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Ano II • Nº 18 • Dez 2000/Jan 2001 • R$ 5,00

www.embalagemmarca.com.br
impresso em papel doblecote 200 g/m2

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: EMBALAGEM
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MIDOR
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especial: o melhor do emballage 2000 • pack expo chicago Q CO
PES E EXCL
Carta do editor
O melhor que podemos oferecer
F i­nal de ano, iní­cio de
sé­cu­lo – ou me­lhor, de
mi­lê­nio – e ex­pec­ta­ti­vas de
que pro­cu­ra apon­tar ten­
dên­cias do se­tor para o pró­
xi­mo ano. Esse tra­ba­lho,
duas co­ber­tu­ras in­ter­pre­ta­
ti­vas de even­tos rea­li­za­dos
no ex­te­rior na área de
um Bra­sil me­lhor, para não coor­de­na­do pelo re­pór­ter em­ba­la­gem. A primeira fala
per­der o há­bi­to. A épo­ca é Gui­lher­me Ka­mio, não tem de equi­pa­men­tos mos­tra­
de ges­tos mar­can­tes, por a pre­ten­são de ser uma bola dos na Pack Expo, em Chi­
par­te das pes­soas e das de cris­tal, mas sem dú­vi­da ca­go, e de ten­dên­cias em
em­pre­sas. Uma das for­mas será úti­l na ela­bo­ra­ção de má­qui­nas. A re­por­ta­gem é
de ser lem­bra­do é dar pre­ cenários nas em­pre­sas. de au­to­ria de Li­liam Ben­zi,
sen­tes, en­viar aos ami­gos Para aju­dar na de­fi­ni­ção de uma das jor­na­lis­tas bra­si­
men­sa­gens de es­pe­ran­ça e pla­nos e es­tra­té­gias, Emb ­ a­ lei­ras que me­lhor co­nhe­ce
de oti­mis­mo. Emb ­ al­ ag­ em­ lag ­ em­Marc ­ a ofe­re­ce tam­ o mun­do da em­ba­la­gem.
Marc ­ a não quer estar fora, bém, com ex­clu­si­vi­da­de, O ou­tro even­to é a re­por­ta­
mes­mo por­que, em sua tra­ uma pes­qui­sa so­bre ati­tu­ gem so­bre Em­bal­la­ge 2000,
je­tó­ria de um ano e meio de des dos con­su­mi­do­res em con­sa­gra­do como o sa­lão
vida que se com­ple­ta nes­te re­la­ção às em­ba­la­gens. É das ten­dên­cias em em­ba­la­
de­zem­bro, tem bons mo­ti­ um tra­ba­lho de­sen­vol­vi­do gem, con­si­de­ra­do o maior
vos para comemorar. pela Re­search In­ter­na­tio­nal do mun­do em sua es­pe­cia­
A re­vis­ta con­so­li­dou-se Bra­sil e pela DIL Con­sul­to­ li­da­de. A re­por­ta­gem, as­si­
como uma das mais im­por­ res em De­sign e Co­mu­ni­ca­ na­da por mim, foi rea­li­za­da
tan­tes pu­bli­ca­ções di­ri­gi­das ção de Mar­ke­ting. com a co­la­bo­ra­ção de Mar­
aos pro­fis­sio­nais li­ga­dos à Ain­da nes­sa li­nha, a en­tre­ cos Pa­lha­res.
ca­deia de em­ba­la­gem no vis­ta com Luís Madi, di­re­ Fi­nal­men­te, é ir­re­sis­tí­vel
Bra­sil e tem ex­ce­len­tes tor ge­ral do ITAL – Ins­ti­tu­ re­gis­trar uma es­pé­cie de
pers­pec­ti­vas de for­ta­le­cer- to de Tec­no­lo­gia de Ali­ tro­ca­di­lho: para um pre­sen­
se e apri­mo­rar cada vez men­tos e coor­de­na­dor do te como o re­pre­sen­ta­do por
mais a qua­li­da­de da in­for­ Ce­tea – Cen­tro de Tec­no­lo­ esta edi­ção, o pa­pel em que
ma­ção que ofe­re­ce a seu gia de Em­ba­la­gem, fun­cio­ vem acon­di­cio­na­do pre­ci­
pú­bli­co. Para re­tri­buir o na como uma es­pé­cie de sa­ria ser mui­to espe­cial. É o
apoio re­ce­bido ao lon­go da bús­so­la com­ple­men­tar dos Do­ble­co­te 200g/m2, da
jor­na­da, apro­vei­tan­do o cli­ ru­mos do se­tor. Bra­sil­co­te, com so­bre­ca­pa
ma de fes­tas de fim de ano, EmbalagemMarca procu­ em Me­tal­co­te Go­fra­do
ofe­re­ce­mos como pre­sen­te ra sempre mos­trar e aju­dar 125g/m2. Eles con­sa­gram
a nos­sos lei­to­res o que a in­ter­pre­tar o que ocor­re mais uma ação di­fe­ren­cia­
temos de me­lhor – in­for­ de mais novo e mais sig­ni­ da de Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­ a.
ma­ção e ser­vi­ço. fi­ca­ti­vo fora das fron­tei­ras Fe­liz ano novo.
Para co­me­çar, é apre­sen­ta­ do Bra­sil. Por isso, nesta
da a re­por­ta­gem de capa, edi­ção apre­sen­ta tam­bém Wil­son Pa­lha­res
em18 DEZ00/JAN01
dezembro 2000/janeiro 2001
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

10 32
ENTREVISTA: EMBALLAGE’2000 Reportagem
LUÍS MADI Cobertura do maior redacao@embalagemmarca.com.br
Flávio Palhares
O diretor geral do e mais importante flavio@embalagemmarca.com.br
ITAL e coordenador salão internacional de Guilherme Kamio
do Cetea afirma que tendências do setor e guma@embalagemmarca.com.br
Lara Martins
investir em pesquisa exemplos do que pode lara@embalagemmarca.com.br
e desenvolvimento é servir para o Brasil Thays Freitas
vital para competir na thays@embalagemmarca.com.br
economia globalizada Colaboradores
Josué Machado
Luiz Antonio Maciel

Diretor de Arte
Carlos Gustavo Curado

Administração
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
Eunice Fruet (Diretora Financeira)

Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br
Antonio Carlos Perreto e Wagner Ferreira

Circulação e Assinaturas
assinaturas@embalagemmarca.com.br
Cesar Torres

Assinatura anual (11 exemplares):

14 46
CAPA: PACK EXPO CHICAGO R$ 50,00
TENDÊNCIAS As tendências e as
E PERSPECTIVAS novidades em máquinas Público-Alvo
Um serviço que mostra e equipamentos Em­ba­la­gem­Mar­ca é di­ri­gi­da a pro­fis­sio­nais que
possíveis caminhos e mostrados na maior ocu­pam car­gos téc­ni­cos, de di­re­ção, ge­rên­cia
e su­per­vi­são em em­pre­sas for­ne­ce­do­ras, con­
expectativas do setor feira mundial ver­te­do­ras e usuá­rias de em­ba­la­gens para
de embalagem para do segmento alimentos, be­bi­das, cos­mé­ti­cos, me­di­ca­men­
tos, ma­te­riais de lim­pe­za e home ser­vi­ce, bem
o ano que se inicia como pres­ta­do­res de ser­vi­ços re­la­cio­na­dos
com a ca­deia de em­ba­la­gem.

O CONSUMIDOR

23
Tiragem desta edição
E A EMBALAGEM 7 500 exemplares
Pesquisa exclusiva
feita pela Research Filiada ao
International e pela
DIL Design. Mais
uma ferramenta para
ajudar na elaboração ALMANAQUE EmbalagemMarca

50
de cenários e na Fatos curiosos e é uma publicação mensal da
escolha da embalagem não muito conhecidos Bloco de Comunicação Ltda.
Rua Arcílio Martins, 53 – Chácara Santo
do mundo das Antonio - CEP 04718-040 - São Paulo, SP
foto de capa: aNdré godoy

embalagens e Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463


das marcas www.embalagemmarca.com.br
E MAIS O con­teú­do edi­to­rial de Em­ba­la­gem­Mar­ca é
res­guar­da­do por di­rei­tos au­to­rais. Não é per­
CARTA DO EDITOR ........................ 4 mi­ti­da a re­pro­du­ção de ma­té­rias edi­to­riais
pu­bli­ca­das nes­ta re­vis­ta sem au­to­ri­za­ção da
ESPAÇO ABERTO ........................... 8 Blo­co de Co­mu­ni­ca­ção Ltda. Opi­niões ex­pres­
PANORAMA................................... 22 sas em ma­té­rias as­si­na­das não re­fle­tem
ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião da re­vis­ta.
DISPLAY ........................................ 48
Espaço aberto
de la­tas de re­fri­ge­ran­tes e cer­ve­jas?
Ro­ber­to Arau­jo La­cer­da.
La­dal Plás­ti­cos e Em­ba­la­gens Ltda.
Rio Cla­ro – SP

T e­nho o pra­zer de as­si­nar Em­ba­la­


gem­Mar­ca, na to­tal cer­te­za de es­tar
ad­qui­rin­do a me­lhor pu­bli­ca­ção do
ramo no país. Suas re­por­ta­gens sé­rias,
fru­to de pes­qui­sa e da com­pe­tên­cia
dos pro­fis­sio­nais des­sa re­vis­ta, fa­zem-
na de im­pres­cin­dí­vel ne­ces­si­da­de no

C
de­sign atual.
um­pri­men­to os pro­fis­sio­nais da Ju­rair Cos­ta Ca­val­can­te
re­vis­ta Em­ba­la­gem­Mar­ca pela prá­ Pro­gra­ma­dor vi­sual
ti­ca do jor­na­lis­mo cor­re­to e a preo­cu­ Uni­ver­si­da­de Es­tá­cio de Sá
pa­ção dos edi­to­res e jor­na­lis­tas em Rio de Ja­nei­ro, RJ
pu­bli­car ma­té­rias isen­tas, ati­tu­des
que apre­cia­mos e que são me­re­ce­do­ P a­ra­béns pela edi­ção nº 17 de Em­ba­
la­gem­Mar­ca, que tão bem tra­tou da
ras de todo o nos­so res­pei­to.
Fran­cis­co de As­sis Es­me­ral­do ques­tão da se­gu­ran­ça nas em­ba­la­gens
Pre­si­den­te do Ins­ti­tu­to do PVC de pro­du­tos de con­su­mo. A pro­fun­di­
São Pau­lo – SP da­de e a abran­gên­cia com que o as­sun­

A
to foi tra­ta­do es­tão além do que ge­ral­
gra­de­ce­mos ao edi­to­rial de Em­ba­ men­te se vê, e creio que os con­cei­tos
la­gem­Mar­ca pela gran­de aten­ção ex­pres­sos irão aju­dar mui­to na de­fi­ni­
pres­ta­da à Top­coat, pe­las pu­bli­ca­ções ção do tipo de se­gu­ran­ça a ser in­cor­po­
es­pe­ciais – edi­ção 17, mês de no­vem­ ra­do a cada em­ba­la­gem. Tam­bém a
bro – e pela trans­pa­rên­cia com que são ques­tão da ino­va­ção na re­la­ção mar­ca-
pu­bli­ca­das as ma­té­rias, que en­ri­que­ em­ba­la­gem-con­su­mi­dor, co­lo­ca­da do
cem o lei­tor de in­for­ma­ções so­bre pon­to de vis­ta de opor­tu­ni­da­de de
no­vas tec­no­lo­gias. in­cre­men­to de ven­das em áreas que
Ka­ri­na Del Car­lo ne­ces­si­tam di­fe­ren­ciar-se, foi ino­va­do­
Mar­ke­ting da Tor­res ra. Es­pe­ro que dê bons fru­tos para
Eti­que­tas Ade­si­vas – Top­coat to­dos os que es­tão na ca­deia lo­gís­ti­ca
São Pau­lo – SP des­ses pro­du­tos. Aguar­do an­sio­so a

M
pró­xi­ma edi­ção.
ais uma vez vo­cês mos­tram que Car­los Rosa
não es­tão aqui para ser mais uma Di­re­tor su­pe­rin­ten­den­te
re­vis­ta so­bre em­ba­la­gens. Pa­ra­béns Pro­pack Em­ba­la­gens
pela pos­tu­ra éti­ca para com seus lei­to­ São Pau­lo, SP
res, que, mais do que pu­bli­ci­da­de,
pro­cu­ram in­for­ma­ção real­men­te re­le­ Sobre ter­moen­co­lhí­veis, fo­mos pro­
van­te para suas prá­ti­cas pro­fis­sio­nais. cu­ra­dos tam­bém pelo di­re­tor de
Re­na­to Bor­de­nousky Fi­lho mar­ke­ting da Slee­ver In­ter­na­tio­nal,
Pro­fes­sor de Tec­no­lo­gia sr. Gil­les Fres­nel, que apon­ta um
da Em­ba­la­gem, PUC-PR equí­vo­co na in­for­ma­ção a res­pei­to
Cur­so de De­se­nho In­dus­trial do ró­tu­lo-la­cre do café so­lú­vel Trop­
Cu­ri­ti­ba – PR
pi­cus, da Café Igua­çu, for­ne­ci­do por
G os­ta­ria de co­men­tar, em pri­mei­
ro lu­gar, o bom con­teú­do da re­vis­ta.
aque­la em­pre­sa: ele é de PET, não
de PVC, como saiu na edi­ção de
Na re­por­ta­gem “So­bram ti­ros para no­vem­bro (nº 17).
to­dos” (Emb ­ al
­ ag
­ em­Mar­ca 16), por
que não fa­lar so­bre o pa­pel-­car­tão,
prin­ci­pal­men­te do seg­men­to de be­bi­
das, es­pe­cí­fi­co no acon­di­cio­na­men­to
INFORME PUBLICITÁRIO

Um horizonte
sem solventes
Vantagens palpáveis na laminação de flexíveis

P
ode ha­ver dú­vi­das quan­to a ou­tros as­pec­tos,
mas uma coi­sa é cer­ta no fu­tu­ro da la­mi­na­ção
de fil­mes plásticos e de fo­lhas de alu­mí­nio: as
má­qui­nas não mais ope­ra­rão com ade­si­vos à
base de sol­ven­tes. As téc­ni­cas de ade­si­va­ção com produtos
so­lú­veis em água, ál­cool, ace­ta­to de eti­la e ou­tros agen­tes
vêm sen­do subs­ti­tuí­das, de­vi­do a mo­ti­vos am­bien­tais e
eco­nô­mi­cos.
A his­tó­ria des­sa re­vo­lu­ção no mercado de embalagens
fle­xí­veis começou na Ale­ma­nha, há mais de quin­ze anos,
nos la­bo­ra­tó­rios da Lio­fol, empresa do Gru­po Hen­kel. Na
épo­ca, an­te­ven­do a pre­fe­rên­cia dos consumidores por
produtos se­gu­ros e isen­tos de adi­ti­vos A Liofol testa a adesivação de laminados, para que
seus clientes tenham garantia total de qualidade
quí­mi­cos, a empresa co­me­çou a de­sen­
vol­ver, em par­ce­ria com clien­tes e for­ as van­ta­gens do novo sis­te­ma.
ne­ce­do­res, novos ti­pos de ade­si­vos com De fato, a la­mi­na­ção sem sol­ven­tes traz
um ape­lo téc­ni­co di­fe­ren­cial – os Ade­si­ para os con­ver­te­do­res inú­me­ros be­ne­fí­
vos sem Sol­ven­tes, ou Sol­ven­tless. cios de or­dem eco­nô­mi­ca. Para co­me­çar, a
Os re­sul­ta­dos ob­ti­dos desde então com ve­lo­ci­da­de de má­qui­na é maior, já que,
esse tipo de la­mi­na­ção evidenciam o tra­ tra­ba­lhan­do ape­nas com só­li­dos, não há
ba­lho con­jun­to de for­ne­ce­do­res de ma­té­ lí­qüi­dos para se­car. Isso re­sul­ta tam­bém
rias-pri­mas, trans­for­ma­do­res e fa­bri­can­ em eco­no­mia de um equi­pa­men­to com­
tes de equi­pa­men­tos. Nos la­bo­ra­tó­rios da Liofol, a ade­são é ple­men­tar, a es­tu­fa. E há, é cla­ro, a eco­no­mia re­pre­sen­ta­da
tes­ta­da exaus­ti­va­men­te com to­das as com­bi­na­ções de ma­te­ pela ine­xis­tên­cia do pró­prio sol­ven­te. É por ra­zões como es­sas
riais con­ce­bí­veis, de modo que o con­ver­te­dor, ao de­ci­dir-se que, hoje, de cada dez con­ver­te­do­res que pla­ne­jam pro­du­zir
pela com­pra de de­ter­mi­na­do equi­pa­men­to para pro­du­zir um la­mi­na­dos, nove ado­tam o pro­ces­so sem sol­ven­tes.
la­mi­na­do, tem um lau­do an­te­ci­pa­do da­qui­lo que de fato fun­ Mas, sem dú­vi­da, vem sen­do le­va­da em con­ta tam­bém a
cio­na­rá. Em to­dos os paí­ses em que es­tá pre­sen­te, in­clu­si­ve o valorização de ima­gem re­pre­sen­ta­da pela au­sên­cia de sol­
Bra­sil, a Lio­fol tem pro­fis­sio­nais téc­ni­cos dis­po­ní­veis para dar ven­tes nos la­mi­na­dos. É uma ques­tão que deverá cres­cer de
toda a as­sis­tên­cia ne­ces­sá­ria à im­plan­ta­ção do sis­te­ma. É por im­por­tân­cia, es­pe­cial­men­te para em­pre­sas em­pe­nha­das em
isso e por ter saído à frente nas pesquisas que a Liofol mantém ex­por­tar: os paí­ses de­sen­vol­vi­dos vêm im­pon­do cres­cen­tes
disparada liderança nesse mercado. bar­rei­ras a produtos que não aten­dam às es­pe­ci­fi­ca­ções da
nor­ma ISO 14000.
Resposta à demanda
Ou­tro exem­plo dos bons re­sul­ta­dos al­can­ça­dos em Sol­
ven­tless é a dis­tri­bui­ção ho­mo­gê­nea de ade­si­vo apli­ca­do
na for­ma­ção das embalagens fle­xí­veis, que che­ga a ser de 1
a 2 gra­mas por me­tro qua­dra­do. Ela se­ria im­pos­sí­vel se,
pa­ra­le­la­men­te ao de­sen­vol­vi­men­to dos ma­te­riais, os fa­bri­
can­tes de equi­pa­men­tos não se en­ga­jas­sem na nova ten­ Liofol sempre um passo à frente
dên­cia, passando a pro­du­zir cada vez mais e a aper­fei­çoar Lio­fol Ind. e Com. de Ade­si­vos Ltda.
as má­qui­nas para la­mi­na­ção sem sol­ven­tes. A ri­gor, res­ Tel. (11) 3848-2442 • Fax: (11) 3848-2444
pon­diam à de­man­da de seus clien­tes, que logo per­ce­beram www.lio­fol.com.br • e-mail: lio­fol@lio­fol.com.br
ENTREVISTA

“Com trabalho, um bom futuro” Madi é hoje di­re­tor ge­ral do ITAL


e coor­de­na­dor do Ce­tea, onde
su­per­vi­sio­na al­gu­mas ati­vi­da­des.
Sob seu cri­vo, a ins­ti­tui­ção foi
pio­nei­ra ao lan­çar, em 1998, o
Bra­sil Pack Trends, do­cu­men­to de
aná­li­se do mer­ca­do mun­dial de
em­ba­la­gens e de ten­dên­cias de
con­su­mo e acon­di­cio­na­men­to de
pro­du­tos. O do­cu­men­to aca­ba de
ga­nhar sua se­gun­da edi­ção (da
qual Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­ a an­te­ci­
pou al­guns pon­tos na edi­ção 12),
“mui­to mais abran­gen­te e in­for­
ma­ti­va”, res­sal­ta o pro­fis­sio­nal.
Al­gu­mas das prin­ci­pais pers­pec­ti­
vas e con­clu­sões do es­tu­do são
abor­da­das nes­ta en­tre­vis­ta, as­sim
como as vi­sões pes­soais de Madi
so­bre o andar da in­dús­tria de bens
de con­su­mo e a evo­lu­ção da tec­
no­lo­gia de em­ba­la­gem no país.
Se­gun­do ele, ocorre hoje um
mo­vi­men­to gra­da­ti­vo para for­ta­le­
cer atividades de pes­qui­sa e de­sen­
vol­vi­men­to, com in­di­ca­ti­vos cla­
divulgação

ros. “O Ce­tea ex­pe­ri­men­tou seu

I
maior cres­ci­men­to, nos úl­ti­mos
cin­co anos, exa­ta­men­te em 2000”,
n­ves­tir em pes­qui­sa e de­sen­ con­ta. “E o go­ver­no têm in­ves­ti­do
luís madi, diretor vol­vi­men­to de sis­te­mas de para mo­der­ni­zar os ins­ti­tu­tos, tor­
geral do ITAL e em­ba­la­gem não é o for­te da nan­do-os mais efi­cien­tes.”
in­dús­tria na­cio­nal. Mu­dar
coordenador do CETEA, este qua­dro é fun­da­men­tal Aca­ba de ser lan­ça­da a edi­ção
fala da necessidade de para que o Bra­sil se for­ta­le­ 2000 do Bra­sil Pack Trends. Se­ria
ça no mer­ca­do cada vez pos­sí­vel sin­te­ti­zar quais se­rão as
se investir em pesquisa mais glo­ba­li­za­do e com­pe­ti­ti­vo. gran­des ten­dên­cias de em­ba­la­
e em tecnologia para Essa ban­dei­ra é sus­ten­ta­da fer­re­a- gem, dis­tri­bui­ção e con­su­mo,
mente por Luís Madi. Há 28 anos como ex­pres­sa o sub­tí­tu­lo do tra­
competir num mercado no Ins­ti­tu­to de Tec­no­lo­gia de Ali­ ba­lho, para o ano que vem?
cada vez mais men­tos (ITAL), ór­gão vin­cu­la­do à O Bra­sil hoje está jun­to com o
APTA – Agên­cia Pau­lis­ta de Tec­ mun­do. Quan­do você per­gun­ta
globalizado, e aponta no­lo­gia de Agro­ne­gó­cios, Madi já quais se­rão as ten­dên­cias aqui no
algumas das principais ocu­pou a di­re­ção do Ce­tea – Cen­ Bra­sil, não te­nha dú­vi­da de que
tro de Tec­no­lo­gia de Em­ba­la­gem, se­rão as ten­dên­cias in­ter­na­cio­nais.
tendências nas áreas de de Cam­pi­nas (SP), tal­vez a re­fe­ Há dez anos ha­via no Bra­sil dez
rên­cia mais só­li­da em ins­ti­tu­tos de das cin­qüen­ta prin­ci­pais em­pre­sas
consumo, distribuição
aná­li­se e de­sen­vol­vi­men­to de de em­ba­la­gem do mun­do. Hoje
e embalagem em­ba­la­gens no país. te­mos trin­ta. Em 2005 te­re­mos

10 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


qua­ren­ta, qua­ren­ta e cin­co, se não es­pe­rar um cres­ci­men­to dos mer­ con­sen­so é de que o co­mér­cio ele­
as cin­qüen­ta gran­des em­pre­sas ca­dos de con­ge­la­dos e pra­tos trô­ni­co, a cur­to pra­zo, será bas­tan­
ins­ta­la­das aqui. Mas, ape­sar de pron­tos ou se­mi­pron­tos? te cen­tra­do no B2B. Ain­da é uma
es­tar­mos tão per­to das ten­dên­cias Não há dú­vi­da de que o mer­ca­do in­cóg­ni­ta no B2C. Essa par­te de
in­ter­na­cio­nais, das tec­no­lo­gias, até de Home Meal Re­pla­ce­ment, que é com­pra e ven­da no B2B vai afe­tar
pe­las po­lí­ti­cas das mul­ti­na­cio­nais a ali­men­ta­ção fora de casa ou a bas­tan­te as em­pre­sas. Na hora em
e de gran­des em­pre­sas de te­rem subs­ti­tui­ção das re­fei­ções ca­sei­ras, que te­mos uma sé­rie de em­pre­sas
for­ne­ci­men­to glo­bal de em­ba­la­ vai au­men­tar pro­gres­si­va­men­te. ven­den­do ele­tro­ni­ca­men­te, é pre­
gens, ain­da te­mos mui­tos pro­ble­ Esse cres­ci­men­to muda o per­fil ci­so que elas es­te­jam em con­for­
mas. Ao mes­mo tem­po, a glo­ba­li­ das em­ba­la­gens. Elas dei­xarão de mi­da­de com a es­pe­ci­fi­ca­ções dos
za­ção está tra­zen­do um pro­ces­so ser tra­di­cio­nais para se­r con­ve­ com­pra­do­res. Como é um pro­ces­
de ho­mo­ge­nei­za­ção, que traz con­ nien­tes, dei­xar um pou­co o lado de so ele­trô­ni­co, é mui­to im­por­tan­te
si­go al­gu­mas con­se­qüên­cias. que haja cer­ti­fi­ca­ções, es­tu­dos,
para ga­ran­tir a qua­li­da­de. A ou­tra
Quais delas o se­nhor apon­ta­ria O consumidor mu­dan­ça, do co­mér­cio ele­trô­ni­co
como as mais sig­ni­fi­ca­ti­vas? di­re­to ao con­su­mi­dor, ain­da está
Hou­ve, por exem­plo, uma cons­
brasileiro vê sob ob­ser­va­ção. Há ques­tio­na­men­
cien­ti­za­ção maior so­bre o meio a mudança de tos so­bre a via­bi­li­da­de dos pro­du­
am­bien­te. Es­ta­mos sain­do da­que­la tos con­ge­la­dos e re­fri­ge­ra­dos nes­
vi­são mono-orien­ta­da so­bre re­ci­ embalagem como sa con­jun­tu­ra, não sa­be­mos ain­da
cla­gem, e isso é uma ten­dên­cia. ferramenta para o fab- para onde isso vai. Para se­to­res
No lado do con­su­mo, um dos gran­ como li­vros, CDs, até com­pu­ta­do­
des pon­tos crí­ti­cos é que, cada vez ricante ter mais lucro, res, as coi­sas es­tão cla­ras. Até que
mais, te­re­mos ta­ma­nhos di­fe­ren­tes para reduzir custos. É pon­to a em­ba­la­gem vai in­fluen­ciar
para pro­du­tos acondiciona­dos, na com­pra quan­do você não sabe
bem como ca­nais de dis­tri­bui­ção preciso mui­to bem o que você quer? Aí
distintos. Ou seja, ha­ve­rá mais uma adequação, talvez en­tram as pes­qui­sas que mos­tram
ade­qua­ção às ne­ces­si­da­des do con­ o caso do Bra­sil, onde, di­fe­ren­te­
su­mi­dor e, ao mes­mo tem­po, no­vos de pura men­te da Eu­ro­pa e dos Es­ta­dos
ca­nais de al­can­ce. A in­dús­tria de Uni­dos, o con­su­mi­dor en­tra na loja
comunicação
em­ba­la­gem terá de ter ver­sa­ti­li­da­ ou no su­per­mer­ca­do sa­ben­do ape­
de. Se an­tes uma em­pre­sa fa­bri­ca­ nas 20% do que vai com­prar...
va ape­nas um tipo de gar­ra­fa, terá pre­ser­va­ção para fo­car o lado de Tudo é ain­da uma in­cóg­ni­ta, uma
de pro­du­zir os mais di­ver­sos ti­pos. con­ten­ção do pro­du­to. A pes­soa ten­dên­cia que vai bus­car seu ca­mi­
E aí en­tra ou­tro as­pec­to, que é a com­pra o pro­du­to, come e des­car­ta nho. Ve­re­mos no que vai dar.
ne­ces­si­da­de de ver­sa­ti­li­da­de nas ime­dia­ta­men­te a em­ba­la­gem. É
li­nhas de acon­di­cio­na­men­to dos um mer­ca­do que cres­ce nos Es­ta­ Pelo que o se­nhor tem acom­pa­
pro­du­to­res. Ou­tro pon­to ine­vi­tá­vel dos Uni­dos, cres­ce no Bra­sil. nha­do em seu tra­ba­lho, como o
é a con­ve­niên­cia. Tudo que for To­das as em­pre­sas li­ga­das a fei­ras con­su­mi­dor está en­xer­gan­do a
li­ga­do a por­ções me­no­res, ta­ma­ de em­ba­la­gem es­tão fo­can­do esse em­ba­la­gem, de um modo ge­ral?
nhos in­di­vi­duais, vai ser mais co­mér­cio, pois con­ve­niên­cia pas­sa Um tra­ba­lho que apre­sen­ta­mos no
apro­pria­do. As em­pre­sas vão ter a ser a pa­la­vra-cha­ve. Pack Trends, o úni­co es­tu­do do
de tra­ba­lhar isso com gran­des cen­ gê­ne­ro rea­li­za­do no Bra­sil, fei­to
trais de dis­tri­bui­ção, que vão re­pas­ No lado da dis­tri­bui­ção, há grande pelo Pro­con, mos­tra que o con­su­
sar a gran­des ca­deias, que por sua ex­pec­ta­ti­va em re­la­ção ao e-com­ mi­dor bra­si­lei­ro olha a em­ba­la­gem
vez te­rão de re­dis­tri­buir os pro­du­ mer­ce. O que o se­nhor tem obser­ com des­con­fian­ça em mui­tos
tos a to­das as suas lo­jas. É um vado nes­se pon­to? mo­men­tos. Ele vê a mu­dan­ça de
gran­de nó, que vem atrain­do a O e-com­mer­ce foi tema de um em­ba­la­gem como fer­ra­men­ta para
aten­ção de vá­rios con­sul­to­res. se­mi­ná­rio rea­li­za­do há pou­co tem­ o fa­bri­can­te ven­der mais, ter mais
po em Chi­ca­go (EUA), cha­ma­do lu­cro, para re­du­ção de seus cus­tos.
O se­nhor fa­lou em con­ve­niên­cia So­lu­tions 2000, do qual par­ti­ci­pei. Só um nú­me­ro mui­to pe­que­no
como pa­la­vra de or­dem cada vez Não te­nha dú­vi­da de que isso vai acre­di­ta que é para aten­der suas
mais im­pe­ra­ti­va. Pode-se então afe­tar a ca­deia como um todo. O ne­ces­si­da­des. To­das as pes­qui­sas

dez 2000/jan 2001 • embalagemmarca – 11


que se vê, in­clu­si­ve as mos­tra­das do que pas­sa fome, os des­per­dí­ vi­são, e cabe a nós, até mes­mo a
no Pack Trends, di­zem que o con­ cios são al­ta­men­te ques­tio­ná­veis. vo­cês como re­vis­ta, le­van­tar essa
su­mi­dor é o rei, o foco é no con­su­ En­tão, é pre­ci­so cha­mar a res­pon­ dis­cus­são. O Bra­sil ain­da não ava­
mi­dor. En­tão é pre­ci­so uma ade­ sa­bi­li­da­de tam­bém do con­su­mi­ lia o im­pac­to eco­nô­mi­co e o
qua­ção, tal­vez de pura co­mu­ni­ca­ dor. Se o con­su­mi­dor mora so­zi­ im­pac­to am­bien­tal das per­das.
ção. O pro­ce­di­men­to não é mais nho, tem de com­prar pro­du­to na
lan­çar um pro­du­to e ver se ele em­ba­la­gem ade­qua­da. Deve ha­ver De qual­quer for­ma, a bus­ca de
agra­da o con­su­mi­dor, mas lan­çá- um ca­sa­men­to, as in­dús­trias de­vem re­du­ção na fon­te, que se­ria essa
lo já vi­san­do aten­der às ne­ces­si­da­ ofe­re­cer as op­ções e o con­su­mi­dor oti­mi­za­ção no uso dos ma­te­riais,
des dele. A mes­ma coi­sa acontece pre­ci­sa ter sen­so crí­ti­co. Há tam­ pa­re­ce ter avan­ça­do bas­tan­te nos
com as em­ba­la­gens, que de­vem bém o lado ins­ti­tu­cio­nal, que é úl­ti­mos anos.
ser fei­tas para se­r con­ve­nien­tes e mui­to im­por­tan­te. Lem­bro que, Os avan­ços no Bra­sil têm sido sig­
ao gos­to do con­su­mi­dor. num pe­río­do re­cen­te, piz­za­rias e ni­fi­ca­ti­vos. A espessura dos se­los
de alu­mí­nio para em­ba­la­gens de
As pesquisas apontam sempre io­gur­te, por exem­plo, em dois anos
como exigência do consumidor a O cenário até foi reduzida de quarenta mi­cra para
resselagem. . . nove mi­cra. A lata de aço ti­nha
A ques­tão do re­fe­cha­men­to, da 2005 é bem mais oti- 22,5mm de es­pes­su­ra, ago­ra tem
res­se­la­gem dos pro­du­tos, é ou­tro mista do que o que cer­ca de 17mm. To­dos que­rem
pon­to que já apon­tá­va­mos na ver­ re­du­zir, é im­pres­sio­nan­te. Ago­ra,
são de 1998 do Pack Trends e que fizemos de 1995 a para re­du­zir 1 gra­ma te­nho de
se con­so­li­dou. É um de­ta­lhe, mas 2000, pois temos pre- ga­ran­tir de­sem­pe­nho ade­qua­do – e
dei­xa­va al­guns ti­pos de em­ba­la­ de­sem­pe­nho, hoje, é de­sem­pe­nho
gem, como as me­tá­li­cas, as car­to­ visão de crescimento e na li­nha de pro­du­ção. Se por um
na­das, os sa­chês e os pou­ches lado au­men­tou a ve­lo­ci­da­de de
uma conscientização
auto-sus­ten­tá­veis em des­van­ta­ li­nha de pro­du­ção e diminuiu a
gem. Na Pack Expo, em Chi­ca­go, maior das empresas es­pes­su­ra dos ma­te­riais, nos­sos sis­
ha­via um pa­vi­lhão so­men­te de­di­ te­mas de trans­por­te e dis­tri­bui­ção
ca­do a zí­pe­res! Essa foi uma exi­
de que se deve inve-
ain­da não fo­ram oti­mi­za­dos. Há
gên­cia do con­su­mi­dor, que di­zia: stir em ciência ex­ces­so de ma­nu­seio, o que aca­ba
“Se não ti­ver sis­te­ma de res­se­la­ pre­ju­di­can­do o pro­ces­so. A ca­deia
gem, ou atri­bu­tos de con­ve­niên­
e tecnologia tem de ser tra­ba­lha­da na sua to­ta­li­
cia, vou bus­car ou­tro tipo de em­ba­ da­de. Se­não, oti­mi­za-se na li­nha de
la­gem.” Ele tem tan­tas op­ções, pro­du­ção e na li­nha de en­chi­men­to,
hoje, que real­men­te bus­ca. res­tau­ran­tes abriam em­ba­la­gens mas ao fim há uma sé­rie de per­das
de molho destinadas ao con­su­mi­ por­que o sis­te­ma de trans­por­te e
A re­du­ção de uso de ma­té­rias-pri­ dor final. Era um gas­to de ener­gia ma­nu­seio não acom­pa­nha.
mas vem sen­do res­sal­ta­da como fan­tás­ti­co, mas não ha­via op­ção,
meta cons­tan­te pela in­dús­tria de uma em­ba­la­gem ade­qua­da àque­la Isto é, há certa falta de visão. . .
em­ba­la­gem. Mas o uso cres­cen­te ne­ces­si­da­de. Hoje existem po­tes, Ou­tra ten­dên­cia bem cla­ra é que o
de do­ses e por­ções in­di­vi­duais, bal­des, para con­su­mo ins­ti­tu­cio­nal mun­do todo está oti­mi­zan­do a em­ba­
se­guin­do a pa­la­vra de or­dem da de res­tau­ran­tes, ba­res, hos­pi­tais. la­gem pri­má­ria, para ter a fun­ção
con­ve­niên­cia, não é um pa­ra­do­xo, Aí sim é mi­ni­mi­za­do o des­per­dí­ fo­ca­da só na ne­ces­si­da­de do con­su­
já que se con­so­me mais ma­te­rial? cio de ma­te­rial. Por­que para o mi­dor. O tra­ba­lho de re­sis­tên­cia
É pre­ci­so lem­brar que a me­lhor con­su­mo in­di­vi­dual, as em­ba­la­ me­câ­ni­ca fica por con­ta da em­ba­la­
em­ba­la­gem é a que se ade­qua à gens são me­no­res e gas­tam mais gem de dis­tri­bui­ção, ou se­cun­dá­ria.
ca­pa­ci­da­de de con­su­mo do con­su­ ma­te­rial, mas se o des­per­dí­cio é Ou seja, a pri­má­ria é só para o con­su­
mi­dor. Quan­do eu jogo pro­du­to zero, no fi­nal o im­pac­to am­bien­tal mo final. Toda a par­te de pa­le­ti­za­ção,
fora, jogo fora tam­bém todo o ou eco­nô­mi­co é mais van­ta­jo­so de re­sis­tên­cia, cabe à em­ba­la­gem de
re­cur­so na­tu­ral da pro­du­ção, in­fluo que fi­car ape­nas re­du­zin­do, mas dis­tri­bui­ção, tal­vez a área que mais se
em pro­ble­mas am­bien­tais por cau­ des­per­di­çan­do em­ba­la­gem e pro­ aper­fei­çoou no Bra­sil ultimamente,
sa dos re­sí­duos, e des­per­di­ço du­to. A so­cie­da­de e o con­su­mi­dor até por­que a da em­ba­la­gem pri­má­ria
ma­té­ria-pri­ma tam­bém. Num mun­ ain­da não têm com cla­re­za essa já foi mui­to de­sen­vol­vi­da.

12 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


As em­pre­sas in­ves­tem su­fi­cien­te­ Há al­gum le­van­ta­men­to de quan­to ção maior nas em­pre­sas de que
men­te em pes­qui­sa e de­sen­vol­vi­ é in­ves­ti­do pe­las em­pre­sas em tem de ha­ver in­ves­ti­men­to em
men­to de em­ba­la­gem no Bra­sil? em­ba­la­gem no Bra­sil? ciên­cia e tec­no­lo­gia e uma coi­sa
Cla­ro que ain­da não. Isso faz par­te O go­ver­no tem da­dos de que bate mui­to im­por­tan­te que é a ino­va­
de um pro­ces­so. Até pou­co tem­po em 1,2% do PIB. Em paí­ses como ção tec­no­ló­gi­ca. Os pro­je­tos de
atrás tí­nha­mos um qua­dro in­fla­ os mais de­sen­vol­vi­dos da Eu­ro­pa, ex­por­ta­ção, os pro­gra­mas de
cio­ná­rio que atra­pa­lha­va pla­nos o Ja­pão, os Es­ta­dos Uni­dos, esse in­cen­ti­vo à modernização e à
de in­ves­ti­men­tos em pes­qui­sa e nú­me­ro chega a 2%, 2,5% do PIB. ciên­cia e à tec­no­lo­gia es­tão tra­
de­sen­vol­vi­men­to. Ou­tro dia, num O maior de­sa­fio do Bra­sil é tra­zer zen­do mais à rea­li­da­de a área de
se­mi­ná­rio, o go­ver­no dei­xou cla­ro o se­tor pri­va­do para fa­zer pes­qui­ ino­va­ção tec­no­ló­gi­ca, que é on­de
que o Bra­sil vai prio­ri­zar in­ves­ti­ sa e de­sen­vol­vi­men­to. o Ce­tea, o ITAL, os ins­ti­tu­tos tra­
men­tos em ciên­cia e tec­no­lo­gia. O ba­lham mais. Nes­se ce­ná­rio, as
qua­dro hoje é de 80% de in­ves­ti­ Como a pri­mei­ra ver­são do Pack agên­cias de fo­men­to co­me­çam a

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men­tos do go­ver­no e 20% do se­tor Trends fo­ca­va os ce­ná­rios de 1995 fo­car e es­ta­be­le­cer pro­gra­mas
pri­va­do. Vai ter de pas­sar para a 2000 no país, qual a pers­pec­ti­va mais ade­qua­dos a es­sas ne­ces­si­
algo em tor­no de 60% do go­ver­no do se­nhor para os pró­xi­mos cin­co da­des. Sem em­ba­la­gens me­lho­res,
e 40% da ini­cia­ti­va pri­va­da. Esse anos em ter­mos de con­jun­tu­ra pro­du­tos melhores, não adian­ta:
pulo vai ter de ser dado, e vai ser eco­nô­mi­ca e, con­se­qüen­te­men­te, não con­se­gui­re­mos me­lho­rar as
preciso bus­car for­mas de in­cen­ti­ de ex­pan­são de mer­ca­dos? ex­por­ta­ções. Um dis­cur­so está
vo e de cons­cien­ti­za­ção das em­pre­ Con­si­de­ro o ce­ná­rio para 2000 até to­man­do con­ta de qual­quer aná­li­
sas, por­que uma par­te não é só 2005 bem mais oti­mis­ta que o que se, de tudo o que te­nho ou­vi­do: o
in­cen­ti­vo, é cul­tu­ral. As em­pre­sas tí­nha­mos pre­vis­to de 1995 a 2000. Bra­sil só vai cres­cer se cres­ce­rem
não ti­nham essa vo­ca­ção, devido a Te­mos es­ta­bi­li­da­de, pre­vi­são de as ex­por­ta­ções – em­ba­la­gem é um
uma sé­rie de pro­ces­sos his­tó­ri­cos. cres­ci­men­to e uma cons­cien­ti­za­ fa­tor crí­ti­co nes­se de­se­jo.
CAPA

perspectivas
Setor de embalagens prevê que 2001 não será muito diferente de
2000, aliás melhor do que o esperado. Ameaças localizadas não
há. Possíveis riscos viriam do macroeconômico e do exterior

H
á exatamente um ano, Em­ba­la­gem­Mar­ca pre­vi­sões ne­ga­ti­vas, mas que se di­luí­ram”, cons­ta­ta
pro­cu­rou lis­tar as ex­pec­ta­ti­vas de di­ver­sos Gra­ham Wal­lis, di­re­tor do ins­ti­tu­to de pes­qui­sa de
pro­fis­sio­nais li­ga­dos à ca­deia de em­ba­la­gem mer­ca­do Da­ta­mark. É por isso que o em­pre­sa­ria­do
para o ano 2000. Na épo­ca, era dei­xa­do para em geral pre­fe­re olhar as pers­pec­ti­vas para o pró­xi­
trás um 1999 tur­bu­len­to, em que a des­va­lo­ri­za­ção do mo exer­cí­cio com os pés no chão.
real com­pli­cara pla­nos am­bi­cio­sos e com­pro­me­tera Com o se­tor de em­ba­la­gens não é di­fe­ren­te. Ape­
in­ves­ti­men­tos de vul­to fo­ca­dos na ex­pan­são de mer­ sar de não ha­ver amea­ças lo­ca­li­za­das pai­ran­do sobre
ca­do. Mes­mo as­sim, a sen­sa­ção ge­ral era de que, se o negócio, há apreen­são e cau­te­la, em vir­tu­de de pos­
não ha­via sido dos me­lho­res, 1999 tam­bém não fora sí­veis tur­bu­lên­cias no ce­ná­rio ma­croe­co­nô­mi­co.
um ano para ser es­que­ci­do. As coi­sas ca­mi­nha­ram, Trata-se de uma preo­cu­pa­ção re­cor­ren­te nas em­pre­
mes­mo que a pas­sos cur­tos. sa­s. “O vo­lu­me e o va­lor da pro­du­ção de em­ba­la­gens
E o ano de 2000, afi­nal, foi me­lhor. No ge­ral, acom­pa­nham e até su­pe­ram um pou­co a cur­va do
per­ce­be-se que as ex­pec­ta­ti­vas em re­la­ção a cres­ci­ PIB”, lem­bra Élio Ce­pol­li­na, coor­de­na­dor ge­ral do
men­to de mer­ca­do de for­ma ge­ral ba­te­ram com o que Pro­la­ta – Pro­gra­ma de Va­lo­ri­za­ção e In­cen­ti­vo ao
se es­pe­ra­va. Nada de es­pe­ta­cu­lar. Ao mes­mo tem­po Uso da Em­ba­la­gem Me­tá­li­ca. “Por­tan­to, as gran­des
nada de­sa­ni­ma­dor. al­te­ra­ções de­pen­dem de mo­vi­men­tos ma­croe­co­nô­
O con­sen­so, ago­ra, pa­re­ce ser o de que 2001 será mi­cos”, ele diz. “Isso pode re­pre­sen­tar tan­to uma
bas­tan­te pa­re­ci­do com 2000. “Hou­ve mui­to es­tar­da­ amea­ça como uma opor­tu­ni­da­de.”
lha­ço em re­la­ção ao de­sem­pe­nho de 2000, al­gu­mas
14 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001
Como pano de fundo, al­guns fa­to­res ex­ter­nos Bel­mon­te. “Isso, po­rém, de­pen­de efe­ti­va­men­te de
impedem pre­vi­sões muito otimistas para 2001. Entre fa­zer esse di­nhei­ro che­gar ao co­mér­cio e cir­cu­lar.”
eles estão a recém-deflagrada cri­se ar­gen­ti­na, o anún­ Ou­tra ba­ta­lha em 2001, para al­guns se­to­res, será
cio de uma pos­sí­vel de­sa­ce­le­ra­ção da eco­no­mia nor­ fo­ca­da na ques­tão de uma po­lí­ti­ca mais ra­cio­nal de
te-ame­ri­ca­na e a ins­ta­bi­li­da­de do pre­ço do pe­tró­leo. im­pos­tos e pre­ços de ser­vi­ços pú­bli­cos e in­su­mos. “A
Este úl­ti­mo obri­ga o país a li­be­rar di­vi­sas maio­res in­jus­ta e pe­sa­da car­ga tri­bu­tá­ria pre­ju­di­ca for­te­men­te
para ad­qui­rir o pro­du­to e mexe com to­dos os cus­tos da nos­sas em­pre­sas”, la­men­ta Pau­lo Pe­res, pre­si­den­te da
ca­deia pro­du­ti­va. A situação é alarman­te prin­ci­pal­ ABPO – As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra do Pa­pe­lão On­du­la­do.
men­te na es­fe­ra da em­ba­la­gem em geral, não só nas “O se­tor de plástico também con­ti­nuou com­pri­mi­
de­ri­va­das di­re­ta­men­te do ma­te­rial, como as plás­ti­cas. do”, afirma Me­rheg Ca­chum, da Abi­plast. “De um
De modo ge­ral, umas mais outras menos, to­das de­pen­ lado, por cus­tos oli­go­po­li­za­dos ou re­gu­la­men­ta­dos –
dem de mui­ta ener­gia em sua fase de trans­for­ma­ção. ma­té­rias-pri­mas, sa­lá­rios, tri­bu­tos, ener­gia e de­mais
“A alta do pe­tró­leo e seu ser­vi­ços pú­bli­cos – e, de
im­pac­to so­bre a naf­ta, com ou­tro, pela gran­de pres­são
re­fle­xos di­re­tos nas re­si­nas, dos prin­ci­pais blo­cos de
au­men­ta­ram ain­da mais nos­ clien­tes, com maior po­der
sos cus­tos”, con­fir­ma Me­rheg de bar­ga­nha que a de um
Ca­chum, pre­si­den­te da As­so­
cia­ção Bra­si­lei­ra da In­dús­tria
Mesmo trabalhando se­tor pul­ve­ri­za­do em gran­
de nú­me­ro de pe­que­nos e
do Plás­ti­co – Abi­plast. mé­dios for­ne­ce­do­res.”
sob a influência de Mes­mo tra­ba­lhan­do sob
Con­su­mo frea­do  – No a in­fluên­cia des­sas pres­sões,

pressões como a
pa­no­ra­ma na­cio­nal há tam­ predomina no se­tor de em­ba­
bém grandes aba­ca­xis para la­gens uma aposta no
des­cas­car. O go­ver­no, sem aumento do con­su­mo de
dú­vi­da, terá pa­pel vi­tal para
que 2001 tra­ga fô­le­go à ati­
tributação pesada e o ma­te­riais e ser­vi­ços, se­guin­
do o mo­vi­men­to ob­ser­va­do
vi­da­de in­dus­trial. E é per­ti­ em 2000. Uma rá­pi­da cons­
nen­te res­sal­tar que a taxa de baixo poder aquisitivo ta­ta­ção ba­li­za essa ex­pec­ta­ti­
ju­ros real bra­si­lei­ra, se­gun­ va. Mes­mo em re­ces­são e
da maior do mun­do, in­ca­pa­
da população,
atra­ves­san­do di­ver­sas tur­bu­
ci­ta a ace­le­ra­ção dos in­ves­ lên­cias, os mer­ca­dos sem­pre
ti­men­tos e inibe o con­su­mo. cres­ce­ram, re­ve­lan­do opor­
Os úl­ti­mos me­ses de
2000 mos­tra­ram tam­bém
predomina no setor a tu­ni­da­des. Da­dos do Da­ta­
mark in­di­cam que ne­nhum
de­fla­ção, o que acu­sa um ma­te­rial de em­ba­la­gem teve
ca­bres­to no po­der de com­
pra da po­pu­la­ção, cuja mas­
aposta no aumento con­su­mo di­mi­nuí­do em
2000. Ao con­trá­rio, to­dos os
sa sa­la­rial não cres­ceu de se­to­res cres­ce­ram.
ma­nei­ra efe­ti­va – o in­di­ca­ do consumo de Ou­tros as­pec­tos in­fluem
dor per­ma­ne­ce no mes­mo nes­sa aná­li­se. O es­for­ço do
pa­ta­mar de um ano atrás. É
ou­tro as­pec­to que in­ti­mi­da materiais e serviços go­ver­no para in­cen­ti­var as
ex­por­ta­ções, atra­vés de pro­
pla­nos am­bi­cio­sos de in­ves­ gra­mas de qua­li­da­de e de
ti­men­tos, ape­sar de o ní­vel fi­nan­cia­men­tos, é um de­les.
de de­sem­pre­go es­tar re­cuan­do, ain­da que ti­mi­da­men­ As me­tas são am­bi­cio­sas, e 2001 sem dú­vi­da será um
te. Esse qua­dro freia o con­su­mo de pro­du­tos que não ano de­ci­si­vo nes­sa em­prei­ta­da. Um maior de­sen­vol­
se­jam itens bá­si­cos na des­pe­sa men­sal. “Se o go­ver­ vi­men­to do e-com­mer­ce e o uso mais efe­ti­vo da
no man­ti­ver a de­ci­são de não bai­xar mais os ju­ros e In­ter­net como fer­ra­men­ta de re­la­cio­na­men­to e tran­sa­
se a re­cu­pe­ra­ção eco­nô­mi­ca se firmar, é pos­sí­vel que ções B2B tam­bém de­vem con­tri­buir para di­mi­nuir
os con­su­mi­do­res vol­tem aos pro­du­tos ali­men­tí­cios e bar­rei­ras e au­men­tar ga­nhos (ver o qua­dro).
ou­tros”, ava­lia o di­re­tor exe­cu­ti­vo da Abi­vi­dro – In­ves­tir é pre­ci­so – A ver­da­de é que as prin­ci­pais
As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra das In­dus­trias de Vi­dro, Lu­cien

dez 2000/jan 2001 • embalagemmarca – 15


em­pre­sas do ramo de em­ba­la­gens es­tão sintoniza­das Além dis­so, sem a re­pe­ti­ção das chu­vas que cas­ti­ga­
com os vaivéns de mer­ca­do, e a con­clu­são é so­men­te ram o Nor­des­te em 2000, deve me­lho­rar a par­ti­ci­pa­
uma: é pre­ci­so cres­cer e in­ves­tir em po­lí­ti­ca de re­la­ ção do se­tor hor­ti­fru­ti­gran­jei­ro. O cres­ci­men­to do
cio­na­men­to e de mar­ke­ting de­di­ca­do para as­se­gu­rar e-com­mer­ce ine­vi­ta­vel­men­te irá ala­van­car ven­das,
um fu­tu­ro sem sus­tos. Nes­se sen­ti­do, al­guns pla­nos re­for­ça Pe­res (ver qua­dro).
aus­pi­cio­sos já es­tão sen­do re­ve­la­dos e dão bons in­dí­ O aço tam­bém pro­me­te para 2001. Élio Ce­pol­li­
cios de mo­vi­men­tos que serão vistos no pró­xi­mo na, do Pro­la­ta, lem­bra que nes­te ano hou­ve gran­des
exer­cí­cio. evo­lu­ções tec­no­ló­gi­cas e de pro­du­ção de em­ba­la­
O se­tor de pa­pel e ce­lu­lo­se, que dei­xa 2000 com gens me­tá­li­cas. E há a ex­pec­ta­ti­va de mais no­vi­da­
sal­do mais que po­si­ti­vo na ba­lan­ça co­mer­cial – as des. “A ino­va­ção tec­no­ló­gi­ca e, por­tan­to, a aqui­si­ção
ex­por­ta­ções de­vem ba­ter na casa de 2,807 mi­lhões de de sis­te­mas e equi­pa­men­tos, é con­tí­nua”, ele res­sal­
dó­la­res ao fi­nal do ano, con­tra cer­ca de 960 mi­lhões ta. “O se­tor de fo­lha-de-flan­dres para la­tas deve
de dó­la­res de ma­te­rial in­ves­tir nos pró­xi­mos três
im­por­ta­do – já se preo­cu­pa anos algo em tor­no de 20
em au­men­tar sua ca­pa­ci­da­ mi­lhões a 25 mi­lhões de
de pro­du­ti­va. Esse es­for­ço dó­la­res, prin­ci­pal­men­te em
de­ve ga­nhar vi­si­bi­li­da­de no­vas apre­sen­ta­ções, li­to­
em 2001. O se­tor está sen­ A folha-de-flandres gra­fia e no­vos for­ma­tos.”
do acon­s e­l ha­d o pelo Ce­pol­li­na lem­bra ain­da
BNDES a investir, para evi­
tar um au­men­to de im­por­ta­
tende a ser mais que o aço ten­de a ser mais
usa­do para pro­du­tos di­fe­
ções em caso de elevação ren­cia­dos, agre­gan­do va­lor,
do con­su­mo, não só em usada para produtos como ocorreu em 2000 nas
em­ba­la­gens como tam­bém li­nhas pre­mium de pa­ne­to­
no ramo edi­to­rial. Bo­ris nes, chás e bis­coi­tos fi­nos,
Ta­ba­cof, pre­si­den­te da Bra­ diferenciados, en­tre ou­tros. Tam­bém há a
cel­pa – As­so­cia­ção Bra­si­ apos­ta no for­ta­le­ci­men­to da
lei­ra de Ce­lu­lo­se e Pa­pel,
con­fir­ma in­ves­ti­men­tos de
agregando valor. As lata de aço para be­bi­das. A
cea­ren­se Me­ta­lic, maior
6,6 bi­lhões de dó­la­res em pla­yer nes­se cam­po, já es­tu­
2001 “para am­pliar a pro­
du­ção se­to­rial e ex­pan­dir as
embalagens de da a pos­si­bi­li­da­de de ins­ta­
lar uma se­gun­da uni­da­de
ex­por­ta­ções”. Para 2001 a para abas­te­cer as re­giões
as­so­cia­ção es­ti­ma um cres­ alumínio, vidro e aço Sul e Su­des­te.
ci­men­to de cer­ca de 5% em
fa­tu­ra­men­to, acom­pa­nhan­
do uma ele­va­ção do PIB. deverão ficar mais Alí­vio es­pe­ra­do – As­sim
como para o alu­mí­nio e
Na área de pa­pe­lão para o aço, a re­du­ção no
on­du­la­do o ano que fin­da
tam­bém dei­xa in­dí­cios de
fortes e mais leves, con­su­mo de ma­te­rial, fa­zen­
do em­ba­la­gens me­nos
bons ne­gó­cios. Em ou­tu­bro es­pes­sas mas sem per­da de
e no­vem­bro de 2000 as com menos material per­for­man­ce, tam­bém é
ven­das ba­te­ram na casa das meta cons­tan­te para o se­tor
157,5 mil to­ne­la­das, um vi­drei­ro. Por isso, não sur­
re­cor­de na his­tó­ria do se­tor, preen­de­rá o anún­cio de
que deve fe­char o ano com 2,1 bi­lhões de dó­la­res de no­vas con­quis­tas nes­se sen­ti­do em 2001. Um in­dí­cio
fa­tu­ra­men­to, 5% a mais que em 1999. Ape­sar dis­so, de que po­de­rá ha­ver no­vi­da­des em em­ba­la­gens de
Pau­lo Pe­res, da ABPO, ain­da con­si­de­ra as pre­vi­sões vi­dro é o mon­tan­te es­ti­ma­do para in­ves­ti­men­tos do
para 2001 um tan­to ne­bu­lo­sas. “Mas se o PIB cres­cer se­tor: cer­ca de 120 mi­lhões de reais. “Cer­ta­men­te
por vol­ta de 3,5%, o se­tor cres­cerá en­tre 4% e 4,5%”, te­re­mos em­ba­la­gens de vi­dro mais le­ves”, ga­ran­te
es­ti­ma. Pe­res tem a ex­pec­ta­ti­va de que as ex­por­ta­ Lu­cien Bel­mon­te, di­re­tor da Abi­vi­dro. “Bas­ta lem­
ções au­men­tem, ele­vando o con­su­mo do ma­te­rial. brar que nos úl­ti­mos anos uma em­ba­la­gem long

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Um ano emblemático para
o comércio ele­trô­ni­co
O fortalecimento da In­ter­net como fer­ra­men­ta de ven­
das pa­re­ce ser ine­vi­tá­vel. Multiplicam-se as pre­vi­
sões de que ela será es­tra­té­gi­ca para a ca­deia de
em­ba­la­gem den­tro de pou­co tem­po. De olho em
opor­tu­ni­da­des in­ci­pien­tes, al­gu­mas em­pre­sas dão os
pri­mei­ros pas­sos para trans­for­mar 2001 num ano
em­ble­má­ti­co des­sas trans­for­ma­ções.
O Da­ta­mark, por exem­plo, es­ta­rá co­lo­can­do em ple­na
ope­ra­ção seu por­tal in­de­pen­den­te de ven­das de
ma­te­riais, equi­pa­men­tos, in­su­mos e ser­vi­ços de
em­ba­la­gem, ba­ti­za­do de Just I2I – de “In­dustry to
In­dustry”, in­dús­tria a in­dús­tria. A meta é fo­men­tar
ven­das atra­vés de um ca­nal di­nâ­mi­co e de rá­pi­do
aces­so, dri­blan­do pro­ble­mas co­ti­dia­nos que com­pro­
me­tem a efi­ciên­cia das em­pre­sas em vendas. “Como
a mo­vi­men­ta­ção nos cen­tros ur­ba­nos hoje é in­viá­vel,
ven­de­do­res fa­zem, em mé­dia, ape­nas uma ou duas
vi­si­tas a clien­tes po­ten­ciais por dia”, ana­li­sa Gra­ham
Wal­lis, CEO do por­tal. O ser­vi­ço hos­pe­da uma pá­gi­na
per­so­na­li­za­da da em­pre­sa no por­tal, em troca de uma
men­sa­li­da­de “que cor­res­pon­de ao gas­to men­sal com
um ven­de­dor”, Wal­lis res­sal­ta.
Tam­bém es­ta­va anun­cia­do para a se­gun­da se­ma­na
de de­zem­bro o lan­ça­men­to da ver­são bra­si­lei­ra do
site in­ter­na­cio­nal Anys­teel.com, para co­mer­cia­li­za­ção
de aço pela In­ter­net. Cria­do por dis­tri­bui­do­res do
me­tal na Ásia, o site tem por missão ofe­re­cer, além
do co­mér­cio de aço, fi­nan­cia­men­tos aos com­pra­do­
res que usa­rem seus ser­vi­ços.
Quem tam­bém apos­ta for­te nas tran­sa­ções via In­ter­
net é o se­tor de bens de ca­pi­tal, cu­rio­sa­men­te um
dos mais tra­di­cio­nais da cha­ma­da ve­lha eco­no­mia.
Numa ten­dên­cia glo­bal, fa­bri­can­tes de equi­pa­men­tos
pro­me­tem para 2001 um re­for­ço nos in­ves­ti­men­tos
em B2B ele­trô­ni­co. A re­du­ção de cus­tos nas tran­sa­
ções é o prin­ci­pal ob­je­ti­vo, num mer­ca­do que fa­tu­rou
apro­xi­ma­da­men­te 9,8 bi­lhões de dó­la­res em 2000. É
es­pe­ra­do, após o sur­gi­men­to de di­ver­sos por­tais
in­de­pen­den­tes de e-com­mer­ce na área, que gran­des
pla­yers le­van­tem seus pró­prios si­tes. Ao mes­mo tem­
po, é ine­vi­tá­vel que a In­ter­net se for­taleça tam­bém
como fer­ra­men­ta de con­tro­le e de mo­ni­to­ra­men­to
re­mo­to das eta­pas de pro­du­ção e co­mu­ni­ca­ção ge­ral
en­tre em­pre­sas.
E, ape­sar de mui­to do en­tu­sias­mo das pre­vi­sões ini­
ciais já ter di­mi­nuí­do, é cer­to que au­men­ta­rão as
ven­das no B2C. As­sim, per­ma­ne­cem as boas es­ti­ma­
ti­vas para os se­to­res de lo­gís­ti­ca – prin­ci­pal­men­te
nos ser­vi­ços ex­pres­sos – e de pa­pe­lão on­du­la­do,
base da maio­ria das em­ba­la­gens de trans­por­te uti­li­
za­das. “O pa­pe­lão on­du­la­do tam­bém não po­de­rá
fi­car de fora do B2B ele­trô­ni­co”, avi­sa Pau­lo Pe­res,
pre­si­den­te da ABPO.
neck, por exem­plo, saiu de 245g para 190g de peso”, no­ló­gi­ca e ga­nhos de ca­pa­ci­da­de de pro­du­ção. O
en­fa­ti­za. seg­men­to de re­si­nas pro­je­ta para o mes­mo pe­río­do
O mer­ca­do para a em­ba­la­gem long neck é, aliás, in­ves­ti­men­tos em tor­no de 8,5 bi­lhões de dó­la­res.
uma das apos­tas do se­tor para 2001. Bel­mon­te lem­ Como pon­to a ser tra­ba­lha­do, não só em 2001 mas
bra que, atra­vés de uma po­lí­ti­ca de in­cen­ti­vos, o nos pró­xi­mos anos, o pre­si­den­te da Abi­plast apon­ta
vo­lu­me de ven­das de tais em­ba­la­gens do­brou em o pro­ble­ma da re­ci­cla­gem, ain­da mui­to bai­xa no Bra­
dois anos. “Tam­bém jul­ga­mos que é um ano de cres­ sil. “O plás­ti­co não pode con­ti­nuar sen­do vis­to,
ci­men­to para a gar­ra­fa de 600ml, pois para man­ter a in­jus­ta­men­te, como o vi­lão do meio am­bien­te.”
mar­gem as cer­ve­ja­rias de­ve­rão con­ti­nuar a op­tar Al­fre­do Set­te, pre­si­den­te da Abe­pet – As­so­cia­ção
pe­las re­tor­ná­veis”, acre­di­ta. Bra­si­lei­ra das In­dús­trias do PET, res­sal­ta que a re­ci­
Em ou­tros mer­ca­dos, a Abi­vi­dro pro­je­ta cres­ci­ cla­gem de PET evo­luiu 34% de 1999 para 2000, e
men­to nos se­to­res far­ma­cêu­ti­co, com a pro­li­fe­ra­ção acre­di­ta que 2001 pos­sa ser um ano sig­ni­fi­ca­ti­vo
dos me­di­ca­men­tos ge­né­ri­ para mos­trar à so­cie­da­de
cos, e de cos­mé­ti­cos. Em que o se­tor vem in­ves­tin­do
ali­men­tos, po­de­rá ha­ver para a evo­lu­ção da re­ci­cla­
evo­lu­ções, es­pe­cial­men­te gem no país. “Há em­pre­sas
em mo­lhos pron­tos. “Mas o
se­tor em ge­ral deve per­ma­
Área de plásticos re­ci­cla­do­ras que já es­tão
ins­t a­l a­d as, com­p ran­d o
ne­cer com vo­lu­mes mui­to em­ba­la­gens usa­das, mas
pró­xi­mos dos de 2000”,
acre­di­ta Bel­mon­te. “Pre­vía­
prevê crescimento e vai que só co­me­ça­rão a fun­cio­
nar em 2001”, diz. Set­te
mos um ano di­fí­cil, com es­pe­ra que 2001 man­te­nha
mar­gens aper­ta­das, e uma investir fortemente em o qua­dro de cres­ci­men­to
re­cu­pe­ra­ção, em es­pe­cial atin­gi­do em 2000, de 10%
no se­tor de ali­men­tos, a
par­tir de agos­to”, ele conta. infraestrutura. Mas na pro­du­ção de em­ba­la­
gens, nú­me­ro po­si­ti­vo ten­
“Essa rea­ção veio tar­dia, do em vis­ta que 1999 não
pois os con­su­mi­do­res es­tão
com alto grau de com­pro­
uma das prioridades foi dos me­lho­res anos para
o ma­te­rial.
me­ti­men­to de ren­da. Mas o
cres­ci­men­to no se­tor de será o combate à ima- Sucos prontos – Abrin­
be­bi­das su­pe­rou um pou­co do o le­que de pers­pec­ti­vas
as ex­pec­ta­ti­vas.”
Já o se­tor plás­ti­co de­ve­ gem de “vilão do meio- aos mo­vi­men­tos ge­rais do
mer­ca­do de bens de con­su­
rá fe­char 2000 com cres­ci­ mo, al­guns pon­tos são pra­
men­to en­tre 6% e 8%.
“Po­de­mos con­si­de­rar que
ambiente”. Por isso a ti­ca­men­te cer­tos. “Acre­di­to
num aque­ci­men­to em su­cos
as ex­pec­ta­ti­vas e os ob­je­ti­ pron­tos, o que deve pu­xar
vos fo­ram al­can­ça­dos”, reciclagem ven­das de la­tas e prin­ci­pal­
co­men­ta o pre­si­den­te da men­te de em­ba­la­gens as­sép­
Abi­plast, Me­rheg Ca­chum. ti­cas car­to­na­das”, acre­di­ta
Para o pró­xi­mo ano, o se­tor será incentivada Gra­ham Wal­lis, di­re­tor do
acre­di­ta na ma­nu­ten­ção de Da­ta­mark. Se­gun­do ele,
uma taxa de cres­ci­men­to ou­tros seg­men­tos que con­
em tor­no de 8%. “O seg­ ti­nua­rão cres­cen­do em 2001
men­to de em­ba­la­gem é bas­tan­te pro­mis­sor, prin­ci­ são os de be­bi­das lác­teas e io­gur­tes.
pal­men­te ad­mi­tin­do-se que o ní­vel de em­pre­go con­ No cam­po dos ali­men­tos, é vi­sí­vel o ape­lo cres­cen­
ti­nua­rá se re­cu­pe­ran­do e ele­van­do o po­der aqui­si­ti­ te dos pra­tos pron­tos con­ge­la­dos e de ve­ge­tais e ou­tros
vo”, con­si­de­ra Ca­chum. pro­du­tos semipron­tos. É o for­ta­le­ci­men­to do con­cei­to
Ha­ve­rá, em 2001, con­ti­nui­da­de das me­tas de do HMR – Home Meal Re­pla­ce­ment, ou seja, a subs­
in­ves­ti­men­tos de 9,5 bi­lhões de dó­la­res em oito anos ti­tui­ção das re­fei­ções pre­pa­ra­das em casa pela pra­ti­ci­
no seg­men­to de trans­for­ma­ção, para atua­li­za­ção tec­ da­de. “O cres­ci­men­to des­se seg­men­to, a par­tir de

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1994, é fa­bu­lo­so”, ana­li­sa Wal­lis.
Esse fe­nô­me­no já ala­van­ca ne­gó­cios atraen­tes
para quem for­ne­ce ban­de­jas e car­tu­chos de car­tão,
ou ban­de­jas plás­ti­cas es­pe­ciais, que po­dem ir ao
mi­croon­das. Por isso, é pre­vi­sí­vel que tam­bém sur­
jam no­vi­da­des para esse ni­cho, sem­pre apos­tan­do
em tec­no­lo­gias – no­vas pos­si­bi­li­da­des de la­mi­na­
ções em car­tão, no­vas re­si­nas para ban­de­jas mais
re­sis­ten­tes e con­ve­nien­tes, for­ma­tos no­vos etc.
O ano de 2001 tam­bém pode re­ve­lar mais avan­
ços da fle­xo­gra­fia como sis­te­ma de im­pres­são para
em­ba­la­gens, e ini­cia­ti­vas con­cre­tas da tec­no­lo­gia
CTP – Com­pu­ter to Pla­te, que dis­pen­sa o uso de
fil­mes para a im­pres­são em gran­des es­ca­las.
Para be­bi­das, a gran­de ex­pec­ta­ti­va é da tão fa­la­
da pos­sí­vel en­tra­da do PET para cer­ve­jas no mer­
ca­do na­cio­nal. “Tam­bém ve­re­mos uma guer­ra
mais acir­ra­da en­tre os gran­des pla­yers des­se seg­
men­to e des­do­bra­men­tos mais prá­ti­cos da fu­são
que re­sul­tou na Am­Bev”, opi­na Wal­lis. No res­tan­
te, o PET se­gu­ra­men­te man­te­rá po­si­ção de des­ta­
que em re­fri­ge­ran­tes, e po­de­rá gal­gar mais es­pa­ços
em águas mi­ne­rais. Para o PVC tam­bém há pers­
pec­ti­vas de cres­ci­men­to, mes­mo com o acir­ra­men­
to da luta com o PET por mer­ca­dos. Vale lem­brar
que cres­cem as pos­si­bi­li­da­des e o número de fa­bri­
can­tes de em­ba­la­gens ter­mo­for­ma­das com base no
PET, matéria-prima que pro­me­te di­vi­dir es­pa­ço
com o PVC, o po­lie­ti­le­no e o po­li­pro­pi­le­no.

Cos­mé­ti­cos e far­ma­cêu­ti­cos – Os cos­mé­ti­


cos tam­bém pro­me­tem ser um cam­po de ven­tos
fa­vo­rá­veis. O Si­pa­tesp – Sin­di­ca­to da Indústria de
Perfumaria e Artigos de Toucador do Estado de
São Paulo tem a ex­pec­ta­ti­va de cres­ci­men­to de
mer­ca­do de 9,8% em 2001, se­gun­do seu pre­si­den­
te, João Car­los Ba­sí­lio da Sil­va. Nú­me­ros de 2000
des­ta­cam a ven­da de fral­das, que ex­plo­di­ram e dei­
xa­ram para trás pro­du­tos clás­si­cos de hi­gie­ne pes­
soal como os sa­bo­ne­tes.
Por sua vez, o seg­men­to far­ma­cêu­ti­co tem
latente a possibilidade de elevação do consumo de
em­ba­la­gens feitas dos mais diversos materiais,
re­fle­xo do lan­ça­men­to de no­vas li­nhas e da pos­
sível expansão da oferta de me­di­ca­men­tos ge­né­ri­
cos. Num mo­vi­men­to já ini­cia­do há al­guns anos, é
possível que apareçam mais pro­du­tos farmacêuti­
cos em em­ba­la­gens plás­ti­cas, aliás uma ten­dên­cia
que se revela acentuadamente em mer­ca­dos de
outros países. “O PET tam­bém quer se for­ta­le­cer
nes­sa área”, diz o pre­si­den­te da Abepet, Al­fre­do
Set­te.
Panorama
ComitÊ de Design no
Top de Embalagem
Nova li­nha de auto- Treinamento
Duas em­pre­sas as­so­cia­das do Co­mi­tê
ade­si­vos Fasson gráfico com
de De­sign da ABRE – As­so­cia­ção Bra­
Se­guin­do as ten­dên­cias mun­diais de
pe­lí­cu­las auto-ade­si­vas em fil­me, e tecnologia alemã
si­lei­ra de Em­ba­la­gem são au­to­ras de bus­can­do aten­der às ne­ces­si­da­des Ofe­re­cer o pri­mei­ro MBA (Mas­ter
ca­sos ven­ce­do­res do prê­mio Top de téc­ni­cas dos con­ver­te­do­res e as exi­ in Bu­si­ness Ad­mi­nis­tra­tion) da
Em­ba­la­gem, pro­mo­vi­do pela ADVB – gên­cias vi­suais de usuá­rios e de­sig­ in­dús­tria grá­fi­ca no Bra­sil. Com
As­so­cia­ção dos Di­ri­gen­tes de Ven­das ners, a Avery Den­ni­son está tra­zen­ essa meta, a com­pa­nhia ale­mã
do Bra­sil deste ano. São as agên­cias do para o Bra­sil, sob a mar­ca Fas­ Heil­del­berg, lí­der mun­dial na
Mazz De­sign, com o caso Hell­mann’s son, qua­tro no­vos fil­mes, dis­po­ní­veis ven­da e fa­bri­ca­ção de pro­du­tos
Sa­bo­res, da RMB, e Pac­king De­sign, a par­tir de ja­nei­ro de 2001 – o Fas­ e ser­vi­ços para a in­dús­tria de
com o caso Ri­pax, da Ri­pa­sa. son PP Bran­co TC 60/S0511/62g, o ar­tes grá­fi­cas, inau­gu­rou jun­to
Os de­mais ga­nha­do­res fo­ram a Art Fas­son PP Trans­pa­ren­te TC 50/ com o Se­nai-SP, a Print Me­dia
Plas­tic, com o caso em­ba­la­gem com S0250/62g, o Fas­son PE Bran­co TC Aca­demy (PMA), es­co­la grá­fi­ca
do­bra­di­ça e la­cre in­di­ca­dor de adul­ 85/S0511/80g e o Fas­son PE Trans­ de alto pa­drão tec­no­ló­gi­co. A
teração; O Bo­ti­cá­rio, com os ca­sos pa­ren­te TC 85/S250/80g. Es­sas es­co­la re­ce­be­rá alu­nos de toda a
Boti e Car­pe Diem; Cham­pion, com no­vas li­nhas de fil­mes auto-ade­si­ Amé­ri­ca La­ti­na e vai ofe­re­cer
Cha­mex: Em­ba­la­gem An­te­ci­pa Van­ta­ vos, em po­li­pro­pi­le­no e po­lie­ti­le­no, cur­sos em por­tu­guês e es­pa­nhol
gens do Novo Pro­du­to; Pro­bag, com são in­di­ca­das es­pe­cial­men­te para na Es­co­la Se­nai Theo­bal­do de
Em­ba­la­gens a Vá­cuo com Ape­lo con­fec­ção de ró­tu­los e têm ex­ce­len­te Ni­gris, em São Pau­lo.
Vi­sual. Também foram premiados os de­sem­pe­nho em im­pres­são fle­xo­ De acor­do com Die­ter Brandt,
es­tu­dan­tes da Es­co­la Mauá Adria­na grá­fi­ca, ti­po­grá­fi­ca, se­ri­grá­fi­ca ro­ta­ti­ di­re­tor-pre­si­den­te da Hei­del­berg
Ya­ma­guis­hi, Ma­ri­sa Hi­ra­no e Mi­chel­le va e off set ro­ta­ti­va, com tin­tas a
do Bra­sil, fo­ram in­ves­ti­dos 14
de Al­mei­da, com Em­ba­la­gem PET base d’água e UV. Têm tam­bém boa
mi­lhões de reais en­tre a re­for­ma
para Lei­te Pas­teu­ri­za­do e Eduar­do acei­ta­ção de hot stam­ping.
do pré­dio do Se­nai-SP, onde está
Ro­dri­gues e Sid­nei Con­radt, com (19) 3876-7607/7659 / 0800-701 7600
for­ma­da toda a es­tru­tu­ra da PMA,
Em­ba­la­gem de Fast Food para Via­ mai­ra_tri­vel­la­to@avery­den­ni­son.com
e a ins­ta­la­ção de equi­pa­men­tos
gem.
Ró­tu­los para to­dos os seg­men­tos mo­der­nos. A es­co­la foi ins­pi­ra­da
na sede ale­mã, ofe­re­cen­do vá­rias
In­di­ca­da para pe­que­nas e mé­dias Andy Scout tem oito uni­da­des de uni­da­des de im­pres­são de úl­ti­ma
ti­ra­gens de eti­que­tas e ró­tu­los auto- im­pres­são in­de­pen­den­tes e sis­te­ma ge­ra­ção in­ter­li­ga­das (má­qui­nas
ade­si­vos de alta qua­li­da­de, a im­pres­ de tro­ca rá­pi­da de tin­tei­ro. Vá­rios de pré-im­pres­são, im­pres­são e
so­ra fle­xo­grá­fi­ca Mark Andy Scout é a aces­só­rios po­dem ser aco­pla­dos, aca­ba­men­to), e sa­las de aula para
no­vi­da­de que a Gu­ten­berg Má­qui­nas como de­la­mi­na­dor/re­la­mi­na­dor, bar­ra cur­sos teó­ri­cos.
e Ma­te­riais Grá­fi­cos está lan­çan­do no de in­ver­são de fita, la­mi­na­ção, hot Nos pri­mei­ros me­ses de fun­cio­
país. Com lar­gu­ra de 250 mm, com­ stam­ping, cor­te lon­gi­tu­di­nal, im­pres­ na­men­to, a es­co­la ofe­re­ce­rá cur­
pri­men­to má­xi­mo de im­pres­são de são à base de água ou UV, etc. sos rá­pi­dos de um a dois me­ses
381 mm e ve­lo­ci­da­de de até (11) 3225-4400/4374 de du­ra­ção. Mais tar­de, os mó­du­
94 m por mi­nu­to, a Mark www.gu­ten­berg.com.br los se­rão maio­res, e há o ob­je­ti­
vo de ofe­re­cer o pri­mei­ro MBA
do se­tor grá­fi­co. A uni­da­de bra­
si­lei­ra é a sé­ti­ma da rede mun­
dial de aca­de­mias de trei­na­men­
to pa­tro­ci­na­das pela em­pre­sa no
mun­do. Além da sede ale­mã, são
en­con­tra­das uni­da­des em Atlan­
ta (EUA), Shen­zen (Chi­na), Ma­lá­
sia (Kua­la Lum­pur), Tó­quio
(Ja­pão) e Cai­ro (Egi­to).
Senai: (11) 3273-5199
Heidelberg: (11) 3746-9738

22 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


Pesquisa

EMBALAGEM: o que leva o


consumidor a comprar?
Garantia de integridade, informação e conveniência são decisivos

R
e­for­çan­do o com­pro­mis­ gens des­de 1992. O ob­je­ti­vo é co­nhe­ apre­sen­ta­ção de pro­du­tos. Em que
so de pro­ver os lei­to­res cer o en­vol­vi­men­to e as ati­tu­des de as­pec­tos apos­tar para garantir re­tor­
de in­for­ma­ção im­por­tan­ con­su­mi­do­res fren­te a no­vi­da­des em no? É válido atender às exigências do
te e de qua­li­da­de, Em­ba­ em­ba­la­gem e suas rea­ções às prin­ci­ consumidor em termos de implemen­
la­gem­Mar­ca apresenta pais pos­si­bi­li­da­des de con­ve­niên­cia tos e mecanismos que respondam a
esta pes­qui­sa so­bre a vi­são da em­ba­ por elas ofe­re­ci­das. suas expectativas de segurança, prati­
la­gem pelo con­su­mi­dor, ela­bo­ra­da Mui­to já foi dis­cu­ti­do so­bre o pa­pel cidade e conveniência, se isso implicar
pela Re­search In­ter­na­tio­nal Bra­sil e fun­da­men­tal da em­ba­la­gem nas as­pi­ aumento de custos?
pela DIL Con­sul­to­res em De­sign e ra­ções de qual­quer em­pre­sa que São ques­tões como es­sas,
Co­mu­ni­ca­ção de Mar­ke­ting. Este tra­ de­se­je su­ces­so em suas ini­cia­ti­vas no co­muns nos am­bien­tes de de­sen­vol­
ba­lho dá prosseguimento a le­van­ta­ va­re­jo. Só que essa cons­ta­ta­ção não vi­men­to de pro­du­to e mar­ke­ting das
men­tos de opi­nião que as duas eli­mi­na as dú­vi­das que sur­gem no em­pre­sas, que ten­tam ser es­cla­re­ci­
empresas fazem na área de em­ba­la­ mo­men­to de de­ci­dir como fi­ca­rá a das na pes­qui­sa.

1) Ati­tu­des fren­te a ca­rac­te­rís­ti­cas de em­ba­la­gens re­la­cio­na­


das a pro­te­ção, se­gu­ran­ça e in­for­ma­ções so­bre pro­du­tos
Es­tas ca­rac­te­rís­ti­cas são al­ta­ Está in­cor­po­ra­do o há­bi­to de aban­do­no da com­pra. Me­ta­de dos
men­te va­lo­ri­za­das e cor­res­pon­dem conferir a ocor­rên­cia de al­gum dano entrevistados dei­xou de com­prar
à fun­ção pri­mor­dial das em­ba­la­ nas em­ba­la­gens, e in­dí­cios de sua pro­du­tos por­que a em­ba­la­gem pa­re­
gens. VIOLAÇÃO cos­tu­mam causar o cia ter sido vio­la­da (gráfico 1).

Gráfico 1

embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


Entre donas de casa e pessoas
que moram sozinhas, a qua­se to­ta­
li­da­de das pes­soas – 95% – de­cla­
rou dis­po­si­ção para pa­gar mais por
em­ba­la­gens in­vio­lá­veis, in­di­can­do
es­pon­ta­nea­men­te la­ti­cí­nios (io­gur­
te, lei­te, mar­ga­ri­na) e produtos
en­la­ta­dos (gráfico 2). A expressivi­
dade daquele número é muito
su­ges­ti­va, podendo justificar um
esforço maior das empresas para,
cada vez mais, atender à expecta­
tiva dos consumidores por garantia
de integridade dos produtos e de
autencidade das marcas.

Gráfico 3
As INFORMAÇÕES con­ti­das quatro ou cinco pro­du­tos que
NA EMBALAGEM são for­te­men­ me­re­cem esse tipo de aten­ção. A
te va­lo­ri­za­das, com des­ta­que preo­cu­pa­ção é maior com la­ti­cí­
es­pe­cial para a data de va­li­da­de nios e en­la­ta­dos. Re­mé­dios rece­
(gráfico 3). São também consid­ beram só 10% das men­ções,
erados ex­tre­ma­men­te im­por­tan­ mesmo porque o foco principal da
tes, embora por número menos pesquisa foram alimentos.
expressivo de pes­soas, aspectos A cons­ta­ta­ção de va­li­da­de pró­
como a apresentação dos ingre- xi­ma ao ven­ci­men­to mo­ti­vou seis
dientes do produto (mais no­ta­ em cada dez pes­soas ou­vi­das a
do en­tre as que mo­ram sós), a de­sis­tir de com­prar pro­du­tos ali­
forma de preparo/uso, a identi- men­tí­cios nos úl­ti­mos seis me­ses.
ficação e o meio de contato com Isso é mais in­ten­so en­tre pes­soas
o fabricante. que mo­ram so­zi­nhas (gráfico 4).
Expressiva maioria de con­su­
mi­do­res – 81% – diz ter o há­bi­to Com re­la­ção a característi-
de verificar a data de va­li­da­de ao cas diferenciadoras de produtos,
com­prar. Citam es­pon­ta­nea­men­te há quase unanimidade na preocu­

Gráfico 2 Gráfico 4

dez 2000/jan 2001 • embalagemmarca


pação com o meio ambiente (grá­
fico 5). Porém, como fa­tor im­por­
tan­te na de­ci­são de com­pra preva­
lece a saudabilidade. Ou seja: a
preocupação das pessoas com a
própria saúde se antepõe às preo­
cupações ambientais.
Os entrevistados responderam
da seguinte forma ao ser pergunta­
dos sobre REA­LI­ZA­ÇÃO DE
COM­PRAS EM FUN­Ção de
IN­FOR­MA­ÇÃO NA EM­BA­LA­
GEM do alimento: não contém
colesterol (pessoas sós, 62%;
donas de casa, 61%), é light
(respectivamente 60% e 59%), é
100% natural (62% nos dois gru­
pos), não contém conservantes
(pessoas sós, 54%, donas de casa,
60%) e não provoca cáries (pes­
soas sós, 45%, donas de casa,
53%). Gráfico 5

2) atitudes frente a características funcionais


A cres­cen­te presença do rá­vel para acei­tar acrés­ci­mo no pre­ sua em­ba­la­gem pre­di­le­ta. No ano
mi­croon­das nos do­mi­cí­lios leva a ço por uma em­ba­la­gem ade­qua­da a 2000, essa pre­fe­rên­cia é ve­ri­fi­ca­da
uma maior aten­ção quan­to à pos­si­ esse uso. Esse as­pec­to é mais in­ten­ entre 41% de quem mo­ra só e entre
bi­li­da­de de a em­ba­la­gem ser uti­li­ so en­tre quem mora só (gráfico 7). 34% das do­nas de casa.
za­da di­re­ta­men­te nes­se ele­tro­do­ O vi­dro tam­bém ga­nhou adep­
més­ti­co (gráfico 6). Porém, a Para uso no microon­ tos, es­pe­cial­men­te en­tre as do­nas
im­pos­si­bi­li­da­de ain­da não tem das, a em­ba­la­gem plás­ti­ca é a de casa. Se em 1998 14% es­co­lhe­
in­fluên­cia mui­to gran­de na re­cu­sa pre­fe­ri­da, a exem­plo de es­tu­do ram o ma­te­rial como fa­vo­ri­to, em
de com­pra. No en­tan­to, pode ser an­te­rior (gráfico 8). Em 1998, 24% 2000 esse ín­di­ce su­biu para 23%.
ob­ser­va­da uma pre­dis­po­si­ção fa­vo­ dos en­tre­vis­ta­dos de­cla­ra­vam-na Entre os que moram sozinhos o

Gráfico 6

embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


sobre embalagem (Dill Research international Brasil 1998)
* Estudo produto e comercial embalagem – 3ª pesquisa

Gráfico 7

pa­pe­lão ficou com 15% das ci­ta­ A inadequação para arma-ze­ apon­ta­da como im­pe­di­men­to de
ções, e o alumínio, com 7%. Entre namento re­ve­lou-se uma bar­rei­ com­pra de alimentos por 35% das
as donas de casa a preferência pelos ra para com­pras, com 17% de men­ pes­soas que mo­ram so­zi­nhas (grá­
dois materiais ficou em 11% e 3%. ções. Isso está mais as­so­cia­do a fico 10). Os itens mais ci­ta­dos em
pro­du­tos que de­vem ser man­ti­dos que as porções indicadas não seri­
sob re­fri­ge­ra­ção (io­gur­tes, car­ne, lei­ am corretas foram mas­sas, quei­
te) e para os que têm em­ba­la­gem jos, pães, con­ge­la­dos, car­nes,
frá­gil, como bis­coi­tos, mas­sas e pro­ en­la­ta­dos e ce­reais. En­tre as do­nas
du­tos de lim­pe­za (gráfico 9). de casa, o índice de não-compra
nos últimos seis meses foi de
Já a quantidade inadequa­ 21%. Itens mais ci­ta­dos: con­ge­la­
da de pro­du­to na em­ba­la­gem foi dos, car­nes, io­gur­tes e mas­sas.
sobre embalagem (Dill Research international Brasil 1998)
* Estudo produto e comercial embalagem – 3ª pesquisa

Gráfico 8 Gráfico 9 Gráfico 10

3) novidades em embalagem – envolvimento e avaliação


As no­vi­da­des em em­ba­la­gens bilite fa­ci­li­da­de de aber­tu­ra, ade­ De ma­nei­ra ge­ral, o seg­men­to
re­fletem a sen­si­bi­li­da­de de seus qua­ção de quan­ti­da­de, pos­si­bi­li­ de pes­soas que mo­ram sós mos­trou
cria­do­res às prin­ci­pais ne­ces­si­da­ da­de de con­su­mo na pró­pria maior fa­mi­lia­ri­da­de com no­vi­da­
des dos con­su­mi­do­res em seu em­ba­la­gem e in­for­ma­ção para des. En­tre do­nas de casa, o co­nhe­
con­ta­to ro­ti­nei­ro com as mes­mas. con­su­mo em con­di­ções es­pe­ciais; ci­men­to e a ex­pe­ri­men­ta­ção de
Elas atendem a três ex­pec­ta­ti­vas 3) material, no que diz res­pei­to à em­ba­la­gens di­fe­ren­cia­das mos­tra­
es­pe­cial­men­te re­la­cio­na­das à pro­ vi­sua­li­za­ção do pro­du­to. ram-se mais in­ten­sos na faixa de
te­ção: 1) manutenção do produ- No­vi­da­des em em­ba­la­gem são, pes­soas com me­lhor pa­drão de
to, mes­mo de­pois de aber­to, de na maio­ria, bem co­nhe­ci­das pe­las vida e mais jo­vens. As no­vas em­ba­
for­ma hi­giê­ni­ca e pro­te­gi­da do pes­soas ou­vi­das (gráfico 11). Ex­ce­ la­gens para lei­te me­re­cem des­ta­
meio am­bien­te; 2) uso que possi­ ção: cer­ve­ja em gar­ra­fa plás­ti­ca. que, em es­pe­cial a cai­xa com tam­

dez 2000/jan 2001 • embalagemmarca


pa. Esta teve im­por­tan­te acei­ta­ção
pelo fato de que, além de fa­ci­li­tar a
aber­tu­ra, garante a ma­nu­ten­ção e a
proteção do pro­du­to em uso.
Na área de pro­du­tos de lim­pe­za,
o de­ter­gen­te com ró­tu­lo plás­ti­co
ga­nhou mais adep­tos que o sa­bão
em pó em saco plás­ti­co.
Em ali­men­tos, os pra­tos con­ge­
la­dos em por­ções in­di­vi­duais in­di­
ca­ram ex­ce­len­te per­for­man­ce, es­pe­
cial­men­te en­tre pes­soas que mo­ram
sós. Esse le­van­ta­men­to mos­tra a
for­ça do mer­ca­do de Home Meal
Re­pla­ce­ment (HMR), que pro­põe
so­lu­ções prá­ti­cas, rá­pi­das e con­ve­
nien­tes, como ten­dên­cia for­te e que
deve ser ex­plo­ra­da cada vez mais.
Ou­tro des­ta­que é a re­la­ção po­si­
ti­va en­tre ex­pe­ri­men­ta­ção e acei­ta­
ção da em­ba­la­gem para bis­coi­tos
com selo ade­si­vo (res­se­lá­vel) para
guar­dar após aber­tu­ra.
A em­ba­la­gem para cer­ve­ja com Gráfico 11
rótulos impressos com si­na­li­za­dor
de tem­pe­ra­tu­ra ideal e a de água
equipada com tor­nei­ra para ser­vir
são mais fa­mi­lia­res para pessoas
que mo­ram sozinhas. Ambas mos­
tra­ram ex­ce­len­te acei­ta­ção en­tre
quem já as uti­li­zou.
Gráfico 11

4) reciclagem e coleta seletiva


A cres­cen­te cons­ciên­cia so­bre a ser­va­ção do meio am­bien­te se tra­ de ma­te­riais de embalagem.
res­pon­sa­bi­li­da­de do ci­da­dão e a duz num co­nhe­ci­men­to ge­ne­ra­li­za­ Praticamente a totalidade – 98% –
im­por­tân­cia de sua ação para a pre­ do da pos­si­bi­li­da­de de re­ci­cla­gem das pes­soas en­tre­vis­ta­das que
sobre embalagem (Dill Research international Brasil 1998)
* Estudo produto e comercial embalagem – 3ª pesquisa

Gráfico 12

embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


mo­ram so­zi­nhas tem co­nhe­ci­men­to
da re­ci­cla­gem, ín­di­ce que che­ga a
94% en­tre as do­nas de casa. En­tre
os ma­te­riais re­ci­clá­veis citados, o
plástico aparece como aquele em
que essa condição é mais co­nhe­ci­
da pelos en­tre­vis­ta­dos, com cer­ca
de 80%. A reciclabilidade do vi­dro
aparece com me­nor grau, abaixo
das embalagens de papel/papelão e
metálicas.
No en­tan­to, o grau relativa­
mente elevado de conhecimento
da reciclabilidade dos materiais

sobre embalagem (Dill Research international Brasil 1998)


não se tra­duz ain­da numa preo­

* Estudo produto e comercial embalagem – 3ª pesquisa


cu­p a­ç ão/ati­t u­d e pre­s en­t e no
mo­men­to de con­su­mo. São com­
parativamente pou­cos aqueles
que conferem se a em­ba­la­gem é
re­ci­clá­vel ou não (20% en­tre os
que mo­ram so­zi­nhos, 26% en­tre
as do­nas de casa).
Mais significativo ainda, ape­
nas uma par­ce­la mui­to inex­pres­
si­va de­cla­ra ter de­sis­ti­do da com­
pra em fun­ção daquela ca­rac­te­rís­
ti­ca (9% en­tre os que mo­ram Gráfico 13
so­zi­nhos, 5% en­tre as do­nas de
casa – gráfico 12). Todavia, ape­
sar de pe­que­nos, os índices cres­
ce­ram em re­la­ção à pes­qui­sa an­te­
rior (6% e 2%, res­pec­ti­va­men­te),
de 1998. Os números do gráfico
13 parecem refletir as cam­pa­nhas
de reciclagem promovidas pelos
fabricantes de diferentes materi­
ais de embalagem. Assim,
chamam a atenção os altos índi­
ces de reconhecimento de reci­
clabilidade do plástico e do papel/
papelão. No momento da pesqui­
sa, ambos estavam fortemente
presentes no noticiário e, no caso
específico do papel-cartão, em
peças publicitárias e campanha de
coleta.
A se­pa­ra­ção do lixo do­més­ti­co
é pra­ti­ca­da por cer­ca de 40% dos
en­tre­vis­ta­dos (gráfico 14), mas há
uma im­por­tan­te pre­dis­po­si­ção
para ado­tar o há­bi­to en­tre aque­les
que ain­da não têm essa prá­ti­ca.
Gráfico 14

dez 2000/jan 2001 • embalagemmarca


5) algumas considerações
As al­te­ra­ções de es­ti­lo de vida Es­tu­dos rea­li­za­dos pela DIL e Essas ex­pec­ta­ti­vas jus­ti­fi­cam a
e o aces­so a equi­pa­men­tos fa­ci­li­ta­ pela Research International Bra­ fa­mi­lia­ri­da­de ob­ser­va­da com as
do­res da vida do­més­ti­ca, as­so­cia­ sil, des­de 1992, têm ob­ser­va­do prin­ci­pais no­vi­da­des apre­sen­ta­das
dos a ati­tu­des cres­cen­tes no sen­ti­ es­sas mo­di­fi­ca­ções, com­pro­va­das para ava­lia­ção. Sua ex­pres­si­va
do de um ci­da­dão mais en­vol­vi­do nesta pes­qui­sa, atra­vés das acei­ta­ção de­no­ta, tam­bém, sen­si­
e res­pon­sá­vel perante sua co­mu­ni­ seguintes exi­gên­cias, que não bi­li­da­de e cui­da­do de seus cria­do­
da­de, re­fle­tem-se no com­por­ta­ param de crescer: res àque­las exi­gên­cias.
men­to do con­su­mi­dor pes­qui­sa­do. • em­ba­la­gens in­tac­tas em suas Me­re­cem, ain­da, aten­ção as
Nes­sa re­la­ção, as em­ba­la­gens con­di­ções fí­si­cas; pro­pos­tas para o des­ti­no da em­ba­
ga­nham crescente es­pa­ço e de­vem • in­for­ma­ções cada vez mais pre­ la­gem após o uso do pro­du­to. O
aten­der a ne­ces­si­da­des cada vez ci­sas e com­ple­tas so­bre o pro­ con­su­mi­dor já dá si­nais, embora
mais ela­bo­ra­das de um con­su­mi­ du­to; de for­ma mais re­tó­ri­ca, de que
dor mais exi­gen­te. Em­bo­ra mui­tas • em­ba­la­gens fa­cil­men­te ar­ma­ze­ va­lo­ri­za so­lu­ções res­pon­sá­veis
preo­cu­pa­ções e aten­ções se­jam ná­veis e prá­ti­cas; como re­ci­cla­gem, co­le­ta se­le­ti­va e
ain­da mais efe­ti­vas no dis­cur­so do • pro­lon­ga­ção de sua mis­são de uso de ma­te­riais bio­de­gra­dá­veis
que nas ati­tu­des, o es­tu­do da re­la­ pro­te­ger o pro­du­to mes­mo no na em­ba­la­gem. Ou seja, o con­su­
ção dos con­su­mi­dores com as uso, ou ain­da na pos­si­bi­li­da­de mi­dor dá mos­tras cla­ras de preo­
em­ba­la­gens tem re­fle­ti­do es­sas de con­su­mo e pre­pa­ro na pró­ cu­pa­ção com a não agres­são ao
al­te­ra­ções de com­por­ta­men­to. pria em­ba­la­gem. meio am­bien­te.

Como foi feita a pesquisa


O foco da pesquisa foi di­ri­gi­do a ida­de en­tre 18 e 65 anos, e ho­mens e boa for­ma­ção es­co­lar, vis­to que 66%
seg­men­tos de con­su­mi­do­res con­si­ mu­lhe­res que mo­ram so­zi­nhos, de ter­mi­na­ram pelo me­nos o primeiro
de­ra­dos es­tra­té­gi­cos. De um lado, clas­ses so­ciais mais al­tas (A e B), grau e 33% têm for­ma­ção su­pe­rior.
as do­nas de casa, que ge­ral­men­te com ida­de en­tre 20 e 50 anos, to­dos
aglu­ti­nam as de­ci­sões de com­pra na re­si­den­tes na ci­da­de de São Pau­lo. Itens de con­for­to
es­fe­ra fa­mi­liar. De ou­tro, ho­mens e Os dois seg­men­tos fo­ram abor­da­dos De ma­nei­ra ge­ral, uma com­pa­ra­ção
mu­lhe­res que mo­ram so­zi­nhos, os de for­ma re­pre­sen­ta­ti­va, atra­vés de en­tre os dois seg­men­tos es­tu­da­dos
cha­ma­dos sin­gles. Den­tre es­tes úl­ti­ co­tas de clas­se so­cial e ida­de, con­ in­di­ca que as pes­soas que mo­ram
mos, a pes­qui­sa pro­cu­rou con­cen­ for­me dis­tri­bui­ção na po­pu­la­ção. Para sós têm a casa me­lhor equi­pa­da,
trar-se na­que­les com alto po­der as do­nas de casa, fo­ram quan­ti­fi­ca­ es­pe­cial­men­te na­que­les itens que
aqui­si­ti­vo, para os quais se pres­su­ das 300 en­tre­vis­tas fi­nais. Já as pes­ de­no­tam uma con­di­ção mais mo­der­
põe um es­ti­lo de vida atri­bu­la­do e a soas que mo­ram so­zi­nhas sub­si­dia­ na de vida, como com­pu­ta­dor, aces­
exi­gên­cia de pro­du­tos con­ve­nien­tes ram 100 en­tre­vis­tas. A co­le­ta de so à in­ter­net, fax e TV por as­si­na­tu­
e mor­men­te in­di­vi­duais. da­dos to­mou o pe­río­do de 27 de ra. Este úl­ti­mo item é ain­da pou­co
A me­to­do­lo­gia de pes­qui­sa ba­seou- ou­tu­bro a 3 de no­vem­bro de 2000. pre­sen­te nos la­res: pos­se de­cla­ra­da
se na es­tru­tu­ra­ção de um ques­tio­ná­ por 26% das do­nas de casa e 31%
rio, con­ten­do pon­tos con­si­de­ra­dos Per­fil da amos­tra das pes­soas que mo­ram sós.
es­sen­ciais para se es­ta­be­le­cer um Com os nú­me­ros ob­ti­dos atra­vés das Dos en­tre­vis­ta­dos que mo­ram so­zi­
ce­ná­rio abran­gen­te de como a en­tre­vis­tas, foi possível quan­ti­fi­car nhos, 85% possuem for­no de
em­ba­la­gem é vis­ta pe­lo con­su­mi­do­r. que as do­nas de casa, ca­sa­das em mi­croon­das, en­quan­to en­tre as
De­pois des­se pri­mei­ro pas­so co­me­ sua maio­ria, têm pa­drão mé­dio de do­nas de casa esse item atin­ge
ça­ram as en­tre­vis­tas te­le­fô­ni­cas, fei­ es­co­la­ri­da­de – 55% têm pelo me­nos o 71%. Das pes­soas que mo­ram sós,
tas pela Research International Bra­ pri­mei­ro grau com­ple­to e 18% têm 59% têm free­zer ou ge­la­dei­ra du­plex
sil atra­vés do sis­te­ma CATI – Com­ for­ma­ção su­pe­rior. Qua­tro em cada (52% en­tre as do­nas de casa).
pu­ter As­sis­ted Te­le­pho­ne In­ter­view. dez de­cla­ra­ram tra­ba­lhar fora. Os PARA OBTER DETALHES DESTA
Compuseram o uni­ver­so da pes­qui­ en­tre­vis­ta­dos que mo­ram so­zi­nhos PESQUISA, BEM COMO AS ANTE-
sa do­nas de casa das clas­ses têm me­lho­res con­di­ções de vida, são RIORES, COMUNIQUE-SE COM
so­ciais A, B e C (cri­té­rio Bra­sil), com mais jo­vens e tra­ba­lham fora. Têm UM DOS ENDEREÇOS ABAIXO.

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EMBALLAGE 2000

um salão internacional de
O salão bienal de Paris consolida-se como o mais importante evento mundial

e
Por Wilson Palhares, especial de Paris*

m b a ­l a ­g e n s
mais le­ves,
que ofe­re­çam
s e ­g u ­r a n ­ç a ,
fa­ci­li­da­de de trans­por­te e
con­su­mo, não agri­dam o
am­bien­te e aten­dam às
ne­ces­si­da­des lo­gís­ti­cas
im­pos­tas pelo co­mér­cio
ele­trô­ni­co. Es­sas são as
Stéphanie Auxenfans
ten­dên­cias mais evi­den­
tes ob­ser­va­das por Em­ba­ área de em­ba­la­gem, ao
la­gem­Mar­ca no sa­lão apre­sen­tar o que há de
Em­bal­la­ge 2000, como mais avan­ça­do em ter­
aliás des­ta­ca Sté­pha­nie mos de tec­no­lo­gia de
Au­xen­fans, di­re­to­ra do ma­te­riais, equi­pa­men­tos, O Emballage atraiu profissionais de vários países

even­to, rea­li­za­do de 20 a pro­ces­sos, aces­só­rios e, con­ta que, cada vez mais, ca­deia de em­ba­la­gem, o
24 de no­vem­bro úl­ti­mo so­bre­tu­do, de­sign. Numa para per­ma­ne­cer no mer­ sa­lão é um ex­ce­len­te
em Pa­ris e con­si­de­ra­do o evi­dên­cia de que a eco­ ca­do as em­pre­sas pre­ci­ ob­ser­va­tó­rio, um ro­tei­ro
maior do mun­do na área. no­mia mun­dial se in­ter­ sam am­pliar sem pa­rar de gran­des ten­dên­cias.
Em tal as­pec­to, o sa­lão na­cio­na­li­za cada vez seu co­nhe­ci­men­to so­bre Ba­si­ca­men­te, elas
ba­teu este ano seu pró­ mais, me­ta­de dos ex­po­si­ ele. Nes­se sen­ti­do, tan­to a-ten­dem a três de­man­
prio re­cor­de nu­mé­ri­co de to­res e um ter­ço dos vi­si­ quan­to ou­tras mos­tras das: a dos con­su­mi­do­res,
ex­po­si­to­res e de vi­si­tan­ tan­tes eram de paí­ses que im­por­tan­tes li­ga­das à a da in­dús­tria e a da dis­tri­
tes, atin­gin­do res­pec­ti­va­ não a Fran­ça.


A OPINIÃO DE QUEM VISITOU O SALãO
men­te 2 680 e mais de A ri­gor, como dis­se­
111 000, ou 7,0% e 7,6% ram a Em­ba­la­gem­Mar­ca Da área de embalagem vi apenas um estande
vá­rios pro­fis­sio­nais da realmente interessante, dividido em produtos de luxo e
aci­ma do re­gis­tra­do na
convencionais. Nosso enfoque foi luxo, tem mais a ver
edi­ção an­te­rior, de 1998. ca­deia de em­ba­la­gem que
com cosmética. Dentre os brindes, latas, frascos e tam­
não pu­de­ram ir ao Em­bal­
pas que vimos, nada vai além do que temos no Brasil,
Globalização la­ge 2000, o even­to di­fi­ tampas e plástico principalmente. Daquilo que não
Quan­to ao as­pec­to qua­li­ cil­men­te po­de­ria apre­ encontramos aqui, havia impressões muito nobres, com
ta­ti­vo – aque­le que mais sen­tar algo que não es­te­ja relevo, decoração. Havia também muita novidade na
in­te­res­sa a quem não é dis­po­ní­vel no Bra­sil, seja criação visual quanto a estilo e design, mas que o Brasil
ex­po­si­tor e tem como em ter­mos de equi­pa­ tem condição de fazer. Há muitos fornecedores di­fe­ren­
prin­ci­pal ob­je­ti­vo em fei­
ras des­co­brir no­vi­da­des
men­tos, de ma­te­riais, de
pro­ces­sos ou de cria­ti­vi­
tes, mas a dificuldade de trazer para o Brasil são os
custos e o fato de serem novos e não conhecermos seu

– Em­bal­la­ge con­fir­ma-se da­de. Nem por isso dei­ trabalho. Mas tudo que vi pode ser feito no país.
como o prin­ci­pal sa­lão xa­ram de la­men­tar não Márcia Demarco,
mun­dial de ten­dên­cias na te­rem ido, por te­rem em técnica de embalagem de O Boticário
* Colaborou Marcos Palhares
32 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001
tendências
do setor. Expositores mostram os principais caminhos da embalagem

bui­ção. Na prá­ti­ca, isso se Na área de fle­xí­veis, a Huh­


tra­duz em fa­ci­li­da­de de ta­ma­ki Van Leer da Ale­ma­
iden­ti­fi­ca­ção e tra­ça­bi­li­ nha mos­trou um sis­te­ma
da­de dos pro­du­tos, que se em que a apli­ca­ção de um
fil­me auto-ade­si­vo na
tor­nam mais prá­ti­cos,
em­ba­la­gem ga­ran­te que
mais fá­ceis de usar e o
even­tuais ras­gos si­gam
mais am­bien­tal­men­te cor­
ca­mi­nhos es­pe­ci­fi­ca­do
re­tos pos­sí­vel. Na área de após a aber­tu­ra. A ino­va­
equi­pa­men­tos, cu­jas fun­ ção é re­co­men­da­da para
ções se mul­ti­pli­cam e em­ba­la­gens flow-pack. modo que os dois fil­mes
fi­cam mais com­ple­xas, a Ou­tro pro­du­to de des­ta­que ras­guem se­pa­ra­da­men­te.
ope­ra­ção é cada mais da mar­ca foi um stand-up Se­gun­do a em­pre­sa, esse
sim­ples, qua­se um jogo pouch trans­pa­ren­te e es­te­ pro­du­to – re­co­men­da­do
ele­trô­ni­co para crian­ças. ri­li­zá­vel. Se­gun­do a em­pre­ para em­ba­la­gens fe­cha­das
Em li­nhas ge­rais, sa, as em­ba­la­gens têm com cli­pe, como pães de
se­gun­do os or­ga­ni­za­do­ re­du­ção de peso de até for­ma – re­duz cus­tos por­
90% e ofe­re­cem a van­ta­ que sua re­sis­tên­cia maior
res de Em­bal­la­ge 2000,
gem de dei­xar o con­teú­do a ras­gos per­mi­te di­mi­nuir
vem cres­cen­do for­te­men­
à mos­tra. Sem ne­nhum a es­pes­su­ra do fil­me.
te a ofer­ta de pro­du­tos
com­po­nen­te me­tá­li­co, a Ain­da em fle­xí­veis, a Fle­xi­
des­ti­na­dos a um con­su­ em­ba­la­gem pode ser le­va­ pac, re­pre­sen­tan­do a Zip­
mi­dor “nô­ma­de”, isto é, da ao mi­croon­das e per­mi­ Pack na Fran­ça, mos­trou como PET/pa­pel/PE, pa­pel/
que con­so­me – es­pe­cial­ te o uso de de­tec­to­res de pro­du­tos que con­fir­mam a ver­niz iso­lan­te/PE e ou­tras.
men­te be­bi­das e ali­men­ me­tal nas li­nhas de en­chi­ ex­pan­são de um mer­ca­do Um di­fe­ren­cial, se­gun­do a
tos – en­quan­to se mo­vi­ men­to. cres­cen­te tam­bém no Bra­ Fle­xi­pac, é que o Isol-zip
men­ta, seja ao pra­ti­car Den­tro da mes­ma ten­dên­ sil: o de pa­co­tes de ra­ção pode ser reu­ti­li­za­do, sen­do
es­por­tes seja a ca­mi­nho cia, a fran­ce­sa So­pla­ril ani­mal do­ta­dos de zí­per rea­bas­te­ci­do com ra­ções
de casa, do tra­ba­lho ou apre­sen­tou um pro­du­to para re­fe­cha­men­to e al­ças com­pra­das em em­ba­la­
do la­zer. para aber­tu­ra con­tro­la­da, para trans­por­te. O pro­du­to, gens mais ba­ra­tas.
pro­du­zi­do com duas de­no­mi­na­do Isol-zip, pode carsten.grams@hvlgroup.com
“A épo­ca é de sa­tis­fa­
ca­ma­das (OPP e PP). A ser fei­to de di­fe­ren­tes con­tact@fle­xi­pac.fr
ção dos sen­ti­dos e das
ade­são é di­fe­ren­cia­da, de com­bi­na­ções de fil­mes, so­pla­ril.su­res­nes@wa­na­doo.fr
emo­ções”, ob­ser­va Sté­
pha­nie Au­xen­fans. “E


A OPINIÃO DE QUEM VISITOU O SALãO
quan­do o pra­zer man­da, O que vi de mais importante no Emballage foi a tendência de integração da
o que dá pra­zer ven­de”, cadeia produtiva no desenvolvimento de projetos de embalagem, desde o design
ela com­ple­ta. No en­tan­to, até a logística. Isso torna o produto altamente competitivo e eficaz. Há também
além de res­pon­der ao integração de materiais, o que facilita o posicionamento. Vi, por exemplo, aço e
im­pul­so como mo­ti­va­dor vidro com forma e design integrados, o que é difícil aqui com esses materiais.
de com­pra, as em­ba­la­
gens pro­cu­ram sa­tis­fa­zer
Mas já há ações na tentativa de integração no Brasil, um dos principais objetivos
do Comitê de Design da Abre. Se a cadeia não for unificada, perde-se competi­

cada vez mais um re­qui­ tividade no exterior e oportunidade do produto no próprio mercado interno.
si­to ra­cio­nal, que é a Christian Klein, diretor de marketing da Packing Design

dez 2000/jan 2001 • embalagemmarca – 33


se­gu­ran­ça, es­pe­cial­men­te A bri­tâ­ni­ca PET Tech­no­lo­ por isso, não subs­ti­tui­rá o
para crian­ças e pes­soas gies Ltd., uni­da­de do vi­dro nem as em­ba­la­gens
ido­sas. Owens-Il­li­nois Plas­tics me­tá­li­cas.
A vi­si­ta ao sa­lão Group, apro­vei­tou a fei­ra A Si­del vê o fu­tu­ro do
Em­bal­la­ge 2000 e a pre­ para, mais uma vez, mos­ PET de for­ma di­fe­
sen­ça em con­fe­rên­cias trar sua gar­ra­fa de PET ren­te. Em seu es­tan­
para cer­ve­ja. Se­gun­do de, ocu­pa­do em con­
pa­ra­le­las a ele su­ge­rem
Bob Green, di­re­tor co­mer­ jun­to com as ou­tras
uma pa­la­vra que se im­põe
cial da em­pre­sa para Eu­ro­ qua­tro di­vi­sões do
para toda a ca­deia de
pa e Orien­te Mé­dio, a par­ gru­po, a empresa
em­ba­la­gem. Essa pa­la­vra ti­ci­pa­ção de mer­ca­do do os­ten­ta­va como
é in­te­gra­ção. Os mais ma­te­rial ain­da é mui­to gran­de con­quis­ta o
di­fe­ren­tes es­pe­cia­lis­tas pe­que­na, mas a ex­pec­ta­ti­ lan­ça­men­to de uma
in­sis­tiam, em suas pa­les­ va é de que, gra­da­ti­va­men­ gran­de mar­ca de cer­ve­
tras du­ran­te o evento, em te, o PET abo­ca­nhe fa­tias ja, a Kro­nen­bourg, fei­to Kronenbourg em
afir­mar que a atua­ção maio­res. “A mu­dan­ça das em se­tem­bro em toda a garrafa ACTIS, da Sidel
sin­to­ni­za­da de to­dos os li­nhas do vi­dro e da lata Fran­ça, numa gar­ra­fa de em gar­ra­fa de PET de
elos, des­de o pro­je­to à para o PET é mui­to cara, PET de 330ml produzida 200ml no país.
pro­du­ção e à dis­tri­bui­ção por isso as em­pre­sas pelo sis­te­ma AC­TIS. Esse Em PET, a Te­tra Pak mos­
in­ves­tem na nova tec­no­lo­ pro­ces­so cria bar­rei­ra por trou lan­ça­men­tos ex­pe­ri­
dos pro­du­tos, já é uma
gia ape­nas em fá­bri­cas meio da apli­ca­ção de gás men­tais de cer­ve­ja em sua
rea­li­da­de.
no­vas”, ex­pli­ca Green. “O de car­bo­no iner­te no in­te­ gar­ra­fa pro­du­zi­da pe­los
de­sa­fio ago­ra é de mar­ke­ rior do re­ci­pien­te e com­pe­ sis­te­mas Glas­kin e Sea­li­
Padronização ting, pois os pro­ble­mas te com o sis­te­ma de mul­ti­ ca, se­me­lhan­tes ao Ac­tis,
De fato, no cam­po da téc­ni­cos já fo­ram su­pe­ra­ ca­ma­das. A Kro­nen­bourg é bem como equi­pa­men­tos
lo­gís­ti­ca, que tem sido dos”, ele diz. Um fa­ci­li­ta­ a pri­mei­ra cer­ve­ja­ria de para pro­du­ção.
for­te­men­te im­pul­sio­na­do dor para essa ta­re­fa pode por­te mun­dial a lan­çar sua Encerran­do o tema, a Be­ri­
pelo cres­ci­men­to do ser o fato de que as no­vas mar­ca prin­ci­pal em PET, cap apre­sen­tou, para gar­
e-com­mer­ce, pa­re­ce ter- ge­ra­ções cres­ce­ram acos­ ain­da que isso ain­da es­te­ja ra­fas de PET, sua tam­pa
se fir­ma­do o que ape­nas tu­ma­das com o plás­ti­co, ocor­ren­do como tes­te. Tap­sid B02S, do­ta­da de
pou­cos anos atrás era ra­zão pela qual re­sis­tem Um tema para fi­car aten­to, duas ca­ma­das de bar­rei­ra
so­men­te uma in­cli­na­ção: me­nos ao con­su­mo de em­bo­ra a in­for­ma­ção não a ga­ses e de se­ques­tra­dor
cer­ve­ja em gar­ra­fas de seja ofi­cial e sim um de oxi­gê­nio do in­te­rior do
a pa­dro­ni­za­ção e a sim­
PET do que con­su­mi­do­res co­men­tá­rio que se fa­zia no re­ci­pien­te.
pli­fi­ca­ção de equi­pa­men­
mais ve­lhos, para quem a es­tan­de da Si­del, mas que PET Technologies
tos como pa­le­tes e em­ba­
tra­di­ção tem pa­pel im­por­ in­te­res­sa di­re­ta­men­te ao +44 (0) 1666 837555
la­gens de des­pa­cho. Mul­ tan­te. A em­pre­sa con­si­de­ Bra­sil: es­ta­riam em an­da­ b.guil­let@fra.si­del.com
ti­pli­ca-se a ofer­ta de cai­ ra que o PET vai criar men­to es­tu­dos para o lan­ jaan.koel@te­tra­pak.com
xas de pa­pe­lão on­du­la­do, no­vos mer­ca­dos e que, ça­men­to de uma cer­ve­ja info.fran­ce.di­jon@be­ri­cap.com
bem como as de plás­ti­co
do­brá­veis, por exem­plo.
Per­ce­bia-se nos pro­du­tos
mos­tra­dos pe­los ex­po­si­
to­res que ou­tro pon­to ao
qual vem sen­do de­di­ca­da
mui­ta aten­ção é a em­ba­
la­gem de preen­chi­men­to.
Nos paí­ses eu­ro­peus
isso tra­duz não ape­nas a
preo­cu­pa­ção das em­pre­
sas com a ga­ran­tia de
in­te­gri­da­de dos pro­du­tos
du­ran­te a dis­tri­bui­ção,
mas tam­bém a sin­to­nia
que elas man­têm com a
for­te cons­ciên­cia am­bien­ À esquerda, garrafas produzidas pela PET Technologies; à direita, pela Tetra Pak

34 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


tal dos con­su­mi­do­res. car­tão e fil­mes fle­xí­veis. ob­je­ti­vo é le­var o con­su­ Cha­ma­do de pa­pe­lão
Dian­te des­se fato, alia­do Con­so­li­dou-se de­fi­ni­ti­va­ mi­dor a “sen­tir” a em­ba­ com “na­no­ca­ne­lu­ra”, é
ao peso de uma le­gis­la­ men­te, por exem­plo, o la­gem com a vi­são, o di­re­cio­na­do prin­ci­pal­
ção am­bien­tal ri­go­ro­sa, uso de car­tu­chos de ol­fa­to e o tato. Para isso men­te a pro­du­tos como
pode-se afir­mar que o pa­pel-car­tão e de sa­co­las é pre­ci­so tê-la em mãos lâm­pa­das, ele­tro­do­més­ti­
es­for­ço para fa­bri­car de pa­pel com ja­ne­las no pon­to-de-ven­da – cos e agru­pa­men­to de
em­ba­la­gens não pre­ju­di­ trans­pa­ren­tes. O re­sul­ta­ meio ca­mi­nho an­da­do em­ba­la­gens pri­má­rias,
ciais à na­tu­re­za e com do des­sas com­bi­na­ções é para a com­pra do pro­du­ como as de io­gur­te e cer­
me­nor quan­ti­da­de de fas­ci­nan­te nos pon­tos-de- to. ve­ja. Para efei­to de com­
ma­té­rias-pri­mas é um ven­da, para hor­ror dos pa­ra­ção, o pro­du­to tem
ca­mi­nho ir­re­ver­sí­vel nos am­bien­ta­lis­tas e da in­dús­ “Nanocanelura” 555 ca­ne­lu­ras por me­tro,
paí­ses in­dus­tria­li­za­dos. tria de re­ci­cla­gem, cujo Na bre­cha do “eco­lo­gi­ en­quan­to um mi­croon­
in­te­res­se não é se­pa­rar ca­men­te cor­re­to”, os du­la­do tem 283.
Aço, plástico, vidro ma­te­riais. fa­bri­can­tes de pa­pe­lão Em fil­mes, ob­ser­vou-
Mes­mo as­sim, gran­de É cu­rio­so no­tar que o on­du­la­do re­for­çam suas se a preo­cu­pa­ção da
par­te das em­ba­la­gens con­cei­to de em­ba­la­gens cam­pa­nhas, apre­sen­tan­ in­dús­tria com o apri­mo­
a-pre­sen­ta­das, so­bre­tu­do “mul­ti-sen­so­riais” não do um ma­te­rial com ra­men­to dos ma­te­riais,
as de per­fu­mes, cos­mé­ti­ con­sis­te em mero ar­ti­fí­ ca­ne­lu­ras fi­nís­si­mas, que não so­men­te em seus
cos e be­bi­das fi­nas, apon­ cio se­mân­ti­co cria­do por con­fe­re maior re­sis­tên­cia as­pec­tos téc­ni­cos, como
tam para a ten­dên­cia de pro­fis­sio­nais de mar­ke­ ver­ti­cal à em­ba­la­gem e bar­rei­ra, ma­qui­na­bi­li­da­de
com­bi­na­ção de di­fe­ren­tes ting: os re­ci­pien­tes po­de­ria subs­ti­tuir em e im­pri­mi­bi­li­da­de, mas
ma­te­riais, como aço e ga­nham no­vos aro­mas, vá­rios ca­sos, com van­ta­ tam­bém no que se re­fe­re
plás­ti­co, vi­dro, aço e tex­tu­ras, com­bi­na­ções de gens de cus­to, o pa­pel- à con­ve­niên­cia para o
plás­ti­co, pa­pel ou pa­pel- co­res e de ma­te­riais. O car­tão e cer­tos plás­ti­cos. con­su­mi­dor. Cha­ma­va a
aten­ção o gran­de nú­me­ro Uma das em­ba­la­gens que gar­ra­fa de PET de 500ml
de em­ba­la­gens fei­tas com mais cau­sa­ram im­pac­to pos­sui um for­ma­to que
sis­te­mas de ras­go con­tro­ du­ran­te a fei­ra foi a do fa­ci­li­ta o trans­por­te, e
la­do, as res­se­lá­veis e as xa­ro­pe de fru­tas Teis­se­rie, vem com selo de alu­mí­nio
que fi­cam em pé, do tipo (lí­der do seg­men­to no para pro­te­ger o bico.

stand-up pou­ches e pa­co­ mer­ca­do fran­cês). Tra­ta-se


de uma lata de aço com
tes qua­dra­dos, es­tes prin­
per­fil, fei­ta pela di­vi­são de
ci­pal­men­te para pro­du­tos
Spe­cialty Pac­ka­ging da
gra­nu­la­dos, como ce­reais Crown Cork & Seal. Além
e mas­sas. do di­fe­ren­cial de for­ma e
Ba­sea­do no ape­lo de da be­le­za, a em­ba­la­gem
agre­ga­ção de va­lor aos in­cor­po­rou tec­no­lo­gia
pro­du­tos, o se­tor do aço para pro­por­cio­nar maior
pa­re­ce não só ter ga­ran­ti­ con­for­to ao con­su­mi­dor. O
do seu es­pa­ço, como con­ for­ma­to da lata fa­ci­li­ta a
se­g ui­d o am­p liá-lo, pe­ga­da, e a tam­pa plás­ti­
en­tran­do nas mais va­ria­ ca, pro­du­zi­da pela As­tra
das ca­te­go­rias de pro­du­ Plas­ti­que, em­pre­sa do gru­
po Crown Cork & Seal,
tos. Nem é pre­ci­so ci­tar o
pos­sui um dis­pen­ser que fe­cha­men­to de­sen­vol­vi­do
seg­men­to de bis­coi­tos,
au­xi­lia no tra­ba­lho de ser­ para a água mi­ne­ral fran­
onde la­tas com for­ma­tos vir o pro­du­to. O fe­cha­men­ ce­sa Evian, a tam­pa
di­fe­ren­cia­dos e cria­ti­vos to é do­ta­do, ain­da, de um No­mad. Vol­ta­da para os
e im­pres­são de alta qua­li­ selo de alu­mí­nio apli­ca­do con­su­mi­do­res “nô­ma­des”,
da­de dis­pu­tam mer­ca­do a quen­te, que aju­da a con­ isto é, aque­les que es­tão
com o pa­pel-car­tão e com ser­var as pro­prie­da­des do cons­tan­te­men­te em trân­si­
as fle­xí­veis. Re­ci­pien­tes pro­du­to até a sua aber­tu­ to e car­re­gam con­si­go Spe­cialty Pac­ka­ging:
para su­cos pron­tos, cos­ ra. uma gar­ra­fa d´água – cris­to­phe.gue­laud@eur.crown­cork.com
mé­ti­cos, pet food e gar­ra­ A mes­ma As­tra Plas­ti­que há­bi­to co­mum en­tre os As­tra Plas­ti­que:
apre­sen­tou o sis­te­ma de eu­ro­peus –, a tam­pa da chris­tian.fa­bre@eur.crown­cork.com
fas de be­bi­das pro­li­fe­ra­
vam em vá­rios es­tan­des.
Na Eu­ro­pa, os ani­mais ma fer­ra­men­ta de ven­das.
PET x vidro do­més­ti­cos re­ce­bem tan­ Pro­va dis­so é a lata de
ta aten­ção e de­di­ca­ção aço uti­li­za­da para acon­di­
O em­ba­te mais vi­sí­vel
de seus do­nos que as cio­nar os bis­coi­tos ca­ni­
en­tre ma­te­riais, en­tre­tan­
em­pre­sas fa­bri­can­tes de nos Bo­nio, da Fris­kies.
to, se dá en­tre o PET e o
pro­du­tos di­ri­gi­dos a eles Em for­ma de um osso
vi­dro, ten­do como pano – “eles”, no caso, são es­ti­li­za­do, o re­ci­pien­te,
de fun­do o mer­ca­do de am­bos, bi­cho e dono – fa­bri­ca­do pela ita­lia­na
cer­ve­ja. Exis­tem pro­je­ sa­bem que em­ba­la­gens New­box, dá gran­de des­ta­
ções apon­tan­do para um ca­pri­cha­das são uma óti­ que ao pro­du­to nos pon­
sal­to dos atuais 2% ou tos-de-ven­da.
3% que o PET de­tém La­tas com for­ma­tos di­fe­ põe a ex­por­tar as bo­bi­nas
atual­men­te em âm­bi­to ren­cia­dos, para acon­di­ já im­pres­sas. No es­tan­de
glo­bal para algo em tor­no cio­nar pro­du­tos que po­diam ser vis­tas tam­
de 5% em 2002. O fato é va­ria­vam de gar­ra­fas de bém em­ba­la­gens de aço
be­bi­das a bom­bons, para suco de fru­ta e óleo
que as tec­no­lo­gias de bar­
en­fei­ta­vam as pra­te­lei­ras co­mes­tí­vel, com tam­pas
rei­ra a ga­ses, prin­ci­pal
da tam­bém ita­lia­na De­cor­ plás­ti­cas de ros­ca. Pou­co
obs­tá­cu­lo a um avan­ço
box. “So­mos os úni­cos na co­mum no Bra­sil, essa
mais de­ci­si­vo da­que­le Eu­ro­pa com tec­no­lo­gia de com­bi­na­ção é usual na
ma­te­rial plás­ti­co vêm se im­pres­são da fo­lha-de- Eu­ro­pa.
aper­fei­çoan­do, mas as flan­dres em seis co­res”, New­box:
cer­ve­ja­rias pa­re­cem re­lu­ ga­ran­te Ro­ber­to Co­lom­ info@mi­vat.com
tar em ado­tá-lo para suas bo, ge­ren­te de ex­por­ta­ção De­cor­box:
mar­cas prin­ci­pais. da em­pre­sa, que se dis­ de­cor­box@tin.it

36 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


Se­gun­do des­ta­cou em
re­por­ta­gem de capa dis­
tri­buí­da du­ran­te o even­to
a ver­são em in­glês da
re­vis­ta es­pe­cia­li­za­da ale­
mã Ver­pac­kungs-Runds­
chau, com base em pes­
qui­sa, “nada real­men­te
está acon­te­cen­do na área,
e é pre­ci­so pro­cu­rar mui­
to para en­con­trar no­vas
mar­cas de cer­ve­ja em Fo­ram abun­dan­tes no en­tre ou­tras ino­va­ções a diversos for­ma­tos sob
gar­ra­fas de PET”. Não é Em­bal­la­ge 2000 as no­vi­da­ ro­lha sin­té­ti­ca Tage para encomenda, como ro­de­las
bem as­sim, como des em sis­te­mas de fe­cha­ vi­nho, em di­ver­sas co­res, e de fru­tas cí­tri­cas, por
de­mons­tra a Kro­nen­ men­to. A suí­ça No­vem­bal, a li­nha de tam­pas per­so­na­ exem­plo.
bourg, mar­ca mais ven­di­ uma em­pre­sa con­tro­la­da li­za­das Pa­na­che, que mar­ti­ne.sow@no­vem­bal.
po­dem ser for­ne­ci­das em te­tra­pak.com
da na Fran­ça, re­cém-lan­ da Te­tra Pak, apre­sen­tou
ça­da em tes­te no país,
numa gar­ra­fa da Si­del. A Ge­ne­ral Plas­tics, do va­ria­do mos­truá­rio de A Pro­cap-Clo­su­re, de
Não con­vém fa­zer gru­po Sea­quist Clo­su­res, tam­pas plás­ti­cas, mui­tas Lu­xem­bur­go, apre­sen­tou
des­ta­cou-se com um de­las fei­tas de dois ma­te­ um in­te­res­san­te dis­po­si­ti­
prog­nós­ti­cos en­fá­ti­cos,
riais ou duas co­res di­fe­ vo de fe­cha­men­to, o Pep­
sen­do mais pru­den­te
ren­tes e aca­ba­men­to sua­ per Grin­der, que in­cor­po­ra
apos­tar no que acre­di­tam
ve ao to­que, den­tro da moe­dor. É ideal para fras­
in­dús­trias de vi­dro, de ten­dên­cia do ape­lo sen­so­ cos de pi­men­ta, sal gros­so
la­tas de alu­mí­nio e de aço rial ao con­su­mi­dor, no aro­ma­ti­za­do e
e até do pró­prio PET: este caso, ao tato. Um exemplo ou­tros tem­
ocu­pa­rá es­pa­ços pró­prios, é a Bi-O-Cap, que utiliza a pe­ros só­li­dos.
como even­tos es­por­ti­vos tecnologia de bi-injeção. www.pro­cap-
e shows, além de even­ Na feira, a Seaquist clo­su­re.com
tualmente vir a abrir apresentou a versão
novas alternativas de “large” para completar
medidas para cerveja. a família Bi-O-Cap.
+ 33 1 60 41 12 00

Novos nichos A Re­xam Clo­su­res, de


É di­fí­cil ima­gi­nar que as Num país em que quei­jos Acti Pack, fa­bri­can­te de Pos­tsmouth, In­gla­ter­ra, es­te­
cer­ve­ja­rias quei­ram subs­ são pe­tis­cos co­muns, bus­ po­tes e fras­cos de PET do ve pre­sen­te com o ape­lo
ti­tuir ca­rís­si­mas li­nhas car so­lu­ções em em­ba­la­ gru­po Axium, mos­trou em que a tornou uma das prin­
de­di­ca­das a gar­ra­fas de gens que aten­dam à seu stand a em­ba­la­gem ci­pais for­ne­ce­do­ras mun­
vi­dro e a la­tas por li­nhas ex­pec­ta­ti­va de con­ve­niên­ de­sen­vol­vi­da para os quei­ diais de tam­pas: tec­no­lo­gia
de PET. Mais pro­va­vel­ cia dos con­su­mi­do­res é jos con­ser­va­dos em azei­te, de pon­ta, va­rie­da­de, qua­li­da­
men­te ado­ta­rão o plás­ti­co um vas­to cam­po para a da mar­ca Sa­la­kis. O pote de, ra­pi­dez de fa­bri­ca­ção de
em no­vas fá­bri­cas ou cria­ti­vi­da­de. A fran­ce­sa vem equi­pa­do com uma pro­tó­ti­pos e de pro­du­ção.
“gaio­la” em PP aco­pla­da à No Em­bal­la­ge des­ta­cou sua
no­vas va­rie­da­des de pro­
tam­pa, que ser­ve para es­pe­cia­li­za­ção em sis­te­mas
du­to. As­sim, tal­vez a lei­
es­cor­rer o lí­qui­do an­tes de de fe­cha­men­to para pro­du­
tu­ra te­nha de ser po­si­ti­va:
ser­vir. A tam­pa é for­ne­ci­da tos des­ti­na­dos a crian­ças e
o PET po­de­rá criar no­vos pela Loi­re Plas­tic, em­pre­sa a ido­sos.
ni­chos, am­plian­do o mer­ do mes­mo gru­po. Fo­ram info@dryden.co.uk
ca­do de cer­ve­ja. apre­sen­ta­das tam­bém apli­
De qual­quer for­ma, a ca­ções para pi­cles, azei­to­
in­dús­tria do vi­dro não está nas e ou­tros pro­du­tos em
aco­mo­da­da. Para en­fren­tar con­ser­va lí­qui­da.
o de­sa­fio do plás­ti­co, o ac­ti­pack@aol.com
se­tor con­cen­tra es­for­ços em mar­mo­nierl­pi@aol.com

38 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


tec­no­lo­gia e em cria­ti­vi­da­ A OPINIÃO DE QUEM VISITOU O SALãO


de, como fi­cou cla­ro no
Vi no salão Emballage muitas novidades em máquinas de decoração e em
Em­bal­la­ge 2000. De um fechamentos de frascos de vidro, que sem tampa não têm significado. Uma
lado, as vi­dra­rias de­sen­vol­ tendência na Europa é a decoração dos frascos farmacêuticos de maneira mais
vem re­ci­pien­tes cada vez leve, com flores, por exemplo, mas, tirando algumas máquinas especiais, os
mais le­ves e ao mes­mo produtos são basicamente iguais aos nossos. Especificamente em termos de
tem­po mais re­sis­ten­tes, cosméticos, como esmaltes, nada melhor do que ver o que acontece em Paris,
como re­cla­ma o mer­ca­do, que é da onde a moda vem. Os lançamentos devem ser analisados por nós
en­quan­to pro­cu­ram re­du­zir
cus­tos. De ou­tro, ex­plo­ram
para implantar aqui. Quanto à feira em si, vi muita elegância, simplicidade e
leveza nos estandes. Eles são funcionais. Ao contrário do Brasil, foi estabelecido

ao má­xi­mo o atri­bu­to da um tamanho máximo, o que evita promoções mercadológicas.
ver­sa­ti­li­da­de de for­mas, de Luiz Antônio Azevedo, diretor de marketing da Wheaton do Brasil
co­res e de de­co­ra­ção, bem Na onda da ofer­ta de pra­ti­ O blis­ter Eco­bliss, lan­ça­do ne­ces­si­da­de de ras­gar,
como a “im­pos­si­bi­li­da­de ci­da­de para o con­su­mi­dor, no Em­bal­la­ge 2000 pela man­ten­do ín­te­gras as
de subs­ti­tui­ção” do vi­dro a ale­mã Va­rio­tec In­no­va­ti­ve fran­ce­sa Eco­bliss Blis­ter­ in­for­ma­ções con­ti­das na
em pro­du­tos como vi­nhos, Pac­ka­ging Systems GmbH pac­ka­ging, ino­va ao uti­li­zar em­ba­la­gem. Se­gun­do a
cham­pa­nhe, be­bi­das e per­ fez bas­tan­te su­ces­so com uma cola es­pe­cial (pa­ten­ em­pre­sa, “alia sim­pli­ci­da­de
fu­mes. o Va­rio­sun, pro­te­tor so­lar tea­da) que per­mi­te fi­xar fir­ de fa­bri­ca­ção, fle­xi­bi­li­da­de
com fa­tor ajus­tá­vel (en­tre 2 me­men­te uma lâ­mi­na de e eco­no­mia, além de bom
Cosmecêutica e 30), gra­ças a uma sim­ pa­pe­lão e uma de plás­ti­co, de­sem­pe­nho nas li­nhas de
Mes­mo em cam­pos como ples e cria­ti­va em­ba­la­gem, po­rém de fá­cil se­pa­ra­ção acon­di­cio­na­men­to”.
a Dial­pack. Um dis­co mo­vi­ no mo­men­to de abrir, sem www.eco­bliss.com
o dos me­di­ca­men­tos in­je­
men­ta um me­ca­nis­mo
tá­veis e co­lí­rios, onde a
in­ter­no que re­gu­la a mis­tu­
en­tra­da do PET é mais
ra de duas subs­tân­cias,
di­fí­cil, ao con­trá­rio do con­ti­das em com­par­ti­men­
que vem acon­te­cen­do nos tos in­de­pen­den­tes (os car­
seg­men­tos de xa­ro­pes e tu­chos po­dem ser subs­ti­
drá­geas, nota-se a ten­ tuí­dos se­pa­ra­da­men­te). A
dên­cia de aper­fei­çoa­men­ Dial­pack con­ta ain­da com
to e da va­rie­da­de da fras­ um sis­te­ma air­less, que
ca­ria de vi­dro, com maior im­pe­de a en­tra­da de oxi­gê­
uso de co­res e de de­co­ra­ nio, e tem uma tra­va que
ção, em sin­to­nia com o evi­ta o acio­na­men­to aci­
den­tal do dis­pen­ser.
avan­ço da cos­me­cêu­ti­ca.
info@va­rio­sun.com
De res­to, o vi­dro tem
a seu fa­vor nos paí­ses Além da for­te ten­dên­cia de dos nos dois es­tan­des que
eu­ro­peus o fato de que uti­li­za­ção de um nú­me­ro mon­tou no Em­bal­la­ge,
os con­su­mi­do­res vêem maior de ró­tu­los nas em­ba­ xam­pus e con­di­cio­na­do­res
no ma­te­rial, por tra­di­ção la­gens, como res­pos­ta à en­vol­vi­dos por um slee­ve.
cul­tu­ral, ca­rac­te­rís­ti­cas ex­pec­ta­ti­va do con­su­mi­do­r www.slee­ver.com
mui­to apro­pria­das para o por mais in­for­ma­ções
acon­d i­c io­n a­m en­t o de so­bre o que está com­pran­
pro­du­tos ali­men­tí­cios. do, a ro­tu­la­gem na Fran­ça
Isso sem con­tar a imen­sa é mui­to uti­li­za­da para fins
pro­mo­cio­nais. Con­si­de­ra­
pro­du­ção de vi­nhos em
dos de cer­ta for­ma “lu­xuo­
paí­ses como Fran­ça, Itá­
sos” no Bra­sil, os fil­mes
lia, Por­tu­gal e Es­pa­nha.
ter­moen­co­lhí­veis (slee­ves)
Sur­preen­den­te­men­te, com im­pres­são de alta
des­ta­ca Jac­ques De­marty, qua­li­da­de são co­muns
pre­si­den­te das Câ­ma­ras como em­ba­la­gens de agru­
Sin­di­cais da In­dús­tria do pa­men­to. A Slee­ver In­ter­
Vi­dro da Fran­ça, pelo na­tio­nal apre­sen­tou, en­tre
me­nos na­que­le país, ou­tros exem­plos mos­tra­
Continua na pg. 44
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O vi­dro ape­la para a cria­ti­ A fran­ce­sa Sa­ver­glass tem e, as­sim, con­fe­rin­do a eles
vi­da­de e a fle­xi­bi­li­da­de de apos­ta­do suas fi­chas no um as­pec­to de cris­tal. Um
for­ma­tos. A BSN Glass­ mer­ca­do de pro­du­tos com re­pre­sen­tan­te da em­pre­sa
pack, gi­gan­te eu­ro­péia alto va­lor agre­ga­do. está tra­ba­lhan­do o mer­ca­
que re­sul­tou da fu­são das Co­nhe­ci­da por suas em­ba­ do bra­si­lei­ro, com vis­tas a
vi­dra­rias do gru­po Da­no­ la­gens para be­bi­das al­coó­ ven­der gar­ra­fas para
ne com as do ale­mão Viag li­cas e vi­nhos fi­nos, a ca­cha­ças de pri­mei­ra
Group e man­tém acor­do em­pre­sa re­cen­te­men­te li­nha. Como di­fe­ren­cial, a
tec­no­ló­gi­co com a nor­te- en­trou na área de fras­cos Sa­ver­glass diz que for­ne­ce
ame­ri­ca­na Owens-Il­li­nois, para per­fu­mes. Mes­mo em a par­tir de 30 000 uni­da­
con­cen­trou-se nos mer­ca­ seus pro­du­tos stan­dard, a des, “o equi­va­len­te ao tra­
dos de ali­men­tos e be­bi­ Sa­ver­glass, indo na con­ ba­lho de um dia de for­no”,
das. Dos pro­du­tos ex­pos­ co­me­mo­ra­ti­va da pas­sa­ tra­mão do ali­via­men­to, pri­ nas pa­la­vras de Di­dier
tos no es­tan­de da em­pre­ gem do mi­lê­nio (com ma pelo vi­sual so­fis­ti­ca­do, Rica, ge­ren­te co­mer­cial e
sa des­ta­ca­ram-se a gar­ra­ so­bre­tam­pa azul para fa­zen­do re­ci­pien­tes com de co­mu­ni­ca­ção da em­pre­
fa com tex­tu­ra – que pode 1999/2000 e dou­ra­da para fun­dos gros­sos e pe­sa­dos sa.
info@sa­ ver­glass.com
ser gra­va­da di­re­ta­men­te 2000/2001).
no mol­de – e o pote usa­ va­le­rie.ro­ques@bsnglass­
do pelo cre­me de cho­co­ pack.com
la­te ita­lia­no Nu­tel­la, com
ca­pa­ci­da­de para 1 qui­lo.
O des­ta­que é a pos­si­bi­li­
da­de de reu­ti­li­za­ção.
Ou­tra em­ba­la­gem que a
BSN mostrou foi a gar­
ra­fa de 1 li­tro da água
Evian em for­ma
de gota,
In­ves­tir em pro­du­tos stan­ gens. Isso é con­se­gui­do
dard tam­bém é uma das gra­ças à ve­lha prá­ti­ca da
es­tra­té­gias da ale­mã Ger­ dis­po­ni­bi­li­za­ção de al­ter­na­
res­hei­mer Glas AG. Du­ran­ ti­vas de cor, de de­co­ra­ção,
te o Em­bal­la­ge 2000, a de aca­ba­men­to e de fe­cha­
em­pre­sa mos­trou a sua men­to. A di­fe­ren­ça em re­la­
nova li­nha de fras­cos para ção ao Bra­sil é que a vi­dra­
per­fu­mes que, além de ofe­ ria fran­ce­sa dis­põe de
re­cer as van­ta­gens pro­por­ maior va­rie­da­de de com­ple­
cio­na­das pela fa­bri­ca­ção men­tos, so­bre­tu­do de tam­
pa­dro­ni­za­da, como cus­to pas. Ou seja, a in­te­gra­ção
me­nor, pro­cu­ra am­pliar as dos for­ne­ce­do­res lá é maior.
pos­si­bi­li­da­des de “in­di­vi­ b.lin­gen­berg@
dua­li­za­ção” das em­ba­la­ ger­res­hei­mer.com
No seg­men­to de em­ba­la­ ve­niên­cia e se­gu­ran­ça,
gens para pro­du­tos far­ ob­ser­va-se maior preo­cu­
ma­cêu­ti­cos, além da pa­ção com o aca­ba­men­to
cons­tan­te bus­ca por con­ e a be­le­za dos fras­cos, na
ten­dên­cia da “cos­me­ti­za­
ção dos re­mé­dios”.
Um bom exem­plo dis­so
foi dado pela Stölz­le-
Ober­glas AG, da Ale­ma­
nha, que, en­tre ou­tros
pro­du­tos, mos­trou um
fras­co de vi­dro com ver­te­
dor in­cor­po­ra­do e de­sign
di­fe­ren­cia­do.
sa­les@stoelz­le.com

42 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


No cam­po da lo­gís­ti­ca, A OPINIÃO DE QUEM
cha­mou a aten­ção a cria­ VISITOU O SALãO


ti­vi­da­de de al­gu­mas
A Ri­ge­sa
em­pre­sas na bus­ca de
Westvaco foi ao
so­lu­ções ba­ra­tas que
Emballage bus­car
vi­sam à re­du­ção das per­
no­vi­da­des no se­tor
das na mo­vi­men­ta­ção de
de embalagens,
cai­xas. As fran­ce­sas
mas num pri­mei­ro
Pa­pe­te­rie Ge­rex e En­du­
mo­men­to não as
pack apre­sen­ta­ram Li­ga­da na ten­dên­cia de en­con­tra­mos em ter­
pa­péis an­ti­der­ra­pan­tes bus­car al­ter­na­ti­vas que não mos de ma­te­riais.
que, co­lo­ca­dos en­tre os pre­ju­di­quem o meio-am­ Tudo que vi­mos no
vo­lu­mes no em­pi­lha­men­ bien­te, a Pop­nat apre­sen­ Emballage 2000 o
to, im­pe­dem des­li­za­men­ tou um “re­cheio eco­ló­gi­co”, Bra­sil faz ou tem
tos, mes­mo quan­do os em­ba­la­gem de re­ves­ti­men­ ca­pa­ci­da­de de fa­zer.
pa­le­tes fi­cam em po­si­ção to à base de pi­po­ca e te­ci­ Numa se­gun­da ava­
in­cli­na­da du­ran­te a mo­vi­ do. De acordo com a lia­ção, per­ce­be­mos
men­ta­ção. As folhas em­pre­sa, o pro­du­to é “efi­ uma in­te­gra­ção
podem ser reutilizadas. caz, eco­nô­mi­co e bio­de­gra­ maior de ma­te­riais,
En­du­pack: dá­vel”. como car­tu­cho as­so­
+ 33 02 32 42 70 06 Tam­bém para re­ves­ti­men­to, cia­do a plás­ti­co e a
Ge­rex: a Du­ches­ne (Ori­ga) ofe­re­cia se­los alu­mi­ni­za­dos.
fgru­yer@ge­rex.com em seu es­tan­de o Sizz­le­ Lá fora é co­mum a
Pak, um “pro­te­tor de pro­du­ par­ce­ria en­tre fa­bri­
A Glue Dots In­ter­na­tio­ ra­zão co­mer­cial, ou seja, tos con­tra a ba­na­li­da­de”. can­tes de di­fe­ren­tes
nal, de West Yorks­hi­re, um sis­te­ma de co­la­gem São ser­pen­ti­nas de pa­pel, ma­te­riais.
In­gla­ter­ra, le­vou ao de in­con­tá­veis apli­ca­ pa­pel re­ci­cla­do ou fi­bras No Bra­sil não há
Em­bal­la­ge 2000 o pro­du­ ções. En­tre elas uma que ve­ge­tais, tin­gi­das em mui­ tanta cer­te­za de
to que dá ori­gem a sua in­te­res­sa di­re­ta­men­te ao tas co­res di­fe­ren­tes. San­fo­ que fun­cio­na­ria.
pú­bli­co vi­si­tan­te do na­das, seu vo­lu­me au­men­ Isso por­que essa in­te­
sa­lão: a ma­nu­ten­ção dos ta três ve­zes ao se­rem re­ti­ gra­ção vai além da
pro­du­tos no próprio ra­das da em­ba­la­gem ori­gi­ em­ba­la­gem em si,
lu­gar para o acon­di­cio­na­ nal. Em ou­tras pa­la­vras, en­vol­vendo agên­cia
men­to. Pe­que­nos pon­tos pro­por­cio­na eco­no­mia de de de­sign, mar­ke­ting,
de cola de­po­si­ta­dos es­pa­ço de ar­ma­ze­na­men­to. fa­bri­can­tes e usuá­rios
numa fita são fa­cil­men­te pop­nat@wa­na­doo.fr de em­ba­la­gens.
re­mo­ví­veis, num prá­ti­co con­tact@ori­ga.fr Para dar cer­to é
dis­pen­ser, para apli­ca­ necessária uma
ção.
glue­dot­sin­ter­na­tio­nal.co.uk

evo­lu­ção do mer­ca­do
– e já es­ta­mos nes­se
ca­mi­nho.
Fábio Pereira,
analista de marketing
senior da Rigesa
Westvaco
“mais do que o vi­nho e a
cer­ve­ja, que per­ma­ne­
Projetos para IPA integrado
cem es­tá­veis, os seg­men­ o futuro Pela pri­mei­ra vez hou­ve
tos que mais cres­cem são in­te­gra­ção en­tre o Em­bal­
Um dos des­ta­ques do
os do azei­te e do lei­te”. la­ge e o IPA – World Food
Em­bal­la­ge, o even­to Pack
Para li­te­ral­men­te Pro­cess Ex­hi­bi­tion, cujo
Vi­sion deu es­pa­ço para
foco são as no­vas tec­no­lo­
fe­char o as­sun­to, duas es­tu­dan­tes mos­tra­rem idéias
pre­sen­ças de peso no e pers­pec­ti­vas so­bre o fu­tu­ Embalagens gias ali­men­ta­res, do pro­
ces­sa­men­to à em­ba­la­gem.
sa­lão fo­ram as de for­ne­ ro da em­ba­la­gem. Fo­ram premiadas O IPA tam­bém teve como
ce­do­res de sis­te­mas de pro­pos­tos seis te­mas, que
des­ta­que even­tos pa­ra­le­
fe­cha­men­to e de eti­que­ cor­res­pon­diam a ten­dên­cias A com­pe­ti­ção Os­cars da
los, como os fó­runs so­bre
ta­gem, esta me­re­ce­do­ra de con­su­mo: 1) Da em­ba­la­ Em­ba­la­gem exis­te des­de
Ino­va­ção e Pes­qui­sa, Meio
gem stan­dard à em­ba­la­gem 1955, sem­pre an­te­ci­pan­do
de um es­pa­ço es­pe­cial. Am­bien­te e Con­tro­le da
pa­dro­ni­za­da; 2) Des­fru­te ino­va­ções em em­ba­la­gem.
Pro­du­ção.
mais, gas­te me­nos; 3) Pen­se Os cri­té­rios são ri­go­ro­sos.
Nada a dever
glo­bal­men­te, com­pre lo­cal­ Pri­mei­ro há a va­li­da­ção dos
Aqui vale des­ta­car que, a
men­te; 4) e-shop­ping, no pro­je­tos sob as óti­cas da Índia, o país
ri­gor, o Bra­sil nada fica a
de­ver ao que foi apre­sen­
mun­do in­tei­ro; 5) Do ven­de­ via­bi­li­da­de téc­ni­ca, le­gis­la­
ção e re­gras do prê­mio.
homenageado
dor si­len­cio­so à em­ba­la­gem
ta­do no Em­bal­la­ge 2000 in­te­li­gen­te; e 6) Da pro­te­ção De­pois, há a ava­lia­ção do O Em­bal­la­ge enfoca, a cada
em equi­pa­men­tos, pro­ pas­si­va à em­ba­la­gem ati­va. pon­to-de-vis­ta do usuá­rio, a edi­ção, o tra­ba­lho em
ces­sos e ma­te­riais. O que Trin­ta pro­je­tos fo­ram es­co­ car­go de co­mi­tês téc­ni­cos e em­ba­la­gem de ou­tros mer­
cha­ma a aten­ção é o uso lhi­dos e ex­pos­tos por atores de mar­ke­ting. Por fim, os ca­dos. Em 1998, o país con­
mais in­ten­so, isto é, em que si­mu­la­vam o uso em tra­ba­lhos são avaliados por vi­da­do de hon­ra foi o Bra­
maior quan­ti­da­de, de si­tua­ções co­ti­dia­nas. Al­guns um júri rigoroso. Este ano, sil. Em 2000, a vez foi da
tra­ba­lhos po­dem ser vis­tos dentre os 64 premiados, o Ín­dia. Os prin­ci­pais atuan­
ró­tu­los nas em­ba­la­gens,
em nos­so site. Carpe Diem, de O Boticário, tes do se­tor de em­ba­la­gem
aten­den­do à ex­pec­ta­ti­va
levou o Brasil ao pódio. Veja in­dia­no es­ti­ve­ram na fei­ra
dos con­su­mi­do­res por
os pre­mia­dos em www. para fortalecer re­la­ções
cres­cen­te nú­me­ro de em­ba­la­gem­mar­ca.com.br. in­dus­triais com a Eu­ro­pa.
in­for­ma­ções so­bre os pro­
du­tos. As tam­pas, além
de suas fun­ções bá­si­cas, Mais do que um mero retrato estático
são usa­das cada vez mais
Se­le­cio­nar in­for­ma­ções foi mais re­pre­sen­ta­ti­vos, Nos­sa in­ten­ção ao apre­
para fins in­for­ma­ti­vos. a pa­la­vra de or­dem que ca­pa­zes de ins­ti­gar idéias, sen­tar esta pe­que­na
Fi­nal­men­te, seja no Emb ­ al­ ag
­ em­Marc
­ a se im­pôs sus­ci­tar re­fle­xões e des­ta­ amos­tra é que ela pos­sa
que se re­fe­re a es­ses com­ ao co­brir o sa­lão Em­bal­la­ car con­cei­tos que po­ssam ser­vir de base para a cria­
ple­men­tos, seja no to­can­ ge 2000. A re­por­ta­gem con­tri­buir para o apri­mo­ ção e a adap­ta­ção de pro­
te a de­sen­vol­vi­men­to das pro­cu­rou de­tec­tar ten­dên­ ra­men­to da ca­deia de du­tos e ser­vi­ços ino­va­do­
em­ba­la­gens em ge­ral, o cias e co­le­tar exem­plos de em­ba­la­gem no Bra­sil. res e ven­de­do­res ao mer­
Em­bal­la­ge 2000 com­pro­ em­ba­la­gens, ma­te­riais, Deixaram de ser mos­tra­ ca­do bra­si­lei­ro, lem­bran­do
vou uma ver­da­de mais do equi­pa­men­tos e ser­vi­ços dos mui­tos itens im­por­ que itens di­re­cio­na­dos a
que sa­bi­da: ten­do por trás úteis aos pro­fis­sio­nais tan­tes en­tre os apro­xi­ma­ uma área es­pe­cí­fi­ca
um mer­ca­do cons­ti­tuí­do bra­si­lei­ros por al­gu­ma da­men­te 30 000 ex­pos­tos po­dem ser adap­ta­dos a
ra­zão im­pos­si­bi­li­ta­dos de
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no even­to. Não há espaço ou­tras. Ha­ve­rá tal­vez


de con­su­mi­do­res com
ir ao even­to. Vale des­ta­car para isso, e en­ten­de­mos quem ro­tu­le essa prá­ti­ca
alto po­der aqui­si­ti­vo,
que, mais im­por­tan­te do que ver, es­co­lher e in­ter­ de có­pia. Não importa. Lá
como são os dos paí­ses que ser o maior en­con­tro pre­tar é mais im­por­tan­te fora, onde ela é mui­to
de­sen­vol­vi­dos, fica mais mun­dial do se­tor, Em­bal­la­ do que ape­nas re­tra­tar co­mum, cos­tu­ma-se cha­
fá­cil para de­sig­ners, pro­ ge é um sa­lão de ten­dên­ es­ta­ti­ca­men­te os ob­je­tos. má-la de “bench­mark”,
je­tis­tas, fa­bri­can­tes e cias, um re­fle­xo do es­ta­do De qual­quer for­ma, além “en­ge­nha­ria re­ver­sa”,
usuá­rios dar asas à cria­ti­ da arte no se­tor. do que é apre­sen­ta­do “ins­pi­ra­ção” e ou­tros eu­fe­
vi­da­de e criar pro­du­tos Sob esse pris­ma, os itens aqui, uma par­te subs­tan­ mis­mos. O ar­gu­men­to é
tão bo­ni­tos e de alto va­lor apre­sen­ta­dos nes­ta cial do que foi vis­to se que a eco­no­mia está ir­re­
agre­ga­do quan­to os que reportagem são os que en­con­tra no site da re­vis­ta ver­si­vel­men­te glo­ba­li­za­da.
lá fo­ram ex­pos­tos. pa­re­ce­ram à re­da­ção os (embalagemmarca.com.br). Por­tan­to, à glo­ba­li­za­ção.

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pack expo

máquinas globais
Padronização,
integração e
compatibilização
foram as palavras de
ordem na maior feira
de equipamentos

o
Por Liliam Benzi, Yuska, presidente do PMMI: “Temos de produzir
especial de Chicago máquinas para qualquer realidade de mercado”

s fa­bri­can­tes de má­qui­ Keith S. Camp­bell, di­re­tor de O item pa­dro­ni­za­ção, aliás, des­


nas de em­ba­la­gem au­to­ma­ção e in­te­gra­ção da Hers­hey pon­ta como fun­da­men­tal no mun­do
en­tra­rão no novo mi­lê­ Foods, acre­di­ta que os gran­des fa­bri­ glo­ba­li­za­do. “Não im­por­ta mais se
nio en­fren­tando o de­sa­ can­tes de má­qui­nas te­rão de criar os es­ta­mos fa­lan­do de uma su­pe­re­co­
fio de ofe­re­cer aos com­pra­do­res so­lu­ pa­râ­me­tros a ser se­gui­dos pe­las no­mia ou de uma eco­no­mia em
ções que ga­ran­tam alta pro­du­ti­vi­da­ em­pre­sas de pe­que­no e mé­dio por­te. de­sen­vol­vi­men­to, como a bra­si­lei­
de, mes­mo em pe­que­nas ti­ra­gens, “Na prá­ti­ca”, ele diz, “es­ses pa­râ­me­ ra”, ob­ser­va Char­les D. Yus­ka, pre­
com­pa­ti­bi­li­da­de com sis­te­mas já tros se tra­du­zi­rão em start-ups mais si­den­te do PMMI – Pac­ka­ging
exis­ten­tes e me­lhor re­la­ção cus­to-be­ rá­pi­dos, cus­to mais re­du­zi­do por fun­ Ma­chi­nery Ma­nu­fac­tu­res Ins­ti­tu­te,
ne­fí­cio. Além dis­so, os sis­te­mas de­ve­ ção, ve­lo­ci­da­des mais al­tas, me­lho­ria or­ga­ni­za­dor da Pac­kEx­po. “Te­mos
rão ser cada vez mais in­te­gra­dos e na efi­ciên­cia, mu­dan­ças mais rá­pi­ de cons­truir má­qui­nas que aten­dam
“user friendly”. Es­sas fo­ram as prin­ das, me­lhor qua­li­da­de da em­ba­la­ a qual­quer rea­li­da­de de mer­ca­do e
ci­pais con­clu­sões ex­traí­das da Pac­ gem, re­du­ção de des­per­dí­cios e que fa­lem en­tre si.” Por es­tar nor­
kEx­po In­ter­na­tio­nal, rea­li­za­da no au­men­to de con­fia­bi­li­da­de.” tea­da para essa rea­li­da­de, a in­dús­tria
McCor­mick Pla­ce, em Chi­ca­go, en­tre nor­te-ame­ri­ca­na de má­qui­nas de
5 a 9 de no­vem­bro. Con­si­de­ra­da a Maior eficiência em­ba­la­gem au­men­tou suas ven­das
maior e mais im­por­tan­te fei­ra de Para Mark C. Gar­vey, pre­si­den­te da em 7,3% em 1999 em re­la­ção ao
má­qui­nas para o se­tor, a Pac­kEx­po Gar­vey Cor­po­ra­tion, ou­tra ques­tão ano an­te­rior, fa­tu­ran­do cer­ca de 4,9
reu­niu 1 600 ex­po­si­to­res e mais de 48 é ex­tre­ma­men­te im­por­tan­te: cada SVK 3600, da
000 vi­si­tan­tes. vez mais os clien­tes se per­gun­tam Robert Bosch
Ex­perts pre­sen­tes à fei­ra con­si­ por­que in­ves­tir em má­qui­nas so­fis­
de­ram que fa­to­res como pa­dro­ni­za­ ti­ca­das e ca­ras e con­se­guir ape­nas
ção de con­tro­les, au­to­ma­ção e se­gu­ 70% a 80% de sua efi­ciên­cia? “Isso
ran­ça são hoje igual­men­te im­por­ não pode mais acon­te­cer”, pre­vê.
tan­tes no de­sen­vol­vi­men­to de má­qui­ “As li­nhas de­vem ser pro­je­ta­das
nas. Mas como aten­der a es­ses que­ para, em pou­quís­si­mo tem­po, ga­ran­
si­tos e ain­da criar va­lor para clien­ ti­rem efi­ciên­cia de pra­ti­ca­men­te
tes e acio­nis­tas? A se­guir são apre­ 100%.” Nes­te con­tex­to sur­ge, entre
sen­ta­das as opi­niões de es­pe­cia­lis­tas outros con­cei­tos, a necessidade de
no as­sun­to, bem como equi­pa­men­tos pa­dro­ni­za­ção de hard­wa­re, soft­wa­
que cha­ma­ram a aten­ção. re, co­mu­ni­ca­ção e pro­gra­ma­ção.

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bi­lhões de dó­la­res, deverá crescer da­des de fa­lhas se­jam pre­vis­tas e os
Probe 2000, da
em 2000 (ainda não há numeros), e AGR International pro­ble­mas se­jam sa­na­dos ain­da na
a expectativa é positiva até 2002. li­nha de pro­du­ção. É o que Klöck­
A ten­dên­cia de cres­ci­men­to pode ner Me­di­pak pro­põe com seu novo
ser atri­buí­da a fa­to­res como eco­no­ sis­te­ma de em­ba­la­gem blis­ter para
mia sus­ten­ta­da; ên­fa­se na me­lho­ria pro­du­tos far­ma­cêu­ti­cos, do­ta­do do
da pro­du­ti­vi­da­de de­vi­do à mo­der­ni­ ex­clu­si­vo Qua­lity Spec TI, de­sen­
za­ção das má­qui­nas; evo­lu­ção dos vol­vi­do pela ASD (Analy­ti­cal Spec­
ma­te­riais, con­fi­gu­ra­ções e ta­ma­ tral De­vi­des). É um sis­te­ma de aná­
nhos das em­ba­la­gens; au­men­to da men­to da em­ba­la­gem é apli­ca­do à li­se, ba­sea­do em in­fra­ver­me­lho, que
de­man­da em al­guns seg­men­tos-cha­ bol­sa an­tes de sua for­ma­ção, as­se­gu­ra que o pro­du­to cor­re­to foi
ve do mer­ca­do; e foco dos usuários re­duzindo per­das e cus­tos de pro­du­ co­lo­ca­do na em­ba­la­gem cor­re­ta.
no au­men­to da au­to­ma­ção, no uso ção. A alma do sis­te­ma é um es­pec­
de sis­te­mas in­te­gra­dos de em­ba­la­ Em form-fill-se al ver­ti­cais, a trô­me­tro de al­tís­si­ma pre­ci­são. O
gem e no uso de sis­te­mas con­tro­la­ Au­to­ma­ted Pac­ka­ging Systems tem­po de es­ca­nea­men­to do sis­te­ma
do­res de pro­du­ção. apre­sen­tou dois no­vos sis­te­mas para é 0,1 se­gun­do e ele pode fa­cil­men­te
con­ta­to com ali­men­tos. São o tra­ba­lhar em li­nhas com pro­du­ção
A or­dem é re­du­zir HS-100 Ex­cel e o FAZ-2000 que com saí­da de 60 em­ba­la­gens/mi­nu­
Re­du­ção de cus­tos e de tem­po se­rão ope­ram a ve­lo­ci­da­des su­pe­rio­res a to, o que o tor­na ideal para am­bien­
dois fa­to­res cada vez mais pre­sen­tes 25 sa­cos/mi­nu­to. A empresa apre­ tes de alta pro­du­ção.
nas ne­go­cia­ções. Aten­ta a isso, a Kro­ sen­tou também um sis­te­ma ho­ri­zon­ Ou­tra no­vi­da­de em me­di­ção é o
nes está ofe­re­cen­do nova ver­são de tal úni­co para bol­sas plás­ti­cas, o me­di­dor ma­nual de es­pes­su­ra de
sua má­qui­na de pre­for­mas de gar­ra­fas SPrint, cuja prin­ci­pal di­fe­ren­ça é a pa­re­des Pro­be 2000, da AGR In­ter­
PET, a Con­ti­form. Nela, os mol­des, pos­si­bi­li­da­de de aco­mo­dar bol­sas na­tio­nal. Se­guin­do o con­cei­to “to­car
aque­ci­dos, re­du­zem o stress da peça com zíperes, fe­cha­men­tos ade­si­vos e me­dir”, o sis­te­ma per­mi­te tra­ba­
na eta­pa de es­ti­ra­men­to. O re­sul­ta­do é e es­tru­tu­ras re­for­ça­das, além de tra­ lhar com em­ba­la­gens de vi­dro, plás­
uma gar­ra­fa com me­nos en­co­lhi­men­ ba­lhar com di­fe­ren­tes pro­du­tos ao ti­co e ma­te­riais si­mi­la­res.
to e a pos­si­bi­li­da­de de tra­ba­lhar com mes­mo tem­po. Quan­do o as­sun­to é se­gu­ran­ça,

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for­ma­tos mais com­ple­xos. A di­vi­são TL Systems Cor­po­ra­ vale lem­brar o sis­te­ma de apli­ca­ção
Já a Ro­bert Bosch Cor­po­ra­tion tion, da Bosch, tam­bém mostrou de eti­que­tas den­tro da em­ba­la­gem
apre­sen­tou uma al­ter­na­ti­va de cus­to no­vi­da­des. Uma é a en­che­do­ra de de­sen­vol­vi­do pela EPI La­be­lers . O
mui­to atraen­te para sis­te­mas form- lí­qui­dos MRF 1010 de bai­xa ve­lo­ci­ In­Flex La­be­ler apli­ca ró­tu­los e eti­
fill-seal ho­ri­zon­tais. Tra­ta-se do sis­ da­de e al­tís­si­ma efi­ciên­cia: tem que­tas den­tro de bol­sas plás­ti­cas
te­ma ver­ti­cal SVK 3600TZ com ca­pa­ci­da­de para pro­ces­sar mais de for­ma­das em má­qui­nas ver­ti­cais. O
ci­clos de se­la­gem de 80 bol­sas/ 70 fras­cos/mi­nu­to de vo­lu­mes que dis­po­si­ti­vo de apli­ca­ção é ins­ta­la­do
mi­nu­to. O zíper para aber­tu­ra/fe­cha­ va­riam de 0,5 ml a 250 ml. Com na pró­pria li­nha form-fill-seal. O
mu­dan­ça de sis­te­ma rá­pi­da e fá­cil, a sis­te­ma cer­ta­men­te terá gran­de
má­qui­na pode tra­ba­lhar com se­la­ su­ces­so no mer­ca­do de em­ba­la­gens
gem con­ven­cio­nal, apli­ca­ção de pro­mo­cio­nais.
tam­pas de ros­ca e pil­fer-proof.
Se­guin­do o mes­mo con­cei­to de
HS-100
mu­dan­ça rá­pi­da, a em­pre­sa apre­sen­
Excel, da tou a en­car­tu­cha­do­ra CUT 120 com
Automated ca­pa­ci­da­de para tra­ba­lhar com blis­
Packaging
ters, gar­ra­fas, ban­de­jas de am­po­las,
Systems
sa­cos e tu­bos a ve­lo­ci­da­des de 120
car­tu­chos/mi­nu­to.
Em­ba­la­gens com pro­ble­mas e
com po­ten­cial para de­to­nar re­cla­
ma­ções de con­su­mi­do­res fi­nais
po­dem sig­ni­fi­car per­das ir­re­pa­rá­
veis para uma in­dús­tria. Cada vez
mais vai-se exi­gir que as pos­si­bi­li­ In-Flex Labeler, da EPI Labelers

dez 2000/jan 2001 • embalagemmarca – 47


Display

Selos, praia e coco valorizados


A Água de Coco da So­cô­co, lí­der ção de em­pre­gos por par­te da
no seg­men­to de de­ri­va­dos de em­pre­sa e o fato de a be­bi­da ser
coco, está com nova apre­sen­ta­ na­tu­ral­men­te iso­tô­ni­ca.
ção, que va­lo­ri­za a ima­gem da A cai­xi­nha de 200ml, for­ne­ci­da
praia e da fru­ta. pela Te­tra­Pak, é metalizada, e
A em­ba­la­gem tam­bém ga­nhou teve o de­sign desenvolvido pela
dois se­los, que des­ta­cam a ge­ra­ agência LM De­sign.

Mo­der­ni­da­de para o tradicional Bal­lan­ti­ne’s


Al­ma­dén ino­va
nos ró­tu­los
Man­ten­do as ca­rac­te­rís­ti­cas tra­di­cio­nais
da mar­ca, mas agre­gan­do mo­der­ni­da­
de, o uís­que Bal­lan­ti­ne’s Fi­nest che­ga
No­vos ró­tu­los e a op­ção da
ao mer­ca­do em nova em­ba­la­gem. Cria­
meia-gar­ra­fa de 375ml são as
da pela agên­cia Le­wis Mo­berly, a gar­ra­
ino­va­ções na li­nha de vi­nhos fa, da Uni­ted Glass, apre­sen­ta a base
Al­ma­dén para, de acor­do com a mais pe­sa­da, além da mar­ca Bal­lan­ti­
em­pre­sa, acom­pa­nhar as exi­ ne’s e a as­si­na­tu­ra do fun­da­dor em alto
gên­cias dos apre­cia­do­res. Os re­le­vo. O ró­tu­lo, for­ne­ci­do pela Li­tho­
print Sco­tland, ga­nhou no­vas co­res, des­
ró­tu­los fo­ram di­vi­di­dos em três
ta­can­do o de­se­nho do bra­são e a as­si­
par­tes dis­tin­tas: na par­te su­pe­
na­tu­ra ori­gi­nal de Geor­ge Bal­lan­ti­ne.
rior, a ima­gem de Pa­lo­mas (RS), Em di­men­sões me­no­res que o an­te­rior,
onde se lo­ca­li­zam os vi­nhe­dos; o ró­tu­lo é im­pres­so em pa­pel mais cla­ro
a lo­go­mar­ca apa­re­ce res­sal­ta­da e pos­sui um efei­to de mar­ca d’água. Os
no cen­tro e, na par­te in­fe­rior, as fornecedores são todos do Reino Unido.
in­for­ma­ções so­bre o pro­du­to.
As co­res va­riam de acor­do com Em cli­ma de fes­ta
o tipo do vi­nho. A li­nha Re­ser­
Aproveitando a época de festas,
va da mar­ca apre­sen­ta ró­tu­los a Batavo está colocando no
di­fe­ren­cia­dos, com de­ta­lhes mercado o io­gur­te de pol­pa de
dou­ra­dos des­ta­can­do as ca­rac­ mo­ran­go com de­co­ra­ção na­ta­li­
te­rís­ti­cas es­pe­ciais. O la­yout na. De acor­do com a em­pre­sa,
dos ró­tu­los, da Gesa S.A., foi as ilus­tra­ções nas tam­pas me­tá­
li­cas, for­ne­ci­das pela Al­can, são
de­sen­vol­vi­do pela Bench Atum em mul­ti­packs
uma ma­nei­ra de de­se­jar um
De­sign. As gar­ra­fas são for­ne­ A em­pre­sa Fe­me­pe, que comercia- “Fe­liz Na­tal” ao con­su­mi­dor. O
ci­das pela Cis­per. liza o atum da mar­ca Pes­ca­dor, está de­sign é da Ko­mat­su Co­mu­ni­ca­
apre­sen­tan­do ao mer­ca­do bra­si­lei­ro ção.
duas no­vi­da­des nes­se seg­men­to:
la­ti­nhas com 85g e novo sistema de
abertura para as duas ver­sões do
pro­du­to (sólido em óleo comestível
e light com água e sal). As em­ba­la­
gens vêm em mul­ti­packs de po­li­
pro­pi­le­no, da Igel, com três uni­da­
des cada uma. As la­tas são fa­bri­ca­
das pela pró­pria em­pre­sa e os ró­tu­
los pela Baum­gar­ten.

48 – embalagemmarca • dez 2000/jan 2001


Almanaque
Cara de um,
embalagem
de outro
Quan­do o prin­ci­pal atri­
bu­to de uma mar­ca é a
cria­ti­vi­da­de, a em­ba­la­
gem não pode de­cep­cio­
nar. A Swatch, fa­bri­can­te Fidelidade ao verde-amarelo
suí­ça de re­ló­gios de pul­
A mar­ca Koly­nos, uma nome Koly­nos, que se tem ori­gem la­ti­na, em
so, sabe bem dis­so. Seus
das mais cé­le­bres na tor­nou lí­der da ca­te­go­ que “col­li­no” sig­ni­fi­
pro­du­tos, que sem­pre
ino­vam em de­sign, cons­ área de cre­mes den­tais ria, tudo in­di­ca que ca un­tar com, fric­cio­
tan­te­men­te re­ce­bem no Bra­sil, sur­giu nos nar, es­fre­gar. Tão
em­ba­la­gens pro­mo­cio­ Es­ta­dos Uni­dos em tra­di­cio­nal quan­to a
nais. Esta é um exemplo: 1908. Na­que­le ano, o mar­ca é a em­ba­la­
o re­ló­gio com tema vam­ den­tis­ta Neal Jen­kins gem de Koly­nos, que
pi­res­co, co­mer­cia­li­za­do lan­çou sua fór­mu­la, sem­pre man­te­ve
na Chi­na, vem em em­ba­ em­pre­ga­da em es­ca­ fi­de­li­da­de ao ver­de e
la­gem car­to­na­da, si­mi­lar la in­dus­trial pela ao ama­re­lo – ora
às de lei­te. Koly­nos Com­pany, mais pá­li­dos, ora
ba­sea­da na ci­da­de vi­bran­tes. Es­ta­ria aí
de New Ha­ven, Con­ o se­gre­do do su­ces­
nec­ti­cut. O pro­du­to so que a marca fez
che­gou ao Bra­sil em no Brasil, onde sem-
1917, im­por­ta­do, e pre manteve a lider-
mais tar­de ga­nhou ança, até ser com-
fá­bri­ca no país de­vi­ prada pela
do ao su­ces­so das arquiconcorrente
ven­das. Quan­to ao Colgate.

Design ao sabor das ondas, a bordo da nau almirante


Se a di­fe­ren­cia­ção é nada me­nos que um bar­ go ferry­boat num lei­lão, fe, au­tor de “A Fo­guei­ra
pa­la­vra de or­dem no co. Ou me­lhor, uma por 12 000 dó­la­res, e o das Vai­da­des”, en­tre
mun­do do de­sign, a Lan­ ex-bal­sa, de nome Kla­ re­for­mou, trans­for­man­ ou­tros li­vros, ape­li­dou o
dor As­so­cia­tes, em­pre­sa math, que ope­rou na do-o na base de ope­ra­ Kla­math de “a nau al­mi­
glo­bal de de­sign e con­ Baía de São Fran­cis­co, ções da em­pre­sa. A ran­te do de­sign de em­ba­
sul­to­ria de mar­cas, leva nos Es­ta­dos Uni­dos, até ex­cên­tri­ca “sede flu­tuan­ la­gem”. Em 1988 a Lan­
essa má­xi­ma tam­bém 1956. O fun­da­dor da te” tor­nou-se point de dor aban­do­nou o bar­co,
para o am­bien­te de tra­ Lan­dor, o ale­mão fun­cio­ná­rios, ce­le­bri­da­ em ra­zão de seu cres­ci­
ba­lho. De 1964 a 1987 a Wal­ter Lan­dor, des, au­to­ri­da­des e clien­ men­to, mas sua ima­gem
sede da em­pre­sa era ar­re­ma­tou o an­ti­ tes. O es­cri­tor Tom Wol­ como sím­bo­lo cor­po­
ra­ti­vo per­ma­ne­ceu.

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