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CAPITULO I

1. SISTEMAS DE ESGOTOS
1.1. Generalidades e Definições
É característico de qualquer comunidade humana, o consumo de água como uma necessidade básica para
desempenho das diversas atividades diárias e, conseqüentemente, a geração de águas residuárias sem con-
dições de reaproveitamento. A água consumida na comunidade deve ser de procedncia conhecida,
requerendo, na maioria das ve!es, tratamento pr"vio para que ao atingir os pontos de consumo, a mesma
este#a quali$icada com um grau de pure!a que possa ser utili!ada de imediato para o $im a que se destina.
As instalações necessá-rias para que a água se#a captada, tratada, transportada e distribuída nos pontos de
consumo constituem o sis-tema de abastecimento de água.
%s processos de consumo da água, na sua maioria geram va!ões de águas residuárias que, por não dis-
porem de condições de reutili!ação, devem ser coletadas e transportadas para locais a$astados da
comunidade, de modo mais rápido e seguro, onde, de acordo com as circunst&ncias, deverão passar por
processos de depura-ção adequados antes de serem lançadas nos corpos receptores naturais. 'ste
condicionamento " necessário para preservar o equilíbrio ecol(gico no ambiente atingido direta ou
indiretamente pelo lançamento. 'ste serviço " e)ecutado pelo sistema de esgotos sanitários.
A geração de resíduos s(lidos, o li)o, tamb"m " uma conseqüncia da presença humana. *endo sua
constituição de teor insalubre e de presença inc+moda para a população humana, deve ser coletado de
modo sistemático e seguro e transportado para locais de bene$iciamento, incineração, etc, ou áreas de
dep(sito previ-amente determinadas e preparadas, isoladas do perímetro habitado a $im de evitar
inter$erncia no desempenho das atividades vitais da comunidade.
,aralelamente - operação dos serviços citados devem tamb"m ser drenadas as águas de escoamento su-
per$icial, em geral va!ões sa!onais de origem pluvial, atrav"s de um sistema de galerias e canais, para os
corpos receptores de maior porte da área tais como c(rregos, rios, lagos, etc. A e)istncia desse con#unto
de condutos arti$iciais de esgotamento. denominado de sistema de drenagem pluvial ou sistema de
esgotos pluviais, " $un-damental para preservação da estrutura $ísica da comunidade, pela redução ou
controle dos e$eitos adversos provocados pela presença incontrolada dessas va!ões.
'ntende-se, pois, que a e)istncia dos serviços descritos são essenciais para o bem-estar de toda uma
comunidade humana. ,or de$inição, esse con#unto de serviços compõe o denominado *aneamento /ásico,
e tradicionalmente tem sido de responsabilidade, pelo menos no seu gerenciamento, do poder p0blico
imperante na coletividade.
É $undamental, tamb"m, observar-se que a boa operação e con$iabilidade dos sistemas que compõem as
atividades de *aneamento /ásico respondem diretamente por melhores condições de sa0de, con$orto e
seguran-ça e produtividade em uma comunidade urbana.

1.2. Classificação das !"as de Es!o#a$en#o
A e)pansão demográ$ica e o desenvolvimento tecnol(gico tra!em como conseqüncia imediata o au-
mento de consumo de água e a ampliação constante do volume de águas residuárias não reaproveitáveis
que, quando não condicionadas de modo adequado, acabam poluindo as áreas receptoras causando
desequilíbrios ecol(gicos e destruindo os recursos naturais da região atingida ou mesmo di$icultando o
aproveitamento desses recursos naturais pelo homem. 'ssas águas, con#untamente com as de escoamento
super$icial e de possíveis drenagens subterr&neas, $ormarão as va!ões de esgotamento ou simplesmente
esgotos.
*endo assim, de acordo com a sua origem, os esgotos podem ser classi$icados tecnicamente da seguinte
$orma1
- esgoto sanitário ou dom"stico ou comum2
- esgoto industrial2
- esgoto pluvial.
3enomina-se de esgoto sanitário toda a va!ão esgotável originada do desempenho das atividades do-
m"sticas, tais como lavagem de piso e de roupas, consumo em pias de co!inha e esgotamento de peças
sanitá-rias, como por e)emplo, lavat(rios, bacias sanitárias e ralos de chuveiro.
% chamado esgoto industrial " aquele gerado atrav"s das atividades industriais, salientando-se que uma
unidade $abril onde se#a consumida água no processamento de sua produção, gera um tipo de esgoto com
características inerentes ao tipo de atividade 4esgoto industrial5 e uma va!ão tipicamente de esgoto
dom"stico originada nas unidades sanitárias 4pias, bacias, lavat(rios, etc5.
% esgoto pluvial tem a sua va!ão gerada a partir da coleta de águas de escoamento super$icial origina-da
das chuvas e, em alguns casos, lavagem das ruas e de drenos subterr&neos ou de outro tipo de precipitação
atmos$"rica.
1.%. Sis#e$as de Es!o#os
1.3.1. Definições
,ara que se#am esgotadas com rapide! e segurança as águas residuárias indese#áveis, $a!-se necessário a
construção de um con#unto estrutural que compreende canali!ações coletoras $uncionando por gravidade,
unidades de tratamento e de recalque quando imprescindíveis, obras de transporte e de lançamento $inal,
al"m de uma s"rie de (rgãos acess(rios indispensáveis para que o sistema $uncione e se#a operado com
e$icincia. 'sse con#unto de obras para coletar, transportar, tratar e dar o destino $inal adequado -s va!ões
de esgotos, compõem o que se denomina de *istema de 'sgotos.
% con#unto de condutos e obras destinados a coletar e transportar as va!ões para um determinado local
de convergncia dessas va!ões " denominado de 6ede 7oletora de 'sgotos. ,ortanto, por de$inição, a
rede coletora " apenas uma componente do sistema de esgotamento.
1.3.2. Evolução dos Sistemas de Esgotamento
%s primeiros sistemas de esgotamento e)ecutados pelo homem tinham como ob#etivo proteg-lo das
va!ões pluviais, devendo-se isto, principalmente, - ine)istncia de redes regulares de distribuição de água
potá-vel encanada e de peças sanitárias com descargas hídricas, $a!endo com que não houvesse, a
primeira vista, va!ões de esgotos tipicamente dom"sticos. ,or"m, como as cidades tendiam a se
desenvolver -s margens de vias $luviais, por causa da necessidade da água como subst&ncia vital,
principalmente para beber, com o passar do tempo os rios se tornavam tão poluídos com esgoto e o li)o,
que os moradores tinham que se mudar para outro lugar. 'ste padrão universal $oi seguido pelos humanos
por muitos e muitos s"culos.
,oucas $oram as e)ceções a esse padrão. *ítios escavados em 8ohen#o-3aro, no vale da 9ndia, e em
:arappa, no ,un#ab, indicam a e)istncia de ruas alinhadas, pavimentadas e drenadas com esgotos
canali!ados em galerias subter&neas de ti#olos argamassados a, pelo menos ;< centímetros abai)o do nível
da rua. =as resi-dncias constatou-se a e)istncia de banheiros com esgotos canali!ados em manilhas
cer&micas re#untadas com gesso. >sto a mais de ?<<< a. 7.
=o 'gito, no 8"dio >mp"rio 4@A<<-AB<< a. 7.5, em Cahum, uma cidade arquitetonicamente plane#ada,
construíram-se nas partes centrais, galerias em pedras de mármore para drenagem urbana de águas
super$iciais, assim como em Del-el-Amarma, onde at" algumas moradias mais modestas dispunham de
banheiros. 'm Dr(ia regulamentava-se o destino dos de#etos, sendo que a cidade contava com um
desenvolvido sistemas de esgotos. ' Cnossos, em 7reta, a mais de A<<< a. 7., contava com e)celentes
instalações hidro-sanirtárias, notadamente nos palácios e edi$ícios reais. =a Am"rica do *ul os incas e
vi!inhos de língua quíchua, desenvolveram adian-tados conhecimentos em engenharia sanitária como
atestam ruínas de sistemas de esgoto e drenagem de áreas encharcadas, em suas cidades.
:istoricamente " observado que as civili!ações primitivas não se destacaram por práticas higinicas
individuais por ra!ões absolutamente sanitárias e sim, muito $reqüentemente, por religiosidade, de modo a
se apresentarem limpos e puros aos olhos dos deuses de modo a não serem castigados com doenças. %s
primeiros indícios de tratamento cientí$ico do assunto, ou se#a, de que as doenças não eram
e)clusivamente castigos divi-nos, começaram a aparecer na Er"cia, por volta dos anos ;<< a. 7.,
particularmente a partir do trabalho de 'mp"docles de Agrigenco 4FG@-F?@ A75, que construiu obras de
drenagem das águas estagnadas de dois rios, em *elenute, na *icília, visando combater uma epidemia de
malária.
=o livro hipocrático Ares, Águas e Lugares 4A5, um te)to m"dico por e)celncia, consideravam-se insalu-
bres planícies encharcadas e regiões pantanosas, sugerindo a construção de casas em áreas elevadas,
ensolara-das e com ventilação saudável. *aliente-se que nas cidades gregas havia os administradores
p0blicos, os astí-nomos, responsáveis pelos serviços de abastecimento de água e de esgotamentos urbanos
como, por e)emplo, a manutenção e a limpe!a dos condutos. =as cidades romanas do período
republicano esta gerncia era desempe-nhada pelos censores e no imperial, a partir de Augusto 4H? A7-AF
375, pelos !eladores e atendentes. A pres-tação destes serviços, no entanto, eram prioridade das áreas
nobres das cidades gregas e principalmente das romanas, onde os moradores tinham de pagar pelo uso do
serviço.
É importante citar que uma obra como a cloaca má)ima, destinada ao esgotamento subterr&neo de á-guas
estagnadas dos p"s da colina do 7apit(lio at" o Dibre, ainda ho#e em operação, $oi concluída no governo
de Darquínio ,risco. 'm 3e Arquitetura, Iitr0vio 4B<-@; a. 75 #usti$icava a import&ncia de se construírem
as cidades em áreas livres de águas estagnadas e onde a drenagem das edi$icações $ossem $acilitadas.
6elatos de Jose$os 4?B-GH d. 75 sobre o %riente 8"dio, descrevem elogios ao sistema de drenagem em
7esar"ia, construído por :erodes 4B?-F a. 75. Já 'strabão surpreendeu-se negativamente com a
construção de galerias a c"u aberto em =ova 'smirna.
*istemas de drenagens construídos em concreto com aglomerantes naturais tamb"m e)istiram nas ci-
dades antigas como /abil+nia, Jerusal"m e /i!&ncio, por"m por sua insu$icincia quantitativa, estas
cidades tornaram-se notáveis por seus peculiares e o$ensivos odores.
A partir de FBH da era cristã., com a queda do >mp"rio 6omano, iniciou-se o período medieval, que du-
raria cerca de um milnio, e desgraçadamente para o %cidente, caracteri!ou-se por uma $usão de culturas
clás-sicas, bárbaras e ensinamentos cristãos, centrali!ado em 7onstatinopla. Erande parte dos
conhecimentos cientí-$icos $oram deslocados pelos cientistas em $uga, para o mundo árabe, notadamente
a ,"rsia, dando início na 'uropa, a uma substituição deste conhecimento por uma cultura a base de
superstições, gerando a ho#e denomi-nada >dade das Drevas 4;<<-A<<< d. 7.5. 7omo a n$ase de que as
doenças eram castigos divinos -s impure!as espirituais humanas e seus tratamentos eram resolvidos com
procedimentos místicos ou orações e penitncias, as práticas sanitárias urbanas so$reram, se não um
retrocesso, pelo menos uma estagnação.
=este período, no %cidente, como o conhecimento cientí$ico restringiu-se ao interior dos mosteiros, as
instalações sanitárias como encanamentos de água e esgotamentos canali!ados, $icaram por conta da
iniciativa eclesiástica. 7omo e)emplos desta a$irmativa, pode-se citar que enquanto no s"culo >K, a
cidade do 7airo, no 'gito, #á dispunha de um ser-viço p0blico de adução de água encanada, s( em A?A<
os $ranciscanos concordaram em que habitantes da cida-de de *outhampton utili!assem a água e)cedente
de um convento que tinha um sistema pr(prio de abastecimen-to de água desde A@G<.
=a >dade 8"dia, nas cidades as pessoas construíram casas permanentes e esgoto, li)o e re$ugos em ge-ral
eram depositados nas ruas. Luando as pilhas $icaram altas, e o mau odor tornava-se insuportável, a su#eira
era retirada com a tili!ação de pás e veículos de tração animal. 'sta condição prevaleceu at" o $inal do
s"culo KI>>>, principalmente nas ciddes menores.
A iniciativa de pavimentação das ruas nas cidades europ"ias, com a $inalidade de mant-las limpas e
alinhadas, a partir do $inal do s"culo K>>, e)emplos de ,aris 4AAM;5, ,raga 4A??A5, =uremberg 4A?HM5 e
/asil"ia 4A?MB5, tornou-se o marco inicial da retomada da construção de sistemas de drenagem p0blica
das águas de escoamento super$icial e o encanamento subterr&neo de águas servidas, estas inicialmente
para $ossas dom"sti-cas e, posteriormente, para os canais pluviais. As primeiras leis p0blicas notáveis de
instalação, controle e uso destes serviços tm origem a partir do s"culo K>I.
'm termos de saneamento o período hist(rico dos s"culos KI> e KI>>> " considerado de transição. A
partir do s"culo KI>, #á no 6enascimento, com a crescente poluição dos mananciais de água o maior
problema era o destino dos esgotos e do li)o urbanos. =o s"culo seguinte, o abastecimento de água
urbano teve radical desenvolvimento, pois se passou a empregar bombeamentos com máquinas movidas a
vapor e tubos de $erro $undido para recalques de água, notadamente a partir da Alemanha, procedimentos
que viriam a se generali!ar no s"culo seguinte, #untamente com a $ormação de empresas $ornecedoras de
água.
%s estudos de John *noN 4AMA?-AM;M5, o movimento iluminista, a revolução industrial e as mudanças
agrárias provocaram alterações revolucionárias no $inal do s"culo KI>>>, com pro$undas alterações na
vida das cidades e, conseqüentemente, nas instalações sanitárias. 6uas estreitas e sinuosas $oram
alargadas e alinhadas, pavimentadas, iluminadas e drenadas, tanto na >nglaterra como no continente.
% aparecimento da água encanada e das peças sanitárias com descarga hídrica, $i!eram com que a á-gua
passasse a servir com uma nova $inalidade1 a$astar propositadamente de#etos e outras impure!as indese#á-
veis ao ambiente de vivncia. A sistemática de carreamento de re$ugos e de#etos dom"sticos com o uso da
água, embora $osse conhecido desde o s"culo KI>, quando John :arrington 4A;HA-AHA@5 instalou a
primeira latrina no palácio da 6ainha >sabel, sua disseminação s( veio a partir de ABBM, quando Joseph
/ramah 4ABFM-AMAF5 inventou a bacia sanitária com descarga hídrica, inicialmente empregada em
hospitais e moradias nobres. A generali!ação dos sistemas de distribuição de água e as descargas hídricas
para evacuar o esgoto, provocaram a saturação do solo, contaminando as ruas e o lençol $reático. A
e)travasão para os leitos das ruas criou, tamb"m, constrangimentos do ponto de vista est"ticos, levando a
necessidade de criação de esquemas para limpe!a das vias p0blicas das cidades grandes.
8uitas cidades como ,aris, Oondres e /altimore tentaram o emprego de $ossas individuais com resul-
tados desastrosos, pois as mesmas, com manutenção inadequada, se tornaram $ontes de geração de
doenças. 6aramente eram limpas e seu conte0do se in$iltrava pelo solo, saturando grandes áreas do
terreno e poluindo $ontes e poços usados para o suprimento de água. As $ossas, portanto, tornaram-se um
problema de sa0de p0bli-ca.
Al"m disso, era ilusoriamente $ácil eliminar a água de esgoto, permitindo-a alcançar os canais de esgo-
tamento e)istentes sob muitas cidades. 7omo esses canais de esgotamento se destinavam a carrear água
de chuva, a generali!ação dessa prática levou os rios de cidades maiores trans$ormarem-se em esgotos a
c"u aber-to, um dos maiores desa$ios en$rentados pelos re$ormadores sanitários do s"culo K>K.
,aralelamente começava a se concreti!ar a id"ia de serem organismos microsc(picos como possível causa
das doenças transmissíveis. =o início do s"culo K>K havia na Erã-/retanha várias cidades consideradas
de grande porte, mas elas pareciam tão incapa!es como suas predecessoras de evitar as contrastantes
ondas de mortes por doenças e epidemias, que ainda eram o preço inevitável da vida urbana. Apesar das
consideráveis melhorias e)ecutadas nos esgotos londrinos no s"culo anterior, as galerias continuavam
despe#ando seus bacilos no rio D&misa, contaminando a principal $onte de água potável da capital.
Ao mesmo tempo, a melhoria das condições de transporte, provocou um e$eito colateral assustador1 as
epidemias se espalhavam com muito maior rapide! e produ!indo um alcance de vítimas muito mais
devastador, como a de c(lera 4AM?A-AM?@5. % governo brit&nico assustou-se com a intensidade de mortes
e as autoridades perceberam uma clara cone)ão entre a su#eira e a doença nas cidades.
As d"cadas de AM?< e AMF< podem ser destacadas como as mais importantes na hist(ria cientí$ica da
'ngenharia *anitária. A epidemia de c(lera de AM?AP?@ despertou concretamente para os ingleses a
preocupa-ção com o saneamento das cidades, pois evidenciou que a doença era mais intensa em áreas
urbanas carentes de saneamento e$etivo, ou se#a, em áreas mais poluídas por e)crementos e li)o, al"m de
mostrar que as doenças não se limitavam -s classes mais bai)as. 'm seu $amoso 6elat(rio 4AMF@5,
7hadNicQ 4AM<<-AMG<5 #á a$irmava que as medidas preventivas como drenagem e limpe!a das casas,
atrav"s de um suprimento de água e de esgo-tamento e$etivos, paralelo a uma limpe!a de todos os re$ugos
nocivos das cidades, eram operações que deveriam ser resolvidas com os recursos da 'ngenharia 7ivil e
não no serviço m"dico.
A evolução dos conhecimentos cientí$icos, principalmente na área de sa0de p0blica, tornaram impres-
cindível a necessidade de canali!ar as va!ões de esgoto de origem dom"stica. %s re$ormadores e os
engenheiros hidráulicos 4AMF@5 propuseram, então, a re$orma radical do sistema sanitário, separando
rigorosamente a água potável da água servida1 os esgotos abertos seriam substituídos por encanamentos
subterr&neos, $eitos de cer&-mica durável.
Runcionários da pre$eitura de ,aris #á haviam começado a pro#etar esgotos no começo do s"culo K>K para
pro-teger seus cidadãos de c(lera. A solução indicada $oi canali!ar obrigatoriamente os e$luentes
dom"sticos e in-dustriais para as galerias de águas pluviais e)istentes, originando, assim, o denominado
*istema Snitário de 'sgotos, onde todas os esgotos eram reunidos em uma s( canali!ação e lançados nos
rios e lagos receptores.
=o início do s"culo K>K, a construção dos sistemas unitários propagou-se pelas principais cidades do
mundo na "poca, entre elas, Oondres, ,aris, Amsterdam, :amburgo, Iiena, 7hicago, /uenos Aires, etc.
=o realidade m"todos de disposição de esgoto não melhoraram at" os anos AMF< quando o primeiro
esgoto moderno $oi cons-truído em :amburgo, Alemanha. 'ra moderno no sentido de que $oram
conectadas ligações individuais das casas a um sistema coletor p0blico de esgotos. % sistema
caracteri!ou-se tamb"m porque os trechos coletores iniciais de esgotos sanitários eram separados das
galerias de esgotos pluviais.
'pidemias de c(lera que assolaram a >nglaterra e outros países europeus at" os anos AM;<. '$etivamente
Oon-dres s( teve um sistema de esgotos considerado e$iceinte a partir de AM;G. =o entanto, a evolução
tecnol(gica nas nações mais adiantadas, como a >nglaterra por e)emplo, e a necessidade do interc&mbio
comercial, $orça-vam a instalação de medidas sanitárias e$icientes por todos o planeta, pois a proli$eração
de pestes e doenças contagiosas em cidades desprovidas dessas iniciativas propiciavam, logicamente, aos
seus visitantes os mesmos riscos de contaminação, gerando insegurança e implicando, portanto, que os
navios comerciais da "poca evitas-sem a ancoragem em seus portos, temendo contaminação da tripulação
e, conseqüentemente, causando pre#uí-!os constantes -s nações mais pobres e dependentes do com"rcio
internacional. =o /rasil relacionavam-se nesta situação, notadamente os portos do 6io de Janeiro e
*antos.
,or"m nas cidades situadas em regiões tropicais e equatoriais, com índice pluviom"trico muito superior
4cinco a seis ve!es maiores que a m"dia europ"ia, por e)emplo5 a adoção de sistemas unitários tornou-se
inviável devido ao elevado custo das obras, pois a construção das avanta#adas galerias transportadoras das
va!ões má)imas contrapunham-se -s des$avoráveis condições econ+micas características dos países
situados nestas $ai)as do globo terrestre.
Roram então, contratados os ingleses pelo imperador 3. ,edro >> 4AM@;-AMGA5, para elaborarem e
implantarem sistemas de esgotamento para o 6io de Janeiro e *ão ,aulo, na "poca, as principais cidades
brasileiras. Ao estu-darem a situação os pro#etistas depararam-se com situações peculiares e di$erentes das
encontradas na 'uropa, principalmente as condições climáticas 4clima tropical5 e a urbani!ação 4lotes
grandes e ruas largas5.
Ap(s criteriosos estudos e #usti$icativas $oi adotado na ocasião, um in"dito sistema no qual eram
coletadas e condu!idas -s galerias, al"m das águas residuárias dom"sticas, apenas as va!ões pluviais
provenientes das áreas pavimentadas interiores aos lotes 4telhados, pátios, etc5. 7riava-se, então, o
*istema *eparador ,arcial, cu#o ob#etivo básico era redu!ir os custos de implantação e,
conseqüentemente, as tari$as a serem pagas pelos usuá-rios.
=os 'stados Snidos inicialmente muitos sistemas de esgotos $oram construída em cidades pequenas e
$inancia-dos por $undos criados pela pr(pria população local. 3etalhes destes pro#etos pioneiros de
sistema de esgoto são geralmente desconhecidos por causa da $alta de registros precisos. A concepção
inicial de sistemas de esgoto criados na Am"rica " creditada a Julius T. Adams que pro#etou os esgotos
em /rooQlUn, =ova >orque 4AM;B5.
A preocupação com os problemas de sa0de p0blica na Am"rica do =orte cresceu com o surgimento da
epidemia de $ebre amarela em 8emphis, Dennessee 4AMB?5. =este ano $oram mais de @.<<< mortes
causadas pela doença e, cinco anos depois, #á se contabili!avam cerca de ;A;<. 'stas epidemias $oram
responsáveis pela $ormação do 3epartamento de *a0de =acional, o precursor do *erviço de *a0de
,0blica =orte-Americano.
Rinalmente o engenheiro Eeorge Taring 4A;5 $oi contratado para pro#etar um sistema de esgotos para a
cidade de 8emphis, região onde predominava uma economia rural e relativamente pobre, praticamente
incapa! de custear a implantação de um sistema convencional - "poca. Taring, diante da situação e
contra a opinião dos sanitaristas de então, pro#etou em sistema e)clusivamente para coleta e remoção das
águas residuárias dom"sti-cas, e)cluindo, portanto, as va!ões pluviais no cálculo dos condutos. 3epois do
controle da epidemia e constru-ção de um sistema de esgoto sanitário em 8emphis 4AMMG5, as maiores
cidades americanas estavam com linhas de esgoto em $uncionamento.
7om a implantação do pro#eto de esgoto sanitário de 8emphis estava criado então o *istema *eparador
Absoluto 4AMBG5, cu#a característica principal " ser constituído de uma rede coletora de esgotos sanitários
e uma outra e)clusiva para águas pluviais. 6apidamente o sistema separador absoluto $oi di$undindo-se
pelo resto do mundo a partir das id"ias de Taring e de suas publicações e tamb"m de um outro $amoso
de$ensor do novo sistema, seu contempor&neo, 'ngenheiro 7adU *taleU.
=o /rasil destacou-se na divulgação do novo sistema, *aturnino /rito 4AMHF-AG@G5,
cu#os estudos, trabalhos e sistemas re$ormados pelo mesmo, $i!eram com que, a partir
de AGA@, o separador absoluto passasse a ser adota-do obrigatoriamente no país.

1.3.3. Cronologia dos Sistemas de Esgotos
A seguir está relacionada uma s"rie de datas com registros de acontecimentos marcantes na hist(ria da
evolução dos sistemas de esgotamento na civili!ação ocidental.
F<<< A7 - 8esopot&mia1 início de construções de sistemas de irrigação.
?B;< A7 - 9ndia1 construção de galerias de esgotos pluviais em =ipur.
?B;< A7 - /abil+nia1 construção de galerias de esgotos pluviais.
?A<< A7 - Iários pontos1 surgimento de manilhas cer&micas.
?<<< A7 - :arada e 8ohen#odaro, ,aQistão1 muitas casas com banheiros abastecidos atrav"s de tubos
cer&micos e condutos em alvenaria de ti#olos para condução de águas super$iciais.
@B;< A7 - 9ndia1 início dos sistemas de drenagem subterr&nea no vale dos hindus.
@<<< A7 - 7reta1 empregado no ,alácio de 8inos, em Cnossos, manilhas cer&micas de ponta e bolsa com
cerca de <,B<m de comprimento.
AB<< A7 - 7reta1 instalada a primeira banheira no palácio de Cnossos, por 3"dalus.
;AF A7 - 6oma1 construção de uma galeria com BF<m de e)tensão e di&metro equivalente de at" F,?<m,
de pedras arrumadas, denominada de cloaca má)ima, por Darquínio ,risco, o Ielho 4c. ;M<-;AF A75.
;<< A7 - 6oma1 construção de galerias au)iliares a principal, em condutos de barro, por Darquínio, o
soberbo 4;F<-;<G5.
@H< A7 - Atenas1 criação da bomba para$uso, por Arquimedes 4@MB- @A@ A75.
@<< A7 - Atenas1 criação da bomba de pistão, por 7tesibius 4@<5.
?@ A7 - 6oma1 Agripa 4H?-A@ A75 ordenou a limpe!a das galerias e)istentes e criou novas de at" ?m de
largura por FQm de e)tensão.
A@?B 37 - Oondres1 surgimento da água encanada com o emprego de canos de chumbo.
A?B< 37 - ,aris1 construída a primeira galeria com cobertura abobadada.
A;<< 37 - Alemanha1 uso obrigat(rio de $ossas nas residncias.
AH;< 37 - Eloucester1 instalação de latrinas municipais.
AHM< 37 - Oondres1 início do emprego de água para limpe!a de privadas.
AHMG 37 - ,aris1 3enis ,apin 4AHFB-ABA@5 inventa a bomba centrí$uga.
ABBM 37 - Oondres1 Joseph /ramah 4A@5 inventa a bacia sanitária com descarga hídrica.
ABM; 37 - Oondres1 James *impson introdu! no mercado os tubos de ponta e bolsa.
AM<F 37 - >nglaterra1 emprego de tubos de $erro $undido.
AM<; 37 - Oich$ield1 substituição de canos de chumbo por de $erro $undido.
AM<M 37 - Oondres1 substituição de estruturas de madeira por canos de $erro $undido. >dem
3ublin 4AM<G5, Rilad"l$ia 4AMAB5, Eloucester 4AM@H5, etc
AMA; 37 - >nglaterra1 autori!ado o lançamento de e$luentes dom"sticos nas galerias pluviais.
AM@B 37 - Oondres1 uso compuls(rio de tubos de $erro $undido.
AM?< 37 - Oondres1 permissão para lançamento de esgotos dom"sticos no rio D&misa 4o que seria pro-
ibido em AMBH5.
AMF@ 37 - :amburgo, Alemanha1 iniciada a implantação de um sistema pro#etado de esgotos de acor-do
com as teorias modernas.
AMFB 37 - Oondres1 lançamento compuls(rio das águas dom"sticas nas galerias pluviais.
AMFM 37 - Oondres1 promulgação na >nglaterra de leis de saneamento e sa0de p0blica.
AM;; 37 - 6io de Janeiro1 contratação dos ingleses para criar sistemas de esgotamento para as cidades do
6io e *ão ,aulo.
AM;B 37 - 6io de Janeiro1 inauguração do sistema de esgotos 4separador parcial5 da cidade, tornando-se
uma das primeiras cidades do mundo dotada de rede coletora de esgotos.
AM;B 37 - =ova >orque1 inauguração do sistema de esgotos da cidade.
AMB? 37 - 6eci$e1 iniciada a construção da primeira rede coletora de esgotos sanitários desta capital.
AMBH 37 - *ão ,aulo1 inaugurado o primeiro sistema coletor de esgotos 4separador parcial5 da cidade.
AMBG 37 - 8emphis, 'SA1 criação do *istema *eparador Absoluto por Eeorge Taring 4 V -AMGM5.
AMMG 37 - >rlanda1 apresentada pelo autor a e)pressão de 8anning.
AMG@ 37 - 7ampinas1 e)ecução da rede coletora desta cidade.
AMGB 37 - /. :ori!onte1 inauguração da cidade com água e esgotos pro#etados por *aturnino de /rito.
AG<< 37 - Wustria1 início da produção de tubos de cimento-amianto por OudNing :astscher.
AG<< 37 - *ão ,aulo1 *aturnino de /rito inventou o tanque $lu)ível.
AG<B 37 - *ão ,aulo1 *aturnino de /rito iniciou as obras de esgotos e drenagem da cidade de *antos.
AGA@ 37 - /rasil1 adoção do sistema separador absoluto.
AG@< 37 - *ão ,aulo1 invenção do tubo de $erro $undido centri$ugado por 3e Oavaud.
AG@M 37 - *ão ,aulo1 construção da estação de tratamento de esgotos de *anto Xngelo
AG;? 37 - >nglaterra1 iniciada a $abricação de tubos de ,I7.
AGH@ 37 - 7ampina Erande1 $undação da primeira empresa p0blica nacional de saneamento 4*A='-*A5.
AGHM 37 - /rasília1 criação do ,OA=A*A - ,lano =acional de *aneamento 4@5.
AGHM 37 - *ão ,aulo1 criação da 7'D'*/ - 7ompanhia de Decnologia e *aneamento Ambiental 4?5.
%bservando esta s"rie de acontecimentos conclui-se que na Antigüidade as preocupações voltavam-se
para obras de esgotamento pluvial. >sto #usti$icado pela ine)istncia de peças sanitárias com descarga
hídrica e pela ignor&ncia dos povos sobre a periculosidade dos resíduos dom"sticos.
Ieri$ica-se tamb"m que durante a >dade 8"dia não há registros da evolução na área de saneamento, sendo
esta situação decorrente dos acontecimentos que caracteri!am este período da :ist(ria.
% surgimento da água encanada e a disseminação do uso de peças sanitárias com descarga hídrica, aliados
ao desenvolvimento cientí$ico e tecnol(gico da humanidade ap(s o 6enascimento, $i!eram com que o
homem tomasse conscincia da necessidade de criar sistemas e$ica!es de saneamento onde se garantisse o
abas-tecimento da água potável e recolhimento das águas residuárias e dá-lhe condições $avoráveis de
reciclagem na nature!a.
1.3.. Com!aração entre os Sistemas
A evolução dos sistemas de esgotamento deu origem a dois tipos com características bem distintas,
principalmente do ponto de vista da quantidade e qualidade das va!ões transportadas, o *istema Snitário
e o *eparador Absoluto, sendo este 0ltimo o mais empregado nos tempos contempor&neos. ,ara melhor
entender esta pre$erncia pode-se elaborar uma s"rie de comparações como as relacionadas a seguir1
a" Desvantagens do Sistema #nit$rio
• A. di$iculta o controle da poluição a #usante onerando o tratamento, em virtude dos grandes
volumes de esgotos coletados e transportados em "pocas de cheias e, conseqüentemente, o alto
grau de diluição em contraste com as pequenas va!ões escoadas nos períodos de estiagem,
acarretando problemas hidráuli-cos nos condutos e encarecen do a manutenção do sistema2
• e)ige altos investimentos iniciais na construção de grandes galerias necessárias ao transporte das
va-!ões má)imas do pro#eto2
• tem $uncionamento precário em ruas sem pavimentação, principalmente de pequenas
declividades lon-gitudinais, em $unção da sedimentação interna de material oriundos dos leitos
das vias p0blicas2
• implicam em construções mais di$íceis e demoradas em conseqüncia das suas dimensões,
criando maiores di$iculdades $ísicas e no cotidiano da população da área atingida.
%" &antagens do Sistema Se!arador A%soluto
• permite a implantação independente dos sistemas 4pluvial e sanitário5 possibilitando a
construção por etapas e em separado de ambos, inclusive desobrigando a construção de galerias
pluviais em maior n0mero de ruas2
• permite a instalação de coletores de esgotos sanitários em vias sem pavimentação, pois esta
situação não inter$ere na qualidade dos esgotos sanitários coletados2
• permite a utili!ação de peças pr"-moldadas denominadas de tubos, na e)ecução das canali!ações
devi-da a redução nas dimensões necessárias ao escoamento das va!ões, redu!indo custos e
pra!os na im-plantação dos sistemas2
• acarreta maior $le)ibilidade para a disposição $inal das águas de origem pluvial, pois estes
e$luentes poderão ser lançados nos corpos receptores naturais da área 4c(rrego, rios, lagos, etc5
sem necessidade pr"via de tratamento o que acarreta redução das seções e da e)tensão das
galerias pluviais2
• redu! as dimensões das estações de tratamento $acilitando, conseqüentemente, a operação e
manuten-ção destas em $unção da const&ncia na qualidade e na quantidade das va!ões a serem
tratadas.
3iante destas circunst&ncias " quase inconcebível nos dias de ho#e, serem pro#etados sistemas unitários
de esgotamento. 'm vários países 4entre estes o /rasil5 " obrigat(rio o emprego do sistema separador
absoluto. Sm e)emplo de sistema unitário moderno " o da 7idade do 8")ico, onde praticamente toda a
água residuária gerada na área urbana " canali!ada para utili!ação em áreas agrícolas irrrigáveis.
1.&. Sis#e$as de Es!o#os Sani#'rios
1..1. Definição
3iante das diversas comparações não há como resistir a a$irmação de que a implantação de sistemas
separados para águas residuárias e para va!ões pluviais se#a mais vanta#osa, tanto para pequenas
comunidades como em grandes centros urbanos.
3esse modo torna-se imperativo que o estudo de pro#etos de esgotamento sanitário levem a concepções
distintas das do esgotamento pluvial e, conseqüentemente, ao desenvolvimento de teorias em separado,
dentro de um macro-estudo que envolva todas as propostas de saneamento básico de uma comunidade.
>denti$icada a separação t"cnica pode-se a$irmar que o con#unto de condutos e obras destinadas a coletar,
transportar e dar destino $inal adequado as va!ões de esgoto sanitário denomina-se de *istema de 'sgotos
*anitários. >sto " o que será e)posto ao longo desta publicação, a partir deste ponto, com n$ase para o
dimensionamento dos componentes das redes coletoras convencionais.
1..2. '%(etivos
A implantação dos serviços de *aneamento /ásico, em $unção da sua import&ncia, tem de ser tratada
como prioridade sob quaisquer aspectos na in$ra-estrutura p0blica das comunidades, considerando-se que
o bom $uncionamento desses serviços implica em uma e)istncia com mais dignidade para a população
usuária, pois melhora as condições de higiene, segurança e con$orto dos usuários, acarretando assim
maior $orça produtiva em todos os níveis da mesma. =este conte)to, pode-se assegurar que a implantação
de um sistema de esgotos sanitários, bem como sua correta operação, permite atingir os seguintes
ob#etivos1
a5 %b#etivos *anitários
• coleta e remoção rápida e segura das águas residuárias2
• eliminação da poluição e contaminação de áreas a #usante do lançamento $inal2
• disposição sanitária dos e$luentes, devolvendo-os ao ambiente em condições de reuso2
• redução ou eliminação de doenças de transmissão atrav"s da água, aumentando a vida m"dia dos
habitantes.
b5 %b#etivos *ociais
• controle da est"tica do ambiente, evitando lamaçais e surgimento de odores desagradáveis2
• melhoria das condições de con$orto e bem estar da população2
• utili!ação das áreas de la!er tais como parques, rios, lagos, etc, $acilitando, por e)emplo, as
práticas esportivas.
c5 %b#etivos 'con+micos
• melhoria da produtividade tendo em vista uma vida mais saudável para os cidadãos e menor
n0mero de horas perdidas com recuperação de en$ermidades2
• preservação dos recursos naturais, valori!ando as propriedades e promovendo o
desenvolvimento industrial e comercial2
redução de gastos p0blicos com campanhas de
1..3. Situação no )rasil
1..3.1. *eren+iamento
=os anos setenta, no /rasil, como no resto na Am"rica Oatina em geral, o estado seguiu sendo
praticamente a 0nica inst&ncia de liberação de recursos e $inanciamento de programas de sa0de e
saneamento, embora não alcançasse a meta de AY do ,=/ previsto para o $inal da d"cada, como previsto
no ,OA=A*A. A despeito da aparente evolução da qualidade de vida dos brasileiros na "poca, não havia
uma política de promoção de espaços onde se e)pressassem as variedades de interesses e perspectivas dos
diversos $atores sociais e a de$inição dos rumos a seguir, $icando na dependncia de ações de políticos
nem sempre com conhecimentos adequados no assunto, a reali!ação dos pro#etos elaborados.
A partir dos anos oitenta, com a internacionali!ação do capital, do trabalho e do mercado, somadas as
mudanças no ei)o político com a passagem de regimes de nature!a autoritária para governos eleitos pelo
voto direto, acelerou-se a deterioração dos modelos de desenvolvimento em voga na região e, a partir do
Eoverno Rigueiredo, os governantes passaram a se limitar a administração da crise continuamente,
desaparecendo o estado como orientador das políticas sociais, sem uma preocupação clara com as
conseqüncias sociais desta mudança, resultando numa conta social muito pesada e de tristes
conseqüncias .
Apesar da ausncia de dados mais precisos " possível comprovar as di$erentes e)pectativas de vida entre
as diversas classes sociais no /rasil. % aumento de en$ermidades anteriormente em declínio, tais como
malária e tuberculose e o ressurgimento de outras consideradas e)tintas como, por e)emplo a c(lera e a
dengue, tm causado uma superposição de e$eitos negativos que resultam em uma evidente deterioração
social.
Srge pois, que o estado, ante o compromisso de igualdade entre cidadãos, possa promover ações que
gerem respostas sociais adequadas -s necessidades diversas, superando distorções provocadas pela atual
realidade mundial.
1..3.2. Situação Atual
*egundo a %rgani!ação ,an-americana de *a0de - %,*, a Am"rica Oatina 4apro)imadamente F;<
milhões de habitantes5 necessita investir cerca de S*Z @AH bilhões para resolver seus problemas de
saneamento básico. *omente para disposição dos resíduos dom"sticos serão necessários recursos da
ordem de S*Z M bilhões 4produção diária de @;< mil toneladas de li)o dom"stico sendo que atualmente,
apenas ?<Y destas são dispostas adequadamente5.
A di$ícil situação econ+mica que o país vem suportando nos 0ltimos anos, aliada a uma política
governamental de descompromisso pela organi!ação de programas para o setor de saneamento, $i!eram
com que os recursos para investimento em sistemas de esgotamento sanitário $ossem insu$icientes para
acompanhar o crescimento da população.
'nquanto a população crescia o atendimento com os serviços de esgotamento nunca chegou a crescer o
su$iciente para diminuir o n0mero de brasileiros sem este bene$ício no mesmo período, $a!endo com que
o d"$icit aumentasse a cada ano. :o#e se tem menos de um terço da população brasileira atendida com
sistemas de esgotos sanitários e, como complicador, vários destes sistemas sendo operados
inadequadamente.
%utra observação que pode ser $eita " o desequilíbrio regional entre os bene$iciados com sistemas de
esgotos sanitários. ,or e)emplo, enquanto no sudeste tem-se ;MY da população bene$iciada na 6egião
=orte este índice cai para menos de @,;Y com ligações de esgotos sanitários.

1.(. E)erc*cios
• Definir
- *aneamento /ásico2
- *istema Snitário de 'sgotamento2
- *istema *eparador Absoluto.
- *istema de 'sgotos *anitários2
- %b#etivos *anitários, 'con+micos e *ociais.
• 7lassi$icar os tipos de águas esgotáveis de acordo com a origem.
• 3escrever as conseqüncias sanitárias do aparecimento da água encanada e dos aparelhos com
descarga hídrica.
• Luais as principais di$iculdades para implantação de sistemas unitários de esgotamentoV
• Lue ra!ões levaram 3.,edro >> a contratar os ingleses para pro#etarem e construírem sistemas de
esgotamento em cidades brasileiras V
• Lue ra!ões incentivaram Eeorge Taring a criar o *istema *eparador AbsolutoV
• 'm que situações poder-se-iam pro#etar sistemas unitários em detrimento do separador absolutoV
• É possível que e$luentes pluviais necessitem de tratamentoV Justi$icar.
• Ra!er um [comentário hist(rico[ #usti$icando a lacuna de A@<< anos sem datas notáveis em *a-
neamento na [era cristã[.
• ,esquisar o signi$icado de1
- conduto, canal e canali!ação2
- tubo e tubulação2
- cano e manilha.
- mol"stias endmicas e epidmicas2
- poluição e contaminação2
- águas residuárias2
- recursos naturais2
- ligação de esgotos e economia 4em saneamento5.

+OTAS,
A. Ares, Wguas e Ougares 4em grego Aeron :idron Dopon5 $oi o priimeiro es$orço sistemático para apresentar as relações casuais entre $atores
do meio $ísico e doença. 'sse livro tornou-se um clássico da medicina por mais de dois mil anos, at" o surgimento da /acteriologia e da
>munologia. =ele pela primeira ve! $oram $eitas as de$inições de endemia e epidemia.
@. ,lano =acional de *aneamento - ,OA=A*A - programa que visava viabili!ar soluções adequadas com o ob#etivo especí$ico de redu!ir o
de$icit hist(rico do saneamento básico no país, com recursos $inanceiros oriundos do /=: e RA', a #uros de at" MY ao ano.
?. 7entro Decnol(gico de *aneamento /ásico - 7'D'*/, criado pelo 3ecreto ;<.<BG, de @F de #ulho de AGHM, integrado ao R'*/ 4Rundo
'stadual de *aneamento /ásico5, com o ob#etivo de reali!ar e)ames de laborat(rios, estudos, pesquisas, ensaios e treinamento de pessoal no
campo da engenharia sanitária. 6esolução da Assembl"ia Eeral ')traordinária dos acionistas da 7'D'*/, de AB de de!embro de AGBH, com
alteração da denominação da #á então denominada 7ompanhia 'stadual de Decnologia de *aneamento /ásico e de 3e$esa do 8eio
Ambiente, passando a se denominar 7ompanhia de Decnologia e *aneamento Ambiental, mantendo a sigla 7'D'*/, com ob#etivos e
atividades bem mais abrangentes na área de saneamento.
7A,>DSO% >>
2.1. Ti-os de Des-e.os
% uso da água nas suas mais diversas $ormas, independente do modo como a mesma tenha sido adqui-
rida, provoca, na maioria das ve!es, a origem de despe#os líquidos os quais, pelas mais diversas ra!ões,
tais como higinicas, est"ticas, etc, devem ser retirados do ambiente de consumo de água, a partir do
momento em que os mesmos não possuam mais condições de reutili!ação. 3e um modo geral, esses
despe#os são originados de atividades dom"sticas, comerciais ou industriais.
%s despe#os procedentes de áreas comerciais e residenciais apresentam-se com características seme-
lhantes se analisados isoladamente, tendo em vista que, em ambos os setores, o volume de água
consumida deve-se a e$etivação de atos de higieni!ação e acondicionamento de alimentos, resultando em
um líquido com resíduos essencialmente org&nicos. Decnicamente esses despe#os são denominados de
águas residuárias dom"s-ticas, esgotos dom"sticos ou esgotos sanitários.
As águas residuárias geradas em atividades industriais tm características pr(prias em $unção da mat"-ria-
prima, do processo de industriali!ação utili!ado e do produto industriali!ado. 'spera-se, por e)emplo, que
os esgotos de uma ind0stria de lacticínios tenham predomin&ncia acentuada de mat"ria org&nica em seu
meio, enquanto que os de uma metal0rgica caracteri!ar-se-ão pela presença de (leos minerais, cianetos,
compostos de cromo e outros metais pesados em sua composição.
3esta $orma, estabelecimentos industriais isolados, em geral, tm seus esgotos reunidos aos de origem
dom"stica ap(s serem acondicionados tanto biol(gica como química e $isicamente para que não se#am
a$etadas as características básicas das va!ões receptoras, e para que não tragam problemas de escoamento
a #usante da rede coletora. ,or essas ra!ões os distritos industriais ou grandes comple)os $abris
normalmente são dotados de sistemas de esgotamento pr(prios adequados a realidade individual ou
coletiva dessas unidades de trans$ormação.

*em a presença de o)ignio livre o esgoto entra em condições anaer(bias de decomposição, ou se#a, a
vida microsc(pica passa a ser desenvolvida consumindo o)ignio procedente da decomposição de
compostos o)igenados presentes na mistura, prevalecendo a presença de hidrocarbonetos simples,
aldeídos para$ínicos, ácidos carbo)ílicos, "steres, etc. A partir desse ponto o esgoto adquire uma aparncia
escura e libera continuamente gases de odor desagradável e o$ensivos a sa0de humana, passando a ser
denominado de esgoto s"ptico. É importante mencionar que gases inodoros tamb"m podem ser t()icos.
2.2. Co$-osição e Classificação dos Es!o#os Sani#'rios

%s esgotos sanitários tm em sua composição cerca de <,AY de material s(lido, compondo-se o restan-te
essencialmente de água. 'ssa parcela, numericamente tão pequena, ", no entanto, causadora dos mais
desa-gradáveis transtornos, pois a mesma possui em seu meio microrganismos, na maioria
unicelulares, con-sumidores de mat"ria org&nica e de o)ignio e, muito provavelmente, a ocorrncia de
patognicos - vida ani-mal em geral.
% esgoto dom"stico chega - rede coletora com o)ignio dissolvido, resultante parte da água que lhe deu
origem e parte inserido atrav"s de turbulncia normalmente ocorrida na sua $ormação, s(lidos em suspen-
são bem caracteri!ados e apresentando odores pr(prios do material que $oi misturado a água na origem.
7om a movimentação turbulenta atrav"s dos condutos de transporte a parte s(lida so$re desintegração
$ormando uma \va!ão líquida] de coloração cin!a-escura, com liberação de pequenas quantidades de
gases mal cheirosos, oriundos da atividade metab(lica dos microrganismos presentes em seu meio. =estas
condições o esgoto passa a ser denominado de esgoto velho.
% aumento da l&mina líquida nos condutos originado do acr"scimo das va!ões para #usante e da redução
das declividades, di$iculta a entrada do o)ignio atmos$"rico, enquanto que o o)ignio livre no meio
aquoso " consumido pelos microrganismos aer(bios. *e a capacidade de reaeração da massa líquida não
$or su$iciente para abastecimento das necessidades das bact"rias, a quantidade de o)ignio livre tende a
!ero, provocando o desaparecimento de toda a vida aquática aer(bia.

2.%. Presença /ac#eriol0!ica
2.3.1. 'rigem

A parcela da mat"ria org&nica presente nos esgotos sanitários " composta por um n0mero muito gran-de
de microrganismos vivos oriundos, principalmente, do intestino dos indivíduos que contribuíram para a
$ormação das va!ões esgotáveis. A quase totalidade desses microrganismos são essenciais ao metabolismo
in-terno dos alimentos que são ingeridos e são eliminados do interior do organismo quando se $a! uso de
bacias sanitárias ou mict(rios, por e)emplo. A massa líquida resultante da mistura das e)cretas humanas
com águas de descargas " denominada de águas negras ou águas imundas. 'ssas águas misturadas -s que
procedem das atividades de asseio, chamadas de águas servidas, $ormam o esgoto dom"stico.

3e um modo geral quando outras va!ões que não de origem estritamente dom"stica são reunidas pro-
positadamente a estas, são porque se apresentam com composição org&nica de nature!a qualitativa
similar, de modo que não alteram pre#udicialmente o $uncionamento do sistema de esgotamento para
#usante.

2.3.2. ,atog-ni+os

Dem-se uma id"ia quantitativa do n0mero de bact"rias presentes nos esgotos dom"sticos observando-se a
concentração de coli$ormes $ecais, 4ntero-bact"rias comuns aos animais de sangue quente5 que " da
ordem de A<
H
a A<
B
por cem mililitros 4medida apro)imada de um copo d^água5. 'ssas bact"rias não são
perigosas, mas sua presença em mananciais de água a-venta a possibilidade da presença de
microrganismos pre#udiciais a sa0de do homem, chamados de agentes patognicos, provenientes das
$e!es ou urina de portadores destes sem, no entanto, implicar em alguma propor-cionalidade num"rica
entre si. A eliminação de coli$ormes pelos indivíduos " constante, enquanto que a de patognicos " $unção
de que os mesmos este#am doentes ou simplesmente se#am portadoras do agente in$eccioso.

=o estudo da composição dos esgotos sanitários podem ser encontrados agentes provocadores de doen-
ças transmissíveis tipo c(lera, $ebres ti$(ides, disenterias, leptospirose, amebíase, ancilostomose,
shistosomose, etc, que dependendo do padrão de sa0de da região, podem ser con$iguradas como doenças
endmicas, que são en$ermidades comuns aos habitantes de um lugar ou de certos climas, ePou
epidmicas, que são males que ata-cam uma coletividade em uma determinada "poca, podendo repetir-se
posteriormente ou não, dependendo das providncias sanitárias adotadas durante e ap(s cessada a
epidemia.
=a busca de possíveis contaminações os principais indicadores de contaminação $ecal comumente
pesquisados " a quanti$icação dos coli$ormes totais 47D5 e os $ecais 47R5 e os estreptococos $ecais 4'R5,
sendo que os 7D, que são coli$ormes encontrados normalmente em águas poluídas, em $e!es de seres
humanos e de animais de sangue quente. =aturalmente estas bact"rias tamb"m são encontradas no solo e
#á $oram mais utili-!ados como indicadores de contaminação no passado, embora ho#e ainda se#am
trabalhadas.

%s 7R são um grupo de ntero-bact"rias originários do homem de outros animais de sangue quente e são
mais 0teis em análises, pois sobrevivem a temperaturas mais altas 4FF
o
75 que os totais 4?B
o
75. A
conhecida Es+.eri+.ia +oli " uma componente dos 7R. %s 'R são variedades ntero-intestinais do homem
4esp"cie pre-dominante1 Stre!to+o+us fae+alis5 e de outros animais. :istoricamente a relação 7RP'R,
quando menor que a unidade indica que a possível contaminação " devida a outros animais de sangue
quente e quando maior que [F[ torna-se um indicador de que a contaminação $oi provocada por despe#os
de origem dom"stica, por"m estas relações atualmente estão em desuso.
Sma s"rie de microrganismos patognicos para o homem normalmente o atingem atrav"s dos despe#os
$ecais oriundos de pessoas in$ectadas. 'sses microrganismos na sua maioria bact"rias, vírus, proto!oários
e vermes, provocam doenças ent"ricas in$ecciosas que podem ser $atais.
Luanto aos esgotos industriais, salvo aqueles originados no bene$iciamento de produtos de origem
animal, tais como de ind0strias de laticínios, por e)emplo, não cont"m em seu meio n0mero signi$icati-vo
de microrganismos vivos.
'm casos especiais pode haver necessidade de se corrigir a concentração de outros constituintes como,
por e)emplo, a concentração de compostos inorg&nicos ePou a cor antes da reutili!ação como água para
abaste-cimento. 'sgotos com grandes $rações de águas residuárias industriais podem requerer tratamento
especial para remover constituintes particulares, como pesticidas, compostos de en)o$re, metais pesados,
etc.
2.3.3. ,ro+essos de De+om!osição da /at0ria 'rg1ni+a

'mbora uma parte dos microrganismos vivos presentes nos esgotos se#am de nature!a vir(tica, de larvas,
proto!oários ou vermes, a grande maioria dessa população " de bact"rias. ' todas elas, patognicas ou
não, necessitam para sobrevivncia da esp"cie, de mat"ria org&nica como alimento e o)ignio para
respiração. A $orma como esse o)ignio " adquirido pelas bact"rias " o que as di$erenciam entre si do
ponto de vista sanitário.
3enominam-se de bact"rias aer(bias aquelas que consomem em sua atividade vital o o)ignio livre
presente no interior da massa líquida, originando o processo de decomposição biol(gica aer(bia do esgoto
tamb"m chamado de o)idação. =a ausncia do o)ignio livre ou presença em quantidade insu$iciente
para a reali!ação do processo citado, desenvolve-se o processo de decomposição anaer(bia ou putre$ação
que " reali!ado pelas bact"rias anaer(bias as quais consomem o o)ignio dos compostos org&nicos e
inorg&nicos em sua atividade metab(lica como, por e)emplo, dos sul$atos 4*%F
_
5. %utras bact"rias tm a
$aculdade, dependendo da presença ou não do o)ignio livre, de comportarem-se como aer(bias ou
anaer(bias. *ão as bact"rias $acultativas. 'ssas bact"rias tm o poder de manutenção da atividade
biol(gica mesmo que o esgoto passe de condições aer(bias para s"pticas.

=o tratamento dos esgotos, microrganismos aer(bios são encontrados nos processos de lodos ativados e
$iltros biol(gicos e os anaer(bios predominam em digestão aner(bia de esgotos 4reatores SA*/, por
e)emplo5 e digestores de lodo. As $acultativas são ativas nas unidades aer(bias e nas anaer(bias.
% mecanismo biol(gico de remoção da mat"ria org&nica nos esgotos chama-se de metabolismo
bacteriano. Luando o material org&nico " consumido para obtenção de energia este processo " denomindo
de catabo-lismo e quando a mat"ria " usada para trans$ormação em massa molecular, ou se#a, geração de
novas bact"rias, tem-se o anabolismo. 'stes processos são interdepemdentes e ocorrem simultaneamente,
com relação variável em $unção do tipo de digestão1 aer(bia ou anaer(bia
2.3.. Com!aração entre os ,ro+essos

3e uma maneira ou de outra a mat"ria org&nica biodegradável presente no esgoto " decomposta pela ação
das bact"rias nele presentes trans$ormando-a em mat"ria estável, ou se#a, as subst&ncias org&nicas
insol0veis dão origem a sol0veis minerali!adas. ,ara e$eito de comparação pode-se a$irmar que o
processo aer(bio desenvolve-se com maior rapide! e seus produtos, gás carb+nico, nitratos, sul$atos e
água, são mais $acilmente assimilados pelos organismos superiores, principalmente os vegetais, enquanto
que do anaer(bio resultam metano, amoníaco e gás sul$ídrico entre outros, que são gases nocivos - sa0de
humana e de odor bastante desagradável, por"m a produção de lodo que vai requerer um tratamento
posterior, " muito maior no aer(bio 4vinte ve!es5, al"m da bact"ria aer(bia ser menos resistente -
situações adversas. 8uito $requentemente uma estação de tratamento envolve processos anaer(bios
combinados com aer(bios.

=as cidades maiores, em $unção das grandes dist&ncias a serem percorridas pelas va!ões de esgota-mento,
" possível a ocorrncia de septicidade dos esgotos no interior dos condutos, visto que nestas condições "
provável que todo o o)ignio livre presente inicialmente, se#a consumido ao cabo de quatro a seis horas
de escoamento.

,ortanto, sempre que possível, " vanta#oso o $ornecimento de o)ignio livre - massa de esgotos, pois este
procedimento acarreta aceleração na minerali!ação da carga org&nica, al"m de evitar os transtornos ambi-
entais provocados pelas subst&ncias geradas com o processo anaer(bio.
2.3.2. Corrosão )a+teriana

É importante tamb"m mencionar que não s( o aspecto sanitário da ação bacteriana " motivo de estudo. A
estabilidade das unidades de um sistema de esgotos sanitários, bem como dos condutos e equipamentos,
pode ser signi$icativamente a$etada pela atividade de bact"rias. Sm e)emplo bastante citado na literatura
de saneamento a descrição de um $en+meno comum nas regiões de climas quentes e tropicais
4temperaturas acima de @;
o
75 nos esgotos em condições s"pticas, com elevado teor de sul$atos e
pro#etados com pequenas declividades 4` <,<<MmPm5. =a decomposição anaer(bia, principalmente de
albuminas, o consumo do o)ignio dos sul$atos 4*%F
_
5 provoca o aparecimento do gás sul$ídrico 4:@*5,
quimicamente um gás $raco e mal cheiroso, podendo ser mortal para o homem em concentrações
superiores a ?<<mgPO, que se desprende da massa líquida para o espaço a"reo interno do conduto. %
contato com o o)ignio 4%@5 presente no ar circulante no espaço livre do conduto e com as bact"rias,
$avorece a condensação desses gases, originando ácido sul$0rico, um ácido $orte, ap(s a utili!ação do
en)o$re por bact"rias sul$urosas em seus processos respirat(rios e liberando energia. % ácido $ormado
pela ação bacteriana tem alto poder de reação sobre materiais ligantes como o cimento, originando
sul$atos de cálcio, como esquemati!ado na equação simpli$icada do $en+meno 4'q.@.A5 e na Rig. @.A.

1ac. aer01ias
2@S 3 2O@ 44444444444444444445 2@SOF 3 CaCO? 4444444445 2@CO? 3 CaSOF E6.2.1
T7io1acill"s

'sses sul$atos são compostos moles e quebradiços, sem condições de resistir -s cargas e)ternas, tendendo,
pois, ao desmoronamento das canali!ações. A corrosão dos materiais metálicos pelo ácido sul$0rico pode
ser descrita de modo similar aos materiais ligados com cimento, inclusive com os mesmos processos de
aparecimento do ácido sul$0rico.

8IG. 2. 1 4 Corrosão 1ac#eriana do concre#o nas canali9ações de es!o#os sani#'rios

,ara evitar danos -s canali!ações em conseqüncia do aparecimento de ácido sul$0rico devem ser
tomadas providncias para sua eliminação ou a limitação de sua produção. 'sse procedimento deve ser
e$etuado atrav"s do controle do p: de descargas que contenham en)o$re 4mant-lo entre ;,; e G,<5, adição
de produtos químicos o)idantes 4cloro, por e)emplo, reage não apenas com o gás sul$ídrico como tamb"m
com as mercap-tanas, redu!indo o mau cheiro característico nas condições anaer(bias5, evitar altas
concentrações de 3/%, aeração das va!ões 4o)ignio dissolvido mínimo da ordem de AmgPO5, ventilação
4com ventiladores primários conectados aos poços de visita5 e limpe!a peri(dica dos condutos, tanto
mec&nica como quimicamente e, antes de tudo, um pro#eto bem elaborado e implantado, principalmente
no que disser respeito a declividades mínimas de pro#eto.

Al"m das providncias citadas, nas canali!ações construídas com materiais cimentados ou metálicos,
deverão ser empregados revestimentos internos a base de materiais vinílicos, resinas epo)i ou ceras
especiais capa!es de resistir ao ataque químico dos ácidos $ortes.

É importante lembrar que em qualquer sistema o problema será sa!onal e que em cada situação as
soluções serão peculiares -s circunst&ncias de operação do sistema pro#etado.
2.&. Carac#er*s#icas 8*sicas

2..1. As!e+tos 34si+os

=a $ormação dos esgotos sanitários o adicionamento de impure!as a água de origem dão-lhe caracte-
rísticas bem de$inidas as quais so$rem variações ao longo do tempo em virtude das trans$ormações
internas decorrentes da desintegração e decomposição contínua da mat"ria org&nica. 3entre estas
características são de $ácil percepção cor, turbide!, odor, presença de s(lidos em suspensão e temperatura.

Damb"m se observa que a diminuição gradativa da quantidade de o)ignio dissolvido intensi$ica o
escurecimento da mistura esgotável e e)alação de odores desagradáveis e o$ensivos a sa0de humana. A
tempe-ratura " tamb"m uma importante determinação $ísica e " $unção do clima da região geográ$ica. %
teor de s(li-dos " bastante variável 4?<< a A@<< mgPO5 com apro)imadamente B<Y de mat"ria org&nica.

2..2. 5i!os de S6lidos

*ão caracteri!ados como s(lidos dos esgotos todas as partículas nele presentes em suspensão ou em
solução, sedimentáveis ou não, org&nicas ou minerais. A determinação da quantidade total de s(lidos
presentes em uma amostra de esgotos sanitários " chamada de s(lidos totais.

A separação dos tipos de s(lidos presentes na mistura " $eita em laborat(rio e classi$icada da seguinte
maneira 1
• a5 *(lidos Dotais - massa s(lida obtida com a evaporação da parte líquida da amostra a A<<
o
a
A<;
o
7, em mgPO2
• *(lidos 8inerais ou Ri)os - resíduos s(lidos retidos ap(s calcinação dos s(lidos totais a ;<<
o
7,
em mgPO2
• *(lidos %rg&nicos ou Ioláteis - parcela dos s(lidos totais volatili!ada no processo de calcinação,
em mgPO2
• *(lidos em *uspensão - quantidade de s(lidos determinada com a secagem do material retirado
por $iltração da amostra, atrav"s de micromalha, de <,F; mícron, em mgPO2
• *(lidos 3issolvidos - $ração dos s(lidos medida ap(s evaporação da parte líquida da amostra
$iltrada, em mgPO2
• *(lidos *edimentáveis - porção das partículas em suspensão sedimentadas por ação da gravidade
quando a amostra " submetida a um período de repouso de uma hora em um cone padroni!ado
denominado cone de >mho$$, medida em mlPO 4C. >mho$$, AMBH-AGH;5.
3e um modo geral pode-se comentar que dos s(lidos totais, B<<mgPO em m"dia, parte " de s(lidos
suspensos 4@<<mgPO5 e o restante s(lidos dissolvidos 4;<<mgPO5. =os s(lidos suspensos encontram-se,
em pro-porções mais ou menos iguais, s(lidos sedimentáveis e não sedimentáveis, dos quais B;Y são
voláteis e @;Y $i)os. 'ntretanto quanto aos s(lidos dissolvidos tem-se ?<Y de voláteis contra B<Y de
$i)os.
2.(. Carac#er*s#icas :"*$icas

2.2.1. /at0ria 'rg1ni+a

=as águas residuárias de origem dom"stica, por e)emplo, encontram-se presentes uma grande variedade
de compostos org&nicos inanimados e de microrganismos vivos 4estes ou alguns destes #á podem estar
pre-sentes tamb"m no corpo receptor5. % material org&nico pode estar na $orma molecular ou em
aglomerados ditos particulado, enquanto que os microrganismos em geral são microsseres unicelulares.
'stes microsseres trans$ormam o material org&nico usando-o como $onte de energia e para a $ormação de
novas c"lulas.

As principais categorias de mat"ria org&nica encontradas nos esgotos sanitários são proteínas,
carboidratos e lipídios. ,roteínas são grandes comple)os moleculares compostos de aminoácidos.
7arboidratos são compostos polihidro)ilados tais como aç0cares, celulose e amidos. %s lipídios são
subst&ncias org&nicas a base de (leos, gra)as e gorduras. % volume de mat"ria org&nica biodegradável
presente em uma amostra de esgoto dom"stico típico deverá apresentar F<Y a H<Y de proteínas, @;Y a
;<Y de carboidratos e cerca de A<Y de lipídios.

A utili!ação do material org&nico pelos microrganismos chama-se metabolismo. =o metabolismo o
consumo do material org&nico para obtenção de energia " denominado de catabolismo, enquanto que a
síntese de material celular a partir do material org&nico " denominada de anabolismo. ,ortanto, da energia
liberada nas reações parcela " consumida na respiração e mobilidade das bact"rias, enquanto que outra
parcela " usada no crescimento de novas c"lulas 4processo de +issi!aridade5. % restante " perdido na
$orma de calor. A trans$ormação da mat"ria org&nica no interior dos esgotos pode ser descrita como
mostrado no esquema da Rigura @.@.
8IG. 2. 2 4 Es6"e$a da De-"ração /iol0!ica
2.2.2. 7uantifi+ação da mat0ria org1ni+a

*abe-se que devido a vasta variedade de compostos org&nicos em esgotos sanitários, " impraticável 4se
não impossívela5 uma identi$icação individual de todos eles, ou se#a, a determinação quantitativa dos
diversos componentes da mat"ria org&nica nas águas residuárias seria e)tremamente di$ícil ou mesmo
impossível.
,or outro lado, para que se descrevam os processos metab(licos $a!-se necessário que se caracteri!e
quantitativamente a concentração do material org&nico. ,ortanto " necessário que se utili!e de um
par&metro que use uma propriedade que todos tm em comum para avaliar a concentração de compostos
org&nicos, isto ", a necessidade desta quanti$icação $a! com que se empregue m"todos alternativos diretos
ou indiretos para sua determinação.
=ormalmente se parte de uma das duas propriedades que são características das subst&ncias org&nicas1 a5
o material org&nico pode ser o)idado e b5 o material org&nico contem carbono org&nico.

'm laborat(rio um destes m"todos indiretos rotineiramente empregado " a medição do consumo de
o)ignio na o)idação da mat"ria org&nica, ou se#a, determinando-se o consumo de o)ignio na
degradação da amostra, calcula-se o conte0do equivalente de mat"ria org&nica presente originalmente.

'm pesquisas relativas a engenharia sanitária, normalmente são empregados dois testes padroni!ados que
se baseiam na o)idação do material org&nico1 os testes da Demanda )io8u4mi+a de '9ig-nio 43/%5 e o
teste da 3emanda Luímica de %)ignio 43L%5. 'm ambos os testes o material org&nico e a concentração
deste " determinada a partir da consumo de o)idante para a o)idação. As di$erenças essenciais entre as
testes estão no o)idante utili!ado e nas condições operacionais prevalecentes em cada teste.
É $undamental salientar que os compostos org&nicos presentes no esgoto são divididos em dois grupos1 os
biodegradáveis que são os compostos que podem ser o)idados pelo o)ignio 4restos de alimentos, por
e)em-plo5 e os não biodegradáveis 4determinados tipos de detergentes e de derivados de petr(leo, por
e)emplo5.

=o teste da 3/% prevalecem as condições de biodegradabilidade, portanto a mat"ria org&nica não
biodegradável não " a$etada durante a reali!ação do teste. ,or outro lado os compostos org&nicos que não
pro-vocam demanda de o)ignio durante o teste da 3/% são quanti$icados no teste da Demanda
7u4mi+a de '9ig-nio 43L%5. Assim na 3/% determina-se o material org&nico biodegradável, enquanto
que o teste da 3L% contabili!a-se todo o material org&ni-co inicialmente presente na amostra.

7onsiderando-se que rotineiramente nos laborat(rios trabalha-se com 3L%, em $unção da simplicidade
do teste e com 3/% por melhor tradu!ir o que ocorre na nature!a, estes dois testes serão estudados a
seguir. Sm terceiro teste pode ser utili!ado no caso da necessidade da quanti$icação de carbono org&nico
como alternativa para quanti$icar a concentração do material org&nico1 o teste do Car%ono 'rg1ni+o
5otal 47%D5.

2.2.3. Demanda 7u4mi+a de '9ig-nio : teste da D7'
Sm dos testes mais $reqüentemente empregados para a determinação do consumo de o)ignio " o da
3L% 4demanda química de o)ignio5. 'ste par&metro mede o o)ignio equivalente ao conte0do de
mat"ria org&nica de uma amostra que pode ser o)idada por um $orte o)idante químico. 'ste teste "
baseado no princípio de que a quase totalidade dos compostos org&nicos pode ser o)idada por um agente
o)idante sob condições ácidas. ', então, mede-se o esgoto em termos da quantidade total de o)ignio
requerida na o)idação da mat"ria org&nica para 7%@ e :@% como mostrado na equação @.@.
C)2;O9 3 b <&) 3 ; 4 29= O@ −> ) CO@ 3 4UP@52@O E6. 2.2
=o teste da 3L%, uma amostra de água residuária " adicionada a uma mistura de dicromato de potás-sio e
ácido sul$0rico, um $orte o)idante. 7onsiderando que alguns componentes do esgoto são de mais lenta
o)idação 4gorduras, por e)emplo5 adiciona-se sul$ato de prata como catalisador, isto ", para aceleração da
o)i-dação. A mistura esgoto-o)idante-ácido " aquecida at" seu ponto de ebulição e, ap(s um período de
duas horas nesta condição, a o)idação das subst&ncias org&nicas estará praticamente completa 4mais de
G;Y5. A veri$icação desta o)idação " $eita empregando-se uma solução de uma subst&ncia org&nica com
concentração conheci-da, em geral $enol$taleína.
*egundo o pro$esssor Adrianus van :aandel em Dratamento Anaer(bio de 'sgotos 4AGGF5, a 3L% te(rica
da solução " calculada a partir da estequeometria de sua o)idação. % valor te(rico pode ser comparado
com o valor e)perimentalmente obtido. Rormulando a mat"ria org&nica como 7):U%! , a reação de
o)idação será e)pressa como1
A partir dos pesos at+micos dos elementos químicos envolvidos na reação, : 4A gPmol5, 7 4A@ gPmol5 e %
4AH gPmol5, conclui-se que, teoricamente, A mol de material org&nico, ou se#a, uma massa de A@) c AU c
AH! gramas de material org&nico consome b de 4F) c U - @!5 moles de o)ignio ou M4F) c U - @!5g de %@
4lembrar que %@ _ @ ) AH gPmol d ?@PF _ M5.
3iante deste raciocínio pode-se, então, calcular a 3L% te(rica de uma solução de 7):U%! como1
D:O#o#al > ?<&) 3 ; 4 29= @ <12) 3 ; 3 1A9= $! de D:O @ $! de C)2;O9.
')emplos1
A. 8etano - 7:F
3L%total _ M4F)Ac A)F - @)<5 P 4A@)Ac A)F c AH)<5 _ Fmg de 3L%Pmg de 7):U%! ,
ou se#a, A grama de material org&nico 4como 3L%5 equivale a b _ <,@; g 7:F2
@. Wcido o)álico - 47%%:5@
3L%total _ M4F)@c A)@ - @)F5 P 4A@)@c A)@ c AH)F5 _ <,AMmg de 3L%Pmg de 7):U%! ,
ou se#a, A grama de material org&nico 4como 3L%5 equivale a AP<,AM _ ;,Hg 47%%:5@2
?. 3i()ido de carbono - 7%@
3L%total _ M4F)Ac A)< - @)@5 P 4A@)Ac A)< c AH)@5 _ <mg de 3L%Pmg de 7):U%! ,
signi$icando que o 7%@ #á " uma subst&ncia totalmente o)idada.
7omo dito inicialmente, sendo este teste uma maneira indireta de determinação quantitativa da mat"-ria
org&nica presente na mistura atrav"s do consumo de o)ignio, então o que realmente se está a$irmando "
que massa de material org&nico signi$ica massa de o)ignio necessária para o)idar o material org&nico.
Analisando-se os e)emplos torna-se elementar entender as a$irmações conclusivas em cada um deles, ou
se#a, <,@; g 7:F ou ;,Hg 47%%:5@ requerem uma massa de Ag %@ para sua completa o)idação, no caso, A
grama de material org&nico como 3L%. 7onvencionou-se, então, quando se usa o)ignio para o)idação
de material org&nico, que a massa de o)ignio consumido será, por de$inição, e)atamente igual - massa
de mate-rial org&nico o)idada como 3L%. Ioltando aos e)emplos pode-se a$irmar1 <,@; g 7:F ou ;,Hg
47%%:5 com-pletamente o)idados, equivalem a A grama de material org&nico como 3L%. Oogo a massa
de material org&nico o)idado em um sistema de tratamento de esgotos pode ser medida atrav"s da
determinação da massa de o)idante consumida para esta o)idação, determinada em laborat(rio.
.2.. Demanda )io8u4mi+a de '9ig-nio : teste da D)'

% consumo concomitante de o)ignio nos processos de estabili!ação biol(gica da mat"ria presente nos
volumes de esgotos sanitários, implica na necessidade de quanti$icar-se esse consumo de o)ignio tendo
em vista que a sua determinação " um indicador do teor da mat"ria org&nica biodegradável diluída. 3essa
necessi-dade surgiu o conceito de 3emanda /ioquímica de %)ignio 43/%5 que literalmente pode ser
de$inida como a 8uantidade de o9ig-nio livre ne+ess$ria !ara esta%ili;ar %io8uimi+amente a mat0ria
org1ni+a atrav0s da ação de %a+t0rias aer6%ias. 'sse par&metro normalmente " e)presso em miligrama
de o)ignio por litro de esgoto 4mg%@PO5. É importante observar que o mesmo e)clui degradação em
condições s"pticas.
=o teste da 3/%, embora a quanti$icação do material org&nico tamb"m se#a $eita a partir do consumo do
o)idante usado, neste o o)idante empregado " o o)ignio dissolvido que, atrav"s da ação de estritamente
biol(gica por bact"rias, promove uma reação de redo) com o material org&nico biodegradável. Luando
não há bact"rias em concentração su$iciente nas amostras, estas devem ser adicionadas em um processo
chamado em saneamento de semeadura, #untamente com nutrientes, para que se tenha a noção mais
realista posssível do teor de material org&nico biodegradável presente.

Sma di$erença signi$icativa de ordem prática entre os testes " que no da 3L% a o)idação do material
org&nico quimicamente o)idável " completada em cerca de duas horas, enquanto que a o)idação
biol(gica de material org&nico leva várias semanas para ser concluído, por ser um processo natural. Ainda
segundo o pro$esssor van :aandel, no livro #á citado, vários são os motivos que provocam esta lentidão.
=o caso das águas residuárias com grande variedade de compostos org&nicos, a ta)a de o)idação do
material org&nico depende da nature!a e do tamanho de suas mol"culas.

,equenas mol"culas podem ser consumidas de imediato pelas bact"rias, mas as macromol"culas do
material coloidal como as proteínas, os carbohidratos e os lipídios, precisam ter suas mol"culas
8ue%radas em unidades menores para que possam ser assimiladas. 3a mesma maneira o material dito
particulado somente poderá ser metaboli!ado ap(s ser [dissolvido[ para compostos moleculares. =o caso
de esgotos sanitários este processo demora cerca de quarenta dias ou mais.

7omo em laborat(rio torna-se impraticável esperar tanto tempo pelo resultado do teste, por uma ques-tão
at" de espaço e de equipamentos e at" por ra!ões hist(ricas, os ensaios para a determinação da 3/%, são
desenvolvidos com uma incubação da amostra durante ; dias. 7omo em condições normais de diluição
toda a mat"ria org&nica biodegradável deve estar estabili!ada ap(s cerca de ?< dias de atividade biol(gica
aer(bia, restando praticamente consumos residuais de o)ignio em processos de nitri$icação,
convencionou-se cinco dias para o desenvolvimento do teste, período em que a reação " mais intensa.
7omo a ta)a de o)idação seria in$lu-enciada pela temperatura e pela atividade $otossint"tica, durante o
teste as amostras são mantidas a uma temperatura constante de @<
o
7 4um valor m"dio para as condições
ambientais normais de temperatura5 e $ora do alcance da lu!. >sto signi$ica que o par&metro 3/% de uma
água residuária representa o consumo biol(gico de o)ignio durante um período de incubação de ; dias a
uma temperatura de @<
o
7 43/%;
@<
5.

3eterminada a 3/%;
@<
pode-se empregar a relação empírica de ,helps 4AGFF5 , citado em Dratamento
Anaer(bio de 'sgotos, para esgoto sanitário bruto, a 3/% total pode ser estimada pela e)presssão1

D/O# > D/OBl#i$a <1 4 e
4 CD2% #
= 'q. ?.?

onde t " o período de incubação.
.2.2. Com!aração entre os !ar1metros

% valor da 3/% 0ltima 43/%u5 será sempre in$erior ao da 3L% total do material biodegradável 43L%b5,
visto que na degradação biol(gica a o)idação não " completa. 'sta di$erença resulta de que ao consu-mir
material org&nico parte deste " convertido em novas bact"rias e no $inal tem-se uma $ração de material
celular que não " o)idada, mesmo ap(s um longo período de incubação. 'sta massa org&nica resultante "
de-nominada de resíduo end(geno. *egundo 8c7arthU e /rodersen 4AGH@5, esta parcela corresponde a
cerca de A?Y da carga org&nica inicial de modo que a 3/% in$inita equivale a MBY da 3L%
biodegradável.
*abe-se que na maioria das águas residuárias o material org&nico " uma mistura de material
biodegradável e não biodegradável e que e)iste uma proporcionalidade entre a 3/%u e a 3L%b de cerca
de MBY da 3L%b 4concentração de 3L% biodegradável5, então1

3/%;
@<
_ <,HM.3/%u _ <,HM ) <,MB.3L%b _ <,;G.3L%b 'q. @.F

ou

3L%b P3/%;
@<
_ A,B<. 'q. @.;

É l(gico que a presença de material não biodegradável elevará a ra!ão 3L%P3/%;
@<
para um valor maior
que A,B< 4no caso de esgoto dom"stico, a ra!ão geralmente se situa na $ai)a de A,M a @,@5
2.2.<. 3re8=-n+ia dos testes da D)' e da D7'

'm um estudo de caracteri!ação da mat"ria org&nica presente em um determinado esgoto $a!-se neces-
sário que se desenvolva testes consecutivos tanto de 3L% como de 3/%, ou se#a, que se conheça o valor
m"dio destes dois par&metros. 7omo o teste da 3/% na prática " mais complicado pelos motivos #á
e)postos, geral-mente reali!a-se a 3L% com maior $reqüncia, porque esse teste leva a um resultado de
mais abrangente em um menor espaço de tempo.

% teste da 3/% " reali!ado com menor $reqüncia, por"m em um n0mero ra!oável para os ob#etivos do
estudo e procurando-se estabelecer uma relação empírica entre as concentrações da 3/% e da 3L%.
3e$ini-da esta relação pode-se, então, estimar o valor da 3/% a partir do da 3L%. % teste da 3L% tem
outra vanta-gem muito signi$icativa que " a possibilidade de se $a!er o balanço de massa. ,elo balanço de
massa pode-se veri$icar se os procedimentos e)perimentais usados nos testes $oram adequados e se os
testes $oram reali!ados corretamente.

Sma das limitações do teste da 3/% " que, como $oi dito, a trans$ormação do material org&nico ocorre
em um ambiente aer(bio e os resultados não podem ser tomados como indicativos con$iáveis para o caso
de uma degradação anaer(bia. =o caso de um sistema anaer(bio de tratamento torna-se necessário que se
determi-ne a concentração do material org&nico no a$luente que pode ser removido atrav"s da digestão
anaer(bia e, depois, a concentração do material org&nico biodegradável presente no e$luente do sistema.

2.2.>. ?itrog-nio

=itrognio merece especial atenção nas análises químicas das amostras dos esgotos porque sendo um
nutriente indispensável para o crescimento dos microrganismos responsáveis pela depuração biol(gica,
seus compostos $avorecem o desenvolvimento de algas e plantas aquáticas que podem comprometer a
qualidade dos e$luentes, caso sua presença se#a e)cessiva, $avorecendo o aparecimento da eutro$i!ação
nos corpos receptores. =o meio aquático o nitrognio pode estar presente nas $ormas molecular 4gasosa5,
org&nica 4dissolvida ou em suspensão5, amoniacal como am+nia livre 4=:?5 ou ioni!ada 4=:F
c
5, de
nitritos 4=%@
-
5 e de nitratos 4=%?
_
5.

*endo um constituinte natural de proteínas, cloro$ila e muitos outros compostos biol(gicos ", portanto,
l(gico que sua presença se#a comum nos esgotos sanitários e sua determinação se#a um par&metro
$undamental para caracteri!ação de águas residuárias brutas e tratadas. 'm esgotos dom"sticos brutos as
$ormas predominantes são o org&nico e o amoniacal 4cerca de GGY do nitrognio total5. Luanto a esta
0ltima $orma, de um modo geral, para p: superiores a AA praticamente s( se encontra am+nia na $orma
=:? e para p: in$eriores a M a situação inverte-se. *aliente-se que a presença de am+nia livre, mesmo em
pequenas concentrações, " pre#udicial aos pei)es.

% nitrognio aparece nos esgotos na $orma org&nica 4; a F<mgPO5 ou de am+nia 4A< a ;<mgPO5, sendo que
essa am+nia 4=:?5 pode ser o)idada pela ação de bact"rias e o e)cesso o)idado para nitritos e,
posteriormente, nitratos como mostram as equações seguintes1
'ste processo " chamado de nitri$icação e sua ocorrncia nas estações de tratamento, como mostram as
equações, implica no consumo de o)ignio dissolvido, al"m de alcalinidade com a redução do p:, o que
se não $or controlado pode tra!er s"rios problemas de e$icincia, inclusive na sedimentabilidade do lodo,
atrav"s do a!edamento do meio. A redução do nitrato para nitrognio gasoso " denominado de
desnitri$icação.

=os cursos de água a presença de compostos de nitrognio pode ser um indicador de despe#os de esgotos
a montante e da ]idade] destas ocorrncias. ,or e)emplo, a presença e)cessiva de nitrognio amoniacal
indicará poluição recente e a predomin&ncia de nitratos a possibilidade de uma descarga mais antiga ou
mais distante.
@.;.M. R(s$oro

% $(s$oro assim como o nitrognio, " um nutriente essencial para o crescimento dos microrganismos
responsáveis pela biodegradabilidade da mat"ria org&nica e tamb"m para o crescimento de algas, o que
pode $avorecer o aparecimento da eutro$i!ação nos receptores. =ormalmente sua presença em despe#os
dom"sticos " su$iciente para promover a crescimento natural dos microrganismos, por"m certos despe#os
industriais tratáveis biologicamente podem requerer adição deste elemento como complemento para o
desenvolvimento satis$at(rio da massa biodegradadora.

% $(s$oro presente nos esgotos dom"sticos 4; a @<mgPO5 tem procedncia, principalmente, da urina dos
contribuintes e do emprego de detergentes usualmente utili!ados nas tare$as de limpe!a. 'ste $(s$oro
apresenta-se principalmente nas $ormas de orto$os$ato, poli ou piro$os$atos e $(s$oro org&nico. 7erca de
M<Y do total " de $(s$oro inorg&nico, ; a A;mgPO 4poli c orto5, enquanto que o org&nico varia de A a
;mgPO.
=os esgotos dom"sticos de $ormação recente a $orma predominante de orto$os$ato " :,%F
_
, originada em
sua maior parte da diluição de detergentes e $avorecido pela condição de p: em torno da neutralidade.
,o-r"m sua predomin&ncia tende a ser acentuada a medida que o esgoto vá envelhecendo, uma ve! que os
poli$os-$atos 4mol"culas comple)as com mais de um [,[ e que precisam ser hidrolisadas biologicamente5
e os $(s$oros org&nicos 4pouco representativos5 trans$ormam-se, embora lentamente, em orto$os$ato, o
que deve acontecer completamente at" o $inal do tratamento dos esgotos, visto que " nesta $orma que ele
pode ser assimilado dire-tamente pelos microrganismos.

Assim sendo, a sua determinação " um par&metro $undamental para caracteri!ação de águas residuá-rias
brutas e tratadas, embora por si s( sua presença não se#a um problema sanitário muito importante no caso
de águas de abastecimento.

2.2.@. !A e Al+alinidade

% termo p: e)pressa a intensidade da condição ácida ou básica de um determinado meio. É de$inido
como o cologarítmo decimal da concentração e$etiva ou atividade dos íons hidrognio 4p: _ - log a:c5.
%s esgotos sanitários apresentam-se de um modo geral neutros ou ligeiramente alcalinos 4p:de H,B a B,;5
devido ao consumo de sal como tempero nos alimentos pela população e da presença de cloretos 4?< a
M;mgPO5 #untamente com compostos de cálcio 4?< a ;<mgPO5 procedentes de in$iltrações ocorridas ao
longo dos condutos ou da pr(pria água de origem 4% padrão de potabilidade em vigor no /rasil,
preconi!a uma $ai)a de p: entre H,; e M,;5.
A determinação do p: " uma das mais comuns e importantes no conte)to do tratamento de água resi-
duárias por processos químicos ou biol(gicos. =estas circunst&ncias o p: deve ser mantido em $ai)as
adequadas ao desenvolvimento das reações químicas ou bioquímicas do processo. =o tratamento de lodos
de estações de tratamento de esgotos, especi$icamente atrav"s da digestão anaer(bia, o p: se constitui
num dos principais $atores de controle do processo. Damb"m " importante a determinação da quantidade
de sul$atos 4@< a H<mgPO5 que tm sua origem na $ormação das águas residuárias.
Alcalinidade, que " a medida da capacidade do líquido em neutrali!ar ácidos, " resultante da presnça de
ácidos $racos, bases e seus sais derivados, e seu teor nos esgotos, está ligado a qualidade da água de
abastecimento. 3evido a capacidade de atuar como tampão contra a queda deo p:, a alcalinidade " um
importante par&metro na caracteri!ação do esgoto dom"stico e, pricipalmente no esgoto industrial, tendo
em vista que o bom desempenho do tratamento biol(gico adotado depende muito da manutanção das
condições de neutralidade do p:. =o caso particular dos esgotos de 7ampina Erande, onde chega a a
mais de ?<<mgPO de 7a7%?, trata-mentos biol(gicos são altamente $avorecidos.
2.A. Concen#rações de Gases nos Es!o#os

A presença de gases danosos a sa0de do homem nas canali!ações de esgoto, especialmente o gás
sul$ídrico, torna-se um perigo potencial para os operários da manutenção. 7oncentrações de A< a ;<ppm
de :@* na atmos$era do ambiente provocam irritações nos olhos e nari! e dores de cabeça para
permanncia de at" duas horas de trabalho em contato com o esgoto. 'm tare$as que e)i#am mais horas de
e)posição do trabalhos, concentrações em torno de ;<ppm podem provocar cegueira temporária.

7oncentrações de cerca de A<<ppm não são recomendáveis para permanncia de mais de uma hora.
Drabalhar sob ta)as de ?<<ppm podem levar a morte e acima de ?<<<ppm esta deverá ocorrer de $orma
instant&nea.

=ão " possível estabelecer concentrações típicas de :@* no interior dos condutos de esgotos. *abe-se, no
entanto, que a quantidade do gás depende das características da rede coletora, principalmente maiores
e)tensões e menores concentrações de o)ignio livre, e da temperatura que quanto mais bai)a di$iculta as
ativida-des dos microrganismos produtores de sul$etos. ,ode-se a$irmar que concentrações al"m de
A<<ppm seriam consideradas e)cessivas.

Ielocidades de autolimpe!a e di&metro adequados, pontos de aeração estrat"gicos e manutenção e$iciente
do sistema, di$icultam a produção dos gases perigosos no meio da massa líquida dos esgotos.

Sm pro#eto bem elaborado não deve apresentar concentrações de :@* superiores a ;,<ppm nas atmos$eras
dos condutos.

2.E. Concl"são

Roi descrito que as características Rísicas, Luímicas e /acteriol(gicas dos e$luentes sanitários depen-dem
da qualidade da água consumida pela população e dos costumes alimentares desta, bem como da reunião
aos esgotos de despe#os de $ontes não dom"sticas e at" de possíveis in$iltrações ao longo da rede coletora.
É $undamental, pois, a implantação de um pro#eto bem elaborado de modo a coletar e$icientemente e
transportar segura e rapidamente -s unidades de tratamento, para que se tenha menos problemas de
operação e manutenção dos sistemas de esgotos sanitários. É imprescindível tamb"m que essa operação
se#a e$iciente, sem a qual não adiantaria a \per$eição] do pro#eto e)ecutivo. 'm um estudo de
caracteri!ação $ísica, química e biol(gica de esgotos sanitários \in natura] " $undamental o
estabelecimento de suas possíveis origens.
2.?. E)erc*cios
• 3e$inir despe#os líquidos e águas residuárias.
• Lue se entende por ra!ões est"ticasV e higinicas V
• Lue signi$icam1
- microrganismos patognicosV
- seres unicelularesV
- s(lidos em suspensãoV
- águas negras ou imundasV
- doenças ent"ricas e enterobact"riasV
• 3e$inir o)ignio dissolvido, esgoto velho e esgoto s"ptico.
• % que signi$ica o termo \concentração] no estudo da microbiologiaV
• Lue são bact"rias aer(bias, anaer(bias e $acultativasV
• ')plicar o signi$icado de1
- carga org&nica dos esgotos2
- mat"ria org&nica biodegradável2
- corrosão bacteriana2
- decomposição anaer(bia e aer(bia2
- demanda bioquímica de o)ignio 43/%52
- características $ísicas dos esgotos2 e químicas2 e bacteriol(gicas2
- teor de s(lidos.
• 7lassi$icar e de$inir os diversos tipos de s(lidos presentes nos esgotos dom"sticos. ,esquisar as
origens desses s(lidos.
• Lue são proteínasV e carboidratosV e lipídiosV
• ,or que ocorre corrosão na parede superior interna de alguns coletores sanitáriosV e no $undo do
coletor V
• 7omparar1
- processos de o)idação e putre$ação2
- poluição e contaminação2
- epidemia e endemia.
• ,esquisar o signi$icado de1
- vírus, rotavirus e enterovirus1
- bact"rias, bacilos, leptospiras, espiroquetas e salmonelas2
- proto!oários, vermes, micr(bios, germes e larvas2
- nemat(deos e nemat(ides2
- nitrossomonas e nitrobacter2
- nitri$icação, nitritos e nitratos2

7A,>DSO% >>>
%.1. In#rod"ção
% pro#eto de um sistema de esgotos sanitários depende $undamentalmente dos volumes de líquido a
serem coletados ao longo da rede coletora. 'sses volumes irão depender de uma s"rie de $atores e
circunst&ncias tais como qualidade do sistema de abastecimento de água, população usuária e
contribuições industriais, entre outros, sendo que a partir das suas de$inições, serão dimensionados os
(rgãos constitutivos do sistema.
As va!ões de esgotos sanitários $ormam-se de trs parcelas bem distintas, a saber, contribuições
dom"sticas, normalmente a maior e a mais importante do ponto de vista sanitário, va!ões concentradas,
em geral de origem industrial e a inconveniente, mas sempre presente, parcela de águas de in$iltrações.
% estudo para determinação do valor de cada uma dessas parcelas será desenvolvido nos itens
seguintes deste capítulo.
%.2. Con#ri1"ição Do$Fs#ica
3.2.1. 'rigem
% consumo contínuo de água potável no desempenho diário das atividades dom"sticas, produ!
águas residuárias ditas \servidas] quando oriundas de atividades de limpe!a e as \negras] quando cont"m
mat"ria $ecal. 7omo esses despe#os tm normalmente origem na utili!ação da água dos sistema p0blico de
abastecimento, espera-se que a maior ou menor demanda de água implicará, proporcionalmente, na maior
ou menor contribuição dom"stica de va!ões a esgotar.
3.2.2. Coefi+iente de Betorno C+D
É natural que parcela da água $ornecida pelo sistema p0blico de abastecimento de água não se#a
trans$ormada em va!ão de esgotos como, por e)emplo, a água utili!ada na rega de #ardins, lavagens de
pisos e)ternos e de autom(veis, etc. 'm compensação na rede coletora poderão chegar va!ões
procedentes de outras $ontes de abastecimento como do consumo de água de chuva acumulada em
cisternas e de poços particulares.
'ssas considerações implicam que, embora ha#a uma nítida correlação entre o consumo do sistema
p0blico de água e a contribuição de esgotos, alguns $atores poderão tornar esta correlação maior ou menor
con$orme a circunst&ncia.
3e acordo com a $reqüncia e intensidade da ocorrncia desses $atores de desequilíbrio, a relação entre o
volume de esgotos recolhido e o de água consumido pode oscilar entre <,H< a A,?<, segundo a literatura
conhecida. 'sta $ração " conhecida como relação esgotoPágua ou coe$iciente de retorno e " representada
pela letra \c]. 3e um modo geral estima-se que B< a G<Y da água consumida nas edi$icações residenciais
retorna a rede coletora p0blica na $orma de despe#os dom"sticos. =o /rasil " usual a adoção de valores na
$ai)a de <,B; a <,M;, caso não ha#a in$ormações claras que indiquem um outro valor para \c].
3.2.3. Contri%uição ,er Ca!ita /0dia C+.8D
7omo conseqüncia da correlação das contribuições de esgoto com o consumo de água, torna-se
necessário o conhecimento pr"vio dos n0meros desta demanda para que se possa calcular com coerncia o
volume de despe#os produ!idos.
Sm dos par&metros mais importante nos pro#etos de abastecimento de água " a quantidade de água
consumida diariamente por cada usuário do sistema, denominado de consumo per capita m"dio e
representado pela letra \q]. 'sse par&metro, na maioria das ve!es, " um valor estimado pelos pro#etistas
em $unção dos aspectos geo-econ+micos regionais, desenvolvimento social e dos hábitos da população a
ser bene$iciada. 'sse procedimento " $reqüente em virtude do caráter eminentemente prioritário dos
pro#etos de sistemas de abastecimento de água na in$ra-estrutura p0blica sanitária das comunidades.
,artindo-se, pois, da de$inição do per capita de consumo de água pode-se determinar o per capita m"dio
de contribuição de esgotos que será igual ao produto \c.q].
3e um modo geral, no /rasil adotam-se per capitas m"dios diários de consumo de água da ordem de A;<
a @<< lPhab.dia para cidades de at" A<<<<hab e per capitas maiores para cidades com populações
superiores. As normas brasileiras permitem o dimensionamento com um mínimo de A<< lPhab.dia,
devidamente #usti$icado, e o mesmo valor para indicar o consumo m"dio para populações $lutuantes. 'm
áreas onde a população tem renda m"dia muito pequena e os recursos hídricos são limitados, como por
e)emplo em pequenas localidades do interior nordestino, este per capita pode atingir valores in$eriores a
A<< lPhab.dia. 'm situações contrárias e onde o sistema de abastecimento de água garante quantidade e
qualidade de água potável continuamente, este coe$iciente pode ultrapassar os ;<< lPhab.dia.
3.2.. ,o!ulação de ,ro(eto
3.2..1. *eneralidades
3enomina-se população de pro#eto a população total a que o sistema deverá atender e volume diário
m"dio dom"stico o produto entre o n0mero de habitantes bene$iciados pelo sistema e o per capita m"dio
de contribuição produ!ido pela comunidade.
7om relação a determinação desta população, dois são os problemas que se apresentam como de maior
import&ncia1 população $utura e densidade populacional. A determinação da população $utura " essencial,
pois não se deve pro#etar um sistema de coleta de esgotos para bene$iciar apenas a população atual de
uma cidade com tendncia de crescimento contínuo. 'sse procedimento, muito provavelmente,
inviabili!aria o sistema logo ap(s sua implantação por problemas de subdimensionamento.
Al"m do estudo para determinação do crescimento da população há a necessidade tamb"m de que se#am
desenvolvidos estudos sobre a distribuição desta população sobre a área a sanear, pois, principalmente em
cidades maiores, a ocupação das áreas centrais, por e)emplo, " signi$icativamente di$erenciada da
ocupação nas áreas peri$"ricas.
Assim se torna prioritário que os sistemas de esgotamento devam ser pro#etados para $uncionarem com
e$icincia ao longo de um predeterminado n0mero de anos ap(s sua implantação e, por isto, " necessário
que o pro#etista se#a bastante criterioso na previsão da população de pro#eto.
3.2..2. Cres+imento de !o!ulação
A e)pressão geral que de$ine o crescimento de uma população ao longo dos anos "
P > Po3 < + 4 M = 3 < I 4 E = D 'q. ?.A
onde1
, _ população ap(s \t] anos2
,o_ população inicial2
= _ nascimento no período \t]2
8 _ mortes, no período \t]2
> _ imigrantes no mesmo período2
' _ emigrantes no período.
'sta e)pressão, embora se#a uma $unção dos n0meros intervenientes no crescimento da população, não
tem aplicação prática para e$eito de previsão devido a comple)idade do $en+meno, o qual está na
dependncia de $atores políticos, econ+micos e sociais.
,ara que estas di$iculdades se#am contornadas, várias hip(teses simpli$icadoras tm sido e)postas para
obtenção de resultados con$iáveis e, acima de tudo, #usti$icáveis.
Oogicamente não havendo $atores notáveis de perturbações, como longos períodos de estiagem, guerras,
etc, ou pelo contrário, o surgimento de um $ator acelerador de crescimento como, por e)emplo, a
instalação de um polo industrial, pode-se considerar que o crescimento populacional apresenta trs $ases
distintas1
• Ae $ase - crescimento rápido quando a população " pequena em relação aos recursos regionais2
• @e $ase - crescimento linear em virtude de uma relação menos $avorável entre os recursos
econ+micos e a população2
• ?e $ase - ta)a de crescimento decrescente com o n0cleo urbano apro)imando-se do limite de
saturação, tendo em vista a redução dos recursos e da área de e)pansão.
=a !rimeira fase ocorre o crescimento geom"trico que pode ser e)presso da seguinte $orma
P > Po < 1 3 ! =
#
, 'q. ?.@
onde \,] " a população prevista, \,o] a população inicial do pro#eto, \t] o intervalo de anos da previsão e
\g] a ta)a de crescimento geom0tri+o 4ou e9!onen+ial5 que pode ser obtida atrav"s de pares conhecidos
4ano Dii, população ,i5, da seguinte $orma
. 'q. ?.?
=a segunda fase o acr"scimo de população deverá ter características lineares ao longo do tempo e será
e)presso assim
P > Po 3 a# D 'q. ?.F
onde ,, ,o e \t] tem o mesmo signi$icado e \a] " a ta)a de crescimento aritm0ti+o 4ou linear5 obtida pela
ra!ão entre o crescimento da população em um intervalo de tempo conhecido e este intervalo de tempo,
ou se#a,
. 'q. ?.;
=a terceira $ase os acr"scimos de população tornam-se decrescentes ao longo do tempo e
proporcionais a di$erença entre população e$etiva ,e e a população má)ima de subsistncia na região, ,s
4população de saturação5. 'sta relação " e)pressa da seguinte maneira1
, 'q. ?.H
que " conhecida como equação da curva logística e cu#a representação grá$ica encontra-se representada na
Rig.?.A. 'sta e)pressão $oi desenvolvida pelo matemático belga ,ierre Rrançois Ierhulst 4AM<F - AMFG5,
em AM?M.
8IG. %. 1 4 C"rGa lo!*s#ica de cresci$en#o de -o-"lação
3eve-se observar, no entanto, que o progresso t"cnico pode alterar a população má)ima prevista para um
determinado conglomerado urbano, sendo um complicador a mais a ser avaliado em um estudo para
determinação do crescimento da população.
,ara aplicação da equação 'q.?.; deve-se dispor de trs dados de populações correspondentes a trs
censos anteriores recentes e eqüidistantes, ou se#a, trs pares 4DA,,A5, 4D@,,@5 e 4D?,,?5 de modo que
<T%4 T1= > 2 <T2 4 T1= , P1 H P2 H P% e P2
2

5 P% . P1.
Reitas essas veri$icações calculam-se
'q. ?.B
'q. ?.M
'q. ?.G
e
e > 2DE1?2?1?2?, base neperiana.
,or e)emplo, se para uma cidade $ictícia os resultados dos 0ltimos trs censos registrassem o seguinte
quadro1
Ano do censo Po-"lação < 7a1 =
1IEC
1980
1IIC
2E& &C%
375 766
&I1 1II
então,
T% 4 T1> 2 < T2 4 T1 =, ou se#a, AGG< - AGB< _ @ 4 AGM< - AGB< 5 e P2
2
5 P1.P%, isto ",
?B; BHH
@
_ 1D&12. 1C
11
f @BF F<? ) FGA AGG _ 1D%&?. 1C
11
,
o que permite a aplicação do m"todo da curva logística. *endo assim, pode-se calcular
3e acordo com os par&metros encontrados pode-se veri$icar, por e)emplo, a população para
• t _ <
o que eqüivale a ,A 4mostrando que o estudo de pro#eção indica a população inicial52
• t _ @< anos
eqüivalendo pois, a população ,?2
• t _ ;< anos 4?< anos ap(s o 0ltimo censo5
• t _ ilimitado ou infinito
e, como era de se esperar nesta situação, encontrou-se um valor semelhante ao de saturação.
Al"m desses trs m"todos de crescimento ditos matemáticos convencionais, o pro#etista poderá criar
outras e)pressões que o mesmo achar mais conveniente e #usti$icável como, por e)emplo, relacionar o
crescimento da cidade com o crescimento do estado, com o crescimento de empregos, etc. Damb"m
poderá lançar mão de m"todos grá$icos como o simples traçado de uma curva arbitrária que se a#uste aos
dados #á observados sem a preocupação de estabelecimento de uma e)pressão matemática para a mesma.
'ste m"todo " denominado de prolongamento manual ou e)trapolação grá$ica.
%utro m"todo $reqüentemente mencionado na literatura sobre o assunto " o m"todo grá$ico denominado
comparativo. % mesmo consiste na utili!ação de dados censitários de cidades nas mesmas condições geo-
econ+micas que a cidade em previsão e que #á tenham população superior a esta. Admite-se, então, que a
cidade em análise tenha um crescimento análogo -s maiores em comparação. 7olocando-se os dados de
população em um sistema de ei)os cartesianos tempo ) população e transportando-se para o ponto
re$erente a população atual da cidade em estudo, paralelas -s curvas de crescimento das cidades em
comparação, a partir do ponto onde tais cidades tinham a população atual da cidade em previsão, obt"m-
se um $ei)e de curvas cu#a resultante m"dia considera-se como a curva de previsão para a cidade menor
4 Rig.?.@ 5.
8IG. %. 2 4 C"rGas co$-ara#iGas
%/*1 'm termos de normali!ação, a =/-;MBPMG-A/=D prev para estimativa de população a aplicação
de modelos matemáticos 4mínimos quadrados5 aos dados censitários do >/E'.
3.2..3. ,o!ulação 3lutuante
'm certas cidades, al"m da população residente, o n0mero de pessoas que a utili!am temporariamente
". tamb"m, signi$icativo e tem que ser considerado no cálculo para determinação das va!ões. É o caso de
cidades balneárias, est&ncias climáticas, est&ncias minerais, etc. 'sta população " denominada de
população $lutuante.
3a mesma maneira que " $eito para a população $i)a, tamb"m estudos deverão ser desenvolvidos para que
a população $lutuante se#a determinada.
3.2..3. Densidade Demogr$fi+a
,or de$inição a intensidade de ocupação de uma área urbana " a densidade demográ$ica e, em termos de
saneamento, " geralmente e)pressa em habitantes por hectare 4habPha5 com tendncia a valores crescentes
das áreas peri$"ricas para as centrais nas cidades maiores.
7omo ilustração para essas a$irmações " apresentado a seguir um quadro com valores m"dios
$reqüentemente encontrados no estudo de distribuição urbana das populações rea ) Densidade,

Ti-o de Oc"-ação Ur1ana da rea Densidade
<7a1@7a=
- áreas peri$"ricas cPcasas isolados e grandes lotes 4gM<<mh5 @; a ;<
- casas isolados com lotes m"dios e pequenos4@;< a F;<mh5 H< a B;
- casas geminadas com predomin&ncia de um pavimento B; a A<<
- casas geminadas com predomin&ncia de dois pavimentos A<< a A;<
- pr"dios pequenos de apartamentos 4? a F pavimentos5 A;< a ?<<
- pr"dios altos de apartamentos 4A< a A@ pavimentos5 F<< a H<<
- áreas comerciais cP edi$icações de escrit(rios ;<< a A<<<
- áreas industriais @; a ;<
É prioritário nas obras de saneamento analisar como as populações $uturas serão distribuídas sobre a área.
,ara que estes resultados se#am con$iáveis e resultem em um bom desempenho do pro#eto, diversos
$atores devem ser considerados tais como condições topográ$icas, e)pansão urbana, custo das áreas,
planos urbanísticos, $acilidades de transporte e comunicação, hábitos e condições s(cio-econ+micas da
população, in$ra-estrutura sanitária, etc.
*ão importantes nestes estudos, os levantamentos cadastrais da cidade bem como a e)istncia de um
plano diretor associado a uma rígida obedincia ao c(digo municipal de obras.
3.2..2. E8uivalente ,o!ula+ional
*abe-se at" então que um pro#eto de um sistema de esgotos sanitários " de$inido a partir da determinação
da população contribuinte. =o caso da reunião de uma va!ão industrial - contribuição dom"stica "
costume, para $ins de dimensionamento, trans$ormar a va!ão e)empli$icada em uma contribuição
resultante de uma população equivalente, ou se#a, uma população que corresponderá a quantidade de
contribuintes que produ!iriam o mesmo volume de esgotos gerados pela unidade $abril. 'sse
procedimento " muito importante para o dimensionamento, notadamente de unidades de tratamento.
,ara que a determinação do n0mero equivalente de contribuintes se#a con$iável deve-se conhecer a $onte
desta va!ão bem como o seu nível de produção. =o /rasil, quando se trata de determinação de dados
hidráulicos, relaciona-se diretamente com o consumo de água de abastecimento e quando se trata da carga
org&nica toma-se como valor padrão ;FgPhab.dia, desde que não ha#a pesquisas locais que indiquem outro
valor. =o quadro abai)o " mostrada uma s"rie de contribuições tradicionalmente adotadas em di$erentes
países do nosso globo. 'm pesquisas e$etuadas na 'KD6A/'*PSR,/, em 7ampina Erande, ,araíba, $oi
obtido ?GgPhab.dia.
Con#ri1"ição or!Jnica $Fdia -er ca-i#a
Pa*s Car!a Or!Jnica
< ! @ 7a1.dia=
Alemanha ;F
'.S.A M<
:olanda ;F
9ndia F;
>nglaterra H<
Lunia @?
i&mbia ?H
3.2..<. Coment$rios
7om relação - previsões de desenvolvimento populacional de uma cidade deve-se observar que os $atores
que comandam esse crescimento apresentam características de instabilidade que podem ser questionadas
para previsões a longo pra!o. ,ortanto, cabe ao pro#etista cercar-se de todas as in$ormações necessárias
que o permitam uma previsão no mínimo de$ensável em quaisquer circunst&ncias, visto que os resultados
encontrados não passam, como o pr(prio termo indica, de uma \previsão].
Lualquer que se#a o modelo de previsão utili!ado deve ser veri$icado periodicamente e a#ustado -s
in$ormações mais recentes que $ugiram a previsões iniciais. % equacionamento matemático representa
apenas uma hip(tese de cálculo com base em dados conhecidos mas su#eitos a novas situações
imprevisíveis inicialmente.
3e um modo geral pode-se a$irmar que as $ormulações matemáticas do tipo aritm"ticas não são
recomendáveis para previsões superiores a trinta 4?<5 anos e as geom"tricas para períodos de pro#eto
superiores a vinte 4@<5 anos.
Algumas in$ormações de caráter geral são de suma import&ncia em um estudo de evolução de população
como, por e)emplo,
• a potncia gen"tica do grupo humano, dos seus costumes, leis civis, religiosidades e
preconceitos2
• as disponibilidades econ+micas e suas variações com o crescimento da população2
• a área habitável onde a população está instalada e seus limites de saturação2
• os ciclos de crescimento - cada ciclo corresponde a um con#unto de condições originadas de
acordo com ra!ões econ+micas, culturais, tecnol(gicas, etc.
3eve-se salientar que os valores das populações de pro#eto tm como ob#etivo inicial a determinação das
etapas de construção de $orma a proporcionar um cronograma de e)ecuções t"cnica e $inanceiramente
viável.
É importante, tamb"m, citar que para uma mesma cidade pode-se ter contribuições di$erentes em áreas de
mesma dimensão. 'sse $en+meno torna-se mais signi$icativo quanto maior $or a cidade e mais
diversi$icada $or sua estrutura econ+mico-social.
Damb"m " de esperar que em áreas peri$"ricas o crescimento das cidades tende a ser hori!ontal enquanto
nas áreas centrais este crescimento, caso ocorra, será na vertical.
É possível tamb"m deparar-se com situações onde não ha#a necessidade de preocupações com variações
de populações ao longo do tempo e do espaço. ,or e)emplo, o caso da elaboração de um pro#eto de um
sistema de esgotamento sanitário para um con#unto habitacional com edi$icações padrão. =este caso ter-
se-ia, teoricamente, a ocupação imediata e, logicamente, sem previsão de modi$icações $uturas
signi$icativas no citado comple)o urbano.
%.2.(. Con#ri1"ição MFdia Do$Fs#ica 4 Qdom

3e$inida a população de pro#eto \,] e o !er +a!ita m"dio diário de contribuição \c.q], então o volume
m"dio diário de esgotos dom"sticos produ!idos será, em litrosPdia com \q] em lPhab.dia,
:do$ > c. 6. P 'q. ?.A<

%.%. !"as de Infil#ração 4 QI
A va!ão que " transportada pelas canali!ações de esgoto não tm sua origem somente nos pontos onde
houver consumo de água. ,arcela dessa va!ão " resultante de in$iltrações inevitáveis ao longo dos
condutos, atrav"s de #untas mal e)ecutadas, $issuras ou rupturas nas tubulações, nas paredes das
edi$icações acess(rias, etc. 'ste volume torna-se mais acentuado no período chuvoso, pois parte das
estruturas poderá permanecer situada temporariamente submersa no lençol $reático, al"m das
contribuições originadas nas ligações clandestinas de águas pluviais. Damb"m in$lui no volume in$iltrado o
tipo de terreno em que os condutos estão instalados e a pavimentação ou não dos arruamentos. É l(gico
que, por e)emplo, em terrenos arenosos há maior $acilidade da água subterr&nea atingir as canali!ações
que em terrenos argilosos.
As canali!ações internas aos lotes, de responsabilidade do proprietário do im(vel, podem assumir
import&ncia $undamental para a in$iltração, considerando-se que a e)tensão destes condutos " maior que o
total da rede coletora e sua e)ecução e manutenção geralmente não " tão cuidadosa como a da rede p0blica
implicando, assim, em um acr"scimo no volume in$iltrado.
Luando da determinação da in$iltração deve-se considerar tamb"m a con$iabilidade das canali!ações de
água pr()imas -s de esgotos, pois a $reqüncia de va!amentos naquelas implica na possibilidade de
saturação no subsolo em volta podendo, deste modo, contribuir para o aumento da in$iltração. ,esquisas
para determinação de coe$icientes de in$iltração são raras em nossa literatura e os resultados mais
conhecidos estão mostrados no quadro a seguir, citados no trabalho >n$iltração de Wgua nos 7oletores de
'sgotos *anitários apresentado pelos engenheiros 3. ,. /runo e 8. D. DsutiUa no A@j 7ongresso /rasileiro
de 'ngenharia *anitária e Ambiental, em AGM?, e publicado na 6evista 3A' n.j A??. =a impossibilidade
de dados ou argumentos mais precisos pode-se trabalhar com a sugestão da =/6 GHFGPMH - A/=D que
recomenda a adoção de uma ta)a de contribuição de in$iltração - D>, de <,; a l,< lPs.Qm, sob #usti$icativas.
E)e$-los de al!"$as con#ri1"ições de infil#rações es#"das e -"1licadas

AUTOKIDADE LOCAL A+O TI 4 l@s.L$
*aturnino de /rito *antos, 6eci$e AGAA <,A<
Jesus =etto *ão ,aulo AGF< <,?< a <,B<
D. 8erriman S*A AGFA <,<?
A!evedo =etto *ão ,aulo AGF? <,F<
EreeleU k :ansen *ão ,aulo AG;@ <,;<
Rair k EeUer S*A AG;F <,A< a @,B<
3'*, *ursan 6io de Janeiro AG;G <,@< a <,F<
>.T.*antrU l3allas AGHF <,?< a A,F<
:a!en k *aNUer *ão ,aulo AGH; <,?<
*A='*, *ão ,aulo AGB? <,?<
,=/ - ;HB /rasil AGHB A,<<
=/6 - GHFG /rasil AGMH <,;<
-Ronte1 6evista 3A' , A?F - AGM?
É $undamental considerar que para coletores novos situados acima do lençol $reático, a in$iltração deve ser
mínima ou mesmo nula, e que a qualidade dos materiais empregados na con$ecção das tubulações, bem
como o nível de estanqueidade com que as #untas são e)ecutadas, são $atores de redução deste tipo de
va!ão.
%.&. Con#ri1"ições Concen#radas 4 QC
Al"m das contribuições dom"sticas coletadas ao longo da rede e das va!ões de in$iltração, determinadas
edi$icações podem produ!ir contribuições de águas residuárias que não podem ser consideradas como
ligações normais ao longo da rede, tendo em vista que, devido ao seu volume, alteram sensivelmente as
condições de escoamento para #usante. *ão as chamadas contribuições concentradas, que podem ter
origem em estações rodoviárias, grandes edi$icações residenciais ePou comerciais, lavanderias p0blicas,
centros comerciais, grandes hospitais, clubes com piscinas, entre outros, e, principalmente, de
estabelecimentos industriais que usam água no processo de produção como, por e)emplo, uma ind0stria
de bebidas.
%.(. Con#ri1"ição To#al 4 QT
'studado cada uma das parcelas $ormadoras das va!ões de esgotos sanitários pode-se, portanto,
e)pressar a va!ão m"dia coletada na $orma
:T > :D 3 :C 3 :I , 'q. ?.AA
onde1
LD _ va!ão m"dia total diária2
L3 _ contribuição m"dia diária dom"stica2
L7 _ contribuições concentradas2
L> _ águas de in$iltrações, que " resultante do produto da ta)a de in$iltração \D>] com a e)tensão
\O] das canali!ações subterr&neas.
,ara o cálculo destas va!ões são consideradas população de pro#eto, contribuição m"dia per capita
dom"stica, in$iltrações ao longo da rede e va!ões concentradas.
,ara as situações onde se $i!erem necessárias determinações das va!ões má)ima e mínima de pro#eto o
procedimento clássico " serem empregadas as mesmas variações de$inidas para o cálculo das variações de
consumo dom"stico de água, #usti$icado em que as in$iltrações dependem das condições dos condutos e
que as va!ões concentradas são $unção da estrutura interna do estabelecimento contribuinte. Oogo, apenas
a parcela de origem dom"stica so$rerá variações diárias e horárias na grande maioria das situações de
pro#eto, e seus valores serão obtidos das $ormas descritas a seguir1
• 7ontribuição dom"stica má)ima diária em lPdia
:D$')Dd > c.6.P.M1 , 'q. ?.A@

onde CA 4coe$iciente do dia de maior contribuição5 tem valores usuais no /rasil variando de A,@< a A,;<2
• 7ontribuição dom"stica má)ima horária em lPs
:D$')D7 > c.6.P.M1.M2 @ ?A&CC , 'q. ?.A?

onde C@ 4coe$iciente da hora de maior va!ão do dia de maior contribuição5 " arbitra do usualmente em
A,;<2
• 7ontribuição mínima em lPs
:D$*nD7 > c.6.P.M% @ ?A&CC , 'q. ?.AF
onde C? 4coe$iciente de contribuição mínima5 " $reqüentemente adotado como <,;<.
%bserve-se que estes valores indicados para os coe$icientes são n0meros usuais para situações onde os
pro#etistas não dispõem de in$ormações mais precisas que indiquem dados mais a#ustados a realidade
local.

%.A. E)e$-lo
7alcular as contribuições m"dia, má)ima e mínima, atuais e $uturas, de uma comunidade $ictícia, a partir
das in$ormações apresentadas a seguir1
- população atual 1 A@.?;< hab,
- população $utura1 @@.H<< hab,
- consumo per capita1 @<< lPhab.dia,
- coe$iciente de re$orço1 CA.C@ _ @,<,
- relação esgotoPágua1 <,M<,
- ta)a de in$iltração1 <,<<<; lPs.m,
- e)tensão da rede 4etapa 0nica51 ?<,? Qm,
- contribuição industrial atual1 @H<mlPdia e
- contribuição industrial $utura1 ?;<mlPdia.
%/*1 3escarga industrial regulari!ada ao longo do dia.
SoluçãoE
Ae - *ituação atual
LD,i _ 4c.q.,.PMHF<<5 c m4L7.PMHF<<5 c D>.On.A<? _
_ 4<,M< ) @<< ) A@.?;<PMHF<<5 c m4@H<PMHF<<5 c <,<<<;)?<,?n)A<
?
_ @@,MB c ?,<A c A;,A; _
&1DC% l@s2
LDmá),i _ @@,MB ) @,< c ?,<A c A;,A; _ H?,G<lPs2
LDmin,i _ @@,MB ) <,; c ?,<A c A;,A; _ @G,H<lPs.
@e - *ituação $utura
LD,$ _ HA,<; lPs,
LDma),$ _ A<@,G< lPs e
LDmín,$ _ F<,AF lPs.

%.E. E)erc*cios
• Luais as origens dos resíduos líquidos que $ormam as va!ões da rede coletora de esgotos.
• 7omo a e$icincia do sistema de abastecimento de água a$eta a contribuição de esgotosV
• 7omo o nível de conservação da rede de distribuição de água pode a$etar o volume de esgotos
coletadosV e da rede coletoraV Justi$icar.
• 7itar situações práticas, #usti$icando, onde o coe$iciente de retorno seria maior que A,<. ' quando
seria menorV
• ')plicar os termos \consumo de água] e \contribuição de esgotos] comparando-os.
• 3e$inir
- consumo per capita de água2
- consumo per capita m"dio2
- contribuição per capita de esgotos2
- crescimento de população2
- densidade demográ$ica2
- previsão de população
• 7onhecidos os dados censitários de trs cidades A, / e 7, tabulados a seguir, pede-se estimar a
população $utura, no ano @<A<
a5 de A, / e 7 pelo m"todo geom"trico2
b5 de A, / e 7 pelo m"todo aritm"tico2
c5 de 7 pelo m"todo comparativo a partir de A e /.
Ieri$icar tamb"m para cada uma das cidades a admissibilidade da curva logística e, em caso
a$irmativo, $a!er uma previsão para o ano @<@< por esse m"todo. 7omparar e comentar os resultados a
partir do encontrado atrav"s do prolongamento manual dos dados de cada cidade.
CIDADE 1IEC 1I?C 1IIC 2CCC
A H;<H< BGH<< GF@H< AAA;H<
/ HA@<< B@@<< MFH<< A<FF<<
C ?GG<< FH@?< ;?G<< HB@<<
• 'm uma cidade com população de pro#eto equivalente a @MH<<hab, calcular as va!ões m"dia,
má)ima e mínima dos esgotos sanitários coletados. ')tensão total da rede coletora F@,GQm.
Admitir valores usuais no /rasil.
• 7omentar sobre
- $atores que in$luem no consumo de água e na contribuição de esgotos2
- a relação entre o desenvolvimento das cidades e a contribuição de esgotos sanitários.

7A,>DSO% >I
&.1. In#rod"ção
A coleta e o transporte das águas residuárias desde a origem at" o lançamento $inal constituem o
$undamento básico do saneamento de uma população. %s condutos que recolhem e transportam essas
va!ões são denominados de coletores e o con#unto dos mesmos compõem a rede coletora. A rede coletora,
os emissários, as unidades de tratamento, etc, compõem o que " denominado de sistema de esgotos
sanitários. % estudo dos sistemas de esgotamento, suas unidades e seus elementos acess(rios envolvem,
naturalmente, uma terminologia pr(pria a qual será ob#eto de estudo neste capítulo.
&.2. Ter$inolo!ia /'sica
A seguir serão apresentados conceitos e de$inições de componentes e acess(rios diversos dos sistemas de
esgotos sanitários.
• )a+ia de DrenagemE área delimitada pelos coletores que contribuem para um determinado ponto
de reunião das va!ões $inais coletadas nessa área.
• Cai9a de ,assagem FC,"E c&mara subterr&nea sem acesso, locali!ada em pontos singulares por
necessidade construtiva e econ+mica do pro#eto.
• Coletor de Esgoto1 tubulação subterr&nea da rede coletora que recebe contribuição de esgotos em
qualquer ponto ao longo de seu comprimento, tamb"m chamado coletor p0blico.
• Coletor ,rin+i!al1 coletor de esgotos de maior e)tensão dentro de uma mesma bacia.
• Coletor 5ron+o1 tubulação do sistema coletor que recebe apenas as contribuições de outros
coletores.
• Cor!o Be+e!tor1 curso ou massa de água onde " lançado o e$luente $inal do sistema de esgotos.
• Di1metro ?ominal FD?"1 n0mero que serve para indicar as dimensões da tubulação e acess(rios.
• Emiss$rio1 canali!ação que deve receber esgoto e)clusivamente em sua e)tremidade de
montante, pois se destina apenas ao transporte das va!ões reunidas.
• Estação Elevat6ria de Esgotos FEEE"1 con#unto de equipamentos, em geral dentro de uma
edi$icação subterr&nea, destinado a promover o recalque das va!ões dos esgotos coletados a
montante.
• Estação de 5ratamento de Esgotos FE5E"1 unidade do sistema destinada a propiciar ao esgoto
recolhido de ser devolvido a nature!a sem pre#uí!o ao meio ambiente.
• Gnter+e!torE canali!ação que recolhe contribuições de uma s"rie de coletores de modo a evitar
que deságüem em uma área a proteger, por e)emplo, uma praia, um lago, um rio, etc.
• Ligação ,redial1 trecho do coletor predial situado entre o limite do lote e o coletor p0blico.
• Hrgãos A+ess6rios1 dispositivos $i)os sem equipamentos mec&nicos 4de$inição da =/6 GHFGPMH
- A/=D5.
• ,assagem 3orçada1 trecho com escoamento sob pressão, sem rebai)amento.
• ,oço de &isita F,&"1 c&mara visitável destinada a permitir a inspeção e trabalhos de manutenção
preventiva ou corretiva nas canali!ações - " um e)emplo de (rgão acess(rio.
• ,rofundidade do Coletor1 a di$erença de nível entre a super$ície do terreno e a geratri! in$erior
interna do coletor 4Rigura F.A5.
• Be+o%rimento do tu%o +oletor1 di$erença de nível entre a super$ície do terreno e a geratri!
superior e)terna do tubo coletor.
• Bede Coletora1 con#unto de condutos e (rgãos acess(rios destinado a coleta e remoção dos
despe#os gerados nas edi$icações, atrav"s dos coletores ou ramais prediais.
• Sifão Gnvertido1 trecho de conduto rebai)ado e sob pressão, com a $inalidade de passar sob
obstáculos que não podem ser transpassados em linha reta.
• Sistema ColetorE Doido o con#unto sanitário, constituído pela rede coletora, emissários,
interceptores, estações elevat(rias e (rgãos complementares e acess(rios.
• 5an8ue 3lu94vel1 reservat(rio subterr&neo de água destinados a $ornecer descargas peri(dicas sob
pressão detro dos trechos de coletores su#eitos a sedimentação de material s(lido, para prevenção
contra obstruções por sedimentação progressiva.
• 5erminal de Lim!e;a F5L"1 dispositivo que permite introdução de equipamentos de limpe!a,
locali!ado na e)tremidade de montante dos coletores.
• 5re+.o de +oletor1 segmento de coletor, interceptor ou emissário limitado por duas
singularidades consecutivas, por e)emplo, dois poços de visita.
• 5u%o de Gns!eção e Lim!e;a F5GL"1 dispositivo não visitável que permite a inspeção e)terna do
trecho e a introdução de equipamentos de limpe!a.
• 5u%o de 7ueda F57"1 dispositivo instalado no ,I de modo a permitir que o trecho de coletor a
montante deságüe no $undo do poço.
8i!"ra (.1 4 Ter$inolo!ia da Gala de assen#a$en#o de "$ cole#or
&.%. Co$en#'rios

3ependendo da ocorrncia de áreas onde os coletores não possam continuar ou mesmo desaguar o esgoto
bruto, deverão ser pro#etados interceptores, assim como a necessidade de transporte de va!ões $inais para
pontos distantes da área de coleta $orçará a construção de um emissário. % lançamento subaquático no
mar ou sob rios caudalosos normalmente poderá ser reali!ado atrav"s de emissários com elevat(ria na e)-
tremidade de montante.

As estações de tratamento de esgotos 4'D'5 ocorrerão quando os corpos receptores das va!ões esgotáveis
não possuírem capacidade de absorção da carga org&nica total. A capacidade das 'D' será dimensionada
de modo que o e$luente contenha em seu meio uma carga org&nica suportável pelo corpo receptor, ou
se#a, que não lhe cause alterações danosas ao seu equilíbrio com o ambiente natural.

A ocorrncia de estações elevat(rias " $reqüente em cidades de grande porte, situadas em áreas planas ou
mesmo com declividade super$iciais in$eriores as mínimas requeridas pelos coletores para seu
$uncionamento normal. =estas ocorre que no desenvolvimento das tubulações coletoras, estas vão
continuamente a$astando-se da super$ície at" atingirem pro$undidades inaceitáveis em termos práticos,
requerendo assim, que se elevem as cotas dos coletores a pro$undidades mínimas ou racionais, sendo isto
somente possível atrav"s de instalações de recalque de cu#o e$luente partirá um novo coletor que poderá,
eventualmente, at" terminar em outra unidade de recalque. ,or uma situação similar a ocorrncia de
estações elevat(rias " $reqüente em interceptores e)tensos, principalmente aqueles que protegem margens
aquáticas, nos emissá-rios e nas entradas das 'D', visto serem estas normalmente estruturas a c"u aberto
4lagoas de estabili!ação, $iltros biol(gicos e valos de o)idação5 ou $echadas, mas apoiadas na super$ície
4biodigestores5.

%s si$ões invertidos e as tubulações de recalque das elevat(rias são as 0nicas unidades convencionais a
$uncionarem sob pressão nos sistemas de esgotos sanitários. =a impossibilidade da transposição em linha
reta, inclinada corretamente, pela e)istncia no local de obstáculos de qualquer nature!a e que não
possam ser removidos ou \atravessados], a indicação mais viável, em termos de economia de operação, "
o si$ão invertido, considerando que o escoamento, embora sob pressão, dar-se-á por gravidade, evitando
assim, o consumo contínuo de energia el"trica e equipamentos de recalque permanentes, como nas
estações elevat(rias.
3iversos autores classi$icam poços de visita e dispositivos substitutos destes, como (rgãos acess(rios
obrigat(rios das redes, enquanto que citam como acess(rios eventuais si$ões invertidos, considerando que
estes $uncionam #untos aos coletores com va!ões contínuas e por gravidade, ocupando como os poços de
visita, um espaço natural das tubulações transportadoras, e tamb"m os tanques $lu)íveis por estes permiti-
rem o $uncionamento ininterrupto dos trechos a #usante.
&.&. E)erc*cios
• Luais as $inalidades das redes coletoras de esgotos sanitáriosV
• ,or de$inição um coletor tronco " um coletor principalV
• Dodo sistema de esgotamento sanitário tem interceptoresV ' emissáriosV Justi$icar.
• %s si$ões invertidos $uncionam por gravidadeV :idraulicamente são condutos livres ou
$orçadosV
• ,or que as estações elevat(rias são ditas [instalações eletromec&nicas[V
• Lual a $inalidade dos poços de visitaV e dos tanques $lu)íveisV
• 3escrever a ocorrncia, nos *'*, das estações de tratamento.
• 3iagnosticar e opinar sobre o que são (rgãos acess(rios obrigat(rios e eventuais das redes
coleto-rasV
• Lual a $inalidade das estações elevat(rias e dos si$ões invertidosV
7A,>DSO% I
(.1. In#rod"ção
% esgoto sanitário " um líquido com características essencialmente org&nicas com cerca de GG,GY de
água e <,AY de s(lidos em dissolução ou em suspensão. 'sse pequeno teor relativo de s(lidos torna o
esgoto um líquido com características hidráulicas similares -s da água. *endo assim, a utili!ação das
mesmas leis e princípios que regem o escoamento de água em condutos, para solução de cálculos
hidráulicos quando o $luido $or esgoto sanitário, não resultará em erros signi$icativos. 3iante desses
argumentos este capítulo tratará de apresentar um resumo de hidráulica, onde serão apresentados
conceitos e $ormulários mais comumente empregados no dimensionamento de condutos de esgotos.
(.2. Pro-riedades 8*sicas
7omo muitos dos dados pesquisados sobre esgotos sanitários tm como padrão leituras a @<
o
7 4
A
5, serão
mostrados a seguir as principais características da água a esta temperatura, para que se tenha uma id"ia do
comportamento do líquido em estudo, nestas condições1
• peso especí$ico 4peso por unidade de volume5 - γ _ GGM,@? Cg$Pm
?
2
• densidade relativa 4relação cPa densidade da água a F
o
75 - δ_ GGM,@?2
• densidade absoluta 4 γP! - massa por unidade de volume5 - ρ_ A<A,BH Cg$ . s
@
Pm
F
2
• viscosidade din&mica 4ou somente viscosidade5 - µ_ A,<@G ) A<
-F
Cg$.sPm
@
4A Cg$.sPm
@
_ GM,A
poises 4
@
52
• viscosidade cinemática 4 µ/ρ 5 - ν _ A,<AA.A<
-H
m
@
Ps 4AmhPs _ A<
F
stoQes 4
?
52
• tensão super$icial 4tensão por unidade de comprimento numa linha qualquer de separação5 - σs_
<,<<BF Cg$Pm 4A Cg$ _ G,M<HH;=52
• m(dulo de elasticidade 4relação entre aumento de pressão e o de massa especí$ica5 - E _ @,AM )
A<
M
Cg$Pmh 2
• pressão de vapor 4pressão e)ercida pelo vapor em determinado espaço5 - PG _ <,<@?G Cg$Pcmh .
(.%. Classificação dos MoGi$en#os
A :idráulica " o ramo das cincias $ísicas que tem por ob#etivo estudar os líquidos em repouso e em
movimento. *e um líquido escoa em contato com a atmos$era di!-se que ele está em escoamento livre e
quando escoa con$inado em um conduto de seção $echada com pressão di$erente da atmos$"rica tem-se
um escoamento $orçado ou sob pressão.
Luando o movimento desenvolve-se de tal maneira que as partículas traçam tra#et(rias bem de$inidas no
sentido do escoamento, de$ine-se um movimento laminar ou vis+oso e quando não há de$inição das
tra#et(rias das partículas, embora com certe!a ha#a escoamento, tem-se o movimento tur%ulento ou
.idr$uli+o. A primeira condição " de di$ícil ocorrncia, e)ceto nos escoamentos naturais subterr&neos em
meios porosos, sendo mais uma condição criada arti$icialmente em laborat(rios para e$eito de
desenvolvimento de estudos.
É de $undamental import&ncia te(rica tamb"m a classi$icação dos regimes de
escoamentos em regime !ermanente e não !ermanente ou vari$vel. % escoamento
permanente, o mais comum em dimensionamentos hidráulicos, ainda pode ser uniforme
e variado. =o permanente as características do escoamento não variam ao longo do
tempo, na seção em estudo. *e al"m de não se modi$icar ao longo do tempo tamb"m
permanecer inalterado ao longo da canali!ação, o regime " denominado de !ermanente
e uniforme. 'sta condição de escoamento será constantemente considerada no
dimensionamento convencional de condutos de esgotamento pluvial como será visto nos
pr()imos capítulos. Luando as características variarem ponto a ponto, instante a
instante, o escoamento " dito não permanente, ou se#a, a va!ão varia no tempo e no
espaço e, con$orme a variação da velocidade de escoamento ao longo do conduto e com
o tempo, pode ainda ser classi$icado como acelerado, quando a velocidade aumenta com
o tempo, ou retardado, quando em ritmo contrário.
(.%. E6"ação da Con#in"idade
É a equação que mostra a conservação da massa de líquido no conduto, ao longo de todo o escoamento.
>sto quer di!er que em qualquer seção transversal da canali!ação o produto ρ.A.N será constante, sendo
[ρ[ a densidade do líquido. 3espre!ando-se a compressibilidade da água temos para as n seções do
escoamento
A1.N1 > A2.N2 > ...... > An.Nn > : , 'q. ;.A
onde,
: _ a va!ão em estudo2
Ai_ a área da seção molhada em [i[2
Ni_ a velocidade de escoamento pela mesma seção.
(.&. E6"ação da Ener!ia
A energia presente em um $luido em escoamento pode ser separada em quatro parcelas, a saber, energia
de pressão 4pie!ocarga5, energia cin"tica 4taquicarga5, energia de posição 4hipsocarga5 e energia t"rmica.
,artindo do princípio da conservação de energia, para duas seções transversais em dois pontos distintos, A
e @ do escoamento 4Rigura ;.A5, estas parcelas podem ser agrupadas da seguinte $orma1
'q. ;.@
que " conhecida como teorema de )ernoulli 4
F
5 para $luidos reais, onde
- _ pressão, Cg$Pmh2
γ _ peso especí$ico, Cg$Pml2
G _ velocidade do escoamento, mPs2
! _ aceleração da gravidade, mPsh2
O _ altura sobre o plano de re$erncia, m2
7f_ perda de energia entre as seções em estudo, devido a turbulncia, atritos, etc, denominada de perda de
carga, m2
α _ $ator de correção de energia cin"tica devido as variações a de velocidade na seção ou coe$iciente de
7oriolis 4
;
5 .
A soma das parcelas 9 3 <-@γ = 3 <α . G
2
@2!= " denominada de energia me+1ni+a do l48uido !or unidade de
!eso. ,ortanto, a energia mec&nica de um líquido sempre estará sob uma ou mais das trs $ormas citadas.
8IG. (.1 4 Ele$en#os co$-onen#es da E6"ação (.2.
*e#a P o peso de um determinado volume de líquido, situado em uma determinada posição relativa de
altura O. 'ntão a sua energia potencial será P.O e, consequentemente, por unidade de peso será P.O @P,
que " igual a O. % mesmo raciocínio poderá ser aplicado para a parcela cin"tica.
,ara a parcela -@γ ve#amos o seguinte raciocínio1 o tra%al.o
τ reali!ado por um líquido deslocado atrav"s de um cilindro de
seção transversal A, ao longo de sua e9tensão L, impulsionado por
uma !ressão -.A.L 4Rig. ;.@5, sendo que, por sua ve!, o peso desse
líquido " γ. A.L, logo...a
8i!"ra (.2 4 Cilindro de 'rea A e e)#ensão L <ao lado
;.H.@. E9!ressões mais Comuns na Literatura
;.H.@.A. 36rmula Dar+I : Jeis%a+K 4
H
5
A e)pressão para cáculo da perda de carga de 3arcU, apresentação americana, " $reqüentemente
representada pela equação
, 'q. ;.F
onde f " um coe$iciente que " $unção do di&metro, do grau de turbulncia, da rugosidade, etc e
calculado pela e9!ressão de Cole%rooK, a denominada e9!ressão universal de !erda de +arga.
'sta e)pressão, embora comprovadamente apresente resultados mais con$iáveis, sua manipulação implica
em certas di$iculdades de ordem prática o que leva muitos pro#etistas a optarem por e)pressões empíricas
alternativas de melhor trabalhabilidade. =os raros casos de tubos lisos com escoamento laminar, +K H
2CCC 4normalmente s( obtidos em laborat(rio5 a rugosidade não inter$ere no valor de
f que " calculado pela e)pressão f > A&@+K , onde +K " conhecido como ?Lmero de BeInolds 4
B
5. ,ara
tubos rugosos $uncionando na !ona de completa turbulncia 4
M
5, +K 5 &CCC 4os coletores de esgotos, em
geral, trabalham com +K 51CCCC5 " comum ser utili!ada a e)pressão de Cármán-,randtl 4
G
5,
, 'q. ;.;
,ara escoamentos não laminares situados na !ona de transição de +K, apro)imadamente entre @<<< e
F<<<, o valor de f pode ser determinado utili!ando-se da e9!ressão de Cole%rooK:J.ite 4
A<
5,
, 'q.;.H
onde M signi$ica o tamanho das aspere!as internas do conduto e M@D a rugosidade relativa, grande!a esta
de grande signi$icado, numa análise hidráulica, que dá con$iabilidade a uma e)pressão para cálculo das
perdas 4
AA
5 e que normalmente não " conciderada nas e)pressões empíricas.
;.H.@.@. 36rmula de Aa;en:Jilliams 4
A@
5
É, sem d0vida, a $(rmula prática mais empregada pelos calculistas para condutos sob pressão desde AG@<,
principalmente em pr"-dimensionamentos. 7om resultados bastante ra!oáveis para di&metros de ;< a
?;<<mm, " equacionada da seguinte $orma1
P > 1CDA&%.C
41D?(
. D
4&D?E
. :
1D?(
, 'q. ;.B
onde C " o coe$iciente de rugosidade que depende do material e da conservação deste, con$orme
e)emplos no quadro abai)o.
Ti-o de #"1o Idade DiJ$e#ro <$$= C
=ovo
` A<<
A<< - @<<
@@; - F<<
F;< - H<<
AAM
A@<
A@;
A?<
- Rerro $undido pichado
A< anos
` A<<
A<< - @<<
@@; - F<<
F;< - H<<
A<B
AA<
AA?
AA;
- Aço sem revestimento,
soldado
@< anos
`A<<
A<< - @<<
@@; - F<<
F;< - H<<
MG
G?
GH
A<<
?< anos
` A<<
A<< - @<<
@@; - F<<
F;< - H<<
H;
BF
M<
M;
- 8anilha cer&mica
=ova
ou
usada
` A<<
A<< - @<<
@@; - F<<
A<B
AA<
AA?
- Aço sem revestimento,
rebitado

=ovo
` A<<
A<< - @<<
@@; - F<<
F;< - H<<
A<B
AA<
AA?
AA;
usado
` A<<
A<< - @<<
@@; - F<<
F;< - H<<
MG
G?
GH
A<<
- Rerro $undido cimentado
- 7imento amianto - 7oncreto
=ovo
` A<<
A<< - @<<
@@; - F<<
F;< - H<<
A@<
A?<
A?H
AF<
- Aço revestido
- 7oncreto
ou
;<< - A<<<
f A<<<
A?;
AF<
- ,lástico 4,I75
usado
At" ;<
H< - A<<
A@; - ?;<
A@;
A?;
AF<
'sta e)pressão tem como grande limitação te(rica o $ato de não considerar a in$luncia da rugosidade
relativa no escoamento, podendo gerar resultados in$eriores - realidade durante o $uncionamento, na
perda calculada para pequenos di&metros e valores muito altos para maiores, caso não ha#a uma correção
no coe$iciente C usualmente tabelado.

;.H.@.?. 36rmula de C.0;I 4
A?
5
%riginalmente de$inida em ABB;, " a mais $amosa e tradicional e)pressão para cálculo hidráulico de
condutos trabalhando em escoamento livre. =ormalmente " apresentada da seguinte $orma1
, 'q. ;.M
onde I " a velocidade m"dia, 6 o raio hidráulico, J a declividade da linha de energia 4perda unitária5 e 7
" o $ator de resistncia denominado de 7oe$iciente de 7h"!U, que depende do acabamento das paredes do
conduto.

;.H.@.F. R(rmula de /a!in 4
AF
5

8uito mencionada, principalmente em publicações $rancesas e italianas, esta equação apresenta bons
resultados para cálculos de condutos livres. /a!in criou uma e)pressão para o coe$iciente 7 de 7h"!U sem
considerar a in$luncia da inclinação da linha de energia.
=ormalmente " apresentada como segue1
, 'q. ;.G
onde m _ <,AH para a maioria dos tipos de canali!ações empregadas nos esgotamentos sanitários e 6 o
raio hidráulico. Abai)o " apresentada uma listagem dos valores de $ de /a!in para super$ícies em bom
estado de conservação, mais citados na literatura1
A - 7A=A>*
• alvenaria de pedras brutas A,F<
• alvenaria de pedras brutas cortadas <,B<
• alvenaria de pedras com $aces retangulares <,@M
• alvenaria em ti#olos aparentes <,??
• alvenaria rebocada <,@@
• concreto sem acabamento <,?<
• concreto com revestimento alisado <,AA
• concreto com revestimento \queimado] <,<H
• escavado em rocha A,B<
• terra limpa e estável <,B<
• terra coberta com grama A,<<
• terra coberta com plantas aquáticas A,F<
@ - DS/%*
• aço soldado <,AF
• cer&micos vitri$icados <,AH
• cimento-amianto <,AA
• concreto <,@@
• $erro $undido <,AF
• madeira aparelhada <,AF
• em uso +om esgotos sanit$rios <,AH
;.H.@.;. 36rmula de /anning 4
A;
5
A equação de 8anning tem a seguinte $orma
, 'q. ;.A<
onde n " um coe$iciente que depende da rugosidade das paredes dos condutos, comumente denominado
de coe$iciente de rugosidade de 8anning. 'm geral n > CDC1% para escoamentos de esgotos sanitários
4Ie#a lista5.
'm um escoamento livre permanente e uni$orme
, 'q. ;.AA
onde I " a velocidade e > a inclinação da super$ície livre da água que, paralela ao $undo do canal 4seria
teoricamente a perda unitária m"dia do escoamento no trecho em estudo5.
Abai)o uma seqüncia de valores de n da ')pressão de 8anning comumente apresentados na literatura
A - 7A=A>*
• alvenaria de pedras brutas argamassadas <,<@<
• alvenaria de pedras com $aces retangulares <,<AB
• alvenaria em ti#olos aparentes <,<A;
• alvenaria rebocada <,<A@
• concreto sem acabamento <,<AF
• concreto com revestimento alisado <,<A@
• concreto com revestimento \queimado] <,<A<
• terra limpa e estável <,<@;
• terra coberta com grama <,<?<
• terra coberta com plantas aquáticas <,<?;
@ - DS/%*
• aço rebitado <,<A;
• aço soldado <,<AA
• cer&micos vitri$icados <,<A?
• cimento-amianto <,<AA
• concreto com revestimento <,<A@
• concreto sem revestimento <,<A;
• $erro $undido com revestimento <,<A@
• $erro $undido sem revestimento <,<A?
• $erro galvani!ado <,<AF
• madeira aparelhada <,<AA
• ,I7 <,<A?
• em uso +om esgotos sanit$rios <,<A?
'mbora na prática os valores de n se#am $reqüentemente tomados como constantes para qualquer valor de
l&mina líquida 4altura de água no conduto5, sabe-se cienti$icamente que esta hip(tese não " verdadeira,
sendo o procedimento temerário para cálculos rigorosos. A variação de \n] com a l&mina está
representada na Rigura ;.H.
(.E. Perdas de Car!a Locali9adas 4 7fQ
Damb"m denominadas de perdas singulares, locais ou acidentais, no caso de condutos sob pressão, podem
ser determinadas a partir da seguinte e)pressão geral
, 'q. ;.A@
onde I a velocidade na menor seção da singularidade e C um coe$iciente de perdas locali!adas que varia
de acordo com cada singularidade, como mostram alguns e)emplos listados em quaisquer livros de
hidráulica ou de instalação predial.
=o caso de escoamento livre não e)istem $(rmulas universalmente aceitas e, na maioria das ve!es, estas
perdas são despre!adas e)ceto em casos particulares de curvas, alargamentos, contrações de seção,
encontros de canais e embocaduras. Alguns pro#etistas usam o e)pediente de acrescer ao valor de \n]
tabelado @<Y a ?<Y, como tentativa de #usti$icar e prevenir contra distorções no $uncionamento dos
condutos, enquanto que outros simpli$icam mais ainda tomando quedas de carga de ? a A<cm, con$orme o
tipo de acidente.

(.?. Tensão Tra#iGa 4 σ
%s líquidos esgotáveis possuem em seu meio materiais mais pesados que a água e, conseqüentemente,
sedimentáveis naturalmente. É, pois, essencial que se evitem estes dep(sitos indese#áveis para que, com o
tempo não ocorram reduções sucessivas da seção 0til ou que se aglomerem em volumes s(lidos maiores
provocando abrasão nas paredes internas dos condutos quando arrastados pelo líquido, pre#udicando o
escoamento e dani$icando a canali!ação. >sto implica em dimensionamento das tubulações de esgotos em
condições de escoamento tais que se garanta um es$orço tangencial mínimo entre o líquido em
escoamento e a super$ície molhada do conduto. 3este es$orço tangencial origina-se o conceito de tensão
trativa - σ4ou tensão de arraste5 de$inida como o es$orço tangencial unitário transmitido -s paredes do
conduto pelo líquido em escoamento. ,ara melhor entendimento do conceito de tensão trativa, a seguir
será apresentada a obtenção de uma e)pressão para o seu cálculo.
>magine-se um trecho de canali!ação $uncionando em escoamento livre con$orme esquemati!ada na
Rigura ;.@. Analisando a $igura tem-se
PQ > γ . A. L e R _ ,o. sen α, onde \ ,o ] " o peso do líquido,
∴σ > γ . A. L. sen α .
,or de$inição tensão " $orça P área, logo
σ > 8 @ <P. L= , onde , " o perímetro molhado. Assim
σ > < A.L.! .sen α= @ < P.L = > K.! .sen α, onde \6] " o raio hidráulico.
7omo para &ngulos de at" ;o 4a maioria dos condutos livres tm declividades in$eriores a esta5 sen p tg
e denominando-se de \>] a inclinação do $undo do conduto, então
σ > K. !. I , 'q. ;.A?
permitindo, pois, que se possa admitir que a tensão de arraste em um escoamento de esgoto " $unção do
raio hidráulico, do peso especí$ico e da declividade do conduto.
7omo par&metro para dimensionamento de coletores de esgoto há autores que recomendam, por e)emplo,
como tensão de arraste m"dia, <,H<,a 4AH5 para ,I7 e A,;<,a para tubulações de concreto.
8IG. (. 2 4 8orças de ação e$ "$ canal
(.I. Ener!ia Es-ec*fica 4 E
Damb"m chamada de \carga especí$ica], " um conceito muito importante quando se estuda escoamento
livre. 6epresenta a quantidade de energia por unidade de peso do líquido, medida a partir do $undo do
canal. É $ormulada pela equação1
, 'q. ;.AF
onde ; " a altura da água no canal.
7olocando-se os valores de E em $unção de ; resulta um diagrama típico mostrado na Rigura ;.?, onde se
desenvolve uma curva com duas assíntotas, uma ao ei9o EE e outra a bissetri! dos EE e MM, onde para
cada valor de E tem-se dois valores de ;, e)ceto no mínimo da curva, onde se tem o menor valor para \']
com que a va!ão poderá escoar na seção em estudo. É neste ponto onde se lem as denominadas
condições críticas do $lu)o 4l&mina crítica, velocidade crítica, etc5.
8IG. (. % 4 Dia!ra$a de ener!ia es-ec*fica
É importante lembrar que no ponto crítico o escoamento " bastante instável podendo, a pequenas
alterações na energia especí$ica, provocar sensíveis alterações na l&mina líquida, tra!endo transtornos
para o $uncionamento da obra pro#etada.
7onceitualmente " identi$icado como escoamento superior, lento, $luvial, tranqüilo ou subcrítico se o
mesmo " desenvolvido com l&mina maior que a crítica e in$erior, rápido, torrencial ou supercrítico
quando a altura $or in$erior.
Eeralmente canali!ações com escoamento livre são pro#etadas para $uncionarem no regime subcrítico.
Ielocidades elevadas, sobre-elevações, propagação de ondas e áreas de subpressões são e)emplos de
ocorrncias complicadoras que desaconselham o pro#etista trabalhar com escoamentos supercríticos a não
ser em situações sem alternativas como, por e)emplo, no caso de vertedores livres. % ressalto hidráulico
", tamb"m, um e)emplo de mudanças de regime.
(.1C. +B$ero de 8ro"de 4 8r <
1E
=
=0mero de Rroude " um valor que relaciona $orças de in"rcia com as de gravidade no $lu)o, onde,
, 'q. ;.A;
*e 8r $or menor que a unidade então o regime " subcrítico. *e igual a unidade tem-se a condição crítica e
quando $or maior o escoamento desenvolve-se em regime supercrítico. Assim na condição crítica, tem-se
, 'q. ;.AH
onde g " a aceleração de gravidade.
(.11. Escoa$en#o LiGre e$ Seção Circ"lares 4 Ele$en#os Geo$F#ricos@Tri!ono$F#ricos
2.11.1. Seção ,lena : I N do O 1,P
*e um conduto de seção circular de di&metro do está completamente cheio por um líquido 4esgoto, por
e)emplo5 escoando hidraulicamente em condições livres, ocupando totalmente cada seção contínua e
sucessivamente, di!-se que este conduto está $uncionando a \seção plena]. =esta situação suas
e)pressões geom"tricas são1
• área molhada plena1 Ao > π. do
2
@&2
• perímetro molhado pleno 1 Po > π. do 2
• raio hidráulico pleno1 Ko > Ao@ Po > do@& 2
• velocidade a seção plena1 No > <1@n= . <do@&=
2@%
. Io
CD(
'qs. ;.AB
%/*.1 % índice oem do e >o lembra que a seção em estudo " circular e nas demais inc(gnitas que al"m de
circular a seção está $uncionando cheia. 'sta simbologia, no entanto, não " 0nica, $icando a crit"rio de
cada autor.
2.11.2. Seção ,ar+ialmente C.eia : I N do < 1,P
'sta situação encontra-se esquemati!ada na Rigura ;.F onde \b] " a corda, \U] a altura 4l&mina líquida5,
\do] o di&metro da seção e \&] o &ngulo central molhado. Oogo, geometricamente,
• J > 2arccosR 1 4 <2; @ do= S em radianos ou ;@do > R 1 4 cos < J@2 = S @ 2 ,
• A 4área molhada5 _ <do
2
@ ? = . < J 4 sen J = ,
• P 4perímetro molhado5 _ J . do @ 2 ,
• K 4raio hidráulico5 _ <do @ &= R 1 4 <sen J @ J = S ,
• 1 4corda5 _ do . sen <J@2= 'qs. ;.AM
e, empregando 8anning,
• J > ADCA% . <n.: @ Io
CD(
=
CD(
. do
41D(
. J
CD&
3 sen J ,
para 1DAC rad ≤ J ≤ &D&C rad 4
AM
5. Rora deste intervalo o desenvolvimento do &ngulo central torna-se
incompatível com a evolução da curvatura interna da super$ície, para a e)pressão.
8IG. (. & 4 Seções -arcial$en#e c7eias 4 ;@do H 1DC
;.AA.?. Belação Entre os Elementos
• A@Ao > <1 @ 2π= <J 4 sen J=
• P@Po > J@2π
• K@Ko > R 1 4 <sen J @ J = S
• N@No >R 1 4 <sen J @ J = S
2@%

• :@:o > R <1 @ 2π= <J 4 sen J=S . R 1 4 <sen J @ J = S
2@%
. 'qs.;.AG
'stas relações estão mostradas na Rigura.;.;.
8i!"ra.(.( 4 Kelações en#re ele$en#os das seções circ"lares
(.12. E)e$-los
• A. Sm trecho tubulação de seção circular de <,F<m de di&metro e)ecutado em concreto simples,
está assentado sob uma declividade de <,?Y. ,ede-se calcular a capacidade do trecho quando seu
$uncionamento $or 4a5 - seção plena, escoando livremente e 4b5 com l&mina líquida relativa de
B;Y.
*olução1 4admitindo-se \n] constante _ <,<A?5
a5 Lo _ Ao .Io _ 4π.do
@
PF5.m4APn5.4do PF5
@P?
. 4 >o 5
AP@
n
com do _ <,F<m, n _ <,<A? e >o _ <,<<?mPm
∴ Qo ≅ 0,1135m³/s = 113,5 l/s;
b5 U _ <,B;do
A. *olução analítica
,elas 'qs. ;.AM tem-se UPdo _ m A - cos 4&P@5 n P @ _ <,B; onde cos 4&P@5 _ - <,; ou
& _ @ cos-q 4- <,;5 ou & _ @ ) @,<GFF ≅ F,AG rad,
A 4área molhada5 _ do
@
) 4& - sen &5PM _ <,<@ ) 4F,AG - sen F,AG5 ≅ <,A<Am
@

e 6 _ 4doPF5 ) m A - 4sen &5P& n _ <,A@A m, logo como L _ A.I, então
L _ <,A<A ) 4A P <,<A?5 ) 4<,A@A5
@P?
) 4<,<<?5
AP@
≅ A<F,A lPs 2
@. *olução grá$ica 4utili!ando a Rig.;.;, n constante5
7om UPdo _ <,B; segue-se na hori!ontal at" encontrar a curva de va!ão de onde,
na
vertical, l-se L P Lo_ <,GA?, então, L _ <,G@ ) AA?,; ≅A<F,F lPs2
%/*.1 7aso se dese#e encontrar a área, o raio hidráulico e velocidade parciais o
procedimento " análogo.

• @. 'ncontrar as e)pressões equivalentes -s 'qs.;.AM quando os &ngulos $orem medidos em graus
e não em radianos.
*olução 1
%s valores de J serão apresentados em graus a
o
e multiplicados por 2π @ %AC quando estiverem
como parcela da correspondente e)pressão.
')emplo1 A4 _ área molhada5 _ do
@
4& - sen &5 P M, então1
A _ do
@
rm4@πP ?H<5a
o
n - 4sen a
o
5sPM,
, _ &.doP@ _ 4@πP ?H<5a
o
.doP@ e
6 _ 4doPF5rm A - 4sen a
o
5Pm4@πP ?H<5a
o
ns
ou se#a, a
o
_ & ) ?H<
o
P @π ou & _ a
o
n ) @π P ?H<
o
.
(.1%. E)erc*cios
• A. 3e$inir desnível geom"trico, linha pie!om"trica, perda de carga unitária, conduto livre e
conduto $orçado.
• @. 3e$inir regime permanente e uni$orme de escoamento.
• ?. 'studar o signi$icado de
- peso especí$ico2
- densidade absoluta e relativa2
- viscosidades din&mica e cinemática2
- tensão super$icial e m(dulo de elasticidade2
- pressão de vapor.
• F. ,esquisar o signi$icado de
- coe$iciente de 7oriolis2
- conduto liso e conduto rugoso2
- pressão absoluta e pressão relativa.
• ;. % que signi$ica tensão trativa V e energia especí$icaV
• H. Lue quer di!er \condições críticas de escoamento]V
• B. ,ara condutos circulares encontrar em $unção de \do] as e)pressões geom"tricas para cálculo
da área molhada A, perímetro molhado , e raio hidráulico 6 no caso de1
a5 U _ do P @2
b5 U _ ?do P F.
• M. *abendo-se que um determinado trecho de canali!ação de A<<<mm de di&metro. " capa! de
transportar teoricamente A,;<mlPs de va!ão. ,ara um coe$iciente de :a!en-Tilliams de A?<,
determinar os coe$icientes correspondente de 8anning e o da $(rmula universal.
• G. Sm determinado trecho de galeria de H<<mm de di&metro está assentado sob uma declividade
de <,<<?mPm. *endo n _ <,<A? para qualquer l&mina, calcular
a5 Lo e Io2
b5 L e I para U _ <,F<m2
c5 U e I para L _ <,B<Lo2
d5 U, A, 6 e L para I _ A,A< Io.
• A<. 6esolver o e)ercício anterior empregando \n] variável.
• AA. Sm canal triangular com paredes inclinadas de F;t, revestido com cimento alisado a colher
de pedreiro, descarrega uma va!ão de @,; mlPs. *e sua declividade longitudinal de <,@<Y
calcular a altura da água nesse canal.
• A@. Sma galeria circular de concreto revestida internamente com material betuminoso, com
di&metro de A,@<m, tem um caimento de <,M;mPCm. 7alcular a capacidade e a velocidade de
escoamento quando a mesma trabalhar cheia escoando livremente.
• A?. Lue di&metro dever-se-ia indicar para que um emissário de esgotos sanitários $osse capa! de
transportar @M@ lPs a <,<<; mPm, para uma l&mina má)ima de AP@ seção V Admitir n _ <,<A? a
seção plena.
• AF. Sm canal retangular de ?,< m de largura condu! cerca de @H<< lPs quando a pro$undidade
molhada " de A,<m. ,ede-se calcular a energia especí$ica da corrente líquida e a veri$icação do
regime de escoamento.
• A;. =o e)ercício anterior veri$icar as condições críticas de escoamento para n _ <,<A?.
*ugestão1 calcular q 4va!ão unitária _ @,AHP? lPs.m5 e empregar as e)pressões hc _ 4q
@
Pg5
AP?
,
Ic_4g.hc 5AP@ e >c _ 4nIc P 6
@P?
5
@
.
• AH. 3edu!ir a partir do conceito de energia especí$ica e do n0mero de Rroude, as e)pressões
sugeridas no e)ercício anterior.
• AB. ,ara L _ ;< lPs, >o _ <,<<@ mPm e uma altura molhada má)ima de <,B;do, encontrar o
di&metro comercial para a situação e veri$icar as condições de escoamento 4I e U5 para n _
<,<A? 4constante5.
• AM. 7alcular a capacidade de uma galeria $uncionando a seção plena, sem carga, de di&metro de
A;<<mm sob <,<MY de declividade. Lual seria a va!ão, na mesma galeria, quando esta
$uncionasse a @P? de seçãoV Stili!ar e)pressão de /a!in.
• AG. Luantos trechos paralelos de coletores de esgoto de @<<mm de di&metro com l&mina má)ima
de ?PF de seção, a <,<<; mPm de declividade, poderiam ser substituídos por um 0nico de B<< mm
nas mesmas condições de declividade, trabalhando a B<Y de seção, para n _ <,<A? a seção plena,
nas seguintes hip(teses1 4a5 n constante e 4b5 n variável.
=%DA*u
4 A5 3e Andreas 7elsius 4AB<A-ABFF5, criador da escala termom"trica centígrada, publicada pela 6eal *ociedade *ueca em ABF@, mesmo ano
em que era inventado o aço $undido. Ssava o ponto de ebulição da água em uma e)tremidade 4< graua5 e o de congelamento na outra 4A<<
graus5. A inversão da escala tal como " usada ho#e, deve-se a outro sueco, o m"dico 7arl von Oinn"
4AB<B-ABBM5 e, assim, tornou-se a escala padrão da $ísica.
4 @5 3e *imeon 3enis ,oison 4ABMA-AMF<5, engenheiro, $ísico e matemático $rancs, amigo pessoal de
Oagrange 4AB?H-AMA?5 e Oaplace 4ABFG-AM@B5. 3esenvolveu pesquisas sobre mec&nica, elasticidade,
calor, som e estudos matemáticos com aplicação na medicina e produ!iu escritos sobre movimentos de
ondas em geral e coe$icientes de contração e a relação entre estes e a e)tensão. =a hidrodin&mica seu
mais notável trabalho $oi 8"moire sur les "quations g"n"rales de l^"quilibre et du mouvement des corps
solides "lastiques et des $luides, relacionando equilíbrio de s(lidos elásticos e correntes de $luidos
compressíveis, em AM@G, e na termodin&mica a Deoria matemática do calor, de AM?;.
4 ? 5 3e Eeorge Eabriel *toQes 4AMAG-AG<?5, matemático e notável $ísico te(rico brit&nico, nascido em
*Qreen, >rlanda, e educado em 7ambridge, vivendo na >nglaterra por toda a vida, onde $oi pro$essor em
7ambridge, secretário da 6oUal *ocietU e, $inalmente, seu presidente. ,ublicou mais de cem trabalhos
cientí$icos sobre variados assuntos, particularmente sobre hidrodin&mica. 'specialista em pesquisas para
a determinação de viscosidade de $luidos, particularmente usando em seus e)perimentos con#untos de
es$eras. 'm AMF; com o paper 'n t.e 5.eories of t.e Gnternal 3ri+tion of 3luids in /otion, and of t.e
E8uili%rium and /otion of Elasti+ Solid, publicou a versão de$initiva da equação =avier-*toQes 4Ier
Oouis 8arie :enri =avier, ABM;-AM?H5 , utili!ando o par&metro 4viscosidade din&mica5. *toQe1 unidade
de medida de viscosidade cinemática, no c. g. s., igual - de um líquido cu#a viscosidade " um poise e cu#a
massa volum"trica " um grama por centímetro c0bico 4vale A<F unidades 8C* de viscosidade
cinemática5.
4 F 5 3aniel /ernoulli 4AB<<-ABM@5, cientista suíço de Ervningen, criador da Rísica 8atemática
#untamente com o alemão Oeonard 'uler 4AB<B-ABM?5, e os $ranceses Ale)is 7laude 7lairaut 4ABA?-ABH;5
e Jean le 6ond doAlembert 4ABAB-ABM?5
4 ; 5 Easpard Eustave de 7oriolis 4ABG@-AMF?5, pro$essor e hidráulico $rancs, nascido em ,aris, $ormado
na 'cole des ,onts et 7hauss"es e, posteriormente, pro$essor da ,olit"cnica de ,aris e, tamb"m, diretor do
7orps des ,onts et 7hauss"es. >ntrodu!iu na hidráulica um $ator de correção α, denominado de
+oefi+iente de Coriolis, para cálculo da velocidade m"dia em canais abertos, que, depois, um seu
compatriota e contempor&neo, ,ierre Iautier 4ABMF-AMFB5, que tamb"m $oi diretor do 7orps, dirimindo
d0vidas do pr(prio 7oriolis, concluiu que não era uma constante, decrescendo com o crescimento da
velocidade m"dia, sendo igual a @,< no $lu)o laminar e A,A< a A,<A no hidráulico ou turbulento, embora
nesta situação, na prática, possamos trabalhar como igual a A,<<, segundo o mesmo Iautier.
4 H 5 :o#e muito conhecida, um tanto erroneamente, como a R(rmula 3arcU-TeisbacQ 4:enrU ,hilibert
Easpard 3arcU 4AM<?-AM;M5, engenheiro $rancs, de 3i#on5 mas na verdade originalmente divulgada, em
AMFA, pelo pro$essor de matemática sa)+nico Julius TeisbacQ 4AM<H-AMBA5.
4 B5 3e$inido em AMM? por %sborne 6eUnolds 4AMF@-AGA@5, matemático e engenheiro irlands de /el$ast.
>gual, por e)emplo, a I.3Pn para seções circulares de di&metro 3.
4 M5 :istoricamente o termo \turbulncia] 4do ingls turbulence5 $oi introdu!ido na :idráulica pelo
contempor&neo de 6eUnolds, pro$essor Tilliam Dhomson, o Oorde Celvin 4AM@F-AG<B5, para designar o
estado do escoamento dos $luidos al"m do n0mero crítico de 6eUnolds. =ascido em /el$ast, >rlanda e
$ormado na Sniversidade de 7ambridge, $oi pro$essor da Sniversidade de ElasgoN por ;? anos e o
criador da escala absoluta para medição de temperaturas.
4 G5 Apresentada em AG?; pelos engenheiros Dheodore von Cármán 4AMMA-AGH?5, h0ngaro naturali!ado
americano e o alemão OudNig ,randtl 4AMB;-AG;?5.
4A<5 7Uril R 7olebrooQ e 7edric Thite, $oram dois pesquisadores em hidráulica do >mperial 7ollege de
Oondres, que construíram, a partir do trabalho de ,randtl e seus estudantes, a e8uação de Cole%rooK:
J.ite, tamb"m conhecida como e8uação universal de !erda de +arga.
4AA5 3ivulgada em AG?M, a $(rmula universal mostra que na situação de turbulncia os valores de [$[
tornam-se mais di$íceis de ser determinados, sendo que $reqüentemente, recorrem-se a diagramas
especí$icos como, por e)emplo, o denominado Diagrama #niversal de /oodI, publicado em AG?G
4OeNis RerrU 8oodU, AMM<-A;?, engenheiro americano5, baseado nos resultados e)perimentais de
=iQuradse divulgadas em AG??, na Alemanha 4Johann =iQuradse, AMGF-AGBG, not(rio pesquisador alemão
no campo das resistncias a escoamentos de $luidos em tubos5, na anáise matemática de ,randtl 4AMB;-
AG;?5 e de Cárman 4AMMA-AGH?5 e nas pr(prias observações do autor, notadamente em tubulações
industriais. Damb"m são comumente empregados os diagramas de 6ouse 4:unter 6ouse, AG<H-AGGH,
conceituado pro$essor da *tate SnisitU o$ >oNa5 e o de *tanton 4Dhomas 'dNard *tanton, AMH;-AG?A,
engenheiro-$ísico norteamericano5
4A@5 3esenvolvida pelo 'ngenheiro 7ivil e *anitarista Allen :a!en e pelo ,ro$essor de :idráulica Earden
Tilliams, entre AG<@ e AG<;, ", sem d0vida, a $(rmula prática mais empregada pelos calculistas para
condutos sob pressão desde AG@<, principalmente em pr"-dimensionamentos. 7om resultados bastante
ra!oáveis para di&metros de ;< a ?;<<mm,
4A?5 *ua criação " devida ao engenheiro $rancs natural de 7h&lons-sur-8arne, Antoine 7h"!U 4ABAM-
ABGM5 e divulgação cientí$ica em AMBH, creditada ao engenheiro alemão de Cvnigsberg, Eotthil$ :einrich
OudNig :agen 4ABGB-AMMF5.
4AF5 3ivulgada em AMGB, esta equação $oi desenvolvida pelo engenheiro $rancs, nascido em =ancU,
:enri 'mile /a!in 4AM@G-AGAB5.
4A;5 Apresentada nos '.S.A. em AMMG, pelo engenheiro irlands nascido em =ormandU, 6obert 8anning
4AMAH-AMGB5 e recomendada para uso internacional desde AG?H pelo ')ecutive 7ommittee do ?j T. ,.
7on$erence, Tash. 3.7.. " por sua simplicidade e resultados bastante satis$at(rios, a $(rmula prática mais
di$undida na literatura t"cnica americana e a mais empregada pelos engenheiros deste lado do planeta
para dimensionamento de condutos livres sendo, inclusive, recomendada pelas normas da A/=D para
escoamento livre ao lado da $(rmula universal para cálculos de condutos sob pressão.
4AH5 'm homenagem a /laise ,ascal 4AH@?-AHH@5, $il(so$o e matemático $rancs, natural de 7lermont-
Rerrand que estabeleceu o princípio de que di!1 em um líquido em repouso ou equilíbrio as variações de
pressão transmitem-se igualmente e sem perdas para todos os pontos da massa líquida. ,ascal1 A,a _ A
=Pmh, A<; =Pmh _ A bar.
4AB5 Associado ao nome do matemático e engenheiro civil ingls, Tilliam Rroude 4AMA<-AMBG5, nascido
em 3artinghan, 3evonshire, na realidade teve seus $undamentos te(ricos originais nos estudos do
pro$essor de mec&nica $rancs, alsaciano de nascimento, Rerdnand 6eech 4AM<;-AMM<5.
4AM5 7on$orme cita *"rgio 6olim 8endonça, pro$essor da Sniversidade Rederal da ,araíba, em Dabelas
Adequadas para Aplicação de 8"todos >terativos nos 7álculos Analíticos de 7ondutos em Sistemas de
A%aste+imento de Água e Esgotos Sanit$rios
7A,>DSO% I>
A.1. In#rod"ção
%s condutos sanitários, e)ceção os de recalques e si$ões invertidos, $uncionam como condutos livres e
podem ser aplicados no seu dimensionamento, as mesmas leis que regem o escoamento de águas,
con$orme estudo desenvolvido no 7apítulo H. %s trechos iniciais dos coletores tm regimes de
escoamento e)tremamente variáveis, tendo em vista que dependem diretamente do n0mero de descargas
simult&neas, originárias dos con#untos ou aparelhos sanitários, conectados -s ligações prediais. A medida
que o coletor estende-se para #usante o n0mero de descargas simult&neas vai aumentando, bem como
desaparecendo os intervalos sem descargas nos coletores a montante e, associando-se a isto, o decorrer de
tempo de escoamento do líquido no interior dos condutos, $a!endo com que o escoamento para #usante
torne-se contínuo, variando, contudo, de intensidade ao longo do dia, como ocorre com o consumo de
água.
A.2. 2i-0#ese de C'lc"lo
<.2.1. Ai!6tese Cl$ssi+a
=o dimensionamento clássico utili!a-se a hip(tese de que o escoamento dar-se-á em regime permanente e
uni$orme em cada trecho, embora se saiba que, principalmente nos coletores, as va!ões crescem para
#usante em virtude dos acr"scimos oriundos das ligações prediais. %utros $atores poderiam tamb"m ser
considerados como contrários a aplicação do conceito citado, tais como1 variação de va!ão ao longo do
dia, presença variável de s(lidos, mudanças de greide ou de cotas no poço de visita de #usante, etc. =o
entanto, como o escoamento tem que se dar em condições de l&mina livre deve-se considerar, para e$eito
de cálculo, a situação mais des$avorável, a qual ocorrerá, sem d0vida, no instante de maior va!ão, na
seção do e)tremo #usante do trecho em estudo.
Admitindo-se, pois, a va!ão má)ima de #usante como permanente e uni$orme ao longo do trecho, estar-
se-á simplesmente dimensionando a $avor da segurança quanto a sua capacidade, visto que se espera que
para montante ocorra, no má)imo, em termos de l&mina livre, uma situação semelhante a da seção $inal,
visto que não " permitido di&metros di$erentes em um mesmo trecho. ,ara e$eito de validade do conceito
aplicado, desconsidera-se tamb"m o rebai)amento da l&mina a #usante, quando as cotas da calha do
e)tremo #usante no trecho e do montante do seguinte $orem di$erentes.
=o escoamento permanente e uni$orme não há variação na velocidade com tempo e na velocidade com a
e)tensão, implicando em que o escoamento dar-se-á em virtude do desnível geom"trico 4igual a perda da
carga no trecho5, con$inado em uma canali!ação capa! de comportar a va!ão correspondente e nas
condições adequadas.
<.2.2. Qustifi+ativa
É $ácil entender que a va!ão de contribuição a cada instante " uma conseqüncia da utili!ação simult&nea
dos aparelhos ou con#untos sanitários, notadamente nas áreas de contribuição iniciais de pro#eto. =o
m"todo clássico de determinação das va!ões de esgotos despre!a-se esse conceito, ou se#a, não se
considera o modo da distribuição das contribuições na rede, que " uma conseqüncia do tipo e
distribuição do consumo de água e que depende da simultaneidade da utili!ação dos aparelhos, visto a
comple)idade do estudo de hidrogramas de escoamento, em geral construídos a partir de suposições
te(ricas carentes de con$irmações reais. É importante lembrar que o m"todo citado $ornece bons
resultados de $uncionamento, principalmente para pequenos pro#etos como con#untos habitacionais,
pequenas cidades, etc, melhorando ainda mais no sentido de #usante das canali!ações quanto as condições
de escoamento, por"m pode implicar em obras superdimensionadas nos condutos principais, caso não se#a
considerado o e$eito do amortecimento, principalmente para bacias de drenagem superiores a cinco
quil+metros quadrados
% dimensionamento clássico " $eito a partir da determinação da va!ão má)ima de contribuição que, por
sua ve!, " calculada a partir do consumo má)imo de água. 'sse consumo pode ser proveniente de dois
tipos1 a5 consumo relativo a trabalhos dom"sticos, abrangendo gastos na lavagem de utensílios, co!inha,
limpe!a geral e va!amentos e b5 consumo de uso pessoal como banhos, descargas sanitárias, ablusões e
lavagens de roupa. A separação dos consumos conceitualmente " válida, pois o primeiro " constante,
resultante de tare$as coletivas em cada residncia, enquanto que o segundo depende, principalmente, dos
hábitos individuais, notadamente os higinicos.
A.%. Condições Es-ec*ficas
,ara dimensionamento de coletores de esgotos uma s"rie de limitações t"cnicas deve ser observada para
que o processo de coleta e o rápido e seguro a$astamento das águas residuárias se#a garantido de $orma
contínua e adequada durante toda a vida 0til do sistema. 7om estes ob#etivos alcançados, consegue-se
maior vida 0til para as tubulações, menores possibilidades de va!amentos 4ocorrncias mais $reqüentes
em condutos sob pressão5 e condições mais des$avoráveis ao surgimento de anaerobiose, condição danosa
para alguns materiais utili!ados na con$ecção dos tubos
A garantia de $uncionamento contínuo obt"m-se desde que não ha#a obstruções ou rupturas nos condutos
por causa de sedimentação de s(lidos ou recalques negativos nas $undações de apoio -s tubulações. ,ara
amorti!ar os possíveis problemas de $uncionamento por causa das variações de va!ão ao longo do dia,
maiores va!ões implicam em maiores velocidades que a#udam a \limpar] o coletor e, durante a
madrugada, quando ocorrem as va!ões mínimas o líquido escoado tem muito menos material em
suspensão, ou se#a, poucos s(lidos a serem transportados.
A =/6 GHFGPMH - A/=D relaciona uma s"rie de condições especí$icas para dimensionamento hidráulico
dos coletores de esgoto as quais serão apresentadas a seguir1
• Seção A- =os sistemas de esgotamento, em geral a seção circular " a mais empregada,
considerando-se que essa " a que apresenta maior rendimento se comparada -s demais seções em
condições equivalentes, visto ser a que apresenta maior raio hidráulico, al"m de menor consumo
de mat"ria-prima para moldagem dos seguimentos 4tubos5. Erandes va!ões, no entanto,
implicam em grandes di&metros o que pode inviabili!ar sua especi$icação diante de várias
circunst&ncias, con$orme será mostrado no 7apítulo A;. As normas e especi$icações brasileiras
indicam, para os diversos tipos de materiais, um di&metro mínimo de do_ A<<mm.
• &a;ão : - ,ara todos os trechos da rede serão sempre estimadas as va!ões de início Li e $inal de
plano L$ , para veri$icação do $uncionamento do trecho nas situações e)tremas de vida do
pro#eto, sendo que a va!ão a considerar para determinação das dimensões de qualquer trecho não
será in$erior a A,;< lPs o que eqüivale, apro)imadamente, a descarga de uma bacia sanitária.
• 5ensão 5rativa σ - A tensão trativa tem sido reconhecida como um bom crit"rio de pro#eto e tem
substituído o crit"rio anterior 4at" os anos B<5 que era o da velocidade mínima para
dimensionamento de coletores. ,ara assegurar a autolimpe!a, evitando que os s(lidos pesados
sedimentem-se ao longo dos condutos e possam obstruí-los com o tempo, e limitar a espessura
da camada de limo interna nas paredes, redu!indo a produção de sul$etos, a =/6 GHFGPMH
recomenda que para cada trecho se#a veri$icado um valor mínimo de tensão trativa m"dia igual a
A,< ,a 4 _ A=Pmh para a va!ão inicial Li, se n _ <,<A?. *egundo a mencionada norma este valor
de tensão " su$iciente para arrastar grãos de areia de A,;mm de di&metro ou menores e outros
materiais sedimentáveis.
• &elo+idade V - É l(gico que quanto maior a velocidade melhores serão as condições de arraste,
mas por outro lado velocidades e)cessivas colocariam em risco a estrutura das tubulações,
principalmente nas #untas, al"m de dani$icarem as pr(prias paredes internas pelo e$eito da
abrasão, ao longo do tempo. Al"m disso a turbulncia acentuada contribuiria para a entrada de ar
no meio líquido aumentando, assim, a l&mina líquida no interior do trecho. A =/6 GHFG indica
como limite má)imo a velocidade de ;,<mPs, que logicamente, s( ocorreria em condições $inais
de pro#eto. ,ara que não ha#a preocupações do ponto de vista da engenharia " recomendável não
se trabalhar em trechos consecutivos, com velocidades superiores a ?,<mPs. É importante que se
veri$ique a tensão trativa para as condições iniciais de pro#eto e as velocidades má)ima e crítica
esperadas para o $im do plano. Dradicionalmente são recomendados os seguintes limites de
velocidades N1
- $erro $undido
- ,I7, manilhas cer&micas
- concreto
- $ibrocimento
N at" H,< mPs
N at" ;,< mPs
N at" F,< mPs
N at" ?,< mPs
• Bugosidade n - % coe$iciente de rugosidade de 8anning depende do di&metro, da $orma e do
material da tubulação, da relação UPdo e das características do esgoto. >ndependente desta gama
de in$luncias, " usual empregar-se n > CDC1% para esgotos sanitários tendo em consideração que
o n0mero de singularidades 4,I, D>O etc5 independe do material da tubulação, bem como a
$ormação logo ap(s a entrada em uso, da camada de limo #unto as paredes, uni$ormi!a a
resistncia ao escoamento. 'm climas mais quentes e declividades acentuadas esta camada de
limo pode se tornar menos signi$icativa em relação ao material das paredes, principalmente na
parte in$erior da seção molhada
• De+lividade Io- 3e$inidas as va!ões de pro#eto 4inicial e $inal5 em cada trecho segue-se a
determinação do di&metro e da declividade. 'sta declividade deverá ser de tal modo que al"m de
garantir as mínimas condições de arraste, deverá ser aquela que implique em menor escavação
possível, associada a um di&metro escolhido de tal maneira que transporte a va!ão $inal de
pro#eto em condições normali!adas, para cálculo de tubulações de esgotamento sanitário. A
declividade mínima que satis$a! a condição de tensão trativa σ _1DC +@$T, γ_1C M+@$U e n >
CDC1%, pode ser determinada pela equação
IoD$*n > CDCC(( :i
4CD&E
'q. H.A
%/*1 IoD$*n em mPm e :i em lPs, não sendo recomendável declividades in$eriores a <,<<<; mPm. A
declividade má)ima será aquela para qual se tenha a velocidade má)ima. ,or e)emplo, sendo n _ <,<A?
então, IoD$*n > &D2A :f
4CDAE
para I$inal _ ;,< mPs 4'q. H.@5 e IoD$*n > 2D(% :f
4CDAE
para I$inal _ F,< mPs 4'q. H.?5, segundo
8'=3%=wA, *. 6., :idráulica dos 7oletores de 'sgotos, @
a
'dição, AGGA, em ,ro(eto e Construção de
Bedes de Esgotos, A/'*, 6J, AGMH.
• L1mina dR$gua y 4Rigura H.A5 - As l&minas doágua devem, no má)imo alcançar B;Y do di&metro
do coletor para garantia de condições de escoamento livre e de ventilação. *ão determinadas
admitindo-se o escoamento em regime permanente e uni$orme e para a va!ão $inal Qf4situação de
l&mina má)ima de pro#eto5. Luando a velocidade $inal &f $or superior a velocidade crítica &+ , a
maior l&mina admissível, segundo a =/6 GHFGPMH, será de ;<Y do di&metro. ,ara tubulação
$uncionando a ?PF de seção e do at" ?<<mm 4segundo o ,ro$essor 8'=3%=wA, na publicação
#á citada5, a =/6 GHFG recomenda que essa velocidade crítica pode ser calculada pela seguinte
e)pressão
N > A. <! . K=
1@2
, 4onde \g] " a aceleração de gravidade local5 'q. H.F
8i!"ra A.1 4 Desen7os es6"e$'#icos de lJ$inas $ol7adas
%/*1 A relação l1mina dS$guaNdi1metro 4 ;@do 5 " denominada de l1mina relativa. É importante veri$icar o
valor da velocidade resultante de modo a veri$icar se esta " ou não superior a velocidade crítica, pois
velocidades superiores implicam em arraste e mistura de ar com as águas em escoamento. 'vidente que
havendo a introdução de ar na mistura ocorrerá aumento do volume do líquido e, conseqüentemente,
aumento da l&mina líquida, sendo esta a ra!ão básica para a limitação da l&miana relativa má)ima em
;<Y, quando em $uncionamento supercrítico. 'mbora pelo crit"rio de tensão trativa m"dia tenham-se
teoricamente condições de autolimpe!a, não " recomendável pro#etar-se encanamentos com l&minas
iniciais in$eriores a @<Y do di&metro da canali!ação.
A.&. Sol"ções Gr'ficas
<..1. Á%a+o !ara o Dimensionamento e &erifi+ação da 5u%ulação de Esgotos !ela 5ensão 5rativa : n O
P,P13 4 Rig. H.@ 5.
'sta $igura, elaborada pelos 'ngenheiros J. E. %. 8achado =eto e 8. D. DsutíUa e publicada como ane)o a
6evista 3A' =j.AF<PM;, Iol. F;, apresenta uma $ai)a de utili!ação para esgotos, para l&minas relativas de
<,@< a <,B;, em $unção da va!ão em lPs e declividade em mPm. ,or e)emplo1 para >o _ <,<<;mPm e do _
@<<mm a va!ão variará de @,< lPs 4UPdo _ <,@<5 at" @A,< lPs 4UPdo _ <,B;5.
8i!. A.2 4 1aco -ara o Di$ensiona$en#o e Nerificação da T"1"lação de
Es!o#os -ela Tensão Tra#iGa <n > CDC1%=.
4Ronte16evista 3A' - redu!ida e scaneada5
H.F.@. Á%a+o !ara C$l+ulo de 5u%ulação !ela 36rmula de /anning : n O P,P13 4 Rig. H.? 5.
,ublicado originalmente como Ane)o - ,-=/-;HBPB; da A/=D, este ábaco 4aqui ampliado em sua
abrangncia5 simpli$ica bastante o cálculo de condutos circulares em escoamento livre e apresenta os
di&metros dos condutos em $unção da l&mina relativa e do $ator de condução M que " determinado atrav"s
da e)pressão
M > : @ Io
1@2
com : em m
?
Ps e Io em mPmD 'q. H.F
devendo-se trabalhar na $ai)a de utili!ação recomendada para esgotos sanitários, de <,@< a <,B;Y de
l&mina. ')emplo1 para C _ A,< então o di&metro do indicado será de ?;<mm 4menor di&metro5,
correspondendo a um UPdo _ <,HA. A Dabela H.A substitui, com vantagens na precisão dos resultados em
algumas situações, a utili!ação deste ábaco. ,or e)emplo, para um do_ F;<mm tem-se1 UPdo _ <,B; tem-
se C_ @,;GGM e UPdo _ <,;; tem-se M>1DAAI?.
8i!. A.% 4 1aco -ara C'lc"lo de T"1"lação -ela 80r$"la de
Mannin! 4n > CDC1%5
4Ronte1 Oivro Esgotos Sanit$risos do ,ro$ 7arlos R'rnandes
DiJ$e#ros
;@do 100mm 150mm 200mm 250mm 300mm 350mm 400mm 450mm 500mm 550mm 600mm 800mm 1000mm 1500mm
8a#or de cond"ção M > : @ Io
1@2
0,20
0,25
0,30
0,35
0,40
0,45
0,50
0,55
0,60
0,65
0,70
0,75
CDCC&(
CDCCEC
CDC1C1
CDC1%(
CDC1E&
CDC21(
CDC2(?
CDC%C2
CDC%&E
CDC%IC
CDC&%2
CDC&E1
CDC1%%
CDC2C?
CDC2I?
CDC&CC
CDC(1%
CDCA%&
CDCEA1
CDC?I2
CD1C2%
CD11(2
CD12E(
CD1%??
CDC2?E
CDC&&I
CDCA&2
CDC?A2
CD11C(
CD1%AA
CD1A%I
CD1I21
CD22C%
CD2&?1
CD2E&(
CD2II1
CDC(21
CDC?1&
CD11A&
CD1(A%
CD2CC&
CD2&EE
CD2IE%
CD%&?%
CD%II(
CD&&I?
CD&IE?
CD(&22
CDC?&A
CD1%2(
CD1?I%
CD2(&2
CD%2(?
CD&C2?
CD&?%(
CD(AA&
CDA&IA
CDE%1&
CD?CIA
CD??1?
CD12EE
CD1II?
CD2?(A
CD%?%(
CD&I1(
CDACE(
CDE2I%
CD?(&%
CDIEII
1D1C%%
1D2212
1D%%C1
CD1?2%
CD2?(2
CD&CE?
CD(&E(
CDEC1?
CD?AE&
1DC&12
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1D%II2
1D(E(2
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1D?IIC
CD2&IA
CD%IC(
CD((?%
CDE&IA
CDIAC?
1D1?E(
1D&2((
1DAAI?
1DI1((
2D1(A(
2D%?EC
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CD%%CA
CD(1E2
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CDII2?
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2D211A
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2D?(1A
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1AD1C?C
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2CDCE%(
21D?A%1
AD1IC%
IDA?%1
1%D?&%1
1?D(?A?
2%D?212
2ID&&%I
%(D%&&(
&1D&C%%
&ED&I1E
(%D&AIE
(ID1?%&
A&D&(IA
Ta1ela A 4 Nalores do fa#or de cond"ção T O 7 N Go
1N2
e$ f"nção de INdo e do
4Ronte1 Oivro Esgotos Sanit$risos do ,ro$ 7arlos R'rnandes5

A.(. E)e$-los
<.2.1. En+ontrar um di1metro +a!a; de trans!ortar uma va;ão de esgotos de <P,P lNs, so% uma
de+lividade de P,PP>mNm Fn O P,P13".
*olução1
,P L$ _ H< lPs , >o _ <,<<BmPm e n _ <.<A?
a5 pela Rig I>.A.
do _ ?<< mm2
b5 pela Rig I>.@.
*endo L$ P >o
AP@
_ <,B@ e cP UPdo at" <,B; então, do _ ?<<mm e UPdo _ <,HF2
c5 pelas tabelas de L$ P >o
AP@

7om L$ P >o
AP@
_ <,B@, entra-se na linha de UPdo _ <,B; e procura-se um valor que iguale ou supere <,B@,
neste caso L$ P >o
AP@
_ <,MMAM na coluna correspondente ao do _ <,?<<m 4observa-se que subindo na mesma
coluna, poder-se-ia determinar UPdo ≅ <,HF, atrav"s da interpolação visual dos valores <,HFGH com
<,B?AF52
d5 analítica
,ara UPdo_ <,B; 4_ ?PF5 tem-se A _ <,H?AG.do
@
e 6 _ <,?<AH.do , então,
L
?PF
_ <,<H _ <,H?AG.do
@
) 4<,?<AH.do5
<,HB
. 4<,<<B5
<,;
P <,<A?, ou se#a, do ≅ <,@BMm, logo
do > %CC$$, pois @BMmm não " comercial2
<.2.2. Solu+ionar em!regando as ta%elas de 7 N Go
1N2
E
a5 7om que l&mina relativa um trecho com di&metro de F;<mm transporta uma va!ão de esgotos de
A<<,< lPs, sob uma declividade de <,<<?HmPmV
b5 =as mesmas condições de va!ão e declividade, qual o di&metro recomendadoV Lual a l&minaV
*olução 4n _ <,<A?51
a5 ,elas tabelas de LP >o
AP@
, na coluna correspondente a <,F;<m, para L$ P >o
AP@
_A,HB encontra-se que UPdo _
<,;;2
b5 Ssando-se a condição de l&mina relativa má)ima entra-se na linha de UPdo _ <,B; at" que se#a
locali!ado o primeiro valor que iguale ou supere L$ P >o
AP@
_ A,HB, no caso A,MMG<, que corresponde a
coluna de do _ <,F<<m, estimando-se para A,HB 4interpolando A,;B;@ e A,BF?H com <,H; e <,B<,
respectivamente5 um UPdo _ <,HM 4subindo na mesma coluna5.
E.1. In#rod"ção
%s condutos de esgotos sanitários tm como $inalidade a coleta e o a$astamento rápido e seguro dos
resíduos líquidos ou lique$eitos das áreas habitadas, devendo possuir capacidade su$iciente de transporte
durante todo o pro#eto, garantias de escoamento livre e $uncionamento contínuo e adequado. 7om estes
ob#etivos consegue-se maior vida 0til para as tubulações, menores possibilidades de va!amento
4ocorrncias $reqüentes em condutos sob pressão5 e condições des$avoráveis ao surgimento de
anaerobiose nas va!ões de esgoto, situação bastante perigosa para determinados tipos de materiais
utili!ados na con$ecção de tubos.
A garantia do $uncionamento contínuo " obtida desde que se redu!a ao menor n0mero possível as
ocorrncias de rupturas ou obstruções dos condutos. ,ara que isto aconteça " necessário muito crit"rio
quando do cálculo da posição e do assentamento das canali!ações como medida de prevenção contra
abatimentos nas $undações, bem como dotar os trechos de condições mínimas de autolimpe!a, para que
não ha#a redução progressiva de seção de escoamento por sedimentação. Atualmente se encontra em
evidncia no estudo do problema, a utili!ação do conceito de tensão trativa, que " a $orça hidrodin&mica
e)ercida sobre as paredes do conduto, para veri$icação dessa condição de autolimpe!a.
E.2. Coeficien#es de Con#ri1"ição
>.2.1. 5a9a de Contri%uição Domi+iliar Aomog-nea
As canali!ações coletoras de esgotos $uncionam por gravidade e a determinação de suas dimensões " $eita
a partir da identi$icação das va!ões que por elas serão transportadas. 'ssa identi$icação compreende duas
parcelas distintas, sendo a primeira delas as va!ões concentradas, de $ácil identi$icação em planta, e a
segunda a contribuição originária das ligações dom"sticas ao longo dos condutos e dos possíveis pontos
de in$iltrações nos mesmos.
% cálculo das contribuições domiciliares ao longo dos trechos " $eito a partir da determinação dos
+oefi+ientes de +ontri%uição ou ta9a de +ontri%uição dom0sti+a \Dd], usualmente determinada
relacionando-se com a unidade de comprimento dos condutos ou a unidade de área esgotada. 'ssas ta)as
tradu!em o valor global das contribuições dom"sticas má)imas horárias dividido pela e)tensão total da
rede coletora da área em estudo e são calculadas pelas seguintes e)pressões1
A5 por unidade de comprimento 4ta)a de contribuição linear dom"stica - lPs.m5 -
• Td > <c.6.M1.M2.P= @ <?A&CC.L= 'q. B.A
ou
• Td > <c.6.M1.M2.d.A= @ <?A&CC.L= 2 'q. B.@
@5 por unidade de área 4ta)a de contribuição super$icial - lPs.ha5 -
• Td > <c.6.M1.M2.P= @ <?A&CC.A= 'q. B.?
ou
• Td > <c.6.M1.M2.d= @ ?A&CC . 'q. B.F
=estas e)pressões A " a área de contribuição, d a densidade populacional e O a e)tensão total da rede
coletora.
>.2.2. 5a9a de C$l+ulo Linear
A ta9a de +ontri%uição linear - D) , " resultante da reunião da ta)a de contribuição dom"stica 4Dd5 com a
in$iltração 4D>5, visto que as va!ões dos esgotos sanitários são $ormadas a partir das contribuições
dom"sticas reunidas -s possíveis in$iltrações que penetram nas canali!ações coletoras, ou se#a 1
• T)i > Tdi 3 TI 'q. B.;
para o início de plano e
• T)f > Tdf 3 TI 'q. B.H
para o $inal de pro#eto.
A determinação da va!ão de dimensionamento de cada trecho, denominada de contribuição em marcha, "
$eita multiplicando-se a e)tensão do trecho em estudo pela ta)a de cálculo linear ou ta)a de contribuição
linear.

E.%. Prof"ndidade dos Cole#ores

A pro$undidade mínima para os coletores está relacionada com as possibilidades de esgotamentos das
edi$icações nos lotes, devendo, no entanto, ser limitada pela concessionária de esgotos da cidade, tendo
em vista a responsabilidade do esgotamento de subsolos. 7omo mostrado na Rig. B.A a pro$undidade
mínima - :mín , pode ser equacionada da seguinte $orma1

2$*n > 7 3 CD(C$ 3 CDC2L 3 CD%C$ 3 <D 3 e= , 'q. B.B
onde1
h 4m5 _ desnível do leito da rua com o piso do compartimento mais bai)o2
<,;<m _ pro$undidade apro)imada da cai)a de inspeção mais pr()ima2
<,<@ _ declividade mínima para ramais prediais - mPm2
O 4m5 _ dist&ncia da cai)a de inspeção at" o ei)o do coletor2
<,?<m _ altura mínima para cone)ão entre os ramais prediais2
3 4m5 _ di&metro e)terno do tubo coletor2
e 4m5 _ espessura da parede do tubo.
8IG. E. 1 4 Posição do cole#or e$ -erfil
3e um modo geral, nas e)tremidades iniciais dos coletores estão as menores pro$undidades, compatível
com os primeiros ramais prediais e coma proteção contra cargas evntuais e)ternas, por ra!ões
essencialmente $inanceiras. =a $alta de in$ormações mais precisas, por e)emplo, tipos de sobrecargas
e)ternas ou cotas de lançamento $inal, a =/6 GHFGPMH aconselha um recobrimento mínimo de <,G<m
quando a canali!ação estiver sob leitos carroçáveis e <,H;m sob passeios e)clusivos de pedestres. 'ste
valor decorre da tentativa de proteger a canali!ação contra es$orços acidentais e)ternos advindos,
principalmente, do trá$ego sobre a pista de rolamento e a garantia de esgotamento na ligação predial. 'm
geral um mínimo de A,@<m de pro$undidade atende a maioria das situações para trechos de A<< ou
A;<mm de di&metro.

,or outro lado, grandes pro$undidades podem se tornar antiecon+micas, principalmente em termos de
escavação e, por isso, deve-se limitar a pro$undidade má)ima das valas. Ssualmente o valor de H,<m "
tido como limite má)imo, sendo que para coletores situados a mais de F,;m de pro$undidade, devem ser
pro#etados coletores au)iliares mais rasos, nas laterais das ruas, de modo a redu!ir as ligações apenas aos
poços de visita e os custos das ligações prediais. %s coletores p0blicos não devem ser apro$undados para
atender ao esgotamento de instalações particulares situadas abai)o do nível da via p0blica e sempre que
apro$undidade do coletor tornr-se e)cessiva deve-se e)aminar a possibilidade da recuperação deste para
pro$undidades menores atrav"s de estações elevat(rias 47apítulo K5.

E.&. Traçados de Kede

3evidamente identi$icadas as $inalidades de um sistema de esgotos sanitários, bem como as
recomendações t"cnicas que deverão ser obedecidas na elaboração de um pro#eto, dispõe-se a esta altura
do te)to, de conhecimentos su$icientes para o desenvolvimento do cálculo de uma rede coletora de
esgotos sanitários. 'sse tipo assemelha-se a uma rede hidrográ$ica, visto que os condutos componentes
crescem de montante para #usante em suas seções transversais, de acordo com o crescimento das va!ões
de esgotamento, sempre acompanhando a queda da super$ície dos terrenos e orientados, nos seus diversos
seguimentos, pela disposição dos arruamentos, visto que o escoamento em coletores dar-se-á por
gravidade, com as canali!ações transportadoras sob o leito das ruas.

,ara a de$inição do traçado da rede coletora a primeira providncia do pro#etista " o estudo da planta da
cidade, para nela identi$icar os diversos divisores de água e talvegues. Reito esse estudo procura-se locar
o ponto de lançamento $inal dos esgotos na planta 4pelo menos a direção para esse ponto5 para, a seguir,
elaborar o posicionamento dos condutos principais e possíveis canali!ações interceptoras e emissários,
dentro de uma concepção que redu!a as dimensões -s menores possíveis, em todos os níveis.
3e$inida uma concepção geral de pro#eto deve-se, a esta altura, partir para o pro#eto dos coletores
secundários sem abuso de dimensões, do usuário e da manutenção do sistema. ' desde que ha#a pontos de
esgotamento, todas as ruas poderão possuir coletores de esgotos, de modo que a apresentação de um
traçado de uma rede terá obrigatoriamente uma $orma similar ao das vias p0blicas, em combinação com a
topogra$ia, geologia e hidrologia da área, da posição do lançamento $inal e tamb"m do sistema adotado
4separador ou combinado5. ,or ra!ões econ+micas ruas com pequeno n0mero de possíveis ligações 4at"
trs pontos de contribuições " um n0mero ra!oável5, ligações individuais poderão ser substituídas por
uma ligação coletiva, evitando-se, assim, a obrigatoriedade de construção de um trecho de coletor 4Rig.
B.@.5. 3iante dos vários aspectos que o traçado poderá resultar, a maioria dos autores costuma e)por a
seguinte classi$icação 4Rig. B.?.51
• perpendicular2
• leque2
• interceptor2
• !onal ou distrital2
• radial.
8IG. E. 2 4 E)e$-los de si#"ações de red"ção de #rec7os na rede

8IG. E. % 4 Traçados #*-icos de redes cole#oras
% traçado perpendicular " característico de cidades com desenvolvimento recente e com planos de
e)pansão de$inidos. % em leque " $reqüente em cidades situadas em vales e de $ormação antiga. %
interceptor predomina em cidades costeiras e o !onal e o radial são característicos das grandes cidades.
E.(. Locali9ação dos Poços de Nisi#a
Dodos os condutos livres da rede 4coletores, interceptores e emissários5 serão compostos de trechos
limitados por dispositivos de acesso e)terno, destinados a permitir a inspeção dos trechos a eles
conectados e sua eventual limpe!a ou desobstrução 4I. 7ap. I>>>5. 'sses dispositivos em geral tm uma
concepção padrão e são denominados de poços de visita.
,or norma devem e)istir poços de visita nos seguintes pontos1
- e)tremidade inicial dos coletores2
- encontro de canali!ações2
- mudanças de direção, declividade, pro$undidade ou di&metro2
- nos trechos retos, respeitando-se as dist&ncias má)imas de
a5 A<<m, para do at" A;<mm2
b5 A@<m, para do de @<< a H<<mm2
c5 A;<m, para do superiores a H<<mm.
E.A. Locali9ação dos Cole#ores
A recomendação clássica " que a canali!ação de água locali!e-se a um terço 4AP?5 da largura da rua a
partir de uma margem, enquanto que os condutos p0blicos para esgotamento devem $icar situadas,
apro)imadamente, a mesma dist&ncia, mas da margem oposta visando, principalmente, compatibili!ar o
a$astamento preventivo das duas canali!ações, bem como o não distanciamento demasiado das
edi$icações da margem mais a$astada 4Rig. B.F5.
A maior ou menor largura da pista de rolamento $ará com que a recomendação anterior so$ra adaptações.
'm vias p0blicas muito largas, de modo a evitar ligações prediais muito longas, pode-se pro#etar coletores
au)iliares instalados sob a calçada do lado mais distante da linha do coletor ou de ambos os lados quendo
a dist&ncia $or e)cessiva para os dois lados da rua. 'specialistas recomendam este espediente quando o
alinhamento lateral do passeio chegar a nove metros de dist&ncia. 'sta recomendação tamb"m " válida
para o caso de avenidas de trá$ego rápido e volumoso, onde se recomenda a construção de dois coletores
paralelos, um em cada lado da pista e, se possível, sob o passeio para pedestres, a pro$undidades
adequadas ao esgotamento das edi$icações. 3iante destes argumentos os coletores au)iliares pode ser um
recurso a se dar muita atenção, pois podem se tornar um recurso muito vanta#oso e economicamente mais
víavel, em determinadas circunst&ncias.
=as ruas com seção transversal inclinada os condutos de esgotamento tendem a ser instalados pr()imos a
margem mais bai)a, tendo em vista o esgotamento das edi$icações que, logicamente, estarão sobre cotas
in$eriores.
8IG. E. & 4 E)e$-los de -erfis #ransGersais de arr"a$en#os e -osiciona$en#o dos cole#ores
A e)istncia de outras canali!ações subterr&neas anteriores a implantação da rede de esgotos, como de
água potável, galerias pluviais, cabos tele$+nicos, etc, determinará o deslocamento adequado da
canali!ação de esgotos sanitários. %utro $ator que poderá provocar o deslocamento para posições mais
convenientes será a geologia do subsolo e o tipo de edi$icações predominantes na área, como por
e)emplo, a opção por um novo posicionamento em $unção da e)istncia de $ai)as de terrenos menos
rochosos, acarretando maior $acilidade de escavação das valas e menor risco para os estabelecimentos que
ladeiam o arruamento.
'm regra geral, a apresentação em planta do pro#eto da rede dentro do traçado urbano, no ,ro#eto
:idráulico, pouco tra! de de$initivo no posicionamento das canali!ações devido, principalmente, a
problemas de escala, $icando a de$inição e)ata condicionada ao serviço de implantação 4,ro#eto
')ecutivo5. ,ara as posições em que o pro#etista tem condições de determinar com precisão a passagem
de$initiva da canali!ação, o mesmo encarrega-se de apresentá-la com desenhos e detalhes a parte, em
escalas convenientes.
E.E. Se6VWncia de C'lc"lo

>.>.1. Estudo ,reliminar

n,ara lançamento dos coletores, normalmente, utili!am-se plantas em escala A1@<<< com curvas de nível
separadas de um 4A,<5 metro. ,ara pequenas áreas são $reqüentes apresentações em plantas, em escala de
at" A1;<<, isto em $unção do tamanho da prancha $inal representativa do levantamento da localidade. 3e
posse da planta topográ$ica, com os respectivos arruamentos e pontos notáveis, elabora-se um traçado
para a rede dentro de uma concepção mais adequada a situação.

A seguir procura-se identi$icar a declividade natural do terreno, pois esta será a re$erncia inicial para o
posicionamento em per$il dos trechos. >sto poderá ser $eito com o desenho de pequenas setas a crit"rio do
pro#etista. Reito isto, são locali!adas todas as ruas onde a e)istncia ou passagem de coletores $or
indispensável para, em seqüncia, lançarem-se os poços de visita necessários.

Dodos os coletores devem ser, então, identi$icados com algarismos arábicos de modo que um coletor de
n0mero menor s( possa receber e$luentes de n0meros maiores, quando da ocorrncia de encontros. ,or
e)emplo, um coletor de n0mero AH s( poderá receber va!ões do coletor AB ou AM ou AG, etc., e no caso do
AH reunir-se com o A? os trechos seguintes serão do coletor A?. Damb"m se deve optar por esta numeração
tendo em vista que os coletores mais e)tensos serão os de menor n0mero redu!indo o n0mero de
algarismos nas plantas bai)as da rede, $acilitando, assim, tanto o desenho como a leitura das mesmas.
3eve-se tamb"m observar uma pro)imidade l(gica e prática nesta numeração, para o con#unto de
coletores. =umeram-se todos os trechos, no sentido crescente das va!ões em cada coletor, e identi$icam-
se as cotas do terreno sobre os poços de visita, determinando-se, a seguir, a declividade m"dia do terreno
em cada trecho.
,or 0ltimo locali!am-se os pontos de contribuições concentradas, bem como o volume de cada uma
dessas contribuições, calculam-se as populações de pro#eto e, em seguida, as contribuições lineares dos
diversos setores da área edi$icada e de e)pansão prevista, para início e $im de plano.

>.>.2. ,lanil.as de C$l+ulo

Sma planilha de um pro#eto hidráulico de rede coletora deve apresentar o resumo dos resultados
calculados na elaboração do pro#eto, de modo a se poder identi$icar todos os dados t"cnicos de cada
trecho de coletor. %s modelos de planilha encontradas na literatura sobre o assunto são inumeráveis e
variam inclusive entre pro#etistas, de acordo com o tipo e o n0mero de in$ormações que cada um entenda
como conveniente e necessário. 3iante desses argumentos, aqui " proposto um modelo de planilha
baseado em apresentações convencionais que poderá ser modi$icado pelo leitor de acordo com sua
interpretação 4Ier na Solução do ')emplo B.M.?5.

=este modelo a planilha " dividida em cinco partes onde na primeira parte são identi$icados os coletores,
os trechos e a e)tensão de cada um destes, con$orme proposto em B.B.A, na ordem crescente da
numeração por coletor e seus trechos. =esta parte poderá ser adicionada uma coluna onde se
identi$icariam os logradouros p0blicos nos quais se situariam cada um dos trechos. =a segunda parte
encontram-se os dados de va!ão trecho a trecho, montante, em marcha e #usante e a va!ão de
dimensionamento baseada na qual se de$inirá o di&metro de cada trecho. A seguir aparecem os dados
topográ$icos de cada trecho de coletor, as cotas de montante e #usante e a declividade m"dia do per$il do
terreno sobre o trecho em estudo, a qual será muito importante na de$inição da declividade desse trecho
de coletor.

At" este ponto a planilha está composta apenas de dados colhidos como in$ormações da área do pro#eto. A
partir destes dados iniciam-se os cálculos propriamente ditos, quando se inicia o dimensionamento de
cada trecho de coletor, trecho a trecho. =esta parte da planilha tem-se as cotas de montante e de #usante
do trecho, sua de+lividade Io, +aimento ∆7, di1metrodo, l1mina relativa ;@doe tensão trativa σ. 'sta ordem
pode ser mudada a crit"rio do calculista. ,or e)emplo as colunas correspondentes - de+lividade Io e ao
+aimento ∆7 podriam vir antes das cotas de montantante e #usante do trecho. Ainda poderiam ser
acrescidos nesta etapa dados sobre l&mina absoluta, velocidade de pro#eto e velocidade crítica e plena etc.

=a 0ltima parte da planilha são mencionados os dados sobre os poços de visita de #usante de cada trecho1
+ota do fundo do poço e sua !rofundidade. =aturalmente os poços de visita de #usante tornam-se de
montante para os trechos seguintes, mas o pro#etista poderá criar colunas com dados e)clusivos do poço
de montante do trecho em estudo.

A planilha ainda possui uma coluna complementar de \observações] onde poderão ser assinalados, por
e)emplo, os desníveis de entrada de cada trecho no poço. Luando esse desnível $or vencido por um tu%o
de 8ueda anota-se T: _ ... m e se não, então, 7 _... m.

E.?. E)e$-los

E9em!lo >.U.1.
Sm trecho de coletor de esgotos de B@m de e)tensão deverá escoar no $im do plano uma va!ão má)ima
de H,< lPs. ,ede-se traçar o per$il do trecho, sabendo-se que a pro$undidade de montante " de A,B@m e que
a declividade m"dia do terreno no trecho " de <,FY, para uma cota de montante de ;<H,@Gm. 4 n _
<,<A? 5.
*olução1
a5 *ão conhecidos
O _ B@m2 L$ _ H,< lPs _ <,<<HmlPs2 hm _ A,B@m2
>t _ <,FY _ <,<<FmPm2 7Dm _ ;<H,@Gm2

b5 7álculos au)iliares
- cota do terreno a #usante - 7D#
7D# _ 7Dm - O ) >t _ ;<H,@G - B@,<< ) <,<<F ≅ ;<H,<<m,
- cota do coletor a montante - 77m
77m _ 7Dm - hm _ ;<H,@G - A,B@ _ ;<F,;Bm2
c5 3eclividade do trecho - >o
- calcula-se a declividade mínima para a va!ão má)ima no trecho
>o,mín _ <,<<;; ) H,<
-<,FB
≅ <,<<@FmPm,
- compara-se com a declividade do terreno
>o,mín _ <,<<@FmPm e >t _ <,<<FmPm, então >o,min ` >t,
- escolhe-se a declividade >o do trecho igual - do terreno, ou se#a, se >tf >o,min, então,
>o _ >t _ <,<<F<mPm2
d5 3esnível 3h do coletor e cota de #usante 77#
3h _ O ) >o _ B@,<< ) <,<<F< ≅ <,@MMm
77# _ ;<F,;B< - <,@MM _ ;<F,@M@m2

e5 3i&metro do
A. pelo ábaco da A/=D
- calcula-se o $ator de condução
L$ P >o
AP@
_ <,<<H P <,<<F
<,;
≅ <,<G;,
- pela Rig.B.@ o menor di&metro antes da $ai)a limite de UPdo " de do _ <,A;m para uma
relação 4lida no ei)o hori!ontal5 UPdo_ <,;B2
@. ,elas Dabelas B.A, de M > :@Io
1@2

7om L$ P >o
AP@
_ <,<G;, entra-se na linha de UPdo _ <,B;, então,
procura-se um valor que iguale ou supere <,<G; ⇒ do _ <,A;<m 4L$ P >o
AP@
_ <,A?MM52
?. ,elo ábaco da tensão trativa mínima
7om >o _ <,<<FmPm e L$ _ H,< lPs tem-se do _ A;<mm, σ f A,< ,a2
$ 5 ,er$il - com todas as cotas determinadas e baseando-se na Rig. B.; traça-se o per$il
4$ica como e)ercício5.
E9em!lo >.U.2.
'ncontrar a ta)a de dimensionamento para cálculo de uma rede coletora de apro)imadamente A@,HBCm
de e)tensão, onde se espera uma in$iltração má)ima de M.A<
-F
lPs.m, sabendo-se que a população usuária
de M;;; habitantes consome, em m"dia, @<< litros de água potável por pessoa.dia.
*olução1
4 CA.C@ _ @,< e c _ <,M<5
D) _m4<,M<.@<<.M;;;.@,<5 P 4MHF<<.A@HB<5nc <,<<<M ≅ <,<<??A lPs.m.
E9em!lo >.U.3.
7alcular os coletores indicados na R>E. B.H para D)_ <,<<?; lPs.m e n _ <,<A?.
8IG. E. A 4 Kede e$ -lan#a -ara o e)e$-lo E.?.%
*olução1 Ier planilha abai)o e o resultado em planta 4R>E. B.B5

Coletor Trecho
L
(m)
Qmont.
(l/s)
Qmarc
(l/s)
Qjs.
(l/s)
Q!"mens.
(≥1,5l/s)
CTmont. CTjs. #t #o
∆h
(m)
CCmont. CCjs.
!o
(mm)
$/!o
σ
(%a)
Cota
!e
&n!o
(m)
%ro&n'
!"!a!e
(m)
()*
+ B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T
1 1 A<< ?,<<< <,?;< ?,?;< ?,?;< ?F;,<< ?FF,@< <,<<M< <,<<M< <,M< ?F?,;< ?F@,B< A<< <,H@

@,@?
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2 ;< ?,?;< <,AB; ?,;@; ?,;@; ?FF,@< ?FF,<<

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3 A<< ;,M<; <,?;< H,A;; H,A;; ?FF,<< ?F?,F< <,<<H< <,<<H< <,H< ?F@,;< ?FA,G< A;< <,;A @,@F ?FA,BF A,HH h_<,AHm
4 ;< A@,@<; <,AB; A@,?M< A@,?M< ?F?,F< ?F?,<< <,<<M< <,<<M< <,F< ?FA,BF ?FA,?F A;< <,BF ?,;;

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2 1 M< A,<<< <,@M< A,;<< A,;<< ?FF,<< ?F?,M< <,<<@; <,<<F; <,?H ?F@,;< ?F@,AF

A<<
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2 G< A,FG< <,?A; A,M<; A,M<; ?F?,M< ?F?,F< <,<<FF <,<<FF <,F< ?F@,AF ?FA,BF A<< <,;@ A,A< ?FA,BF A,HH

3 1 H< - <,@A< A,;<< A,;<< ?FF,<< ?F?,M< <,<<?? <,<<F; <,@B ?F@,;< ?F@,@< A<< <,F; A,<F ?F@,AF A,HH h_<,<Gm

4 1 M< @,<<< <,@M< @,@M< @,@M< ?FF,;< ?FF,<< <,<<H? <,<<H? <,;< ?F?,<< ?F@,;< A<< <,;? A,HA ?F@,;< A,;<

5 1 B< F,<<< <,@F; F,@F; F,@F; ?F?,B< ?F?,F< <,<<F? <,<<F? <,?< ?F@,@< ?FA,G< A;< <,FH A,FM ?FA,BF A,HH h_<,AHm

A, B e C : Dad! d "#a$ad %&'d! (a )&a("a a)*! de+'('d "#a$ad da #ede de ,&e"#e!-
D, E, F e G : Dad! de .a/0 %,a&,1&ad! a )a#"'# da de"e#2'(a$0 da taxa de dimensionamento-
H, I e J : Dad! ")3#4+',! d "e##e( %,"a! d "e##e( &'da! (a )&a("a-
K, L, M, N, O, P e Q : Dad! ,a&,1&ad! )a#a ,ada "#e,5 de ,&e"# ,2 )#+1(d'dade 26('2a de 1,572-
R e S: Dad! d P8 de 91!a("e
T : O:!e#.a$;e! !:#e "#e,5 e de!(6.e& de e("#ada ( P8 <1a(d a,'2 d +1(d d P8 de 91!a("e-=
8IG. E. E 4 Kede calc"ladaD e$ -lan#aD -ara o e)e$-lo ?.?.%
A $igura mostra como deve ser apresentado todo o resultado do dimensionamento em planta. Al"m das
plantas os pro#etos tamb"m devem conter os per$is completos dos coletores com suas devidas dimensões
e in$ormações, su$icientes para não dei)arem d0vidas sobre o que se vai construir.
%/*1 =esta planta P signi$ica tu%o de ,&C.
E.?. E)erc*cios
• ,or que a ta)a de cálculo linear " calculada para a hora de contribuição má)imaV
• Justi$icar as limitações para recobrimento dos coletores.
• 7omentar a import&ncia dos divisores de águas e dos talvegues na de$inição do traçado da rede
coletora.
• Apresentar e)emplos de sistemas de traçados combinados, possíveis de ocorrncia.
• Lual a $inalidade dos poços de visitaV Luando se usam poços de visitaV
• Lual a dist&ncia má)ima entre ,Is consecutivos quando o di&metro da canali!ação $or A;<mmV
@<<mm V ?<<mmV H<<mmV M<<mmV
• 7omentar a recomendação de construção de dois coletores laterais em ruas de muito movimento.
' em avenidas muito largas.
• 7omo a geologia do subsolo pode in$luir no posicionamento dos coletoresV
• ,or que não se deve pro#etar trechos de coletores com declividades \e)cessivas] V e \muito
pequenas]V
• 7omo se deve pro#etar coletores sob terreno com declividades naturais superiores a valores
limites recomendados por normasV
• Oançar a rede e desenvolver o cálculo hidráulico-sanitário do arruamento $ictício mostrado na
Rig. B.M.
*ão conhecidos1
- população por lote1 ; pessoas2
- consumo m"dio de água1 q _ A;< lPhab.dia2
- coe$iciente de retorno1 c _ <,M<2
- coe$iciente de re$orço1 CA ) C@ _ @,<<2
- coe$iciente de in$iltração1 <,<<<M lPs.m.


,scala- 1- 2500
8IG. E.? 4 8i!"ra co$ a -lan#a 1ai)a do arr"a$en#o
• 3esenhar arruamentos $ictícios e lançar traçados de redes coletoras. Ra!er o dimensionamento
hidráulico-sanitário dos coletores.
7A,>DSO% I>>>
?.1. Definição
,oço de visita " uma c&mara visitável atrav"s de uma abertura e)istente na sua parte superior, ao nível do
terreno, destinado a permitir a reunião de dois ou mais trechos consecutivos e a e)ecução dos traba-lhos
de manutenção nos trechos a ele ligados 4Rigura M.A5.
8IG. ?. 1 4 Modelo conGencional de PN
?.2. Dis-osição Cons#r"#iGa
Sm poço de visita convencional possui dois compartimentos distintos que são a chamin" e o balão,
construídos de tal $orma a permitir $ácil entrada e saída do operador e espaço su$iciente para este operador
e)ecutar as manobras necessárias ao desempenho das $unções para as quais a c&mara $oi pro#etada.
% balão ou c&mara de trabalho " o compartimento principal da estrutura, de seção circular, qua-drada ou
retangular, onde se reali!am todas as manobras internas, manuais ou mec&nicas, por ocasião dos serviços
de manutenção nos trechos conectados. 'm seu piso encontram-se moldadas as calhas de concor-d&ncia
entre as seções de entrada dos trechos a montante e da saída para #usante. 'stas calhas são dispostas de
modo a guiar as correntes líquidas, desde as entradas no poço, at" o início do trecho de #usante do coletor
principal que atravessa o poço. 3esta maneira, assegura-se um mínimo de turbilhonamento e retenção do
material em suspensão, devendo suas arestas superiores serem niveladas, no mínimo, com a geratri!
superi-or do trecho de saída.
A chamin", pescoço ou tubo de descida, consiste em um conduto de ligação entre o balão e a super$ície,
ou se#a, o e)terior. 7onvencionalmente " iniciada num $uro e)cntrico $eito na la#e de cobertura do balão
e indo at" a super$ície do terreno, onde " $echada por um tampão de $erro $undido 4Rig.M.@5. A partir da
chamin", o movimento de entrada e saída dos operadores " possibilitado atrav"s de uma escada de ligas
metálicas ino)idáveis, tipo marinheiro, a$i)ada de degrau em degrau na parede do poço ou,
opcionalmente, atrav"s de escadas m(veis para poços de pequenas pro$undidades.

8IG. ?. 2 4 Modelo de #a$-ão de fXfX -ara -oço de Gisi#a
=o caso de um ou mais trechos de coletores chegarem ao ,I acima do nível do $undo são necessá-rios
cuidados especiais nesta ligação, a $im de que ha#a operacionalidade do poço sem constrangimento do
operário encarregado de trabalhar no interior do balão. ,ara desníveis abai)o de <,;<m não são
obrigat(rias instalações de dispositivos de proteção, considerando-se a quantidade mínima de respingos e
a ine)istncia de erosão provocados pela queda do líquido sobre a calha coletora. ,ara desníveis a partir
de <,;<m $a!-se necessária a instalação dos chamados tubos de queda, os quais consistem numa derivação
do trecho de mon-tante por um \D] ou um con#unto $ormado por \uma #unção F;t invertida associada a
um #oelho F;t], ao qual será conectado um \toco de tubo] vertical, com comprimento adequado e
apoiado em uma curva G<t, que direcionará o $lu)o para o interior do ,I. 'm quaisquer dos dois casos, o
bocal livre da #unção repousa-rá ligado a $ace interior da parede do ,I, para $acilitar o trabalho de
eventuais desobstruções no trecho correspondente 4Rig.M.?5. ,ara di&metros de trechos a$luentes
superiores a ?B;mm " pre$erível o emprego de poços de queda como esquemati!ado na Rig.M.F.
8IG. ?. % 4 Poço de Gisi#a co$ #"1o de 6"eda
8IG. ?. & 4 Poço de Gisi#a co$ -oço de 6"eda
?.%. Locali9ação
7onvencionalmente são empregados poços de visita1
• nas cabeceiras das redes2
• nas mudanças de direção dos coletores 4todo trecho tem que ser reto52
• nas alterações de di&metro2
• nas alterações de posição ePou direção da geratri! in$erior da tubulação2
• nos desníveis nas calhas2
• nas mudanças de material2
• nos encontros de coletores2
• e em posições intermediárias em coletores com grandes e)tensões em linha reta, de modo que a
dist&ncia entre dois ,I consecutivos não e)ceda1
o A<<m pP tubulações de at" A;<mm de di&metro do2
o A@<m pP tubulações com do de @<< a H<<mm2
o A;<m pP tubulações com do superiores a H<<mm.
Luanto -s e)tensões retas as limitações decorrem do alcance dos equipamentos de desobstrução. As
demais recomendações visam a manutenção da continuidade das seções, o que $acilita a introdução de
equi-pamentos no interior da tubulação, bem como elimina !onas de remanso ou turbulncia no interior
das mesmas.
?.&. Di$ensões
A $im de permitir o movimento vertical de um operador, a chamin", bem como o tampão, terão um
di&metro mínimo 0til de <,H<m. % balão, sempre que possível, deve ter uma altura 0til mínima de @,<
metros, para que o operador mane#e, com liberdade de movimentos, os equipamentos de limpe!a e
desobstru-ção no interior do mesmo. A chamin", não deverá ter altura superior a A,< m, por
recomendações $uncio-nais, operacionais e psicol(gicas para o operador.
A Dabela M.A mostra as dimensões mínimas recomendáveis para chamin" e balão em $unção da
pro$undidade e do di&metro do da tubulação de #usante, ou se#a, a que sai do poço de visita.


Ta1ela ?.1 4 Di$ensões M*ni$as -ara C7a$inF e /alão de PN <Y=
,ro$undidade
[7[
do ,I 4m5
3i&metro [do[ da
tubulação de #usante 4m5
3i&metro [dc[ e altura
[7c[da chamin" 4m5
3i&metro [d1[
do
balão 4m5
7 ≤A,;< qualquer do dc _ <,H< e 7c _ 7 d1 _ dc
A,;< < 7 <
@,;<
do≤ <,?<
<,?<< do <<,H<
do≥ <,H<
dc _ <,H< e 7c _ <,?<
para quaisquer do
d1 _ A,<<
d1 _ A,;<
d1 _ doc A,<<
7 ≥@,;<
do≤ <,?<
<,?<< do <<,H<
do≥ <,H<
dc _ <,H< e
<,?< ≤ 7c ≤A,<<
para quaisquer do
d1 _ A,<<
d1 _ A,;<
d1 _ doc A,<<
<Y= Considerar 8ue a !assagem !ela la(e de transição e o es!aço !ara assentamento do
tam!ão fa;em !arte da altura da +.amin0, +omo se !ode o%servar na figura U.12.
%bservar que pela tabela recomenda-se
para do≤<,?< →d1_ A,<<m,
para <,?<m<do<<,H<m →d1_A,;<m
e para do≥<,H<m →d1_ doc A,<<m.
?.(. Ele$en#os -ara Es-ecificações
U.2.1. ,r0:moldados 4Rigura M.;5
%s poços de visita e)ecutados com an"is pr"-moldados de concreto armado são os mais comuns,
principalmente para tubulações de saída com at" F<<mm de di&metro. *ão construídos com a
superposição vertical dos an"is de altura <,?<m ou <,F<m, sendo que, para o balão, estas peças tm A,<<m
de di&metro e, para a chamin" <,H<m, como dimensões 0teis mínimas. A redução do balão para a chamin"
" $eita por uma la#e pr"-moldada denominada de peça de transição, servindo tamb"m como suporte para a
chamin", com uma abertura e)cntrica de <,H<m, que deve ser colocada de maneira tal que o centro de
abertura pro#ete-se sobre o ei)o do coletor principal que passa pelo poço, para montante 4Rig.M.H.5.
8IG. ?. ( 4 Poço de Gisi#a e$ anFis -rF4$oldados
<e)tensões em metros=
A construção de um ,I com an"is pr"-moldados inicia-se com o nivelamento da $undação com brita
compactada. A seguir " colocada uma camada de concreto simples A1?1;, denominada de la#e de $undo,
com uma espessura mínima de <,@<m, sob a calha de saída do trecho de #usante, que será a base de
sustentação para toda a estrutura do poço. % primeiro anel $icará apoiado numa parede de concreto ou de
alvenaria, numa altura mínima de <,A<m acima da geratri! superior e)terna de quaisquer dos trechos
a$luentes, para evitar a quebra desse anel quando da ligação das tubulações ao poço, o que provocaria
in$iltrações $uturas de água e possíveis instabilidades estruturais. % acabamento do piso, no $undo do ,I,
" dado de modo a resultar numa declividade de @Y em direção a borda das calhas, sendo este enchimento
do $undo e)ecutado em concreto A1F1M, para moldagem das calhas.
8IG. ?. A 4 Peça de #ransição e$ concre#o ar$ado
% acesso ao $undo do poço " $eito por uma escada tipo marinheiro, vertical, com degraus equiespaçados
de <,?<m ou <,F<m e um mínimo 0til de <,A;m de largura por <,<Mm de altura 4Rig.M.B5, os quais vão
sendo instalados - medida que se vão assentando os an"is, repousando cada degrau entre dois an"is
consecutivos. 'sses degraus podem ser de $erro galvani!ado, mas como este material so$re desgaste
corrosivo com o tempo, " pre$erível degraus em ligas de alumínio ou mesmo o emprego de escadas
portáteis, estas mais viáveis para poços de visita com pro$undidades in$eriores a ?,<< metros, em
substituição - escada $i)a.
8IG. ?. E 4 De#al7es dos de!ra"s
A chamin" deve ser e)ecutada obedecendo a sistemática similar recomendada para o balão, sendo
encimada por um tampão em $erro $undido, padroni!ado no seu modelo pela concessionária e)ploradora
dos serviços de esgoto da localidade. =a construção da chamin" normalmente são empregados an"is pr"-
moldados com altura de <,?<m por <,H<m de di&metro e tamb"m an"is de menor altura, <,A; ou <,<Mm,
para sua complementação. É recomendada a construção de uma chamin" com altura mínima de <,?<m
para $acilitar a construção ou reposição da pavimentação do leito viário.
Dodas as peças terão obrigatoriamente que se assentarem sobre argamassa de cimento e areia a A1? em
volume, sendo o e)cesso retirado e a #unta alisada a colher de pedreiro e, para melhor acabamento, suas
paredes cimentadas com nata de cimento dosada com impermeabili!ante 4A1A@ na água5.
U.2.2. Con+reto Armado no Lo+al
3e ocorrncia mais $reqüente para canali!ações com di&metro superior a F<<mm ou em situações onde
não ha#a condições para obtenção de pr"-moldados. =ormalmente apenas o balão " armado no local, em
concreto com dosagem mínima de cimento de ?<<CgPml, podendo ter seção hori!ontal circular ou
prismática, sendo a chamin" construída com an"is pr"-moldados, como citado no item anterior. Luanto
ao acabamento, piso, base, calhas e outros serviços, segue a mesma orientação recomendada para os ,Is
pr"-moldados 4Rig.M.M5.
8IG. ?. ? 4 Poço de Gisi#a e$ concre#o ar$ado no local
U.2.3. Alvenaria 4Rigura M.G5
A ocorrncia de poços desta nature!a decorre, na maioria das ve!es, da di$iculdade da obtenção de peças
pr"-moldadas no local da obra, principalmente para con$ecção de balão, ou mesmo de cimento,
implicando, de alguma $orma, em estruturas mais viáveis economicamente, em $unção das circunst&ncias.
As paredes terão espessura mínima de <,@<m, em ti#olos maciços de uma ve!, re#untados e rebocadas com
argamassa de cimento e areia de A1? em volume, dosada com impermeabili!ante, alisadas com colher de
pedreiro. ')ternamente as paredes deverão receber uma camada de chapisco e, se necessário, reboco
impermeabili!ante.
% balão terá seção circular ou prismática, e será encimado por uma la#e com abertura e)cntrica, em
concreto armado pr"-moldada ou $undida no local, com espessura mínima de <,A<m, a ?<<Qg de cimento
por metro c0bico de concreto.
A chamin" poderá ser e)ecutada em an"is pr"-moldados, ou tamb"m, em alvenaria como o balão, por"m
com a dimensão mínima de <,H<m de di&metro por um má)imo de A,<<m de altura.
8IG. ?. I 4 Poço de Gisi#a e$ alGenaria de #i.olos
U.2.. 'utros /ateriais
Al"m dos materiais citados para con$ecção das paredes da c&mara de trabalho, poderá ainda ser utili!ada
alvenaria de blocos curvos de concreto, tubo de concreto, tubo de $ibrocimento, ,I7 rígido ou poli"ster
armado com $ios de vidro.
?.A. T"1"lações de Ins-eção e Li$-e9a 4 TIL
U.<.1. Definição e estrutura
At" ;<Y dos custos de implantação de uma rede coletora de esgotos sanitários podem ser consumidos na
construção de ,oços de Iisita - ,I. Oogo a redução destes ou sua substituição por dispositivos
alternativos de menores custos de instalação e que permitam as operações de manutenção e inspeção
previstas, serão sempre ob#eto de estudos pelos pro#etistas. Sm destes dispositivos " o denominado
5u%ulação de Gns!eção e Lim!e;a - 5GL.
%s D>Os são dispositivos destinados a permitir a inspeção e a limpe!a dos trechos a partir da super$ície
sem que ha#a contato $ísico do operador com o coletor de esgotos, ou se#a, tm as $inalidades principais
dos ,Is sem que o operador penetre no interior do dispositivo 4Rig.M.A<5.
8IG. ?. 1C 4 Cor#e es6"e$'#ico de "$ TIL
*ão empregados em trechos retos de pequenos di&metros 4do at" @<<mm5 em substituição aos ,Is,
constituindo-se, na sua $orma mais simples, de uma tubulação inclinada no sentido do escoamento das
va!ões, no di&metro de A<<mm para trechos de do _ A<<mm e A;<mm para trechos com do superiores,
conectada - tubulação subterr&nea atrav"s de uma #unção F;t ou com #unções mais suavi!adas com
au)ílio de curvas @@t?<^, principalmente para coletores mais pro$undos 4recobrimentos superiores a
@,<m5. % acesso do D>O " $eito atrav"s de uma cai)a de proteção, geralmente de $erro $undido, $echada
com um tampão m(vel padroni!ado de ?HCg. A e)tremidade superior da tubulação, no $undo da cai)a de
acesso, deve ser provida de uma tampa para evitar queda de ob#etos, penetração de animais ou entrada de
águas super$iciais, quando da retirada inoportuna do tampão.
%s D>Os devem estar situados a uma dist&ncia má)ima de B;m de outro dispositivo similar ou G<m do ,I
mais pr()imo. Alguns práticos não recomendam dist&ncias superiores ?;m entre D>Os consecutivos ou
F;m para o ,I mais pr()imo, no mesmo coletor. 'm hip(tese alguma um D>O deverá ser empregado em
substituição ao ,I no encontro de coletores.
Luando um D>O " apenas um prolongamento da e)tremidade de montante do coletor tem a denominação
de 5erminal de Lim!e;a : 5L 4Rig.M.AA5.
8IG. ?. 11 4 Cor#e es6"e$'#ico de "$ TL
U.<.2. 5GL !r0:fa%ri+ado
Alguns $abricantes de tubos #á disponibili!am no mercado D>O pr"-moldados para esgotos de especial
interesse para sistemas
condominiais, coletores cob passeio ou mesmo na via p0blica, em trechos de pequena pro$undidade com
vantagens econ+micas consideráveis em emralação aos ,I convencionais. Sm dos modelos que "
apresentado a seguir , como e)emplo, " o $abricado pela tradicional empresa D>E6' *.A Dubos e
7onecções, denominado comercialmente como 5GL Badial 5igre 4Rigura ao lado5.
É uma peça totalmente auto-portante, dimensionada para suportar os es$orços de trá$ego para di$erentes
pro$undidades de instalação, A<<Y em ,lástico para 'sgoto, sem necessidade de revestimento de concreto
para estabilidade de sua estrutura. ,rodu!ido com materiais plásticos em processo contínuo de
rotomoldagem, caracteri!a-se construtivamente pela leve!a, $acilitando o manuseio, transporte e
estocagem, e rápida instalação, e $uncionalmente pela e$icincia do escoamento do esgoto sem
inter$erncias e pontos de ac0mulo de limo ou sedimentos e com $ormas e dimensões que $acilitam as
operações de limpe!a, especialmente por hidro-#ateamento. 7om posições de entrada pr"-de$inidas,
por"m $echadas originalmente, possibilita abertura somente das bolsas que receberão contribuições,
permanecendo as demais totalmente $echadas ap(s sua instalação. É produ!ido nas versões 3=A;< e
3=?<<, cu#as principais dimensões estão indicadas na tabela a seguir.
Sma variação do produto da citada empresa " o 5GL de ligação !redial, $abricado apenas no 3= A<<,
indicado para ligações de ramais prediais aos coletores primários ou au)iliares de um sistema
convencional, ou entre trechos de um sistema condominial. =a realidade entas peças tm uma $unção
similar - dos D *anitários numa instalação hidráulica predial, ou se#a, melhor direcionar o $lu)o de
esgotamento, al"m de $acilitar a manutenção e operações de limpe!a.


Ta1ela das di$ensões dos TIL Radal T!"#
?.E. E)e$-los
U.>.1. En+ontrar as dimensões Lteis !ara ,&s, +om %ase na 5a%ela U.1, nas seguintes +ondiçõesE
a" !rofundidade de P,@PmE
=este caso para quaisquer que se#am os di&metros, o ,I não terá um balão con$igurado e sim uma seção
constante de <,H<m de di&metro2
%" !rofundidade de 1,<Pm e di1metro de sa4da de P,22m1
7om A,<< ≤ 7 ≤ @,;< e do< <,?<m, logo a chamin" terá <,H<m de di&metro por <,?<m de altura mínimos, ,
incluindo passagem pela la#e de transição e espaço para assentamento do tampão, enquanto que o balão
terá di&metro de A,<<m por uma altura de A,?<m2
+" $ O 1,UPm e do O P,>Pm1
Aqui se tem A,<< ≤ 7 ≤ @,;<, mas di&metro maior que <,;<m, logo a chamin" terá <,H<m de di&metro por
<,?<m de altura mínimos, incluindo passagem pela la#e de transição e espaço para assentamento do
tampão, enquanto que o balão terá di&metro de A,B<m por uma altura 0til de A,@<m2
d" $ O 2,UPm e do O P,2Pm
7omo 7 >@,;< e o di&metro de <,;<m, logo o balão terá di&metro de A,;<m por uma altura 0til de @,<<m,
enquanto que a chamin" terá <,H<m de di&metro por <,M<m de altura, incluindo a passagem pela la#e de
transição e o espaço para assentamento do tampão2
e" $ O 3,UPm e do O P,2Pm
*e 7 > @,;< e o do _ <,@<m logo o balão terá di&metro de A,<<m por uma altura 0til de @,M<m para uma
chamin" de <,H<m de di&metro por A,<m de altura 4altura má)ima5 incluindo as espessuras da la#e de
transição e do tampão.
4Ier $igura abai)o5
8i!"ra ?.12 4 Nis"ali9ação das ic0!ni#as dos E)e$-los ?.E
?.?. E)erc*cios

• 'm termos de poço de visita de$inir1 chamin", c&mara de trabalho, calhas de concord&ncia e
trechos de montante e de #usante.
• ')plicar o emprego de tubos de queda nos ,I.
• 3e$inir poço de queda para ,I.
• ')plicar os diversos posicionamentos obrigat(rios dos ,Is nas redes de esgoto.
• ')plicar a recomendação \o balão sempre que possível, terá uma altura 0til de @,< metros].
• ')por ra!ões que obrigam a e)istncia das chamin"s. ,or que a altura das mesmas deve $icar
entre <,?< e A,<< metroV
• Lual a ra!ão principal da abertura da peça de transição ser e)cntricaV ' porque esta mesma
abertura deve ser posicionada sobre o principal coletor que passa pelo poçoV
• Luais as vantagens e desvantagens das escadas $i)as em relação -s portáteisV
• ,or que os ,I em concreto armado no local são mais utili!ados para canali!ações com di&metros
superiores a F<<mm V
• ,or que as chamin"s são mais $reqüentemente construídas com an"is pr"-moldadosV
• 3e$inir D>O e DO. Lual a di$erença conceptual entre elesV
• 3esenvolver um estudo comparativo t"cnico econ+mico entre \terminal de limpe!a] e \poço de
visita].
'ncontrar as dimensões 0teis para ,Is nas seguintes condições1
+X do PN Prof"ndidade <m= DiJ$e#ro do efl"en#e <mm=
A A,;< @<<
@ ?.@< A;<
? A,G< ?<<
F ?,B< F<<
; @,<< ;<<
H F,A; H<<
B @,AM @;<
M ;,A< ?<<
G A,;< B<<
I.1. Definição
%s coletores de esgotos são pro#etados para trabalharem com escoamento livre, a pro$undidades
economicamente viáveis e su$icientes para não serem a$etados estruturalmente por es$orços e)ternos e de
modo a permitirem o esgotamento das descargas procedentes das ligações prediais. 7on$orme a condição
de escoamento livre, cada trecho de coletor terá que ser pro#etado para instalação em linha reta.
'ventualmente a seqüncia de trechos consecutivos em linha reta continuamente, poderá não ser possível
em virtude do surgimento de obstáculos intransponíveis nessas condições, embora ha#a uma necessidade
da continuidade da canali!ação para #usante.
3iante da impossibilidade da travessia em linha reta da canali!ação atrav"s de um obstáculo qual-quer, o
escoamento s( teria continuidade por meio de um bombeamento por sobre a seção de impedimento ou por
sob a mesma seção tendo em vista que a passagem atrav"s de si$onamento normal torna-se inviável por
vários motivos, principalmente, hidráulicos. 'ssa canali!ação rebai)ada, passando por bai)o do obstácu-
lo a ser vencido, " denominada de si$ão invertido tendo em vista o per$il inverso desta ao de uma
tubulação de si$onamento normal 4Rig.G.A5. ,ortanto, por de$inição, em sistemas de esgotos, si$ões
invertidos são canali!ações rebai)adas, sob pressão, destinadas a travessia sob obstáculos que impeçam a
passagem da canali!ação em linha reta. *ua principal vantagem sobre instalações elevat(rias " que os
mesmos não reque-rem equipamentos eletromec&nicos, o que implicaria em consumo contínuo de energia
mec&nica.

8i!"ra I.1 4 Cor#e es6"e$'#ico <-erfil= de "$ sifão inGer#ido
I.2. Ti-os de O1s#'c"los
=as comunidades urbanas, principalmente nas grandes cidades, são $reqüentes a ocorrncia de canais e
galerias subterr&neas, linhas $"rreas, metr+s, etc, os quais não poderiam ser deslocados ou alterados em
suas cotas. 'sses, portanto, são e)emplos de obstáculos que em virtude das suas estruturas $ísicas e $un-
cionais, não podem ser transpassados em sua seção 0til. =o caso de encontro de condutos de esgoto
escoan-do livremente, com tipos de obstáculos como os citados e diante da necessidade de continuação do
escoamento para #usante, a opção $reqüentemente mais viável, será $a!er com que a linha de esgotamento
se#a rebai)ada para passagem sob a seção impedida, voltando a pro$undidade normal ap(s vencida
hori!ontal-mente a largura do acidente a ser transposto.

I.%. 8"nciona$en#o 2idr'"lico
% escoamento do esgoto atrav"s do si$ão invertido " proporcionado, como na maioria das canali!ações de
esgotamento, por $orça da energia gravitacional, por"m ao longo do trecho rebai)ado o escoamento "
$orçado, sob pressão maior que a atmos$"rica local, como se pode observar na Rig. G.A, e)igindo pro#eto
cuidadoso para que se#am redu!idas ao mínimo as possibilidades de sedimentações e obstruções nas
seções mais bai)as do si$ão.
I.&. Infor$ações -ara Pro.e#os 2idr'"licos
3eve-se evitar sempre que possível, pro#etos de si$ões invertidos nos sistemas de esgotamento,
considerando-se que, al"m de ser uma obra de encarecimento de implantação do sistema, sua manutenção
tamb"m onera a operação do mesmo, pois as operações de limpe!a e de possíveis desobstruções dos
si$ões são bem mais complicadas que as comumente reali!adas nos coletores. Luando a utili!ação de
si$ões invertidos $or inevitável, no caso de pequenas variações de va!ão, a estrutura completa será
composta de, pelo menos, dois condutos paralelos de iguais dimensões, obviamente, para que operem
alternadamente, de modo que se#a garantida a continuidade de $lu)o de va!ão. Luando a previsão $or de
grandes variações de va!ão ao longo do plano de pro#eto 4Lmá)PLmín f ;5 o si$ão deverá ser pro#etado com
trs ou mais condutos para $uncionamento simult&neo no $im do plano, nos períodos de va!ão má)ima.
Sm si$ão invertido deve ser pro#etado com duas c&maras visitáveis, uma na entrada e outra na saída,
servindo como poços de visita da canali!ação e como plata$ormas subterr&neas de manobras para o
encaminhamento das va!ões, al"m de evitar re$lu)os nos diversos ramos do escoamento, atrav"s de um
sistema composto de vertedouros e comportas. %s condutos normalmente deverão ser e)ecutados em
concreto armado, aço ou em $erro $undido, con$inado por uma proteção de concreto para melhor
estabilidade estrutural, evitando-se as curvas acentuadas nas suas tra#et(rias, sendo seu dimensionamento
bastante criterioso no que di! respeito a determinação das perdas de carga, tanto locali!adas 4entradas,
#unções, curvas e saídas5 como ao longo dos condutos.
,ara $acilitar as operações de limpe!a, os si$ões invertidos deverão ser dotados de c&maras de limpe!a,
que são compartimentos visitáveis conectados aos trechos \hori!ontais] do si$ão atrav"s do
prolongamento destes trechos, controlados por registros ou comportas. =a maioria das ve!es pro#eta-se
apenas uma c&mara com este $im, locali!ada sob a c&mara de entrada com acesso pela lateral desta 4Rig.
G.@5.
Dodo dimensionamento hidráulico " reali!ado considerando-se as velocidades de escoamento e as perdas
de cargas locali!adas e ao longo das canali!ações, com n _ <,<A; no caso do emprego da e)pressão de
8anning.
I.(. E)e$-lo Es6"e$'#ico
A Rig. G.@ mostra, esquematicamente, um si$ão invertido convencional com trs condutos paralelos.
%bserve-se que o piso da +1mara nV.1 4de entrada5 está disposto de modo a encaminhar o $lu)o mínimo
para o conduto central. Luando a va!ão aumenta o líquido começará a e)travasar por um dos vertedores
laterais para ser transportado pelo trecho vi!inho e quando a entrada deste tamb"m se a$ogar, pelo
aumento progressivo da va!ão, o segundo vertedor começará a e)travasar alimentando o terceiro conduto.
As saídas na +1mara nV.2 deverão estar na mesma cota, no mínimo igual a correspondente ao nível
má)imo do líquido na entrada da canali!ação de saída desta c&mara, acrescida da altura correspondente -s
perdas de carga hidráulicas internas ocorridas ao longo das calhas, no seu piso. 'sse piso será pro#etado
de modo a permitir a reunião das va!ões parciais e encaminhá-las a entrada do trecho de #usante.
A limpe!a de cada conduto " e)ecutada com a abertura da comporta na e)tremidade do trecho de
esgotamento, no poço de limpe!a e, se necessário, \lavando-se] a canali!ação com #atos de água limpa no
sentido inverso, atrav"s da abertura de saída da mesma, na c&mara nj.@.
8i!"ra I.2 4 Desen7o es6"e$'#ico de "$ sifão inGer#ido
%/*.1 As perdas de carga entre soleiras de entrada e de saída ao longo do tra#eto,
no interior das c&maras de entrada ou de saída 4desnível da linha pie!om"trica5,
poderá ser estimada em torno de <,<<HmPm e a velocidade mínima de
escoamento nos condutos igual a <,G<mPs
I.A. E)e$-lo
,r"-dimensionar as seções hidráulicas de um si$ão invertido para escoar va!ões de esgotos com as
seguintes variações1 Lmín _ G< lPs, Lm"d _ ??< lPs e Lmá) _ B<< lPs.

*olução1
• =0mero de condutos
Lmá) P Lmín _ B,M f ; ∴ n _ ?2
• ,rimeiro conduto
4'ste conduto deverá ser calculado para a va!ão mínima de <,<GmlPs e Imín _ <,G<mPs5
A _ Lmín P Imín _ <,<G P <,G< _ <,A< mh ∴ 3 _ <,?;H m. Adota-se 3A _ ?;< mm
4arredondamento para menor em virtude das condições de velocidade mínima52

• ,erda de carga
4'sta perda deverá ser a mesma para todos os ramos do si$ão para que as cotas das soleiras
de #usante se#am idnticas5
Adotando-se :a!en-Tilliams, 7 _ A<<, LA_ G< lPs e 3A_ ?;<mm tem-se J ≅ <,<<FmPm2
• *egundo conduto
4'ste conduto deve atingir o pleno $uncionamento quando a va!ão de esgotos $or igual a m"dia5
Ia!ão de dimensionamento1 L _ ??< - G< _ @F<lPs
,ara J _ <,<<FmPm, 7_A<< e L _ @F< lPs tem-se 3@ _ ;<<mm e L@ ≅ @?<lPs2
• Derceiro conduto
43imensionado para va!ão e)cedente dos dois primeiros5
L _ B<< - @?< - G< _ ?M< lPs
L? _ ?M< lPs, J _ <,<<FmPm e 7 _ A<< tem-se
3? _ H<<mm 4por e)cesso, pois não haverá um quarto conduto52
• 3etalhes 1 Rigura G.?.
8IG. I.% 4 Kes"l#ado es6"e$a#i9ado do e)e$-lo I.A.
I.E. E)erc*cios
• 7om respeito a si$ões invertidos em esgoto, do ponto de vista hidráulico1
o - de$inir2
o - por que devem ser evitadosV
o - por que a velocidade de escoamento deve ser \alta]V
o - por que são ditos condutos sob pressãoV
o - e)plicar seu $uncionamento.
• 7itar situações onde os si$ões invertidos são inevitáveis.
• Lue alternativas poderiam ser analisadas - indicação de um si$ão invertidoV
• ,or que os si$ões normais não tm emprego em sistemas de esgotamentoV
• ,or que um n0mero mínimo de dois condutos paralelosV
• 7omo seria e)ecutada a limpe!a com au)ílio de #atos de águaV
• ')plicar a pre$erncia por tubos de concreto, $erro ou aço para si$ões invertidos. Dubos de ,I7
poderiam ser especi$icadosV Justi$icar.
• 3imensionar 4cálculo hidráulico5 o si$ão esquemati!ado na Rig. G.@ sabendo-se
o - escala apro)imada1 A1@<<2
o - cota de chegada na c&mara @;@,<<2
o - di&metro de chegada e de saída1 G<<mm 4l&mina má)ima <,B@m52
o - va!ões de pro#eto1 mín _ A<@ lPs, m"d _ @;G lPs e má) _ ;M< lPs.
• Sma tubulação de esgotos sanitários de A;<<mm de di&metro está assentada sob uma
declividade de <,<<AmPm 4n _ <,<A?5. ,ara uma va!ão mínima de <,F<mlPs e uma m"dia de
A,A<mlPs, pro#etar um si$ão invertido para a capacidade má)ima da tubulação, sabendo-se que a
perda hidráulica " de <,<<BmPm 4n _ <,<A;5.
• 7alcular um si$ão invertido para as seguintes condições1
o - e)tensão do si$ão _ ;<,<<m2
o - depressão má)ima _ ?,<<m2
o - desnível disponível _ <,H;m2
o - va!ões de pro#eto 4n _ <,<A?51 Lmín _ ?; lPs, Lm"d _ AA; lPs e Lmá) _ @F< lPs.
• Sma galeria de águas pluviais de A,@<m de di&metro e >o _ <,<<A;mPm, transporta em tempo seco
uma va!ão má)ima de <,? mlPs. ,ro#etar um si$ão invertido que conste de trs ramos, sabendo-se
que a declividade disponível " de <,<<;mPm e o rebai)amento mínimo possível " de H,<m
CAPITULO Z
1C.1. In#rod"ção
'm algumas situações nos sistemas de esgotos sanitários pode ser que ha#a necessidade de elevação de
va!ões de esgotamento. >sto ocorre com relativa $requncia em condutos longos e)clusivos de transporte
dessas va!ões. % impulsionamento $orçado das va!ões torna-se possível atrav"s de instalações
denominadas de 'stações 'levat(rias de 'sgotos - ''', as quais se podem de$inir como \instalações
eletromec&nicas pro#etadas, construídas e equipadas de $orma a transportar o esgoto de um nível de
sucção ou de chegada at" o nível de recalque ou de saída, acompanhando as variações a$luentes]. 'ste
capítulo tratará de um estudo relativo a elevat(rias empregadas nos sistemas de esgotos sanitários sendo
que, como o tema " muito amplo, seu conte0do limitar-se-á a descrição de in$ormações compatíveis, com
o nível desta publicação e de modo a permitir ao estudante $amiliari!ar-se com o assunto.
1C.2. OcorrWncias
7omo as canali!ações coletoras e transportadoras de esgoto $uncionam como condutos livres, elas devem
ser pro#etadas com uma certa declividade, o que implica em um acr"scimo contínuo no caimento, ao
longo de cada trecho de canali!ação, de montante para #usante. Dendo em vista a manutenção de
velocidades de escoamento tais que consigam garantir condições de autolimpe!a no interior dos condutos,
cada trecho será pro#etado em $unção de uma declividade mínima. ,ara que os custos das escavações,
para instalação das canali!ações, se#am viáveis " necessário que ha#a uma sintonia entre o sentido do
escoamento nos condutos e a declividade natural do terreno, desde que esta se#a igual ou superior a
mínima e)igida para cada trecho pro#etado, resultando em volumes mínimos a escavar quando da
e)ecução das valas.
,or"m, nem sempre se tem áreas a esgotar onde a super$ície do terreno apresente essas condições e, assim
sendo, para que ha#a condições mínimas de escoamento, a pro$undidade dos condutos subterr&neos
crescerá para #usante, podendo atingir níveis impraticáveis, caso a área de pro#eto ao longo do
desenvolvimento da canali!ação continue em condições des$avoráveis. *e os condutos atingirem
pro$undidades e)cessivas, teoricamente acima de H,<m 4na prática, F,;m5, então, devem ser empregadas
instalações que transportem as va!ões at" então recolhidas, para uma cota que permita a construção e
operação dos trechos a #usante daquele ponto novamente em condições viáveis tecnicamente. 'sta
recuperação de cotas " conseguida atrav"s de uma elevat(ria de esgotos. Al"m da situação descrita pode-
se pro#etar elevat(rias para recalques de esgotos produ!idos em áreas bai)as, para reunião de va!ões de
bacias di$erentes 4sistemas distritais5, quando da ultrapassagem de divisores de água, na necessidade de
lançamentos submersos, nos recalques de lodos nas estações de tratamento e, eventualmente, nas entradas
ou entre unidades destas.

Sma elevat(ria por ser uma instalação eletromec&nica consumidora contínua de energia, acondicionada
em edi$ício pr(prio, constitui-se em uma obra que irá onerar a implantação e a operação do sistema,
devendo ser ob#eto de minuciosos estudos comparativos, para que seu pro#eto s( se#a de$inido quando não
houver mais opções t"cnicas viáveis com a utili!ação de escoamento por gravidade.
1C.%. Classificação
As ''' podem ser classi$icadas de várias maneiras, por"m nenhuma delas " satis$at(ria, como citado por
8etcal$ e 'ddU. 'sta classi$icação pode ser $eita em $unção de sua capacidade ou de sua altura de
recalque ou da e)tensão deste, segundo a $onte de energia, pelo tipo de construção, etc. A ,=/-;HGPB; da
A/=D classi$ica-as da seguinte maneira1
a5 quanto as va!ões de recalque - :r
- pequena1 :r≤ ;< lPs,
- m"dia1 ;< ` :r` ;<< lPs,
- grande1 :r≥ ;<< lPs2
b5 quanto a altura monom"trica - 2
- bai)a1 2 ≤ A< m.c.a,
- m"dia1 A< ` 2 ` @< m.c.a.,
- alta1 2 ≥ @< m.c.a.
3e$ine ainda como tubulação curta a tubulação de recalque com comprimento de at" A< metros e longa
aquela com e)tensão superior.
1C.&. Carac#er*s#icas Gerais
A Rig.A<.A. mostra o corte esquemático de uma pequena elevat(ria convencional com bombas de ei)o
hori!ontal, moldada no local. Iale salientar que as ''' tm suas características de$inidas a partir da
determinação das va!ões a elevar, dos equipamentos e seus modelos a serem instalados e do m"todo
construtivo.

Dipicamente quando são moldadas no local, são estruturas em concreto armado nas construções
subterr&neas e em alvenaria nas e)ternas. 7onstituem-se de uma c&mara de recepção denominada de poço
0mido, de detenção ou de coleta, no qual se instalam grades de retenção de material grosseiro 4d f @,;cm5
e dispositivos para retirada desse material retido, escadas $i)as de acesso, entradas de sucção e
e)travasores. Damb"m possuem uma c&mara de operação denominada de poço seco ou c&mara de
trabalho, onde estão instalados os equipamentos de impulsão 4con#untos motor-bombas5, geradores,
válvulas de controle e antigolpe, cone)ões de continuidade do recalque, e)austores, etc., al"m de
estruturas de circulação de operadores e transporte de máquinas.

=ormalmente sobre o poço seco estão as dependncias de acomodação dos operadores 4instalações
sanitárias e escrit(rio5 e equipamentos e dispositivos necessários a operação e manutenção das instalações
4talhas, ganchos e chaves, quadros el"tricos, alarmes e pain"is de controle automáticos e manuais5,
sistemas de ventilação e cale$ação, drenagem, etc5.
8IG. 1C. 1 4 Cor#e es6"e$'#ico de "$a eleGa#0ria conGencional
co$ 1o$1as de ei)o 7ori9on#al
1C.(. Locali9ação
,ara escolha de$initiva da locali!ação de uma ''' deverão ser observados e analisados os seguintes
aspectos1
• menor desnível geom"trico entre a captação e o $im do recalque e menor e)tensão deste2
• $acilidade de obtenção do terreno2
• proteção natural contra possíveis inundações2
• possibilidades de ampliações $uturas2
• $acilidades de acesso2
• possibilidades de eventuais descargas de esgotos em galerias ou canais pr()imos quando de
paralisações do sistema elevat(rio2
• dist&ncia das habitações2
• $acilidade de obtenção de energia el"trica2
• harmoni!ação da edi$icação com o ambiente vi!inho.
>ndependente dos pontos citados, o posicionamento das ''', em geral, decorre do traçado das redes
coletoras e canali!ações de maior di&metro equivalente, situando-se nos pontos mais bai)os de uma bacia,
ou de um distrito de coleta, ou nas pro)imidades de rios, c(rregos, praias, etc.

1C.A. /o$1as -ara Es!o#os
1P.<.1. Con+eitos
=as elevat(rias de esgotos o tipo de bomba mais $requente " a centrí$uga, com velocidade $i)a ou
variável, podendo ser de ei)o hori!ontal ou vertical. As verticais podem ser com motor acoplado ou de
ei)o longo, estas de uso menos $requente. Damb"m são muito empregados os con#untos motor-bombas
submersíveis 4de ei)o vertical5. Al"m das bombas centrí$ugas tamb"m são empregadas as bombas
helicoidais e os e#etores pneumáticos, com relativa const&ncia. A descrição das principais características e
a aplicabilidade desses equipamentos " o que será desenvolvido a seguir.
1P.<.2. )om%as Centr4fugas
=as ''' convencionais, as bombas mais empregadas são do tipo de ei)o hori!ontal ou vertical a$ogadas,
de aspiração 0nica instaladas em um poço seco com motores acoplados sobre o piso no caso de ei)o
hori!ontal 4Rig.A<.@5 ou sobre a pr(pria bomba quando o ei)o " vertical.

As bombas centrí$ugas são compostas de uma carcaça que molda em seu interior um canal de secção
gradualmente crescente para direcionar o líquido bombeado para a saída da bomba com energia de
pressão. 'ste canal " chamado de voluta. 3entro da voluta encontra-se um elemento girante denominado
de rotor que recebe energia mec&nica atrav"s do seu ei)o e, pelo princípio da $orça centrí$uga, remete o
líquido aspirado atrav"s da sucção, do seu centro para a peri$eria, na voluta. 3i$erentemente dos rotores
empregados no bombeamento da água limpa, que são do tipo $echado, os de bombas centrí$ugas para
esgotos são do tipo aberto, que permitem o bombeamento de s(lidos em suspensão no esgoto, com
di&metros equivalentes a at" cinco centímetros. As bombas de ei)o vertical com apenas a bomba
submersa ou a$ogada 4Rig.A<.?5 tm especi$icação bastante restrita, pois o ei)o muito e)tenso poderá
acarretar e)centricidades quando do seu $uncionamento podendo gerar danos signi$icativos ou at"
irreparáveis ao con#unto.

Damb"m " $reqüente o emprego de con#untos motor-bombas submersíveis. 'sses con#untos tm a
vantagem imediata, do ponto de vista construtivo, de não requererem a construção de um poço seco
4Rig.A<.F5. =estes con#untos a bomba e o motor $ormam um monobloco que opera dentro da massa
líquida a ser elevada. % con#unto pode ser movimentado verticalmente atrav"s de uma haste-guia 4ou
con#unto de hastes5 em aço ino)idável que permite o acoplamento automático entre o $lange de saída da
bomba e o da entrada da tubulação de recalque, apenas pelo seu peso pr(prio, sem necessidade de
apara$usamentos, tornando igualmente singela as operações inversas com emprego de uma talha quando
de previsíveis inspeções ou reparos.
%s adeptos deste tipo de equipamento, embora de maior custo de aquisição, alegam as seguintes
vantagens sobre os con#untos tradicionais1
• dimensões redu!idas, manutenção simpli$icada e $ácil inspeção2
• dispensa poço e casa de máquinas, pois o con#unto $unciona dentro do líquido2
• não requer precaução contra inundações ou preocupações com re$rigeração pelo mesmo motivo2
• volume de escavação redu!ido e não necessitando de compartimentos para acomodação de
operadores.
7om estas características o con#unto de maior tradição comercialmente " o de origem sueca, da marca
ROxED, que historicamente está no mercado desde AGFM, prometendo as seguintes vantagens1
• componentes padroni!ados2
• permitem passagem de s(lidos de at" do!e centímetros de comprimento2
• podem $uncionar a seco2
• manutenção preventiva apenas semestral e garantia de trs anos sem necessidade de lubri$icação
dos rolamentos de es$era2
não necessita de vigil&ncia, pois dispõem de comandos automáticos de partida e de parada de
acordo com os níveis do líquido e alarme detectante de avarias.
8IG. 1C. 2 4 EleGa#0ria co$ 1o$1as de ei)o 7ori9on#al


8IG. 1C. % 4 EleGa#0rias co$ 1o$1as de ei)o Ger#ical


8IG. 1C. & 4 Ins#alação #*-ica -ara 1o$1as 8L[GT
<Con."n#o $o#or41o$1a s"1$erso=
1P.<.3. )om%as Aeli+oidais
Damb"m chamadas de bombas para$uso, tm sido tradicionalmente empregadas para recalques de bai)a
altura e curta e)tensão 4típica para recuperação de cotas ou em pro#etos de estações de tratamento5. *eu
princípio de $uncionamento mant"m-se inalterado desde os tempos de Arquimedes 4@MB-@A@ a.7.5, natural
de *iracuse, na *icília, a quem esta invenção " atribuída, embora o mecanismo #á deva ter e)istido no
antigo 'gito em $ormas mais primitivas. % conceito hidráulico básico permanece inalterado ao longo
desses dois milnios, embora o desenho mec&nico e o m"todo de construção das atuais bombas,
evidentemente, se#am bastante di$erentes.

7omparando-se com as bombas centrí$ugas, as helicoidais apresentam uma s"rie de vantagens, a saber1
• bai)a velocidade de rotação 4at" A<<rpm5 redu!indo problemas de abrasão e custo de manutenção
e de $ácil operação2
• dispensa utili!ação de válvulas de gaveta, de retenção, tubulação de sucção e recalque2
• dispensa dispositivo de proteção de montante como cai)as de areia e grades2
• apresenta menores ruídos durante o $uncionamento e maior durabilidade2
• " praticamente imune -s imperícias dos operadores e a danos e paralisações decorrentes de
materiais $ibrosos tais como trapos, buchas de $iapos, etc2
• trabalha com qualquer va!ão, sem necessidade de re$rigeração e sem riscos de cavitação2
• apresenta bom rendimento 4at" M;Y5 para va!ões má)imas de dimensionamento de A< a ?@<< lPs.
,or outro lado estas bombas apresentam algumas desvantagens em relação -s bombas centrí$ugas como1
• maior custo das instalações mec&nicas2
• maiores espaços hori!ontais, principalmente em relação as submersíveis2
• pequenas alturas manom"tricas 4@ a G metros5 em virtude da possibilidade de $ormação de
catenária ao longo do para$uso2
• maior corrente el"trica, principalmente nas partidas2
• necessita de redutor de velocidade.
'ssas bombas são constituídas de um para$uso montado dentro de uma calha anti-retorno em aço carbono
ou concreto, acoplado a uma unidade motri! e)terna conectada na e)tremidade superior e completada com
mancais de apoio in$erior e superior, bomba de gra)a e access(rios 4Rig.A<.;5. % para$uso constitui-se de
um ei)o tubular em aço carbono ao qual estão soldadas as h"lices do mesmo material com di&metro de <,?
at" ?,<m, resistentes a corrosão, que permitirão a elevação do esgoto, assentado com uma inclinação de ?<
o
a ?M
o
. % mancal superior " constituído de um rolamento a)ial e um de escora, devidamente dimensionados
para suportarem as cargas a)iais e radiais que atuam sobre o mesmo, proporcionando-lhe maior vida 0til.
A lubri$icação " $eita por meio de gra)a $luida. A unidade motri! constitui-se de um motor el"trico,
montado sobre uma base metálica, que aciona um redutor de velocidade de rotação atrav"s de polias e
correias. ,or sua ve! esse redutor " acoplado ao mancal superior. % mancal in$erior " dotado de rolamento
autocompressor, vedado hermeticamente contra in$iltrações de líquidos, recebendo gra)a de $orma
automática de um lubri$icador acionado independentemente.
8IG. 1C. ( 4 Cor#e es6"e$'#ico de "$a 1o$1a -araf"so si$-les
=o /rasil, o mais tradicional $abricante de bombas helicoidais " a Rábrica de Aço ,aulista *.A. - RAw%,
cu#o diagrama de seleção de seus produtos, apresentado em $olheto comercial de AGM<, está copiado na
Rig.A<.H. 3eve-se observar que, quanto maior o di&metro do para$uso menor o n0mero de rotações e maior
a va!ão bombeada.
8IG. 1C. A 4 Gr'fico -ara seleção de -araf"sos 8A\O
1P.<.. E(etores ,neum$ti+os
%s e#etores pneumáticos são bombas de pequena capacidade 4@ a @< lPs5 para emprego em unidades
independentes, principalmente para esgotamento de subsolos de edi$icações que se situam abai)o do nível
da rede coletora e)terna de esgotos. ,ara melhor entendimento do mecanismo de $uncionamento de um
e#etor pneumático deve-se observar o corte esquemático mostrado na Rig.A<.B. % esgoto líquido penetra
atrav"s da \válvula I?], enchendo a c&mara de recepção T. Luando a água residuária alcança o nível
má)imo 4=má)5 a \válvula I@] " aberta atrav"s do acionamento provocado pela \b(ia 7], impulsionando
ar comprimido $ornecido por um compressor acoplado, $orçando o líquido acumulado atrav"s da \válvula
IF] visto que neste movimento a I? $icará $echada. Luando o nível mínimo 4=mín5 " atingido a posição da
válvula I@ inverte-se dando início a um novo ciclo. 7ada ciclo dura em m"dia um minuto quando o e#etor
trabalha com sua capacidade má)ima.
RIG. 1C. E 4 Cor#e es6"e$'#ico de "$ e.e#or -ne"$'#ico
'#etores pneumáticos são viáveis para esgotamento de va!ões de at" @< lPs 4va!ões maiores consumem
muita energia com bai)os rendimentos, in$eriores a A;Y5 e para alturas manom"tricas de ? a A; metros.
7ompõem-se de c&maras metálicas com entrada e saída em A<<mm ou mais, que dispensam poço seco e
grades, requerem pouca lubri$icação, não e)pelem maus cheiros 4desde que bem ventilados5, ocupam
pouco espaço e quando da instalação de m0ltiplas unidades podem ser alimentados por uma 0nica central
de ar comprimido.
1P.<.2. Seleção de )om%as
,ara a de$inição do con#unto de bombeamento a ser empregado em uma elevat(ria devem-se ter
in$ormações precisas sobre as va!ões de pro#eto e suas variações diárias e ao longo do alcance do plano
4em geral @< anos, com etapas a cada A<5, locali!ação da estação, de$inição das tubulações e as curvas
características das bombas e do sistema. 'sses dados são essenciais para que se#am de$inidos os tipos de
con#untos, dimensões e quantidades a serem instalados, bem como as possíveis etapas para ampliação das
instalações iniciais do pro#eto.

')emplos1 grande crescimento das va!ões de pro#eto ao longo do plano implicam em instalações dos
con#untos por etapas2 no caso de simples recuperação de cotas ao longo de um coletor possivelmente
utili!ar-se-ão bombas para$uso2 grandes va!ões e pequenas alturas deverão requerer bombas de ei)o a)ial2
grandes $lutuações da va!ão indicam bombas com descarga variável2 etc.
1C.E. +oções so1re Mo#ores
1P.>.1. 5i!os de motores
=as instalações hidráulicas motores são máquinas que vão receber uma modalidade de energia, de alguma
$onte ou processo, e trans$ormar esta energia de modo a $ornecer energia mec&nica -s bombas. % pr(prio
gás produ!ido nas estações de tratamento poderá ser uma $onte alternativa de energia. 'm sua maioria as
bombas para impulsionamento de esgotos sanitários são acionadas por motores movidos a eletricidade,
por vários motivos, tais como, bai)o custo de operação, manutenção e investimento, al"m da sua grande
versatilidade de adaptação -s mais variadas cargas. =ão " raro, por"m, o emprego de motores alimentados
por outras $ontes de energia, como por e)emplo, con#untos de reserva com motores de combustão interna
4movidos a gasolina, álcool, gás ou diesel5 para que ha#a garantia de continuidade de $uncionamento nos
períodos em que ocorram $alhas no $ornecimento de energia el"trica.

8otores a gasolina, álcool ou gás 4ignição por centelha5 são menos empregados porque seu princípio de
$uncionamento " suscetível a maior n0mero de $alhas tanto na partida como em $uncionamento, al"m
desses tipos de combustíveis implicarem em maiores custos operacionais 4mais caros5 e, tamb"m, em
maiores riscos no arma!enamento. 8otores a diesel 4ignição por compressão5 são mais $reqüentemente
utili!ados para $uncionamento nestas situações emergenciais.
')S1 Ggnição 0 um termo originado do latim ignire, Win+endiarS, 8ue signifi+a estado dos +or!os em
+om%ustão, en8uanto 8ue Cilindrada 0 um termo derivado do latim +Ilindru, e 8ue define a +a!a+idade
m$9ima de admissão de g$s !elo +on(unto de +ilindros, 8ue são 6rgãos fi9os em um motor de e9!losão,
no interior dos 8uais se deslo+a um -m%olo e onde se reali;a a +om%ustão da mistura e a su%se8uente
e9!ansão dos gases, !rodu;indo o fun+ionamento dos motores a e9!losão.
A ignição espont&nea utili!ada pelos motores a diesel, que proporciona menores riscos de $alhas e gastos
mais redu!idos com combustível, a maior durabilidade, a resistncia e a grande capacidade - m"dia e
bai)a rotações, são vantagens signi$icativas do motor diesel sobre o a gasolina. ,or outro lado os motores
a diesel são mais caros e bem mais pesados que os a gasolina de cilindradas equivalentes, pois aqueles
$uncionam com pressões consideravelmente maiores necessitando, portanto, estruturas pr(prias mais
re$orçadas. 7omparativamente os motores diesel são mais vanta#osos.
1P.>.2. /otores el0tri+os
Sm estudo básico dos motores el"tricos envolve al"m de bons conhecimentos sobre eletricidade 4energia
e potncia, $atores de potncia e de serviço, corrente nominal, etc.5 in$ormações de tipos, características
construtivas e partes componentes de tais máquinas comerciais e)istentes e conhecimentos $undamentais
sobre velocidade síncrona, escorregamento, con#ugados 4na Rísica " a denominação dada a um sistema de
duas $orças paralelas de suportes distintos, com sentidos opostos, e que atuam sobre um corpo2 torque5,
rendimentos mec&nicos, etc. 'm ra!ão da comple)idade do assunto não " ob#etivo deste te)to um estudo
detalhado sobre motores el"tricos e sim descrever apenas conhecimentos elementares sobre os mesmos,
principalmente sobre terminologia, conceitos, $uncionamento e empregos.

%s motores el"tricos podem ser de dois tipos1 de corrente contínua e de corrente alternada. %s de corrente
contínua são raramente utili!ados, pois inicialmente necessitariam de um dispositivo de reti$icação de
corrente, visto que normalmente a energia el"trica " $ornecida em corrente alternada. Al"m disso são de
custo mais elevado. *eu uso $ica restrito a situações muitos especiais, como por e)emplo, em casos de
$uncionamentos com velocidades constantes ou variáveis apenas entre intervalos de bombeamentos com o
controle rigoroso destas $lutuações e)ecutado atrav"s de um reostato 4resistor variável, utili!ado, em geral
para limitar corrente em circuitos ou dissipar energia5. Dm con#ugado de partida 4torque5 elevado, sendo
os tipo *hunt os empregados nestas condições.

%s motores de corrente alternada são usualmente utili!ados para o acionamento de bombas hidráulicas.
,ertencem a uma das seguintes categorias1
• motor síncrono poli$ásico2
• motor assíncrono 4ou de indução5 poli$ásico nas especi$icações com rotor de gaiola e com rotor
%o%inado.
Corrente el0tri+a !olif$si+a 0 a +orrente +om!osta, !rodu;ida !or um gerador onde se formam,
simultaneamente, CnD tensões alternadas senoidais 8ue guardam entre si uma diferença de fase
+onstante e igual a 3<PVNn.
1P.>.3. /otores s4n+ronos
% motor síncrono tem a velocidade de rotação do ei)o 4em geral e)pressa em n0mero de rotações por
minuto - rpm5 denominada de velocidade de sincronismo \=s], rigorosamente constante, tanto no va!io
como em carga, desde que se#a constante a $reqüncia da alimentação, e de$inida em $unção dos valores
de $reqüncia da corrente e da quantidade de p(los do motor, de con$ormidade com a seguinte e)pressão1
+s > < 12C f @ - = 'q. A<.A
sendo1
+s - n0mero de rotações por minuto 4normalmente de ;<< a A@<<rpm52
f - $reqüncia da corrente em :ert! 4:einrich :ert!, $ísico alemão, AM;B-AMGF51 no /rasil _ H<:!2
- - n0mero de p(los 4em geral H a AF5.
% princípio básico de $uncionamento consiste na interação de dois campos magn"ticos, um girante
produ!ido no estator pela corrente alternada e um outro $i)o gerado no rotor que, no seu $uncionamento, "
atraído continuamente pelo campo do estator.

A estrutura e o mecanismo de operação dos motores síncronos são relativamente complicados e para o seu
$uncionamento há necessidade de uma $onte suplementar de energia em corrente contínua, destinada -
alimentação dos enrolamentos do rotor. >sto " obtido atrav"s de uma e)citatri! 4pequena máquina el"trica
destinada a produ!ir a corrente necessária - alimentação dos enrolamentos indutores de uma máquina
principal5 acionada, $reqüentemente, pelo mesmo ei)o do motor. *ua potncia deve ser tal que possa
vencer as perdas a va!io 4perdas mec&nicas, por e)citação e no $erro5. =ormalmente tem um valor entre ;
e A<Y da potncia do motor síncrono. 'sta " a principal e su$iciente condição para que os motores
síncronos tenham sua utili!ação muito restrita.

8otores síncronos s( são viáveis para grandes instalações, geralmente quando a potncia das bombas
ultrapassa de ;<<:, e as velocidades necessitam ser bai)as 4at" AM<<rpm5. =estes casos, em ra!ão de sua
maior e$icincia, o dispndio com a energia el"trica passa a ser signi$icativo na economia global do
sistema, considerando que os assíncronos tm $ator de potncia muito bai)o. % custo inicial, entretanto, "
elevado e a $abricação ainda restrita em nosso país. =ão são motores adequados para elevat(rias comuns
de esgotos sanitários.
3e um modo geral pode-se relacionar que este tipo de motor tem as seguintes desvantagens1
• necessita instalação de chaves especiais 4compensadoras5 para sua partida2
• não tem arranque pr(prio necessitando, pois, de equipamentos especiais, normalmente
• um motor de indução tipo gaiola, para alcançar a rotação síncrona2
• pode sair de sincronismo 4a condição básica de sua opção5 por perturbações no sistema 4e)cesso
de carga, por e)emplo52
• para proteção de sua integridade precisa de dispositivos especiais que o pare automaticamente no
caso de saída de sincronismo2
• tem con#ugado 4_ medida do es$orço para giro do ei)o2 torque5 de partida bai)o2
• criteriosa e di$ícil operação.
1P.>.. /otores ass4n+ronos
=os motores assíncronos, tamb"m denominados de indução, a velocidade de rotação " ligeiramente
variável, não coincidindo e)atamente com a velocidade de sincronismo #á re$erida. 'm $unção da carga
mec&nica aplicada, há uma ligeira redução na rotação, da ordem de ? a ;Y, que " conhecida por
escorregamento. ')emplo1 A@<<rpm síncrono corresponde AAB<rpm de indução. A pre$erncia por estes
motores deve-se ao $ato de os mesmos possuírem várias vantagens, tais como, construção simples, vida
0til longa, $le)ibilidade de manobras e manutenção, partida so!inho mesmo em carga, etc.
/asicamente são motores tri$ásicos compostos de um estator ou indutor $i)o e um rotor ou indu!ido. %
estator compõe-se de um n0cleo de chapas magn"ticas tratadas termicamente para redução das perdas, das
bobinas e da estrutura de suporte denominada de carcaça, em geral construída em $erro laminado,
resistente a corrosão, com ranhuras na super$ície interna onde estão alo#adas as bobinas 4do $rancs
bobine que signi$ica agrupamento de espiras5 normalmente constituídas de $ios de cobre esmaltado
revestidos com verni! - base de poliester em $orma de espiras 4do grego speira, parte elementar de um
enrolamento5, enquanto que o rotor " composto de um ei)o para transmissão da potncia mec&nica
desenvolvida, do enrolamento e tamb"m de um n0cleo de chapas magn"ticas de bai)a perda. =estes
motores o enrolamento do rotor não possui ligação el"trica direta com a linha de alimentação. As
correntes internas são geradas por indução eletromagn"tica, daí o nome de motor de indução.
')ternamente a carcaça e as tampas em $erro $undido são providas de aletas ou ranhuras as mais
pro$undas possíveis, para que se obtenha uma maior super$ície de dissipação de calor para o ambiente em
volta e proporcionar alta resistncia mec&nica. *eu princípio básico de $uncionamento está no $ato de
haver uma indução de um campo girante no estator, gerado pela passagem da corrente, normalmente
tri$ásica, nas bobinas curto-circuitadas em torno de um ei)o, alimentadas por um sistema de
compensadores automáticos. 'sta indução gera uma $orça eletromotri! nas espiras do rotor, implicando
automaticamente no aparecimento de um campo reagente para cada espira, que tende a anular os e$eitos
do campo de origem, pois em eletricidade correntes indu!idas tendem a se opor - causa que as originou.
'sta reação $a! com que o rotor se#a atraído pelo campo girante, tendendo a se igualar em m(dulo a
mesma velocidade do campo do estator para neutrali!ação dos e$eitos do campo do estator.
Oogicamente, a medida que o rotor " atraído pelo campo do estator a variação do campo reagente vai-se
redu!indo, diminuindo progressivamente a $orça de atração, $a!endo com que a velocidade de rotação do
rotor tamb"m se#a amortecida. 7om este amortecimento novamente ocorrerá um aumento da $orça de
atração e o ciclo repete-se. 'videntemente se o rotor alcançasse a velocidade do campo girante não
haveria geração de corrente indu!ida e, consequentemente, desapareceria o e$eito magn"tico que $a! o
motor $uncionar.
%bservar, tamb"m, que da maior ou menor quantidade de espiras dependerá a intensidade da $orça de
atração gerada.

1C.E.(. Ko#ores
%s rotores dos motores assíncronos são constituídos por con#untos de condutores colocados em pacotes
de l&minas de $erro com espessura de <,;mm cada l&mina, isoladas entre si por uma camada super$icial de
()ido de $erro e providas de $uros que $ornecem ranhuras ou canais nos quais os condutores são
colocados. 'm geral possuem de ? a ; canais por p(lo e por $ase. =os motores de grande potncia
empregam-se m0ltiplos pacotes com espessuras de A<cm cada, para melhor re$rigeração interna e redução
do aquecimento de todo o equipamento.

% rotor ou indu!ido pode ser de dois tipos1 bobinado ou em an"is e de gaiola ou em curto-circuito.
Luando em cada ranhura são colocadas barras e estas barras são soldadas em suas e)tremidades a um anel
de cobre, conectando-as em curto entre si, tem-se o rotor de gaiola. =este caso o rotor não possui n0mero
de p(los pr(prios, mas o n0mero do estator indu!ido por este. 'stes an"is podem ser providos de aletas
e)ternas que substituem o ventilador, principalmente nos de pequena potncia. >sto " um dos motivos de
que os motores com rotor em curto-circuito serem mais compactos e de operação mais simples. =os
grandes motores a e)cessiva quantidade de calor gerada $ica al"m da capacidade de dissipação pelas
paredes, havendo necessidade de uma ventilação $orçada obtida com ventiladores internos, implicando
em acr"scimo nas dimensões da máquina e seu encarecimento.

% motor de indução com rotor de gaiola " o tipo de uso mais corrente nas pequenas e m"dias instalações
de bombeamento. % rotor não possui nenhum enrolamento, não e)istindo contato el"trico do indu!ido
com o e)terior. % rendimento 4ηm5 " elevado. A partida " $eita utili!ando-se chaves el"tricas apropriadas,
pois há uma necessidade de uma corrente cinco, sete e at" de! ve!es superior a de plena carga, o que " um
s"rio inconveniente no momento de partida, e)igindo dispositivos especiais para redução deste problema.
As instalações de bombeamento com potncias in$eriores a A<:, utili!am quase que e)clusivamente
motores desse tipo.

% bobinado " composto de um n0cleo em $erro laminado onde se $i)a o enrolamento semelhante ao do
estator, com mesmo n0mero de p(los. Damb"m denominado de rotor em an"is, visto que as e)tremidades
4trs5 do enrolamento são unidas a trs an"is $i)ados no ei)o permitindo a introdução de resistncias em
s"rie com as trs $ases do enrolamento na partida e a colocar em curto os terminais citados quando em
$uncionamento. =estes o inconveniente da alta absorção de corrente no arranque " atenuado com emprego
de um reostato de partida, apresentando, por este motivo, con#ugados elevados com corrente redu!ida no
arranque. ,odem ser usados para acionamento de bombas centrí$ugas e de mbolo.
8i!"ra 1C. ? 4 Es6"e$a de "$ $o#or elF#rico
%s motores de indução com rotor bobinado tm aplicação recomendada quando se tem um con#ugado de
partida elevado durante toda a $ase inicial de movimentação. =ão há necessidade de chaves especiais para
a partida. Dm sido utili!ados com maior $reqüncia, principalmente quando há necessidade de partidas
com carga, em instalações onde as bombas e)igem motores acima de ;<:,, embora os motores
assíncronos com rotor de gaiola se#am tamb"m $abricados para potncias maiores, para emprego em
situações onde as partidas se#am sem carga ou com carga redu!ida. *eu custo " bem maior que os motores
assíncronos com rotor de gaiola, requerem maiores cuidados de manutenção e tm pior rendimento. *ão
mais indicados para bombeamento com velocidade variável.
1P.>.<. ,ot-n+ias
A potncia de placa do motor 4potncia mec&nica que o motor $ornece ao seu ei)o5 deverá ser su$iciente
para cobrir o valor da potncia absorvida pela bomba. 7onv"m, entretanto, que se#a ligeiramente superior,
pois a bomba poderá eventualmente $uncionar com va!ão maior do que a prevista, como por e)emplo,
tubulação nova que admite escoamento maior devido a perda da carga ser menor que a calculada ou
tubulação descarregando em cota in$erior a prevista, e e)igir uma potncia maior em seu ei)o.
7omo o motor tamb"m consome potncia na trans$ormação de energia el"trica em mec&nica, alguns
autores classi$icam como potncia nominal ou de saída a potncia no ei)o do motor e de potncia de
entrada a potncia absorvida pelo motor. A relação entre a potncia nominal e a potncia de entrada " o
rendimento do motor, hm. 'ste rendimento depende das perdas no estator, no rotor e nos circuitos
internos e, tamb"m, das perdas mec&nicas 4Rigura A<.G5.

A potncia , consumida pelo con#unto motor-bomba 4potncia de entrada5 e)pressa em quiloNatt 4CT5 "
dada pela e)pressão1
P > CDE%A.γ.:1.2 @ <E(.η1 . 7$ =D 'q.A<.@
onde \η1 . η$] e " denominado de rendimento \η] do con#unto.
Rreqüentemente a potncia nominal " espressa em cavalos-vapor 47I5 ou em \horse-poNer] 4:,5, sendo
A7I _ <,GMH:, _ <,B?;;CT 4Ier Ane)o A@5.
8i!"ra 1C. I 4 Es6"e$a das de$andas de ener!ia nos con."n#os
1P.>.>. Coment$rios
As ''' de pequeno porte $uncionam com tensão de ?M< a FH<I com H<:! de $reqüncia. =as de grande
porte as voltagens chegam a valores superiores a F<<<I 4nestes casos com equipamentos au)iliares de
menores voltagens, em geral at" ?M<I5. A grande maioria das elevat(rias não requerem voltagens
superiores a BH<I.
A grande maioria dos motores " $ornecida com terminais de enrolamento ditos religáveis, por e)emplo
ligações s"rie-paralela, estrela-tri&gulo ou tripla tensão, possibilitando o $uncionamento em redes com
tensões di$erentes. %s motores devem ser capa!es de $uncionar satis$atoriamente quando alimentados com
tensões de at" A<Y de variação em torno da sua tensão nominal, não havendo variação de $reqüncia.
Damb"m devem $uncionar satis$atoriamente com variações de $reqüncia de at" ;Y em torno da sua
$reqüncia nominal sem variação da tensão. =o caso de variações na tensão e na $reqüncia
simultaneamente a soma destas variações não deve ultrapassar A<Y do valor nominal da $reqüncia.
,or e)emplo, um acr"scimo na $reqüncia implicaria em redução no con#ugado e na corrente de partida e
aumento na velocidade nominal, enquanto que a potncia do motor e a corrente nominal continuariam
inalteradas. =o caso de uma variação positiva na tensão implicaria em acr"scimos na potncia do motor e
na corrente e velocidade nominais, enquanto que não haveria alterações sensíveis nos con#ugados e na
corrente de partida. 3e$ine-se corrente nominal como a amperagem que o motor absorve da rede quando
em $uncionamento na potncia, tensão e $reqüncia nominais.
Dodo motor deve vir com uma placa onde estão indicados seus dados baseado nos quais poderá ser $eita
sua aquisição. 'm geral estes dados são os seguintes1
• Rabricante2 Dipo2 8odelo e n0mero de $abricação2
• ,otncia nominal2 =0mero de $ases2 Densão nominal2
• Dipo de corrente e intensidade nominal2 Rreqüncia2
• Ielocidade de rotação2 6egime de trabalho2
• 7lasse de isolamento2 7(digo2 Rator de serviço.
1C.?. Pro.e#o de EleGa#0rias
1P.U.1. Gnformações )$si+as
=o estudo para elaboração de um pro#eto de uma ''' são necessários o conhecimento dos seguintes
par&metros básicos1
• va!ões de pro#eto 4mínimas, m"dias e má)imas, iniciais e $inais de pro#eto52
• hidrogramas de chegada2
• dados geom"tricos e $ísicos dos canais a$luentes, sucção, dimensões, material, cotas, l&mina
líquida, etc.
3e posse destas in$ormações o pro#etista de$ine o local da construção a partir de inspeção da área, veri$ica
os níveis de inundação, acesso e a in$ra-estrutura p0blica e)istente 4ruas, canais, rede de energia, etc5 e
promove os levantamentos topográ$icos e as sondagens preliminares.
1P.U.2. ,r0:dimensionamento
% passo seguinte será a de$inição preliminar das instalações dentro das limitações que seguem1
• pr"-dimensionamento do poço de sucção 4di$erença entre os níveis má)imo e mínimo 0teis e
com bombas a$ogadas5 com uma submergncia mínima para que se#a evitada a $ormação de
v(rtices na entrada da sucção2
• pr"-seleção dos con#untos elevat(rios 4velocidade mínima de <,H<mPs para impedir
sedimentações indese#áveis e velocidades má)imas de A,;mPs na sucção e @,;mPs no recalque52
• de$inição do n0mero de con#untos elevat(rios incluindo os de reserva 4rotação de ;<< a
A@<<rpm, ou at" AM<<rpm para va!ões de at" <,<;mlPs, devidamente #usti$icada52
• determinação do sistema de medição das va!ões a$luentes.
1P.U.3. #nidades ,reliminares
'ssencial para o $uncionamento e$etivo de elevação dos esgotos, principalmente quando se empregam
bombas centrí$ugas, " o gradeamento e, menos $reqüentemente, uma outra unidade pode ser necessária
que seria uma cai)a de areia logo ap(s ao gradeamento, dependendo do tipo e teor dos s(lidos
sedimentáveis no volume a bombear. *(lidos que poderão ser pre#udiciais ao bombeamento deverão ser
retirados previamente antes que alcancem a entrada de sucção. 'm pequenas ''' poderá ser utili!ado o
gradeamento tipo cesta, como mostrado na Rig.A<.A, com retirada manual. 'm elevat(rias maiores são
instaladas grades com remoção e trituração mec&nicas. A velocidade pela grade deverá estar entre <,H e
A,<mPs ou at" A,FmPs, devidamente #usti$icada.

=o caso da remoção mec&nica as grades sempre estarão assentadas com inclinação de B<o a G<o e na
manual F;o a B<o, com espaçamento má)imo entre barras de @,;cm e com perdas mínimas de <,A;m nas
manuais e <,A<m nas mec&nicas 4Rig.A<.A<5. 'm algumas situações uma grade preliminar, com
separações entre barras de A<cm, será de e$etiva utilidade na retenção de corpos s(lidos de maiores
dimensões tais como animais mortos, garra$as, etc.
8IG. 1C. 1C 4 Perfil es6"e$'#ico das ins#alações de "$a !rade
Areia e outros minerais pesados tais como entulhos, sei)os, partículas metálicas, carvão, etc5 deverão ser
retidos em unidades posteriores -s grades, chamadas de cai)as de areia. 'stes materiais devem ser
removidos para proteção das bombas, tubulações e peças especiais, contra a abrasão e tamb"m evitar
dep(sitos de materiais inertes em unidades posteriores, principalmente na estação de tratamento.

% princípio de $uncionamento consiste em $a!er passar a corrente líquida por sobre um dep(sito numa
velocidade tal que as partículas pesadas 4areia e outros sedimentos5 $iquem retidas, enquanto que as mais
leves 4material org&nico e $lutuantes5 sigam #unto com o esgoto nadante 4Rig.A<.AA5. A velocidade do
escoamento pela cai)a deve ser da ordem de <,?<mPs. Ielocidades in$eriores a <,A;mPs provocam
sedimentação indese#ada de mat"ria org&nica e acima de <,F<mPs permitem a passagem de partículas
arenosas. % material retido " retirado periodicamente por processos manuais em pequenas estações ou
mecanicamente nas estações de maior porte. ,ara melhor embasamento sobre grades e cai)as de areia
pesquisar bibliogra$ia sobre estações de tratamento de esgotos.
8IG. 1C. 11 4 Es6"e$a de ins#alação de "$a cai)a de areia
1P.U.. ,oço Xmido
1P.U..1. Considerações !ara ,ro(etos
3iante da realidade que " a variação das va!ões a$luentes a uma elevat(ria de esgotos, não havendo
portanto a possibilidade de bombeamento contínuo a va!ão constante, torna-se imprescindível a
construção de um tanque arma!enador de esgotos para permitir o $uncionamento adequado das bombas,
notadamente nos casos de bombas centrí$ugas. 'sta c&mara de detenção do volume a$luente "
denominada de poço 0mido, poço de sucção ou c&mara de aspiração. É conveniente que essa c&mara se#a
dividida em pelo menos dois compartimentos com entradas independentes, de modo a tornar a operação
da unidade mais $le)ível, $acilitando serviços de limpe!a e reparos. ,ara e$eito de ampliação da
capacidade de arma!enamento do poço 0mido, opcionalmente os compartimentos poderão ser
intercomunicáveis atrav"s de comportas.

Luando $or previsto instalação de novos con#untos ao longo do plano dimensiona-se a arquitetura do poço
0mido com base nesta previsão e com a locação e)ata das $uturas unidades de sucção. A Rig.A<.A@ mostra
um e)emplo onde se observa o espaço recomendado para instalação de uma terceira sucção a qual está
prevista em uma posição tal que não crie !onas mortas, que pre#udicariam o $uncionamento inicial do
pro#eto. % $uturo con#unto deverá estar em uma posição intermediária entre os dois primeiros 4estes para
$uncionamento alternado5 e mais pr()imo do a$luente.

,ara determinação do volume do poço 0mido o pro#etista deverá partir das seguintes considerações1
• não ser tão pequeno que provoque enchimento rápido e consequentemente uma alta $requncia
de partidas e paradas no bombeamento, nociva a instalação eletromec&nica2
• não ser tão grande que resultem em períodos de detenção muitos longos, gerando condições
s"pticas do esgoto acumulados e)alando maus odores, bem como sedimentações problemáticas
no $undo do poço2
• impedir a $ormação de v(rtices no líquido para não permitir a entrada de ar nas bombas2
• impedir a acumulação de gases produ!idos pelos esgotos o que poderia implicar em riscos de
e)plosões2
• evitar a $ormação de volumes parados 4!onas mortas5 que criariam sedimentações indese#áveis e
geração de maus odores2
• controlar a $ormação de turbulncia que a$etaria a altura de sucção e o rendimento das bombas2
• $i)ar um nível mínimo do líquido de modo a garantir o a$ogamento ou submersão das bombas
centrí$ugas e um má)imo tal que não d retorno pre#udicial a canali!ação a$luente.
8IG. 1C. 12 4 Posiciona$en#o dos con."n#os $o#or41o$1as
1P.U..2. C$l+ulo do &olume
A utili!ação de bombas de velocidade variável requer um volume 0til menor tendo em vista a
acomodação do bombeamento -s va!ões de chegada. ,ara recalque - va!ão constante o volume do poço
0mido será de maiores proporções para evitar partidas muito $reqüentes de bombeamento. A despeito
disto a segunda hip(tese " mais corriqueira em $unção da simpli$icação na operação, principalmente em
pequenas '''. ,ara motores in$eriores a @<:, o tempo entre duas partidas consecutivas não deve ser
in$erior a A< minutos. 'ntre @< e A<<:, não in$erior a A; minutos e superiores entre @< e ?< minutos. 'm
qualquer situação não se deve prever mais que quatro partidas por hora para evitar $adiga nas partes
el"tricas das instalações. ,or outro lado, períodos de detenção superiores a F< minutos 4se possível
in$eriores a @< minutos5 não são recomendáveis, pois, períodos assim originariam sedimentações e
condições s"pticas indese#áveis. 3e um modo geral no pr"-dimensionamento adota-se A< minutos como
período de parada quando a va!ão a$luente corresponder a m"dia de pro#eto.
Assim, o \volume 0til I] do poço 0mido " determinado pela e)pressão
N > 6 . # E6. 1C.%
onde 6 " a va;ão afluente e # " o !er4odo de !arada do bombeamento.

Reito este cálculo veri$ica-se seu valor para as condições de n0mero má)imo de partidas por hora e o
maior período de parada 4I. ')emplo A<.A<.A. b5.

1P.U..3. Dimensões Xteis
3eterminado o volume 0til, parte-se para a de$inição de sua $orma geom"trica, ou se#a, altura, largura e
comprimento, observando-se, de um modo geral, as orientações a seguir descritas.
• Al#"ra - É $unção do nível da e)travasão 4em torno de ?< centímetros acima5 ou do nível
má)imo de alarme 4apro)imadamente A; centímetros acima5 e, dependendo do volume 0til
calculado, das dimensões então de$inidas, da nature!a da elevat(ria, das características das
bombas selecionadas, a $ai)a de operação deve $icar entre A,< e A,H metros2
• Lar!"ra - 3epende do distanciamento das sucções entre si e das paredes ou no caso de bombas
submersas, das condições hidráulicas da sucção e da disposição $ísica em relação as outras
unidades da elevat(ria2
• Co$-ri$en#o - *u$iciente para instalação adequada dos con#untos elevat(rios com as $olgas
necessárias para montagem e inspeção.
1P.U... Detal.es a Serem '%ede+idos
=o desenho de$initivo do poço 0mido alguns detalhes são $undamentais para seu bom desempenho
operacional. As recomendações convencionais mais comuns são1
• quanto as paredes do poço - o $undo do poço deverá ter inclinações da ordem de F;
o
a H<
o
na
direção da sucção, as quais poderão ser obtidas a partir do enchimento com concreto magro ou
com a construção das pr(prias paredes e)ternas nesta disposição2
• quanto a entrada de sucção - deverá ser iniciada por uma curva de F;
o
ou G<
o
, com boca alargada
nas condições mostradas na Rig. A<.A?2
• quanto a proteção contra v(rtices - para proteção do bombeamento contra pre#uí!os advindos de
entrada de ar na sucção, o que provocaria o aparecimento de v(rtices, recomenda-se um
a$ogamento mínimo da borda da entrada em $unção da velocidade de entrada, con$orme o
Luadro A<.A. 6ecomenda-se ainda que a \submergncia *] de pro#eto não se#a in$erior a trs
ve!es o di&metro de entrada da sucção 4* ≥ ?35.
8IG. 1C. 1% 4 8or$as de s"cção e res-ec#iGas s"1$er!Wncias
%/*.1 \*ubmergncia], um termo $reqüentemente empregado em hidráulica, " uma $orma anglicista de
\submersão].
')emplo1 para Is _ A,< mPs e
• 3 _ A<< mm ⇒ * ≥ <,Hm, ou se#a, o valor da tabela supera ?32
• 3 _ ?<< mm ⇒ * ≥ <,Gm, ou se#a, o valor da tabela " in$erior a ?3 4_ ? ) <,?<m5.
:UADKO 1C.1 4 Nalores M*ni$os de S"1$er!Wncia
Ielocidade de 'ntrada *ubmergncia
Is 4mPs 5 *mín 4m5
yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy
<,H <,?
A,< <,H
A,; A,<
A,M A,F
1P.U.2. 5u%ulações
1P.U.2.1. /aterial das 5u%ulações
,ara quaisquer di&metros as tubulações e)postas, em especial as internas -s edi$icações,
pre$erencialmente serão em $erro $undido com #untas $langeadas, devido a resistncia destas a impactos
acidentais ap(s instaladas. ,ara as tubulações enterradas, em virtude da import&ncia de suas e)tensões, a
opção por um determinado material poderá implicar em sensíveis di$erenças de investimento tanto na
aquisição como no assentamento e at" na manutenção das mesmas.

Eenericamente, desconsiderando-se problemas de aquisição e transporte, para recalques de pequenos
di&metros 4at" @;<mm5 empregam-se tubos de ,I7 ou, opcionalmente, $ibrocimento. ,ara di&metros
maiores 4?<<mm ou mais5 a diversidade de materiais " mais notável, passando a depender principalmente,
das condições de pressão na linha. =ormalmente, tubos de $erro $undido são empregados em di&metros de
?<< a A@<<mm, aço de ;<< a ?<<<mm, concreto armado de F<< a ?<<<mm, plástico com $ibra de vidro
at" A<<<mm e $ibrocimento de A;< a H<<mm.

3eve-se tamb"m saber que os tubos de plástico enterrados não carecem de revestimentos protetores,
por"m os metálicos e os cimentados necessitam tanto de proteção interna, contra os e$eitos nocivos do
meio líquido, como e)terna, $rente a agressividade de determinados tipos de solo e de águas subterr&neas,
que podem provocar, inclusive, desgaste eletrolítico.
1P.U.2.2. ,eças Es!e+iais e Cone9ões
% di&metro mínimo para elevat(rias de esgotos " de A<< mm e " recomendado hidraulicamente que
quando houver tubulação da sucção esta deve ter di&metro um pouco superior ao do recalque, por
e)emplo, dr _ A<< ⇒ ds _ A@;mm. >sto acarreta cone)ões di$erentes para as entrada e saída de cada
bomba. % di&metro de entrada da bomba deve ser da ordem de uma a duas ve!es in$erior ao da sucção e
esta cone)ão deve ser e)ecutada atrav"s de uma redução e)cntrica para evitar o possibilidade de
acumulação de ar ou gases do esgoto a montante da bomba, o que provocaria cavitação e,
conseqüentemente, danos aos equipamentos.

7ada trecho de sucção cont"m obrigatoriamente um registro de bloqueio de modo a permitir a inspeção
ou at" a retirada total dos con#untos elevat(rios sem que ha#a inundação do poço seco 4caso de bombas
a$ogadas5. A saída para o recalque provavelmente será atrav"s de um di&metro duas ve!es in$erior ao da
tubulação a #usante seguida de uma ampliação gradual concntrica. =o início do recalque, tamb"m, são
instalados registros de bloqueio para permitir, al"m de operações de manutenção, a alternativa de
$uncionamento dos con#untos e$etivos e reservas. Al"m disto válvulas antigolpe tamb"m são instaladas
para proteção de toda a estrutura a montante destas e da canali!ação em si.
1P.U.<. Sala de )om%as
'sta parte do pro#eto consiste em criar espaços e locali!ar as bases para os con#untos motor-bombas.
6ecomenda-se uma separação mínima de A,<m entre cada dois con#untos sucessivos, al"m de espaços
pr(prios para a disposição dos elementos hidráulicos complementares e outros dispositivos de operação,
controle e alarme.
1P.U.>. Estrutura 3un+ional
Sma edi$icação de uma ''' pode ser composta na sua $orma mais simples, de apenas o poço 0mido
4bombas submersas5 at" uma s"rie de compartimentos de acordo com sua necessidade tais como sanitário,
dep(sitos, sala de comandos e, no caso de estações de grande porte, baterias de banheiros, vestiários,
restaurantes, administração, o$icinas, etc, tudo isto com per$eita $uncionalidade interna e em harmonia
com o ambiente e)terno circunvi!inho.

3ependendo das e)igncias para operação e manutenção, sua estrutura interna inclui equipamentos de
movimentação e serviço 4pontes rolantes, talhas, aberturas de piso, etc5, acessos e escadas, ventilação,
e)austores e detectores de gases, tubulações e cone)ões, drenagem de pisos, comportas, iluminação
arti$icial e natural, cale$ação, pain"is de controle, gerador de emergncia e outros que se $i!erem
necessários.
1C.I. Considerações 8inais
Sm pro#eto completo de uma ''' envolve, como visto, pro#etos arquitet+nico, estrutural, paisagístico,
hidráulico-sanitário e antiincndio, el"trico e eletromec&nico. ,ortanto, " uma unidade que #á nasce cara e
permanece dispendiosa devido ao consumo contínuo de energia e outros custos de operação e
manutenção. Oogo, deve-se evitar este tipo de estrutura prevendo-se apenas em casos e)tremos de $alta de
opção, como #á comentado em A<.@.

,or outro lado, para melhor conhecer e entender as ''', torna-se muito importante que o estudante visite
unidades desta nature!a em operação, observando suas características e comparando com a teoria e)posta
neste capítulo, pois o assunto al"m de muito amplo " ra!oavelmente comple)o. ,ara complementar o
assunto torna-se indispensável um bom estudo sobre golpes de aríete em linhas de recalque e suas linhas
transientes e equipamentos de amortecimento ou combate ao golpe.

1C.1C. E)e$-los
')emplo A. %s esgotos sanitários produ!idos em um con#unto habitacional popular $ormado por
M<; casas com previsão de ocupação imediata, com m"dia de ; pessoas por residncia, necessitam ser
recalcados para lançamento em um poço de visita situado a F<Mm de dist&ncia. *abe-se ainda que a rede
coletora a montante da elevat(ria mede F,?<Qm. ,ede-se determinar o volume do poço 0mido e a potncia
a ser instalada para um desnível geom"trico previsto de H,H<m.
*olução1
a5 7álculos preliminares
- ,opulação do pro#eto → P > ?C( ) ( > &C2( -essoas 4con#unto habitacional, logo
população má)ima " permanente52
- ,er capita de consumo doágua → 6 > 1(C l@7a1.dia 4adotado52
- Iolume m"dio diário de contribuição 4pP7 _ <,M<5 → : > CD?C ) CD1(C ) &C2( ≅ &?%$U@dia
≅ (D(I l@s2
- Ia!ões 4para CA _ A,@;, C@ _ A,F< e C? _ <,H e D> _ <,<<<; lPs.m5
A5 dom"stica m"dia do dia de maior contribuição → :d > 1D2( ) &?% CCC @ ?A &CC ≅ ADII l@s,
@5 dom"stica má). do dia de maior contribuição → :dD$') > 1D&C :d > 1D&C ) ADII ≅ IDEI l@s,
?5 má)ima va!ão de pro#eto 4tempo de chuva5 →:7D$') > IDEI 3 CDCCC( ) &%CC$ ≅ 11DI& l@sD
F5 mínima de pro#eto 4tempo seco5 → :$*n > CDAC ) &?%CCC @ ?A&CC ≅ %D%( l@s2
b5 Iolume do poço 0mido 4admitindo-se um período de parada de A<min quando a va!ão de
chegada corresponder a Ld 5.
- ,r"-dimensionamento do volume → N > #- ) :d > <1C ) AC= ) ADII@1CCC ≅ &D1I $U ≅ & $U
Destando este valor para
A5 parada má).4va!ão de chegada mínima5 → #-D$') > N@:$*n> &CCC@<%D%( ) AC= ≅ 1IDIC $in
4menor que @<a5
@5 $uncionamento mínimo 4va!ão da chegada mínima5
- para um Lmá) _ AA,GF lPs e analisando-se as circunst&ncias do problema com uma s( bomba
$uncionando
com uma capacidade Lb _ A@ lPs → #fD$*n > N@<:1 4 :$*n= > &CCC @ <12DCC4%D%(=)AC ≅ EDE1 $in
?5 n0mero má)imo de partidas por hora 4quando a va!ão de chegada $or mínima indica
má)ima parada
com mínimo $uncionamento5 → + > AC $in@<#-D$')3 #fD$in= > AC@2EDA1≅ 2D1& 4menor que
Fa5.
Assim conclui-se que o volume de F,<<ml satis$a! as condições de impedimento de septicidade e
sedimentação e n0mero má)imo de partidas por hora.
c5 ,otncia instalada
- 3i&metro da canali!ação recalque → Dr > 1D% ) :1
1@2
> 1D% ) CDC12
1@2
≅ CD1&2$.
*e 3r _ A;<mm tem-se Ir _ <,HMmPs e se 3r _ A@;mm tem-se Ir _ <,GBmPs, então indica-se Dr
> 12($$,
pois pode-se empregar um di&metro de 1(C$$ na sucção sem perigo de sedimentação.
- Altura manom"trica - : → 'mpregando :a!en-Tilliams, 7 _ M< 4$
o
$
o
usado5 e com L _ A@ lPs
tem-se
J _ <,<@@FmPm. *upondo-se um comprimento virtual para as perdas locali!adas equivalente a
@Hm
encontra-se 2 > CDC22& <2A 3 &C?= 3 ADAC ≅ 1AD%2$2
- ,otncia instalada PI
A5 potncia da bomba 4Lb _ A@ lPs , ηb _ HHY5 → P1> 12 ) 1AD%2 @<E( ) CDAA= ≅ %DIACN,
@5 potncia do con#unto 4 ηm _ M<Y 5 → P$ > <%DIA @ CD?C > &DI( = ) CDI?A ≅ &D??2P,
?5 potncia com $olga 4; a A<:, toma-se @<Y5 →Pf > 1D2C ) &D?? ≅ (D&?2P,
F5 potncia instalada 4dois con#untos - um de reserva5 → PI > 2 ) A2P.

')emplo @. 4Adaptado do 8et7al$ k 'ddU5 Sma estação elevat(ria será pro#etada para receber esgotos
sanitários de uma área parcialmente urbani!ada e descarregar em uma tubulação interceptora. ,ede-se
selecionar o con#unto de bombas e indicar os níveis de partida e parada para a ''' que trabalhará no $inal
do plano, @< anos ap(s, com as seguintes va!ões de pro#eto1 Lmín _ F< lPs, Lm"d _ M< lPs e Lmá) _ AH< lPs.
*abe-se ainda que ap(s A< anos de operação suas va!ões são1 Lmín _ @< lPs, Lm"d _ ;< lPs e Lmá) _ G< lPs.
3e acordo com cálculos preliminares determinou-se que a tubulação de recalque " em $erro $undido,
?<<mm, com uma perda de carga total de A;,<m sobre um desnível geom"trico de B,<m, al"m de uma
perda locali!ada nos con#untos de A,? metro. A altura do volume 0til " de A,<m.
*olução1
A. 7urva do encanamento
,ara $
o
$
o
@< anos, :a!en-Tilliams 7 _ M<, tem-se para va!ão em lPs,
2# > EDC 3 1(DC < : @ 1AC =
1D?(
,
sendo que para tubulação nova, 7 _ A?<, no início do plano seria
2# > EDC 3 1(DC <: @ 1AC =
1D?(
) <?C @ 1%C=
1D?(
=.
Assim para área A > CDECAImh tem-se N > CDC1&1&A.:, obt"m-se o quadro L4lPs5, :4m5 e I4mPs5 .
L : I L : I
yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy
< B,<< <,<< G< A@,AB A,@B
u@< B,?@ <,@M A<< A?,@G A,FA
uF< M,A; <,;H A@< A;,MA A,B<
;< M,BF <,BA AF< A?,BA A,GM
H< G,FF <,M; AH< @@,<< @,@H
M< AA,AH A,A? AM< @;,H; @,;;
yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy
u menor que <,H< mPs
,ara melhor visuali!ação colocar estes dados
em um grá$ico 4 L, I5 ) :.
@. Analisando-se o enunciado e os resultados do quadro anterior conclui-se que1
• a altura geom"trica " pequena em relação -s perdas2
• as va!ões mínimas, @< e F<lPs, não podem ser consideradas para va!ões de bombeamento, pois
levam a velocidades in$eriores a <,H<mPs2
• as va!ões m"dia e má)ima de A< anos, em ?<<mm, escoariam com velocidades superiores a
<,H<mPs 4<,BA e A,@BmPs respectivamente52
• a indicação de uma 0nica bomba de velocidade constante para a va!ão má)ima de $im de plano
implicaria em superdimensionamento para o $inal de A< anos2
• sabendo-se pelo enunciado que a elevat(ria " do tipo \distrital] e que a va!ão bombeada não "
#ogada diretamente em uma depuradora 4espera-se que um interceptor recolha outras va!ões5 não
há necessidade de instalar bombas de velocidade variável2
• pode-se, então, optar por bombas de uma ou duas velocidades procurando-se obter o melhor
rendimento possível no $inal e no meio do plano.
?. Alternativas
• Ae - 3uas bombas de duas velocidades, uma em $uncionamento e outra de reserva, com
capacidade para a va!ão má)ima de pro#eto2
• @e - 3uas bombas em $uncionamento, cada uma com capacidade para recalque da metade da
va!ão má)ima, podendo ser de uma ou de duas velocidades.
F. ,rimeira alternativa
• a5 ,onto de $uncionamento
- va!ão má)ima _ AH< lPs _ Lmá) ,
- ponto de $uncionamento da bomba _ : _ B,< c A;,< c A,? _ @?,?m,
- perdas na bomba _ h$ _ A,?4LPAH<5
A,M;
2
• b5 /omba
A partir de um catálogo, selecionar uma bomba de alta velocidade 4AAB<rpm - motor de
indução 52
• c5 Ieri$icar ainda as condições de $uncionamento da bomba - para tubulação nova,
- para = _ MB<rpm 4equivalente ao síncrono, M p(los, G<<rpm5,
- para = _ B<;rpm 4equiv. síncrono, A< p(los, B@<rpm52
;. *egunda alternativa
• a5 'tapas
> - primeira bomba com velocidade bai)a,
>> - segunda bomba com velocidade bai)a,
>>> - ambas as bombas com velocidade alta2
• b5 =íveis d^água
Admitindo-se que a bomba $ica completamente a$ogada a partir da cota A<<,<<m então o nível
mínimo 4=mín5 deverá estar na cota A<<,A;m onde se desliga a bomba da etapa > e, pelo enunciado, o
nível má)imo 4=má)5 a A<A,A;m, onde partem as bombas na etapa >>>2
• c5 ,ontos de partida 4onde as bombas começam a $uncionar5
'stabelecendo um espaço de <,A;m para cada nível de controle tem-se
- partida de ambas as bombas em alta velocidade1 =má) _ A<A,A;m,
- partida de ambas as bombas em bai)a na etapa >>1 A<A,A; - <,A; _ A<A,<<m,
- partida da primeira bomba em bai)a, etapa >1 A<A,<< - <,A; _ A<<,M;m2
• d5 ,ontos de parada 4onde as bombas dei)am de $uncionar5
- parada da primeira bomba 4=mín5 _ A<<,A;m,
- parada de ambas as bombas em bai)a _ A<<,A; c <,A; _ A<<,?<m2
- parada de ambas as bombas em alta _ A<<,?< c <,A; _ A<<,F;m.
• e5 7otas de alarme 4para alertar operadores em eventuais $alhas no bombeamento e veri$icar a
partida da bomba de reserva de alta velocidade, <,A;m acima ou abai)o dos níveis limites5
- alarme do =má) _ A<A,A; c <,A; _ A<A,?<m,
- alarme do =mín _ A<<,A; - <,A; _ A<<,<<m2
• $ 5 ,arada de emergncia 4para proteção das bombas e outros equipamentos5 _ A<<,<< - <,A; _
GG,M;m2
• g5 /omba de reserva - É uma bomba de alta velocidade e s( entra em $uncionamento ap(s
alarme de nível má)imo _ A<A,?< c <,A; _ A<A,F;m e ,A6A4a5 na cota A<<,F;m, #unto com as
bombas da etapa >>>.
1C.11. E)erc*cios
• 3e$inir 'stações 'levat(rias de 'sgotos.
• 7itar situações onde elevat(rias de esgotos - ''', são inevitáveis.
• % que se de$ine como ''' de pequeno porteV de m"dia alturaV e de bai)a altura com tubulação
curtaV
• ')plicar a ra!ão de grandes cidades praieiras possuírem várias ''' em seus sistemas de
esgotamento.
• ')plicar um a um, os requisitos listados no item A<.;.
• ,or que nas ''' as bombas centrí$ugas são de rotor abertoV
• Luais as vantagens e as desvantagens dos con#untos motor-bombas submersíveisV
• Luais os riscos operacionais das bombas de ei)o vertical longoV
• ,or que " vetado o emprego de válvula de p" e crivo nas entradas das sucções das '''V e por
que o registro a montante da entrada da bombaV
• 7omparar motores síncronos com assíncronos 4estrutura, consumo, vantagens relativas, etc5.
• 7alcular a potncia a ser instalada para $uncionamento de con#unto motor-bomba não submerso,
para recalque de AA<mlPhora de esgoto sanitário, a uma altura manom"trica de ?@,Hm. Apresentar
tamb"m a solução comercial.
• ')plicar o princípio do \,ara$uso de Arquimedes].
• ,or que as bombas helicoidais não são indicadas para alturas de recalques superiores a G,<mV
7itar outras limitações.
• 7alcular a potncia do motor para acionamento de uma bomba para$uso capa! de elevar A<<,< lPs
de esgoto a uma altura de H,<m.
• >ndicar as dimensões de uma bomba para$uso RAw% para descarga de <,HmlPs.
• Lue são \comandos el"tricos] em uma '''V
• ,or que motivos as velocidades de escoamento nos recalques de esgoto devem ser limitadasV ,or
que <,H e @,; mPsV
• Lual a ra!ão do pro#eto do poço 0mido ter uma submergncia mínimaV
• ,or que se limitar períodos de detenção e de $uncionamento nas unidades elevat(rias de esgotosV
• Anotar e #usti$icar as singularidades de uma instalação de bombeamento de esgotos com bombas
de ei)o hori!ontal a$ogadas.
• 7itar e #usti$icar as diversas unidades complementares comumente encontradas nas m"dias e
grandes '''.
• Ra!er um estudo comparativo entre os diversos tipos de condutos empregados nas ''', quanto
ao material.
• *abendo-se que a va!ão m"dia a$luente a uma ''' " o dobro da mínima e que a má)ima " @,@
ve!es a m"dia, pede-se calcular
o a5 volume do poço 0mido2
o b5 va!ão de bombeamento2
o c5 condições de $uncionamento2
o d5 potncia a ser instalada.
*ão conhecidas ainda va!ão mínima de pro#eto igual a AA,; lPs e altura manom"trica @?,Hm.
• Apresentar desenhos esquemáticos dos compartimentos da ''' do e)ercício anterior sabendo-
se que a cota da calha do coletor a$luente " ;AA,<<m e que o terreno, sobre o mesmo ponto, está
na ;A;,H<m.
• ,ro#etar uma ''' para bombear uma va!ão a$luente que variará ao longo do plano de <,<ABmlPs
a <,A?@mlPs, atrav"s de uma tubulação de F<<mm de di&metro 4>o _ <,<<BmPm5 em concreto
armado, e cu#a soleira in$erior encontra-se a A@,@m abai)o da de despe#o no $inal do recalque,
H;<m adiante. Admitir outras in$ormações que #ulgar necessárias e apresentar um estudo dos
níveis de partida e parada das bombas e, tamb"m, uma solução comercial para os con#untos.
• 6epetir o e)emplo A<.G.@ para as seguintes condições1
o a5 A< anos - Lmín _ AM lPs, Lm"d _ HF lPs e Lmá) _ AFM lPs e
o b5 @< anos - Lmín _ ?A lPs, Lm"d _ AAM lPs e Lmá) _ @;H lPs.
• ,esquisar1
o controles automáticos de níveis para bombas2
o ancoragem em tubulações de recalque2
o equipamentos antigolpe de aríete2
o bombas de $lu)o misto e a)ial2
o bombas de emulsão de ar e rotativas2
o motores de voltagem variável e de combustão interna