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Significado

Escrever um ensaio reflexivo é a sua chance de revelar e falar sobre sua visão
pessoal sobre um tópico, e é usado como uma espécie de auto avaliação, pois
lhe permite discutir suas experiências e dizer o que lhe acrescentaram. Pode-
se pedir que você escreva um ensaio reflexivo após terminar um curso, concluir
um projeto ou participar de algum tipo de experiência, e ele consiste em dar
suas opiniões individuais sobre o assunto e uma explicação de sua postura. O
objetivo desse ensaio é transmitir com sucesso suas próprias crenças, atitudes
e observações e, em alguns deles, você precisará sustentar suas conclusões
por meio de citações de livros, revistas, artigos e outros recursos. Um ensaio
reflexivo deve refletir seus próprios pensamentos sobre o assunto e não o de
outras pessoas.
Função
Um ensaio reflexivo concentra-se em suas ideias e reflexões sobre um tema,
mas você deve mostrar a seus leitores porque os seus argumentos são válidos.
Para isso, as informações que o levaram às suas conclusões devem ser
incluídas no trabalho, pois ter referências aumenta sua credibilidade e irá
demonstrar à audiência que suas conclusões resultam tanto de fatos quanto de
experiências pessoais. Um bom ensaio reflexivo inclui uma interpretação
perspicaz do assunto em questão, e os sentimentos e experiências sobre os
quais você escreve no ensaio devem ser baseados em sua própria percepção,
mostrando aos leitores por que sua revelação é significativa em uma escala
maior. O ensaio deve comunicar a importância do tema, bem como suas
considerações sobre ele.
Tipos de ensaio
O ensaio reflexivo é designado para diversos temas e é utilizado com
frequência em inscriçõespara faculdades. Você pode ter que escrever sobre
uma experiência que mudou sua vida ou uma pessoa que teve um grande
impacto sobre você. É importante incluir uma introdução que explica o porquê
da escolha do tema e por que ele é importante para você e, embora o ensaio
seja de natureza pessoal, ele deve agradar a quem o lê. Antes de escrever um
ensaio reflexivo, é uma boa ideia fazer uma lista enumerando todos os
materiais e fontes relevantes que você pretende utilizar — um esboço lhe
ajudará a organizar seus pensamentos e funcionará como um modelo para seu
ensaio.
Características
Apesar de ensaios reflexivos nem sempre terem uma estrutura definida, há
certos formatos e parâmetros que precisam ser seguidos. O parágrafo de
introdução, por vezes referido como hipótese ou tese, deve informar o leitor
sobre o tema e também despertar seu interesse. Depois que ele terminar de ler
a introdução do ensaio, deve se interessar em ler o resto, e o desenvolvimento
do ensaio reflexivo deve revelar suas ideias e experiências com o assunto
sobre o qual você está escrevendo. Se você escrever sobre um evento,
descreva sua progressão, incluindo aspectos diferentes da experiência e como
ela moldou suas conclusões. Na conclusão do ensaio reflexivo, reflita sobre o
tema e discuta que impacto ele teve sobre você, bem como o impacto que ele
provavelmente pode ter para os outros.
Considerações
Tal como em outros tipos de ensaios, ao escrever um ensaio reflexivo,
certifique-se de que ele está devidamente formatado para atender às normas
acadêmicas. Você talvez precise seguir as regras da ABNT, e é importante que
você obedeça as normas de maneira consistente ao longo do ensaio, utilizando
as regras específicas de formatação, espaçamento e citação.


 O homem e seu lugar no mundo

 Linguagem também como barreira social, e, mais ainda, como
demarcadora de uma hierarquia social.

 Tanto no campo da psicanálise quanto no da política, o domínio
da linguagem e a autonomia da palavra são fundamentais para o
exercício da liberdade. E Vidas Secas trata não só das
dificuldades de uma família de sertanejos num ambiente de
natureza hostil, mas nos mostra também como Fabiano, ao lidar
com o patrão ou o soldado amarelo, sofre de um tipo especial de
desamparo. Como chama a atenção Miriam Debieux Rosa, para
além do desamparo social, é pelo desamparo discursivo que os
indivíduos ficam mais sujeitos àquilo “que Pierre Bourdieu
descreve como violência simbólica, que perpetua e submete os
sujeitos ao discurso social dominante, promovendo sua adesão
aos fundamentos da organização social que lhes atribui lugares
marginais” (Rosa, 2002, p. 1).

 Acreditamos que as condições atuais, vão, de certa forma na contramão
das condições de possibilidade de acontecimento da experiência, pois,
cada vez mais, caminhamos na direção do atropelamento de tarefas e do
aproveitamento máximo do tempo, tornando-nos impermeáveis ao
detalhe e improváveis à lentidão. E são essas condições modernas que
servem de cenário para a juventude de hoje: um terreno pouco fértil para
a experiência.
Maria Rita Kehl (2001), no artigo “A Violência do Imaginário” entrelaça
a predominância das imagens no mundo atual – bem exemplificada pelo
aparelho televisor que está permanentemente ligado não apenas em todos
os lares, como também em restaurantes, aeroportos, consultórios, etc –
ao empobrecimento do registro simbólico. Explicamos: é como se as
imagens, através da televisão ou de filmes, soubessem mais sobre nós do
que nós mesmos e, com isso, transbordassem verdades sobre nossas
vidas nos oferecendo incessantemente possibilidades para preenchermos
o que se chama a dimensão da "falta", num imperativo que nos dirige
maniacamente a ter ou fazer. Deste modo, colados a imagens que dizem
sobre nós, damos lugar ao que Kehl denomina como “compulsão ao ato”:
a possibilidade de agirmos em público, fazendo de nosso corpo também
imagem para o social.
Conforme a autora nos explica, o sujeito que pensa não é o mesmo
sujeito que age; são momentos diferentes. Para pensarmos sobre as
coisas e produzirmos significação sobre o que vimos e o que nos
acontece – e aí estamos falando do registro simbólico – precisamos de
uma certa suspensão ao ato. Dadas as ofertas de objetos de desejo e de
imperativos ao ato que as imagens nos proporcionam, atualmente, não
precisamos parar para pensar; as condições modernas nos poupam disso.
Simbolicamente, então, estamos mais frágeis: ao invés de tentarmos
preencher nosso vazio no campo do simbólico, na busca do nosso objeto
de desejo e de suas representações, nos são ofertadas inúmeras
possibilidades imaginárias para tanto, o que de algum modo nos
desobriga de tal investimento psíquico (Kehl, 2001).

 “Antes que o Mundo Acabe”

 http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=995


Cultura de periferia na periferia

A antropofagia periférica parece comer toda a obra de arte da cultura culta, transformando-a em arte-vida, a partir da
experiência cotidiana de quem a produz. A produção não é praticada apenas para que se alcance o reconhecimento pessoal
de sua criação, mas p/ que tenha um uso, tanto p/ quem cria como p/ quem a consome

por Renato Souza de Almeida