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UNIJUÍ - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

DCEEng - Departamento de Ciências Exatas e Engenharias
Curso de Engenharia Mecânica – Campus Panambi








ELTON HERBERTO DESSBESELL



DESENVOLVIMENTO E CONSTRUÇÃO DE MÁQUINA PARA ALIMENTAÇÃO
AUTOMÁTICA DE PEQUENOS ANIMAIS








Panambi
2013


ELTON HERBERTO DESSBESELL









MÁQUINA PARA ALIMENTAÇÃO AUTOMÁTICA DE PEQUENOS ANIMAIS






Trabalho de conclusão de curso
apresentado à banca avaliadora do curso
de Engenharia Mecânica da Universidade
Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul – UNIJUÍ, como requisito
parcial para a obtenção do título de
Engenheiro Mecânico.




Banca Avaliadora:
1° Avaliador: Prof. Luiz Antonio Rasia, Dr. Engenharia Elétrica
2° Avaliador (Orientador): Prof. Antonio Carlos Valdiero, Dr. Engenharia Mecânica
BIOGRAFIA DO AUTOR
Elton Herberto Dessbesell nascido em 1979 no município de Condor do
estado do Rio Grande do Sul, filho de Beno Dessbesell e Eronita Dessbesell.
Completou sua formação de Primeiro Grau em 1993 na Escola Estadual Agostinha Dill
no município de Condor/RS, completou sua formação de Segundo Grau Técnico em
Mecânica em 1998 no Colégio Evangélico Panambi no município de Panambi/RS.
Realizou estágio na produção e engenharia da empresa Kepler Weber S.A. no período
de 1994 a 1997. Atualmente exerce a função de projetista de instalações de
armazenagem de grãos na empresa Kepler Weber S.A., onde trabalha desde 1994.
Tem grande interesse pela área de projetos e automação de máquinas, na qual
pretende se especializar no futuro.

AGRADECIMENTOS
A Deus, pela força que tem dado para lutar pelos meus objetivos;
À família que possuo, pelo apoio constante e incentivo na busca da formação
e de novos desafios.
Ao professor Antonio Carlos Valdiero pela orientação e auxílios dados para
que o presente relatório de estágio fosse realizado, sempre teve boa vontade e
disposição em ensinar.
As empresas Kepler Weber Industrial S.A., Metalúrgica Cofelma e SD
Metalúrgica, por propiciar a realização deste, fornecendo acesso às informações
relevantes, materiais e prestação de serviços que contribuíram na realização deste
trabalho.
Enfim, a todos que fazem parte da UNIJUÍ – Universidade Regional do
Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, pelo desafio em buscar junto às empresas
a oportunidade de ter a vivência prática das funções desempenhadas por
profissionais de engenharia, aplicando os conhecimentos obtidos durante o curso de
engenharia mecânica.






DEDICATÓRIA

Aos meus amados pais, Beno Dessbesell e Eronita Dessbesell.
Aos irmãos Edson e Etor, por quem tenho um apreço inestimável. À
minha esposa Cleonice, a quem reservo o mais puro sentimento de
amor e respeito.
Amo todos vocês!


SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 14
1.1. GENERALIDADES ......................................................................................... 14
1.2. OBJETIVOS, METODOLOGIA E ORGANIZAÇÃO .................................................. 14
1.3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .............................................................................. 15
1.3.1. ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO ........................................................................... 15
1.3.2. ALIMENTOS PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO .................................................. 21
1.3.3. ALIMENTADORES DISPONÍVEIS NO MERCADO ................................................ 24
1.3.4. TRANSPORTADOR HELICOIDAL ................................................................... 28
2. ANÁLISE DAS NECESSIDADES E PROJETO CONCEITUAL ............................... 33
2.1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 33
2.2. CASA DA QUALIDADE PARA O PROJETO ........................................................... 33
2.3. QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA .................................................... 35
2.4. DIAGRAMA FAST DO PROJETO ...................................................................... 37
2.5. BUSCA POR PRINCÍPIOS DE SOLUÇÃO PARA O PROJETO ....................................... 38
2.6. MATRIZ MORFOLÓGICA DE SOLUÇÕES PARA O PROJETO .................................... 44
2.7. GERAÇÃO E DESCRIÇÃO DAS CONCEPÇÕES ....................................................... 45
2.7.1. CONCEPÇÃO 01 ...................................................................................... 45
2.7.2. CONCEPÇÃO 02 ...................................................................................... 46
2.7.3. CONCEPÇÃO 03 ...................................................................................... 47
2.7.4. AVALIAÇÃO DAS CONCEPÇÕES .................................................................... 48
3. PROJETO DETALHADO E CONSTRUÇÃO DO PROTÓTIPO ............................. 50
3.1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 50
3.2. MECANISMO DE DOSAGEM .......................................................................... 50
3.3. DEPÓSITO DO DOSADOR ............................................................................... 53


3.4. ACIONAMENTO .......................................................................................... 54
3.5. SISTEMA DE AUTOMAÇÃO E CONTROLE........................................................... 56
3.6. CONSTRUÇÃO DO PROTÓTIPO ....................................................................... 60
3.7. TESTES DO PROTÓTIPO ................................................................................ 65
4. CONCLUSÃO .............................................................................................. 68
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................. 69
ANEXO A – CATÁLOGO DO MOTOREDUTOR ...................................................... 71
ANEXO B – CATÁLOGO DO ENCODER ................................................................ 73
ANEXO C – CATÁLOGO DO ROLAMENTO ........................................................... 77


LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Cães e gatos. ................................................................................................. 15
Figura 2 – Distribuição de “Pets” no Brasil. ................................................................... 17
Figura 3 – Volume de produção de Pet Food nos últimos anos (em mil toneladas) .... 19
Figura 4 – Mercado “Pet” no Brasil em 2009 ................................................................ 20
Figura 5 – Mercado “Pet” Mundial em 2009................................................................. 20
Figura 6 – Alimentador de fabricação nacional ............................................................. 25
Figura 7 – Alimentador importado ................................................................................ 26
Figura 8 – Alimentador com aplicativo para alimentação remota ............................... 27
Figura 9 – Partes da Rosca transportadora ................................................................... 28
Figura 10 – Acionamento de Rosca transportadora ..................................................... 30
Figura 11 – Casa da qualidade do projeto ..................................................................... 34
Figura 12 – Diagrama FAST do projeto. ......................................................................... 37
Figura 13 – Esboço da concepção 01 do projeto .......................................................... 46
Figura 14 – Esboço da concepção 02 do projeto .......................................................... 47
Figura 15 – Esboço da concepção 03 do projeto .......................................................... 48
Figura 16 – Modelagem do protótipo em CAD 3D ........................................................ 51
Figura 17 – Modelagem do protótipo em CAD 3D explodido ....................................... 52
Figura 18 – Helicóide montado sobre o eixo ................................................................. 52
Figura 19 – Depósito do dosador .................................................................................. 54
Figura 20 – Acionamento ............................................................................................... 55
Figura 21 – Circuito da placa automação e controle ..................................................... 56
Figura 22 – Microcontrolador PIC 16F84 ....................................................................... 57
Figura 23 – Encoder ....................................................................................................... 59
Figura 24 – Componentes da máquina em chapa dobrada .......................................... 60
Figura 25 – Componentes da máquina em aço usinado ............................................... 61
Figura 26 – Componentes da máquina em aço usinado ............................................... 61


Figura 27 – Placa de automação e controle da máquina .............................................. 62
Figura 28 – Subonjunto do acionamento ...................................................................... 63
Figura 29 – Subconjunto do mecanismo de dosagem .................................................. 63
Figura 30 – Vista lateral máquina de alimentação automática .................................... 64
Figura 31 – Vista superior máquina de alimentação automática ................................. 64
Figura 32 – Bancada para testes do dosador ................................................................ 65
Figura 33 – Dosagem de ração acumulada ................................................................... 66
Figura 34 – Dosagem de ração por volta ....................................................................... 67




LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Guia alimentar recomendado para cães...................................................... 23
Tabela 2 – Fator de potência em função do material, Fm. ........................................... 31
Tabela 3 – Quadro de Identificação do Problema. ........................................................ 35
Tabela 4 – Princípios de solução para prover estrutura ............................................... 38
Tabela 5 – Princípios de solução para prover acionamento da máquina ..................... 39
Tabela 6 – Princípios de solução para prover depósito de ração ................................. 40
Tabela 7 – Princípios de solução para prover sistema de dosagem ............................. 41
Tabela 8 – Princípios de solução para prover temporizador ........................................ 42
Tabela 9 – Princípios de solução para prover prato de alimentação ............................ 43
Tabela 10 – Matriz Morfológica do projeto .................................................................. 44
Tabela 11 – Tabela de avaliação das concepções ......................................................... 49
Tabela 12 – Dados entrada para cálculo da capacidade do transportador helicoidal.. 53
Tabela 13 – Dados entrada para cálculo da potência do transportador helicoidal ...... 55



SIMBOLOGIA DE EXPRESSÕES MATEMÁTICAS
EXPRESSÃO DESCRIÇÃO PRINCIPAIS UNIDADES
Q Capacidade m³/h
D Diâmetro maior cm
d Diâmetro menor cm
p Passo cm
n Rotação rpm
P Potência cv – kW - W
Me Massa específica Kg/m³ - g/ml
L Comprimento m
Fm Fator de potência adimensional
T Torque N.m - kg.m – kg.m





RESUMO
Esta proposta de projeto trata da necessidade de uma máquina para:
alimentação automática de pequenos animais, tais como cães e gatos, que resolva o
problema de famílias que necessitam de viajar por períodos de até 10 dias e não
dispõem de empregados para realizarem esta tarefa. A máquina projetada é de baixo
custo, portátil, segura e de simples operação. Para elaborar o projeto conceitual
foram utilizadas ferramentas de projeto, tais como: quadro de identificação do
problema, casa da qualidade (QFD), técnica de análise funcional de sistemas (FAST),
busca por princípios de solução, matriz morfológica, síntese de concepções e escolha
da melhor concepção. Definido o projeto conceitual partiu-se para a execução do
projeto detalhado e construção do protótipo com o sistema de automação e
controle, com testes da parte mecânica de dosagem, teste do processo de
alimentação de animais, visando atender os atributos requeridos pelo consumidor.

Expressões chaves: Máquina Alimentação Automática, Portátil, Ferramentas
de Projeto, Projeto Detalhado, Protótipo, Automação e Controle.



ABSTRACT
This project proposal addresses the need for a machine: automatic feeding of
small animals, such as dogs and cats, which solves the problem of families who need
to travel for periods of up to 10 days and have no employees to perform this task.
The machine is designed for low cost, portable, safe and simple operation. To
develop the conceptual project design tools were used such as: problem
identification frame house of quality (QFD), technical analysis of functional systems
(FAST), search for principles of solution, morphological matrix, synthesis of concepts
and choosing the best design. Defined conceptual design broke for the execution of
detailed design and construction of the prototype system with automation and
control, testing of the mechanical metering, testing process animal feed, to meet the
attributes required by the consumer.
Keywords: Automatic Feeding Machine, Portable, Tools Design, Detailed
Design, Prototyping, Automation and Control.




14

1. INTRODUÇÃO
1.1. Generalidades
A quantidade de famílias de classe média baixa tem aumentado no país e
principalmente nas metrópoles e são o público alvo que mais necessitam de uma
alternativa mecanizada para o trato alimentar de seus animais domésticos
principalmente durante as viagens de fins de semana e férias. Este público em sua
maioria não possui um empregado doméstico ou uma pessoa com disponibilidade
para cuidar de seus animais em períodos de ausência. A alternativa de alimentação
automática também é importante para famílias com pouco tempo disponível que
passam o dia fora de casa em atividades de estudo e trabalho. Com a alimentação
automática, poderá ser controlada a quantidade de ração oferecida ao animal e assim
ter um controle mais amplo sobre seu desenvolvimento e ganho ou perda de peso.
Este trabalho visa o projeto de uma máquina para alimentação automática de
pequenos animais, tais como: cães e gatos, que resolva o problema de famílias que
necessitam de viajar por períodos de até 10 dias e não dispõem de empregados para
realizarem esta tarefa que, seja uma máquina de baixo custo, versátil e fácil
operação.
1.2. Objetivos, Metodologia e Organização
O objetivo é desenvolver um protótipo de um alimentador automático para
animais de estimação, uma máquina de baixo custo, portátil, segura, de simples
operação e de boa estética. A máquina deverá ter um reservatório com capacidade
de carga de ração para alimentar 01 animal e autonomia de funcionamento para 10
dias, preço ainda a ser definido e peso máximo da máquina de 30 kg. O objetivo é
proporcionar ao usuário a liberdade de escolha da quantidade de refeições e dos
respectivos horários, não tendo a necessidade de seguir intervalos lógicos ou mesmo
respeitar horários. Outra grande qualidade será o fato do alimentador possuir um


15

mecanismo que retira do prato a eventual sobra de ração da última refeição, antes de
liberar uma nova porção.
1.3. Revisão Bibliográfica
Nesta seção serão abordados temas sobre animais de estimação, alimentos
para animais de estimação, modelos de alimentadores disponíveis no mercado e,
equipamentos e soluções aplicadas no projeto de uma máquina para alimentação
automática de pequenos animais.
1.3.1. Animais de Estimação
Animais de estimação, especialmente cães e gatos, figura 1, estão se
tornando cada vez mais presentes nas famílias brasileiras e do mundo todo. O
tratamento de um animal de estimação é um processo que demanda tempo e
atenção de seus donos, que muitas vezes não podem estar presentes, como em
ocasiões de viagem ou mesmo durante uma longa semana de trabalho. A disposição
da ração e da água, especialmente dos animais criados em áreas livres, também
requer cuidados especiais, como proteção contra intempéries e contra o alcance de
insetos e outros animais.
Figura 1 – Cães e gatos.

Fonte: http://maustratosaosanimaisdenuncie.blogspot.com.br, 2013


16

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais,
existem no Brasil cerca de 33 milhões de cães com endereço fixo, destes, 43 % são
alimentados com ração industrializada. Conferimos abaixo os números do mercado
pet no Brasil, de acordo com a Anfalpet:
- 78 milhões de animais de estimação;
- 2º maior do mundo em população de cães e gatos;
- 4º maior do mundo em população total de animais de estimação;
- Faturamento de R$ 12,5 bilhões em 2011;
- 3 milhões de toneladas de pet food/ano;
- 25.000 pet shops.

O Brasil sendo o segundo país do mundo com maior população de cães e
gatos perdendo somente para os Estados Unidos. A figura 2 ilustra a distribuição de
“pets” no Brasil, a relação é de um cão para cada seis habitantes e um gato para cada
10 habitantes. Dados do IBGE apontam que nos últimos quatro anos houve um
aumento de 17,6% no número de cães e gatos no Brasil. Segundo estimativas do
IBOPE, cerca de 59 % dos domicílios têm algum animal de estimação, sendo que em
44 % deles há pelo menos um cachorro e em 16 % pelo menos um gato (fonte: ANFAL
PET).



17

Figura 2 – Distribuição de “Pets” no Brasil.

Fonte: Anfa Pet, 2009

Com o aumento dos animais também aumenta a variedade de produtos e
serviços oferecidos para atender esse nicho de mercado. As lojas de produtos
agropecuários, que mantinham numa única prateleira rações para cães, deram
espaço a modernas e grandiosas lojas, os chamados pet shop, verdadeiros shoppings
caninos e felinos com diversos tipos de rações, brinquedos e acessórios. Isso só
reforça a potencialidade econômica do setor.
Todo esse investimento decorre justamente da convivência cada vez mais
estreita e dos vínculos afetivos desenvolvidos entre homens e bichos, porém, nem
sempre é possível atender todos os seus desejos. Compromissos profissionais,
viagens, o ritmo cada vez mais frenético do dia-a-dia e outros contratempos às vezes
obrigam os donos a passarem algum tempo longe dos seus animais de estimação.


18

Com o mercado de nutrição animal em expansão e a utilização de aditivos
alimentares na produção de animais, a indústria nacional de “Pet Food” movimenta
bilhões, o que possibilita novos investimentos em tecnologia e novidades em matéria
prima. A queda dos preços do milho e da soja, além do aumento da exportação da
carne foram fortes colaboradores para o desenvolvimento do setor. Outro ativo de
extrema importância para a indústria de ração é a farinha de carne e ossos e farinha
de vísceras produzida através da reciclagem animal, esses subprodutos são muito
ricos em proteínas e minerais, por isso é uma matéria prima importante, a serventia
dos dejetos não se limita apenas a fabricação de ração, mas atende também setores
de cosméticos, produtos de higiene e limpeza, biocombustíveis, entre outros.
Foi-se o tempo em que os animais domésticos, como cães e gatos, comiam os
restos dos alimentos de seus donos. O desenvolvimento da indústria de alimentos,
ainda na década de 70, nos Estados Unidos e na Europa, provocou mudanças nos
hábitos alimentares dos humanos e, consequentemente, dos animais. As
modificações no estilo de vida da população residente, principalmente, nos grandes
centros urbanos, foram responsáveis pelas alterações nos padrões alimentares e no
modo de comer.
Em busca da praticidade, as famílias deixaram de realizar suas refeições em
casa e passaram a fazê-las de forma rápida e geralmente na rua. Se, por um lado, as
famílias estão ingerindo comidas prontas, não existem mais sobras para alimentar os
animais de estimação, como era feito antes. Diante desta realidade, a indústria de
fabricação de alimentos para animais também tem dado sua contribuição no que se
refere à praticidade.
A seguir, na figura 3, temos os números de produção de “Pet Food” nos
últimos anos. Podemos observar o crescimento constante e sólido na produção de
rações desde o ano de 1994 até o ano de 2007, com pequenas quedas em 2008 e
2009, reflexos da crise econômica mundial iniciada no último trimestre de 2008 e
permanecendo com mais ênfase até o terceiro trimestre de 2009, provocando
recessão profunda nos mercados mundiais. Para termos uma análise mais ampla


19

sobre o Mercado “Pet” devemos levar em consideração, outros segmentos
componentes que devem ser considerados além do mercado de alimentos.

Figura 3 – Volume de produção de Pet Food nos últimos anos (em mil toneladas)

Fonte: Anfa Pet, 2009

O mercado de “Pet” é muito amplo, refletindo em outras áreas, como
veterinária, serviços, equipamentos, produtos e acessórios para higiene e
embelezamento. Na figura 4, pode-se observar o mercado Pet no Brasil onde a maior
parte se concentra no segmento da alimentação, seguido pelo segmento de serviços
e depois medicamentos veterinários.



20

Figura 4 – Mercado “Pet” no Brasil em 2009

Fonte: Anfa Pet, 2009

Em termos de Pet mundial os valores ultrapassam U$$ 73 bilhões, sendo o
mercado dos Estados Unidos o maior. Na figura 5, pode-se observar a divisão deste
mercado em nível mundial, distribuído por países.

Figura 5 – Mercado “Pet” Mundial em 2009

Fonte: Anfa Pet, 2009


21

1.3.2. Alimentos para Animais de Estimação
De alguns anos para cá, alimento gorduroso passou a ser visto como veneno.
Alguns até pregam a mesma filosofia em relação à nutrição dos animais, porém, aí
existe um grande engano, cães e gatos apresentam um metabolismo diferente do
humano. Sua alimentação carnívora faz com que estejam capacitados a digerir e
aproveitar uma quantidade maior de gordura. Não existe para cães e gatos, por
exemplo, o problema de colesterol sanguíneo elevado, que tem levado a uma série
de debates e preocupações no homem. Estes nutrientes, por outro lado, têm sua
função no organismo, seja do homem, do cão ou do gato. No caso dos animais,
oferecendo uma ração de qualidade, devidamente balanceada, essa preocupação até
perde um pouco o sentido, já que a gordura aparece na quantidade necessária.
A Nutrição Animal é uma área em amplo desenvolvimento. Hoje existem
vários tipos de rações, como as secas ou as úmidas, para as mais diversas situações e
condições. Rações light, diet, e também aquelas para animais com dificuldades
absortivas ou para animais obesos. A variedade de tipos leva o proprietário às mais
diversas escolhas (ALBANO, 2009).
É necessário levar em consideração que cada animal possui um metabolismo
diferente, necessidades protéicas e nutricionais das mais variadas. Portanto, há a
necessidade de escolher uma alimentação adequada a cada bicho de estimação
(ALBANO, 2009). Não só a escolha do tipo de ração é importante como também a
quantidade que será disponibilizada ao animal. Uma forma de estabelecer a
quantidade de ração é seguir a descrição nas embalagens. Esta indicação segue a
regulamentação do Ministério da Agricultura, que se utiliza de fórmulas pré-
estabelecidas para determinar a necessidade diária dos animais de acordo com o
peso (MOGIANA ALIMENTOS, 2009).
Uma dieta apropriada é fundamental para a sua saúde e bem estar dos
animais. A refeição é uma experiência prazerosa, que ajudam a reforçar a ligação
especial entre o humano e o animal. Como seus proprietários, cães precisam de uma
dieta balanceada, contendo a quantia certa de proteínas, gorduras, carboidratos,


22

treze vitaminas, e vinte minerais, para garantir que fiquem em boas condições. Estes
nutrientes devem estar presentes não só nas quantias corretas, mas também nas
proporções corretas para providenciar uma dieta balanceada.
Dietas exclusivamente de carnes musculosas não são apropriadas para
nenhum animal. Os ancestrais de nossos cães teriam consumido o corpo todo de sua
caça, não apenas os músculos, ingerindo os ossos, órgãos internos, material no
intestino, pele e pêlo. Isso providenciava os nutrientes essenciais, que faltam em uma
dieta exclusivamente de músculos.
Alimentos preparados em casa requerem bom conhecimento das
necessidades do animal. Isso inclui conhecimento do valor nutritivo de diferentes
alimentos, interação dietética e métodos de preparo e estocagem, que podem afetar
alguns nutrientes específicos. É impossível alimentar animais de estimação com
alimentos feitos em casa de forma consistente e adequada sem despender de tempo,
esforços e conhecimentos.
Alguns proprietários gostam de preparar parte das refeições de seus animais
de estimação. Se este é o caso, alguns alimentos diferentes devem ser introduzidos
lentamente para que o aparelho digestivo de seu cão possa adaptar-se à nova
comida. Carne, ovos, queijo e pão são alguns alimentos comumente dados a cães.
Caso estes sejam os principais alimentos, devem ser complementados com as
vitaminas e minerais necessários.
Alimentos preparados comercialmente, por fabricantes de ração de boa
reputação, garantem uma nutrição adequada, de qualidade, e segurança. Há um
grande leque de receitas, variedades e texturas para se escolher, com muitas formas
de uso conveniente. Alimentos preparados são completos ou complementos
alimentares. Uma dieta completa é balanceada e pode ser a fonte de alimento
exclusiva, enquanto uma dieta complementar é preparada para ser complementar de
outra alimentação específica, como por exemplo, carne enlatada e biscoitos. A
etiqueta no produto informa se o alimento é completo ou um complemento
alimentar.


23

Água deve sempre estar disponível para o animal, sempre observando a
qualidade da água que ele bebe e procurar auxílio médico caso aumente
repentinamente, isso pode significar o início de um problema de saúde, como
doenças de rim ou diabete.
A composição básica das rações é: - Farinha de Carne e Ossos, Farinha de
Subprodutos de Frango, Milho Integral Moído, Quirera de Arroz, Glúten de Milho,
Gordura Animal, Farelo de Trigo, Farelo de Milho*, Palatabilizante, Vitaminas (A, D, E,
B1, B2, B6, B12, Cloreto de Colina, Biotina, Ácido Fólico, Ácido Pantotênico, Niacina),
Minerais (Iodato de Cálcio, Sulfato de Cobre, Sulfato de Ferro, Cloreto de Sódio (sal
comum), Óxido de Zinco, Cloreto de Potássio, Selênio), Antioxidante, Corantes.
Eventual substitutivo: sorgo integral moído.
As quantidades alimento devem ser de acordo com a raça, idade e nível de
atividade do seu cão. Na tabela 1, tem-se o guiar alimentar com os volumes
recomendados para alimentação de cães por determinado fabricante, dividido por
tamanho do animal e raças.
Tabela 1 – Guia alimentar recomendado para cães
GUIA ALIMENTAR
Recomendação diária de alimentos em copos ou em gramas
Tamanho
da Raça
Exemplo de Raça
Peso do Cão
Necessidade Diária
Copos */dia
Necessidade diária
Gramas/dia
Mini
Yorshire Terrier,
Poodle Toy e
Chihuahua
1kg – 5kg
1/4 – 1 30 – 100
Pequeno
Schnauzer Miniatura,
Shih-Tzu e Poodle
Miniatura
5kg – 10kg
1 – 1 1/2 100 – 175
Médio
Cocker Spaniel,
Beagle e Schauzer
10kg – 25kg
1 1/2 – 3 175 – 350
Grande
Labrador, Golden
Retriever e Pastor
Alemão
25kg – 40kg
3 – 4 350 – 500


24

Gigante
Dogue Alemão, São
Bernardo e
Rottweiller
Mais de 40kg
4 ou mais 500 ou mais
*01 copo (300 ml) = 120 g de PEDIGREE ADULTO Carne, Frango e Cereais
Fonte: Fabricante de rações marca Pedigree, 2013
1.3.3. Alimentadores disponíveis no mercado
A maior proximidade com os animais gera uma preocupação em
proporcionar-lhes boa saúde e melhor qualidade de vida, aumentando a longevidade
e o bem-estar, e a alimentação é um fator primordial nesse processo. Oferecer
nutrição adequada aos cães e gatos pode funcionar como uma importante medida de
saúde preventiva, evitando a ocorrência de distúrbios secundários, tais como
obesidade, patologias ósseas, dentre outras.
Com aumento no número de animais de companhia e ao estreitamento de
sua relação com os proprietários, houve um grande avanço no campo da nutrição e
alimentação destes. O maior conhecimento a respeito de suas necessidades
nutricionais possibilitou o crescimento do mercado de alimentos comerciais
observado nos últimos anos. Segundo dados da ANFA PET, em 2007, a indústria
brasileira do setor produziu 1,8 milhões de toneladas de alimentos para cães e gatos.
A Região Sudeste é a maior responsável por este resultado, respondendo por
52,64% do mercado, seguida pela Sul (40,42%), Centro-Oeste (4,45%), Nordeste
(1,94%) e Norte (0,55%). O balanço mostrou aumento de 4,26% em relação a 2006, o
que representa um faturamento em torno de US$ 3,07 bilhões. Esses números levam
o Brasil à colocação de segundo maior mercado do mundo em volume de produção,
com uma geração de cerca de 12.000 empregos diretos.
No mercado já existem vários modelos de alimentadores automáticos para
animais de estimação. Estes controlam apenas o recipiente de água, esvaziando o
mesmo a cada ciclo. Porém, a maioria desses equipamentos não possibilita ao cliente
determinar os horários de alimentação, e sim apenas intervalos de tempo. Isso faz
com que este não possa, por exemplo, dar comida apenas de manhã e ao meio dia.


25

Após levantamento de mercado encontramos alguns alimentadores
automáticos já disponíveis no mercado, como os discutidos a seguir:
• Alimentador A:
Máquina de fabricação nacional, programável, com instalação e fixação
simples e alimentada com energia elétrica e bateria. Máquina fabricada pela empresa
Eletrônica Artek, Caxias do Sul – RS, conforme ilustra a figura 6.

Figura 6 – Alimentador de fabricação nacional

Fonte: Fabricante Eletrônica Artek, 2010




26

• Alimentador B:
Máquina importada, controlada eletronicamente, com “timer” para
programar a alimentação que emite sinal sonoro para alerta, câmera integrada para
envio de imagens via internet para celular ou computador. Máquina fabricada pela
empresa Your Company Co., Ltd, Dong-gu, Daegu, Korea, conforme ilustra a figura 7.

Figura 7 – Alimentador importado

Fonte: Fabricante Your Company Co., 2010



27

• Alimentador C:
Um americano criou um “gadget” (dispositivo), http://www.globo.com, que
permite ao usuário colocar ração para seu bicho de estimação quando está longe, por
meio do “smartphone”, conforme ilustra a figura 8. O “Pintofeed” funciona por rede
sem fio e sensores que colocam a quantidade certa de alimento ao serem acionados
por um aplicativo.
Após programar os horários o usuário recebe uma mensagem de texto por e-
mail, “Facebook” ou ‘‘Twitter”, que informa quando o animal começou a comer e a
quantidade consumida. A máquina usa as informações recolhidas para criar uma
tabela de horários e monitorar os hábitos alimentares dos animais.
Na hora que o aparelho é ligado, ele usa um conjunto de sensores e cálculos
de software para aprender sobre o dono e seu bicho de estimação. A informação é
utilizada para sugerir um regime saudável para o animal. É feito de plástico e pode
conter até 4,5 kg de alimento seco, o preço é de US$ 149 cada unidade. O aplicativo
pode ser baixado para “iPhone” e celulares equipados com “Android” e “Windows 8”.

Figura 8 – Alimentador com aplicativo para alimentação remota

Fonte: http://www.globo.com


28

1.3.4. Transportador Helicoidal
Um transportador helicoidal é um equipamento simples e muito utilizado
para movimentação de materiais granulares e farelos. Basicamente, consiste de um
helicóide com movimento rotativo e de um condutor estacionário, tubo ou calha. O
transporte é realizado quando o material, colocado em uma abertura de recebimento
do condutor fixo, é deslocado ao longo do helicóide por seu movimento de rotação
resultando no movimento relativo entre o material e sua estrutura.
Utilizado para pequenas vazões em pequenas distâncias, o transportador
helicoidal pode ter a função agregada de misturador ou de separador dos materiais
transportados. Pode ser utilizado também para aquecimento ou resfriamento destes
materiais, inclusive para amenizar impactos em um sistema integrado, podem ser
também utilizados para misturar diferentes materiais durante o transporte. São
equipamentos compactos e de fácil instalação em locais congestionados. É
normalmente montado na posição horizontal, podendo, operar com qualquer
inclinação.
Figura 9 – Partes da Rosca transportadora

Fonte: WEBER, Érico A. (1995)


29

Basicamente, um transportador helicoidal, conforme ilustra a figura 9, é
composto por diferentes elementos:
A - Hélice ou helicóide;
É fabricado com aço resistente ao desgaste, pode ser encontrado em
diferentes formatos a depender da utilização do transportador e da necessidade de
atuar sobre o material transportado. Deve-se analisar o sentido de giro do
transportador se anti-horário ou horário e determinar uma folga entre 3 e 8 mm
entre a carcaça e o helicóide;
B - Componentes de travamento e segurança;
Este componente é um pino de travamento para união entre os módulos dos
helicóides por meio de eixos também conhecidos como espigas.
C - Mancais intermediários;
Os mancais intermediários são suportes que sustentam o eixo do
transportador quando este atinge comprimentos em que o eixo do helicóide não
resiste mais a flexão.
D - Tampas de fechamento;
A tampa de fechamento nas roscas transportadoras tem duas funções,
fechamento para evitar acidentes ou o vazamento dos produtos, como também
quando removidas servem como acesso para manutenção e limpeza do
transportador.
E - Calha limitadora de carga (carcaça) e boca de entrada;
O condutor (tubo ou calha), também assim chamado, é o componente que
suporta o helicóide e contém o produto a ser transportado, pode ser classificado
como sendo aberta ou fechada e dentre estes as seguintes características: - carcaça
com jaquetamento é utilizada nos transportadores onde seja necessário o
resfriamento ou aquecimento do material transportado ou transporte enclausurado;
- carcaça com chuveiro é utilizada onde seja necessário agregar líquido ao material.




30

F - Flange de fixação;
Normalmente montados nas extremidades, os flanges de fixação servem de
apoio para o eixo do transportador.
G - Boca de descarga;
A boca de descarga é o ponto de saída do produto transportado.
H - Suporte de fixação;
Os suportes de fixação servem para apoio e sustentação do transportador,
que pode estar sobre estruturas metálicas ou apoiadas e chumbadas sobre o piso.
O Conjunto de Acionamento da Rosca Transportadora, é mostrado na figura
10, é constituído de um Motor elétrico e um Redutor de Velocidades que, são
interligados ao eixo da Rosca por acoplamentos, dimensionado para atender o
carregamento definido para operação.

Figura 10 – Acionamento de Rosca transportadora

Fonte: Kepler Weber, 2010

O dimensionamento do transportador consiste em estimar a capacidade e a
potência para execução de determinados trabalhos, a capacidade é em função do
tipo de produto e da taxa de carga. A capacidade nominal de um transportador
helicoidal trabalhando na posição horizontal pode ser estimada através da equação 1
(fonte: WEBER, Érico A. - 1995):


31

( ) n p d . .
2
− =
2
5 -
D 4,71.10 Q

Eq.(1)
Onde:
Q = capacidade, m³/h;
D= diâmetro da rosca tubular, cm;
d = diâmetro interno do helicóide, cm;
p = passo do helicóide, cm; e
n = rotação, rpm.
A potência requerida é em função da capacidade, do comprimento, do tipo
de apoio do helicóide e do material transportado, considerando um transportador
helicoidal trabalhando na posição horizontal a potência pode ser estimada através da
equação 2 (WEBER, Érico A. - 1995) e utilização da tabela 2.
( ) φ µ.L. Q. .10 Pt
4 -
22 , 2 =

Eq.(2)
Onde:
Pt = potência requerida pelo transportador, cv;
Q = capacidade, m³/h;
µ
= massa específica do material, kg/m³;
L = comprimento total do transportador, m; e
φ
= fator de potência, adimensional.

Tabela 2 – Fator de potência em função do material, Fm.

Fonte: WEBER, Érico A. (1995)


32

O torque requerido pela máquina é encontrado pela equação 3 (fonte:
WEBER, Érico A. - 1995).
n
Pt
. 9550 = T

Eq.(3)
Fonte: WEBER, Érico A. (1995)
Onde:
T = torque, N.m;
Pt = potência requerida pelo transportador, kW;



33

2. ANÁLISE DAS NECESSIDADES E PROJETO CONCEITUAL
2.1. Introdução
Na análise das necessidades se identifica uma oportunidade de mercado ou
um problema de engenharia, nela são definidos os desejos do cliente e o que deve
ser projetado. Nesta etapa apresentam-se duas técnicas que auxiliam na análise das
necessidades, quadro de identificação do problema e casa da qualidade.
O projeto conceitual é a parte do processo onde as técnicas de criatividade, a
elaboração de estruturas de funções, a procura por princípios de solução, suas
combinações na síntese de concepções e as técnicas de avaliação são aplicadas para
se chegar a uma solução conceitual viável. Nesta etapa apresenta-se a Técnica de
Análise Funcional de Sistemas (FAST), Busca de princípios de Solução, Matriz
Morfológica, Síntese de Concepções e Avaliação das Concepções.
2.2. Casa da Qualidade para o projeto
A casa da qualidade pode ser definida como a matriz que tem a finalidade de
executar o projeto da qualidade, sistematizando as qualidades verdadeiras exigidas
pelos clientes por meio de expressões linguísticas, para identificar explicitamente os
requisitos do consumidor, relacioná-los com características de engenharia e
encontrar soluções de compromisso e avaliar as características potenciais do produto
com relação aos produtos concorrentes, por exemplo, em VALDIERO (1997). Ela trás
inúmeros benefícios, entre eles como e por quanto os projetistas podem influenciar
qualidades desejadas pelo consumidor as suas características de engenharia.
Após aplicação da ferramenta Casa da Qualidade, mostrada na figura 11,
pode-se verificar que os atributos do consumidor que mais pesaram foram o valor
pago pela máquina, operação, durabilidade e facilidade de manutenção. Já nas


34

características de engenharia as mais fortes são o custo, regulagem e padronização
dos componentes.
Ela trás inúmeros benefícios, entre eles como e por quanto os projetistas
podem influenciar qualidades desejadas pelo consumidor as suas características de
engenharia. Possibilita identificar e relacionar os desejos do cliente com as
características de engenharia referentes a um desafio de desenvolvimento de
produto, visando formalizar a “voz do cliente” no projeto.

Figura 11 – Casa da qualidade do projeto

Fonte: Próprio Autor


35

2.3. Quadro de Identificação do Problema
O objetivo do Quadro de identificação do problema é analisar todas as etapas
do ciclo de vida do produto, identificando entradas e saídas, por exemplo, em
VALDIERO (1997). Esta técnica possibilita identificar eventos futuros no decorrer da
elaboração do projeto. Para elaborar o quadro de identificação do problema o
primeiro passo é determinar as saídas desejadas e depois as saídas indesejadas. Por
último são definidas as entradas para as diversas fases do ciclo de vida do produto.
Na tabela 3, pode-se ver o quadro de identificação do problema no projeto da
Máquina para Alimentação Automática de Pequenos Animais.
Nesta fase do projeto foi possível identificar quais as estratégias e
recomendações de projeto a serem seguidas, que tipo de recursos será utilizado para
produção do produto final e, os resultados desejados e não desejados no projeto e na
fabricação. Possibilitou identificar os requisitos e as restrições de projeto relacionado
a cada fase do ciclo de vida do produto visando um planejamento estratégico.

Tabela 3 – Quadro de Identificação do Problema.
QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA
Fases do Ciclo de Vida
do Produto
ENTRADAS SAÍDAS
Planejamento
estratégico
Meio ambiente e
recursos
Desejadas Indesejadas

Projeto e Produção
- Estudo de materiais
e componentes que
atendam as
exigências;
- Elaboração de
processo fabril.
- Uso de matéria-
prima disponível no
mercado;
- Pesquisa das
necessidades de
mercado;
- Levantamento de
ferramental;
- Organização do
processo produtivo.
- Acadêmico de
Engenharia
Mecânica;
- Orientação do
Professor;
- Máquinas
convencionais.
- Empresa de
pequeno porte;
- Software de
desenho AutoCAD;
- Máquinas e
ferramentas
convencionais.
- Peças “Standard”
(comerciais);
- Intercambiabilidade;
- Processo de
fabricação simples e
sem grandes
investimentos;
- Manuais de
montagem, operação
e manutenção;
- Atender o desejo e
necessidades do
cliente.
- Falhas no projeto;
- Concepção que não
atende bem aos
desejos do cliente;
- Acabamento com
retrabalho;
- processo de
fabricação lento
- montagem
demorada;
- ferramentas
especiais
Distribuição
- Estudo das
melhores condições
de transporte;
- Orientação para o
- Usar transportes
logísticos de empresa
terceirizada,
especializada no
- Volume pequeno,
caber do porta-malas
de um veículo de
passeio;
- Equipamento muito
grande;
- Embalagem especial
para transporte;


36

transporte;
- Elaboração de
Projeto de
embalagem
- A máquina deve ser
projetada de tal
forma a apresentar
dimensões
compatíveis com tipo
de transporte
utilizado.
ramo;
- Disponibilizar
treinamento de como
armazenar e
transportar.

- Montagem e
instalação fácil;
- Entregar ao cliente a
máquina sem que
esta sofra avarias
durante o transporte
e garantir instrução a
seu respeito;
- Esclarecer aspectos
quanto a assistência
técnica.
- Danificação do
Equipamento.

Uso e/ou
Operação
- Elaboração de
manual de montagem
e operação;
-Viabilização de
assistência técnica ao
cliente.
- Demonstrações de
funcionamento do
produto em feiras e
afins;
- Visitas aos clientes;
- Garantir
informações de
instalação do
equipamento
- Orientação de
clientes

- Ambiente
doméstico;
- Operação realizada
por trabalhadores
com pouco e
bastante
conhecimento
técnico.

- Precisão na
regulagem;
- Facilidade no
transporte para
realocação.
- A máquina deve
suprir as
necessidades do
cliente de acordo
com as necessidades
estipuladas;
- Durabilidade;
- Facilidade de uso;
- Segurança de
manuseio;
- Baixo custo
operacional
- Qualidade e
confiabilidade:
- Pouca manutenção.
- Ricos de acidente;
- Necessidade de
componentes
externos para ajustes;
- Quebra do
equipamento;
- Paradas freqüentes
para regulagem;
- Riscos p/ o operador
- Desgaste excessivo
em curtos períodos
de tempo de
operação;
- Ruído excessivo;
- Inoperância;
- Não atendimento da
total funcionalidade
do equipamento.
Descarte
- Estudar de
procedimentos para
reciclagem e descarga
dos componentes da
máquina;
- Programa de
descarte e reciclagem
junto aos
fornecedores de
componentes como
motores elétricos e
acionamentos
eletrônicos.

- Manutenção
preventiva com
substituição periódica
de componentes que
sofrem desgaste
mecânico.
- Ao atingir 5 anos de
vida útil, ou quando
houver equipamentos
melhores com melhor
custo beneficio, como
por exemplo a
evolução da própria
máquina.
- Uso de materiais
que possam ser
reciclados;
- Fácil desmontagem
e separação das
peças compostas por
diferentes materiais;
- Transporte e
embalagens de uso
comum.
- Materiais que
ofereçam risco de
contaminação ao
meio-ambiente;
- Componentes que
não permitam
reciclagem.
Fonte: Próprio Autor



37

2.4. Diagrama FAST do projeto
Por meio da Técnica de Análise Funcional de Sistemas (FAST), aprendemos os
princípios básicos da Análise e Engenharia do Valor referente ao desenvolvimento e
aprimoramento de produtos, visando agregar o máximo de valor com o mínimo de
custos. A figura 12 mostra o diagrama FAST para Máquina para Alimentação
Automática de Pequenos Animais.

Figura 12 – Diagrama FAST do projeto.

Fonte: Próprio Autor



38

2.5. Busca por princípios de solução para o projeto
A técnica Busca por princípios de Solução tem como objetivo pesquisar
alternativas e princípios de solução para as funções de baixo nível do produto,
visando o máximo possível de opções e possibilidades. Para cada função de baixo
nível e, para cada uma destas, ilustramos diferentes princípios de solução com uma
descrição básica como podemos visualizar nas tabelas a seguir.
A estrutura é responsável pela sustentação do conjunto da máquina, na
tabela 4 observa-se 03 opções de escolha para construção da estrutura de
sustentação e dos componentes da máquina, metálica, plástica ou híbrida.

Tabela 4 – Princípios de solução para prover estrutura
A – Prover Estrutura
Ideograma Descrição do princípio de solução
A-1

Estrutura metálica. Toda máquina construída em aço, desde seus
componentes estruturais até o fechamento. Tem como aspecto
negativo a corrosão quanto danificada a pintura.
A-2

Estrutura plástica. Toda máquina construída em material plástica
apenas alguns componentes de maior desgaste seriam metálicos.
Tem como aspectos positivos a resistência a corrosão, não necessita
de pintura e redução no peso final do produto.
A-3

Estrutura Híbrida. Máquina confeccionada com diversos materiais,
material plástico, aço e alumínio. Tem como aspectos positivos a
resistência mecânica, a corrosão e redução no peso final do produto.
Fonte: Próprio Autor


39

O acionamento tem a função de acionar e movimentar o sistema de dosagem
da máquina, na tabela 5 mostra-se 03 opções para escolha, motor elétrico,
motoredutor ou motor de passo.

Tabela 5 – Princípios de solução para prover acionamento da máquina
B – Prover Acionamento da Máquina
Ideograma Descrição do princípio de solução
B-1

Motor elétrico. Tem como vantagem o baixo nível de poluição e a
facilidade de manutenção. Depende de instalação de fornecimento
de energia elétrica ou de bateria e necessita de sistema de redução
de rotação (polias e correias ou jogo de engrenagens).
B-2

Motoredutor. Tem como vantagem o baixo nível de poluição, a
facilidade de manutenção e já oferece a rotação desejada. Depende
de instalação de fornecimento de energia elétrica ou de bateria e o
custo é considerável.
B-3

Motor de passo. Tem como vantagem o baixo nível de poluição, a
facilidade de manutenção e boa precisão. Depende de instalação de
fornecimento de energia elétrica ou de bateria.
Fonte: Próprio Autor



40

No depósito da ração fica armazenado o alimento que será dosado para os
animais, na tabela 6 tem-se 03 opções para escolha, cilíndrico com cone, cilíndrico
com fundo “melita” ou retangular com fundo em forma de “V”.

Tabela 6 – Princípios de solução para prover depósito de ração
C – Prover Depósito de Ração
Ideograma Descrição do princípio de solução
C-1

Cilíndrico com cone. Possibilita alimentação simples, a descarga é
autolimpante e permite a ração boa fluidez.
C-2


Cilíndrico com fundo “Melita”. Possibilita alimentação simples, a
descarga é autolimpante e permite a ração fluidez muito boa.
C-3

Retangular com fundo em forma de “V”. Possibilita alimentação
simples, a descarga é autolimpante, permite a ração boa fluidez e
permite um volume maior em função da ocupação de espaço.
Fonte: Próprio Autor



41

O sistema de dosagem é tem a função de movimentar o alimento (ração
animal) da saída do depósito até a descarga da máquina, na tabela 7 mostra-se 03
opções para escolha, rosca sem fim, eclusa rotativa ou disco.

Tabela 7 – Princípios de solução para prover sistema de dosagem
D – Prover Sistema de Dosagem
Ideograma Descrição do princípio de solução
D-1

Rosca sem fim. Sistema preciso na vazão de saída de ração, a vazão
vai ser função do raio da rosca sem fim e da freqüência de rotação
do acionamento. Uso amplo em função das dimensões,
possibilitando assim a utilização de diferentes tamanhos de pellets
de ração. Disponível no mercado agroindustrial.
D-2

Eclusa rotativa. Sistema preciso na vazão de saída de ração, a vazão
vai ser função do diâmetro da eclusa e da freqüência de rotação do
acionamento. Uso amplo em função das dimensões, possibilitando
assim a utilização de diferentes tamanhos de pellets de ração. Possuí
restrição em função do espaço ocupado e complexidade de
produção.
D-3


Disco dosador. Sistema preciso na vazão de saída de ração, a vazão
vai ser função da furação do disco e da freqüência de rotação do
acionamento. Uso um pouco restrito em função das dimensões da
furação, possibilitando assim a utilização limitada de tamanhos de
pellets de ração. Disponível no mercado de semeadeiras.
Fonte: Próprio Autor



42

O sistema de automação é um dos principais componentes, a função é
controlar o acionamento do motor, temporizando o período de tempo que o motor
fica desligado e o tempo que motor está acionado de acordo com a quantidade de
alimento a ser fornecido no processo de alimentação. Na tabela 8 tem-se 03 opções
de automação para escolha, temporizador, válvula temporizadora ou mecanismo,
entende-se placa eletrônica programável.

Tabela 8 – Princípios de solução para prover temporizador
E – Prover Temporizador
Ideograma Descrição do princípio de solução
E-1

Mecanismo temporizador. Movido a bateria que servirá para
programar e demonstrar as informações memorizadas no
equipamento (hora programada para alimentação e o formato que
será efetuada a disponibilização de água e alimento ao animal).
E-2

Válvula temporizadora. Dará a possibilidade de ligar mais de um
tanque junto ao mesmo mecanismo disponibilizando assim mais
alimento e água a uma maior quantidade de animais, possibilitando
também que o segundo e/ou terceiro tanque sejam
independentemente configurados quanto ao tempo para
disponibilizar o alimento e a água
E-3

Mecanismo temporizador elétrico. Será disponibilizado junto ao
equipamento para configuração deste. Servirá para regular o tempo
e a forma como será distribuído o alimento e a água ao animal. Seu
ponto negativo e que depende estritamente de energia elétrica.
Fonte: Próprio Autor



43

O prato de alimentação é o depósito final, ou seja, que está em contato
direto com o animal. Neste prato o animal receberá o alimento na quantidade
previamente definida, será necessário levar em conta os instintos de destruição do
animal, principalmente filhotes em fase de desenvolvimento. Na tabela 9 observa-se
03 opções de automação para escolha, prato fixo, prato removível ou sem prato.

Tabela 9 – Princípios de solução para prover prato de alimentação
F – Prover Prato de Alimentação
Ideograma Descrição do princípio de solução
F-1

Prato Fixo. Prato faz parte da carcaça da máquina, construído no
mesmo material da carcaça da máquina. Tem como aspecto
negativo o seu tamanho pré-definido.
F-2

Prato removível. Prato é montado/acoplado na carcaça da máquina,
construído no mesmo material da carcaça da máquina ou poderá ser
de outro material. Tem como aspecto positivo a diversidade de
opções de tamanhos.
F-3

Sem prato. Neste caso o prato será provido pelo cliente. Tem como
aspecto positivo de ficar num ambiente separado e, como aspecto
negativo, o custo extra para o cliente.
Fonte: Próprio Autor



44

2.6. Matriz Morfológica de soluções para o projeto
O objetivo da técnica é representar graficamente numa tabela todas as
alternativas e princípios de solução para as funções de baixo nível do produto,
resultando na visualização compacta de todas as opções de soluções possíveis,
conforme ilustra a tabela 10.

Tabela 10 – Matriz Morfológica do projeto
FUNÇÕES PRINCÍPIOS DE SOLUÇÃO
PROVER ESTRUTURA
A-1

A-2

A-3

PROVER
ACIONAMENTO DA
MÁQUINA
B-1

B-2

B-3

PROVER DEPÓSITO DE
RAÇÃO
C-1

C-2

C-3

PROVER SISTEMA DE
DOSAGEM
D-1

D-2

D-3

PROVER
TEMPORIZADOR
E-1


E-2

E-3

PROVER PRATO DE
ALIMENTAÇÃO
F-1

F-2

F-3

Fonte: Próprio Autor


45

2.7. Geração e descrição das concepções
A ideia de projeto faz parte da essência do ser humano consciente de sua
condição em buscar transformar-se para atingir algo desejável e encontrar respostas
às suas questões. A essência da concepção de projeto, como no processo de
discussão de ideias, é responder sistematicamente as quatro perguntas-chave, o que
queremos? O que temos? Como usar o que temos para conseguir o que queremos? E,
o que acontecerá quando conseguirmos o que queremos. São tarefas: analisar
detalhadamente estas quatro perguntas e sistematizar as respostas obtidas.
No desenvolvimento do projeto foram geradas três concepções a partir das
combinações dos princípios de solução na Matriz Morfológica. Para cada concepção
foi elaborado um esboço com a indicação dos principais componentes, descrição das
partes e o funcionamento desta.
2.7.1. Concepção 01
A concepção 1, ilustrada na figura 13, é montada pelos seguintes itens da
matriz morfológica: A-1, B-2, C-1, D-2, E-1 e F-1. É composta por um sistema
automático de dosagem de ração animal programável. A estrutura da máquina (1), ou
seja, a carcaça é totalmente metálica, o acionamento (2) é feito por meio de um
motoredutor acoplado ao eixo da máquina, depósito de ração (3) cilíndrico com saída
cônica, sistema de dosagem (4) é feito por uma eclusa rotativa montada na parte
inferior do depósito, o controle (5) é feito por um mecanismo temporizador e, o
prato de alimentação (6) é montado junto com a máquina.
Seu funcionamento se dá através da alimentação manual de ração, após
programa-se a máquina através no mecanismo temporizador, este no momento
programado envia um sinal para acionamento do sistema de dosagem que fará a
dosagem conforme o desejado. O animal se alimenta num prato montado junto com
a máquina, construído em material plástico para facilitar a higienização.



46

Figura 13 – Esboço da concepção 01 do projeto

Fonte: Próprio Autor
2.7.2. Concepção 02
A concepção 2, ilustrada na figura 14, é montada pelos seguintes itens da
matriz morfológica: A-2, B-1, C-3, D-3, E-3 e F-3. É composta por um sistema
automático de dosagem de ração animal programável. A estrutura da máquina (1), ou
seja, a carcaça é totalmente construída em material plástico, o acionamento é feito
por meio de um motor elétrico (2) acoplado ao eixo da máquina por meio de
engrenagens, depósito de ração (3) é retangular com saída em forma de “V”, sistema
de dosagem (4) feito por um disco perfurado montado na saída do depósito, o
controle (5) é feito por um mecanismo temporizador elétrico e, o prato de
alimentação (6) não está incluso, deve ser adquirido separadamente ou provido pelo
cliente.
Seu funcionamento se dá através da alimentação manual de ração, após
programa-se a máquina através no mecanismo temporizador elétrico, este no


47

momento programado envia um sinal para acionamento do sistema de dosagem que
fará a liberação de tempo em tempo da porção de ração desejada. O animal se
alimenta num prato colocado em frente junto com a máquina, fornecido pelo cliente.

Figura 14 – Esboço da concepção 02 do projeto


Fonte: Próprio Autor
2.7.3. Concepção 03
A concepção 3, ilustrada na figura 15, é montada pelos seguintes itens da
matriz morfológica: A-3, B-3, C-2, D-1, E-1 e F-2. É composta por um sistema
automático de dosagem de ração animal programável. A estrutura da máquina (1) é
construída com material plástico, aço e alumínio, o acionamento é feito por meio de
um motor de passo (2) acoplado ao eixo da máquina por meio de eixo vazado,
depósito de ração (3) é cilíndrico com saída em forma de “Melita”, sistema de
dosagem (4) é feito por uma rosca sem fim montada na parte inferior do depósito, o


48

controle (5) é feito por um mecanismo temporizador e, o prato de alimentação (6) é
removível e acoplável a máquina.
Seu funcionamento se dá através da alimentação manual de ração, a
dosagem para alimentação do animal é feita após o envio de um sinal provindo do
temporizador que é configurado com um cronograma de intervalos de tempo. Este
dá o comando que aciona uma rosca sem fim para liberar a porção de ração já pré-
definida. O animal se alimenta num prato removível, possibilitando optar pelo
acoplamento de diferentes tipos e tamanhos.

Figura 15 – Esboço da concepção 03 do projeto

Fonte: Próprio Autor
2.7.4. Avaliação das concepções
A avaliação das concepções do produto se dá a partir de critérios
ponderados, visando escolher a concepção viável que melhor atenda os desejos e
necessidades do cliente. É construída uma tabela de avaliação, tabela 11, com os
critérios técnicos, características desejadas e atribuição de pesos em forma de notas


49

de 0 a 10 pontos (de 0-ruim a 10-excelente) com relação a cada concepção gerada.
Os critérios técnicos e seus respectivos pesos são extraídos e agrupados a partir dos
Atributos do Consumidor descritos na Casa da Qualidade. Por fim, são computados os
pontos e o grau de satisfação de cada concepção.

Tabela 11 – Tabela de avaliação das concepções
AVALIAÇÃO DAS CONCEPÇÕES
CARACTERÍSTICAS
DESEJADAS
Peso
Concepção 1 Concepção 2 Concepção 3
É barato 12,20 8 9 8
É fácil de operar 10,98 9 7 10
É durável 10,98 7 8 9
Tem opções de regulagem 9,76 8 7 9
É compacto 8,54 6 8 10
É bonito 9,76 7 9 9
É fácil de transportar 7,32 6 9 8
Pouco ruído 9,76 7 8 9
Fácil manutenção 10,98 8 7 7
Capacidade adequada 9,76 9 8 8
TOTAL DE PONTOS 758,54 797,56 868,29
GRAU DE SATISFAÇÃO 75,85 79,76 86,83
Fonte: Próprio Autor

Após avaliação das 03 concepções por meio de pontos que foram atribuídos
pela minha pessoa me colocando na posição de cliente comprador da máquina.
Atribuindo a pontuação e avaliando, podemos verificar que o melhor nível de
satisfação é proporcionado pela concepção 3, partindo desta premissa e
considerando que os custos são semelhantes às outras duas concepções, a concepção
escolhida foi a concepção 3.


50

3. PROJETO DETALHADO E CONSTRUÇÃO DO PROTÓTIPO
3.1. Introdução
O projeto detalhado ou executivo, ao contrário do que muitos pensam,
pertence às fases de criação, pois os detalhes construtivos em projeto de produto são
criados e não simplesmente escolhidos numa biblioteca de detalhes.
Esta é a fase de micro decisões, ou seja, todos os materiais estruturais,
elementos de fixação, componentes móveis e fixos, acabamentos, montagem e
embalagem. Enfim, uma especificação completa que, juntamente com os desenhos
técnicos, devem ser claros e perfeitamente compreensíveis para seguirem para a
produção. As micro decisões afetarão de forma determinante a qualidade do móvel.
Ao final do projeto detalhado, devidamente revisado, confecciona-se um relatório
que contém o histórico do desenvolvimento do projeto e os resultados alcançados,
com ilustrações, fotos e desenhos. É a reunião organizada e a consolidação de todas
as decisões do projeto e como se chegou até elas.
O objetivo é detalhar o projeto e construir o protótipo do alimentador
automático, por meio de desenhos de conjunto e detalhamento para construção.
Será construído um protótipo do sistema de dosagem com depósito de ração,
acionamento é por meio de motoredutor e sistema de controle com placa eletrônica.
3.2. Mecanismo de Dosagem
O mecanismo de dosagem é a parte mecânica responsável pelos movimentos
de deslocamento do alimento (ração) no momento da alimentação do animal. É
composto de um helicóide rotativo soldado sobre um eixo, que está montado dentro
de uma estrutura tubular, apoiado nas extremidades por mancais do tipo flange com
rolamentos de rolos marca FAG modelo 16004, conforme catálogo no Anexo C. A


51

figura 16 ilustra a modelagem do protótipo em CAD 3D onde podemos visualizar o
componente eixo (posição 01), helicóide (posição 02) e tubo condutor (posição 03).

Figura 16 – Modelagem do protótipo em CAD 3D

Fonte: Próprio Autor

A figura 17 ilustra todos os componentes da máquina modelados em
“AutoCAD” 3D, com imagem explodida para melhor visualização: Segue lista de
componentes:
- 01: eixo do helicóide;
- 02: helicóide;
- 03: tubo condutor;
- 04: depósito;
- 05: fechamento lateral;
- 06: mancal flange;
- 07: rolamento 16004;
- 08: suporte do acionamento;
- 09: motoredutor.


52

Figura 17 – Modelagem do protótipo em CAD 3D explodido

Fonte: Próprio Autor

O conjunto de dosagem é montado por meio de soldas e parafusos no caso
dos componentes desmontáveis, tais como mancais e eixo com helicóide. O helicóide
possui diâmetro externo de 65 m, diâmetro interno (eixo) de 20 mm e passo de 55
mm, montado sobre o eixo por meio de solda com passo duplo, ou seja, resultando
num helicóide com passo final de 27,50 mm o que aumenta consideravelmente a
precisão de dosagem. Na figura 18 pode-se visualizar o helicóide montado sobre o
eixo.
Figura 18 – Helicóide montado sobre o eixo

Fonte: Próprio Autor



53

Para definição da capacidade de dosagem do sistema de dosagem, utilizou-se
a equação 01 e a tabela 12.

Tabela 12 – Dados entrada para cálculo da capacidade do transportador helicoidal
D (cm) D (cm) P (cm) N (rpm)
7,0 2,0 2,75 38
Fonte: Próprio Autor

A capacidade calculada é Q= 0,22148 m³/h para dosador com enchimento de
100 %, ou seja, sem perdas. Considerando que o peso específico da ração é de 0,4
g/ml (01 copo de 300 ml = 120 g), conforme tabela da figura 5, fabricante de rações
marca Pedigree e, que necessitamos da capacidade em gramas por cada volta dada
pelo helicóide do dosador, convertemos os valores e encontramos a capacidade de
dosagem de 38,85 g/volta, ou seja, valor para cada volta completada pelo helicóide
do dosador.
3.3. Depósito do dosador
O depósito do sistema tem a função de reter a volume de ração previamente
definido para alimentação dos animais num determinado período de tempo. O
depósito, figura 19, está acoplado ao mecanismo de dosagem citado no item
anterior. O alimento (ração) animal é retirado pelo mecanismo de dosagem que está
imerso de produto dentro do depósito.



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Figura 19 – Depósito do dosador

Fonte: Próprio Autor

O depósito da máquina desenvolvida tem capacidade de 4,66 litros (4,66
dm³) considerando enchimento “linha d’água”, abastecido com ração peletizada para
cães com peso específico de 0,40 g/ml (fabricante de rações marca Pedigree, 2013), a
capacidade do reservatório é de 1860 g de alimento (ração).
3.4. Acionamento
O acionamento é responsável pela aplicação da força ou torque necessário
para movimentação adequada do mecanismo. Conforme figura 20, o acionamento é
feito por um motoredutor (posição 09) acoplado diretamente ao eixo do helicóide
com fixação por meio de suporte metálico (posição 08), controlado com placa
eletrônica previamente programada para a solicitação requerida.



55

Figura 20 – Acionamento

Fonte: Próprio Autor

O motoredutor selecionado é marca Motron conforme disponibilidade de
rotação de serviço adotada no projeto, selecionado motoredutor modelo MR 710-42,
conforme catálogo no Anexo A. Abaixo temos a equação e o desenvolvimento do
cálculo da potência necessária. A potência requerida pelo dosador projetado, pode
ser estimada pela equação 2 e utilização da tabela 1 e tabela 13, é dada por:

Tabela 13 – Dados entrada para cálculo da potência do transportador helicoidal
Q (m³) Me (kg/m³) L (cm) Fm (tabela 1)
0,22148 0,40 0,255 0,4
Fonte: Próprio Autor

A potência requerida é P= 9,05576 x 10
-6
cv, considerando que necessitamos
a potência em W (Watt), convertemos os valores e encontramos a potência P=
6,65865 x 10
-3
W. Aplicando a equação 3, tem-se o torque requerido pela máquina
dosadora, conforme segue abaixo.


56

O torque calculado é T= 1,67342 x 10
-3
N.m, considerando que necessitamos
do torque em kg/cm, convertemos os valores e encontramos a torque T= 0,01707
kg/cm. Considerando que o motoredutor aplicado no projeto entrega potência de 5
W e torque de 13 kg/cm, podemos concluir que o acionamento está atendendo a
necessidade do projeto.
3.5. Sistema de Automação e controle
O conceito de controle é apresentado por Franklin, Powel e Emani-Naeini
(1994) e se refere ao processo de fazer uma variável do sistema alcançar um valor
desejável, chamado de valor de referência, de forma adequada e segura. O sistema
de automação do projeto é controlar um motor de corrente contínua de 12 V,
consiste em acionar o motor por um determinado período e mantê-lo desligado por
um período maior e, repetir este comando na sequência. A figura 21 ilustra o circuito
da placa de automação e controle do projeto aqui discutido.

Figura 21 – Circuito da placa automação e controle

Fonte: Próprio Autor

O microcontrolador utilizado é o modelo PIC 16F84 ilustrado na figura 20 que
pertence a uma classe de microcontroladores de 8 bits, com uma arquitetura RISC.


57

Possui uma memória de programa (FLASH) para armazenar o programa que se
escreveu, a qual pode ser limpa mais que uma vez, tornando-se adequada para o
desenvolvimento de dispositivos. O microcontrolador PIC16F84, tem um total de 18
pinos, é mais frequentemente encontrado num tipo de encapsulamento DIP18, mas,
também pode ser encontrado numa cápsula SMD de menores dimensões que a DIP.
DIP é uma abreviatura para Dual In Package (Empacotamento em duas linhas). SMD é
uma abreviatura para Surface Mount Devices (Dispositivos de Montagem em
Superfície), o que sugere que os pinos não precisam passar pelos orifícios da placa em
que são inseridos, quando se solda este tipo de componente.

Figura 22 – Microcontrolador PIC 16F84

Fonte: OGATA, 1996

O contador/temporizador é um registro de 8 bits no interior do
microcontrolador que trabalha independentemente do programa. No fim de cada
conjunto de quatro ciclos de relógio do oscilador, ele incrementa o valor
armazenado, até atingir o valor máximo (255), nesta altura recomeça a contagem a
partir de zero. Como nós sabemos o tempo exato entre dois incrementos sucessivos
do conteúdo do temporizador, podemos utilizar este para medir intervalos de tempo,


58

o que o torna muito útil em vários dispositivos. A unidade de processamento central
faz a conexão com todos os outros blocos do microcontrolador. Ele coordena o
trabalho dos outros blocos e executa o programa do utilizador.
O projeto é controlar um motor de corrente contínua de 12 V, consiste em
acionar o motor por um determinado período e mantê-lo desligado por um período
maior, repetindo este comando na sequência. Abaixo temos a programação
desenvolvida em linguagem “C” para microcontroladores, desenvolvido para os
testes iniciais:
#include <16f84a.h>
#fuses NOWDT,NOPROTECT
#use delay (clock=4000000)
long int ton;
long int off;
void main()
{
ton=100;
toff=200;
while(1)
{
output_high(pin_b6);
delay_ms(ton);
output_low(pin_b6);
delay_ms(toff);
}
}

O “encoder” tem função de medir o deslocamento angular de algum objeto. O
“encoder” está montado preso em um eixo e quando este eixo é girando, a parte
interna do “encoder” gira junto. Dentro do mesmo, há um ou mais discos perfurados


59

que permitem, ou não, a passagem de uma luz infravermelha. Há também um
emissor e um receptor desta luz. O eixo girando, os discos acompanham e a variação
de luz no receptor com o apoio de um circuito eletrônico que gera um pulso. Fazendo
uma contagem destes pulsos é possível chegar à posição ou velocidade angular do
eixo.
Há dois principais tipos de “encoder”: os incrementais e os absolutos. A
diferença entre eles é que a posição do “encoder” incremental é dada por pulsos a
partir do pulso zero, enquanto a posição do “encoder” absoluto é determinada pela
leitura de um código e é único para cada posição do seu curso. Consequentemente os
“encoders” absolutos não perdem a real posição no caso de uma eventual queda da
tensão de alimentação. Porém, o mais barato é o incremental e é este que será usado
nesta situação. Em caso de uma queda de alimentação será necessário zerar o
“encoder” novamente tendo uma posição como referência. Na figura 23 têm-se a
imagem do “encoder” utilizado, ver catálogo no Anexo B.

Figura 23 – Encoder

Fonte: Hohner (2011).


60

3.6. Construção do Protótipo
O protótipo da máquina foi todo construído em aço em função da facilidade
de acesso a matéria prima e processo de produção dos componentes. O depósito, as
chapas de fechamento lateral e o suporte do acionamento foram confeccionados em
chapa de aço SAE 1008 com espessura de 1,90 mm, o tubo condutor da rosca é
padrão de mercado com diâmetro de 76,20 mm e espessura de parede de 1,50 mm,
conforme ilustra a figura 24.

Figura 24 – Componentes da máquina em chapa dobrada

Fonte: Próprio Autor



61

Já o eixo e os mancais são de aço SAE 1020 adquiridos em usina de
reciclagem e usinados conforme necessidade do projeto, conforme ilustra a figura 25,
sendo o eixo apoiado em suas extremidades pelos mancais de rolamento de esferas
tipo de rolos marca FAG modelo 16004, com dimensões conforme norma DIN 625-1.

Figura 25 – Componentes da máquina em aço usinado

Fonte: Próprio Autor
O helicóide é produzido em aço SAE 1010 decapado oleado com espessura de
2,00 mm, foi adquirido por meio de doação de retalhos de helicóides provindos da
empresa Cofelma, especializada na fabricação de helicóides conforme ilustra a figura
26.
Figura 26 – Componentes da máquina em aço usinado

Fonte: Próprio Autor


62

Para montagem do sistema de automação e controle foi desenvolvida e
confeccionada uma placa eletrônica, ilustrada na figura 27, em ambiente de sala de
aula e laboratório de eletrônica durante as aulas da disciplina de Sistemas de
Automação do curso de Engenharia Mecânica, Unijuí, campus Panambi.

Figura 27 – Placa de automação e controle da máquina

Fonte: Próprio Autor

O subconjunto de acionamento está montado em separado assim como
outros componentes. Na figura 28 é possível visualizar o motoredutor montado no
suporte do acionamento.



63


Figura 28 – Subonjunto do acionamento

Fonte: Próprio Autor

O subconjunto do mecanismo de dosagem, ilustrado na figura 29, foi
montado em separado para facilitar a conexão do acionamento e também possibilitar
o uso da máquina para testes rápidos, onde, o acionamento pode ser removido com
facilidade.

Figura 29 – Subconjunto do mecanismo de dosagem

Fonte: Próprio Autor


64

Por fim, tem-se o protótipo montado por completo, ilustrado em vista lateral
na figura 30 o subconjunto do acionamento acoplado ao mecanismo de dosagem e,
inclusive com tubulação em PVC para direcionar o alimento para o prato do animal.

Figura 30 – Vista lateral máquina de alimentação automática

Fonte: Próprio Autor
A figura 31 ilustra a vista superior do protótipo da máquina de alimentação
automática.
Figura 31 – Vista superior máquina de alimentação automática

Fonte: Próprio Autor


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3.7. Testes do Protótipo
Após finalização do projeto detalhado com cálculos e dimensionamentos e,
construção do protótipo, partiu-se para testes de medição e aferição das capacidades
da máquina, ou seja, verificação para confirmação dos cálculos desenvolvidos. Na
figura 32, tem-se a bancada de testes montada para o processo de medição.
Compõem esta bancada, a própria máquina, um cavalete de apoio, tubulação de PVC,
balança e recipiente para acumulo da ração.

Figura 32 – Bancada para testes do dosador

Fonte: Próprio Autor


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O processo de medição foi realizado no laboratório de projetos, de forma
manual, ou seja, a máquina foi movimentada com as mãos, a temperatura local era
de 20 °C aproximadamente. No processo ocorreram 40 pesagens, iniciando em 0,5
voltas até 20 voltas no eixo do dosador de forma que o produto acumulava no
recipiente sobre a balança. Este experimento foi repetido 04 vezes, totalizando 160
pesagens no total. A partir de uma média dos 04 experimentos, gerou-se um gráfico
com a média da vazão acumulada e, consequentemente, obteve-se uma linha de
tendência, conforme ilustrado na figura 33. Esta linha de tendência servirá como
referência para ajustar o sistema de automação e controle do acionamento do
dosador e programar o microcontrolador de forma mais adequada.

Figura 33 – Dosagem de ração acumulada

Fonte: Próprio Autor



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Durante os experimentos foi gerado um gráfico para verificação da
quantidade de ração descarregada a cada volta do eixo da máquina. Na figura 34
pode-se visualizar o comportamento do teste, um comportamento não linear, o qual
se justifica pelo diferente tamanho dos “pellets” da ração, pelo volume de ar livre
entre os “pellets”, e inclusive temperatura e umidade relativa ar no momento do
teste. Outro ponto que podemos observar o comportamento da linha de tendência, a
mesma é crescente.

Figura 34 – Dosagem de ração por volta

Fonte: Próprio Autor



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4. CONCLUSÃO
Este trabalho apresentou desenvolvimento e construção de um protótipo de
máquina para alimentação automática de pequenos animais, irá auxiliar as pessoas
na alimentação de seus bichanos. Como foi visto no presente trabalho os animais de
estimação também possuem seus horários e quantidades de alimentos regrados para
refeições.
A principal vantagem que vislumbramos neste projeto em relação aos
alimentadores existentes no mercado é o fato de que o mesmo não será limitado a
liberar comida apenas de tempos em tempos. Este alimentador vai proporcionar a
liberdade ao usuário de escolher a quantidade de refeições e os respectivos horários
de liberação de alimento. Os resultados obtidos nos testes de medição, ilustrados na
figura 33, realizados com o protótipo da máquina de alimentação automática servirão
como referência para programação do microcontrolador do sistema de automação da
máquina.
Concluindo, gostaria de colocar como sugestão a continuação deste projeto na
pesquisa de soluções de automação mais sofisticadas para o sistema de alimentação,
como por exemplo, a máquina reconhecer o animal, retirar eventuais restos de
alimento da refeição anterior e, inclusive, com pesagem para controle de peso do
animal variando a alimentação conforme a nova necessidade.



69

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Carlos, [2007]. Disponível em: http://www.saudeanimal.com.br>. Acesso em: 25 nov.
2011.

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FERRAZ MÁQUINAS. http://www.ferrazmaquinas.com.br/acidos_graxos.htm Acesso
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FRANÇA, J.; SAAD, F. N. M. Importância da nanotecnologia na indústria pet food. Pet
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NOGUEIRA JUNIOR, S.; NOGUEIRA, E. A. e. Alimentos para animais de estimação
resistem à crise econômica. SP: IEA. Análises e Indicadores do Agronegócio, São
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OGATA, Katsuhiko. Projeto de sistemas lineares de controle com MatLab. Rio de
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PASSOS, C. Os gatos invadem o mercado pet. Pet Shop News, São Paulo, v. 2, n. 14,
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70

PETWATCH TIMER: Alimentador automático para animais de estimação. Disponível
em: <http://www.techzine.com.br/arquivo/alimentador-automatico-para-animais-
de-estimacao/>. Acesso em: 21 nov. 2009.

TURRER, R.; MAIA JUNIOR, H.; MOURA, M. Quem inventou o cachorro vegetariano?
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VALDIERO, A. C.. Inovação e desenvolvimento do projeto de produtos industriais.
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VALDIERO, A. C. Projeto de máquinas agrícolas. Panambi: Laboratório de Projeto -
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VERIDIANA SERPA: Alimentador automático para cachorros e gatos. Disponível em:
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WEBER, Érico A. Armazenagem agrícola. Porto Alegre: Kepler Weber Industrial, 1995.
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ZANNI, A. Indústria de ração cresceu mais de 5 % em 2010. Boletim Informativo do
Setor de Alimentação Animal, São Paulo, mar. 2011.



71

ANEXO A – CATÁLOGO DO MOTOREDUTOR


72




73

ANEXO B – CATÁLOGO DO ENCODER


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75



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77

ANEXO C – CATÁLOGO DO ROLAMENTO



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