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BOLETIM MENSAL ASDPERJ – SETEMBRO DE 2014

Lembramos que as dúvidas acerca dos temas objetos deste boletim devem
ser posta no próprio tópico do boletim mensal, como forma de compilar a
informação num único lugar.
Dia 02 – Primeira manifestação fruto na união entre os servidores da
Defensoria, Ministério Público e Procuradoria.
A manifestação ocorreu em apoio aos servidores do Ministério Público que
estavam lutando pelo reajuste vencimental de 2014, ao qual tem direito por
terem em sua lei a data base no dia 01 de maio e que até o momento não
haviam conseguido o reajuste anual.
Dia 04 – Reunião com o Deputado André Corrêa, que infelizmente contou
com a presença de poucos servidores.
Na reunião foi debatida a questão da necessidade das carreiras se unirem
em prol da luta em comum, como a questão do reajuste anual.
Na reunião mais uma vez fomos lembrados da importância da união entre
os servidores, para demonstrar força perante aos Deputados e Governante,
fato este exaltado pelos colegas das outras carreiras e pelo próprio
Deputado.
Dia 09 – Nova manifestação ocorrida em favor do reajuste dos servidores
do Ministério Público, a qual teve a participação e apoio dos servidores da
Defensoria.
Obs. No dia 30 de setembro, os servidores da aludida carreira conseguiram
a aprovação do projeto lei 3.084/14, que concedeu o seu respectivo
reajuste.
Dia 10 – Anteprojeto apresentado a casa civil E-20/001/2419/2014, com o
escopo de reestruturar o plano de cargos e salários dos Servidores da
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.
A cópia do projeto que enviamos segue em anexo ao presente, com
algumas das alterações sugeridas pelos próprios servidores e conforme
decidido anteriormente em assembléia.
Como até o presente momento nosso projeto não foi encaminhado para
ALERJ em contradição ao artigo 4º da Lei 6.831 de 2014, que visou prazo
de três meses para o seu envio (data limite 30/09). Convocamos todos os
servidores para nos mobilizarmos nesta sexta-feira, às 12 horas em frente a
SEPLAG, para reivindicar o seu imediato envio para a ALERJ.
Dia 13 – Elaborado um projeto para expandir o auxílio saúde concedido aos
Defensores para os Servidores, que deverá ser objeto de negociação com a
administração, já que a verba destinada a tal benefício é oriunda do fundo
do CEJUR.
ANEXO

MINUTA DE PROJETO DE LEI (QUADRO PERMANENTE DE
PESSOAL DE APOIO DA DEFENSORIA PÚBLICA GERAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO).





O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faço saber que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Esta lei dispõe sobre o quadro permanente de pessoal de
apoio da defensoria pública geral do estado do rio de janeiro, nos
termos dos arts. 82 e 179 e seguintes da Constituição Estadual
Art. 2º O Quadro Permanente dos Serviços da Defensoria Pública
do Estado do Rio de Janeiro compreende os cargos de provimento
efetivo, organizados em carreiras, e os cargos de provimento em
comissão.
CAPÍTULO II
DOS CARGOS DE PROVIMENTO EFETIVO
SEÇÃO I
DA REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA
Art. 3° Os cargos de provimento efetivo do Quadro Permanente dos
Serviços Auxiliares da Defensoria Pública do Estado do Rio de
Janeiro organizam-se nas seguintes carreiras:
CRIA O PLANO DE CARGOS E
SALÁRIO SOBRE O QUADRO
PERMANENTE DE PESSOAL DE
APOIO DA DEFENSORIA PÚBLICA
DO ESTADO
I – Analista Processual da Defensoria Pública;
II – Analista Especializado da Defensoria Pública;
III – Técnico Administrativo da Defensoria Pública;
§1º A carreira de Analista Processual da Defensoria Pública é
constituída do cargo de provimento efetivo de mesma denominação
e possui vencimento base no valor de R$ 3.948,47;
§2º A carreira de Analista Especializado da Defensoria Pública é
constituída do cargo de provimento efetivo de mesma denominação
e possui vencimento base no valor de R$ 3948,47;
§3º A carreira de Técnico Administrativo da Defensoria Pública é
constituída do cargo de provimento efetivo de mesma denominação
e possui vencimento base no valor de 3.206,47.
Art. 4º O quantitativo dos cargos de provimento efetivo que
compõem o Quadro Permanente dos Serviços Auxiliares da
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro é o constante do
Anexo I.
Art. 5º As carreiras de Analista Processual da Defensoria Pública,
Analista Especializado da Defensoria Pública, Técnico
Administrativo de Defensoria Pública são estruturadas em três
classes, sendo “A” a primeira e “C” a última, cada qual subdividida
em cinco padrões remuneratórios, conforme Anexo II.
§ 1º Classe é o segmento de padrões remuneratórios integrantes da
carreira, que delimita a gradação para efeito de promoção, segundo
critério de temporalidade.
§ 2º Padrão é a posição do servidor na escala de remuneração da
respectiva carreira.
§ 3º As carreiras de que trata o caput deste artigo poderão ser
divididas em áreas de atividade e especialização profissional.
Art. 6º As atribuições dos cargos e sua respectiva distribuição em
áreas de atividade e especializações profissionais serão
disciplinadas por Resolução do Defensor Pública Geral.
Art. 7º O servidor ocupante de cargo de provimento efetivo do
Quadro Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria Pública
Geral do Estado do Rio de Janeiro poderá ser readaptado, ex officio
ou a pedido, caso sobrevenha problema relacionado com sua
saúde.
§ 1º A readaptação se dará pela necessária adequação entre as
atribuições a serem exercidas pelo servidor e o seu estado de
saúde.
§ 2º O ato do Defensor Público Geral que conceder a readaptação
será precedido de avaliação pericial do órgão de saúde oficial da
Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro.
SEÇÃO III
DO INGRESSO E LOTAÇÃO
Art.8º - O ingresso no Quadro Permanente de Pessoal de Apoio da
Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro dar-se-á por
concurso público de provas, no padrão remuneratório inicial da
primeira classe da respectiva carreira, observadas a área de
atividade e a especialização profissional para as quais o candidato
tenha sido aprovado.
Parágrafo Único: São requisitos de escolaridade para o ingresso
nas carreiras:
I – Analista Processual da Defensoria Pública: Título de Bacharel
em Direito.
II – Analista Especializado da Defensoria Pública: nível superior
completo, em curso correlacionado com as áreas de atividades e
especialização profissional;
III – Técnico Administrativo da Defensoria Pública: nível médio
completo.
Art. 9° O servidor ocupante de cargo de provimento efetivo do
Quadro Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria Pública
Geral do Estado do Rio de Janeiro será lotado e terá exercício nos
órgãos da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro,
seja no próprio estado do Rio de Janeiro, ou em qualquer outra
unidade da federação, ressalvada a autorização para ocupar cargo
de provimento em comissão ou função gratificada em outros órgãos
da Administração Pública, a critério exclusivo do Defensor Público-
Geral.
SEÇÃO III
DA EVOLUÇÃO NAS CARREIRAS
Art. 10. A evolução nas carreiras dar-se-á por progressão e por
promoção, obedecendo ao critério de temporalidade que poderá ser
conjugado com a avaliação especial de desempenho de que trata o
art.13, na forma de Resolução do Defensor Público-Geral.
§ 1º Estará impedido de evoluir na carreira o servidor ocupante de
cargo de provimento efetivo do Quadro Permanente de Pessoal de
Apoio da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro
que, no ano anterior à progressão ou promoção:
I - tiver sido cedido para exercício de funções junto a outro órgão da
Administração Pública, na forma do art. 9°;
II - tiver se afastado voluntariamente do serviço, com perda de
vencimento;
III – tiver falta não abonada;
IV – tiver sofrido sanção disciplinar;
V - tiver sido preso em decorrência de decisão judicial transitada em
julgado.
§ 2º A restrição estabelecida no inciso I do parágrafo anterior
poderá deixar de incidir, desde que expressamente consignada na
decisão do Defensor Público Geral que autorizar o afastamento do
servidor, por interesse superior da Defensoria Pública Geral do
Estado do Rio de Janeiro.
§ 3 O impedimento do §1º deste artigo não incide no servidor que
ficar licenciado para assuntos da entidade representativa de classe,
nos termos do art. 29, I desta lei.
Art. 11. Promoção é a movimentação do servidor do último padrão
remuneratório de uma classe para o primeiro da classe seguinte,
observado o interstício de dois anos em relação à progressão
imediatamente anterior.
Parágrafo único. O escalonamento positivo dos padrões
remuneratórios nas promoções corresponde a dez por cento.
Art. 12. Progressão é a movimentação do servidor de um padrão
remuneratório para o seguinte, dentro de uma mesma classe,
observado o interstício de um ano em relação à progressão
imediatamente anterior.
Parágrafo único. O escalonamento dos padrões remuneratórios da
primeira classe observa a proporção de sete por cento e, nas
demais classes, cinco por cento.

SEÇÃO IV
DA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE DESEMPENHO
Art. 13. A avaliação especial de desempenho constitui requisito
para a aquisição de estabilidade e instrumento essencial à gestão
da política de recursos humanos da Defensoria Pública do Estado
do Rio de Janeiro, sendo sua forma regulamentada por Resolução
do Defensor Público-Geral.
Art. 14. O Defensor Público-Geral instituirá Comissão de Avaliação
funcional, para os fins previstos no artigo anterior, à qual competirá:
I – a formulação do relatório final das avaliações especiais de
desempenho, com finalidade de subsidiar a decisão acerca da
aquisição de estabilidade dos servidores, na forma do art. 41, §4º,
da Constituição Federal;
II – a elaboração do relatório final das avaliações periódicas, com a
finalidade de colaborar com o permanente desenvolvimento dos
recursos e métodos disponíveis para execução das funções técnico-
administrativas no âmbito da Defensoria Pública do Estado do Rio
de Janeiro.
§1º Da Comissão farão parte, pelo menos, três servidores e seus
respectivos suplentes, todos estáveis, ocupantes de cargo de
provimento efetivo do Quadro Permanente de Pessoal de Apoio da
Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro, sendo ao
menos um titular e seus respectivo suplente indicados pela
Associação dos Servidores da Defensoria Pública Geral do Estado
do Rio de Janeiro.
§2º A nomeação dos membros da Comissão e a definição acerca
das demais atribuições e da forma de realização das avaliações
previstas no caput deste artigo serão objetos de regulamentação
por Resolução do Defensor Público-Geral.
SEÇÃO V
DA CAPACITAÇÃO
Art. 15. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro instituirá
Programa Permanente de Capacitação dos Servidores.

Parágrafo único. O programa Permanente de Capacitação dos
Servidores destina-se à elevação da capacitação profissional nas
tarefas executadas, à educação profissional continuada, bem como
à preparação para o desempenho de maior complexidade e
responsabilidade, incluídas as de direção, chefia e assessoramento.
CAPÍTULO III
DAS FUNÇÕES GRATIFICADAS
SEÇÃO I
DOS CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO
Art. 16. Os cargos de provimento em comissão do Quadro
Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria Pública Geral do
Estado do Rio de Janeiro, de livre nomeação e exoneração pelo
Defensor Público Geral, são voltados ao desempenho de atividades
de direção, chefia e assessoramento e destinando-se um percentual
mínimo de 60% ao quadro permanente de pessoal de apoio da
defensoria pública do estado.
SEÇÃO II
DAS FUNÇÕES GRATIFICADAS
Art. 17. Os servidores ocupantes de cargo de provimento efetivo do
Quadro Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria Pública
Geral do Estado do Rio de Janeiro poderão ser designados,
conforme ato do Defensor Público Geral, para o exercício das
seguintes funções gratificadas:
I – chefia da secretaria de órgãos e serviços auxiliares;
II – supervisão de atividades administrativas nos órgãos de
administração e nos órgãos e serviços auxiliares;
III – assessoria junto aos órgãos e serviços auxiliares;
IV – assessoramento direto às Defensorias Públicas.
Parágrafo único. Resolução do Defensor Público Geral definirá as
atribuições inerentes às funções gratificadas previstas neste artigo.


CAPÍTULO IV
DA REMUNERAÇÃO E VANTAGENS
SEÇÃO I
DA REMUNERAÇÃO DOS CARGOS DE PROVIMENTO EFETIVO
Art. 18. A remuneração dos cargos de provimento efetivo das
carreiras de que trata esta lei é composta pelo vencimento,
adicional por tempo de serviço, adicional de qualificação e demais
vantagens previstas em lei.
Art. 19. O vencimento observará o escalonamento positivo
existente entre os quinze padrões remuneratórios constantes do
Anexo II.
Art. 20. Sobre o vencimento do cargo de provimento efetivo
ocupado pelo servidor incidirá o adicional por tempo de serviço.
§ 1º A cada três anos de efetivo exercício no serviço público, o
servidor fará jus à percepção do acréscimo de cinco por cento ao
vencimento, à exceção do primeiro triênio, que corresponde a dez
por cento de acréscimo.
§ 2º O adicional por tempo de serviço é limitado a 60% (sessenta
por cento) do vencimento, sendo computado, para fins de sua
concessão, o período exercido pelo servidor em cargo e emprego
público da Administração Direta e Indireta federal, estaduais e
municipais.
Art. 21. Aos servidores ocupantes de cargo de provimento efetivo
do Quadro Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria Pública
Geral do Estado do Rio de Janeiro portadores de títulos, diplomas
ou certificados oficiais de cursos de ensino médio, graduação ou
pós-graduação, em sentido amplo ou estrito, bem como àqueles
concluintes de ações de capacitação, poderá ser concedido
adicional de qualificação de forma escalonada, a ser implantado na
forma de Resolução do Defensor Público Geral.
§ 1º O adicional de que trata este artigo não será concedido quando
o curso constituir requisito para ingresso no cargo.
§ 2º Resolução do Defensor Público Geral definirá as áreas de
conhecimento dos cursos de graduação e de pós-graduação que
ensejam a concessão do adicional de que trata este artigo.
§ 3º Para efeito do disposto neste artigo, só serão considerados:
I – cursos de ensino médio, ministrados por estabelecimentos de
ensino credenciados perante a respectiva Secretaria Estadual de
Educação, na forma da legislação aplicável;
II – cursos de graduação e de pós-graduação, reconhecidos e
ministrados por instituições de ensino credenciadas ou
reconhecidas pelo Ministério da Educação, na forma da legislação
específica;
III – ações de capacitação, devidamente reconhecidas pela
Defensoria Pública.
§ 4º Os cursos de pós-graduação lato sensu serão admitidos, para
fins de concessão do adicional, desde que com duração mínima de
trezentas e sessenta horas.
§ 5º O adicional de qualificação somente será considerado no
cálculo dos proventos se o título ou o diploma forem anteriores à
data da inatividade.
Art. 22. Fica instituído o Adicional de Qualificação – AQ, a ser
concedido aos titulares dos cargos de que trata a presente Lei, de
acordo com o estabelecido no Anexo III, em retribuição ao
atendimento a requisitos técnico-funcionais, acadêmicos e
organizacionais necessários à melhoria do desempenho das
atribuições inerentes aos respectivos cargos.
SEÇÃO II
DA REMUNERAÇÃO DAS FUNÇÕES GRATIFICADAS E
GRATIFICAÇÕES
Art. 23. A retribuição inerente ao exercício das funções gratificadas
previstas no art. 17 observa a seguinte forma:
I – para o exercício da chefia de órgãos e serviços auxiliares, em
valor correspondente a sessenta por cento do padrão remuneratório
inicial da carreira de Analista Processual da Defensoria Pública;
II – para o exercício da supervisão de atividades administrativas nos
órgãos de administração e nos órgãos e serviços auxiliares, em
valor correspondente a cinquenta por cento do padrão
remuneratório inicial da carreira de Analista Processual da
Defensoria Pública;
III – para o assessoramento direto às Defensorias Públicas, em
valor correspondente a quarenta por cento do padrão remuneratório
inicial da carreira Analista Processual da Defensoria Pública;
IV – para o exercício da assessoria junto aos órgãos e serviços
auxiliares, em valor correspondente a até quarenta por cento do
padrão remuneratório inicial da carreira Técnico Administrativo da
Defensoria Pública.
Art. 24. Fica autorizada ao Poder Executivo a criação, por ato
próprio, de gratificação de remuneração variável para os
destinatários da presente Lei, com fundamento em metas objetivas
de desempenho institucional e de redução de custos gerenciáveis,
tendo por objetivo a melhoria de resultados, fixadas em acordos de
gestão celebrados entre a Defensora Público Geral do Estado e o
Poder Executivo.
§1º A Gratificação de Remuneração Variável (GRV) prevista no
caput do presente artigo terá como limite mínimo o valor equivalente
a 10% (dez por cento) do vencimento-base do servidor e como
limite máximo o valor equivalente a 30% (trinta por cento) do
vencimento-base do servidor.
§2º A GRV será paga em seu percentual mínimo caso seja
constatada a obtenção de resultado que corresponda à meta
mínima, e em seu percentual máximo, na hipótese de obtenção de
100% (cem por cento) dos resultados correspondentes à meta
máxima, ambas estabelecidas no acordo de gestão mencionado no
caput do presente artigo.
§3º - O valor da GRV poderá variar entre seus percentuais mínimo
e máximo proporcionalmente à obtenção parcial dos resultados
correspondentes à meta máxima estabelecida no acordo de gestão
mencionado no “caput” do presente artigo, segundo critérios a
serem estabelecidos em Resolução do Defensora Público Geral do
Estado, que deverá ser publicada no prazo máximo de 30 dias.
§4º Não será pago qualquer valor a título de GRV no caso de não
atingimento da meta mínima estabelecida no acordo de gestão
mencionado no caput do presente artigo.


SEÇÃO III
DAS VANTAGENS

Art. 25. Aquele Servidor do Quadro de Apoio Permanente da
Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro que atuar,
além de suas horas regulamentares no art. __, em regime de
plantão judiciário receberá como verba extraordinária uma diária
equivalente a 30ª (trigésima) parte da remuneração de seu
respectivo cargo.
§1º Esta verba possui caráter indenizatório e, portanto, não será
objeto de desconto de contribuição previdenciário, nem considerado
para efeitos tributários, na forma da lei.
§2º Esta verba dependerá, para sua implementação, de posterior
resolução do Defensor Público Geral e uma fez publicada no
DOERJ não poderá ser alterada.
Art. 26. Os servidores da Defensoria Pública do Estado do Rio de
Janeiro farão jus à percepção de outros benefícios, de caráter
assistencial e indenizatório, observada a forma disciplinada por
Resolução do Defensor Público Geral.
CAPÍTULO V
DOS DIREITOS, DEVERES E VEDAÇÕES
Art. 27. Aplicam-se aos servidores da Defensoria Pública Geral do
Estado do Rio de Janeiro os direitos, deveres e vedações
expressamente previstos no Estatuto dos Servidores Públicos Civis
do Estado do Rio de Janeiro e respectivo Regulamento.
Art. 28. Poderão ser afastados do exercício do cargo sem prejuízo
da percepção de remuneração e vantagens:
I – servidor ocupante de cargo de provimento efetivo do Quadro
Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria Pública Geral do
Estado do Rio de Janeiro, eleito para exercício do mandato de
Presidente e de Vice-Presidente da Entidade Representativa da
classe do Quadro de Apoio Permanente da Defensoria Pública
Geral do Estado do Rio de Janeiro, ressalvada disposição legal
mais benéfica;
II - servidores estáveis ocupantes de cargo de provimento efetivo do
Quadro Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria Pública
Geral do Estado do Rio de Janeiro para ministrar ou frequentar,
com aproveitamento, curso de pós-graduação, em sentido amplo ou
estrito, no País ou no exterior, de duração máxima de dois anos,
mediante manifestação favorável da Comissão de Avaliação
Funcional e autorização do Defensor Público Geral.
§ 1º Fica garantida a manutenção do último órgão de lotação dos
servidores afastados na forma do inciso I do caput deste artigo, pelo
prazo mínimo de dois anos, contados da data do retorno ao
exercício de suas funções.
§ 2º A autorização e os demais critérios para os afastamentos
previstos no inciso II do caput deste artigo serão objeto de
regulamentação por Resolução do Defensor Público Geral.
Art. 29. Os servidores da Defensoria Pública Geral do Estado do
Rio de Janeiro cumprirão jornada de trabalho semanal de quarenta
horas.
Art. 30. No âmbito da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de
Janeiro, é vedada a nomeação ou designação para cargos de
provimento em comissão e funções gratificadas de cônjuge,
companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade,
até o quarto grau, inclusive, dos respectivos membros ou de
servidor ocupante, no âmbito da Defensoria Pública, de cargo de
direção, chefia ou assessoramento.
§ 1º A vedação prevista no parágrafo anterior abrange o ajuste
mediante designações ou cessões recíprocas em qualquer órgão da
Administração Pública direta e indireta dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
§ 2º Ficam ressalvadas as situações envolvendo servidor ocupante
de cargo de provimento efetivo das carreiras do Quadro
Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria Pública Geral do
Estado do Rio de Janeiro, caso em que a vedação é restrita à
nomeação ou designação para exercício perante o membro ou
servidor determinante da incompatibilidade.


CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 31. As carreiras do quadro permanente de pessoal de apoio da
defensoria pública geral do estado do rio de janeiro são
renomeadas da seguinte forma:
I – Técnico Superior Jurídico passa a ser denominada Analista
Processual da Defensoria Pública, conforme art. 3º, inciso I, desta
lei.
II – Técnico Superior Especializado passa a ser denominada
Analista Especializado da Defensoria Pública, conforme art. 3º,
inciso II desta lei.
III – Técnico Médio da Defensoria Pública passa a ser denominado
Técnico Administrativo da Defensoria Pública, conforme art. 3º,
inciso III desta lei.
Paragrafo único. Os Atuais servidores ocupantes dos cargos
efetivos das carreiras de Técnico Superior Jurídico, Técnico
Superior Especializado e Técnico Médio serão enquadrados nas
classes e padrões remuneratórios de acordo com resolução do
Defensor Público Geral, que uma fez publicado no DOERJ não
poderá ser alterada.
Art. 32. Os servidores ocupantes de cargo de provimento efetivo
em outros órgãos da Administração Pública cedidos a Defensoria
Pública do Estado do Rio de Janeiro farão jus, a critério do
Defensor Público Geral, à percepção de gratificação
correspondente a até oitenta por cento do padrão remuneratório
inicial da carreira correspondente ao nível de escolaridade de seu
cargo efetivo.
Art. 33. Nenhuma redução de remuneração poderá resultar da
aplicação desta lei, assegurada ao servidor a percepção da
diferença como vantagem pessoal nominalmente identificada, a ser
absorvida por quaisquer reajustes subsequentes.
Art. 34. Fica estabelecido o dia 1º de março para a revisão geral
anual da remuneração dos servidores ocupantes de cargo de
provimento efetivo do Quadro Permanente de Pessoal de Apoio da
Defensoria Pública Geral do Estado do Rio de Janeiro, prevista no
art. 37, inciso X, da Constituição Federal.
Art. 35. O disposto nesta lei aplica-se aos aposentados e
pensionistas, observadas as disposições da Constituição Federal e
suas emendas.
Art. 36. O Defensor Público Geral baixará os atos necessários
regulamentando as disposições contidas nesta lei no prazo de 12
meses.
Art. 37. As despesas decorrentes desta Lei serão atendidas pelas
dotações orçamentárias próprias, ficando autorizado o Poder
Executivo a abrir créditos suplementares, caso necessário.
Art. 38. A execução das despesas decorrentes desta lei será
escalonada, nos exercícios de 2015 e 2016, observadas as
disponibilidades orçamentária e financeira e os limites estabelecidos
pela Lei Complementar Federal nº 101, de 04 de maio de 2000..
Art. 39. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições e, em especial, a Lei 5658/2010.
Art. 40. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário, em especial, a Lei
5658/2010.

Rio de Janeiro, em ____ de ________ de ______.

GOVERNADOR
ANEXO I
ESTRUTURA DAS CARREIRAS

GRUPO CARGO ESCOLARIDADE QUANTIDADE
GRUPO 01-
NÍVEL
SUPERIOR
Analista Jurídico da
Defensoria Pública
ENSINO SUPERIOR
EM DIREITO
400
GRUPO 02 -
NÍVEL
SUPERIOR
Analista
Especializado da
Pública nas áreas de
Informática,
Engenharia,
Contabilidade,
Assistência Social,
Psicologia, Biologia,
Biblioteconomia,
Comunicação Social,
Administração,
Economia e
Estatística.
ENSINO SUPERIOR
DE ACORDO COM A
ÁREA RESPECTIVA
50
GRUPO 03 -
NÍVEL MÉDIO
Técnico
Administrativo de
Defensoria Pública
ENSINO MÉDIO 350

ANEXO II
Plano de Cargos e salários
Carreira Classe Padrão Remuneratório
Analista Processual
da Defensoria Pública
C
15
14
13
12
11
B
10
9
8
7
6
A
5
4
3
2
1
Carreira Classe Padrão Remuneratório
Analista Especializado
da Defensoria Pública
C
15
14
13
12
11
B
10
9
8
7
6
A
5
4
3
2
1
Carreira Classe Padrão Remuneratório
Técnico Administrativo
de Defensoria Pública
C
15
14
13
12
11
B
10
9
8
7
6
A 5
4
3
2
1


ANEXO III
ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO – AQ
Cargo de Nível Superior – Tabela de Adicional de
Qualificação
Cargo de Nível Médio
– Tabela de Adicional
de Qualificação
Classe Nível Especialização Mestrado Doutorado Classe Nível AQ
A
I 250,00 500,00 1000,00
A
I 200,00
II 256,25 512,50 1025,00 II 205
III 262,66 525,31 1050,63 III 210,13
IV 269,22 538,45 1076,89 IV 215,38
V 275,95 551,91 1103,81 V 220,76
B
I 303,55 607,10 1214,19
B
I 242,84
II 311,14 622,27 1244,55 II 248,91
III 318,92 637,83 1275,66 III 255,13
IV 326,89 653,78 1307,55 IV 261,51
V 335,06 670,12 1340,24 V 268,05
C
I 368,57 737,13 1474,27
C
I 294,85
II 377,78 755,56 1511,12 II 302,22
III 387,23 774,45 1548,90 III 309,78
IV 396,91 793,81 1587,62 IV 317,52
V 406,83 813,66 1517,32 V 325,46

JUSTIFICATIVA
A presente proposição visa à reestruturação das carreiras do Quadro
Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria Pública do Estado.
A pretendida alteração do Plano de Carreira revela o desiderato de
incentivar o crescimento profissional dos membros das carreiras e,
por conseguinte, evitar a alta evasão que acomete o Quadro
Permanente de Pessoal de Apoio da Defensoria do Estado desde
2010.
Com efeito, a reestruturação ora proposta ampla a quantidade de
padrões existentes na carreira, passando das atuais 3 (três)
categorias para 3 (três) classes subdivididas cada uma delas em
(cinco) padrões. É dizer: cria-se um fluxo de carreira, baseado na
antiguidade combinada com a meritocracia, de modo a estimular a
permanência dos servidores no Quadro. Repare-se, por pertinente,
que a proposta institui a obrigatoriedade de avaliação de desempenho
satisfatória para que se dê a ascensão funcional na carreira.
Além disso, prevê a regra da concessão do Adicional de Qualificação
em valores crescentes ao longo da carreira, o que também demonstra
evidente propósito de prestigiar e incentivar o aprimoramento
técnico-profissional e estimular a manutenção dos servidores do
Quadro.
Outrossim, institui-se gratificações, de sorte a remunerar aqueles
servidores que hoje desempenham funções diferenciadas, em
retribuição a maior dedicação demonstrada, bem ainda em resposta
às maiores responsabilidades assumidas no desempenho de seu
encargo. Além, de gratificações beneficiando aqueles que se
destacarem em cumprir as metas que serão estabelecidas.