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CAPA IMPRESSA EM PAPELCARTÃO ART PREMIUM NOVO 250g/m2,

TERMOLAMINADA PELA LAMIMAX COM FILME PROLAM® PRATA

www.embalagemmarca.com.br
Ano VI • Nº 59 • Julho 2004 • R$ 9,00
Parecidos com os japoneses
ez anos atrás dizia- Plano Real como ponto de câmbio flutuante, e a conso-

D se que éramos mais


competentes que os
japoneses, pois eles precisa-
partida de um período no
qual se registrou evidente e
reconhecida modernização
lidação do Código de Defesa
do Consumidor.
Tudo somado, as pessoas
vam de um ano para ter a in- do setor produtivo. ganharam noção de valor do
flação de um dia no Brasil. Sem dúvida influiu forte- dinheiro, puderam comparar
Passado um decênio de im- mente na modernização do produtos nacionais com im-
Wilson Palhares plantação do Plano Real, o setor produtivo a criação de portados, tornaram-se mais
país estaria, se não mais uma moeda estável, dotada exigentes. Em suma, mudou
competente, parecido com o de credibilidade. Porém, tan- o perfil do consumidor e,
Nos dez anos do Japão em alguns aspectos to quanto esse efeito do pla- com isso, o do varejo.
Plano Real, todos positivos. Um deles: a quali- no, entre outros fatores que Inevitavelmente, a indústria
os elos da cadeia dade alcançada em todos os se seguiram a ele a abertura fornecedora e os prestadores
elos da cadeia de emba- às importações foi funda- de serviço tiveram de quali-
de embalagem
lagem, induzida a moderni- mental para o avanço. ficar-se para responder à al-
foram induzidos
zar-se em conseqüência de Mais que “obra de dez anos tura. “Na marra”, o Brasil
a melhorar, e mudanças na economia. de Plano Real”, o que temos aprendeu a fazer melhor essa
hoje o padrão A reportagem de capa desta é fruto da conjugação de vá- parte. Falta ainda reverter a
de qualidade edição, que mantém seu foco rios influenciadores, dos queda da renda e a concen-
do produto na área do packaging, como quais se destacam dois: a tração dos rendimentos, para
brasileiro é convém a uma revista espe- correção de erros de percur- o consumo interno crescer.
dos mais altos. cializada no assunto, toma o so, como a tardia adoção do Até agosto.
nº 59 • julho 2004
Diretor de Redação
Wilson Palhares

10
palhares@embalagemmarca.com.br
Reportagem de capa:
Reportagem
10 anos de Plano Real redacao@embalagemmarca.com.br

26
As grandes transformações Flávio Palhares
ocorridas no panorama Rotulagem flavio@embalagemmarca.com.br
nacional da embalagem Encontro no México discute Guilherme Kamio
desde a instituição do plano tendências, novas guma@embalagemmarca.com.br
tecnologias e oportunidades Leandro Haberli Silva
que estabilizou a economia leandro@embalagemmarca.com.br
de negócios da área de Maria Luisa Neves
decoração de embalagens
Diretor de Arte
Carlos Gustavo Curado

36
arte@embalagemmarca.com.br
Fispal
Assistente de Arte
Lançamentos revelados na José Hiroshi Taniguti
vigésima edição da feira de
negócios revela confiança Administração
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
da cadeia de embalagens Eunice Fruet (Diretora Financeira)
Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br
Karin Trojan
Wagner Ferreira
Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro
assinaturas@embalagemmarca.com.br
Assinatura anual: R$ 90,00

Público-Alvo
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que
ocupam cargos técnicos, de direção, gerência
e supervisão em empresas fornecedoras, con-
vertedoras e usuárias de embalagens para ali-

24
Pet food mentos, bebidas, cosméticos, medicamentos,
materiais de limpeza e home service, bem
Com a lata Bat-plus, como prestadores de serviços relacionados
Brasilata quer prospectar com a cadeia de embalagem.
negócios no mercado
Filiada ao
de rações secas

Seções
Esta revista foi impressa em Papel Couché
Image Arte 145g/m2 (capa) e papel
3 Editorial Image Mate 90g/m2 (miolo), fabricados pela
Ripasa S/A Celulose e Papel, em
A essência da edição do mês, nas palavras do editor harmonia com o meio ambiente.

6 Espaço aberto Impressão: Congraf Tel.: (11) 5563-3466


Opiniões, críticas e sugestões dos nossos leitores

54 Internacional EMBALAGEMMARCA é uma publicação


mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
Destaques e idéias de mercados estrangeiros Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo
Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP
60 Display Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens Filiada à

62 Panorama
Movimentação na indústria de embalagens e seus lançamentos
FOTO DE CAPA: STUDIO AG

www.embalagemmarca.com.br
64 Painel Gráfico O conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é
resguardado por direitos autorais. Não é permi-
Novidades do setor, da criação ao acabamento de embalagens
tida a reprodução de matérias editoriais publi-
cadas nesta revista sem autorização da Bloco
66 Almanaque de Comunicação Ltda. Opiniões expressas em
Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens matérias assinadas não refletem necessaria-
mente a opinião da revista.
abordado no editorial. A equipe presa. O que já era muito bom fi-
está de parabéns. Vamos esperar cou ainda melhor. Vocês demons-
agora os próximos cinco, dez, tram que não há limites para quem
quinze anos que vêm pela frente. sabe o que faz e faz o que gosta.
Achamos, porém, que os cinco pri- Parabéns.
meiros são os mais difíceis. O res- Davi Domingues
to será “barbada”. Diretor, RR Papéis
Irene e Antonio Muniz Simas São Paulo, SP
Diretores, Dil Brands
Barueri, SP E fusivos cumprimentos pela
edição de quinto aniversário da
P arabéns a EMBALAGEMMARCA
por seu quinto aniversário e, prin-
revista EMBALAGEMMARCA. Para
chegarem ao nível de conteúdo e
cipalmente, pela qualidade editori- de apresentação atual, vocês con-
al e gráfica que alcançou. Como jugaram recursos intelectuais e
leitor da revista desde sua primeira materiais com rara harmonia, se-
edição, sou testemunha de que, guro fruto da experiência profis-
nestes cinco anos, a revista mudou sional, integridade executiva e so-
Quinto aniversário o rumo do jornalismo de embal- lidez conceitual. O resultado é a
agem no Brasil, levando publica- essencial recompensa, comparti-
P arabéns à equipe por estes cin-
co anos de existência da revista.
ções do segmento a evoluírem para
alcançar o mesmo padrão de quali-
lhada pelos que têm a oportunida-
de de ler e apreciar esteticamente a
Com certeza estaremos comemo- dade. A esta altura de minha longa primorosa produção.
rando 10, 15, 25 anos, pois o que é atividade no campo do design, é Nilo Halge
bom não só perdura, como cresce. uma satisfação ressaltar que a cada Consultor em embalagem
Fico imaginando o trabalho dana- edição a revista oferece a seu pú- São Paulo, SP
do que vocês têm para levar maté- blico informação qualificada, com
rias de qualidade e imparciais, com
requinte não só nas informações
elegância e isenção. Em suma, em
seus cinco anos de existência,
P arabéns pelo aniversário da
revista e pela sua iniciativa na di-
mas também no aspecto gráfico, ao EMBALAGEMMARCA deu importan- vulgação de conhecimentos para o
público – no qual me incluo, pois te contribuição aos profissionais e setor. Além do excelente acaba-
sou leitor assíduo de vossa (nossa) às empresas de embalagem no mento da revista – os detalhes da
EMBALAGEMMARCA. Hoje a revista Brasil. Mais uma vez, parabéns à capa ficaram excepcionais –, o
serve de referência em nosso meio, equipe. conteúdo está muito rico em infor-
e não é para menos: é a única que Lincoln Seragini mações e novidades.
conheço que se preocupa também Diretor da Seragini Farné Reginaldo Baggio
em inovar. Cito aqui a capa feita São Paulo, SP Diretor, Lavoro Projetos
em flexo, os especiais de papel e Representações
cartão e tantas outras inovações.
Enfim, poderia ficar aqui dez dias
P or acompanhar a revista desde
o seu primeiro exemplar, ainda no
São Paulo, SP

seguidos escrevendo coisas boas e


reais sobre a revista e, mesmo as-
boneco, não poderia deixar de pa-
rabenizar toda a equipe pelo belís-
R ecebemos a Edição Especial de
5 anos de EMBALAGEMMARCA com
sim, não estaria fazendo jus ao que simo trabalho feito. O novo proje- o novo projeto editorial e gostaría-
vocês realmente merecem. Muito to gráfico ficou ótimo. O veículo, mos de parabenizá-los pela exce-
sucesso! que é fonte obrigatória de consulta lente edição, não só pela beleza ex-
Rubens Wilmers para os profissionais de embal- terna, mas principalmente pelo
Nilpeter do Brasil agem, também enche os olhos pela conteúdo.
beleza e pela qualidade gráfica. Esmeralda Camargo
Q uem disse que o negócio de re-
vistas técnicas é uma temeridade
Super parabéns a todos!
Ilze S. Ramos
Secretaria Executiva, ABIEF –
Associação Brasileira da Indús-
tem o exemplo de EMBALAGEM- Marketing tria de Embalagens Flexíveis
MARCA, nos seus cinco anos, para E-Packing / Bauch & Campos São Paulo, SP
provar que não é bem assim. De-
pende só do seu conteúdo de infor-
mação, de imparcialidade e, sobre-
A edição de quinto aniversário
de EMBALAGEMMARCA (nº 58, ju-
A dorei a “nova” revista. O visu-
al está excelente, e os artigos, con-
tudo, de ética, como aliás está nho/2004) foi uma agradável sur- sistentes. Os anúncios, como está

6 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


dito no editorial, também são in- sobre novos produtos/proces- mentos. Gostaríamos, entretanto,
formação. Só que também apre- sos/fabricantes/usuários nessas se- de esclarecer um grave equívoco
sentam excelente nível. Até parece ções, ganha robustez e identidade publicado na nota “Roll-on até
que vocês selecionam. Fico real- junto ao leitor, chamando para ela para bebês” (EMBALAGEMMARCA
mente feliz por vocês e pela contri- mais anunciantes e leitores. nº58, pág. 34). Ao contrário do que
buição que isso tudo significa para Nivaldo Manzano foi informado, o frasco roll-on
nós do setor. Parabéns a todos da Diretor da Cema baby não é específico para acondi-
equipe. Socioambiental cionar produtos de bebês. A finali-
Assunta Napolitano Camilo São Paulo, SP dade dessa embalagem é servir de
Embalagens, Estratégia amostra grátis para divulgação da
& Inovação
Barueri, SP
A cabo de ler a Edição Especial
de EMBALAGEMMARCA. Está cada
nossa linha de frascos roll-on, cu-
jos tamanhos fogem dos padrões
vez melhor. A capa está maravilho- de mercado.
V ocês podem ficar vaidosos.
EMBALAGEMMARCA de junho está
sa, a impressão continua excelente
e as matérias, muito apropriadas e
Ricardo T. Pesente
Departamento comercial
perfeita. Parabéns. bem cuidadas. Parabéns. Espero Oxyplas
Antonio Carlos Yazbek que continuem avançando. São Paulo, SP
Diretor João Serra
Revista Giro News Advocacia Serra Impressão da Emepê
São Paulo, SP São Paulo, SP

P arabéns pelo novo projeto da Não é para bebês


N a página 66 de EMBALAGEM-
MARCA de junho de 2004, a notícia
revista EMBALAGEMMARCA. Está sobre as embalagens dos Lenços
linda. Gostei especialmente das se-
ções Display, Panorama e Painel
A gradecemos a oportunidade
que nos foi dada pela revista para
Softy’s, da Melhoramentos Papéis,
cometeu um engano quanto ao
Gráfico. Quando a revista informa divulgar alguns de nossos lança- nome da empresa que faz a impres-
são, ao informar que “a impressão o desenvolvimento e o progresso
é feita pela Boxprint, pela Emibra desse mercado. Mensagens para
e pela PMP Gráfica.”). Em vez de Jacques Salib
PMP Gráfica é Emepê Indústria Diretor da Dreco Embalagens EMBALAGEMMARCA
Gráfica e Comércio Ltda. São Paulo, SP Redação: Rua Arcílio Martins, 53
Priscila de Freitas Pereira
CEP 04718-040 • São Paulo, SP
Departamento comercial Embalagem da cachaça Sagatiba
Tel (11) 5181-6533
Emepê Indústria Gráfica
e Comércio Ltda.
Vinhedo, SP
F icamos muito vaidosos com a
presença da cachaça Sagatiba na
Fax (11) 5182-9463

redacao@embalagemmarca.com.br
matéria “Para Exportar”, publicada
Maleta Popular em EMBALAGEMMARCA de maio de As mensagens recebidas por
2004. Aproveitamos para informar carta, e-mail ou fax poderão ter
A edição n° 57 de EMBALAGEM-
MARCA (maio/2004) incluiu uma
que foi a F/Nazca Saatchi & Saatchi
a responsável pela criação da marca
trechos não essenciais elimina-
dos, em função do es-paço
excelente reportagem ilustrada a e do rótulo e pelo desenvolvimento
respeito da maleta ProntoBox, blis- do formato da garrafa. Parabéns disponível, de modo a dar o
ter que dispensa equipamento e pela revista, que tanto valoriza o maior número possível de
mão-de-obra para o seu fechamen- trabalho de quem atua com comuni- oportunidades aos leitores. As
to. A revista toda comprovou, mais cação e marketing, como nós.
mensagens poderão também
uma vez, seu alto nível, enrique- Maria Clara Jorge
cendo o setor de embalagens com Diretora de Comunicação ser inseridas no site da revista
informações sobre novos lança- F/Nazca Saatchi & Saatchi (www.embalagemmarca.com.br).
mentos e contribuindo, assim, para São Paulo, SP

"
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NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS:
capa >>> especial

Dez anos
do Real
Aniversário da implantação do
plano de estabilização econômica
revela um período de modernização
e de significativas mudanças no
panorama nacional das embalagens
– ao que tudo indica, para melhor Pela equipe de EMBALAGEMMARCA*

á dez anos era implementado no Brasil o Plano mentos, áreas de serviços, design, processos de produção

H Real, um conjunto de medidas que conseguiu


amansar o famigerado dragão inflacionário de-
pois de diversas tentativas fracassadas, abrindo, então, ca-
e acabamento e suplementos até chegar às linhas da indús-
tria usuária. Hoje, não há mais “delay”; as novidades em
embalagem dos países ricos logo desembarcam aqui.
minho para a conquista de uma economia mais estável. Isso não foi conquistado ao acaso. Se por um lado a
Nas reflexões que têm pululado por causa desse aniversá- lembrança desse aniversário do Real certamente fará mui-
rio, um quase-consenso é o de que, se não conseguiu cata- tos soltarem aquele suspiro do “parece que foi ontem...”,
pultar o desejado crescimento do país, ao menos o Plano o volume de transformações que se abateram nesse ínte-
nos proporcionou um choque de internacionalização e, rim em todas as esferas de relações sociais e de produção,
conseqüentemente, de modernização. por outro, faz crer num período maior que o de 120 meses.
É nesse sentido que se pode dizer que a cadeia nacio- Basta observar que, no início da década de 90, aspectos
nal de embalagem, frente à data, tem bons motivos para hoje considerados estratégicos entre as companhias, como
festejar. Afinal, tudo o que se refere a embalagem atingiu o investimento em branding e o papel da embalagem
no Brasil, nesse último decênio, um nível comparável ao como suporte desse investimento e como ferramenta para
que há de mais avançado no mundo – da ponta das maté- racionalizar a produção – propositalmente pinçados por
rias-primas passando por equipa- serem os drivers de EMBALAGEMMARCA – , eram olhados
de esguelha pelo grosso do empresariado.
No número “mágico” do décimo aniversário de insti-
tuição do Plano Real, a equipe viu uma oportunidade de
levar profissionais e empresas ligadas à cadeia de embal-
agem a refletir sobre erros e acertos cometidos pelo im-
pacto das medidas que se seguiram àquela iniciativa. Não
há neste trabalho a pretensão de fazer análises econômicas
profundas, interpretar implicações da macro sobre a mi-
croeconomia (ou vice-versa), e tampouco falar de todos os
detalhes que marcaram a dinâmica paisagem das embala-
gens nesse período. Assim, desenhamos um pano de fun-
do, para que as conseqüências de medidas importantes so-
bre a produção, tomadas nas esferas governamentais nos
FOTOS: STUDIO AG

últimos dez anos, tenham uma base de referência, e ressal-


tamos aqueles pontos que, cremos nós, mais fortemente
ditaram o caminhar das embalagens nos anos do real.
um cenário de inflação tínuo, as pessoas pude-

N de 1% ao dia,
de dois dígitos
ao mês e anualmente
ram lidar com outras
preocupações. “Os con-
sumidores, de acordo
estratosférica, os cora- com vários levantamen-
ções das empresas eram tos, se tornaram mais ze-
seus departamentos fi- losos em comparar preços
nanceiros, que, por meio antes de comprar. Isso
de aplicações no over- ocorreu, num primeiro mo-
night e outros malabarismos mento, pelo fato de que, a partir
bancários, garantiam sua liqui- Bolachas/Biscoitos da queda drástica da inflação, a
dez. Em suma, a eficiência ope- população pôde ter uma noção
racional e a qualidade dos pro- Ano Base Volume Variação % Tx. Crescimento muito mais clara do real signifi-
(em 1000kg)
dutos e serviços podiam ficar – cado dos preços. Numa etapa
e, em geral, ficavam – relegadas 1994 369 959 12,0 - posterior, a preocupação com os
a um plano secundário. Os con- 1995 470 316 27,1 27,1 preços foi reforçada porque o
sumidores, por sua vez, tinham 1996 519 835 10,5 40,5 poder de compra caiu”, assinala
a preocupação de fazer seu ho- 1997 597 928 15,0 61,6 a LCA Consultores no intróito
lerite render ao máximo, corren- 1998 673 807 12,7 82,1 da publicação “Tendências do
do às lojas logo do recebimento 1999 675 458 0,2 82,6 Mercado Brasileiro 2004”, re-
do contracheque para realizar as 2000 638 019 -5,5 72,5 cém-lançada pelo instituto de

FONTE: ACNIELSEN
compras do mês e estocar o má- 2001 631 150 -1,1 70,6
pesquisas de mercado ACNiel-
ximo possível de itens na des- sen e à qual EMBALAGEMMARCA
2002 675 126 7,0 82,5
pensa, amenizando assim a san- obteve acesso (veja quadro na
2003 759 408 12,5 105,3
gria do dinheirinho pelo proces- pág. 50).
Além de ter sua produção mais que dobrada em dez anos,
so inflacionário, a ela exposta, como mostram os números da ACNielsen, o mercado de bis-
na prática, nas freqüentes re- coitos rendeu-se à tendência das apresentações cada vez Câmbio da conveniência
mais individualizadas, principalmente em flow-packs
marcações de preços, que acon- A análise mais criteriosa dos
teciam até durante um mesmo dia (!). preços, entretanto, não foi alteração solteira dos há-
O Plano Real, porém, teve efeitos imediatos e bitos de compra da população. “Além da noção do
consistentes. Por meio de pontos de excelência como verdadeiro valor dos produtos, o consumidor pôde
“o sutil e inteligente congelamento da estrutura de começar a comparar outros atributos, como quali-
rendimentos; a liberação total (inclusive do câmbio, dade”, comenta o professor do Programa de Admi-
mas controlado por juros altíssimos), que estabeleceu nistração do Varejo da Universidade de São Paulo
os preços de equilíbrio entre oferta e procura; a fan- (Provar-USP), João Paulo Lara Siqueira. Mais que
tástica eficiência das comunicações, com os brasilei- no cessar do dinheiro virando pó de
ros convertendo os preços em URVs e depois os re- uma hora para outra, essa virada tam-
convertendo na nova unidade monetária (o real) e a bém se escorou na maior presença
corajosa liquidação de todos os mecanismos de corre- dos produtos estrangeiros nas gôndo-
ção monetária que davam dinamismo próprio aos las, abertura que ocorria à época. A
preços”, listados pelo economista Delfim Netto num indústria e os demais elos das ca-
recente artigo publicado no diário Valor Econômico, deias produtivas, incluindo os
a taxa de crescimento anual dos preços, isto é, a infla- fornecedores de embalagens, se vi-
ção, veio abaixo em poucos meses. O povo, então, ram diante do desafio de atender
gozou de um ganho de renda real – para se ter idéia, não só um número maior de novos
de 20,6% nos primeiros seis meses do Plano, segun- consumidores, mas também com-
do dados do IBGE. Foi a época do boom de consumo pradores mais seletivos e exigen-
de vários produtos, sendo que o frango, para quem tes. Igualmente concorreu a esse
não lembra, foi eleito seu símbolo.
Esboçava-se, assim, um novo panorama na eco- COSMOPOLITISMO: Globalização fez
crescer a presença de embalagens
nomia brasileira, guiado por níveis “normais” de in-
modernas no país, como as
flação. Livres da paranóia dos preços em aclive con- bisnagas plásticas coextrudadas

12 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


rumo a disseminação dos cia do consumidor não pas-
ditames do Código de De- sou em brancas nuvens pe-
fesa do Consumidor, posto los fornecedores dos vare-
em prática em 1991. Resu- jistas, ou seja, pela indús-
mo da ópera: o setor pro- tria. Daí a aposta crescente
dutivo teve que mudar o dela, nos últimos anos, na
foco do setor financeiro diversificação dos canais:
para a produção, o produto farmácias, padarias e outros
e a qualidade. pequenos pontos-de-venda
Um detalhe que exigiu rea- têm sofisticado seus perfis e
daptação das indústrias e dos Amaciantes de roupa ampliado seus mixes de produ-
fornecedores nacionais de tos, permitindo que o consumi-
embalagens em geral é que, no Ano Base Volume Variação % Tx. Crescimento dor prescinda da ida ao hiper-
(em 1000litros)
novo cenário erigido pelo real, a mercado.
conveniência do consumidor 1994 66 969 14,0 - Há que se ressaltar que,
mudou de figura. Se antes ele 1995 109 950 64,2 64,2 além dos refinamentos das es-
preconizava o chamado “tama- 1996 148 592 35,1 121,9 tratégias de marketing, o câm-
nho família”, com produtos em 1997 197 617 33,0 195,1 bio supervalorizado e a maior
volumes generosos para evitar a 1998 236 455 19,7 253,1 abertura às importações tam-
corrosão inflacionária, os fato- 1999 261 584 10,6 290,6 bém colaboraram para a fortuna
res econômicos e legais supraci- 2000 277 991 6,3 315,1 do setor produtivo, na medida

FONTE: ACNIELSEN
tados, imbricados a outras ques- 2001 287 367 3,4 329,1
em que favoreceram as renova-
tões sócio-comportamentais que ções dos mais variados parques
2002 297 860 3,7 344,8
recrudesceram – a escassez pro- industriais nacionais. Além de
2003 299 651 0,6 347,4
gressiva do tempo, a maior par- proporcionar o lançamento de
Amaciantes de roupas experimentaram uma explosão de
ticipação da mulher no mercado vendas após o anúncio do Real, principalmente no triênio mercadorias – e, conseqüente-
de trabalho, a dificuldade de se 1995-1997. Isso fez aumentar a competitividade entre mar- mente, de embalagens – mais
cas e o escoamento de recipientes plásticos no segmento.
sincronizar agendas entre fami- modernas no mercado nacional,
liares, o crescimento do número de pessoas que mo- esse movimento garantiu competitividade na virada
ram sós (singles) e a explosão do chamado consumo do século, quando a desvalorização cambial fez au-
nômade, entre outras – fizeram explodir demandas mentar as exportações. Dessa forma, não é exagero
por formatos menores de embalagens, mais indivi- dizer que o crescimento do Brasil como exportador
dualizadas. de produtos também teve como anteparo a moderni-
O reflexo no varejo foi o crescimento do número zação das linhas nacionais de embalagem, que possi-
de visitas do consumidor ao supermercado. Com bilitaram atender às exigências dos importadores.
moeda estável, ele pôde abrir mão da compra do mês No entanto, nessa teia de relações fica claro que,
para fazer compras de acordo com sua necessidade em contrapartida, o acesso facilitado aos bens de ca-
imediata. Daí que, com o entendimento de que a es- pital e a interação com os mercados internacionais,
tabilidade seria duradoura, a prerrogativa do setor de aliados à diminuição do número de consumidores
distribuição de construir pontos-de-venda faraônicos marginalizados, incorreram numa explosão de con-
esfriou, dando lugar à de se construir mercados com- corrência. De 1994 a 1998, período do acentuado re-
pactos e lojas de vizinhança. Ao mesmo tempo, o va- festelo consumista do real, o número de itens nos hi-
rejo percebeu o potencial de apelar para nichos, in- permercados pulou de uma média de 15 000 para
vestindo em perecíveis, em rotisseria, em padaria e 50 000. Toda essa fermentação, claro, teve de ser su-
em produtos frescos porcionados e congelados, cate- portada por maior variedade, por embates e por
gorias que hoje tomam até 60% da área de vendas do maior disponibilidade de embalagens. Esse aumento
auto-serviço. Tal fenômeno abriu generoso espaço da variedade foi fruto da interação uso-consumo-
para um grande número de embalagens e de apetre- oferta de embalagens, afetando os processos e os re-
chos a ela ligados, como bandejas e recipientes plás- sultados de todos os setores envolvidos na cadeia.
ticos diversos, principalmente os termoformados, sa- Isso é mais claro quando se observa o que ocorreu
quinhos de papel, etiquetas de marcação e filmes po- em cada área, com destaque para as fornecedoras de
liolefínicos. Esse câmbio do conceito de conveniên- recipientes feitos dos diferentes materiais.

14 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Diversidade máxima ministradas por terceiros
Um segmento que atesta (in-house). Outrossim,
essa pluralização de também não se pode pas-
forma bastante explíci- sar ao largo da tendência
ta é o de embalagens da injeção de ciclo rápi-
plásticas. “A corrida do e parede fina para po-
pelas soluções plásti- tes de alimentos, que
cas se deu de tal forma vem envidando crescen-
que, hoje, só não encon- tes esforços no último
tramos no Brasil, ainda, decênio como alternativa
embalagens muito específicas”, Condicionadores/Pós-xampu moderna aos recipientes termo-
define o expert Luís Fernando formados.
Cassinelli, diretor de tecnolo- Ano Base Volume Variação % Tx. Crescimento A influência das mudanças
(em 1000litros)
gia e inovação da petroquímica de hábito de consumo pelas ten-
Braskem. Nilo Alge, consultor 1994 25 876 22,0 - dências de marketing, de um
em aplicações plásticas e ex-di- 1995 39 341 52,0 52,0 lado, e pelo maior acesso tecno-
retor da Itap Embalagens, nota 1996 50 843 29,2 96,5 lógico, de outro também causou
que “em linhas gerais, a sofisti- 1997 59 961 17,9 131,7 grandes reviravoltas na área de
cação do consumo e a exigên- 1998 72 033 20,1 178,4 embalagens plásticas flexíveis.
cia, pelo Código de Defesa do 1999 79 850 10,9 208,6 Em âmbito geral, o segmento
Consumidor, por prazos de 2000 82 034 2,7 217,0 foi contemplado por um altíssi-

FONTE: ACNIELSEN
vida útil definidos, impôs e 2001 86 149 5,0 232,9 mo desenvolvimento dos fil-
vem impondo projetos mais 2002 mes, apontando para o que o jar-
96 992 12,6 274,8
elaborados de embalagens plás- 2003 gão da cadeia plástica chama de
105 012 8,3 305,8
ticas”. Indo adiante, Alge Depois do boom de 1995, condicionadores mantiveram bom seletividade: a maior preocupa-
igualmente condiciona a esses crescimento. Pela competição acirrada, marcas do segmento ção com permeabilidade e pro-
se apoiaram em embalagens diferenciadas e rótulos mais priedades de barreira, resistên-
fatores o lançamento e o desen- sofisticados, principalmente auto-adesivos
volvimento acelerados de ou- cia a baixas e altas temperaturas
tras modernas soluções plásticas nos últimos dez e maior vida de prateleira, seja através da própria
anos, entre elas as bisnagas multicamadas e as bol- produção dos filmes, notadamente os coextrudados,
sas do tipo bag-in-box. ou nas laminações. “Os filmes coextrudados para
Na praia das embalagens plásticas rígidas, um embalagens a vácuo ou com atmosfera modificada
fato que marcou de forma profunda os últimos dez eram utilizados de forma incipiente há dez anos”,
anos foi a consolidação das garrafas e frascos de lembra Nilo Alge.
PET. Cassinelli dá especial atenção à disseminação Um importante evento pré-real que contribuiu
desses recipientes na área de bebidas, na qual a para que as indústrias plásticas absorvessem o desen-
amortização progressiva dos custos de implantação volvimento acelerado de embalagens flexíveis pós-
de suas linhas revolucionou a distribuição e levou à 94 vale ser frisado: a introdução por aqui dos polie-
tão discutida “tubainização” do segmento de refrige- tilenos lineares, em 1992. “Esses materiais ‘turbina-
rantes, com empresas de pequeno e médio portes se ram’ o empacotamento automático de commodities
tornando competitivas e roubando mercado das gi- alimentícias como arroz, farinhas e outras”, lembra
gantes da área. Cassinelli. Ainda no espaço das poliolefinas, é
Inevitável abordar, na plaga das embalagens plás- impossível não reservar espaço para falar do estron-
ticas rígidas, o escoamento maior de frascos para doso crescimento do polipropileno (PP) nas aplica-
segmentos que cresceram na esteira da disponibilida- ções em embalagens.
de maior de renda, como o de produtos de limpeza
doméstica, que antes do Real tendiam a ser encara- Escalada do BOPP
dos como supérfluos. Prova disso é o crescimento Cláudio Marcondes, gerente de desenvolvimento da
acentuado das vendas de amaciantes para roupas. Ao Polibrasil, nota que, há dez anos, o consumo per ca-
lado de outros itens de natureza similar, eles injeta- pita anual do PP era de 2,7 quilos e, hoje, saltou para
ram produtividade nas linhas de embalagem aloca- 5,3 quilos. “Em paralelo, nossa produção pratica-
das nas plantas dos seus fabricantes, geralmente ad- mente também dobrou”, ele afirma, dando grandes

16 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


méritos às aplicações em embalagem nessa evolu-
ção, uma vez que 40% do total produzido de PP no
país se destinam a elas. Numa mesa próxima, Sérgio
Weiss, da área de serviços técnicos da Polibrasil, diz
que, por causa da explosão de demanda, o Brasil
hoje possui um parque industrial “top de linha” para
o trabalho com PP. “O desenvolvimento por aqui foi
tão grande nesses últimos anos que, hoje, o Brasil
pode ser visto como benchmark na produção de PP”,
ele enfatiza.
Inegável destaque, entre os produtos de PP escoa-
dos para embalagens nos últimos anos, é o polipropi-
leno bi-orientado (BOPP), que, além de conquistar
um mercado cativo entre as embalagens flexíveis,
deflagrou modificações profundas na área de rótulos,
especificamente em auto-adesivos. “Há dez anos, a
presença de BOPP em rótulos era incipiente”, ele re-
memora. “Contudo, o maior valor agregado do mate-
rial, expresso pela resistência à umidade, pelo acaba-
mento brilhante ou fosco e por outros aspectos, o fez
crescer sobre os papéis”, lembra Marcondes. “É vá-
lido dizer que, no geral, a evolução dos filmes hoje
permite que tenhamos no Brasil estruturas bastante
seletivas para embalagens flexíveis”, pontifica
Weiss, dando um exemplo. “Em 1994, podíamos
criar embalagens com até cinco camadas de filmes
plásticos; hoje, observamos a utilização de nove,
sendo que já se estuda o uso de onze.”
Pegando carona na abordagem da disseminação
do BOPP em rótulos, é impossível não reparar que o
setor de decoração também evoluiu absurdamente,
sendo que os movimentos da indústria plástica foram
dos que mais contribuíram para tanto. Ainda que os
papéis tenham mantido nichos cativos, como os de
cervejas em garrafa e vinhos e bebidas alcoólicas

NOBREZA – Modernização do parque gráfico nacional, logo após a


instituição do Plano, posiibilitou a obtenção de cartuchos com novos
formatos, acabamentos premium e maior qualidade de impressão
quentes (spirits), os plásticos tar a velocidade das linhas
cresceram em nichos que an- de produção, diminuindo o
tes eles dominavam, como chamado lead time, ou seja,
os de rótulos para produ- o tempo entre o pedido e a
tos de limpeza doméstica sua entrega e faturamento.
e para produtos de higie- “As empresas aproveita-
ne pessoal, como xam- ram o período de cresci-
pus, condicionadores, mento econômico e de es-
cremes e afins. Os rótulos tabilização do dólar para
auto-adesivos, por exemplo, apostar em modernização
decolaram nesse período, não Sucos prontos e redução de custos”, expõe
somente por seus atributos e Mário César de Camargo, presi-
pelo desenvolvimento de mate- Ano Base Volume Variação % Tx. Crescimento dente da Associação Brasileira
(em 1000litros)
riais, mas também pelo acesso da Indústria Gráfica (Abigraf),
mais fácil a rotuladoras e outros 1994 12 639 25,3 - que calcula que, de 1994 a
bens de capital necessários à sua 1995 28 788 127,8 127,8 2003, o setor investiu 6 bilhões
fabricação e aplicação. Surgi- 1996 44 206 53,6 249,8 de dólares em equipamentos e
ram diversos fabricantes locais 1997 56 751 28,4 349,0 instalações.
de rotuladoras, que, adaptadas 1998 65 720 15,8 420,0 No caso específico das
em capacidade e em preço à rea- 1999 67 593 2,8 434,8 embalagens cartonadas, o
lidade nacional, venderam uma 2000 81 561 20,7 545,3 padrão de equipamento evoluiu

FONTE: ACNIELSEN
enormidade. Esses apelos se 2001 120 185 47,4 850,9
visivelmente. De máquinas qua-
fortificaram ainda mais no fim tro cores limitadas a formatos
2002 164 949 37,2 1 250,1
da década de 90, com a desvalo- retangulares, as gráficas espe-
2003 172 331 4,5 1 263,5
rização cambial, quando, em li- cializadas migraram, grosso
Inegável vedete entre os produtos de giro rápido nos
nhas gerais, os fabricantes na- últimos dez anos, a categoria de sucos prontos representou modo, para impressoras seis co-
cionais de máquinas e equipa- uma mina de ouro para os mais diversos materiais e res com saída para verniz de
sistemas de embalagens. Todos têm espaço hoje.
mentos foram contemplados proteção e de ressalto e possibi-
com a tendência de substituição de importações lidade de produção em formatos variados. Com isso,
(uma das empresas que ilustram bem esse cenário é os cartuchos incorporaram acabamentos metálicos,
a Bauch & Campos, que está completando dez anos cores em linha para reproduzir tons especiais e mel-
em 2004 – veja nota na página 32). hor qualidade de cromia, aplicações de hot-stamping
Em termos de formatos de flexíveis que se desta- e de alto e baixo relevo (inclusive mensagens em
caram no período do real é impossível não destacar braile), além de recorte de caixa, dentre outros as-
as flow-packs, que se disseminaram fortemente em pectos antes pouco aplicados a eles. “Nesse segmen-
diversas áreas pelo motor da individualização cres- to, mudou o patamar de equipamento mínimo para se
cente dos produtos, e dos stand-up pouches, sacos de destacar no segmento de embalagem brasileiro”, de-
quatro soldas e similares, que aumentaram sua parti- fine Camargo. Se nos tempos de inflação alta uma
cipação diante da maior demanda por embalagens máquina de 1 milhão de dólares resolvia o problema,
mais sofisticadas e com maior apelo de venda nas hoje a configuração básica para rodar embalagens
gôndolas. A disponibilidade de máquinas nacionais cartonadas começa em 2,5 milhões de dólares.
ajudou em muito nessas evoluções. De modo equânime à cadeia gráfica, a indústria
de celulose e papel também viveu um período de
Gráficas suportam salto ebulição após o Plano Real. De 1994 até o ano pas-
O salto qualitativo das embalagens flexíveis e dos sado, a Associação Brasileira de Celulose e Papel
rótulos plásticos também foi reflexo direto do incre- (Bracelpa) diz que foram investidos 12 bilhões de
mento do parque gráfico brasileiro, principalmente dólares no aumento da capacidade produtiva do
da chegada ao país de novas impressoras flexográfi- setor. Embora a produção brasileira de celulose
cas e do desenvolvimento das fabricantes nacionais tenha passado de 5,8 milhões de toneladas em 1994
dessas máquinas. Investimentos dos convertedores para 9,1 milhões no ano passado, a oferta de celulo-
permitiram não apenas agregar novos recursos grá- se de fibra longa, produzida a partir de coníferas e
ficos às embalagens flexíveis, mas também aumen- utilizada essencialmente na fabricação de papéis de

18 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


embalagem na sua forma em 1998 com apenas duas
não-branqueada, ainda é peças (corpo e topo) e
menor que a demanda na- 0,08mm de espessura de fo-
cional. Por isso, o Brasil lha, sete a menos do que
precisa importar anual- suas precursoras. Apesar das
mente cerca de 350 000 to- novas tecnologias, as latas
neladas desse produto. de aço para bebidas, fabrica-
“Mas de maneira geral das no país com exclusivida-
pode-se dizer que a indústria de pela cearense Metalic,
brasileira de celulose e papel detêm hoje apenas 5% de parti-
teve êxito ao enfrentar o proces- Alimento para cães cipação no setor.
so de globalização, que impôs Sem comprometer caracte-
ao setor uma situação nova e de- Ano Base Volume Variação % Tx. Crescimento rísticas como resistência, segu-
(em 1000kg)
safiadora”, entende Osmar Zog- rança e inviolabilidade, o pro-
bi, presidente da Bracelpa. 1994 34 629 31,5 - cesso de redução do peso das
1995 55 878 61,4 61,4 latas metálicas ajuda a explicar,
Modernização também 1996 73 893 32,2 113,4 em conjunto com a melhora do
nas metálicas 1997 96 951 31,2 180,0 poder aquisitivo médio dos bra-
Embora reflitam o aumento do 1998 125 632 29,6 262,8 sileiros, o crescimento das en-
poder aquisitivo dos brasileiros 1999 129 038 2,7 272,6
tregas no setor mesmo frente às
nos últimos dez anos, os investi- 2000 investidas de outros materiais,
139 325 8,0 302,3

FONTE: ACNIELSEN
mentos em capacidade produti- 2001 como o plástico e o vidro. De
145 549 4,5 320,3
va e o crescimento do consumo 2002 acordo com Luis Fernando Ma-
166 014 14,1 379,4
de embalagens metálicas após o della, diretor de marketing para
2003 176 743 6,5 410,4
Plano Real não são suficientes produtos laminados da Alcan,
Mercado de pet food evoluiu bastante durante o último
para dimensionar os desafios decênio – tanto nos atributos dos produtos quanto nas
de 1994 a 2003 a média de
impostos ao setor no período. embalagens utilizadas. As flexíveis plásticas, por exemplo, crescimento das latas de alumí-
encontraram nesse mercado um grande filão. nio alcançou impressionantes
Talvez um dos grandes marcos
das indústrias de latas de aço e alumínio desde o ar- 19% ao ano. Além da forte presença nos mercados
refecimento inflacionário e o incremento de renda de cerveja e refrigerantes, nos quais as latinhas ob-
dos brasileiros tenha sido o esforço de aproximação tidas da bauxita acondicionam perto de 30% da pro-
com o universo do varejo, num movimento que in- dução brasileira, bebidas como sucos prontos e
corporou às operações de cada uma delas departa- energéticos, que explodiram com a estabilidade e a
mentos de criação e desenvolvimento de novos mer- inclusão de novos consumidores no varejo brasilei-
cados, entre outras áreas que antes pareciam confli- ro, contribuíram para ampliar a produção desse tipo
tantes com suas vocações essencialmente fabris. de embalagem no país – assim como influíram na
Com isso, o país não apenas se tornou um global diversificação e na maior participação das assépti-
supplier de chapas para as indústrias de lata de out- cas cartonadas, ou caixinhas longa vida.
ros países, como também vem ditando tendências de
formatos e sistemas de fechamento até para merca- Criatividade nas metalgráficas
dos internacionais. No campo do aço, talvez o pulo qualitativo do setor
Na parte dos processos produtivos, os fabricantes seja mais fortemente evidenciado pelos crescentes
de embalagens de aço e de alumínio perseguiram um desenvolvimentos de novos sistemas de fechamento
objetivo comum nesses últimos tempos, não obstante pelas metalgráficas nacionais. Soluções como as
a disputa direta que travam em importantes setores tampas de abertura fácil com selos de vedação, cria-
do varejo: reduzir o peso de suas embalagens, e as- dos no Brasil em 1989, e que se tornaram um padrão
sim abater custos e ganhar competitividade. A lata de de mercado para vários alimentos, como requeijões,
alumínio para bebidas, por exemplo, passou de 21g, conservas e atomatados, começam a ser reconheci-
quando foi lançada no Brasil em 1989, para os atuais dos e adotados lá fora. O surgimento de tampas dife-
13g. Já as latinhas de folha-de-flandres de três peças renciadas também tem sido essencial em produtos
(base, corpo e topo), que foram suplantadas pelas de químicos, especialmente tintas imobiliárias – ao que
alumínio já no início da década de 90, ressurgiram vale lembrar o grande número de prêmios que meta-

20 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


lúrgicas nacionais tem recebido lá fora. A evolução
do mercado brasileiro de embalagens de aço também
é sinalizada pela entrada das chamadas latas expan-
didas, há cerca de três anos, que trouxeram a possi-
bilidade de produção em formatos distintos das tra-
dicionais silhuetas circulares e retangulares.
Nas aplicações standard também houve evolução
nesse último decênio, ainda que as embalagens de
aço com esse perfil, talvez pressionadas pela escala-
da do PET em óleos comestíveis, um de seus princi-
pais mercados no Brasil, tenham registrado cresci-
mento mais modesto. Segundo Marcos Paim, presi-
dente da Associação Brasileira de Embalagem de
Aço (Abeaço), em 1994 a Companhia Siderúrgica
Nacional (CSN), única fornecedora de folha-de-flan-
dres no país, vendeu 546 000 toneladas de chapas de
aço. Dez anos depois, o volume foi apenas 23%
maior: 670 000 toneladas. Mas, em metragem, o for-
necimento de chapas de aço cresceu de maneira mais
evidente, cerca de 40% no período. “O crescimento
em área é maior pela diminuição do peso das latas”,
observa Paim. Tal redução aconteceu também no
mercado de óleos comestíveis, no qual as latas de
aço, que dominam 64% do setor, contam hoje com
paredes com 0,14mm de espessura, contra 0,18mm
de anos atrás.
Outro setor de peso na área de embalagens, o vi-
dreiro, também caminhou no sentido do aliviamento
do peso de seus recipientes. “Os investimentos em
tecnologia e em modernização nestes dez anos foram
gigantescos”, diz Lucien Belmonte, superintendente
da Abividro – Associação Brasileira da Indústria de
Vidro. A garrafa tipo long neck, lançada no mercado
com 246 gramas, pesa hoje 190 gramas, uma dimi-
nuição de 20%. Neste tipo de vasilhame, destaca-se
ainda, em criatividade e inovação no design, a Skol
Beats, premiada internacionalmente. A tradicional
garrafa retornável de cerveja de 660ml foi substituí-

LIGHTS – Assim como outras


embalagens, latas metálicas tiveram
peso aliviado e espessura das
paredes diminuída no último decênio
da por outra, mais moderna, com desenho exclusivo APURO – Aumento dos
da indústria cervejeira e volume de 600ml. “Ela su- padrões de exigência da
clientela fez vidrarias
porta maior pressão hidrostática, de modo a oferecer atingirem padrão
mais segurança ao consumidor”, conta Belmonte. internacional de qualidade

Novas embalagens, novas categorias

DIVULGAÇÃO
Segundo o executivo, a indústria vidreira “pratica- diretor comercial da
mente criou novas categorias de produtos”, como os Wheaton Brasil, maior
alcopops (ices e sodas alcoólicas), e diversificou am- fornecedora brasileira
plamente a oferta de alternativas para alimentos. daquele tipo de reci-
Ademais, nos forçados programas de racionalização pientes, e de Luiz Anto-
que se seguiram ao Real, recuperou mercados perdi- nio Azevedo, ex-diretor e
dos, sendo o de refrigerantes o exemplo mais claro. membro do conselho diretor. “A empre-
“A alternativa dos preços baixos, tentadora no início, sa teve de se erguer do chão puxando os
mostrou-se em várias oportunidades um erro de ava- próprios cabelos. Em cinco anos foi necessário mu-
liação estratégica de quem optou por embalagens al- dar tudo. Como certamente acontecia na indústria
ternativas ao vidro”, avalia Belmonte. brasileira em geral, pagamos o alto preço de ter dei-
No balanço das conseqüências da modernização xado um pouco de lado o processo de produção.” O
sob pressão, “o setor vem crescendo , tendo registra- certo é que, quando começaram a soprar os novos
do o maior índice em 2003 entre todos os materiais ventos, faltou preparo. Assim, quando as prateleiras
de embalagem e marcando 4% nos cinco primeiros das lojas começaram a ser invadidas por produtos
meses de 2004, de acordo com dados da FGV”. O es- com embalagens sofisticadas, de vidro que se asse-
forço para adaptar-se ao Real e às políticas que se se- melhava a cristal, com tampas de materiais de pon-
guiram a ele fez com que as vidrarias, hoje, “respon- ta e design criativo e diversificado, os fabricantes
dam a padrões de exigência muito mais severos”, locais se viram como “cachorro que caiu do cami-
sintetiza Belmonte. Esse nível de qualidade é mais nhão de mudança”.
visível na área de frascos do que na de garrafas para Havia empresas interessadas em comprar frascos
bebidas e em potes para alimentos. com variedade de cor, vidro de alto padrão, sistemas
Ocorre que embalagens de vidro para fármacos, de fechamento avançados e, principalmente, design
mas sobretudo para perfumes e cosméticos, conside- primoroso. “Iniciou-se então uma verdadeira guerra
radas especialidades na atividade de acondiciona- psicológica, que se desdobrou em batalhas de preço
mento, são naturalmente oferecidas em maior diver- e de tecnologia”, comenta Massara. Os primeiros
sidade e, por se destinarem ao uso em produtos de momentos foram “de desespero”, nas palavras do
maior valor agregado, com exigências de qualidade executivo. “Os frascos chegavam de vidrarias de fora
quase absolutas. A descrição é de Renato Massara, mais baratos, favorecidos pelo câmbio. Não partici-

Monitor de um decênio do varejo


Para construir a breve retrospectiva Publicado anualmente, o estudo da AC-
sobre as transformações do cenário Nielsen ainda traz na edição de 2004
brasileiro da embalagem no último de- uma análise exclusiva sobre economia
cênio, EMBALAGEMMARCA teve o auxílio e os diversos impactos das movimen-
da publicação “Tendências ACNielsen tações econômicas sobre o consu-
2004”, que reúne estudos analíticos e mo, elaborada pela LCA Consulto-
informações de mercado dos desempe- res. Ela está disponível em livro ou
nhos de mais de 170 categorias de CD-ROM, também nas versões
produtos de consumo de massa no para os mercados do México, da
país nos últimos dez anos. Os dados Colômbia, do Chile e da Argentina.
abrangem os seguintes setores: bebi- Informações para adquiri-lo podem
das alcoólicas e não alcoólicas, higiene ser obtidas com a ACNielsen.
e beleza, mercearia doce e salgada, (11) 4613-7000
limpeza caseira, perecíveis e outros. www.acnielsen.com.br

22 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


pávamos mais de lançamentos. Os clientes exigiam se atraente para a fabrica-
fornecimentos com a mesma qualidade dos importa- ção local de insumos.
dos, com preços iguais ou menores. Quando buscá- Empresas multinacio-
vamos tecnologia lá fora, nos propunham comprar nais (Augros, TPI-
máquinas.” Nesse panorama, designers estrangeiros Molplastic, Emsar,
se aproveitavam do prestígio e, evidentemente, da si- Valois e outras de
tuação, para cobrar royalties e até “initial fees” para alta expressão no
projetos solicitados. Foram necessários dois anos setor) instalaram-se
para que iniciasse a virada. no país. Surgiu a In-
Começaram então as vantagens resultantes da com, fabricando tam-
abertura às importações. A indústria passou a dedicar pas em materiais nobres
a maior parte de seu foco para o processo e, mais ain- e diversificando a oferta,
da, para serviços, ou seja, para o mercado. A quali- antes restrita a poucos e po-
dade, a começar pela seleção de fornecedores de ma- bres modelos. Tais mudanças
térias-primas, foi aprimorada, às custas de análise e contribuíram para flexibilizar, me-
de estudo envolvendo toda a corporação. “Na falta lhorar e sofisticar não só o mercado como a
de dinheiro tivemos de recorrer à criatividade e ao própria fábrica de vidro. O melhor de tudo, na opi-
envolvimento dos parceiros no fornecimento de nião dos vidreiros, é que, depois de amargar muito,
areia, de ferro para moldes, na adaptação de máqui- atualmente o Brasil está capacitado a fornecer fras-
nas e de complementos como válvulas e tampas”, cos de vidro de padrão 1 – o de mais alto nível de-
conta o diretor comercial da Wheaton. pois do cristal –, potes e garrafas em condições de
Essa mobilização foi então beneficiada pela mu- competir em preço e qualidade com os feitos em
dança cambial. Com a moeda flutuante – e desvalo- qualquer país.
rizada frente a moedas fortes –, o mercado tornou- *(Colaborou Raquel Manzo Prado)
materiais >>> pet food

Ração sequinha e crocante


Lata de folha-de-flandres com fechamento de conveniência é sugerida
por fabricante para uso direto e como refil em rações para animais
a cada vez mais renhida luta entre os

N materiais de embalagem para con-


quistar mercados, os rígidos indiscu-
tivelmente levam uma vantagem sobre os fle-
xíveis num aspecto: são perfeitos para uso em
operações de reutilização, ou refil. Esse atri-
buto é ainda mais reforçado quando se consi-
dera que recipientes feitos de vidro, plástico
ou aço são mais práticos e mais eficazes para
retampar do que os produzidos com papel, pa-
pelão ou filmes plásticos.
Batendo nessas teclas, a Brasilata tem ul-
timamente reforçado a argumentação de que
sua lata de aço com sistema de fechamento
Bat-plus, lançada no início do ano com deter-
gente em pó pela Rede Extra de supermerca-
dos, do Grupo Pão de Acúcar (ver EMBALA-
GEMMARCA nº 53, janeiro/2004), alia à incon-
testável eficácia de barreira e shelf-life a Amostras institucionais de
qualidade de servir de alternativa para arma- diferentes usos das latas
de aço para rações animais;
zenar variados produtos de consumo. Para no detalhe, a tampa
isso, tem apresentado ao mercado protótipos transparente do sistema
destinados a segmentos específicos. de fechamento Bat-plus

Bicho estrangeiro tem embalagem single, prática e conveniente


Acompanhar o fluxo crescente de ao consumo de seres humanos. É solo, de modo a impedir o derra-
embalagens práticas, versáteis, o que mostra o fabricante de ali- mamento do alimento. Produzidas
duradouras e que ofereçam atrati- mento francês Covi, que desde o com revestimento interno à base
vidade aos olhos do consumidor é final de 2002 desenvolve uma li- de porcelana, na fábrica da Crown
requisito imprescindível às empre- nha de recipientes descartáveis de Cork & Seal em Perigueux, na
sas que almejam estar à frente aço, em doses únicas, para ra- França, as latas de aço são co-
das necessidades de consumo ções de cães e gatos, que elimina mercializadas nas capacidades de
cada vez mais exigentes e seleti- a necessidade da transferência do 100g para cachorros e de 300g
vas, e onde fatores como inovação alimento para uma tigela separa- para gatos.
e diferencial de qualidade são fer- da: basta retirar a tampa de poli-
ramentas-chaves para garantir po- propileno – que é selada a quente
sição de destaque no segmento. e dispensa o uso de abridor – e
Isso é claramente perceptível no colocar a lata sobre o chão, para
mercado de pet food de países es- consumo direto.
trangeiros, onde os animais de es- Com 12mm de diâmetro, a
timação já são contemplados com embalagem single oferece
FOTOS: DIVULGAÇÃO

produtos dotados dos mesmos como qualidade adicional um


atributos de praticidade e conve- adesivo próprio em sua base,
niência presentes nos destinados para assegurar a fixação no

24 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Nessa linha, e apostando nas estimativas preservação do produto sem necessidade de
de que a área de pet food, um dos ramos que abrir o recipiente.
mais tem trazido resultados positivos ao setor O gerente geral da divisão alimentícia
de embalagens, se mantém e deverá prosse- Brasilata destaca também um benefício im-
Brasilata
guir por bom tempo em crescimento constan- (11) 3871-8500 portante, no caso de uso da lata Bat-plus para
te, a empresa passou agora a dirigir a lata com www.brasilata.com.br acondicionar pós ou líquidos: o cordão do
fechamento Bat-plus ao envase de rações se- anel do novo sistema de fechamento localiza-
Crown Cork & Seal
cas para animais de estimação – e já com (11) 4529-1000 se na parte externa, impedindo a possível re-
perspectivas de comercialização, segundo o www.crowncork.com.br tenção residual do produto dentro da lata após
gerente geral de divisão alimentícia da metal- a sua utilização. Para esse novo anel, foi de-
gráfica, João Teixeira Tuma. “Temos um par- senvolvida uma tampa plástica com perfil
ceiro que lançará um produto com Bat-plus apropriado ao cordão externo.
em uma feira de pet food, em setembro próxi- O sistema possui uma pequena convexi-
mo, em São Paulo”, ele adianta. dade em forma de funil que direciona a saída
Além de garantir proteção contra a umi- do produto envasado. Outra característica
dade, de modo a oferecer aos bichos caseiros que na opinião de Tuma é importante nessa
ração sempre sequinha e crocante, uma das embalagem, inspirada no premiado fecha-
características que o executivo considera mento Biplus da própria Brasilata, é o fato de
mais atraentes para o consumidor no sistema ela ser agrafada, ou seja, não ser soldada. As-
Bat-plus é a facilidade de uso e certas como- sim, na emenda do corpo a litografia tem
didades que oferece. Ele destaca, por exem- continuidade, o que lhe confere um aspecto
plo, o fato de a tampa plástica ser transparen- mais decorativo, o que fortalece seu apelo
te, o que permite ao dono do cão ou do gato para uso no acondicionamento de produtos
visualizar a quantidade e as condições de de maior valor agregado.
Os segundos vieram p
Organizadores da Labelexpo escolhem o México para sediar primeiro encontro latino-a
Por Marcos Palhares, enviado especial à Cidade do México
o segundo maior mercado consu-

N midor de rótulos da América Lati-


na, o México, aconteceu o primei-
ro encontro latino-americano de
rotulagem organizado pelo grupo inglês Tar-
sus, o mesmo que organiza as consagradas
feiras Labelexpo, cujas edições mais famosas
são as de Chicago e Bruxelas. Ocorrido nos zos de entrega impostos aos fornecedores. O
dias 8 e 9 de junho, na Cidade do México, o resultado conhecido, de tiragens cada vez me-
encontro procurou apresentar aos participan- nores de rótulos, parece criar um paradoxo
tes, por meio de palestras e de uma pequena com a outra pressão que recai sobre toda a
feira que ocorreu simultaneamente, tendên- cadeia: redução constante de custos.
cias de mercado, novidades em equipamentos O caminho lógico para responder a essas
e novos insumos disponíveis para os conver- imposições do mercado é a busca por eficiên-
tedores da região. cia, simplificação de processos e soluções
Ao primeiro mercado latino-americano de que tragam boas relações custo-benefício.
rótulos, o Brasil, coube um prêmio de conso- Se a busca constante por redução de cus-
lação. São Paulo foi a cidade escolhida para o tos tem seus reflexos negativos entre os con-
segundo encontro, programado para os dias vertedores, conta a favor deles o menor volu-
17 e 18 de maio de 2005. Nesse primeiro en- me de gastos com publicidade dos seus clien-
contro, contudo, as dimensões do mercado tes. Sendo a embalagem, e em última instân-
brasileiro não se refletiram no público partici- cia o rótulo, a derradeira oportunidade de
VALOR – Para fugir das
pante. Pouquíssimos representantes do Brasil pressões constantes por
marketing para comunicar a marca, cresce o
(contavam-se em uma mão) estiveram pre- redução de custos, número de empresas que apostam em apre-
sentes, fruto da pouca divulgação que o even- cadeia aposta na adição sentações sofisticadas nas gôndolas.
de valor em mercados
to teve por aqui. Além de aumentar o apelo no ponto-de-
como o de vinhos
Para aqueles que não tiveram a oportuni-
dade de ir, EmbalagemMarca resume a seguir
os principais temas discutidos, ilustrando
com alguns dos produtos divulgados na expo-
sição paralela.

Mesmas pressões
Obedecendo a uma lógica irrefutável – a do
mercado –, as tendências para a indústria de
rotulagem parecem repetir-se em cada país do
mundo capitalista, com pequenas variações
regionais, em geral ditadas pelas diferenças
no poder de compra dos consumidores. Na
América Latina não poderia ser diferente.
Muito se falou no evento, por exemplo,
sobre a crescente fragmentação do mercado
gerada pelas estratégias de segmentação ado-
tadas pelos end-users, e sobre os curtos pra-

26 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


rimeiro
que tem recebido atenção especial de
fornecedores de tintas e substratos, e filão im-
portante para convertedores de Brasil, Argen-
tina e Chile, traduz bem essa via de escape.
Em tintas, além da adoção crescente de
americano de rotulagem produtos base água, destacam-se os investi-
mentos na área de pigmentos, evidenciados
nas cores metálicas e com alto brilho ofereci-
das hoje por empresas como a Sicpa e a ANI
– Akzo Nobel Inks. No aspecto de performan-
ce, merece destaque a tinta com pH neutro da
Natural Ink, que, entre outras vantagens, pro-
mete eliminar completamente a necessidade
de monitoramento do pH na máquina, reduzir
a variação tonal em tiragens grandes e au-
venda, tais soluções permitem oferecer valor, mentar a vida dos cilindros anilox.
e não necessariamente preço baixo, ao consu-
midor final. Sintetizado na expressão value Fusões e aquisições?
for money, esse raciocínio pode ajudar as em- Espremidos de um lado por clientes gigantes-
presas a escapar da espiral de diminuição de cos e com atuação global, e de outro por
margens. Brilho, hologramas, transparência e fornecedores gigantescos e com atuação glo-
experiência tátil são apenas algumas armas bal, os convertedores acabam encontrando no
que os convertedores têm para reagir à como- avanço tecnológico o seu aliado para sobrevi-
ditização dos rótulos. O mercado de vinhos, ver. Mesmo assim, acredita-se que não restará
a essas empresas outro caminho que não o da
consolidação, através de fusões e aquisições. Consumo de materiais auto-adesivos em 2003
Empresas norte-americanas e européias, País População Consumo per capita Consumo total
aliás, começam a olhar com interesse cres-
cente suas possíveis presas na América Lati-
Argentina 39 milhões 1,7 m2 68 milhões m2
na. Afinal, para atender clientes globais e
comprar de fornecedores globais, supõe-se, Brasil 182 milhões 2,2 m2 400 milhões m2
convertedores com atuação global estariam Chile 15,5 milhões 1,8 m2 28 milhões m2
em situação vantajosa. Colômbia 42 milhões 1,8 m2 74 milhões m2

FONTE: RAFLATAC
Essa possibilidade se reforça com a esta-
México 104 milhões 1,9 m2 200 milhões m2
bilização econômica da região, após um pe-
ríodo de turbulências no Brasil e na Argenti- Venezuela 24,5 milhões 1,8 m2 45 milhões m2
na, que parece estar devolvendo a confiança EUA 250 milhões 14,8 m2 3,7 bilhões m2
aos investidores estrangeiros. Restam, é ver-
dade, alguns nós a serem desatados, como a atualizados tecnologicamente, buscando
renegociação da dívida argentina e a crise po- maior produtividade sem comprometer a qua-
lítica na Venezuela. lidade. Por isso, fortalecem-se as tecnologias
que visam a reduzir os tempos de set-up, via-
No topo da lista bilizando o fornecimento de lotes de rótulos
Nesse contexto, o Brasil encontra-se numa si- cada vez menores com custos competitivos.
tuação apenas razoável, potencializada pela É nessa combinação de fatores que apos-
dimensão do seu mercado interno. Fica com o tam, por exemplo, os fornecedores de equipa-
México a situação mais confortável (ou mais mentos digitais para impressão, como a Indi-
ameaçadora, dependendo do ponto de vista) go, da HP, para alavancar suas vendas no
de apresentar, nos últimos anos, crescimento mercado de rótulos.
moderado – mas constante – e uma recupera- Na área de pré-impressão, os fluxos digi-
ção do poder de compra da classe média, e de tais tornaram-se a chave para a consistência
possuir vantagem tributária para fornecer na impressão e a simplificação de processos.
para os seus vizinhos do norte. Não há dúvi- Chapas gravadas digitalmente reduzem os ga-
das, porém, de que gráficas do México e do nhos de ponto, melhorando as áreas de degra-
Brasil encabeçam a lista de um possível pro- dês, e dão mais nitidez às imagens. Exemplos
cesso de consolidação. dessa realidade apresentados na feira paralela
Ainda que tranqüilidade e estabilidade à conferência são a Flex-Light CBU, chapa
econômica não sejam parte integrante da his- de fotopolímero da MacDermid, a gravadora
tória da região, o fato é que o crescimento (e de chapas Flexo Laser, especialmente conce-
principalmente o potencial de crescimento) bida para banda estreita, da Anderson &
do segmento de rótulos nesses países não é CTP EM ALTA – Vreeland, e os cilindros anilox da família Trio
Equipamento da
desprezível. Os números apresentados por di- Anderson & Vreeland e Proline, da Praxair.
ferentes palestrantes no encontro latino-ame- para gravação a laser de Para quem acompanha o mercado, e para
ricano são díspares, mas mostram que, se chapas, especialmente aqueles que estiveram na Drupa, as tendên-
para banda estreita
houver uma elevação na renda das popula- cias em impressoras não trouxeram surpresas.
ções locais, há muito espaço para crescer.
Para se ter uma idéia, o consumo per capita
de rótulos auto-adesivos não chega a 2 m2 em
nenhum país americano abaixo dos Estados
Unidos, onde cada habitante consome em mé-
dia mais de 10 m2.

Atualização é inevitável
Para aproveitar as oportunidades de cresci-
mento que se apresentam e responder às pres-
sões de mercado listadas acima, os converte-
dores não têm escolha. Precisam manter-se

28 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


PADRÃO – Equipamentos
Fica clara a força das soluções com combina- mem que isso não é verdade. O papel, que
de diversos fabricantes,
ção de processos, a perda de espaço das letter- como a MO-3300 da hoje domina o mercado de auto-adesivos na
press para as máquinas flexo e a eliminação Nilpeter, trazem tecnolo- América Latina, tem a seu favor, registre-se,
de engrenagens em função do crescimento da gia servo e combinação o argumento ecológico – no mínimo no ima-
de processos
tecnologia servo. Equipamentos de diversos ginário do consumidor. Mas o avanço dos fil-
fornecedores, como Gallus, Nilpeter e Mark mes é inevitável, e deve acabar por deslocar o
Andy mostram isso. papel para nichos específicos.
Outra mudança que deve ocorrer é a gra- Entre os auto-adesivos, aposta-se na
dual substituição da serigrafia por tecnologias maior utilização de alternativas no-label look
UV Flexo e UV em geral, como decorrência e de outras possibilidades com alto valor
do desenvolvimento de tintas, cilindros ani- agregado como ferramenta de diferenciação.
lox e clichês. O auto-adesivo, contudo, deve enfrentar con-
corrência cada vez mais acirrada de sistemas
Avanço do filme alternativos de rotulagem, como o termo-en-
No que se refere a substratos, a tendência é a colhível, o in-mold label e o wrap around, que
substituição gradual de papel por filme, ainda têm avançado consideravelmente em anos re-
que fornecedores de papel para rótulos afir- centes. Além disso, as dificuldades que o
auto-adesivo enfrenta com o enchimento a NO-LABEL LOOK –
Em auto-adesivos,
quente, que tem crescido na indústria alimen-
espera-se maior adoção
tícia, é um obstáculo adicional a ser vencido das soluções com
pelos fornecedores desse tipo de solução. filmes transparentes

Valor nas especialidades


Grandes oportunidades para os laminadores
estão concentradas no chamado mercado de
especialidades. São os substratos destinados
aos segmentos em que as etiquetas estão ex-
postas a ambientes agressivos, em que tomam
contato com produtos químicos ou altas tem-
peraturas, por exemplo.
Enxergam nesse filão ótimas oportunida-
des de crescimento empresas como a Avery
Dennison, que conta com uma linha dedicada
a esse tipo de mercado, a 3M, que reforçou
seu foco nesse segmento ao adquirir, recente-
mente, a Emtech, e a Polyonics, especializada
em fornecer para indústrias tão variadas
como a aeroespacial e a de eletrônicos.

Coqueluche
Outro mercado que atrai o interesse cada vez tas das soluções ainda têm impedido a sua
mais intenso na área de rotulagem é aquele li- adoção em mais larga escala. No caso das
gado à segurança de produtos, destinados a RFID, um problema adicional é a falta de har-
combater a falsificação, garantir a inviolabili- monização das freqüências. Os investimentos
dade e minimizar o os prejuízos com furtos feitos em toda a cadeia, porém, permitem pre-
nos pontos-de-venda. ver que, em breve, essas soluções devem es-
As soluções que a cadeia de rotulagem tar mais popularizadas.
apresenta vão de filmes tamper evident e ho- Na linha de redução de custos, a Amagic
logramas a microchips e antenas incorpora- Holograms apresentou no evento o cold foil
dos aos rótulos. como alternativa mais barata ao holograma.
A grande coqueluche do momento são as As vantagens, segundo a empresa, não se res-
RFID, etiquetas inteligentes que podem so- tringem ao custo, e envolvem aspectos opera-
mar aos aspectos de segurança a vantagem de cionais. O cold foil pode ser aplicado direta-
armazenar informações, exercendo funções mente na etiqueta ou na embalagem, com
importantes nos processos logísticos. uma impressora flexográfica normal dotada
Apesar do enorme crescimento da área de de secador UV e outros acessórios que são
rótulos de segurança, os altos custos de mui- padrão entre os convertedores.

Em 2005, no Brasil
A próxima edição do Latin American
Label Summit já está marcada.
ESPECIALIDADES – Para Acontece nos dias 17 e 18 de maio
resistir a temperaturas de 2005, em São Paulo, pouco mais
variadas e ambientes
de um mês antes da 2ª Label
agressivos, muitos
desenvolvimentos na Latinoamerica (veja na página 32).
área de substratos A realização, no Brasil, de tantos
eventos importantes dedicados exclu-
sivamente à área de rotulagem
mostra o dinamismo do setor no país.

30 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2004


Quase tudo pronto para a Labelexpo Americas 2004
Estão adiantados os preparativos para aquele que é informa que 92% já foram reservados. Na edição pas-
considerado o mais importante encontro da in- sada, feita em 2002, 12 500 profissionais visi-
dústria americana de rótulos e acessórios de taram a Labelexpo Americas. Entre as novi-
decoração de embalagem. Trata-se da Labelex- dades deste ano, o destaque será o lançamen-
po Americas, cuja edição 2004 acontecerá em to de uma enciclopédia específica sobre a in-
Chicago, entre os dias 13 e 16 de setembro. dústria de rotulagem, que está sendo produzi-
Dos cerca de 55 000 metros quadrados de da pela própria organização do evento.
área de exposição do Donald E Stephens Con- www.labelexpo-americas.com
vention Centre, onde o evento será feito, a organização +44 (0) 20 8846 2731

Feira nacional Nilpeter passa a operar diretamente no Brasil


de rotulagem Fabricante de impressoras flexográfi- presença no Brasil nos proverá um
cas de banda estreita com foco no entendimento mais profundo das ne-
projeta expansão mercado de rótulos, a Nilpeter anun- cessidades do mercado latino-ameri-
A segunda edição da Label Lati- ciou a criação de uma subsidiária cano”, diz Landberg. O responsável
noamerica – Feira Internacional de brasileira, que será responsável pela pela Nilpeter no Brasil será Rubens
Etiquetas Adesivas deverá aconte- distribuição e assistência técnica de Wilmers, que citou a assistência pós-
cer entre os dias 28 de junho e 1o toda sua linha de produtos. Segundo venda como uma das prioridades da
de julho de 2005, no Expo Mart, Jakob Landberg, diretor de vendas da operação local. A empresa também
em São Paulo. O anúncio foi feito empresa, a abertura da base brasilei- informou que a abertura do escritório
pela Compacta, empresa organi- ra sinaliza o esforço de aproximação brasileiro não comprometerá sua par-
zadora do evento. A expectativa da Nilpeter com a América Latina em ceria com a Intergrafica Print & Pack
inicial é que 180 expositores parti- geral, e com o crescente mercado (IPP), principal representante da mar-
cipem da segunda Label Latinoa- brasileiro de rótulos em particular. ca na América Latina.
merica. Na edição inaugural, reali- “Estamos muito otimistas com essa www.nilpeter.com
zada em março último, 80 empre- expansão, e acreditamos que nossa No Brasil (11) 8114-3534
sas ocuparam os estandes do
Expo Mart. A projeção de expan-
Bauch & Campos comemora dez anos
são é baseada no potencial de Criada em 1994 para importar rotu- marketing da B&C, a trajetória de
crescimento do mercado brasileiro ladoras de auto-adesivos, a Bauch & crescimento da marca pode ser expli-
de rótulos e etiquetas, cujo consu- Campos/E-Packing, que hoje produz cada pelo custo competitivo. “Quando
mo anual gira em torno de 1,5 me- equipamentos próprios e também atua começamos a fabricar, nosso preço
tro quadrado por habitante, contra com consumíveis e desenvolvimento era em média 30% mais barato que o
18 metros quadrados nos Estados de embalagens, está completando dez das rotuladoras com tecnologia equi-
Unidos. A Compacta também es- anos. Com fábrica situada em Embu valente”, ela diz, acrescentando que a
pera dobrar o número de visitantes (SP), a empresa afirma dominar 75% empresa possui uma filial portuguesa
da Label Latinoamerica, que em do mercado brasileiro de rotuladoras, no pólo industrial de Marina Grande,
sua primeira edição foi de 8 000 além de exportar para América Latina, distante 150 km de Lisboa.
pessoas. De acordo com o vice- Estados Unidos e México. De acordo www.epackingroup.com
presidente da empresa, Caio de com Ilze Ramos, coordenadora de (11) 4781-2359
Alcântara Machado Junior, a reali-
zação da segunda edição da feira Prodesmaq leva prêmio da Finat
já no ano que vem foi uma forma Os rótulos do vinho Campino Soleo Frisante, produzido
de encaixa-la no calendário inter- pela L.C. Marcon Indústrias Ltda., renderam à Prodes-
nacional de eventos de rotulagem. maq o prêmio Impressão Digital na categoria Bebidas Al-
“A partir da segunda edição, o coólicas da 24ª edição da International Label Competi-
evento passará a ser realizado bie- tion, concurso promovido anualmente pela Finat. Produzi-
nalmente”, adianta. dos em offset digital, os rótulos têm aplicações de hot
www.compacta.com.br stamping e verniz. A cerimônia de premiação aconteceu
(11) 6909-0908 em junho, na Dinamarca.
www.prodesmaq.com.br • (19) 3876-9300

32 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


feira >>> fispal

Inépcia não deu o tom


Ao revelar novidades de impacto, muitas delas resultantes de pesados
investimentos, vigésima edição da Fispal Tecnologia deixa claro que a
indústria de embalagem aposta em retomada da atividade econômica
s mais familiarizados com o jargão tores”, calcula, sem explicitar a metodologia

O do mercado de ações conhecem,


para não dizer que há de se presu-
mir que utilizem rotineiramente, o
termo “blue chip”. Ele é utilizado para desig-
utilizada, Luiz Fernando Pereira, diretor da
feira. Ainda de acordo com ele, muitas em-
presas fecharam no evento negócios que co-
brirão de três a seis meses de seu faturamen-
nar aquelas companhias que, independente- to anual. Brota daí a dúvida: será que, para as
mente do cenário econômico, ope- empresas do setor, o aspecto congregante da
ram sempre no azul, propor- feira reforça seu caráter estraté-
cionando algum retorno. gico para os negócios em
Alheias aos picos de euforia momentos economica-
e de depressão que marcam mente claudicantes?
os desempenhos de certas si- Deixando essa per-
glas, elas estão sempre ga- gunta em aberto e partin-
rantindo movimentação, co- do para as impressões ab-
mo que embaladas num sorvidas nos corredores
moto-contínuo. Trasladando do evento, um ponto par-
essa definição à realidade das ticularmente interessante
feiras de negócios da cadeia é que, nesta edição de
de valor da embalagem, é 2004, muitas empresas
possível atribuí-la à Fispal deram ênfase à apresenta-
Tecnologia, que de 1o a 4 de ção de novidades, muitas
junho de 2004 teve sua vigé- delas frutos de pesados in-
sima edição realizada no vestimentos. É uma evidên-
Anhembi, em São Paulo. cia de que, mesmo em meio
Afinal, em que pese a ex- ao trote da atividade econô-
pectativa generalizada de me- mica, a indústria de embal-
lhora econômica nos próximos agem não está estacionada.
meses, era de se esperar que o Aliás, esse foco na revela-
último exercício, de PIB nega- ção de tecnologias, produtos
tivo, influísse de modo igual- e serviços, e não só na sim-
mente negativo no evento. Todavia, as- ples confraternização com a
sim como nos outros anos de perfil turbulen- VITRINE – Sacola oficial clientela, somente contribui
to, com atividades e expectativas contidas, a da Fispal, feita pela para tornar eventos como a Fispal Tecnologia
Antilhas, mostrou o
boa movimentação da feira reforçou a im- BOPP de biodegradabili- mais seletos e profissionais – o que, diga-se
pressão de que ela se vale mesmo de uma es- dade acelerada da Polo, de passagem, é uma reivindicação freqüente
pécie de “efeito teflon”, não sendo atingida além de divulgar os dos expositores das feiras de negócios da in-
patrocinadores do evento
de modo muito significativo pelas questões dústria de embalagem.
conjunturais. Os organizadores dão conta que EMBALAGEMMARCA selecionou alguns
passaram pela Fispal Tecnologia, em seus dos lançamentos e inovações mostrados ao
FOTO: STUDIO AG

quatro dias de funcionamento, 71 227 profis- público. Nas páginas a seguir, o leitor poderá
sionais. “A feira fomentou negócios da ordem acompanhar aquilo que mais nos chamou a
de 4,8 bilhões de reais para os 1 764 exposi- atenção durante o evento.

36 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Filme de BOPP ecologicamente correto atrai olhares
Tradicional fabricante nacional de higiene pessoal e os cosméticos de O Polo Bio, inclusive, pôde ser visto
filmes de polipropileno bi-orientado razoável valor agregado”, sentencia numa aplicação final já na feira, la-
(BOPP), a Polo utilizou a Fispal Tec- Eduardo Franco Batagini, supervi- minando a sacola oficial da Fispal,
nologia como plataforma para o sor de desenvolvimento de merca- toda fabricada com plásticos de bio-
lançamento oficial de seu filme de do da Polo. “Num prazo maior, po- degradabilidade acelerada pela Anti-
BOPP Polo Bio, que traz o diferen- rém, é crível que muitas outras lhas (foto na página anterior). “Bus-
cial da biodegradabilidade acelerada embalagens hoje adeptas do BOPP camos mostrar essa novidade ao
devido à adição, em sua produção, tradicional migrem para o biodegra- mercado de alimentos, uma vez que
da tecnologia inglesa D2W, licencia- dável, por efeitos legislativos ou ela já está sendo utilizada em perfu-
da no país pela RES Brasil (já abor- por pura tendência, com clientes- maria e cosméticos”, afirma Maurí-
dada em EMBALAGEMMARCA nº 52, chave influenciando o mercado.” cio Groke, diretor comercial da con-
dez. de 2003). O Bio pode ser en- Batagini conta que até a indústria vertedora. A sacola também revela-
contrado nas versões com possibili- de tabaco está interessada na novi- va outras novidades: era um stand-
dade de selagem nas duas faces ou dade, para implementá-la nos envol- up pouch, formato que a Antilhas
selável em uma face e tratado na tórios das carteiras de cigarro, di- passa a trabalhar com a aquisição
outra para laminação ou impres- minuindo assim o impacto ambien- de uma máquina da Maqplas, e tra-
são. “De início, o lançamento ten- tal de suas embalagens. Por ora, o zia a aplicação de um pigmento de
derá a atrair produtos que já ape- Bio está disponível transparente, efeito da Merck em sua impressão
lam à responsabilidade ambiental mas já corre o desenvolvimento de flexográfica, o que lhe conferiu um
em suas embalagens, como os de uma alternativa metalizada. visual de tinta metalizada.
Polo: (11) 3706-8202 • www.poloind.com.br / Antilhas: (11) 4152-1111 • www.antilhas.com.br / RES Brasil: (19) 3871-1897 •
www.resbrasil.com.br / Maqplas: (11) 3602-8355 • www.maqplas.com.br / Merck: (11) 3346-8500 • www.merck.com.br
STUDIO AG

Fitilhos abrem novos rumos


Na Fispal os visitantes puderam travar contato
com a mais recente novidade em fitilhos da PP
Payne, o Supastrip Impact, que, além de faci-
litar a abertura de embalagens, permite in-
corporar mensagens, transformando-se
numa mídia adicional (o produto foi detalha-
do em nossa última edição). Além desse
novo produto, a PP Payne divulgou as am-
plas possibilidades de utilização do Supastrip
XL, fitilho que, nas palavras de Milena Pimenta
de Souza, da área de marketing da empresa, “ga-
nha novas aplicações a cada dia”. Um exemplo,
mostrado na feira, é fruto de uma parceria da
PP Payne com a fabricante de rótulos Pro-
Combinação premium pack. Esta última adotou o Supastrip XL
no Termocap, lacre de PVC termoencolhí-
Além do filme de BOPP mais amigo do ambiente, o
vel para vedar embalagens de águas mi-
estande da Polo trouxe outra novidade, resultado
nerais, alimentos, sucos e cosméticos.
de uma parceria fechada entre a empresa e a for-
“Para atender aos mais diversos requisi-
necedora de papéis especiais Brasilcote. Tal união
tos dos clientes, podemos fornecer os fiti-
está resultando no fornecimento de papéis cartão
lhos em todas as cores da escala Panto-
laminados com filmes de BOPP perolados, metaliza-
ne”, informa Milena.
dos ou transparentes, que levam impressão em off-
PP Payne (11) 5523-2312 • www.pppayne.com.
set no seu verso. Ganha-se, assim, a possibilidade
Propack (11) 4781-1700 • www.propack.com.br
de criar cartuchos diferenciados, com visual apura-
do. “Já temos algumas aplicações decorrentes des-
sa parceria em embalagens de cigarros”, comenta
o supervisor de desenvolvimento de mercado da
Polo, Eduardo Franco Batagini. “Em alimentos, cre-
mos num potencial em nichos como o de caixas de
bombons e de outros itens de apelo premium.”
Brasilcote (11) 4360-6211 • www.brasilcote.com.br

38 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Ploc Off mais larga Lata com Neck In incorporado
O ás guardado na man- Tradicional provedora
ga para a Fispal de embalagens
pela Brasilata foi metálicas, a Prada
uma nova versão divulgou como princi-
de sua lata Ploc pal novidade durante
Off, voltada ao a Fispal uma nova
acondicionamento linha de latas de
de alimentos, com diâmetro 73mm para
diâmetro maior, de conservas com “Neck
99,5mm. Carlos In”, detalhe na con
Viterbo, diretor de strução dessas
marketing da em- embalagens que prop-
presa, explica que a icia um melhor empil-
nova lata é apelativa hamento. Já em com-
para produtos alimentí- ercialização, essa linha está visitantes passaram pelo
cios secos como leites em pó, cafés, sendo produzida na filial da estande da Prada. “Hoje, em
cereais matinais e suplementos nutri- Prada em Uberlândia (MG). virtude de seu crescimento, a
cionais. A Ploc Off possui fechamento No futuro, será fabricada feira estimula esse trabalho
com prática tampa plástica, e pres- também na filial de Araçatuba de relacionamento e também
cinde do uso de máquina recravadora, (SP). De acordo com Djalma proporciona a abertura de
pois seu envase é feito pela abertura Carlos, gerente de vendas da novos negócios”, comenta o
superior. metalúrgica, cerca de 700 profissional.
Brasilata (11) 3871-8500 Prada (11) 5682-1046 • www.prada.com.br
www.brasilata.com.br

Fechamentos práticos são os alvos do alumínio


Partícipes de peso da cadeia nacional de de produção dessa chapa terá capacidade
valor do alumínio revelaram na Fispal Tec- para contemplar a fabricação de 240 mi-
nologia novidades relacionadas à produção lhões de tampas por ano.
de fechamentos. Foi o caso da Alcan, que Por sua vez, a Companhia Brasileira de
aproveitou o evento para fazer a estréia Alumínio (CBA), braço do Grupo Votoran-
de sua marca Alu.Fácil, que compreende tim, anunciou sua entrada num seleto
uma nova chapa de alumínio destinada à grupo: o de fornecedores de folhas metá-
fabricação de tampas do tipo easy open licas dedicadas à produção de tampas
para recipientes metálicos (foto 1). Esse para o sistema peel-off de vedação de
novo material estreará no mercado nacio- embalagens (foto 2). Apenas duas outras
nal através de uma parceria da Alcan com empresas disponibilizam bobinas de alumí-
a Metalúrgica Mococa, que já está produ- nio com tecnologia para a fabricação des-
zindo tampas de abertura fácil no diâme- se produto no mundo, e a CBA passa a
1 tro standard de 73mm. “Prevemos que as ser a primeira brasileira. A obtenção des-
tampas fabricadas com o Alu.Fácil terão sas novas folhas de alumínio se deu gra-
grande aceitação em mercados como o de ças à aquisição de uma máquina lamina-
molhos de tomate e o de pet food”, consi- dora e envernizadora Polytype, capaz de
dera Luís Fernando Madella, diretor de trabalhar com folhas de 0,2mm de espes-
marketing de produtos laminados da Al- sura. “Esse investimento, da ordem de
can, lembrando que somente esses dois 10 milhões de dólares, nos torna aptos a
mercados, nas estimativas da companhia, oferecer à cadeia nacional de embalagens
consomem mais de 1,5 bilhão de tampas folhas de alumínio de maior nobreza, com
por ano no país. O executivo revela que a revestimentos diferenciados e estruturas
Alcan levou dois anos para desenvolver a mais sofisticadas”, resume Fábio Caveiro,
melhor composição dessa chapa e adaptá- gerente de embalagens da CBA. Outra
la ao parque industrial brasileiro. “Adaptar novidade derivada da Polytype é a linha de
linhas de produção já operantes para o folhas de baixa espessura e com isenção
trabalho com a Alu.Fácil é simples e pou- total de furos para a produção de embal-
co oneroso”, ele garante. A primeira linha agens para fármacos.
Alcan (11) 5503-0722 • www.alcan.com.br / CBA (11) 3224-7000 • www.cba.com.br
2 Metalúrgica Mococa (19) 3656-9300 • www.metalurgicamococa.com.br

40 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Papéis cartão revestidos
são coqueluches da feira
Conforme EMBALAGEMMARCA antecipou gurança alimentar”, salienta Ana.
com exclusividade em sua edição an- Quem também movimentou a feira
terior, a Suzano e a Klabin aproveita- entre os fabricantes de celulose e
riam a feira para lançar papéis car- papel foi a Ripasa, que transformou
tão revestidos na origem, dedicados seu estande num showroom de
à confecção de embalagens para ali- embalagens inovadoras produzidas
mentos refrigerados e congelados. com seus papéis cartão – inclusive
Esses novos produtos, respectiva- aqueles que embutem a tecnologia
Frutas com mente denominados TP Polar e Kla- PEX de cartões revestidos com polie-
Kold, foram os carros-chefes dessas tileno na origem – e aproveitou o
menores perdas fabricantes de papéis no evento. Am- evento para comunicar os investi-
Fruto de investimentos da bos levam revestimento de resinas mentos que estão sendo feitos em
ordem de 1 milhão de especiais em vez do polietileno comu- suas unidades fabris. Mais que isso,
reais, o novo produto da mente utilizado para a conversão das a Ripasa reforçou a divulgação do
Orsa Celulose, Papel e Em- chamadas “embalagens frigorifica- cartão Novo ArtPremium e dos cou-
balagens, o Orsa Platô das”, o que, além de lhes conferir chés revestidos Image Label, indica-
System, foi apresentado barreiras superiores às ações da dos para a conversão de rótulos e
ao público durante o even- gordura e da umidade, potencializa a envoltórios.
to. Trata-se de uma embal- sua reciclagem.
agem de papelão ondulado No caso da Klabin, como explica seu
especialmente desenvolvi- diretor de marketing Theodolindo
da para frutas destinadas Borges, a resina, aplicada na cama-
à exportação e ao merca- da interna do cartão, é feita com lá-
do interno como, por tex à base de água. “Esse revesti-
exemplo, maçã, mamão, mento proporciona a diminuição de
uva e manga. Além de pro- gramatura do cartão em relação à
teger contra choques me- solução que tínhamos anteriormente,
cânicos provenientes do revestida com polietileno, e permite
transporte e do empilha- que alimentos sejam acondicionados
mento, o que, diz a Orsa, em contato direto com a embal-
garante alta economia nos agem”, diz o profissional. No balcão
processos logísticos, o lan- concorrente, a Suzano acredita que,
çamento apresenta um de- ao lado das vantagens pró-ecológicas
sign que permite monta- garantidas pela adição da resina es-
gem automática para pecial, o TP Polar também antecipa
maior praticidade e agilida- uma tendência latente em outros
de no empacotamento das países. “O fato de ele ser um cartão
frutas. Segundo a Orsa, o triplex, ou seja, com verso branquea-
Platô System responde a do, faz com que ele transmita maior
uma necessidade de mer- clareza e limpeza, o que já vem sen-
cado, uma vez que dados do preconizado nos Estados Unidos e
de produtores apontam na Europa e inevitavelmente será exi-
que certas frutas trans- gido por aqui também”, aposta Ana
portadas a granel sofrem Camargo, gerente de produto papel-
perdas de até 30% duran- cartão da Suzano. Ela ainda enfatiza
te sua fase de distribui- que o TP Polar é o único de sua cate-
ção. A embalagem atende goria no Brasil certificado pelo insti-
ao compromisso de res- tuto ISEGA, da Alemanha, seguindo
ponsabilidade ambiental, normas internacionais do FDA ameri-
sendo descartável, reciclá- cano e do alemão BgVV (Instituto Fe-
vel e biodegradável, possui deral para a Proteção da Saúde dos
alta resistência à umidade Consumidores e Medicina Veteriná-
e propicia uma apresenta- ria). “Seguimos o que há de mais rígi-
ção de maior impacto no do em normas internacionais de se-
ponto-de-venda. Suzano (11) 0800 55 5100 • www.suzano.com.br
Orsa (11) 4689-8700 Klabin (11) 3225-4000 • www.klabin.com.br
www.orsaembalagens.com.br Ripasa (11) 0800 11 3257 • www.ripasa.com.br

42 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Flexibilidade e velocidade maiores com nova plataforma
Maior expositora da Fispal Tecnologia, a fornecedora tada a quem trabalha com o envase de embalagens
de sistemas de embalagens cartonadas assépticas de tamanho único, tem na altíssima velocidade de
Tetra Pak apresentou uma plataforma inédita no mer- processamento seu principal atrativo: é capaz de en-
cado, disponível através vasar até 12 000 embala-
das máquinas Tetra Pak gens de 1000ml ou
A3/Flex e Tetra Pak 20 000 embalagens de
A3/Flex com tampa Flexi- 250ml por hora. A plata-
Cap. Essas máquinas são forma A3 foi desenvolvida
as primeiras a possibili- em Modena, na Itália, e,
tar o envase de caixinhas por não ter peças móveis,
de tamanhos diferentes, e sim um sistema eletrôni-
desde que elas tenham a co de controle, possibilita
mesma base. Como expli- a troca rápida de forma-
ca Osvaldo Lobo, diretor tos e reduz o desgaste
técnico da Tetra Pak, das peças.
essa flexibilidade é um Outro item destacado pela
apelo para produtores multinacional sueca duran-
médios que queiram fa- te o evento foi a recém-
zer o envase de dois produtos distintos na mesma lançada tecnologia UltraFresh, uma evolução do pro-
máquina. “Pode-se envasar um tipo de embalagem de cesso de ultra-pasteurização (UHT) do leite. “O leite
manhã e, à tarde, outro”, ele exemplifica. A troca de fica com sabor mais intenso e mais cremoso sem que
formatos é rápida: as alterações no setup são feitas haja alteração em sua composição”, explica Walfner
entre 12 e 15 minutos. Inicialmente, essas máquinas Leitão, diretor de sistemas de processamento da Te-
permitirão cambiar entre caixinhas de 500ml e tra Pak. Totalmente desenvolvida no Brasil, a tecnolo-
1000ml. Em breve, porém, deverá ser lançado o in- gia estreou no mercado em abril, através da marca
tercâmbio entre embalagens de 200ml e 250ml. de leites Shefa.
Também lançada na feira, a Tetra Pak A3/Speed, vol- Tetra Pak (11) 5501-3200 • www.tetrapak.com.br

O brinde sinérgico que fez sucesso


Além de apresentar ao público sua rotu- set, a Mitri, fabricante do túnel de enco-
ladora Roll Label (detalhada em nossa úl- lhimento, a Owens-Illinois do Brasil, fabri-
tima edição), a Narita distribuiu na feira cante da garrafa, e a própria Coca-Cola.
um brinde comemorativo, cuja produção Foram distribuídas 35 000 garrafas du-
podia ser assistida in loco pelos visitan- rante o evento. “Além de comemorar a
tes: uma garrafinha de Coca-Cola revesti- vigésima Fispal, o brinde serviu também
da com um rótulo termo-encolhível alusi- como demonstrativo do rótulo termo-en-
vo aos vinte anos da Fispal. O brinde uniu colhível, cuja demanda vem crescendo
a Mazda Embalagens e a Narita, que em torno de 50% ao ano”, afirma Ales-
produziram o rótulo com filme da Bon- sandro Carlo Angeli, diretor da Narita.
Narita (11) 4352-3855 • www.narita.com.br
Mazda (11) 4441-6500 • www.mazdaembalagens.com.br
Owens-Illinois (11) 6542-8000 • www.oidobrasil.com.br
Mitri (14) 3283-3200 • www.mitri.com.br

Apelo da diversidade e da customização


Outro player de peso na área de de até quatro volumes diferentes tande embalagens de variados
embalagens cartonadas assépti- numa mesma máquina. A flexibili- formatos, entre elas exemplos de
cas, a SIG Combibloc, expôs suas dade de trabalhar diferentes volu- mercado acondicionados nos for-
principais soluções, ressaltando mes permite, por exemplo, a pro- matos combibloc, combifit e até
diferenciais exclusivos de seus dução de embalagens promocio- no combishape, ainda inédito no
sistemas como as possibilidades nais, com volume maior que as mercado brasileiro, que permite
de envase de produtos líquidos de linha, sem a necessidade de que os usuários usufruam um
com pedaços, atrativa para pro- troca da máquina. Ao lado da di- formato exclusivo de embalagem.
dutores de sopas e de molhos vulgação desses aspectos, a SIG SIG Cobibloc (11) 3168-4029 •
com partes sólidas, e de envase Combibloc espalhou em seu es- www.sigcombibloc.biz

44 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Transferência térmica em evidência
Equipamentos de indicadas principalmente para a Com igual carga do consumível, a
codificação ocu- codificação de alimentos e fárma- Thermoprinter 48i, da holandesa
param notá- cos. Elas se integram a qualquer Kortho, foi outra novidade. Apre-
vel espaço embaladora e imprimem mensa- sentada pela Qualijet, ela trabalha
na Fispal. gens fixas e variáveis, logotipos e em linhas intermitentes e imprime
Nessa área, códigos de barras em todos os fil- caracteres de 1,5mm até 12mm,
houve destaque à mes de embalagem antes do en- em até 230dpi, sobre filmes flexí-
impressão por transferên- chimento, a velocidades de 500 veis e etiquetas. A imagem a ser
cia térmica, motivado sobretu- mm/s em modo contínuo ou até impressa, gerada num software, é
do pela crescente necessidade de 150 embalagens por minuto em transmitida à máquina através de
renovação dos sistemas de marca- modo intermitente, a 300dpi. A um transmissor infravermelho.
ção de embalagens flexíveis. A Série 5000 suporta ribbons de Imaje (11) 5564-9455 • www.imaje.com
Imaje, por exemplo, apresentou as até 600m, o que lhes dá boa au- Qualijet (11) 3654-1510 •
impressoras da Série 5000 (foto), tonomia. www.qualijet.com.br

Para impressões mais largas Para linhas médias


A Sunnyvale expôs diversas so- Monitor, que permite o geren- A Comprint destacou uma nova
luções em codificadoras, etique- ciamento de máquinas em re- codificadora a laser de sua repre-
tadoras, equipamentos de ins- des ethernet e wireless ether- sentada Videojet, a Focus S25 (foto). De
peção e sistemas integrados. net (redes sem fio). Fabíola Pa- acordo com a empresa, o equipamento
Entre as codificadoras, a vedete dilha, do marketing da empre- reúne o que há de mais moderno em tec-
foi a Foxjet (foto), uma ink jet sa, conta que o programa foi nologia de impressão a laser, impri-
que apresenta o diferencial de todo desenvolvido localmente. mindo códigos permanentes e peque-
poder imprimir códigos e dize- Sunnyvale (11) 3048-0100 nos caracteres em alta resolução
res com até 102mm de altura www.sunnyvale.com.br com operação simples, sendo um
e largura ilimitada em caixas de equipamento ideal para linhas de média
embarque. A Foxjet possibilita a velocidade. A Comprint também desta-
impressão de caracteres alfanu- cou na feira o ThermalPak, da ITW-Nor-
méricos, logotipos e códigos de wood, um codificador multi-lane de embal-
barras em alta resolução, tem agens flexíveis por termo-transferência
sistema de limpeza automática que permite codificar até seis linhas de
e possui tinta especial para embalagens diferentes ao mesmo tempo.
códigos de barras. Outro lança- Comprint (11) 3371-3371 • www.com-
mento foi o software Smart print.com.br

Rótulos e etiquetas não se furtam das inovações


Determinadas novidades ligadas à dificação de embalagens como fras- utou o Rótulo Tampa Resselável
área de rotulagem e etiquetagem cos plásticos e caixas de papelão com Sistema Identificador de Viola-
despertaram atenção no evento. ondulado. Por ser fabricada em ção (foto). Trata-se de uma etiqueta
A RR Etiquetas, por exemplo, mos- base acrílica de água e isenta de que faz o papel de lid para potes
trou sua nova linha Super 100 de substâncias tóxicas, ela permite a plásticos, levando adesivo somente
adesivos para a conversão de eti- confecção de etiquetas que mante- nas partes de contato com o reci-
quetas destinadas à marcação e co- nham contato prolongado com ali- piente, e que vem com uma aba
mentos em gôndolas frias. Produzi- que, além de facilitar a abertura,
da na planta da divisão RR Papéis, acusa o rompimento da embalagem.
em Itaquaquecetuba (SP), a Super “Além de decorar, o rótulo pode ve-
100 também é indicada para etique- dar produtos de consumo regular,
tas aplicadas em embalagens de como temperos, chocolates, biscoi-
produtos químicos. tos e confeitos, entre outros”, escla-
Por sua vez, a fornecedora de solu- rece Walkiria Castro, do marketing
ções auto-adesivas Novelprint deb- da empresa.
RR Etiquetas (11) 6525-9000 • www.rretiquetas.com.br
Novelprint (11) 3768-4111 • www.novelprint.com.br
Robustez e rapidez garantidas
Grande referência na área de máquinas especiais e rida apenas
linhas de enchimento para o setor de bebidas, a com os tipos de
Krones dedicou particular holofote na feira ao seu inspeção básicos, dei-
mais novo inspetor de garrafas vazias, o Linatronic xando aberta a possibili-
K735. De acordo com a empresa, trata-se de um dade de o cliente adquirir
modelo mais econômico e compacto que os usuais, novos módulos progressi-
o que proporciona facilidade na sua instalação em vamente. Também foi
plantas de espaço reduzido. Ele possui capacidade dada ênfase, no estande da
para inspecionar até 72 000 garrafas por hora e Krones, à estratégia de
um sistema higiênico projetado para eliminar frag- consolidação da Kosme,
mentos de vidro e de outros materiais que porventu- empresa recentemente adquirida pelo grupo voltada
ra se acumulem na máquina. Seu software, atualiza- a máquinas e linhas completas para o chamado mer-
do, diminui o problema da falsa rejeição normalmen- cado just enough, formado por pequenos e médios
te apresentado em equipamentos de inspeção, e seu engarrafadores.
sistema modular permite que a máquina seja adqui- Krones (11) 4075-9500 • www.krones.com.br

Versátil e nacional Doces novidades para candies


A Optima do Brasil mostrou na Fispal sua O acondicionamento de ba- Euro 76C/DS, da Eurosic-
máquina envasadora SFH 100-8, indicada las e candies em embala- ma, uma de suas represen-
para o envase de produtos líquidos ou pas- gens flexíveis foi alvo de al- tadas (foto 1). Compacta e
tosos em recipientes rígidos de diversos ta- gumas novidades em bens flexível, a máquina é espe-
manhos utilizados pelas indústrias alimentí- de capital mostradas na cialmente desenhada para
cias, químicas, farmacêuticas e de cosméti- Fispal. A G.D do Brasil embalar candies individual-
cos. Totalmente automática, ela tem capaci- apresentou em seu estande mente e, dependendo das
dade para envasar até doze recipientes por o protótipo da GD Lumina, dimensões do produto e da
minuto, dependendo da característica do máquina para embalar ba- qualidade do filme emprega-
produto. O transporte dos recipientes pode las mastigáveis, gomas de do, pode processar até
ser com ou sem pucks de transporte e o mascar, caramelos e tof- 1000 peças por minuto.
sistema de dosagem é através de bombas fees. Projetada pela italiana
de êmbolo controladas por válvula de dia- ACMA GD e produzida na
fragma. Segundo a Optima, os diferenciais fábrica da G.D em São Pau-
da SFH 100-8 são a condução da bomba de lo, a Lumina formata, corta
êmbolo no curso do servo-motor, o que pos- e embala em estilos de du-
sibilita o esvaziamento do produto dentro da pla torção, dobra la-
bomba por uma calha coletora, a rápida tro- teral e dobra interior
ca de formatos e o baixo custo de investi- (foto 2), à velocidade
mento e a facilidade de assistência técnica, de até 750 unidades
uma vez que a máquina é 100% nacional. por minuto, desempe-
Optima (19) 3886-9800 • www.optima-bra.com nho esse variável em
função das característi-
cas do produto, do estilo
de dobra e do tipo do mate-
rial de embalagem. Lançado
oficialmente na feira, o pro-
tótipo foi desenvolvido há
um ano e, segundo José
Marcos Souza, gerente de
marketing da G.D, já ven-
deu sete unidades.
Já para o acondicionamento
em embalagens do tipo pil-
low-pack, a Carlos A. Wan-
derley e Filhos destacou a
G.D do Brasil (11) 6095-2000 • www.gdbr.com.br
Carlos A. Wanderley e Filhos (11) 3812-2577 •
www.carloswanderley.com.br

50 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Nos últimos anos as empresas têm descoberto o poder exer-
cido pela embalagem sobre o comportamento dos consumi-
dores. Cada vez mais, os profissionais de embalagem têm se
especializado, e é muito importante contar com uma revista
como EmbalagemMarca, que apesar de ainda jovem rapida-
mente se transformou em referência para quem quer saber
mais sobre este fascinante assunto.
EmbalagemMarca possui um projeto editorial bem definido,
sólido, o que lhe dá a credibilidade que tem. É uma leitura
acessível, agradável e indispensável para todos que traba-
lham em toda a cadeia de embalagens.
Aqui n’O Boticário EmbalagemMarca é considerada uma fer-
ramenta auxiliar nos desenvolvimentos. Conhecemos novos
materiais e identificamos tendências, pois além das novida-
des e cases do mercado, através dela podemos prospectar
novos e potenciais fornecedores.
CONGRAF

52
CONGRAF

53
No ponto com alumínio
Danzka Cranberyraz
Vodka é a aposta da
Absolut Spirits Com-
pany, controladora da
famosa chancela Ab-
solut, para o mercado
de vodcas com sabo-
res de frutas. Com sa-
bor proeminente de
framboesa e notas de
amora, a bebida che-
ga às gôndolas em
uma garrafa de alumí- Suco-chá
nio estilizada. Segun- O Zingerade é a nova
do a fabricante, uma
bebida pronta da ameri-
avaliação conduzida
cana Celestial Seaso-
por um instituto de
pesquisa independen- nings que une sabores
te constatou que a de chás de ervas e de
garrafa de alumínio frutas à limonada. Che-
da Danzka gela a be- ga aos ianques em
bida 50 minutos mais embalagens cartonadas
rapidamente e a man- de 1,89 litro (meio
tém gelada 50 minu- galão), com parte supe-
tos a mais que as rior do tipo gable top.
feitas de vidro.

Batatinha é comida e co-mídia


A Pringles Prints, recém- uma mensagem ou ima- snack estão recebendo
lançada variedade da gem numa ampla gama enigmas, com perguntas
marca de snacks de ba- de cores, resultado do e respostas gravadas em
tata da Procter & Gam- uso da tecnologia Prints. suas faces. O produto é
Pepsi também ble, traz uma novidade: Numa parceria com a fa- vendido em multipacks
cada uma de suas fatias bricante de brinquedos que unem oito tubinhos,
com magrinha recebe a impressão de Hasbro, as fatias do cada um com 20g.
Respondendo ao lança-
mento da Coca-Cola C2
(mostrada nesta seção na
edição anterior), a Pepsi
também está lançando nos
Estados Unidos uma ver-
são de sua cola tradicional
com a metade de açúcar,
carboidratos e calorias. A
Pepsi Edge está sendo ini-
cialmente vendida em gar-
rafas de PET de 600ml (20
onças) e em multipacks
com seis latas de 350ml.
Para julho estava prevista
a estréia da garrafa de PET
de dois litros e do multi-
pack com doze latinhas.

54 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Embalagem global?
Feira francesa procura identificar estratégias mundiais de embalagem
Por Wilson Palhares, enviado especial a Paris
nstaurada no planeta de forma apa- ris; pela diretora da feira Emballage, Valérie

I rentemente irreversível (apesar de


muita grita), a globalização da eco-
nomia ressalta de forma cada vez
mais clara, para as empresas em geral e para o
Queffelec; pelo presidente da agência francesa
de design Desgrippes Gobé, Joel Desgrippes; e
pela diretora associada de planejamento da
Fitch, de Londres, Siobhan Fitzgerald, também
universo do packaging em particular, a crucial especializada em design e marca. Com esta sín-
importância da embalagem no movimento dos tese do estudo, EMBALAGEMMARCA espera sus-
mercados para ganhar e manter espaço no maior citar alguma discussão sobre o tema da globali-
número possível de países. Ao mesmo tempo, zação, bem como antecipar um pouco do espíri-
suscita nestes a necessidade de encontrar cami- to, se não daquilo que poderá ser visto, materia-
nhos para resistir a tal avanço – ou para tirar lizado em produtos, em novembro próximo no
proveito dele. salão que se apresenta como o “número 1 do
Para apresentar a visão empresarial da glo- mundo” na área de embalagem, dados seu por-
balização e do design de embalagem, sob ótica te e sua abrangência (esta, aliás, ampliada desde
nitidamente européia, a Exposium, empresa or- a edição bienal de 2000 de Emballage, com a in-
ganizadora do Salão Internacional Emballage corporação da IPA Mostra Mundial de Alimen-
2004, a realizar-se de 22 a 26 de novembro em tos Processados). Entendemos que, analisando
Paris, promoveu dia 9 de junho último, no hotel sob ótica própria a visão proativa do trabalho
Plaza Athenée, na capital francesa, uma confe- patrocinado pela Exposium, empresas brasilei-
rência de imprensa em que foi apresentado o es- ras poderão tirar conclusões para delinear estra-
tudo Pack.Vision, com o título “Embalagem, tégias de atuação em que suas marcas não fi-
um mercado global – mito ou realidade?”. quem situadas, inermes, no campo das “globali-
O objetivo declarado do trabalho é apontar záveis”.
tendências que possam influir na globalização
da embalagem. Para isso, na elaboração do Pack.Vision parte da constatação básica de
Pack.Vision procurou-se identificar as grandes que, por ser “a parte mais visível de um produ-
estratégias mundiais de embalagem, transmitin- to, a embalagem comunica seus benefícios
do a visão de especialistas, obtida em entrevis- e os encarna através de sua forma, seu perfil,
tas com profissionais e empresários responsá- suas cores, seu formato e até seu cheiro”. Colo-
veis por marcas de renome e grandes agências ca, a partir daí, uma série de indagações, que
de design de diferentes países. Além desse tra- responde ao longo de 32 densas
balho direto junto a vinte empresas européias, páginas de resumo do estudo. O
norte-americanas, japonesas, coreanas e chine- eixo central do trabalho é o esforço
sas, os realizadores do trabalho informam ter para definir qual a estratégia mais
desenvolvido “pesquisas em documentação in- adequada para vender um mesmo
ternacional e viagens e visitas a eventos glo- produto no mundo inteiro, com
bais” relacionados ao tema. base em algumas questões, das
Juntamente com mais de setenta veículos de quais são destacadas aqui as se-
comunicação especializados da Europa, dos Es- guintes:
tados Unidos e da Ásia, EMBALAGEMMARCA, • Deve-se transmitir unilateral-
única revista brasileira convidada, acompanhou mente os valores específicos da
e resume a seguir a exposição e os debates do marca – nova referência suprana-
estudo, levados por seu responsável, Fréderic cional – ou adaptar-se às
Loeb, da consultoria &Loeb Innovation, de Pa- culturas locais?
• Estaria ocorrendo

56 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


uma harmonização global ou formar e distinguir. “Marcas sem le-
uma segmentação cada vez mais gitimidade cultural seduziram popu-
refinada? lações do mundo inteiro”, está dito
As respostas a essas perguntas e ali.
a outras, voltadas para interesses especí- Essa é, de certa forma, uma res-
ficos de negócios europeus, vêm embutidas de posta à primeira das questões colo-
forma mais ou menos abrangente numa espécie cadas: os valores específicos da marca
de fundamentação histórica do fenômeno da não são transmitidos unilateralmente, mas de
globalização. Pack.Vision observa que “o pro- forma muito sutil por meio da comunicação pu-
gresso tecnológico possibilitou forte aumento blicitária, de sites na Internet, nas lojas que as
da produtividade e do poder financeiro de gran- comercializam e, claro, nas embalagens. Essa
des multinacionais, que se viram ante a necessi- transmissão de valores passa necessariamente
dade de instalar-se com rapidez em vários con- pelo filtro das culturas próprias de cada país, de
tinentes a fim de garantir o crescimento de sua modo que a industrialização de produtos tradi-
atividade”. cionais tem de ser feita com soluções locais.
Assim, a industrialização de bens de consu- O estudo constata também que a consolida-
mo em larga escala, iniciada nos Estados Uni- ção global de marcas como Nestlé, Kellog’s,
dos e rapidamente seguida pelos europeus e Coca-Cola, Pepsi, Marlboro (“um dos raros
pelos japoneses, resultou no surgimento da produtos realmente mundiais”) e muitas ou-
noção de marcas, cuja formalização come- tras não se deve apenas a esforços de comu-
çou nos anos 70, antes de generalizar-se no nicação e à conseqüente aspiração dos con-
final dos anos 80. Progressivamente, afir- sumidores de adquiri-las. Cabe papel crucial
ma o estudo, “a comunicação (a propagan- para a conquista de mentes e corações de
da) elevou as marcas ao status de objetos de quem compra no mundo globalizado o domí-
desejo que vai além de sua mera função de in- nio do que há de mais avançado em criação e
em tecnologia de produção. Ou seja, cresce de Tais símbolos de sonho de consumo
um lado a importância das agências de design se enquadram no que Loeb denomina
locais, já que as empresas e seus escritórios de “tendência das marcas à rotulação”. Por
design contratados na sede que visa à expan- essa expressão, ele define a universali-
são das marcas têm de trabalhar em sintonia zação das logomarcas como fator sin-
com aquelas. A evidência é que na outra pon- tético e universalmente identificável
ta, a da da tecnologia de produção, é vital de marcas. Uma das características
estar em sintonia com o estado da arte. dessa tendência é a vertente à sim-
Do preâmbulo de fundamentação do plificação, sobrepondo imagens (lo-
estudo, que toma um terço da apresentação, gos) a idiomas e sistemas de escrita.
pode-se extrair então duas conclusões es- Essa inclinação é especialmente
senciais: notável nas marcas de artigos de
luxo. “Elas não mudam sua linha de
1. É preciso distinguir as marcas ‘glo- produtos, sua imagem ou suas lojas
bais’ que abrangem produtos e serviços conforme o país em que estão”, re-
sem vínculo cultural com as populações que as gistra o estudo. “Estejam em Paris,
consomem das marcas globais que propõem Nova York, Londres, Tóquio ou
produtos ‘locais’ adaptados aos gostos e Dubai, as lojas das grandes marcas
aos usos nascidos da tradição. de luxo se parecem, propõem praticamente os
2. Embora os países asiáticos ve- mesmos produtos, até as vitrines têm quase as
nham se esforçando e ganhando terreno, mesmas montagens simultaneamente. Em ter-
o principal fator de diferenciação das indústrias mos de embalagem, uma marca de luxo faz de
ocidentais (leia-se americanas e européias) de maneira que sua embalagem seja sempre a
embalagem é a tecnologia de ponta. mesma no mundo inteiro, mesmo que as gran-
Independentemente desta última afirma- des marcas de cosméticos muitas vezes fabri-
ção, o estudo ressalta que “no curto e no mé- quem seus produtos em diferentes indústrias
dio prazo, cinco grandes famílias de correntes espalhadas pelo mundo. Os produtos e a propa-
sócio-culturais fazem evoluir o consumo, as ganda permanecem os mesmos no mundo intei-
motivações, os usos e os costumes em relação à ro, mas sempre há uma seleção local mais ou
embalagem”. Sem descrições pormenori- menos definida.”
zadas, seriam os seguintes os fatores deter- Assim pode-se concluir, como coloca
minantes da globalização da embalagem, ao o Pack.Vision: “A embalagem e o design
mesmo tempo que de uma abordagem mais universais não parecem estar às vésperas
“local”, mais específica: de existir. Isso significaria que todas as
• a preocupação com a saúde pessoas têm as mesmas aspirações, as
• a ergonomia (a interação com os objetos) mesmas aceitações, os mesmos gostos. A
• o peso das origens (raízes) situação econômica, a cultura local, os es-
• as evoluções do prazer quemas mentais do consumidor, suas for-
• o relacionamento com outras pessoas. mas de abastecer-se nos circuitos de distri-
O consultor Fréderic Loeb ilustrou sua buição locais constituem fatores chaves
apresentação no Plaza Athenée com proje- que condicionam o desenvolvimento de
ções de fotografias de embalagens que tradu- uma marca e de sua embalagem.”
zem as constatações da pesquisa. Assim, é in- É por tudo isso que, além de testes e
teressante notar que embalagens de produtos de pesquisas com consumidores, para de-
alimentícios, por exemplo, têm invariavel- finir a apresentação de um produto em
mente – até por imposição legal dos diferen- países muitas vezes (na verdade, sempre)
tes países onde são comercializadas – maior dotados de cultura, usos e costumes dife-
quantidade de informação do que as de pro- rentes dos vigentes nas sedes das empre-
dutos “objetos de desejo”. Entre outros sas voltadas para a globalização se torna
exemplos típicos ele citou os tênis Nike, Adi- cada vez mais importante considerar a
das e Reebok, os computadores Apple, os ele- embalagem como meio de expressão de
trônicos Sony e os telefones móveis Nokia. seu contexto.

58 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Potes estréiam coalhadas com frutas
A alagoana Fazenda Boa Sorte ba e banana com morango, e ainda
(FBS) está lançando a primeira linha versões light. Os copos de polipro-
de coalhada com frutas do Brasil pileno de 130g que acondicionam a
sob a marca Nude. A novidade, que linha são fornecidos pela Huhtama-
chega às prateleiras dos principais ki. Seus lids de alumínio são fabri-
supermercados do Nordeste, possui cados pela Emplal. O design é da
os sabores morango, ameixa, goia- Level Comunicação.

Bebida de soja
com longa vida
Diversificando sua linha de
produtos, a Shefa, produtora
de leites da região de Campi-
nas (SP), lança a Bebida à
Base de Soja Sabor Original.
Desenvolvido com o objetivo
de atender as pessoas que têm
intolerância à lactose, o pro-
duto é acondicionado em
embalagem Tetra Brik de 1 li-
tro, da Tetra Pak, com visual
assinado pela Plano.

Pouch no food service


A Gomes da Costa acaba de lançar um produto
inédito voltado ao canal do food service: atum
em conserva num pouch de plástico aluminiza-
do. A embalagem acondiciona 1 quilo de atum
sólido ou ralado. Bolada para atender as neces-
sidades do mercado de restaurantes, bares e lo-
jas de fast food, a nova embalagem mantém a
umidade e a textura do atum graças a um pro-
cessamento térmico diferenciado do produto,
que dispensa a adição de líquido de cobertura.
O pouch traz ainda um sistema de abertura que
dispensa o uso de utensílios cortantes, bastando
rasgá-lo no local indicado.
Bertin agora é marca no varejo
O Grupo Bertin, maior frigorífico ex- cartão laminado com polietileno pela
portador de carne bovina do Brasil, Gráfica Estrela.
apresenta a nova identidade visual das
embalagens de suas linhas Supergela-
dos e Cortes Grill, voltadas ao varejo.
A antiga marca utilizada nesse canal,
a Tutty Bon, dá lugar à atual, Bertin.
As embalagens, que trazem inscrições
em braile, foram desenvolvidas pela
Giacometti e são fabricadas em papel

Aspecto dinâmico Jussy com Prisma


Recém-lançada pela Sther Cosmé- A linha de sucos Jussy, produzida
ticos, a Lory Kids é uma linha de pela Cereser, de Jundiaí (SP), pas-
colônias infantis cujas embalagens sa a contar com mais uma opção
apresentam uma inovação na cate- de embalagem: a Tetra Prisma de
goria: válvulas em forma 330ml, da Tetra Pak. A nova linha
de gatilho, forneci- de sucos é apresentada nos sabo-
das pela Calmar. Co- res pêssego, manga e uva, todos
mum em produtos de lim- com versões light. O design das
peza e higiene pessoal, o embalagens é da Plano.
fechamento foi adotado,
segundo a empresa,
para “conferir um aspec-
to dinâmico e divertido”
aos produtos. Feitos de
filme transparente, os
rótulos da linha Lory
Kids são da MLS Eti-
quetas, e os frascos,
da Santa Thereza.

Reforma gráfica e vedação garantida


A Tintas International, da Akzo Nobel, reformulou o visual de todas as suas
embalagens, em projeto gráfico desenvolvido pela agência inglesa Novas In-
ternational, que já cuidou do layout de outras marcas do grupo, como Ypiranga
e Wanda. Segundo a assessoria da empresa, as latas são fornecidas pela
Brasilata, pela Cerviflan e pela Cia. Metalgraphica Paulista (CMP). Da primeira,
a empresa utiliza o sistema de fechamento Tampa Plus, que permite identificar
violações. As latas da Cerviflan são dotadas do Treck System, sistema desen-
volvido para garantir vedação, evitando vazamentos mesmo após a abertura.
Web-novidade Oscar do Design abre inscrições
Com o intuito de disponibilizar ao pú-
Estão abertas até 23 de julho em primeira Com espaço próprio em Hannover, o iF
blico a maior quantidade possível de
chamada e 6 de agosto próximo em cha- Design permanece aberto durante sete
informações sobre seus produtos e
mada final as inscrições de empresas bra- meses e recebe em média 300 000 visi-
serviços, a produtora de embalagens,
peças técnicas e utilidades domésticas sileiras para a edição de 2005 do Design tantes, sendo a exposição de design mais
Incom resolveu reformular seu site Excellence Brasil (DE Brazil), projeto de- visitada do mundo.
(www.incom.com.br). O novo visual é senvolvido em parceria entre o O prêmio se dá na forma do
obra da LightHouse. Ministério do Desenvolvimento, desejado Selo-iF, que valoriza
Indústria e Comércio Exterior, a as chances de mercado dos
Programa completado APEX-Brasil e a Câmara produtos laureados. Ano a ano
Dando continuidade ao seu programa Brasil-Alemanha. A iniciativa o Brasil vem conquistando nú-
de reestruturação, o grupo suíço SIG se visa promover o reconheci- mero crescente de prêmios
desfez de duas unidades de negócio, a mento internacional do design nas diferentes categorias que
SIG Kautex (máquinas extrusoras para
de produtos e serviços brasilei- compõem a premiação. Em
a indústria automotiva) e a SIG Blowtec
ros, tendo como resultado o 2004 recebeu 25 premiações,
(máquinas extrusoras para embala-
fortalecimento da imagem do ficando à frente de países com
gens plásticas), para os investidores
alemães Adcuram Beteiligungs AG. O país como produtor de bens forte tradição na área de de-
negócio é o último do programa de com maior valor agregado e, conseqüen- sign, como a Itália e o Japão. Em embal-
reestruturação estratégica do grupo. temente, apoio à ampliação da plataforma agem o prêmio coube ao frasco de Perfu-
de exportação. As empresas e projetos me do Brasil Breu Branco, Cumaru, da li-
Nova coordenação aprovados numa primeira seleção serão nha Ekos da Natura, criado pela designer
Aparecido Borghi, especialista em Ino- inscritos na premiação iF Design, conheci- Filomena Padron, da própria empresa.
vação de Embalagem da Kimberly da como Oscar do Design e representada (11) 5187-5138 / 5187-5100
Clark, é o novo coordenador do Grupo no Brasil pela Hannover Fairs do Brasil. www.debrazil.com.br
de Profissionais de Embalagem (GPE)
da Associação Brasileira de Embalagem
(Abre), criado há quatro anos para con- Maior proximidade com o cliente
gregar atuantes da área. “Queremos A Kisters, divisão da KHS, acaba dução de peças de reposição para
que os designers conheçam as limita- de estruturar sua nova Unidade de máquinas Kisters em sua fábrica
ções dos convertedores e que estes en- Negócios. Ela permitirá a nacionali- iniciaria em 1º de julho. Num futuro
tendam a pressão que as agências rece- zação das peças Kisters, oferecen- próximo, a empresa pretende na-
bem por prazos menores e por diferen-
do aos clientes soluções mais cionalizar máquinas Kisters de até
ciação, mas sem aumento de custos de
ágeis e custo menor. Segundo o 60 ciclos.
conversão”, afirma o profissional.
cronograma da KHS Brasil, a pro- (11) 6951-8343 • www.khs.com.br
Separação
A Hi Design se desmembrou para formar Aos dez anos, uma nova identidade
duas novas agências: a Hi Design/Toro e Comissão de empresas filiadas à Ambiente. Assinada pela Madison
a Projeto Integrado. Elas são coordena-
Associação Brasileira da Indústria Comunicações, a nova logomarca
das, respectivamente, pelos antigos só-
Química (Abiquim) que trabalha mostra um globo e um ramo
cios da Hi Design, Sara de Paula Souza e
Christian Klein. O telefone da primeira é em prol do uso responsável do com duas folhas que, sobre-
o (11) 5044-7820. O da segunda, (11) plástico, a Plastivida acaba de postos, formam a figura de
3884-9344. completar dez anos. Segun- uma flor. Ainda em relação à
do a entidade, o aniversário Plastivida, Francisco de As-
Labor agradável marca o início de uma nova fase sis Esmeraldo, profissional de lon-
A Petroquímica Triunfo, importante pro- de sua atuação, na ga carreira no setor
dutora de polietileno de baixa densida- qual a divulgação petroquímico e
de (PEBD), foi incluída na lista das 100 do papel funda- que hoje preside
melhores empresas da América Latina mental do plástico na vida moderna o Instituto do PVC, é o novo diretor
para se trabalhar elaborada pela con- será reforçada. Para marcar esse executivo da entidade. Esmeraldo
sultoria americana Great Place to Work
posicionamento, a Plastivida lançou deve continuar também seu trabalho
Institute. É a única companhia petroquí-
nova logomarca em junho, mês em à frente do Instituto do PVC.
mica a constar nesse levantamento.
que se comemora o Dia do Meio (11) 3242-1144 • www.plastivida.org.br

62 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Nova unidade da Ciba tem foco em serviços
A Ciba Especialidades Quí-
micas iniciou oficialmente as
atividades da sua unidade
de negócios Ciba Expert
Services no Brasil com um
seminário sobre legislação
internacional de embala-
gens para alimentos, medi- A área de alimentos é um
camentos e cosméticos, dos alvos do Expert Services

realizado em São Paulo nos dias 27 e Ainda com participação tímida no fatu-
28 de maio último. Entre os palestran- ramento da empresa, o Expert Servi-
tes, nomes importantes como Luigi ces deve crescer em importância nos
Rossi, da Comissão Européia, e Allan próximos anos. Como parte da estraté-
Bailey, do órgão regulador americano gia de fortalecimento dessa unidade de
FDA (Food and Drug Administration). negócios em nível global, a Ciba Espe-
O objetivo da Ciba com a unidade Ex- cialidades Químicas já havia adquirido,
pert Services é utilizar seu expertise, no início de 2004, a Pira International.
seus laboratórios e sua rede de conta- De origem britânica, a Pira Internatio-
tos com órgãos regulatórios e associa- nal é fornecedora de consultoria e
ções de indústria ao redor do mundo serviços estratégicos e técnicos para
para oferecer a transformadores, con- as indústrias de embalagem, papel, im-
vertedores e usuários de embalagens pressão e publicações. “A aquisição da
plásticas serviços de consultoria técni- Pira International oferece benefícios
ca e estratégica. Um exemplo de servi- imediatos para aumentar a oferta de
ço que a unidade Expert Services está serviços do Expert Services”, declarou,
preparada a prestar é a elaboração de à época da finalização do negócio, o
petições para a obtenção rápida e efi- chairman e CEO da Ciba Especialida-
ciente da aprovação de produtos para des Químicas, Armin Meyer.
exportação para a União Européia e www.cibasc.com/expertservices
para os Estados Unidos. (11) 5532-7395

Nova campanha ressalta os diferenciais


Fornecedora de sistemas para embala-
gens assépticas cartonadas, a multina-
cional SIG Combibloc está com nova
campanha de comunicação, cujo slo-
gan é “Um produto como o seu merece
diferenciais como os nossos”. Uma sé-
rie de peças buscará reforçar aqueles
que a empresa considera os quatro
principais diferenciais de seus siste-
mas: diversidade de formatos, flexibili-
dade de volumes e tecnologias de en-
vase, produtividade e qualidade. Outro
ponto-chave da campanha é o recém-
criado hot site www.embalagemcarto-
nada.com.br, que reúne informações
mais detalhadas sobre esses quatro
diferenciais do sistema SIG Combibloc
explorados na comunicação.
(11) 3168-4029 • www.sigcombibloc.biz
Office 2004 para Mac Bracelpa divulga ações sociais
A Microsoft apresentou a versão
2004 de sua famosa linha de aplica- A Associação Brasileira de Celulose e dos a preservação ambiental, desen-
tivos adaptada para a família de Papel (Bracelpa) lançou em junho a volvimento sustentável e inserção so-
computadores da Apple. Segundo a publicação Responsabilidade Social do cial de comunidades carentes. “Trata-
empresa, o Office 2004 para Mac Setor de Celulose e Papel, na qual reú- se de um trabalho pioneiro de consoli-
tem melhorias nos programas
ne os principais projetos da área volta- dação da composição dos investimen-
Word, Excel, Powerpoint e Entoura-
ge, que ajudam o usuário a admi- tos sociais do nosso setor”, define Os-
nistrar, criar e compartilhar infor- mar Zogbi, presidente da entidade.
mação com maior eficiência. O trabalho descreve, em 80 páginas,
as cerca de 350 iniciativas que as em-
Sexagenária
Fundada em 1944 pelo engenheiro presas brasileiras produtoras de celulo-
Ateneu Ulderigo Rossi, a A. Ulderi- se e papel estão desenvolvendo atual-
go Rossi, fabricante de dobradeiras mente na chamada esfera social. O
para a indústria gráfica, está com- destaque fica por conta das ações de
pletando 60 anos. E pode-se dizer
que neste aniversário a comemora-
reflorestamento, capacitação profissio-
ção ocorreu de forma verdadeira- nal, apoio à comunidade e voluntaria-
mente inédita. Aproveitando a do. De acordo com a Bracelpa, os in-
data, a empresa debutou como ex- vestimentos anuais do setor nas áreas
positora na Drupa, feira alemã rea-
sociais somam 1,6 bilhão de dólares,
lizada em maio último, da qual vol-
tou animada com os contatos e ne- incluindo impostos, salários, encargos
gócios feitos. trabalhistas e programas sociais.
www.bracelpa.com.br
Padrão de sustentabilidade (11) 3885-1845
A Klabin foi premiada pela Rainfo-
rest Alliance, organização america-
na voltada à preservação de flores-
tas tropicais, na categoria Gold Be-
Afeigraf anuncia diretoria
nefactors (Benfeitores de Ouro), em Unificar as empresas que represen- ponsável pela nova entidade é Karl J.
razão do manejo sustentado de tam no Brasil fabricantes estrangeiros O. Klökler, da Solna do Brasil. Tam-
suas reservas florestais situadas no de máquinas e equipamentos gráficos bém fazem parte da diretoria da Afei-
Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Segundo comunicado da Rainforest
é o principal objetivo da Afeigraf (As- graf Dieter Willi Brandt (Heidelberg),
Alliance, as reservas da Klabin fo- sociação dos Agentes de Fornecedo- José Carlos Barone (Müller Martini),
ram consideradas “formadoras de res de Equipamentos e Insumos para Klaus Bruno Tiedemann (Gutenberg)
padrão de sustentabilidade”. a Indústria Gráfica), que foi fundada e Paulo Eduardo do Amaral (Agfa).
em março último, e cuja presidência Informações no telefone:
Láureo tríplice
As empresas Avery Dennison, Bahia foi recentemente anunciada. O res- (11) 5525-4403
Sul e MTR Transportes foram desta-
cadas pela distribuidora SPP-Nemo
como os três melhores fornece- Formato e acabamento vencedores
dores de produtos gráficos de 2003.
O cartucho octagonal da Torta Miss so em off-set seis cores, a emba-
A escolha fez parte da premiação
Fornecedor do Ano, que é promovi- Daisy, da Sadia, rendeu à Ibratec Ar- lagem foi considerada pelos jurados
da pela SPP-Nemo desde 2000. tes Gráficas o prêmio Packaging Ex- do World Star Award uma das mais
cellence do WorldStar Award, concur- eficientes e criativas na categoria de
Excelência so organizado pela World Packaging alimentos prontos e semiprontos.
A Unidade Manaus da Orsa Celulo-
Organisation Pesaram na escolha o aca-
se, Papel e Embalagens recebeu,
pelo terceiro ano consecutivo, a cer- (WPO). Produzida bamento e, principalmente,
tificação Top Supplier da BIC Ama- em papel cartão o formato da faca usada
zônia. O certificado foi obtido graças duplex da Klabin no projeto. A cerimônia de
à “excelência no fornecimento das
laminado frente premiação foi realizada na
embalagens de papelão ondulado”.
Os principais critérios foram atendi- e verso com po- cidade suíça de Basiléia
mento, qualidade e pontualidade na lietileno de baixa em maio último.
entrega. densidade www.ibratecgrafica.com.br
(PEBD) e impres- (11) 4789-4200

64 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004


Embalagem, o xodó do mercado gráfico
Em 2003 os volumes de embalagem gráfica nacional. Já a participação do
exportados pela indústria gráfica bra- mercado editorial é estimada em
sileira cresceram 30,5% em relação 25%. Os dados foram levantados
ao exercício imediatamente anterior, pelo Departamento de Estudos Eco-
ultrapassando a marca de 101 mi- nômicos da Abigraf (Decon). Ainda
lhões de dólares. O resultado ajudou de acordo com os pesquisadores da
a consolidar o segmento como o se- entidade representativa, 55% das
gundo mais importante no mercado gráficas de embalagens declararam
gráfico nacional, atrás apenas da que os volumes produzidos em 2003
área editorial. Considerando o mer- foram maiores que os obtidos em
cado interno e as remessas enviadas 2002, não obstante a queda de apro-
para fora, a impressão de embala- ximadamente 15% no consumo de
gens movimentou 920 milhões de papel cartão no ano passado.
dólares no Brasil em 2003, ou cerca www.abigraf.org.br
de 20% do faturamento da indústria (11) 5087-7777

Atrativos de sobra no Max Feffer


Foram abertas as inscrições para a é o curador do concurso.
3a edição do Prêmio Max Feffer de Além de aumentar o número de pre-
Design Gráfico, que é organizado miados, a Suzano patrocinará uma
pela Cia. Suzano de Papel e Celulo- viagem para o vencedor da recém-
se e tem a missão de divulgar duas criada categoria Peça Destaque par-
marcas específicas da empresa - a ticipar de um evento do mercado
de papel cartão Supremo Duo De- gráfico realizado em qualquer parte
sign, cujos produtos permitem im- do mundo. Assim, ao todo a 3ª
pressão de qualidade na frente e no edição do Prêmio Max Feffer de De-
verso, e a da linha Reciclato, de pa- sign Gráfico coroará 21 trabalhos.
péis 100% reciclados. No ano passado, 450 projetos foram
A principal novidade em relação às inscritos na competição. Neste ano,
edições anteriores é que o concur- a Suzano espera participação 20%
so da Suzano deixará de recom- maior. Gratuitas, as inscrições po-
pensar apenas os primeiros e se- dem ser feitas até o dia 15 de outu-
gundos colocados de cada catego- bro, e os trabalhos devem se enqua-
ria, premiando neste ano também drar em uma das cinco categorias a
os terceiros melhores trabalhos na seguir: Editorial, Promocional, Emba-
avaliação do júri. lagem (somente para Supremo Duo
“A qualidade dos concorrentes foi Design), Corporativo (somente para
tão grande nas edições anteriores, Reciclato) e Miscelânea. O vencedor
que achamos um desperdício não de cada uma delas receberá 13 000
reconhecer os terceiros colocados”, reais, e os segundo e terceiro colo-
justifica Gilberto Strunck, designer cados levarão 5 500 reais e 2 000
que participou do júri dos dois pri- reais, respectivamente.
meiros prêmios Max Feffer, e agora www.suzano.com.br
Almanaque
Caminhando através do tempo Papelão, uma
O principal ícone da embalagem chapéu de aba e bastão foi dese- onda de idéias
do uísque Johnny Walker, o Stri- nhada pelo caricaturista Tom Corria 1856 quando dois ingle-
ding Man, ou Andarilho, é tão Browne, a pedido dos donos da ses, Healey e Allen, receberam a
velho quanto o Red Label e o companhia, sob a orientação de patente do “papel corrugado ou
Black Label: nasceu em 1909, criar uma imagem que evocasse plissado”, material que desenvol-
quando George e Alexander a memória do avô e transmitisse veram para forrar chapéus altos.
Walker resolveram homenagear a idéia de progresso. Ao longo Em 1871, do outro lado do Atlân-
o avô, John, que em 1820 come- do tempo, o Andarilho foi tro- tico, o nova-iorquino Albert Jo-
çara a produzir, na cidade esco- cando de roupas e de posições, nes patenteou um papel corruga-
cesa de Kilmarnock, o Old sempre sendo modernizado. do mais rígido, que utilizaria para
Highland Whisky, marca precur- Além desse elemento gráfico do- proteger garrafas e outros itens
sora do famoso blend. A figura minante, a garrafa quadrada e o de vidro no seu transporte. O
do homem caminhando com seu rótulo inclinado sempre deram aperfeiçoamento de Jones é con-
caráter próprio às embalagens de siderado o primeiro papelão da
Johnnie Walker. história. Porém não se tratava,
ainda, do papelão ondulado que
nós hoje conhecemos. Ele só to-
maria corpo em 1874, quando o
americano Oliver Long aprimo-
rou a idéia de Jones e forrou o pa-
pel corrugado em seus dois lados
com papel plano, à guisa de um
sanduíche. Daí que, para a inven-
ção da caixa de papelão ondula-
do, foi um pulo. Ela surgiu em
1890, pelas mãos de outro ameri-
cano, Robert Gair.

Une bonne idée?


Com o slogan em inglês “51, bebidas tem entre
the Brazilian Spirit”, a Com- suas marcas mais
panhia Muller de Bebidas es- vendidas um pro-
palhou 7 897 painéis e 132 duto feito em
outdoors por Portugal para Marselha à base
apresentar a cachaça Pirassu- de anis estrela-
nunga 51 aos amantes do fu- do e outras er-
tebol atraídos pela realização vas aromáticas. Conheci-
da Eurocopa. A campanha, da como Pastis 51 entre os
que custou R$ 4,5 milhões, franceses, que consomem 1,9
tem como protagonista a cai- milhão de caixas por ano, a
pirinha, apresentada num ar- bebida tem boa aceitação em
ranjo que evoca a bandeira como une bonne idée pelo toda a Europa. Foi lançada
verde-amarela. Não se sabe pessoal da francesa Pernod em 1951, mesmo ano em que
se irritou ou se foi recebida Ricard. A gigante mundial de apareceu a 51 brasileira.
66 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004