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KAROLINE DA ROCHA MARQUES









CARACTERIZAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS DE VEDAÇÃO










ARACAJU
2013
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CURSO: BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO I
TÍTULO DO ENSAIO: CARACTERIZAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS DE
VEDAÇÃO
PROFESSORA: ADRIANA VIRGINIA SANTANA MELO
TÉCNICO DE LABORATÓRIO: ROGÉRIO BATISTA PEREIRA / CIRO LIONEL
DE OLIVEIRA FÉLIX
AUTORES: KAROLINE DA ROCHA MARQUES
































ARACAJU
2013
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Relatório de Ensaio em Laboratório
apresentado ao Curso de Engenharia Civil do
IFS - Campus Aracaju, como requisito parcial
à aprovação na disciplina Materiais de
Construção I, ministrada pela professora
Adriana Virginia Santana Melo.







ARACAJU
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2013

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO 05
2 INTRODUÇÃO 06
3 OBJETIVOS DO ENSAIO 07
4 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS 08
5 PROCEDIMENTOS EXECUTIVO 09
6 RESULTADOS
6.1 Características Geométricas 11
6.2 Ensaios Físicos Para Blocos Cerâmicos 18
6.3 Ensaios Mecânicos Para Blocos Cerâmicos 19

7 ANÁLISE DOS RESULTADOS 20
8 CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS 21
REFERÊNCIAS 22







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1 APRESENTAÇÃO

Nos dias 19 e 26 de julho do presente ano, foram realizados nos blocos
cerâmicos de vedação uma inspeção geral, inspeção por ensaios para determinação
de suas características geométricas, física e mecânica. Ensaios estes acontecidos
no LCC (Laboratório de Construção Civil) supervisionados pela Professora Adriana
Virginia Santana Melo e com a ajuda dos Técnicos responsáveis Rogério Batista
Pereira e Ciro Lionel de Oliveira Félix, entre às 14:50h e 17:35h.

Os ensaios tiveram como foco principal a determinação das
características geométricas, físicas e mecânicas dos blocos cerâmicos de vedação e
a partir dos resultados, avaliá-los e defini-los quais serão aceitáveis ou recusáveis.
Tornando o produto nacional mais competitivo e contribuindo para que o consumidor
tenha, a sua disposição no mercado, produtos adequados as suas necessidades.

O processo de aceitação ou recusa é feito a partir das especificações
das normas técnicas da ABNT (NBR 15270/05), estas que fixam critérios
dimensionais e de desempenho mecânico tanto dos blocos estruturais bem como as
tolerâncias a serem exigidos por lotes de blocos de cerâmica de vedação.







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2 INTRODUÇÃO

Os blocos cerâmicos são componentes construtivos utilizados em
alvenaria (vedação, estrutural ou portante). Apresentam furos de variados formatos,
paralelos a qualquer um dos seus eixos.
São produzidos a partir da argila, geralmente sob a forma de
paralelepípedo, possuem coloração avermelhada e apresentam canais/furos ao
longo de seu comprimento.
Os blocos cerâmicos objeto da análise são aqueles classificados como de
vedação.
Os blocos de vedação são aqueles destinados a execução de paredes
que suportarão o peso próprio e pequenas cargas de ocupação (armários, pias,
lavatórios, etc.), geralmente utilizados com furos na horizontal e com atual tendência
ao uso com furos na vertical.
O aperfeiçoamento das propriedades e funcionamento dos blocos,
prejudica de modo direto os demais subsistemas do edifício como estruturas,
instalações, esquadrias, revestimentos e impermeabilização, concedendo assim
amplificar a vida útil e minimizar custos de execução e manutenção das edificações.
Com isso torna-se necessário, antes da utilização de blocos a verificação das suas
características físicas e mecânicas para determinar suas condições de aplicação.




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3 OBJETIVOS DO ENSAIO
Os ensaios visaram como objetivo determinar as características
geométricas, físicas e mecânicas dos blocos cerâmicos para alvenaria de vedação,
assim como a verificação da compatibilidade destes produtos com as especificações
das normas técnicas da ABNT vigentes e, a avaliação do desempenho deste
material através da análise dos resultados obtidos.























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4 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

Para a realização dos ensaios foram utilizados os seguintes
equipamentos:
 13 Blocos cerâmicos de vedação;
 1 Trena metálica com leitura mínima de 1 mm;
 1 Paquímetro com leitura mínima de 0,05 mm;
 1 Esquadro;
 1 Balança com graduação de 0,1 g;
 1 Estufa ventilada;
 1 Tanque com água;
 Pasta de cimento e água;
 1 Nível;
 1 Prensa Universal.











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5 PROCEDIMENTOS EXECUTIVO

Foram transportados para o laboratório de construção civil uma
amostra contendo 13 blocos cerâmicos de vedação.
Primeiramente foram observadas as características geométricas
definindo-se as dimensões de cada bloco utilizado. Mensurou-se o comprimento,
largura e altura, septo, espessura da parede externa, utilizando-se uma trena e
paquímetro. Usando esquadro e paquímetro, foram calculados o desvio em relação
ao esquadro e a planeza das faces.
Posteriormente, foram examinadas as características físicas. Pesou-se o
bloco adquirindo assim a massa úmida, onde conseguinte foi calculado a massa
unitária.
Selecionou-se, aleatoriamente, 6 blocos para serem inseridos em estufa
ventilada com temperatura controlada, por 24 horas. Então pesou-se, mais uma vez,
para adquirir a massa seca.
Para calcular a absorção de água inicial, os blocos cerâmicos foram
mergulhados no tanque com água e foram pesados, com objetivo de obter a massa
saturada para o cálculo da absorção de água.
Para a análise da característica mecânica, foi realizado um teste de
resistência a compressão. Inicialmente, fez se o capeamento de todos os blocos
com pasta à base de cimento e água da face superior. Com o auxílio do nível,
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nivelou-se o bloco, com o propósito de obter a conformidade das faces capeadas.
Esperou-se endurecer, então o procedimento foi repetido na outra face.
Finalmente, Colocou-se os blocos, um a um, na prensa universal com
uma placa de metal na face superior para a distribuição de carga e testou-se a
resistência a compressão.





















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6 RESULTADOS
6.1 CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS
6.1.1 – IDENTIFICAÇÃO
Uma vez utilizados para fins comerciais, é obrigatório, conforme a NBR,
que o bloco cerâmico de vedação traga, em qualquer de suas faces externas, a
identificação do fabricante ou do bloco, em baixo relevo ou reentrância, e com as
dimensões do bloco explícitas na forma L x H x C, medidas estas em cm.
Averiguando o bloco, caracterizamos como conforme ou não-conforme, atendendo
ou não as especificações exigidas, respectivamente. Veja a Tabela 1 abaixo.
Tabela 1
Bloco Cerâmico Nº Situação
1 Não-conforme
2 Não-conforme
3 Não-conforme
4 Não-conforme
5 Não-conforme
6 Não-conforme
7 Não-conforme
8 Não-conforme
9 Não-conforme
10 Não-conforme
11 Não-conforme
12 Não-conforme
13 Não-conforme
Unidades não-conforme 13



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6.1.2 - CARACTERÍSTICAS VISUAIS

As características geométricas dos blocos cerâmicos são feitas por
medição direta, através da utilização de instrumentos de medição, como paquímetro
e régua metálica, entre outros. Essas características são demonstradas por:
dimensões das faces, dimensões das paredes e septos, planeza das faces, desvios
em relação ao esquadro. As Tabelas 2, 3, 4 e 5 demonstram os valores obtidos por
medição, respectivamente.
Instrumentos Utilizados:
- Régua metálica;
- Paquímetro Metálico.
Tabela 2
Bloco Cerâmico Largura(cm) Altura(cm) Comprimento(cm)
Bloco 1 8,78 11,975 17,22
Bloco 2 8,85 12,37 17,03
Bloco 3 8,56 12,335 18,50
Bloco 4 8,42 12,05 16,84
Bloco 5 8,55 12,06 16,91
Bloco 6 8,73 12,10 17,01
Bloco 7 8,83 12,35 17,14
Bloco 8 8,77 11,99 17,59
Bloco 9 8,9 12,4 17,1
Bloco 10 8,31 12,2 17,6
Bloco 11 8,55 12,1 17,65
Bloco 12 8,9 12,3 17,1
Bloco 13 8,8 12,5 17,3
Média 8,68 12,2 17,31

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Tabela 2.1
Tolerâncias dimensionais:
Grandezas Controladas Tolerância Individual (cm)
Largura (L)
± 0,5 Altura (H)
Comprimento (C)
Grandezas Controladas Tolerância para média (cm)
Largura (L)
± 0,3 Altura (H)
Comprimento (C)


Analisando a tabela 2 obtida pelo experimento de tolerância individuais e
comparando com as tolerâncias relacionadas às medições individuais admitidas
pelas normas da ABNT (tabela 2.1), observou-se que a altura dos blocos cerâmicos
ensaiados encontram-se todas fora dos padrões. Constatamos que com relação ao
comprimento possui 12 corpos de prova que não atendem à norma técnica portanto,
percebemos também que relativo a largura possui 2 blocos que não atendem à
norma, portanto o lote é rejeitado.
Com a média calculada, os corpos de prova não são aceitos no
comprimento, na largura e na altura pois ultrapassam a tolerância de ±0,3cm.









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6.1.3 DETERMINAÇÃO DA ESPESSURA DAS PAREDES
EXTERNAS E DOS SEPTOS

Delimita a espessura das paredes externas e dos septos, também
conhecido por paredes internas. São escolhidos quatro pontos das paredes externas
e um dos septos. Veja na Tabela 3 as dimensões encontradas.
Tabela 3




BLOCO


Espessura das Paredes Externas (E)
(cm)

Espessura
dos Septos
(S) (cm)

Tolerância
ABNT-NBR
15.270-1/05
(cm)
E1 E2 E3 E4 S1











E ≥7
S ≤ 6
1 0,845

0,955 0,9 1,015 0,81
2 0,785

0,74 0,835 0,705 0,82
3 0,91

0,615 0,805 0,735 0,86
4 0,87

0,98 0,87 0,86 0,88
5 1,03

0,985 0,8 0,92 0,68
6 0,63

0,67 0,65 0,73 0,57
7 0,98

1,00 0,91 0,72 0,86
8 0,54

0,85 0,75 0,97 0,82
9 0,96

0,97 0,93 0,53 0,92
10 0,83

0,78 0,83 0,53 0,92
11 0,809

0,76 0,66 0,685 1,05
12 0,88

0,94 0,92 0,99 0,83
13 0,83

0,94 0,88 0,81 0,83
Média 0,833

0,78 0,83 0,78 0,835

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Seguindo as exigências da NBR 15270-1, a espessura dos septos deve
apresentar no mínimo 6 mm e as paredes externas 7mm.
Comparando a tabela 4 com as exigência da norma, todos os blocos
atendem às normas em relação aos seus septos e às espessuras da parede
externa.



























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6.1.4 DETERMINAÇÃO DA PLANEZA DA FACE E
DETERMINAÇÃO DO DESVIO EM RELAÇÃO AO ESQUADRO.

No ensaio de desvio em relação ao esquadro, apoiamos o instrumento de
medição na direção de um plano perpendicular a face do bloco, desejando que haja
um perfeito encaixe. No caso de imperfeições e irregularidades nas faces do bloco,
desvios serão identificados e medidos. Já no que diz respeito a planeza da face,
apoiamos o instrumento de medição na direção de um plano diagonal ao bloco.
Havendo imperfeições ou irregularidades nas faces do bloco, desvios conhecidos
por flechas serão identificados e medidos. Veja na Tabela 4, abaixo, os valores dos
desvios e planeza encontrados nas amostras.
Tabela 4


BLOCO Nº


Desvio em relação ao esquadro
(mm)
Tolerância
ABNT-NBR
15270-1/05
(mm)
Desvio Planeza





≤3
1 0,5 5
2 5 3,5
3 2 5,5
4 9 4
5 0 3
6 0 3,5
7 3,5 1,5
8 1 0,5
9 1 3,5
10 1,1 2,5
11 3 2
12 1 5,5
13 1,5 2,5
Média 3,11 3,57


Estudando os resultados obtidos na tabela 4, o desvio em relação ao
esquadro, obtemos que existem 3 corpos-de-prova não seguem os parâmetros
estipulados pela norma. Já na análise de planeza, 7 corpos-de-prova ultrapassaram
a norma. Assim, pela tabela 5, conclui-se que o lote é rejeitado.
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6.2 ENSAIOS FÍSICOS PARA BLOCOS CERÂMICOS
Partindo agora para as características físicas dos blocos cerâmicos, de
acordo com a NBR 15270, esses ensaios visam determinação da Massa Seca (Ms)
e Massa Úmida (Mu) do bloco cerâmico, e, com estes dados, calcularmos o Índice
de Absorção de Água (Ab) daquele bloco. Este ensaio é feito com 6 blocos de
vedação retirados do lote considerado conforme de acordo com os ensaios
visuais/geométricos.
Instrumento Utilizado:
- Balança precisa.
ÍNDICE DE ABSORÇÃO DA ÁGUA
Com a Ms em mãos, com uso da balança descobrimos o valor da Mu e a
partir da equação abaixo calculamos o Ab.
Ab = [(Mu – Ms)/Ms]*100
Os resultados foram aplicados e se formou a Tabela 5 seguinte.
Tabela 5

BLOCO Nº
Massa seca
(g)
Massa
aparente (g)
Massa
saturada (g)
Índice de
absorção (%)
1 1790 2006 2014 12,51
2 1752 2024 2018 15,18
3 1782 2042 2034 14,14
4 1614 1892 1890 17,10
5 1740 1992 1990 14,36
6 1646 1904 1902 15,55
Média 1720,66 1976,66 1974,66 14,79

Estudando os resultados obtidos na tabela 5, o índice de absorção da
água, obtemos que todos os corpos-de-prova seguem os parâmetros estipulados
pela norma, pois apresentaram percentual de absorção de água inferior a 25% (vinte
e cinco por cento).
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6.2 ENSAIOS MECÂNICOS PARA BLOCOS CERÂMICOS
Quantifica a Resistência à Compressão dos Blocos Cerâmicos.
O bloco deve ser posto no instrumento de aplicação de carga uniforme
encima dos pratos de aço e com aplicação de cargas perpendicular ao seu
comprimento.
Instrumentos Utilizados:
- Dispositivo de distribuição uniforme de cargas sobre o bloco;
- Instrumento de leitura de carga com margem de erro de ± 2%.
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
Resistência por unidade de Área com efeito de comprimir o objeto.
TABELA 6
BLOCO

Largura Comprimento Área
Média
Carga
máxima
de
ruptura
Resistencia
a
compressão
L1 L2 C1 C2
1 90 92 191 190 17335,00 45708,88 2,64
2 89 93 188 189 17154,50 45312,70 2,64
3 91 90 178 178 16109,00 44371,79 2,75
4 91 90 189 189 17104,50 63437,79 3,71
5 90 90 186 189 16875,00 52939,10 3,14
6 90 92 183 181 16561,00 38132,00 2,30


Pela análise dos resultados obtidos na tabela 6, no teste da resistência à
compressão, conclui-se que o lote seria todo aceito, pois os resultados obtidos dos
valores da resistência dos corpos de prova, foram condizentes dos valores
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especificados na norma destinada aos blocos, pois todos possuem um resistência a
compreensão > 2,5 Mpa.

















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7 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Como previsto nas Normas Técnicas e verificado a partir das Inspeções
Visuais, os blocos cerâmicos não devem apresentar deformações ou irregularidades
(como trincas, fissuras) que comprometam o bloco. Para uma amostragem de 13
blocos, o número para rejeição de unidades não-conformes é 13, quanto às
inspeções visuais, é exatamente o resultado de nossas inspeções. Verificando a
Identificação, nenhum bloco estava conforme a norma sendo assim suficiente para
rejeição do lote. Analisando as características geométricas (ver Tabelas 3, 4, 5, 6), o
número mínimo de unidades não-conformes é 2 (dois). Observando que:
 Para Dimensões: Tolerância de 5mm (para mais ou para menos),
encontramos 1 (uma) unidade não-conforme.
 Para Paredes Externas: mínimo de 7mm. Para Septos: mínimo de 6mm
 Para Esquadro: máximo de 3mm.
 Para Planeza de Faces: máximo de 3mm.
Agora, de posse disso, vemos na Tabela de Características Geométricas
que, de acordo com a quantidade de unidades não-uniformes, o lote já estará
rejeitado.
De acordo com a Tabela de Ensaios Físicos, quanto ao Índice de
Absorção da Água, o não houveram unidades não-conformes.
Analisando os Ensaios Mecânicos, é notável que, para blocos cerâmicos,
não existe nenhuma unidade não conformes.





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9 CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foram analisados resultados de medidas, e testes, para a aceitação ou
não do lote de blocos cerâmicos, pela amostragem de 13 blocos cerâmicos, retirada
de um lote.
De acordo com as especificações da Norma NBR 15270 sobre Blocos
Cerâmicos de Vedação, onde levamos em conta, inicialmente, as características
visuais, geométricas, bem como as características físicas e mecânicas determinadas
a partir de ensaios de compressão, por exemplo. Logo, a partir dos resultados
apresentados, vemos que o lote seria rejeitado.
















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REFERÊNCIAS
- ABNT NBR 15270-1:05
- ABNT NBR 15270-3:05