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CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 09 DE TAGUATINGA

NOME:____________________________________________ Nº: ________
6º ANO: ______ TURNO: VESPERTINO DATA: ______ / ______ / ______
PROFESSORA: Graziele Borges
NOTA

Avaliação de Português - 1º bimestre

- Leia a prova com bastante atenção;
- Use somente caneta azul ou preta;
- Questões rasuradas, serão anuladas;
- Não é permitido pedir material emprestado ao colega;
- VALOR: 3,0 pontos

TEXTO 1 - COMUNICAÇÃO

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer.
Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
"Posso ajudá-lo, cavalheiro?"
"Pode. Eu quero um daqueles, daqueles..."
"Pois não?"
"Um... como é mesmo o nome?"
"Sim?"
"Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples,
conhecidíssima."
"Sim senhor."
"O senhor vai dar risada quando souber."
"Sim senhor."
"Olha, é pontuda, certo?"
"O quê, cavalheiro?"
"Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto
de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que está e
mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a
outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que
fecha. Entende?"
"Infelizmente, cavalheiro..."
"Ora, você sabe do que eu estou falando."
"Estou me esforçando, mas..."
"Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"
"Se o senhor diz, cavalheiro."
"Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da
coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."
"Sim senhor. Pontudo numa ponta."
"Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"
"Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor
desenha para nós?"
"Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho."
"Sinto muito."
"Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não
sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O
desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados,
claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você
está pensando."
"Eu não estou pensando nada, cavalheiro."
"Chame o gerente."
"Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor
quer, é feito do quê?"
"É de, sei lá. De metal."
"Muito bem. De metal. Ela se move?"
"Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa
na ponta, assim."
"Tem mais de uma peça? Já vem montado?"
"É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço."
"Francamente..."
"Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta
e clique, encaixa."
"Ah, tem clique. É elétrico."
"Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar."
"Já sei!"
"Ótimo!"
"O senhor quer uma antena externa de televisão."
"Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo..."
"Tentemos por outro lado. Para o que serve?"
"Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por
aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa."
"Certo. Esses instrumentos que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de
segurança e..."
"Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!"
"Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!"
"É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?"

(Fonte: VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comunicação. In: PARA gostar de ler, v.7. 3.ed. São Paulo: Ática, 1982. p. 35-37.)


1. Quando a personagem do texto tenta descrever o objeto por meio de palavras, qual o código
utilizado para transmitir a mensagem?

(A) Desenho.
(B) A linguagem verbal.
(C) Os gestos.
(D) As expressões faciais.
(E) Nenhuma das alternativas anteriores.


2. De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa INCORRETA.

(A) As descrições do freguês não foram claras para haver entendimento.
(B) O vendedor diante da dificuldade de comunicação permanece calmo, gentil e não se altera.
(C) Ao utilizar os gestos para comunicar o freguês atinge seu objetivo na comunicação.
(D) O código utilizado pelo freguês não foi compreendido pelo atendente.
(E) No texto, os personagens enfrentam um problema de comunicação.


3. Se você conhecer bem as regras da língua portuguesa, que é um código, poderá, EXCETO:

(A) entender mais facilmente o que as outras pessoas lhe dizem;
(B) falar com mais facilidade, transmitindo melhor suas informações, experiência, sentimentos;
(C) escrever de maneira que os outros entendam e gostem de ler;
(D) ter problemas para entender o que os outros pretendem transmitir.
(E) ter um melhor desempenho nas suas atividades escolares.

4. Na frase “Eu não estou pensando nada, cavalheiro.” A regra da vírgula é:

(A) separar elementos que se apresentam em sequência de elementos
(B) separar fatos ou acontecimentos (orações) que se apresentam em sequência
(C) expressões esclarecedoras ou retificadoras
(D) para separar o vocativo (chamamento)
(E) para separar uma explicação (aposto), um termo intercalado ou ainda uma oração intercalada.


5. As aspas foram usadas no texto para indicar um diálogo entre os personagens. Qual pontuação
poderia ser usada no diálogo no lugar das aspas:

(A) parênteses
(B) ponto final
(C) dois pontos
(D) ponto e vírgula
(E) travessão


6. Lembrando que a oração depende da quantidade de verbos na frase, em “Tenho certeza de que
chegaremos a um acordo.”, temos quantas orações:

(A) uma
(B) duas
(C) três
(D) quatro
(E) N.D.A.


7. Em qual das frases abaixo retiradas do texto é uma Frase Verbal:

(A) "Ótimo!"
(B) "Francamente..."
(C) "Já sei!"
(D) "Pois não?"
(E) "Sim senhor."


8. Assinale a alternativa que constitui uma frase:

(A) comunicação importante é nós para.
(B) Para em baixo que em cima.
(C) Cadeira pato o uma ter veio.
(D) Bom dia!
(E) Código linguagem a é um.


9. Observe as palavras: expansivo, encaixar, exemplo e reescreva-a abaixo:


a) A palavra em que a letra x representa o fonema /z/ __________________________________________
b) A palavra em que a letra x representa o fonema /x/ __________________________________________
c) A palavra em que a letra x representa o fonema /s/ __________________________________________


10. Retire do texto:

Uma frase declarativa afirmativa:
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
Uma frase declarativa negativa:
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
Uma frase exclamativa:
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
Uma frase interrogativa:
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
Uma frase imperativa:
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________


TEXTO 2 - A princesa e a ervilha

Era uma vez um príncipe que queria se casar com uma princesa, mas uma princesa de verdade, de
sangue real meeeeesmo. Viajou pelo mundo inteiro, à procura da princesa dos seus sonhos, mas todas as
que encontravam tinham algum defeito. Não é que faltassem princesas, não: havia de sobra, mas a
dificuldade era saber se realmente eram de sangue real.
E o príncipe retornou ao seu castelo muito triste e desiludido, pois queria muito casar com uma
princesa de verdade.
Uma noite desabou uma tempestade medonha. Chovia desabaladamente, com trovoadas, raios,
relâmpagos. Um espetáculo tremendo! De repente, bateram à porta do castelo, estavam ocupados
enxugando as salas cujas janelas foram abertas pela tempestade, e o rei em pessoa foi atender.
Era uma moça, que dizia ser uma princesa. Mas estava encharcada de tal maneira, os cabelos
escorrendo, as roupas grudadas ao corpo, os sapatos quase desmanchando... que era difícil acreditar que
fosse realmente uma princesa real.
A moça tanto afirmou que era uma princesa que a rainha pensou numa forma de provar se o que
ela dizia era verdade. Ordenou que sua criada de confiança empilhasse vinte colchões no quarto de
hóspedes e colocou sob eles uma ervilha. Aquela seria a cama da “princesa”.
A moça estranhou a altura da cama, mas conseguiu, com a ajuda de uma escada, se deitar.
No dia seguinte, a rainha perguntou como ela havia dormido. Oh! Não consegui dormir respondeu a
moça havia algo duro na minha cama, e me deixou até manchas roxas no corpo!
O rei, a rainha e o príncipe se olharam com surpresa. A moça era realmente uma princesa! Só
mesmo uma princesa verdadeira teria pele tão sensível para sentir um grão de ervilha sob vinte colchões!!!
O príncipe casou com a princesa, feliz da vida, e a ervilha foi enviada para um museu, e ainda deve
estar por lá...
Acredite se quiser, mas esta história realmente aconteceu!

Adaptado do conto de Hans Christian Andersen

11. A história é sobre:

(A) a organização do casamento de um príncipe.
(B) uma família real e seu castelo.
(C) como fazer uma cama de princesa.
(D) como uma rainha descobriu uma princesa de verdade.


12. A rainha soube que a moça era uma princesa de verdade porque ela:

(A) conseguiu subir nos 20 colchões e dormir.
(B) afirmou que a ervilha deixou seu corpo com manchas.
(C) merecia uma cama de "princesa".
(D) afirmou que era uma princesa.


13. "Chovia desabaladamente" A palavra grifada tem o sentido de:

(A) raramente.
(B) fracamente.
(C) fortemente.
(D) levemente.


14. No texto, o uso do sinal de exclamação (!) ocorre todas as vezes que o autor quer:

(A) indicar os sentimentos.
(B) demonstrar dúvida.
(C) dizer que a história continua.
(D) causar medo.


15. O gênero textual dessa história é:

(A) propaganda
(B) notícia
(C) poema
(D) conto


16. Nas palavras príncipe, ervilha, colchões, a quantidade de fonemas são respectivamente:

(A) 8, 7, 8 fonemas
(B) 7, 6, 7 fonemas
(C) 8, 6, 7 fonemas
(D) 7, 8, 6 fonemas


17. Retire do texto:

Uma palavra contendo dígrafo: ___________________________________________________________
Uma palavra contendo encontro consonantal: _______________________________________________
Uma palavra contendo encontro vocálico (hiato): ______________________________________________
Uma palavra contendo encontro vocálico (ditongo): ____________________________________________
18. Classifique a linguagem utilizada nos textos abaixo em linguagem verbal, não verbal ou mista.











______________________ _________________________ _________________________



19. Leia o texto a seguir e coloque, nos quadrados, a pontuação adequada:



















O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.
Elleanor Roosevelt


PAPAGAIO ESPECIAL

O freguês entrou na loja de animais e disse ao vendedor 
 Queria um papagaio que fosse especial 
 Chegou na hora certa  Temos um bilíngue  Se levantar a pata
direita ele fala inglês  Se levantar a pata esquerda  ele fala francês 
O freguês olhou para o papagaio e fez então sua última pergunta ao
vendedor 
 O que acontece se eu levantar as duas patas
O papagaio não se conteve e lhe respondeu 
 Aí eu caio 