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CARGA ELÉTRICA

Qualquer tipo de matéria é formada por átomos. Estes são tão


minúsculos que nenhum microscópio comum permite vê-los.
Contudo, os átomos não são as menores partículas da matéria:
eles próprios se compõem de partículas ainda menores, chamadas
partículas subatômicas. No centro de todo átomo existe um
conjunto formado por dois tipos de partículas: os prótons e os
nêutrons. Esse conjunto de partículas é o núcleo do átomo. À
volta deste núcleo, como se fossem satélites, giram os elétrons,
partículas em movimento permanente. As trajetórias desses
elétrons se organizam em camadas sucessivas chamadas órbitas
eletrônicas.
Os prótons do núcleo e os elétrons das órbitas se atraem entre si.
A esta força de atração recíproca chamamos de força elétrica. É a
força elétrica que mantém os elétrons girando à volta dos prótons
do núcleo. Sem ela, os elétrons se perderiam no espaço e os
átomos não existiriam.
Os elétrons, entretanto, repelem outros elétrons e os prótons
repelem outros prótons. Dizemos, por isto, que as partículas com
carga igual se repelem e as partículas com carga oposta se atraem.
Convencionou-se chamar a carga dos prótons de positiva (+) e as
carga dos elétrons de negativa (-).
Normalmente, cada átomo é eletricamente neutro, em outras
palavras, tem quantidades iguais de carga negativa e positiva, ou
seja, há tantos prótons em seu núcleo, quantos elétrons ao redor,
no exterior. Os prótons estão fortemente ligados ao núcleo dos
átomos. Somente os elétrons podem ser transferidos de um corpo
para outro.
Podemos dizer que um corpo está eletrizado quando possui
excesso ou falta de elétrons. Se há excesso de elétrons, o corpo
está eletrizado negativamente; se há falta de elétrons, o corpo está
eletrizado positivamente.
A quantidade de elétrons em falta ou em excesso caracteriza a
carga elétrica Q do corpo, podendo ser positiva no primeiro caso
e negativa no segundo. A eletrização pode ocorrer de três modos: por atrito, por
contato ou por indução.
Através do atrito, podemos transferir uma grande quantidade de cargas elétricas de um
objeto para outro. A ação mecânica provoca uma transferência de elétrons entre os
objetos. Aquele cujos elétrons estão mais fracamente ligados ao núcleo cederá elétrons
ao outro, que fica negativamente carregado.
A eletrização por contato consiste em encostar um objeto já eletrizado num outro,
eletricamente neutro. A cargas irão se redistribuir entre os dois objetos, eletrizando o
corpo neutro com cargas de mesmo sinal do eletrizado.
Na eletrização por indução, a eletrização de um condutor neutro ocorre por simples
aproximação de um corpo eletrizado, sem que haja contato entre eles. As cargas do
objeto condutor neutro são separadas pela aproximação do corpo eletrizado, ficando as
cargas de mesmo sinal do indutor o mais distante possível dele. Para manter o objeto
induzido eletrizado, mesmo após o afastamento do indutor, devemos ligar o lado mais
distante à terra.

LEI DE COULOMB

As forças entre cargas elétricas são forças de campo, isto é, forças de ação à distância,
como as forças gravitacionais (com a diferença que as gravitacionais são sempre forças
atrativas).
O cientista francês Charles Coulomb conseguiu estabelecer experimentalmente uma
expressão matemática que nos permite calcular o valor da força entre dois pequenos
corpos eletrizados. Coulomb verificou que o valor dessa força (seja de atração ou de
repulsão) é tanto maior quanto maiores forem os valores das cargas nos corpos, e tanto
menor quanto maior for a distância entre eles. Ou seja: a força com que duas cargas se
atraem ou repelem é proporcional às cargas e inversamente proporcional ao quadrado da
distância que as separa. Assim, se a distância entre duas cargas é dobrada, a força de
uma sobre a outra é reduzida a um quarto da força original.
Para medir as forças, Coulomb aperfeiçoou o método de detectar a força elétrica entre
duas cargas por meio da torção de um fio. A partir dessa idéia criou um medidor de
força extremamente sensível, denominado balança de torção.

ELETRODINÂMICA

Em alguns tipos de átomos, especialmente os que compõem os metais - ferro, ouro,


platina, cobre, prata e outros -, a última órbita eletrônica perde um elétron com grande
facilidade. Por isso seus elétrons recebem o nome de elétrons livres.
Estes elétrons livres se desgarram das últimas órbitas eletrônicas e ficam vagando de
átomo para átomo, sem direção definida. Mas os átomos que perdem elétrons também
os readquirem com facilidade dos átomos vizinhos, para voltar a perdê-los momentos
depois. No interior dos metais os elétrons livres vagueiam por entre os átomos, em
todos os sentidos.
Devido à facilidade de fornecer elétrons livres, os metais são usados para fabricar os
fios de cabos e aparelhos elétricos: eles são bons condutores do fluxo de elétrons livres.
Já outras substâncias - como o vidro, a cerâmica, o plástico ou a borracha - não
permitem a passagem do fluxo de elétrons ou deixam passar apenas um pequeno
número deles. Seus átomos têm grande dificuldade em ceder ou receber os elétrons
livres das últimas camadas eletrônicas. São os chamados materiais isolantes, usados
para recobrir os fios, cabos e aparelhos elétricos.
Essa distinção das substâncias em condutores e isolantes se aplica não apenas aos
sólidos, mas também aos líquidos e aos gases. Dentre os líquidos, por exemplo, são
bons condutores as soluções de ácidos, de bases e de sais; são isolantes muitos óleos
minerais. Os gases podem se comportar como isolantes ou como condutores,
dependendo das condições em que se encontrem.

CORRENTE ELÉTRICA

A corrente elétrica é um movimento ordenado de cargas elementares.


A corrente elétrica pode ser um simples jato de partículas no vácuo, como acontece num
cinescópio de TV, em que um feixe de elétrons é lançado contra a tela. No entanto, na
maioria dos casos, a corrente elétrica não ocorre no vácuo, mas sim no interior de um
condutor. Por exemplo, aplicando uma diferença de potencial num fio metálico, surge
nele uma corrente elétrica formada pelo movimento ordenado de elétrons.
Não se pode dizer que todo movimento de cargas elétricas seja uma corrente elétrica.
No fio metálico, por exemplo, mesmo antes de aplicarmos a diferença de potencial, já
existe movimento de cargas elétricas. Todos os elétrons livres estão em movimento,
devido à agitação térmica. No entanto, o movimento é caótico e não há corrente elétrica.
Quando aplicamos a diferença de potencial, esse movimento caótico continua a existir,
mas a ele se sobrepõe um movimento ordenado, de tal forma que, em média, os elétrons
livres do fio passam a se deslocar ao longo deste. É assim que se forma a corrente
elétrica.

ELETROMAGNETISMO

Até o ano de 1820, os cientistas pensavam que os fenômenos elétricos e magnéticos


eram totalmente independentes, isto é, que não havia qualquer relação entre eles. Nesse
ano, o físico dinamarquês Hans Christian Oersted, professor da Universidade de
Copenhague, realizou uma experiência que se tornou famosa por alterar completamente
essas idéias:
- Um fio retilíneo (no qual n&atiilde;o havia corrente elétrica) foi colocado próximo a
uma agulha magnética, orientada livremente na direção norte-sul;
- Fazendo-se passar uma corrente no fio,, observou-se que a agulha se desviava;
- Interrompendo-se a corrente no fio, a agulha voltava a se orientar na direção norte-sul.
Portanto, a corrente elétrica no fio atuou sobre a agulha magnética de maneira
semelhante a um ímã que fosse colocado próximo à agulha. Em outras palavras, a
corrente elétrica estabeleceu um campo magnético no espaço em torno dela, e esse
campo foi o agente responsável pelo desvio da agulha magnética. Como já sabemos que
a corrente elétrica é constituída por cargas elétricas em movimento, podemos tirar a
seguinte conclusão: cargas elétricas em movimento (corrente elétrica) criam, no espaço
em torno delas, um campo magnético.
OS PÓLOS DE UM ÍMÃ

Há séculos, o homem observou que determinadas pedras têm a propriedade de atrair


pedaços de ferro ou interagir entre si. Essas pedras foram chamadas de ímãs e os
fenômenos, que de modo espontâneo se manifestam na Natureza, foram denominados
fenômenos magnéticos.
Um ímã em forma de barra tem dois pólos: sul e norte, em torno dos quais há um campo
magnético. Os ímãs podem ser permanentes ou temporários e os materiais utilizados em
cada tipo diferem entre si. Um material ferromagnético pode ser transformado em um
ímã quando colocado na parte central de uma bobina elétrica ou solenóide, ao se passar
uma corrente de grande intensidade através do enrolamento. De acordo com a
composição, o material receberá seu magnetismo depois que a corrente tiver sido
cortada. Ímãs permanentes são fabricados a partir de materiais duros tais como aço,
níquel e cobalto. Alguns materiais retêm pouco ou nenhum magnetismo após a corrente
ter sido cortada.
Ao tentarmos aproximar o pólo norte de um ímã do pólo norte de outro ímã, notaremos
que haverá uma força magnética de repulsão entre esses pólos. Do mesmo modo,
notaremos que há uma força de repulsão entre os pólos sul de dois ímãs, enquanto que
entre o pólo sul e norte haverá uma força de atração magnética. Resumindo: Pólos
magnéticos de mesmo nome se repelem e pólos magnéticos de nomes diferentes se
atraem.
Os pólos de um ímã são inseparáveis. Se você quebrar ao meio um ímã em forma de
barra, as duas metades obtidas serão ímãs completos. Por mais que você quebre, nunca
obterá um ímã com um único pólo

FORÇA MAGNÉTICA

O campo magnético é capaz de exercer forças não apenas sobre ímas, mas também
sobre condutores percorridos por correntes elétricas.
A força gerada é a soma das pequenas forças que o campo magnético exerce sobre cada
elétron em movimento. Não é, porém, necessário que os elétrons estejam dentro do fio
para que sofram a ação do campo magnético. Isso também ocorre quando eles estão no
exterior e se movem livremente.
Em geral, cada partícula carregada e em movimento sofre a ação de uma força exercida
pelo campo magnético. Essa força é grande quando a partícula se desloca
perpendicularmente às linhas de campo, e é igual a zero quando a partícula se move na
mesma direção do campo magnético. A direção da força é perpendicular tanto à direção
do movimento como à do campo magnético.
A força que um campo magnético exerce sobre um condutor percorrido por corrente
pode ser utilizada para realizar trabalho. É o que ocorre nos motores elétricos, que
transformam energia elétrica em energia mecânica. Essa força também é usada para
fazer funcionar uma grande variedade de aparelhos elétricos de medida, como
amperímetros e voltímetros.

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