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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9307.htm

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 9.307, DE 23 DE SETEMBRO DE 1996.
Dispõe sobre a arbitragem.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
Capítulo I
Disposições Gerais
Art. 1º As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a
direitos patrimoniais disponíveis.
Art. 2º A arbitragem poderá ser de direito ou de eqüidade, a critério das partes.
§ 1º Poderão as partes escolher, livremente, as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem, desde
que não haja violação aos bons costumes e à ordem pública.
§ 2º Poderão, também, as partes convencionar que a arbitragem se realize com base nos princípios gerais de
direito, nos usos e costumes e nas regras internacionais de comércio.
Capítulo II
Da Convenção de Arbitragem e seus Efeitos
Art. 3º As partes interessadas podem submeter a solução de seus litígios ao juízo arbitral mediante
convenção de arbitragem, assim entendida a cláusula compromissória e o compromisso arbitral.
Art. 4º A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se
a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir, relativamente a tal contrato.
§ 1º A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito, podendo estar inserta no próprio contrato ou
em documento apartado que a ele se refira.
§ 2º Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá eficácia se o aderente tomar a iniciativa de
instituir a arbitragem ou concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito em documento
anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto especialmente para essa cláusula.
Art. 5º Reportando-se as partes, na cláusula compromissória, às regras de algum órgão arbitral institucional
ou entidade especializada, a arbitragem será instituída e processada de acordo com tais regras, podendo,
igualmente, as partes estabelecer na própria cláusula, ou em outro documento, a forma convencionada para a
instituição da arbitragem.
Art. 6º Não havendo acordo prévio sobre a forma de instituir a arbitragem, a parte interessada manifestará à
outra parte sua intenção de dar início à arbitragem, por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação,
mediante comprovação de recebimento, convocando-a para, em dia, hora e local certos, firmar o compromisso
arbitral.
Parágrafo único. Não comparecendo a parte convocada ou, comparecendo, recusar-se a firmar o
compromisso arbitral, poderá a outra parte propor a demanda de que trata o art. 7º desta Lei, perante o órgão do
Poder Judiciário a que, originariamente, tocaria o julgamento da causa.
Art. 7º Existindo cláusula compromissória e havendo resistência quanto à instituição da arbitragem, poderá a
parte interessada requerer a citação da outra parte para comparecer em juízo a fim de lavrar-se o compromisso,
designando o juiz audiência especial para tal fim.

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caberá ao juiz. validade e eficácia da convenção de arbitragem e do contrato que contenha a cláusula compromissória. importará a extinção do processo sem julgamento de mérito. estado civil e domicílio das partes. o juiz tentará. 10. Art.gov. 8º A cláusula compromissória é autônoma em relação ao contrato em que estiver inserta. 11. quando assim convencionarem as partes. ouvidas as partes. III . a identificação da entidade à qual as partes delegaram a indicação de árbitros. Art. previamente. assinado por duas testemunhas. § 4º Se a cláusula compromissória nada dispuser sobre a nomeação de árbitros. estatuir a respeito.a fixação dos honorários do árbitro. II . ouvido o autor. sobre seu conteúdo. II . podendo nomear árbitro único para a solução do litígio. profissão. decidirá o juiz. após ouvir o réu. onde tem curso a demanda.o lugar em que será proferida a sentença arbitral. § 5º A ausência do autor. ou dos árbitros. Constará. na própria audiência ou no prazo de dez dias. desta Lei. do compromisso arbitral. perante o juízo ou tribunal. ou dos árbitros. instruindo o pedido com o documento que contiver a cláusula compromissória.local.L9307 2 de 9 http://www. Não obtendo sucesso. profissão e domicílio do árbitro. § 2º O compromisso arbitral extrajudicial será celebrado por escrito particular.htm § 1º O autor indicará. Art.a matéria que será objeto da arbitragem. necessariamente. estatuir a respeito do conteúdo do compromisso. podendo ser judicial ou extrajudicial. tentará o juiz conduzir as partes à celebração.o nome. ou por instrumento público. nomeando árbitro único. e IV . § 3º Não concordando as partes sobre os termos do compromisso. 7/11/2013 11:05 . do compromisso arbitral: I .br/ccivil_03/leis/l9307. Caberá ao árbitro decidir de ofício. se for o caso. sem justo motivo. 9º O compromisso arbitral é a convenção através da qual as partes submetem um litígio à arbitragem de uma ou mais pessoas. e VI .o prazo para apresentação da sentença arbitral. Poderá. ou. o compromisso arbitral conter: I . se assim for convencionado pelas partes. § 1º O compromisso arbitral judicial celebrar-se-á por termo nos autos. V . § 6º Não comparecendo o réu à audiência. obrigatoriamente. de tal sorte que a nulidade deste não implica. ou locais. à audiência designada para a lavratura do compromisso arbitral. ou por provocação das partes. a nulidade da cláusula compromissória.a autorização para que o árbitro ou os árbitros julguem por eqüidade. ainda. a conciliação acerca do litígio. 10 e 21.planalto. as questões acerca da existência. caberá ao juiz. IV . Art. § 2º. com precisão. o objeto da arbitragem. onde se desenvolverá a arbitragem. de comum acordo. § 7º A sentença que julgar procedente o pedido valerá como compromisso arbitral. III .a indicação da lei nacional ou das regras corporativas aplicáveis à arbitragem. respeitadas as disposições da cláusula compromissória e atendendo ao disposto nos arts. § 2º Comparecendo as partes à audiência. Parágrafo único.o nome.a declaração da responsabilidade pelo pagamento dos honorários e das despesas com a arbitragem.

inciso III. os mesmos deveres e responsabilidades. ou o presidente do tribunal arbitral.br/ccivil_03/leis/l9307.falecendo ou ficando impossibilitado de dar seu voto algum dos árbitros. 20. aplicável. deduzindo suas razões e apresentando as provas pertinentes. Art. § 4º Sendo nomeados vários árbitros. e III . um secretário. antes da aceitação da função. qualquer fato que denote dúvida justificada quanto à sua imparcialidade e independência. os respectivos suplentes. antes de aceitar a nomeação. com as partes ou com o litígio que lhes for submetido. ou adotar as regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada. 7/11/2013 11:05 . que poderá ser um dos árbitros.planalto. § 2º Quando as partes nomearem árbitros em número par. § 3º As partes poderão. concedendo-lhe o prazo de dez dias para a prolação e apresentação da sentença arbitral. pela parte. algumas das relações que caracterizam os casos de impedimento ou suspeição de juízes. competência. estes estão autorizados. não aceitar substituto. podendo nomear. o julgamento da causa a nomeação do árbitro. a nomear mais um árbitro. expressamente. independência. estabelecer o processo de escolha dos árbitros.escusando-se qualquer dos árbitros. sempre em número ímpar. nos termos do art. desde que as partes declarem. expressamente. aplicando-se-lhes. entretanto. este constituirá título executivo extrajudicial. quando: a) não for nomeado. § 1º As partes nomearão um ou mais árbitros. diretamente. diligência e discrição. conforme previsto no Código de Processo Civil. desde que a parte interessada tenha notificado o árbitro. § 1º As pessoas indicadas para funcionar como árbitro têm o dever de revelar. elegerão o presidente do tribunal arbitral. Capítulo III Dos Árbitros Art. por maioria. requererão as partes ao órgão do Poder Judiciário a que tocaria. Estão impedidos de funcionar como árbitros as pessoas que tenham. Não havendo acordo. Art. II . se julgar conveniente. ou b) o motivo para a recusa do árbitro for conhecido posteriormente à sua nomeação. § 2º O árbitro somente poderá ser recusado por motivo ocorrido após sua nomeação. no que couber. Poderá. desde que as partes tenham declarado. Pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes. 7º desta Lei. no que couber. não aceitar substituto. ser recusado por motivo anterior à sua nomeação. § 7º Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral determinar às partes o adiantamento de verbas para despesas e diligências que julgar necessárias.gov.L9307 3 de 9 http://www. o procedimento previsto no art.htm Parágrafo único. o árbitro requererá ao órgão do Poder Judiciário que seria competente para julgar. a causa que os fixe por sentença. originariamente. o árbitro deverá proceder com imparcialidade. § 6º No desempenho de sua função. no compromisso arbitral. desde logo. a respectiva exceção. diretamente ao árbitro ou ao presidente do tribunal arbitral. ou dos árbitros. Art. 15. Não havendo consenso. 13.tendo expirado o prazo a que se refere o art. estes. A parte interessada em argüir a recusa do árbitro apresentará. também. Fixando as partes os honorários do árbitro. 14. não havendo tal estipulação. originariamente. será designado presidente o mais idoso. § 5º O árbitro ou o presidente do tribunal designará. 11. de comum acordo. Extingue-se o compromisso arbitral: I . 12.

após a instituição da arbitragem. 21. juntamente com as partes. caberá ao árbitro ou ao tribunal arbitral discipliná-lo. assumirá seu lugar o substituto indicado no compromisso. no início do procedimento. 7º desta Lei. tentar a conciliação das partes.htm Parágrafo único. ou por todos. reconhecida a incompetência do árbitro ou do tribunal arbitral. ou. ficam equiparados aos funcionários públicos. dia e hora previamente comunicados. 17. § 1º Não havendo substituto indicado para o árbitro. bem como a nulidade. § 4º Competirá ao árbitro ou ao tribunal arbitral. 22. se forem vários. respeitados no procedimento arbitral os princípios do contraditório. assinado pelo depoente. 16. tornar-se impossibilitado para o exercício da função. na forma do art. sem prejuízo de vir a ser examinada a decisão pelo órgão do Poder Judiciário competente.gov. Se o árbitro escusar-se antes da aceitação da nomeação. § 3º As partes poderão postular por intermédio de advogado. deverá fazê-lo na primeira oportunidade que tiver de se manifestar. não aceitar substituto. a faculdade de designar quem as represente ou assista no procedimento arbitral. bem como nulidade. facultando-se. expressamente. A arbitragem obedecerá ao procedimento estabelecido pelas partes na convenção de arbitragem. será afastado o árbitro suspeito ou impedido. que poderá reportar-se às regras de um órgão arbitral institucional ou entidade especializada. terá normal prosseguimento a arbitragem. ouvir testemunhas e determinar a realização de perícias ou outras provas que julgar necessárias. Art. se houver. mediante requerimento das partes ou de ofício. 33 desta Lei. se for único. ou a seu rogo. sempre. O árbitro é juiz de fato e de direito.L9307 4 de 9 http://www.planalto. Parágrafo único. § 2º Não sendo acolhida a argüição. da igualdade das partes. da imparcialidade do árbitro e de seu livre convencimento. invalidade ou ineficácia da convenção de arbitragem. por escrito. um adendo. será elaborado. 16 desta Lei. após a aceitação. às partes delegar ao próprio árbitro. Considera-se instituída a arbitragem quando aceita a nomeação pelo árbitro. quando da eventual propositura da demanda de que trata o art. Art. Acolhida a exceção. § 2º Serão.br/ccivil_03/leis/l9307. que passará a fazer parte integrante da convenção de arbitragem. Art. sempre. na convenção de arbitragem. o art. para os efeitos da legislação penal. ou ao tribunal arbitral. se as partes as tiverem invocado na convenção de arbitragem. 20. aplicar-se-ão as regras do órgão arbitral institucional ou entidade especializada. Art. 16 desta Lei. 7/11/2013 11:05 . respeitada. regular o procedimento. e reduzido a termo. ou for recusado. será o árbitro substituído nos termos do art. 28 desta Lei. suspeição ou impedimento do árbitro ou dos árbitros. 19. Poderá o árbitro ou o tribunal arbitral tomar o depoimento das partes. Art. vier a falecer. serão as partes remetidas ao órgão do Poder Judiciário competente para julgar a causa. § 1º Não havendo estipulação acerca do procedimento. A parte que pretender argüir questões relativas à competência. ainda. Os árbitros. firmado por todos. no que couber. Art. a menos que as partes tenham declarado. aplicando-se. Instituída a arbitragem e entendendo o árbitro ou o tribunal arbitral que há necessidade de explicitar alguma questão disposta na convenção de arbitragem. § 2º Nada dispondo a convenção de arbitragem e não chegando as partes a um acordo sobre a nomeação do árbitro a ser substituído. procederá a parte interessada da forma prevista no art. que será substituído. § 1º Acolhida a argüição de suspeição ou impedimento. e pelos árbitros. Capítulo IV Do Procedimento Arbitral Art. quando no exercício de suas funções ou em razão delas. 18. § 1º O depoimento das partes e das testemunhas será tomado em local. e a sentença que proferir não fica sujeita a recurso ou a homologação pelo Poder Judiciário. invalidade ou ineficácia da convenção de arbitragem.

o relatório. declarar tal fato mediante sentença arbitral. as partes chegarem a acordo quanto ao litígio. Se. Resolvida a questão prejudicial e juntada aos autos a sentença ou acórdão transitados em julgado. As partes e os árbitros. Se não houver acordo majoritário. nas mesmas circunstâncias. o árbitro ou o tribunal arbitral poderá. se a ausência for de testemunha. certificar tal fato. declarar seu voto em separado. Caberá ao presidente do tribunal arbitral. sem justa causa. devendo o árbitro. a pedido das partes. Art. se houver. II . em que os árbitros resolverão as questões que lhes forem submetidas e estabelecerão o prazo para o cumprimento da decisão. respeitadas as disposições da convenção de arbitragem. 7/11/2013 11:05 .L9307 5 de 9 http://www. comprovando a existência da convenção de arbitragem. A sentença arbitral decidirá sobre a responsabilidade das partes acerca das custas e despesas com a arbitragem.os fundamentos da decisão. se os árbitros julgaram por eqüidade. 25. 24. Art. ao proferir sua sentença. o prazo para a apresentação da sentença é de seis meses.htm § 2º Em caso de desatendimento. da convocação para prestar depoimento pessoal. originariamente. 26. dependerá o julgamento. 29. que conterá os nomes das partes e um resumo do litígio. ou o presidente do tribunal arbitral. Capítulo V Da Sentença Arbitral Art. Art. § 3º A revelia da parte não impedirá que seja proferida a sentença arbitral.planalto. Art. A sentença arbitral será proferida no prazo estipulado pelas partes. prevalecerá o voto do presidente do tribunal arbitral. poderão prorrogar o prazo estipulado. por via postal ou por outro meio qualquer de comunicação. § 4º Ressalvado o disposto no § 2º. 27. 26 desta Lei. § 5º Se.br/ccivil_03/leis/l9307. Parágrafo único. de comum acordo. na hipótese de um ou alguns dos árbitros não poder ou não querer assinar a sentença. se for o caso.gov.o dispositivo. durante o procedimento arbitral. no decurso da arbitragem. contado da instituição da arbitragem ou da substituição do árbitro. Nada tendo sido convencionado. Art. III . competente para julgar a causa. enviar cópia da decisão às partes. A sentença arbitral será assinada pelo árbitro ou por todos os árbitros. São requisitos obrigatórios da sentença arbitral: I . A decisão do árbitro ou dos árbitros será expressa em documento escrito. poderá o árbitro ou o presidente do tribunal arbitral requerer à autoridade judiciária que conduza a testemunha renitente. um árbitro vier a ser substituído fica a critério do substituto repetir as provas já produzidas. dá-se por finda a arbitragem. a decisão será tomada por maioria. Parágrafo único. terá normal seguimento a arbitragem. expressamente. o árbitro ou o tribunal arbitral remeterá as partes à autoridade competente do Poder Judiciário. 23. Sobrevindo no curso da arbitragem controvérsia acerca de direitos indisponíveis e verificando-se que de sua existência. Proferida a sentença arbitral. havendo necessidade de medidas coercitivas ou cautelares. ou não. suspendendo o procedimento arbitral. onde serão analisadas as questões de fato e de direito. bem como sobre verba decorrente de litigância de má-fé. os árbitros poderão solicitá-las ao órgão do Poder Judiciário que seria. o árbitro ou o tribunal arbitral levará em consideração o comportamento da parte faltosa. § 1º Quando forem vários os árbitros. querendo. Art.a data e o lugar em que foi proferida. que conterá os requisitos do art. 28. mencionando-se. § 2º O árbitro que divergir da maioria poderá. se for o caso. Parágrafo único. e IV .

decretará a nulidade da sentença arbitral. § 1º A demanda para a decretação de nulidade da sentença arbitral seguirá o procedimento comum. dúvida ou contradição da sentença arbitral. ou se pronuncie sobre ponto omitido a respeito do qual devia manifestar-se a decisão. 33. § 2º. na sua ausência. inciso III. desta Lei. aditando a sentença arbitral e notificando as partes na forma do art.planalto. entre as partes e seus sucessores. Capítulo VI Do Reconhecimento e Execução de Sentenças Arbitrais Estrangeiras Art. A parte interessada poderá pleitear ao órgão do Poder Judiciário competente a decretação da nulidade da sentença arbitral. Art.gov. IV . A sentença arbitral produz. 7/11/2013 11:05 . 12. 29. ainda. previsto no Código de Processo Civil. Considera-se sentença arbitral estrangeira a que tenha sido proferida fora do território nacional. a parte interessada. desta Lei. V . VII e VIII. a contar do recebimento da notificação ou da ciência pessoal da sentença arbitral. Parágrafo único. Art.for proferida fora dos limites da convenção de arbitragem. Art. ou. A sentença arbitral estrangeira será reconhecida ou executada no Brasil de conformidade com os tratados internacionais com eficácia no ordenamento interno e. § 3º A decretação da nulidade da sentença arbitral também poderá ser argüida mediante ação de embargos do devedor.não contiver os requisitos do art. II . No prazo de cinco dias.não decidir todo o litígio submetido à arbitragem.esclareça alguma obscuridade. no prazo de dez dias. II .htm mediante comprovação de recebimento.comprovado que foi proferida por prevaricação. nos casos do art. § 2º A sentença que julgar procedente o pedido: I . É nula a sentença arbitral se: I .proferida fora do prazo. 31. mediante recibo. nos casos previstos nesta Lei. Art. respeitado o disposto no art.L9307 6 de 9 http://www. e VIII .determinará que o árbitro ou o tribunal arbitral profira novo laudo. incisos I. VII . 26 desta Lei. concussão ou corrupção passiva. sendo condenatória. os mesmos efeitos da sentença proferida pelos órgãos do Poder Judiciário e. entregando-a diretamente às partes.forem desrespeitados os princípios de que trata o art. mediante comunicação à outra parte. constitui título executivo. VI .corrija qualquer erro material da sentença arbitral. O árbitro ou o tribunal arbitral decidirá. 32.for nulo o compromisso. Parágrafo único.br/ccivil_03/leis/l9307. poderá solicitar ao árbitro ou ao tribunal arbitral que: I . 21. 32. conforme o art. III . 30. estritamente de acordo com os termos desta Lei. se houver execução judicial. VI. 34. nas demais hipóteses.emanou de quem não podia ser árbitro. e deverá ser proposta no prazo de até noventa dias após o recebimento da notificação da sentença arbitral ou de seu aditamento. II. II . 741 e seguintes do Código de Processo Civil.

. Art. Para ser reconhecida ou executada no Brasil...convenção de arbitragem.a decisão ofende a ordem pública nacional. admitindo-se. V ....... e ser instruída. do Código de Processo Civil passam a ter a seguinte redação: "Art. quando o réu demonstrar que: I .. ainda.... Art.. Os arts. ainda.. 282 do Código de Processo Civil... Parágrafo único.. IX ... VII . em virtude da lei do país onde a sentença arbitral foi proferida...segundo a lei brasileira. necessariamente.... 301..... II . o objeto do litígio não é suscetível de ser resolvido por arbitragem..... inciso IX. na falta de indicação. inciso VII. II ... Não será considerada ofensa à ordem pública nacional a efetivação da citação da parte residente ou domiciliada no Brasil.. 36. o disposto nos arts..... IV .. devendo a petição inicial conter as indicações da lei processual...o original da convenção de arbitragem ou cópia devidamente certificada. e não foi possível separar a parte excedente daquela submetida à arbitragem. nos moldes da convenção de arbitragem ou da lei processual do país onde se realizou a arbitragem. 38.. inciso III. a sentença arbitral estrangeira está sujeita. e 584.. 40. 483 e 484 do Código de Processo Civil." "Art. ou...... à homologação do Supremo Tribunal Federal..gov..a instituição da arbitragem não está de acordo com o compromisso arbitral ou cláusula compromissória......htm Art. se o Supremo Tribunal Federal constatar que: I . a citação postal com prova inequívoca de recebimento....... autenticada pelo consulado brasileiro e acompanhada de tradução oficial. Também será denegada a homologação para o reconhecimento ou execução da sentença arbitral estrangeira.a convenção de arbitragem não era válida segundo a lei à qual as partes a submeteram.L9307 7 de 9 http://www... ou tenha sido violado o princípio do contraditório.... Aplica-se à homologação para reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira..br/ccivil_03/leis/l9307... 41. 39.. 267.pela convenção de arbitragem...." 7/11/2013 11:05 ..... Art... com: I ... Art. unicamente..... tenha sido suspensa por órgão judicial do país onde a sentença arbitral for prolatada.. II . impossibilitando a ampla defesa... no que couber.... A denegação da homologação para reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira por vícios formais.... Capítulo VII Disposições Finais Art...as partes na convenção de arbitragem eram incapazes....... inclusive..... ou.planalto. A homologação de sentença arbitral estrangeira será requerida pela parte interessada... 267. III .a sentença arbitral foi proferida fora dos limites da convenção de arbitragem...... Somente poderá ser negada a homologação para o reconhecimento ou execução de sentença arbitral estrangeira. 37.... tenha sido anulada...... Art... uma vez sanados os vícios apresentados....... tornado obrigatória para as partes. acompanhada de tradução oficial. conforme o art.o original da sentença arbitral ou uma cópia devidamente certificada.. 301.. não obsta que a parte interessada renove o pedido.a sentença arbitral não se tenha....... desde que assegure à parte brasileira tempo hábil para o exercício do direito de defesa. VI ...não foi notificado da designação do árbitro ou do procedimento de arbitragem... 35..

.... 101 e 1. Esta Lei entrará em vigor sessenta dias após a data de sua publicação... VI ...071............ 175º da Independência e 108º da República...." Art..102 da Lei nº 5....L9307 8 de 9 http://www........ os arts........... de 11 de janeiro de 1973. 520 do Código de Processo Civil passa a ter mais um inciso.....htm "Art......869.............072 a 1...037 a 1.. 42.... FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Nelson A.....gov... 23 de setembro de 1996. 43..a sentença arbitral e a sentença homologatória de transação ou de conciliação.. III ....... Brasília.. 1........ 44.. de 1º de janeiro de 1916... e demais disposições em contrário.planalto.... Código de Processo Civil.." Art.......048 da Lei nº 3.... Ficam revogados os arts......... 520..julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem... 584.. Código Civil Brasileiro..... O art..9.br/ccivil_03/leis/l9307.... Art...1996 7/11/2013 11:05 ........... Jobim Este texto não substitui o publicado no DOU de 24.. com a seguinte redação: "Art........

planalto.L9307 http://www.gov.htm 9 de 9 7/11/2013 11:05 .br/ccivil_03/leis/l9307.