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19/9/2014 A vida de Jack Ma, dono da gigante chinesa Alibaba - Link Estadão – Cultura Digital - Estadao.com.

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014
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China, Negócios
16 de setembro de 2014 06h00
A vida de Jack Ma, dono da gigante chinesa Alibaba
Ele fundou a empresa em seu apartamento, em 1999, e agora deve embolsar US$ 15 bilhões com a abertura de capital
Por Agências
David Barboza
The New York Times
Aos 50 anos, Jack Ma é o fundador e maior investidor individual do Alibaba, com fatia de 9%. FOTO: Carlos
Barria/Reuters
NOVA YORK – Quando o Alibaba Group abrir seu capital ainda este mês numa oferta pública inicial que pode levar o valor da empresa a cerca de
US$ 160 bilhões, os investidores saberão muito bem quem está no controle da empresa. Jack Ma, 50 anos, pouco mais de 1,5 metro de altura, é o rosto
público do grupo. É seu principal negociador. É o principal estrategista. E também o maior investidor individual, dono de participação de 9%.
O Alibaba, empresa fundada no apartamento de Ma em 1999, é hoje um gigante da tecnologia com valor superior ao de nomes conhecidos da indústria
americana, como eBay e Hewlett-Packard. Sob a liderança dele, o Alibaba se tornou a força dominante do comércio eletrônico chinês e um símbolo da
acelerada ascensão econômica do país. A empresa tem 250 milhões de compradores ativos na China, e seus pedidos correspondem a 60% de todos os
pacotes entregues no país.
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19/9/2014 A vida de Jack Ma, dono da gigante chinesa Alibaba - Link Estadão – Cultura Digital - Estadao.com.br
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Esse sucesso ajudou a tornar Jack Ma uma espécie de celebridade entre os diretores executivos, um empresário que se sente à vontade na companhia
dos gigantes dos negócios em Davos, comandando a elite política chinesa em visitas guiadas à sua empresa e promovendo a “Sabedoria de Jack Ma”
em livros e DVDs.
A oferta pública inicial pode dar a ele (que já é um dos homens mais ricos da China) uma fortuna superior a US$ 15 bilhões. Ele já prometeu doar boa
parte dessa riqueza, tornando-se quase instantaneamente um dos maiores filantropos do mundo. (Ma e o Alibaba não concederam entrevista para essa
matéria, citando regras que limitam pronunciamentos públicos antes de ofertas públicas iniciais.)
Ma se acostumou a fazer tudo ao seu estilo. Ele tem o costume de fechar negócios com amigos do seu círculo mais próximo e compra empresas de
indústrias que parecem não ter relação entre si. Às vezes, é difícil determinar se um investimento é pessoal ou profissional, porque os limites entre o
portfólio de Ma e do Alibaba Group muitas vezes parecem tênues.
Essas atividades nem sempre são transparentes, algo que pode acender o alerta para os novos acionistas de uma empresa de capital aberto. Como
muitas empresas chinesas, o Alibaba também funciona por trás de um véu de complicadas estruturas de propriedade, que podem limitar as objeções de
acionistas discordantes.
Infância
Rebelde e precoce, Ma cresceu na cidade de Hangzhou, leste da China, o segundo dos três filhos de um casal de artistas de pingtan, tradicional técnica
de narrativa musical. Os vizinhos dizem que o menino era problemático e, muitas vezes, rebelde, mas talvez ele fosse apenas precoce. Aos 10 anos, Ma
Yun (seu nome chinês) começou a gostar de inglês e pedalava sua bicicleta até o hotel Hangzhou para praticar com turistas estrangeiros, experiência
que ele diz ter aberto sua mente para um mundo mais amplo.
Suas dificuldades com a matemática quase o impediram de frequentar a faculdade. Mas, depois de ser aprovado no exame nacional de admissão
universitária na terceira tentativa, Ma entrou numa universidade de professores locais, onde obteve resultados impressionantes.
Com a economia chinesa começando a decolar, Ma enxergou oportunidades no empreendedorismo. Os amigos dizem que, no tempo livre, ele
participou da fundação de uma agência de tradução, vendeu remédios e tentou a sorte no mercado de ações.
“Se eu não ficar milionário antes dos 35”, brincou Ma com o amigo Qi Xiaoning, “mate-me, por favor!” Ele visitou os EUA pela primeira vez em
1995. Ma tinha feito amizade com Bill Aho, um americano que ensinava inglês em Hangzhou, e hospedou-se na casa dos parentes de Aho em Seattle.
Lá, ele foi apresentado à internet pelo genro de Aho, Stuart Trusty, que administrava a VBN, um dos primeiros provedores de acesso à internet dos
EUA.
Ma voltou para casa e fundou uma das primeiras empresas chinesas da web, a China Pages, um diretório online de empresas locais em busca de
clientes no exterior. Ex-colegas dizem que Ma trabalhava incansavelmente, batendo em portas, tirando fotos, reunindo informações e traduzindo-as
para o inglês.
A China Pages enfrentou dificuldades no início, mas Ma manteve o otimismo. Durante uma viagem a Seattle em 1996 para conhecer os sócios da
VBN, ele parecia confiante num futuro de riquezas, diz Aho, que viajou com ele. Em 1996, a China Pages foi pressionada a formar uma joint venture
com a Hangzhou Telecom. O acordo definiu que o comando ficaria com o governo.
Fundação
Quando Ma fundou o Alibaba em 21 de fevereiro de 1999, ele pediu a 17 amigos que se reunissem em seu apartamento no segundo andar do Lakeside
Gardens, em Hangzhou. No quartel-general improvisado, ele fez uma longa palestra a respeito de suas ambições e do quanto a China precisava de uma
grande startup. Posteriormente, Ma revelou que escolheu o nome porque “todos conhecem a história de Ali Babá”, disse. “Trata-se de um jovem
disposto a ajudar os outros.”
A empresa foi erguida com base numa premissa semelhante: ajudar empresas a encontrar clientes no exterior. Se um varejista americano estivesse
procurando por um fornecedor de pantufas de algodão na China, talvez recorresse ao alibaba.com. Se um produtor chinês de botões quisesse exportar
para a Coreia do Sul, poderia publicar um anúncio no site. Para ele, o Alibaba seria como uma sala de reuniões virtual para pequenas e médias
empresas envolvidas no comércio global.
No começo, Shirley Lin, banqueira do Goldman Sachs, visitou o apartamento de Ma. “Fui ao apartamento deles, onde todos trabalhavam sem parar”,
diz Shirley, que hoje leciona na Universidade Chinesa de Hong Kong. “O cheiro do lugar era horrível, havia pilhas de embalagens velhas de macarrão
instantâneo. A dedicação dele a fazer o modelo dar certo na China era total. Fiquei comovida com o que vi.”
Um mês mais tarde, o Goldman esteve à frente de um investimento de US$ 5 milhões na empresa. Pouco depois, Masayoshi Son, presidente do
SoftBank japonês e um dos homens mais ricos do mundo, concordou em liderar outra rodada de investimentos na casa dos US$ 20 milhões. Com os
investidores internacionais, Ma compartilhou uma grande fatia da empresa com seus 17 cofundadores: em sua maioria amigos e ex-estudantes, e
contando entre eles a mulher de Ma, Cathy.
Mas o poder ainda continuava concentrado em grande parte nas mãos de Ma. Ele e seu principal vice, Tsai, detinham duas das quatro cadeiras no
conselho de administração da empresa. Ma controlava também as companhias operadas pelo Alibaba na China.
Quando o Alibaba começava a ganhar dinheiro, em 2002, Ma propôs criar um site voltado para o consumidor para concorrer com o eBay. Com o
financiamento do SoftBank, o Alibaba montou uma força tarefa secreta para desenvolver o site do consumidor, que chamou Taobao, ou “em busca do
tesouro”.
A partir de então, trimestre após trimestre, ano após ano, o Alibaba registra um crescimento fantástico. E a companhia, que em 2004 apresentou um
faturamento de cerca de US$ 50 milhões, este ano poderá chegar a cerca de US$ 10 bilhões. /Tradução de Augusto Calil e Anna Capovilla
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15 comentários
Tetsuo Shimura · Quem mais comentou
Enquanto um empreendedor chinês promove a maior divulgação de produtos fabricados
naquele país, o ministério de indústria e comercio brasileiro somente agora cogita em criar
funcionários públicos que serão colocados em embaixadas e consulados brasileiros no
exterior para promoverem nossos produtos. Não é necessário ser nenhum gênio para prever
que tal iniciativa será apenas um inchaço nas despesas do governo com eficiência igual ou
pior que o nosso PIBinho. Se procurarem no Alibaba pelo pão Sírio ou Pita haverá um
fabricante chinês; aqui, eu precisando de arruelas plásticas vivo uma verdadeira epopeia.
Responder · Curtir · · Seguir publicação · 16 de setembro às 14:56 26
Marcos Andrade · · Quem mais comentou
Brasil, isso é Brasil.Você paga caminhões de impostos e ganha isso do seu
governo, que certamente criará para poder mamar mais um pouquinho de você e
quando estiver ruim pra ele ele extingue.
Responder · Curtir · há 23 horas
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Theo Tonit · Quem mais comentou · Diretor de Arte na empresa Agência Gamma
Veja que ele, pra ficar rico, não precisou da ajuda de ninguém, muito menos ficou parado
vivendo de bolsa. Jack Ma entendeu rapidamente que o sucesos só vem com esforço e
dedicação incontestáveis. O sucesso só bate à porta de pessoas famintas por ele.
Responder · Curtir · · Seguir publicação · há 23 horas 4
Douglas Sant
Ninguém faz sucesso sozinho, meu caro! Acho que você não leu o texto direito.
Responder · Curtir · · há 6 horas 2
Luiz Toledo Imóveis
Isso é empreendedorismo ... a insatisfação com o mesmo e a inquietude com a criação e
desenvolvimento de uma idéia.
Responder · Curtir · · Seguir publicação · 16 de setembro às 18:53 2
Guh S. Silva · · Quem mais comentou · Technical Solutions II na empresa General
Motors
É o resumo daquele ditado... nunca desista de seus sonhos.
Responder · Curtir · · Seguir publicação · 17 de setembro às 07:02
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1
Mario Oliveira · · Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Guarulhos
Se não tiver numa padaria, procure noutra que você encontra.
Responder · Curtir · · Ontem às 15:26
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1
Sergio Gonzalez Martinez · · Universidad de Chile
Jack Ma, dono do gigante Alibaba.com
Responder · Curtir · · Seguir publicação · 17 de setembro às 19:14
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1
Vinícius Gandolphi
Marx está morto.
Responder · Curtir · · Seguir publicação · Ontem às 17:12 1
Romildo Peçanha · Rio de Janeiro
TRAJETÓRIA DE UM EMPREENDEDOR GENIAL !!!
Responder · Curtir · · Seguir publicação · 16 de setembro às 09:28 1
Denuncia Brasília
aqui temos o tal eilke...
Responder · Curtir · · Seguir publicação · 16 de setembro às 11:18 1
Samir Haikal · · Trabalha na empresa Advogado
--- * Pretendo conhecê-lo a fim de negociar com ele. Disponho de um Invento Revolucionário.
Responder · Curtir · Seguir publicação · Ontem às 11:08
Seguir
Marco Pellizer · Quem mais comentou · Méier, Rio De Janeiro, Brazil
Se é revolucionário voce não precisa dele.
Responder · Curtir · há 8 horas
Marcia Cristina
eu ainda chego la
Responder · Curtir · Seguir publicação · 16 de setembro às 12:41
Robert William · Trabalha na empresa ONG Defesa Social
So se voce for "MA" kkkkkk
Responder · Curtir · 16 de setembro às 22:16
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