You are on page 1of 5

Formação RBE 2009

O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas

Escolares:

Metodologias de Operacionalização (Parte

II)

Domínio D
O modelo de auto-avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (Parte II) 2

Formanda: Emília de Jesus da Cunha Oliveira


DREN T7

Emília de Jesus da Cunha Oliveira


D. 20Gestão da BE
D.3. Gestão da colecção/da informação
O modelo de auto-avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (Parte II) 3
Indicadores Factores Críticos de Instrumentos de Recolha de Frases Tipo
Sucesso Evidências sugeridos
D.3.1 Planeamento/ • A política documental • Documentação que define o • A política de desenvolvimento da colecção
gestão da colecção de encontra-se definida para a desenvolvimento da colecção: da BE, definida em consonância com os
acordo com a escola/agrupamento. Projectos Educativo e Curricular da Escola,
Política de Desenvolvimento da
inventariação das prevê a aquisição prioritária de fundo
•A política documental
necessidades Colecção. documental de suporte à diversidade curricular
materializa-se num
curriculares e dos • Registos de que a escola oferece.
processo integrado e
utilizadores da escola / relatório/planificações.
contínuo de avaliação da
agrupamento. colecção ou colecções da • Actas de reuniões de • Da análise da colecção existente conclui-se
escola, na inventariação de departamento, de Conselho de que a mesma é deficitária em documentação
necessidades e na sua Docentes e de Conselho de Turma. relativa às áreas científicas.
actualização sistemática.
•Análise da colecção (CK2).
• A política de
desenvolvimento da • Realizaram-se reuniões com todos os
colecção está formalizada e departamentos curriculares, na sequência das
foi submetida ao parecer do quais foram apresentadas sugestões para a
conselho pedagógico, aquisição de fundo documental para a BE.
definindo um conjunto de
normas para a selecção,
• 60% dos docentes de Educação Especial
desbaste, aquisição,
considera que o número de obras existentes na
organização e circulação
BE, relacionadas com esse ramo educacional é
dos recursos de informação.
insuficiente, embora de boa qualidade.
• A escola / agrupamento
participa na definição dessa
política que é aprovada
pelos órgãos de direcção, • A BE promove a circulação do fundo
administração e gestão documental entre as escolas do agrupamento,
(conselho geral, director, especialmente no âmbito do PNL e apoia
conselho pedagógico, projectos de investigação através do
conselho administrativo), empréstimo interbibliotecas.
garantindo consistência ao
Emília de Jesus da Cunha Oliveira
trabalho da equipa e • Durante o corrente ano lectivo realizou-se
assegurando mais uma troca mensal de malas (circularam dez
facilmente as exigências de malas, tantas como o número de
O modelo de auto-avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (Parte II) 4

Análise dos instrumentos de recolha de evidências referidos na tabela

Para a recolha de evidências necessárias à avaliação da BE no que diz respeito ao Subdomínio 3 do domínio D são propostos pelo Modelo
de Auto -avaliação vários tipos de instrumentos o primeiro dos quais é, não por acaso, uma vez que este domínio pretende avaliar precisamente a
colecção existente na BE, o documento que define a Política de Desenvolvimento da Colecção que deve ser elaborado pela equipa da Biblioteca e
submetido à aprovação do Conselho Pedagógico, uma vez que deve estar de acordo com os objectivos definidos nos Projectos Educativo e
Curricular da escola/agrupamento. A elaboração desse documento deve ser precedida pela análise da colecção existente a fim de verificar se ela
se encontra bem equilibrada de acordo com as orientações da RBE. O resultado deste processo de avaliação, documento também referido pelo
Modelo como evidência a apresentar em vários indicadores deste Subdomínio, deve apontar as áreas da colecção que necessitam de
desenvolvimento.

No caso de existir catálogo informatizado, este é também referido como evidência, nomeadamente pelo conjunto de registos que o
programa de gestão bibliográfica, que costuma estar associado a ele, permite elaborar. No entanto esses registos só são realmente importantes se
a colecção se encontrar totalmente informatizada. Caso contrário, deve ser indicado qual o seu nível de tratamento e de organização. A existência
do catálogo informatizado é particularmente importante pois possibilita a sua disponibilização on-line, facilitando, assim, a tarefa de preparação
de aulas/trabalhos de docentes e alunos e ainda a gestão de fundos documentais a nível concelhio, por exemplo.

Um outro tipo de instrumentos de recolha de evidências são os registos do empréstimo domiciliário, assim como os registos das
requisições feitas pelos departamentos/docentes que são possíveis quer se possua ou não programa de gestão bibliográfica. Estes registos

Emília de Jesus da Cunha Oliveira


O modelo de auto-avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (Parte II) 5

permitem-nos elaborar estatísticas, a partir das quais se elaboram relatórios diversos que se devem disponibilizar à comunidade educativa. A
partir deles pode-se verificar se uma turma está a desenvolver de forma desejável os seus hábitos de leitura ou ainda se o trabalho de colaboração
com os docentes dos vários departamentos está a dar os frutos pretendidos ou se é necessário desenvolver esse trabalho de forma a produzir os
frutos desejados.

Uma forma de verificar se a colecção corresponde às necessidades, expectativas e gostos dos utilizadores é a aplicação de questionários
como o QD3 e QA4, respectivamente a docentes e a alunos. Estes questionários vão igualmente averiguar se a actividade da BE no que diz
respeito à difusão da informação está a ser eficaz e qual o nível de participação dos mesmos nas actividades propostas pela BE. Os diversos
documentos elaborados para divulgar e realizar as referidas actividades são igualmente apontados como evidências a referir. É o caso, por
exemplo, dos cartazes que se tenham afixado na escola, das fotografias tiradas durante a sua realização, de trabalhos realizados pelos alunos, de
registos de avaliação da actividade, etc. A título de exemplo podem-se citar as actividades destinadas ao desenvolvimento das competências de
informação e/ou das competências digitais realizadas pela equipa da BE e/ou pelos docentes em colaboração com a BE.

Os documentos elaborados pela equipa da BE com o objectivo de divulgar junto da comunidade educativa a colecção ou recursos de
informação, como listagens de livros ou de sítios da Internet, guiões de leitura e outros matérias são igualmente referidos como evidências a
apontar. Estes podem ainda ser sujeitos à avaliação dos utilizadores e/ou ainda ser objecto de registos de opinião. Outros registos de opinião,
expressos de forma voluntária acerca de toda a actividade da biblioteca e colocados em livro ou caixa de sugestões, são também passíveis de
utilização como evidências.

Emília de Jesus da Cunha Oliveira