Ancoron®

Indicações: controle de arritmias da aurícula como fibrilação auricular. Prevenção da
taquicardia ventricular, angina de peito.
Mecanismo de ação: bloqueia os canais de potássio nos miócitos condutores do coração.
Bloqueia em menor grau os canais de sódio inativos. Relaxa o músculo liso, aumentando o
débito coronário por vasodilatação. É bloqueador alfa-adrenérgico fraco. Prolonga o intervalo
QRS no electrocardiograma, prolongando o potencial de ação. Diminui a frequência cardíaca.
Aumenta a irrigação pelos vasos coronários. É antagonista fraco dos receptores adrenérgicos
(sistema simpático) alfa, produzindo vasodilatação.
Posologia/Diluição: VO (adultos): 800-1.600 mg/dia, em 1-2 doses, durante 1-3 semanas,
seguidos de 600-800 mg/dia, e em 1-2 doses durante 1 mês, em seguida, 400 mg/dia, como dose
de manutenção. IV (adultos): 150 mg durante 10 min, seguidos de 360 mg, durante as 6h
seguintes, e, então, 540 mg, durante as 18h seguintes. Continuar a infusão de 0,5 mg/min até o
ínicio da terapia oral. Se houver recorrência da arritmia, deve ser administrada uma infusão de
150 mg, durante 10 min, ademais, a frequência da infusão de manutenção deve ser aumentada.
Retorno a terapia oral inicial- se a duração da infusão IV for < 1 semana, a dose oral deve ser de
800-1.600 mg/dia; se a duração da infusão IV for de 1-3 semanas. A dose oral deve ser de 600-
800 mg/dia; se a duração da infusão IV for > 3 semanas, a dose oral deve ser de 400 mg/dia.
Controle de taquiarritmias supraventriculares. VO (adultos): 600-800 mg/dia, durante 1 semana
ou até a ocorrência da resposta desejada ou de reações adversas, em seguida diminuísse para
400 mg/dia durante 3 semanas, e então administra-se a dose de manutenção de 200-400 mg/dia.
Contra-indicações: disfunção grave do nódulo sinusal. Bloqueio AV (2º ou 3º grau),
bradicardia, gestação ou lactação.
Efeitos colaterais: Bradicardia, hipotensão, pigmentação anormal da pele, fotosensibilidade,
obstipação, hipotireoidismo, hipertereoidismo, náuseas, vômitos, dor abdominal, parestesia,
neuropatia periférica, tremores, síndrome da angústia respiratória do adulto,, anorexia, fadiga,
mal-estar, cefaléia, disfunção hepática, dentre outras
Cuidados de enfermagem: verificar sempre o pulso, e diante de qualquer alteração comunicar
ao médico; monitorar PA, frequência e ritmo cardíaco e qualquer modificação comunicar ao
médico; monitorar função pulmonar, possíveis sinais de pneumonia, dispneia, tosse não
produtiva; atentar para interações medicamentosas; durante a infusão observar frequência
cardíaca, o uso da medicação deve ser realizado na hospitalização e sob monitorização do ECG
devido ao inicio lento do seu efeito e o risco de arritmias, atentar para a ocorrência de efeitos
adversos.
Obs: Pode causar pneumonite

A amiodarona, medicaçäo largamente utilizada principalmente em pacientes
com arritmias cardíacas, pode ocasionar toxicidade pulmonar mesmo quando utilizada
por curto período.Existem inúmeros efeitos colateriais associados ao uso de
amiodarona, como depósitos na córnea, neuropatias, descoloraçäo da pele,
hipertireoideismo e hipotireoidismo.Efetores imunológicos e a fosfolipidose parecem
ser os principais mecanismos envolvidos nessa disfunçäo dos pulmões.A incidência de
pneumonite por amiodarona é estimada entre 5 por cento e 7 por cento.Dispnéia e tosse
estäo presentes na maioria dos pacientes.Fraqueza, febre e emagrecimento também säo
comuns.O diagnóstico diferencial inclui infecçäo e insuficiência cardíaca.A biópsia
pulmonar evidencia inclusões citoplasmática nas células, o que lhes confere aspecto
espumoso.A análise ultra-estrutural demonstra que essas inclusões correspondem a
corpos lamelares sugestivos de acúmulo de fosfolípides.Os testes de funçäo pulmonar
revelam que a maioria dos pacientes com pneumonite por amiodarona apresenta
distúrbio ventilátorio restritivo.As alterações radiológicas variam do padräo alveolar ao
intersticial, sendo comum a associaçäo de ambos.As principais alterações observadas à
tomografia computadorizada de alta resoluçäo säo opacidades em vidro fosco e
infiltrados pleuroparenquimatosos de alta densidade.A cintolografia pulmonar com
gálio-67 e a determinaçäo do "clearance" do tecnécio-99m (99mTC) DTPA säo
utilizadas como métodos auxiliares de diagnóstico säo duvidosos.O tratamento é a
suspensäo da amiodarona; em pacientes com sintomas severos, recomenda-se a
introduçäo de corticosteróide.




Referencias:
WWW.bulanet.com.br. Acesso em 14;09/2014
http://bases.bireme.br/cgi-
bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&next
Action=lnk&exprSearch=281904&indexSearch=ID: Acessoem 14/09/2014