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REDE DE BIBLIOTECAS ESCOLARES

Práticas e Modelos de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares

O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares:


metodologias de operacionalização (Parte I)

Formanda:

Maria Amélia da Anunciação Bernardo

2009/2010
Abreviaturas

BE Biblioteca(s) Escolar(es)

EE Encarregados de Educação

PB Professor(a) Bibliotecário(a)

CEB Ciclo do Ensino Básico

s/d Sem data

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Índice

Abreviaturas ...................................................................................................................................................... 1

Introdução ......................................................................................................................................................... 4

Análise dos indicadores B.2 e B.3 .................................................................................................................... 6

Plano de Avaliação ........................................................................................................................................... 9

Plano de Acção ............................................................................................................................................... 11

Conclusão ....................................................................................................................................................... 16

2
“Sou dos que acham justa e pertinente a crítica que
frequentemente se faz à escola de que a grande maioria dos jovens saem
do sistema educativo sem terem feito as aprendizagens significativas que
lhes permitam ser cidadãos integrados no mundo e pessoas felizes nas
suas comunidades.” Sebastião, (2001)

3
Introdução

Nesta nota introdutória, que se pretende abrangente, pertinente e, portanto, rica de


sentidos, começo a sentir o desafio colocado pela tarefa inerente à quarta sessão de trabalho.

Como todos os desafios, este também apresenta uma dupla vertente – a motivação
para o superar de forma eficiente e eficaz, mas, também, o receio de descurar aspectos
importantes que o mesmo encerra.

Tentarei, na medida das minhas possibilidades (intrínsecas e extrínsecas), conciliar


estas duas dimensões e produzir uma reflexão que possa servir-me de ponto de partida e de
referência no planeamento, execução, avaliação e reajustamento de interacções concretas no
âmbito da auto-avaliação da BE do Agrupamento Vertical de Escolas da Sé.

Neste contexto, começo por referir as opções efectuadas - o Domínio B. Leitura e


Literacia e os Indicadores/critérios B.2 e B.3, respectivamente, Integração da BE nas
estratégias e programas de leitura ao nível da escola/agrupamento (processo) e Impacto do
trabalho da BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito da leitura e da literacia
(impacto/outcome).

Presidiu a esta escolha o facto de a missão mais importante da escola ser a formação
de cidadãos esclarecidos, críticos, interventivos, criativos, autónomos e aprendentes. Para que
cada aluno/formando actualize este perfil, é indispensável que possua ferramentas através das
quais possa aceder à informação, compreendê-la e transformá-la em conhecimento. Refiro-
-me, obviamente, às competências de leitura. A BE não pode, de forma alguma, dissociar-se
desta missão, cabendo-lhe um papel fundamental, numa atitude constante de articulação e
integração com outros actores da comunidade escolar e da comunidade educativa.

Neste contexto, importa definir a pergunta de partida:

Estará a Biblioteca Escolar a desenvolver práticas conducentes ao


desenvolvimento de competências de leitura nos alunos/formandos?

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A reflexão em torno dela permitirá enunciar outras questões que constituirão os
problemas centrais deste trabalho:

A BE tem conseguido integrar-se nas estratégias e programas de leitura


desenvolvidos na sala de aula?

Na eventualidade da inexistência de estratégias e programas de leitura ao nível


da escola/agrupamento, a BE tomou a iniciativa de os criar e fazer expandir,
através da motivação de diferentes agentes da comunidade escolar?

Qual o verdadeiro impacto da interacção da BE nas atitudes e competências


dos alunos, no âmbito da leitura e da literacia?

Que aspectos da sua interacção devem ser mantidos e que aspectos devem ser
reformulados/reajustados?

As respostas terão de ser encontradas, tendo em conta os vários Factores Críticos de


Sucesso em que se desdobram os Indicadores e “que constituem as actividades ou acções que
demonstram sucesso e são valorizadas na avaliação de cada Indicador.” RBE (2009). Para
além disso, sendo objecto de reflexão e análise, apontam pistas para a
reformulação/manutenção/intensificação de práticas e, consequentemente, para a melhoria da
eficiência, eficácia e qualidade dos serviços prestados pela BE.

O exercício proposto no âmbito da 4.ª sessão será o ponto de partida para a


construção do Plano de Avaliação das interacções da BE, nos moldes expostos por Carter
McNamara, na apresentação do conceito de “Program evaluation”:

Program evaluation is carefully collecting information about a program or some aspect


of a program in order to make necessary decisions about the program. Program evaluation
can include any or a variety of at least 35 different types of evaluation, such as for needs
assessments, accreditation, cost/benefit analysis, effectiveness, efficiency, formative,
summative, goal-based, process, outcomes, etc. The type of evaluation you undertake to
improve your programs depends on what you want to learn about the program. Don't worry
about what type of evaluation you need or are doing -- worry about what you need to know
to make the program decisions you need to make, and worry about how you can accurately
collect and understand that information. Carter McNamara (s/d).

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Análise dos indicadores B.2 e B.3

Em primeiro lugar, farei recair o enfoque da análise na articulação estreita existente


entre os indicadores B.2 e B.3 e os elementos destacados nos quadros referentes aos vários
domínios. Se, num primeiro contacto, estes quadros constituem labirintos onde nos possamos
sentir perdidos, posteriormente, fruto de uma análise reiterada e mais atenta, verificamos estar
perante um puzzle que cada BE, em interacção com a comunidade escolar e a comunidade
educativa, terá de montar, compreender e fazer compreender e orientar para a melhoria da
eficiência, eficácia e qualidade das interacções.

Os elementos a que aludi anteriormente são os seguintes:

Factores críticos de sucesso - “constituem as actividades ou acções que


demonstram sucesso e são valorizadas na avaliação de cada indicador.” RBE
(s/d).

Evidências - “mostram que essas actividades/acções [realizadas pela BE]


foram efectivamente desenvolvidas e sustentam a formulação de juízos de
valor sobre os seus resultados.” Ibidem.

Acções para a melhoria - enunciadas relativamente a cada indicador,


assumem uma importância determinante, visto serem “propostas de
iniciativas variadas a realizar no caso de ser necessário melhorar o
desempenho da BE em relação com aquele Indicador.” Ibidem.

Quatro níveis de performance que permitem quantificar a avaliação do


trabalho realizado e, assim, demonstrar se se verifica a necessidade de
reajustamentos no plano de acção e nas práticas da BE

Perfis de Desempenho que indicam a maior ou menor profundidade,


eficiência, eficácia e qualidade do trabalho realizado.

Relativamente aos factores críticos de sucesso, deve ser feita uma breve referência à
enunciação ambiciosa destes, pois ela pode constituir um factor de inibição para os
avaliadores. Devemos ter em consideração que o “Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca
Escolar” pretende “impedir que as escolas apenas reflictam nele as actividades/acções que
comummente já realizam, incentivando ao desenvolvimento de boas práticas”. Ibidem.

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Interessa, sobretudo, não bloquear perante as dificuldades colocadas pelo processo avaliativo.
A este propósito, cito Carter McNamara, quando enunciou algumas armadilhas a evitar, se
assumirmos o papel de avaliadores. Uma delas é: “Don't balk at evaluation because it seems
far too "scientific." It's not. Usually the first 20% of effort will generate the first 80% of the
plan, and this is far better than nothing.” Carter McNamara (s/d)

Seguidamente, enunciarei os aspectos que, dada a realidade do AVES e da BE, já


explicitada no trabalho da 3.ª sessão, me parece mais necessário/pertinente contemplar.
Tentarei ser o mais objectiva possível na escolha a efectuar, colocando o enfoque não só em
factores críticos de sucesso que constituem oportunidades e pontos fortes, mas também em
aspectos da interacção da BE que representam ameaças e fraquezas. Este procedimento
proporcionar-me-á, assim, mais uma oportunidade de reflexão e análise relativas à avaliação e
à consequente necessidade de desenvolvimento/intensificação de certas práticas e da
reformulação de outras.

O quadro que apresento na página seguinte visa ilustrar o que referi anteriormente.
Registei a azul os pontos fortes/a necessitar de desenvolvimento menos urgentemente e em
menor escala; a vermelho, os pontos a necessitar mais urgentemente de um desenvolvimento
acentuado.

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Indicadores Factores críticos de Evidências Acções para a
sucesso melhoria

B.2 Integração da BE • A leitura e a literacia •Requisições de livros e •Definir como


nas estratégias e constam como meta computadores, CD’s e prioridades:
programas de leitura no projecto educativo e DVD’s para a sala de
*O desenvolvimento de
ao nível da curricular, em articulação aula/o domicílio.
estratégias facilitadoras
escola/agrupamento. com a BE.
•Plano anual das da interacção da BE
•A BE favorece a existência
actividades a implementar com os órgãos de
de ambientes de leitura ricos
pela BE. administração e gestão
e diversificados, fornecendo
(director e conselho
livros e outros recursos às •Planos de interacções.
pedagógico) e demais
salas de aula ou outros
•Convites dirigidos a vários estruturas de
espaços de lazer ou de
elementos da comunidade coordenação educativa
trabalho e aprendizagem.
escolar e da comunidade e de supervisão
• A BE promove a discussão
educativa. pedagógica;
conjunta sobre a
importância da leitura na •Plano do projecto “A Mala *A promoção do
formação pessoal e Que Anda” (visa incentivar trabalho articulado e de
no sucesso educativo. a prática da leitura, através uma colaboração activa
• A BE promove a da circulação de livros com departamentos e
articulação da leitura com pelas salas da educação docentes através da
os diferentes domínios pré-escolar e do 1.º CEB, concepção/participação
curriculares, com no âmbito do PNL – LER+ em programas/projectos
departamentos e docentes, que visem o
com a BM ou outras •Registo fotográfico de desenvolvimento das
instituições algumas actividades. competências de leitura.
•A BE articula •Fichas de avaliação
•Conceber projectos de
actividades com os docentes preenchidas pelo público-
uma maior intervenção
/sala de aula no âmbito do -alvo de determinadas
no processo de ensino
PNL. actividades.
aprendizagem e na
•A BE envolve a família
em projectos ou actividades •Materiais de apoio transformação da
(desdobráveis, cartazes, informação em
na área da leitura.
fichas de inscrição, ...). conhecimento.
•A BE colabora activamente
com os docentes na •Questionário aos docentes •Implementar espaços e
construção de estratégias e (QD2). tempos de encontro
em actividades que com os pais/EE, no
melhorem as competências •Questionário aos pais/EE sentido de os implicar
dos alunos ao nível da (QEE 1). no processo educativo
leitura e da literacia. •Tratamento e análise de dos seus educandos,
•A BE promove e participa dados provenientes de recorrendo à leitura.
na criação de instrumentos questionários e fichas de
de apoio a actividades de •Delinear/reformular
avaliação. projectos, de modo a
leitura e de escrita, e na
produção de informação em redireccionar/reajustar
diferentes ambientes: prioridades, objectivos
jornais, blogs, e metas a atingir.
newsletters,webquests,
wikis, outros.
•A BE incentiva a criação
de redes de trabalho a nível
externo, com outras
instituições/parceiros,
através do desenvolvimento
de projectos neste domínio.

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B.3 Impacto do •Os alunos usam o livro e a •Estatísticas de utilização •
trabalho da BE nas BE para ler de forma da BE para actividades de •Melhorar a oferta de
atitudes e recreativa, para se informar leitura. actividades de
competências dos ou para realizar trabalhos •Estatística de requisição promoção da leitura e
alunos, no âmbito da escolares. domiciliária. de apoio ao
leitura e da literacia. •Os alunos, de acordo com o •Observação da utilização desenvolvimento de
seu ano/ciclo de da BE (O3; O4). competências no
escolaridade, manifestam •Trabalhos realizados pelos âmbito da leitura, da
progressos nas alunos. escrita e das literacias.
competências de leitura, •Análise diacrónica das •Promover a reflexão, o
lendo mais e com maior avaliações dos alunos. diálogo e o debate com
profundidade. •Registo de testemunhos de os docentes no sentido
•Os alunos desenvolvem docentes, no sentido de de garantir um esforço
trabalhos onde interagem aquilatar o contributo da conjunto para que o
com equipamentos e BE nos progressos desenvolvimento de
ambientes informacionais eventualmente detectados competências de leitura,
variados, manifestando no ensino/aprendizagem/na estudo e investigação
progressos nas suas formação. seja adequadamente
competências no âmbito da •Registo de testemunhos de inserido nos diferentes
leitura e da literacia. alunos/formandos, no currículos e actividades.
•Os alunos participam sentido de aquilatar o •Dialogar/auscultar os
activamente em diferentes contributo da BE nos alunos com vista à
actividades associadas à progressos eventualmente identificação de
promoção da leitura: clubes detectados no interesses e
de leitura, fóruns de ensino/aprendizagem. necessidades no campo
discussão, jornais, blogs, •Questionário aos alunos da leitura e da literacia.
outros. (QA2). •Continuar a encorajar
os alunos a participar
em actividades livres no
âmbito da leitura:
clubes de leitura, fóruns
de leitura, fóruns de
discussão, jornais,
blogs, outros.

Plano de Avaliação

Perante a reflexão desenvolvida, cujos resultados apresentei anteriormente, convém


pensar se um plano de avaliação será útil ou se, de facto, o que McNamara chama de “Myths
About Evaluation” tem existência efectiva. Começo por apresentar os “mitos” que o autor
destaca:

1. Many people believe evaluation is a useless activity that generates lots of boring data
with useless conclusions. (…)

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2. Many people believe that evaluation is about proving the success or failure of a
program. This myth assumes that success is implementing the perfect program and
never having to hear from employees, customers or clients again (…)

3. Many believe that evaluation is a highly unique and complex process that occurs at a
certain time in a certain way, and almost always includes the use of outside experts.
McNamara, (s/d).

Ciente do que não é/não deve ser um plano de avaliação, importa, no momento,
recordar alguns aspectos que a auto-avaliação da BE deve comportar:

O propósito da auto‐avaliação é apoiar o desenvolvimento das bibliotecas escolares e


demonstrar a sua contribuição e impacto no ensino e aprendizagem, de modo a que ela
responda cada vez mais às necessidades da escola no atingir da sua missão e objectivos.
A avaliação deve ser encarada como uma componente natural da actividade de gestão
da biblioteca, usando os seus resultados para a melhoria contínua, de acordo com um
processo cíclico de planeamento, execução e avaliação:
PLANEAMENTO (ESTRATÉGICO/OPERACIONAL)
↑ ↓
AVALIAÇÃO ← EXECUÇÃO E MONITORIZAÇÃO RBE (2009)

Penso ter reunido condições que me permitirão inferir da necessidade/pertinência da


elaboração de um plano de avaliação que assuma um cariz eminentemente interventivo, de
remediação dos constrangimentos apercebidos e de desenvolvimento dos pontos
fortes/oportunidades.

Passo à enumeração das etapas por que deverá passar:

 Motivação e compromisso institucional dos órgãos de gestão pedagógica e


executiva da escola com o processo de auto‐avaliação da BE, formalização de
alguns procedimentos no sentido de uma co‐responsabilização de todos os
intervenientes (apresentação aos colegas do propósito e metodologia da
auto‐avaliação; participação da BE em reuniões alargadas ou restritas de

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docentes para recolha da informação; facilitação de documentação;
disponibilização de dados; formas de colaboração com os docentes na recolha
de evidências sobre os alunos, etc.), aceitação dos resultados e acordo sobre a
subsequente promoção de um plano de melhoria.

 Constituição, sob a responsabilidade do Professor Bibliotecário, de um grupo


responsável ao nível da escola/agrupamento pela condução do processo de
auto‐avaliação da BE; definição e partilha de tarefas entre os elementos do
grupo.

 Elaboração do Plano de Avaliação: Problema/Diagnóstico; Identificação do


objecto da avaliação; Tipo de avaliação de medida a empreender; Métodos e
instrumentos a utilizar; Intervenientes; Calendarização; Planificação da recolha
e tratamento de dados; Análise e comunicação da informação; Limitações,
Levantamento de necessidades (recursos humanos, financeiros, materiais,…), etc
RBE (2009)

Plano de Avaliação

Problema/Diagnóstico Identificação do objecto de avaliação

 A BE não concretizou , por enquanto, Domínio B. Leitura e Literacia.


práticas de desenvolvimentode Indicadores:
competências de leitura à medida das
B.2 Integração da BE nas estratégias e programas
necessidades constatadas.
de leitura ao nível da escola/agrupamento.
 A BE ainda não motiva suficientemente os
B.3 Impacto do trabalho da BE nas atitudes e
alunos/formandos para a leitura.
competências dos alunos, no âmbito da leitura e
 A BE, até ao momento, não estabeleceu da literacia.
rotinas de interacção articulada e integrada
com os departamentos curriculares, de forma
a coadjuvar os docentes no processo de
ensino/aprendizagem, não se registando o
desenvolvimento de modalidades de

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trabalho colaborativo.

 A BE não conseguiu, ainda, a integração em


estratégias de leitura desenvolvidas ao nível
da sala de aula (3.º CEB e ensino
secundário).

Tipo de avaliação de medida a empreender Métodos e instrumentos a utilizar

 A recolha documental de registos de  Elaboração de documentação variada


planeamento e das actividades da BE. para preenchimento:

 A observação de actividades de *Grelhas de observação.


aprendizagem demonstrativas da aquisição *Questionários.
ou desenvolvimento de conhecimentos,
*Grelhas de registo de dados, por
competências e atitudes (Grelhas de
exemplo, do número de utilizadores da
Observação).
BE que procedem à requisição de livros e
 A auto‐avaliação e inquérito aos utilizadores outros materiais/recursos.
(Questionários).
*Fichas para registo da análise feita a
 O levantamento de dados estatísticos de trabalhos de alunos.
utilização da biblioteca.
*Fichas de avaliação de actividades
 A análise de trabalhos de alunos. desenvolvidas. RBE (2009) e McNamara

 O levantamento de dados relativos à gestão (s/d).

de recursos (financeiros, materiais, humanos


e de informação) da BE. RBE (2009).

Intervenientes Calendarização

 Direcção, Conselho Pedagógico,  Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010.


Departamentos Curriculares e
Esta actividade de auto-avaliação
Coordenadoras dos Directores de Turma.
constituirá um exercício cíclico, pelo que
 Elementos da comunidade educativa: não poderá estar confinada à data
alunos/formandos, docentes, não docentes e indicada. Esta é apenas um ponto de
referência e reporta-se à primeira

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pais/encarregados de educação. ocorrência da auto-avaliação, após a
elaboração do plano de avaliação. “… a
 Responsáveis pelo Clube de Leitura e outros
avaliação deve ser entendida como uma
cuja interacção com a BE possa contribuir
actividade regular que faz parte do dia-a-
para que esta cumpra a sua missão.
-dia do funcionamento da biblioteca e da
 Responsável pelo CENARTE (oficina de escola…” RBE (2009).
expressão dramática, música e dança).

 Outros cuja participação se revele


necessária/pertinente.

Planificação da recolha e tratamento de dados Análise e comunicação da informação

 Estabelecimento de um tipo de trabalho  “A análise será orientada, sobretudo, para


colaborativo entre a direcção, a PB e a uma confrontação dos dados obtidos
equipa de apoio. com os factores críticos de sucesso e
com os descritores de desempenho.”
 Envolvimento e motivação dos utilizadores,
RBE (2009).
no sentido da corresponsabilização, do
empenho e da disponibilidade para  “A análise dos dados obtidos deve
colaborarem na concretização do Plano de conduzir à elaboração de avaliações
Avaliação. sobre a BE e os seus serviços em termos
de eficácia, valor, utilidade, impacto,
 Implicação de vários docentes que, não
etc.” Ibidem.
pertencendo à equipa da BE, aceitam
colaborar nas operações necessárias à  Os responsáveis pelo desenvolvimento
recolha e tratamento de dados. do Plano de Avaliação não deveriam
efectuar a análise dos respectivos
 Envolvimento dos pais/EE.
resultados, nomeadamente dos
 Implicação de outras entidades “como um respeitantes aos pontos fortes e às
auxiliar, desempenhando o designado papel fraquezas, pois existem hipóteses de a
de “Critical Friend” ou “Devil’s Advocat” mesma não ser verdadeiramente
na análise, resultados e elaboração de objectiva. McNamara (2009). Não
conclusões.” RBE (2009). No caso concreto obstante, a impossibilidade de obter
da BE do AVES, será lançado o repto ao ajuda de agentes exteriores ao
Coordenador Interconcelhio da RBE. agrupamento leva a que esta limitação
 “Desenvolvimento do processo de avaliação:

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recolha e tratamento de informação; análise seja incontornável.
dos dados; descrição da situação; relação
 A comunicação da informação será
com os standards de desempenho ou
concretizada pela PB ao director, aos
benchmarks; identificação dos pontos fortes
membros do conselho pedagógico e à
e fracos; definição e priorização de acções
equipa de apoio, no mais curto espaço de
de melhoria; redacção e divulgação do
tempo possível.
relatório final de avaliação.” RBE (2009).
 O Conselho Geral receberá a informação
através do Director.

 Os pais/EE serão informados pela


Associação de Pais (em formação).

 Os alunos receberão a informação por


intermédio dos delegados e subdelegados
de turma, à excepção dos alunos do
ensino básico. Neste caso, será a PB a
veiculadora da informação essencial. A
cada delegado do ensino secundário será
entregue a síntese dos aspectos mais
importantes a comunicar, no sentido da
divulgação junto dos colegas de turma e
da afixação na sala em que
predominantemente a turma tem aulas.

 Os suportes utilizados para a divulgação


da informação serão diversificados –
relatório a distribuir pelos elementos dos
órgãos/das estruturas referidas
anteriormente; resumo da informação
essencial para ser afixado nas salas de
professores e noutros locais do
agrupamento onde facilmente seja
consultado pelos diferentes elementos da
comunidade escolar; página do
agrupamento e blog da BE. É de ter em
atenção outro suporte cuja importância é

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determinante – o relatório final. O
modelo para este documento “contém um
conjunto de tabelas para uma
apresentação sistematizada da
informação recolhida e da sua análise,
reflectida depois nas acções para a
melhoria.” RBE (2009).

 Criação de espaços e tempos de reflexão


e debate destinados à análise dos
resultados e à (re)definição de estratégias
a implementar, com vista à
superação/minoração dos
constrangimentos e à
manutenção/melhoria dos aspectos
positivos. A participação será alargada à
comunidade educativa.

Limitações Levantamento de necessidades

 A cultura de escola/agrupamento não  Decorrente do levantamento e tratamento


reconhece a importância essencial dos de dados, deve ser levado a efeito por
processos avaliativos. todos os elementos da comunidade
anteriormente mencionados. A
 Pré-conceito de que a avaliação é demasiado
elencagem das necessidades conduzirá à
científica e, portanto, impraticável por
preparação e implementação de
agentes não especializados. McNamara,
reajustamentos e de um plano de acção
(s/d).
“Em íntima articulação com o relatório
 Ânsia de atingir a perfeição no processo final”. RBE (2009).
avaliativo. Ibidem.
 As etapas a percorrer são:
 Dificuldade em “isolar numa miríade de
*A identificação das áreas prioritárias de
variáveis possíveis, a contribuição da
intervenção;
biblioteca, separando-a de outras
influências, pelo menos de uma forma *A indicação dos objectivos que deverão
directa.” RBE (s/d). ser atingidos e as acções a desenvolver,

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 Dificuldade em analisar a informação no sentido da consecução dos mesmos;
recolhida de uma forma totalmente *A identificação de intervenientes e
imparcial/objectiva por parte dos elementos recursos necessários para a concretização
envolvidos nesta operação, em virtude de dos objectivos.
pertencerem à comunidade escolar.
*Estabelecimento de “uma
 Escassez de tempo para desenvolver uma calendarização para as acções a
reflexão conjunta com um carácter mais desenvolver e um prazo para que os
sistemático. objectivos sejam alcançados.”
 Restrições comportadas por cada um dos *Monitorização do “processo de
instrumentos utilizados para a recolha de implementação das acções, para
informação. O facto de se cruzarem vários assegurar que os objectivos traçados são
tipos de instrumentos quantitativos e alcançados no prazo estabelecido” e as
qualitativos poderá atenuar algumas. medidas correctivas que se revelem
necessárias/pertinentes sejam
introduzidas. RBE (2009).

Conclusão

Durante e após o desenvolvimento do processo avaliativo a que aludo neste trabalho,


poderei, em articulação com a equipa de apoio, os intervenientes no processo e a comunidade
escolar, responder às questões colocadas neste trabalho.

A procura de respostas e o tratamento dos dados obtidos conduzirão à reflexão, à


análise e ao debate. Compete à equipa da BE torná-los o mais participados possível, no
sentido de contribuírem decisivamente para a co-construção/ o reajustamento de planos de
intervenção centrados em aspectos vitais da interacção da BE.

Desta maneira, estar-se-á a melhorar progressivamente a eficiência, a eficácia e a


qualidade do papel exercido pela BE no ensino/aprendizagem, na transformação da
informação em conhecimento e na formação de cidadãos activos, críticos, interventivos,
criativos, autónomos e aprendentes.

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Bibliografia

<http://forumbibliotecas.rbe.min-edu.pt/mod/resource/view.php?id=10215 > [18/11/2009]

<http://forumbibliotecas.rbe.min-edu.pt/mod/resource/view.php?id=10216 > [18/11/2009]

<http://managementhelp.org/evaluatn/fnl_eval.htm > [18/11/2009]

SEBASTIÃO, L. (2001). “Escola: aprender o passado, inventar o futuro” In Manuel Ferreira


Patrício (org.). Escola, aprendizagem e criatividade. Porto: Porto Editora.

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