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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS

UNIDADE ACADÊMICA DE GRADUAÇÃO
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL




JULIO CALSING FELTES





ENSAIO DE COLISÃO UNIDIMENSIONAL
FÍSICA MECÂNICA B













SÃO LEOPOLDO
2014


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 2
2 OBJETIVO ................................................................................................................................ 2
3 MATERIAIS UTILIZADOS ..................................................................................................... 2
4 PROCEDIMENTOS ................................................................................................................ 3
5 CONSIDERAÇÕES ................................................................................................................ 6
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 6



















1 INTRODUÇÃO

Este relatório irá abordar o experimento realizado no dia 30/09/2014,
com o auxilio do laboratorista Paulo Fetter, seguindo um roteiro fornecido pelo
professor Luís Augusto, a respeito de temas trabalhados em aula, como o
momento linear e sua conservação, energia cinética, se tratando mais
especificamente sobre colisão unidimensional.
Segundo o livro Fundamentos de Física I, Halliday Resnick & Walker,
uma colisão “é um evento isolado no qual dois ou mais corpos (os corpos que
colidem) exercem uns sobre os outros forças relativamente elevadas por um
tempo relativamente curto”.

2 OBJETIVO

Verificar, a partir dos dados coletados, como as massas das esferas, a
altura do ponto de lançamento e da colisão ao ponto de referência, o
deslocamento em x, determinando o tempo, as velocidade iniciais e finais de
cada partícula, através de cálculos, se há conservação do momento linear e da
energia cinética, concluindo o tipo de colisão em questão: elástica ou inelástica.

3 MATERIAIS UTILIZADOS

 Rampa de lançamento;
 Prumo;
 Esferas de vidro e de aço;
 3 Folhas de papel carbono;
 3 Folhas de formulário continuo;
 Fita métrica;
 Marcador


4 PROCEDIMENTOS

4.1 Anotação das massas das partículas utilizadas, na tabela 1,
considerando Mv a massa da esfera de vidro e Ma da esfera de aço.
4.2 Posicionamento da rampa sobre a mesa em nível, conforme a figura
1.
4.3 Marcação com giz dos pontos de lançamento da esfera de aço,
ponto A da figura, e da colisão com a esfera de vidro, ponto B.
4.4 Noção do número de folhas de papel continuo necessário para a
realização do experimento conforme o deslocamento máximo atingido pela
colisão entre os objetos ao atingir a superfície de referencia, indicada no ponto
C.
4.5 Uso do fio de prumo para marcação do ponto C, onde será a
referencia da posição inicial.
4.6 Medição da altura h, do ponto B ao C, disponível na tabela 1.
4.7 Cálculo do tempo de queda da esfera desde a base da rampa até
atingir a superfície.
Cálculo:

 √

 √


4.8 Uso das folhas de papel carbono para marcação dos pontos
atingidos na superfície, pelas esferas.
4.9 Liberação da esfera de aço do ponto A, seis vezes.
4.10 Marcação do ponto médio resultante da distribuição das marcas
produzidas pelos impactos da esfera de aço.
4.11 Medição da distância horizontal do ponto assinalado
anteriormente, anotado na tabela 1.
4.12 Cálculo da velocidade Vo com que a esfera abandona a rampa,
anotado na tabela 1.


Cálculo: 


4.13 Cálculo do momento linear Po da esfera no instante em que
abandonou a rampa, considerando este o valor antes da colisão. Conforme na
tabela 1.
Cálculo:  
Tabela 1
Mv-Vidro
(kg)
Ma-Aço
(kg)
h-Altura
(m)
t-Tempo
(s)

(m)
Vo (m/s)
Po
(kg.m/s)
0,00812 0,0163 0,99 0,45 0,46 1,02 0,0166

4.14 Colocação do papel carbono novamente sobre as folhas de papel
contínuo.
4.15 Liberação da esfera de aço, do ponto A da figura, para colisão com
a esfera de vidro em repouso no ponto B. As esferas atingiram diversos pontos,
repetindo seis vezes a colisão, para maior precisão dos resultados.
4.16 Marcação dos pontos médios da distribuição das marcas
produzidas pelos impactos com a superfície.
4.17 Medição da distância horizontal do ponto C até o ponto médio de
impacto da esfera de vidro, sendo , conforme na tabela 2.
4.18 Medição da distância horizontal do ponto C até o ponto médio de
impacto da esfera de aço, sendo , conforme na tabela 2.
4.19 Cálculo das velocidades com que cada esfera abandona a rampa
após a colisão, conforme a tabela 2.
Cálculo da velocidade da esfera de vidro: 



Cálculo da velocidade da esfera de aço: 





4.20 Cálculo dos momentos lineares de cada esfera,ao abandonar a
rampa, após a colisão, conforme a tabela 2.
Cálculo do momento linear da esfera de vidro: 

Cálculo do momento linear da esfera de aço: 

4.21 Cálculo do momento linear do sistema após a colisão, comparando
com o momento linear antes da colisão, disponível na tabela 1.
 

Tabela 2
Mv-Vidro (kg) Ma-Aço (kg)

(m)

(m)
Vv
(m/s)
Va
(m/s)
P1 (kg.m/s) P2 (kg.m/s)
P1 + P2
(kg.m/s)
0,00812 0,0163 0,61 0,245 1,36 0,54 0,011 0,0088 0,0198

Figura 1



5 CONSIDERAÇÕES

5.1 O momento linear nas colisões se conserva, confirmando que
 .
5.2 Para se classificar uma colisão como elástica, a energia cinética do
sistema se conserva, ; enquanto que numa colisão
inelástica não há conservação da energia cinética, .
Portanto, se

, e , então

 .
Pode-se concluir que, se a energia cinética se conserva no sistema, a
colisão é elástica.
5.3 Percebe-se que há diferenças desprezíveis na conservação do
momento linear e da energia cinética, devido a alguns fatores que interferiram
no processo experimental, como:
 Variações na trena;
 Rampa de lançamento com problema no pino da trava, tornando-se não
nivelada;
 Esfera de vidro com irregularidade na forma;
 Interferência do ar desprezada

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBUQUERQUE, William V. et al. Manual de laboratório de física. São
Paulo; Mc Graw-Hill do Brasil, 1980
Halliday Resnick & Walker. Fundamentos de Física I