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br

Uma rápida e pequena explicação
cobertura das feiras especializadas Pack Expo, em Chicago, e Emballage, em Paris, apresentada nesta edição, levou-nos a transferir para janeiro o já tradicional balanço com projeções para a cadeia de embalagem que EMBALAGEMMARCA faz todos os finais de ano sob o título Tendências e Perspectivas. Tal decisão não se deve apenas à exigüidade de espaço. Entendemos que assim estaremos aprimorando o trabalho, pois nele estarão incorporadas projeções que foi possível captar naqueles e em outros eventos internacionais.

A

Wilson Palhares
No confronto entre rótulos auto-adesivos e termoencolhíveis, constata-se que há espaço para ambos crescerem, sem necessariamente tomarem fatias de mercado um do outro

Embora possam parecer extensas, as reportagens relativas àquelas duas feiras apresentam, além de uma visão ampla do que ocorre de mais importante no mundo da embalagem, uma instigante variedade de lançamentos e inovações. A edição dedica também, na matéria de capa, alentado espaço ao tema da rotulagem, com destaque para auto-adesivos e termoencolhíveis, intensamente debatidos atualmente. É um confronto em que se constata haver espaço para ambos crescerem, sem necessariamente tomarem fatias de mercado um do outro.

Nesta última mensagem do ano, não poderíamos deixar de mais uma vez registrar nossos agradecimentos a todos nossos amigos leitores e anunciantes pelo apoio que continuaram a nos dar na forma de sugestões, críticas e veiculação de peças publicitárias. Empenhamo-nos para retribuir, entregando-lhe todos os meses uma revista com informação isenta, correta, de boa qualidade. Ficam aqui os votos da equipe para que todos tenham um novo ano próspero nos negócios e jubiloso no plano pessoal. Até janeiro.

nº 64 • dezembro 2004
Diretor de Redação Wilson Palhares

6

Reportagem de capa: Rótulos
Tudo é relativo na hora de decidir qual rótulo usar, o auto-adesivo ou o termoencolhível – eles não são antagônicos e podem até se combinar. O que vale, no fim, é a criatividade

20 22 24 35

palhares@embalagemmarca.com.br

Label ‘05
Em São Paulo, evento congrega a cadeia de rótulos autoadesivos para discutir desafios e oportunidades latentes

Reportagem
redacao@embalagemmarca.com.br

Flávio Palhares
flavio@embalagemmarca.com.br

Guilherme Kamio
guma@embalagemmarca.com.br

Leandro Haberli Silva

Inovação
Embalagens mais funcionais aumentam vendas de produtos de uso veterinário da Bayer

leandro@embalagemmarca.com.br

Diretor de Arte Carlos Gustavo Curado
arte@embalagemmarca.com.br

Pack Expo
Maior feira de embalagem das Américas mostrou sintonia com a bus-ca de maior valor

Assistente de Arte José Hiroshi Taniguti Administração Marcos Palhares (Diretor de Marketing) Eunice Fruet (Diretora Financeira) Departamento Comercial
comercial@embalagemmarca.com.br

Karin Trojan Wagner Ferreira

Emballage 2004
As novidades do tradicional salão francês, que chegou à 36ª edição reivindicando o posto de mais importante evento da cadeia de embalagens em 2004

Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro assinaturas@embalagemmarca.com.br Assinatura anual: R$ 90,00

Público-Alvo
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que ocupam cargos técnicos, de direção, gerência e supervisão em empresas fornecedoras, convertedoras e usuárias de embalagens para alimentos, bebidas, cosméticos, medicamentos, materiais de limpeza e home service, bem como prestadores de serviços relacionados com a cadeia de embalagem.

Filiada ao

3

Editorial
A essência da edição do mês, nas palavras do editor

Esta revista foi impressa em Image Art 145g/m2 (capa) e Image Mate 90g/m2 (miolo), fabricados pela Ripasa S/A Celulose e Papel, em harmonia com o meio ambiente. Impressão: Congraf Tel.: (11) 5563-3466 Laminação: Lamimax Tel.: (11) 3644-4128 Filme da laminação: Prolam Tel.: (11) 3611-3400

18 Rotulagem
Materiais, equipamentos e processos de decoração, identificação e rastreabilidade

56 Internacional
Um calendário dos principais eventos internacionais de embalagem em 2005

50 Painel Gráfico
Novidades do setor, da criação ao acabamento de embalagens

EMBALAGEMMARCA é uma publicação mensal da Bloco de Comunicação Ltda. Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463 Filiada à

56 Display
Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens

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62 Panorama
Movimentação na indústria de embalagens e seus lançamentos

66 Almanaque
Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

reportagem de capa >>> rótulos

Teoria da relatividade
É a adequação que define a decisão entre auto-adesivos e termoencolhíveis
Por Wilson Palhares ema que gera muita discussão nos projetos de embalagem, a escolha do sistema de rotulagem freqüentemente sofre desvios de enfoque capazes de causar prejuízos à imagem da marca e, em última instância, às vendas do produto. Um dos equívocos mais comuns é a prática de simplesmente comparar as vantagens e as desvantagens de diferentes tecnologias, levando em conta apenas a argumentação de fornecedores, que naturalmente exaltam seu próprio produto e, em alguns casos, denigrem o do concorrente. Comparações tão diretas deixam de lado o fato de que tudo é relativo. Portanto, mais do que cotejar apenas os atributos técnicos de cada sistema, é mais proveitoso analisar a oportunidade de uso e a criatividade na aplicação dos rótulos, para deles obter o melhor resultado em termos de visibilidade, poder de atração e estímulo ao desejo de compra. Com esse foco, tem estado em pauta, nos mais diferentes ambientes, a comparação de sistemas de rotulagem em geral e, com maior intensidade, de auto-adesivos e termoencolhíveis, deixando subentendido que são excludentes. É verdade que, embora haja espaços que só podem ser ocupados por um dos tipos de rotulagem e outros em que ambos coexistem num mesmo produto, em muitas categorias os dois sistemas se confrontam. O bom senso sugere

T

que a escolha seja feita levando-se em consideração, fundamentalmente, as funções básicas do rótulo, que são atrair e informar o consumidor, além de reforçar a imagem de marca do produto – isso dentro de cada projeto específico, e não seguindo regras gerais. A questão pode ser resumida em uma palavra: adequação, nela incluídos o equilíbrio de custos e a escolha correta de materiais e de equipamentos de aplicação. “O debate sobre a escolha de uma ou outra tecnologia faz parte da etapa inicial do projeto”, diz Cláudia Takahashi, gerente de contas da Uniflexo, uma das poucas gráficas brasileiras convertedoras dos dois tipos de rótulos.

A importância do estudo
Corroborando essa colocação, Ricardo Chorovicz, diretor comercial da STM Máquinas, traz à pauta uma pequena lição: “Os problemas mais comuns na rotulagem com termoencolhíveis se devem à falta de um estudo, no início, sobre o tipo de equipamento que vai ser usado no final. Muitas vezes uma simples modificação na matriz de um frasco soprado, em sua base, facilita a fixação do rótulo no momento da termocontração, e evita que se eleve no túnel, causa comum de rugas e distorções.” Tais aspectos técnicos nem sempre são levados em conta. Em sua argumentação vendedora, alguns dos defensores de cada um dos

STUDIO AG

EFEITO – A opção pelo método de decoração é conseqüência do objetivo estabelecido para a marca e para o produto, e deve aproveitar ao máximo outros atributos importantes da embalagem. No caso da cachaça Sagatiba, a escolha de rótulos estreitos e a combinação do visual no-label com o efeito lente são valorizadas pelo brilho e pela transparência da garrafa de vidro

sistemas – sintomaticamente, convertedores e fornecedores das respectivas matérias-primas e dos equipamentos – muitas vezes deixam de colocar sobre a mesa essa questão essencial. Se a cor ou a ausência de cor de uma bebida, por exemplo, é um de seus grandes chamarizes no ponto-de-venda, certamente será mais adequado aproveitar ao máximo a transparência da garrafa, aplicando um rótulo de pequenas dimensões ou mesmo um auto-adesivo totalmente transparente, do tipo no-label look. “O material com auto-adesivo dá a idéia de produto mais nobre”, diz Fábio Braga, diretor de marketing da Braga Produtos Adesivos, fábrica de produtos laminados em diferentes materiais para rotulagem. Ele argumenta: “Os recursos desse sistema são muito amplos, dada a grande variedade de materiais que podem ser usados na produção, como filmes de BOPP, PE, PET, papel semi e alto brilho, papéis com relevo ou textura. Filmes transparentes permitem visualizar o produto dentro da embalagem. É possível ainda aplicar tintas especiais que mudam de cor conforme a temperatura, agregar diferentes tecnologias de impressão, como silk screen, hot stamping, alto relevo, holografia, offset, letterpress.” Na opinião de Braga, “em termoencolhíveis os recursos são mais limitados, e os resultados, insatisfatórios, como o acabamento ruim tanto no fundo como no gargalo do frasco, além de não permitir visualizar o produto que está dentro”. Maria Regina Nouer, gerente de negócios da Klöckner Pentaplast do Brasil, relativiza essa opinião. “Hoje”, ela destaca, “encontramos no Brasil convertedores de termoencolhíveis que trabalham com flexografia, rotogravura, offset, cold foil, hot stamping, enfim, com vários tipos de impressão, muitas vezes combinando sistemas.” Maria Regina relembra em seguida, entre os benefícios do termoencolhível, a possibilidade de utilização de 360 graus para impressão, o que otimiza o aproveitamento da embalagem como mídia. A executiva sustenta que “o envolvimento total do recipiente, seja assimétrico ou não, permite minimizar possíveis imperfei-

ACABAMENTOS – Os rótulos auto-adesivos levam vantagem na diversidade de substratos e na maior gama de acabamentos disponíveis, como o hot-stamping holográfico adotado pela Elsève

ções do frasco, como impurezas no processo de fabricação, além de realçar o brilho da embalagem”. Este ganho se deve ao fato de a impressão do filme ser feita na parte interna, de modo que a arte fica protegida, beneficiando-se do brilho do material.

Nobreza nas duas vias
Argumentos à parte, como lembra João Lukosevicius, da Texxud, agente da Raflatac no Brasil, “o fato é que o rótulo auto-adesivo permite acabamentos muito mais sofisticados, o que o torna apropriado para produtos nas categorias premium e super premium”. Não significa, claro, que o termoencolhível não tenha espaço nesses segmentos. Mais uma vez, os limites podem ser superados com criatividade. Retomando-se o tema da adequação de
PLASTICIDADE – O rótulo termoencolhível é indicado quando a embalagem possui distorção nos dois eixos (horizontal e vertical), já que o auto-adesivo necessita de uma superfície plana para ser aplicado. Porém, o uso de embalagens com formatos diferenciados não impede a adoção do auto-adesivo

FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

8 >>> EmbalagemMarca >>> dezembro 2004

uso, se uma garrafa de bebida ganha com um rótulo transparente, como citado no exemplo, é visível que um pote com baixo valor agregado para iogurte líqüido se transforma numa embalagem extremamente atraente quando revestido com uma manga termoencolhível, brilhante, impressa em policromia. “O termoencolhível agrega valor no aspecto visual, tem alto brilho, evidencia contornos da embalagem, permite maior quantidade de informações”, observa Alessandro Carlo Angeli, diretor da Baumann Thermofilms. “Além disso, o sistema gera economia em masterbatches e viabiliza o uso de materiais menos nobres para o frasco, reduzindo custos.” Sendo a embalagem, e em última instância o rótulo, o derradeiro apelo de venda possível, acelera-se a busca por apresentações diferenciadas e cada vez mais sofisticadas, impulsionando a indústria de rótulos em várias frentes, com destaque para os sistemas aqui abordados, que crescem na casa dos dois dígitos. Neste aspecto, os números, como em geral ocorre nas estatísticas disponíveis no país, não são muito seguros, mas na área de termoencolhíveis a projeção de crescimento para 2005 gira em torno de 30%. No campo dos autoadesivos, Umberto Giannobile, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Etique-

VOLTA COMPLETA – A decoração em 3600 cria maior área para a comunicação e permite a utilização de materiais menos nobres na embalagem, pois esconde eventuais irregularidades da superfície. Por ser impresso na parte interna, o termoencolhível confere brilho extra ao frasco

tas Adesivas (Abiea), arrisca um prognóstico de crescimento mínimo de 10%, “na base do feeling”. Mas exatamente “para fugir do chutômetro”, ele revela que a entidade está contratando um instituto de pesquisa para, no ano que vem, dimensionar com o máximo possível de precisão o mercado e o potencial de desenvolvimento do setor. Não obstante a falta de dados, é possível perceber, em consultas a empresas relacionadas com os dois segmentos, que, longe de um engolir o outro, há amplo campo para o crescimento de ambos. O auto-adesivo, já mais consagrado, está distante de ter explorado todo o

Canguru quer salto em termoencolhíveis
Em junho, as máquinas chegaram. No fim de outubro, o negócio foi oficialmente aberto. A ITW Canguru Rótulos é a mais nova fornecedora de rótulos termoencolhíveis no mercado nacional. Com fábrica em Criciúma (SC) e escritório de vendas em São Paulo, ela irá comercializar rótulos contráteis feitos com filmes de PVC e de PET. De acordo com o gerente de vendas da companhia, Armando Luís Monteiro, um dos principais trunfos da operação brasileira é a sintonia com as tecnologias utilizadas pela Auto-Sleeve, nos Estados Unidos, e pela Decorative Sleeves, na Inglaterra, os braços do grupo americano Illinois Tool Works (ITW) na área de termoencolhíveis. “As máquinas utilizadas para a produção desses rótulos são da própria ITW, de altíssimo desempenho”, ele comenta, lembrando que todas as tecnologias vistas lá fora poderão ser adaptadas para o mercado nacional. Exemplo é o rótulo de PET com impressão externa (a tradicional é a reversa, na parte interna dos filmes) em flexografia de alta nobreza. “Isso permite incorporar acabamentos diferenciados à embalagem, como aparência matte (fosca), cores especiais e textura suave”, informa Monteiro, sugerindo como amostra o caso da cidra K, da vinícola americana Canandaigua, lançada nos Estados Unidos no fim de 2001 (ao lado).

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FOTO: DIVULGAÇÃO

seu potencial de expansão, enquanto o termoencolhível, até por ser mais incipiente, mostra grande força – não só no Brasil, mas no mundo todo.

Aquecimento global
Prova disso é que, na cobertura de quatro recentes feiras de negócios no exterior (Labelexpo, em Chicago; K – Feira Internacional do Plástico e da Embalagem, em Düsseldorf; Pack Expo International, novamente em Chicago; e Emballage, em Paris), ficou visível um expressivo avanço do termoencolhível em nível global. Em todas aquelas feiras, os shrink sleeve labels, como também são chamados esses rótulos, foram destaque nos estandes de inúmeros expositores. Também reforça essa percepção a entrada de novos players no segmento (ver quadro na página 10), incluindo fornecedores e convertedores de auto-adesivos, decididos a atender clientes que pedem soluções completas de rotulagem – vale dizer, tanto auto-adesivos quanto termoencolhíveis, de acordo com a necessidade de cada produto. Não por outra razão, a Avery Dennison, marca que é praticamente sinônimo de auto-adesivo, está distribuindo filmes para termoencolhíveis. “O objetivo é fornecer para o cliente aquilo de que ele necessita, sem que tenha de recorrer a diferen-

tes fornecedores”, explica Isabela Monteiro Galli, gerente de marketing da divisão de materiais da empresa. Especificamente nos Estados Unidos, um termômetro do crescimento do uso do sistema é a recém-anunciada expansão da capacidade produtiva da unidade de filmes termoencolhíveis da Klöckner Pentaplast, localizada em Rural Retreat, no Estado de Virgínia, com início de produção previsto para meados do ano que vem. Mas a realidade é que, com tudo isso, os auto-adesivos não perderam espaço e continuam registrando crescimento em todas as partes. Não é diferente no Brasil. Para ilustrar que não há propriamente uma captura de mercado do auto-adesivo pelo termoencolhível, mas

COEXISTÊNCIA – A combinação dos atributos de cada sistema está presente em diversas categorias de produtos. A margarina da Sadia ganha apelo visual no pote com o rótulo termoencolhível e na tampa com o auto-adesivo, enquanto o enxaguatório bucal Plax aposta no visual no-label do auto-adesivo e na segurança de um lacre termoencolhível

Tiragens personalizadas
Um dos destaques da área de termoencolhíveis do salão Emballage 2004, realizado em novembro último em Paris (ver página 35), foi um sistema de personalização dos rótulos, batizado de Mysleeve e apresentado no estande da Sleever International, maior fornecedora mundial desse tipo de decoração. A inovação, classificada por Renato Ternes, diretor comercial da subsidiária brasileira da empresa, presente no evento, como “revolução em rotulagem”, consiste em revestir, no ponto de venda, uma garrafa de champagne de 250ml com um rótulo à escolha do consumidor (entre várias opções), sobre o qual pode fazer uma dedicatória, com caneta esferográfica ou hidrográfica indelével. Para demonstrar a novidade, a Sleever instalou no estande a máquina de sua fabricação Custompack. O processo é extremamente simples: basta envolver a garrafa com a manga escolhida, colocá-la num compartimento existente no painel da máquina e apertar um botão. Em poucos segundos fica pronta a garrafa rotulada, que é colocada num estojo de polipropileno com espaço para dedicatória. Da feira a máquina iria para a loja central das Galleries Lafayette na capital francesa, onde se daria a primeira promoção de vendas.

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sim maior acesso a este sistema de rotulagem, estimulado em especial pelo aumento de escala e pela viabilidade de preços, Vicente Avellar, gerente de produto da Gumtac, divisão de laminação da Pimaco, destaca: “Os dois sistemas têm seu espaço, e há condições de ambos conviverem pacificamente. A maior parte dos produtos que adotaram o termoencolhível não utilizava auto-adesivo”. A mais expressiva ilustração disso vem, justamente, dos iogurtes líqüidos. As principais marcas dessa área, Danone e Nestlé, adotaram há pouco os termoencolhíveis. Segundo Roberto Brandão, gerente comercial da Propack, a iniciativa transformou a embalagem com esses rótulos em padrão para a categoria. “É a quebra do paradigma de inviabilidade econômica do termoencolhível em segmentos específicos e de alto volume”, ele define. Além de iogurtes, Brandão cita a adesão de

CATEGORIAS – O segmento dos alcopops é dominado por rótulos auto-adesivos e termoencolhíveis. Já o de águas minerais, muito mais comoditizado, tem pequena participação de ambos

Questões de orientação e encolhimento
Ao optar-se por termoencolhíveis, além dos diferentes materiais disponíveis (PVC, que detém grande parte do mercado, PET, PETG e OPS), convém considerar outros fatores que afetam a qualidade final do rótulo e o custo do projeto. Um deles é o grau de orientação do filme, ou a sua porcentagem de encolhimento longitudinal. “Filmes com baixa orientação não permitem envolver totalmente a embalagem, ou o fazem com imperfeição, podendo até romperse”, adverte Roberto Brandão, gerente comercial da Propack. É também essencial saber qual o coeficiente de encolhimento transversal apropriado para o formato da embalagem sobre a qual o rótulo será aplicado. Diferenças muito grandes no diâmetro significam filmes com maior potencial de contração, mais caros. No Brasil, a maior parte das aplicações é feita com substratos que encolhem entre 50% e 55%. Filmes com coeficiente maior são invariavelmente importados, mas a brasileira Baumann Thermofilms informa estar se preparando para fornecer filmes de PVC que encolhem até 60%. “Estamos apenas ajustando as máquinas para trabalhar com a resina, mais dura”, revela Alessandro Angeli, diretor da empresa. Outro fator a considerar é o processo de produção. Filmes cast, ou calandrados, são mais regulares que os feitos pelo processo blow, ou balão. “Não há filmes nacionais que sejam calandrados, pois o Brasil não tem escala para isso”, diz Roberto Guarnieri, gerente da área de filmes da Furnax, importadora e distribuidora dos dois tipos, produzidos em Taiwan. Ele explica, porém, que “imprimindo em flexografia é possível minimizar as irregularidades, mais evidentes na impressão em rotogravura”. Por outro lado, Maria Regina Nouer, gerente de negócios da Klöckner Pentaplast do Brasil, que traz da Europa e dos Estados Unidos apenas filmes cast, ressalta que “o calandrado tem rendimento muito maior, pois a regularidade da superfície permite impressão sem variações de registro e encolhimento por igual, reduzindo significativamente as perdas inerentes ao processo”.
CAMINHOS – Uma vez que se escolhe o sistema de rotulagem, é preciso definir o tipo de substrato a ser usado. Os exemplos mostram opções diferentes: o sal Cisne recorreu ao PVC, enquanto a Nestlé partiu para o PET

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produtores regionais de conservas, doces, higiene e limpeza e “outros em expansão”, como medicamentos, aerossóis, energéticos e bebidas finas ao sistema. Adicionalmente, essa tendência serve para contradizer a afirmação de que os termoencolhíveis não comportariam tiragens reduzidas. “Hoje não há mais a barreira das pequenas tiragens”, afirma Vincenzo D’Ereditá, diretor comercial da ItalPack. “Aqui na empresa, por exemplo, trabalhamos com lotes a partir de vinte milheiros.”

Abiea (11) 3284-7247 www.abiea.org.br Avery Dennison 0800-701-7660 www.averydennison.com.br Baumann Thermofilms (11) 4355-9425 www.filmesbaumann.com.br Braga Produtos Adesivos (19) 3897-9720 www.braga.com.br Furnax (11) 3277-5658 www.furnax.com.br Gumtac (21) 2450-9742 www.gumtac.com.br ItalPack (11) 6621-2156 www.italpack.com.br ITW Canguru Rótulos (11) 3044-2366 almonteiro@itwcng.com.br Klöckner Pentaplast (11) 4613-9978 www.kpbfilms.com.br Propack (11) 4781-1700 www.propack.com.br Sleever (11) 5641-3356 www.sleever.com STM (11) 6191-6344 www.stmachine.com.br Texxud (11) 3167-2341 texxud@uol.com.br Uniflexo (11) 4789-5946 www.uniflexo.com.br

Criatividade, a real vantagem
O que se pode concluir de conquistas como essa é que derivam de avanços tecnológicos cada vez mais rápidos, como ocorre no campo da impressão digital. É ela, entre outros fatores, que possibilita a grande flexibilidade de tiragens oferecida pelos convertedores de rótulos auto-adesivos e, agora, como se vê, de termoencolhíveis. Mas aquilo que determinada tecnologia não oferece pode ser suprido de forma altamente satisfatória, quando não com vantagem, pela criatividade e pela imaginação. Assim, o uso combinado de ambos sistemas – como um rótulo auto-adesivo e um lacre termoencolhível – oferece interessantes soluções e aparece com crescente freqüência. E há cada vez menos limitações ao uso de auto-adesivos em embalagens com formato diferenciado. “Dentre suas possibilidades de aplicação, o auto-adesivo é apropriado para embalagens squeezable, como uma bisnaga e um frasco de xampu, ou rígidas, como as de
TAMPER EVIDENCE – No termoencolhível pode-se integrar um lacre ao rótulo, bastando a inclusão de um picote

temperos, alimentos e bebidas, sem perder as características originais”, diz Isabela Galli, da Avery Dennison. “O rótulo não vai trincar, não vai rasgar nem se deformar com o uso.” Enfim, a rigor, a única limitação do auto-adesivo no cotejo com o termoencolhível é que não se aplica em embalagens que apresentem distorções nos dois eixos (vertical e horizontal). De qualquer forma, de acordo com a argumentação de seus defensores, os auto-adesivos oferecem a vantagem da regularidade garantida de qualidade de impressão, enquanto os termoencolhíveis apresentariam variações. “É verdade, desde que se tenha uma lupa na mão para verificar”, rebate o diretor da Baumann. Apesar de confrontos como esse, é unânime entre os profissionais a opinião de que nenhum dos sistemas ganhará mercado em detrimento de outro. A voz comum é que há espaço para as duas tecnologias crescerem. No balanço geral, o que se constata é que seria interminável listar as vantagens e eventuais desvantagens de cada sistema de rotulagem. A comparação entre elas apenas reforça a necessidade de saber adequar o uso aos objetivos esperados da embalagem. Dada a vertiginosa velocidade com que hoje se desenvolve a tecnologia, adicionando novos materiais, equipamentos e processos de produção e aplicação dos rótulos, um desafio adicional se impõe aos profissionais incumbidos de decidir: o de atualizar-se permanentemente. Sem isso, arriscam-se a causar prejuízos para a imagem de marca e para o caixa de seus clientes. A conseqüência será perdê-los.
Com o auto-adesivo, é necessário um rótulo com formato diferenciado

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RoSo, a sigla que vem agitando o mercado
lém dos auto-adesivos e das mangas termo-encolhíveis, outro sistema de rotulagem, conhecido como RoSo – Rollon/Shrink-on (numa tradução livre, enrolados e encolhidos na embalagem), tem movimentado o mercado. Os rótulos RoSo, em linhas gerais, são aqueles que utilizam filmes de BOPP com reduzido coeficiente de contração aplicados com hot-melt e passam, depois, por um túnel de encolhimento. Os efeitos da evolução desse mercado são sentidos muito antes do end-user, afetando também convertedores e fornecedores de insumos e equipamentos. Afinal, as oportunidades criadas não são poucas. Um exemplo da movimentação nessa área é o anúncio feito pela Krones de que adaptou sua rotuladora Contiroll com o objetivo de atender a demanda desse segmento específico. Colocado de forma simplificada, o princípio básico dessa versão da Contiroll consiste na transferência do rótulo da bobina até a embalagem, onde o filme recebe a aplicação de um adesivo quente, reticulado por

A

UV, capaz de resistir a altas temperaturas. A embalagem passa, então, por dois túneis. No primeiro, recebe a irradiação UV, para secagem do adesivo. No segundo, recebe o calor necessário para que o rótulo encolha e se ajuste.

Não descola com o calor
“A grande inovação com os filmes de BOPP é a cura da cola com ultravioleta, o que evita que o rótulo se solte quando é aquecido para que ocorra o encolhimento”,explica Rogério Baldauf, diretor comercial da Krones do Brasil. A Contiroll foi especialmente redesenhada para esse tipo de aplicação. A ela, além das características especiais de secagem de cola e do túnel de encolhimento, integrou-se uma mesa porta-envase com posicionador, o que faz as garrafas entrarem nos túneis sempre na mesma posição, prontas para receber a luz UV na área exata da colagem do rótulo. O sistema RoSo pode ser incorporado às rotuladoras Contiroll já existentes.
www.krones.com.br • (11) 4075-9504

Aposta no público regional
Narita, fabricante nacional de rotuladoras, escolheu a fábrica da Refrigerantes Garoto, em Paranavaí (PR), para lançar a Roll Label, e mostrá-la em funcionamento a fabricantes de refrigerantes e engarrafadores de água daquele Estado, em evento agendado para o dia 14 de dezembro. As principais características da Roll Label, segundo o seu fabricante, são a alimentação do rótulo com servo motor, o duplo comando de operação, permitindo que a máquina seja operada de qualquer lado, sensores para detecção de falta de garrafas ou rótulos e uma interface com mensagens auto-explicativas que trazem informações de produção e avisos de erro, por exemplo. A Narita optou por desenvolver um equipamento mais robusto e que se adequasse às condições de operação do mercado brasileiro – nem sempre próximas do que se considera ideal em mercados mais ricos – para atrair os fabricantes de marcas regionais. De acordo com a empresa, a Roll Label tem maior tolerância às variações nas características dos rótulos, baixos índices de perdas e boa qualidade de aplicação.

A

ADAPTADA – A Contiroll foi redesenhada para atender a demanda do mercado por rótulos RoSo

www.narita.com.br • (11) 4352-3855

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Ganhando os tubos

e olho no enorme potencial do mercado de rotulagem de bisnagas, a Advanced Labelling Systems, fabricante inglesa de rotuladoras, criou a série ALS T. São rotuladoras para tubos laminados, plásticos ou metálicos que aplicam auto-adesivos decorativos ou com dados variáveis. Com isso, pode-se não apenas ganhar em apelo visual, superando-se as limitações de cores da impressão direta nos tubos, mas também reduzir estoques, ao eliminar a necessidade de manter em inventário uma embalagem para cada versão do produto. A rotulagem de bisnagas, apesar de corriqueira no exterior, ainda é incipiente no Brasil. Espera-se que esse mercado cresça muito nos próximos anos, tanto pela maior presença dos tubos nas gôndolas quanto pelos avanços em substratos, que permitem a criação de rótulos squeezable (aqueles que deformam se forem apertados, e retomam as características originais quando a pressão é retirada).

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www.als-eu.com • +44 (0) 1844 213177

Bebidas, o mercado da vez
Label Brasil’05 reúne cadeia de auto-adesivos para discutir oportunidades
ais uma vez, como ocorre há quatro anos, o fórum Label Brasil reuniu importantes agentes da cadeia de rotulagem para palestras e bons contatos. Organizado pela Sala 21, com o patrocínio da Avery Dennison, da Comprint, da HP, da ANI Tintas e da VCP, o evento, realizado no dia 23 de novembro, no Novotel Center Norte, em São Paulo, contou com o apoio da Abiea e de EMBALAGEMMARCA. Neste ano, o tema do Label Brasil foi “Inovação e Abertura de Nichos – O Mercado de Bebidas”. A justificativa para essa escolha é a de que a indústria de bebidas é a que apresenta oportunidades mais promissoras para o avanço dos rótulos auto-adesivos. Dado o interesse crescente pelos avanços da tecnologia RFID (identificação por rádio-freqüência), contudo, a primeira palestra do dia, proferida por Renato César Pereira, coordenador de logística da Unilever, foi uma exceção à regra, e não seguiu o tema central. Pereira falou da experiência de sua empresa com um projetopiloto para implementação de etiquetas inteligentes, iniciado há mais de dois anos, para mostrar os pontos críticos que devem ser considerados em iniciativas semelhantes.

M

As apresentações
Iniciando o ciclo de palestras dedicadas a discutir o mercado de bebidas, o consultor de tecnologia em qualidade e produtividade Matthias Reinold falou sobre o mercado de cervejas no Brasil e no mundo. Reinold, que é mestre cervejeiro, destacou que o Brasil descobriu apenas recentemente o potencial de outros tipos e sabores de cerveja, mostrando que há espaços para produtos mais diversificados e novas situações de consumo do produto. Na seqüência, Alberto Prieto, gerente de desenvolvimento de impressão digital da HP na América Latina, procurou passar a mensagem de que o mercado caminha na direção de tiragens mais curtas, enquanto a tecnologia de impressão digital permite que lotes cada vez maiores tornem-se economicamente viáveis. 20 >>> EmbalagemMarca >>> dezembro 2004

Segundo Prieto, a adoção da tecnologia de impressão digital permitiria que os convertedores liberassem o tempo das máquinas convencionais que hoje é ocupado com lotes pequenos por razões contratuais, e ainda lhes daria maior flexibilidade de trabalho. Rodrigo Paglioli, executivo da Vinícola Boscato, versou sobre o processo de produção do vinho, vinculando a adoção do rótulo autoadesivo à busca por uma apresentação que fizesse jus ao posicionamento de marketing dos produtos da Boscato. Passando para o mercado de cachaças, que vem causando frisson na indústria de embalagens pelo altíssimo potencial de vendas para públicos com maior poder aquisitivo, estratégia quase inexplorada nas últimas décadas, o designer Eduardo Foresti contou o passo-apasso da elaboração do rótulo da cachaça Sagatiba. Foresti, que trabalha na F/Nazca, a agência responsável pelo desenvolvimento das embalagens da cachaça, explicou como chegou ao auto-adesivo quase por acaso, demonstrando que a indústria de embalagens em geral deixa de aproveitar boas oportunidades por não conversar adequadamente com especificadores importantes como os designers. Douglas Hesche, executivo da norteamericana Spears Inc., um dos maiores convertedores mundiais de auto-adesivos, mostrou alguns cases internacionais do mercado de cervejas para concluir que a adoção do auto-adesivo permitiu a empresas como a

CASA CHEIA – Palestras atraíram bom público

FOTOS: DANIEL RUIZ GARCIA

Anheuser-Busch e a Heineken a obtenção de resultados muito positivos de vendas. Hesche sugeriu que, nessas empresas, o aumento de custos representado pela opção pelo auto-adesivo foi mais do que compensado pelo maior volume de vendas. Albino Nunes de Carvalho, executivo da VCP, centrou sua apresentação nas diferentes opções da empresa em papel couché para aplicações em auto-adesivos. Carvalho mostrou ainda a gama de produtos da VCP para liners e outras alternativas para frontais. A gerente de inovação da AmBev, Lizandra Freitas, explicou ao público presente que, no Brasil, há pouco espaço para inovações em embalagem no mercado de cervejas por causa do baixo poder aquisitivo do consumidor. Lizandra esclareceu que o público de baixa renda é o responsável pela maior parcela de consumo do produto, e que considera o preço um dos fatores mais determinantes na decisão de compra. Por isso, a AmBev tem feito inovações no mercado super Premium (como exemplificam as recentes ações da marca Bohemia) e com Skol, marca líder de mercado e que tem a inovação fazendo parte dos seus valores fundamentais. Encerrando o dia, houve um debate que procurou resumir as principais oportunidades para a indústria do auto-adesivo no mercado de bebidas. A mesa foi composta por Isabela Monteiro Galli, gerente de marketing da Avery Dennison, Luciana Pellegrino, diretora executiva da Abre, Umberto Giannobile, presidente da Abiea, Fernando Pirutti, diretor executivo da Set Print, Maurício Médici, gerente regional de vendas da Avery Dennison, Manoel Faria, gerente de canais e vendas de artes gráficas da Comprint, Alberto Prieto, da HP, e Albino Nunes de Carvalho, da VCP.

AMARRAS – Lizandra Freitas, da AmBev: renda limita inovações em embalagem a mercado super premium

inovação >>> veterinários

Capricho longe das gôndolas
Bayer aposta em design e lucra com linha de pesticidas para bovinos
uando se ouve falar dos benefícios mercadológicos atrelados a embalagens atraentes e vendedoras, a associação mais natural é com produtos expostos aos olhos dos consumidores em prateleiras de supermercados. Felizmente, no entanto, categorias cujo consumo se dá bem longe desse tipo de gôndola também demonstram crescente sintonia com o bom design de embalagem. Tome-se como exemplo o mercado de produtos para uso veterinário. Tanto pela funcionalidade quanto pela estética, multiplicamse no segmento os lançamentos atentos a esse imprescindível elemento que é a embalagem. Embora ainda não reflita um comportamento padrão, a preocupação com a imagem e a praticidade das embalagens já deu importantes provas de suas possibilidades no setor de produtos voltados à saúde animal. É o caso do lançamento de uma nova linha de pesticidas da multinacional alemã Bayer. Desenvolvidos para aplicação subcutânea em bovinos, os produtos são vendidos sob a marca Baymec Prolong, e alcançaram vendas acima do esperado com a ajuda de um harmonioso e funcional projeto de embalagem.

Q

REFORMULAÇÃO – Cartuchos metalizados e curvaturas nos frascos do novo produto da linha Baymec. Acima, visual antigo

DESIGN ESTRUTURAL Concepção dos frascos em software tridimensional: formas funcionais

Pontos de fixação
Dotados de curvaturas e formas cuidadosamente estudadas, os frascos foram desenvolvidos com vistas às circunstâncias de aplicação dos produtos. Segundo Águeda Zabisky, diretora de criação da Zgraph Design, agência responsável pelo desenvolvimento gráfico e estrutural do produto, esse tipo de pesticida necessita ser pendurado no pescoço, na cela, ou ainda amarrado à coxa do aplicador, que utiliza pistola especial, e muitas vezes realiza essa atividade a cavalo. “Pesquisas 22 >>> EmbalagemMarca >>> dezembro 2004
Frascomar (11) 4786-5466 www.frascomar.com.br Gráfica Rosset (11) 5642-1944 www.graficarosset.com.br Polaris (11) 4158-3037 www.polaris.ind.br Zgraph Design (11) 6440-1191 www.zgraph.com.br

realizadas com criadores e proprietários de lojas indicaram que o frasco precisava ter pontos de fixação nas extremidades, além uma curvatura que facilitasse seu manuseio”, resume a designer. Além das características estruturais, a embalagem do Baymec Prolong chama atenção pelos detalhes de seu acabamento. Os frascos de polipropileno (PP) produzidos pela Frascomar são decorados com rótulos de papel auto-adesivo impressos com flexografia em cinco cores pela Polaris. Para acompanhar os detalhes de acabamento em hot stamping dos cartuchos, que são feitos pela Gráfica Rosset em cartão duplex Super 6 Hibulky da Suzano, os rótulos são produzidos em substratos laminados brilhantes. No campo das vendas, tantos cuidados já surtiram efeito. A marca foi lançada em setembro último como uma extensão da já existente linha Baymec, e, segundo Ismael Lara, gerente de produto da linha de grandes animais da Bayer, as vendas no primeiro mês foram três vezes maiores do que o previsto. Entre os motivos do sucesso, Lara entende que a embalagem é própria para o manuseio e aplicação do produto. Estaria aí novo indício de que vale a pena investir em embalagens bemfeitas e comunicativas nos mais diferentes setores do varejo.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

feira >>> pack expo

Em Chicago, Pack Expo

International 2004 responde à competitividade de seu fina com os desafios da cadeia de embalagem
Por Guilherme Kamio, de Chicago

Maior valor onipresente N
ão é só no Brasil que as feiras de negócios relacionadas à embalagem vêm proliferando nos últimos anos. Tanto é que, mundo afora, a alta da concorrência tem feito organizadores investirem como nunca para ampliar a percepção de valor de seus eventos, diferenciá-los – curiosamente, o que boa parte das máquinas, matérias-primas, serviços e embalagens acabadas neles exposta promete às marcas de varejo. A edição de 2004 da maior feira desse setor nas Américas, a Pack Expo International, realizada de 7 a 11 de novembro em Chicago, nos Estados Unidos, não fugiu a essa tendência. E, num balanço do show, ela foi decisiva para torná-lo interessante. “Promover um acontecimento de indubitável valor esteve, de fato, durante todo o tempo em nossas mentes”, declarou Charles D. Yuska, presidente do organizador do evento, o PMMI – Packaging Machinery Manufacturers Institute, união dos maiores fornecedores americanos de máquinas e equipamentos de embalagem, num comunicado oficial. Essa diretriz motivou novidades. Certo de que feiras comerciais se valorizam ao ressaltar sua função de plataforma para lançamentos, o PMMI introduziu neste ano o New Product Spotlight, um conjunto de “pocket shows” abertos ao público nos quais expositores podiam detalhar os atributos de seus novos produtos. Tais palestras técnicas ocorriam seis vezes por dia no lobby principal do McCormick Place, principal centro de exposições americano e abrigo da Pack Expo.

negócio através da sintonia

Diante do desafio de cada vez mais reunir oportunidades de negócio de várias regiões do planeta, sintoma da globalização econômica que tem mobilizado as maiores feiras de embalagem do mundo, o PMMI respondeu com iniciativas de divulgação e aproximação com programas governamentais. Os resultados foram uma visitação de quase 6 000 estrangeiros e a conquista, pela oitava vez consecutiva, de um lugar ao sol na lista dos seletos alvos do Programa Internacional de Compradores do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que fez desembarcar na feira perto de quatrocentos executivos estrangeiros à procura de soluções em embalagem.

Resposta brasileira
A participação brasileira, aliás, foi destaque. Não propriamente pelo número de visitantes – 138, segundo o PMMI –, mas pelas participações institucionais. A Abre – Associação Brasileira de Embalagem lá compareceu com um estande. O Export Plastic, programa nacional de fomento às exportações de produtos transformados originário de uma parceria entre o

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Instituto Nacional do Plástico (INP), o governo, através da Agência de Promoção às Exportações (Apex), e a cadeia nacional de valor do plástico, também. Nele, 25 das cerca de 100 convertedoras nacionais de embalagens plásticas filiadas ao Programa expuseram seus produtos, sob a expectativa de aumentarem suas remessas ao exterior. Segundo o gerente executivo do Export Plastic, Wagner Delarovera Pinto, há mercado lá fora para embalagens como sacolas para lojas e roupas, big bags, sacos industriais de polietileno e sacos de ráfia de polipropileno, entre outras. O potencial das flexíveis nacionais também foi representada na feira pelas presenças da BrazPack, aliança formada por três das maiores fornecedoras nacionais dessas embalagens no país, Empax, Converplast e Embalagens Diadema, e da Polo, grande fabricante de filmes de polipropileno bi-orientado (BOPP). Para completar, embalagens brasileiras dos mais diversos tipos ficaram expostas na Pack Expo em outra estréia da edição deste ano, o Showcase of Packaging Innovations, espaço reservado a mostrar embalagens inovadoras de vários países onde o Brasil foi representado pelos vencedores do último Prêmio Abre de Design de Embalagem. “Fiquei satisfeita ao presenciar empresas e instituições demonstrando que temos know-how para representar o país em um evento interna-

A Pack Expo 2004
Área da feira......................................115 000 m2 Público .....................................................71 113 Expositores.................................................2 042 cional sem deixar a desejar, pois os produtos apresentados e o corpo técnico eram altamente qualificados”, comenta Walnice Carnevale, do departamento de desenvolvimento de embalagem da Unilever.

Segmentação agrada
Ainda dentro do compromisso de demonstrar valor, a feira foi “setorizada”. Assuntos atualmente na ordem do dia no setor de embalagem, como segurança e RFID (identificação por radiofreqüência), ganharam áreas dedicadas (sobre esta última, aliás, EMBALAGEMMARCA preparou uma reportagem especial, a ser veiculada em sua próxima edição). E as conferências técnicas e educacionais, abrigadas em salões próximos aos pavilhões de exposição para discutir RFID, segurança, robótica, operações, materiais e sistemas de embalagem, plásticos, fechamentos e embalagens plásticas flexíveis provaram terem sido elaboradas com atenção: seu público praticamente dobrou em relação à última edição da feira, passando da casa dos 16 000 atendidos. Somados, todos esses ingredientes parecem ter agradado em cheio aos visitantes da Pack Expo International 2004. “A feira foi muito proveitosa e nela encontrei idéias interessantes, que pretendo aplicar”, conta Paulo Eduardo Pereira, da área de desenvolvimento de embalagens da Johnson & Johnson no Brasil. “A Pack Expo 2004 foi uma ótima fonte de aprendizado e reciclagem dos conhecimentos, apresentando desde softwares de desenvolvimento até soluções para o trade”, aponta Walnice, da Unilever. “A diversidade dos detalhes lá mostrados garante as inovações nas embalagens que todos nós sempre procuramos.” Aos que não puderam conferir in loco o evento, nas próximas páginas EMBALAGEMMARCA apresenta alguns dos produtos que chamaram a atenção da reportagem presente à feira de Chicago.

CONEXÃO – Nos corredores da feira, acesso gratuito à internet

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Uma lata celulósica mais atraente
Especialista em composite cans, as latas cartonadas multifoliadas, a Sonoco realizou na feira a première daquela que definiu como nova geração dessas embalagens, a Contour Rigid Paper Can, composite can com formato curvilíneo. Formada por duas folhas de papel cartão reciclado mais um liner que lhe confere barreira, a lata ganha o perfil de ampulheta, mais ergonômico, através de um processo exclusivo da Sonoco, guardado a sete chaves. “O shape diferenciado convida os consumidores a pegar a embalagem, olhá-la mais de perto e então definir a compra”, diz Tonya Yetter, gerente do mercado de papel rígido da Sonoco. “E a clientela pode personalizar a nova embalagem com tampas funcionais e de fácil abertura”, diz Rodger Fuller, vice-presidente da Sonoco. A novidade é indicada para snacks, biscoitos em geral, doces, refrescos em pó, condimentos como açúcar e café e pet food. Para destacar ainda mais as curvas da novidade, a Sonoco recomenda seu uso com rótulos termoencolhíveis que a envolvam por completo ou do tipo roll-fed contráteis – os quais ela própria, aliás, pode fornecer.

www.sonoco.com • No Brasil: (11) 5097-2750

Zíperes sem medo de tempo quente
A ITW Zip-Pak anunciou na Pack Expo a HI-TEMP uma nova série , de zíperes especialmente desenvolvida para aplicações em pouches que exijam altas temperaturas. A nova linha inclui zíperes Microweavable (podem ir ao forno de microondas), Boil-in-bag (para utilizar a embalagem em banho-maria) e Post-Pasteurizable (suportam pós-pasteurização do produto acondicionado). Ao lado do Zip-Pak Retort (na foto), lançado em 2003, os novos produtos abrem novos caminhos para o desenvolvimento de embalagens inteligentes por convertedores, gerentes de produto e embaladores terceirizados. Cada zíper da nova série é composto por um blend único de resinas, e a selagem a quente que prende os zíperes às estruturas flexíveis não se danifica ao se submeter a altas temperaturas.

www.zippak.com No Brasil: (11) 6112-2018

Termoencolhíveis puxam lançamentos de máquinas
Um aspecto marcante da Pack Expo 2004 foi a grande quantidade de expositores focados na área de rótulos termoencolhíveis, cuja demanda vem crescendo continuamente nos Estados Unidos. Entre as companhias que anunciaram novos equipamentos para aplicação desses rótulos, destaques foram a Krones e a Axon Corporation. A primeira expôs sua nova Inline Sleevematic DS, rotuladora que pode trabalhar com embalagens cilíndricas ou de perfis diferenciados de vidro, plástico ou metal com igual precisão, em cadências de 300 a 600 aplicações por minuto, dependendo das dimensões do rótulo. De acordo com a Krones, a DS permite trocas rápidas de serviço para diferentes recipientes ou rótulos e possui um sistema de buffer exclusivo da companhia, para trocas de bobinas sem diminuição de velocidade. Nenhum dispositivo de vácuo ou estação de transferência é necessário para o trabalho, pois os rótulos, pré-formados, são abertos por um mandril expansível, que os corta com precisão.
Krones Sleevematic DS

Blister seguro mesmo sem selagem
A First Choice Packaging Solutions destacou na feira os blisters Virtuweld, da inglesa Mister Blister, que representa nos Estados Unidos. São embalagens que oferecem a segurança dos blisters selados, mas que não recebem selagem – são fechados por um sistema de encaixe que também prescinde do uso de colas ou grampos. A dispensa da máquina seladora reverte em economia, e desenhos nas bordas dos blisters fazem-nos parecer com os tradicionais selados. “Oferecemos sete tamanhos padronizados desses blisters para pedidos rápidos e de baixo custo, porém podemos desenvolver tamanhos customizados também”, divulga Paul Tomick, presidente da First Choice. Os blisters Virtuweld são adequados para o acondicionamento de produtos eletrônicos, de informática e automotivos, entre outros, e podem ser construídos em PET ou PVC.

Por sua vez, a Axon lançou a EZ-Seal 600SL, rotuladora compacta que, segundo ela, é capaz de ultrapassar as 600 aplicações por minuto. A operação pode ser feita com um ou dois cabeçotes, e a máquina também proporciona troca rápida para recipientes de diferentes tamanhos, estação de corte com lâminas de longa vida e painel touch screen. Paralelamente, a Axon também lançou a EZ-100 HSX, aplicadora single head de lacres termoencolhíveis contra violações. Ela pode trabalhar a velocidades de até 500 aplicações por minuto, com lacres de até 50mm de diâmetro. Um sistema opcional permite que ela opere com alimentação modular, fazendo-a acelerar ou diminuir a cadência de aplicação de acordo com a velocidade de produção.

www.firstchoicepackaging.com

Axon EZ-Seal 600SL

www.krones.com.br No Brasil: (11) 4075-9500 www.axoncorp.com

Bosch com stand-up pouch
A recente absorção de alguns negócios da multinacional suíça de sistemas e máquinas de embalagens SIG fez a Bosch modificar seu perfil de fornecedora exclusiva de máquinas. Tanto é que a companhia de origem alemã reforçou na Pack Expo a divulgação da Easy Go, nova embalagem do tipo stand up da Doboy, antiga divisão da SIG. A embalagem possui base achatada, o que a permite ficar em pé, e suas dimensões encaixam-se nos porta copos de automóveis e dos assentos de teatros e de arenas esportivas. Ademais, possui o fechamento plástico Easy Snap, que permite fechar o pacote depois de aberto. Segundo a Bosch, a Easy Go permite às empresas entrarem de modo econômico na área de embalagens reclosable – sobretudo pelo custo atrativo do equipamento form-fill-seal vertical (VFFS) que integra o pacote da solução.

www.easysnappack.com

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Sachê conveniente e sem tampa
A Kenko USA apresentou o 3-Dimension Bag, criado pela japonesa Hagy Tech, um inovador sachê de estrutura laminada para produtos líquidos e pastosos que conta com um dispositivo a vácuo que elimina a necessidade de se ter uma tampa – um bocal especial garante que ela permaneça estanque após a descarga do produto, feita com a pressão das mãos (nas imagens, o diagrama da esquerda mostra o procedimento para descarga contínua, e o da direita para uma quantidade fixa). Ao se apertar o bico da extremidade para o interior, a embalagem se fecha novamente sem afetar o estado de vácuo – como o conteúdo não entra em contato com o ar, até colas instantâneas podem ser acondicionadas. Segundo a fornecedora, a eficiência do vácuo não é afetada mesmo se o produto contiver corpos sólidos, como sementes e peles em geléias e compotas, e a embalagem é semi-retortable: suporta até 110o C.

www.kenkoco.com

PP pré-impresso para copos e potes
Unindo o apelo gráfico das embalagens cartonadas com os atributos técnicos do plástico, o Barrier Plus foi destacado pela Paper Machinery Corporation na feira. Ele é, segundo sua criadora, o primeiro recipiente de polipropileno (PP) pré-impresso para ser formado com a dobra de uma folha para dentro (convolução) a ser lançado mundialmente. As soluções até então conhecidas exigiam impressão posterior ou aplicação de um material secundário impresso, como um rótulo, auto-adesivo ou termoencolhível, ou uma base de material celulósico. De acordo com a PMC, a impressão das paredes de PP feita antes da armação da embalagem produz cores mais ricas e saturadas, bem como imagens mais nítidas. As embalagens Barrier Plus são produzidas em máquinas similares às usadas para formar copos de papel cartão, mas com componentes especialmente adaptados ao trabalho com plástico – a PMC, aliás, também lançou essas máquinas na feira, capazes de produzir até 225 embalagens por minuto. A primeira aplicação comercial da Barrier Plus está chegando ao mercado americano através de produtos para jardinagem da californiana ProCal. “O custo de ferramental é bastante acessível”, garante Jerry Meier, vice-presidente da PMC.

Novos materiais para IML
Referência na área de papéis sintéticos, fabricados com base no polipropileno biorientado (BOPP), a Yupo lançou na Pack Expo dois novos materiais para a conversão de rótulos in-mold. O YUPO ISE105 possui propriedade antiestática superior para garantir alta eficiência nos processos de “pick and place” efetuados pelos robôs e maiores velocidades de impressão. Por sua vez, o YUPO IUE105 oferece uma superfície mais lisa, para “casar” melhor com as texturas das embalagens plástica às quais o rótulo é aplicado. “Desenvolvemos esses novos produtos em resposta à demanda crescente entre nossos clientes por embalagens mais sofisticadas”, afirma Paul Mitcham, gerente de marketing da Yupo para a América do Norte.

www.papermc.com

www.yupo.com • No Brasil: (11) 5505-2371

O pioneirismo da válvula asséptica
A válvula Fresh Flow foi o destaque da International Dispensing Corporation (IDC). Segundo a fabricante, trata-se da primeira e única válvula que garante total assepsia a produtos acondicionados em embalagens plásticas flexíveis, não permitindo seu contato com oxigênio e bactérias. Assim, o uso de conservantes e a dependência da cadeia refrigerada podem ser reduzidos ou até eliminados. As primeiras utilizações comerciais da Fresh Flow têm sido em produtos matinais como cafés e chás gelados, e a IDC diz estar em conversações para difundi-la a outros produtos, não apenas alimentícios, sobretudo na área de food service, mas até mesmo medicinais. A válvula, que possui um mecanismo contra violações, pode ser adaptada a qualquer tipo de embalagem flexível, e, segundo a IDC, pode ser encomendada pelo mercado brasileiro.

www.idcdispensing.com

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Indústria de filmes com lançamentos de impacto
Diversos fornecedores de filmes plásticos aproveitaram a Pack Expo como plataforma para o lançamento de novos produtos. A Exxon Mobil demonstrou em seu estande algumas utilizações comerciais envolvendo suas linhas de filmes de polipropileno orientado (OPP) BICOR e OPPalyte. Entre elas, chamaram a atenção as embalagens das barras de cereais da americana George Delights, que, além de irem ao varejo comum, abastecem o exército americano e astronautas de ônibus espaciais da NASA. Através de estudos, a ExxonMobil desenvolveu uma estrutura combinada de suas duas linhas de filmes que dão a esses produtos shelf-life de dois anos (!). A Toray Plastics apresentou sua nova linha Torayfan Clear Barrier de filmes de BOPP com alta barreira integrada. Além de reverter em menor custo de processo, dispensando laminações com PVdC, a novidade possui maior resistência, proporciona melhor aparência às embalagens e possui taxas de transmissão de umidade similares às dos filmes laminados. Separada em dois grupos – a CBS, para selagem a quente, e a CBP, não selável – a linha Clear Barrier (foto abaixo) é ideal para a conversão de embalagens de snacks, biscoitos dos tipos cracker e cookies e pet food, entre outros itens. Comparados com os filmes convencionais de polipropileno orientado (OPP), os filmes CB têm propriedades mecânicas que rendem resistência à perfuração 10% maior, rigidez 30% maior e alta resistência à gordura. Também possibilitam a produção de embalagens passíveis de irem ao forno de microondas. Já a Terphane lançou um novo filme coextrudado de poliéster para aplicações form-fill-seal, o 10.93, passível de selagem a quente e “dual ovenable”, ou seja, capaz de formar embalagens que podem ir tanto ao forno convencional quanto ao de microondas. O filme garante barreiras aprimoradas, deixando gerentes de marca seguros de que seus produtos irão manter-se frescos por longo tempo, e alto poder de selagem – mesmo com alguma contaminação –, o que reverte em alta confiança na integridade do produto acondicionado. Possibilita força de selagem superior com APET, CPET, PVC, PVdC, foil de alumínio e com aplicações de PET/papel cartão, seja como monoweb ou laminada a outra estrutura.

www.terphane.com • No Brasil: (11)5503-3960 www.exxonmobilchemical.com No Brasil: (11) 3291-8500 www.torayusa.com

Alta versatilidade nas novas multipacks
Novas soluções para o agrupamento de múltiplas unidades de produtos foram destacadas durante o evento em Chicago. A ITW Hi-Cone, especializada em multipacks nas formas de anéis plásticos, revelou um novo modelo para brigar com as multipacks de papel cartão do tipo fridge pack, aquelas que vão à geladeira. A novidade dispõe 12 latas em duas fileiras de seis, o que racionaliza sua estocagem na geladeira, permite que cada latinha seja retirada individualmente sem danificar a embalagem e integra uma alça. Na feira, a embalagem foi apresentada unindo latas das cervejas IC Light e Iron City, da Pittsburgh Brewing Company, primeira cliente americana a adotá-la (veja foto ao lado). A PBC irá divulgar a embalagem sob o nome Rack Pack. “É uma embalagem vantajosa para o consumidor porque faz cerveja gelar mais rápido na geladeira, pois ela não é envolta por papel cartão, e que nos garante custos mais atrativos”, diz Tony Ferraro, vice-presidente comercial da PBC. Em outro estande, a American Fuji Seal, subsidiária da japonesa Fuji Seal, buscava prospectar sua linha Contour-Pak de multipacks plásticas com alça (ao lado). Feitas em polietileno de alta densidade (PEAD), as Contour-Paks ajustam-se a uma ampla gama de garrafas (pedidos personalizados também são

aceitos) e podem receber impressão direta, detalhes em relevo e rótulos auto-adesivos. Também permitem a retirada paulatina das garrafas nelas abrigadas sem danos à sua integridade. Já a MeadWestvaco, através de sua divisão Packaging Systems, apresentou uma nova multipack de papel cartão para as indústrias usuárias de stand-up pouches. A PouchMaster substitui caixas de papelão ondulado mantendo a resistência necessária para proteger as embalagens plásticas flexíveis nele acondicionadas e suporta impressões nobres, garantindo impacto na gôndola. Apresenta ainda uma alça para facilitar o transporte pelo consumidor e um sistema de fácil abertura. A embalagem possui uma construção in-

terna que reforça a estrutura de cartão e elimina a necessidade de uma embalagem terciária. O design exclusivo evita que os pouches sejam danificados em processos de paletização e distribuição. A embalagem é especialmente destinada à indústria de bebidas, uma vez que pode ser diretamente armazenada na geladeira. A MeadWestvaco ainda ressalta as qualidades do PouchMaster em ações promocionais, uma vez que, como as embalagens tradicionais de papel cartão, ele pode receber impressão no verso, hologramas, janelas, alto relevo e tintas especiais. Uma máquina também recém-desenvolvida permite agrupar até 600 pouches por minuto.

www.hi-cone.com No Brasil: (11) 3167-0993 www.afseal.com www.mwvpackagingsystems.com No Brasil: (19) 3869-9330

Concorrência às garrafas de PET
Água mineral em stand-up pouch? Por que não? É o que a CLP Packaging Solutions buscou mostrar na Pack Expo com uma embalagem flexível que, segundo ela, traz duas vantagens básicas sobre as garrafas sopradas de PET. Primeiro, ela é mais leve, o que reduz o custo de frete. O volume da embalagem descartada também é menor. A CLP garante que não há possibilidade de resíduos da laminação da estrutura da embalagem interferirem no gosto da água acondicionada, mesmo quando o produto é armazenado por longo período. Os stand-up pouches podem ser fornecidos para volumes de até 1 litro, ter alta transparência e formatos diversos. Seu custo, garante a CLP, é “bastante competitivo com o das garrafas de PET”.

www.clp-packaging.com

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Caça aos caçadores
A fabricante de pouches Kapak mostrou na feira a primeira utilização comercial nos Estados Unidos de um pouch flexível com um gatilho spray acoplado. Trata-se do Wild Gamekeeper Spray, da Hunter’s Specialties, fórmula para prevenir a disseminação de bactérias em animais abatidos em caçadas e pescarias. O desafio, diz a fabricante, foi encontrar uma embalagem ideal para o uso em ambiente aberto, pois o produto, granulado, só passa a funcionar com a adição de água, e que ao mesmo tempo dispusesse de um sistema de aplicação conveniente. Para que o produto suportasse os rigores de uma caçada, a Kapak desenvolveu o pouch numa estrutura de poliéster e polietileno de baixa densidade linear (PEBDL). A base do pouch traz uma extensão para permitir um furo para gancheira, um pedido da fabricante para ampliar a visibilidade do produto nos pontos-de-venda. Por isso, as paredes do pouch possuem impressões em orientações invertidas.

www.kapak.com

Pouches com zíper na fronte
A Hudson-Sharp anunciou a disponibilidade de sua tecnologia Inno-Lok de zíperes em linha para suas máquinas formadoras de stand-up pouches. Agora, é possível produzir nelas pouches com os fechamentos em seu painel frontal. Os zíperes são colocados nas webs numa estação posicionada antes do fechamento final dos pouches.

www.hudsonsharp.com No Brasil: (16) 3303-8500

Em codificação, paus para toda obra
Máquinas para o trabalho com substratos delicados e que suportem ambientes de produção nada amigáveis deram o tom entre os lançamentos de codificadoras na Pack Expo. A S300B, nova codificadora laser da Domino, por exemplo, apresenta uma tecnologia chamada Blue Tube para marcações de alto contraste e sem risco de furos em embalagens de PET. Ela atinge velocidades de mais de 1 000 marcações por minuto com códigos de duas linhas e os operadores a comandam através de um painel touch screen. Por sua vez, a Markem introduziu na feira sua nova série de codificadoras laser Smartlase 100 “S”, com construção compacta em aço inoxidável para agüentar ambientes severos de produção, como os permanentemente molhados. Imprime até quatro linhas a até 90 metros por minuto em superfícies plásticas ou cartonadas e também em rótulos. Outros lançamentos da Markem foram as impressoras por termo-transferência SmartDate 5 e 5s, para a marcação de embalagens flexíveis. A troca de configuração para os modos contínuo e intermitente é feita em menos de cinco minutos, e a 5s, diz a Markem, é o modelo em sua área mais veloz do mundo, podendo imprimir até 180 metros por segundo.

www.dominoamjet.com No Brasil: (11) 3048-0147 www.markem.us No Brasil: (11) 5641-8949

PP clarificado assedia mercados do PET
Conforme mostrado na cobertura da feira K, na edição passada, uma união entre a Braskem, a convertedora Packpet e a Milliken Chemical deseja transformar embalagens sopradas de polipropileno clarificado (cPP) numa alternativa vantajosa às garrafas de PET. A Milliken, fabricante do clarificante usado no processo, destacou essa iniciativa na Pack Expo, informando que o Tampikids, novo suco pronto da Tampico para o público infantil, já é fruto desse programa. O principal diferencial brandido pela Milliken a favor da garrafa de cPP, clarificada com seu agente Millad 3988, é a possibilidade de ela ser envasada a quente (a até 98o C) sem se deformar, gerando ciclos produtivos mais rápidos. “Ademais, essa embalagem permite à bebida dispensar o uso de conservantes, podendo ser distribuída em temperatura ambiente em regiões como a América Latina, onde os sistemas de fornecimento sob refrigeração não estão amplamente disponíveis”, diz Marta Janowitzer, gerente de marketing da Milliken. Recentemente, a Milliken anunciou os resultados de testes que aumentaram as taxas de produção de recipientes soprados de cPP para bebidas em mais de 30%, alcançando às conseguidas pelo PET e garantindo o cPP como opção viável para os engarrafadores.

Caixas com esqueleto reforçado
Diversas opções em sistemas e máquinas de embalagem foram apresentadas pela Smurfit-Stone na Pack Expo. Uma delas foi a linha VPS de caixas de papelão ondulado para hortifrutigranjeiros e outros produtos comercializados frescos. Segundo a empresa, sua máquina armadora dota as caixas de dispositivos que aumentam sua resistência ao empilhamento, tornando-as bem mais seguras e eficazes que os displays e as bandejas tradicionalmente utilizados pelo mercado. “A VPS oferece eficiência do material, benefícios à cadeia de produção e uma variedade de opções para a comercialização de produtos”, resumiu Ray Osmus, diretor de marketing de embalagens da Smurfit-Stone.

www.millikenchemical.com No Brasil: (11) 3043-7170

www.360packaging.com

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feira >>> emballage

onumentos e museus reconhecidos no mundo todo. Pólo gastronômico e centro de irradiação das artes e das idéias que ajudaram a formar a cultura ocidental. Sede de uma das capitais mais festejadas do planeta. Como se não bastassem tantos fascínios no campo do entretenimento, a França também conta com uma invejável estrutura de turismo de negócios. É um segmento que contribui para que o país, representante do quinto maior Produto Interno Bruto (PIB) mundial, seja o mais visitado do mundo, recebendo anualmente mais de 70 milhões de turistas. No calendário de eventos internacionais ligados à indústria de embalagem, a terra do champanhe, da moda, dos perfumes e de diversos outros ícones ligados à indústria da beleza e do luxo ganha destaque certo a cada dois anos, com a realização, nos arredores de Paris, do tradicional salão Emballage. Abrangendo todos os segmentos da cadeia produtiva de embalagens – de equipamentos, matérias-primas e

O número um de 2004? M
sistemas logísticos aos mais diversos acessórios de acabamento, identificação e decoração, o evento chegou à sua 36ª edição reivindicando o posto de maior trade show mundial do setor em 2004. Reclamação a princípio legítima, já que aparentemente nenhuma outra feira específica de embalagem reuniu neste ano números tão grandiosos de empresas participantes e visitantes. Segundo seus organizadores, mais de 106 000 profissionais e 2 300 expositores participaram do salão Emballage 2004, que foi feito entre os dias 22 e 26 de novembro último, no Parc des Expositions Paris-Nord Villepinte, o maior da França. Além disso, a feira apresentou 374 novos desenvolvimentos (entre máquinas, processos, embalagens e acessórios), número quase 50% superior ao da edição anterior, que reuniu 264 lançamentos. A festa dos organizadores só não foi mais ampla porque algumas marcas acabaram não sendo superadas. Ao menos na fria análise dos números, o evento francês continua atrás de

Em sua 36ª edição, salão francês Emballage reclama o posto de principal feira do setor neste ano
Por Leandro Haberli, de Paris

FOTOS: DIVULGAÇÃO

CENTRO DAS ATENÇÕES – Com 106 000 visitantes e cerca de 2300 expositores (mais de 50% não-franceses), a feira foi realizada nos arredores de Paris, entre os dias 22 e 26 de novembro último

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uma antiga rival, a messe alemã Interpack, que recebeu 170 000 visitantes e 2 554 expositores em sua última edição, feita em Düsseldorf, em maio de 2002. Talvez mais negativo do que esse detalhe seja o fato de que, sob esses mesmos critérios, Emballage 2004 acabou ficando aquém de suas próprias marcas anteriores: dois anos atrás, o evento recebeu 110 000 visitantes, e mais de 2 500 empresas. A queda no desempenho, contudo, não reflete o que poderia ser interpretado como perda de interesse pelo salão francês. Na verdade, pelos depoimentos quase uníssonos de visitantes e expositores, o evento parisiense continua sendo uma oportunidade especial e única para iniciar negócios no exterior, permitindo mostrar e conferir de perto uma imensa variedade de soluções e idéias, que este ano eram provenientes de 47 países. “Com mais de 50% de expositores nãofranceses, a feira ofereceu um tour detalhado pelo cada vez mais globalizado mundo da embalagem”, define Valérie Queffelec, diretora do evento. “Esforçamo-nos para consolidar ainda mais o conceito de multiespecialização, que ao longo dos anos se tornou uma característica muito própria deste encontro”, emenda Juana Moreno, diretora-adjunta do salão Emballage. Seja como for, a explicação mais pertinente para a diminuição do número de visitantes e expositores não parece ser outra senão a forte alta do euro nos últimos meses. Basta dizer que nesta edição de Emballage até os americanos sentiram na pele as dificuldades de visitar um país com moeda valorizada. Afinal, justamente nas semanas que precederam o salão, a moe-

GLAMOUR – Tradicional reduto da beleza e da sofisticação, salão Emballage reeditou este ano o Espaço Luxo

FROM BRAZIL – Estande de 200 metros quadrados reuniu 24 transformadores nacionais de plástico

da dos Estados Unidos atingiu sua cotação mais baixa em relação à da Comunidade Européia, com 1 dólar valendo menos de 90 centavos de euro. Por sinal, muito mais do que a repercussão negativa no turismo, seja ele de negócios ou lazer, de maneira geral as nações da Europa temem que a valorização excessiva do euro traga conseqüências desastrosas para os índices de exportação de suas indústrias, inclusive as de embalagens. Apesar desse quadro de receio e das dificuldades cambiais já tradicionais para os empresários brasileiros interessados em participar de feiras no exterior, a indústria nacional conseguiu reunir no salão Emballage um número inédito de expositores. Sem medo de arriscar, e tampouco refratários a um tipo de investimento que se pode revelar de longo prazo, 24 transformadores brasileiros de plásticos expuseram seus produtos e lançamentos no pavilhão 6, que para muitos foi o mais movimentado da feira. Representando o país ao lado de razoável número de profissionais brasileiros presentes ao evento como visitantes, essas empresas se concentraram num espaço de 200 metros quadrados reservado pelo Export Plastic Program. Trata-se de uma iniciativa do Instituto Nacional do Plástico (INP), feita em conjunto com a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex), e destinada a ampliar as vendas de produtos plásticos brasileiros transformados lá fora (sobre esse assunto será publicada na edição de janeiro entrevista com Wagner Delarovera, diretor do Export Plastic Program). Outro ponto de destaque desta edição da

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feira francesa foi o lançamento de novos setores de exposição, como o de líqüidos e bebidas, além das áreas de decoração, pré-impressão e impressão. Ademais, houve reedição do já consagrado Espaço Luxo e, pela terceira vez consecutiva, o salão Emballage promoveu parceria com a feira IPA World Food Process. Esta ocupou dois pavilhões do Paris-Nord Villepinte com soluções e tecnologia para a indústria alimentícia, enquanto as empresas da área de embalagem se distribuíram ao longo dos quatro maiores pavilhões do centro de exposição francês. Da mesma forma que ocorreu em 2000 e 2002, com uma única credencial visitantes e expositores tinham acesso aos dois eventos. É por isso que nos materiais divulgados pela Exposium, empresa responsável pela organização das feiras, consta a informação de que o público total foi superior a 136 000 visitantes. Mas faz-se necessário observar que nesse

PARCERIA – Pela terceira vez consecutiva salão Emballage foi realizado em conjunto com a IPA, que reuniu tecnologia e soluções para a indústria de alimentos

número estão computadas as mais de 30 000 pessoas que foram conferir a IPA, parte das quais aproveitou para circular nos corredores do salão Emballage. Também digna de nota foi a edição do Trends Book, espécie de roteiro concebido para facilitar o encontro de algumas das novidades mais interessantes apresentadas. Embora repleto de curiosidades do ponto de vista de processos, acessórios e tecnologia, o guia apresentava tendências de embalagem que não chegam a ser novidade para profissionais brasileiros. Resumidamente, percebe-se que os produtos europeus buscam aliar funcionalidade e beleza, de modo a oferecer algo mais ao consumidor e às marcas em termos de agregação de valor, conveniência e praticidade. São, enfim, tendências globais, mas que podem exigir soluções criativas e algumas vezes inéditas. É basicamente isso que as novidades apresentadas a seguir por EMBALAGEMMARCA buscam ilustrar.

Tendências e rumos das bisnagas plásticas na Europa
A Alcan Packaging Cebal, que reforçou ainda mais sua operação no mercado de beleza e cuidados pessoais com a recente aquisição da Techpack, negócio que serviu para consolidar a formação da Alcan Packaging Beauty na Europa, apresentou durante o evento diversos novos desenvolvimentos em bisnagas plásticas. Entre os que mais chamaram atenção dos visitantes estava a linha Embossed Tubes (foto 1). Trata-se de uma família de tubos laminados que, depois da impressão, recebe um tratamento de embossing (relevo). Além de diferenciação tátil, a técnica permite a criação de diferentes texturas, ressaltando visualmente grafismos e layouts. Outro sistema divulgado pela empresa durante o salão Emballage foi o 3D Print (foto 2), processo de impressão tridimensional destinado a realçar componentes selecionados das bisnagas, como fotos ou logos. No campo dos contornos e curvas, a Alcan Packaging Cebal ainda mostrou possibilidades de formatos diferenciados para as tampas de suas bisnagas. É o caso da linha Tandem (foto 3), cujo sistema de fechamento é oval e apresenta diâmetro de 50mm. A vantagem, diz Cécile Tuil, diretora de comunicação da Alcan Packaging Beauty, se traduz em “excelente visibilidade no ponto-de-venda, garantida por um perfil plano e uma maior superfície de comunicação”. Outra possível tendência em bisnagas plásticas mostrada pela empresa diz respeito à adaptação desse tipo de embalagem a gancheiras, opção já feita pela alemã Dr Oetker para sua linha de coberturas doces (foto 4).

www.alcan.com No Brasil: (11) 4723-4700

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Filme premium específico para shrink labels de bebidas
Atenta ao crescimento do mercado de rótulos termoencolhíveis para bebidas, a companhia química Eastman aproveitou o salão para divulgar um novo filme específico para esse tipo de aplicação. Produzido com a resina Embrace High Yield, obtida a partir de um tipo especial de copoliéster, o produto se adapta, segundo a empresa, às mais irregulares superfícies. Isso é possível porque sua taxa de encolhimento chega a 80% em temperaturas de 95º C, informa John Ouwerkerk, gerente de desenvolvimento de mercado da divisão shrink resins da Eastman. “Além disso, essa nova geração de filmes apresenta excelente printabilidade, elevada transparência e pode ser facilmente removida das embalagens usadas, o que facilita os processos de reciclagem”, completa o executivo. A princípio, um dos mercados-alvo da companhia com os novos filmes é o de leites, que nos Estados Unidos é dominado por garrafas plásticas. Por isso a empresa até desenvolveu um web site destinado a propalar as vantagens da resina Embrace High Yield nesse setor. O endereço é www.fashionformilk.com.

www.eastman.com No Brasil: (11) 5506-9989

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Pequenas tiragens e ações promocionais
A mais nova impressora industrial da HP foi apresentada pela primeira vez no estande montado pela empresa no salão Emballage. É a HP Indigo press ws4050, equipamento digital de alta produtividade que pode ser usado para impressão de rótulos auto-adesivos, shrink sleeves e embalagens flexíveis em geral. A nova máquina oferece capacidade 20% maior que sua antecessora, a ws4000, e foi operada durante o evento em conjunto com soluções de workflow digital de dois parceiros da HP no mercado de embalagens, a Esko Graphics e a Artwork Systems. Integrados em linha à ws4050 os equipamentos dessas duas outras empresas formaram uma solução completa de conversão e acabamento de embalagens, que imprimiu, no próprio estande da HP, milhares de embalagens e rótulos. Dentre estes, chamaram especial atenção pequenos sleeves termoencolhíveis desenvolvidos para garrafas de champanhe que foram distribuídas a clientes e parceiros da HP, cada qual com o nome de seu destinatário impresso digitalmente. A idéia era mostrar a flexibilidade dos novos

processos de impressão, que podem ser usados para as cada vez mais disseminadas pequenas tiragens, e também em projetos promocionais e outras ocasiões que demandem embalagens personalizadas. “Quisemos com essa ação mostrar que nossas soluções end-to-end para impressão de rótulos e embalagens flexíveis oferecem versatilidade e excelente relação custo/benefício”, resume Eric Bredin, gerente de marketing da HP Digital Printing Systems.

www.hp.com No Brasil: (11) 3371-3371

Rótulos na posição exata
Na área de equipamentos, a SIG Alfa, divisão italiana do grupo SIG especializada em equipamentos de rotulagem, apresentou a Alfa Rollquattro, máquina desenvolvida para garantir aplicação precisa dos rótulos. A idéia foi atender à crescente demanda por equipamentos capazes de posicionar os rótulos em pontos específicos da embalagem, muitas vezes correspondentes a uma logomarca especial ou a um alto-relevo na superfície da garrafa. É um desafio para o qual a Sig Alfa oferece uma tecnologia de orientação eletrônica, que prevê a instalação de servomotores em cada linha de suporte das garrafas na estação de rotulagem. O servomotor gira a garrafa para a posição correta a partir de um sinal recebido de um sensor capaz de determinar a área exata de rotulagem de acordo com a posição da embalagem na linha de aplicação. Segundo a empresa, essa tecnologia é especialmente indicada para os casos em que o logo da garrafa ou o alto-relevo não são facilmente perceptíveis por processos mecânicos.

www.sig.com SIG Alfa: +39 0376 344208

Para queijos que respiram
Desenvolvida para atender a uma antiga reivindicação dos produtores franceses de queijos especiais, a Ecoclip, mais nova lata cartonada multifoliada da também francesa Can Packaging, inovou no segmento ao ser desenvolvida com uma tampa dotada de janela plástica transparente microperfurada. Em poucas palavras, a idéia é permitir que o produto acondicionado “respire”. Trata-se de uma necessidade para alguns tipos de queijo cujo “processo de maturação”, quando o alimento ganha sabor, só ocorre em contato com ar e umidade. Nas versões com tampa convencional (sem janela plástica), a linha Ecoclip também é fornecida a fabricantes de produtos como manteiga, cream cheese e até sorvete. “Feitas de material impermeável, as latas também podem receber uma tampa multicamada, que lhes garante fechamento hermético, permitindo, por exemplo, preenchimento com gases especiais”, descreve Guillaume Sireix, responsável técnico da Can Packaging.

Self-heating pouches
Depois das latas com sistema interno de aquecimento de alimentos e bebidas, as tecnologias de embalagem desenvolvidas para dispensar o uso de fogões e microondas chegam aos stand-up pouches. A novidade foi apresentada na feira pela belga Epoca, que distribui na Europa o Heat Pop Pouch, da coreana KSP. Trata-se de um stand-up pouch aparentemente comum, porém dotado internamente de uma válvula que, ao ser pressionada, deflagra uma reação química que aquece o produto acondicionado. O processo leva menos de um minuto, período em que o pouch infla. Para quem não gosta de bebidas ou alimentos excessivamente quentes, uma boa notícia: a temperatura pode ser acompanhada por um sistema de cores impresso na embalagem. Para interromper a geração de calor, basta romper uma área serrilhada do filme. A tecnologia foi desenvolvida para produtos como café, sopas, chás e achocolatados. A válvula é envolta por um filme com barreira, de modo a impedir a contaminação do conteúdo quando se dá o processo químico de aquecimento.

www.epoca.be www.ksp.co.kr

www.canpackaging.com +33 3 89 54 98 40

Idéias e usos inovadores em latas cartonadas multifoliadas
Foi o que mostrou a alemã Weidenhammer Packaging Group, que fornece esse tipo de embalagem para segmentos tão distintos quando o de alimentos, limpeza doméstica, cosméticos, jardinagem, defensivos agrícolas e brinquedos. Aliás, tamanha variedade de utilizações permite concluir que o emprego das latas cartonadas está em franco crescimento no varejo europeu, especialmente pelo forte apelo ecológico que incorporam. É assim porque esse tipo de embalagem pode ter 95% de sua estrutura reaproveitados em processos de reciclagem. Além disso, as multifoliadas oferecem diversas possibilidades de formatos, medidas e sistemas de fechamento. Neste último aspecto, além de alças plásticas que facilitam o transporte, essas embalagens têm sido produzidas com tampas que agregam funções específicas, podendo, por exemplo, transformar uma simples lata cartonada num prático saleiro. Outra mostra das possibilidades das cartonadas multifoliadas está nos mercados de

perfumes, maquiagem e tratamento de pele, onde a Weidenhammer tem desenvolvido soluções altamente sofisticadas para marcas como Lancôme, Helena Rubinstein e Paul Smith London.

www.weidenhammer.de +49 (0)6205203-0

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Unidos com requinte e inspiração
Se houvesse um ranking das idéias mais inspiradoras mostradas no salão Emballage, as soluções para agregação de brindes promocionais às embalagens certamente ocupariam um lugar de destaque. Duas idéias interessantes nessa área foram mostradas pela francesa CGL Pack. A primeira foi desenvolvida para o champanhe Kriter, marca muito popular na França. Tratase de um estojo termoformado que, além de unir duas garrafas da bebida, tem a função de acondicionar pequenos frascos de perfume. Já para a Destilaria Peureux, que produz duas aguardentes também famosas na França, a Guignolet e a Poire William, feitas de cereja e pêra, respectivamente, a CGL Pack desenvolveu cápsulas termoformadas para fixar pequenos copos na tampa das garrafas. O sistema funciona com uma cápsula plástica preza à parte interna dos copos por filmes termoencolhíveis, permitindo que os brindes sejam encaixados nas garrafas que já foram embaladas nas caixas de transporte.

www.cglpack.com

Bag-in-box e agoram também “in-tubes”
Cada vez mais presentes no mercado vinícola europeu, como se pôde perceber em despretensiosas visitas aos supermercados franceses, as embalagens bag-in-box (BIB), formadas por bolsas plásticas dotadas de dispensadores em forma de torneiras e acondicionadas em caixas de papelão ondulado, avançam sem parar em outras categorias de produtos líqüidos e viscosos. A canadense Smurfit, por exemplo, apresentou na feira o Stand-Box, um BIB que desenvolveu especificamente para acondicionar óleos comestíveis, sobretudo azeite de oliva. Com capacidade de três litros, a solução é indicada para restaurantes, bares e outros canais institucionais. Em lugar do papelão ondulado, usa um cartucho cartonado. Segundo a empresa, por garantir proteção contra luz, o Stand Box conserva os aromas e as propriedades nutritivas de óleos comestíveis por mais tempo que embalagens de vidro. Além disso, o uso fracionado não diminuiria a qualidade do produto. Outra solução inovadora apresentada pela Smurfit foi o Bag-in-Tube (BIT). O conceito é o mesmo do tradicional

BIB, mas, no lugar da caixa celulósica externa, usa-se uma lata cartonada multifoliada. Embora também possa ser usado no mercado de óleos comestíveis, o foco principal do BIT é no setor de bebidas alcoólicas.

www.bag-in-box.tm.fr +33 03 26 55 70 16

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As novas gerações de pouches e a onda retortable
Uma área especialmente movimentada no mercado europeu de embalagens é certamente a de stand-up pouches. Além da disseminação de tampas rosqueáveis, tornou-se comum a utilização de bicos para controlar e direcionar a saída do produto, permitindo que os recipientes flexíveis que ficam em pé nas gôndolas sirvam de refil para outras embalagens. Mas, como provam tecnologias como a de auto-aquecimento, os stand-up-pouches têm ganhado acessórios que fazem muito mais do que facilitar a abertura e a retirada do produto acondicionado. Um desses desenvolvimentos foi apresentado na feira pela Mondi Packaging, gigante européia que atua no mercado de embalagens celulósicas e plásticas flexíveis. Explorando o conceito de embalagens retortable – aquelas destinadas a processos de cozimento ou esterilização térmica de alimentos sob altas temperaturas, a empresa desenvolveu uma linha de stand-up-pouches dotada de um inovador sistema de válvulas de vapor. Vendida sob a marca neoSteam, a solução controla a pressão interna do recipiente, liberando vapor e permitindo que os alimentos sejam preparados em fornos de microondas diretamente em suas embalagens. Esse propósito, aliás, também impulsiona inovações no mercado de bandejas e cartuchos para alimentos congelados semi-prontos. A americana Graphic Packaging, por exemplo, mostrou na feira algumas de suas embalagens cartonadas dotadas de superfícies reflexivas. Com elas, a empresa afirma ser possível preparar pizzas e batatas fritas crocantes em fornos de microondas. Ainda no campo das embalagens que servem como recipiente para cozimento de alimentos, a francesa Europlastiques demonstrou no salão Emballage sua linha Minut’Chef de embalagens plásticas para cozinhar, também no microondas, legumes e outros alimentos a vapor.

www.europlastiques.com www.graphicpackaging.com www.mondipackaging.com

Inspirado na natureza
Para proteção de embalagens durante transporte e outros processos logísticos, a belga conTeyor apresentou no salão uma malha feita de fibras sintéticas obtidas a partir de polietileno (PE). Quando aberto, o sistema revela uma série de cavidades poligonais simétricas, adquirindo a forma de uma colméia. Nos “casulos”, frascos, garrafas e outros recipientes podem ser encaixados para evitar danos na movimentação das mercadorias.

Módulos de marcação
Criada na França em 1982, a Imaje, nome forte do mercado global de marcação e codificação de embalagem, apresentou durante o salão a Série 2000, desenvolvida em módulos que cobrem diferentes aplicações de marcação e impressão de etiquetas de identificação para paletes e embalagens de papelão ondulado. Entre as principais vantages geradas para a cadeia logística, a Imaje cita o novo módulo de etiquetagem, que conta com sistema de rebobinamento eletrônico, e foi “estudado para garantir máximo tempo de funcionamento, minimizando as paradas necessárias para a troca de consumíveis”.

www.imaje.com No Brasil: (11) 3305-9455

www.conteyor.com +32 (92) 72 69 69

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Passaporte em dia, um consel
Diversos eventos internacionais marcam o próximo ano e prometem agitar a cadeia de

Interpack
Uma das mais importantes feiras mundiais de embalagem, a Interpack, que é trienal, ocupará 18 pavilhões do centro de exposições de Düsseldorf, na Alemanha, entre os dias 21 e 24 de abril. São esperados lançamentos e novidades na área de equipamentos, materiais, sistemas e processos. Se, por um lado, o euro valorizado é um entrave para o empresário brasileiro que busca atualizar seu parque industrial, o acesso a novas tecnologias é uma maneira de melhorar a produtividade e, conseqüentemente, a competitividade nos mercados internacionais, onde o real fraco pode pesar a favor.

Considerada a equivalente norte-americana da Drupa, a Print – que também acontece apenas a cada quatro anos – ocupará em 2005 o lugar da Graph Expo e da Converting Expo. Será no McCormick Place, o gigante centro de exposições de Chicago, do dia 9 ao 15 de setembro. Nesta edição, os organizadores pretendem fortalecer a área de conversão. É necessário providenciar com antecedência um visto de negócios para os Estados Unidos.

Print & Envase 23 de seConverting De 19 aocorre em tembro
Buenos Aires, na Argentina, a Envase 2005, que abrange toda a cadeia de embalagens. A feira é organizada pelo Instituto Argentino del Envase, e constitui uma boa oportunidade para os fabricantes brasileiros de embalagens se tornarem mais conhecidos de um público que, apesar de predominantemente argentino, tem representantes de diversos países da América Latina. Para a indústria usuária, é a chance de buscar fornecedores alternativos nos países vizinhos.

Expo Pack
Os interessados em se aproximar do mercado mexicano, porta de entrada para os Estados Unidos, não podem deixar de ir à Expo Pack México 2005, na Cidade do México. A feira, que acontece entre os dias 21 e 24 de junho, mostra soluções em equipamentos, materiais e sistemas de embalagem para uma ampla variedade de setores industriais, tais como alimentos, bebidas, cosméticos, farmacêuticos e home care. Recentemente, o PMMI – Instituto dos Fabricantes de Máquinas de Embalagem dos Estados Unidos, antes sócio do evento, anunciou ter adquirido 100% de participação acionária da Expo Pack México.

Labelexpo Europe
A cadeia de rotulagem tem a seu dispor o maior evento mundial do setor, a LabelExpo Europe, que se realiza em setembro, do dias 21 ao 24, em Bruxelas, na Bélgica. É uma boa chance para conhecer as inovações de fabricantes e distribuidores de equipamentos e insumos, e para manter contato com executivos do alto escalão da indústria que fornece para o setor.

www.labelexpo.com

www.gasc.org

www.packaging.com.ar

www.interpack.com

www.expopack.com.mx

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ho para 2005
embalagem. Agende-se.

Pack Expo Las Vegas
O PMMI – Instituto dos Fabricantes de Máquinas de Embalagem dos Estados Unidos realiza, de 26 a 28 de setembro, a Pack Expo Las Vegas. O evento segue a tradição de ser intercalado com a versão da feira em Chicago, que acontece nos anos pares (veja cobertura da Pack Expo International 2004 na página 24). O visto para os Estados Unidos deve ser providenciado com antecedência.

SIMEI
Para os profissionais relacionados com a indústria de bebidas, a 21ª edição da SIMEI, que acontece em Milão do dia 22 ao 26 de novembro, é destino quase obrigatório. Trata-se da maior feira especializada no setor, e é uma oportunidade para ver o que de mais moderno há disponível para a produção e engarrafamento de cervejas, águas minerais, vinhos, refrigerantes, sucos e bebidas alcoólicas, além de vinagres, óleos e outros líquidos.

www.packexpo.com

www.simei.it +39 02 7222281

CONGRAF

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CONGRAF

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Open house proveitoso
Mais de 500 profissionais gráficos de diferentes países sul-americanos prestigiaram evento realizado pela Heidelberg do Brasil, em São Paulo, entre os dias 14 e 16 de setembro último. Durante o encontro foram apresentados os principais lançamentos da empresa na última Drupa, como o novo Suprasetter, a CD 102-5+ LX com sistema de entrada e saída PresetPlus, as novas Printmaster PM 74 e Printmaster PM 52, além da Stichmaster 400.

Em Manaus, dobras em destaque
Fabricante de dobradeiras para processos de acabamento gráfico, a A. Ulderigo Rossi promoveu em Manaus (AM) um evento para discutir a importância desse tipo de equipamento na valorização de produtos gráficos, incluindo embalagens cartonadas. Realizada no auditório da Federação das Indústrias do Amazonas, em parceria com o Sindicato das Empresas Gráficas de Manaus, a apresentação reuniu mais de 50 empresários. Confiante no potencial de crescimento da região, o gerente da A. Ulderigo Rossi, Celso Viveiros, aproveitou o encontro para apresentar parte da linha de produtos da empresa, destacando a dobradeira automática T56, cuja capacidade de dobra é de 10 mil cadernos de 16 páginas, formato livro, por hora. Segundo o executivo, os equipamentos da marca custam em média 55% do preço de uma máquina importada, além de apresentarem economia de manutenção. “O custo de reposição das peças é mais baixo na comparação com os produtos importados”, disse Viveiros.
www.aurossi.com.br (11) 3338-1600

Estímulo às ações...
A Ripasa participou em outubro último da segunda edição da Expomoney. Focado no mercado de investimentos, o evento visou mostrar as principais oportunidades do setor, passando informações sobre diferentes empresas de capital aberto. Uma delas foi a própria Ripasa. Além de desmistificar o mercado de ações, mostrando que qualquer pessoa pode ter acesso a essa opção de rendimento, o intuito da ação foi angariar potenciais interessados em investir nos papéis da empresa.

...e ao plantio
A gaúcha Cambará vem incentivando a produção de florestas na região de Aparados da Serra (RS). Com seu Programa de Fomento Florestal, a empresa distribui anualmente mais de 1,5 milhão de mudas de pinus a pequenos produtores. O objetivo da ação é contribuir para a diversificação das atividades econômicas da região e para a fixação do homem no campo. Já no Programa de Parcerias Florestais, dirigido a proprietários de áreas de maior extensão, a empresa prevê o plantio de mais de 2 milhões de árvores em 2005.

Exposição de chapas e muito mais
Produtora de matrizes para impressão flexográfica, a Cliart Clichês promoveu no final de outubro, em São Paulo, workshop em que reuniu parceiros e mostrou algumas características de seus produtos. Uma das soluções abordadas foi a linha OLEC, de equipamentos utilizados para exposição de chapas. O evento contou ainda com palestras de Ezequiel Rebelo Fernandez, fundador e diretor da Cliart, Rui Mariano dos Santos, da Dupont, José Rosa, da TPS, e Sérgio Vay, um dos fundadores do Senai.
www.cliart.com.br (11) 6942-8133

Tintas ágeis, revestimentos especiais
Uma das novidades anunciadas pela Flint Ink na Graph Expo/Converting Expo, que aconteceu em Chicago, no início de outubro, foi a certificação de seu sistema de tintas ArrowStar KG para utilização no modelo 74 Karat, da alemã KBA – Koenig & Bauer AG. Com tecnologia waterless, a família de tintas se adapta à tecnologia Direct Imaging para gravação de chapas e impressão de médias e pequenas tiragens. Segundo a empresa, o sistema também é ideal para aplicações quatro cores offset destinadas à produção de distintos impressos comerciais, incluindo embalagens. A Flint Ink também anunciou no evento americano o lançamento da nova linha de tintas UV ArrowLith, indicada para uso em impressoras off-set cold-set. Formulada com base em substâncias químicas fotoiniciadoras, que produzem efeitos de revestimento mais rapidamente, as novas tintas podem ser usadas para tiragens altas e totalmente coloridas, utilizando diferentes tipos de substratos, incluindo os já revestidos.
www.flintink.com No Brasil: (11) 4613-5287

Líder gráfico
Mário César de Camargo, presidente nacional da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP), foi escolhido para receber o prêmio latino-americano do Graphic Arts Learders of the Americas 2005, concedido pela Printing Association of Florida (PAF) e pela Conlatingraf.

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Verde-amarelo em alta
Foi realizada na cidade do México, no início de novembro último, a cerimônia de premiação do XI Concurso Latino-Americano de Produtos Gráficos “Theobaldo De Nigris”. Promovido pela Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf), o prêmio rendeu ao Brasil doze troféus de ouro e nove de prata – contra oito de ouro e cinco de prata em 2003 –, além de cinqüenta certificados de qualidade e quatro menções honrosas.

Barrangem ao avanço das multi
O início do mês de novembro último entrou para a história do mercado brasileiro de celulose e papel. Duas grandes competidoras do setor, Suzano Bahia Sul e Votorantim Celulose e Papel (VCP), se uniram para fechar a compra do controle de um terceiro gigante, a também fabricante de papel e celulose Ripasa. O negócio, relativo a 100% das ações ordinárias e 59,51% do capital total da Ripasa, envolveu 720 milhões de dólares. Com ele, Suzano e VCP passaram a ter igual participação no capital da Ripasa e, ao mesmo tempo, se mantiveram como concorrentes nos mercados em que atuam. A união entre os dois compradores ocorreu na reta final das negociações, que já duravam quatro meses, e, segundo quem acompanha o dia-a-dia do setor, teve um objetivo claro: barrar o avanço de poderosos competidores estrangeiros no mercado brasileiro, especialmente a sueco-finlandesa Stora Enso e a americana International Paper (IP). Para alguns analistas, entretanto, o preço pago foi alto. Tal interpretação ganhou força logo no dia seguinte ao negócio, quando se noticiou que as ações da Suzano e da VCP registraram queda de 4,97% e 2,75%, respectivamente. Por outro lado, os preços das ações preferenciais da Ripasa subiram 7,25%. O valor pago pelo controle da Ripasa equivale a 10 vezes a sua geração de caixa operacional (lajida) de 2004, e 8,5 vezes a projetada para 2005. A empresa produziu, de janeiro a setembro, 738 milhões de toneladas – 346,6 milhões de celulose e 391,5 milhões de papel. Sua receita líquida no período foi de 1 bilhão de reais. A companhia tem quatro unidades industriais e 98,7 milhões de árvores plantadas em 86,4 milhões de hectares.

Encontro campineiro
A Agfa e a Ripasa realizaram no início de novembro, em Campinas (SP), evento destinado à atualização tecnológica de profissionais do setor gráfico. Batizado de Worktech, o encontro trouxe dicas sobre como obter a melhor impressão em diferentes tipos de papéis, e ainda abordou técnicas e soluções de chapas de impressão, além de tecnologia digital em pré-impressão. “Um dos segredos do sucesso desse evento é a adaptação das informações apresentadas para o contexto de cada região em que ele é feito”, afirma Raul Gonçalves, gerente de distribuição da Agfa do Brasil.

Supplier dos suppliers
A Klabin recebeu da Associação Paulista de Supermercados (Apas) o Troféu Ponto Extra 2004 na categoria Fornecedor dos Fornecedores. Nesta foram selecionadas cinco empresas finalistas, avaliadas a partir dos critérios qualitativo e quantitativo, e considerando o relacionamento entre o fornecedor e a Apas. Ao todo, 24 categorias participaram da premiação, abrangendo segmentos como bazar, higiene, perecíveis, bebidas e carnes.

Abas com uma única passagem
Confiante no crescimento da produção de encadernados com abas rentes ou salientes nas capas, a Müller Martini está investindo para aumentar a participação de sua marca Frontero de guilhotinas de corte frontal no mercado brasileiro. Segundo a empresa, a grande vantagem do produto é a redução de custos, garantida por um detalhe produtivo: com esse tipo de guilhotina as abas necessitam de uma única passagem para serem produzidas. Ainda de acordo com a empresa, nas linhas de encadernação de lombada quadrada equipadas com estação de dobra de orelhas, livros e revistas com abas são produzidos em linha, numa só etapa de trabalho. Outro benefício da linha Frontero, cuja produção alcança até 6 000 ciclos por hora, é a possibilidade de integração com as linhas de encadernação de lombada quadrada.
www.mullermartini.com No Brasil: (11) 3613-1002

Sistema singular de impressão
A Rigesa aproveitou a Fispal Recife, realizada em novembro último, em Pernambuco, para divulgar seu sistema de impressão de até seis cores para papelão ondulado e microondulado. Trata-se do Rigegraphics, processo flexográfico em policromia desenvolvido para transformar as embalagens de transporte em elementos de suporte às marcas. Tal prerrogativa é válida especialmente para hortigranjeiros, cujas caixas secundárias muitas vezes são usadas para expor os produtos, podendo assim reforçar a imagem dos produtos no ponto-de-venda. Segundo a empresa, o sistema Rigegraphics garante ainda qualidade de impressão de fotos e grafismos, e permite acoplar a impressão offset sem comprometer “as características de resistência e empilhamento da embalagem”.
www.rigesa.com.br (19) 3707-4000

Novos iridescentes
A VSP Papéis Especiais realizou coquetel de lançamento de novos produtos, entre eles os papéis Relux e Carnival Paper. Segundo a empresa, este último se caracteriza pelo acabamento nacarado e texturizado, que produz efeito com brilho metálico e reflexos irisados, com opções inéditas e variadas de cores, na gramatura 230g/m2, em folhas avulsas formato 70X100cm e cut-size. Catálogos podem ser solicitados no telefone 3392-3390.

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Mais um estímulo ao talento gráfico
A KSR Distribuidora, unidade de negócios da Votorantim Celulose e Papel (VCP), e a ArjoWiggins, tradicional fornecedora de papéis finos e especiais, divulgaram em outubro os doze vencedores do Prêmio Criatividade Gráfica, criado em conjunto pelas duas empresas. Superando as expectativas dos organizadores, mais de 1 200 trabalhos, todos feitos com papéis da ArjoWiggins, foram inscritos no concurso. A avaliação ficou a cargo de uma banca de especialistas da Associação de Designers Gráficos (ADG) e do Senai, além de profissionais de agências de publicidade. O prêmio foi dividido nas categorias Promocional, Comercial, Institucional e Originalidade. A seguir, o vencedor de cada categoria:

Emoção pelos tempos d’outrora
Produtora de papéis especiais, a ArjoWiggins reuniu recentemente 25 funcionários aposentados para comemorar os 115 anos da sua fábrica de Salto (SP). Divididos em dois grupos, os ex-empregados foram recepcionados com um café da manhã no Centro de Treinamento, assistiram a uma palestra institucional e passaram pelas áreas fabris, quando puderam perceber a evolução tecnológica do setor desde suas aposentarorias. Segundo a empresa, não faltaram histórias dos “velhos tempos, encontros inesperados e muita emoção”.
www.arjowiggins.com.br 0800 100 648

Institucional ...........................................................Takano - São Paulo - SP Promocional .........................................Traço Design - Rio de Janeiro - RJ Comercial .............................................Traço Design - Rio de Janeiro - RJ Originalidade ......................................................... Art Cart - Fortaleza - CE

Fernando Pini bate recorde
Ocorreu, no final de novembro, em São Paulo, a festa de premiação do 14º Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini. O prêmio bateu recordes de inscrições, com 1 806 produtos, contra 1 570 em 2003. A quantidade de empresas inscritas cresceu 27% em relação ao ano passado, e o número de estados participantes subiu para catorze este ano, contra oito em 2003. O Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini é promovido pela ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica e pela Abigraf – Associação Brasileira da Indústria Gráfica. A lista dos vencedores do prêmio está no site da ABTG
www.abtg.org.br

Muito além do PDF
A Adobe acaba de lançar o Acrobat 7.0, a mais nova versão de sua família de aplicativos para conversão de documentos para o formato PDF (Portable Document Format). Além da sua principal função, o produto agora permite gerenciar a montagem de documentos de diversas origens, criar formulários inteligentes, e garantir segurança em projetos realizados em ambientes desprovidos de firewall. Outra inovação do Acrobat 7.0 é a possibilidade de incluir virtualmente qualquer pessoa em uma análise eletrônica de um documento PDF.
www.adobe.com.br

Max Feffer: embalagem sem prêmio
A Suzano Papel e Celulose anunciou, em novembro, os vencedores do 3º Prêmio Max Feffer de Design Gráfico, que recebeu a inscrição de 630 trabalhos. Uma das tendências constatadas nesta edição foi o crescimento do número de estados participantes, que passou de treze para quinze. Não houve vencedores na categoria embalagens, por decisão dos jurados.
www.suzano.com.br

Abigraf reforça quadro
Luiz Antonio Caropreso assumiu a gerência do departamento de marketing da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). Especializado em gestão comercial e desenvolvimento de negócios para diversos segmentos de impressão, Caropreso atuou como consultor no processo de introdução de gráficas digitais no Brasil. Também já foi gerente-executivo da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), onde idealizou o Digitec, grupo que reúne empresários e fornecedores da área gráfica digital.
www.abigraf.com.br (11) 5087-7777

54 >>> EmbalagemMarca >>> dezembro 2004

Novos AdeS em longa vida
Manga, Maracujá e Uva Light são os novos sabores da linha de bebidas à base de proteína de soja da AdeS. “Com estes lançamentos reforçamos nossa estratégia de atender a crescente busca dos consumidores por uma alimentação mais equilibrada”, diz Fernanda Tamate, gerente de produto da Divisão de Alimentos da Unilever. As novidades chegam ao mercado em caixinhas da Tetra Pak com prático fechamento plástico.

Sal encaixotado
Depois do lançamento do Sal Cisne Líquido, em frasco de polipropileno (PP) transparente com rótulo termoencolhível, a Refinaria Nacional de Sal lança agora o Sal Cisne Light, com 50% menos sódio. É o primeiro produto do gênero em caixinha – desenhada pela Oficina d’Design e confeccionada pela Gráfica Rosset. A abertura da embalagem é orientada por um picote. Na parte interna, um recorte em forma de meia-lua permite seu refechamento. Uma colher dosadora ainda acompanha o sal.

Panettones Carrefour investem em design
Para não ficar de fora do mercado de panetones neste fim de ano, a rede varejista Carrefour entregou a criação das embalagens de seus panetones Frutas e Gotas de Chocolate à agência Live Design. Segundo Leonardo Recalde, da Live, “o trabalho priorizou a modernização e o enriquecimento das embalagens desses produtos”. As embalagens, de papel cartão, são produzidas pela Gráfica Nova Página e poderão ser vistas nas lojas Carrefour e Champion.

Tabletes de churrasco
O sabor da picanha agora pode ser adicionado aos pratos do dia-a-dia com o Caldo de Picanha Knorr, da Unilever. A novidade está sendo lançada num cartucho de papel cartão com 57g (seis tabletes). Por sua vez, o Caldo de Costela Knorr, sucesso nos últimos meses, está ganhando versão de 19g, com dois tabletes. As embalagens de ambos os lançamentos são da Brasilgráfica.

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Contra a pirataria
O anestésico Citocaína, do Laboratório Cristália, ganhou embalagem exclusiva para exportação. Os 50 tubetes do produto são acondicionados em uma lata multifolhada – uma embalagem rígida desenvolvida pela Sonoco For-Plas, com sobretampa plástica para refechamento após abertura. Para garantir a vedação, foi utilizada a tampa sealed safe, que evita a violação do conteúdo e a pirataria.

Chamequinho tem novidades
A International Paper, fabricante do papel sulfite Chamequinho, está lançando uma nova embalagem com algumas inovações: o mesmo pacote terá duas frentes de exposição (frente e verso serão ilustrados com motivos diferentes). Outra novidade para os pontos-de-venda será a caixa display com 25 pacotes, metade do que havia na caixa anterior. A embalagem vira um display expositor através do destacamento da aba lateral e o encaixe da tampa. Assim, o que antes era apenas embalagem de transporte transforma-se em ferramenta para auxiliar os lojistas na exposição dos produtos. Para o consumidor, a novidade é o sistema abre e fecha, que mantém o papel conservado mesmo após várias aberturas. Todo material foi desenvolvido pela Portal Publicidade, de Campinas (SP). As caixas display são fabricadas em papelão pela Orsa Embalagens.

Vegetais em lata
A Quero Alimentos traz ao mercado três novidades: batata em cubos, cenoura em cubos e grão de bico. Os produtos chegam em lata de aço de 180g, feitas pela Metalúrgica Mococa, pela Bertin e pela CBL, com impressão em litografia. O design é da Publionline e da Mecenas.

Apelo na linha profissional
O xampu Bain Prévention, da linha para tratamento do couro cabeludo Kérastase Specifique, da L’Oréal, teve a embalagem renovada. O frasco do produto, na versão de 1 litro exclusiva para uso profissional, agora é branco com detalhes em prata na tampa e no rótulo. A faixa em serigrafia metalizada repete o tom prateado da tampa. Os rótulos em polietileno transparente são produzidos pela Prodesmaq. Os frascos de PEAD são da Sinimplast, com tampas de PP da Plastek. Os batoques, importados da Espanha, da Bandres.

Siol lança produtos com a marca Saúde
A Siol Alimentos está lançando uma nova linha de produtos com a marca Saúde – quatro óleos vegetais (canola, girassol, milho e soja), maionese e gordura vegetal hidrogenada. Os rótulos e as embalagens foram desenhados pela agência Mediterrânea-Pantani. Os frascos de PET para os óleos são da Lorenpet, com rótulos da Gráfica Rami. Os vidros da maionese são da OwensIllinois, com rótulos de papel da Gráfica Capuano. As embalagens da gordura vegetal são da Allpack.

Para ficar com a cara da linha
O amaciante de roupas Comfort, da Unilever, está com nova embalagem. O frasco de 1,5 litro é produzido pela Sinimplast e apresenta um design coordenado com o dos demais produtos da linha. Produzida em polietileno de alta densidade (PEAD), a embalagem tem uma alça, que o modelo anterior não trazia. Os rótulos são da Color-G Indústria Gráfica, e o design é da agência 3D Modeling.

Polly Coffee em metalizada
O Polly Coffee, produzido no sul de Minas Gerais, está chegando ao mercado em embalagens de 250g (pó) e 1kg (grãos). A Komatsu Design foi a responsável pela criação das embalagens, apresentadas nas versões Classic e Premium. A estrutura da embalagem é de PP metalizado sobre polietileno. A impressão é da Shellmar.

Fitilhos ajudam na cozinha
Reformuladas, as toalhas de papel Kitchen, da Melhoramentos Papéis, ganharam cores especiais, que as diferenciam da concorrência. Suas embalagens também apresentam um diferencial: empregam, agora, o fitilho SupastripXL, desenvolvido pela PP Payne. “É crescente a tendência de emprego de soluções práticas para a abertura das embalagens nos mais diversos segmentos do mercado”, diz Fábio Pantojo, responsável pelo marketing da PP Payne.

Mais um em copo de polipropileno
A Especialidade Láctea com Requeijão Cremoso Light, com apenas 40 calorias por porção de 30g (menos da metade das calorias da versão tradicional), é uma das novidades da Paulista neste fim de ano. A extensão de linha dá seguimento à penetração da embalagem de polipropileno (PP) no mercado de requeijões em copo, antes dominado pelo vidro. O copo de PP e sua tampa, do mesmo material, são fornecidos pela Huhtamaki.

Maria amplia portfólio com maionese
A marca Maria está ampliando seu portfólio com o lançamento de uma linha de maioneses saborizadas, em seis versões: provolone, azeitona verde, cheddar e presunto, bacon, atum com limão e churrasco. Nas embalagens, a personagem Maria aparece na cozinha retirando maionese do pote, tendo ao fundo uma janela aberta para um campo de oliveiras. Os frascos de PET são produzidos pela Polipet, as tampas pela Vanilplast e os rótulos termoencolhíveis de PVC pela Propack. O layout é da 100% Design.

Cada cor é uma sentença
A Pandesign acaba de criar a identidade de marca, as embalagens e o material de PDV da linha de margarinas Cyclus, lançamento da Bunge Alimentos. Composta pelas versões Crescimento, Equilíbrio e Saúde, a Cyclus mira os consumidores em busca de uma alimentação mais saudável. Para facilitar a identificação das versões, a Pandesign, em parceria com a Bunge, utilizou na decoração dos potes, produzidos pela Emplal, cores que traduzem o efeito de cada uma das três versões: laranja (crescimento/energia), azul (equilíbrio) e verde (saúde).

Para cães na terceira idade
Envelhecer esteticamente bem e com saúde não é mais um privilégio de homens e mulheres, mas também dos cães. A Premier Pet acaba de lançar o Premier Ambientes Internos Anti Idade, ração super premium que ajuda a retardar ou minimizar os efeitos indesejáveis do tempo – como obesidade, catarata e problemas nas articulações – para que os “totós” cheguem bem à terceira idade. A embalagem do produto é fornecida pela Videplast.

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Justo afago A Cerviflan conquistou o Prêmio de Melhor Fornecedor de Embalagens Metálicas da Sherwin Williams do Brasil. O prêmio é relativo à performance da metalúrgica durante o período de julho de 2003 a junho de 2004, medido pelo Sistema de Avaliação de Desempenho do Fornecedor da fabricante de tintas. O troféu foi entregue à Cerviflan em 9 de novembro. Prêmios à CIV A Companhia Industrial de Vidros – CIV foi premiada no 2° Salão Pernambuco Design, realizado em novembro em Recife, na categoria Utensílios Domésticos, pelo seu copo Ondas e pelo copo e jarra Ritmo. Os produtos são comercializados no Brasil e também exportados. Controle total A Suzano Petroquímica está interessada em ampliar seu controle sobre a Polibrasil, um dos maiores produtores latinoamericanos de polipropileno (PP). A Suzano, que já detém 50% do capital da Polibrasil, reivindica o direito de preferência na compra dos outros 50%, que estão à venda e pertencem à Basell (joint-venture entre a alemã Basf e a anglo-holandesa Shell). Embalo das exportações I As vendas lá fora têm impulsionado a operação da G.D do Brasil, filial do grupo italiano G.D, conhecido por fabricar máquinas e equipamentos para embalagens, fraldas e absorventes higiênicos, tabaco e alimentos. Nos primeiros oito meses de 2004, a empresa exportou 45% a mais em relação a 2003, superando a marca de 6 milhões de dólares. Embalo das exportações II Conhecida pela fabricação de fitas-crepe, a Adere também deve fechar 2004 vendendo mais lá fora. Segundo seu diretor comercial, Luis Gustavo Dias, as exportações deverão passar de 10% para 20% do faturamento da empresa. Atuando também com papéis auto-adesivos e siliconizados, a empresa anunciou a inauguração, para o ano que vem, de nova fábrica na cidade de Sumaré (SP).

Nobreza também aos pequenos produtores
Os pequenos e médios produtores do Vale do São Francisco, no Nordeste, agora podem adquirir embalagens de papelão ondulado com a mesma qualidade dos grandes produtores. A Rigesa, empresa do grupo MeadWestvaco, irá montar por lá o Caixa Pronta, sistema que funciona como uma loja, oferecendo quantidades reduzidas de caixas de papelão ondulado. Para o projeto, a Rigesa fechou parceria com a Juagro, tradicional fornecedora de produtos e máquinas agrícolas da região, para manutenção de estoques e apoio de engenheiros agrônomos na orientação dos clientes quanto à melhor utilização da embalagem. Inicialmente, o Caixa Pronta Rigesa disponibilizará os modelos das embalagens Defor e Plaform, já lar-

gamente utilizadas na exportação de diversos frutos brasileiros. “Pretendemos oferecer à comercialização de pequenos volumes a mesma qualidade das embalagens de exportação. O mercado interno já consegue identificar as perdas e a queda no preço final do produto mal embalado”, diz Juarez Ferreira, gerente de novos produtos para o setor hortifrutícola da Rigesa.

(19) 3707-4000 • www.rigesa.com.br

Henkel tem novo presidente
A gigante química Henkel, detentora de marcas consagradas no varejo como Loctite, Pritt, Tenaz, Super Bonder e Schwarzkopf, além da Liofol, forte na área de insumos para a fabricação de embalagens, tem novo comando no Mercosul. O engenheiro argentino Julio Muñoz Kampff, atual vice-presidente na América do Sul para Tecnologias (adesivos industriais, selantes e tratamento de superfícies), assumiu as funções de presidente no dia 1º de novembro no lugar de Wolfgang Beynio, que retorna à matriz da companhia, na Alemanha. Kampff é membro da Diretoria da Henkel no Brasil desde 1989.

0800-122334 • www.henkel.com.br

Mais embalagens no Centro-Oeste
A Orsa Celulose, Papel e Embalagens anunciou planos para modernizar sua fábrica de embalagens de papelão ondulado de Rio Verde (GO), responsável por abastecer um dos mais importantes pólos agroindustriais do país. A unidade receberá novos equipamentos, o que aumentará sua capacidade de produção de 72 000 para 100 000 toneladas por ano. Com os investimentos, a expectativa da Orsa é ampliar o volume de vendas na região CentroOeste em 50%. A propósito, o presidente do Grupo Orsa, Sergio Amoroso, acaba de ser eleito Personalidade do Ano pelo prêmio Destaques do Ano Flexo 2004, concedido pela Associação Brasileira Técnica de Flexografia – Abflexo/FTA-Brasil.

(11) 4689-8700 www.orsaembalagens.com.br

62 >>> EmbalagemMarca >>> dezembro 2004

Na Yoki Alimentos, a equipe de desenvolvimento de embalagens é assessorada por uma engenheira de alimentos na parte técnica dos trabalhos. Apesar desse apoio decisivo, todos os envolvidos na função lêem regularmente EmbalagemMarca, devido à boa cobertura que faz do mercado brasileiro de embalagem. Quem acompanha a trajetória da revista desde os primeiros números pode constatar que evolui permanentemente. É sempre atual e bem focada nos diferentes assuntos que aborda, como o design das embalagens, a tecnologia, os materiais, os equipamentos. Em síntese, EmbalagemMarca tem cumprido muito bem seu papel: ela nos deixa mais informados.

Mais adeptos da degradação rápida
Alvo de recente reportagem de EMBALAGEMMARCA (edição 61, setembro de 2004), o mercado de plásticos de rápida degradação não pára de atrair empresas. Caso recente é o da Sinimplast, que assinou um contrato de parceria com a RES Brasil, representante no país da tecnologia D2W para produção desse tipo de material. Conhecida pela fabricação de frascos plásticos soprados, a Sinimplast já está com testes produtivos avançados, e pretende entregar as primeiras embalagens com D2W ainda neste ano. “É um mercado recente, que traz uma importante inovação ao segmento de embalagens sopradas”, avalia o gerente de engenharia da empresa, Ricardo David. Desenvolvida pela companhia inglesa Symphony, a tecnologia D2W consiste no emprego de um aditivo (na foto) capaz de acelerar a degradação de plásticos como polieti-

leno (PE), polipropileno (PP) e polipropileno bi-orientado (BOPP). No caso das embalagens, frascos, sacolas e outros tipos de recipientes podem se degradar num prazo que varia entre 90 e 180 dias, de acordo com as condições de umidade, luminosidade e temperatura do local de descarte. Outras variantes são espessura e cor das embalagens – pigmentos vermelhos e verdes, por exemplo, propiciam degradações ainda mais rápidas.

(11) 4061-8300 www.sinimplast.com.br

Inclusão digital e mira nos jovens
Na reformulação de seu site, que agora apresenta navegação mais fácil e maior conteúdo, a Tetra Pak aproveitou para implementar uma tecnologia de inclusão digital para os deficientes visuais. O site permite a esses indivíduos interagir totalmente com ele, através de programas leitores de tela com sintetizador de voz. Esses programas imitam a voz humana e “lêem” para os usuários tudo aquilo que aparece na tela do computador. O redesign, assinado pela agência Eyedea, contou com a ajuda de deficientes. “No setor privado existem poucos sites preparados para interagir com leitores de tela, como o da Tetra Pak. Apenas alguns setores estão mais avançados neste sentido, como o bancário”, afirma Laércio Santana, analista de sistemas, deficiente visual, consultor na área de acessibilidade e multimídia e um dos responsáveis pelos testes de validação do site. A multinacional sueca também acaba de lançar uma nova campanha para o Brasil, agora para incentivar o consumo de sucos prontos e água de coco em caixinhas longa vida. Desenvolvida pela Ogilvy & Mather, seu mote, criado para conquistar o público jovem, é “Suco em Caixinha. Mandou Bem”. “Três filmes mostram o suco acompanhando situações do dia-a-dia, sendo consumido direto da embalagem, em uma linguagem bem jovem”, conta Eduardo Eisler, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Tetra Pak.

(11) 5501-3200 • www.tetrapak.com.br

Almanaque
Setentona com força total
Tubaína, como são conhecidos os refrigerantes regionais, é marca registrada. Pertence à Ferráspari, de Jundiaí, no interior de São Paulo, e foi criada na década de 1930, com as balas “sabor turbaína”. Quando a bala parou de ser fabricada, o “sabor” migrou para um refrigerante recém-criado pela Ferráspari. O nome também mudou, para “tubaína” A marca se tornou popular graças aos concorrentes que, ainda na década de 1940, pediram autorização à Ferráspari para utilizá-lo, com algumas variações, em seus produtos. Surgiram assim as marcas Itubaína, Taubaína, Tatubaína, entre muitas outras. No início, eram vendidas em garrafas de vidro âmbar, reaproveitadas de cervejas. Hoje, na sua grande maioria, são acondicionadas em garrafas de PET. Calcula-se que existam no Brasil mais de 700 marcas de refrigerantes populares conhecidos como tubaína, que juntas detêm algo próximo a um terço do mercado.

Uma história do leite
Para os interessados na memória das embalagens no Brasil, um livro precioso é O Leite na Paulicéia, recém-lançado pelo jornalista João Castanho Dias, em homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo. Com 148 páginas, 250 fotos e documentos, o livro mostra, além da transformação no sistema de transporte do produto na capital do Estado, que começou com carroças equipadas com tanques de aço para venda a granel, até a evolução das embalagens, desde as garrafas de vidro de 1 litro surgidas na década de

1920 às atuais embalagens cartonadas assépticas. No capítulo das embalagens, destacamse garrafas de vidro âmbar dos anos 60. Editado pela Calandra Editorial e apoio da Associação Brasileira de Leite e da Associação Brasileira do Leite Longa Vida.

“Semelhante a um belo chifre”
Dá-se como certo que o primeiro plástico da história foi o celulóide, criado em 1868 por John Wesley Hyatt. Mas há notícia de uma receita para a produção de um material similar com mais de 400 anos. Foi elaborada por volta de 1570, quando o mercador suíço Bartholomäus Schobinger se encontrou com o monge beneditino bávaro Wolfgang Seidel na casa de um nobre alemão. O religioso, que era também editor de textos científicos, falou de um alquimista cujos escritos publicara, entre eles um sobre “o segredo para criar um material transparente semelhante a um belo chifre”. A receita mandava cozinhar um queijo de cabra durante um dia inteiro. Depois de resfriado, retirava-se o líqüido leitoso que ficava flutuando, aproveitando-se apenas o resíduo pastoso no fundo da vasilha. Schobinger e o monge aperfeiçoaram a receita. Na nova fórmula, adicionava-se água, cozinhava-se novamente e agitava-se até separar a água e a pasta. Com essa substância viscosa e “transparente como chifre” – caseína – moldavam-se, a quente, talheres, medalhões e outros objetos. Além da incipiente transparência, assemelhava ao vidro em outro aspecto: se caísse ao chão, despedaçava-se.

66 >>> EmbalagemMarca >>> dezembro 2004

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