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Texto bíblico: Salmo 133:1-3

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Lição 4
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sinal de que Deus age na igreja
Introdução
Em sua Palavra, Deus sempre nos exorta
a viver em unidade e a valorizar o conví-
vio entre irmãos e irmãs. Se os/as cren-
tes pretendem desfrutar da felicidade di-
vina neste mundo, é preciso observar a
orientação do Senhor. Este também é o
assunto do Salmo 133, que nos convida
a nos deleitarmos nesta bênção comu-
nitária que é pertencer à família do Pai
Celeste. Mas será que realmente temos
vivido desta forma? Vivendo em união?
Vivendo juntos a ponto de perceber que
isto é “bom e agradável”?
Explicação do texto
Este salmo retrata a confraternização
ocorrida nas festas, quando todos iam ao
Templo para cultuar a Deus, e ali, diante
das expressões de fé, de amor, de espe-
rança, os féis demonstravam um senti-
mento sincero, afetuoso, que era refexo
da alegria de estarem juntos como família
do Senhor.
Trata-se de um discurso feito por um an-
cião ou líder do povo, onde este se propõe
a reforçar a importância do “sentar jun-
tos, viver juntos, habitar juntos”, que tem
no texto bíblico o signifcado de união, de
bênção de Deus e de vida abundante.
A expressão “viver unidos”, “viver em
união” ou “viverem juntos”, usada nes-
te Salmo, nos aponta para um possível
problema existente entre os féis daquela
época. A questão sugerida é a existên-
cia de divisões internas. Por isso, lemos
sobre o belíssimo desejo do salmista,
ou seja, ver o seu povo reconhecendo
a importância da comunhão entre os/as
irmãos/ãs. Uma relação nestes moldes
sinalizaria alegria e prazer, contribuindo
assim, para que a celebração cúltica a
Deus se tornasse honesta, sincera e mais
vívida. Para ressaltar a importância deste
acontecimento, ele faz uma comparação,
usando expressões de grande signifcado
para o povo do Antigo Testamento:
A primeira expressão é o óleo – símbolo
da unção de Deus e sinal de alegria, ri-
queza e liberdade (Sl 23.5; 45.7; 92.10;
Pv 27.9; Mq 6.15)
A segunda expressão é a barba de Aa-
rão – Aarão era sumo-sacerdote e tinha
a incumbência de cuidar da direção do
Templo, do culto e daqueles que presta-
vam serviços do culto a Deus (Êx 29.44);
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Unidade: sinal de que Deus age na igreja
a barba, que era uma característica dos
anciãos de Israel, era símbolo de dignida-
de e autoridade.
A terceira expressão é o orvalho de Her-
mon – o Hermon é uma majestosa mon-
tanha, cujo cume permanecia coberto de
neve, enquanto a terra ao seu redor vivia
queimada pelo sol.
A quarta expressão é o Monte Sião – Uma
das colinas de Jerusalém, o Monte Santo,
onde estava localizado o Templo do Se-
nhor.
Com essas comparações, o salmista res-
salta que, assim como o óleo da unção
desce sobre o corpo e traz força e ale-
gria, e assim como o orvalho no monte
Hermon desce sobre o monte Sião (mon-
te onde o povo estava reunido), assim
é a bênção de Deus que vem sobre seu
povo que permanece unido. Vemos que a
preocupação do salmista era a união dos
crentes. Ele conhecia a história de seus
antepassados e possuía experiências de
que a desunião sempre contribuía para a
derrota e humilhação do povo, afastando-
o da bênção de Deus (ex. a história dos
israelitas no deserto, Nm 13-14).
Conclusão
Este salmo retrata um problema ainda
presente no meio do povo de Deus, a fal-
ta de unidade. É comum vermos, em nos-
so meio, Igrejas, ministérios e socieda-
des se desestruturando ou simplesmente
cambaleando em meio a rivalidades, con-
tendas ou animosidade presentes entre
os cristãos. O que nos entristece é que
um povo desunido está vazio do Espírito
Santo.
Em meio aos nossos confitos nos esque-
cemos de que nosso Senhor nos reco-
mendou ser uma bênção para o/a nosso/a
irmão/ã e para o mundo. A Igreja ainda é
um sinal da Graça de Deus na sociedade
(cf. Carta Pastoral Testemunhar os Sinais
da Graça na Unidade do Corpo de Cris-
to) e precisa sinalizar esta Graça ao mun-
do em seu testemunho diário. Há muitas
pessoas carentes de Jesus, que até O
conhecem de ouvir falar, mas que nunca
tiveram uma experiência transformadora
com Ele. É nosso dever, como cristãos e
cristãs, testemunhar para que conheçam
Jesus por meio de nós.
Atividade
O que você acha que pode acontecer a uma Igreja que se recusa a resolver seus problemas e
insiste em permanecer entre contendas e divisões?
Além da falta de unidade, vamos pontuar outras questões que podem promover o enfraquecimen-
to de uma Igreja. O que podemos fazer para promover mais unidade e menos divisão?
Você acha que a unidade da igreja pode se transformar num ótimo testemunho evangelístico para
o mundo?
fonte: www.walldesk.com.br