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A Essência A Essência

Andragógic Andragógic
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Empresas Empresas
Ari Batista de Oliveira
MEd Education – University of Minnesota – USA
A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
Dedicatória
Dedico esta publicação
às pessoas inconformadas
com as distorções da educação vigente
e sensíveis às necessidades especiais de adultos,
que desejam atuar como facilitadores andragógicos de
aprendizagem, na expectativa de ajudarem os aprendizes
de maioridade a desatarem suas amarras,
provocadas pelas desestimulantes abordagens e
relações bancrias de educação infantilizadora,
que, infelizmente, ainda perduram na nossa sociedade,
a despeito do discurso acad!mico adocicado
e de toda evolução tecnológica"
/
A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
SUMÁRIO
#ntrodução, $
%íveis de &prendizagem &dulta, '
(onceitos )undantes &ndragógicos, *
+elações ,rganizacionais &ndragógicas, --
.iderança &ndragógica, -'
/aber 0 /abor &ndragógico, 1-
2ibliografia, 1$
0
A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
Introdução
3sta publicação eletr4nica foi produzida para apoiar o
curso de )acilitação &ndragógica de &prendizagem
oferecida pelo #&%D 5#nstituto &ndragógico de
Desenvolvimento 6umano7"
, tema &ndragogia 8 pouco con9ecido no 2rasil, mas
seus princípios são altamente instigantes para pessoas
não acomodadas ao modelo de educação e de gestão
das organizações que lidam com pessoas adultas"
,s quatro temas tratados neste trabal9o estão
correlacionados com os assuntos centrais dos módulos
do mencionado curso"
, mundo acad!mico tem produzido toneladas de
publicações sobre processos de aprendizagem, gestão
de pessoas, desenvolvimento organizacional, sem,
contudo preocupar:se com a ess!ncia da prxis das
relações educacionais e profissionais adultas"
; importante ressaltar que o taman9o reduzido desta
publicação 8 proposital, tendo em vista que na educação
andragógica, <o mínimo 8 mximo= pelo fato de caber ao
aprendiz a transformação e produção de novos
con9ecimentos, ancorados nas suas percepções,
crenças, valores e experi!ncias"
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
Níveis de Aprendizagem Aduta
>emos por tradição educacional culpar a tudo e a todos
pelos nossos fracassos escolares? @uando não vamos
bem na escola, dizemos que o professor 8 p8ssimo e não
sabe explicar" ,utra 9ora, dizemos que não tivemos
tempo para estudar e por isto fomos mal nos exames"
>amb8m acostumamos culpar a família pela falta de
cooperação com o sil!ncio para a concentração nos
estudos" 3nfim, tudo 8 motivo para justificarmos nossas
ações irresponsveis no nosso processo de
aprendizagem" 3ssa desculpa deslavada tem origem na
infAncia e se prolonga at8 na fase adulta?
, adulto deve parar com essa mania infantil e tomar
consci!ncia de que ele 8 o Bnico responsvel pela sua
aprendizagem?
(omo assim, voc! pode estar se perguntando? 3u não
dependo das explicações do professor, de um bom
monitoramento escolar, de uma didtica sem equívocos
de expositores, etc"C
%ão? 3sta 8 a resposta andragógica mais categórica e
objetiva possível? >udo podemos conseguir com nosso
próprio esforço"
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
, adulto precisa apenas de sua vontade, decisão e
disciplina para aprender?
&s falsas necessidades de <explicações do professor=
podem facilmente ser substituídas por uma boa
publicação, um bom filme, uma visita interessante, uma
entrevista, etc"
Dm bom monitoramento escolar pode ser substituído pela
organização e disciplina de estudo"
<Dma didtica sem equívocos da escola= inexiste para o
aprendiz adulto, porque 8 ele próprio quem con9ece seu
jeito de aprender, ou seja, o que funciona ou não no seu
processo próprio de aprendizagem?
,nde quero c9egar com todas estas explicações
introdutóriasC
%o cerne da questão da auto:aprendizagemE 3m que
nível de aprendizagem desejo estar com relação a algum
con9ecimento de meu interesseC
Dependendo da resposta que o aprendiz se d às
perguntas abaixo, ele dever se esforçar mais ou menos
na busca do con9ecimentoE
: @uero apenas ter uma id8ia do assuntoC
: @uero con9ecer bem o assuntoC
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: @uero dominar o assuntoC
(oncluindo, o aprendiz adulto deve usar sua consci!ncia
crítica para não se iludir com seu, muitas vezes, falso
interesse de aprendizagem?
%a proposta andragógica de aprendizagem à distAncia,
os desafios são colocados atrav8s de questões baseadas
na bagagem de con9ecimento e experi!ncias do
facilitador, atrav8s das planil9as denominadas
<#nteração=" F medida que o aprendiz aprofunda na
discussão do assunto, 8 dever do facilitador acompan9ar
suas reflexões com provocações, enquanto perceber seu
interesse de maior aprofundamento" , nível de
aprofundamento no con9ecimento 8 determinado,
portanto, pelo aprendiz"
Daí um aprendiz pode se satisfizer com um nível bem
raso de con9ecimento, enquanto outro aprendiz deseja
maior aprofundamento de con9ecimento e,
conseqGentemente, gastar mais tempo para responder às
planil9as de <#nterações="
.embrando que a aprendizagem 8 processo não apenas
do con9ecimento, como tamb8m de aquisição de
9abilidade e de atitude?
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
!onceitos "undantes Andragógicos
& &ndragogia 8 uma ci!ncia de abordagem diferenciada
em educação que valoriza os detal9es das relações intra
e interpessoais, às vezes, imperceptíveis à mente menos
atenta e inquiridora" Dm desses detal9es, por exemplo, 8
que o aprendiz adulto 8 sua grande e própria fonte de
con9ecimento" #sto quer dizer que o adulto tem uma
bagagem de con9ecimentos acumulados pelas suas
experi!ncias de vida, que jamais podem ser
desprezados"
& &ndragogia passou assim a ser denominada a partir de
um HorIs9op sobre 3ducação de &dultos que o Dr"
Jalcolm KnoLles desenvolveu na Dniversidade de
2oston, no verão de -MNO, quando um educador
iugoslavo sugeriu:l9e este nome, tendo em vista a origem
e o significado da palavra gregaE <educação do 9omem
adulto="
%em sempre educadores de adultos, principalmente
aqueles de grande projeção mundial, fazem menção da
palavra &ndragogia, nem por isto trazendo:l9e qualquer
dem8rito" Por exemplo, Paulo )reire, que pode ser
considerado um dos maiores andragogos do s8culo
passado, pelo fato de suas experi!ncias terem sido
exclusivamente com aprendizes adultos no %ordeste do
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
País, prop4s um repensar revolucionrio de educação,
con9ecida como <3ducação .ibertadora=, relatada no seu
livro <Pedagogia do ,primido=" /ua metodologia
inovadora denunciou a relação pedagógica perniciosa e
opressora do professor tradicional, que <deposita
con9ecimento= no aprendiz, indiferente ao seu contexto
social, sua condição econ4mica, seus interesses
culturais, seu interesse de conteBdo, sua linguagem
própria de comunicação, enfim, sua capacidade política
de agente de mudança"
(onsidero )reire o precursor da id8ia essencial do
reacionar maduro, ao que c9amo de <respeito à
maioridade do adulto=" ; dentro desse respeito que o
adulto pode se #tornar mais$ 5(arl +ogers7 nas suas
relações sociais"
, psicoterapeuta americano, (arl +ogers, ao lidar por
muitas d8cadas, com pacientes de fragilidades psíquicas,
verificou que o processo de cura desses indivíduos se
acelerava a partir do momento em que eles tomavam
consci!ncia de suas depend!ncias de outrem para o seu
bem estar emocional e assumiam a responsabilidade das
ações para sua cura" 3sta experi!ncia convenceu +ogers
da inocuidade de se querer ensinar uma pessoa adulta o
camin9o para sua mudança comportamental em direção
à sua cura" 3le adiantou mais, que somente numa
sociedade extremamente primitiva, em relação ao
con9ecimento, o ensinar poderia trazer algum benefício
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
para as pessoas" (om isto +ogers afirmou que o ensinar
8 pernicioso ao ser 9umano, por não só se constituir
inócuo, como tamb8m desestimular o autodesenvolmento
da pessoa adulta, que 8 responsvel pelo seu destino e
mesmo pela sua própria cura"
%ascemos aprendendoQ crescemos aprendendoQ
amuderecemos aprendendoQ envel9ecemos aprendendoQ
morremos aprendendo" @ue mist8rio 8 esse que faz da
vida um templo de aprendizagemC
&lguns afirmam que a aprendizagem 8 dolorida porque
desaloja a acomodação das pessoas para algo novo"
,utros não 9esitam em defender que o aprender 8
prazeroso, porque 8 natural e orgAnico no ser 9umano e
satisfaz suas curiosidades espontAneas durante sua
exist!ncia"
; consenso geral na educação que o aprender provoca
mudança no comportamento da pessoa, resultando na
sua capacidade de con9ecer, de executar e de acreditar
que o novo con9ecimento 8 suficiente para ela resolver
situações prticas da vida"
R que a aprendizagem 8 para vida toda, seria muito
econ4mico se fosse descoberta uma maneira Bnica que
garantisse a aprendizagem com qualidade para qualquer
tipo de pessoa"
%%
A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
Reaç%es Organizacionais Andragógicas
3xistem vrios tipos de organizações econ4micas, como
indBstrias, com8rcios, escolas, 9ospitais, etc", que visam
à produção de bens para o consumo social, buscando em
troca os benefícios financeiros" Daí a denominação
econ4mica?
%aturalmente as organizações, sejam elas econ4micas
ou sem fins lucrativos, necessitam de recursos para
serem usados internamente na transformação dos
insumos em produtosSserviços de consumo, que fec9am
a cadeia sist!mica produtiva 5entrada T transformação T
saída7"
%o Ambito organizacional, a figura 9umana sempre
esteve presente nas pol!micas discussões sobre a
produção, inclusive a intelectual, desde o início da era
industrial, no s8culo passado, para não mencionarmos
outras eras, e continua exigindo novas considerações na
atualidade"
,s recursos disponíveis para as organizações
alcançarem seus objetivos podem ser classificados em
cinco naturezas, ou seja, 6umanos, )inanceiros,
>ecnológicos, Jateriais e 3quipamentos"
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
Pensando numa organização familiar, como exemplo, ela
tem que definir quem são seus membros 56umano7, qual
seu orçamento para sobreviv!ncia 5)inanceiro7, de que
forma ela se distinguir com sucesso de outras famílias
5>ecnologia7, o que ela consumir para sua energia no
dia:a:dia 5Jaterial7, e a infra:estrutura necessria para
sua instalação 53quipamento7"
Dma organização poder regredir, estagnar ou avançar
na sociedade de acordo com os investimentos que ela
aplica no desenvolvimento dos seus recursos" %o
exemplo citado acima, família, pode:se ver inBmeros
casos na nossa sociedade de famílias que foram
pujantes no passado e com o falecimento ou
distanciamento de seu líder, elas se desmoronam em
dificuldades at8 de sobreviv!ncia" ,utras permanecem
5estagnam7 no mesmo nível, de geração após geração"
R o terceiro tipo experimenta progressos invejveis,
como se a gen8tica l9es garantisse o sucesso?
)inalizando, em toda organização existe uma relação
andragógica 5pessoas adultas com pessoas adultas7 que
pode ser responsabilizada pela sua evolução ou retração"
%aturalmente, a liderança dessa relação 8 situacional,
saltando dos pais para os fil9os adultos e vice:versa"
(ontudo, o fato 8 que enquanto permanecer uma relação
infantilizadora entre os adultos, dificilmente a organização
se deslanc9ar na sociedade"
%/
A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
@uando se fala em saBde organizacional, refere:se a um
paralelo com a saBde 9umana" Dma pessoa saudvel 8
bem disposta, produtiva, acionadora, enfim, c9eia de
energia? Para se obter e manter a saBde 9 de se tomar
alguns cuidados especiais, como fazer um “check up”
periódico para prevenção de doenças, eliminar sem
demora as defici!ncias orgAnicas, adotar boas prticas
de exercícios físicos e mentais, utilizar alimentação
balanceada, participar de convívios sociais
estimuladores, e assim por diante" Para se ter todo esse
cuidado, todos os recursos disponíveis devem ser
acionados, tais comoE pessoas, din9eiro, tecnologia,
material e equipamentos"
3m resumo, uma organização 8 um ser vivo sist!mico
constituído deE entrada T transformação T saída"
,s membros das organizações dividem entre si os
diversos pap8is que ela exige para sua
operacionalização" & começar pela liderança, algu8m
deve estar assumindo a responsabilidade para canalizar
os esforços de todos em direção ao mesmo objetivo"
&lgu8m tamb8m dever estar respondendo pela
organização diante da sociedade" ,utros pap8is, de
liderados, aparentemente, de menor importAncia, desde a
limpeza at8 a projeção social da organização deverão ser
exercidos tamb8m por um ou mais componentes da
organização"
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&ssim sendo, cabe à pessoa adulta responsabilidades
intransferíveis, sendo a comunicação 5verbal ou não:
verbal7 uma delas"
, ser 9umano, diferentemente dos outros animais, se
relaciona atrav8s da conversa, ou seja, dois ou mais
indivíduos se entendendo atrav8s do verso" 3ssa
conversa 8 tamb8m c9amada de dilogo 5atrav8s da
lógica7" /em dilogo as pessoas não se entendem
plenamente e satisfatoriamente"
, dilogo 8 baseado no equilíbrio entre falar e ouvir"
@uem muito fala não aprendeu a dialogar? &
administração do equilíbrio do falar e ouvir depende da
maturidade consciente dos indivíduos adultos que
buscam o entendimento"
+ubem &lves propõe uma solução para o mal do
desentendimento entre as pessoas, destacando que
deveria 9aver curso não só de oratória, mas tamb8m de
escutatória?
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
&iderança Andragógica
%a vida diria percebem:se, facilmente, diferentes tipos
de agrupamentos de pessoas" Por exemplo, um grupo de
amigos que sai para se divertirQ colegas de trabal9o que
empreendem uma viagem de f8rias à praiaQ uma gangue
de assaltantes que espal9am terror pela cidadeQ uma
equipe m8dica que salva vidas numa unidade de saBdeQ
e assim por diante"
&s pessoas e at8 os animais se ajuntam por certas
conveni!ncias" %o caso dos animais pode:se afirmar que
sua união ocorre para preservação da esp8cie" R as
pessoas se unem por objetivos mais nobres, como
econ4micos, sociais, religiosos, etc" 3ssas pessoas, ao
se ajuntarem, de forma natural ou a mando de algu8m,
ficam ligadas entre si com um vínculo que as caracteriza
como organização, desde que ajuntadas para um fim
comum" 3sse ajuntamento pode ser de curta, m8dia e
longa duração, ou at8 para a vida toda"
Podemos afirmar que um bando de pessoas 8 o
ajuntamento mais primitivo que não possui objetivo
coletivo e sim apenas individual" >amb8m inexiste
comando, pelo fato dos indivíduos se moverem pelo
instinto natural" %este caso o lema geral 8 <cada um pr
si e Deus pra todos="
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Precisamos então desenvolver mel9or a diferenciação
entre grupo e equipe, pelo fato desses dois tipos de
ajuntamento de pessoas terem em comum o objetivo
coletivo"
Para mel9or entendimento nas diferenças entre grupo e
equipe, 8 interessante contrastar essa diferenciação,
pensando na adequação da figura 9umana que mel9or
conduz as pessoas para resultados eficazesE c9efe ou
líderC
& 9istória da 9umanidade destaca pessoas que
influenciaram comunidades, populações e at8 povos,
evidenciando que existem indivíduos com capacidades
especiais para levarem coletividades ao alcance de
determinados objetivos elevados, como Resus (risto,
U9andi, .ut9er King, entre outros, ou at8 mesmo
objetivos espBrios, como o caso do suicídio coletivo de
-MV*, na Uuiana, comandados por Rim Rones" 2in .aden
e 6itler são outros exemplos do mal"
Portanto o grupo 8 comandado pelo c9efe instituído por
algu8m com poder para tal"
R na equipe o comando 8 centrado no líder, que por
suas qualidades pessoais, 8 aclamado como tal pelos
liderados"
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
Wale ressaltar que um c9efe pode vir a ser um líder, a
partir que seus interesses se voltam para o bem estar de
seus comandados" #sto não 8 muito comum,
considerando que a maioria das pessoas tem sede de
poder para obter todos os benefícios de satisfação de
seu ego, principalmente econ4mico" (om isto, as
necessidades dos outros ficam em segundo plano ou
mesmo esquecidas"
O c'e(e ordena) o íder negocia*
&s relações 9umanas maduras devem ser permeadas de
contínuas negociações" %egociação para ir ou para
voltarQ %egociação para prosseguir ou pararQ %egociação
para comprar ou venderQ %egociação para admitir ou
para demitirQ e assim muitos outros motivos de
negociações"
6 aquelas negociações em que uns levam vantagem
enquanto outros arcam com o prejuízo?
& negociação madura ter como resultado uma relação
de gan9a:gan9a, enquanto que a imatura resultar em
gan9a:perde, ou perde:perde"
%uma negociação madura os pares não pretendem
passar o outro para trs e nem tão pouco, induzir o outro
ao prejuízo, uma vez que a 8tica 8 um componente dessa
negociação"
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
Daí concluímos que a negociação 8 uma ttica
permanente do líder, em contraste com o c9efe que
simplesmente utiliza seu <poder institucional="
Podemos concluir que a gestão andragógica deve ser
baseada nos princípios da liderança e jamais em
recursos autoritrios de c9efia"
&s organizações se desenvolvem a partir da visão de
9orizonte de sua liderança" 3m outras palavras isto pode
ser expresso da seguinte maneiraE , líder que não tem a
visão de 9orizonte mercadológico pode conduzir a
organização para o retrocesso competitivo, valorizando
aspectos de menor relevAncia para a garantia da sua
fatia de mercado" #sto porque o líder 8 quem descortina
as possibilidades futuras para a organização e imprime
essa perspectiva nas mentes dos liderados de modo que
todos entram para uma força de coalizão administrativa
que garante a invencibilidade organizacional"
, líder tem a convicção clara de que, no mundo
contemporAneo da informação, a organização tem que se
tornar um local de permanentes desafios de
aprendizagem" 3sta aprendizagem 8 inexorvel ao
mesmo tempo em que 8 urgente? Daí o senso de
urg!ncia ser uma t4nica a ser propagada por toda
organização"
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O íder estimua o iderado a ser e(etivo*
>oda pessoa adulta tem como obrigação fazer bem feito
o que l9e vem às mãos para realizar, porque 8 assim que
exige seu status de maioridade" #sto significa que o adulto
tem que ser eficiente"
, adulto inteligente, consciente de sua responsabilidade
de realizar suas tarefas bem feitas, otimiza sua
capacidade de realização, planejando o que deve ser
feito" &final das contas, não somos deuses para
conseguir estar e realizar vrias ações ao mesmo tempo?
&quele que faz bem feito e o que deve ser feito 8 eficaz"
&contece que na vida profissional cotidiana o fazer bem
feito, com o cuidado de selecionar o que deve ser feito,
não 8 suficiente muitas vezes, considerando o tempo
para realização" ,u seja, um produto encomendado por
um cliente pode ser de qualidade 5bem feito7, atendendo
as exig!ncias determinadas 5o que deve ser feito7, mas
ser rejeitado por se entregue fora do prazo 5na 9ora
certa7"
)azer tudo muito bem feito, principalmente aquilo que
deve ser feito, e ser entregue fora do tempo planejado 8
um grande prejuízo organizacional"
&quele que faz bem feito, o que deve ser feito e na 9ora
certa 8 efetivo"
#$
A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
Dm profissional efetivo, al8m de ser desejado por
qualquer organização, não se torna alvo de críticas
injustas e dem8ritos infundados enquanto desempen9a
suas funções" #sto 8, ele cala a boca dos oponentes
incompetentes, realizando seu trabal9o com qualidade
5bem feito7, prioriza sua agenda de trabal9o, de acordo
com seu tempo disponível e a urg!ncia da demanda" 3
finaliza sua tarefa ou projeto no tempo previsto e
combinado"
, tempo 8 fator decisivo no ambiente de velocidade com
que as mudanças ocorrem" Por isto o grande desafio do
profissional efetivoE fazer bem feito, o que deve ser feito,
e na 9ora certa?
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A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
Sa+er , Sa+or Andragógico
Paulo )reire abordou, com muita propriedade, a questão
da consci!ncia 9umana" /ua abordagem teve enfoque
educativo, mostrando que os 9umanos possuem dois
tipos de consci!nciaE ing!nua e crítica" &mbas tentam
influenciar as decisões dos adultos e somente com
atenção redobrada o adulto pode se deixar levar pela
consci!ncia crítica que condiz mais com o
comportamento maduro, ou mais específico para o adulto
maduro"
(onforme afirmamos no capítulo anterior, o adulto
maduro preocupa:se com sua efetividade?
& responsabilidade 8 uma característica diferencial
própria da pessoa adulta" (ontrastando com a criança,
esta não 8 responsvel pelos seus atos, pois cabe a seus
pais seu cuidado e controle" Por exemplo, qualquer
pessoa adulta que comete algum delito na sociedade
dever responder por esse desvio de conduta diante da
justiça" 3le ser inimputvel somente se for considerado
doente mental, o que exigir seu isolamento social"
(om isto o fato de um adulto imaturo agir de forma
irresponsvel, não l9e isenta as conseqG!ncias de sua
##
A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
ação irresponsvel" Daí a distinção de adulto maduro e
imaturo"
& relação andragógica se baseia em dois suportes
interligadosE liberdade e responsabilidade"
@uando o adulto 8 convocado para cumprimento de uma
função de forma impositiva, sem a liberdade de se
manifestar sobre suas condições e prefer!ncias para
realização da missão, fica caracterizada uma relação
autoritria opressora"
Por outro lado, ao se deixar livre um profissional para
executar o que ele deseja, do jeito que ac9ar
conveniente, quando ele desejar e se desejar, sem
cobrança de sua responsabilidade na organização,
estamos diante de uma relação tipicamente libertina e
não de liberdade"
, /aber 0 /abor &ndragógico passa pela percepção
crítica do papel da pessoa adulta madura na sociedade e
de como ela pode continuar sendo agente permanente de
influ!ncias positivas junto à comunidade onde est
inserida, ajudando os inexperientes a se livrarem de seus
preconceitos perniciosos e estimulando:os a adotarem
um estilo de vida mais generoso, produtivo e justo"
, adulto maduro não fica a merc! de interpretações
al9eias para se posicionar na sociedade" 3le analisa tudo
atrav8s de sua consci!ncia crítica, e decide o que 8
#/
A Essência Andragógica para Empresas – Ari B. Oliveira
mel9or para ele e que pode trazer benefícios para os
demais" /ua bagagem própria de con9ecimentos e
experi!ncias, adquiridos no decorrer da vida, são seus
principais referenciais para saborear a ess!ncia da vida"
& maturidade permite ao adulto consciente questionar at8
medicamentos que l9e são prescritos por m8dicos,
principalmente quando não são acompan9ados de
esclarecimentos sobre os efeitos das drogas" #sto porque
a cura do doente depende de seu comprometimento e
responsabilidade com o tratamento"
Ser aduto - privi-gio e responsa+iidade*
#0
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.i+iogra(ia
!'amoun, Pierre Rosep9" & &%D+&U,U#& %&
3DD(&X&, Dma @uebra de ParadigmasE %ovos
>empos %ovos Desafios" Peruibe, /P, 1O-O"
"reire, Paulo" P3D&U,U#& D, ,P+#J#D,, 3d" Paz e
>erra, +R, -M*V"
/no0es, Jalcolm /" >63 &DD.> .3&+%3+ a
%eglected /pecies" Uulf Pub"(omp" 6ouston, -MMO"
Oiveira, &ri 2atista" &%D+&U,U#&E tornando a empresa
adulta" 3d"D%&, 26, -MMM"
YYYYY J&>D+#D&D3 3/P#+#>D&. Dma Wisão
&ndragógica" 3d" @uaZquipe, 26, 1O-O"
Rogers, (arl +" >,+%&+:/3 P3//,&" 3d"Jartins
)ontes, /P, -MMV"
#1