UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA

CENTRO DA CIÊNCIAS EXATAS E DAS TECNOLOGIAS





















PROJETO DE UM SISTEMA DE BOMBEAMENTO
(GRUPO 5)


















BARREIRAS – BA
AGOSTO/2014


LAÍSE BASTOS DE CARVALHO
POLLYANA FERREIRA DA SILVA



















PROJETO DE UM SISTEMA DE BOMBEAMENTO
(GRUPO 5)





PROJETO APRESENTADO À DISCIPLINA IAD 120
– HIDRÁULICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
OESTE DA BAHIA SOB A ORIENTAÇÃO DO
PROFESSOR WANDERLEY DE JESUS SOUZA.

















BARREIRAS – BA
AGOSTO/2014



SUMÁRIO:

1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 1
2. DADOS DO PROJETO ............................................................................................. 3
3. DETERMINAÇÃO DE PEÇAS ESPECIAIS .............................................................. 3
4. DETERMINAÇÃO DA VAZÃO DE PROJETO ......................................................... 4
5. CÁLCULOS PARA O PROJETO ............................................................................. 5
DIÂMETROS DAS TUBULAÇÕES ....................................................................... 5
VERIFICAÇÃO DAS VELOCIDADES DE ESCOAMENTO. ................................. 6
PERDA DE CARGA .............................................................................................. 6
ESCOLHA DA BOMBA UTILIZANDO UM CATALOGO DO FABRICANTE ....... 8
POTENCIA INSTALADA CONSIDERANDO QUE A BOMBA IRÁ TRABALHAR
NO PONTO DE PROJETO ........................................................................................ 11
 Potencia instalada considerando que a bomba irá trabalhar no ponto de
projeto mediante variação do rotor. ............................................................ 15
 Potencia instalada considerando que a bomba irá trabalhar no ponto de
projeto mediante variação do diâmetro do rotor. ....................................... 18
ESTUDO DA BOMBA QUANTO À CAVITAÇÃO ............................................... 18
 Considerando que a curva característica da bomba será mantida ................ 19
 Considerando que a curva característica da bomba será mudada para
atender o ponto de operação do projeto........................................................... 20
6. LISTA COM OS MATERIAIS A SEREM ADQUIRIDOS......................................... 21
7. PONTO DE FUNCIONAMENTO DAS BOMBAS EM PARALELO E EM SÉRIE ... 23
8. CONCLUSÃO ......................................................................................................... 26
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................. 26




1


1. INTRODUÇÃO

Sistema elevatório é um conjunto de tubulações, acessórios, bombas e
motores necessários para transportar certa vazão de água ou qualquer outro liquido de
um reservatório inferior, numa determinada cota Z
1
, para outro reservatório superior,
numa cota Z
2
> Z
1
. Além disso, os sistemas elevatórios aumentam a pressão do liquido
em um sistema de captação ou distribuição da água limpa ou residuária (efluentes e
esgotos). O efluente deve estar filtrado e peneirado antes de ser elevado. A estação
elevatória prepara a água para entrar em tratamento em reatores biológicos, reatores
físico-químicos, decantadores, filtros e desinfecção.
As estações elevatórias, também chamadas Poços de Bombeamento, são
utilizadas para a elevação de efluentes que estão localizados em zonas de drenagem
abaixo da cota da rede principal. Estes equipamentos permitem ultrapassar as
dificuldades de topografia do terreno, tornando possível a ligação de coletores de
drenagem com perfis diferentes a um coletor central. As estações elevatórias normais
são compostas por:
 Câmara de entrada equipada com gradagem, válvula mural e by-pass;
 Câmara de bombeamento com grupos elevatórios em reserva ativa;
 Caixa de válvulas com seccionadores, válvulas anti-retorno e evacuação
coletor;
 Quadro elétrico de comando.

Estas instalações podem gerar odores por gás sulfídrico (H
2
S) e devem conter
duas bombas para o caso de falha mecânica. O equipamento típico é formado de
bombas, válvulas, peneiras, controle de alarme e tanque, que é a própria estação
elevatória. O tempo de detenção hidráulica deve ser de 10 a 30 minutos e a
capacidade de bombeamento igual à de maior vazão de água produzida.

Um sistema de distribuição de água é o conjunto de tubulações, acessórios,
reservatórios, bombas, etc., que tem o objetivo de atender, dentro de condições
sanitárias, de vazão e pressão convenientes, a cada um dos diversos pontos de
consumo de uma cidade ou setor de abastecimento.


2


Na rede de distribuição distinguem-se dois tipos de condutos:
 Condutos principais: também denominada de conduto tronco ou canalização
mestra, são tubulações de maior diâmetro que tem por finalidade abastecer os
condutos secundários;
 Condutos secundários: são tubulações de menor diâmetro e tem a função de
abastecer diretamente os pontos de consumo do sistema de abastecimento de
água.

As redes de distribuição têm basicamente três classificações, de acordo com a
disposição de seus condutos principais:
 Ramificada;
 Malhada;
 Mista.

Na instalação dos condutos deve – ser tomar alguns cuidados, como:
 Ruas sem pavimentação;
 Ruas com pavimentação menos onerosa;
 Ruas de menor intensidade de trânsito;
 Proximidade de grandes consumidores;
 Proximidade das áreas e edifícios que devem ser protegidos contra incêndio.



















3



2. DADOS DO PROJETO

 Altura de sucção = 7,00 m
 Desnível geométrico entre o eixo da bomba e o nível do reservatório = 20 m
 Comprimento da tubulação de recalque = 190 m
 Em quatro pontos a tubulação fará mudança de direção em 45°
 População = 20000 pessoas
 Coeficiente para hora de maior consumo do dia de maior consumo = 1,5
 Coeficiente do dia de maior consumo = 1,25
 Consumo per capita = 180 L hab
-1
dia
-1

 Altitude = 800,00 m
 Temperatura da água = 25° C
 Velocidade máxima de sucção = 1,0 m s
-1

 Velocidade máxima de recalque = 2,5 m s
-1

 Material a ser usado = Aço (C=130)

3. DETERMINAÇÃO DE PEÇAS ESPECIAIS

As instalações de transporte de água são formadas por tubulações montadas
em sequência, unidas por acessórios de natureza diversa, como válvulas e tubos. A
presença de cada um deles contribui para que haja alteração do módulo ou direção da
velocidade média, e, consequentemente, de pressão, localmente. Isto se reflete em um
acréscimo de turbulência que produz perdas de carga que devem ser agregadas às
perdas de carga distribuídas, devido ao atrito, ao longo dos trechos retilíneos das
tubulações. (PORTO, 2006)
A Figura 1 ilustra a solução proposta para o bombeamento.

4


Figura 1 - Esquema do sistema de bombeamento para resolução do problema.

No item a seguir calcularemos a vazão do projeto, baseado na situação
demostrada a seguir.
Por conseguinte, as peças que se fazem necessárias para cada tubulação são:

Recalque Sucção
Acessório Quantidade Acessório Quantidade
Registro de Gaveta 1 Válvula de Pé com
Crivo
1
Curva 45º 4 Curva 90º 1
Saída da canalização 1 Estreitamento
(redução excêntrica)
1
Válvula de retenção 1
Alargamento 1
Quadro 1 - Peças especiais necessárias de acordo com a proposta apresentada.


4. DETERMINAÇÃO DA VAZÃO DE PROJETO

O dimensionamento de redes tem por parâmetro o calculo da vazão de
demanda, que deve ser diretamente proporcional à população a ser atendida. Assim a
vazão de projeto será determinada através da equação a seguir:

De acordo com o apresentado anteriormente, sabemos que:
P = 20000 pessoas
5

= 1,5

= 1,25

= 180

h = 24 horas
Assim,

5. CÁLCULOS PARA O PROJETO

 DIÂMETROS DAS TUBULAÇÕES

Após determinação da vazão de projeto foi possível determinar os diâmetros das
tubulações de recalque e sucção. Nos cálculos utilizaremos

Tubulação de Recalque
Substituindo

na Equação da Continuidade, temos que:

Logo o diâmetro comercial a ser adotado é:

Tubulação de Sucção
De forma análoga para a sucção, substituindo

:

Logo o diâmetro comercial a ser adotado é:

6


 VERIFICAÇÃO DAS VELOCIDADES DE ESCOAMENTO.

Calculamos as velocidades com os diâmetros adotados, a fim de verificar que
não ultrapassarão o limite estabelecido.
Velocidade de Recalque:

Velocidade de Sucção:

As velocidades estão dentro do limite da velocidade máxima,
confirma – se os diâmetros adotados.

 PERDA DE CARGA

A perda de carga está diretamente relacionada com a turbulência que ocorre no
conduto. Em uma tubulação retilínea a perda de carga se justifica pelo princípio da
aderência, pois as partículas imediatamente adjacentes às fronteiras sólidas estão
imóveis, resultando em um diferencial de velocidade entre elas e as vizinhas, que se
propaga para toda a massa fluida em escoamento. Este diferencial cria tensões
tangenciais e dissipa energia por atrito de escorregamento ou geração de turbulência.
Já a perda de carga localizada decorre dos acessórios mencionados no Item 2,
que provocam maiores turbulências nas regiões da peça.

7

Perda de Carga Localizada

Para calcularmos as perdas de cargas localizadas utilizaremos a formula de
Hazen – Willians, como segue:

Segundo, Porto, tubos extrutados de PVC possuem C = 130. Escolheu – se
tubulações de PVC, pois o custo é menor se comparado a outros materiais.

Onde:


 Recalque: para D = 200mm = 0,200m
Acessório Quantidade k
Registro de Gaveta 1 0,2
Curva 45º 4 0,2
Saída da canalização 1 1
Válvula de retenção 1 3
Alargamento 1 0,3
TOTAL 4,7
Quadro 2 - Acessórios, quantidades e valor K para as peças especiais no recalque.


8

 Sucção:
Acessório Quantidade K
Válvula de Pé com Crivo 10 1,0
Curva 90º 1 0,4
Estreitamento (redução excêntrica) 1 0,15
TOTAL 10,55
Quadro 3 - Acessórios, quantidades e valor K para as peças especiais no sucção.


Perda de Carga Total

 ESCOLHA DA BOMBA UTILIZANDO UM CATALOGO DO
FABRICANTE

A altura total de elevação

e da vazão determinam a escolha da bomba.
Sabemos que

é a energia a ser cedida ao escoamento, que se iguala ao desnível
topográfico entre os reservatórios e o somatório das perdas de carga distribuídas e
localizadas.

9

Para a escolha da bomba, utilizamos o diagrama da Figura 2 fornecido pela
KSB:

Figura 2 - Diagrama de Características KSB para escolha de bomba.

A bomba escolhida é a centrífuga com corpo espiral divido radialmente “KSB
Meganorm” modelo tamanho 125 - 315 com rotação de 1750 rpm e rendimento de
78,1%, com NPSH
requerido
= 2,794 m, Figura 3.


Figura 3 - Bomba Centrífuga Meganorm 125 - 315.
10


Segundo, Porto, a altura estática de sucção é a variável mais sensível, que para
propósitos práticos não assume valores maiores que 4 a 6 m. Observa – se assim que
a altura de sucção deste projeto é de 7m o que poderá causar cavitação na bomba.
Para verificação deste processo calculamos o NPSH

disponível (NPSH
disp.
) para então
fazer a analise com o NPSH
requerido
(NPSH
req.
= 2,974m) fornecido no catalogo da
bomba.

Onde:

Assim:

Observamos, portanto que o NPSH
disp
foi menor do que o NPSH
req
o que
confirma o pressuposto citado anteriormente. Para resolver este problema,
encontramos uma nova altura de sucção H
suc
, considerando como que o novo NPSH
disp
= NPSH
req.
= 2,974, assim:

Após correção da altura sucção, teremos uma nova altura manométrica total:

Com a nova altura total de elevação

e da vazão , foi possível escolher uma
nova bomba, que será utilizada em todo o projeto, com as seguintes características:
11

Centrífuga com corpo espiral divido radialmente “KSB Meganorm” modelo
tamanho modelo 150 - 315 com rotação de 1750 rpm e rendimento de 73,1%, com
NPSH
requerido
= 2,370 m, Figura 4.
A titulo de verificação calculamos o novo NPSH
disp
:

Logo o NPSH
disp
é maior do que o NPSH
req
o que evitará o fenômeno da
cavitação.



Figura 4 - Bomba Centrífuga Meganorm 150 - 315.




 POTENCIA INSTALADA CONSIDERANDO QUE A BOMBA IRÁ
TRABALHAR NO PONTO DE PROJETO


Para determinar o ponto de operação da bomba é necessário realizar a
interseção entre a curva da bomba e a curva do sistema. A curva do sistema é
disponibilizada pela KSB conforme a Figura 5.
12


Figura 5 - Diagrama fornecido pela KSB para bomba MEGANORM modelo 150 – 315.

Com o diagrama da bomba coletamos alguns pontos de vazão e altura
manométrica. Quadro 4.
Q (m³/h) Q (m³/s) Hm
0 0 35
47 0,0131 35
97 0,0269 35
146 0,0406 34
200 0,0556 33
248 0,0689 32
298 0,0828 31
350 0,0972 30
398 0,1106 28
448 0,1244 26
497 0,1381 23
547 0,1519 20
Quadro 4 - Valores inferidos do diagrama da Figura 5.
Para a curva do sistema, é necessário usar a Equação de Hazen-Williams:
13

Dessa forma, temos para a sucção e para o recalque duas equações, como
segue:

Assim é possível montar o Quadro 5 das alturas manométricas do sistema.




hfsuc (m) hfrec(m) Hmtotal
0,0000 0,0000 25,8940
0,0006 0,2020 26,0966
0,0024 0,7729 26,6693
0,0051 1,6482 27,5473
0,0092 2,9521 28,8553
0,0136 4,3970 30,3046
0,0192 6,1784 32,0916
0,0258 8,3223 34,2421
0,0328 10,5587 36,4855
0,0408 13,1461 39,0809
0,0495 15,9324 41,8758
0,0591 19,0275 44,9805
Quadro 5 - Altura manométrica do sistema.








14

Os quadros 4 e 5 auxiliaram a construção do gráfico 1.


Gráfico 1 - Curvas do sistema e da bomba.

O ponto de interseção aproximado é:


O que nos possibilita calcular a potência:

Segundo Porto:






y = -0,0263x + 37,349
R² = 0,9022
y = 0,0351x + 23,262
R² = 0,9432
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
0 100 200 300 400 500 600
Ponto de Operação da bomba
Curva da Bomba
Curva do Sistema
H

(
m
)

Q (m³

)
15

Como o rendimento da bomba é aproximadamente , a potência do
motor é:

Majoramos a potência segundo o Quadro 6.

Intervalo de
potência
calculada
(CV)
Coeficiente
de folga
recomendada
até 2 1,50
de 2 a 5 1,30
de 5 a 10 1,20
de 10 a 20 1,15
acima de 20 1,10
Quadro 6 - Folga recomendada para cada intervalo de potência.

Para a potência encontrada deveremos utilizar uma folga de 10%, segundo o
Porto:





As potências comerciais mais comuns dos motores estão no Quadro 7.

CV 1 2 3 5 7,5 10 12 15 20 25 30 35
CV 40 45 50 60 80 100 125 150 200 250 300 350
Quadro 7 - Potências comerciais mais comuns.

Através das potencias comerciais, temos que utilizar um motor de 60 cv.

 Potencia instalada considerando que a bomba irá trabalhar no
ponto de projeto mediante variação do rotor.

Para a situação em que a bomba trabalhe no ponto de projeto com variação da
rotação do rotor, utiliza – se a equação:
16

(

)

(

)

(

)

A partir dessa equação, podemos plotar o gráfico 2 depois de confeccionar os
Quadro 8 e 9.
Q (m³/h) Q (m³/s) H2 = Hmt
0 0,0000 0
47 0,0131 0,895705184
97 0,0269 3,815160739
146 0,0406 8,643210364
200 0,0556 16,21919753
248 0,0689 24,93863812
298 0,0828 36,00824044
350 0,0972 49,67129244
398 0,1106 64,22964414
448 0,1244 81,38144553
497 0,1381 100,1571941
547 0,1519 121,3232469
Quadro 8 - Pontos para traçar curva de iso – rendimento.




Q (m³/h) Q (m³/s) Hmt
0 0 37,67
50 0,013889 37,75
100 0,027778 37,58
150 0,041667 37,41
200 0,055556 36,9
250 0,069444 36,13
300 0,083333 34,75
350 0,097222 33,56
400 0,111111 31,76
450 0,125 29,7
500 0,138889 27,55
550 0,152778 24,52
594 0,165 22,33
Quadro 9 - Pontos para traçar curva para o diâmetro = 277 mm.
17




Gráfico 2 - Ponto de operação considerando variação na rotação do rotor.


A partir da analise trivial do gráfico foi possível determinar a vazão (Q) e a altura
manométrica (Hm) do ponto homologo.


Confeccionamos o quadro abaixo para pontos homólogos de funcionamento de
mesma eficiência de uma bomba:
Ponto de
Funcionamento
Ponto Homólogo
Q (m³/s) 0,078125 0,0833
H (m) 32,074 34,75
(%) 73,1 73,1
D (m) 0,277 0,277
n (rpm) ? 1750
Quadro 10 - Quadro resumo dos dados do ponto de funcionamento e seu homólogo.

Para encontrar a rotação no ponto de funcionamento:
y = 796,2x - 18,105
R² = 0,9284
y = -92,913x + 40,624
R² = 0,882
0
20
40
60
80
100
120
140
0,0000 0,0500 0,1000 0,1500 0,2000
Curva de Iso -
rendimento
Curva de Iso - Rendimento
Q (m³

)
H

(
m
)

18

Assim, a potência será:

 Potencia instalada considerando que a bomba irá trabalhar no ponto de projeto
mediante variação do diâmetro do rotor.

Para realização da usinagem do rotor, que acarretará em alteração na curva
característica, calcularemos o novo diâmetro conforme o Quadro 11.

Ponto de
Funcionamento
Ponto Homólogo
Q (m³/s) 0,078125 0,0833
H (m) 32,074 34,75
(%) 73,1 73,1
D (m) ? 0,277
n (rpm) 1641,28 1750
Quadro 11 - Dados necessários para cálculo do novo diâmetro.

(

)

(

)

(

) (

)

Que representa a usinagem a ser feita.

 ESTUDO DA BOMBA QUANTO À CAVITAÇÃO

19

Cavitação é processo pelo qual o liquido passa por uma região de baixa
pressão, atingindo a pressão de vapor para a mesma temperatura, formando bolhas de
vapor. As bolhas ao passarem por regiões com pressão superior as que se formaram
implodem entrando em colapso, este processo é extremamente rápido; o
desaparecimento das bolhas junto às paredes do rotor e/ou da tubulação provoca
erosão do material. A cavitação pode ser evitada se sabemos o ponto critico de
pressão baixa, que ocorre no rotor, e para isso existe a necessidade de calcular a
energia liquida de carga disponível para a bomba ou o NPSH.

Para evitar esse fenômeno, é necessário realizar o estudo que segue:


Onde:
NPSH requerido fornecido para a bomba selecionada foi de: 2,37 m.
Já o NPSH disponível é calculado pela expressão a baixo:

Sendo:
Patm = pressão atmosférica local, que varia de acordo a altitude e pode ser calculado
pela seguinte expressão:

(

)
Pvapor = Pressão de vapor do liquido de acordo com a temperatura do mesmo, que
nesse caso o liquido é água a 25 °C.

= altura estática da sucção.

= Somatório de todas as perdas de carga na sucção (até a entrada da bomba).

Cálculo da pressão atmosférica local:

(

)


Considerando que a curva característica da bomba será mantida

Calculo do NPSH disponível:
20



Temos que:

Ou seja:

Sendo assim a instalação e a bomba atendem os critérios para que não
aconteça cavitação.

Considerando que a curva característica da bomba será mudada para atender o
ponto de operação do projeto

Calculando o novo diâmetro com a vazão no ponto de projeto (Q = 0,105 m³/s):

Calculando nova perda de carga:

Onde:

Teremos, assim:


Calculo do NPSH disponível:



Temos que:

21

Ou seja:


Mesmo após alteração da curva característica da bomba, a instalação e a
bomba atendem os critérios de projeto e assim, não ocorrerá cavitação.

6. LISTA COM OS MATERIAIS A SEREM ADQUIRIDOS

No Quadro 12 segue a lista de materiais a serem adquiridos para realização do
respectivo projeto.

Materiais Quantidade Representação


Curvas de
45º;


04 unidades


Fonte:http://www.tigre.com.br/pt/produtos_unico.php?rcr_id=4&cpr_id=18&cpr_id_pai=5&lnh_id
=47&prd_id=593


Registros
de Gaveta;


01 unidade


Fonte:
http://www.tigre.com.br/pt/produtos_unico.php?cpr_id=7&cpr_id_pai=4&lnh_id=4&prd_id=2789


Válvulas de
Pé com
Crivo;



01 unidade


Fonte:
http://www.tigre.com.br/pt/produtos_unico.php?rcr_id=4&cpr_id=7&cpr_id_pai=4&lnh_id=4&prd_
id=659


Curvas de
90º;


01 unidade


Fonte:
http://www.tigre.com.br/pt/produtos_unico.php?rcr_id=4&cpr_id=18&cpr_id_pai=5&lnh_id=47&pr
d_id=594
22


Tubulação
em PVC de
350 mm


7 m


Fonte: ficha técnica Tigre.

Tubulação
em PVC de
200 mm


190 m


Fonte:
http://www.tigre.com.br/pt/produtos_unico.php?rcr_id=4&cpr_id=10&cpr_id_pai=4&lnh_id=9&prd
_id=726


Reduções
excêntricas;


01 unidade


Fonte:
http://www.tigre.com.br/pt/produtos_unico.php?rcr_id=4&cpr_id=10&cpr_id_pai=4&lnh_id=9&prd
_id=720

Ampliações
Concêntrica
s;


01 unidade


Fonte: http://www.bombasfal.com.br/conexoes.html



Válvula de
retenção



01 unidade


Fonte:
http://www.tigre.com.br/pt/produtos_unico.php?cpr_id=7&cpr_id_pai=4&lnh_id=4&prd_id=660

Bombas
Centrífugas
KSB
Meganorm
150- 315.



01 unidade


Fonte:
http://www.hansaindustria.com.bo/product/bombas_de_fluidos/bombas_industriales/bomba_par
a_agua_limpia_y_turbia/bombas-centrifugas-para-uso-general/3868/
Quadro 12 - Lista de materiais necessários para o bombeamento.
23


7. PONTO DE FUNCIONAMENTO DAS BOMBAS EM PARALELO E
EM SÉRIE
Em série
A curva das bombas em série trabalha dobrando a altura manométrica, como
ilustra o Quadro 13.
Q
(m³/h)
Q
(m³/s)
Hm hsuc hrec Hmt Hmt
série
0 0 35 0,0000 0,0000 25,8940 51,7880
47 0,0131 35 0,0006 0,2020 26,0966 52,1933
97 0,0269 35 0,0024 0,7729 26,6693 53,3386
146 0,0406 34 0,0051 1,6482 27,5473 55,0946
200 0,0556 33 0,0092 2,9521 28,8553 57,7106
248 0,0689 32 0,0136 4,3970 30,3046 60,6092
298 0,0828 31 0,0192 6,1784 32,0916 64,1832
350 0,0972 30 0,0258 8,3223 34,2421 68,4842
398 0,1106 28 0,0328 10,5587 36,4855 72,9710
448 0,1244 26 0,0408 13,1461 39,0809 78,1617
497 0,1381 23 0,0495 15,9324 41,8758 83,7517
547 0,1519 20 0,0591 19,0275 44,9805 89,9611
Quadro 13 - Dados da bomba isolada e em série.
Plotamos o gráfico 3 abaixo para encontrar o ponto de operação da bomba em
série.


Gráfico 3 - Interseção entre curvas da bombas e do sistema em série.
y = -0,0263x + 37,349
R² = 0,9022
y = 0,0351x + 23,262
R² = 0,9432
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
0 0,05 0,1 0,15 0,2
Ponto de Operação da Bomba em Série
Curva da Bomba
Curva do Sistema
Linear (Curva da
Bomba)
H

(
m
)

Q (m³

)
24


É trivial que os pontos serão:


Assim, a potência é:

Em paralelo

A curva das bombas em paralelo trabalha dobrando a vazão, como ilustra o
Quadro 14.

Q(m³/s) Hm hsuc hrec Hmt Q(m³/s)
paralelo
0 35 0,0000 0,0000 25,8940 0,0000
47 35 0,0006 0,2020 26,0966 0,0261
97 35 0,0024 0,7729 26,6693 0,0539
146 34 0,0051 1,6482 27,5473 0,0811
200 33 0,0092 2,9521 28,8553 0,1111
248 32 0,0136 4,3970 30,3046 0,1378
298 31 0,0192 6,1784 32,0916 0,1656
350 30 0,0258 8,3223 34,2421 0,1944
398 28 0,0328 10,5587 36,4855 0,2211
448 26 0,0408 13,1461 39,0809 0,2489
497 23 0,0495 15,9324 41,8758 0,2761
547 20 0,0591 19,0275 44,9805 0,3039
Quadro 14- Dados da bomba isolada e em paralelo.



25

Plotamos o gráfico 4 abaixo para encontrar o ponto de operação da bomba em
paralelo.



Gráfico 4 - Interseção entre curvas da bombas e do sistema em paralelo.

Nota-se que a interseção é:




Assim, a potência é:

y = -0,0263x + 37,349
R² = 0,9022
y = 0,0351x + 23,262
R² = 0,9432
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35
Ponto de operação da bomba
Curva da Bomba
Curva do Sistema
H

(
m
)

Q (m³

)
26


8. CONCLUSÃO

Analisando os resultados obtidos, o sistema apresentado nesse projeto
comprova a sua eficiência, pois só houve necessidade de utilização de uma bomba
para recalcar a vazão necessária do projeto.
No sistema o N.P.S.H.
d
˃ N.P.S.H.
r
o que garante um bom funcionamento do
sistema elevatório para a vazão recalcada, visto que evita o fenômeno da cavitação.
Assim, o sistema de bombeamento apresentado possui boa eficiência, não
havendo necessidade de utilização de bombas em serie ou paralelo o que acarretaria
custos elevados para a execução do projeto, já que seria necessária a utilização de
mais equipamentos, peças especiais e bombas com potencia maior do que o
necessário.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 PORTO, Rodrigo de Melo. Hidráulica Básica. 4ª ed. São Carlos: EESC – USP,
2006.
 AZEVEDO NETTO, José Martiniano de. Manual de Hidráulica. 8ª edição – São
Paulo: Blucher, 1998.
 Ficha Técnica Tigre. Disponível:<
http://www.tigre.com.br/pt/produtos_unico.php?rcr_id=4&cpr_id=18&cpr_id_pai=
5&lnh_id=47&prd_id=593> . Acesso em: 10 de agosto de 2014, 03h25min.
 Tratamento Preliminar. Disponível em:
<http://www.naturaltec.com.br/Tratamento-Agua-Estacao-Elevatoria.html>.
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 http://www.sulzer.com/
 http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/Agua02.html
 http://www3.fsa.br/localuser/barral/Op_unit/Perda_de_carga.pdf
 http://www.ksb.com.br/php/produtos/produtos.php?codtipo=1&codgrupo=1&coda
plicacao=2#