CARTA AOS PROFESSORES E DEMAIS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DE

MINAS EM MANHUMIRIM

Manhumirim, 23 de outubro de 2014

Companheiro,
companheira de ideal.

A exemplo de nosso outro colega, quero, com esta carta, argumentar com você sobre
a importância de se reeleger a presidenta DILMA. Como diz a outra carta, “Estamos vivendo
um momento crucial”: reeleger a presidenta e fortalecer o projeto de mudança em curso,
que levou décadas para se viabilizar com Lula e Dilma, ou permitir que o Aécio vença,
atrase e adie nossas conquistas políticas?
Esta carta pretende contribuir para uma reflexão que permita a cada um sentir-se
mais esclarecido e convicto do voto que vai depositar na maquininha no domingo.
Não podemos admitir o retorno deles, pois cada vitória eleitoral é mais um passo que
damos para realizar, de forma ampliada no Brasil, o que já se consolidou em Cuba e, mais
recentemente, na Venezuela, por exemplo. Com uma diferença: aqui vai funcionar melhor,
porque os recursos potenciais do país são muito maiores.
“O Brasil precisa de gente com história” e Dilma, como diz lá, “é a candidata que
melhor expressa esta qualidade”. “Nascida em família de classe média alta, interessou-se pelos
ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância de
esquerda, integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando
de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilma_Rousseff) (http://pt.wikipedia.org/wiki/VAR-Palmares). Foi presa e
torturada, lutando contra a Ditadura Militar (http://www.averdadesufocada.com/index.php/luta-
armada-especial-100/3632-1708-vida-clandestina-de-dilma-rousseff-3-parte).
São muitas as razões para votar em Dilma e no projeto que ele representa, mas
vamos nos ater a três também:

Primeira razão:
Dilma expressa a verdadeira mudança.
Aécio não representa mudança nenhuma, nem ele nem ninguém que represente os
partidos burgueses e suas abomináveis classes médias, como diria nossa guru, Marilena
Chauí (https://www.youtube.com/watch?v=xLn6QGW-RQ0). Obviamente, Dilma agora, assim como
Lula, nos outros dois pleitos, é a única indicação real de mudança, pois só com eles e com
o projeto que encabeçam será possível superar as contradições do capitalismo e as
desigualdades que seu modo de produção e de distribuição de riqueza provocam. O Estado
burguês segue a lei da natureza que se sustenta na sobrevivência dos mais fortes, mais
aptos; ele permite que o mérito regule a distribuição dos bens e riquezas materiais e
simbólicas. Daí as desigualdades, já que o Estado atua apenas para mediar os conflitos.
Já que o Estado assume controle só daquilo que pessoas e empresas particulares não
veriam vantagem em ter ou fazer, coisas como segurança, educação para os mais pobres,
saúde para quem não consegue pagar e defesa de direitos, que são também de
fundamentos burgueses como a Declaração Universal dos Direitos do Homem e a garantias
que vem sendo ampliadas e atendidas a partir dela. É o Estado mínimo, enfim, Estado
burguês focado no indivíduo e não no coletivo. Mas Marx propõe um patamar superior de
sociedade, e diz que precisamos avançar "De cada um segundo as suas capacidades, a cada
um segundo as suas necessidades.", o que significa que “cada pessoa deveria contribuir o melhor
de sua habilidade e consumir dela apenas a proporção do necessário a si”
http://pt.wikipedia.org/wiki/De_cada_qual,_segundo_sua_capacidade;_a_cada_qual,_segundo_suas_neces
sidades. Enfim, a mudança pregada por Aécio, por mais que ele consiga alterar o modo de
conduzir o Brasil, jamais chegará à ruptura total com o sistema que já está a caminho. A
mudança, portanto, é o PT. Ela ainda não chegou, mas está a caminho. A base de nossa
ideologia, embora esteja em Marx, com o italiano Antonio Gramsci já houve avanço: ele
propõe inteligentemente a substituição da “ditadura do proletariado” pela “hegemonia do
proletariado” e “ocupação de espaços”, (há gente nossa em todos os setores, do botequim
da esquina ao Supremo Tribunal Federal); ele defende que a tomada de poder pela classe
revolucionária só pode ser feita com alianças
(http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=5839&Itemid=1) e como
se vê, as coisas vão bem, estamos fazendo tudo certo. E não podemos permitir que a
burguesia nos impeça de avançar.

Segunda razão:
A corrupção é tão antiga quanto o homem.
Na pauta de críticas aos governos do PT, como se sabe, corrupção é o ponto em
que os burgueses mais insistem em bater. Mas precisamos lembrar que a corrupção é da
natureza humana, vai do troco recebido a mais e não devolvido aos desvios milionários de
Renan Calheiro ou de Jader Barbalho. É natural e, como disse o nosso amigo da outra
epístola, “tão antiga quanto o homem”. Cabe às forças investigativas das polícias e aos
ministérios públicos e outras instâncias do Poder Judiciário tomar as providências.
O caso não é esse, no entanto. O que conta é que, para avançarmos em nossos
ideais de construção de uma nova sociedade justa e igualitária (socialista), agir segundo a
ética e a moral do mundo burguês não é viável. Os casos envolvendo nossos quadros,
como os ocorridos nos chamados Mensalão e Petrolão, agora, são diferentes, por exemplo,
das apropriações indébitas realizadas por Renan, Jader e tantos outros que, pela
circunstância de encontrarem-se em um cargo público de poder, usam suas influências para
trazer a si e a seus favorecidos as mais várias formas de benesses. Os dois, Renan e Jader,
fizeram seus malfeitos em atendimento a interesses próprios, individuais, particulares. Já
no PT, o que chamam de corrupção são expropriações feitas em favor de um projeto: a
nova sociedade em que as lideranças do PT serão para nós o que Hugo Chávez, Nicolas
Maduro, Che Guevara, Kim Jong-um, Fidel Castro e seu irmão Raul foram e são para os
seus povos. Nossa moral e nossa ética são diferentes, nós as construímos, são
revolucionárias e nos justificam, como justificaram atos censuráveis, mas necessários, em
outras épocas. Não seria possível a revolução na Rússia e na China sem alguns milhares
(milhões, vá lá) de mortos: na Rússia, por exemplo, foram 22 milhões de mortos entre 1918
e 1922 (http://www.mundovestibular.com.br/articles/6150/1/Revolucao-Russa/Paacutegina1.html), mas
cremos que inteiramente inevitáveis e por uma grande e boa causa. Pelo mesmo modo, o
militante contra a ditadura, membro da Aliança Libertadora Nacional, Márcio Leite de
Toledo, em 1971, em São Paulo, suspeito de traição à causa, foi julgado pelos demais
guerrilheiros urbanos e condenado a sofrer justiçamento (execução)
(http://www.comunistas.spruz.com/pt/O-justicamento-do-guerrilheiro-Marcio-Leite-de-Toledo/blog.htm) e
(http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/a-comissao-da-verdade-tropecou-num-terrorista-
aposentado-que-acaba-de-se-transformar-em-assassino-confesso-de-um-companheiro-de-luta-contra-a-
ditadura/). Foi também necessário, pois seus companheiros avaliavam que ele sabia demais
sobre o grupo, podendo ser um risco para a jornada revolucionária. A China aplicou a pena
de morte a 2.400 pessoas em 2013 e podemos talvez achar esse um número exagerado,
os chineses, no entanto, já aprenderam a entender e a gostar do que o partido considera
necessário fazer por eles, os chineses já adotam uma nova moral e uma nova ética
(http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=4192213). E nós, com esses
fundamentos éticos, morais e filosóficos renovados futuramente, vamos também
compreender que muitas imposições dogmáticas da sociedade burguesa que está aí
precisam ser quebradas e relativizadas, para ceder espaço a novos valores muito mais
progressistas. De outra forma continuará havendo resistência às reformas que moldarão a
nova sociedade que a reeleição de Dilma trará para cada vez mais perto. Por exemplo, a
reforma agrária, desde as Reformas de Base de João Goulart, passando pelo INCRA
(Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e pelas desapropriações feitas pelos
governos pós-ditadura até hoje, com Lula e Dilma, avançou. Entretanto, pouco se fez
quanto à reforma urbana. E por falar nisso, não fosse o Golpe Militar, as Reformas de Base
de Jango já teriam nos levado bem mais longe na construção da causa. Já havia lá um
excelente esboço de reforma urbana. Se tivesse passado, um inquilino de imóvel, cujo dono
possuísse outros e fizesse deles fonte de renda, ganharia o direito de comprar aquela casa
ou apartamento e transformar os aluguéis em parcelas da dívida, em valores determinados
por um departamento governamental (http://pt.wikipedia.org/wiki/Reformas_de_base). Não seria
interessante? Talvez até melhor que o Minha Casa Minha Vida? A corrupção, portanto, é
apenas um modo de ver a coisa. Por isso, embora os não conscientizados, os não iniciados
e burgueses discordem, companheiros como Genuíno, Zé Dirceu, Gleisi Hoffmann
(http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/10/ex-diretor-da-petrobras-diz-que-senadora-gleisi-
hoffmann-recebeu-r-1-milhao-4624116.html), João Paulo Cunha, Sílvio Pereira, Delúbio Soares,
Henrique Pizzolato, Antônio Palocci (http://www.jogodopoder.com/blog/politica/petrolao-palocci-pediu-
dinheiro-para-campanha-de-dilma-em-2010/) e outros são pessoas de grande valor, que se
expuseram aos riscos de ter suas reputações arranhadas em atividades honrosas exigidas
pela causa, e se são tratados como heróis, é por que isso é o que eles realmente são.

Terceira razão:
Dilma vai administrar para todos, mas com atenção estratégica nos pobres
Estou conversando francamente. Ao que parece, na política, quem controla a
vontade popular controla o poder. Os partidos burgueses sabem disso e usam isso, mas
certamente com menos habilidade que nós, progressistas, que somos partido de massa e
não apenas de atuação institucional como eles.
“Na hora "h", No dia "d"”... “A Verdade a Ver Navios”, música dos Engenheiros do
Hawaii, começa assim. E a letra tem também uma estrofe interessante: “É impossível
reprimir / O que acontece toda vez / Que alguém acorda / Porque já não aguenta mais /”, e
termina com “E a corda arrebenta / No lado mais forte”. Arrebenta do lado mais forte? O
paradoxo é curioso, mas lembra bem que o lado mais forte, em política, eleições, é aquele
que tem mais votantes, no caso. Assim, se observamos a pirâmide social, a parte mais
fraca, mais pobre, menos instruída é certamente a base, que é também maior e mais
volumosa. E é lá que a corda sempre arrebenta, com inflação, falta de emprego, moradia
digna, insegurança, etc., mesmo sendo, em volume de votos, sobrepujante, e, portanto,
nisso, mais forte. Evidentemente, a melhor forma de administrar esse potencial de votos é
cativar as pessoas desse estrato social. Ter chegado ao Planalto e encontrar prontas as
bases do programa social-democrata de renda mínima de Fernando Henrique Cardoso foi
uma sorte histórica. Com os cadastros de Vale Gás e Bolsa Escola já prontos os passos
seguintes foram rápidos e deram a Lula, ao PT, portanto, altas taxas de aprovação e de
retorno eleitoral. Em outras palavras, essas políticas capazes de criar dependência, isto é,
capazes de dar às pessoas algo de que elas não vão mais querer abrir mão são
fundamentais para o projeto maior do partido. Educação e saúde, ainda que não tenham
excelência, todos já se acostumaram com elas como são, mas perder o dinheirinho das
bolsas, com que podem comprar comida, fazer uma chapinha, comprar cigarro ou pinga,
isso seria frustrante, odiariam.
Quanto ao salário mínimo, a verdade é que ele já, há alguns anos, tem seu reajuste
determinado pela Lei n° 12.382, de 25 de fevereiro de 2011
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12382.htm) E “pela regra, a cada ano, o
aumento do salário mínimo corresponderá à variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano
retrasado mais a inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC)” (http://www.ebc.com.br/cidadania/2013/07/saiba-como-e-calculado-o-reajuste-do-
salario-minimo-no-brasil). Mas, pouca gente sabe disso, e muitos recebem o valor anunciado
para o mínimo do ano seguinte como se fosse uma dádiva nascida da vontade do governo.
E isso é bom, nos favorece. Administrar para todos, de olho na satisfação dos pobres, será
assim que avançaremos mais uma etapa na construção do socialismo
(https://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2014/03/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf). Nossos vizinhos
estão à frente (http://www.psuv.org.ve/wp-content/uploads/2010/06/Libro-Rojo.pdf).

Considerações sobre o 1º turno em Minas
Nós que comungamos dos ideais revolucionários por uma nova sociedade, via
democracia, claro, temos no Aécio, nesse momento, a pedra mais incômoda que jamais
esteve em nosso sapato, desde que Lula chegou lá. Precisamos, por isso, confirmar nossas
intenções de voto e conquistar, por convencimento ou outros meios, os votos também de
nossos familiares, amigos e pessoas de nossos círculos de influência. O Aécio põe em risco
a continuidade de um projeto que, apesar de alguns tropeços, já está em curso e avança a
cada dia.
Os resultados das urnas em Minas nos permitem um argumento favorável a nossa
luta por novos convencimentos e votos. É possível dizer, com uma leve distorção dos fatos,
que Aécio foi um grande derrotado em Minas, o que indica que os mineiros não o
consideram um governante à altura.
Nós, como formadores de opinião, devemos conhecer os fatos e ter avaliações
críticas a respeito deles, mas, por uma boa causa, não temos, necessariamente, de nos
apegar a essa versão mais apurada.
Aécio terminou o seu governo com aprovação popular de 92%, segundo IBOPE e
Data Folha. Sabemos, porém, que esses institutos erram muito. Já a imensa rejeição dele
entre nós, da Educação, deve-se ao mérito de alguns blogs como o da presidente do
Sindute, Beatriz Cerqueira, e principalmente ao blog do Euler, frequentado diariamente por
muitos colegas nossos. O Euler e seus assistentes alcançaram excelentes resultados com
a tática da adesão por afinidades de sentimentos. É mais fácil superar ideias e raciocínios
com a contaminação por sentimentos fortes do que o contrário. Com o tempo, eles
conseguiram contribuir para que a insatisfação do pós-greve desses anos atrás virasse ódio
contra o PSDB e o Aécio. Ainda assim, Antônio Anastasia elegeu-se senador com mais de
56% dos votos, entre vários outros concorrentes. Mas isso não importa, assim como não
importa o fato de Dilma perder em São Paulo, berço do movimento operário, onde surgiram
Lula e o próprio PT. Precisamos convencer mais eleitores e, nesse caso, argumentos bons
são aqueles que impressionam mais. Dizer que Aécio não é bom, porque se fosse não
perderia em casa é uma poderosa alegação contra ele.

Pois aí está, companheiros e companheiras. Como propõe a outra carta: “Votar em
DILMA é uma atitude de escolha. E ser inteligente é fazer a melhor escolha. Para não
interromper as mudanças, o melhor é Dilma.”
Você quer provar pra mim que realmente é inteligente? Então vote 13, vote DILMA.
O PT recomenda. O autor deste texto, feito ao avesso, não.

Um abraço e desculpe a brincadeira

P. S. – Acolherei com atenção e respeito as críticas. O João Sanches e eu somos amigos
e estivemos juntos no PT, por muitos anos. Tomamos caminhos diferentes, mas meu
respeito e admiração por ele continuam intactos. Aprendi muito com a inteligência dele.

PC



















http://www.kienyke.com/historias/los-guardianes-civiles-de-chavez/
CARTA DO AMIGO JOÃO SANCHES

Carta aos professores e servidores públicos, sobretudo do Estado de Minas, extensiva
aos eleitores em geral.

Senhores eleitores,

Estamos vivendo um momento crucial: votar em Dilma ou votar em Aécio, para
conduzir nosso país pelos próximos quatro anos.
Esta carta quer contribuir nesta reflexão, principalmente por que tivemos a
experiência de enfrentar Aécio e seu pessoal por 12 anos. Não foi fácil e todos nós
sabemos.
Gostaríamos que você avaliasse com muita seriedade este momento. Não
podemos concordar que o país suporte, de forma ampliada, o que foi feito aqui em
Minas. A prova cabal está aí: ELE PERDEU A ELEIÇÃO AQUI E SEU
CANDIDATO FOI DERROTADO JÁ NO PRIMEIRO TURNO.
O Brasil precisa de gente com história, vida limpa e seriedade. Dilma é a
candidata que melhor expressa estas qualidades. Lutou contra o regime militar e tem
capacidade de gestão. Provou isto. Os problemas que enfrenta são aqueles que todo
governo enfrentaria. Ela está agora mais preparada ainda para governar.
Existem muitas razões para votar em DILMA. Apresentamos aqui apenas 3 (três)
delas: Dilma expressão a verdadeira mudança, a corrupção é tão antiga quanto o
homem e ela vai administrar para todos, mas tem coragem de gastar tempo com pobre.
Pedimos que você avalie seriamente estas razões.

Primeira razão: Dilma expressa a verdadeira mudança.
O outro candidato diz que vai mudar o país. Mudança é processo, é trabalho de
anos, décadas, nunca da noite para o dia. Tem de existir mudança de mentalidade,
progresso cultural. Faça conosco uma visita rápida à história: A independência de
Portugal prometia um Brasil Novo (1822); O Brasil passou da República Velha para a
Nova derrubando a Monarquia (1889); A revolução constitucionalista prometia um
Brasil Novo (1932); Getúlio deu o golpe do Estado Novo (1937); Getúlio foi derrubado
após a Guerra para um Brasil novo (1946); Os Militares derrubaram Jango prometendo
um Brasil Novo (1964); Tancredo e Sarney inventaram a Nova República com a
Aliança Democrática (1985); O Collor prometeu um Brasil Novo (1989). Isto para ser
bem resumido. Prometem um Brasil Novo desde a “saída” de Portugal. Aécio não vai
mudar nada. Só iria interromper um processo positivo de mudanças.
Mudança é processo, é caminhada e DILMA é quem melhor expressa isto.
Interromper este caminho e voltar para o retrocesso não é o melhor caminho.

Segunda razão: A corrupção é tão antiga quanto o homem.
Pois é. Este é o principal argumento do candidato de oposição. É como se o
mundo e o Brasil tivessem sidos descobertos hoje!
A corrupção é, realmente, um câncer na política, no mundo inteiro e no Brasil.
Ninguém nega, pois seria negar fatos. O problema é que a política é conduzida por
pessoas. Se a corrupção está nas pessoas, então ela está na política. A desonestidade é
vista com uma naturalidade assustadora hoje em dia. Desde aquela pessoa simples que
inventa documentos para se aposentar no INSS, oferece dinheiro ao guarda do trânsito
e pede emprego ao Prefeito, passando pelo servidor que usa o telefone da Prefeitura
para interesses pessoais, pelo comerciante que fornece nota fiscal fria, pelo Prefeito
que contrata sem concurso, pelo Vereador que recebe para votar, até os grandes
escândalos das grandes empresas. Num passado não distante - os mais antigos se
lembram - os escândalos ocorriam com a mesma frequência. Durante a ditadura militar
foram muitos: Caso Halles, Caso BUC, Caso Econômico, Caso Eletrobrás, Caso
UEB/Rio-Sul, Caso Lume, Caso Ipiranga, Caso Aurea, Caso Lutfalla (família de Paulo
Maluf, marido de Sylvia Lutfalla), Caso Abdalla, Caso Atalla, Caso Delfin, Caso TAA.
E ainda o escândalo da Corretora Laureano, em 1976 e a compra pela Coroa-Brastel
da Metalurgica Castor, do bicheiro Castor de Andrade.
Mais recentemente temos outros tantos escândalos: Escândalos do Governo
Collor (Casa da Dinda, FIAT Elba) (1991), Anões do Orçamento (1993), mensalão da
reeleição (1995), das privatizações tucanas (1997), banco Marka (1999), Sudam
(2001), Banestado (2003), Vampiros da Saúde (2004), Mensalão (2005), Sanguessugas
(2006), Navalha (2007), Lalau (TRT de São Paulo) (199), Mensalão Tucano em Minas
(1998), Mensalão do DEM ou o DEMsalão no DF (2006) e agora os problemas da
PETROBRÁS, Metrô de São Paulo, construção do Aeroporto por Aécio na Fazenda
do tio em Minas, etc.
A questão é quem investiga de verdade e que joga para debaixo do tapete.
Durante os 8 anos de Fernando Henrique ele nomeou o mesmo Procurador Geral, o
Senhor Geraldo Brindeiro. Ficou famoso e conhecido como o ENGAVETADOR
GERAL DA REPÚBLICA. Com Dilma a Polícia Federal investiga de verdade e o
Procurador Geral não engaveta.
Então, a pergunta fatal: Votar em Aécio vai exterminar a corrupção no Brasil?
Claro que não. As mudanças devem ser mais profundas.

Terceira razão: Dilma vai administrar para todos, mas tem coragem de gastar
tempo com pobre.
Esta é a principal diferença entre as duas candidaturas. Nos últimos 12 anos isto
ficou muito claro: São quase uma centena de projetos e programas que beneficiam os
mais fracos, os mais pobres, o lado sofrido da população.
Assessores do outro candidato já até disseram que o salário mínimo está alto
demais. No momento foi necessário, para preservar o emprego, abrir um pouco a
política de controle da inflação. Foi uma decisão difícil: enviar uma parte da conta para
quem tem mais riqueza! E tem muita gente rica, milhares, que são solidários com esta
forma de desconcentrar renda e votam em Dilma.
A vida das pessoas mais simples melhorou. Todo mundo pode ver esta verdade.
O outro candidato fala que vai manter programas sociais, mas isto não é suficiente.
Dilma não vai só mantê-los, porque foi seu governo quem instituiu, mas vai instituir
outras dezenas ou centenas de programas para ajudar os mais pobres.
O governo Dilma não é o governo dos sonhos de muita gente, mas não
reconhecer que, além de administrar para todos, seu governo está claramente do lado
dos fracos, não é sensato.
Votar em DILMA é uma atitude de escolha. E ser inteligente é fazer a melhor
escolha. Para não interromper as mudanças, o melhor é Dilma.
Nós mineiros já sangramos 12 anos, principalmente na educação e não
podemos permitir que o Brasil inteiro seja submetido a este sofrimento. Com todo o
respeito, a melhor escolha é DILMA.
Dilma Presidente, 13, para prosseguir com as mudanças: recomendamos!
Atenciosamente,