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¹MARCHA. da Família. Folha de São Paulo. São Paulo 19 de Mar. / 1964.

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INTRODUÇÃO

No dia 19 de março de 1964 milhares de pessoas¹ se reuniram na Praça da
Sé para protestar contra o comunismo ateu, que ficou conhecida historicamente
como: A Marcha da família com Deus pela liberdade. Sendo esta convocada por
entidades religiosas, feministas, anticomunistas e por partidos políticos somando
mais de cem entidades civis envolvidas em oposição ao Governo Federal de então.
Segundo alguns historiadores este episódio foi o estopim do golpe civil-militar.
A Ditadura Militar no Brasil se estendeu durante vinte e um anos (1964-1985),
onde sua efetivação esta baseada em questões entrelaçadas de ordens políticas e
econômicas. Diversas tentativas durante o período democrático para controle da
inflação, gastos governamentais, setor externo econômico fracassaram, e, atreladas
a estas questões, era um discurso comum entre setores militares e civis para que se
interrompesse o processo do regime “populista” de João Goulart (Jango), pelo qual
temiam que este levasse o país ao comunismo. É possível destacar, neste período
ditatorial, como a ação mais repressora a promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI-
5), que teve seu início no governo de Costa e Silva, no dia 13 de dezembro de 1968
chegando ao fim em 31 de agosto de 1969. Devido o grave estado de saúde do
presidente Costa e Silva, é afastado e assume em seu lugar o general Emílio
Garrastazu Médici, escolhido pelos membros do regime militar o governo do mesmo
é apontado como o que utilizou o máximo da repressão instrumentada pela tortura
em presídios e delegacias com autorização do Estado no combate às guerrilhas de
esquerdas rurais e urbanas.
Diante deste cenário, ou seja, da tortura, encontrava-se a Igreja Presbiteriana
do Brasil (IPB) que requer e versa pela liberdade, ideal liberal, sendo defendida a
tolerância à liberdade de crença e culto. Contudo, as práticas da IPB em Recife, com
o processo de repressão e a atuação da CES (Comissão Especial dos Seminários),
tendo em vista o Seminário Presbiteriano do Norte (SPN), que é um cetro de
formação teológica da referida igreja submeteu pessoas a esta comissão, abolindo-
se qualquer tolerância quanto às mesmas que pensavam e defendiam posturas
diferentes. A ação e a relação dos procedimentos adotados pela IPB (exclusões,
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delações, punições, cassações, etc.) no Recife seriam ou não reflexos da situação
política do país e qual a abrangência da influência de um governo de exceção, pôde
interferir nesta entidade religiosa.


















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OBJETIVOS

Geral: Analisar as práticas da Igreja Presbiteriana do Brasil no Recife durante
período da Ditadura Militar nos anos de 1968-1974.
Específicos:
 Compreender como os mecanismos de exclusão e repressão da IPB,
naquela época, era um reflexo das práticas repressivas do Regime civil
militar, ou seriam estes apenas reflexos do seu próprio caráter e de sua
vivência doutrinal.
 Compreender quais posições destes excluídos que possa ter contribuído
para criação destes mecanismos de repressão.
 Identificar nos jornais do Recife como a IPB representava suas práticas.
 Estudar o caso da expulsão dos seminaristas e docentes da IPB no recife
durante o Regime Civil Militar.










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FONTES DA PESQUISA

O texto aborda a utilização pela pesquisa historiográfica de diversas fontes
documentais, tendo como referência os procedimentos desenvolvidos na pesquisa
sobre as práticas da Igreja Presbiteriana do Brasil no período da Ditadura Militar
durante os anos de 1968 a 1979, reflete a busca e análise de fontes escritas,
iconográficas e orais. Portanto, analisa reportagens publicadas em jornais, Atas,
acervos particulares e depoimentos pessoais, descrevendo as características e
importâncias dessas fontes.
Tabelas de Fontes

Foto1
Turma do Jubileu. Seminaristas que concluem seus estudos em
1974. Jornal Presbiteriano. Recife. Dezembro 1974.

Foto 2
Igreja Presbiteriana Nacional sauda Presidente da República.
Jornal Presbiteriano. Março e abril 1974.
Entrevistas Rev. Enos Moura; Rev. Edijéce Martins Ferreira


Atas
20 SC-IPB – Comissão Especial dos Seminários. Apêndice à Ata n°
09 da CES: declarações de diretores e
Professores. Pasta da CES. Acervo do Arquivo Histórico
Presbiteriano na cidade de São Paulo.
21 SC-IPB – Comissão Especial dos Seminários. Ata n° 09 da CES.
Pasta da CES. Acervo do Arquivo
Histórico Presbiteriano na cidade de São Paulo.
18 SC-IPB – Comissão Especial dos Seminários. Comunicação de
resolução da Comissão Especial dos
Seminários à Diretoria do SPS, em sua reunião do dia 20 de
dezembro-66. Pasta da CES. Acervo do
Arquivo Histórico Presbiteriano na cidade de São Paulo.
19 Seminário Presbiteriano do Norte, Recife, 23 de agosto de 1966.
Pasta da CES. Acervo do Arquivo
Histórico Presbiteriano na cidade de São Paulo.




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METODOLOGIA

Foi feito um trabalho de pesquisa historiográfico heurístico e hermenêutico
com seleção de leituras de livros, periódicos e artigos nos quais se obteve um
entendimento crítico e analítico gerando conhecimento e fundamentando a pesquisa
para importância da compreensão dos mecanismos de repressão da IPB, no âmbito
religioso durante o Regime Militar. Embasados também nas reflexões sobre as
fontes, tornou-se possível à elaboração dessa pesquisa que nos forneceu
conhecimentos que até então não disponibilizávamos, sobre o discurso abordado, é
que só foi possível a partir que extraímos esses recursos.















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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 ARAUJO, João dias de. Inquisição sem Fogueiras – Vinte Anos de
História da Igreja Presbiteriana do Brasil. Instituto Superior de Estudos
da Religião 2º edição; Rio de Janeiro, 1982.
 VILELA, Ananias Ferreira. Memórias, discursos e práticas: A Igreja
Presbiteriana do Brasil Durante as Décadas de 1960 e 1970. Artigo.
 JUNIOR, Heber Carlos de. A reação da Igreja Presbiteriana do
Brasil ao “modernismo” dentro dos seus seminários nas décadas
de 1950 e 1960. Dissertação (Mestrado em Teologia) Centro de Pós-
Graduação Andrew Jumper, São Paulo, 2003.
 COELHO, Fernando. Direita, volver: o golpe de 1964 em Pernambuco.
Recife: Bagaço, 2004.
 JUNIOR, Heber Carlos de. A reação da Igreja Presbiteriana do
Brasil ao “modernismo” dentro dos seus seminários nas décadas
de 1950 e 1960. Dissertação (Mestrado em Teologia) Centro de Pós-
Graduação Andrew Jumper, São Paulo, 2003. P. 132.