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PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO
DISCIPLINA: PREVENÇÃO E CONTROLE DE RISCOS EM MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES
ALUNA: SABRINA PAIVA COSTA GOMES TURMA: 21
1. Introdução
A definição da NR 13 diz que “caldeiras a vapor
são equipamentos
destinados a
produzir e
acumular vapor
sob pressão
superior à
atmosférica,
utilizando qualquer
fonte de eneria!, cu"a aplicação tem sido amplamente utilizada no meio
industrial, no aci onament o de m#qui nas t ér mi cas, par a a er ação
de pot $nci a mec%ni ca e elétrica, nas c&amadas centrais termoelétricas,
assim como para fins de aquecimento em processos industriais'
()istem muitos tipos de caldeiras' * trabal&o ir# tratar de caldeira de
recuperação de +lcalis' (ste tipo de caldeira é amplamente utilizado na
industria do papel, no processamento da celulose'
A polpa de celulose é obtida industrialmente a partir da madeira de
#rvores como o pin&o, o eucalipto ou o abeto, e em menor proporção de
plantas &erb#ceas com rande quantidade de celulose no talo, como a cana,
de,aç-car, diversas ram.neas e "uncos, e é usada pelas ind-strias de papel e
papelão ou pelas ind-strias qu.micas, que convertem essa polpa em celul/ide,
e)plosivos, celofane, acetato de celulose, carbo)imetilcelulose 0lubrificantes e
emulsificantes1 e outros'
* processo para obtenção de polpa de celulose é usado principalmente
para fabricação de papel e papelão' A matéria,prima 0troncos ou talos
&erb#ceos1 deve ser limpa e descascada e depois submetida à trituração
mec%nica em m#quinas de l%minas m-ltiplas' * material triturado pode sofrer
diferentes tratamentos para separar a linina 2 subst%ncia que une as fibras
da celulose' 3ode ser batida com #ua quente 0processo mec%nico1, ou tratada
com soda c#ustica a quente 0processo soda1, ou com bissulfito de c#lcio
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0processo #cido1, ou com sulfeto de s/dio 0processo 4raft1' 3osteriormente, o
produto é lavado, depurado e embranquecido' 5onforme o tipo de #rvore,
obtém,se a celulose de fibra curta ou de fibra lona'
A função do sistema de recuperação não consiste, unicamente, em
recuperar produtos qu.micos inor%nicos, com um m.nimo de perda, mas
também consiste em6
 3roduzir vapor para diversas operaç7es, tais como cozimento e
secaem, reduzindo os custos com eneria elétrica8
 3roduzir um licor de cozimento com composição adequada a sua
utilização como combust.vel para a caldeira8
 (liminar parte dos efluentes com potencial poluidor8
 Neste setor é feito a recuperação do licor que é usado no
cozimento e na lavaem da polpa celul/sica'
2. Aspectos gerais das caldeiras
As atividades que necessitam de vapor para o seu funcionamento, em
particular, vapor de #ua, t$m como componente essencial para a sua eração,
a caldeira'
(sse equipamento, por operar com press7es acima da pressão
atmosférica, sendo na rande parte aplicaç7es industriais até quase vinte
vezes maior e nas aplicaç7es para a produção de eneria (létrica de sessenta
a cem vezes maior, podendo alcançar valores de até duzentos e cinquenta
vezes mais, constitui um risco eminente na sua operação'
2.1. Classificação
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As caldeiras são classificadas de acordo com sua classe de pressão
0NR131, seu rau de automação, o tipo de eneria empreada ou o tipo de
troca térmica' Na classificação pelo tipo de eneria empreada temos as
seuintes subdivis7es6
 5ombust.vel 9.quido8
 5ombust.vel :/lido8
 5ombust.vel ;asoso8
 5aldeiras (létricas, e
 5aldeira de Recuperação <u.mica'
3. Caldeiras de Recuperação em Fábrica de Celulose
3.1 Conceitos Básicos
5aldeira de recuperação é a caldeira que utiliza como combust.vel o
res.duo do processo de cozimento da madeira para a obtenção da polpa de
celulose, li).via preta, isto é, através de um forno especial utiliza a li).via preta
concentrada como combust.vel, recuperando e reenerando para a reutilização
dos produtos qu.micos inor%nicos utilizados na polpação'
3.2 rincipais ob!eti"os
• Reduzir o sulfato de s/dio 0Na
=
:*
>
1 em sulfeto de s/dio 0Na
=
:1,
contribuindo para a recuperação dos subprodutos erados no cozimento8
• * material s/lido é decomposto em carbono, sais inor%nicos e ases
vol#teis, que são queimados8
• * carbono é queimado na presença do ar reduzindo assim a cara de
demanda biol/ica de o)i$nio 0?@*18
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• A #ua restante na li).via é transformada em vapor que ser# utilizado em
diversas fases do processo8
• Reduzir os efluentes com potencial poluidor8
• Reduzir o custo de produção'
3.3. Fatores importantes
A caldeira de recuperação qu.mica e semiqu.micos alcalinos tem um
papel fundamental no processo de fabricação de papel no @rasil' (la é
respons#vel por mais de ABC do total de pasta celul/sica produzida no pa.s e é
um equipamento de rande porte podendo c&ear até 1BB metros de altura'
:ervem para queimar o licor preto 0li).via1 e)tra.do no cozimento da madeira,
reduzindo o sulfato de s/dio 0Na
=
:*
>
1 em sulfeto de s/dio 0Na
=
:1
consequentemente erando vapor de alta pressão e temperatura, usado nas
turbinas para eração de eneria para pr/pria f#brica'
A tecnoloia de aproveitamento da eneria térmica e dos produtos
qu.micos contidos nos re"eitos de e)tração da celulose contida em
determinadas espécies veetais constitui o e)emplo mais not#vel de caldeiras
de recuperação que constitui uma parte essencial do processo' A função do
sistema de recuperação não consiste unicamente em retornar os reaentes ao
diestor com um m.nimo de perda, mas também consiste em6 produzir uma
fração ponder#vel do vapor a ser consumido na pr/pria instalação e e)tração
da celulose, reciclar até ABC dos insumos de produtos qu.micos e)iidos no
cozimento da madeira para produzir um licor nero e eliminar uma parte dos
efluentes com potencial poluidor'
A unidade de recuperação desse licor no processo é composta,
basicamente, pelos evaporadores de m-ltiplo efeito, respons#veis pela
concentração do licor em até D3C de s/lidos, com aspecto de um l.quido nero
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viscoso que apresenta caracter.sticas de um combust.vel e pela caldeira de
recuperação ou fornal&a, na qual este licor nero concentrado é queimado
liberando eneria para a eração de vapor e pela caustificação 0conversão do
carbonato de s/dio em &idr/)ido1' Assim, uma caracter.stica importante deste
processo de recuperação dos sais inor%nicos é que as etapas envolvidas
estão correlacionadas de forma a atribuir ao processo lobal uma natureza
c.clica, fiura , ='
Eiura =, Elu)orama t.pico
3.#. rincipais $antagens
, :istema de recuperação dos res.duos do processo8
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, Redução dos custos do processo8
, Redução na emissão de poluentes8
, Redução do consumo de (neria'
3.%. rincipais &es"antagens
, Alto custo da planta8
, *dor dos ases oriundo do 3rocesso8
#. &escrição detal'ada do processo de recuperação de
álcalis
Fodo licor preto proveniente da lavaem da polpa, com porcentaem de
s/lidos em torno de 1G C, é encamin&ado para um tanque de estocaem
denominado Fanque de licor 1G C'
* 9icor recebido da lavaem apresenta teor de s/lidos em torno de 1= a
13 C para que atin"a o padrão de 1G a 1DC de s/lido e)iido pelo processo de
evaporação, é necess#rio que se"a adicionado certa quantidade de licor >GC'
?o tanque de licor 1GC é bombeado para o sistema de evaporação que
contém de > até H efeitos 0evaporadores1, c&amado de multi efeito' *s
evaporadores aumentam a concentração do licor nero para utiliz#,lo como
combust.vel nos fornos da caldeira de recuperação' * licor ao sair do sistema
de evaporação apresentar# uma porcentaem de s/lidos em torno de >B a
>GC' * licor do Fanque de >G C ser# bombeado para o ciclone, que é um
concentrador de contato direto com os ases da fornal&a de I J , D= C de
s/lidos' ?o ciclone o licor é transferido para o tanque de mistura, onde recebe
sulfato de s/dio 0para repor as perdas de produtos qu.micos1'
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?o tanque de mistura, o licor é bombeado para o maçarico da li).via,
onde o mesmo pulveriza a mistura do licor nas paredes laterais e traseiras da
fornal&a através de um bocal oscilante' * licor atine as paredes da fornal&a e
é parcialmente desidratado pelo calor emanado da camada carbonizante da
mesma'
* licor alimentado na caldeira é composto de duas partes, uma or%nica
e outra inor%nica, onde a parte or%nica é formada pelos componentes da
madeira que estão dissolvidos no licor e a parte inor%nica pelas subst%ncias
qu.micas residuais do licor de cozimento'
* calor de combustão ser# fornecido pela queima da parte or%nica do
licor, isso com constante in"eção de ar para manter uma atmosfera apropriada
para a queima' 5om a alta temperatura e)istente na fornal&a, a parte
inor%nica se fundir# e escorrer# através da camada inclinada da fornal&a até a
bica de fundição, indo cair no tanque dissolvedor, produto esse denominado de
:K(9F, ou se"a, fundido que se obtém com a queima de li).via preta
concentrada'
No tanque dissolvedor ser# adicionado ao :melt, licor branco fraco
0alcalina1, tornando,se o 9L5*R M(R?(' Ap/s a obtenção do licor verde no
tanque de dissolução, o mesmo é transferido para um tanque de estocaem, e
deste é bombeado para o apaador, onde é feita a adição da cal'
?osa,se cal devido a necessidade das reaç7es abai)o6
1, Reação de apaamento6
5a* I N=* 5a0*N1= I =HB 4calJO de 5a*
=, Reação de 5austificação6
5a0*N1= I Na=5*3 =Na*N I 5a5*3
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0licor verde1 0licor branco forte1 0lama de cal1
A temperatura do apaador é controlada em torno de 1BB P5
0temperatura onde o licor verde reae mel&or com a cal1' A dosaem no
apaador é reulada de acordo com a efici$ncia, que no nosso caso deve ficar
em torno de HGC' :e a efici$ncia for bai)a, aumenta,se a dosaem da cal e
vice e versa' * Alcali Fotal do licor verde fornecido pela caldeira de
recuperação é em torno de 1>B Jl'
* licor e a lama obtidos no apaador são transferidos para o reator,
onde sua temperatura é mantida em torno de QBP 5 por AB minutos 0tempo
necess#rio para reação1'
?o reator, a mistura de licor e lama é transferida para o clarificador'
Neste processo a lama de cal decanta separando,se do licor branco forte'
No clarificador de licor branco forte, o operador acompan&a a
consist$ncia da lama e através desta, reula os intervalos de descara'
3ortanto, consist$ncia alta da lama, intervalos de descaras menores e vice
versa'
?o clarificador de licor branco forte, a lama é transferida para o lavador
de lama, que consiste num tanque onde a lama é misturada com #ua' ?este
tanque, a lama é transferida para o clarificador de licor branco fraco' * sistema
de separação neste clarificador é id$ntico ao anterior'
* licor branco fraco transborda para o tanque de estocaem, sendo
utilizado na diluição do :K(9F e preparação de soda para reposição'
A lama é transferida para o tanque de estocaem de lama' Ap/s é
enviada para o filtro de lama onde ser# enrossada 0retirando o e)cesso de
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#ua1, onde a #ua retorna para o processo e a lama de cal é armazenada em
9ocal apropriado para este res.duo'
<uando &# parada na recuperação ou mesmo em operação normal,
e)iste a necessidade de repor a soda que foi consumida ou perdida no
cozimento ou lavaem da polpa'
A preparação é feita diluindo,se soda c#ustica l.quida e licor branco fraco
0alcalina1, com adição de en)ofre para a correção da sulfidez, introduzindo
vapor para aquecimento e ap/s IJ, =B minutos de aitação, a cara est# pronta
para ser enviada novamente ao processo'
%. Riscos associados ( manutenção e operação das
caldeiras de recuperação de álcalis
*s riscos associados ao erador de vapor estão na manutenção e
operação do equipamento' A norma NR,13 por si s/ não determina todos os
procedimentos seuros na condução do processo de eração de vapor' A NR,
13 estabelece par%metros preventivos para a administração do sistema, sem
se aprofundar numa an#lise de risco ao lono da vida de um erador de
vapor' 3rev$ a norma uma inspeção anual ou bianual dependendo da cateoria
da caldeira, determina a reulamentação da mesma "unto ao Kinistério do
Frabal&o, e também determina o layout da instalação do prédio da caldeira e
seus periféricos' *s riscos associados à vida da caldeira em função da
manutenção e operação da mesma, não est# contemplado na NR,13 de forma
clara'
* A3L 0Lnstituto Americano do 3etr/leo1 suere uma an#lise de risco
associada às inspeç7es realizadas periodicamente' Rm erador de vapor pode
operar por mais de GB anos e os riscos associados ao lono per.odo de
operação vão se acumulando, até que &# a necessidade de uma reforma
completa da caldeira a fim de arantir a interidade da estrutura da mesma' A
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probabilidade de fal&as do equipamento é função do tempo em serviço e das
aç7es corretivas realizadas' Rma caldeira deve ser avaliada pelo seu
comportamento ao loo do tempo e enquadrada em duas cateorias6
condiç7es vari#veis e condiç7es fi)as' As condiç7es fi)as t$m a ver com a
estrutura da caldeira considerando seu pro"eto oriinal e as condiç7es vari#veis
são aquelas que dependem da forma como a caldeira foi operada e mantida ao
lono do tempo'
Kudança de combust.veis, o tratamento de #ua, ou até mesmo a forma
de partir e parar uma caldeira poder# determinar as condiç7es vari#veis da
mesma' Não é incomum empresas não seuirem a curva de aquecimento e de
resfriamento de uma caldeira, provocando danos à estrutura da mesma' S bem
con&ecido o fenTmeno de “craOin por stress! quando a estrutura da caldeira
sofre dilataç7es bruscas' (ste “craOin! produz micro fissuras nas tubulaç7es
tornando,as fr#eis e são pontos onde poder# &aver rompimento futuro
provocando a parada do equipamento' :-bitas variaç7es de cara da caldeira
também provocam o mesmo problema' * tratamento de #ua inadequado
compromete a caldeira provocando corrosão interna, superaquecimento de
tubulaç7es 0over&eatin1, dep/sitos, etc'
@aseado nestas observaç7es pode dizer que a NR,13 trata mais da
caldeira de uma forma fi)a ou est#tica, apenas recomendando as inspeç7es
sem determinar as aç7es preventivas e preditivas no erenciamento de um
erador de vapor' Na matriz de risco suerida pela A3L é feita uma an#lise de
probabilidades em função do tempo de serviço da caldeira considerando
B> fatores6
a1 Eator universal6 avalia os riscos inerentes das condiç7es ambientais8
b1 Eator Fécnico6 avalia os riscos através das ta)as de ac-mulo de
danos8
c1 Eator Kec%nico6 que leva em conta os riscos associados às
caracter.sticas do pro"eto da caldeira8
d1 Eator *peracional ou de 3rocesso6 é um dos mais sinificativos, pois
leva em consideração como a caldeira é operada8
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3ortanto, pela metodoloia da A3L os riscos associados à caldeira
variam em função do tempo de serviço e principalmente da campan&a
operacional do equipamento' A acumulação de danos e a efic#cia das
inspeç7es são fatores decisivos para a evolução ou não dos riscos associados
ao equipamento'
Relacionando as principais causas de acidentes com eradores de
vapor, baseado nos > fatores de risco citado acima temos em ordem de
ocorr$ncia6
 Ealta de manutenção8
 Eal&as de instrumentação8
 3rocedimentos operacionais 0fal&a do operador18
 Fratamento de #ua inadequado'
Ainda com relação aos riscos encontrados na operação de caldeiras, as
caldeiras de recuperação qu.mica estão su"eitas ao risco de e)plos7es
devido ao contato #ua,smelt' (stas e)plos7es são fenTmenos de
natureza
f.sica 0#ua1, decorrentes da formação de vapor e)tremamente r#pida
que
ocorre quando estes dois fluidos entram em contato' 3or essa razão, as
5aldeiras de Recuperação de 9icor Nero, possuem um sistema de
drenaem
r#pida de emer$ncia 0(merencU :&utdoVn 3rocedure , (:31, que
deve ser
acionado quando e)iste suspeita consistente ou constatação de
vazamento de #ua que possa alcançar o smelt na fornal&a' Rma drenaem de
emer$ncia,
embora se"a uma medida de seurança e prevenção de e)plos7es,
submete a
caldeira a solicitaç7es térmicas e mec%nicas consider#veis, devendo ser
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seuida de procedimentos adequados de inspeção antes da reentrada
da
unidade em operação' Não foi identificada a e)ist$ncia, na ind-stria
nacional de
celulose, de normas ou qualquer documento consolidado e recon&ecido
dispondo sobre esses procedimentos' As f#bricas devem manter,se
tecnicamente preparadas e oranizadas para situaç7es desse tipo'
Ao lono da vida -til de uma caldeira, podem ocorrer alteraç7es
acentuadas na estrutura f.sica, se"a por ação da corrosão, pela
e)posição
prolonada de materiais, problemas de superaquecimento, incrustaç7es
e
corros7es' 3artindo,se desta constatação, o risco de incidentes ou
acidentes tende a aumentar na medida em que diminuem a tensão admiss.vel
do material
e a espessura efetiva de parede das estruturas da caldeira' 3ortanto,
para que a seurança dos funcion#rios e da estrutura f.sica da empresa se"a
preservada, o equipamento deve receber atenção permanente,
adotando,se medidas de vistorias' (m termos mais erais, entretanto,
deve,se
levar em conta a possibilidade de acidentes relacionados não apenas
com uma
eventual e)plosão da caldeira, mas também como inc$ndios, c&oques
elétricos
e into)icação também são considerados incidentes ou acidentes em
#reas de
caldeira'
5om base nisso, toda caldeira deve possuir dispositivos de
seurança
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para proteer seu funcionamento adequado e a seurança do
funcion#rio e dos
equipamentos de poss.veis fal&as que podem vim a ocorrer durante sua
operação' Rm dispositivo de seurança pode se apresentar de diversas
formas, como um simples alarme, um bloqueio de alum componente da
caldeira, ou mesmo um desarme de toda a caldeira' ?entre as principais
causas de fal&as em uma caldeira que podem vim a provocar uma
parada de
emer$ncia são6
 Falta de energia elétrica
;
 Falta de água na caldeira;
 Black-out
;
 Contato Água !"elt;
(m caldeiras de recuperação, as possibilidades de contato #uaJsmelt
são relativamente randes, devido às v#rias cone)7es de #ua no sistema de
licor preto' A maioria das Wcausas de e)plos7esW é a diluição do licor preto com
#ua, sendo respons#vel por um rande n-mero de e)plos7es ocorridas em
caldeiras até o presente momento' (m seuida, o uso inadequado e inseuro
da #ua como lavaem com sopradores, #ua das bicas e o superaquecimento
e rompimento dos tubos, devido a incrustaç7es e danos mec%nicos' 5aso se"a
descoberto que qualquer quantidade de #ua est# entrando na fornal&a e que
a #ua não pode ser parada imediatamente ou se alum vazamento se
desenvolve na caldeira em que possa &aver o contato
#uaJsmelt, o 3rocedimento de 3arada de (mer$ncia deve ser iniciado033(1'
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Não &# tempo de verificar a quantidade de #ua que est# vazando, pois,
qualquer quantidade causa uma e)plosão desastrosa' Kuitas pessoas morrem
procurando o vazamento ou decidindo se para a unidade ou espera mais um
pouco.
3oss.veis causas6
 Mazamento nas bicas de fundido8
 :uperaquecimento J rompimento de tubos 0incrustaç7es, pit&,
carbonatação, danos mec%nicos18
  Eal&a nas cone)7es de #ua no sistema de 9icor 3reto 0lavaem e
limpeza no aquecedor de licor18
 +ua remanescente no sistema dos sopradores de fuliem 0 p/s
lavaem de caldeira18
5omo evitar6
 Froca peri/dica das bicas de fundido 0 D meses a 1 ano 18
 Merificar os par%metros de controle da qualidade da #ua para a
caldeira8
 Merificar a estanqueidade das v#lvulas do sistema de licor preto afim de
evitar vazamentos ou passaem de #ua que poder# contaminar o
sistema8
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 Ap/s lavaem da caldeira com os sopradores de fuliem, drenar
completamente as lin&as dos sopradores de fuliem utilizando seus
respectivos drenos8

). Conclus*es
Neste trabal&o sobre as caldeiras de recuperação de #lcalis, foi percebido que
este tipo de equipamento apresenta in-meros riscos aos trabal&adores' ?entre
estes riscos estão6
 riscos qu.micos, devido a caracter.stica da caldeira ser de recuperação
de compostos qu.micos,podendo apresentar part.culas em suspensão
no ambiente devido a queima da substancia'
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Figura 1: Explosão de uma caldeira química
Fonte: Skikda, Algiers, jan. 2!
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 riscos f.sicos6 devido a temperatura de trabal&o do equipamento e
possibilidade de e)plosão dos mesmos8
 risco de acidente, devido ao risco de c&oque elétrico8
dentre outros'
Misando a diminuição ou e)tinção dos riscos associados a operação das
caldeiras de recuperação qu.mica, deve ser levado a serio os prazos para
inspeç7es conforme delineado na NR13'
A manutenção destes equipamentos 0mec%nica, elétrica e
instrumentação1 deve ser prioridade sempre' Festes de intertravamento,
inspeç7es internas e e)ternas, manutenção preditiva dos periféricos da caldeira
e os ensaios não destrutivos devem fazer parte da rotina nas paradas da
caldeira'
Fambém é de suma import%ncia que se"am respeitadas as orientaç7es
que constam do item 13'3 relacionados a qualificação e treinamento correto
dos trabal&adores' A NR,13 nos par#rafos 13'3'> e 13'3'G determina a
obriatoriedade de treinamento te/rico de >B &oras mais um est#io pr#tico de
QB &oras para a formação de um operador de caldeira' Além deste treinamento
inicial, a norma recomenda a reciclaem anual dos operadores'
+.Bibliografia
• ?issertação apresentada ao 3rorama de 3/s,;raduação em
(nen&aria do 5entro Rniversit#rio do 9este de Kinas ;erais, :imone
;onçalves :ilva 5ampos, Fransfer$ncia de 5alor para o 3rocesso de
5oncentração do 9icor Nero de (ucalipto em :istema de (vaporadores de
K-ltiplo efeito, =BBA'
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R*FN@ARFN'
• &ttp6JJprofissionaiseral'tuninblo'com'brJr1BBJ5aldeira,de,recuperacao
X acessado em 1AJAJ=B1>
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