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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE TECNOLOGIA
LABORATÓRIO DE MECÂNICA DOS SOLOS
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
PROF. A. B. S.


Determinação do teor de umidade no solo

Professor: Anderson Borghetti Soares

L. H. A de melo

Fortaleza – CE
Junho de 2013
1. Introdução

A determinação da umidade do solo consiste em mensurar a quantidade de água presente nos
espações entre os grãos de uma amostra de solo qualquer. Este índice é importante na medida
em que a água interfere na compactação do solo, alterando seu comportamento, na massa
específica e no cálculo do traço de compósitos utilizando o solo como agregado.
Portanto, para realizar estudos sobre o solo, é essencial conhecer as melhores ou mais ágeis
formas de se determinar o valor do teor de umidade em campo ou em laboratório para se
decidir qual método é mais eficaz para determinada situação.
Assim, de modo a compreender melhor as formas de ensaio de obtenção do valor dessa
propriedade, o objetivo geral da prática foi determinar o teor de umidade de uma amostra de
solo já preparada no laboratório, sendo o objetivo específico fazer isso pelo método da estufa,
frigideira e speedy.


2. Fundamentação teórica

2.1- Teor de umidade.
Conceitua-se o teor de umidade de uma amostra de solo como a razão entre o peso da água
presente em um determinado volume de solo e o peso da parteseca no volume em questão,
resultando na seguinte equação que fornece o valor em porcentagem:
W(%) = (Pw/Pd)*100 ou W(%) = [(Pn-Pd)/Pd]*100
Onde:
W é o teor de umidade em porcentagem;
Pw é o peso da água contida na amostra de solo;
Pd é o peso dos grãos sólidos da amostra;
Pn é o peso natural (grãos + água) da amostra de solo.
Utilizaram-se os seguintes métodos para a determinação do teor de umidade na prática:
2.2- Estufa.
Utilizando como referência a norma 6457/86:
Execução:
Retiram-se recipientes para pesá-los, anotando suas massas. Depois se toma uma quantidade
do material, em função da dimensão dos grãos maiores contidos na amostra, destorroa-o,
coloca-o no estado amolgado, em cápsulas metálicas adequadas e fecha-se com a tampa.
Pesa-se o conjunto com a resolução correspondente, e anota-se a massa do conjunto.
Tampa-se e transfere-se a cápsula da estufa para o dessecador, onde deve permanecer até
atingir a temperatura ambiente. Pesa-se o conjunto, com a resolução correspondente, e
anota-se a massa do conjunto.
Efetuam-se, no mínimo, três determinações do teor de umidade por amostra. Quando existe a
necessidade de grande precisão no resultado do ensaio de determinação da umidade pelo
processo da estufa (p. exemplo, ao executá-lo como parte do ensaio de granulometria ou na
determinação da densidade dos grãos), exige-se que pelo menos duas das determinações não
difiram mais que 0,2%. A média dos resultados válidos será adotada como teor de umidade da
amostra.
2.3- Frigideira.
Da mesma forma que a estufa, porém com a secagem do solo úmido sendo feita até estar
completa em uma frigideira. A vantagem desse método em relação ao da estufa é a
possibilidade de se realizá-lo em campo, mas com uma menor precisão e com certa dificuldade
com solos orgânicos, visto que não há controle de temperatura.
2.4- Speedy.
Baseando-se na norma ME 052/94 (DNER):
Pesa-se a amostra de solo e a coloca na câmara do aparelho, logo depois coloca-se na câmara
esferas de aço, juntamente da ampola de carbureto de cálcio, permitindo-a deslizar
cuidadosamente pelas paredes da câmara, para que a ampola não quebre antes de se fechar o
equipamento.
Após fechado o aparelho, agita-se várias vezes para quebrar a ampola, verificando-se isso pelo
aparecimento da pressão, mostrada no manômetro. Continua-se agitando o aparelho a fim de
que toda a água entre em contato com o carbureto.
Quando a pressão manométrica se apresentar constante, deve-se fazer a leitura. Isso indica
que toda a água presente na amostra de solo reagiu com o carbureto.
Caso a leitura manométrica seja menor que 20 kpa, o ensaio deve ser repetido com uma massa
de amostra superior à massa anteriormente usada. Se a leitura for maior que 150 kPa,
interrompe-se o ensaio, afrouxando lentamente a tampa do aparelho, deixando o acetileno
escaparpela fresta, e depois repete-se o ensaio com uma massa inferior à anterior utilizada.
Confere-se a tabela de aferição oriunda do aparelho com a leitura manométrica e a massa
correspondente a da amostra utilizada no ensaio, calculando, então, a porcentagem de
umidade em relação à amostra.



3. Materiais e métodos
3.1 Determinação da umidade pela estufa.
Materiais:
- Cápsulas;
- Espátula;
- Balança de alta precisão;
- Estufa.
Procedimento
Primeiramente determinou-se na balança o peso da cápsula limpa, em seguida colocou-se a
amostra de solo úmido na cápsula e foi determinado o seu peso também. A amostra,
juntamente com a capsula, foi colocada na estufa e deixada a temperatura em torno de 100ºC
e pesada diversas vezes até atingir massa constante (Tabela 3.1).
Amostra de Solo DATA: 23/05/2013
Cápsula Nº 61 68 15
Peso da Cápsula limpa (g) 12,28 14,21 13,95
Peso da Cápsula + Solo Úmido (g) 54,10 61,02 60,54
Peso da Cápsula + Solo Seco (g) 52,23 58,87 58,51
Tabela 3.1 – Dados obtidos no ensaio para três amostras pelo método da estufa.
3.2 Determinação da umidade pelo método da frigideira.
Materiais:
-Espátula;
-Frigideira;
- Balança de alta precisão;
-Fogareiro.
Procedimento:
Primeiramente foi colocada a frigideira na balança e retirado o seu peso por meio da TARA.
Após isso, foi colocada a amostra de solo úmido e anotada sua massa. Em seguida, foi
fornecido calorpor meio do fogareiro para que a umidade fosse expulsa do solo. Quando o solo
apresentou massa constante foi anotada a sua massa. (Tabela 3.2)
Massa de solo úmido Massa de solo seco na frigideira Massa de água
100g 95,66g 4,34g
Tabela 3.2 – Dados obtidos para o ensaio pela frigideira.


3.3 Determinação da umidade pelo Speedy.
Materiais:
-Aparelho Speedy;
-Ampola com cerca de 6,5 g de Carbureto de Cálcio(CaC2);
-Esfera de metal;
-Tabela de referência do aparelho.
Procedimento
Colocou-se no recipiente do aparelho a amostra de solo, a esfera e a ampola de carbureto.
Após fechar seguramente o recipiente, foi sacudido o sistema para que a ampola fosse
quebrada pela esfera de metal e o carbureto de cálcio entrasse em contato com a amostra de
solo. A pressão gerada foi visualizada no manômetro do aparelho Speedy. Consultando na
tabela, foi determinada a umidade referente a pressão gerada no interior do recipiente.

4. Resultados

Peso de água (g) 1,87 2,15 2,03
Peso do Solo seco(g) 39,95 44,66 44,56
Umidade (%) 4,68 4,81 4,56
Média da Umidade (%) 4,68
Tabela 4.1 – Resultados para o Ensaio de determinação de umidade pela estufa.


Massa de água Massa de solo seco Umidade
4,34g 95,66g 4,54%
Tabela 4.2 – Resultado para o Ensaio de determinação da umidade pela frigideira.


Umidade Determinada pelo Speedy
4%
Tabela 4.3 – Resultado para a determinação da umidade pelo Speedy.Admitindo-se que a
aferição da umidade pelo método da estufa está mais próxima da umidade real do solo, uma
vez que é o método que permite maior precisão. Determinou-se então o erro cometido pelos
outros métodos.

Erro cometido pelo método da frigideira. Erro cometido pelo método do Speedy.
-2,99% -14,53%

5. Conclusão
Os dois erros mediram a umidade inferior à estabelecida pelo método da estufa. O erro
ocorrido com o método da frigideira pode ter ocorrido por conta do manuseio da amostra,
ocorrendo de forma pouco cuidadosa e ter havido perda de material sólido durante o
transporte entre a pesagem do material úmido e o material seco. No caso da aferição pelo
Speedy, é provável que a reação do Carbureto de Cálcio não tenha ocorrido com o rendimento
correto ou ainda que o manômetro do aparelho não estivesse corretamente calibrado,
gerando uma pressão aquém do esperado. Esses dois métodos são maneiras grosseiras para
determinar a umidade de certa massa de solo, esses são usados quando não se necessita de
alta precisão ou ainda quando se quer uma determinação muito rápida para a umidade, por
exemplo, em uma obra quando não há recursos laboratoriais suficientes para a execução do
ensaio em estufa.

6. Referência Bibliográfica

- PINTO, Souza. Curso Básico de Mecânica dos Solos. 2ª Edição. Editora: Oficina de Textos.
- NBR 6457 ANEXO – Determinação do teor de umidade dos solos.

Relatório dos Ensaios

DETERMINAÇÃO DA PORCENTAGEM DE UMIDADE DO SOLO


Matéria: Mecânica dos Solos

Belo Horizonte, 04 de Setembro de 2012.

1) Introdução:
O ensaio de determinação da porcentagem de umidade do solo foi realizado no dia
17/08/2012, de acordo com a norma DER-ME 196/98, no laboratório de mecânica dos solos do
Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH), situado no piso térreo do bloco A2. A
umidade do solo é importante para a determinação de outros índices físicos como o limite de
liquidez e o limite de plasticidade.

2) Objetivo:
O objetivo do ensaio é calcular a porcentagem de umidade em uma determinada amostra de
solo, pelos métodos da estufa, da frigideira, do álcool e do speed.

3) Equipamentos:
3.1) Método da estufa
a) Tabuleiro de chapa de ferro galvanizado, com 50 cm x 30 cm x 6cm de altura com solo;
b) Estufa com temperatura entre 105º e 110ºC;
c) Balança;
d) Recipiente de material resistente ao calor (Cápsulas).

3.2) Método da frigideira
a) Tabuleiro de chapa de ferro galvanizado, com 50 cm x 30 cm x 6cm de altura com solo;
b) Balança;
c) Utensilho resistente ao calor, adequado para o ensaio (Frigideira);
d) Fonte aquecedora: Fogo 200º C;
e) Haste de mistura.

3.3) Método expedito do álcool
a) Tabuleiro de chapa de ferrogalvanizado, com 50 cm x 30 cm x 6cm de altura com solo;
b) Balança;
c) Recipiente de material resistente ao calor;
d) Álcool etílico;
e) Fósforo;
f) Haste de mistura.

3.4) Método do speed
a) Tabuleiro de chapa de ferro galvanizado, com 50 cm x 30 cm x 6cm de altura com solo;
b) Balança;
c) Aparelho do método speed, com manômetro acoplado;
d) Ampolas de carbureto.

4) Procedimento experimental:
4.1) Método da estufa
a) Coletaram-se duas cápsulas de solo do tabuleiro que foram pesadas em seguida
separadamente;
b) As cápsulas foram deixadas na estufa por 24 horas;
c) Após as 24 horas as cápsulas foram retiradas da estufa e pesadas novamente.

4.2 ) Método da frigideira
a) O utensilho “Frigideira”, foi pesado vazio.
b) Coletou-se uma determinada quantidade de solo do tabuleiro, que foi colocado na
frigideira.
c) A frigideira com solo foi pesada novamente e levada ao fogo a 200º C, sendo mexido o
material por 5 minutos.
d) Com o solo aquecido após os 5 minutos, a frigideira foi pesada novamente.

4.3) Método expedito do álcool
a) O recipiente resistente ao calor foi pesado vazio;
b) Coletou-se uma quantidade de solo do tabuleiro, que foi colocado no recipiente resistente
ao calor;
c) O recipiente com solo foi pesado novamente;
d) Acrescentou álcool etílico no recipiente e em seguida,com um fósforo, colocou-se fogo no
solo;
e) O solo foi misturado e mexido durante toda sua queima;
f) O procedimento termina ao acabar as chamas, onde o recipiente é pesado novamente.

4.4) Método do speed
a) Coletou-se uma quantidade de solo do tabuleiro, que foi colocado no aparelho de speed;
b) Junto ao solo foram colocadas duas ampolas de carbureto;
c) O aparelho foi fechado e agitado até que as ampolas se quebrem;
d) No momento da quebra, o manômetro acoplado no aparelho já marca o teor de umidade
do solo.

5) Procedimento de cálculo:
Algumas abreviações:
Pc = Peso Cápsula
Ps=Peso do solo
Pa= Peso da água
Pf = Peso da frigideira
Cálculo da umidade em %
W = Pa / Ps x 100

6) Tabelas de Cálculo
Tabela 1: Método da Estufa

Cápsula 1
Cápsula 2
Pc + Ps + Pa (g)
101,8
93,45
Pc + Ps (g)
85,83
79,45
Pa (g)
15,97
14,0
Pc (g)
18,89
17,48
Ps (g)
66,94
61,97
Umidade (%)
23,85
22,59

Tabela 2: Método da Frigideira

Procedimento 1
Pf + Ps + Pa (g)
117,74
Pf + Ps (g)
108,83
Pa (g)
8,91
Pf (g)
56,10
Ps (g)
52,73
Umidade (%)16,89

Tabela 3: Método Expedito do Álcool

Procedimento 1
Pc + Ps + Pa (g)
35,69
Pc + Ps (g)
33,75
Pa (g)
1,94
Pc (g)
16,48
Ps (g)
17,27
Umidade (%)
11,23

Tabela 4: Método do Speed
Pc + Ps + Pa (g)
7,8
Ampolas de carbureto (un)
2
Umidade marcada no manômetro (%)
18,30

7) Considerações finais:
Nota-se que o solo utilizado nos quatros tipos de ensaios, foram colhidos de uma mesma
amostra, porém, resultados diferentes foram encontrados pelo alunos do 6o de Engenharia
Civil do UNI-BH, sob orientação do Professor Mateus. São eles:


De acordo com o orientador, Professor Mateus, o método da estufa é o que apresenta
resultados mais precisos. Então, deve-se considerar a umidade do solo como 23% nesse caso.
Embora seja o método mais indicado para o ensaio de umidade do solo, o método da estuda é
o mais demorado dentre os quatro. Assim, se a obtenção do teor de umidade do solo
necessitar de resultados mais rapidamente, os outros métodos podem e devem realizados
desde que sejam são feitos seguindo o que a norma determina, e dos materiais que dispõe
para realiza-los.

SUMÁRIO

Introdução ..................................................................................................................................02

Metodologia................................................................................................................................03

Resultados e Discussão...............................................................................................................05

Conclusão....................................................................................................................................07

Referências Bibliográficas..........................................................................................................08








01. INTRODUÇÃO


Os solos são fragmentos de rochas, e se apresentam na natureza de diversas formas. Por esta
razão, é necessária sua classificação de acordo com sua natureza, tamanho, resistência,
umidade, índices de plasticidade e etc. Para tais classificações, é necessária a utilização do
laboratório de mecânica dos solos para serem realizados ensaios determinados e orientados
por normas, os quais serão realizados ao longo da disciplina.

Para a realização dos ensaios, as amostras coletadas devem ser representativas do solo a ser
analisado, e devem ser preparadas seguindo os parâmetros da Norma ABNT NBR 6457 -
Amostras de solo / preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização
(método de ensaio).

Após a preparação da amostra, são realizadosensaios para a determinação da umidade do
solo, pois a água desempenha papel fundamental na caracterização do solo, principalmente
em solos finos. Os métodos a serem apresentados neste relatório são: Método da Estufa,
Método da Frigideira e Método do Speedy.



























02. METODOLOGIA


02.01 COLETA E PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS

02.01.01 COLETA

O principal objetivo da coleta da amostra de solo é obter um material representativo do meio
e adequado para ser identificado e caracterizado em laboratório. Essa coleta pode ser
superficial, e a amostra pode ser deformada ou indeformada.
Na amostra deformada se conservam todos os constituintes minerais do solo, até mesmo sua
umidade, no entanto a sua estrutura original é deformada no processo de extração. Esse tipo
de amostra geralmente é usado em ensaios de compactação classificação e resistência ao
cisalhamento, por exemplo. Já na amostra indeformada se conservam todas as características
originais do solo, inclusive a sua estrutura.

Equipamentos utilizados na amostra deformada:
trados de diversos tipos e diâmetros.
amostrador de parede grossa.
caixa metálica
amostrador de parede fina.

O procedimento para coletar a amostra deformada consiste primeiramente na retirada de
todo material estranho no local, incluindo vegetação e raízes. Em seguida, inicia-se a coleta do
material, que dependendo da profundidade que for realizada a sondagem será utilizado um
tipo de equipamento diferente.Se for uma amostra mais superficial, até 1 m, não é necessário
o uso trados, sendo preciso somente o uso de ferramentas simples, se a amostra for a uma
profundidade além de 1m e inferior a 6, pode-se usar um trado cavadeira, já se estiver a uma
profundidade superior a 6m, pode-se usar o trado helicoidal, e se estiver abaixo do nível da
água é aconselhável que se use um amostrador de parede grossa, pois o trabalho com o trado
helicoidal pode se tornar pouco eficaz. A sondagem com trado é regulamentada pela norma
NBR 9603/86.
Depois disso a amostra deverá ser colocada em um saco plástico e depois identificada por uma
etiqueta, informando o local, número e profundidade da amostra.
Já o procedimento para a obtenção da amostra indeformada consiste primeiramente na
cravação de um cilindro ou de uma escultura de uma estrutura prismática no solo, que
posteriormente são retirados no solo. Essa amostra poderá ser cortada em diferentes
posições: talude de um corte, superfície do terreno, fundo do poço e parede do poço.
Após isso, o poço é aberto em até 10 cm acima do topo do bloco, com um diâmetro que
permita o técnico continuar. Em seguida o local onde amostra será coletada é marcado,
utilizando uma caixa metálica, e ir removendo o solo que estiver ao seu redor. Depois a caixa
deverá ser ajustada ao solo com a ponta biselada voltada para baixo e inicia-se uma escavação
em sua volta, ao mesmo tempo, a caixa é pressionada levemente provocando sua descida.
Quando a caixa atingir a cota 0 deverá haver um pouco de excessode solo ( 3 cm) que ainda
não será retirado. Depois o bloco é cortado perto da base da caixa e o excesso de solo do topo
e da base é retirado e uma fina camada de parafina é aplicada. Então, o bloco é identificado
com os dados da amostra. Em seguida as laterais da caixa são retiradas e é aplicado parafina às
laterais do bloco.
Depois a amostra é envolvida em um tecido poroso e é aplicada uma segunda camada de
parafina para preservar a sua estrutura. Por fim, uma etiqueta é colocada no topo do bloco
com as informações da sua localização. As normas que regulamentam esse processo são NBR
9604/86 e NBR9820/87.

02.01.02 PREPARAÇÃO

Esse processo consiste em destorroar, secar, quartear, pesar e peneirar a amostra, a fim de
obter uma quantidade homogênea e representativa do meio. As normas que regulamentam
esse processo são a ABNT MB 27 (NBR-6457) e a DNER-ME041/94.
A primeira etapa da preparação é a secagem parcial da amostra através da exposição ao ar até
que se atinja a umidade higroscópica. Depois é realizado o seu destorroamento utilizando o
almofariz e a mão de grau ( recoberta de borracha). Em seguida é realizado o quarteamento
em que é retirada uma amostra menor homogênea e representativa do meio. E por fim é feito
o peneiramento, onde o material é separado para a realização dos diferentes tipos de ensaios.


02.02 DETERMINAÇÕES DO TEOR DE UMIDADE

O teor de umidade do solo natural, independente do método, é obtido pela razão do peso da
água presente no solo úmido e o peso do solo seco.O ensaio para a determinação do teor de
umidade é baseado na ABNT NBR 9603 e NBR 9304. No laboratório foram apresentados três
procedimentos para a determinação do teor de umidade do solo, os quais foram: Método da
Estufa, Método da Frigideira e Método do Speedy, entretanto existem cinco. Os outros dois
métodos que não foram realizados em laboratório são: o método do álcool e o de análise por
infravermelho.

02.02.01 MÉTODO DE SECAGEM EM ESTUFA

Este método se baseia na diferença entre a massa de solo calculada antes e depois da amostra
passar 24 horas na estufa entre 105ºC e 110ºC.

Material
- Balança com sensibilidade de duas casas decimais
- Estufa elétrica controlada por termostato, apresentado variação térmica de 105ºc±5ºc
- Capsula, a qual deve ter peso determinado no momento do ensaio ou tara do recipiente

Amostra
- De acordo com a NBR 6457, a quantidade de amostra representativa de solo deve ser obtida
de acordo com a dimensão dos grãos maiores.
- Deve ser utilizado 50g de amostra

Metodologia
- Na balança, a cápsula é colocada vazia e é calculado seu peso. Depois é adicionado o solo
úmido e calculado o peso do solo úmido mais a capsula.
- A cápsula com solo úmido é colocada na estufa, depois de 24 horas é retirada.
- A cápsula com solo úmido vai para o dessecador até atingir a temperatura ambiente.
- A cápsula vai novamente para a balança, onde é possível obter o peso da cápsula mais solo
seco.
- Para obtenção do peso do solo seco, basta descontar o peso da cápsula calculada no início do
ensaio.

02.02.02 MÉTODO DA FRIGIDEIRAMaterial
-Frigideira
-Fogão
-Balança com sensibilidade de duas casas decimais




Metodologia
- Após a determinação do peso do solo úmido, o solo é levado ao fogo na frigideira e é
esperado um tempo até a mudança de textura, a qual é possível perceber pelo contato com a
espátula, e de cor do solo.

02.02.03 MÉTODO DO SPEEDY

Material
-Speedy
-Balança
-Cápsula de Carbureto de Cálcio

Metodologia
-O solo úmido é inserido no recipiente de pressão, juntamente a esferas de aço e a ampola de
carbureto de cálcio.
-Após a selar o Speedy, este deve ser agitado várias vezes até a quebra da ampola de
carbureto para este entrar em contato e reagir com a água presente no solo.










03. RESULTADOS E DISCUSSÃO

03.01 MÉTODO DA ESTUFA

Cápsula 58
Massa da Cápsula: 14,62g
Massa da Cápsula + Solo úmido: 66,18g
Massa da Cápsula + Solo seco: 62, 56g

03.02 MÉTODO DA FRIGIDEIRA

Massa de Solo Úmido: 100g
Massa de Solo seco: 92,93g

03.02 MÉTODO DO SPEEDY

Massa de Solo Úmido: 10g
Umidade: 11,8%

Massa
Estufa
Frigideira
Speedy
Cápsula
14,62g


Solo Úmido
66,18g
100g

Solo Seco
62,56g
92,93g

Água
3,62g
7,07g

Umidade (w %)
7,6%
7,6%
11,8%

DISCUSSÃO

A norma NBR 6457 refere-se basicamente ao ensaio da estufa, portanto não regulamentação
nenhuma no ensaio da frigideira, o que pode ser propício a ocorrência de erros. Além disso,
para se obter valores mais corretos, o ideal seria fazer no mínimo 3 determinações de umidade
em cada ensaio, no entanto isso nãofoi possível.
Já em relação ao método do speedy, com base nos dados obtidos é possível constatar que esse
método foi o que mais se distanciou dos demais, com uma diferença de quase 3% na umidade,
tornando-se, portanto, pouco exato. Essa discrepância do método do speedy regulamentado
pela norma DNER – ME 052/94 em relação aos demais se deve também a possibilidade de o
ensaio depender da maneira como cada pessoa o realiza, pois na etapa de agitação do frasco,
se ele não for bem agitado, a água presente no solo pode não reagir completamente com o
carbureto de Cálcio, o que pode prejudicar os resultados do ensaio.












04. CONCLUSÃO

Portanto, pelo o que se pode constatar desses ensaios é possível inferir que o ensaio da estufa
e da frigideira (apesar deste último método não ser regulamentado) se tornam mais exatos do
que o método do speedy, que é utilizado geralmente, em lugares em condições mais precárias,
como nas obras realizadas no interior, devido ao fato de ser mais fácil de ser executado.
No entanto, a possibilidade da ocorrência de erros no método do speedy é maior, pois se o
frasco não for bem agitado poderá ocorrer que o CaC2 não reagirá completamente com a água
presente no solo, o que em parte pode explicar a discrepância do resultados obtidos nesse
processo em relação aos outros.


RESUMO

O experimento realizado no dia 6 de abril de 2011 tinha a finalidade de determinar alguns dos
índices físicos de certa amostragem de solo. É indispensável o conhecimento dos solos, bem
como os seus índices físicos para a realização de obras de construção civil.
Os índices determinados foram: teor de umidade, massa especifica dos sólidos e massa
especifica natural. Os outros índices físicos do solo podem ser determinados a partir de
relações matemáticas. O ensaio realizado segue a especificação imposta pela norma NBR
6508/82.
A determinação do teor de umidade pode ser descrita por alguns métodos, dentre eles temos
o da frigideira, da estufa, álcool e speedy. A massa especifica natural é determinada pelo
conhecimento prévio de massa e volume de solo, contidas na amostragem.
A realização do ensaio de massa especifica dos sólidos é feita em duas etapas, a calibração do
picnômetro e a realização do ensaio propriamente dito.


ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO........................................................................ 3
2. OBJETIVO.............................................................................. 3
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA..................................................... 4
4. MATERIAIS E MÉTODOS....................................................... 6
4.1 DETERMINAÇÃO DA UMIDADE DO SOLO....................... 6
4.2 DETERMINAÇÃO DOS ÍNDICES FÍSICOS....................... 10
4.3 MASSA ESPECÍFICA DOS SÓLIDOS................................ 125.
RESULTADOS....................................................................... 15
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................... 16
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA S............................................. 17
ANEXO – TABELAS E GRÁFICOS

1. INTRODUÇÃO

Nas obras de engenharia o conhecimento prévio do tipo de solo que está empregado na base
da construção é indispensável. Assim é necessária a realização de ensaios em laboratório com
a finalidade de encontrar os índices físicos do solo utilizado.
Os índices físicos caracterizam o tipo de solo com suas propriedades, e com as características
presentes no momento do ensaio. Portanto podemos ter divergências entre o estado atual do
solo utilizado na obra de construção civil e seu estado ideal de utilização. Assim as
características dos solos relacionadas aos índices físicos são obtidas, para que ocorra o
processo de otimização no seu uso.
No laboratório foram determinados alguns índices físicos, dentre esses enuncia-se o teor de
umidade, a massa específica natural e a massa especifica dos sólidos ou grãos. Existem vários
outros índices físicos do solo, como o índice de vazios, a porosidade entre outros, mas estes
podem ser determinados pelas relações matemáticas existentes, essas relações envolvem os
índices determinados no ensaio e os outros índicesfísicos.
Para a determinação da massa especifica dos sólidos ou grãos é necessário um ensaio a parte,
e este é realizado em duas etapas, sendo a primeira de calibração do picnômetro e a segunda
de realização do ensaio, no qual o procedimento depende do tipo de solo utilizado no
experimento.
Na determinação do teor de umidade e da massa especifica dos solos são utilizados
procedimentos mais simples, alguns desses procedimentos estão melhor explicitados nos
Materiais e métodos do presente relatório.


2. OBJETIVO

O experimento realizado tinha o objetivo de determinar os índices físicos que caracterizavam a
amostra de solo. Os índices a serem determinados eram teor de umidade, massa especifica
natural e massa especifica dos sólidos contidos na amostragem.

3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Segundo o Professor Edson de Moura da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (2009), o
método da Estufa, processo normatizado pelo DNIT-ME 213/94 é o mais indicado para a
obtenção de teor de umidade. Entretanto, devido à demora para a obtenção do resultado,
torna-se um procedimento não muito utilizado. Existem estufas com ventilação forçada que
aceleram a
obtenção do resultado mas, mesmo assim não são muito utilizadas, pois demoram em torno
de duas horas para secar a amostra, tempo muito grande.
Já o método da Frigideira é bastante empregado e consiste em “fritar” o solo. Uma pequena
porção de solo úmido é colocada em uma frigideira, que por sua vez é colocada sobre uma
fonte de calor. Revolve-se a amostrasuavemente até que a água evapore. Para certificar-se de
que a água evaporou, coloca-se uma placa de vidro sobre a frigideira e observa-se se existe
vapor formando na placa, caso contrário a amostra esta seca.
O método do Álcool é o procedimento especificado pelo DNIT-ME 088/94. Nesse
procedimento, adiciona-se uma determinada quantidade de álcool em uma porção de solo
úmido e ateia-se fogo. Após o término da 1ª queima, verifica-se se é necessário colocar mais
uma porção de álcool e procede-se da mesma maneira até a secagem total da amostra. O calor
da chama faz a água da amostra evaporar. Dois grandes inconvenientes nesse processo são a
questão de segurança e o segundo a qualidade do álcool, pois este normalmente apresenta
uma grande quantidade de água em sua constituição, assim, sempre haverá um resíduo de
água a cada queima, mascarando o resultado. Pode-se utilizar álcool isopropílico PA com
99,9% de pureza, trata-se de um produto não muito fácil de encontrar. O procedimento de
determinação do teor de umidade é o mesmo para o anterior, por diferenças de pesos.
O Método do Speedy é padronizado pela PMSP-ME-10 e pelo DER-SP m161, utilizando um
equipamento patenteado denominado Speedy.
Dentro do recipiente hermético do Speedy, ocorre uma reação exotérmica entre a água
existente na amostra úmida e carbureto de cálcio, acarretando em um aumento da pressão
dentro do recipiente. Essa pressão, que é função da quantidade de água existente na amostra,
é correlacionada com valores de uma tabela onde seobtém a umidade da referida amostra. O
procedimento básico consiste em colocar uma quantidade conhecida de amostra úmida
dentro do equipamento Speedy, colocando-se as cápsulas de carbureto de cálcio em função
desta quantidade de amostra de solo. Introduzem-se duas esferas de aço, fecha-se o Speedy,
agitando-o de maneira que as esferas quebrem as cápsulas de vidro de carbureto, fazendo
com que o carbureto das cápsulas reaja com a água contida na amostra.
A NBR 6508/82 prescreve o método de determinação da massa específica dos grãos de solo
que passam na peneira número 10 (4.8 mm) por meio de picnômetro.
Na determinação do peso específico real de um solo em laboratório, o peso do picnômetro
cheio com água destilada será necessário. Este valor é usualmente tomado de um gráfico
(curva de calibração) de temperatura versus peso do picnômetro com água. Como o volume do
picnômetro e o peso específico da água variam com a temperatura, há necessidade de se
calibrar o conjunto a fim de se obter o valor correto de W1. O gráfico da curva de calibração
pode ser determinado por meios experimentais ou teóricos.

4. MATERIAIS E MÉTODOS

4.1 Determinação da Umidade do Solo

4.1.1 Método da Estufa

Materiais
- Torninho de talhagem;
- Balança de capacidade 1g e precisão de 0,01g;
- Berço;
- Paquímetro;
- Estufa;
- Cápsulas de alumínio, facas, espátulas.

Procedimento

De uma amostra de solo indeformada, retira-se um prisma de aproximadamente 7 x 7 x 12cm,
que é colocado em um berço, alinhando-sea base e o topo, até obter-se superfícies planas e
paralelas, e o prisma fique com altura de 10cm.
Coloca-se esta amostra em um torninho de talhagem e, com o auxílio de facas e espátulas,
alisa-se a superfície lateral até obter-se um cilindro com diâmetro próximo de 5cm. Nesta
etapa, retira-se ao menos 3 amostras de solo de pelo menos 20g, colocando-as em cápsulas de
alumínio, afim de se medir o teor de umidade do solo.
Utilizando-se o paquímetro, mede-se, pelo menos, 3 vezes e em posições diferentes, o
diâmetro e a altura do cilindro, pesando-o em seguida.
Pesa-se as cápsulas com as amostras de solo, obtendo-se assim (Ms+Mw+Mc)=(S+A+T), onde:

Ms=S: Massa de sólidos
Mw=A: Massa de água
Mc=T: Massa da cápsula de alumínio (tara)

Em seguida, coloca-se as cápsulas destampadas em uma estufa à temperatura de 105ºC, até
constância de massa.
O tempo que a amostra deverá permanecer na estufa, varia de acordo com o tipo de solo. Em
geral, solos arenosos devem permanecer pelo menos 6 horas e solos argilosos um mínimo de
12 horas.
Transcorrido esse tempo de permanência em estufa, as cápsulas são retiradas, tampadas e
espera-se que resfriem até a temperatura ambiente, para então pesá-las, obtendo-se (S+T).

4.1.2 Método da Frigideira

Materiais
- Frigideira;
- Balança;
- Colher;
- Fonte de Calor.

Procedimento

Primeiramente, pesa-se a frigideira, obtendo o valor da tara (T). Em seguida, coloca-se certa
quantidade de amostra de solo na frigideira e pesa-se, obtendo-se agoraa massa da frigideira
mais a massa de solo úmido (S+A+T), onde S é massa de sólidos, A a massa de água e T a massa
da frigideira.
Coloca-se a frigideira sobre a fonte de calor, mexendo o solo em seu interior com uma colher
(fig.1), até que este fique totalmente seco.

Figura 1
Para haver certeza de que toda a água evaporou, coloca-se uma placa de vidro em cima da
frigideira e observa-se se há formação de vapor d’água.
Após o solo estar seco, pesa-se novamente a frigideira, obtendo-se o valor da tara mais a
massa de sólidos (S+T).
Por fim, para se determinar a massa de água faz-se a diferença (S+A+T)-(S+T).

4.1.3 Método do Álcool

Materiais
- Balança com 0,01g de precisão;
- Cápsula metálica de fundo perfurado e suporte(fig.2);
- Espátula de aço com lâmina flexível;
- Pinça metálica;
- Álcool etílico;
- Peneira de 2,0mm.

Procedimento

Toma-se uma amostra de cerca de 50g de solo, passando-a na peneira 2,0mm.
Pesa-se a cápsula metálica e o suporte (fig. 2), obtendo-se a tara (T).

Figura 2
Coloca-se a amostra na cápsula, espalhando-a em toda a superfície, e em seguida pesa-se,
obtendo-se (S+A+T).
Adiciona-se álcool etílico à amostra, revolvendo-a com a espátula e, em seguida, inflama-se o
álcool. Repete-se esta operação três vezes, garantindo que a amostra fique seca.
Por fim, pesa-se a cápsula com o solo seco e suporte, obtendo-se (S+T). A massa de água é
dada pela diferença (S+A+T)-(S+T).

4.1.4 Método Speedy

Materiais
- Aparelho Speedy;
- Manômetro;- Carbureto de cálcio;
- Esferas de aço.

Procedimento
Coloca-se certa quantidade de solo dentro do recipiente hermético Speedy, e em seguida
introduz-se o carbureto de cálcio e as esferas de aço. Agita-se o recipiente, fazendo com que
as esferas quebrem a cápsula de vidro que envolve o carbureto de cálcio, que reagirá com a
água presente no solo, resultando em uma reação química exotérmica, provocando aumento
de pressão no interior do recipiente hermético, que será medida através do manômetro.
Essa pressão é função da quantidade de água existente no solo, e é correlacionada com valores
de uma tabela onde se obtém a umidade da referida amostra.

4.2 Determinação dos Índices Físicos

4.2.1 Massa Específica

A massa específica do solo é a relação entre a massa e o volume do solo.
ρ=MV=S+AV
Onde:
M: Massa do solo
V: Volume ocupado pelo solo
S: Massa de sólidos
A: Massa de água

As unidades usadas são: gcm3 ou tm3 .

4.2.2 Teor de Umidade

É a relação entre a massa de água e a massa de sólidos, existente em um mesmo volume de
solo, expressa em porcentagem.

w=MwMs .100=AS

Onde:
Mw=A: Massa de água
Ms=S: Massa de sólidos

A massa de água é obtida fazendo-se a diferença (S+A+T)-(S+T).
A massa de sólidos é obtida fazendo-se a diferença (S+T)-(T).
O teor de umidade do solo será a média aritmética das determinações realizadas.

4.2.3 Massa Específica Seca

Calculada a partir da fórmula de correlação:

ρd=ρ1+w

As unidadesusadas são as mesmas que para massa específica.

4.2.4 Índice de Vazios

Calculado através das seguintes fórmulas de correlação, conhecendo-se o valor da massa
específica dos sólidos:

e=ρsρd-1 ou e=ρs1+w-ρρ
É um número puro, maior do que zero.

4.2.5 Porosidade

Calculada através das seguintes fórmulas de correlação:

n=e1+e ou n= ρs1+w-ρρs(1+w)

É expresso em porcentagem, sendo maior do que zero e menor do que 100%.

4.2.6 Grau de Saturação

Calculado através das seguintes fórmulas de correlação:

Sr=ρs.we.ρw ou Sr=ρs.w.ρ(ρs1+w-ρ)ρw
Pode variar de 0 a 100%.

4.3 Massa Específica dos Sólidos (ou grãos)

4.3.1 Materiais
- Picnômetro, com volume útil de 500 ou 1000 cm³, para a temperatura de 20°C;
- Dispensor, com hélices metálicas e copo com chicanas;
- Balança, que permita determinação de massa até 1500g com resolução de 0,01g;
- Bomba de vácuo, com capacidade de aplicação de pressão até 100 KPa;
- Estufa capaz de manter a temperatura entre 105 - 110°C;
- Termômetro, com leitura até 35°C e resolução de 0,1°C;
- Cápsulas de alumínio;
- Espátulas;
- Funil, com haste que atinja até a metade da altura do bojo do picnômetro, e suporte;
- Recipientes de evaporação;
- Dessecador.

4.3.2 Procedimento
O ensaio será dividido em duas partes sendo material granular e solo; o primeiro para
partículas menores que 4,8mm e com menos de 5% de partículas menores que 0,075mm, e o
segundo para partículas menores que 4,8mm.

Material Granular

Após secagem emestufa da amostra reduzida, colocar em um dessecador até atingir
temperatura ambiente determinando a massa de sólidos que deverá estar entre 100 e 120g.
Transferir essa amostra ao picnômetro utilizando um funil para evitar a perda de partículas e
adicionar 250 cm³ de água destilada. O ar existente nos vazios do material será removido pela
bomba de vácuo até se observar que não há aparecimento de bolhas na superfície. Em
seguida, deixar o picnômetro resfriar até a temperatura dentro do seu intervalo de calibração,
entre 15 e 25°C. Terminado este processo, completar, lentamente, o volume útil do
picnômetro com água destilada de forma a evitar a formação de vazios.
Com o auxílio de um termômetro, homogeneizar a temperatura da água com movimentos
lentos até que se encontre temperaturas variando de 0,5°C em três alturas diferentes.
Alcançada a temperatura desejada, secar a superfície externa do picnômetro e a parte interna
da haste acima do menisco, e então determina-se a massa do conjunto picnômetro, sólido e
água na balança.
Levar o material na estufa e retirar para colocá-lo no dessecador até temperatura ambiente.
Determinar a massa de sólidos após ensaio, que deverá ser da mesma ordem de grandeza da
inicialmente determinada.

Solo

Após homogeneização da amostra, retirar três porções de solo para a determinação do teor de
umidade e uma porção, com massa seca mínima de 60g para solos arenosos e 50g para solos
argilosos. Determinar a massa dessa porção de solo, colocando em uma vasilha
eacrescentando água destilada para a formação de uma pasta homogênea. Mais água
destilada deverá ser acrescentada até completa imersão da pasta, deixando repousar por 12
horas. Transferir o conteúdo da vasilha para o copo do dispensor, segundo figura 3, e adicionar
mais um pouco de água destilada para diminuir a concentração e deixar bater por 10 minutos.

Figura [ 3 ]

Com o auxilio de um funil, transferir a suspensão para o picnômetro. O volume da suspensão,
nesse instante, não deverá ser maior que a metade do volume útil do picnômetro.
O ar existente na suspensão deverá ser retirado e então aplica-se pressão de -88KPa durante
15 minutos ou até que não observe bolhas de ar na superfície. Colocar água destilada até no
picnômetro até um centímetro abaixo da marca de referência da haste e aplicar novamente a
pressão anterior até a retirada total do ar da suspensão.
A temperatura da suspensão deverá ser medida e estar no intervalo de calibração do
picnômetro. Então adicionar água destilada até a base do menisco tangenciar a marca de
referência da haste. Homogeneizar a temperatura da suspensão com o auxilio de um
termômetro até encontrar valores com 0,5°C de diferença em três alturas diferentes. Calcular
o valor médio das três medidas, sendo esta a temperatura do ensaio.
Enxugar a parte interna da haste acima da marca de referência e a superfície externa do
picnômetro, determinando a massa do conjunto picnômetro, sólidos e água. Repetir as
operações, para no mínimo 5 determinações damassa do conjunto com 5 diferentes
temperaturas.
Após secagem na estufa recolhida num recipiente de evaporação, a amostra seca será
colocada em um dessecador para determinar a massa de sólidos que deverá ser igual à obtida
inicialmente.

Cálculo da massa específica dos sólidos

A massa específica dos sólidos, média representativa das massas específicas dos minerais
componentes do solo, será calculada pela equação abaixo:

ρS=MSMS-M1+M2×ρW

Onde: MS equivale à massa de sólidos determinada no final do ensaio; M1 à massa do
conjunto água, picnômetro e sólidos para uma temperatura; M2 à massa do conjunto água e
picnômetro obtida através da curva de calibração do picnômetro; e ρS à massa específica da
água.

5. RESULTADOS

Após a realização dos ensaios foram obtidos todos os valores de massa, altura, diâmetro e
temperatura e estes valores foram anotados nas tabelas em anexo.
Através das equações citadas anteriormente calculou-se os índices físicos e para cada método
utilizado obteve-se os seguintes resultados:

Teor de Umidade: Argila Arenosa Marrom Avermelhada
-Método da Estufa: w=12,79%
-Método da Frigideira: w=18,66%
-Método do Álcool: w=16,4%

Índices Físicos e Massa Específica Natural: Areia Fina Silto Argilosa Marrom Claro
-Método das Medidas Diretas: ρnat=1,83 g/cm3; ρd=1,62 g/cm3; e=0,66; n=39,76%; Sr=51,94%

-Método por Imersão: ρnat=1,78 g/cm3; ρd=1,58 g/cm3;e=0,70; n=41,18%; Sr=49,07%

Massa Específica Natural “In Situ”: Areia Fina Pouco Argilosa Marrom Avermelhado
-Método do Frasco de Areia: ρnat=2,06 g/cm3
-Método do Cilindro de Cravação: ρnat=2,08 g/cm3

Determinação da Massa Específica dos Sólidos: Silte Argilo Arenoso Bege Claro
-Método do Picnômetro: ρs=2,691 g/cm3

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através dos resultados obtidos foi possível verificar discrepâncias entre eles. Em alguns dos
experimentos a discrepância foi considerável, como no caso da determinação do Teor de
Umidade, os três resultados não tiveram valores próximos, podendo ter sido cometidos erros
durante a realização do ensaio através do tempo de contato da amostra com o calor.
Para os outros resultados, a discrepância foi pequena podendo ser desconsiderada, concluindo
que os experimentos foram bem realizados.
No entanto, apesar das diferenças dos resultados todos os métodos realizados são aceitáveis,
porém alguns são mais precisos que outros e para a escolha deles deve ser levado em
consideração as condições da situação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Notas de aula;

NOGUEIRA, J. B. Mecânica dos Solos – Ensaios de Laboratório. São Carlos, 1995;

Moura, E. Transportes e obras de terra. Universidade Tecnológica de São Paulo(2009).
Disponível em: http://professoredmoura.com.br/download/Controle_de_Campo.pdf.
Acessado em: 09/04/2011;

NBR 6508/1984 – Massa Específica Real dos Grãos;

DNER-ME 088/94 – Solos-determinação da umidade pelo método expedito do álcool;