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INTRODUÇÃO

Todos os seres humanos buscam a felicidade, porém, muitos não sabem como
encontrála! Isto se de"e a #ue a maioria ima$ina #ue ela reside no bemestar
material! %or outro lado, há uma minoria con"encida de #ue uma "ida e&clusi"amente
orientada para a espiritualidade a torna poss'"el! Na "erdade, nem uma nem outra
dessas duas maneiras de entender a "ida é ideal, pois a felicidade depende de um
estado de e#uil'brio perfeito entre nossos dese(os materiais e nossas aspirac)es
espirituais! Ora, o melhor caminho #ue pode condu*ir a esse estado é o do misticismo,
#ue, por defini+ão, consiste no estudo e na aplica+ão do elo harm,nico #ue une o
homem ao Deus #ue ele é capa* de sentir e compreender! %ara o ser humano
encarnado, o -nico modo de "i"er plenamente essa união é manterse em harmonia
consi$o mesmo, com os outros e com o seu ambiente natural!
. /.R0ONI. 1ON2I3O 0420O
. harmonia #ue de"emos manter relati"amente a n5s mesmos di* respeito ao nosso
corpo, 6 nossa ra*ão e a nossas emo+)es! 7 e"idente #ue, se "iolamos continuamente
as leis naturais #ue operam em nosso corpo, não podemos manter uma boa sa-de!
De"emos então nos esfor+ar sempre para tratar nosso or$anismo f'sico com o maior
respeito e não comprometermos por ne$li$8ncia a harmonia #ue Ihe é de"ida! Uma
alimenta+ão mal e#uilibrada ou e&cessi"a, falta de repouso, insufici8ncia de e&erc'cio,
são al$uns fatores f'sicos #ue perturbam o e#uil'brio do nosso corpo! O mesmo
princ'pio se aplica 6 nossa ra*ão! O fato de #ue "i"emos neste plano terreno nos
obri$a a recorrer a faculdades ob(eti"as e sub(eti"as! . ra*ão é uma das mais
importantes dentre elas, por#ue é a partir dos nossos (ul$amentos #ue diri$imos nossa
"ida cotidiana! 9uanto mais nos dedicamos a refle&)es sadias e -teis, mais fa*emos
dela o #ue ela de"e ser! isto é, um instrumento destinado a e&pressar o melhor de n:s
mesmos! 2e a submetemos 6 influ8ncia de coisas f-teis e impuras, cortamos o la+o
harm,nico #ue de"e unila aos impulsos de nossa alma! De"emos então refletir
sempre sobre assuntos di$nos de considera+ão para um m'stico! ;er obras
interessantes, assistir a filmes educati"os, meditar sobre os $randes problemas da
"ida, são as ati"idades t'picas #ue permitem #ue mantenhamos harmonia em nossa
mente! 9uanto ao campo das emo+)es, o leitor sabe #ue sentimentos baseados na
c5lera, no or$ulho, no ci-me, na maldade, etc!, pre(udicam considera"elmente nosso
bemestar emocional e, por conse$uinte, nosso e#uil'brio f'sico! <ora dos e&tremos
#ue "imos de mencionar, sentimentos de medo, ansiedade, in#uieta+ão, são
i$ualmente pre(udiciais para a harmonia $eral #ue de"e pre"alecer em todos os n'"eis
do nosso ser! 1ada indi"'duo de"e portanto fa*er todo o poss'"el para "ibrar ao ritmo
de emo+)es puras e construti"as= é imposs'"el "i"er em pa* profunda en#uanto se
permanece prisioneiro de rea+)es emocionais discordantes!
. /.R0ONI. 1O0 O2 OUTRO2
>á citamos a harmonia #ue de"amos manter entre n:s mesmos e os outros! 7
imposs'"el e"oluirmos e mesmo "i"ermos sem estabelecermos contatos fre#?entes
com nossos semelhantes! O homem, como ser encarnado, não é uma indi"idualidade
tão aut,noma como pensa #ue é! . "ida comunitária Ihe é necessária, pois nenhum
ser humano, por independente #ue se(a, pode "i"er feli* e desabrochar sem satisfa*er
sua necessidade inata de comunica+ão! <oi o instinto $re$ário #ue impeliu o homem a
"i"er em sociedade e fa*er dessa sociedade a $arantia de seu bemestar familiar!
1omo todos precisamos dos outros, de"emos e"itar manter para com eles associa+)es
baseadas em rela+)es de for+a e dom'nio! Isso si$nifica #ue de"emos fa*er tudo para
preser"ar a harmonia em nossa fam'lia e "i"er em bom entendimento com todas as
pessoas com #uem de"emos con"i"er, se(a no plano familiar ou profissional, ou no
#uadro mais $eral da coleti"idade humana! 1om efeito, #ue pode ser mais doloroso,
no plano interior, do #ue "i"er permanentemente num ambiente conflituoso@ Toda
situa+ão de disc5rdia entre n:s mesmos e os outros de"e ser e"itada, por#ue contém
o $erme de todas as $uerras #ue assolam o mundo! . harmonia de"e ser a re$ra de
ouro da "ida familiar e social! Isso não implica #ue todos os indi"' duos de"am pensar,
falar e se comportar da mesma maneira, "isto #ue a uni formidade é inimi$a da
e"olu+ão! 2i$nifica simplesmente #ue de"emos con"i "er em respeito m-tuo, com o
dese(o de colocar nossas diferen+as de opinião e comportamento a ser"i+o do
bemestar dos outros!
. /.R0ONI. 1O0 . N.TUR4A.
4&aminemos a$ora a harmonia #ue precisamos manter entre n5s mesmos e nosso
ambiente natural! 4ste ponto não de"eria re#uerer nenhum comentário, (á #ue é
e"idente! Infeli*mente, porém, basta olharmos 6 nossa "olta para constatarmos a #ue
ponto o homem, por pre$ui+a, ne$li$8ncia ou interesse, não hesita em perturbar o
e#uil'brio ecol5$ico do seu pr5prio meio ambiente! . nature*a tem no entanto seus
direitos e o homem, por sua "e*, s5 tem de"eres! 4n#uanto ele não compreender esta
lei, continuará a destruir e comprometer seu ambiente, até o dia em #ue sofra
indi"idual e coleti"amente as conse#?8ncias de seus atos, se é #ue isto (á não está
acontecendo! 7 por isso #ue cada ser humano de"e tomar consci8ncia de #ue não
podemos perturbar impunemente a ordem natural a #ue todos de"emos a "ida! 4ssa
ordem natural pre"alecia bem antes #ue o homem aparecesse na Terra e não há
d-"ida de #ue ela pre"alecerá #uando ele desaparecer, a menos #ue, e"identemente,
nosso planeta se(a destru'do num apocalipse definiti"o! O misticismo, também nisso, é
o caminho #ue de"e permitir ao homem reconciliarse com a nature*a! 2em essa
reconcilia+ão, a humanidade está condenada á autodestrui+ão, pois, tenhamos
consci8ncia disso ou não, toda in"estida contra seu ambiente natural pri"aa de uma
parte de si mesma!
%ara resumir o essencial desta introdu+ão, afirmamos #ue a felicidade está na
medida da harmonia #ue o homem é capa* de manifestar relati"amente a si mesmo,
aos outros e ao seu ambiente! 9uanto mais ele tem consci8ncia do #ue essa harmonia
representa para o seu bemestar pessoal, mais sente o dese(o e a necessidade de a
manter 6 sua "olta e no seu meio ambiente natural! Ora, a e&peri8ncia demonstra #ue
todo indi"'duo #ue toma consci8ncia disso compreende #ue não e&istem "ários tipos
de harmonia e, sim, uma s5 /armonia 15smica, manifestandose em diferentes planos
e em di"ersos campos!
D4<INIÇÃO DO 2.N1TU0 14;42TI.;
Um dos ob(eti"os da filosofia rosacru* consiste em dar a cada ser humano os meios
de "i"er a /armonia 15smica nos planos f'sico, mental, emocional e espiritual! Os
ensinamentos m'sticos #ue os rosacru*es recebem ao lon$o de sua afilia+ão
contribuem muito para isso! 0as, para possibilitar uma harmoni*a+ão total com as
for+as uni"ersais mais positi"as, a .nti$a e 0'stica Ordem da Rosa1ru*, dada sua
nature*a tradicional e iniciática, inte$ra em sua 4$ré$ora B um campo de ener$ia
c5smica de #ue se podem beneficiar todos a#ueles #ue conhecem o meio de
estabelecer contato com esse campo! >ustamente esse campo de ener$ia, #ue não
está limitado no tempo nem no espa+o, é o #ue a tradi+ão rosacru* denomina 2anctum
Celestial.
%ara os rosacru*es, o 2anctum 1elestial é o mais ele"ado plano de consci8ncia #ue
eles podem alcan+ar harmoni*andose interiormente com o 15smico! No plano
"ibrat5rio, esse n'"el de consci8ncia é a e&pressão "irtual da#uilo #ue a Rosa1ru*,
como ideal filos5fico e m'stico, coloca de mais puro a ser"i+o do homem! 7 por isso
#ue di*emos #ue o 2anctum 1elestial é o campo da purifica+ão, da re$enera+ão, da
re"ela+ão e da ilumina+ão! 4 assim é por#ue todo contato com ele coloca a alma
humana em ressonCncia com a 3rande .lma Uni"ersal e com todo o potencial de for+a
e sabedoria #ue ela contém! %ara os 0embros da .0OR1, ele constitui
"erdadeiramente uma pirCmide de ideais e "irtudes, e é no ápice simb5lico dessa
pirCmide #ue se situam os 0estres 15smicos #ue "elam pela tradi+ão rosacru*! 4sta é
a ra*ão pela #ual a maior parte das e&peri8ncias m'sticas #ue os rosacru*es são
le"ados a fa*er ao lon$o de seus estudos pri"ados situamse no n'"el do 2anctum
1elestial!
* - EGRÉGORA ROSACRUZ - União ou assembléia de personalidades rosacrues
terrestres !"embros ati#os e re$ulares da Ordem% e supraterrestres !Concla#e dos
"estres C&smicos principalmente os encarre$ados da Senda Rosacru% constituindo
uma unidade 'ierar(uiada e mo#ida pelo ideal rosacru. )rata- se portanto de um
setor particular do campo ou plano ps*(uico +ormado pela união das mentes da(uelas
personalidades em torno do ideal e da missão rosacru.
. DI2U.;IA.ÇÃO DO 2.N1TU0 14;42TI.;
O 2anctum 1elestial, como "imos de di*er, não é propriamente um lu$ar! Toda"ia,
todo mundo sabe o #uanto é dif'cil para a mente humana conceber de modo abstrato
um campo de ener$ia c5smica! %or isto o doutor /! 2pencer ;eEis, primeiro lmperator
para o atual ciclo de ati"idade da .0OR1, elaborou uma técnica #ue permite ao
indi"'duo harmoni*ar sua consci8ncia com esse campo de ener$ia! 4ssa técnica, como
disse o pr5prio <rater ;eEis, não é fruto de seus pensamentos pessoais! 4la Ihe foi
cosmicamente re"elada durante um contato #ue ele mesmo fe* com esse plano de
ele"ada espiritualidade, ao #ual deu o nome de 2anctum 1elestial! . e&peri8ncia
m'stica #ue ele "i"eu foi tão profunda, tão inspiradora, #ue ele procurou reno"ála
se$uindo as re"ela+)es #ue ha"ia recebido #uando de sua sublime comunhão
c:smica! <inalmente, assumiu o de"er de tornála acess'"el a todos, tradu*indoa para
uma forma tão simples #uanto poss'"el! 2eus esfor+os foram recompensados, "isto
#ue ele nos le$ou o método a se$uirmos para termos acesso ao 2anctum 1elestial!
.ntes de passarmos a esse método, é necessário #ue "oc8 conceba sua pr5pria
"isuali*a+ão do 2anctum 1elestial, por#ue nin$uém pode alcan+ar o #ue não é capa*
de definir! Neste particular, cabe a cada um definir sua pr5pria maneira de ima$inar
esse lu$ar simb5lico! .l$uns o "8em sob forma de uma catedral= outros, com o aspecto
de uma mes#uita, de uma sina$o$a ou de #ual#uer edif'cio consa$rado a uma reli$ião
espec'fica= outros, ainda, preferem conceb8lo com o aspecto de uma paisa$em
inspiradora= #uanto 6 maioria dos rosacru*es, "isuali*amno sob forma de um templo
da Rosa1ru*! Na realidade, há tantas maneiras de ima$inar o 2anctum 1elestial
#uantos indi"'duos #ue manifestam o dese(o de entrar em comunhão com o mesmo! O
#ue importa é #ue a "isuali*a+ão desse ele"ado plano c5smico suscite em cada #ual
as mais belas emo+)es relati"amente ao %lano Di"ino!
. 4;4D.ÇÃO .O 2.N1TU0 14442TI.;
Toda "e* #ue "oc8 dese(ar se ele"ar ao 2anctum 1elestial, isto é, ao plano de
consci8ncia mais ele"ado #ue possa alcan+ar para receber os benef'cios do 15smico,
proceda da se$uinte maneiraF
;a"e as mãos, simboli*ando sua purifica+ão f'sica, e en&u$ueas bem! 4m se$uida
beba um copo de á$ua fresca, simboli*ando seu dese(o de estar tão puro #uanto
poss'"el no plano interior! 9uanto mais seus atos e pensamentos e&primirem sua
humildade e sua re"er8ncia para com o 15smico, mais "oc8 reunirá as condi+)es
ideais para uma harmoni*a+ão consciente com o 2anctum 1elestial!
<eito isso, sentese num lu$ar calmo, com as costas bem apoiadas e os pés
separados e bem plantados no chão! 1olo#ue suas mãos sobre os (oelhos, feche os
olhos e fa+a mentalmente a se$uinte in"oca+ãoF
,ue a sublime ess-ncia do C&smico se in+unda em meu ser e me puri+i(ue de todas as
impureas de mente e corpo. para (ue eu possa entrar no Sanctum Celestial e ali
comun$ar com purea e di$nidade.
Assim Se/a0
4sta in"oca+ão, como "oc8 pode obser"ar, não tem nenhum caráter reli$ioso ou
sectário! 2eu ob(eti"o é simplesmente e&primir ao 15smico seu dese(o de ele"ar sua
consci8ncia ao seu 2anctum 1elestial, a fim de entrar em comunhão com a sabedoria
#ue ele simboli*a no plano m'stico! .lém disso, ela coloca sua comunhão sob a
prote+ão da 4$ré$ora da Rosa1ru*, de maneira #ue nenhuma influ8ncia ne$ati"a
possa se e&ercer sobre "oc8 en#uanto se encontrar nesse estado interior!
Tendo feito essa in"oca+ão, respire fundo al$umas "e*es, de modo #ue fi#ue bem
descontra'do! %ara isto, inale e e&ale profundamente pelo nari*, de maneira re$ular e
ininterrupta!
9uando se sentir perfeitamente descontra'do, retome sua respira+ão normal e
comece a ima$inar #ue está se ele"ando em consci8ncia ao 2anctum 1elestial! Ou
se(a, ima$ine #ue está se ele"ando acima do recinto onde se encontra, de sua casa,
de seu pa's, até o momento em #ue, afastandose cada "e* mais da Terra, "oc8 a "8
apenas como uma esfera $irando lentamente no espa+o!
Dolte a$ora seu olhar para o infinito c5smico e prossi$a com a sua ascensão,
espiritual, até perceber o 2anctum 1elestial conforme decidiu "isuali*álo! 7 nesse
momento #ue de"e ima$inálo sob forma de uma catedral, uma mes#uita, uma
sina$o$a, um templo, uma paisa$em, etc! O simples fato de "8lo assim, destacado no
1osmo e banhado na lu* astral, de"e ench8lo de uma ale$ria interior indescrit'"el!
2e escolheu "isuali*ar seu 2anctum 1elestial sob forma de um edif'cio, ima$ine
a$ora #ue está entrando nele e sentandose num lu$ar de sua escolha! 4ntão,
perfeitamente descontra'do, contemple mentalmente as mara"ilhas #ue se oferecem a
seus olhosF os "itrais, as esculturas, as pinturas, as colunas, as ab5badas e, de modo
$eral, todos os elementos #ue fa*em parte da decora+ão de um lu$ar consa$rado 6
prece e 6 medita+ão! . essa bele*a "isual "oc8 pode acrescentar a impressão bem
n'tida de ou"ir uma m-sica particularmente inspi radora! %ode também ima$inar #ue
uma fra$rCncia de incenso impre$na todo o local onde se encontra mentalmente! 4m
suma, a "isuali*a+ão do seu 2anctum 1elestial de"e le"álo a perder completamente a
consci8ncia do mundo terrestre e "i"er no plano da alma! Todos os seus pensamentos
e todas as suas emo+)es de"em estar tomados de uma $rande serenidade e de um
bemestar #ue nenhuma satisfa+ão f'sica poderia Ihe proporcionar!
2e "oc8 prefere ima$inar seu 2anctum 1elestial sob forma de uma paisa$em, então
de"e, no momento final de sua ascensão, inte$rarse totalmente nessa paisa$em,
como se ela realmente e&istisse! 4m outras pala"ras, de"e "isuali*arse numa floresta,
6 beira de um rio ou um la$o, num campo "erde(ante e, de modo $eral, no #uadro
natural #ue escolheu para sua "isuali*a+ão! 7 também importante #ue sua ati"idade
consciente inclua cores, perfumes, ru'dos, etc! No caso particular de uma paisa$em,
"oc8 pode ima$inar o sopro do "ento, o canto dos pássaros, o aroma das flores, o a*ul
do céu, etc! O #ue importa, como (á dissemos, é #ue "oc8 perca ob(eti"amente a
consci8ncia do seu corpo f'sico e do seu ambiente terrestre, pois esta é a condi+ão
para receber do 15smico o influ&o de suas "ibra+)es mais sutis!
9uando se encontrar em seu 2anctum 1elestial, dei&ese impre$nar totalmente pelo
ambiente ao mesmo tempo sa$rado, inspirador e reconfortante #ue nele reina!
Ganhando o corpo e a alma nesse ambiente, este é o momento de e&pressar ao Deus
do seu cora+ão as ra*)es #ue o le"aram ao recolhimento nesse lu$ar de ele"ada
espiritualidade! No caso de um problema de sa-de, e"o#ueo mentalmente, como se o
comunicasse 6 Inteli$8ncia 15smica mais pura #ue possa conceber! <a+a o mesmo se
a sua presen+a no 2anctum 1elestial for moti"ada por seu dese(o de ser esclarecido
#uanto a al$um problema familiar, social, profissional, ou #ual#uer outro! 1aso seu
ob(eti"o se(a simplesmente de orar ou meditar sobre al$um assunto filos5fico, fa+a isso
nesse #uadro harmonioso e proceda conforme seus impulsos!
.p5s ter e"ocado mentalmente a ra*ão #ue o le"ou a se ele"ar ao plano de
consci8ncia simboli*ado pelo 2anctum 1elestial, não pense mais nisso= mantendose
no ambiente harmonioso #ue Ihe ser"iu de #uadro, colo#uese num estado de total
recepti"idade! 2e conse$uir isso, será então #ue receberá o influ&o c5smico #ue o
ali"iará, curará, ou Ihe trará a resposta #ue busca"a, etc! Não #uer di*er #ue terá
imediatamente consci8ncia de ter recebido esse influ&o, "isto #ue ele ocorre num
plano ps'#uico #ue não é percept'"el ob(eti"amente! 0as, com o passar das horas ou
dos dias, "oc8 poderá a"aliar todo o impacto #ue essa comunhão c5smica terá tido em
seu ser ou em seu ambiente! Na "erdade, podemos di*er #ue esse contato espiritual
se tradu* sempre por efeitos benéficos! 7 por isto #ue, a despeito das apar8ncias, é
imposs'"el falhar na e&peri8ncia do 2anctum 1elestial! 0esmo #ue "oc8 tenha a
impressão de não ter conse$uido se ele"ar ao plano de consci8ncia #ue ele simboli*a,
saiba #ue estará e#ui"ocado, pois nenhum fracasso é poss'"el no plano da alma!
Terminado esse per'odo de recepti"idade, "olte $radati"amente ao plano ob(eti"o! 4m
outras pala"ras, "e(ase mentalmente dei&ando seu 2anctum 1elestial e fa+a em sua
consci8ncia o tra(eto in"erso da#uele #ue fe* para se ele"ar a ele! De "olta 6
consci8ncia ob(eti"a, abra os olhos e fa+a a se$uinte in"oca+ãoF
,ue o C&smico santi+i(ue meu contato com o Sanctum Celestial0
Assim se/a0
O2 %4RHODO2 D4 4;4D.ÇÃO .O 2.N1TU0 14;42TI.;
Na defini+ão do 2anctum 1elestial, salientamos #ue ele não é um lu$ar e sim um
campo de ener$ia c5smica, um n'"el de ele"ada espiritualidade, um plano de
consci8ncia muito ele"ado, #ue transcende totalmente os limites do tempo e do
espa+o! Isto si$nifica #ue é poss'"el ele"arse a ele a #ual#uer momento do dia e em
#ual#uer lu$ar! Ou se(a, não há uma hora precisa a respei tar para entrar em comunhão
com o 2anctum 1elestial! Uma "e* #ue sintamos a necessidade, se nada se opuser no
plano humano, suas portas estarão completamente abertas a #ual#uer momento do
dia ou da noite! .nalo$amente, não há nenhuma necessidade de ir a uma i$re(a, uma
mes#uita, uma sina$o$a ou #ual#uer outro templo terrestre, para fa*er essa
e&peri8ncia! Neste particular, a -nica condi+ão a preencher é estar a s:s num lu$ar
calmo, tran#?ilo! %odemos inclusi"e acrescentar #ue é poss'"el fa*8la 6 noite, antes
de dormir, (á deitado na cama! 1om efeito, é isto #ue fa* a maioria dos rosacru*es,
por#ue a e&peri8ncia Ihes demonstrou #ue essa comunhão c5smica é sempre se$uida
de um bom sono e, com fre#?8ncia, de sonhos particularmente m'sticos!
7 e"idente #ue "oc8 não de"e se ele"ar ao seu 2anctum 1elestial somente #uando
está enfrentando al$um problema, #uer se trate da sa-de ou de #uais#uer outras
dificuldades materiais! 1ada "e* #ue souber #ue uma outra pessoa precisa de a(uda,
"oc8 de"erá se recolher ao 2anctum 1elestial, para pedir ao 15smico #ue a ampare e
inspire! 2e o fi*er em atitude de perfeita sinceridade, constatará até #ue ponto essa
maneira de au&iliar a outrem é efica*! <ora deste conte&to, "oc8 pode fa*er essa
prática pelo simples pra*er interior #ue ela Ihe proporcione! Isto si$nifica #ue podemos
nos ele"ar ao 2anctum 1elestial sem nenhuma ra*ão especial! Neste caso, o 15smico
nos concebe as b8n+ãos #ue considera bom nos outor$ar! De fato, temos sempre pelo
menos uma ra*ão para dese(armos alcan+ar esse estado especial de consci8nciaF orar
pela +elicidade dos outros e pela pa na )erra.
>á e&plicamos #ue cada #ual tem seu pr5prio 2anctum 1elestial, "isto #ue a
compreensão #ue se tem desse ele"ado estado c5smico é pessoal! Não obstante,
"oc8 de"e entender #ue o plano de consci8ncia onde ele ocorre é o mesmo para
todos! Dale di*er #ue a maneira de se ele"ar ao 2anctum 1elestial é indi"idual, mas
#ue todos a#ueles #ue a ele se recolhem encontramse de fato no mesmo campo de
ener$ia c:smica! %or conse$uinte, tenhamos consci8ncia disso ou não, nunca
estamos so*inhos no 2anctum 1elestial, pois, dentre os milhares de pessoas #ue
sabem da sua e&ist8ncia e mais particularmente dentre os rosacru*es do mundo
inteiro, há sempre a#ueles #ue, num momento ou outro do dia! a ele se ele"am para
orar, meditar ou ro$ar a a(uda do 15smico! Isto e&plica o fato de #ue numerosos
encontros ocorrem ao n'"el do 2anctum 1elestial e de #ue esse lu$ar simb5lico é
utili*ado por in-meros 0embros da .0OR1 para entrar em comunhão com os 0estres
15smicos ou outros membros da Ordem!
Isso nos le"a a informar #ue o Imperator e os 3randes 0estres da .0OR1 são os
Oficiais 2upremos do 2anctum 1elestial! 1omo tais, eles diri$em re$ularmente
con"oca+)es m'sticas ao n'"el desse ele"ado lu$ar c5smico! No transcorrer dessas
con"oca+)es, #ue re-nem em consci8ncia rosacru*es de todas as (urisdi+)es do
mundo, são transmitidas certas mensa$ens muito importantes, #ue é imposs'"el
tradu*ir no plano ob(eti"o! No Cmbito deste li"reto, não podemos nos estender muito
sobre este ponto, pois s5 a e&peri8ncia pode permitir #ue se compreenda em #ue
consistem essas mensa$ens e de #ue maneira são percebidas! .lém do interesse #ue
elas encerram no campo do conhecimento, t8m a "anta$em de não estarem su(eitas
aos limites #ue Ihes seriam impostos pelas diferen+as de l'n$uas, pois, no plano
c:smico, elas se diri$em diretamente 6 consci8ncia da alma e transcendem totalmente
o sentido e o "alor das pala"ras!
1oncluindo esta apresenta+ão do 2anctum 1elestial, su$erimos #ue "oc8 apro"eite
plenamente os benef'cios #ue ele pode Ihe proporcionar em todos os planos! 4m si
mesmo, ele constitui tal"e* a cria+ão mais nobre #ue a Inteli$8ncia 15smica colocou 6
disposi+ão do homem! %ortanto, seria pena #ue "oc8 dei&asse de entrar em comunhão
com esse lu$ar simb5lico #ue a Rosa1ru* consa$ra 6 "erdade e dedica a todos
a#ueles #ue buscam a felicidade!
9ue o 15smico $uie sempre seus passos na senda da %a* %rofunda e #ue o
2anctum 1elestial se(a para "oc8 o meio pri"ile$iado de encontrar essa sendaI