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A concepção de homem na sociedade contemporânea

Em se tratando das concepções de homem ao longo dos séculos, encontram-se diversas
visões sobre tal conceito. A partir da Idade Moderna, uma das definições formadas sobre o
homem é a que ele começa a construir um carter pr!prio, baseado naquela sociedade onde
ele vive, e é na Idade "ontempor#nea que essa concepç$o vai tomar maior estima. A maioria
dos fil!sofos e pensadores contempor#neos ir$o ainda enfati%-la& afirmar$o que o ser humano
é o espelho daquele meio onde vive.
'o caso da sociedade capitalista, que é onde esta situaç$o é mais percept(vel, o
homem toma forma de acordo com os valores e princ(pios desse sistema. ) capitalismo, por
ter como seu principal ob*etivo o lucro, valori%a as transações de mercadoria e os valores
nelas envolvidos, visando o enriquecimento do Estado. +esse modo, o sistema incentiva
quanto mais o consumismo, a partir do qual o lucro começa a se estabelecer. A partir desse
lucro, o indiv(duo, além de ser incentivado a consumir, é também, mesmo que
inconscientemente, influenciado pelos princ(pios do sistema, o que fa% com que ele os
incorpore ao seu carter.
,ara ent$o se compreender o homem na sociedade capitalista, deve-se analisar, antes,
o meio em que ele vive, pelo fato de ele ser a e-press$o da pr!pria sociedade .MA/01E2,
34546. A maioria dos pensadores vem analisando, ent$o, os perfis da humanidade
contempor#nea, atual.
,elo fato de o ser humano incorporar o carter capitalista, ele vai fa%er o que for
poss(vel para conseguir lucro, se*a trabalhar mais, vender mais caro, comprar mais barato.
,orém, o grande problema nisso é que o homem tende a desenvolver uma mentalidade
materialista, por vai tratar tudo como algo que possa lhe ser benéfico&
A concepç$o mercantilista do valor, o destaque dado ao valor de
troca antes que ao valor de uso, levou a uma concepç$o semelhante de
valor aplicvel 7s pessoas e particularmente 7 pessoa de cada um. 8
orientaç$o do carter que tem suas ra(%es na impress$o de que se é
também uma 9mercadoria: e do valor pessoal de cada um com um
valor de troca, cognominei orientaç$o mercantil .;/)MM, 5<=46.
+esse modo, as pessoas chegam a tratar outras pessoas como mercadorias, como por
e-emplo, em uma empresa& os interesses circulam acerca daquele que produ% mais, que é
mais efica% .MA/01E2, 34546.
Essa mentalidade materialista e-iste desde os prim!rdios do capitalismo e
mercantilismo, com o fim da era medieval e o in(cio dos princ(pios que valori%avam o
trabalho e o dinheiro .um e-emplo seria o surgimento do pensamento calvinista6, que
acabaram por despertar no homem uma (ndole de ambiç$o. Essa que, presente até os dias
atuais, é ela para muitos a responsvel por todos os defeitos da sociedade contempor#nea.
"om isso, surgem, ent$o, diversos outros conceitos do ser humano contempor#neo,
formando uma rede de concepções, que se interligam desde a Antiguidade até a sociedade
atual.
/efer>ncias&
- "A,/A, ;rit*of. ) ponto de mutaç$o& a ci>ncia, a sociedade e a
cultura emergente. "(rculo do ?ivro. 5<@3
- 2I?AA, Bisele /einaldo. ) homem moderno fragmentado e a
comple-idade em torno do conceito de identidade. /evista Memento, v. 3,
nC 3, agosto-de%embro 3455, /evista do Mestrado em ?etras Linguagem,
Discurso e Cultura D 1'I'")/.
- MA/01E2, Edmilson ;erreira. ) ser humano na sociedade
capitalista na concepç$o de Erich ;romm. /evista Espaço Acad>mico, nC
554, Eulho de 3454.