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Complutum, 10, 1999: 213—226

TÚMULOS, CACIQUES Y OTRAS HISTORIAS
CAZADORES RECOLECTORES COMPLEJOS
EN LA CUENCA DE LA LAGUNA DE CASTILLOS, URUGUAY
Sebastián Pintos Blanco*
RESUMEN. - El texto se centra en la cuestión de la complejidad cultural en sociedades cazadoras recolectoras.
Se exponen una serie de ideasde orden teórico-metodológico relativas a la caracterización del modode vida ca-
zador recolectoryal manejo ambiental que este implicaría. El registro arqueológico de la Cuenca de la Laguna
de Castillos, Uruguay, es tomado como caso de estudio. La arqueología de estos grupos constructores de cern-
tos” (IV” milenio bp), exhibe marcadas d(ferencias respecto a la propia de grupos de bandas móviles de cazadores
recolectores. Se detallan aquí cuestiones sobre: monumentalidad, manejo social del medio, tratamiento de la
muerte, entre otras. Atendiendo a estos aspectos, se argumenta sobre la pertinencia de enmarcar el estudio de
esacultura dentro del ámbito de discusión acerca del surgimiento de la complejidad en sociedades “primitivas
ABSTRACT.- B u r i a l m o u n d s , c h i e f s and olher histories. Complex hunter-gatherers from Cuenca de la Laguna de
Castillos, Uruguay. This text is focused on ¡he issue of complexityin hunter-gatherer societies. Some theoretical
and methodological ideas about ¡he characterization of the hunting-gathering wayof life and its management of
natural resources are exposed: ¡he archaeological recordfrom Cuenca de la Laguna de Castillos, Uruguay, is
used as a case srudy. This belongs ¡o the groups known as “¡he builders of sma/l mounds (IV millenium bp),
who exhibit much more comp/exi¡ythan ¡he small mobile bands of traditional hunter-gatherers. It can be cons-
trasted ¡hrough their monumen¡ality, manogement of resources or treatement of the dea¡h. According ¡o this, a
discussion abou¡ the beginning of complexityin ¡he so-called “primitive societies is proposed.
PALABRAS CLAVE: “Cerritos “, Cazadores recolectores complejos, Manejo ambiental, Uruguay.
KEY WoRDS: “Small mounds , Comp/ex hun¡er-ga¡here rs, Resource monagement. Uruguay.
“Desde arriba puede verse que, además del
alrededor, hay lo que queda fuera del familiar alre-
dedor, el no inseminado campo, el no roturado terri-
torio, azaroso siempre, umbrío siempre incluso a ple-
no sol, a plena luz, en pleno verano: campo que toda-
vía no es parte de las herencias,..., campo que ha
dejado de ser bosque, pero que todavía oscila como
una anónima balanza entre serpropiedad de todos o
sólo de uno” (Po m bo 1 9 9 9 : 1 2 )
1 .PRESENTACIÓN’
En l a s p á g i n a s s i g u i e n t e s , i n t e n t a r é qu e e s t e
t e x t o n o s e i m p r e g n e d e i n f e l i c e s c o n s i d e r a c i o n e s c o -
m o c u á n g r a n d e s o p e qu e ño s s o n l o s t ú m u l o s , l a f u e r -
z a d e t r a ba j o qu e i m p l i c a r o n , e l p o d e r d e c o n vo c a t o -
r i a qu e p u d o -qu i z á -t e n e r u n d e t e r m i n a d o j e f e , e t c , e t c .
- - Digo infeliz, no con ánimo de desacreditar u ofen-
der a colegas que, con acierto, pueden estar reflexio-
nando sobre estas cuestiones en situaciones culturales
diferentes a la que aquí se abordará. Pero en relación
a l c a s o a r qu e o l ó g i c o qu e n o s o c u p a , l o s c a z a d o r e s r e -
c o l e c t o r e s d e l a l l a m a d a c u l t u r a d c l o s “ c o n s t r u c t o r e s
d e c e r i t o s ” d c l Es t e d e l Ur u g u a y, p a r e c e a d e c u a d o
(a l m e n o s p o r e l m o m e n t o ) p r i o r i z a r a s p e c t o s d e o r -
d e n cualitativo antes que cuantitativo de los vestigios
d e l a e s t r u c t u r a c u l t u r a l e n e s t u d i o , En o p o r t u n i d a d e s
a n t e r i o r e s (Pi n t o s 1 9 9 8 , 1 9 9 9 a , 1 9 9 9 b) , señale la po-
sibilidad dc contemplar al modo dc vida cazador reco-
lector como un tipo de experiencia humana capaz de
*B e c a r i o MUTIS-AECI. D e p t o . Prehistoria, Universidad Compluwnse. Comisión Nacional de Arqueología-Uruguay. Sali-
tre, 4 2 , 2 -6 .2 8 0 1 2 Ma d r i d . E-m a i l : s a l i t r e (A’t e l e l i n e .e s
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SEBASTIAN PINTOS BLANCO
engendrar complejidad social. Las evidencias arqueo-
l ó g i c a s d e e s t o s c a z a d o r e s r e c o l e c t o r e s —e n c u a n t o a
m o n u m e n t a l i d a d , e n t e r r a m i e n t o s h u m a n o s , m a n e j o d e
e s p e c i e s , entre otras— se muestran con marcadas dife-
rencias en relación a lo que tradicionalmente se ha en-
tendido como sociedad “simple-fría”, cazadora reco-
l e c t o r a . La m o n u m e n t a l i z a c i ó n d e l p a i s a j e , l a m u e r t e
m o n u m e n t a l i z a d a y u n m u y p a r t i c u l a r m a n e j o d e e s -
p e c i e s (a n i m a l e s y ve g e t a l e s ) , p e r m i t e n s u g e r i r p a r a
estos habitantes prehistóricos del Uruguay una per-
cepción de la realidad más compleja (uso del tiempo
y el espacio) en comparación con la caracterización
t r a d i c i o n a l d e s o c i e d a d e s d e c a z a y r e c o l e c c i ó n , En
e s t a o p o r t u n i d a d , i n t e n t a r é a r t i c u l a r u n a s e r i e d e ideas
d e o r d e n t e ó r i c o -m e t o d o l ó g i c o , e x p l o r a n d o s u c o r r e -
l a c i ó n c o n e l r e g i s t r o a r qu e o l ó g i c o e n e s t u d i o . Y digo
ideas porque hoy no son más que eso, ideas, hipótesis
de trabajo que aún están en pleno “movimiento”. De
m o d o qu e este texto no está guiado en modo alguno
p o r l a i n t e n c i ó n d e p r e s e n t a r a ú n u n a r e f l e x i ó n c e r r a -
d a , u n “estado-de-tesis” sobre la cultura de los “cons-
tructoresde cerritos”.
Desde 1995, he tenido la oportunidad de coor-
dinar una serie de trabajos arqueológicos en la Cuen-
ca de la Laguna de Castillos-Uruguay (Figura 1), que
adoptan la forma de dos proyectos, uno de carácter
puntual: “Arqueología en el Sitio Cráneo Marcado-
Cu e n c a d e l a La g u n a d e Ca s t i l l o s ” (MEC, 1995/96), y
o t r o d e o r d e n r e g i o n a l : “ Pl a n d e Actividades Arqueo-
lógicas-Cuenca de la Laguna de Castillos, Rocha”
(CNA-MEC, 1997/99). Esta región y su registro ar-
queológico (“la cultura de los constructores de cern-
t o s ” ) s o n hoy la base empírica d e l a i n ve s t i g a c i ó n d e
D o c t o r a d o qu e ve n g o r e a l i z a n d o e n e l m a r c o d e l D e -
p a r t a m e n t o d e Pr e h i s t o r i a d e l a Un i ve r s i d a d Co m p l u -
t e n s e , información que parcialmente será aquí expuesta.
En e l t e x t o qu e sigue, intentaré abordar pri-
mero los problemas que contextualizan el tema, ha-
c i e n d o u n a r e s e ña p a r c i a l d e a u t o r e s y c u e s t i o n e s t e é -
r i c o -m e t o d o l ó g i c a s r e l a t i va s a l e s t u d i o d e l a c o m p l e j i -
d a d c u l t u r a l e n á m bi t o s d e c a z a y recolección. Poste-
riormente, aludiré a las particularidades del caso uru-
guayo, incluyendo una serie de evidencias arqueoló-
gicas de la Cuenca de la Laguna de Castillos centra-
das especialmente en el manejo de especies, caracte-
rísticas de los monumentos en tierra y tratamiento de
l a m u e r t e . Co n t o d o e l l o , bu s c a r é p o r f i n a l g u n a s
puntualizaciones finales...
2. PROBLEMAS:
EL “OTRO” SALVAJE
D e s d e u n a p e r s p e c t i va h i s t ó r i c a , e l d e ba t e
s o br e l a c o m p l e j i d a d e n t r e g r u p o s c a z a d o r e s r e c o l e c -
t o r e s e s u n f e n ó m e n o r e l a t i va m e n t e r e c i e n t e e n e l Am -
bi t o a c a d é m i c o a n t r o p o l ó g i c o y a r qu e o l ó g i c o (Am o l d
1993, 1996; Bender 1978, 1981; Binford 1968, 1980;
Ga m bl e 1 9 7 8 ; Ha yd e n 1 9 8 1 ; Pr i c e y B r o wn 1 9 8 5 ;
Testart 1982a, 1982b, 1988; Schnirelman 1992; Yes-
n e r 1 9 8 0 ; Z ve l e bi l 1 9 9 6 ; e n t r e o t r o s ) .
A p a r t i r d e l a d é c a d a d e l o s ‘ 8 0 y ‘ 9 0 , s e
p u e d e o bs e r va r u n r e e n f o qu e e n s u e s t u d i o , u n mayor
n ú m e r o d e i n ve s t i g a d o r e s y t r a ba j o s c e n t r a n s u i n t e r é s
en redimensionar conceptualmente la caracterización
d e l m o d o d e vi d a c a z a d o r r e c o l e c t o r , e n u n i n t e n t o d e
c a p t a r e n f o r m a a d e c u a d a t o d a s u d i ve r s i d a d y p o t e n -
c i a l i d a d c o m o e s t r u c t u r a s o c i o e c o n ó m i c a y c u l t u r a l
(ve r s í n t e s i s e n Ar n o l d 1 9 9 6 ) .
El p a r a d i g m a e vo l u c i o n i s t a d e l s i g l o XIX s i -
g u e hoy día siendo s u s t r a t o e s e n c i a l d e g r a n p a r t e d e
l a t e o r í a s o c i a l . El “ o s c u r o t ú n e l ” qu e n o s h a l l e va d o
del salvajismo a la civilización (siguiendo términos
d e Mo r g a n ) , o l a t i p o l o g í a d e B a n d a s , Tr i bu s , j e f a t u -
r a s y Es t a d o s (Se r vi c e 1962) son solo dos de los
e j e m p l o s m á s i n f l u ye n t e s , qu e m u e s t r a n e l e m p o br e -
c i m i e n t o a l qu e p u e d e n l l e g a r l a s t i p o l o g í a s d e r a í z
e vo l u c i o n i s t a a l a h o r a d e o r d e n a r l a d i ve r s i d a d d e
f o r m a s qu e l a e x p e r i e n c i a c u l t u r a l d e n u e s t r a e s p e c i e
h a g e n e r a d o e n s u d e ve n i r h i s t ó r i c o . Es t a s c a t e g o r i z a -
ciones han sido elaboradas priorizando ciertos aspec-
tos de l o s sistemas culturales, fundamentalmente las
características tecno-económicas. Se han generado así
estadios o compartimentos estancos, los cuales permi-
tían y permiten clasificar a través de cienos fósiles
g u í a (c e r á m i c a , d o m e s t i c a c i ó n , m o n u m e n t a l i d a d . t r i -
bu t o s , e t c .) l o s casos culturales bajo estudio. Sin des-
c a r t a r l a e n o r m e u t i l i d a d y vi g e n c i a d e p a r t e d e estos
a p o r t e s , c a br í a s i , l l a m a r l a atención sobre el peligro-
so reduccionismo al que se puede llegar en una apli-
cación rígidade e s t o s principios.
Desde mi punto de vista, en el estudio de
g r u p o s d e c a z a y recolección, dadas las particularida-
des d e e s t e c a m p o d e i n ve s t i g a c i ó n , l o s p r o bl e m a s
h a n s i d o d o bl e m e n t e “ p r o bl e m a s ” . Es d e c i r , p o r u n
l a d o , s e t r a t a d e sociedades pretéritas (salvo contadas
excepciones), cuyas estructuras sociales y cultura ma-
terial resultan extrañas (por distancia cultural) como
quizá ningún otro caso arqueológico a la propia cultu-
ra (“civilizada”) del investigador; y por otro (y aquí
su particularidad), se l e s u m a n t o d a l a s e r i e d e s e s g o s
y p r e c o n c e p t o s qu e e l e t n o c e n t r i s m o o c c i d e n t a l h a g e -
n e r a d o a l a h o r a d e l e s t u d i o d e l “ o t r o -s a l va j e ” .
En g r a n m e d i d a , n u e s t r a i d e n t i d a d m o d e r n a
y civilizada ha sido construida desde la cima de un
p a r a d i g m a e vo l u c i o n i s t a , e n c u ya ba s e e s t a ba n l o s
simples-salvajes y desde cuya cúspide los hemos es-
tudiado. Puede sostenerse que uno de los alicientes
f o r j a d o r e s d e nuestra identidad “civilizada”, “culta”,
h a s i d o l a p o l a r i z a c i ó n c o n l o n o -c i vi l i z a d o , c o n l o
simple, con lo salvaje (Bartra 1996; Lévi-Strauss
1 9 6 4 ) . La mentalidad moderna evolucionista se ha re-
TÚMULOS, CACIQUES Y OTRAS HISTORIAS 215
Fig. 1.- Mapa de ubicación general. Se detalla le región en estudio zona Este del Uruguay. Abajo centralmente la Cuencade la Laguna de
Castillos (Adaptadode Probides).
servado el privilegio de la cumbre, y ha estructurado
su personalidad, estableciendo todo un gradiente des-
cendente, del cual el estadio inferior de niñez-natural
fue destinado a las sociedades “pre-lógicas”, “iletra-
das”, “frías”, “primitivas” (entiéndase cazadores reco-
lectoras). Desde una perspectiva tradicional, el “des-
c u br i m i e n t o ” d e l a agricultura era fósil guía diagnós-
tico para trazar la gran línea divisoria de la tipología
cultural. La producciónde alimentos asumía así el rol
de rito de pasaje entre el “otro” y el “nosotros” (Her-
n a n d o 1 9 9 9 a ) . Esta especie de determinismo liminal
l l e vó a qu e d u r a n t e bu e n a p a r t e d e l a i n ve s t i g a c i ó n
a n t r o p o l ó g i c a f u e r a p r á c t i c a m e n t e i m p e n s a bl e l a c o m -
p l e j i d a d s o c i a l e n c u l t u r a s cazadoras recolectoras.
Este panorama que se esta describiendo, dis-
ta mucho de una adecuada caracterización de la situa-
ción actual sobre el tema. En las últimas dos décadas,
mucho se ha escrito y avanzadoen torno a una correc-
- ATLÁNTICO
216 SEB ASTIÁN PINTOS BLANCO
t a c a r a c t e r i z a c i ó n d e l o s d i s t i n t o s g r a d o s d e c o m p l e j i -
d a d d e qu e las sociedades cazadoras recolectoras son
s u s c e p t i bl e s . Si n e m ba r g o , e s t e s u bs t r a t o d e pensa-
miento original del que parte nuestra ciencia (en el es-
tudio de estos grupos) debe ser tenido en cuenta, dado
que el mismo permanece como preconcepto etnocén-
t r i c o g e n e r a l e n la sociedad, de la cual no somos aje-
nos como investigadores a un nivel inconsciente o
consciente según el caso, por mas esfuerzos críticos
qu e s e h a g a n a n i ve l t e ó r i c o -m e t o d o l ó g i c o .
La o br a d e Le e y D e Vo r e (1 9 6 8 ) Man the
hunter p e r m i t i ó r e c o n s i d e r a r c i e r t a s c a t e g o r í a s e n r e -
l a c i ó n a l o s g r u p o s c a z a d o r e s r e c o l e c t o r e s (f u n d a m e n -
t a l m e n t e e n c u a n t o a e f i c i e n c i a input/ourput e n e r g é t i -
c o ) a l m i s m o t i e m p o qu e i n s t a u r ó p a r a c o n e s t a s s o -
c i e d a d e s l a i m a g e n d e bandas móviles, de baja demo-
grafía e igualitarias. Sin embargo, cada vez más estu-
dios sobre grupos de caza y recolección indican la va-
riabilidad posible de su complejidad social, presen-
tándolos incluso con características similares a las de
g r u p o s c o n e c o n o m í a d e p r o d u c c i ó n (Schnirelman
1994). Niveles crecientes de complejidad han sido re-
lacionados con la aparición de técnicas de almacena-
miento (Testan 1982a, 1982b), o sea, el mayor o me-
nor lapso transcurrido entre adquisición del recurso y
su consumo (Woodbum 1980). Este aumento de com-
p l e j i d a d s e h a vi n c u l a d o t a m bi é n c o n procesos de in-
cremento tanto demográfico, como de la explotación
d e d e t e r m i n a d o s r e c u r s o s ; g r u p o s m á s n u m e r o s o s y
m e n o s m ó vi l e s a p l i c a r í a n u n a p r e s i ó n m a yo r s o br e
l o s r e c u r s o s , e s d e c i r , u n a m a yo r a m p l i t u d d e d i e t a y
a u m e n t o e n l o s c o s t e s d e p r o c e s a m i e n t o (f o r r a j e a d o -
r e s d e B i n f o r d 1 9 8 0 o procesadores de Bettinger
1 9 9 1 ) . Es t a t e n d e n c i a h a s i d o f r e c u e n t e m e n t e señala-
da para ambientes costeros de alta productividad (Per-
lani 1980; Yesner 1980).
Un a u m e n t o e n los n i ve l e s d e i n t e n s i f i c a c i ó n
p o d r í a o bs e r va r s e t a n t o e n e l p l a n o e c o n ó m i c o (u s o
d e l e s p a c i o y recursos), como en el de la estructura
social (producción de individuos, compartimentación
interna) así como el superestructural (ideología, ri-
tual) (Price y Brown 1985; Zvelebil 1986). Las cuali-
dades carismáticas de ciertos individuos en determi-
nadas coyunturas “difíciles” (Woodburn 1980), así
como su habilidad para la reordenación del sistema
d e t r a ba j o y l a a p r o p i a c i ó n d e p o r c i o n e s d e l trabajo de
otros han sido señalados también como catalizadores
e n l a e m e r g e n c i a d e l a c o m p l e j i d a d s o c i a l < Ar n o l d
1 9 9 3 , 1 9 9 6 ; Gi l m a n 1 9 8 1 ) .
Si e n d o e s t o a s í , a r r a i g a d o s m i t o s e n t o m o a
los grupos cazadores recolectores han ido poco a poco
perdiendo fuerza. Parece ya poco sostenible hablar de
sociedades puramente igualitarias (Earle 1997; Price
y Brown 1985) si uno reconoce que la desigualdad es
un valor inherente a lacondición humanay por lo tan-
nagan 1989); o hablar de sincronicidad en el ciclo
energético, tal como suponía el retomo inmediato de
trabajo-energía, siendo casi inexistentes los casos re-
gistrados de cazadores recolectores sin algún tipo de
demora (“de/ay”) en su modo de producción (Ingold
1 9 8 6 ) . La “ c a r i c a t u r a ” d e l bu e n s a l va j e , igualitario,
simple, armónico y ecológico, comienza entonces a
verse desbordada con un número creciente de estu-
dios sobre grupos cazadores recolectores, que no con-
cuerdan con este tipo socio-cultural clásicamente de-
finido. La estructura cazadora recolectora como modo
de vida, como modo de producción, se ve enriquecido
e n e l d e ba t e a c a d é m i c o , a l p e r m i t i r p e n s a r l o c o m o ba -
s e posible sobre la cual generar complejidad social.
2 .1 - La s o c i e d a d c a z a d o r a r e c o l e c t o r a (¿ 7 )
¿ Qu é i m p l i c a e l c o n c e p t o d e s o c i e d a d c a z a -
d o r a recolectora? ¿Cuál es la esencia del ser cazador
recolector? ¿Es necesario cazar y recolectar para ser
un cazador recolector? Parecen preguntas un tanto ob-
vias, pero tal vez no lo sean tanto. Definir o caracteri-
zar a una sociedad por el tipo de recursos que consu-
me (silvestres o domesticados) no es, en muchos ca-
sos, un indicador adecuado. En este mismo sentido,
no parece “feliz” supeditar l a caracterización de una
s o c i e d a d ba s á n d o s e c a s i e x c l u s i va m e n t e e n s u s a s p e c -
t o s t e c n o -e c o n ó m i c o s o e n l a procedencia de su ener-
gía vital (entiéndase aquí caza y recolección Vs. do-
mesticación). Estos han sido los criterios que han pri-
mado (en la gran mayoría de los estudios antropológi-
cos) a la hora de trazar la línea entre sociedades sim-
ples y complejas; desatendiendo a toda otra serie de
aspectos que hacen a la estructuración sociocultural
d e u n grupo. Se ha priorizado la visión infraestructu-
r a l (t é c n i c a ) y e n r e l a c i ó n a é s t a , l a presencia o no de
la domesticación de alimentos, en lo que acertada-
mente Arnold (1996) ha denominado de prejuicio
“ a g r o c é n t r i c o
La tipología social clásica ha llevado a in-
cluir bajo el rótulo de grupos cazadores recolectores a
sociedades de muy diferente grado de complejidad;
por ej. los Kuwaikutul de la costa Oeste de Norte
América y los Charrúas de las llanuras del Uruguay
en América del Sur. En la actualidad, cada vez son
más los ejemplos y las argumentaciones que debilitan
e s a c a r a c t e r i z a c i ó n s o c i a l y h a c e n a p a r e c e r a l a a g r i -
c u l t u r a c o m o u n m a l “ f ó s i l g u í a ” a l a h o r a d e d e l i m i -
t a r t i p o s s o c i a l e s . So s t e n g o j u n t o c o n o t r o s a u t o r e s
(Cl a s t r e s 1 9 8 1 ; In g o l d 1 9 8 0 , 1 9 8 6 ; Sc h n i r e l m a n 1992,
1 9 9 4 ; Vi c e n t 1 9 9 1 ) , qu e d e t e r m i n a d o s g r u p o s c a z a d o -
r e s r e c o l e c t o r e s p r e s e n t a n s i m i l i t u d e s e s t r u c t u r a l e s
con grupos agricultores y por el contrario, existen
grupos con agricultura que exhiben una racionalidad
d e c a z a y recolección. La diferencia no radicaría, en-
t o i n t r í n s e c o a t o d o t i p o d e o r g a n i z a c i ó n s o c i a l (f l a - tonces, ni en aspectos técnicos ni en las especies con-
TÚMULOS, CACIQUES Y OTRAS HISTORIAS 217
sumidas, sino en el tipo de relaciones sociales que los
individuos establecen en el interior de la estructura
social (Ingold 1980, 1986), lo que no supone desaten-
der a la materialidad del escenario ambiental y las in-
teracciones del grupo humano para con éste, base
esencial para la interpretación de su configuración so-
c i o c u l t u r a l (ve r 2 .2 y 3 .1 ) .
No p r e t e n d o a qu í a f i r m a r qu e u n g r u p o qu e
c a z a y r e c o l e c t a n o s e a s i e m p r e u n g r u p o c a z a d o r r e -
c o l e c t o r , l o qu e s i a f i r m o e s , qu e e l c o n c e p t o h a p e r d i -
d o c a p a c i d a d d e r e s o l u c i ó n p a r a c a r a c t e r i z a r social-
m e n t e l a diversidad con que los grupos que practican
dicha estrategiaeconómica pueden aparecer.
Pu e d e s e r a s u m i d o qu e u n a s o c i e d a d c a z a d o -
r a r e c o l e c t o r a e s t a bl e c e u n s i s t e m a d e r e l a c i o n e s s o -
c i a l e s s u s t e n t a d o e n ba s e a u n a r e c i p r o c i d a d positiva,
d e a c c e s o c o m ú n e i g u a l i t a r i o a l a e n e r g í a potencial-
mente disponible, mientras que, para el caso de socie-
dades sustentadas en recursos domesticados (ganade-
ría, agricultura) existe una reciprocidad negativa de
acceso dividido y desigual a los recursos (tierra, cose-
chas, cabezas de ganado) (en el sentido de Ingold
1980, 1986 y Vicent 1999). Lo interesante a destacar,
qu i z á s e a qu e n a d a a s e g u r a l a n o p r e s e n c i a d e u n a
m e n t a l i d a d d i vi d i d a (“ c a m p e s i n a ” ) e n u n a s o c i e d a d
d e cazadores recolectores complejos, y en sentido
c o n t r a r i o , l a n o presencia de una reciprocidad positiva
e n sociedades c o n cultivo (no intensivo). Con esto,
estoy asumiendo que la base infraestructural de la ca-
za y recolección no necesariamente debe presuponer
una racionalidad positiva, de acceso y consumo colec-
tivo, compartido e igualitario de energía y bienes. Por
e l c o n t r a r i o , e n este trabajo me permitiré contemplar
l a p o s i bi l i d a d d e l a i n c i d e n c i a d e u n a serie de proce-
sos de intensificación, que partiendo de similares ba-
ses “infraestructurales” (caza y recolección), conlle-
ven relaciones sociales estructuradas en tomo a órde-
nes de racionalidad significativamente diferentes,
L2. Manejo
2 social
Me interesa destacar que es posible hablar de
una mentalidad cazadora recolectora, un “espíritu” o
a c t i t u d d e vida cazador recolector. “Espíritu” que se
define por el sistema de relaciones sociales que se es-
tablece en el interior del grupo y en cómo se gestiona
la energía disponible. Siguiendo este razonamiento,
esta actitud de vida cazadora recolectora, no tiene por
qu é ve r s e afectada ante la presencia de especies do-
mesticadas, y razonando a la inversa, la ausencia de
domesticación no asegura la reciprocidad positiva co-
mo sistema de relación social.
Investigaciones etnográficas y etnoarqueoló-
gicas (Schnirelman 1994; Politis 1996) permiten ver
qu e la domesticación-manipulación de vegetales y
animales es un fenómeno más frecuente de lo que se
p e n s a ba e n l a e c o n o m í a d e c a z a d o r e s recolectores
s i m p l e s . D e h e c h o e n l a a c t u a l i d a d s e e s t á r e e s t r u c t u -
rando (Unesco) la concepción de Parque Natural in-
troduciendo el concepto de Parque Cultural, defini-
ción que contempla el manejo histórico del ser huma-
no en los ecosistemas. Habría que ver lapropia confi-
guración ambiental de laAmazonia cada vez más co-
mo “jardín cazador recolector”, que como la utópica
tierra intocada. Siendo esto así, el manejo y ladomes-
ticación de vegetales y animales no aparecen como al-
g o e x t r a ño a l a economía cazadora recolectora, sino
c o m o u n a a l t e r n a t i va s i e m p r e p r e s e n t e y e n n u m e r o -
s a s o c a s i o n e s e m p l e a d a .
En e s t e t e x t o s o s t e n g o qu e r e s u l t a m á s a d e -
c u a d o a t e n d e r e l c o n c e p t o d e m a n e j o d e l m e d i o , p a r a
u n a m á s a j u s t a d a c a r a c t e r i z a c i ó n d e l grupo en esft¡-
d i o . El c o n c e p t o d e manejo, como aquí quiere definir-
s e , a t i e n d e a t r e s cuestiones fundamentales:
1 ) l a s e r i e d e a c t i vi d a d e s y t é c n i c a s i n vo l u c r a -
d a s e n o bt e n e r l a e n e r g í a necesaria para la subsis-
tencia del grupo;
II) el orden de racionalidad presente en la serie
de relaciones sociales que se establecen entre los
i n d i vi d u o s a l a h o r a d e l a e x t r a c c i ó n (a c c e s o ) , r e -
p a r t o y c o n s u m o d e l o s r e c u r s o s ;
III) l a a c t i t u d o representación (ideacional, sim-
bólica) del grupo respecto al medio bajo la cual
son realizadas estas actividades.
As í e n f o c a d o , el estudio de la adopción del
c u l t i vo o l a d o m e s t i c a c i ó n d e a n i m a l e s deja de ser un
t e m a c r u c i a l y d e f i n i t o r i o (e n f o r m a e x c l u s i va ) d e u n
nuevo tipo social. Se le puede ver como una forma
p a r t i c u l a r d e e x p l o t a c i ó n d e determinados recursos
(vegetales y animales domesticados), cuyo consumo
puede considerarse incluso como un intento de perpe-
tuación del modo cazador recolector (Vicent 1991:
4 2 ; He r n a n d o 1999a). De esta forma, es posible res-
tarle el valor empobrecedor de “fósil guía” a la do-
mesticación, al mismo tiempo que intentar ver el fe-
nómeno del manejo d e l a naturaleza en su verdadera
variabilidad y complejidad.
El enfoque evolucionistaha estudiado la com-
plejidad sociocultural priorizando en exceso el aspec-
to 1) señaladoen ladefinición demanejo, d e j a n d o c o -
mo periféricas las cuestiones contenidas en II) y III).
Si n e m ba r g o , l a c o m p l e j i d a d p o d r í a caracterizarse de
f o r m a m á s adecuada desde un enfoque holístico de las
implicaciones del manejo social de un determinado
medio. Desde esta óptica, deberán ser tenidas en
cuenta las correspondencias estructurales entre el sis-
tema de relaciones ecológicas (tecnología) y los órde-
nes de racionalidad que den coherencia a la estructura
en sus relaciones tanto a nivel externo como interno;
entendiendo lo externo como la representación simbó-
lica de la relación cultura-naturaleza, mientras que lo
interno respondería a los factores ideológicos que le-
2 1 8 SEBASTIÁN PINTOS BLANCO
gitiman las modalidades de acceso, reparto y consu-
mo de los recursos de que el grupo dispone.
3. PARTICULARIDADES
Como fuera señalado en la presentación, des-
de el año 1995 se vienen realizando en la Cuenca de
la Laguna de Castillos una serie de trabajos arqueoló-
gicos, tanto de prospección como de excavación. Esta
zona se presentaba prácticamente como desconocida
en el marco regional de la arqueología de los Hume-
dales del Este del Uruguay. El registro arqueológico
qu e algunos colegas estaban generando e n á r e a s veci-
nas (Bracco 1993; Cabrera 1997; López 1994, 1997;
López y Bracco 1994) y el que nuestro equipo co-
m e n z a ba a e n c o n t r a r e n e s t a c u e n c a l a c u s t r e , n o s
p l a n t e a ba p a r a e s t a c u l t u r a c o n s t r u c t o r a d e c e r i t o s ,
características poco frecuentes en el marco del estu-
dio de cazadores recolectores. Dado que nos enfrentá-
bamos a una región sin sitios registrados ni estudios
arqueológicos previos, es decir, ante la falta de un
adecuado soporte cronológico-cultural, se optó por
trabajar a dos escalas y ritmos: a escala regional tra-
bajos de prospección y a un nivel más puntual tareas
d e e x c a va c i ó n .
Un a bu e n a p a r t e d e l o s e s f u e r z o s s e h a n de-
dicado a actividades de prospección, localizando y ca-
talogando hasta el momento 23 sitios (Figura 2). En
los pasados cuatro años se procedió a la excavación
d e d o s d e e l l o s : “ Cr á n e o Ma r c a d o ” (3050±50B.P.;
URU 059 carbón) y “Guardia del Monte” (4600+60
o
Fig. 2.- Mapa arqueológico de la Cuenca de la Laguna de Castillos.
Monte”.
Se detallan los sitios excavados: A) “Cráneo Marcado’, 8) “Guardia del
TÚMULOS, CACIQUES Y OTRAS HISTORIAS 219
Lám. l.- Vista general del cerrito principal del sitio “Guardia del Mo Ite” durante el proceso de excavación (46 m. dihmetro y 1.3 m. altura
máximos).
B.P.; URU 205 valva) (Laminas 1 y 2). Ambos sitios
(margen W y E de la laguna respectivamente) presen-
tan en su estructura interna tres túmulos, dos de los
cuales fueron excavados en cada caso, a la vez que se
llevaron a cabo muestreos en las planicies asociadas,
trabajos que están aún en curso. En cuanto a restos
humanos, se han recuperado cuatro enterramientos en
el interior del túmulo “B” del sitio “Cráneo Marcado”
con sus respectivos ajuares (núcleos y lascas en cuar-
zo, esferoides, ocre, pipa, entre otros). Para ambos si-
tios en las excavaciones de la planicie se hallaron una
serie de piezas óseas humanas (fragmentos de cráneo
y fémur, falange de mano), las cuales en su superficie
evidenciaban huellas de origen antropico como mar-
cas de corte, negativo de fractura y quemado (Pintos y
Braceo 1997). En relación a la cultura material, en los
propios túmulos y en las excavaciones de las plani-
cies asociadas se recuperaron restos de talla y artefac-
tos líticos, cerámica, arqueofauna, así como también
evidencias de maíz y calabaza (Del Puerto 1998) aso-
ciados al enterramiento principal del túmulo “B” an-
teriormente mencionado.
En los párrafos siguientes, a la luz de lo plan-
teado en las páginas anteriores, me concentraré en al-
gunos de los aspectos más sobresalientes de este re-
gistro arqueológico, en un intento de evidenciar la
pertinencia del surgimiento de la complejidad social
como marco adecuado para el estudio de esta cultura
cazadora recolectora de la zona Este del Uruguay.
En concreto, prestare especial atención a:
a) el manejo de las especies animales y vege-
tales, y
b) los cerritos en su sentido monumental y de
monumentalización de la muerte.
3.1. El manejo social del medio
Los Humedales del Este del Uruguay forman
parte de una continuidad de lagunas costeras del Esta-
do de Rfo Grande Do Su1 (Brasil). Es así que la zona
limítrofe de la plataforma continental brasileña con
los rfos Paraná y Paraguay y parte del Pantanal forma
en la zona central de América del Sur lo que se deno-
mina como los Humedales permanentes (Rilla 1995).
El relieve, excesivamente plano y bajo de la región,
sumado a la influencia oceánica (mareas, transgresio-
nes y regresiones) y a la abundante presencia de llu-
vias (saturación de suelos, bañados3), han estado en
estrecha relación con la generación de áreas ecotóni-
cas de alta biodiversidad, productividad y oferta de
biomasa (existen en los últimos cinco milenios varia-
ciones ambientales que,aquí no serán detalladas (Bo-
ssi et. al. 1995; Castiñeira et. al. 1997).Bn sí misma,
toda esta zona de humedales puede ser considerada
como un gran ecotono, una amplia superficie de tran-
sición entre el ecosistema acuático y el ecosistema te-
rrestre. Una región que, en su interior, presenta carac-
terísticas de ambos sistemás terrestre y acuático, lo
cual a su vez le confi$re identidad propia porlas par-
ticulares adaptacion& de plantas y animales a ‘un me-
dio de tan alta divers;dad y variabilidad.
Lo que resulta de sumo interés en cuanto a es-
ta oferta ambiental es su configuración en numerosos
“parches”, que supone que en extensiones de pocos ki-
lómetros (no más de 10) uno pueda explotar diversas
ofertas ambientales, complementarias temporalmente
a lo largo del ano. Por ejemplo, para el caso de la La-
guna de Castillos, un grupo asentado en sus márgenes
tiene acceso directo a los recursos de la propia laguna
220 SEBASTIh PINTOS BLANCO
Um. 2.- Escena fmqaria, enterramientos humanos recuperados en el cerrito “B”, sitio “Cráneo Marcado”. Detalle del enterramiento del án-
gulo posterior izquierdo, fuertemente flexionado, ajuar de cuarzo, caracol marino y ocre (arriba):
*
,
(peces, bivalbos, aves, etc.), de los bañados (nutrias,
carpinchos, ciervo de los pantanos, etc.), de los campos
(venado de campo, cocos de pahnera butiá, madera, etc.),
y a menos de una jornada de camino los recursos de las
serranías (guazúbirá, frutos, material Mico, madera dura,
etc.) y de la costa atlántica (lobos marinos, peces, molus-
cos, crustáceos, etc.) (Figura 3). De esta forma existe la
posibilidad de una secuencia de explotación estacional-
anual, que generaría una base continua y estable de ener-
gía, sustentada en un circuito de aprovisionamiento que
no requerir-fa de grandes desplazamientos del grupo. Es-
te particular marco ambiental, en su variedad y diversi-
dad, redunda en una homogeneidad y estabilidad en
cuanto a oferta de energía alimentaria se refiere.
Los analisis arqueofaunísticos evidencian la
explotación de al menos 19 especies animales (Pintos
1996a, 1997) y recientes investigaciones arqueobotá-
nicas comienzan a apor& abundantes datos sobre la
explotación de recursos vegetales’ silve&es (Del
Puerto 1998).
Una perspectiva diacrónica del manejo de re-
cursos parece indicar que en un lapso de 1500 años
(2500-1000 bp) la amplitud de la dieta prácticamente
se duplica, viéndose complementados en tiempos tar-
dfos los grandes herbívoros con una fuerte presencia
de roedores y peces (nutrías, ratones, apereás, etc.)
(Pintos 1995, 1996a, 1996b; Pintos y Gianotti 1995).
Esta tendencia es acompañada con la presencia del
TÚMULOS, CACIQUES Y OTRAS HISTORIAS 2 2 1
p e r r o d o m é s t i c o , ú n i c o a n i m a l qu e a p a r e c e e n t e r r a d o
e n l o s t ú m u l o s y s i n e vi d e n c i a s d e a p r o ve c h a m i e n t o
c á r n i c o . En c u a n t o a l a f l o r a p a r a t i e m p o s r e c i e n t e s
(1 5 0 0 bp ) h a y e vi d e n c i a s d e e s p e c i e s domesticadas
t a l e s c o m o : m a í z , p o r o t o y c a l a ba z a (D e l Pu e r t o
1 9 9 8 ) . Es t e p r o c e s o d e i n t e n s i f i c a c i ó n e n e l m a n e j o
d e e s p e c i e s (m a yo r a m p l i t u d d e d i e t a , d o m e s t i c a c i ó n ) ,
p u e d e ve r s e i n s i n u a d o t a m bi é n e n o t r a s e s f e r a s d e l a
c u l t u r a m a t e r i a l c o m o , p o r e j e m p l o , t e c n o l o g í a cerá-
mica, industria lítica y actividad monumental.
Si n e n t r a r e n m a yo r e s d e t a l l e s , s e p u e d e p r o -
p o n e r l a existencia recurrente para los sitios excava-
dos de un nivel pre-cerámico. La presencia de cerámi-
ca (Tradición Vieira) se remonta al 2500 bp (Schmitz
l967)~. En cuanto al material lítico, existe una dísm¡-
nución progresiva en la calidad y variedad de las ma-
terias primas utilizadas, siendo cuarzo blanco, filita
gris-verdosa y riolitas de procedencia local los mate-
riales predominantes en tiempos tardíos.
El a u m e n t o e n l a e x t r a c c i ó n d e e n e r g í a < r e -
g i s t r o a r qu e o f a u n í s t i c o y f l o r í s t i c o ) , l a optimización de
s u a p r o ve c h a m i e n t o < c e r á m i c a ) y l a p o s i bl e d i s m i n u -
c i ó n e n l a m o vi l i d a d d e l g r u p o (c o m o d e m u e s t r a l a
e x i s t e n c i a d e c e r á m i c a y l a p r o c e d e n c i a d e l o s m a t e r i a -
l e s l í t i c o s ) p a r e c e n c o i n c i d i r c o n u n p r o c e s o d e m o n u -
m e n t a l i z a c i ó n c r e c i e n t e d e l p a i s a j e (m a yo r n ú m e r o d e
t ú m u l o s y m a yo r a l t u r a d e l o s m i s m o s ) , f o r m a s d e a p r o -
p i a c i ó n d e l e s p a c i o qu e s u g i e r e n u n a construcción ac-
Uva del paisaje e n c o n t e x t o s c a z a d o r e s r e c o l e c t o r e s
(“ a c t i va ” e n e l s e n t i d o d e Criado 1993a: 45-47).
3 .2 . Lo s c e r r i t o s c o m o m o n u m e n t o s :
l a m u e r t e m o n u m e n t a l i z a d a
Un m o n u m e n t o e n u n c o n t e x t o c a z a d o r r e c o -
l e c t o r p u e d e d e f i n i r s e p o r s e r u n a r t e f a c t o < p r o d u c t o
c u l t u r a l ) , d e s t a c a d o vi s u a l m e n t e (“ i m p e r a t i vo ” ) y c o n
p e r d u r a bi l i d a d e n e l t i e m p o , definición que recoge los
p l a n t e m i e n t o s d e Cr i a d o (1 9 9 3 a , 1 9 9 3 b) . En e s t a s d o s
ú l t i m a s c a r a c t e r í s t i c a s (l a i n e vi t a bi l i d a d d e s u p e r c e p -
c i ó n y l a p e r d u r a bi l i d a d e n e l t i e m p o ) e s d o n d e radica
—d e s d e u n p u n t o d e vi s t a m a t e r i a l — s u d i f e r e n c i a p a r a
c o n e l r e s t o d e o bj e t o s c u l t u r a l e s .
La a c t i vi d a d m o n u m e n t a l n o h a c a r a c t e r i z a -
d o a n u e s t r a existencia como especie, sino que es un
f e n ó m e n o r e l a t i va m e n t e r e c i e n t e . El m o n u m e n t o a p a -
r e c e s ó l o c u a n d o p o r a c t i vi d a d a n t r ó p i c a s e p r o d u c e
una reordenación de materiales naturales que generan
un espacio cultural visible y permanente e n e l p a i s a j e ,
qu e a l t e r a e n f o r m a d e f i n i t i va e l e s p a c i o p r e e x i s t e n t e
y, por consiguiente, la propia experiencia humana. Es-
to permite suponer respecto de la sociedad que realiza
estos monumentos, la existencia de un cambio en la
p e r c e p c i ó n y valoración del tiempo y el espacio, y, por
l o t a n t o , u n a n u e va f o r m a d e p e n s a r s e (Cr i a d o 1 9 8 9 ) .
3 .2 .1 . Ac u m u l a d o r e s d e t i e r r a ...
Co m o a c e r t a d a m e n t e s e ña l a B r a d l e y (1 9 9 3 ,
1 9 9 8 ) , e n l a d e f i n i c i ó n d e m o n u m e n t o subyace el he-
cho de haber sido realizado para conmemorar, y ha-
c e r l o p o r m e d i o d e u n m o n u m e n t o p u e d e s e r e n t e n d i -
d o c o m o l a m a t e r i a l i z a c i ó n p e r m a n e n t e e n e l p r e s e n t e
d e l r e c u e r d o d e u n p a s a d o . En u n t e x t o a n t e r i o r (Pi n -
t o s 1 9 9 9 a ) , h i c e ya r e f e r e n c i a a l a t é c n i c a constructiva
d e e s t o s m o n u m e n t o s , qu e g a n a n e n a l t u r a p o r l a s u -
p e r p o s i c i ó n d e c a p a s d e t i e r r a < u n cerrito standar sería
una construcción de 1,5 m de altura y planta circular
d e 3 0 m d e diámetro (López y Pintos 1996)). Una ri-
tualidad acumulativa que en ocasíones se prolongaba
por lapsos mayores a 2500 años entre la deposición
d e l a p r i m e r a y l a última capa del monumento (Figura
4 ) . Es t e r e g i s t r o h a c e p e n s a r e n u n p r o c e s o o p r o ye c t o
constructivo, en la posibilidad del cerrito como un
“monumento inacabado” más que como un hecho
ú n i c o o hito monumental. El dilatado proceso de acu-
mulación de capas de tierra puede ser visto como rea-
firmación cultural y grupal en el presente, vinculando
generaciones, vivos y muertos, genealogía y diacro-
n í a . Au n qu e e n u n t e x t o previo (Pintos 1999) hice
quizás demasiado hincapié en la “intención” de futuro
que semejante acumulación podía implica
0, cabe se-
ñalar, no obstante, lo interesante del proceso de acu-
mular durante milenios sedimentos en puntos muy
a c o t a d o s d e l t e r r i t o r i o .
Si g u i e n d o c o n l a i d e a d e “ m o n u m e n t o i n a c a -
ba d o ” o p e r m a n e n t e m e n t e resignificado por estas so-
ciedades, estamos frente a un gesto cultural (acumular
t i e r r a r e c u r r e n t e m e n t e ) qu e a l p a r e c e r , r e s u l t ó e n o r -
m e m e n t e e f e c t i vo d u r a n t e l a p s o s muy prolongados a
l a h o r a d e g e s t i o n a r t e n s i o n e s , c o m o f o r m a d e n e g o -
F i g . 3 .- Es qu e m a qu e m u e s t r a l a c o m p l e m e n t a r i e d a d d e a m bi e n t e s y a l g u n o s r e c u r s o s p o t e n c i a l m e n t e d i s p o n i bl e s . Es t a t r a n s e c t a p a r a e l c a s o
d e l a La g u n a d e Ca s t i l l o s p u d e e f e c t u a r s e e n u n d í a d e c a m i n o .
2 2 2 SEB ASTIÁN PINTOS B LANCO
F i g . 4 .- Es t r a t i g r a f í a s e n l a s qu e s e d e t a l l a n l a s d i s t i n t a s c a p a s d e
constn,cción para 3 cenitos y sus respectivas cronologías: (1) ce-
nito A de San Miguel, (2) cerrito B de San Miguel, (3 ) c e r r i t o E d e
Cráneo Marcado (este último con c r o n o l o g í a r e l a t i va ) ((1) y (2)
adaptados de Bracco eL al. 1993).
ciación social en el interior de estas sociedades. Con
e s t o no quiero decirque durante 3 0 0 0 años existiera la
m i s m a s i g n i f i c a c i ó n é m i c a p a r a c o n e s t a s construccio-
nes; mi deseo es, por el contrario, hacer hincapié en la
i d e a d e qu e l e j o s d e s e r o l vi d a d o s , e s t o s m o n u m e n t o s
f u e r o n t e n i d o s e n c u e n t a , a c r e c e n t a d o s e n t a m a ño , m o -
d i f i c a d o s e n f o r m a , e n t e r r a d o s s u s m u e r t o s , r e s i g n i f i -
c a d o s . Lo s c e r i t o s vi s t o s c o m o m a t e r i a l i z a c i ó n i d e o -
l ó g i c a d e u n a s o c i e d a d c u ya s concepciones temporoes-
paciales harían pensablela profundidad temporal de la
s o c i e d a d , l a p e r m a n e n c i a / p e r t e n e n c i a p a r a c o n u n t e -
r r i t o r i o ; m o n u m e n t o s qu e c o m o p a t r i m o n i o c u l t u r a l “ h e -
r e d a d o ” s e vi e r o n i n vo l u c r a d o s a c t i va m e n t e e n e l d e -
ve n i r d e e s t a s s o c i e d a d e s . Un a m o d a l i d a d d e j e r a r qu i -
z a c i ó n d e l e s p a c i o qu e c o n vi e r t e a l s i n l u g a r e n l u g a r .
3 , 2 , 2 . Ce r r i t o s c o n e n t e r r a m i e n t o s , c e r r i t o s s i n
e n t e r r a m i e n t o s : m o n u m e n t a l i z a r l a
m u e r t e y l a m u e r t e r e p r e s e n t a d a
Qu e u n g r u p o c a z a d o r r e c o l e c t o r e n t i e r r e a
s u s m u e r t o s , a u n qu e n o e s d e l t o d o f r e c u e n t e , e s p l a u -
s i bl e , p e r o d e a h í a p a s a r a m o n u m e n t a l i z a r l a m u e r t e
e x i s t e ya u n a g r a n d i f e r e n c i a .
En l a La g u n a d e Ca s t i l l o s e l e s t u d i o s i s t e m á -
t i c o d e l a d i s t r i bu c i ó n e s p a c i a l d e l o s t ú m u l o s e vi d e n -
c i a qu e n o t o d o s l o s e s p a c i o s f u e r o n i g u a l m e n t e va l o -
r a d o s p a r a e l emplazamiento de los mismos. La forma
n a t u r a l d e l a c u e n c a y l a s p r i n c i p a l e s g e o f o r m a s c o n -
t e n i d a s e n e l l a , p a r e c e n a c t u a r c o m o u n i d a d o p l a n d i -
r e c t r i z qu e inspiraría la semantización monumental de
e s t e p a i s a j e . Se p r i o r i z a r o n p a r a s u construcción for-
mas de la geografía topográficamente destacadas, y
fueron ubicados, por lo general, en verdaderos “bal-
cones” desde los cuales se logra un dominio visual de
amplias zonas más bajas (que suelen corresponder
c o n a l t a s c o n c e n t r a c i o n e s d e r e c u r s o s ) (Lá m i n a 3 ) .
A s u ve z , e s d e e s p e c i a l r e l e va n c i a qu e e s t o s
m o n u m e n t o s n o s e a n e n m u c h o s c a s o s m e r a s a c u m u -
l a c i o n e s d e t i e r r a , s i n o qu e c o n t e n g a n e n s u i n t e r i o r
restos humanos, conformando así un paisaje funda-
mentalmente connotado por la monumentalización de
l a m u e r t e . El p a i s a j e c u l t u r a l m o n u m e n t a l p a s a a s e r
u n p a i s a j e d e l a monumentalización de la muerte
(Cr i a d o 1 9 9 1 ) . La p r e s e n c i a d e enterramientos huma-
nos en el interior de un buen número de estas cons-
trucciones <Gianotti 1998), nos sitúa ante la materiali-
zación de factores ideológicos novedosos en relación
con la tipología cultural tradicional de grupos cazado-
res recolectores. Muerto y vivos, enterrado y “enterra-
dores”, configuraron en vida una serie de relaciones
s o c i a l e s (a f e c t i va s , p o l í t i c a s y e c o n ó m i c a s ) , qu e n o
p u e d e n s e r c o n s i d e r a d a s h o m o g é n e a s e n i n t e n s i d a d
p a r a e l c o n j u n t o d e l o s i n d i vi d u o s d e l g r u p o . Ac e p -
t a n d o e s t o , p u e d e ve r s e l a m o n u m e n t a l i z a c i ó n d e l a
m u e r t e d e ciertos individuos como la consolidación
h i s t ó r i c a d e u n c i e r t o o r d e n s o c i a l ; u n a sociedad que
e s t a r í a d a n d o u n r o l c r e c i e n t e a l a f i g u r a d e l a n t e p a s a -
d o y a l s i s t e m a d e l i n a j e s < e n e l s e n t i d o qu e s e ña l a
Vi c e n t 1 9 9 1 , 1 9 9 8 ) . Es t e a u t o r p l a n t e a (Vi c e n t 1 9 9 8 :
8 2 9 -3 1 ) qu e l a s ba n d a s d e c a z a d o r e s recolectores
(“parentesco clasificatorio”) establecen altos niveles
d e r e c i p r o c i d a d i n t e r g r u p a l c o m o mecanismo paliati-
vo en caso de crisis, lo que implica un acceso genera-
lizado a los recursos y productos. La disolución del
o r d e n d e ba n d a s e d a r í a a p a r t i r d e u n a t r a n s f o r m a -
c i ó n d e l a e s t r u c t u r a d e p a r e n t e s c o , qu e p a s a n a a p o -
d e r d e f i n i r s e c o m o “ p a r e n t e s c o g e n e a l ó g i c o ” . El s i s -
t e m a d e l i n a j e s s e p r e s e n t a a s í c o m o m a r c o c o n c e p -
t u a l a d e c u a d o a p a r t i r d e l c u a l i n t e r p r e t a r l o s c r e c i e n -
t e s n i ve l e s d e r e c i p r o c i d a d n e g a t i va t a n t o a n i ve l i n -
t e r g r u p a l c o m o i n t r a g r u p a l . El c a s o a r qu e o l ó g i c o d e
l o s c o n s t r u c t o r e s d e c e r i t o s qu i z á s e a u n a p o r t e m á s
p a r a d e ba t i r c o m o e s t e p r o c e s o d e c r e c i e n t e i n s o l i d a -
r i d a d p u e d e t e n e r c a bi d a e n t r e c a z a d o r e s recolectores
e n a m bi e n t e s d e a l t a p r o d u c t i vi d a d .
An t e s d e c u l m i n a r c o n e s t e a p a n a d o , c a be
s e ña l a r m u y br e ve m e n t e d o s a s p e c t o s r e c i e n t e m e n t e
r e g i s t r a d o s p a r a l a z o n a d e l a La g u n a d e Ca s t i l l o s : l a
presencia de restos humanos fuera de los túmulos y
50 B.P
—1350±160 OP.
‘850±120
2
3 ~. y. .‘‘
Materiat indigetra
y d c c oou aoo
Material ind ígena
y de c ontac to.
c nteiranttenlos
—MZCÑI ind ígena
c erímic o
Material ind ígena
ac er*anko
Su elo entenad o
TÚMULOS, CACIQUES Y OTRAS HISTORIAS
Lám. 3.- Vista panorámica desde el cerrito principal del sitio “Guardia del Monte”. Se puede apreciar el dominio sobre las zonas bajas de hu-
medal y el contacto visual con otros puntos monumentalizados (indicados en el horizonte).
túmulos que no aportaron restos humanos. Aunque
las evidencias son muy primarias, indican una com-
plejidad mayor para este fenómeno que lo que se ha-
bía supuesto. Al parecer, existen individuos que co-
rrieron una suerte significativamente diferente a la de
los que se encuentran en los túmulos (Pintos y Braceo
1997). Las excavaciones de las planicies en los sitios
“Cráneo Marcado” y “Guardia del Monte” (aprox. a
l-1,5 Km de distancia de los túmulos), aportaron res-
tos humanos con evidencias de tratamiento traumáti-
co (marcas, fracturas y quemado), a lo que se le suma
que su muerte no fue monumentalizada. Por otro la-
do, mientras que en las excavaciones de algunos tú-
mulos aparecen enterramientos, otros no aportan res-
tos humanos; así sucede en Laguna de Castillos, Po-
trero Grande y Potrerillo (López com. pers.), o en la
Estancia Mal Abrigo (Iriarte com. pers.).
Dejando de lado cuestiones tafonómicas y de
muestreo que deben ser ajustadas en el futuro, parece
ser que hay base suficiente como para comenzar a
plantear la hipótesis de que el fenómeno de la monu-
mentalidad y el del tratamiento de la muerte son dos
universos con una espacialidad no del todo concor-
dante. Es decir, existirían monumentos sin restos hu-
manos y muertos no monumentalizados. Quizá en
Uruguay hemos venido llamando “cerrito” (basándo-
nos en cuestiones morfológicas) a un fenómeno bas-
tante más rico del esperado, frente al cual el “tipo-ce-
nito” se vería desbordado. Quizás, sea éste el mo-
mento de profundizar en las anomalías que se van
constatando, en pro de generar nuevas categorías que
contemplen la posibilidad tanto de eventos de cons-
trucción monumental que no se relacionen con activi-
dades de enterramiento humano, como con la proba-
bilidad de sectores de población cuya muerte no sea
visible arqueológicamente. Con esto no se esta negan-
do o afirmando el carácter mortuorio de los cerritos,
sino intentando abrir la discusión conceptual con el
fin de contemplar adecuadamente la complejidad con
que este fenómeno se esta presentando. Los túmulos,
la utilización de restos humanos, las variaciones espa-
ciales y temporales de estas manifestaciones, animan
a discutir nuevas tipologías a partir de las cuales cap-
tar la riqueza del proceso de jerarquización del espa-
cio practicado por estas sociedades.
4. PUNTUALIZACIONES FINALES...
He pretendido exponer en este tekto’una se-
rie de aspectos relativos al estudio de la complejidad
en sociedades cazadoras recolectoras, señalando las
dificultades que este area de conocimiento ha tenido,
arraigadas en la fuerte base etnocéntrica que la mirada
“del otro” ha implicado históricamente. En países co-
mo Uruguay, donde se practicó un etnocidio total de
sus comunidades indígenas,. esta cuestión toma espe-
cial relevancia.
.@ ’
> “’
He intentadoponer de manifiesto la pkrtinen-
cia de enfocar la investigación de los constructores de
cerritos del Uruguay dentro de alineamientos téórico-
metodológicos pertinentes para el estudio de la emer-
gencia de la complejidad social. Para ello, he insistido
en la cuestión de qué debe entenderse por sociedad
cazadora recolectora y más concretamente en el con-
cepto de manejo social del medio. Si algo ha quedado
claro luego de los aportes de estas dos últimas déca-
das (Arnold 1992, 1996; Bender 1978, 1981; Binford
2 2 4 SEB ASTIAN PINTOS B LANCO
1980; Pr i c e y B r o wn 1 9 8 5 ; Testart 1982a, 1982b;
Sc h n i r e l m a n 1992, 1994; Z ve l e bi l 1986, e t c .) , e s qu e
u n g r a n n ú m e r o d e sociedades cazadoras recolectoras
n o c o n c u e r d a n c o n l a t r a d i c i o n a l c a r a c t e r i z a c i ó n d e
bandas simples (en el sentido de Lee y Devore 1968).
Este “vacío” conceptual ha sido subsanado con la ca-
t e g o r í a d e c a z a d o r e s r e c o l e c t o r e s c o m p l e j o s , qu i e n e s
presentarían un manejo social más intenso en cuanto a
producción de individuos, uso del espacio (sedentaris-
m o y explotación de recursos), jerarquización y espe-
cialización social.
Los planteamientos aquí expuestos están
condicionados por el registro arqueológico que hoy
nos encontramos trabajando e n l a z o n a Es t e d e l Ur u -
g u a y. Co n el discurrir de la investigación, que da un
n ú m e r o c a d a ve z m a yo r d e e vi d e n c i a s d e e s t o s g r u p o s
cazadores recolectores, me he visto obligado a replan-
t e a r m e t o d a l a s e r i e d e preconceptos que llevaba a la
h o r a d e s u estudio arqueológico. Atendiendo a las ca-
tegorías de tiempo y espacio, como alineamientos bá-
sicos sobre los que una sociedad percibe y ordena su
experiencia (Elias 1989; Hernando 1997; Kern 1983),
los vestigios materiales de estos constructores de ce-
nitos muestran marcadas diferencias en relación a lo
que clásicamente se ha entendido por cazadores reco-
lectores “primitivos”. Tradicionalmente a estos gru-
pos se les ha asignado (siguiendo aHernando 1999b)
una percepción de la realidad ordenada preferente-
mente en base a referencias espaciales y con un fuerte
sentido de presente y un escaso desarrollo de la linea-
lidad temporal. La utilización del espacio (monumen-
tos —ceritos—, territorialidad y explotación intensiva
de recursos), y del tiempo (monumentalidad y trata-
miento de los muertos) permite presuponer, sín em-
bargo, para el caso uruguayo una percepción de la
realidad más cercana a la de grupos productores de
alimentos.
La prehistoria del Este del Uruguay muestra
en sus últimos 4000 años una creciente intensidad en
el manejo del medio: modificaciones tecnológicas <in-
dustria lítica y cerámica), el aparente aumento en la
presión sobre los recursos silvestres y laaparición tar-
día de recursos domesticados (plantas y animales); to-
do ello parece correlacionarse con la jerarquización
creciente de ciertos espacios (túmulos) y de ciertos in-
dividuos (enterramientos y ajuares). En definitiva,
aunque muy primarias, las evidencias permiten plan-
tear la hipótesis de que estamos frente a un manejo
social del medio que concuerda con lo que diferentes
autores están entendiendo por sociedad cazadora re-
colectora compleja.
NOTAS
Este trabajo ha contado con e l a p o yo d e l a AECI p o r m e d i o d e
u n a boca MUTIS para estudios de Doctorado (U. Co m p l u t e n s e ) y
de la CNA-MEC (Ur u g u a y) . A su vez debo agradecer el perma-
n e n t e e s t í m u l o y s u g e r e n c i a s d e Al m u d e n a He r n a n d o y todos los
aportes de Alfredo Jimeno. El texto fue l e í d o d u r a n t e s u elabora-
alón también p o r BlancaSamaniego y Camila (3ianotti. Por ú l t i m o
y primero de todo al e<juipo d e t r a ba j o que desde Uruguay hace po-
siNe la dificil t a r e a qu e i m p l i c a e s t a i n ve s t i g a c i ó n a d i s t a n c i a .
‘La TradiciónVieira definida por colegas brasileños para el Surde
B r a s i l . s e e n c u e n t r a p r e s e n t e e n s , t t o s c o n c e r i t o s d e a m bo s p a í s e s ;
con un origen fechado en 2500 bp y sucesivas fases hasta tiempos
de contacto c o n Occidente (Schmitz 1967, 1976). El TipoVieira es
bá s i c a m e n t e u n a c e r á m i c a d e f o r m a s s i m p l e s , e s c a s a d e c o r a c i ó n y
u t i l i t a r i a . Nu e vo s t r a ba j o s e n l a z o n a Es t e d e Ur u g u a y comienzan a
s u g e r i r f e c h a s e n t o r n o a l 3 0 0 0 bp p a r a l a p r e s e n c i a d e d i c h a t e c n o -
l o g í a (Ca p d e p o n t 1 9 9 7 ; Pi n t o s 1 9 9 7 ) .
2 Co n s c i e n t e d e l o “ c h o c a n t e ” d e l t é n n i n o , i g u a l m e n t e h e o p t a d o
p o r mantenerlo. Tomado de la ecología aplicada, la utilidad del
concepto radica en que contempla g r a d o s d i f e r e n c i a l e s d e a c c i ó n
h u m a n a s o br e e l m e d i o .
B a ña d o s : h u m e d a l e s d e a g u a d u l c e e n e x t e n s a s l l a n u r a s c o n a g u a
p e r m a n e n t e o s e m i p e r n i a n e n t e a l o l a r g o d e a ño y ve g e t a c i ó n e m e r -
g e n t e .
‘ La s i n t e r e s a n t e s s u g e r e n c i a s d e l o s p r o f e s o r e s He r n a n d o y Cr i a d o ,
roe han dado que pensar; ambos por separado, m e s e ña l a r o n r e t i -
c e n c i a s e n c u a n t o a l a i d e a d e p r o ye c t o o p l a n m o n u m e n t a l qu e vi n -
c u l t e r a g e n e r a c i o n e s c o n p r o ye c c i ó n d e f u t u r o (Hernando, c o m .
p o n .) s u br a ya n d o l a i d e a d e “ t r a d i c i ó n p a r a c o n e s t e g e s t o c u l t u r a l
(Criado, c o n , . p o n .) . Si n d e s c a r t a r d e p l a n o las ideas que planteába-
mos en esa oportunidad, encuentro muy oportuna la sugerencia de
r e l a t i vi z a r l a ‘ i n t e n c i o n a l i d a d d e f u t u r o qu e ve l a n e n l a m e t á f o r a .
TÚMULOS, CACIQUES Y OTRAS HISTORIAS
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