PEQUENO GLOSSÁRIO DE LITERATURA

Termo Descrição
Aliteração
Repetição de sons idênticos ou semelhantes num mesmo verso ou
ao longo de uma estrofe. É um recurso que intensifica a
musicalidade dos versos e foi muito explorado pelos poetas do
Simbolismo, sobretudo por Cru e Sousa.
Ambiente
! ambiente " o cen#rio por onde circulam personagens e onde se
desenrola o enredo. $m alguns casos, a import%ncia do ambiente
" tão fundamental que ele se transforma em personagem.
Anáfora Repetição de termos ou frases no in&cio dos versos de um poema.
Anástrofe 'nversão da ordem natural das palavras correlatas.
Antítese
Recurso de estilo em que se contrap(em palavras ou frases de
sentido antag)nico, de modo a tornar mais expressiva a oposição
de id"ias.
Apólogo
*reve narrativa que expressa uma mensagem de fundo moral.
+uito pr,ximo da f#bula e da par#bola, a distinção entre essas
formas " assim explicada por alguns autores- no ap,logo, as
personagens seriam ob.etos inanimados/ a f#bula apresentaria
como personagens animais irracionais e a par#bola seria
protagoniada por seres humanos. $m todas essas formas de
narrativa, por"m, est# presente a intenção de transmitir ao leitor
uma mensagem moral.
Auto
*reve peça de conte0do religioso ou profano, geralmente em
verso, que se originou na 'dade +"dia. $m 1ortugal, alcançou seu
apogeu na obra de 2il 3icente, no s"culo 43'. 5o *rasil, 6os" de
7nchieta o empregou em sua missão de catequese do ind&gena e
educação religiosa do colono. $m nossos dias, " praticado muito
esporadicamente, merecendo destaque o 7uto da Compadecida
89:;:<, de 7riano Suassuna.
Bucolismo
=endência po"tica referente >s obras que faem o elogio da vida
campestre. $ssas poesias são tamb"m chamadas de pastoris,
porque nelas os pastores são presenças constantes. ! bucolismo
foi uma das caracter&sticas da poesia arc#dica.
Cantiga
*reve composição po"tica feita para ser cantada. 5a literatura
portuguesa, as cantigas desenvolveram?se principalmente
durante os s"culos 4'', 4''' e 4'3, constituindo o movimento
po"tico conhecido por Trovadorismo. $ssa denominação, ali#s,
deriva de trovador, nome dado ao autor das cantigas. @uanto ao
assunto, as cantigas podiam ser- l&ricas 8cantigas de amor e de
amigo< e sat&ricas 8cantigas de esc#rnio e de maldier<. 7s
coleç(es de cantigas que restaram dessa "poca d#?se o nome
de Cancioneiros.
Carpe Diem
? AColhe o diaA, exortação de Bor#cio, poeta latino da "poca do
'mperador 7ugusto/ foi o lema persuasivo do galanteio e da
conquista dos coraç(es femininos, na medida em que chama a
atenção para a perecibilidade da belea, a morte de tudo/ o carpe
diem foi uma forma indireta de negaceio amoroso.
Clichê
Crase ou expressão que, de tanto ser usada, perdeu sua belea
primitiva, tornando?se completamente banal. É um defeito de
estilo que deve ser evitado pois empobrece e vulgaria o texto.
=amb"m pode ser considerado clichê o final feli de muitas obras
liter#rias, e sobretudo de fotonovelas ou telenovelas. ! clichê
pode ser chamado tamb"m de lugar-comum, frase feita e chavão.
Comédia
É a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento
comum, de riso f#cil e geralmente critica os costumes de um
determinado povo ou "poca.
Conceptismo
- Barroco
=endência para a especulação aguda de id"ias, para a criação de
conceitos novos/ " um tipo de barroco oposto ao cultismo, que se
caracteria pelo refinamento das imagens, tons e forma.
Conotação
Carga l&rica das palavras, a capacidade que elas têm de lembrar e
sugerir id"ias e associaç(es, vis(es e imagens, atrav"s de
imitaç(es sonoras, empatias, derivaç(es, graças > experiência
pessoal ou grupal ou universal, de modo a .ustificar a asserção de
=hierrD +anier- "A atividade específica do poeta não é despertar
em si uma porção de fantasmas para os envolver em palavras, e
sim provocar nos outros a aparição do maior número possível de
fantasmas que as palavras possam traer consigo". 7 conotação "
um recurso da linguagem l&rica, ao contr#rio da denotação que se
presta melhor > linguagem cient&fica.
Cultismo -
Barroco
=endência ao emprego de figuras refinadas/ escola barroca que
cultivou o requinte tem#tico 8descrição de ob.etos preciosos ou
encarecimento de ob.etos que tenham alguma import%ncia
circunstancial<. ! cultismo " uma degeneração tardia do barroco
peninsular, ocorrida especialmente na 7m"rica $spanhola e no
*rasil.
Denotação
@ualidade espec&fica das palavras que designam, sem dubiedades
nem associaç(es, um s, e 0nico significado, v#lido em qualquer
contexto. É o contr#rio da conotação.
Didático
Em gênero não definido como liter#rio, pois " despido de arte ou
ficção. Ema t"cnica para se transmitir conhecimentos.
co
$feito sonoro resultante da recorrência de sons idênticos ou
semelhantes no final de v#rias palavras de um texto. $m prosa,
deve ser evitado porque provoca efeito desagrad#vel, mas em
poesia constitui autêntica rima interna, transmitindo grande
musicalidade aos versos.
legia
=ipo de composição po"tica que constitui geralmente um canto
lamentoso e triste.
nredo
É a pr,pria estrutura narrativa, ou se.a, o desenrolar dos
acontecimentos.
!pica
Composição po"tica em que se revela a intenção do autor de
Aabranger a multiplicidade din%mica do real f&sico e espiritual
numa s, obra, numa s, unidadeA. Contrariamente > l&rica, que se
restringe > expressão dos sentimentos do AeuA.
popéia
=ipo de poema "pico em que se cantam os feitos gloriosos de um
povo, constituindo, portanto, uma exaltação da nacionalidade. 7
obra !s "usíadas89;FG<, do poeta português Hu&s 3a de Cam(es,
representa a melhor realiação de uma epop"ia em l&ngua
portuguesa.
stribilho
3erso ou con.unto de versos que se repetem ap,s uma ou mais
estrofes de um poema. 1ode ser chamado tamb"m de refrão.
strofe
5ome dado a cada grupo de versos que comp(em um poema. Ie
acordo com o n0mero de versos que contêm 8de G a 9J<, as
estrofes recebem os seguintes nomes- d&stico, terceto, quarteto
ou quadra, quinteto, sexteto ou sextilha, s"tima, oitava, nona,
d"cima ou d"cada.
"arsa
1equena peça teatral, de car#ter rid&culo e caricatural, que critica
a sociedade e seus costumes.
"icção
3em do latim AfictionemA e significa Aato ou efeito de fingir, e
simularA. É o produto da imaginação, da invenção. 1odemos
classificar uma narrativa de ficção em veross&mil ou inveross&mil-
se a ficção guardar pontos de contato com a realidade, se o
evento parecer verdadeiro ou prov#vel, ser# veross&mil/ caso
contr#rio, se parecer improv#vel, absurdo, sem contato com a
realidade, ser# inveross&mil.
"lashbac#
="cnica narrativa que consiste em contar a ação do presente para
uma volta ao passado, numa esp"cie de retrospectiva. Cria?se,
dessa forma, uma situação narrativa com dois planos temporais-
um no presente e outro no passado.
"oco
narrati$o
Iesigna aquele que narra a hist,ria num conto, novela ou
romance. ! estudo do foco narrativo esclarece o leitor a respeito
do ponto de vista a partir do qual " feita a narração. @uando o
narrador " uma das personagens, diemos que o foco narrativo "
em primeira pessoa/ quando não " uma das personagens,
estando, portanto, fora da hist,ria, diemos que o foco narrativo
" em terceira pessoa.
"usionismo -
Barroco
É a fusão de aspectos sensoriais ou ideacionais 8fusão de lu e
treva, de sons, do irracional com o racional, etc.<.
%ongorismo -
Barroco
$stilo liter#rio espanhol da "poca barroca/ nome empregado
pe.orativamente, .# que deriva de 2)ngora, um dos maiores
poetas barrocos/ exagero no emprego das met#foras engenhosas
e nos trocadilhos/ abuso das soluç(es dif&ceis e complicadas. 5a
s"rie de equ&vocos suscitados pelo 2ongorismo, houve o h#bito
did#tico de classificar autores e obras, opositivamente, em
cultistas e conceptistas, conforme o predom&nio de palavras
concretas ou abstratas. Como caracter&sticas secund#rias do
2ongorismo pode?se, apontar a mitologia cl#ssica como fonte
principal de temas e motivos, e a utiliação cumulativa das figuras
de ret,rica. 5o *rasil são duas as voes gongoristas que merecem
menção- +anuel *otelho de !liveira 89KLK ? 9F99< e Sebastião da
Rocha 1ita 89KKJ ? 9FLM<.
&ipérbato
Cigura de sintaxe que consiste na inversão violenta da ordem
natural das palavras/ decorre da imitação da sintaxe latina, onde
as palavras não precisam ocupar um lugar definido no discurso,
uma ve que seu sentido " plenamente capt#vel. Sem os recursos
flexionais do latim cl#ssico, a l&ngua portuguesa e espanhola têm
certos limites de toler%ncia no desarran.o de termos, que os
cultistas muitas vees ultrapassaram.
&ipérbole
Cigura de linguagem em que se realça uma id"ia por meio de uma
afirmação exagerada.
&umanismo -
Barroco
É um conceito central do Renascimento. Consiste em tomar o
homem total como ob.eto e inspiração da arte/ valoriação
absoluta da id"ia de homem. 5a $ra *arroca o humanismo " um
conceito em crise.
'magem
Crase ou locução representativa ou sugestiva de emoção,
sentimento, id"ia ou conceito. 7 estrutura lingN&stica da imagem
ap,ia?se na AcomparaçãoA entre os significados expl&citos dos
voc#bulos e os impl&citos que o poeta atribui >s suas vivências ou
motivaç(es sub.etivas.
(ira
=ipo de composição po"tica de car#ter sentimental que
geralmente apresenta um estribilho ap,s cada estrofe. Iestacam?
se, na literatura brasileira, as liras escritas pelo poeta arc#dico
=om#s 7ntonio 2onaga 89FOO ? 9M9J< em seu livro #arília de
$irceu.
(írico
7 Hira " um instrumento musical que acompanhava os cantos dos
gregos. Ia& nasce o termo l&rico que vem denominar um gênero
liter#rio introspectivo e voltado >s emoç(es e sub.etividades. 7
l&rica " uma expressão emocional do eu. 7p,ia?se em
sub.etividades, sentimentos. !s textos po"ticos ou em prosa do
gênero l&rico centram?se na primeira pessoa do singular.
)aneirismo
Corma tardia de Renascimento, esp"cie de estilo pr"?barroco,
caracteriado por seu experimentalismo formal, por"m sem o
impressionismo e o realismo que serão as caracter&sticas do
barroco.
)arinismo -
Barroco
'nfluência da l&rica barroca italiana, começada por +arino.
)etáfora
Recurso de estilo que consiste em associar a um elemento
caracter&sticas que não lhe são pr,prias, enriquecendo?lhe o
significado e revestindo?o de uma carga po"tica especial. 7
met#fora " um tipo especial de comparação, em que estão
ausentes as part&culas como, assim como e outras. 1odemos falar
ainda em linguagem metaf,rica quando queremos nos referir a
uma linguagem rica em significados e associaç(es.
)etáfora -
Barroca
Cigura que consiste em empregar um termo com dupla alusão.
=oda met#fora " um pequeno mito, pois o que ela di ? tomado ao
p" da letra ?, " um absurdo. Ema das grandes revoluç(es
operadas pela po"tica barroca foi o aparecimento das met#foras
er,tico?anat)micas que associavam o amor ao praer e a
naturea > mulher. 1or vees, a t"cnica barroca constru&a uma
verdadeira constelação de met#foras. 7 esse con.unto metaf,rico
alguns autores chamam alegoria.
)étrica
=amb"m chamada de versificação, " a medida do verso, isto ", a
contagem das s&labas po"ticas que comp(em um verso. 1ara se
estabelecer a m"trica dos versos, deve?se separ#?los em s&labas
po"ticas 8que são diferentes das s&labas gramaticais<,
considerando?se apenas at" a 0ltima s&laba t)nica. 7l"m disso,
por necessidade de ritmo, muitas vees o poeta pode lançar mão
de v#rios recursos para abreviar ou alongar as s&labas. 7 elisão,
que consiste na fusão de vogais no encontro de palavras, " um
dos recursos mais usados. Ie acordo com o n0mero de s&labas
que cont"m, o verso recebe o nome de- monoss&labo, diss&labo,
triss&labo, tetrass&labo, pentass&labo ou redondilha menor,
hexass&labo, heptass&labo ou redondilha maior, octoss&labo,
eneass&labo, decass&labo, hendecass&labo, dodecass&labo ou
alexandrino. 5a literatura moderna predomina o verso livre, em
que não h# preocupação de rigor m"trico.
)isticismo -
Barroco
Ieu?se na $spanha, no tempo de prosperidade da Companhia de
6esus. ! misticismo " a concentração aguda em Ieus, " um ato
de f" capa de provocar o milagre do reconhecimento de Ieus.
Santa =eresa de 6esus 8freira, m&stica e escritora espanhola,
Santa =eresa de Pvila, nasceu em Pvila, em 9;9; e morreu em
9;MG, canoniada em 9KGG< e São 6oão da Cru 8poeta e
prosador m&stico espanhol, 6uan de Qepes, nasceu em Contiveros,
Pvila, em 9;OG, e morreu em Rbeda, 6a"n, a 9OS9GS9;:9< são
seus melhores representantes na poesia.
*arrati$a
Iesigna um tipo de texto que apresenta o desenrolar de uma
ação ou de uma hist,ria, num certo per&odo de tempo, com a
participação de uma ou mais personagens. 'mporta considerar
ainda que, numa narrativa, podemos reconhecer o tempo da
narração, isto ", o momento em que a narração dos fatos " feita,
e o tempo da narrativa, isto ", o momento em que os fatos
narrados aconteceram. $stes fatos podem ter ocorrido antes da
narração ou podem ocorrer simultaneamente a ela/ mais
raramente poderão ocorrer posteriormente > narração, como " o
caso, por exemplo, dos textos em que se faem previs(es ou
profecias.
+nomatopéia
2ramaticalmente, " uma palavra cu.a formação procura
reproduir certos sons ou ru&dos. $m literatura, consiste numa
aliteração que tem por ob.etivo representar sonoramente
determinada ação.
+,ímoro
@uando o vigor da ant&tese resulta numa contradição ou
paradoxo, isto ", quando as id"ias expressas se excluem
mutuamente, temos o ox&moro.
-aródia
Composição liter#ria cu.o ob.etivo " imitar, com intenção sat&rica
ou c)mica, o tema ou o estilo de uma outra obra.
-ersonagens
São os participantes do desenrolar dos acontecimentos/ aqueles
que vivem o enredo. 7 palavra personagem tanto pode ser
feminina como masculina. ! personagem principal de um enredo
" chamado protagonista, geralmente " o her,i, o mocinho. B#
personagens que não representam individualidades, mas sim
tipos humanos, identificados pela profissão, pelo comportamento,
pela classe social, etc. !s personagens caricaturais têm seus
traços ou comportamentos excessivamente realçados no enredo,
fixando?lhe os detalhes de forma cr&tica ou ir)nica.
-oema
Ienominação gen"rica de uma estrutura verbal em verso. !bra
po"tica. 7 palavra poesia vale por sin)nimo de poema. !s
poemas se dividem em diferentes gêneros- "pico ou her,ico,
did#tico, didasc#lico, f#bula, dram#tico, l&rico, religioso e outros.
-oesia
! termo poesia tem as seguintes conotaç(es-
9. estrutura verbal, tamb"m chamada poema, realiada segundo
as seguintes exigências-
a< ordenação de frases e respectivos membros em linhas com
extensão determinada, denominadas versos/
b< subordinação das palavras, em cada verso, a regras
pros,dicas, sistematiadas sob a forma de ritmo.
G. Relação emotiva, sentimental ou est"tica, entre a forma do
poema, ouvido ou lido, e a sensibilidade do ouvinte ou leitor.
L. @ualidade pr,pria do poema, que suscita essa relação de
cunho sub.etivo, caso em que se di- Aesta poesia " po"ticaA,
Aeste poema possui poesiaA.
-reciosismo
=ermo com que se designa um trabalho de linguagem
exageradamente requintado ou rebuscado. Iiemos que o estilo
de um autor " precioso quando ele emprega palavras raras e
construç(es sint#ticas pouco usadas. 2eralmente costuma?se
opor a linguagem preciosa > linguagem coloquial, que " mais
comunicativa e espont%nea.
-rosa
Ii?se, em oposição > poesia, o texto não escrito em versos,
quanto > forma/ e, quanto ao tratamento estil&stico, a obra não
escrita em linguagem l&rica.
-rosódia
1arte da HingN&stica dedicada ao estudo da pron0ncia das palavras
em geral/ e em especial, para os fins de versificação.
.ima
Repetição do mesmo acento na s&laba t)nica da palavra final em
versos sucessivos.
.omance
5arração de um fato imagin#rio, mas veross&mil, que representa
quaisquer aspectos da vida familiar e social do homem.
/átira
Composição liter#ria escrita quase sempre em linguagem
irreverente e maliciosa, cu.o ob.etivo " ridiculariar atitudes ou
apontar defeitos. 5a literatura brasileira, merecem destaque as
poesias sat&ricas de 2reg,rio de +atos 89KLK ? 9K:K< e o poema
incompleto Cartas Chilenas, de =om#s 7nt)nio 2onaga 89FOO ?
9M9J<.
/oneto
Composição po"tica composta de 9O versos rimados em G
quadras e G tercetos. ! soneto pode ser regular e irregular.
%oneto regular " composto em 9J s&labas sonoras em cada uma
de seus versos T G quadras e G tercetos. 7tualmente, se aceita o
soneto com L, 9O, 9; e 9K s&labas, desde que se.am constantes.
7s rimas, por"m, devem ser sempre ;, cruadas e encadeadas
nas quadras, pareadas e encadeadas nos tercetos.
Tema no soneto regular, desenvolve?se apenas um tema, que "
proposto nas G quadras e conclu&do nos tercetos. ! tema
distribui?se de modo que a sua expressão tenha mais acentuado
cunho expressivo ou de maior relevo emotivo nos tercetos. Ieve?
se evitar nos sonetos os voc#bulos polissil#bicos, admitindo?se os
mais extensos com L s&labas.
5o soneto irregular alteram?se os esquemas de rimas, utiliando?
se versos heterom"tricos/ inverte?se a ordem das est%ncias T
quadras e tercetos T aumenta?se o n0mero de versos. Soneto
invertido- os tercetos precedem as quadras. Soneto caudado-
com mais de 9O versos/ depois do segundo terceto acrescenta?lhe
uma cauda de G ou L versos. $sta cauda " chamada pelos
espanh,is de estrambose.
0ragédia
É a representação de um fato tr#gico, suscet&vel de provocar
compaixão e terror.
0ragicomédia
+odalidade em que se misturam elementos tr#gicos e c)micos.
!riginalmente, significava a mistura do real com o imagin#rio.
1erso
Hinha escrita, de sentido completo ou fragment#rio, que se
caracteria pela obediência a determinados preceitos r&tmicos,
f)nicos, ou meramente gr#ficos, pelos quais difere das linhas de
prosa.