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PATRONATO DE PRESOS E EGRESSOS DO ESTADO DA BAHIA
4ª Avenida, nº 400, C.A.B., Telefone (71) 3115-8491


ESTATUTO

TÍTULO I

CAPÍTULO I

DA DENOMINAÇÃO, SEDE E DURAÇÃO

Art. 1º O Patronato de Presos e Egressos é uma associação de utilidade pública, de duração
ilimitada e limitado número de membros, sem fins lucrativos, de assistência jurídica e
social gratuita a presos e egressos, fundada por acadêmicos de Direito em 29 de maio de
1941, com sede na Rua Bráulio Xavier, nº 57, Corredor da Vitória, Salvador, Bahia, com
atuação em todo o Estado da Bahia, tudo fazendo para bem cumprir o previsto na
Constituição Federal, na Lei Federal nº 7.210 de 11 julho de 1984 (Lei de Execução Penal)
e neste Estatuto.

Parágrafo único. O número de estagiários será determinado anualmente de acordo com a
necessidade da Instituição.

Art. 2º O Patronato de Presos e Egressos é uma entidade independente e autônoma,
organizada por seus integrantes, atuando anexo ao Conselho Penitenciário do Estado da
Bahia, que realiza o aconselhamento técnico.

Parágrafo único. É de responsabilidade do Conselho Penitenciário indicar, dentre seus
membros de notável saber jurídico, aquele que realizará o aconselhamento técnico na forma
do que preceitua o "caput " deste artigo.

CAPÍTULO II

DOS OBJETIVOS

Art. 3º São objetivos específicos do Patronato de Presos e Egressos, além dos citados no
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artigo 1º deste Estatuto e dos previstos no Código Penal, no de Processo Penal e na Lei de
Execuções Penais:

I - prestar assistência Jurídica e Social aos presos, após a condenação ou durante o
inquérito policial, em qualquer estabelecimento prisional, inclusive nas cadeias
públicas e hospitais de custódia e tratamento, bem como aos liberados condicionais
e egressos;

II - desenvolver e defender uma política penitenciária baseada nos princípios de
justiça social e de garantia aos direitos humanos;

III - contribuir na formação e aperfeiçoamento profissional dos membros que
integram o Patronato;

Art. 4º São meios para a concretização dos objetivos referidos no artigo anterior, além de
outros idôneos:

I - prestar assistência aos presos, visitando-os nos estabelecimentos penais;
II - auxiliar e orientar os liberados condicionais e egressos, de pena cumprida,
durante os passos iniciais da vida livre;

III - facilitar a liberados condicionais e egressos, meios de locomoção para lugares
onde estes se proponham a trabalhar, verificada a efetividade desta intenção;

IV - registrar, nas visitas aos apenados, as impressões pessoais colhidas do seu
caráter, os motivos que o levaram a delinqüir, sua inclinação para o trabalho e
índice de sua possível readaptação social, remetendo ao Conselho Penitenciário a
nota destas observações como subsídio ao estudo de futuros e oportunos benefícios
de comutação de pena, graça, livramento condicional, indulto e progressão de
regime no cumprimento de pena privativa de liberdade;

V - promover, junto ao Conselho Penitenciário, a preparação de processos de
comutação de pena, graça, livramento condicional, indulto e progressão de regime
penal;

VI - representar, junto ao Conselho Penitenciário, sobre a conveniência de
suspender ou revogar-se livramentos condicionais concedidos a presos que violaram
suas condições;

VII - pleitear, junto a qualquer entidade, pública ou privada, benefícios que venham
facilitar a reintegração do liberado ou egresso ao convívio social;

VIII - promover o conhecimento e intercâmbio de informações com os diversos
Patronatos do País;

IX - organizar, realizar e participar de seminários, palestras e outras atividades
voltadas para os objetivos da entidade, seja de caráter interno ou externo, a fim de
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que se possa estimular a produção intelectual dos seus membros, bem como
desenvolver e promover o seu trabalho;

X - realizar convênios e parcerias com outras entidades que tenham preocupações
afins com os objetivos do Patronato, na promoção efetiva da ressocialização dos
presos, liberados condicionais e egressos.

Parágrafo único. Os objetivos e meios previstos neste estatuto serão cumpridos de acordo
com as possibilidades financeiras e conveniência desta Instituição.


TÍTULO II

CAPÍTULO I

DA ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO

Art. 5º São órgãos de direção do Patronato:

I - Assembléia Geral;

II – Diretoria;

III – Conselho Consultivo Fiscal.

Art. 6º A Assembléia Geral é o fórum máximo de deliberação da entidade sendo composta
por todos os seus membros e dirigida pelo Presidente.

Art. 7º A Diretoria deverá promover o calendário de reuniões da Assembléia Geral, sendo
esta convocação obrigatória, no mínimo, uma vez a cada trimestre. Pode, ainda, a
Assembléia Geral se reunir em caráter extraordinário, podendo ser convocada pelo
Presidente, 2/3 (dois terços) da Diretoria, ou ainda maioria absoluta dos membros da
entidade..

§1º A convocação deverá ser feita com no mínimo 48 horas de antecedência através
de edital afixado na sede, determinando lugar, dia e hora, bem como a pauta a ser
tratada.

§2º A reunião da Assembléia Geral deverá ter início em primeira convocação com a
presença de 2/3 dos membros efetivos ou em segunda convocação, automaticamente
convocada para quinze minutos após a primeira, com quorum mínimo de instalação
de 2/5 (dois quintos) dos membros efetivos que tenham assinado o livro de
freqüência no período de trinta dias que antecede a referida assembléia.

§ 3º As deliberações da Assembléia Geral serão tomadas por maioria simples, salvo
disposição em contrário, sendo, nesta oportunidade, lavrada e assinada a ata pelos
presentes.
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§ 4º Uma das Reuniões Ordinárias da Assembléia Geral deverá ocorrer na segunda
quinzena do mês de dezembro, com o encargo de apreciar ou deliberar o previsto no
art. 9º, II deste Estatuto.

§ 5º A convocação para Assembléia Geral efetuada pela maioria absoluta dos
estagiários desta Instituição só será válida se precedida de comunicação por escrito à
Diretoria no prazo mínimo de sete dias de antecedência à data da Assembléia.

§ 6º Após a comunicação do parágrafo anterior, a Diretoria deverá, no prazo de 48h
(quarenta e oito horas), publicar o edital de convocação. Em não o fazendo, caberá
aos interessados publicá-lo nos termos do parágrafo primeiro deste mesmo artigo.

Art. 8º Ab-rogado

Art. 9º Compete à Assembléia Geral:

I - aprovar e reformar os Estatutos e Regimentos que disciplinam o Patronato;

II - apreciar o orçamento e programa da Diretoria durante e ao final da gestão;

III - julgar, em grau de recurso, as medidas disciplinares adotadas pela Diretoria
contra os membros efetivos.

Art.10. A Diretoria é o órgão executivo do Patronato. É composta por:

I - Presidente;

II - Vice - Presidente;

III - Diretor - Secretário;

IV - Corregedor Geral;

V - Corregedor de Disciplina;

VI - Diretor –Financeiro.

Parágrafo único A condição de membro da Diretoria do Patronato não deverá acarretar
recebimento de remuneração especial.

Art.11. Compete à Diretoria:

I - organizar e dirigir a entidade, objetivando os fins a que ela se propõe;

II - apresentar à Assembléia Geral o programa da gestão e, ao fim do cumprimento
do mandato ou a qualquer tempo, em caso de renúncia, o respectivo relatório do
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período;

III - determinar os critérios e processos de seleção dos novos membros admitidos
durante a sua gestão.

Art.12. As deliberações da Diretoria serão tomadas pela maioria absoluta, salvo disposição
em contrário em suas reuniões.

§ 1º O calendário das reuniões ordinárias da Diretoria deverá ser estabelecido pela
mesma não podendo sua periodicidade ser inferior a uma reunião a cada bimestre;

§2º Sempre que houver necessidade, poderão ser convocadas reuniões de caráter
extraordinário, pelo Presidente ou pela maioria absoluta de membros diretores;

§ 3º Para a abertura das reuniões, faz-se necessária a presença de, no mínimo, quatro
membros diretores;

§ 4º Cada gestão deverá decidir a amplitude de suas decisões colegiadas quando da
ausência do Presidente em suas deliberações;

§ 5º Participam das reuniões da Diretoria todos os seus membros e um representante
da Assembléia Geral, com direito a voz, eleito pelos estagiários efetivos, sem a
participação dos membros da Diretoria.

Art.13. Compete ao Presidente do Patronato de Presos e Egressos:

I - representar social e judicialmente o Patronato;

II - dirigir a Assembléia Geral e as reuniões da Diretoria;

III - abrir e movimentar contas bancárias em nome do Patronato, desde que
conjuntamente com o diretor – financeiro;

IV - responder pelas obrigações da entidade, na medida de sua responsabilidade;

V - supervisionar as atividades dos membros, estagiários, monitores e diretores
assegurando-se de que estes cumprem os objetivos da entidade e, caso contrário,
adotando as medidas oportunas e necessárias;

VI - visitar periodicamente as unidades penais assistidas pelo Patronato;

VII - usar os meios administrativos necessários para a consecução dos objetivos do
Patronato, bem como contratar e assinar convênios e parcerias que colaborem para o
alcance dos referidos objetivos nos termos deste Estatuto.

Art.14. Compete ao Vice - Presidente:

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I - auxiliar o Presidente no cumprimento de suas funções;

II - substituir o Presidente em caso de falta, impedimento ou renúncia;
III - estimular a produção intelectual dos membros;

IV - organizar seminários, palestras, apostilas e atividades correlatas;

V - promover a entidade no meio social;

VI - expedir os ofícios necessários à promoção das atividades do Patronato.

Art.15. Compete ao Diretor - Secretário:

I - substituir o Vice - Presidente em caso de falta, impedimento ou renúncia;

II - elaborar as Atas das reuniões;

III - zelar pela observância das normas organizacionais internas na entidade;

IV - auxiliar o Presidente e o Vice - Presidente no cumprimento de suas funções;

V – emitir as carteiras de identificação dos estagiários.

Parágrafo Único: O Diretor - Secretário poderá renunciar a sua função e suas atribuições,
sem prejuízo do cumprimento de seus deveres até a entrega do cargo, quando substituir o
Vice - Presidente em caráter permanente.

Art.16. Compete ao Corregedor Geral:

I - substituir o diretor -secretário em caso de falta, impedimento e renúncia;

II - velar pela observância do Regimento Disciplinar;

III - apurar as infrações penais e administrativas - disciplinares dos membros nos
termos do Regimento Disciplinar;

IV - proceder as inspeções administrativas no Campo de atuação do Patronato;

V - zelar pela eficiência e organização da assistência prestada.

Parágrafo Único: O Corregedor - Geral poderá renunciar a sua função e suas
atribuições, sem prejuízo do cumprimento de seus deveres até a entrega do cargo,
quando substituir o Diretor - Secretário em caráter permanente.

Art.17. Compete ao Corregedor de Disciplina e Organização:

I - substituir o Corregedor Geral em caso de falta, impedimento e renúncia;
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II - velar, em conjunto com o Corregedor Geral, pela observância do Regimento
Disciplinar;
III – apurar, em conjunto com o Corregedor Geral, as infrações penais e
administrativas - disciplinares nos termos do Regimento Disciplinar;

IV - realizar o levantamento de freqüência mensal dos membros;

V - fiscalizar o desenvolvimento das atividades da entidade.

Parágrafo Único: O Corregedor de Disciplina e Organização poderá renunciar a sua
função e suas atribuições, sem prejuízo do cumprimento de seus deveres até a
entrega do cargo, quando substituir o Corregedor - Geral em caráter permanente.

Art.18. Compete ao Diretor - Financeiro:

I – substituir o Corregedor de Disciplina em caso de falta, impedimento e renúncia;

II - a guarda de todos os valores econômicos do Patronato, dos quais manterá a
escrita contábil de seu movimento financeiro, devendo, para isto, munir-se dos
livros necessários;

III - abrir e movimentar contas correntes bancárias em conjunto com o Presidente;

IV – reunir-se mensalmente com os membros do Conselho Consultivo Fiscal.

Parágrafo único. O Diretor - Financeiro acumulará o cargo e as funções do
Corregedor de Disciplina e Organização sempre que o substituir.

Art. 19. O Conselho Fiscal será composto por 05 (cinco) integrantes, sendo 03 (três)
Conselheiros Titulares e 02 (dois) Conselheiros Suplentes, todos eleitos pelos membros do
Patronato.

Art. 20. Compete ao Conselho Consultivo Fiscal função fiscalizar toda a movimentação
financeira do Patronato e emitir um parecer mensal sobre esta.

§1º Em caso de dúvida e/ou equívoco, deverá o conselho consultivo fiscal pedir no
prazo máximo de quinze dias, a retificação de eventuais cálculos por parte da
diretoria.

§ 2º Persistindo qualquer irregularidade, deverá esta ser apreciada pela Assembléia
Geral.

Art. 21 É vedado cumular o cargo de Diretor e Conselheiro Fiscal do Patronato.


CAPÍTULO II
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DOS MEMBROS

Art.22. São membros do Patronato de Presos e Egressos os bacharéis e acadêmicos de
Direito, bem como profissionais e acadêmicos de áreas afins, desde que venham a
contribuir para o cumprimento dos objetivos mediatos e imediatos do Patronato e
aprovados no processo de admissão realizado pela Diretoria, respeitado o disposto neste
Estatuto.
Parágrafo Único: Também são considerados membros do Patronato de Presos e Egressos do
Estado da Bahia, os advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil.

Art.23. São Membros Honorários do Patronato de Presos e Egressos: o Presidente do
Conselho Penitenciário, o Conselheiro por este Conselho designado para realizar o
aconselhamento técnico referido neste Estatuto, bem como qualquer membro que já tenha
ocupado cargo na Diretoria.

Parágrafo único. Por proposta do Presidente, de maioria absoluta da Diretoria, ou ainda de
2/3 (dois terços) dos membros efetivos, aprovada em Assembléia Geral, poderá ser
concedido Título de Membro Honorário do Patronato, bem como qualquer outra
homenagem desta espécie, a pessoas que tiverem contribuído de forma significativa para os
objetivos da Entidade.

Art.24. São deveres dos membros efetivos:

I - acatar as decisões dos órgãos de direção do Patronato;

II - incumbir-se das tarefas a si atribuídas;

III - cumprir o plano de estágio determinado pela Diretoria;

III - zelar pelo nome e patrimônio do Patronato;

IV - cumprir o previsto neste Estatuto, no Regimento Disciplinar e todos
dispositivos normativos devidamente promulgados e vigentes.

Art.25. São direitos dos membros efetivos:

I - participar da Assembléia Geral, com direito a voz e voto;

II - votar e ser votado para exercer qualquer cargo de direção;

III - apresentar propostas aos órgãos de direção.

Art.26. São considerados convidados:

I - aqueles que se encontram em período de observação para admissão no Patronato;

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II - qualquer cidadão que possua curiosidade em observar as atividades do
Patronato.


CAPÍTULO III

DA DISCIPLINA E DAS SANÇÕES

Art.27. Os membros efetivos e convidados devem seguir e respeitar o disposto no
Regimento Disciplinar, o qual prevê normas organizacionais que regem o Patronato, assim
como as determinações da Diretoria sobre a referida matéria.

Art.28. Em nível interno e administrativo, serão em número de quatro as sanções possíveis
de serem aplicadas pela Diretoria, em grau de gravidade proporcional à falta:

I - advertência;

II - suspensão temporária;

III - desligamento automático;

IV - exclusão.

Parágrafo único. As sanções acima previstas serão aplicadas sem prejuízo das previstas por
responsabilidade nas Legislações Penais e Civis.


CAPÍTULO IV

DO PATRIMÔNIO, FINANÇAS E RESPONSABILIDADES

Art.29. O Patrimônio do Patronato será constituído pelos bens móveis e imóveis que
possua ou venha a possuir por compra, doação ou legado.

Art.30. São receitas do Patronato:

I - os "Jetons" recebidos pela representação nas sessões do Conselho Penitenciário;

II - as receitas conseguidas em nome da entidade;

III - quaisquer verbas, contribuições ou receitas provenientes de atividades ou
realizações suas, sendo vedadas aquelas advindas dos seus assistidos.

Parágrafo único. Todas as receitas da entidade serão aplicadas integralmente em seus fins
constitutivos, principalmente os estabelecidos no arts. 3º e 4º deste Estatuto.

Art.31. A prestação de contas é indispensável, observando o disposto no art. 9º, inciso II
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deste Estatuto.

Art.32. O Patronato não se responsabilizará por danos físicos e materiais ocorridos por
imperícia, imprudência ou negligência dos membros efetivos e convidados, quando do
serviço externo de assistência, nem quando da utilização das instalações e dos serviços do
Patronato e na prática de qualquer atividade dentro de suas dependências.


CAPÍTULO V

DAS ELEIÇÕES

Art.33. O Mandato da Diretoria e do Conselho Fiscal será de 2 (dois) anos, sendo
permitida a recondução.

§1º A eleição realizar-se-á na primeira quinzena de dezembro de cada ano, em dia
fixado pela Comissão Eleitoral.

§ 2º O período de mandato da Diretoria e do Conselho Fiscal eleitos será de 05 de
janeiro a 04 de janeiro do ano posterior.

§ 3º As chapas para a Diretoria e o Conselho Fiscal não estão vinculadas.

Art. 34. A comissão eleitoral será formada por três membros efetivos ou honorários da
entidade, que serão inelegíveis, indicados pela diretoria, em até 45 dias da realização das
eleições, até o dia 1.º de Novembro de cada ano.

Parágrafo Único: O Edital de Convocação para as eleições deverá ser publicado pela
Comissão Eleitoral no prazo de até trinta dias antes de sua realização.

Art. 35. As chapas deverão ser inscritas completas, estando as pessoas vinculadas aos seus
cargos, até quinze dias antes da eleição.

Art. 36. Votarão e serão votados os membros efetivos e honorários em sufrágio direto e
secreto, desde que possuam freqüência registrada nos sessenta dias que antecederem o
pleito.

Art. 37. A eleição será presidida por um membro efetivo do Conselho Penitenciário, que
nomeará, entre os membros da entidade presentes, um escrutinador, cabendo ao presidente
da comissão eleitoral a função de secretário.

§ 1.º Será considerada eleita a chapa que tiver maioria simples dos votos.

§ 2.º Havendo empate entre as chapas postulantes, proceder-se-á nova eleição em
data a ser estipulada pelo Presidente da Comissão Eleitoral.

Art. 38. A posse dos eleitos será realizada em sessão solene com a presença do Presidente
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do Conselho Penitenciário ou do seu representante.

Art. 39. Vagando qualquer cargo da Diretoria, proceder-se-ão primeiramente as
substituições, nos termos dos Arts. 14 a 17 deste estatuto, cabendo ao representante dos
estagiários preencher o cargo que restar desocupado.

§ 1.º Aceito o cargo pelo representante dos estagiários, a eleição de seu substituto
será realizada na Assembléia Geral imediatamente posterior à aceitação.

§ 2.º Caso, ainda assim, permaneça algum cargo vago, realizar-se-á eleição em
Assembléia Geral para ocupá-lo.

§ 3.º Em caso de renúncia ou destituição de mais de um terço da Diretoria, a
Assembléia Geral convocará nova eleição, desde que faltem mais de sessenta dias
para completar o mandato.

Art.40. Em caso de vacância da Diretoria compete à Assembléia Geral organizar e
administrar o Patronato devendo providenciar a instauração de um processo eleitoral o mais
rápido possível.


CAPÍTULO VI

DO ESTÁGIO

Art.41. Como um dos meios para o alcance dos objetivos da entidade, o Patronato deverá
oferecer estágio a acadêmicos de Direito e de outras áreas que possam contribuir com as
atividades do Patronato.

Art.42. Cada gestão da Diretoria deverá estabelecer o Plano de Estágio Regular a ser
seguido durante a sua gestão, que deve ser apresentado até o décimo quinto dia útil após a
posse.

Parágrafo único. Ab-rogado.

Art. 43. Se a Diretoria entender como necessário, poderá estabelecer monitorias para
auxiliar e fiscalizar as atividades dos estagiários.

§ 1º O monitor poderá ser qualquer membro efetivo do Patronato e se constituirá
num cargo de confiança da Diretoria, podendo ser destituído a qualquer tempo se
esta for a vontade da Diretoria.

§ 2º O exercício da função de monitor não acarretará alteração alguma na situação
do membro para fins de certificado.

Art. 44. Cumprido o correspondente Plano de Estágio Regular, a Diretoria deverá conceder
ao estagiário o Certificado de Conclusão de Estágio Regular.
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Parágrafo único. Se o estagiário não cumprir os requisitos do Plano de Estágio Regular a
que está submetido, deverá a Diretoria fornecer apenas o Atestado de Freqüência, caso o
estagiário o solicite.


DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 1º Os casos omissos deste Estatuto serão resolvidos pela Diretoria, podendo ser
vetados e reformados pela Assembléia Geral.

Art. 2º Em caráter de urgência deverá ser invocada a condição de Órgão de Utilidade
Pública para o Patronato.

Art. 3º A presente Reforma do Estatuto deverá ser aprovada em Assembléia Geral, por
maioria de 2/3 (dois terços) dos presentes, seguindo-se apresentação na sessão do Conselho
Penitenciário do Estado da Bahia.

Art. 4º O presente Estatuto poderá ser emendado ou reformado em Assembléia Geral, por
decisão de 2/3 (dois terços) dos membros efetivos e posterior apresentação ao egrégio
Conselho Penitenciário, devendo sua alteração ser registrada no cartório pertinente.

Art. 5º O presente Estatuto passa a vigorar 48 (quarenta e oito) horas após sua apresentação
ao Conselho Penitenciário, revogadas todas as disposições em contrário.

Salvador, 16 de Junho de 2003.



COMISSÃO RELATORA:
DANIEL NICORY DO PRADO - Relator
MANUEL BAQUEIRO ABAD - 1º Revisor

ISABELA SOUZA FIGUEIREDO - 2º Revisor

ALAN ROQUE SOUZA ARAÚJO – 3º Revisor

ANA CORINA GASPAR DO AMARAL – Revisão Gramatical

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DIRETORIA:
ALAN ROQUE SOUZA ARAÚJO - Presidente
ISABELA SOUZA FGUEIREDO - Vice-Presidente

ANA CORINA GASPAR DO AMARAL – Secretária
DANIEL NICORY DO PRADO - Corregedor Geral

AIALA DIAS NUNES - Corregedor de Disciplina e Organização

FABRÍCIO SIQUEIRA DE MESQUITA - Tesoureiro

CONSELHO FISCAL
MANUEL BAQUEIRO ABAD
RAIMUNDO JORGE SANTOS SEIXAS
RAFAEL FRANCA NEVES BASSANI