You are on page 1of 10

UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO ASSISTENTE SOCIAL NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE

EM ESPECIAL NO CAPS

Ana Kelce Lima
Elizabete Vargas dos Santos

RESUMO

O presente artigo aborda de uma maneira clara objetiva a atuação do assistente social dentro
das instituições que tratam de saúde (corporal e mental) fazendo uma conceituação sobre as
habilidades desse profissional em especial essas que apoiam equipes multiprofissionais dentro
dos espaços de saúde com uma ênfase na atuação do serviço social dentro do Centro de
Atenção Psicossocial. Assim o artigo discorre sobre a atuação do profissional de serviço social
na otimização do atendimento aos usuários do CAPS agilizando assim o sucesso desse
tratamento bem a inserção desse usuário na sociedade.

Palavras-chave: Serviço Social, Saúde Mental, Intervenção, CAPS.

ABSTRACT

This article discusses in a clear objective to work within the social institutions dealing with
health (physical and mental) by a conceptualization of professional skills in particular those
that support multidisciplinary teams within the areas of health with an emphasis on
performance of social services within the Psychosocial Care Center. Thus, the article discusses
the role of professional social work in optimizing the service to users of CAPS and making the
success of this treatment and the insertion of this in society.

Keywords: Social Services, Mental Health, Intervention, CAPS

INTRODUÇÃO

A sociedade em que vivemos está em constantes transformações, e essas são visivelmente
observadas em nosso cotidiano, pois são transformações na sociedade, nasempresas publicas
e privadas e na vida profissional, falando em profissão, houve o surgimento de algumas e um
grande desenvolvimento de outras dentro delas destaca-se o serviço social.
O Assistente Social que é o profissional de nível superior formando em serviço social, hoje vem
se destacando bastante no cenário profissional, brasileiro e mundial, isso é visível pela forma
de como seu campo de atuação se ampliou, hoje ele já atual, em órgão públicos, privados,
presídios, escolas e unidade de saúde como hospitais, clínicas e Centro de Atenção
Psicossocial.
Esse centro também chamado de CAPS são outras evidências das transformações que
trouxeram muitos benefícios para a sociedade em geral, já tem como finalidade atender, tratar
e reintegrar na comunidade pessoas portadoras de transtornos mentais, ou no caso do CAPS-
AD pessoas dependentes de álcool ou de drogas.
Nesse contexto esse artigo visará fazer uma reflexão sobre a ação do assistente social no apoio
a área da saúde, dando um maior enfoque sobre a atuação desse profissional junto à equipe
do Centro de Atenção Psicossocial, dessa forma, assume grande relevância já que propõe uma
abordagem atual, mas que ainda é desconhecida por uma parcela da população.

1 - REFLETINDO SOBRE O SERVIÇO SOCIAL NA SAÚDE.

O assistente social é um profissional que vem se destacando muito em diversos setores da
nossa sociedade, já que através de suas habilidades e competências ele vem sendo inserido
nas diversas esferas, atuando junto a órgãos públicos e privados e fortalecendo a ação desses
órgãos.
Nesse contexto hoje se tornou comumprincipalmente nos grandes centros, vermos assistentes
sociais, em escolas, organizações não governamentais, clínicas, hospitais, empresas em geral e
em diversos outros ambientes de trabalho. No que concerne ao assistente social no campo da
saúde esse pode assumir diversas funções dentro de ambientes que prestam serviços desse
ramo.
Dentro do contexto da saúde o a assistente social não desenvolve atividades como os demais
profissionais, já que esse não tem habilidades técnicas para desenvolver procedimentos como
os demais profissionais situados nessa área (como médicos, enfermeiros e técnicos de
enfermagem) O Assistente Social ajuda a intervir nos fenômenos sociais e culturais, bem como
fenômenos econômicos, que possam reduzir a eficácia da prestação de serviços no hospital ou
clinica que este atua, desenvolvendo também ações com intuito de proteger e fazer
manutenção de vínculos, informações entre o paciente e seus familiares.
O exercício profissional dos Assistentes Sociais para a promoção e atenção à saúde vem
crescendo continuamente e esse vem se tornando um profissional cada vez mais necessário
nos atendimentos em saúde já que atenção à saúde não deve ser focada apenas nos
procedimentos médicos e de enfermagem, já que o homem como ser social pode refletir
problemas ligados ao seu meio social, assim a atuação do serviço social na área da saúde vem
crescendo bastante já que esse dar um importante suporte dentro das equipes
multiprofissionais que são muito importante dentro de Hospitais, Clínicas e Centros de
Atenção Psicossocial e etc.
Assim reforça-se que dentro do campo da saúde oassistente social não pratica sua atuação nos
procedimentos de saúde do homem enquanto ser biológico, mais sim do homem como ser
social, sua intervenção, se dá principalmente no que se referem às normas institucionais,
direitos do paciente, e na tentativa de assegurara os direitos mínimos das pessoas atendidos
pelo estabelecimento na qual ele está lotado.
No que se refere à atuação do Assistente Social no contexto geral postula-se as seguintes
funções:
Administração do Serviço Social: Como a própria ação fala, nesse contexto ele gerencia, ou
seja, administra o serviço de assistência social do local onde ele atua profissionalmente.
Assessoramento: Prestando a devida assessoria técnica na elaboração de projetos planos e
cronogramas de trabalho junto à direção, coordenação do seu local de trabalho ou de outros
setores, como apoiando e compondo as equipes multiprofissionais melhorando assim o
atendimento aos usuários do ser serviço. Ressalta-se que o assessoramento ainda é pouco
utilizado pelo Serviço Social.
Intervenção Social: Essa função assume uma conotação muito ampla principalmente dentro do
serviço social, já que se articula com muitas outras funções, se caracteriza por ações, voltada
para melhoramento de serviços, programas buscando um bem estar que pode ser para um
indivíduo em especial ou para um grupo ou comunidade.
Pesquisa Social: Como o próprio nome fala, essa ação busca fazer um levantamento de dados,
informações, principalmente ao que concerne os aspectos sociais, através dessa medida o
assistente social pode propor ou desenvolver novas medidas de intervenção social.
EnsinoSupervisão: Esse profissional pode atuar na educação/formação de outros profissionais
assim como na supervisão de determinados serviços que necessitem de uma profissional com
suas técnicas e habilidades.
Ação Comunitária: Propicia beneficio de maneira coletiva que visem bem comum da
comunidade em que ele atua
Assistencial: Nesse quesito o assistente social deve prestar serviços que busquem uma solução
para os problemas vivenciados pelas as pessoas que dependem de seu serviço essa solução
deve ser concreta e rápida sanando o problema de maneira total.
Educação Social: Busca-se trabalhar com a intenção de ajudar as pessoas atendidas por esse
profissional a realizar mudanças nos seus hábitos rotineiros, buscando assim resolver
problemas de saúde e problemas sociais.
Dentro dos serviços de saúde o Ministério determina as seguintes funções para os profissionais
do Serviço social destacando as seguintes:
* Discutir com os usuários e /ou responsáveis situações problemas
* Acompanhamento social do tratamento da saúde
* Estimular o usuário a participar do seu tratamento de saúde
* Discutir com os demais membros da equipe de saúde sobre a problemática do paciente,
interpretando a situação social do mesmo.
* Informar e discutir com os usuários acerca dos direitos sociais, mobilizando-o ao exercício da
cidadania.
* Elaborar relatórios sociais e pareceres sobre matérias específicas do Serviço Social
* Participar de reuniões técnicas da equipe interdisciplinar
* Discutir com os familiares sobre a necessidade de apoio na recuperação e prevenção da
saúde dopaciente.

A necessidade da atuação dos profissionais de serviços na saúde está se acentuando a cada dia
que passa, principalmente quando se trata de ambientes hospitalares, seu trabalhos se fazem
necessários para pacientes internados, que muitas vezes podem sentirem-se desamparados
pelos os demais profissionais e também por estarem afastados de sua família, ressalta-se que
também que pode inclusive haver nessas unidades pessoas que não tem contato algum com
seus familiares, assim o assistente social é o profissional que busca amparar esse paciente
durante a hospitalização.

Nos acompanhamentos feitos pelo Assistente Social, ele sempre usa uma técnica adequada
para tal caso: Catarse, Anamnese Social, Reunião de grupo, entre outras, onde o profissional
colhe dados e informações necessárias para um melhor atendimento e /ou percepção das
necessidades a serem trabalhadas com o paciente e seus familiares, ao nível de orientação
sobre as formas de aceitação e como conviver com uma nova realidade em função de seu
diagnostico e a forma como encarar e conviver com tal patologia, a fim de que tenha uma boa
recuperação e um acompanhamento ambulatorial para tal caso.

Para atingir os seus objetivos no atendimento nas unidades de saúde é necessário que o
Assistente Social acompanhe do paciente, levantando informações a cerca de seu
condicionamento social e assim deferir um parecer sobre as situações vivenciadas, para isso
ele precisa do apoio dos demais profissionais que compõe a equipe multiprofissional, para
fazer um bom levantamento geralmente esse profissional faz uso do contado com afamília
desse paciente, assim ele descobre informações, que muitas vezes não podem ser detectadas
somente com o contado com o paciente.
No dialogo com os familiares eles revelam para os assistentes sociais problemas vivenciados
pelo paciente como dores, queixas e decepções, e assim a partir dessas informações o
assistente social pode levantar dados que venham a ajudar com o tratamento do paciente ou
até mesmo mediar um possível problema de relação dentro desse grupo familiar.

2 - CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL - CAPS
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são unidades de atendimento aos portadores de
algum problema psíquico leve ou grave, constituindo uma alternativa bastante diferente dos
hospitais psiquiátricos, caracterizado por internações de longa permanência e regime asilar já
os CAPS, ao contrário não isolam os usuários, permitindo que permaneçam junto às suas
famílias e comunidades.

O primeiro CAPS do país surge em março de 1987, com a inauguração do CAPS Luis da Rocha
Cerqueira, na Cidade de São Paulo, e representa a efetiva implementação de um novo modelo
de atenção em saúde mental para expressiva fração dos doentes mentais (psicóticos e
neuróticos graves) atendidos na rede pública, sendo seu ideário constituído de propostas
dirigidas à superação das limitações evidenciadas pelo binômio ambulatório-hospital
psiquiátrico no tratamento e reabilitação de sua clientela. Inserido no contexto político da
redemocratização do país e nas lutas pela revisão dos marcos conceituais, das formas de
atenção e de financiamento das ações de saúde mental que se fortaleceram a partir dofinal da
década de 1980 na América Latina e no Brasil, o CAPS Luis da Rocha Cerqueira (ou CAPS
Itapeva), juntamente com os Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS), inaugurados a partir de
1989, em Santos, irão se constituir em referência obrigatória para a implantação de serviços
substitutivos ao manicômio em nosso país (ONOCKO-CAMPOS, 2006).

Centro de Atenção Psicossocial – CAPS, faz parte das ações implementadas pelo Sistema Único
de Saúde - SUS, que visa o atendimento e tratamento de pessoas afetadas com algum tipo de
transtorno mental ou usuárias de drogas Licitas (como álcool) e ilícitas como (cocaína,
maconha, LSD e outras) para concluir seu objetivo o CAPS desenvolve diversas atividades
voltadas aos seus usuários, para os familiares desses usuários e para a comunidade em geral.
Dentre as atividades desenvolvidas no CAPS destacam-se: reuniões, palestras, terapia
ocupacional envolvendo principalmente o artesanato, atividades físicas desenvolvidas por um
educador físico, música, jogos, entre outras.

Os CAPS configuram-se como serviços comunitários ambulatoriais e regionalizados nos quais
os pacientes deverão receber consultas médicas, atendimentos terapêuticos individuais e/ou
grupais, podendo participar de ateliês abertos, de atividades lúdicas e recreativas promovidas
pelos profissionais do serviço, de maneira mais ou menos intensivas e articuladas em torno de
um projeto terapêutico individualizado voltado para o tratamento e reabilitação psicossocial,
devendo também haver iniciativas extensivas aos familiares e às questões de ordem social
presentes no cotidiano dos usuários(ONOCKO-CAMPOS, 2006).

Até bem pouco tempo atrás pouca importância era dada ao tratamento do paciente com
transtorno mental, esse era visto de modo preconceituoso pela sociedade em geral e também
a saúde mental era um segmento dotado de poucos investimentos em dinheiro essa realidade
começou a mudar recentemente.

O final do ano de 2006 marcou como dado histórico a efetiva reorientação de financiamento
do governo em saúde mental, ou seja, se há dez anos os gastos hospitalares eram de 93,1%,
hoje, 51,3% destinam-se aos gastos extra-hospitalares e 48,7%, aos gastos hospitalares. Os
gastos com CAPs que, em 2002, eram por volta de 7 milhões de reais, cresceram visivelmente
e hoje estão próximos dos 170 milhões de reais (FUREGATO, 2007).

Assim vemos que houve uma significativa mudança na base orçamentária da saúde mental,
mais ainda é necessário dizer que infelizmente os CAPS ainda não conseguem desenvolver
efetivamente seu serviço devido ao fato de que no Brasil ainda é investido muito pouco no que
concerne a saúde mental.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que os transtornos mentais de cerca
de 450 milhões de pessoas ainda estão longe de receberem a mesma relevância dada à saúde
física, sobretudo nos países em desenvolvimento. Estima-se que os transtornos mentais e de
comportamento respondam por 12% da carga mundial de doenças, enquanto as verbas
orçamentárias para a saúde mental na maioria dos países representam menos de 1% dos seus
gastos totais em saúde; além do que, 40% dos países carecem de políticas de saúde mental e
mais de 30% sequer possuem programas nessaárea. Ainda, os custos indiretos gerados pela
desassistência provenientes do aumento da duração dos transtornos e incapacitações acabam
por superar os custos diretos (OMS, 2001).

Em relação à realidade brasileira vemos os seguintes dados, em relação ao investimos na
saúde mental.

No Brasil com gastos de 2,4% do orçamento do SUS em saúde mental e prevalência de 3% de
transtornos mentais severos e persistentes e 6% de dependentes químicos tem havido sensível
inversão do financiamento nos últimos anos, privilegiando-se os equipamentos substitutivos
em detrimento dos hospitais psiquiátricos, como ilustra o fato de que em 1997 a rede
composta por 176 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) recebia 6% dos recursos destinados
pelo SUS à saúde mental, enquanto a rede hospitalar, com 71 mil leitos, recebia os outros 94%.
Em 2004, os 516 CAPS existentes receberam 20% dos recursos citados contra 80% destinados
aos 55 mil leitos psiquiátricos no Brasil (MINISTERIO DA SAÚDE, 2004)

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) foi inaugurado no dia 04 de maio de 2011, ou seja, já
está em funcionamento a 1 ano e funciona atendendo pessoas da cidade de castelo do Piauí,
tanto da zona urbana quanto da zona rural. A unidade do CAPS de Castelo do Piauí atualmente
conta com a coordenação da Gerente de Saúde Mental Drª. Enilda da Silva Alves conta ainda
com uma equipe de profissionais de saúde, entre eles uma Psiquiatra, Enfermeiro, Ass. Social,
Psicólogo, Educadores Físicos, Artesão, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem, além
da Equipe Técnica e do pessoal de apoio.
Ainda com a intenção demelhor caracterizar o CAPS vemos que segundo o Ministério da Saúde
o CAPS é:

[...] é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é um
lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses,
neuroses graves e demais quadros, cuja severidade ou persistência justifiquem sua
permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de
vida (...), realizando acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao
trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários
(PELISOLI, 2005).
Sobre o projeto de implantação do CAPS no município de Castelo do Piauí tivemos acesso a
algumas informações a cerca do projeto, essas informações foram disponibilizadas a uma
entrevista feita por um blogueiro no dia da inauguração do CAPS nessa cidade e podem ser
conferida nas linhas que se segue.

2.1. – ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DO CAPS.

1) Como deve ser a rede de saúde mental no seu município?
A rede de saúde mental pode ser constituída por vários dispositivos assistenciais que
possibilitem a atenção psicossocial aos pacientes com transtornos mentais, segundo critérios
populacionais e demandas dos municípios. Esta rede pode contar com ações de saúde mental
na atenção básica, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços residenciais terapêuticos
(SRT), leitos em hospitais gerais, ambulatórios, bem como com Programa de Volta para Casa.
Ela deve funcionar de forma articulada, tendo os CAPS como serviços estratégicos
naorganização de sua porta de entrada e de sua regulação.

2) Rede de atenção psicossocial de acordo com o porte dos municípios.
Os CAPS podem ser de tipo I, II, III, Álcool e Drogas (CAPS AD) e Infanto-juvenil (CAPS I).
Os parâmetros populacionais para a implantação destes serviços são definidos da seguinte
forma:
Municípios até 20.000 habitantes - rede básica com ações de saúde mental
Municípios entre 20 a 70.000 habitantes - CAPS I e rede básica com ações de saúde mental
Municípios com mais de 70.000 a 200.000 habitantes - CAPS II, CAPS AD e rede básica com
ações de saúde mental.
Municípios com mais de 200.000 habitantes - CAPS II, CAPS III, CAPS AD, CAPSi, e rede básica
com ações de saúde mental e capacitação do SAMU.
A composição da rede deve ser definida seguindo estes parâmetros mas também atendendo a
realidade local.

3) Como devem ser organizadas as ações de saúde mental na atenção básica?
As ações de saúde mental devem ser organizadas a partir da constituição de núcleos de
atenção integral na saúde da família. Estas equipes deverão dar suporte técnico (supervisão,
atendimento em conjunto e atendimento específico, além de participar das iniciativas de
capacitação) às equipes responsáveis pelo desenvolvimento de ações básicas de saúde para a
população (PSF e ACS).
Devem seguir os seguintes critérios:
Os núcleos devem ser constituídos em municípios acima de 40.000 habitantes, na proporção
de 1 núcleo para cada 9 a 11 equipe de saúde da família, e nos municípios acima de 30.000
habitantes, na proporção de 1 núcleo para cada 7 a 9 equipes de saúde da família.
A equipede saúde mental deverá ser constituída por 1 psicólogo ou psiquiatra
necessariamente e 1 terapeuta ocupacional e/ou 1 assistente social.
As equipes devem estar articuladas preferencialmente aos CAPS, onde houver, ou a outro
serviço de saúde mental de referência.
(ref.: Documento do Departamento da Atenção Básica/SAS - Núcleo de Atenção Integral na
Saúde da Família)

4) Como implantar um CAPS?
Para a implantação do CAPS em seu município, deve-se primeiro observar o critério
populacional, definido no item 2, para a escolha do tipo de CAPS mais adequado ao porte do
município. O Ministério da Saúde repassa um incentivo antecipado para a implantação do
serviço nos valores de R$ 20.000,00 (CAPS I), R$ 30.000,00 (CAPS II e CAPS I), R$ 50.000,00
(CAPS III e CAP Sad).

Informações disponíveis em: http://joelsonvieira.blogspot.com.br/2011/05/unidade-do-caps-
e-inaugurada-em-castelo.html
Nesse contexto devido ao contingente populacional de Castelo, 18.250 (segundo o ultimo
censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) essa cidade possui o
CAPS I, e esse atende sua população buscando desempenhar seu papel da melhor forma
possível.

2.2 - O SERVIÇO SOCIAL NO CAPS

O seguimento do serviço social vem crescendo muitos nos últimos anos sendo hoje uma das
profissões que vem ganhando destaque no panorama nacional e internacional, já que esse
profissional vem atuando em diversas situações e nos mais diversos ambientes, como escolas,
hospitais, clinicas e Centros de Atenção Psicossocial – CAPS.

É uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, quese utiliza de instrumental
científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas
diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam
do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do
trabalho. Inserido nas mais diversas áreas (saúde, habitação, lazer, assistência, justiça,
previdência, educação, etc.) com papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e
assessorar políticas, programas e serviços sociais, o Assistente Social efetiva sua intervenção
nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, por meio de uma ação global de
cunho sócio-educativo ou socializadora e de prestação de serviços. (BRASIL,1999.p.1)

O Assistente social profissional formando em Serviço Social, é profissional que no seu dia-a-dia
busca da melhor forma possível dialogar, refletir e planejar ações para contribuir com o bem-
estar das pessoas que dele precisa, lembrando que essas ações podem ter caráter individual
ou coletivo ele busca desenvolver sua prática profissional formulando, executando e avaliando
serviços, programas e políticas sociais, visando a efetivação, defesa e ampliação dos direitos
humanos, igualdades e justiça social.

Os assistentes sociais trabalham com a questão social nas suas mais variadas expressões
quotidianas, tais como os indivíduos as experimentam no trabalho, na família, na área
habitacional, na saúde, na assistência social pública, etc. Questão social que sendo
desigualdade é também rebeldia, por envolver sujeitos que vivenciam as desigualdades e a
elaresistem, se opõem. É nesta tensão entre produção da desigualdade e produção da rebeldia
e da resistência, que trabalham os assistentes sociais, situados nesse terreno movido por
interesses sociais distintos, aos quais não é possível abstrair ou deles fugir porque tercem a
vida em sociedade. (IAMAMOTO,1998.p.28)

Assim esse profissional em sua atuação busca desenvolver suas atribuições obedecendo ao
código de ética que rege sua categoria procurando firmar o homem como um ser social e
protagonista de sua vida, e também busca mediar conflitos de caráter social, familiar bem
como o fortalecimento de vínculos.
O Assistente Social que trabalha dentro do Centro de Atenção Psicossocial desenvolve diversos
trabalhos, destacando principalmente sua participação na coordenação e desenvolvimento de
reuniões, palestras, entrevistas, dinâmicas temáticas, atividades de grupo grupais, bem como
frequentes encaminhamento para outros serviços. Sua atuação destaca-se também na
intermediação das relações entre o usuário e sua família e usuários e comunidade em geral.

[..] o trabalho do assistente social deve estar direcionado, buscando estratégias que
ultrapassem a atuação institucional, de forma a conhecer a realidade enfrentada pelo usuário
na sua plenitude, bem como os serviços que são possíveis de serem acessados. O
conhecimento dos serviços, das formas de acesso e do funcionamento destes, são ferramentas
de trabalho do assistente social. O processo de socialização da informação é um mecanismo
que deve ser utilizado pelo assistente social, além de ser entendido como mecanismo inicial
para aconstrução de uma rede de cuidados. (BREDOW e DRAVANZ 2010.p, 13)

Assim vemos que o Assistente Social ao atuar no CAPS deve ter uma ligação estreita com os
familiares dos usuários de centro, através de entrevistas, questionamentos, diálogos o
assistente social pode levantar informações importantes para o sucesso do tratamento, essas
conversas podem inclusive apontar algumas causas do problema desses usuários e assim o
assistente pode juntamente com os demais profissionais desenvolver um tratamento com
técnicas voltadas especificamente para esse usuário.
Através da mediação o assistente social busca devolver autonomia ao usuário, visando a
reintegração desses indivíduos na sua comunidade, e buscando assegurar o direito dessas
pessoas que comumente são alvo de atitudes preconceituosas, como apelidos e piadas,
ressalta-se que essas atitudes maldosas dificultam o sucesso do tratamento
Conclui-se assim que o Assistente Social é suma importância dentro das Instituições que
cuidam da saúde do corpo, como hospitais, clinicas e doenças mentais como é o Caso do
Centro de Atenção Psicossocial – CAPS.

CONCLUSÃO

Portanto o Assistente Social atualmente é um importante profissional que está sendo inserido
em diversas áreas profissionais, nesse contexto á área da saúde não poderia ser diferente, já
que o assistente social a cada dia que passa vem desempenhando um importante papel nos
serviço de saúde, sejam clinicas, hospitais ou CAPS, essa participação torna-se ainda mais
nítida nas equipe multiprofisisonais. Ressalta-se que dentro desses ambientes o assistente não
desempenha procedimentosrelacionados ao setor médico e de enfermagem e sim atua na
orientação, no fortalecimento de vínculos, no esclarecimento de dúvidas e até mesmo no
encaminhamento para benefícios previdenciários.
No que concerne à atuação do assistente social no Centro de Atenção Psicossocial esse
profissional atua juntamente com equipe de vários outros ramos profissionais, e desenvolve
muitas atividades destacando-se o apoio ao usuário do CAPS bem a família desse usuário,
buscando manter uma relação saudável entre essas esferas afim de que o tratamento se
desenvolva de maneira mais satisfatória, esse profissional destaca-se também em estar
mediando a interação usuário e comunidade em geral, nesse contexto o profissional de serviço
social desenvolve uma importante atuação dentro das Instituições de Atenção a saúde
inclusive no CAPS que se dedica a saúde mental.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

IAMAMOTO, Marida. O Serviço Social na Contemporaneidade: Trabalho e formação
profissional. São Paulo. Cortez, 1998 e 2001.
Organização Mundial de Saúde. Centro Brasileiro para Classificação de Doenças. Classificação
Internacional de Doenças – CID – 10:10ª revisão. São Paulo: OMS;1995.
SANTOS, Lúcia. Transtorno Mental e o Cuidado na Família. São Paulo. Cortez,2011.
BRASIL. Campanha Nacional de Escolas na Comunidade - CNEC. Brasília, 1999
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Relatório sobre a saúde no mundo 2001 saúde mental:
nova concepção, nova esperança. Geneva: Organização Mundial da Saúde, 2001.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde mental no SUS: os centros de atenção psicossocial. Brasília:
Ministério da Saúde; 2004.GOLDBERG JI. A doença mental e as instituições a perspectiva de
novas práticas [Dissertação de Mestrado]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de
São Paulo; 1992
ONOCKO-CAMPOS, Rosana Teresa; FURTADO, Juarez Pereira. Entre a saúde coletiva e a saúde
mental: um instrumental metodológico para avaliação da rede de Centros de Atenção
Psicossocial (CAPS) do Sistema Único de Saúde. Cad. Saúde Pública , Rio de Janeiro, v. 22, n.
5, 2006 . Disponívelem:. Acessado em: 05 de abril de 2012.
PELISOLI, Cátula da Luz; MOREIRA, Ângela Kunzler. Caracterização epidemiológica dos usuários
do Centro de Atenção Psicossocial Casa Aberta. Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul , Porto Alegre, v.
27, n. 3, 2005. Disponível em: . Acessado em: 10 de abril de 2012.
FUREGATO, Antonia Regina Ferreira. Avanços da saúde mental e seus reflexos na
enfermagem. Rev. esc. enferm. USP , São Paulo, v. 41, n. 2, 2007. Disponível em:. Acessado
em: 10 de abril de 2012.
BREDOW, Suleima Gomes e DRAVANZ, Glória Maria. Atuação do Serviço Social na Saúde
Mental: entre os desafios e perspectivas para efetivação de uma política intersetorial, integral
e resolutiva. In Textos & Contextos (Porto Alegre), v. 9, n. 2, p. 229 - 243, ago./dez. 2010.
BRASIL. Conselho Federal de Serviço Social. Paramentos para atuação do Assistente Social na
Saúde. Brasília. 2009