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Etapas 3 e 4

SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA

O principal significado da 2
a
lei da termodinâmica é que ela estabelece a
direção na qual ocorre um determinado processo. Além disso, define o motor
térmico, o refrigerador e a temperatura termodinâmica.
Assim, por exemplo, uma xícara de café quente esfria em virtude da troca
de calor com o meio ambiente, mas o meio não pode ceder calor para a xícara.
A primeira lei, como vimos, não impõe a direção do processo, apenas
estabelece que em um processo cíclico o calor é igual ao trabalho.

Algumas definições

Reservatório Térmico ( ou Fonte de Calor) - Chamamos de reservatório
térmico qualquer sistema que possa fornecer ou receber calor sem alterar sua
temperatura. ( exemplos; oceano, atmosfera, combustíveis etc.)

Motor térmico (Máquina térmica) - Consideremos o sistema mostrado na
figura 5.1-1. Seja o sistema constituído pelo gás, e façamos que este sistema
percorra um ciclo no qual primeiramente realiza-se trabalho sobre o mesmo
através das pás do agitador, mediante o abaixamento do peso e completemos o
ciclo transferindo calor para o meio ambiente.



Da experiência sabemos que não podemos inverter o ciclo. Isto é, fornecer
calor ao gás e fazer com que ele levante o peso. Isto não contraria o primeiro
princípio embora não seja possível.
Essa ilustração nos leva a considerar a máquina térmica. Com uma
máquina térmica (ou motor térmico) é possível operar em um ciclo termodinâmico
realizando um trabalho líquido positivo e recebendo um calor líquido.
O conceito de motor térmico corresponde a um sistema ou instalação que
opere segundo um ciclo termodinâmico trocando calor com dois reservatórios
térmicos (recebendo calor líquido) e realizando trabalho mecânico. A figura 5.1-2

Figura 5.1-1 - sistema mostrando a restrição da segunda lei da termodinâmica
à direção do processo.



mostra o esquema de uma instalação a vapor, que funciona segundo o ciclo de
Rankine e é uma das máquinas térmicas mais importantes do desenvolvimento
industrial.
O trabalho útil de uma máquina térmica
como a da Figura 5.2-1 pode ser obtido
aplicando-se a primeira lei da termodinâmica
sobre todo o sistema como indicado na figura, ou
seja

Q Q W
H L
util
  
  (5.1-1)
onde, trabalho útil ( W
util

 ), é a diferença;

W W W
util T B
  
   (5.1-2)

Rendimento Térmico - Para uma
máquina térmica define-se um parâmetro chamado rendimento térmico,
representado pelo símbolo, 
T
, como:


T
util
H
Energia util
Energia Gasta
W
Q
 

(5.1-3)

Como mostra a Eq. 5.1-3 o rendimento térmico
expressa o aproveitamento da máquina térmica ao
transformar a energia térmica para energia mecânica no
eixo da turbina da Fig. 5.1-2
Na análise genérica dos motores térmicos faz-se
uso do esquema mostrado na figura 5.1-3. O esquema da
fig. 5.1-2 é específico para o sistema operando segundo o ciclo de Rankine como
dito anteriormente.
Observe-se que ao aplicarmos o balanço de energia no sistema definido
pela fronteira na Fig. 5.1-3, obtemos
imediatamente o resultado da Eq. 5.1-1.
O motor de combustão interna não
opera segundo um ciclo termodinâmico,
como já foi dito. Entretanto, os modelos
termodinâmicos de motores de combustão
interna, com o objetivo de análise térmica,
trabalham com ar em um ciclo
termodinâmico. A Fig. 5.1-4 mostra o
esquema de um ciclo teórico padrão ar de
motor de combustão interna.
A Fig.5.1-4a é o ciclo teórico para o motor por ignição (motor Otto) e a Fig.5.1-4b
é de um motor Diesel.

Figura 5.1-2 - Esquema de uma máquina
térmica operando em um ciclo

Fig. 5.1-3 - Esquema genérico
de um motor térmico

Figura 5.1-4 - Ciclo padrão ar Otto e Diesel




Refrigerador ou Bomba de Calor - Consideremos um outro ciclo como
mostra a Fig. 5.1-5, o qual sabemos experimentalmente
ser impossível na prática, embora a 1
a
lei da
termodinâmica não imponha qualquer restrição. Para
estes dois sistemas o calor pode ser transferido do
sistema de alta temperatura para o de baixa temperatura
de forma espontânea, mas o inverso não é possível de
ocorrer.
Esse sistema nos leva a considerar uma outra
máquina térmica, também de grande importância
industrial, — O refrigerador ou a bomba de calor. O
refrigerador ou a bomba de calor é um sistema (ou instalação ) que opera segundo
um ciclo termodinâmico recebendo trabalho ( potência) e transferindo calor da
fonte fria (do reservatório de baixa temperatura)
para a fonte quente ( reservatório de alta
temperatura). A Fig. 5.1-6 mostra o esquema de
um sistema de refrigeração ou bomba de calor
que opera por compressão de vapor (o mesmo
sistema será um refrigerador se estivermos
interessados no calor retirado da fonte fria e será
uma bomba de calor se nosso interesse for o
calor transferido à fonte quente).
Existem refrigeradores e bombas de calor
operando segundo outro princípio, entretanto
nosso interesse aqui é mostrar o refrigerador que
recebe potência e transfere calor da fonte fria para a fonte quente como mostrados
no esquema da figura 5.1-6.
Aplicando-se a primeira lei da termodinâmica para o sistema demarcado
na Fig. 5.1-6, temos;
Q Q W
L H C
   ( ) ou W Q Q
C H L
  (5.1-4)

Para um refrigerador ou bomba de calor não se define o parâmetro
rendimento mas um outro equivalente chamado de Coeficiente de eficácia, ,
Coeficiente de desempenho, ou Coeficiente de Performance, COP, como
segue

   COP
Energia util
Energia gasta

(5.1-5)

a equação 5.1-5 se aplicada ao refrigerador, fica:

( )
Re
   

COP
Q
W
Q
Q Q
frigerador
L
C
L
H L
(5.1-6)

e para a bomba de calor, resulta

Figura - 5.1-5 Esquema da
troca espontânea de calor


Fig. 5.1-6 - Esquema de um refrigerador ou
bomba de calor por compressão de vapor



( )    

COP
Q
W
Q
Q Q
Bomba de Calor
H
C
H
H L
(5.1-7)

Pode-se mostrar combinando a Eq. 5.1-6 com a Eq. 5.1-7 que:

( ) ( )
Re
      COP COP
Bomba de Calor frigerador
1 (5.1-8)
Enunciados da Segunda lei da Termodinâmica


Enunciado de Kelvin e Planck ( refere-se ao motor térmico) " É impossível a
um motor térmico operar trocando calor com uma única fonte de calor "
Este enunciado referente à máquina térmica nos diz que é impossível uma
máquina térmica com rendimento de 100 %, pois pela definição de rendimento
térmico

T
L
H
Q
Q
  1
o rendimento seria 100% se Q
L
= 0, ( apenas uma fonte de calor ) ou se Q
H
fosse infinito ( o que não é possível ! ). Assim, uma máquina térmica tem que
operar entre dois reservatórios térmicos — recebendo calor, rejeitando uma parte
do calor e realizando trabalho.

Enunciado de Clausius ( refere-se ao refrigerador ) " É impossível construir
um dispositivo que opere em um ciclo termodinâmico e que não produza outros
efeitos além da passagem de calor da fonte fria para a fonte quente "
Este enunciado está relacionado ao refrigerador ou bomba de calor e
estabelece ser impossível construir um refrigerador que opere sem receber
energia (trabalho). Isto indica ser impossível um, coeficiente de eficácia (
COP) infinito.


Observações Relativas à Segunda Lei da Termodinâmica

a) Os dois enunciados são negativos - Assim não é possível uma
demostração. Estes enunciados são baseados na observação experimental e no
fato de não terem sido refutados até os dias de hoje.

b) Os dois enunciados são equivalentes

c) A terceira observação é que a segunda lei da termodinâmica tem sido
enunciada como a impossibilidade de construção de um " Moto-Perpétuo de
Segunda Espécie "

Moto perpétuo de 1
a
espécie - Produziria trabalho do nada ou criaria
massa e energia - violaria a 1
a
lei da termodinâmica.




Moto perpétuo de 2
a
espécie - Violaria a segunda lei da termodinâmica
( rendimento 100% ou COP =  )

Moto perpétuo de 3
a
espécie - Motor sem atrito, conseqüentemente se
moveria indefinidamente mas não produziria trabalho

Processo Reversível - A pergunta que logicamente aparece é a seguinte:
Sendo impossível um motor térmico com rendimento 100% qual o máximo
rendimento possível. O primeiro passo para responder esta pergunta é definir um
processo ideal chamado " Processo Reversível "

Definição - "Processo reversível para um sistema é aquele que tendo
ocorrido pode ser invertido sem deixar vestígios no sistema e no meio".

As causas mais comuns da irreversibilidade ( contrário de reversível) nos
processos reais são: ATRITO, EXPANSÃO NÃO RESISTIVA, TROCA DE
CALOR COM DIFERENÇA FINITA DE TEMPERATURA, MISTURA DE
SUBSTÂNCIA DIFERENTES, EFEITO DE HISTERESE, PERDAS ELÉTRICAS
DO TIPO RI
2
, COMBUSTÃO, ETC.
Assim, para que um processo real se aproxime de um processo IDEAL
REVERSÍVEL, ele deve ser lento, sofrer transformações infinitesimais, equilíbrio
contínuo, trocar calor com diferenças mínimas de temperatura, mínimo de atrito,
etc. Todos os processos reais são IRREVERSÍVEIS.
Quando todos os processos que compõem um ciclo são ditos reversíveis, o
ciclo também será reversível.

Ciclo Carnot
Foi desenvolvido por pelo engenheiro Sadi Carnot (1796-1832), o seu uso é apenas
teórico. O ciclo Carnot é um ciclo ideal, partindo de transformações de gases perfeitos.
Seu funcionamento é composto por duas transformações adiabáticas e duas isotérmicas
alternadamente e isso permite menor perda de energia (calor) para o meio externo (fonte
fria). O rendimento desse ciclo é aproximadamente 72% o qual alias, nunca atingido por
um motor termico. Este ciclo teorico compõe as seguintes fases:
1-2 = compresão isotermica
2-3 = compressão adiabatica
3-4 = expansão isotermica
4-1 = expansão adiabatica





Figura 01 – Diagrama do ciclo de Carnot

Descrição teórica:
Primeira fase: compressão isotérmica
Uma massa gasosa é introduzida no cilindro e depois comprimida pelo pistão ―temperatura
constante‖, sendo o cilindro esfriado durante esta fase.
Segunda fase: compressão adiabática
Sendo interrompido o resfriamento do cilindro, continua-se a compressão rapidamente de modo
que nenhuma troca de calor tenha lugar entre o gás e o cilindro.

Terceira fase: expansão isotérmica
Ao passo que, durante a compressão isotérmica o cilindro deve ser resfriado, durante a expansão
isotérmica, este mesmo cilindro exige aquecimento para tornar a temperatura constante.
Quarta fase: expansão adiabática
Continuando o repouso, faz-se cessar o reaquecimento do cilindro para que essa fase se efetue
sem troca de calor com o cilindro e que a massa gasosa retome o volume e a pressão que possuía
no início da primeira fase.









Ciclo Otto
O Ciclo de Otto é um ciclo termodinâmico, que idealiza o funcionamento de motores de
combustão interna de ignição por centelha. Foi definido por Beau de Rochas em 1862 e
implementado com sucesso pelo engenheiro alemão Nikolaus Otto em 1876, e
posteriormente por Étienne Lenoir e Rudolf Diesel.
Motores baseados no ciclo Otto equipam a maioria dos automóveis convencionais e usam
combustíveis leves como gasolina, álcool, gás natural.

Figura02 – Representação dos principais componentes
Descrição Teórica
O ciclo ideal se constitui dos seguintes processos:
Admissão isobárica = 0-1, pressão constante;
Compressão adiabática = 1-2, eleva a temperatura dos gases sem provocar a inflamação;
Combustão isocórica = 2-3, contribuição de calor provocado pela centelha (vela). A volume
constante. A pressão eleva-se rapidamente;
Expansão adiabática = 3-4, parte do ciclo de transforma em trabalho;
Abertura de válvula de escape =4-5, cessão do calor residual ao ambiente a volume constante;
Exaustão isobárica = 5-0, esvaziamento da câmara. Baixa brutal de pressão.





Figura03 – Diagrama Pressão X Volume
Ciclo Mêcanico Otto 4 tempos
Considerando o uso de apenas duas válvulas que são comandadas pelos ressaltos de árvore de
cames, uma designada por válvula de admissão (à esquerda da demostração), que permite a
introdução no cilindro de uma mistura gasosa composta por ar e combustível e outra designada
como válvula de escape (à direita da demostração), que permite a expulsão para a atmosfera dos
gases queimados, o ciclo de funcionamento de um motor de combustão a 4 tempos é o seguinte:
1. Primeiro tempo ADMISSÃO
 Válvula de admissão aberta
 Válvula de escape fechada.
 O pistão se desloca do PMS (ponto morto superior) ao PMI (ponto morto
inferior) admitindo para dentro do cilindro a mistura combustível/ar.
2. Segundo tempo COMPRESSÃO
 Válvula de admissão fechada.
 Válvula de escape fechada.
 O pistão se desloca do PMI ao PMS, comprimindo a mistura. Antes de o
pistão atingir o PMS, ocorre a faísca, dando origem à combustão.
3. Terceiro tempo EXPLOSÃO
 Válvula de admissão fechada.
 Válvula de escape fechada.
 A combustão provoca a expansão dos gases que empurram o pistão,
fazendo o se deslocar do PMS ao PMI.



4. Quarto tempo EXPULSÃO OU ESPAPE
 Válvula de admissão fechada.
 Válvula de escape aberta.
 O pistão se desloca do PMI ao PMS, empurrando para fora os gases
queimados.
 Após a expulsão dos gases o motor fica nas condições iniciais permitindo que o ciclo se
repita.

Figura04 – Demostração do processo mecânico
Aplicações: Veículos de passeio, pequenos veículos de carga, pequenos aviões e pequenas
embarcações.
Rendimento
O ciclo segue os tempos indicados anteriormente sendo que, no 1º tempo, admite-se uma mistura
ar/combustível. A combustão é iniciada no interior do cilindro por uma centelha (vela de ignição). A
mistura ar/combustível, que é feita pelo carburador ou pela injeção eletrônica, é preparara
aproximadamente nas seguintes proporções:



9: 1 - 9 partes de ar para 1 parte de gasolina
12: 1 – 12 partes de ar para 1 parte de álcool
O rendimento de um motor de ciclo Otto chega a 22% a 38%
Ciclo Mecânico Otto de 2 tempos (MIF)
Quando o pistão se desloca do PMI ao PMS, simultaneamente, ele comprime a mistura
(combustível + ar + óleo lubrificante) que está no cilindro, e admite nova quantidade de mistura no
cárter. Antes do pistão, atingir o PMS ocorre à faísca que da origem à combustão e
conseqüentemente a expansão.
Com a expansão, o pistão se desloca do PMS para o PMI, liberando as janelas de escape. Ao
mesmo tempo ele comprime a mistura que está no cárter, fazendo com que a mesma, passe para
o cilindro através da janela de transferência. Esta nova mistura ao entrar no cilindro auxilia na
expulsão dos gases queimados.
OBS. Para se completar um ciclo motor de 2 tempos é necessária apenas uma volta completa da
árvore de manivelas.
O rendimento deste motor é inferior com respeito ao motor de 4 tempos, já que tem um
rendimento volumétrico menor e o escape de gases é menos eficaz. Também são mais poluentes
(devido à queima de óleo lubrificante que é misturado ao combustível no cárter durante a pré-
compressão). Por outro lado, costumam dar mais potência cerca de 70 a 90% para a mesma
cilindrada, já que este faz uma explosão na cada revolução, enquanto o motor de 4 tempos faz
uma explosão pela cada 2 revoluções, e conta com mais partes móveis.
Aplicações: Motocicletas, cortadores de grama, pequenas bombas, pequenos motores de popa,
etc.




Ciclo Diesel
O Motor Diesel ou motor de ignição por compressão é um motor de combustão interna
inventado pelo engenheiro alemão Rudolf Diesel (1858-1913) em que a combustão se faz
pelo aumento da temperatura provocado pela compressão de ar. Rodolf Diesel chegou a
esse método quando aperfeiçoava máquinas a vapor.
O combustível utilizado pelos motores diesel tem normalmente uma alta nivel de
octanagem, isto é, a capacidade que o combustível tem, em resistir a altas temperaturas
na câmara de combustão, sem sofrer detonação. Esses combustíveis são o biodiesel,
hidrocarboneto, óleo vegetal, alcool e o disel.



Diferenças entre um motor a gasolina e o motor diesel:
 Enquanto o motor a gasolina funciona com a taxa de compressão que varia de 8:1
a 12:1, no motor diesel esta varia de 14:1 a 25:1. Dai a robustez entre um e outro.
 Enquanto o motor a gasolina aspira a mistura ar/combustível para o cilindro o
motor Diesel aspira apenas ar.
 A ignição dos motores a gasolina se dá a partir de uma faisca elétrica fornecida
pela vela de ignição antes da máxima compressão na camara de combustão. Já
no motor Diesel ocorre combustão do combustível pelas elevadas temperaturas
(500 ºC a 650ºC) do ar comprimido na camara de combustão.
Descrição teórica

Figura05 – Diagrama Pressão X Volume
1-2 = compressão adiabática do ar puro aspirado antes;
2-3 = combustão em pressão constante;
3-4 = expansão adiabática;
1-4 = baixa brutal da pressão.

Primeira fase: compressão adiabática
O ar puro aspirado anteriormente é comprimido e atinge uma temperatura suficiente para provocar
a inflamação do combustível injetado.
Segunda fase: compressão isobárica
No começo da distensão, a combustão efetua-se em pressão constante, quando o volume
aumenta e a expansão dos gases compensa a queda de pressão devida ao aumento de volume.
Terceira fase: expansão adiabática



A expansão efetua-se sem troca de calor com as paredes do cilindro.
Quarta fase: baixa de pressão
A abertura brutal do escapamento produz uma queda rápida da pressão enquanto o pistão báscula
em ponto morto (volume constante).
Ciclo Mecânico Diesel de 4 Tempos
1. Primeiro Tempo: Admissão

Figura06 - Admissão
 Válvula de admissão aberta, para entrada do ar;
 Válvula de escape fechada;
 O pistão se desloca do PMS ao PMI admitindo para dentro do cilindro apenas ar.
2. Segundo tempo: Compressão

Figura07 - Injeção de combustível pelo bico injetor
 Válvula de admissão fechada;
 Válvula de escape fechada;
 O pistão se desloca do PMI ao PMS, comprimindo o ar. Antes do pistão, atingir o PMS
ocorre a injeção do combustível pelo bico injetor, que se mistura com o ar, que está
aquecido devido à compressão, dando origem à combustão.



3. Terceiro tempo: Expansão

Figura08 - Deslocamento do pistão pela força de expansão dos gases transformando a
energia térmica em mecânica
 Válvula de admissão fechada.
 Válvula de escape fechada.
 A combustão provoca a expansão dos gases que empurram o pistão, fazendo o se
deslocar do PMS ao PMI.
4. Quarto tempo: Escapamento

Figura09 - Resíduos da combustão são eliminados através da válvula de descarga
 Válvula de admissão fechada.
 Válvula de escape aberta.
 O pistão se desloca do PMI ao PMS, empurrando para fora os gases queimados.
Rendimento



Motores a diesel possuem eficiência mais alta que aqueles a gasolina (ciclo de
Otto).
A eficiência de um motor operando nesses ciclos depende somente da taxa de
compressão. Como num motor a gasolina, a amostra a ser comprimida contém tanto
gasolina quanto ar, as taxas de compressão nesses motores são limitadas a valores que
não produzam a ignição espontânea da mistura. Nos motores a diesel, apenas ar é
comprimido e o diesel é injetado posteriormente no cilindro, de modo que é possível
atingir taxas de compressão mais altas. Taxas de compressão típicas de motores a diesel
variam de 14:1 a 25:1, ao passo que nos equivalentes a gasolina de 8:1 a 12:1. O motor
Diesel tem um rendimento mecânico excelente, normalmente entre 38% e 47%.
Aplicações: Veículos para transporte terrestre, embarcações de médio e pequeno
porte e instalações industriais.


Ciclo Mecânico Diesel de 2 Tempos (MIE)

Figura10 – Demonstração de um ciclo Diesel de 2 tempos



Quando o pistão se encontra no PMI, estão abertas as janelas de admissão e a válvula de escape.
Ar é empurrado para dentro do cilindro por uma bomba, chamada de ―bomba de lavagem‖,
auxiliando no escapamento dos gases queimados. Fecha-se a válvula de escape e o ar fica retido
no cilindro. O pistão se desloca do PMI ao PMS comprimindo o ar e antes dele atingir o PMS
ocorrem à injeção do combustível, que da origem à combustão e conseqüentemente a expansão,
deslocando o pistão do PMS para o PMI, dando início a um novo ciclo.
Aplicações: Navios de grande porte e instalações estacionárias de grande porte.





Comparação dos Ciclos
O ciclo Carnot é usado apenas para se comparar com os outros ciclos, pois o este ciclo pode se
considerar um ciclo com um rendimento perfeito.
Ciclo Otto X Ciclo Diesel

Figura11 – Comparação dos ciclos
Caso houvesse um combustível capaz de alcançasse com o motor Otto a mesma taxa de
compressão que se pode alcançar com o motor Diesel, sem detonação, o ciclo Otto seria mais
eficiente. Isto se deve ao aumento brusco de pressão na explosão do combustível, através da
faísca, que ocorre no mesmo, aumentando assim a área dentro da curva do ciclo, aumentando
conseqüentemente o rendimento.






CONCLUSÃO

Do ponto de vista macroscópico, a segunda lei da termodinâmica pode ser
entendida como uma lei de evolução no sentido de definir a seta do tempo. Ela
define processos reversíveis que ocorrem em um universo em constante
equilíbrio, e processos irreversíveis onde o universo evolui de maneira a
―degradar-se‖, isto é, de maneira tal que durante a evolução a energia útil
disponível no universo será sempre menor que no instante anterior. Energia útil
significa energia que pode ser convertida em trabalho e a medida da degradação
da energia útil ou do grau de irreversibilidade do processo é feita através da
variação da entropia do universo. O termo ―universo‖, neste contexto, deve ser
interpretado como um enorme porém finito sistema isolado, dentro do qual se
encontra o sistema muito menor onde ocorrem os citados processos reversíveis
ou irreversíveis. Fazendo uma comparação entre a primeira e a segunda lei da
termodinâmica, podemos dizer que enquanto a primeira lei da termodinâmica
estabelece a conservação de energia em qualquer transformação, a segunda lei
estabelece condições para que as transformações termodinâmicas possam
ocorrer.