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Ano VI • Nº 59 • Julho 2004 • R$ 9,00

Parecidos com os japoneses
ez anos atrás diziase que éramos mais competentes que os japoneses, pois eles precisavam de um ano para ter a inflação de um dia no Brasil. Passado um decênio de implantação do Plano Real, o país estaria, se não mais competente, parecido com o Japão em alguns aspectos positivos. Um deles: a qualidade alcançada em todos os elos da cadeia de embalagem, induzida a modernizar-se em conseqüência de mudanças na economia. A reportagem de capa desta edição, que mantém seu foco na área do packaging, como convém a uma revista especializada no assunto, toma o

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Wilson Palhares
Nos dez anos do Plano Real, todos os elos da cadeia de embalagem foram induzidos a melhorar, e hoje o padrão de qualidade do produto brasileiro é dos mais altos.

Plano Real como ponto de partida de um período no qual se registrou evidente e reconhecida modernização do setor produtivo. Sem dúvida influiu fortemente na modernização do setor produtivo a criação de uma moeda estável, dotada de credibilidade. Porém, tanto quanto esse efeito do plano, entre outros fatores que se seguiram a ele a abertura às importações foi fundamental para o avanço. Mais que “obra de dez anos de Plano Real”, o que temos é fruto da conjugação de vários influenciadores, dos quais se destacam dois: a correção de erros de percurso, como a tardia adoção do

câmbio flutuante, e a consolidação do Código de Defesa do Consumidor. Tudo somado, as pessoas ganharam noção de valor do dinheiro, puderam comparar produtos nacionais com importados, tornaram-se mais exigentes. Em suma, mudou o perfil do consumidor e, com isso, o do varejo. Inevitavelmente, a indústria fornecedora e os prestadores de serviço tiveram de qualificar-se para responder à altura. “Na marra”, o Brasil aprendeu a fazer melhor essa parte. Falta ainda reverter a queda da renda e a concentração dos rendimentos, para o consumo interno crescer. Até agosto.

nº 59 • julho 2004
Diretor de Redação Wilson Palhares

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palhares@embalagemmarca.com.br

Reportagem de capa: 10 anos de Plano Real
As grandes transformações ocorridas no panorama nacional da embalagem desde a instituição do plano que estabilizou a economia

Reportagem

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Rotulagem
Encontro no México discute tendências, novas tecnologias e oportunidades de negócios da área de decoração de embalagens

Flávio Palhares
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Leandro Haberli Silva
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Fispal
Lançamentos revelados na vigésima edição da feira de negócios revela confiança da cadeia de embalagens

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Pet food
Com a lata Bat-plus, Brasilata quer prospectar negócios no mercado de rações secas

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Seções
Editorial
A essência da edição do mês, nas palavras do editor

Esta revista foi impressa em Papel Couché Image Arte 145g/m2 (capa) e papel Image Mate 90g/m2 (miolo), fabricados pela Ripasa S/A Celulose e Papel, em harmonia com o meio ambiente. Impressão: Congraf Tel.: (11) 5563-3466

Espaço aberto
Opiniões, críticas e sugestões dos nossos leitores

54 Internacional
Destaques e idéias de mercados estrangeiros

60 Display
Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens

EMBALAGEMMARCA é uma publicação mensal da Bloco de Comunicação Ltda. Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463 Filiada à

62 Panorama
FOTO DE CAPA: STUDIO AG

Movimentação na indústria de embalagens e seus lançamentos

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64 Painel Gráfico
Novidades do setor, da criação ao acabamento de embalagens

66 Almanaque
Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

abordado no editorial. A equipe está de parabéns. Vamos esperar agora os próximos cinco, dez, quinze anos que vêm pela frente. Achamos, porém, que os cinco primeiros são os mais difíceis. O resto será “barbada”. Irene e Antonio Muniz Simas Diretores, Dil Brands Barueri, SP

presa. O que já era muito bom ficou ainda melhor. Vocês demonstram que não há limites para quem sabe o que faz e faz o que gosta. Parabéns. Davi Domingues Diretor, RR Papéis São Paulo, SP fusivos cumprimentos pela edição de quinto aniversário da revista EMBALAGEMMARCA. Para chegarem ao nível de conteúdo e de apresentação atual, vocês conjugaram recursos intelectuais e materiais com rara harmonia, seguro fruto da experiência profissional, integridade executiva e solidez conceitual. O resultado é a essencial recompensa, compartilhada pelos que têm a oportunidade de ler e apreciar esteticamente a primorosa produção. Nilo Halge Consultor em embalagem São Paulo, SP arabéns pelo aniversário da revista e pela sua iniciativa na divulgação de conhecimentos para o setor. Além do excelente acabamento da revista – os detalhes da capa ficaram excepcionais –, o conteúdo está muito rico em informações e novidades. Reginaldo Baggio Diretor, Lavoro Projetos e Representações São Paulo, SP ecebemos a Edição Especial de 5 anos de EMBALAGEMMARCA com o novo projeto editorial e gostaríamos de parabenizá-los pela excelente edição, não só pela beleza externa, mas principalmente pelo conteúdo. Esmeralda Camargo Secretaria Executiva, ABIEF – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis São Paulo, SP dorei a “nova” revista. O visual está excelente, e os artigos, consistentes. Os anúncios, como está

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Quinto aniversário
arabéns à equipe por estes cinco anos de existência da revista. Com certeza estaremos comemorando 10, 15, 25 anos, pois o que é bom não só perdura, como cresce. Fico imaginando o trabalho danado que vocês têm para levar matérias de qualidade e imparciais, com requinte não só nas informações mas também no aspecto gráfico, ao público – no qual me incluo, pois sou leitor assíduo de vossa (nossa) EMBALAGEMMARCA. Hoje a revista serve de referência em nosso meio, e não é para menos: é a única que conheço que se preocupa também em inovar. Cito aqui a capa feita em flexo, os especiais de papel cartão e tantas outras inovações. Enfim, poderia ficar aqui dez dias seguidos escrevendo coisas boas e reais sobre a revista e, mesmo assim, não estaria fazendo jus ao que vocês realmente merecem. Muito sucesso! Rubens Wilmers Nilpeter do Brasil uem disse que o negócio de revistas técnicas é uma temeridade tem o exemplo de EMBALAGEMMARCA, nos seus cinco anos, para provar que não é bem assim. Depende só do seu conteúdo de informação, de imparcialidade e, sobretudo, de ética, como aliás está

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arabéns a EMBALAGEMMARCA por seu quinto aniversário e, principalmente, pela qualidade editorial e gráfica que alcançou. Como leitor da revista desde sua primeira edição, sou testemunha de que, nestes cinco anos, a revista mudou o rumo do jornalismo de embalagem no Brasil, levando publicações do segmento a evoluírem para alcançar o mesmo padrão de qualidade. A esta altura de minha longa atividade no campo do design, é uma satisfação ressaltar que a cada edição a revista oferece a seu público informação qualificada, com elegância e isenção. Em suma, em seus cinco anos de existência, EMBALAGEMMARCA deu importante contribuição aos profissionais e às empresas de embalagem no Brasil. Mais uma vez, parabéns à equipe. Lincoln Seragini Diretor da Seragini Farné São Paulo, SP or acompanhar a revista desde o seu primeiro exemplar, ainda no boneco, não poderia deixar de parabenizar toda a equipe pelo belíssimo trabalho feito. O novo projeto gráfico ficou ótimo. O veículo, que é fonte obrigatória de consulta para os profissionais de embalagem, também enche os olhos pela beleza e pela qualidade gráfica. Super parabéns a todos! Ilze S. Ramos Marketing E-Packing / Bauch & Campos edição de quinto aniversário de EMBALAGEMMARCA (nº 58, junho/2004) foi uma agradável sur-

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dito no editorial, também são informação. Só que também apresentam excelente nível. Até parece que vocês selecionam. Fico realmente feliz por vocês e pela contribuição que isso tudo significa para nós do setor. Parabéns a todos da equipe. Assunta Napolitano Camilo Embalagens, Estratégia & Inovação Barueri, SP ocês podem ficar vaidosos. EMBALAGEMMARCA de junho está perfeita. Parabéns. Antonio Carlos Yazbek Diretor Revista Giro News São Paulo, SP arabéns pelo novo projeto da revista EMBALAGEMMARCA. Está linda. Gostei especialmente das seções Display, Panorama e Painel Gráfico. Quando a revista informa

sobre novos produtos/processos/fabricantes/usuários nessas seções, ganha robustez e identidade junto ao leitor, chamando para ela mais anunciantes e leitores. Nivaldo Manzano Diretor da Cema Socioambiental São Paulo, SP cabo de ler a Edição Especial de EMBALAGEMMARCA. Está cada vez melhor. A capa está maravilhosa, a impressão continua excelente e as matérias, muito apropriadas e bem cuidadas. Parabéns. Espero que continuem avançando. João Serra Advocacia Serra São Paulo, SP

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mentos. Gostaríamos, entretanto, de esclarecer um grave equívoco publicado na nota “Roll-on até para bebês” (EMBALAGEMMARCA nº58, pág. 34). Ao contrário do que foi informado, o frasco roll-on baby não é específico para acondicionar produtos de bebês. A finalidade dessa embalagem é servir de amostra grátis para divulgação da nossa linha de frascos roll-on, cujos tamanhos fogem dos padrões de mercado. Ricardo T. Pesente Departamento comercial Oxyplas São Paulo, SP

Impressão da Emepê
a página 66 de EMBALAGEMMARCA de junho de 2004, a notícia sobre as embalagens dos Lenços Softy’s, da Melhoramentos Papéis, cometeu um engano quanto ao nome da empresa que faz a impres-

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Não é para bebês
gradecemos a oportunidade que nos foi dada pela revista para divulgar alguns de nossos lança-

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são, ao informar que “a impressão é feita pela Boxprint, pela Emibra e pela PMP Gráfica.”). Em vez de PMP Gráfica é Emepê Indústria Gráfica e Comércio Ltda. Priscila de Freitas Pereira Departamento comercial Emepê Indústria Gráfica e Comércio Ltda. Vinhedo, SP

o desenvolvimento e o progresso desse mercado. Jacques Salib Diretor da Dreco Embalagens São Paulo, SP

Mensagens para

EMBALAGEMMARCA
Redação: Rua Arcílio Martins, 53 CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel (11) 5181-6533 Fax (11) 5182-9463

Embalagem da cachaça Sagatiba
icamos muito vaidosos com a presença da cachaça Sagatiba na matéria “Para Exportar”, publicada em EMBALAGEMMARCA de maio de 2004. Aproveitamos para informar que foi a F/Nazca Saatchi & Saatchi a responsável pela criação da marca e do rótulo e pelo desenvolvimento do formato da garrafa. Parabéns pela revista, que tanto valoriza o trabalho de quem atua com comunicação e marketing, como nós. Maria Clara Jorge Diretora de Comunicação F/Nazca Saatchi & Saatchi São Paulo, SP

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redacao@embalagemmarca.com.br As mensagens recebidas por carta, e-mail ou fax poderão ter trechos não essenciais eliminados, em função do es-paço disponível, de modo a dar o maior número possível de oportunidades aos leitores. As mensagens poderão também ser inseridas no site da revista (www.embalagemmarca.com.br).

Maleta Popular
edição n° 57 de EMBALAGEMMARCA (maio/2004) incluiu uma excelente reportagem ilustrada a respeito da maleta ProntoBox, blister que dispensa equipamento e mão-de-obra para o seu fechamento. A revista toda comprovou, mais uma vez, seu alto nível, enriquecendo o setor de embalagens com informações sobre novos lançamentos e contribuindo, assim, para

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capa >>> especial

Dez anos do Real
Aniversário da implantação do plano de estabilização econômica revela um período de modernização e de significativas mudanças no panorama nacional das embalagens – ao que tudo indica, para melhor
á dez anos era implementado no Brasil o Plano Real, um conjunto de medidas que conseguiu amansar o famigerado dragão inflacionário depois de diversas tentativas fracassadas, abrindo, então, caminho para a conquista de uma economia mais estável. Nas reflexões que têm pululado por causa desse aniversário, um quase-consenso é o de que, se não conseguiu catapultar o desejado crescimento do país, ao menos o Plano nos proporcionou um choque de internacionalização e, conseqüentemente, de modernização. É nesse sentido que se pode dizer que a cadeia nacional de embalagem, frente à data, tem bons motivos para festejar. Afinal, tudo o que se refere a embalagem atingiu no Brasil, nesse último decênio, um nível comparável ao que há de mais avançado no mundo – da ponta das matérias-primas passando por equipaPela equipe de EMBALAGEMMARCA* mentos, áreas de serviços, design, processos de produção e acabamento e suplementos até chegar às linhas da indústria usuária. Hoje, não há mais “delay”; as novidades em embalagem dos países ricos logo desembarcam aqui. Isso não foi conquistado ao acaso. Se por um lado a lembrança desse aniversário do Real certamente fará muitos soltarem aquele suspiro do “parece que foi ontem...”, o volume de transformações que se abateram nesse ínterim em todas as esferas de relações sociais e de produção, por outro, faz crer num período maior que o de 120 meses. Basta observar que, no início da década de 90, aspectos hoje considerados estratégicos entre as companhias, como o investimento em branding e o papel da embalagem como suporte desse investimento e como ferramenta para racionalizar a produção – propositalmente pinçados por serem os drivers de EMBALAGEMMARCA – , eram olhados de esguelha pelo grosso do empresariado. No número “mágico” do décimo aniversário de instituição do Plano Real, a equipe viu uma oportunidade de levar profissionais e empresas ligadas à cadeia de embalagem a refletir sobre erros e acertos cometidos pelo impacto das medidas que se seguiram àquela iniciativa. Não há neste trabalho a pretensão de fazer análises econômicas profundas, interpretar implicações da macro sobre a microeconomia (ou vice-versa), e tampouco falar de todos os detalhes que marcaram a dinâmica paisagem das embalagens nesse período. Assim, desenhamos um pano de fundo, para que as conseqüências de medidas importantes sobre a produção, tomadas nas esferas governamentais nos últimos dez anos, tenham uma base de referência, e ressaltamos aqueles pontos que, cremos nós, mais fortemente ditaram o caminhar das embalagens nos anos do real.

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FOTOS: STUDIO AG

tínuo, as pessoas pudeum cenário de inflação ram lidar com outras de 1% ao dia, preocupações. “Os conde dois dígitos sumidores, de acordo ao mês e anualmente com vários levantamenestratosférica, os coratos, se tornaram mais zeções das empresas eram losos em comparar preços seus departamentos fiantes de comprar. Isso nanceiros, que, por meio ocorreu, num primeiro mode aplicações no overmento, pelo fato de que, a partir night e outros malabarismos da queda drástica da inflação, a bancários, garantiam sua liquiBolachas/Biscoitos população pôde ter uma noção dez. Em suma, a eficiência opeVariação % Tx. Crescimento muito mais clara do real signifiracional e a qualidade dos pro- Ano Base Volume (em 1000kg) cado dos preços. Numa etapa dutos e serviços podiam ficar – posterior, a preocupação com os e, em geral, ficavam – relegadas 1994 12,0 369 959 preços foi reforçada porque o a um plano secundário. Os con- 1995 27,1 27,1 470 316 poder de compra caiu”, assinala sumidores, por sua vez, tinham 1996 40,5 10,5 519 835 a LCA Consultores no intróito a preocupação de fazer seu ho- 1997 61,6 15,0 597 928 da publicação “Tendências do lerite render ao máximo, corren- 1998 82,1 12,7 673 807 Mercado Brasileiro 2004”, redo às lojas logo do recebimento 1999 82,6 0,2 675 458 cém-lançada pelo instituto de do contracheque para realizar as 2000 72,5 -5,5 638 019 pesquisas de mercado ACNielcompras do mês e estocar o má- 2001 70,6 -1,1 631 150 sen e à qual EMBALAGEMMARCA ximo possível de itens na des82,5 7,0 675 126 2002 pensa, amenizando assim a sanobteve acesso (veja quadro na 105,3 12,5 759 408 2003 gria do dinheirinho pelo procespág. 50). Além de ter sua produção mais que dobrada em dez anos, so inflacionário, a ela exposta, como mostram os números da ACNielsen, o mercado de biscoitos rendeu-se à tendência das apresentações cada vez na prática, nas freqüentes reCâmbio da conveniência mais individualizadas, principalmente em flow-packs marcações de preços, que aconA análise mais criteriosa dos teciam até durante um mesmo dia (!). preços, entretanto, não foi alteração solteira dos háO Plano Real, porém, teve efeitos imediatos e bitos de compra da população. “Além da noção do consistentes. Por meio de pontos de excelência como verdadeiro valor dos produtos, o consumidor pôde “o sutil e inteligente congelamento da estrutura de começar a comparar outros atributos, como qualirendimentos; a liberação total (inclusive do câmbio, dade”, comenta o professor do Programa de Admimas controlado por juros altíssimos), que estabeleceu nistração do Varejo da Universidade de São Paulo os preços de equilíbrio entre oferta e procura; a fan(Provar-USP), João Paulo Lara Siqueira. Mais que tástica eficiência das comunicações, com os brasileino cessar do dinheiro virando pó de ros convertendo os preços em URVs e depois os reuma hora para outra, essa virada tamconvertendo na nova unidade monetária (o real) e a bém se escorou na maior presença corajosa liquidação de todos os mecanismos de corredos produtos estrangeiros nas gôndoção monetária que davam dinamismo próprio aos las, abertura que ocorria à época. A preços”, listados pelo economista Delfim Netto num indústria e os demais elos das carecente artigo publicado no diário Valor Econômico, deias produtivas, incluindo os a taxa de crescimento anual dos preços, isto é, a inflafornecedores de embalagens, se vição, veio abaixo em poucos meses. O povo, então, ram diante do desafio de atender gozou de um ganho de renda real – para se ter idéia, não só um número maior de novos de 20,6% nos primeiros seis meses do Plano, segunconsumidores, mas também comdo dados do IBGE. Foi a época do boom de consumo pradores mais seletivos e exigende vários produtos, sendo que o frango, para quem tes. Igualmente concorreu a esse não lembra, foi eleito seu símbolo. COSMOPOLITISMO: Globalização fez Esboçava-se, assim, um novo panorama na ecocrescer a presença de embalagens nomia brasileira, guiado por níveis “normais” de inmodernas no país, como as flação. Livres da paranóia dos preços em aclive conbisnagas plásticas coextrudadas

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FONTE: ACNIELSEN

cia do consumidor não pasrumo a disseminação dos sou em brancas nuvens peditames do Código de Delos fornecedores dos varefesa do Consumidor, posto jistas, ou seja, pela indúsem prática em 1991. Resutria. Daí a aposta crescente mo da ópera: o setor prodela, nos últimos anos, na dutivo teve que mudar o diversificação dos canais: foco do setor financeiro farmácias, padarias e outros para a produção, o produto pequenos pontos-de-venda e a qualidade. têm sofisticado seus perfis e Um detalhe que exigiu reaampliado seus mixes de produdaptação das indústrias e dos Amaciantes de roupa tos, permitindo que o consumifornecedores nacionais de Variação % Tx. Crescimento dor prescinda da ida ao hiperembalagens em geral é que, no Ano Base Volume (em 1000litros) mercado. novo cenário erigido pelo real, a Há que se ressaltar que, conveniência do consumidor 1994 14,0 66 969 além dos refinamentos das esmudou de figura. Se antes ele 1995 64,2 64,2 109 950 tratégias de marketing, o câmpreconizava o chamado “tama- 1996 121,9 35,1 148 592 bio supervalorizado e a maior nho família”, com produtos em 1997 195,1 33,0 197 617 abertura às importações tamvolumes generosos para evitar a 1998 253,1 19,7 236 455 bém colaboraram para a fortuna corrosão inflacionária, os fato- 1999 290,6 10,6 261 584 do setor produtivo, na medida res econômicos e legais supraci- 2000 315,1 6,3 277 991 em que favoreceram as renovatados, imbricados a outras ques- 2001 329,1 3,4 287 367 ções dos mais variados parques tões sócio-comportamentais que 344,8 3,7 297 860 2002 industriais nacionais. Além de recrudesceram – a escassez pro347,4 0,6 299 651 2003 proporcionar o lançamento de gressiva do tempo, a maior parAmaciantes de roupas experimentaram uma explosão de mercadorias – e, conseqüenteticipação da mulher no mercado vendas após o anúncio do Real, principalmente no triênio de trabalho, a dificuldade de se 1995-1997. Isso fez aumentar a competitividade entre mar- mente, de embalagens – mais cas e o escoamento de recipientes plásticos no segmento. modernas no mercado nacional, sincronizar agendas entre famiesse movimento garantiu competitividade na virada liares, o crescimento do número de pessoas que modo século, quando a desvalorização cambial fez auram sós (singles) e a explosão do chamado consumo mentar as exportações. Dessa forma, não é exagero nômade, entre outras – fizeram explodir demandas dizer que o crescimento do Brasil como exportador por formatos menores de embalagens, mais individe produtos também teve como anteparo a modernidualizadas. zação das linhas nacionais de embalagem, que possiO reflexo no varejo foi o crescimento do número bilitaram atender às exigências dos importadores. de visitas do consumidor ao supermercado. Com No entanto, nessa teia de relações fica claro que, moeda estável, ele pôde abrir mão da compra do mês em contrapartida, o acesso facilitado aos bens de capara fazer compras de acordo com sua necessidade pital e a interação com os mercados internacionais, imediata. Daí que, com o entendimento de que a esaliados à diminuição do número de consumidores tabilidade seria duradoura, a prerrogativa do setor de marginalizados, incorreram numa explosão de condistribuição de construir pontos-de-venda faraônicos corrência. De 1994 a 1998, período do acentuado reesfriou, dando lugar à de se construir mercados comfestelo consumista do real, o número de itens nos hipactos e lojas de vizinhança. Ao mesmo tempo, o vapermercados pulou de uma média de 15 000 para rejo percebeu o potencial de apelar para nichos, in50 000. Toda essa fermentação, claro, teve de ser suvestindo em perecíveis, em rotisseria, em padaria e portada por maior variedade, por embates e por em produtos frescos porcionados e congelados, catemaior disponibilidade de embalagens. Esse aumento gorias que hoje tomam até 60% da área de vendas do da variedade foi fruto da interação uso-consumoauto-serviço. Tal fenômeno abriu generoso espaço oferta de embalagens, afetando os processos e os repara um grande número de embalagens e de apetresultados de todos os setores envolvidos na cadeia. chos a ela ligados, como bandejas e recipientes plásIsso é mais claro quando se observa o que ocorreu ticos diversos, principalmente os termoformados, saem cada área, com destaque para as fornecedoras de quinhos de papel, etiquetas de marcação e filmes porecipientes feitos dos diferentes materiais. liolefínicos. Esse câmbio do conceito de conveniên14 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004
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ministradas por terceiros (in-house). Outrossim, Um segmento que atesta também não se pode pasessa pluralização de sar ao largo da tendência forma bastante explícida injeção de ciclo rápita é o de embalagens do e parede fina para poplásticas. “A corrida tes de alimentos, que pelas soluções plástivem envidando crescencas se deu de tal forma tes esforços no último que, hoje, só não encondecênio como alternativa tramos no Brasil, ainda, moderna aos recipientes termoCondicionadores/Pós-xampu embalagens muito específicas”, formados. define o expert Luís Fernando Variação % Tx. Crescimento Volume Ano Base A influência das mudanças Cassinelli, diretor de tecnolo(em 1000litros) de hábito de consumo pelas tengia e inovação da petroquímica dências de marketing, de um 22,0 25 876 Braskem. Nilo Alge, consultor 1994 lado, e pelo maior acesso tecno52,0 52,0 39 341 em aplicações plásticas e ex-di- 1995 lógico, de outro também causou 96,5 29,2 50 843 1996 retor da Itap Embalagens, nota grandes reviravoltas na área de 131,7 17,9 59 961 que “em linhas gerais, a sofisti- 1997 embalagens plásticas flexíveis. cação do consumo e a exigên- 1998 178,4 20,1 72 033 Em âmbito geral, o segmento cia, pelo Código de Defesa do 1999 208,6 10,9 79 850 foi contemplado por um altíssiConsumidor, por prazos de 2000 217,0 2,7 82 034 mo desenvolvimento dos filvida útil definidos, impôs e 2001 232,9 5,0 86 149 mes, apontando para o que o jarvem impondo projetos mais 2002 274,8 12,6 96 992 gão da cadeia plástica chama de elaborados de embalagens plás- 2003 305,8 8,3 105 012 ticas”. Indo adiante, Alge Depois do boom de 1995, condicionadores mantiveram bom seletividade: a maior preocupaigualmente condiciona a esses crescimento. Pela competição acirrada, marcas do segmento ção com permeabilidade e prose apoiaram em embalagens diferenciadas e rótulos mais priedades de barreira, resistênfatores o lançamento e o desensofisticados, principalmente auto-adesivos cia a baixas e altas temperaturas volvimento acelerados de oue maior vida de prateleira, seja através da própria tras modernas soluções plásticas nos últimos dez produção dos filmes, notadamente os coextrudados, anos, entre elas as bisnagas multicamadas e as bolou nas laminações. “Os filmes coextrudados para sas do tipo bag-in-box. embalagens a vácuo ou com atmosfera modificada Na praia das embalagens plásticas rígidas, um eram utilizados de forma incipiente há dez anos”, fato que marcou de forma profunda os últimos dez lembra Nilo Alge. anos foi a consolidação das garrafas e frascos de Um importante evento pré-real que contribuiu PET. Cassinelli dá especial atenção à disseminação para que as indústrias plásticas absorvessem o desendesses recipientes na área de bebidas, na qual a volvimento acelerado de embalagens flexíveis pósamortização progressiva dos custos de implantação 94 vale ser frisado: a introdução por aqui dos poliede suas linhas revolucionou a distribuição e levou à tilenos lineares, em 1992. “Esses materiais ‘turbinatão discutida “tubainização” do segmento de refrigeram’ o empacotamento automático de commodities rantes, com empresas de pequeno e médio portes se alimentícias como arroz, farinhas e outras”, lembra tornando competitivas e roubando mercado das giCassinelli. Ainda no espaço das poliolefinas, é gantes da área. impossível não reservar espaço para falar do estronInevitável abordar, na plaga das embalagens plásdoso crescimento do polipropileno (PP) nas aplicaticas rígidas, o escoamento maior de frascos para ções em embalagens. segmentos que cresceram na esteira da disponibilida-

Diversidade máxima

de maior de renda, como o de produtos de limpeza doméstica, que antes do Real tendiam a ser encarados como supérfluos. Prova disso é o crescimento acentuado das vendas de amaciantes para roupas. Ao lado de outros itens de natureza similar, eles injetaram produtividade nas linhas de embalagem alocadas nas plantas dos seus fabricantes, geralmente ad16 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004

Escalada do BOPP
Cláudio Marcondes, gerente de desenvolvimento da Polibrasil, nota que, há dez anos, o consumo per capita anual do PP era de 2,7 quilos e, hoje, saltou para 5,3 quilos. “Em paralelo, nossa produção praticamente também dobrou”, ele afirma, dando grandes

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méritos às aplicações em embalagem nessa evolução, uma vez que 40% do total produzido de PP no país se destinam a elas. Numa mesa próxima, Sérgio Weiss, da área de serviços técnicos da Polibrasil, diz que, por causa da explosão de demanda, o Brasil hoje possui um parque industrial “top de linha” para o trabalho com PP. “O desenvolvimento por aqui foi tão grande nesses últimos anos que, hoje, o Brasil pode ser visto como benchmark na produção de PP”, ele enfatiza. Inegável destaque, entre os produtos de PP escoados para embalagens nos últimos anos, é o polipropileno bi-orientado (BOPP), que, além de conquistar um mercado cativo entre as embalagens flexíveis, deflagrou modificações profundas na área de rótulos, especificamente em auto-adesivos. “Há dez anos, a presença de BOPP em rótulos era incipiente”, ele rememora. “Contudo, o maior valor agregado do material, expresso pela resistência à umidade, pelo acabamento brilhante ou fosco e por outros aspectos, o fez crescer sobre os papéis”, lembra Marcondes. “É válido dizer que, no geral, a evolução dos filmes hoje permite que tenhamos no Brasil estruturas bastante seletivas para embalagens flexíveis”, pontifica Weiss, dando um exemplo. “Em 1994, podíamos criar embalagens com até cinco camadas de filmes plásticos; hoje, observamos a utilização de nove, sendo que já se estuda o uso de onze.” Pegando carona na abordagem da disseminação do BOPP em rótulos, é impossível não reparar que o setor de decoração também evoluiu absurdamente, sendo que os movimentos da indústria plástica foram dos que mais contribuíram para tanto. Ainda que os papéis tenham mantido nichos cativos, como os de cervejas em garrafa e vinhos e bebidas alcoólicas

NOBREZA – Modernização do parque gráfico nacional, logo após a instituição do Plano, posiibilitou a obtenção de cartuchos com novos formatos, acabamentos premium e maior qualidade de impressão

quentes (spirits), os plásticos tar a velocidade das linhas cresceram em nichos que ande produção, diminuindo o tes eles dominavam, como chamado lead time, ou seja, os de rótulos para produo tempo entre o pedido e a tos de limpeza doméstica sua entrega e faturamento. e para produtos de higie“As empresas aproveitane pessoal, como xamram o período de crescimento econômico e de espus, condicionadores, tabilização do dólar para cremes e afins. Os rótulos apostar em modernização auto-adesivos, por exemplo, e redução de custos”, expõe decolaram nesse período, não Sucos prontos Mário César de Camargo, presisomente por seus atributos e Variação % Tx. Crescimento dente da Associação Brasileira pelo desenvolvimento de mate- Ano Base Volume (em 1000litros) da Indústria Gráfica (Abigraf), riais, mas também pelo acesso que calcula que, de 1994 a mais fácil a rotuladoras e outros 1994 25,3 12 639 2003, o setor investiu 6 bilhões bens de capital necessários à sua 1995 127,8 127,8 28 788 de dólares em equipamentos e fabricação e aplicação. Surgi- 1996 249,8 53,6 44 206 instalações. ram diversos fabricantes locais 1997 349,0 28,4 56 751 No caso específico das de rotuladoras, que, adaptadas 1998 420,0 15,8 65 720 embalagens cartonadas, o em capacidade e em preço à rea- 1999 434,8 2,8 67 593 padrão de equipamento evoluiu lidade nacional, venderam uma 2000 545,3 20,7 81 561 visivelmente. De máquinas quaenormidade. Esses apelos se 2001 850,9 47,4 120 185 tro cores limitadas a formatos fortificaram ainda mais no fim 1 250,1 37,2 164 949 2002 retangulares, as gráficas espeda década de 90, com a desvalo1 263,5 4,5 172 331 2003 cializadas migraram, grosso rização cambial, quando, em liInegável vedete entre os produtos de giro rápido nos nhas gerais, os fabricantes na- últimos dez anos, a categoria de sucos prontos representou modo, para impressoras seis couma mina de ouro para os mais diversos materiais e res com saída para verniz de cionais de máquinas e equipasistemas de embalagens. Todos têm espaço hoje. proteção e de ressalto e possibimentos foram contemplados lidade de produção em formatos variados. Com isso, com a tendência de substituição de importações os cartuchos incorporaram acabamentos metálicos, (uma das empresas que ilustram bem esse cenário é cores em linha para reproduzir tons especiais e mela Bauch & Campos, que está completando dez anos hor qualidade de cromia, aplicações de hot-stamping em 2004 – veja nota na página 32). e de alto e baixo relevo (inclusive mensagens em Em termos de formatos de flexíveis que se destabraile), além de recorte de caixa, dentre outros ascaram no período do real é impossível não destacar pectos antes pouco aplicados a eles. “Nesse segmenas flow-packs, que se disseminaram fortemente em to, mudou o patamar de equipamento mínimo para se diversas áreas pelo motor da individualização cresdestacar no segmento de embalagem brasileiro”, decente dos produtos, e dos stand-up pouches, sacos de quatro soldas e similares, que aumentaram sua partifine Camargo. Se nos tempos de inflação alta uma cipação diante da maior demanda por embalagens máquina de 1 milhão de dólares resolvia o problema, mais sofisticadas e com maior apelo de venda nas hoje a configuração básica para rodar embalagens gôndolas. A disponibilidade de máquinas nacionais cartonadas começa em 2,5 milhões de dólares. ajudou em muito nessas evoluções. De modo equânime à cadeia gráfica, a indústria de celulose e papel também viveu um período de ebulição após o Plano Real. De 1994 até o ano pasGráficas suportam salto sado, a Associação Brasileira de Celulose e Papel O salto qualitativo das embalagens flexíveis e dos (Bracelpa) diz que foram investidos 12 bilhões de rótulos plásticos também foi reflexo direto do incredólares no aumento da capacidade produtiva do mento do parque gráfico brasileiro, principalmente setor. Embora a produção brasileira de celulose da chegada ao país de novas impressoras flexográfitenha passado de 5,8 milhões de toneladas em 1994 cas e do desenvolvimento das fabricantes nacionais para 9,1 milhões no ano passado, a oferta de celulodessas máquinas. Investimentos dos convertedores se de fibra longa, produzida a partir de coníferas e permitiram não apenas agregar novos recursos gráutilizada essencialmente na fabricação de papéis de ficos às embalagens flexíveis, mas também aumen18 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004
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em 1998 com apenas duas peças (corpo e topo) e 0,08mm de espessura de folha, sete a menos do que suas precursoras. Apesar das novas tecnologias, as latas de aço para bebidas, fabricadas no país com exclusividade pela cearense Metalic, detêm hoje apenas 5% de participação no setor. Alimento para cães Sem comprometer características como resistência, seguVariação % Tx. Crescimento Volume Ano Base (em 1000kg) rança e inviolabilidade, o processo de redução do peso das 31,5 34 629 1994 latas metálicas ajuda a explicar, 61,4 61,4 55 878 1995 em conjunto com a melhora do Modernização também 113,4 32,2 73 893 1996 poder aquisitivo médio dos branas metálicas 180,0 31,2 96 951 1997 sileiros, o crescimento das enEmbora reflitam o aumento do 1998 262,8 29,6 125 632 tregas no setor mesmo frente às poder aquisitivo dos brasileiros 1999 272,6 2,7 129 038 investidas de outros materiais, nos últimos dez anos, os investi- 2000 302,3 8,0 139 325 como o plástico e o vidro. De mentos em capacidade produti- 2001 320,3 4,5 145 549 acordo com Luis Fernando Mava e o crescimento do consumo 2002 379,4 14,1 166 014 della, diretor de marketing para de embalagens metálicas após o 410,4 6,5 176 743 2003 produtos laminados da Alcan, Plano Real não são suficientes Mercado de pet food evoluiu bastante durante o último de 1994 a 2003 a média de para dimensionar os desafios decênio – tanto nos atributos dos produtos quanto nas crescimento das latas de alumíimpostos ao setor no período. embalagens utilizadas. As flexíveis plásticas, por exemplo, encontraram nesse mercado um grande filão. nio alcançou impressionantes Talvez um dos grandes marcos 19% ao ano. Além da forte presença nos mercados das indústrias de latas de aço e alumínio desde o arde cerveja e refrigerantes, nos quais as latinhas obrefecimento inflacionário e o incremento de renda tidas da bauxita acondicionam perto de 30% da prodos brasileiros tenha sido o esforço de aproximação dução brasileira, bebidas como sucos prontos e com o universo do varejo, num movimento que inenergéticos, que explodiram com a estabilidade e a corporou às operações de cada uma delas departainclusão de novos consumidores no varejo brasileimentos de criação e desenvolvimento de novos merro, contribuíram para ampliar a produção desse tipo cados, entre outras áreas que antes pareciam conflide embalagem no país – assim como influíram na tantes com suas vocações essencialmente fabris. diversificação e na maior participação das asséptiCom isso, o país não apenas se tornou um global cas cartonadas, ou caixinhas longa vida. supplier de chapas para as indústrias de lata de outros países, como também vem ditando tendências de Criatividade nas metalgráficas formatos e sistemas de fechamento até para mercaNo campo do aço, talvez o pulo qualitativo do setor dos internacionais. seja mais fortemente evidenciado pelos crescentes Na parte dos processos produtivos, os fabricantes desenvolvimentos de novos sistemas de fechamento de embalagens de aço e de alumínio perseguiram um pelas metalgráficas nacionais. Soluções como as objetivo comum nesses últimos tempos, não obstante tampas de abertura fácil com selos de vedação, criaa disputa direta que travam em importantes setores dos no Brasil em 1989, e que se tornaram um padrão do varejo: reduzir o peso de suas embalagens, e asde mercado para vários alimentos, como requeijões, sim abater custos e ganhar competitividade. A lata de conservas e atomatados, começam a ser reconhecialumínio para bebidas, por exemplo, passou de 21g, dos e adotados lá fora. O surgimento de tampas difequando foi lançada no Brasil em 1989, para os atuais renciadas também tem sido essencial em produtos 13g. Já as latinhas de folha-de-flandres de três peças químicos, especialmente tintas imobiliárias – ao que (base, corpo e topo), que foram suplantadas pelas de vale lembrar o grande número de prêmios que metaalumínio já no início da década de 90, ressurgiram embalagem na sua forma não-branqueada, ainda é menor que a demanda nacional. Por isso, o Brasil precisa importar anualmente cerca de 350 000 toneladas desse produto. “Mas de maneira geral pode-se dizer que a indústria brasileira de celulose e papel teve êxito ao enfrentar o processo de globalização, que impôs ao setor uma situação nova e desafiadora”, entende Osmar Zogbi, presidente da Bracelpa. 20 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004
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lúrgicas nacionais tem recebido lá fora. A evolução do mercado brasileiro de embalagens de aço também é sinalizada pela entrada das chamadas latas expandidas, há cerca de três anos, que trouxeram a possibilidade de produção em formatos distintos das tradicionais silhuetas circulares e retangulares. Nas aplicações standard também houve evolução nesse último decênio, ainda que as embalagens de aço com esse perfil, talvez pressionadas pela escalada do PET em óleos comestíveis, um de seus principais mercados no Brasil, tenham registrado crescimento mais modesto. Segundo Marcos Paim, presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), em 1994 a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), única fornecedora de folha-de-flandres no país, vendeu 546 000 toneladas de chapas de aço. Dez anos depois, o volume foi apenas 23% maior: 670 000 toneladas. Mas, em metragem, o fornecimento de chapas de aço cresceu de maneira mais evidente, cerca de 40% no período. “O crescimento em área é maior pela diminuição do peso das latas”, observa Paim. Tal redução aconteceu também no mercado de óleos comestíveis, no qual as latas de aço, que dominam 64% do setor, contam hoje com paredes com 0,14mm de espessura, contra 0,18mm de anos atrás. Outro setor de peso na área de embalagens, o vidreiro, também caminhou no sentido do aliviamento do peso de seus recipientes. “Os investimentos em tecnologia e em modernização nestes dez anos foram gigantescos”, diz Lucien Belmonte, superintendente da Abividro – Associação Brasileira da Indústria de Vidro. A garrafa tipo long neck, lançada no mercado com 246 gramas, pesa hoje 190 gramas, uma diminuição de 20%. Neste tipo de vasilhame, destaca-se ainda, em criatividade e inovação no design, a Skol Beats, premiada internacionalmente. A tradicional garrafa retornável de cerveja de 660ml foi substituíLIGHTS – Assim como outras embalagens, latas metálicas tiveram peso aliviado e espessura das paredes diminuída no último decênio

da por outra, mais moderna, com desenho exclusivo da indústria cervejeira e volume de 600ml. “Ela suporta maior pressão hidrostática, de modo a oferecer mais segurança ao consumidor”, conta Belmonte.

APURO – Aumento dos padrões de exigência da clientela fez vidrarias atingirem padrão internacional de qualidade
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Novas embalagens, novas categorias
Segundo o executivo, a indústria vidreira “praticamente criou novas categorias de produtos”, como os alcopops (ices e sodas alcoólicas), e diversificou amplamente a oferta de alternativas para alimentos. Ademais, nos forçados programas de racionalização que se seguiram ao Real, recuperou mercados perdidos, sendo o de refrigerantes o exemplo mais claro. “A alternativa dos preços baixos, tentadora no início, mostrou-se em várias oportunidades um erro de avaliação estratégica de quem optou por embalagens alternativas ao vidro”, avalia Belmonte. No balanço das conseqüências da modernização sob pressão, “o setor vem crescendo , tendo registrado o maior índice em 2003 entre todos os materiais de embalagem e marcando 4% nos cinco primeiros meses de 2004, de acordo com dados da FGV”. O esforço para adaptar-se ao Real e às políticas que se seguiram a ele fez com que as vidrarias, hoje, “respondam a padrões de exigência muito mais severos”, sintetiza Belmonte. Esse nível de qualidade é mais visível na área de frascos do que na de garrafas para bebidas e em potes para alimentos. Ocorre que embalagens de vidro para fármacos, mas sobretudo para perfumes e cosméticos, consideradas especialidades na atividade de acondicionamento, são naturalmente oferecidas em maior diversidade e, por se destinarem ao uso em produtos de maior valor agregado, com exigências de qualidade quase absolutas. A descrição é de Renato Massara, diretor comercial da Wheaton Brasil, maior fornecedora brasileira daquele tipo de recipientes, e de Luiz Antonio Azevedo, ex-diretor e membro do conselho diretor. “A empresa teve de se erguer do chão puxando os próprios cabelos. Em cinco anos foi necessário mudar tudo. Como certamente acontecia na indústria brasileira em geral, pagamos o alto preço de ter deixado um pouco de lado o processo de produção.” O certo é que, quando começaram a soprar os novos ventos, faltou preparo. Assim, quando as prateleiras das lojas começaram a ser invadidas por produtos com embalagens sofisticadas, de vidro que se assemelhava a cristal, com tampas de materiais de ponta e design criativo e diversificado, os fabricantes locais se viram como “cachorro que caiu do caminhão de mudança”. Havia empresas interessadas em comprar frascos com variedade de cor, vidro de alto padrão, sistemas de fechamento avançados e, principalmente, design primoroso. “Iniciou-se então uma verdadeira guerra psicológica, que se desdobrou em batalhas de preço e de tecnologia”, comenta Massara. Os primeiros momentos foram “de desespero”, nas palavras do executivo. “Os frascos chegavam de vidrarias de fora mais baratos, favorecidos pelo câmbio. Não partici-

Monitor de um decênio do varejo
Para construir a breve retrospectiva sobre as transformações do cenário brasileiro da embalagem no último decênio, EMBALAGEMMARCA teve o auxílio da publicação “Tendências ACNielsen 2004”, que reúne estudos analíticos e informações de mercado dos desempenhos de mais de 170 categorias de produtos de consumo de massa no país nos últimos dez anos. Os dados abrangem os seguintes setores: bebidas alcoólicas e não alcoólicas, higiene e beleza, mercearia doce e salgada, limpeza caseira, perecíveis e outros. Publicado anualmente, o estudo da ACNielsen ainda traz na edição de 2004 uma análise exclusiva sobre economia e os diversos impactos das movimentações econômicas sobre o consumo, elaborada pela LCA Consultores. Ela está disponível em livro ou CD-ROM, também nas versões para os mercados do México, da Colômbia, do Chile e da Argentina. Informações para adquiri-lo podem ser obtidas com a ACNielsen. (11) 4613-7000 www.acnielsen.com.br

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pávamos mais de lançamentos. Os clientes exigiam fornecimentos com a mesma qualidade dos importados, com preços iguais ou menores. Quando buscávamos tecnologia lá fora, nos propunham comprar máquinas.” Nesse panorama, designers estrangeiros se aproveitavam do prestígio e, evidentemente, da situação, para cobrar royalties e até “initial fees” para projetos solicitados. Foram necessários dois anos para que iniciasse a virada. Começaram então as vantagens resultantes da abertura às importações. A indústria passou a dedicar a maior parte de seu foco para o processo e, mais ainda, para serviços, ou seja, para o mercado. A qualidade, a começar pela seleção de fornecedores de matérias-primas, foi aprimorada, às custas de análise e de estudo envolvendo toda a corporação. “Na falta de dinheiro tivemos de recorrer à criatividade e ao envolvimento dos parceiros no fornecimento de areia, de ferro para moldes, na adaptação de máquinas e de complementos como válvulas e tampas”, conta o diretor comercial da Wheaton. Essa mobilização foi então beneficiada pela mudança cambial. Com a moeda flutuante – e desvalorizada frente a moedas fortes –, o mercado tornou-

se atraente para a fabricação local de insumos. Empresas multinacionais (Augros, TPIMolplastic, Emsar, Valois e outras de alta expressão no setor) instalaram-se no país. Surgiu a Incom, fabricando tampas em materiais nobres e diversificando a oferta, antes restrita a poucos e pobres modelos. Tais mudanças contribuíram para flexibilizar, melhorar e sofisticar não só o mercado como a própria fábrica de vidro. O melhor de tudo, na opinião dos vidreiros, é que, depois de amargar muito, atualmente o Brasil está capacitado a fornecer frascos de vidro de padrão 1 – o de mais alto nível depois do cristal –, potes e garrafas em condições de competir em preço e qualidade com os feitos em qualquer país. *(Colaborou Raquel Manzo Prado)

materiais >>> pet food

Ração sequinha e crocante
Lata de folha-de-flandres com fechamento de conveniência é sugerida por fabricante para uso direto e como refil em rações para animais
a cada vez mais renhida luta entre os materiais de embalagem para conquistar mercados, os rígidos indiscutivelmente levam uma vantagem sobre os flexíveis num aspecto: são perfeitos para uso em operações de reutilização, ou refil. Esse atributo é ainda mais reforçado quando se considera que recipientes feitos de vidro, plástico ou aço são mais práticos e mais eficazes para retampar do que os produzidos com papel, papelão ou filmes plásticos. Batendo nessas teclas, a Brasilata tem ultimamente reforçado a argumentação de que sua lata de aço com sistema de fechamento Bat-plus, lançada no início do ano com detergente em pó pela Rede Extra de supermercados, do Grupo Pão de Acúcar (ver EMBALAGEMMARCA nº 53, janeiro/2004), alia à incontestável eficácia de barreira e shelf-life a qualidade de servir de alternativa para armazenar variados produtos de consumo. Para isso, tem apresentado ao mercado protótipos destinados a segmentos específicos.

N

Amostras institucionais de diferentes usos das latas de aço para rações animais; no detalhe, a tampa transparente do sistema de fechamento Bat-plus

Bicho estrangeiro tem embalagem single, prática e conveniente
Acompanhar o fluxo crescente de embalagens práticas, versáteis, duradouras e que ofereçam atratividade aos olhos do consumidor é requisito imprescindível às empresas que almejam estar à frente das necessidades de consumo cada vez mais exigentes e seletivas, e onde fatores como inovação e diferencial de qualidade são ferramentas-chaves para garantir posição de destaque no segmento. Isso é claramente perceptível no mercado de pet food de países estrangeiros, onde os animais de estimação já são contemplados com produtos dotados dos mesmos atributos de praticidade e conveniência presentes nos destinados ao consumo de seres humanos. É o que mostra o fabricante de alimento francês Covi, que desde o final de 2002 desenvolve uma linha de recipientes descartáveis de aço, em doses únicas, para rações de cães e gatos, que elimina a necessidade da transferência do alimento para uma tigela separada: basta retirar a tampa de polipropileno – que é selada a quente e dispensa o uso de abridor – e colocar a lata sobre o chão, para consumo direto. Com 12mm de diâmetro, a embalagem single oferece como qualidade adicional um adesivo próprio em sua base, para assegurar a fixação no solo, de modo a impedir o derramamento do alimento. Produzidas com revestimento interno à base de porcelana, na fábrica da Crown Cork & Seal em Perigueux, na França, as latas de aço são comercializadas nas capacidades de 100g para cachorros e de 300g para gatos.

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Nessa linha, e apostando nas estimativas de que a área de pet food, um dos ramos que mais tem trazido resultados positivos ao setor de embalagens, se mantém e deverá prosseguir por bom tempo em crescimento constante, a empresa passou agora a dirigir a lata com fechamento Bat-plus ao envase de rações secas para animais de estimação – e já com perspectivas de comercialização, segundo o gerente geral de divisão alimentícia da metalgráfica, João Teixeira Tuma. “Temos um parceiro que lançará um produto com Bat-plus em uma feira de pet food, em setembro próximo, em São Paulo”, ele adianta. Além de garantir proteção contra a umidade, de modo a oferecer aos bichos caseiros ração sempre sequinha e crocante, uma das características que o executivo considera mais atraentes para o consumidor no sistema Bat-plus é a facilidade de uso e certas comodidades que oferece. Ele destaca, por exemplo, o fato de a tampa plástica ser transparente, o que permite ao dono do cão ou do gato visualizar a quantidade e as condições de

Brasilata (11) 3871-8500 www.brasilata.com.br Crown Cork & Seal (11) 4529-1000 www.crowncork.com.br

preservação do produto sem necessidade de abrir o recipiente. O gerente geral da divisão alimentícia Brasilata destaca também um benefício importante, no caso de uso da lata Bat-plus para acondicionar pós ou líquidos: o cordão do anel do novo sistema de fechamento localizase na parte externa, impedindo a possível retenção residual do produto dentro da lata após a sua utilização. Para esse novo anel, foi desenvolvida uma tampa plástica com perfil apropriado ao cordão externo. O sistema possui uma pequena convexidade em forma de funil que direciona a saída do produto envasado. Outra característica que na opinião de Tuma é importante nessa embalagem, inspirada no premiado fechamento Biplus da própria Brasilata, é o fato de ela ser agrafada, ou seja, não ser soldada. Assim, na emenda do corpo a litografia tem continuidade, o que lhe confere um aspecto mais decorativo, o que fortalece seu apelo para uso no acondicionamento de produtos de maior valor agregado.

Os segundos vieram p
Por Marcos Palhares, enviado especial à Cidade do México o segundo maior mercado consumidor de rótulos da América Latina, o México, aconteceu o primeiro encontro latino-americano de rotulagem organizado pelo grupo inglês Tarsus, o mesmo que organiza as consagradas feiras Labelexpo, cujas edições mais famosas são as de Chicago e Bruxelas. Ocorrido nos dias 8 e 9 de junho, na Cidade do México, o encontro procurou apresentar aos participantes, por meio de palestras e de uma pequena feira que ocorreu simultaneamente, tendências de mercado, novidades em equipamentos e novos insumos disponíveis para os convertedores da região. Ao primeiro mercado latino-americano de rótulos, o Brasil, coube um prêmio de consolação. São Paulo foi a cidade escolhida para o segundo encontro, programado para os dias 17 e 18 de maio de 2005. Nesse primeiro encontro, contudo, as dimensões do mercado brasileiro não se refletiram no público participante. Pouquíssimos representantes do Brasil (contavam-se em uma mão) estiveram presentes, fruto da pouca divulgação que o evento teve por aqui. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de ir, EmbalagemMarca resume a seguir os principais temas discutidos, ilustrando com alguns dos produtos divulgados na exposição paralela.

Organizadores da Labelexpo escolhem o México para sediar primeiro encontro latino-a

N

VALOR – Para fugir das pressões constantes por redução de custos, cadeia aposta na adição de valor em mercados como o de vinhos

zos de entrega impostos aos fornecedores. O resultado conhecido, de tiragens cada vez menores de rótulos, parece criar um paradoxo com a outra pressão que recai sobre toda a cadeia: redução constante de custos. O caminho lógico para responder a essas imposições do mercado é a busca por eficiência, simplificação de processos e soluções que tragam boas relações custo-benefício. Se a busca constante por redução de custos tem seus reflexos negativos entre os convertedores, conta a favor deles o menor volume de gastos com publicidade dos seus clientes. Sendo a embalagem, e em última instância o rótulo, a derradeira oportunidade de marketing para comunicar a marca, cresce o número de empresas que apostam em apresentações sofisticadas nas gôndolas. Além de aumentar o apelo no ponto-de-

Mesmas pressões
Obedecendo a uma lógica irrefutável – a do mercado –, as tendências para a indústria de rotulagem parecem repetir-se em cada país do mundo capitalista, com pequenas variações regionais, em geral ditadas pelas diferenças no poder de compra dos consumidores. Na América Latina não poderia ser diferente. Muito se falou no evento, por exemplo, sobre a crescente fragmentação do mercado gerada pelas estratégias de segmentação adotadas pelos end-users, e sobre os curtos pra26 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004

rimeiro
venda, tais soluções permitem oferecer valor, e não necessariamente preço baixo, ao consumidor final. Sintetizado na expressão value for money, esse raciocínio pode ajudar as empresas a escapar da espiral de diminuição de margens. Brilho, hologramas, transparência e experiência tátil são apenas algumas armas que os convertedores têm para reagir à comoditização dos rótulos. O mercado de vinhos,

americano de rotulagem

que tem recebido atenção especial de fornecedores de tintas e substratos, e filão importante para convertedores de Brasil, Argentina e Chile, traduz bem essa via de escape. Em tintas, além da adoção crescente de produtos base água, destacam-se os investimentos na área de pigmentos, evidenciados nas cores metálicas e com alto brilho oferecidas hoje por empresas como a Sicpa e a ANI – Akzo Nobel Inks. No aspecto de performance, merece destaque a tinta com pH neutro da Natural Ink, que, entre outras vantagens, promete eliminar completamente a necessidade de monitoramento do pH na máquina, reduzir a variação tonal em tiragens grandes e aumentar a vida dos cilindros anilox.

Fusões e aquisições?
Espremidos de um lado por clientes gigantescos e com atuação global, e de outro por fornecedores gigantescos e com atuação global, os convertedores acabam encontrando no avanço tecnológico o seu aliado para sobreviver. Mesmo assim, acredita-se que não restará

a essas empresas outro caminho que não o da consolidação, através de fusões e aquisições. Empresas norte-americanas e européias, aliás, começam a olhar com interesse crescente suas possíveis presas na América Latina. Afinal, para atender clientes globais e comprar de fornecedores globais, supõe-se, convertedores com atuação global estariam em situação vantajosa. Essa possibilidade se reforça com a estabilização econômica da região, após um período de turbulências no Brasil e na Argentina, que parece estar devolvendo a confiança aos investidores estrangeiros. Restam, é verdade, alguns nós a serem desatados, como a renegociação da dívida argentina e a crise política na Venezuela.

Consumo de materiais auto-adesivos em 2003
País Argentina Brasil Chile Colômbia México Venezuela EUA População 39 milhões 182 milhões 15,5 milhões 42 milhões 104 milhões 24,5 milhões 250 milhões Consumo per capita 1,7 m2 2,2 m2 1,8 m2 1,8 m2 1,9 m2 1,8 m2 14,8 m2 Consumo total 68 milhões m2 400 milhões m2 28 milhões m2 74 milhões m2 200 milhões m2 45 milhões m2 3,7 bilhões m2
FONTE: RAFLATAC

No topo da lista
Nesse contexto, o Brasil encontra-se numa situação apenas razoável, potencializada pela dimensão do seu mercado interno. Fica com o México a situação mais confortável (ou mais ameaçadora, dependendo do ponto de vista) de apresentar, nos últimos anos, crescimento moderado – mas constante – e uma recuperação do poder de compra da classe média, e de possuir vantagem tributária para fornecer para os seus vizinhos do norte. Não há dúvidas, porém, de que gráficas do México e do Brasil encabeçam a lista de um possível processo de consolidação. Ainda que tranqüilidade e estabilidade econômica não sejam parte integrante da história da região, o fato é que o crescimento (e principalmente o potencial de crescimento) do segmento de rótulos nesses países não é desprezível. Os números apresentados por diferentes palestrantes no encontro latino-americano são díspares, mas mostram que, se houver uma elevação na renda das populações locais, há muito espaço para crescer. Para se ter uma idéia, o consumo per capita de rótulos auto-adesivos não chega a 2 m2 em nenhum país americano abaixo dos Estados Unidos, onde cada habitante consome em média mais de 10 m2.

CTP EM ALTA – Equipamento da Anderson & Vreeland para gravação a laser de chapas, especialmente para banda estreita

atualizados tecnologicamente, buscando maior produtividade sem comprometer a qualidade. Por isso, fortalecem-se as tecnologias que visam a reduzir os tempos de set-up, viabilizando o fornecimento de lotes de rótulos cada vez menores com custos competitivos. É nessa combinação de fatores que apostam, por exemplo, os fornecedores de equipamentos digitais para impressão, como a Indigo, da HP, para alavancar suas vendas no mercado de rótulos. Na área de pré-impressão, os fluxos digitais tornaram-se a chave para a consistência na impressão e a simplificação de processos. Chapas gravadas digitalmente reduzem os ganhos de ponto, melhorando as áreas de degradês, e dão mais nitidez às imagens. Exemplos dessa realidade apresentados na feira paralela à conferência são a Flex-Light CBU, chapa de fotopolímero da MacDermid, a gravadora de chapas Flexo Laser, especialmente concebida para banda estreita, da Anderson & Vreeland, e os cilindros anilox da família Trio e Proline, da Praxair. Para quem acompanha o mercado, e para aqueles que estiveram na Drupa, as tendências em impressoras não trouxeram surpresas.

Atualização é inevitável
Para aproveitar as oportunidades de crescimento que se apresentam e responder às pressões de mercado listadas acima, os convertedores não têm escolha. Precisam manter-se 28 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004

Fica clara a força das soluções com combinação de processos, a perda de espaço das letterpress para as máquinas flexo e a eliminação de engrenagens em função do crescimento da tecnologia servo. Equipamentos de diversos fornecedores, como Gallus, Nilpeter e Mark Andy mostram isso. Outra mudança que deve ocorrer é a gradual substituição da serigrafia por tecnologias UV Flexo e UV em geral, como decorrência do desenvolvimento de tintas, cilindros anilox e clichês.

PADRÃO – Equipamentos de diversos fabricantes, como a MO-3300 da Nilpeter, trazem tecnologia servo e combinação de processos

Avanço do filme
No que se refere a substratos, a tendência é a substituição gradual de papel por filme, ainda que fornecedores de papel para rótulos afir-

mem que isso não é verdade. O papel, que hoje domina o mercado de auto-adesivos na América Latina, tem a seu favor, registre-se, o argumento ecológico – no mínimo no imaginário do consumidor. Mas o avanço dos filmes é inevitável, e deve acabar por deslocar o papel para nichos específicos. Entre os auto-adesivos, aposta-se na maior utilização de alternativas no-label look e de outras possibilidades com alto valor agregado como ferramenta de diferenciação. O auto-adesivo, contudo, deve enfrentar concorrência cada vez mais acirrada de sistemas alternativos de rotulagem, como o termo-encolhível, o in-mold label e o wrap around, que têm avançado consideravelmente em anos recentes. Além disso, as dificuldades que o

auto-adesivo enfrenta com o enchimento a quente, que tem crescido na indústria alimentícia, é um obstáculo adicional a ser vencido pelos fornecedores desse tipo de solução.

NO-LABEL LOOK – Em auto-adesivos, espera-se maior adoção das soluções com filmes transparentes

Valor nas especialidades
Grandes oportunidades para os laminadores estão concentradas no chamado mercado de especialidades. São os substratos destinados aos segmentos em que as etiquetas estão expostas a ambientes agressivos, em que tomam contato com produtos químicos ou altas temperaturas, por exemplo. Enxergam nesse filão ótimas oportunidades de crescimento empresas como a Avery Dennison, que conta com uma linha dedicada a esse tipo de mercado, a 3M, que reforçou seu foco nesse segmento ao adquirir, recentemente, a Emtech, e a Polyonics, especializada em fornecer para indústrias tão variadas como a aeroespacial e a de eletrônicos.

Coqueluche
Outro mercado que atrai o interesse cada vez mais intenso na área de rotulagem é aquele ligado à segurança de produtos, destinados a combater a falsificação, garantir a inviolabilidade e minimizar o os prejuízos com furtos nos pontos-de-venda. As soluções que a cadeia de rotulagem apresenta vão de filmes tamper evident e hologramas a microchips e antenas incorporados aos rótulos. A grande coqueluche do momento são as RFID, etiquetas inteligentes que podem somar aos aspectos de segurança a vantagem de armazenar informações, exercendo funções importantes nos processos logísticos. Apesar do enorme crescimento da área de rótulos de segurança, os altos custos de muitas das soluções ainda têm impedido a sua adoção em mais larga escala. No caso das RFID, um problema adicional é a falta de harmonização das freqüências. Os investimentos feitos em toda a cadeia, porém, permitem prever que, em breve, essas soluções devem estar mais popularizadas. Na linha de redução de custos, a Amagic Holograms apresentou no evento o cold foil como alternativa mais barata ao holograma. As vantagens, segundo a empresa, não se restringem ao custo, e envolvem aspectos operacionais. O cold foil pode ser aplicado diretamente na etiqueta ou na embalagem, com uma impressora flexográfica normal dotada de secador UV e outros acessórios que são padrão entre os convertedores.

Em 2005, no Brasil
ESPECIALIDADES – Para resistir a temperaturas variadas e ambientes agressivos, muitos desenvolvimentos na área de substratos

A próxima edição do Latin American Label Summit já está marcada. Acontece nos dias 17 e 18 de maio de 2005, em São Paulo, pouco mais de um mês antes da 2ª Label Latinoamerica (veja na página 32). A realização, no Brasil, de tantos eventos importantes dedicados exclusivamente à área de rotulagem mostra o dinamismo do setor no país.

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Quase tudo pronto para a Labelexpo Americas 2004
Estão adiantados os preparativos para aquele que é considerado o mais importante encontro da indústria americana de rótulos e acessórios de decoração de embalagem. Trata-se da Labelexpo Americas, cuja edição 2004 acontecerá em Chicago, entre os dias 13 e 16 de setembro. Dos cerca de 55 000 metros quadrados de área de exposição do Donald E Stephens Convention Centre, onde o evento será feito, a organização informa que 92% já foram reservados. Na edição passada, feita em 2002, 12 500 profissionais visitaram a Labelexpo Americas. Entre as novidades deste ano, o destaque será o lançamento de uma enciclopédia específica sobre a indústria de rotulagem, que está sendo produzida pela própria organização do evento. www.labelexpo-americas.com +44 (0) 20 8846 2731

Feira nacional de rotulagem projeta expansão
A segunda edição da Label Latinoamerica – Feira Internacional de Etiquetas Adesivas deverá acontecer entre os dias 28 de junho e 1o de julho de 2005, no Expo Mart, em São Paulo. O anúncio foi feito pela Compacta, empresa organizadora do evento. A expectativa inicial é que 180 expositores participem da segunda Label Latinoamerica. Na edição inaugural, realizada em março último, 80 empresas ocuparam os estandes do Expo Mart. A projeção de expansão é baseada no potencial de crescimento do mercado brasileiro de rótulos e etiquetas, cujo consumo anual gira em torno de 1,5 metro quadrado por habitante, contra 18 metros quadrados nos Estados Unidos. A Compacta também espera dobrar o número de visitantes da Label Latinoamerica, que em sua primeira edição foi de 8 000 pessoas. De acordo com o vicepresidente da empresa, Caio de Alcântara Machado Junior, a realização da segunda edição da feira já no ano que vem foi uma forma de encaixa-la no calendário internacional de eventos de rotulagem. “A partir da segunda edição, o evento passará a ser realizado bienalmente”, adianta. www.compacta.com.br (11) 6909-0908

Nilpeter passa a operar diretamente no Brasil
Fabricante de impressoras flexográficas de banda estreita com foco no mercado de rótulos, a Nilpeter anunciou a criação de uma subsidiária brasileira, que será responsável pela distribuição e assistência técnica de toda sua linha de produtos. Segundo Jakob Landberg, diretor de vendas da empresa, a abertura da base brasileira sinaliza o esforço de aproximação da Nilpeter com a América Latina em geral, e com o crescente mercado brasileiro de rótulos em particular. “Estamos muito otimistas com essa expansão, e acreditamos que nossa presença no Brasil nos proverá um entendimento mais profundo das necessidades do mercado latino-americano”, diz Landberg. O responsável pela Nilpeter no Brasil será Rubens Wilmers, que citou a assistência pósvenda como uma das prioridades da operação local. A empresa também informou que a abertura do escritório brasileiro não comprometerá sua parceria com a Intergrafica Print & Pack (IPP), principal representante da marca na América Latina. www.nilpeter.com No Brasil (11) 8114-3534

Bauch & Campos comemora dez anos
Criada em 1994 para importar rotuladoras de auto-adesivos, a Bauch & Campos/E-Packing, que hoje produz equipamentos próprios e também atua com consumíveis e desenvolvimento de embalagens, está completando dez anos. Com fábrica situada em Embu (SP), a empresa afirma dominar 75% do mercado brasileiro de rotuladoras, além de exportar para América Latina, Estados Unidos e México. De acordo com Ilze Ramos, coordenadora de marketing da B&C, a trajetória de crescimento da marca pode ser explicada pelo custo competitivo. “Quando começamos a fabricar, nosso preço era em média 30% mais barato que o das rotuladoras com tecnologia equivalente”, ela diz, acrescentando que a empresa possui uma filial portuguesa no pólo industrial de Marina Grande, distante 150 km de Lisboa. www.epackingroup.com (11) 4781-2359

Prodesmaq leva prêmio da Finat
Os rótulos do vinho Campino Soleo Frisante, produzido pela L.C. Marcon Indústrias Ltda., renderam à Prodesmaq o prêmio Impressão Digital na categoria Bebidas Alcoólicas da 24ª edição da International Label Competition, concurso promovido anualmente pela Finat. Produzidos em offset digital, os rótulos têm aplicações de hot stamping e verniz. A cerimônia de premiação aconteceu em junho, na Dinamarca. www.prodesmaq.com.br • (19) 3876-9300

32 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004

feira >>> fispal

Inépcia não deu o tom
Ao revelar novidades de impacto, muitas delas resultantes de pesados investimentos, vigésima edição da Fispal Tecnologia deixa claro que a indústria de embalagem aposta em retomada da atividade econômica
s mais familiarizados com o jargão do mercado de ações conhecem, para não dizer que há de se presumir que utilizem rotineiramente, o termo “blue chip”. Ele é utilizado para designar aquelas companhias que, independentemente do cenário econômico, operam sempre no azul, proporcionando algum retorno. Alheias aos picos de euforia e de depressão que marcam os desempenhos de certas siglas, elas estão sempre garantindo movimentação, como que embaladas num moto-contínuo. Trasladando essa definição à realidade das feiras de negócios da cadeia de valor da embalagem, é possível atribuí-la à Fispal Tecnologia, que de 1o a 4 de junho de 2004 teve sua vigésima edição realizada no Anhembi, em São Paulo. Afinal, em que pese a expectativa generalizada de melhora econômica nos próximos meses, era de se esperar que o último exercício, de PIB negativo, influísse de modo igualmente negativo no evento. Todavia, assim como nos outros anos de perfil turbulento, com atividades e expectativas contidas, a boa movimentação da feira reforçou a impressão de que ela se vale mesmo de uma espécie de “efeito teflon”, não sendo atingida de modo muito significativo pelas questões conjunturais. Os organizadores dão conta que passaram pela Fispal Tecnologia, em seus quatro dias de funcionamento, 71 227 profissionais. “A feira fomentou negócios da ordem de 4,8 bilhões de reais para os 1 764 exposi-

O

VITRINE – Sacola oficial da Fispal, feita pela Antilhas, mostrou o BOPP de biodegradabilidade acelerada da Polo, além de divulgar os patrocinadores do evento

tores”, calcula, sem explicitar a metodologia utilizada, Luiz Fernando Pereira, diretor da feira. Ainda de acordo com ele, muitas empresas fecharam no evento negócios que cobrirão de três a seis meses de seu faturamento anual. Brota daí a dúvida: será que, para as empresas do setor, o aspecto congregante da feira reforça seu caráter estratégico para os negócios em momentos economicamente claudicantes? Deixando essa pergunta em aberto e partindo para as impressões absorvidas nos corredores do evento, um ponto particularmente interessante é que, nesta edição de 2004, muitas empresas deram ênfase à apresentação de novidades, muitas delas frutos de pesados investimentos. É uma evidência de que, mesmo em meio ao trote da atividade econômica, a indústria de embalagem não está estacionada. Aliás, esse foco na revelação de tecnologias, produtos e serviços, e não só na simples confraternização com a clientela, somente contribui para tornar eventos como a Fispal Tecnologia mais seletos e profissionais – o que, diga-se de passagem, é uma reivindicação freqüente dos expositores das feiras de negócios da indústria de embalagem. EMBALAGEMMARCA selecionou alguns dos lançamentos e inovações mostrados ao público. Nas páginas a seguir, o leitor poderá acompanhar aquilo que mais nos chamou a atenção durante o evento.

FOTO: STUDIO AG

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Filme de BOPP ecologicamente correto atrai olhares
Tradicional fabricante nacional de filmes de polipropileno bi-orientado (BOPP), a Polo utilizou a Fispal Tecnologia como plataforma para o lançamento oficial de seu filme de BOPP Polo Bio, que traz o diferencial da biodegradabilidade acelerada devido à adição, em sua produção, da tecnologia inglesa D2W, licenciada no país pela RES Brasil (já abordada em EMBALAGEMMARCA nº 52, dez. de 2003). O Bio pode ser encontrado nas versões com possibilidade de selagem nas duas faces ou selável em uma face e tratado na outra para laminação ou impressão. “De início, o lançamento tenderá a atrair produtos que já apelam à responsabilidade ambiental em suas embalagens, como os de higiene pessoal e os cosméticos de razoável valor agregado”, sentencia Eduardo Franco Batagini, supervisor de desenvolvimento de mercado da Polo. “Num prazo maior, porém, é crível que muitas outras embalagens hoje adeptas do BOPP tradicional migrem para o biodegradável, por efeitos legislativos ou por pura tendência, com clienteschave influenciando o mercado.” Batagini conta que até a indústria de tabaco está interessada na novidade, para implementá-la nos envoltórios das carteiras de cigarro, diminuindo assim o impacto ambiental de suas embalagens. Por ora, o Bio está disponível transparente, mas já corre o desenvolvimento de uma alternativa metalizada. O Polo Bio, inclusive, pôde ser visto numa aplicação final já na feira, laminando a sacola oficial da Fispal, toda fabricada com plásticos de biodegradabilidade acelerada pela Antilhas (foto na página anterior). “Buscamos mostrar essa novidade ao mercado de alimentos, uma vez que ela já está sendo utilizada em perfumaria e cosméticos”, afirma Maurício Groke, diretor comercial da convertedora. A sacola também revelava outras novidades: era um standup pouch, formato que a Antilhas passa a trabalhar com a aquisição de uma máquina da Maqplas, e trazia a aplicação de um pigmento de efeito da Merck em sua impressão flexográfica, o que lhe conferiu um visual de tinta metalizada.

Polo: (11) 3706-8202 • www.poloind.com.br / Antilhas: (11) 4152-1111 • www.antilhas.com.br / RES Brasil: (19) 3871-1897 • www.resbrasil.com.br / Maqplas: (11) 3602-8355 • www.maqplas.com.br / Merck: (11) 3346-8500 • www.merck.com.br
STUDIO AG

Fitilhos abrem novos rumos
Na Fispal os visitantes puderam travar contato com a mais recente novidade em fitilhos da PP Payne, o Supastrip Impact, que, além de facilitar a abertura de embalagens, permite incorporar mensagens, transformando-se numa mídia adicional (o produto foi detalhado em nossa última edição). Além desse novo produto, a PP Payne divulgou as amplas possibilidades de utilização do Supastrip XL, fitilho que, nas palavras de Milena Pimenta de Souza, da área de marketing da empresa, “ganha novas aplicações a cada dia”. Um exemplo, mostrado na feira, é fruto de uma parceria da PP Payne com a fabricante de rótulos Propack. Esta última adotou o Supastrip XL no Termocap, lacre de PVC termoencolhível para vedar embalagens de águas minerais, alimentos, sucos e cosméticos. “Para atender aos mais diversos requisitos dos clientes, podemos fornecer os fitilhos em todas as cores da escala Pantone”, informa Milena. PP Payne (11) 5523-2312 • www.pppayne.com. Propack (11) 4781-1700 • www.propack.com.br

Combinação premium
Além do filme de BOPP mais amigo do ambiente, o estande da Polo trouxe outra novidade, resultado de uma parceria fechada entre a empresa e a fornecedora de papéis especiais Brasilcote. Tal união está resultando no fornecimento de papéis cartão laminados com filmes de BOPP perolados, metalizados ou transparentes, que levam impressão em offset no seu verso. Ganha-se, assim, a possibilidade de criar cartuchos diferenciados, com visual apurado. “Já temos algumas aplicações decorrentes dessa parceria em embalagens de cigarros”, comenta o supervisor de desenvolvimento de mercado da Polo, Eduardo Franco Batagini. “Em alimentos, cremos num potencial em nichos como o de caixas de bombons e de outros itens de apelo premium.” Brasilcote (11) 4360-6211 • www.brasilcote.com.br

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Ploc Off mais larga
O ás guardado na manga para a Fispal pela Brasilata foi uma nova versão de sua lata Ploc Off, voltada ao acondicionamento de alimentos, com diâmetro maior, de 99,5mm. Carlos Viterbo, diretor de marketing da empresa, explica que a nova lata é apelativa para produtos alimentícios secos como leites em pó, cafés, cereais matinais e suplementos nutricionais. A Ploc Off possui fechamento com prática tampa plástica, e prescinde do uso de máquina recravadora, pois seu envase é feito pela abertura superior. Brasilata (11) 3871-8500 www.brasilata.com.br

Lata com Neck In incorporado
Tradicional provedora de embalagens metálicas, a Prada divulgou como principal novidade durante a Fispal uma nova linha de latas de diâmetro 73mm para conservas com “Neck In”, detalhe na con strução dessas embalagens que propicia um melhor empilhamento. Já em comvisitantes passaram pelo ercialização, essa linha está estande da Prada. “Hoje, em sendo produzida na filial da virtude de seu crescimento, a Prada em Uberlândia (MG). feira estimula esse trabalho No futuro, será fabricada de relacionamento e também também na filial de Araçatuba proporciona a abertura de (SP). De acordo com Djalma novos negócios”, comenta o Carlos, gerente de vendas da profissional. metalúrgica, cerca de 700 Prada (11) 5682-1046 • www.prada.com.br

Fechamentos práticos são os alvos do alumínio
Partícipes de peso da cadeia nacional de valor do alumínio revelaram na Fispal Tecnologia novidades relacionadas à produção de fechamentos. Foi o caso da Alcan, que aproveitou o evento para fazer a estréia de sua marca Alu.Fácil, que compreende uma nova chapa de alumínio destinada à fabricação de tampas do tipo easy open para recipientes metálicos (foto 1). Esse novo material estreará no mercado nacional através de uma parceria da Alcan com a Metalúrgica Mococa, que já está produzindo tampas de abertura fácil no diâmetro standard de 73mm. “Prevemos que as tampas fabricadas com o Alu.Fácil terão grande aceitação em mercados como o de molhos de tomate e o de pet food”, considera Luís Fernando Madella, diretor de marketing de produtos laminados da Alcan, lembrando que somente esses dois mercados, nas estimativas da companhia, consomem mais de 1,5 bilhão de tampas por ano no país. O executivo revela que a Alcan levou dois anos para desenvolver a melhor composição dessa chapa e adaptála ao parque industrial brasileiro. “Adaptar linhas de produção já operantes para o trabalho com a Alu.Fácil é simples e pouco oneroso”, ele garante. A primeira linha de produção dessa chapa terá capacidade para contemplar a fabricação de 240 milhões de tampas por ano. Por sua vez, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), braço do Grupo Votorantim, anunciou sua entrada num seleto grupo: o de fornecedores de folhas metálicas dedicadas à produção de tampas para o sistema peel-off de vedação de embalagens (foto 2). Apenas duas outras empresas disponibilizam bobinas de alumínio com tecnologia para a fabricação desse produto no mundo, e a CBA passa a ser a primeira brasileira. A obtenção dessas novas folhas de alumínio se deu graças à aquisição de uma máquina laminadora e envernizadora Polytype, capaz de trabalhar com folhas de 0,2mm de espessura. “Esse investimento, da ordem de 10 milhões de dólares, nos torna aptos a oferecer à cadeia nacional de embalagens folhas de alumínio de maior nobreza, com revestimentos diferenciados e estruturas mais sofisticadas”, resume Fábio Caveiro, gerente de embalagens da CBA. Outra novidade derivada da Polytype é a linha de folhas de baixa espessura e com isenção total de furos para a produção de embalagens para fármacos.

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Alcan (11) 5503-0722 • www.alcan.com.br / CBA (11) 3224-7000 • www.cba.com.br Metalúrgica Mococa (19) 3656-9300 • www.metalurgicamococa.com.br

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Papéis cartão revestidos são coqueluches da feira
Conforme EMBALAGEMMARCA antecipou com exclusividade em sua edição anterior, a Suzano e a Klabin aproveitariam a feira para lançar papéis cartão revestidos na origem, dedicados à confecção de embalagens para alimentos refrigerados e congelados. Esses novos produtos, respectivamente denominados TP Polar e KlaKold, foram os carros-chefes dessas fabricantes de papéis no evento. Ambos levam revestimento de resinas especiais em vez do polietileno comumente utilizado para a conversão das chamadas “embalagens frigorificadas”, o que, além de lhes conferir barreiras superiores às ações da gordura e da umidade, potencializa a sua reciclagem. No caso da Klabin, como explica seu diretor de marketing Theodolindo Borges, a resina, aplicada na camada interna do cartão, é feita com látex à base de água. “Esse revestimento proporciona a diminuição de gramatura do cartão em relação à solução que tínhamos anteriormente, revestida com polietileno, e permite que alimentos sejam acondicionados em contato direto com a embalagem”, diz o profissional. No balcão concorrente, a Suzano acredita que, ao lado das vantagens pró-ecológicas garantidas pela adição da resina especial, o TP Polar também antecipa uma tendência latente em outros países. “O fato de ele ser um cartão triplex, ou seja, com verso branqueado, faz com que ele transmita maior clareza e limpeza, o que já vem sendo preconizado nos Estados Unidos e na Europa e inevitavelmente será exigido por aqui também”, aposta Ana Camargo, gerente de produto papelcartão da Suzano. Ela ainda enfatiza que o TP Polar é o único de sua categoria no Brasil certificado pelo instituto ISEGA, da Alemanha, seguindo normas internacionais do FDA americano e do alemão BgVV (Instituto Federal para a Proteção da Saúde dos Consumidores e Medicina Veterinária). “Seguimos o que há de mais rígido em normas internacionais de segurança alimentar”, salienta Ana. Quem também movimentou a feira entre os fabricantes de celulose e papel foi a Ripasa, que transformou seu estande num showroom de embalagens inovadoras produzidas com seus papéis cartão – inclusive aqueles que embutem a tecnologia PEX de cartões revestidos com polietileno na origem – e aproveitou o evento para comunicar os investimentos que estão sendo feitos em suas unidades fabris. Mais que isso, a Ripasa reforçou a divulgação do cartão Novo ArtPremium e dos couchés revestidos Image Label, indicados para a conversão de rótulos e envoltórios.

Frutas com menores perdas
Fruto de investimentos da ordem de 1 milhão de reais, o novo produto da Orsa Celulose, Papel e Embalagens, o Orsa Platô System, foi apresentado ao público durante o evento. Trata-se de uma embalagem de papelão ondulado especialmente desenvolvida para frutas destinadas à exportação e ao mercado interno como, por exemplo, maçã, mamão, uva e manga. Além de proteger contra choques mecânicos provenientes do transporte e do empilhamento, o que, diz a Orsa, garante alta economia nos processos logísticos, o lançamento apresenta um design que permite montagem automática para maior praticidade e agilidade no empacotamento das frutas. Segundo a Orsa, o Platô System responde a uma necessidade de mercado, uma vez que dados de produtores apontam que certas frutas transportadas a granel sofrem perdas de até 30% durante sua fase de distribuição. A embalagem atende ao compromisso de responsabilidade ambiental, sendo descartável, reciclável e biodegradável, possui alta resistência à umidade e propicia uma apresentação de maior impacto no ponto-de-venda. Orsa (11) 4689-8700 www.orsaembalagens.com.br

Suzano (11) 0800 55 5100 • www.suzano.com.br Klabin (11) 3225-4000 • www.klabin.com.br Ripasa (11) 0800 11 3257 • www.ripasa.com.br

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Flexibilidade e velocidade maiores com nova plataforma
Maior expositora da Fispal Tecnologia, a fornecedora de sistemas de embalagens cartonadas assépticas Tetra Pak apresentou uma plataforma inédita no mercado, disponível através das máquinas Tetra Pak A3/Flex e Tetra Pak A3/Flex com tampa FlexiCap. Essas máquinas são as primeiras a possibilitar o envase de caixinhas de tamanhos diferentes, desde que elas tenham a mesma base. Como explica Osvaldo Lobo, diretor técnico da Tetra Pak, essa flexibilidade é um apelo para produtores médios que queiram fazer o envase de dois produtos distintos na mesma máquina. “Pode-se envasar um tipo de embalagem de manhã e, à tarde, outro”, ele exemplifica. A troca de formatos é rápida: as alterações no setup são feitas entre 12 e 15 minutos. Inicialmente, essas máquinas permitirão cambiar entre caixinhas de 500ml e 1000ml. Em breve, porém, deverá ser lançado o intercâmbio entre embalagens de 200ml e 250ml. Também lançada na feira, a Tetra Pak A3/Speed, voltada a quem trabalha com o envase de embalagens de tamanho único, tem na altíssima velocidade de processamento seu principal atrativo: é capaz de envasar até 12 000 embalagens de 1000ml ou 20 000 embalagens de 250ml por hora. A plataforma A3 foi desenvolvida em Modena, na Itália, e, por não ter peças móveis, e sim um sistema eletrônico de controle, possibilita a troca rápida de formatos e reduz o desgaste das peças. Outro item destacado pela multinacional sueca durante o evento foi a recémlançada tecnologia UltraFresh, uma evolução do processo de ultra-pasteurização (UHT) do leite. “O leite fica com sabor mais intenso e mais cremoso sem que haja alteração em sua composição”, explica Walfner Leitão, diretor de sistemas de processamento da Tetra Pak. Totalmente desenvolvida no Brasil, a tecnologia estreou no mercado em abril, através da marca de leites Shefa. Tetra Pak (11) 5501-3200 • www.tetrapak.com.br

O brinde sinérgico que fez sucesso
set, a Mitri, fabricante do túnel de encoAlém de apresentar ao público sua rotulhimento, a Owens-Illinois do Brasil, fabriladora Roll Label (detalhada em nossa úlcante da garrafa, e a própria Coca-Cola. tima edição), a Narita distribuiu na feira Foram distribuídas 35 000 garrafas duum brinde comemorativo, cuja produção rante o evento. “Além de comemorar a podia ser assistida in loco pelos visitanvigésima Fispal, o brinde serviu também tes: uma garrafinha de Coca-Cola revesticomo demonstrativo do rótulo termo-enda com um rótulo termo-encolhível alusicolhível, cuja demanda vem crescendo vo aos vinte anos da Fispal. O brinde uniu em torno de 50% ao ano”, afirma Alesa Mazda Embalagens e a Narita, que sandro Carlo Angeli, diretor da Narita. produziram o rótulo com filme da BonNarita (11) 4352-3855 • www.narita.com.br Mazda (11) 4441-6500 • www.mazdaembalagens.com.br Owens-Illinois (11) 6542-8000 • www.oidobrasil.com.br Mitri (14) 3283-3200 • www.mitri.com.br

Apelo da diversidade e da customização
Outro player de peso na área de embalagens cartonadas assépticas, a SIG Combibloc, expôs suas principais soluções, ressaltando diferenciais exclusivos de seus sistemas como as possibilidades de envase de produtos líquidos com pedaços, atrativa para produtores de sopas e de molhos com partes sólidas, e de envase de até quatro volumes diferentes numa mesma máquina. A flexibilidade de trabalhar diferentes volumes permite, por exemplo, a produção de embalagens promocionais, com volume maior que as de linha, sem a necessidade de troca da máquina. Ao lado da divulgação desses aspectos, a SIG Combibloc espalhou em seu estande embalagens de variados formatos, entre elas exemplos de mercado acondicionados nos formatos combibloc, combifit e até no combishape, ainda inédito no mercado brasileiro, que permite que os usuários usufruam um formato exclusivo de embalagem. SIG Cobibloc (11) 3168-4029 • www.sigcombibloc.biz

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Transferência térmica em evidência
Equipamentos de codificação ocuparam notável espaço na Fispal. Nessa área, houve destaque à impressão por transferência térmica, motivado sobretudo pela crescente necessidade de renovação dos sistemas de marcação de embalagens flexíveis. A Imaje, por exemplo, apresentou as impressoras da Série 5000 (foto), indicadas principalmente para a codificação de alimentos e fármacos. Elas se integram a qualquer embaladora e imprimem mensagens fixas e variáveis, logotipos e códigos de barras em todos os filmes de embalagem antes do enchimento, a velocidades de 500 mm/s em modo contínuo ou até 150 embalagens por minuto em modo intermitente, a 300dpi. A Série 5000 suporta ribbons de até 600m, o que lhes dá boa autonomia. Com igual carga do consumível, a Thermoprinter 48i, da holandesa Kortho, foi outra novidade. Apresentada pela Qualijet, ela trabalha em linhas intermitentes e imprime caracteres de 1,5mm até 12mm, em até 230dpi, sobre filmes flexíveis e etiquetas. A imagem a ser impressa, gerada num software, é transmitida à máquina através de um transmissor infravermelho. Imaje (11) 5564-9455 • www.imaje.com Qualijet (11) 3654-1510 • www.qualijet.com.br

Para impressões mais largas
A Sunnyvale expôs diversas soluções em codificadoras, etiquetadoras, equipamentos de inspeção e sistemas integrados. Entre as codificadoras, a vedete foi a Foxjet (foto), uma ink jet que apresenta o diferencial de poder imprimir códigos e dizeres com até 102mm de altura e largura ilimitada em caixas de embarque. A Foxjet possibilita a impressão de caracteres alfanuméricos, logotipos e códigos de barras em alta resolução, tem sistema de limpeza automática e possui tinta especial para códigos de barras. Outro lançamento foi o software Smart Monitor, que permite o gerenciamento de máquinas em redes ethernet e wireless ethernet (redes sem fio). Fabíola Padilha, do marketing da empresa, conta que o programa foi todo desenvolvido localmente. Sunnyvale (11) 3048-0100 www.sunnyvale.com.br

Para linhas médias
A Comprint destacou uma nova codificadora a laser de sua representada Videojet, a Focus S25 (foto). De acordo com a empresa, o equipamento reúne o que há de mais moderno em tecnologia de impressão a laser, imprimindo códigos permanentes e pequenos caracteres em alta resolução com operação simples, sendo um equipamento ideal para linhas de média velocidade. A Comprint também destacou na feira o ThermalPak, da ITW-Norwood, um codificador multi-lane de embalagens flexíveis por termo-transferência que permite codificar até seis linhas de embalagens diferentes ao mesmo tempo. Comprint (11) 3371-3371 • www.comprint.com.br

Rótulos e etiquetas não se furtam das inovações
Determinadas novidades ligadas à área de rotulagem e etiquetagem despertaram atenção no evento. A RR Etiquetas, por exemplo, mostrou sua nova linha Super 100 de adesivos para a conversão de etiquetas destinadas à marcação e coutou o Rótulo Tampa Resselável dificação de embalagens como frascom Sistema Identificador de Violacos plásticos e caixas de papelão ção (foto). Trata-se de uma etiqueta ondulado. Por ser fabricada em que faz o papel de lid para potes base acrílica de água e isenta de plásticos, levando adesivo somente substâncias tóxicas, ela permite a nas partes de contato com o reciconfecção de etiquetas que mantepiente, e que vem com uma aba nham contato prolongado com alique, além de facilitar a abertura, mentos em gôndolas frias. Produziacusa o rompimento da embalagem. da na planta da divisão RR Papéis, “Além de decorar, o rótulo pode veem Itaquaquecetuba (SP), a Super dar produtos de consumo regular, 100 também é indicada para etiquecomo temperos, chocolates, biscoitas aplicadas em embalagens de tos e confeitos, entre outros”, esclaprodutos químicos. rece Walkiria Castro, do marketing Por sua vez, a fornecedora de soluda empresa. ções auto-adesivas Novelprint debRR Etiquetas (11) 6525-9000 • www.rretiquetas.com.br Novelprint (11) 3768-4111 • www.novelprint.com.br

Robustez e rapidez garantidas
Grande referência na área de máquinas especiais e linhas de enchimento para o setor de bebidas, a Krones dedicou particular holofote na feira ao seu mais novo inspetor de garrafas vazias, o Linatronic K735. De acordo com a empresa, trata-se de um modelo mais econômico e compacto que os usuais, o que proporciona facilidade na sua instalação em plantas de espaço reduzido. Ele possui capacidade para inspecionar até 72 000 garrafas por hora e um sistema higiênico projetado para eliminar fragmentos de vidro e de outros materiais que porventura se acumulem na máquina. Seu software, atualizado, diminui o problema da falsa rejeição normalmente apresentado em equipamentos de inspeção, e seu sistema modular permite que a máquina seja adquirida apenas com os tipos de inspeção básicos, deixando aberta a possibilidade de o cliente adquirir novos módulos progressivamente. Também foi dada ênfase, no estande da Krones, à estratégia de consolidação da Kosme, empresa recentemente adquirida pelo grupo voltada a máquinas e linhas completas para o chamado mercado just enough, formado por pequenos e médios engarrafadores. Krones (11) 4075-9500 • www.krones.com.br

Versátil e nacional
A Optima do Brasil mostrou na Fispal sua máquina envasadora SFH 100-8, indicada para o envase de produtos líquidos ou pastosos em recipientes rígidos de diversos tamanhos utilizados pelas indústrias alimentícias, químicas, farmacêuticas e de cosméticos. Totalmente automática, ela tem capacidade para envasar até doze recipientes por minuto, dependendo da característica do produto. O transporte dos recipientes pode ser com ou sem pucks de transporte e o sistema de dosagem é através de bombas de êmbolo controladas por válvula de diafragma. Segundo a Optima, os diferenciais da SFH 100-8 são a condução da bomba de êmbolo no curso do servo-motor, o que possibilita o esvaziamento do produto dentro da bomba por uma calha coletora, a rápida troca de formatos e o baixo custo de investimento e a facilidade de assistência técnica, uma vez que a máquina é 100% nacional. Optima (19) 3886-9800 • www.optima-bra.com

Doces novidades para candies
O acondicionamento de balas e candies em embalagens flexíveis foi alvo de algumas novidades em bens de capital mostradas na Fispal. A G.D do Brasil apresentou em seu estande o protótipo da GD Lumina, máquina para embalar balas mastigáveis, gomas de mascar, caramelos e toffees. Projetada pela italiana ACMA GD e produzida na fábrica da G.D em São Paulo, a Lumina formata, corta e embala em estilos de dupla torção, dobra lateral e dobra interior (foto 2), à velocidade de até 750 unidades por minuto, desempenho esse variável em função das características do produto, do estilo de dobra e do tipo do material de embalagem. Lançado oficialmente na feira, o protótipo foi desenvolvido há um ano e, segundo José Marcos Souza, gerente de marketing da G.D, já vendeu sete unidades. Já para o acondicionamento em embalagens do tipo pillow-pack, a Carlos A. Wanderley e Filhos destacou a Euro 76C/DS, da Eurosicma, uma de suas representadas (foto 1). Compacta e flexível, a máquina é especialmente desenhada para embalar candies individualmente e, dependendo das dimensões do produto e da qualidade do filme empregado, pode processar até 1000 peças por minuto.

G.D do Brasil (11) 6095-2000 • www.gdbr.com.br Carlos A. Wanderley e Filhos (11) 3812-2577 • www.carloswanderley.com.br

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Nos últimos anos as empresas têm descoberto o poder exercido pela embalagem sobre o comportamento dos consumidores. Cada vez mais, os profissionais de embalagem têm se especializado, e é muito importante contar com uma revista como EmbalagemMarca, que apesar de ainda jovem rapidamente se transformou em referência para quem quer saber mais sobre este fascinante assunto. EmbalagemMarca possui um projeto editorial bem definido, sólido, o que lhe dá a credibilidade que tem. É uma leitura acessível, agradável e indispensável para todos que trabalham em toda a cadeia de embalagens. Aqui n’O Boticário EmbalagemMarca é considerada uma ferramenta auxiliar nos desenvolvimentos. Conhecemos novos materiais e identificamos tendências, pois além das novidades e cases do mercado, através dela podemos prospectar novos e potenciais fornecedores.

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No ponto com alumínio
Danzka Cranberyraz Vodka é a aposta da Absolut Spirits Company, controladora da famosa chancela Absolut, para o mercado de vodcas com sabores de frutas. Com sabor proeminente de framboesa e notas de amora, a bebida chega às gôndolas em uma garrafa de alumínio estilizada. Segundo a fabricante, uma avaliação conduzida por um instituto de pesquisa independente constatou que a garrafa de alumínio da Danzka gela a bebida 50 minutos mais rapidamente e a mantém gelada 50 minutos a mais que as feitas de vidro.

Suco-chá
O Zingerade é a nova bebida pronta da americana Celestial Seasonings que une sabores de chás de ervas e de frutas à limonada. Chega aos ianques em embalagens cartonadas de 1,89 litro (meio galão), com parte superior do tipo gable top.

Batatinha é comida e co-mídia
A Pringles Prints, recémlançada variedade da marca de snacks de batata da Procter & Gamble, traz uma novidade: cada uma de suas fatias recebe a impressão de uma mensagem ou imagem numa ampla gama de cores, resultado do uso da tecnologia Prints. Numa parceria com a fabricante de brinquedos Hasbro, as fatias do snack estão recebendo enigmas, com perguntas e respostas gravadas em suas faces. O produto é vendido em multipacks que unem oito tubinhos, cada um com 20g.

Pepsi também com magrinha
Respondendo ao lançamento da Coca-Cola C2 (mostrada nesta seção na edição anterior), a Pepsi também está lançando nos Estados Unidos uma versão de sua cola tradicional com a metade de açúcar, carboidratos e calorias. A Pepsi Edge está sendo inicialmente vendida em garrafas de PET de 600ml (20 onças) e em multipacks com seis latas de 350ml. Para julho estava prevista a estréia da garrafa de PET de dois litros e do multipack com doze latinhas.

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Embalagem global?
Feira francesa procura identificar estratégias mundiais de embalagem
Por Wilson Palhares, enviado especial a Paris nstaurada no planeta de forma aparentemente irreversível (apesar de muita grita), a globalização da economia ressalta de forma cada vez mais clara, para as empresas em geral e para o universo do packaging em particular, a crucial importância da embalagem no movimento dos mercados para ganhar e manter espaço no maior número possível de países. Ao mesmo tempo, suscita nestes a necessidade de encontrar caminhos para resistir a tal avanço – ou para tirar proveito dele. Para apresentar a visão empresarial da globalização e do design de embalagem, sob ótica nitidamente européia, a Exposium, empresa organizadora do Salão Internacional Emballage 2004, a realizar-se de 22 a 26 de novembro em Paris, promoveu dia 9 de junho último, no hotel Plaza Athenée, na capital francesa, uma conferência de imprensa em que foi apresentado o estudo Pack.Vision, com o título “Embalagem, um mercado global – mito ou realidade?”. O objetivo declarado do trabalho é apontar tendências que possam influir na globalização da embalagem. Para isso, na elaboração do Pack.Vision procurou-se identificar as grandes estratégias mundiais de embalagem, transmitindo a visão de especialistas, obtida em entrevistas com profissionais e empresários responsáveis por marcas de renome e grandes agências de design de diferentes países. Além desse trabalho direto junto a vinte empresas européias, norte-americanas, japonesas, coreanas e chinesas, os realizadores do trabalho informam ter desenvolvido “pesquisas em documentação internacional e viagens e visitas a eventos globais” relacionados ao tema. Juntamente com mais de setenta veículos de comunicação especializados da Europa, dos Estados Unidos e da Ásia, EMBALAGEMMARCA, única revista brasileira convidada, acompanhou e resume a seguir a exposição e os debates do estudo, levados por seu responsável, Fréderic Loeb, da consultoria &Loeb Innovation, de Pa-

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ris; pela diretora da feira Emballage, Valérie Queffelec; pelo presidente da agência francesa de design Desgrippes Gobé, Joel Desgrippes; e pela diretora associada de planejamento da Fitch, de Londres, Siobhan Fitzgerald, também especializada em design e marca. Com esta síntese do estudo, EMBALAGEMMARCA espera suscitar alguma discussão sobre o tema da globalização, bem como antecipar um pouco do espírito, se não daquilo que poderá ser visto, materializado em produtos, em novembro próximo no salão que se apresenta como o “número 1 do mundo” na área de embalagem, dados seu porte e sua abrangência (esta, aliás, ampliada desde a edição bienal de 2000 de Emballage, com a incorporação da IPA Mostra Mundial de Alimentos Processados). Entendemos que, analisando sob ótica própria a visão proativa do trabalho patrocinado pela Exposium, empresas brasileiras poderão tirar conclusões para delinear estratégias de atuação em que suas marcas não fiquem situadas, inermes, no campo das “globalizáveis”. Pack.Vision parte da constatação básica de que, por ser “a parte mais visível de um produto, a embalagem comunica seus benefícios e os encarna através de sua forma, seu perfil, suas cores, seu formato e até seu cheiro”. Coloca, a partir daí, uma série de indagações, que responde ao longo de 32 densas páginas de resumo do estudo. O eixo central do trabalho é o esforço para definir qual a estratégia mais adequada para vender um mesmo produto no mundo inteiro, com base em algumas questões, das quais são destacadas aqui as seguintes: • Deve-se transmitir unilateralmente os valores específicos da marca – nova referência supranacional – ou adaptar-se às culturas locais? • Estaria ocorrendo

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uma harmonização global ou uma segmentação cada vez mais refinada? As respostas a essas perguntas e a outras, voltadas para interesses específicos de negócios europeus, vêm embutidas de forma mais ou menos abrangente numa espécie de fundamentação histórica do fenômeno da globalização. Pack.Vision observa que “o progresso tecnológico possibilitou forte aumento da produtividade e do poder financeiro de grandes multinacionais, que se viram ante a necessidade de instalar-se com rapidez em vários continentes a fim de garantir o crescimento de sua atividade”. Assim, a industrialização de bens de consumo em larga escala, iniciada nos Estados Unidos e rapidamente seguida pelos europeus e pelos japoneses, resultou no surgimento da noção de marcas, cuja formalização começou nos anos 70, antes de generalizar-se no final dos anos 80. Progressivamente, afirma o estudo, “a comunicação (a propaganda) elevou as marcas ao status de objetos de desejo que vai além de sua mera função de in-

formar e distinguir. “Marcas sem legitimidade cultural seduziram populações do mundo inteiro”, está dito ali. Essa é, de certa forma, uma resposta à primeira das questões colocadas: os valores específicos da marca não são transmitidos unilateralmente, mas de forma muito sutil por meio da comunicação publicitária, de sites na Internet, nas lojas que as comercializam e, claro, nas embalagens. Essa transmissão de valores passa necessariamente pelo filtro das culturas próprias de cada país, de modo que a industrialização de produtos tradicionais tem de ser feita com soluções locais. O estudo constata também que a consolidação global de marcas como Nestlé, Kellog’s, Coca-Cola, Pepsi, Marlboro (“um dos raros produtos realmente mundiais”) e muitas outras não se deve apenas a esforços de comunicação e à conseqüente aspiração dos consumidores de adquiri-las. Cabe papel crucial para a conquista de mentes e corações de quem compra no mundo globalizado o domínio do que há de mais avançado em criação e

em tecnologia de produção. Ou seja, cresce de um lado a importância das agências de design locais, já que as empresas e seus escritórios de design contratados na sede que visa à expansão das marcas têm de trabalhar em sintonia com aquelas. A evidência é que na outra ponta, a da da tecnologia de produção, é vital estar em sintonia com o estado da arte. Do preâmbulo de fundamentação do estudo, que toma um terço da apresentação, pode-se extrair então duas conclusões essenciais: 1. É preciso distinguir as marcas ‘globais’ que abrangem produtos e serviços sem vínculo cultural com as populações que as consomem das marcas globais que propõem produtos ‘locais’ adaptados aos gostos e aos usos nascidos da tradição. 2. Embora os países asiáticos venham se esforçando e ganhando terreno, o principal fator de diferenciação das indústrias ocidentais (leia-se americanas e européias) de embalagem é a tecnologia de ponta. Independentemente desta última afirmação, o estudo ressalta que “no curto e no médio prazo, cinco grandes famílias de correntes sócio-culturais fazem evoluir o consumo, as motivações, os usos e os costumes em relação à embalagem”. Sem descrições pormenorizadas, seriam os seguintes os fatores determinantes da globalização da embalagem, ao mesmo tempo que de uma abordagem mais “local”, mais específica: • a preocupação com a saúde • a ergonomia (a interação com os objetos) • o peso das origens (raízes) • as evoluções do prazer • o relacionamento com outras pessoas. O consultor Fréderic Loeb ilustrou sua apresentação no Plaza Athenée com projeções de fotografias de embalagens que traduzem as constatações da pesquisa. Assim, é interessante notar que embalagens de produtos alimentícios, por exemplo, têm invariavelmente – até por imposição legal dos diferentes países onde são comercializadas – maior quantidade de informação do que as de produtos “objetos de desejo”. Entre outros exemplos típicos ele citou os tênis Nike, Adidas e Reebok, os computadores Apple, os eletrônicos Sony e os telefones móveis Nokia. 58 >>> EmbalagemMarca >>> julho 2004

Tais símbolos de sonho de consumo se enquadram no que Loeb denomina “tendência das marcas à rotulação”. Por essa expressão, ele define a universalização das logomarcas como fator sintético e universalmente identificável de marcas. Uma das características dessa tendência é a vertente à simplificação, sobrepondo imagens (logos) a idiomas e sistemas de escrita. Essa inclinação é especialmente notável nas marcas de artigos de luxo. “Elas não mudam sua linha de produtos, sua imagem ou suas lojas conforme o país em que estão”, registra o estudo. “Estejam em Paris, Nova York, Londres, Tóquio ou Dubai, as lojas das grandes marcas de luxo se parecem, propõem praticamente os mesmos produtos, até as vitrines têm quase as mesmas montagens simultaneamente. Em termos de embalagem, uma marca de luxo faz de maneira que sua embalagem seja sempre a mesma no mundo inteiro, mesmo que as grandes marcas de cosméticos muitas vezes fabriquem seus produtos em diferentes indústrias espalhadas pelo mundo. Os produtos e a propaganda permanecem os mesmos no mundo inteiro, mas sempre há uma seleção local mais ou menos definida.” Assim pode-se concluir, como coloca o Pack.Vision: “A embalagem e o design universais não parecem estar às vésperas de existir. Isso significaria que todas as pessoas têm as mesmas aspirações, as mesmas aceitações, os mesmos gostos. A situação econômica, a cultura local, os esquemas mentais do consumidor, suas formas de abastecer-se nos circuitos de distribuição locais constituem fatores chaves que condicionam o desenvolvimento de uma marca e de sua embalagem.” É por tudo isso que, além de testes e de pesquisas com consumidores, para definir a apresentação de um produto em países muitas vezes (na verdade, sempre) dotados de cultura, usos e costumes diferentes dos vigentes nas sedes das empresas voltadas para a globalização se torna cada vez mais importante considerar a embalagem como meio de expressão de seu contexto.

Potes estréiam coalhadas com frutas
A alagoana Fazenda Boa Sorte (FBS) está lançando a primeira linha de coalhada com frutas do Brasil sob a marca Nude. A novidade, que chega às prateleiras dos principais supermercados do Nordeste, possui os sabores morango, ameixa, goiaba e banana com morango, e ainda versões light. Os copos de polipropileno de 130g que acondicionam a linha são fornecidos pela Huhtamaki. Seus lids de alumínio são fabricados pela Emplal. O design é da Level Comunicação.

Bebida de soja com longa vida
Diversificando sua linha de produtos, a Shefa, produtora de leites da região de Campinas (SP), lança a Bebida à Base de Soja Sabor Original. Desenvolvido com o objetivo de atender as pessoas que têm intolerância à lactose, o produto é acondicionado em embalagem Tetra Brik de 1 litro, da Tetra Pak, com visual assinado pela Plano.

Pouch no food service
A Gomes da Costa acaba de lançar um produto inédito voltado ao canal do food service: atum em conserva num pouch de plástico aluminizado. A embalagem acondiciona 1 quilo de atum sólido ou ralado. Bolada para atender as necessidades do mercado de restaurantes, bares e lojas de fast food, a nova embalagem mantém a umidade e a textura do atum graças a um processamento térmico diferenciado do produto, que dispensa a adição de líquido de cobertura. O pouch traz ainda um sistema de abertura que dispensa o uso de utensílios cortantes, bastando rasgá-lo no local indicado.

Bertin agora é marca no varejo
O Grupo Bertin, maior frigorífico exportador de carne bovina do Brasil, apresenta a nova identidade visual das embalagens de suas linhas Supergelados e Cortes Grill, voltadas ao varejo. A antiga marca utilizada nesse canal, a Tutty Bon, dá lugar à atual, Bertin. As embalagens, que trazem inscrições em braile, foram desenvolvidas pela Giacometti e são fabricadas em papel cartão laminado com polietileno pela Gráfica Estrela.

Aspecto dinâmico
Recém-lançada pela Sther Cosméticos, a Lory Kids é uma linha de colônias infantis cujas embalagens apresentam uma inovação na categoria: válvulas em forma de gatilho, fornecidas pela Calmar. Comum em produtos de limpeza e higiene pessoal, o fechamento foi adotado, segundo a empresa, para “conferir um aspecto dinâmico e divertido” aos produtos. Feitos de filme transparente, os rótulos da linha Lory Kids são da MLS Etiquetas, e os frascos, da Santa Thereza.

Jussy com Prisma
A linha de sucos Jussy, produzida pela Cereser, de Jundiaí (SP), passa a contar com mais uma opção de embalagem: a Tetra Prisma de 330ml, da Tetra Pak. A nova linha de sucos é apresentada nos sabores pêssego, manga e uva, todos com versões light. O design das embalagens é da Plano.

Reforma gráfica e vedação garantida
A Tintas International, da Akzo Nobel, reformulou o visual de todas as suas embalagens, em projeto gráfico desenvolvido pela agência inglesa Novas International, que já cuidou do layout de outras marcas do grupo, como Ypiranga e Wanda. Segundo a assessoria da empresa, as latas são fornecidas pela Brasilata, pela Cerviflan e pela Cia. Metalgraphica Paulista (CMP). Da primeira, a empresa utiliza o sistema de fechamento Tampa Plus, que permite identificar violações. As latas da Cerviflan são dotadas do Treck System, sistema desenvolvido para garantir vedação, evitando vazamentos mesmo após a abertura.

Web-novidade Com o intuito de disponibilizar ao público a maior quantidade possível de informações sobre seus produtos e serviços, a produtora de embalagens, peças técnicas e utilidades domésticas Incom resolveu reformular seu site (www.incom.com.br). O novo visual é obra da LightHouse. Programa completado Dando continuidade ao seu programa de reestruturação, o grupo suíço SIG se desfez de duas unidades de negócio, a SIG Kautex (máquinas extrusoras para a indústria automotiva) e a SIG Blowtec (máquinas extrusoras para embalagens plásticas), para os investidores alemães Adcuram Beteiligungs AG. O negócio é o último do programa de reestruturação estratégica do grupo. Nova coordenação Aparecido Borghi, especialista em Inovação de Embalagem da Kimberly Clark, é o novo coordenador do Grupo de Profissionais de Embalagem (GPE) da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), criado há quatro anos para congregar atuantes da área. “Queremos que os designers conheçam as limitações dos convertedores e que estes entendam a pressão que as agências recebem por prazos menores e por diferenciação, mas sem aumento de custos de conversão”, afirma o profissional. Separação A Hi Design se desmembrou para formar duas novas agências: a Hi Design/Toro e a Projeto Integrado. Elas são coordenadas, respectivamente, pelos antigos sócios da Hi Design, Sara de Paula Souza e Christian Klein. O telefone da primeira é o (11) 5044-7820. O da segunda, (11) 3884-9344. Labor agradável A Petroquímica Triunfo, importante produtora de polietileno de baixa densidade (PEBD), foi incluída na lista das 100 melhores empresas da América Latina para se trabalhar elaborada pela consultoria americana Great Place to Work Institute. É a única companhia petroquímica a constar nesse levantamento.

Oscar do Design abre inscrições
Estão abertas até 23 de julho em primeira chamada e 6 de agosto próximo em chamada final as inscrições de empresas brasileiras para a edição de 2005 do Design Excellence Brasil (DE Brazil), projeto desenvolvido em parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a APEX-Brasil e a Câmara Brasil-Alemanha. A iniciativa visa promover o reconhecimento internacional do design de produtos e serviços brasileiros, tendo como resultado o fortalecimento da imagem do país como produtor de bens com maior valor agregado e, conseqüentemente, apoio à ampliação da plataforma de exportação. As empresas e projetos aprovados numa primeira seleção serão inscritos na premiação iF Design, conhecida como Oscar do Design e representada no Brasil pela Hannover Fairs do Brasil. Com espaço próprio em Hannover, o iF Design permanece aberto durante sete meses e recebe em média 300 000 visitantes, sendo a exposição de design mais visitada do mundo. O prêmio se dá na forma do desejado Selo-iF, que valoriza as chances de mercado dos produtos laureados. Ano a ano o Brasil vem conquistando número crescente de prêmios nas diferentes categorias que compõem a premiação. Em 2004 recebeu 25 premiações, ficando à frente de países com forte tradição na área de design, como a Itália e o Japão. Em embalagem o prêmio coube ao frasco de Perfume do Brasil Breu Branco, Cumaru, da linha Ekos da Natura, criado pela designer Filomena Padron, da própria empresa.

(11) 5187-5138 / 5187-5100 www.debrazil.com.br

Maior proximidade com o cliente
A Kisters, divisão da KHS, acaba de estruturar sua nova Unidade de Negócios. Ela permitirá a nacionalização das peças Kisters, oferecendo aos clientes soluções mais ágeis e custo menor. Segundo o cronograma da KHS Brasil, a produção de peças de reposição para máquinas Kisters em sua fábrica iniciaria em 1º de julho. Num futuro próximo, a empresa pretende nacionalizar máquinas Kisters de até 60 ciclos.

(11) 6951-8343 • www.khs.com.br

Aos dez anos, uma nova identidade
Comissão de empresas filiadas à Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) que trabalha em prol do uso responsável do plástico, a Plastivida acaba de completar dez anos. Segundo a entidade, o aniversário marca o início de uma nova fase de sua atuação, na qual a divulgação do papel fundamental do plástico na vida moderna será reforçada. Para marcar esse posicionamento, a Plastivida lançou nova logomarca em junho, mês em que se comemora o Dia do Meio Ambiente. Assinada pela Madison Comunicações, a nova logomarca mostra um globo e um ramo com duas folhas que, sobrepostos, formam a figura de uma flor. Ainda em relação à Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, profissional de longa carreira no setor petroquímico e que hoje preside o Instituto do PVC, é o novo diretor executivo da entidade. Esmeraldo deve continuar também seu trabalho à frente do Instituto do PVC.

(11) 3242-1144 • www.plastivida.org.br

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Nova unidade da Ciba tem foco em serviços
A Ciba Especialidades Químicas iniciou oficialmente as atividades da sua unidade de negócios Ciba Expert Services no Brasil com um seminário sobre legislação internacional de embalagens para alimentos, medicamentos e cosméticos, realizado em São Paulo nos dias 27 e 28 de maio último. Entre os palestrantes, nomes importantes como Luigi Rossi, da Comissão Européia, e Allan Bailey, do órgão regulador americano FDA (Food and Drug Administration). O objetivo da Ciba com a unidade Expert Services é utilizar seu expertise, seus laboratórios e sua rede de contatos com órgãos regulatórios e associações de indústria ao redor do mundo para oferecer a transformadores, convertedores e usuários de embalagens plásticas serviços de consultoria técnica e estratégica. Um exemplo de serviço que a unidade Expert Services está preparada a prestar é a elaboração de petições para a obtenção rápida e eficiente da aprovação de produtos para exportação para a União Européia e para os Estados Unidos.

A área de alimentos é um dos alvos do Expert Services

Ainda com participação tímida no faturamento da empresa, o Expert Services deve crescer em importância nos próximos anos. Como parte da estratégia de fortalecimento dessa unidade de negócios em nível global, a Ciba Especialidades Químicas já havia adquirido, no início de 2004, a Pira International. De origem britânica, a Pira International é fornecedora de consultoria e serviços estratégicos e técnicos para as indústrias de embalagem, papel, impressão e publicações. “A aquisição da Pira International oferece benefícios imediatos para aumentar a oferta de serviços do Expert Services”, declarou, à época da finalização do negócio, o chairman e CEO da Ciba Especialidades Químicas, Armin Meyer.

www.cibasc.com/expertservices (11) 5532-7395

Nova campanha ressalta os diferenciais
Fornecedora de sistemas para embalagens assépticas cartonadas, a multinacional SIG Combibloc está com nova campanha de comunicação, cujo slogan é “Um produto como o seu merece diferenciais como os nossos”. Uma série de peças buscará reforçar aqueles que a empresa considera os quatro principais diferenciais de seus sistemas: diversidade de formatos, flexibilidade de volumes e tecnologias de envase, produtividade e qualidade. Outro ponto-chave da campanha é o recémcriado hot site www.embalagemcartonada.com.br, que reúne informações mais detalhadas sobre esses quatro diferenciais do sistema SIG Combibloc explorados na comunicação.

(11) 3168-4029 • www.sigcombibloc.biz

Office 2004 para Mac
A Microsoft apresentou a versão 2004 de sua famosa linha de aplicativos adaptada para a família de computadores da Apple. Segundo a empresa, o Office 2004 para Mac tem melhorias nos programas Word, Excel, Powerpoint e Entourage, que ajudam o usuário a administrar, criar e compartilhar informação com maior eficiência.

Bracelpa divulga ações sociais
A Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) lançou em junho a publicação Responsabilidade Social do Setor de Celulose e Papel, na qual reúne os principais projetos da área voltados a preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e inserção social de comunidades carentes. “Tratase de um trabalho pioneiro de consolidação da composição dos investimentos sociais do nosso setor”, define Osmar Zogbi, presidente da entidade. O trabalho descreve, em 80 páginas, as cerca de 350 iniciativas que as empresas brasileiras produtoras de celulose e papel estão desenvolvendo atualmente na chamada esfera social. O destaque fica por conta das ações de reflorestamento, capacitação profissional, apoio à comunidade e voluntariado. De acordo com a Bracelpa, os investimentos anuais do setor nas áreas sociais somam 1,6 bilhão de dólares, incluindo impostos, salários, encargos trabalhistas e programas sociais.
www.bracelpa.com.br (11) 3885-1845

Sexagenária
Fundada em 1944 pelo engenheiro Ateneu Ulderigo Rossi, a A. Ulderigo Rossi, fabricante de dobradeiras para a indústria gráfica, está completando 60 anos. E pode-se dizer que neste aniversário a comemoração ocorreu de forma verdadeiramente inédita. Aproveitando a data, a empresa debutou como expositora na Drupa, feira alemã realizada em maio último, da qual voltou animada com os contatos e negócios feitos.

Padrão de sustentabilidade
A Klabin foi premiada pela Rainforest Alliance, organização americana voltada à preservação de florestas tropicais, na categoria Gold Benefactors (Benfeitores de Ouro), em razão do manejo sustentado de suas reservas florestais situadas no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Segundo comunicado da Rainforest Alliance, as reservas da Klabin foram consideradas “formadoras de padrão de sustentabilidade”.

Afeigraf anuncia diretoria
Unificar as empresas que representam no Brasil fabricantes estrangeiros de máquinas e equipamentos gráficos é o principal objetivo da Afeigraf (Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica), que foi fundada em março último, e cuja presidência foi recentemente anunciada. O responsável pela nova entidade é Karl J. O. Klökler, da Solna do Brasil. Também fazem parte da diretoria da Afeigraf Dieter Willi Brandt (Heidelberg), José Carlos Barone (Müller Martini), Klaus Bruno Tiedemann (Gutenberg) e Paulo Eduardo do Amaral (Agfa).
Informações no telefone: (11) 5525-4403

Láureo tríplice
As empresas Avery Dennison, Bahia Sul e MTR Transportes foram destacadas pela distribuidora SPP-Nemo como os três melhores fornecedores de produtos gráficos de 2003. A escolha fez parte da premiação Fornecedor do Ano, que é promovida pela SPP-Nemo desde 2000.

Formato e acabamento vencedores
O cartucho octagonal da Torta Miss Daisy, da Sadia, rendeu à Ibratec Artes Gráficas o prêmio Packaging Excellence do WorldStar Award, concurso organizado pela World Packaging Organisation (WPO). Produzida em papel cartão duplex da Klabin laminado frente e verso com polietileno de baixa densidade (PEBD) e impresso em off-set seis cores, a embalagem foi considerada pelos jurados do World Star Award uma das mais eficientes e criativas na categoria de alimentos prontos e semiprontos. Pesaram na escolha o acabamento e, principalmente, o formato da faca usada no projeto. A cerimônia de premiação foi realizada na cidade suíça de Basiléia em maio último.
www.ibratecgrafica.com.br (11) 4789-4200

Excelência
A Unidade Manaus da Orsa Celulose, Papel e Embalagens recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, a certificação Top Supplier da BIC Amazônia. O certificado foi obtido graças à “excelência no fornecimento das embalagens de papelão ondulado”. Os principais critérios foram atendimento, qualidade e pontualidade na entrega.

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Embalagem, o xodó do mercado gráfico
Em 2003 os volumes de embalagem exportados pela indústria gráfica brasileira cresceram 30,5% em relação ao exercício imediatamente anterior, ultrapassando a marca de 101 milhões de dólares. O resultado ajudou a consolidar o segmento como o segundo mais importante no mercado gráfico nacional, atrás apenas da área editorial. Considerando o mercado interno e as remessas enviadas para fora, a impressão de embalagens movimentou 920 milhões de dólares no Brasil em 2003, ou cerca de 20% do faturamento da indústria gráfica nacional. Já a participação do mercado editorial é estimada em 25%. Os dados foram levantados pelo Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf (Decon). Ainda de acordo com os pesquisadores da entidade representativa, 55% das gráficas de embalagens declararam que os volumes produzidos em 2003 foram maiores que os obtidos em 2002, não obstante a queda de aproximadamente 15% no consumo de papel cartão no ano passado.
www.abigraf.org.br (11) 5087-7777

Atrativos de sobra no Max Feffer
Foram abertas as inscrições para a 3a edição do Prêmio Max Feffer de Design Gráfico, que é organizado pela Cia. Suzano de Papel e Celulose e tem a missão de divulgar duas marcas específicas da empresa - a de papel cartão Supremo Duo Design, cujos produtos permitem impressão de qualidade na frente e no verso, e a da linha Reciclato, de papéis 100% reciclados. A principal novidade em relação às edições anteriores é que o concurso da Suzano deixará de recompensar apenas os primeiros e segundos colocados de cada categoria, premiando neste ano também os terceiros melhores trabalhos na avaliação do júri. “A qualidade dos concorrentes foi tão grande nas edições anteriores, que achamos um desperdício não reconhecer os terceiros colocados”, justifica Gilberto Strunck, designer que participou do júri dos dois primeiros prêmios Max Feffer, e agora é o curador do concurso. Além de aumentar o número de premiados, a Suzano patrocinará uma viagem para o vencedor da recémcriada categoria Peça Destaque participar de um evento do mercado gráfico realizado em qualquer parte do mundo. Assim, ao todo a 3ª edição do Prêmio Max Feffer de Design Gráfico coroará 21 trabalhos. No ano passado, 450 projetos foram inscritos na competição. Neste ano, a Suzano espera participação 20% maior. Gratuitas, as inscrições podem ser feitas até o dia 15 de outubro, e os trabalhos devem se enquadrar em uma das cinco categorias a seguir: Editorial, Promocional, Embalagem (somente para Supremo Duo Design), Corporativo (somente para Reciclato) e Miscelânea. O vencedor de cada uma delas receberá 13 000 reais, e os segundo e terceiro colocados levarão 5 500 reais e 2 000 reais, respectivamente.
www.suzano.com.br

Almanaque
Caminhando através do tempo
O principal ícone da embalagem do uísque Johnny Walker, o Striding Man, ou Andarilho, é tão velho quanto o Red Label e o Black Label: nasceu em 1909, quando George e Alexander Walker resolveram homenagear o avô, John, que em 1820 começara a produzir, na cidade escocesa de Kilmarnock, o Old Highland Whisky, marca precursora do famoso blend. A figura do homem caminhando com seu chapéu de aba e bastão foi desenhada pelo caricaturista Tom Browne, a pedido dos donos da companhia, sob a orientação de criar uma imagem que evocasse a memória do avô e transmitisse a idéia de progresso. Ao longo do tempo, o Andarilho foi trocando de roupas e de posições, sempre sendo modernizado. Além desse elemento gráfico dominante, a garrafa quadrada e o rótulo inclinado sempre deram caráter próprio às embalagens de Johnnie Walker.

Papelão, uma onda de idéias
Corria 1856 quando dois ingleses, Healey e Allen, receberam a patente do “papel corrugado ou plissado”, material que desenvolveram para forrar chapéus altos. Em 1871, do outro lado do Atlântico, o nova-iorquino Albert Jones patenteou um papel corrugado mais rígido, que utilizaria para proteger garrafas e outros itens de vidro no seu transporte. O aperfeiçoamento de Jones é considerado o primeiro papelão da história. Porém não se tratava, ainda, do papelão ondulado que nós hoje conhecemos. Ele só tomaria corpo em 1874, quando o americano Oliver Long aprimorou a idéia de Jones e forrou o papel corrugado em seus dois lados com papel plano, à guisa de um sanduíche. Daí que, para a invenção da caixa de papelão ondulado, foi um pulo. Ela surgiu em 1890, pelas mãos de outro americano, Robert Gair.

Une bonne idée?
Com o slogan em inglês “51, the Brazilian Spirit”, a Companhia Muller de Bebidas espalhou 7 897 painéis e 132 outdoors por Portugal para apresentar a cachaça Pirassununga 51 aos amantes do futebol atraídos pela realização da Eurocopa. A campanha, que custou R$ 4,5 milhões, tem como protagonista a caipirinha, apresentada num arranjo que evoca a bandeira verde-amarela. Não se sabe se irritou ou se foi recebida
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como une bonne idée pelo pessoal da francesa Pernod Ricard. A gigante mundial de

bebidas tem entre suas marcas mais vendidas um produto feito em Marselha à base de anis estrelado e outras ervas aromáticas. Conhecida como Pastis 51 entre os franceses, que consomem 1,9 milhão de caixas por ano, a bebida tem boa aceitação em toda a Europa. Foi lançada em 1951, mesmo ano em que apareceu a 51 brasileira.

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