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INSTITUTO FEDERAL SUL-RIO-GRANDENSE - CURSO TÉCNICO EM ELETROMECÂNICA

INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE - Prof. TAYLOR SOARES ROSA - 23/4/2009

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UNIDADE 3 - MEDIÇÃO DE TEMPERATURA
3.1 GENERALIDADES –

Temperatura é uma das mais importantes variáveis a serem estudadas no âmbito da
instrumentação industrial, pois serve para monitoramento das condições de máquinas
e equipamentos, e é variável fundamental para a maioria das indústrias de processos
de produção de bens e alimentos.

Os instrumentos serão estudados de acordo com o seu princípio de funcionamento
sendo subdivididos em dois grandes grupos, conforme apresentado na tabela abaixo:

SISTEMA FÍSICO –
Baseiam-se na dilatação de materiais
(sol, liq.) bem como na variação de
pressão de gases.
- Termômetros a dilatação de líquidos
(coluna de líquido).
- Termômetros a dilatação de sólidos
(bi-metálicos)..
- Termômetros a pressão de vapor.
SISTEMA ELÉTRICO –
A temperatura esta relacionada com a
geração de sinal elétrico ou através
da modificação das propriedades
elétricas de determinados materiais.
- Termopares
- Termômetros de resistência
- Termistores
- Termômetros de radiação
- Termômetros óticos

Para a seleção de um determinado tipo de instrumento os principais aspectos a serem
avaliados devem satisfazer condições mínimas necessárias, dentre as quais estão:

aspectos técnicos (faixa de medição, exatidão , tempo de resposta, robustez ...).
aspectos econômicos.

ESCALAS DE TEMPERATURA –

São utilizadas para converter a energia térmica de um corpo em valores numéricos.
Como pontos de referência são adotados o ponto de gelo e o ponto de vaporização da
água.

Industrialmente, os instrumentos são elaborados para representar a temperatura nas
escalas Celsius (sueco Anders Celsius - 1742) e Fahrenheit (holandês – Gabriel
Fahrenheit – 1714).

A relação entre elas e a sua construção estão abaixo apresentadas
Conversão entre escalas:



1,8 (
o
C) + 32 = (
o
F) K = (
o
C) + 273
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ESCALA CELSIUS
ESCALA FAHRENHEIT ESCALA KELVIN
temp gelo = 0
o
C
temp. vapor = 100
o
C
n
o
de div. - 100
temp gelo = 32
o
F
temp. vapor = 212
o
F
n
o
de div. - 180
temp. gelo = 273 K
n
o
de div. = escala Celcius
o zero é chamado de zero
absoluto (temp. teórica)













3.2 TIPOS DE MEDIDORES
3.2.1 TERMÔMETRO A EXPANSÃO DE GÁS

O seu funcionamento está baseado na variação da pressão que um gás inerte (ideal)
sofre com a variação de temperatura. De maneira simplificada, é um manômetro de
Bourdon graduado em temperatura.

É constituído de três partes interligadas, que contém no seu interior o gás
pressurizado. São elas:
Bulbo sensor – elemento responsável por captar a temperatura.
Capilar – responsável pela transmissão da pressão até o mecanismo indicador.
Tubo de Bourdon – recebe o sinal de pressão e movimenta o mecanismo indicador.


A sua faixa de utilização está compreendida entre
–200 a 700
o
C.

Os gases utilizados são Hélio, Hidrogênio,
Nitrogênio e Dióxido de carbono, sendo que o
material do bulbo pode ser aço inox, cobre, latão
ou monel.










100
o
C
0
o
C
100 div.
212
o
F
32
o
F
180 div.
373 K
273 K
100 div.
zero absoluto

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3.2.2 TERMÔMETRO BIMETÁLICO

O seu funcionamento está baseado na dilatação linear
dos materiais metálicos devido à variação de
temperatura que os mesmos são submetidos. A
dilatação linear dos metais depende dos seguintes
fatores (ver expressão abaixo):



α → coeficiente de dilatação linear.
l
o
→ comprimento do material.
∆t→ variação de temperatura que o material está sendo
submetido

PAR BIMETÁLICO –

Na prática, a deformação apresentada por uma barra de
material metálico é muito pequena para ser convertida
em informação de temperatura.

O artifício utilizado se constitui de uma lâmina com dois materiais metálicos com
coeficientes de dilatação linear bem distintos. Um acréscimo de temperatura fará com
que o material de coeficiente maior curve o par bimetálico amplificando o sinal de
deformação. Comercialmente a lâmina bimetálica é enrolada em forma helicoidal, o
que aumenta a sensibilidade do instrumento bem como a sua faixa de medida.





















MATERIAIS DO PAR BIMETÁLICO
Com baixo coeficiente de dilatação INVAR – liga de aço com 36% de níquel. O seu coeficiente é
1/20 da maioria dos metais.
Com alto coeficiente de dilatação LATÃO ou LIGAS DE NÍQUEL (para temp. mais elevadas).
∆l = α . l
o
. ∆t
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3.2.3 TERMOPAR –






















É o sensor de temperatura mais utilizado industrialmente. Ele cobre uma faixa
bastante extensa de temperatura que vai de -200 a 2300
o
C aproximadamente, com
uma boa exatidão, e repetitividade aceitável, tudo isto a um custo relativamente
econômico, se comparado a outros tipos de sensores de temperatura.

Um termopar, ou par termoelétrico, consiste de dois condutores metálicos de natureza
diferente, puros ou de ligas homogêneas. Os fios são unidos em um extremo, e as
outras extremidades são levadas ao instrumento medidor por onde flui a corrente
gerada.

O fenômeno da termoeletricidade foi descoberto em 1821 por T.J. Seebeck. Ele notou
que em um circuito fechado formado por dois condutores metálicos distintos (A e B),
quando submetidos a um diferencial de temperatura entre as suas junções, ocorre uma
circulação de corrente elétrica.








Quando este circuito é interrompido surge uma força eletro-motriz (F.E.M.), que
depende das temperaturas das junções e da composição dos dois metais.








metal A
metal B
I T
1
T
2
metal A
metal B
T
1
T
2
FEM
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A junção submetida à temperatura a ser medida é chamada de Junção de medição ou
junta quente. A outra extremidade, que é ligada ao instrumento medidor, se chama
Junção de referência ou junta fria.










Quando a temperatura da junção de referência é mantida constante, verifica-se que a
F.E.M. térmica depende da variação de temperatura na junção de medição. Isto
permite utilizar este circuito como um medidor de temperatura, pois conhecendo a
T
ref
e a F.E.M. gerada, determina-se a T
jq
.









3.2.3.1 LEIS DO CIRCUITO TERMOELÉTRICO

a) Lei do Circuito Homogêneo

A F.E.M. gerada por um termopar depende única e exclusivamente da composição
química dos dois metais e das temperaturas entre as duas junções, ou seja, a tensão
gerada independe do gradiente de temperatura ao longo dos fios. Todas as
temperaturas intermediárias não interferem na FEM resultante.






b) Lei dos Metais Intermediários

A F.E.M. gerada num par termoelétrico não será alterada ao inserirmos em qualquer
ponto do circuito, um metal genérico diferente dos que compõe o sensor, desde que
as novas junções formadas sejam mantidas na mesma temperatura.

Uma aplicação prática desta lei é que o instrumento de medição pode ser inserido em
qualquer ponto do circuito termoelétrico sem alterar a FEM original, assim como o
uso dos contatos de latão ou cobre no bloco de ligação.
mV
junta de referência
junta quente
metal B
metal A
A F.E.M. gerada depende:
- Da diferença de temperatura entre a junção quente e a junta de referência.
- Dos tipos de materiais que o termopar é constituído.
metal A
metal B
T
1
T
2
T
3
T
4
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c) Lei das Temperaturas Intermediárias

A F.E.M. gerada em um circuito termoelétrico com suas junções às temperaturas T
1
e
T
3
respectivamente, é a soma algébrica da F.E.M. gerada com as junções às
temperaturas T
1
e T
2
e

a F.E.M. do mesmo circuito com as junções às temperaturas de
T
2
e T
3
.

Uma conseqüência desta lei é o uso dos cabos compensados, que tendo as mesmas
características termoelétricas do termopar, podem ser introduzidos no circuito sem
causar erros no sinal gerado.

















3.2.3.2 RELAÇÃO entre TEMPERATURA e SINAL ELÉTRICO

Para chegar ao valor de temperatura captado pela junta quente no ambiente desejado
(forno, tubulação, equipamento...) há necessidade do conhecimento da relação entre
sinal gerado (mV) e diferença de temperatura que o causou para cada termopar.

Existem tabelas que correlacionam estas grandezas, e que são elaboradas colocando-
se a junta de referência a temperatura de 0 ºC. Estas tabelas são elaboradas a partir
das curvas características de cada termopar, e estão colocadas em anexo a este
material.
metal A
metal B
T
1
T
2
T
3
metal C
metal A
metal B
T
1 T
2
metal A
metal B
T
2 T
3
metal A
metal B
T
1 T
3
FEM (∆T
2-1
) + FEM (∆T
3-2
) = FEM (∆T
3-1
)
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Na prática, a determinação da temperatura da junta de medição (junta quente) se dá
através de diferentes métodos. Eles diferem entre si no modo como se mantém a junta
de referência a um valor constante, são eles:

Com temperatura a 0 ºC.
Com aquecimento controlado por termostato e compensação do sinal
correspondente.
Com compensação eletrônica da junta de referência.

a) Com temperatura de referência a 0
o
C

A temperatura é mantida em 0
o
C através de um banho de gelo, sendo que a leitura é
feita utilizando a tabela relativa a cada termopar. O sinal lido no milivoltímetro
corresponde à diferença de temperatura entre junta quente e junta de referência. Este
método ainda é muito usado em laboratórios, pois consiste num método relativamente
simples e de grande precisão.










POTÊNCIA TERMOELÉTRICA
É a relação do sinal de tensão
gerado com a da variação de temperatura.

Ex.: No gráfico ao lado o termopar tipo
K possui maior potência
termoelétrica que o tipo S.
junta quente
mV
metal B
metal A

junta de
referência
H
2
O + gelo
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∆T = T
junta quente
– T
ref

SINAL ∆T = SINAL T
junta quente
- SINAL T
ref

SINAL T
junta quente
= SINAL ∆T + SINAL T
ref

A temperatura é determinada selecionando nas tabelas do termopar o valor
correspondente ao sinal da temperatura da junta quente calculado na expressão acima.

Ex 1: O sinal gerado por um termopar tipo R ,com junta de referência a 0
o
C foi de
4,082 mV. A temperatura (consultando a tabela) é de:
















b) Aquecimento controlado por termostato

Difere do tipo anterior com relação à temperatura de referência (valor acima de zero)
que é mantida através de resistências elétricas controladas por termostato, que
proporcionam condições mais favoráveis de utilização industrial. O sinal
correspondente a esta temperatura é fornecido por um circuito de compensação para o
instrumento receptor.

Ex 2.: O mesmo termopar TIPO R, do exemplo anterior, está com a junta de
referência regulada em 25
o
C. Se o sinal captado for 0,794 mV, qual a
temperatura na junta quente ?









sinal 4,083 mv
+ sinal 0,000 mV
sinal 4,083 mV

→ T
jq
= 464
o
C
Fonte: SALCAS
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c) Com compensação eletrônica da junta de referência

O sinal captado pelo instrumento já fornece o valor corrigido. Nestes instrumentos
encontra-se um sensor de temperatura que pode ser uma termoresistência, termistor,
associado a um circuito conversor, que mede continuamente a temperatura ambiente
e suas variações, adicionando ao sinal que chega do termosensor uma tensão
correspondente à diferença da temperatura ambiente para a temperatura de 0
0
C.
3.2.3.3 CONVERSÃO TENSÃO X TEMPERATURA

Como a relação F.E.M. x temperatura de um termopar não é linear, o instrumento
indicador deve de algum modo linearizar o sinal gerado pelo sensor. Em instrumentos
digitais usa-se a equação matemática que descreve a curva do sensor armazenada em
memória. Esta equação é um polinômio, que a depender da precisão requerida pode
alcançar uma ordem de até 9
o
grau.

Teoricamente, a conversão do sinal de tensão lido em um milivoltímetro é realizada
com a utilização e leitura das tabelas fornecidas pelos fabricantes para cada tipo de
termopar. Alguns exemplos de como se realizam a leitura nestas tabelas já foram
colocados no exemplo anterior, e ao final do capítulo foram propostos exercícios
adicionais de leitura de tabelas de termopares.

Obs.: Algumas tabelas estão em anexo a este material, e estão disponíveis nos sites
dos fabricantes.
1º passo
2º passo
sinal 0,794 mv
+ sinal 0,141 mV -- T
ref
= 25
o
C (lido na tabela)
sinal 0,935 mV
→ T
jq
= 137
o
C
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3.2.3.4 TIPOS E CARACTERÍSTICAS DE TERMOPARES

Foram desenvolvidas diversas combinações de pares termoelétricos, constituídos de
ligas metálicas puras ou de composição homogenia de outros metais, que atendem a
diversas faixas de medição de temperatura. Cada liga padronizada recebe uma
denominação que é adotada independentemente do fabricante, conforme será
apresentado posteriormente.

Cada tipo de termopar possui características adicionais que proporcionam a sua
aplicação a diversas condições de ambiente de medição. A sua sensibilidade, também
conhecida como potência termoelétrica (mV/
o
C), as características de homogeneidade
dos fios, resistência à corrosão, linearidade entre temperatura e tensão, entre outros,
são as principais características que eles apresentam.

Os termopares estão classificados de acordo com o seu tipo e as suas características
construtivas. O tipo é função dos materiais de que são constituídos.

a) Quanto às características construtivas, temos:

• Termopar convencional
• Termopar de isolação mineral.

Termopar convencional – são constituídos de fios de materiais diferentes montados
dentro de tubo de proteção, necessitando isoladores (miçangas), blocos de ligação...





















Acessórios para
termopares
convencionais
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Termopar de isolação mineral – foram desenvolvidos para aplicações mais críticas
(industriais nucleares), onde os condutores ficam totalmente protegidos das
atmosferas exteriores, aumentando a sua estabilidade, resistência mecânica e
durabilidade.









b) Quanto ao tipo dos metais:

Os termopares recebem um “apelido” relacionado com a composição dos materiais
metálicos que o constitui. Cada um dos termoelementos tem uma polaridade definida,
sendo importante o seu conhecimento no momento de sua ligação ao dispositivo de
indicação ou controle.

A seguir serão apresentados alguns tipos de termopares mais utilizados
industrialmente, abordando suas principais características.

BÁSICOS – são os termopares de maior uso industrial, com custo
relativamente baixo, e com limite de erro maior.
NOBRES – são constituídos com ligas de platina, com custo maior, com maior
exatidão e com baixa potência termoelétrica (sensibilidade).
NOVOS – desenvolvidos para aplicações especiais onde os outros termopares
não podem ser utilizados satisfatoriamente. São utilizados metais com
tungstênio, Rhênio, Irídio...



termoelementos
bainha metálica
isolação mineral
Poços de proteção
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TIPO DE
TERMOPAR
MATERIAIS FAIXA DE
UTILIZAÇÃO
APLICAÇÕES
TIPO T Cobre (+)
Constantan ( - )
- 200
o
C a
350
o
C
Para baixas temperaturas em geral,
indústrias de refrigeração e ar
condicionado.
TIPO J Ferro (+)
Cosntantan ( - )
- 40
o
C a
750
o
C
Bastante utilizado industrialmente,
baixo custo (indústria metalúrgica,
química, petroquímica ...)
TIPO K Chromel (+)
Alumel ( - )
- 200
o
C a


1200
o
C
Mais utilizado industrialmente (larga
faixa), e principalmente acima de 700

o
C

B
Á
S
I
C
O
S
TIPO E Chromel (+)
Cosntantan ( - )
- 200
o
C a


980
o
C
Possui a maior potência termoelétrica,
possibilitando a detecção de variações
mínimas de temperatura.
TIPO R Platina Rhodio 10%(+)
Platina ( - )
TIPO S Platina Rhodio 13%(+)
Platina ( - )
0
o
C a
1768
o
C
Onde se requer maior sensibilidade e
precisão e principalmente para
temperaturas mais elevadas. Indústrias
de vidro, cerâmica, siderúrgicas.
Possuem pequena potência
termoelétrica.

N
O
B
R
E
S TIPO B Platina Rhodio 30%
(+)
Platina Rhodio 6%
( - )
600
o
C a
1700
o
C
Para temperaturas acima de 1600
o
C,
com instrumentação da altíssima
sensibilidade
Obs.: Constantan – liga de cobre e níquel;
Chromel – liga de cromo e níquel;
Alumel – liga de alumínio e níquel

3.2.3.5 FIOS E CABOS DE EXTENSÃO E COMPENSAÇÃO

Na grande maioria das aplicações dos termopares na medição de temperatura, o
processo industrial fica a grandes distâncias do instrumento receptor (indicação,
registro ou controle). Apesar de tecnicamente podermos utilizar um termopar de
comprimento tal que vá do processo ao instrumento, os grandes custos para este tipo
de montagem inviabilizam-na totalmente (principalmente no caso de termopares
nobres).

Poderíamos também usar para interligar o elemento sensor com o receptor, fios de
cobre comuns, conduzindo o sinal gerado pelo termopar até o instrumento. Mas como
o termopar gera um sinal proporcional à diferença de temperatura entre suas junções
(E gerada = E temp.j.medição - E temp. j.referência), e como normalmente a
temperatura do instrumento não é a mesma da junção de referência do termopar;
torna-se necessário que o instrumento seja ligado ao sensor através de fios que
possuam uma curva similar àquela do termopar, a fim de compensar a diferença de
temperatura existente entre a junção de referência e o instrumento e para que no
instrumento possa ser efetuada corretamente a compensação da temperatura
ambiente.
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Portanto, fios e cabos de extensão e compensação (ou fios e cabos compensados),
nada mais são que outros termopares, cuja função além de conduzir o sinal gerado
pelo sensor, é a de compensar os gradientes de temperatura existentes entre a junção
de referência (cabeçote) do sensor e os bornes do instrumento, gerando um sinal
proporcional de tensão (milivolts) a este gradiente.

Fios ou cabos de extensão – São constituídos de mesma liga dos termopares a que se
destinam, porém com menor pureza. Utilizados em termopares básicos tipos T, J, E e
K. Apesar de possuírem a mesma liga dos termopares, apresentam um custo menor
pois sua composição química não é tão homogênea quanto a do termopar. A T
máx

recomendada para utilização é 200
o
C.










Fios ou cabos de compensação – São constituídos com ligas de materiais diferentes
dos termopares a que se destinam, porém com curva de característica equivalente
para a faixa de temperatura de sua aplicação. Utilizados em termopares nobres
(constituídos de platina). Os materiais têm que ser diferentes, pois a platina tem custo
elevado.

Cuidados na ligação dos fios de extensão:

A instalação destes fios deve ficar longe de linhas de força, chaves contactoras,
relés... , devido à indução de ruídos elétricos, e conseqüente instabilidade na leitura.

Cada tipo de termopar requer um fio de extensão/compensação diferente, sendo que
eles são padronizados por cores. Como o termopar gera um sinal contínuo de tensão
(pilha térmica) com polaridade definida, logo o fio de extensão/compensação deve
ser ligado respeitando a polaridade, pois as tensões devem ser somadas.


Ex.: Termopar tipo K fio de extensão tipo KX.

A tabela a seguir fornece os tipos de fios de extensão/compensação mais utilizados e
a sua codificação segundo duas normas adotadas no Brasil.


Fio positivo do termopar ligado com fio positivo do fio de extensão/compensação
mV
junta de
referência
junta
quente
metal B
metal A
termopar
Fios de extensão ou de
compensação
Terminais do
termopar
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3.2.3.6 Critérios para seleção de termopares –

A correta seleção e instalação de termopares e fios de extensão são fundamentais para
que os termopares apresentem boas características de precisão , estabilidade e
durabilidade. A seguir estão listados os fatores importantes a serem considerados.

• Faixa de temperatura – determinará o tipo a ser utilizado, ou as possíveis
possibilidades de escolha.
• Exatidão – tem que ser adequada ao trabalho a que se destina.
• Custo – depende da exatidão requerida e do tipo de termopar. Ex.: linha standart,
especial, tipo nobre.
• Estabilidade e repetitividade – exigências que garantirão a vida longa do sensor e
a sua confiabilidade.
• Velocidade de resposta – está relacionada principalmente com o tipo de junta e a
utilização de poços de proteção.
• Potência termoelétrica – termopares com pequena potência necessitam de
instrumentos de alta sensibilidade.
• Condições do processo/equipamento – a atmosfera onde o sensor será inserido
aliado à faixa de temperatura de trabalho, são muito importantes na seleção do
tipo, bem como dos acessórios a serem utilizados.
3.2.3.7 Informações complementares

Tipos de junção –

Junção exposta: o contato é direto com o processo.
Junção aterrada: os fios do termopar vêm ligados ao tubo de proteção metálico.
Junção isolada: os fios não têm contato com a proteção metálica, e o processo.




Fonte: ECIL
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Relação bitola dos fios x temperatura

A bitola dos termoelementos não influencia o sinal gerado, e sim o limite de
temperatura que o mesmo atinge. Tem influência, também, na velocidade de resposta,
devido à massa envolvida.

“Quanto maior a bitola dos termopares, maior o limite de temperatura que ele atinge“
“Quanto maior a bitola dos termopares, menor a velocidade de resposta”

Relação bitola x temperatura máxima (
o
C)

Tipo de
termopar
Bitola
8 AWG
(∅ 3,26 mm)
Bitola
14 AWG
(∅ 1,63 mm)
Bitola
20 AWG
(∅ 0,81 mm)
Bitola
24 AWG
(∅ 0,51 mm)
J 760 590 480 370
K 1260 1090 980 870
S e R - - - 1480
T - 370 260 200

Forma construtiva, e acessórios de montagem –

Isoladores (miçangas) – Utilizados em termopares convencionais, são feitos de
materiais resistentes a altas temperaturas e isolantes elétricos (cerâmica ou
alumina). Para os termopares de isolação mineral, é um pó de óxido de
magnésio altamente compactado.





junção aterrada
- grande velocidade de resposta.
- sujeito a interferências eletromagnéticas
junção isolada
- menor velocidade de resposta.
junção exposta
- grande velocidade de resposta.
- contaminação e deteriorização da junta.
- sujeito a interferências eletromagnéticas
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Blocos de ligação – Tem a função de interligar o
termopar com os fios de extensão ou
compensação, dentro do cabeçote.







Cabeçotes – Tem como função proteger os contatos, facilitar a conexão ao tubo de
proteção e manter a temperatura estável nos contatos do bloco de ligação. São
feitos normalmente de alumínio ou ferro fundido.










Tubos de proteção – É um recipiente metálico, geralmente de aço inox (podendo ser
de ferro, cerâmica), que protege o termopar contra efeitos nocivos do ambiente.
Tem como inconveniente o aumento do tempo de resposta.

Comprimento do termopar – O que define o seu comprimento são as características
do processo, fatores operacionais e construtivos dos equipamentos. O
comprimento não interfere no valor do sinal gerado

Ruídos em termopares -

Ruído é qualquer distúrbio ou sinal falso, que pode atingir a linha de transmissão do
termopar e se superpor ao sinal original, alterando o conteúdo das informações (sinal
de tensão de baixo nível – mV), e reduzindo a precisão das medidas, tornando o
controle mais instável e menos confiável.

Tipos de ruídos:

• Eletrostáticos – Devido a campos elétricos próximos ao sistema de medição,
oriundos de linhas de força próximas ao sensor ou ao cabo. São atenuados
através de blindagem magnética e aterramento do cabo, e do distanciamento
das linhas de força.
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• De modo comum – Causados por aterramento ineficiente, ou diferentes
potenciais de terra.

• Ruídos magnéticos – São gerados por campos magnéticos gerados pela
circulação de corrente em condutores elétricos. A minimização se dá através da
torção dos fios de extensão, cancelando o efeito da indução causada

Para uma melhor proteção, os fios de extensão ou compensação devem ser torcidos e
blindados.

Transmissores de sinais –

Substituem os fios e cabos de extensão, solucionando o problema de ruídos nas suas
linhas de transmissão, através da conversão do sinal de baixa intensidade, em sinal de
alto nível (4 a 20mA), ou sinal digital. Podem ser digitais ou analógicos.

Os transmissores digitais são microprocessados, e tem armazenado em memória as
características de resposta dos principais tipos de termopares e termometros de
resistência. Se comunicam com sinal digital, através de um software sopervisório. È
configurado por intermédio de um computador, através de uma interface serial tipo
RS232.

Os transmissores analógicos utilizam o sinal de comunicação de 4 a 20 mA e podem
ser utilizados para os diversos tipos de termopares, através de um procedimento de
calibração.

O uso de transmissores possibilita a utilização de fios de cobre para as linhas de
transmissão, sem necessitar blindagem ou aterramento.

















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Tabela para recomendação de utilização de termopares e poços de proteção





























EXERCÍCIOS – Leitura de tabelas de termopares

1 – Determine o sinal gerado por um termopar tipo K (cromel-alumel), dados:
a) temperatura na junta quente (T
JQ
) 435ºC e temperatura ambiente de 23ºC.
b) T
JQ
= 443ºC e T
ref
= 31ºC

2 – Sabendo-se que o sinal medido através de um milivoltímetro (termopar tipo R) foi
de 15,467mV, e que a temperatura ambiente está em 38ºC, qual a temperatura medida
pelo termopar ?

3 – De posse dos dados do exercício 2, e sabendo que o sinal será transmitido à
distância com utilização de fios de cobre (cabos não compensados), que valor o
controlador indicará se a temperatura de compensação na sala de controle a 22ºC.
Qual o erro nesta condição?
Fonte: NAKA instrumentação industrial
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3.2.4 TERMÔMETRO DE RESISTÊNCIA -

Os sensores que modificam a sua resistência são conhecidos como RTDs -
resistências termicamente dependentes. Elas podem ser agrupadas em PTCs ou
NTCs.

PTC significa coeficiente positivo de variação de temperatura, ou seja, aumenta
temperatura, aumenta a sua resistência.
NTC significa coeficiente negativo de variação de temperatura, ou seja, aumenta
temperatura, diminui a sua resistência.

Princípio de funcionamento

As termo-resistências, são sensores de altíssima exatidão, estabilidade e
repetibilidade, permitindo seu uso tanto em indústria, como em laboratórios e centros
de pesquisa.

O seu funcionamento está baseado na variação da resistência elétrica que ocorre
devido à variação da temperatura que o material metálico é submetido, causando um
acréscimo de resistência com a elevação de temperatura.







A relação entre resistência elétrica e temperatura é dada pela equação abaixo:

R(t) = R
0
(1 + a t + b t
2
+ c t
3
)

• R
o
- Resistência

a 0
o
C
• a, b, c ou α... – coeficientes de variação de resistência do metal
• t - temperatura

De forma simplificada pode ser utilizada a equação dada por:

R(t) = R
0
(1 + α t)

BULBO DE RESISTÊNCIA

Este sensor pode ser constituído de um fio metálico bastante fino enrolado e
encapsulado em suporte isolante (cerâmica, vidro ou mica) ou com tecnologia de
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filmes espessos ou filmes finos. Estes filmes são depositados em um substrato fino e
plano de cerâmica e encapsulados com vidro ou cerâmica.









O bulbo é colocado no ambiente aonde vai se medir a temperatura através de um
poço de proteção. Ele é parte integrante de um circuito eletrônico, que através da
circulação de corrente detecta as variações de temperatura decorrentes da mudança de
sua resistência.

Materiais utilizados:
Platina (Pt) de - 220 a 800
o
C
Níquel (Ni) de - 200 a 300
o
C
Cobre (Cu) de - 200 a 120
o
C

Convencionou-se chamar de Pt-100, a termoresistência de platina que apresenta uma
resistência ôhmica de 100 à 0ºC. Existem também outros tipos Pt-500, Pt-1000, C25
entre outros.

A exatidão alcançada por este tipo de sensor pode alcançar ± 0,01
o
C,
industrialmente apresentam exatidão de ± 0,5
o
C.

Os métodos de fabricação de filmes finos permitem obter a resistência típica de 100
Ohms do sensor, com uma pequena massa e volume. Como resultado, o tempo de
resposta de um RDT de filme é reduzido de forma apreciável, como mostra a figura.














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ESQUEMA DE MONTAGEM

A variação de resistência sofrida pelo bulbo de resistência não é medida através de
um ohmímetro, e sim com um circuito auxiliar que converte esta variação em
variação de corrente elétrica (mA) ou tensão.

O circuito responsável por esta conversão é o circuito em “Ponte de Wheatstone”,
porém ele não proporciona um valor padronizado de sinal, sendo necessária a
amplificação e modulação posterior do mesmo.

LIGAÇÃO A DOIS FIOS:

Esta montagem não é recomendada quando a distância entre o detector do sinal e o
sensor estiver acima de 10m, pois as resistências adicionais dos fios de interligação
causam erro se somando ao valor lido pelo sensor.














LIGAÇÃO A TRÊS FIOS:

É recomendada para instalações industriais, uma vez que o acréscimo da resistência
do fio de interligação é somado aos dois ramos apostos do circuito, realizando a
compensação automática.













Pt 100

R
1
R
3
R
2
mA
Pt 100
R
1
R
3
R
2
mA
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3.2.5 TERMISTORES

São resistores sensíveis à temperatura, constituídos de materiais semicondutores.
Normalmente óxidos metálicos aglutinados a altas temperaturas (óxido de níquel, de
cobalto, de magnésio, e sulfeto de ferro, alumínio ou cobre).

Possuem como características básicas, elevada resistividade (ρ), robustez e
durabilidade ilimitada. Apresentam uma resistência que decresce com a temperatura,
são os chamados NTC (negative temperature coeficiente).

Enquanto o termopar é transdutor de temperatura o mais versátil e o termo resistor é o
mais estável, a palavra que melhor descreve o termistor é sensibilidade, já que
apresentam grande variação da resistência com a temperatura. Entretanto são
extremamente não lineares, se comparados com os outros transdutores.



























R = R
0
exp [β( 1 - _1 )]
T To
R é a resistência do termistor na temperatura T
R
0
é a resistência do termistor na temperatura T0
β é a constante do material (3000 - 5000 K).
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Analisando a curva característica de um termistor duas constatações podem ser
verificadas:
- a resistência diminui com o aumento da temperatura
- a relação entre resistência e temperatura não é linear (logarítmica).

Possui alta sensibilidade e pequena inércia térmica, podendo comandar o
aquecimento e manter a temperatura dentro de uma faixa de ±0,02 °C.

O intervalo de medida de temperatura com termistores, na prática, esta limitado a 100
ºC, devido a estabilidade pobre do sensor quando submetido a altas temperaturas.

3.2.6 SENSORES INTEGRADOS











Este tipo de sensor de temperatura é um regulador de corrente constante sobre uma
temperatura de -55 a 150 °C. As características, corrente de saída versus voltagem de
entrada para várias temperaturas são mostradas no gráfico abaixo.










A temperatura fornece energia para que elétrons da banda de valência passem para a
banda de condução. Isto aumenta o número de portadores na região de depleção
diminuindo a resistência da junção.

Eles fornecem normalmente uma saída em corrente proporcional a temperatura
absoluta, quando uma voltagem entre 4 e 30 V é aplicada nos seus terminais.

O sensor de temperatura integrado é ideal para aplicações remotas uma vez que ele
age como fonte de corrente constante e como resultado, a resistência dos fios de
ligação não afeta a medida.

T = 473K
T = 300K
T = 218K
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3.2.7 PIRÔMETRO DE RADIAÇÃO -

Este tipo de medidor converte energia radiante total emitida por um corpo em
energia elétrica.

O detector possui lentes que focalizam a energia radiante emitida pelo corpo quente
no sensor composto de termopares associados em série e arranjados em círculo,
denominado termopilha. Esta termopilha absorve a energia radiante e gera uma força
eletromotriz que é diretamente proporcional a temperatura do corpo quente.

O sinal de saída é independente da distância do alvo, desde que o campo de visão do
sistema ótico esteja totalmente preenchido pelo corpo. Nos equipamentos industriais
existe uma mira laser que seleciona a fonte emissora de temperatura que o mesmo
está medindo.





Este tipo de termômetro pode ler temperaturas na faixa de – 50 a 3850
o
C, e tem sua
aplicação cada vez mais intensificada na diagnose e inspeção preventiva de
equipamentos em geral.
3.2.8 PIRÔMETRO ÓTICO

Medem temperatura através da comparação entre o brilho que o corpo apresenta
devido ao seu estado térmico e o filamento de uma lâmpada padrão. Para esta
comparação são utilizados filtros adequados que proporcionam ao observador
condições de comparação visual entre as duas fontes de brilho.

Esta comparação é possível devido ao fato que as informações relativas ao
comportamento fotométrico dos materiais são bem conhecidas, e portanto tem-se
como determinar a correlação existente entre temperatura e brilho emitido.

A comparação é feita através de 2 métodos, sendo que ambos buscam o
desaparecimento do filamento da lâmpada:

a - Variando a corrente no filamento da lâmpada até ser atingido o mesmo
brilho da fonte térmica.
b - Por variação ótica do brilho (jogo de filtros e lentes) da fonte térmica ,
conservando constante a corrente através da lâmpada.

As faixas de utilização deste termômetro estão entre duas faixas distintas, 750
o
C à
1200
o
C e 1050
o
C à 1750
o
C, podendo chegar até 5500
o
C com filtros especiais. A
exatidão a nível industrial chega a ± 5
o
C .
00.00
lente
termopilha
corpo quente