diferença entre os débitos e créditos da conta “Resultado do
exercício” será:
 lucro, se for credor;
3 Atps de Contabilidade Intermediaria
 prejuízo, se for devedor. Naturalmente, se o total das receitas for igual ao das
despesas, a empresa não terá obtido nem lucro nem prejuízo, isto é, obterá resultado
nulo.
Receita de serviços
477000,00 477.000,00

Despesas com depreciação
37500,00 37.500,00







ETAPA 2 – DIFERENÇAS ENTRE REGIME DE CAIXA E REGIME DE
COMPETENCIA
REGIME DE COMPETENCIA
Neste regime os efeitos financeiros das transações e eventos são reconhecidos nos
períodos os quais ocorrem independente de terem sido recebidos ou pagos. O registro do
documento se dá na data que o evento aconteceu, este evento pode ser uma entrada (venda)
ou uma saída (despesas e custos). A contabilidade define o Regime de Competência como
sendo o registro do documento na data do fato gerador (ou seja, na data do documento, não
importando quando vou pagar ou receber). A Contabilidade se utiliza do Regime de
Competência, ou seja, são contabilizados como Receita ou Despesa, os valores dentro do mês
de Competência (quando Gerados), na data onde ocorreu o fato Gerador, na data da realização
do serviço, material, da venda, do desconto, não importando para a Contabilidade quando vou
pagar ou receber, mas sim quando foi realizado o ato.

ARE
27000,00 477000,00
37500,00
189000,00
52500,00
306000,00 4777000,00
171.000,00
Despesas com Impostos
52500,00 52.500,00
Despesas com vendas
27000,00 27.000,00
Despesas com Salários
189000,00 189.000,00
4 Atps de Contabilidade Intermediaria
REGIME DE CAIXA
O regime de caixa representa o reconhecimento das receitas, custos e despesas,
pela entrada e saída efetiva da moeda. Neste regime, as receitas são reconhecidas somente no
momento em que o cliente paga a fatura, e as despesas são reconhecidas no momento em que
são efetivamente pagas. Tanto as empresas optantes pelo Lucro Presumido, quanto ao Simples
Nacional sendo que são regulamentados respectivamente pela Instrução Normativa SRF nº
104, de 24 de agosto de 1998 e Resolução CGSN nº 38, de 1º de setembro de 2008.
Exemplo 1 - Compra a prazo e venda à vista
A empresa Capacete e Cia no dia 01/08/2012 comprou 50 capacetes no valor de
R$ 4.500,00 para pagar em 30, 60, 90 dias, e 5 dias após a chegada ao estoque da loja, houve
o interesse de uma empresa em comprar os 50 capacetes efetuando a compra no valor de
R$8.500,00 com pagamento á vista em dinheiro.
O valor R$8.500,00 entra no ativo circulante, mas a mercadoria ainda não foi paga, portanto
ela não pode considerar esse valor como sobra, pois ainda tem obrigações sobre a compra
realizada.
Exemplo 2
Entrada de dinheiro que não seja a venda de seus produtos, venda de um imobilizado como
um terreno.
Exemplo 3
Quando um cliente paga antecipado uma duplicata no período contábil, entra no ativo
circulante antes do prazo, aumentando o ativo.
Passo 3 – Contabilização

Ajudar o contador da empresa a contabilizar a operação descrita neste passo, de acordo com o
Regime de Competência, e responder às questões a seguir, considerando que:

A Companhia Beta contratou, em 01/08/2010, um seguro contra incêndio para sua fábrica,
com prazo de cobertura de três anos e vigência imediata. O prêmio foi de R$ 27.000,00, pago
em 3 parcelas iguais mensais, sem juros, sendo a última paga em 01/11/2010.


Com base nas informações acima, responder:

1) De acordo com o Regime de Competência, a Companhia Beta deverá ter lançado em
sua escrituração contábil, como despesa de seguro, no exercício findo em 31/12/2010,
o total de:
5 Atps de Contabilidade Intermediaria
Resposta: R$ 3.750,00, pois a cada mês, da contratação até 31/12/2014 compreende 5 meses e
portanto, terá que apropriar a respectiva despesas do mês que é R$ 750,00, que é resultado do
total contratado R$ 27.000,00 dividido pelos respectivos meses de cobertura, 3 anos (36
meses).

2) Elaborar os lançamentos das seguintes operações:
a) Pelo registro do seguro (em 01/08/2010).
b) Pagamento da primeira parcela (01/09/2010).
c) Apropriação como despesa da primeira parcela (31/08/2010).

Contabilização:

a) Pela Contratação do Seguro;
D – Seguros a Apropriar (AC)
C - Seguros a Pagar (PC) R$ 27.000,00

b) Pelo Pagamento da 1ª Parcela (01/09/2010);
D – Seguros a Pagar (PC)
C – Caixa/Banco (AC) R$ 9.000,00

c) Pela Apropriação da Despesa no 1º mês de vigência do Seguro (Agosto);
D – Despesas com Seguros (CR)
C – Seguros a Apropriar (AC) R$ 750,00

ETAPA 3 – CONTAS RETIFICADORAS

Passo 1 – Existem contas retificadoras no Passivo? Sim.
As contas retificadoras do PASSIVO são classificadas assim, pois possuem saldo devedor (-)
são elas:
 Deságio a Amortizar (na emissão de debêntures abaixo do par);
 Juros a vencer.











6 Atps de Contabilidade Intermediaria
Passo 2 – Cálculos e Contabilização de Exaustão, Amortização e Depreciação
Acumulada.

EXAUSTÃO
CUSTO DE AQUISIÇÃO DA MINA

1.050.000,00
VALOR RESIDUAL

210.000,00
VALOR A EXAURIR (1.050.000– 210.000 = 840.000)

840.000,00
8% EM 2010

67.200,00
EXAUSTÃO MENSAL (67.200/12) 5.600,00



CONTABILIZAÇÃO


D - EXAUSTÃO (CR)


C- EXAUSTÃO ACUMULADA (ANC) 5.600,00
DEPRECIAÇÃO
EQUIPAMENTO

168.000,00
VALOR RESIDUAL

21.000,00
VIDA ÚTIL

6 ANOS
VALOR DEPRECIÁVEL (168.000-21.000)

147.000,00
TAXA ANUAL (100%/6)

16,67
DEPRECIAÇÃO ANUAL ( 147.000*16,67%) 24.504,90
DEPRECIAÇÃO MENSAL (24.504,90/12) 2.042,08
OBS: USADO O MÉTODO LINEAR (OU QUOTAS CONSTANTES)
CONTABILIZAÇÃO


D - DEPRECIAÇÃO (CR)

C- DEPRECIAÇÃO ACUMULADA (ANC)

2.042,08
AMORTIZAÇÃO
BENFEITORIAS

92.400,00
VIDA ÚTIL

15 ANOS
TAXA ANUAL (100%/15)

6,67
AMORTIZAÇÃO ANUAL (92.400*6,67%) 6.163,08
AMOTIZAÇÃO MENSAL (6.163,08/12) 513,59
CONTABILIZAÇÃO


D - AMORTIZAÇÃO (CR)
C- AMORTIZAÇÃO ACUMULADA (ANC) 513,59

Passo 4 - Utilizando o quadro a seguir, desenvolver a contabilização no Livro Razão:

Quadro 1 – Carteira de Contas a Receber

Classe de Devedor À receber PCLD Liquido % de PCLD
Classe A 110.000 550 109.450 0,50
Classe B 93.000 930 92.070 1,00
Classe C 145.000 4350 140.650 3,00
Classe D 80.000 8000 72.000 10,00
Total 428.000 13830 414170 3,34
7 Atps de Contabilidade Intermediaria
a) Os Clientes da Classe A pagaram R$ 109.450 dos R$ 110.000 que deviam.

Duplicatas a
receber

PCLD

CAIXA
110.000 550

550 550

109.450
109.450 109.450

















b) Os Clientes da Classe B pagaram integralmente o valor devido, sem perda com a PCLD.

Dup. A Receber

CAIXA

PCLD

Reversão da
PCLD(Receita)
93.000 93.000

93.000

930 930

930
























c) Os Clientes da Classe C pagaram R$ 130.000; portanto, PCLD foi insuficiente.

Dup. A Receber

CAIXA

PCLD

Perdas Não esperada
145.000 4.350

130.000

4.350 4.350

10.650

140.650 10.650







130.000 130.000
















d) O Cliente da Classe D entrou em processo de falência; portanto, não há expectativa de
recebimento do valor de R$ 80.000.

Dup. A Receber

PCLD

Perdas Não esperada
80.000 8.000

8.000 8.000

72.000

72.000 72.000






















8 Atps de Contabilidade Intermediaria
ETAPA 4: CONCEITOS E ELABORAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO

A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, foi aprovada em 1º de maio de 1943,
pelo Decreto de Lei nº 5.452, e desde então tem sido a referência mais importante para a
elaboração da folha. De acordo com a mesma, temos a seguinte definição para empregador e
empregado:
 Empregador: de acordo com o art.2º da CLT, considera-se empregador a empresa, individual
ou coletiva que assume riscos da atividade econômica.
 Empregado: de acordo com o art 3º da CLT considera-se empregado toda pessoa física que
prestar serviços de natureza não eventual a empregador.
Alguns dos adicionais que o empregado pode receber são:
 Salários
 Abonos
 Adicional de insalubridade
 Adicional de periculosidade
 Gorjetas/gratificações
 13º salário
 Salário habitação/ alimentação
 Hora extras
 Adicional noturno.
Além dos adicionais existem também os descontos na folha de pagamento. Os
impostos e as contribuições são obrigatórios por lei e podem ser descontados do empregado
sem autorização. Os mais recorrentes são INSS, IRRF, contribuição sindical e contribuição
assistencial. A empresa também paga o seu INSS patronal cuja alíquota pode chegar a 28%,
além do FGTS que é recolhido mensalmente, representando para a empresa uma despesa de
8% sobre o valor bruto da folha de pagamento.
Ao decorrer desta etapa apresentaremos, conceitos mais específicos a respeito
principais adicionais e descontos que formam a folha de pagamento.

INSALUBRIDADE, PERICULOSIDADE, HORAS EXTRAS, ADICIONAL
NOTURNO, VALE TRANSPORTE E SALÁRIO-FAMÍLIA.

INSALUBRIDADE: Segundo o Art. 189 da CLT: São consideradas atividades ou
operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho,
9 Atps de Contabilidade Intermediaria
exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados
em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.
A eliminação ou neutralização da insalubridade ocorrerá:
 Com a adoção de medidas que conservem o ambiente do trabalho dentro dos limites de
tolerância;
 Com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam a
intensidade do agente agressivo aos limites de tolerância;
O exercício de trabalho em condições insalubres, acima dos limites de tolerância
estabelecidas pelo ministério do trabalho, assegura a percepção de adicional de 40% (quarenta
por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento), sobre o salário mínimo da região,
segundo se classifiquem nos graus máximos, médio e mínimo, respectivamente, conforme
prevê o art.192 da CLT. A caracterização destes graus é feita através da pericia, a cargo de
médico ou de engenheiro do trabalho, segundo as normas do MTE.
Então, entendemos que insalubridade segundo a CLT, abrange todos os riscos físicos,
químicos e biológicos existentes no ambiente de trabalho, e são capazes de causarem doenças
graves devido ao tempo de exposição à esses riscos.

PERICULOSIDADE: Segundo Lei nº 12.740, de 8 de dezembro de 2012,
regulamentação aprovada pelo ministério do trabalho, que altera o Art. 193 da CLT: São
consideradas atividades ou operações perigosas, aqueles que, por sua natureza ou métodos do
trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de
risco acentuado.
Vale ressaltar que, segundo artigo publicado por Fabiano Cavalcanti (disponível em:
http://www.fonosp.org.br/publicar/conteudo.php?id=549), líquido inflamável é todo aquele
que possui ponto de fulgor inferior a 70ºc e pressão de vapor que não exceda 2,8kg/cm²
absoluta 37,7ºc e explosivos são substancias capazes de rapidamente se transformarem em
gases, produzido calor intenso e pressões elevadas.
O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de
30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios
ou participações nos lucros da empresa.
Deve- se considerar que um trabalhador desenvolve uma atividade perigosa quando
esta causa risco a sua vida ou a incolumidade física. Segundo a legislação o adicional de
periculosidade, também é um direito constitucional, previsto, atualmente, no art.7º, inciso
XXIII de nossa Constituição Federal. Onde temos:
10 Atps de Contabilidade Intermediaria
“Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na
forma da lei; Em nossa CLT, o adicional de periculosidade também encontra
previsão legal, sobretudo em seu capítulo v (da segurança e medicina do trabalho),
que na SEÇÃOXIII, trata das atividades insalubres ou perigosas, artigos 193. Para
finalizar como acontece com o adicional de insalubridade, a caracterização da
periculosidade deverá ser feita por intermédio de perícia técnica, elaborada por
médico ou engenheiro do trabalho, que através de um laudo técnico irá declarar se
aquela categoria ou mesmo, aquele determinado empregado que, pleiteia este direito,
se enquadra nos requisitos definidos pela a lei para a caracterização da atividade
perigosa e por consequência, se tem direito ao recebimento do respectivo adicional.”
(Constituição Federal, Artigo 7º, inciso XXIII)


HORAS EXTRAS: O Art. 59 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) diz que:
A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não
excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante
contrato coletivo de trabalho.
Já a Constituição Federal estabelece em seu art. 7º, Inciso XVI, que o valor do
trabalho em horas extras deve ser acrescido de no mínimo mais 50%. Sendo que é comum os
acordos ou convenções coletivas tratarem das horas extras, bem como definirem percentuais
superiores ao constante na Constituição Federal.

ADICIONAL NOTURNO: ACLT traz em seu Art. 73 que o trabalho noturno terá
remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de
20%, pelo menos, sobre a hora diurna. O § 2º diz que se considera noturno o trabalho
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.

VALE TRANSPORTE: É fundamentado na LEI Nº 7.418, DE 16 DE DEZEMBRO
DE 1985 que em seu Art. 1º dispõe: o empregador, pessoa física ou jurídica, antecipará ao
empregado para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-
versa, através do sistema de transporte coletivo público, urbano ou intermunicipal e/ou
interestadual com características semelhantes aos urbanos, geridos diretamente ou mediante
concessão ou permissão de linhas regulares e com tarifas fixadas pela autoridade competente,
excluídos os serviços seletivos e os especiais. (Redação dada pela Lei nº 7.619, de 30.9.1987).
Ou seja, é uma obrigação do empregador a todo empregado que o solicitar, no sentido de
prover o seu deslocamento da residência para o trabalho e vice-versa. Para isso o empregado
disporá de 6% de seu salário-base.
11 Atps de Contabilidade Intermediaria

SALÁRIO-FAMÍLIA: Regulamentado pela LEI Nº 4.266, DE 3 DE OUTUBRO DE
1963. Art. 1º. O salário-familia, instituído por esta lei, será devido, pelas empresas vinculadas
à Previdência Social, a todo empregado, como tal definido na Consolidação das Leis do
Trabalho, qualquer que seja o valor e a forma de sua remuneração, e na proporção do
respectivo número de filhos.
De acordo com a Portaria Interministerial MPS/MF nº 15, de 10 de janeiro de 2013
valor do salário-família será de R$ 33,16, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido,
para quem ganhar até R$ 646,55. Para o trabalhador que receber de R$ 646,55 até R$ 971,78,
o valor do salário-família por filho de até 14 anos de idade ou inválido de qualquer idade será
de R$ 23,36.

5.1. Conceitos Previdência Social, Imposto De Renda, Fgts, Contribuição
Confederativa, Contribuição Sindical, Faltas E Pensão Alimentícia
(A) CONTRIBUIÇÃO PARA PREVIDÊNCIA – INSS: A Previdência Social é um seguro
que garante uma aposentadoria ao contribuinte quando ele parar de trabalhar. Para ter direito a
esse benefício, o trabalhador deve pagar uma contribuição mensal durante um determinado
período ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O INSS é a contribuição devida a Previdência Social, por todo empregado inclusive o
doméstico, os percentuais variam conforme o salário de contribuição, limitado a um teto
máximo, podendo ser de 8%, 9% e 11% (em tabela definida pelo o INSS). Observação:
Devido a CPMF as alíquotas vigentes (atualmente) são de 7,65%, 8,65%,9% ou 11%. A
redução das alíquotas deve ser aplicada para salário-de-contribuição de até03 salários
Mínimos.

b) - IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE – IRRF: O IRRF é um imposto
administrado pela Receita Federal do Brasil, índice sobre os salários e deve ser retido, ou
descontado em folha.
Para cálculo do Imposto de Renda é importante verificar as verbas que sofrem
incidências, que podem ser verificadas na Instrução Normativa SRF nº 15 de 6 de fevereiro de
2001. É importante observar que o cálculo do Imposto de Renda será efetuado sobre o valor
recebido pelo funcionário. O cálculo será efetuado sempre pela data de pagamento, ainda que
o mês de referência seja outro.

12 Atps de Contabilidade Intermediaria
c) - FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO – FGTS: O FGTS (Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço) representa uma despesa para a empresa, pois consiste em
recolher 8% sobre o valor bruto da folha de pagamento à Caixa Econômica Federal, em nome
dos empregados. É regulamentado pela Lei nº 9.491, de 1997.

d) - CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA: A contribuição confederativa, cujo objetivo
é o custeio do sistema confederativo - do qual fazem parte os sindicatos, federações e
confederações, tanto da categoria profissional como da econômica - é fixada em assembléia
geral. Tem como fundamento legal o art. 8º, IV, da Constituição.
A contribuição assistencial é prevista na alínea "e", do art. 513, da CLT. É aprovada
pela assembléia geral da categoria e fixada em convenção ou acordo coletivo de trabalho ou
sentença normativa e é devida quando da vigência de tais normas, porque sua cobrança está
relacionada com o exercício do poder de representação da entidade sindical no processo de
negociação coletiva.

e) - CONTRBUIÇÃO SINDICAL: Na folha de pagamento do mês de março, a empresa é
obrigada a descontar um dia de trabalho de todos os empregados, qualquer que seja a forma
da referida remuneração. Art.580 e 582(CLT)
O artigo 149 da Constituição Federal prevê a Contribuição Sindical, nos seguintes
termos:
"Art. 149 - Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de
intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,
como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observada o disposto nos art. 146, III
e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que
alude o dispositivo.
“Parágrafo único - Os Estados, o Distrito Federal e os municípios poderão instituir
contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de sistemas de
previdência e assistência social.”
Os artigos 578 e 579 da CLT prevêem que as contribuições devidas aos sindicatos,
pelos que participem das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais
representadas pelas referidas entidades, têm a denominação de "Contribuição Sindical".

13 Atps de Contabilidade Intermediaria
f) – FALTAS: A legislação trabalhista admite determinadas situações em que o empregado
poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, as dispensas legais são
contadas em dias de trabalho, dias uteis para o empregado.
Falta admissível;
O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário.
 Até 2(dois) dias consecutivos em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, irmão ou
pessoa que, declarada em sua carteira de trabalho e previdência social, viva sob sua
dependência econômica;
 Até 3(três) consecutivos, em virtude de casamento;
 Por 5(cinco) dias, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana.

g) - PENSÃO ALIMENTÍCIA: O valor a ser descontado da pensão alimentícia deverá ser
estipulado em percentual da sua renda. Para cálculo da alíquota, influirá o número total de
filhos menores que ele possui e o quanto esse percentual representa em valor real.
Secundariamente, também afetará se ele possui outros dependentes (esposa, pais, enteados e
etc...).

5.2. Elaboração Da Folha De Pagamento Da Empresa Aliança Ltda Referente Ao
Mês De Março De 2011

Para a elaboração da folha de pagamento temos os seguintes dados:
funcio
nário
Salário-
base
Filhos
menor
es de
14
anos
Horas
Extras
Adc. De
Insalubridade
Adc. de
periculosidade
Pensão
Alimentícia
Vale
Transporte
Faltas
1 R$
3.500,00
2 10 Grau
Máximo
Não Não Não 0
2 2.850,00 1 5 Não Sim 25% Não 0
3 800 1 15 Não Não Não 6% 0
4 4.500,00 2 10 Grau
Máximo
Sim 30% Não 3
5 2.350,00 1 6 Não Não Não Não 1
6 5.350,00 0 Não Não Não Não Não 0
7 510 1 15 Não Não Não 6% 0

14 Atps de Contabilidade Intermediaria
De antemão faz-se necessário a ciência da tabela de contribuição dos segurados
empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a
partir de 1º de janeiro de 2011.

Tabela 09: Índices para cálculo do INSS
SALÁRIO DE
CONTRIBUIÇÃO (R$)
ALÍQUOTA PARA FINS DE
RECOLHIMENTO AO INSS
Até 1.106,90 8,00%
De 1.106,91 até 1.844,83 9,00%
De 1.844,84 até 3.689,66 11,00%
Fonte: http://www.previdencia.gov.br/

Tabela 10: Índices para cálculo do Imposto de Renda Retido da fonte para 2011
Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR
(R$)
Até 1.566,61 - -
De 1.566,62 até 2.347,85 7,5 117,49
De 2.347,86 até 3.130,51 15 293,58
De 3.130,52 até 3.911,63 22,5 528,37
Acima de 3.911,63 27,5 723,95
Fonte: http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/contribfont.htm
De posse dessas informações é possível calcular os descontos para cada funcionário,
como mostrado a seguir.
 FUNCIONÁRIO 1:
Dados para a folha de pagamento do funcionário 1:
Em R$
Salário Base 3.500,00
Adc. De Insalubridade 218,00
Salário Mensal 3.718,00
Salário Hora 16,90
Salário Hora Extra 253,50
Salário Bruto 3.971,50
INSS 405,8626
Base IRRF 3.565,64
IRRF 273,90

Onde, o valor do salário base é dado na ATPS, o adicional de insalubridade
corresponde a 40% do salário mínimo vigente em 2011(R$ 545,00), o salário mensal é
resultante da soma do salário base mais o adicional de insalubridade; o valor da hora extra é
igual ao valor da hora normal acrescida de mais 50%, vezes o número de horas extras
15 Atps de Contabilidade Intermediaria
trabalhadas; o salário bruto é igual ao salário mensal mais o valor das horas extras; o INSS é
calculado de acordo com o teto correspondente encontrado na tabela 09; o IRRF é calculado
de acordo com os índices apresentados na tabela 10, nesse caso 22,5% de R$ 3.565,64, de
onde será deduzida a parcela de R$ 528,37. Assim chegamos ao salário liquido do funcionário
01 como mostra a tabela abaixo:
Tabela 11: Cálculo da Folha de Pagamento do Funcionário 01:
Salário base 3.500,00
(+) Ad.In + 218,00
(+)SHE + 253,00
= Salário bruto = 3971,50
(-) Dedução do INSS (teto) - 405,86
= Base do IRRF = 3565,64
(-) IRRF - 273,90
= Salário Liquido = 3291,74
Fonte: O autor
 Funcionário 02:
Dados para a folha de pagamento:
Funcionário 2
Em R$
Salário Base 2850,00
Adc. De Periculosidade 855,00
Salário Mensal 3705,00
Salário Hora 16,84091
Salário Mensal 2 3.831,31
Salário Bruto 2873,48
INSS 316,08
Base IRRF 2557,39
IRRF 90,03

Onde, o valor do salário base é dado na ATPS, o adicional de periculosidade
corresponde a 30% do salário base; o valor da hora extra é igual ao valor da hora normal
acrescida de mais 50%, vezes o número de horas extras trabalhadas; o salário mensal é
resultante da soma do salário base mais o adicional de periculosidade, mais o valor das horas
extras; o salário bruto é igual ao salário mensal menos o valor da pensão alimentícia; o INSS é
calculado de acordo com o teto correspondente encontrado na tabela 09; o IRRF é calculado
de acordo com os índices apresentados na tabela 10, nesse caso 15 % de R$ 2.557,39, de onde
será deduzida a parcela de R$ 293,58. Assim chegamos ao salário liquido do funcionário 02,
como mostra a tabela abaixo:


16 Atps de Contabilidade Intermediaria
Tabela 12: Calculo da folha de pagamento do Funcionário 02:
Salario base 2.850,00
(+) Ad.Pe + 855,00
(+)SHE + 126,30
(-) Pensão Alimentícia - 957,83
= Salario bruto = 2.873,48
(-) Dedução do INSS - 316,08
= Base do IRRF = 2.557,39
(-) IRRF - 90,03
= Salario Liquido = 2.467,37
Fonte: O autor
 Funcionário 3:
Dados:
Funcionário 3 Em R$
Salário Base 800,00
Vale Transporte 48,00
Salário Família 20,73
Salário Hora 3,512409
Salário Hora Extra 79,0292
Salário Mensal 772,73
Salário Bruto 851,7592
INSS 68,14074
Base IRRF 783,6185

Onde, o valor do salário base é dado na ATPS; o vale transporte corresponde a 6% do
salário base; o valor da hora extra é igual ao valor da hora normal acrescida de mais 50%,
vezes o número de horas extras trabalhadas; o salário mensal é resultante da soma do salário
base menos o valor do vale transporte; o salário bruto é igual ao salário mensal mais o valor
da hora extra; o INSS é calculado de acordo com o teto correspondente encontrado na tabela
09; o IRRF neste caso é isento. Assim, chegamos ao salário liquido do funcionário 03, como
mostra a tabela abaixo:

17 Atps de Contabilidade Intermediaria
Tabela 13: Calculo da folha de pagamento do Funcionário 03:
Salário Base 800,00
(-) Vale Transporte - 48,00
(+) Salário Família + 20,73
(+) SHE + 79,02
= Salário Bruto = 851,75
(-) INSS - 68,14
= Base do IRRF = 783,61
(-) IRRF ISENTO
= Salário Líquido = 783,57
Fonte: O autor
 Funcionário 04:
Dados:
Funcionário 4 Em R$
Salário Base 4.500,00
Adc. De Periculosidade 1350,00
Salário Mensal 5.850,00
Salário Hora 26,59091
Salário Hora Extra 398,8636
Salário Mensal +SHE 6.248,86
Faltas 624,89
Salário Mensal - Faltas 5.623,98
Pensão Alimentícia 1.687,19
Salário Bruto 3.936,78
INSS 405,8626
Base IRRF 3.530,92
IRRF 266,0873

Onde, o valor do salário base é dado na ATPS; o adicional de periculosidade
corresponde a 30% do salário base; o valor da hora extra é igual ao valor da hora normal
acrescida de mais 50%, vezes o número de horas extras trabalhadas; o valor descontado das
faltas corresponde ao SB+AP+SHE/30*QTDADE DE FALTAS; a pensão alimentícia
corresponde a 30% do salário mensal, incluídas horas extras menos o valor das faltas; o
salário mensal é resultante da soma do salário base menos o valor do vale transporte; o salário
bruto é igual ao salário mensal mais o valor da hora extra; o INSS é calculado de acordo com
o teto correspondente encontrado na tabela 09; o IRRF é calculado de acordo com os índices
apresentados na tabela 10; nesse caso 22,5% de R$ 3.530,92, de onde será deduzida a parcela
de R$ 528,37. Assim, chegamos ao salário liquido do funcionário 04, como mostra a tabela
abaixo:
18 Atps de Contabilidade Intermediaria
Tabela 13: Calculo da folha de pagamento do Funcionário 04:
Salario base 4500,00
(+) Ad.Pe + 1350,00
(+) SHE + 398,85
(-) Valor das faltas - 624,90
(-) P.A - 1687,19
= Salario Bruto = 3936,76
(-) INSS (teto) - 405,86
= Base do IRRF = 3530,90
(-) IRRF - 266,08
Salario Liquido = 3264,82
Fonte: O autor
 Funcionário 05:
Dados:
Funcionário 5 Em R$
Salário Base 2350,00
Salário Hora 10,68182
Salário Hora Extra 96,13636
Salário Mensal +SHE 2446,136
Faltas 81,53788
Salário Bruto 2364,598
INSS 260,1058
Base IRRF 2104,493
IRRF 157,8369
Onde, o valor do salário base é dado na ATPS; o valor da hora extra é igual ao valor
da hora normal acrescida de mais 50%, vezes o número de horas extras trabalhadas; o valor
descontado das faltas corresponde ao SB+ SHE/30*QTDADE DE FALTAS; o salário bruto é
igual ao salário mensal mais o valor da hora extra menos o valor das faltas; o INSS é
calculado de acordo com o teto correspondente encontrado na tabela 09; o IRRF é calculado
de acordo com os índices apresentados na tabela 10; nesse caso 7,5% de R$ 2104,493, de
onde será deduzida a parcela de R$ 117,49. Assim, chegamos ao salário liquido do
funcionário 05, como mostra a tabela abaixo:
Tabela 14: Calculo da folha de pagamento do Funcionário 05:
Salario base 2350,00
(+) SHE + 96,12
(-) Valor das Faltas - 81,54
= Salario Bruto =2446,136
(-) INSS - 260,10
= Base do IRRF = 2104,49
(-) IRRF - 40,35
Salario Liquido = 2064,11
Fonte: O autor
19 Atps de Contabilidade Intermediaria
 Funcionário 06:
Dados:
Funcionário 6 Em R$
Salário Base 5350,00
INSS 405,8626
Base IRRF 4944,137
IRRF 635,6878
Onde, o valor do salário base é dado na ATPS; não existem adicionais; o INSS é
calculado de acordo com o teto correspondente encontrado na tabela 09; o IRRF é calculado
de acordo com os índices apresentados na tabela 10; nesse caso 27,5% de R$ 4944,137, de
onde será deduzida a parcela de R$ 723,95. Assim chegamos ao salário liquido do funcionário
04 como mostra a tabela abaixo:
Tabela 15: Calculo da folha de pagamento do Funcionário 06:
Salário Base 5350,00
(-) INSS (Teto) - 405,86
= Base do IRRF = 4944,14
(-) IFFR - 635,69
= Salário Líquido = 4.305,45
Fonte: O autor
 Funcionário 07:
Dados:
Funcionário 7 Em R$
Salário Base 510,00
Vale Transporte 30,60
Salário Família 29,41
Salário Mensal 509,10
Salário Hora 2,314091
Salário Hora Extra 51,98
Salário Bruto 560,79
INSS 44,89336


Onde, o valor do salário base é dado na ATPS; o vale transporte corresponde a 6% do
salário base; o valor da hora extra é igual ao valor da hora normal acrescida de mais 50%,
vezes o número de horas extras trabalhadas; INSS é calculado de acordo com o teto
correspondente encontrado na tabela 09; o IRRF é insento.

20 Atps de Contabilidade Intermediaria
Tabela 16: Calculo da folha de pagamento do Funcionário 07:
Salário Base 510,00
(-)Vale Transporte - 30,60
(+) Salário Familia + 29,41
(+)SHE + 51,98
= Salário Bruto = 560,79
(-) INSS - 44,86
=Base do IRRF = 515,93
(-) IRRF ISENTO
=Salário Liquido = 515,93
Fonte: O autor

6. FRAUDE CONTÁBEIS
 O Caso Enron
Estabelecida em Houston, Texas com aproximadamente 21.000 funcionários a Enron
Corporation chegou a ser a sétima maior companhia dos EUA e uma das maiores do mundo
em distribuição de energia, gás natural e comunicações, seu faturamento chegou a atingir
$101 bilhões de dólares em 2000 pouco antes do escândalo financeiro que culminou com sua
falência.
A empresa utilizava um estratagema contábil para manipular os números das
demonstrações contábeis. Após perceber que poderiam contabilizar os ganhos futuros como
receita corrente, a administração da Enron manipulava suas demonstrações inserindo nos
balanços receitas inexistentes, aumentando a lucratividade e com isso faziam com que o preço
das ações disparassem no mercado financeiro.
A empresa transferia passivos, camuflava despesas, alavancava empréstimos, leasings,
securitizações e montava arriscadas operações com derivativos". E era acobertada pela
empresa de auditoria que também lhe prestava consultoria.

 O Caso Da Xerox
Assim como a Enron, a empresa XEROX conhecida mundialmente como inventora da
“fotocopiadora”, também inflava seus balanços contábeis ocultando uma lacuna de milhões de
dólares entre os resultados operacionais reais e aqueles que eram declarados ao público
investidor. A empresa contabilizava receitas de vendas e locação de equipamentos feitos a
prazo como se fossem a vista. Isso permitia que seu resultado fosse muito melhor. E assim,
ela faturava muito na venda de suas ações. Com esse método também objetivava conseguir
21 Atps de Contabilidade Intermediaria
financiamentos, empréstimos, renovação de contratos com grandes empresas e grandes
clientes e atrair investidores no mercado de ações.

 O Caso Do Pan Americano:
O Caso do Banco PAN AMERICANO do grupo Sílvio Santos, foi uma das maiores
fraudes contábeis do Brasil. Desde 2006 o referido vinha acumulando irregularidades
contábeis, inflando seus balanços por meio do registro de carteiras de créditos que haviam
sido vendidas a outras instituições como parte de seu patrimônio. As irregularidades foram
descobertas pelo Banco Central, em 2010, e já estava em torno de R$ 4,3 bilhoes.
Vale ressaltar que, a respeito da venda de carteiras de empréstimos entre bancos, as
normas determinam que esses financiamentos sejam retirados da lista de ativos e sejam
colocados em uma conta a parte de compensação, sendo abatidos a medida em que são pagos.
Mas na verdade, eles estavam sendo devolvidos a conta original, o que inflava ativos e
receitas e reduzia despesas.
Além disso, o inquérito feito pela PF inclui acusações de gestão fraudulenta, prestação
falsa de informações, inserção de elementos falsos em demonstrativos contábeis, formação de
quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Os três exemplos de fraudes contábeis mostram claramente a inobservância aos
princípios Contábeis, em especial ao princípio da Oportunidade (que se refere ao processo de
mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras
e tempestivas), ao Princípio da Competência (que determina que os efeitos das transações e
outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem) e ao Princípio da Prudência
(que determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os
do PASSIVO).







22 Atps de Contabilidade Intermediaria
REFERENCIAS
Regime de Competência X Regime de Caixa. Disponível em:
http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/regime-de-competencia-x-regime-de-
caixa/20654/. Acesso em 05 de Ago. 2014.
Regime de caixa e regime de competência - o quê é e quais as diferenças. Disponível em:
http://metacontabil.blogspot.com.br/2009/08/regime-de-caixa-e-regime-de-competencia.html.
Acesso em 05 de Ago. 2014
Contabilidade Geral: Depreciação, Amortização e Exaustão. Disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=M2UWfUNF9ms. Acesso em 14 de Ago. 2014.
Depreciação. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=jo8Zh7JixzM. Acesso em
14 de Ago. 2014
Alíquotas do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - exercício de 2007 até o exercício
de 2011. Disponível em: http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/contribfont.htm. Acesso
em: 04 set. 2013.
CLT - Consolidação das Leis do Trabalho. Disponível em:
http://www.sato.adm.br/clt/clt_art_193.htm. Acesso em: 23 agos. 2013.

FAHL, Alessandra Cristina; MARION, José Carlos. Contabilidade Financeira. 2 ed. –
Valinhos: Anhanguera publicações Ltda, 2013.