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10 ANOS DE MINHA

VIDA COM O V.M.
SAMAEL AUN WEOR
ANTONIO
MALDONADO
MÉRIDA
INTRODUÇÃO
Não possuo a esplêndida facilidade para descrever o belo do espírito, como fazia o
Venerável Mestre Samael Aun Weor, ou a espontaneidade de um Krisnamurti, a
elo!"ência de um #urd$ieff% &ontudo, apelando ao 'ênio criativo !ue á em todos, espero
e(por o !ue pude aprender atrav)s dos anos de convivência com o fundador do Movimento
#n*stico &ristão +niversal%
,az mais ou menos -. anos !ue coneci a #nose ou conecimento espiritual direto,
recebido de lábios a ouvidos do V% M% Samael, e !ue ao ir assimilando e aplicando em
mina vida, e(perimentei o verdadeiro valor das coisas e da vida mesma%
/sso ) o !ue me move a dei(ar em forma escrita, para bem dos irmãos !ue !ueiram
aceitar com a'rado esta colabora0ão de mina parte, dedicada a todo o Movimento
#n*stico em 'eral%
No oceano 1acífico, !uando influencia a constela0ão de Vir'em, a ostra perlífera
captura uma 'ota de orvalo, !ue vai cobrindo com amor, sutileza, a'rado, beleza e
paciência2 para dar ao fim cria0ão a essa $*ia de 'rande pre0o !ue ) a p)rola ne'ra% A
#nose ) esta p)rola, o mais autêntico !ue coneci em mina vida% 3 a p)rola !ue apreciou
o rico mercador do evan'elo, !ue valia mais !ue todos os seus tesouros%
3 a 4nica coisa pela !ual vale a pena viver% 5ste pe!ueno ensaio está escrito com o
cora0ão e para 'n*sticos de cora0ão% 3 a e(periência e convivência diária durante dez
recordados anos com o Venerável Mestre Samael Aun Weor% 5stá escrito em forma
sint)tica, como 'enro !ue fui dele, como ami'o como seu secretário e como seu sincero
discípulo, para !uem s* dese$o p6r mina cabe0a a seus p)s em sinal de 'rande reverência%
A'rade0o a colabora0ão de meu irmão ,rancisco Maldonado M)rida, !uem me
a$udou a redi'ir o te(to e a mina esposa 7sis de Maldonado, !ue me a$udou a precisar
acontecimentos dos !uais não me lembrava bem%
5la, como fila do Venerável, fez realidade em mina vida 8 atrav)s de -. anos de
casados 8 a frase do Mestre !ue diz9 :; amor come0a com um rel<mpa'o de simpatia, se
fortalece com o dese$o do carino e se sintetiza em adora0ão suprema=%
5screver toda uma filosofia da vida pode levar vários anos ou pode sintetizar8se em
poucas palavras2 meu dese$o ) oferecer al'o !ue possa servir, !ue possa ser de utilidade a
outras pessoas, !ue como eu se autodescobriram ao fazer una e carne em sua vida o
ensinamento !ue trou(e o mensa'eiro de Marte a este planeta%
Sou uma pessoa de mente complicada por não ter o e'o dissolvido, como sucede a
cada pessoa afetada pela civiliza0ão ocidental, mas creio !ue teno costumes simples e de
poucas necessidades, portanto espero !ue este pe!ueno volume de curta dimensão ce'ue
com ternura e amor ao verdadeiro 'n*stico !ue este$a na luta por isso !ue se cama auto8
realiza0ão íntima do Ser%
A mais e(celsa síntese da vida espiritual a ditou >esus &risto ao dizer “Ama a Deus
por sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo”.
3 evidente !ue toda frase, filosofia, livro, etc%, se destaca por!ue sempre averá
vino novo para odres novos, especialmente !uando a umanidade se encontra em níveis
espirituais tão bai(os como estamos atualmente%
?odo poder está dentro do omem, o camino tamb)m% A #nose está dentro de n*s,
portanto, nada ) mais apropriado !ue o encontro consi'o mesmo%
@ecordo esporadicamente palavras do Venerável !ue levam consi'o a for0a do som
inaudível da alma% 5m seu processo de morte dizia A mina esposa9
“Samael sempre estará com vocês, façam toneladas de boas obras para esgotar
seu arma. A rai! de todo mal está dentro de vocês, n"o dentro de outros. # dar e somente
dar sem pensar $amais em recompensas % o princ&pio da imortalidade. 'en(um (umano
pode c(egar a ser an$o fugindo da dor e buscando comodidades, pra!eres, nem pelo apego
ao mundo. '"o se gloriem do )ue $á compreenderam nem menospre!em aos )ue se
enredam na dor ou nas trevas, n"o se elevem ao pináculo da santarronice nem * falsa
glória. # Atman inefável % o mais valioso e maravil(oso do universo, mas o animal
intelectual o ignora, o poder do Atman está na cobra, na serpente &gnea de nossos
mágicos poderes, nela est"o os segredos transcendentais de todos os tesouros cósmicos,
toda a felicidade, todo o amor verdadeiro, por)ue % ela a Divina +"e e o )ue % mais, tudo
está dentro de ti. , necessário ser valente e diligente, nasce de novo nesta vida, libera-te
do arma e da ilus"o de +a.a”.
?odo camino, por 'rande !ue se$a, se come0a com o primeiro passo2 'ra0as aos
c)us nesse primeiro passo tive a a$uda sábia do Mestre% 5le tamb)m foi um ne*fito no
princípio por!ue nin'u)m come0a como Mestre%
5ste pe!ueno ensaio ) meu primeiro passo no cumprimento do terceiro fator da
revolu0ão da consciência, sei !ue faltam muitas coisas por narrar e outras por e(plicar,
creio poder fazê8lo no futuro, se'undo a acolida !ue tena esta pe!uena obra, !ue espero
se$a com entusiasmo, com atitude positiva e com fraternidade%
Sa4do a todos com as mesmas palavras do Mestre ao t)rmino de suas cartas9 :Bue
vosso 1ai !ue mora em se'redo e vossa Civina Mãe Kundalini os bendi'am% 1az
/nverencial=%
CAPÍTULO 1
ENCONTRANDO O CAMINHO
“# essencial n"o % percebido pelos ol(os materiais, mas pelos ol(os do esp&rito” /Antoine
de Saint-0xuper.1.
&risto, o #uru do ocidente, sabiamente estabeleceu o vínculo do camino com a
verdade e com a vida% 3 na vida !ue se encontra a verdade de instante em instante, e ) em
nossa vida !ue se faz o camino com nossos atos%
Saber isto ) importante% Aprofundar nele ) compreendê8lo, e ) necessário um
esfor0o da vontade sustentado e bem pensado para realizá8lo%
Sempre senti uma estrana in!uietude pelas ciências ocultas, o esot)rico ou
ocultismo% A informa0ão e(tensa !ue obtive de crian0a e em mina $uventude foi por meio
de meu irmão ,rancisco, com !uem comentava sobre as diferentes correntes reli'iosas e
espiritualistas como são os batistas, presbiterianos, adventistas, testemunas de >eová,
carismáticos, da renova0ão do 5spírito Santo, o mesmerismo, ipnotismo, espiritismo,
te*sofos, rosacruzes, ma0onaria, os livros de Dobsan' @ampa, de Aldou( Eu(leF, de
1oGells, a ciência cristã de MarF HaIer 5ddF, os sistemas de Fo'a de ViveIananda, Sri
Aurobindo, @amaIrisna, Jo'ananda, Sivananda, a corrente dos templários, a 'rande
fraternidade +niversal, os trabalos de #urd$ieff, a informa0ão de Krisnamurti, etc%, etc%
5ste irmão possui a in!uietude da investi'a0ão e eu aprendia muito atrav)s de suas
buscas2 mas ainda com tudo isso, sabíamos !ue faltava al'o para resolver o !uebra8cabe0a
!ue tínamos%
@ecordo !ue aos -K anos emi'rei aos 5stados +nidos e, antes de separar8me dele,
al'u)m le obse!uiou um livro do V% M% Samael2 ao inteirar8nos de seu conte4do
recebemos o presente de Ceus !ue nos fazia falta% Não era outra coisa senão a orienta0ão
do V% M% Samael em sua devela0ão dos mist)rios do se(o%
5stava trabalando em Dos An'eles, &alif*rnia, $untamente com meu irmão
#ustavo, cu$a desencarna0ão predita pelo Mestre narro no capítulo de Eist*rias, !uando
ce'ou para visitar8me meu irmão ,rancisco, !ue estava recebendo as mensa'ens anuais
do Mestre Samael%
Nosso prop*sito era o de aproveitar uma via'em de visita a familiares na
#uatemala, para passar visitando e conecendo pessoalmente o Mestre Samael, !ue então
vivia na col6nia &idade >ardim, do M)(ico C% ,%
&e'amos ao C% ,% cinco pessoas9 um sobrino, meu irmão #ustavo e sua esposa,
,rancisco e mina pessoa% @ecordo um dado curioso, e por isso ) !ue o recordo, era uma
ter0a8feira LmartesM, cinco de maio, As cinco da tarde, cinco pessoas, estavam em sua casa
somente cinco pessoas% No tarot, o arcano cinco ) o #uru, o an$o Samael, a!uilo me
pareceu casualidade, mas a'ora me parece !ue tudo obedecia a uma causa%
5sperávamos uma pessoa com ceno franzido, 'esto adusto, um 'rande anel na
mão, como se concebe uma pessoa muito influente, com poder, com ierar!uia% 5m
realidade foi um encontro realmente simples, sem protocolo% &omo o Mestre não se
encontrava nesse momento, sua senora esposa, a Venerável Mestra Ditelantes, com toda a
proverbial amabilidade latina nos convidou a tomar um cafezino% Notamos sua deliciosa
simplicidade e fran!ueza ao conversar com ela e seus !uatro filos9 EFpatia, E*rus, ;síris
e a !ue o$e ) mina esposa, 7sis%
Meia ora avia transcorrido !uando ce'ou o Mestre Samael% Sua impressão foi
ines!uecível, transcendente e memorável, precisamente por sua simplicidade9 :Mestre 8
disse meu irmão ,rancisco 8 faz um tempo !ue o estamos esperando=% Ao !ue ele
respondeu9 :1ois a!ui me têm=% Meu cansa0o de aver diri'ido três dias e três noites
desapareceu ao intuir !ue me acava diante de um 'rande acontecimento de mina vida%
&om o tempo, notei o 'rande bem !ue foi avê8lo conecido pessoalmente, $á !ue
sem conecê8lo formamos ima'ens falsas, sendo assim en'anados por nossas pr*prias
pro$e0Nes mentais%
/sto aconteceu a muitos irmãos 'n*sticos, impedindo assim compreender sua
estatura espiritual e a !ualidade de sua missão% 1ara tomar consciência da pessoa !ue
coneci na!uela ocasião, tiveram !ue passar vários anos% ?ive !ue ce'ar ao nível de um
discípulo pelas mesmas provas da vida e a prática do ensinamento%
Nesta ocasião estivemos somente cinco dias em sua casa, $á !ue ele e a Mestra
Ditelantes nos proporcionaram alo$amento em forma sumamente 'enerosa, infundindo8nos
uma confian0a muito familiar%
5stranava8me a atitude do Mestre para com meu irmão ,rancisco, a !uem motivou
bastante para !ue le per'untasse sobre todas suas in!uietudes% 1aco, como ele dizia, com
suas per'untas e consultas, nos a$udou a todos a compreender melor a mensa'em !ue
avia na #nose para cada um de n*s%
Sei !ue o essencial não ) fácil de transmitir, !ue me pode escapar, mas minas
cavila0Nes e con$eturas !ue continuaram comi'o ao retomar nosso camino, talvez possam
dizer al'o disso !ue s* o percebe o espírito%
&omo estava tão desapercebido para o mundo um omem de tal estaturaO 1or !ue
avia sentido tanta paz nessa casaO Bue avia se passado em mim !ue me sentia com uma
estrana sensa0ão de liberdadeO
S* um trabalo sobre si mesmo, um estudo consciente da vida e um e(celente
conecimento umano poderiam outor'ar essa naturalidade, sinceridade, paz e amor
inteli'ente !ue ali se respirava% ; melor da!uilo era !ue sabia !ue al'o me avia
impre'nado, al'o indefinido, !ue não capta mina ima'ina0ão nem mina fantasia, mas sei
!ue me entrou pelos poros ou por al'um sentido e(tra, por!ue nessa ocasião foi !ue
come0ou em mim um verdadeiro interesse por conecer o !ue ) a revolu0ão da
consciência%
Voltei ao M)(ico no ano PQK., $á somente com meu irmão, compartilamos com o
Mestre e sua família% ,oi nesse lapso de tempo !ue me enamorei de sua fila 7sis,
finalizando nosso noivado em um feliz casamento realizado na /'re$a &risto &rucificado da
&ol6nia Avante% @ecordo !ue ao t)rmino da cerim6nia, o Mestre per'untou a meu irmão9
:1aco, !ue te pareceu A cerim6nia matrimonialO=% Meu irmão respondeu !ue avia sido
maravilosa e solene, ao !ue ele completou dizendo9 :3 uma lástima !ue o sacerdote se
encontre profundamente adormecido=% Não sei se referia a mim como sacerdote ou ao
sacerdote !ue oficiou a missa%
?rês meses depois fui viver no 'rande país do norte, onde notei a diferen0a de
conviver com pessoas adormecidas totalmente e as despertas como são ele e sua esposa, a
Mestra Ditelantes2 a diferen0a ) muito marcante%
; Mestre pensava usar os 5+A como ponte para lan0ar a #nose na 5uropa, mas
encontrando vibra0Nes demasiado bai(as !ue pertencem ao abismo, o trocou pelo &anadá%
1ermaneci nos 5stados +nidos durante um ano, aí nasceu meu primeiro filo, >4lio
&)sar% ; Mestre dizia !ue esse filo deveria ser dele, mas veio a nascer em meu lar, e !ue
tem uma 'rande responsabilidade espiritual%
Cecidimos com mina esposa re'ressar a M)(ico C% ,%, tendo $á mais consciência,
nos anos !ue se'uiram, pude assimilar o essencial da #nose%
A #nose de ?ertuliano, de ;rí'enes, de Santo A'ostino, de Apol6nio de ?iana, de
SGenderbor', Nicolas ,lamel, do &onde Saint #ermain, de 5lipas Devi, de Krumm
Eeller e outros mais !ue não recordo%
,oi !uando me dei conta de !ue por seu infati'ável trabalo, a #nose se avia
estendido do M)(ico A Am)rica &entral, do Sul, 5stados +nidos e &anadá% >á se divul'ava
a #nose pelos !uatro pontos cardeais, com uma for0a avassaladora e potente%
Ao come0ar meu trabalo, me deu um mantram para meu desenvolvimento interno,
passados uns anos me disse !ue $á não o usasse, e notei o impulso !ue me deu para não sair
da meta !ue me avia imposto, entendi o por!uê da import<ncia do mantram na medita0ão
e por!ue não avia !ue divul'á8lo, $á !ue o silêncio ) uma 'rande a$uda%
Não creio ser necessário detalar a síntese de sua doutrina nas se'uintes palavras
!ue estão em todos seus livros9 Nascer, Morrer e Sacrifício pela umanidade% &omo 5le
mesmo e(plicava o !ue dizia >esus &risto9 :Se !ueres vir ap*s mim, toma tua cruz La
prática da ma'ia se(ualM, ne'a8te a ti mesmo La dissolu0ão do e'oM e se'ue8me Lsacrifício
pela umanidadeM=%
Seu trato pessoal me a$udou muitíssimo, sua conversa contínua me motivava, seu
entusiasmo me conta'iava, sua pureza me inundava, coisa !ue me a$udou a ir formando um
interesse s*lido no trabalo esot)rico, !ue considero não de uma vida senão de vidas%
1ara compreender a umildade de !ual!uer 'rande omem ) necessário ser
umilde% S* assim as revela0Nes do imperecedouro imersas nas 'randes mensa'ens serão
assimiladas por nosso cora0ão%
Meu desape'o pelo ilus*rio do mundo crescia A medida !ue compreendia a
import<ncia de valores mais e(celsos !ue um trof)u, milares de aplausos, o ê(ito do !ue
move os 'randes p4blicos, etc% ,oi8me revelada a carta !ue o criador me avia enviado, $á
fosse em uma simples flor, no sorriso de meu filo, em um belo dia de sol ou no a'radável
sorriso do Mestre%
&ompreendi !ue se toda obra espiritual !ue eleva ou di'nifica serve de adianto ao
'ênero umano, !uanto mais a #nose, !ue ) um m)todo e(celente de transforma0ão
umana realmente eficaz% ,alando de Krisnamurti, me dizia !ue era um dos precursores
do ensinamento da nova era, !ue somente por meio dos autênticos omens se poderia al0ar
o atual animal intelectual do p* da terra para seu maraviloso destino, !ue ) o de encarnar
o ser supremo em si mesmo%
; ambiente má'ico em !ue me vi envolvido me fez advertir a realidade dos sete
mundos paralelos !ue nos rodeiam a!ui e a'ora, me e(plicava As vezes a vida dentro do
or'anismo planetário, a verdade dos e(traterrestres e o contato !ue tina com eles, o
por!uê da ra0a ne'ra, vermela, amarela e branca, !ue tudo obedecia a um plano criador
sábio !ue se realizava dentro dos ritmos do Maaván e &otaván%
Vi a #nose na vida cotidiana, como ) inerente ao ser umano, sua corrente !ue
eleva, vitaliza e !ue constantemente nos faz um camado A alma% 3 o arcano dois do ?arot
5'ípcio, a esfera de &oIma na sabedoria da &abala, a noiva e a sacerdotisa% Curante o
tempo !ue vivemos eu e 7sis, sua fila e a'ora mina esposa, em al'umas províncias de
M)(ico, esteve visitando8nos constantemente, oportunidade !ue aproveitava para
acompaná8lo aos lumisiais ou santuários 'n*sticos em forma0ão%
,oi nessa convivência com os irmãozinos !ue descobri os sutis eus ou :a're'ados
psicol*'icos=, !ue determinam a ordem revolucionária do ensinamento, $á !ue crescem
sem !ue os notemos% Muitos irmãos, por falta de prepara0ão esot)rica ou de maturidade,
dizem frases como estas9 :Não trabalo por!ue a Dei me está casti'ando=% :Não posso
levantar8me com !ual!uer muler=% :5u sou desperto em um PRS=% :Me disseram A noite
no interno=% :T noite me informou meu 1ai internamente=, etc%
Cei8me conta tamb)m de como al'uns irmãozinos aprendem de mem*ria os
cassetes do Mestre, ou conferências escritas e at) tomavam poses do Mestre repetindo
como papa'aios, 'ozando at) a saciedade em receber aplausos de seus diversos ouvintes,
en'rossando assim seus eus 'n*sticos e sutilizando o diabo neles mesmos%
Cepois de re'ressar dos santuários, em lon'as caminadas, ou nas refei0Nes, me
ensinava com a naturalidade de todo Mestre verdadeiro%
Sempre me comentou sobre o Ha'avad #ita, como era muito valioso seu estudo,
para aprender a renunciar ao fruto da a0ão, a ver o mundo como uma ilusão e a necessidade
de cultivar o desape'o%
,ez8me ver tamb)m como o verbo podia construir, edificar, enaltecer e di'nificar
nossa vida se o saturamos de verdade, custe o !ue custar, isso desenvolve o cacra da
'ar'anta, me dizia com muita diplomacia e sutileza% ,azia8me compreender em plena a0ão
a import<ncia de fazer consciência de nosso estado tão lamentável, não s* como má!uinas
umanas, ou como umanos com uma 'rande porcenta'em de animal, o !ue faz com !ue
nossa rela0ão se deteriore2 simultaneamente era necessário levar A prática o voto da
bramacarFa solar, a ma'ia se(ual sem derramamento de sêmen, coisa demais escabrosa,
mas fundamental no ensinamento 'n*stico, a isso dedico um capítulo nesta obra%
Buando atravesso por al'um problema na vida cotidiana, apelo A recorda0ão de sua
atitude diante das dificuldades e trato de resolvê8lo com essa inspira0ão !ue me dá a a0ão
inteli'ente e precisa !ue não me permita es!uecer8me de mim mesmo, nem muito menos
de meu Ser interior profundo%
Eaver convivido dez anos de mina vida com um Venerável Mestre da Do$a Hranca
como ) o Mestre Samael foi um presente do c)u, !ue a'rade0o infinitamente e muito
especialmente a meu bendito pai !ue mora em se'redo%
CAPÍTULO 2
A ORDEM REVOLUCIONÁRIA DA GNOSE
A #nose ) um conecimento infinito, puro e transcendente% 3 a toca !ue volta a
brilar para iluminar o camino dos autênticos buscadores da verdade%
No mundo e(istem muitas divisNes, a'rupamentos de todo tipo, escolas de toda
classe, ordens ocultas, fraternidades, sociedades, seitas, pessoas de boas inten0Nes, sinceros
e!uivocados% &ada uma pretende possuir a cave, o meio ou doutrina !ue conduz a Ceus
ou A libera0ão final%
Neste mundo relativo, ilus*rio, dual, tudo tem um valor relativo em determinado
tempo e lu'ar, o !ue o$e pode ser de utilidade para um, amanã $á não serve, mas servirá a
outro% Se observarmos bem e somos sinceros, será evidente !ue nenuma delas conece
nem possui o conecimento liberador, posto !ue o camino sempre foi secreto, $amais foi
desvelado nem ensinado publicamente A luz do dia, como está fazendo o Movimento
#n*stico em forma totalmente revolucionária e criadora%
Cesde seus fundamentos psicol*'icos at) a divul'a0ão do 'rande Arcano ou a
Ma'ia Se(ual, tudo ) totalmente apresentado em forma revolucionária, $á !ue senta bases
novas para uma educa0ão inte'rada, uma nova compreensão da vida em 'eral, um novo
ponto de vista claro, l*'ico, preciso, e ) tamb)m a revela0ão de se'redos escondidos, para
!ue não fossem profanados, desde a Anti'"idade%
5sta ordem despertou a criatividade em muitos espíritos in!uietos !ue aderiram ao
Movimento #n*stico, al'uns se manifestaram como paladinos da causas, outros se
destacaram semeando in!uietudes por onde !uer !ue passem, com atitudes di'nas de
imitar8se%
Buando mencionava ou assinalava ao Mestre a falta de compreensão ou de
capacidade para divul'ar o ensinamento de al'um missionário 'n*stico, me dizia9 :Bue
!ueres !ue fa0amosO Não vamos come0ar com o perfeito, temos !ue come0ar com o !ue
temos, o imperfeito, não O=
5m toda rela0ão á momentos obscuros e de desarmonia, tamb)m dentro da #nose
se dão estes momentos e se deve A falta de amor, pelo erro de es!uecermos da Mãe Civina%
/nte'rar a nossa pr*pria psicolo'ia com a din<mica de #urd$ieff, ou o budismo livre de
Krisnamurti, ) maraviloso, mas não devemos refor0ar o intelecto As e(pensas do
es!uecimento do amor A nossa Civina Mãe%
Sem este aspecto maternal e tamb)m divino, não se pode ser um verdadeiro
revolucionário, $á !ue a mãe ) a !ue leva seu filo, do p* da terra at) o c)u, das trevas A
luz, do real da morte A imortalidade% No camino ) necessário muita umildade e
e!uilíbrio, !ue s* confere a aceita0ão deste elemento maternal, isso manifesta nossa
maturidade esot)rica%
A #nose, por ser precisamente um Movimento, não pode permanecer estática e
desde o interno se provocam impulsos !ue revolucionam sua for0a, As vezes aparentam
causas in$ustas, mas ao lon'o de seu desenvolvimento não pre$udicam e sim trazem muito
bem%
A #nose não deve ser um uniforme !ue se pNe e se tira s* em oras de trabalo,
como um mec<nico ou um m)dico, a #nose ) uma vestidura interna !ue não se pode tirar,
uma vez !ue se assimilou bem%
; Venerável Mestre sempre disse !ue a #nose ) como um trem em marca no !ual
uns sobem e outros descem, raros são os !ue ce'am A esta0ão final% Al'uns discípulos
ce'am com muito entusiasmo, mas ao ver !ue não realizam nada rapidamente se
aborrecem e se retiram, espar'indo sua baba difamat*ria, outros vociferando atrocidades
do !ue compreenderam pela metade% Muitos aparecerão no futuro, como $á apareceram no
passado, com sua característica de or'ulo místico2 a for0a deste Movimento não deve
personalizar8se em nin'u)m, assim como a inicia0ão não se realiza por 'rupos por!ue ) um
assunto íntimo, individual e sa'rado%
;s 'rupos s* servem para canalizar o esfor0o para a divul'a0ão da Coutrina
#n*stica, não são os !ue dão a inicia0ão2 são para fazer cadeias de vitalidade, for0a e
vontade, uns trabalos coletivos diri'ido pela Do$a Hranca, cu$o símbolo ) o penta'rama,
como for0a sintetizada, como a estrela dos $udeus, como a lua dos árabes, como a suástica
dos nazistas, como a foice e o martelo dos comunistas%
;nde se encontre um penta'rama, estará sur'indo uma cadeia de união, o verbo de
Samael, An$o de Marte2 onde se encontre um penta'rama ou estrela flamí'era estará A
palavra sa'rada da #nose%
; !ue estra'a a ordem revolucionária da #nose ) o e'o, o mim mesmo, o diabo em
n*s% @ecordemos !ue a eresia da separatividade ) a pior das eresias% Nos 'rupos ) onde
se pode ver evidentemente se sabemos cultivar a unidade, o amor inteli'ente, a
compreensão elástica, a visão de n*s mesmos e de como nos encontramos%
Nossos bra0os devem estar prestes para a$udar, nosso cora0ão disposto a en(u'ar
toda lá'rima, as separa0Nes são do eu e assim como a #nose nos permite compreender a
fundo a unidade de todas as correntes místicas e reli'iosas, devemos aplicá8lo a cada
pessoa em particular, compreender a fundo suas in!uietudes, seus temores, seus interesses
mais íntimos e !ue não são do e'o, para realmente converter8nos em elementos !ue
e(pressem a revolu0ão !ue a #nose fez em n*s%
/nfelizmente, não foi possível promover !ue as for0as deste 'rande ensinamento
come0assem a pensar como uma s* e trabalassem em uníssono para unificar for0as contra
as ataduras do mal%
Sempre e(istiu contínuo peri'o para a #nose, por a!ueles !ue não pro$etam seu
pensamento al)m de sua pr*pria visão% /'norar o ob$eto fundamental do ensinamento
#n*stico ) destruí8lo%
A #nose ) muito direta e determinante e sua 4nica op0ão ) a de ser o !ue devemos
ser% Não ser ) representado simbolicamente pelo Adão e 5va da Híblia em cada um de n*s%
; não ser nos mant)m sob a pressão do peso da ne'atividade e das formas do pensamento
destrutivas% A umanidade permanece ociosa ante seu desenvolvimento espiritual e ) a'ora
o momento para encontrar nosso ritmo particular com a devela0ão dos 'randes mist)rios%
&erta vez me dizia o Mestre9 :5ncontra o ritmo de tua pr*pria particularidade e
estarás em sintonia com o universo=%
,azer8nos conscientes do momento em !ue vivemos e realizar o !ue nos
corresponde atrav)s da #nose ) ir ao encontro de nosso ritmo particular%
A separatividade ) o !ue mostramos ante as ierar!uias !ue nos observam%
,azemos do en'ano da separatividade uma convic0ão muito e!uivocada%
A #nose ) muito vasta e desconecida, e não poderia ser conduzida dando uma
import<ncia indevida as irrealidades vazias e com descuido das coisas !ue alimentam e
ap*iam o sentido da disciplina sa'rada% ;s mesmos discípulos promovem a separatividade%
Nos deleitamos em encontrar defeitos at) nos mesmos Mestres, em propalar
embustes com nossos maiores, na crítica cínica e no ritualismo oco%
Se não os veneramos, !ue não os deni'ramos% 5ste vaiv)m de crítica ce'a ocasiona
a <nsia de fama, de con!uistar se'uidores, lu(os, e(ibicionismo% ;nde a t6nica da
espiritualidade deveria ser evidente prevalece a discrep<ncia% /sto su$a o nome sa'rado da
#nose%
A fidelidade !ue se e(i'e a uma mente umana ) fidelidade ao e'o% A #nose não )
caprico de uma mentalidade umana nem o invento de uma or'aniza0ão inspirada pela
mentalidade umana% ; conecimento não ) propriedade de nin'u)m, senão da!uele !ue o
encarna% ;s !ue se declaram a favor do menosprezo aos demais não conecem o elementar
da disciplina espiritual% 5stão muito afastados de encontrar o campo do servi0o verdadeiro%
Buem utiliza o nome da #nose para fins pessoais, deve ter cuidado com ele e tratá8
lo como se merece% A #nose ) uma for0a c*smica cristalizada em nosso planeta pelo
Mestre Samael em momentos difíceis% 5stá al)m de interpreta0Nes individualistas !ue
distorcem sua pureza% &erto ami'o inspirado me dizia9 :A #nose ensina a aprofundar nas
á'uas da vida para obter a p)rola do Ser e não a va'ar pelas praias arenosas das teorias
para recoler simples concas=% Não destruamos a raiz mesma da verdadeira natureza do
ensinamento convertendo8o em um montão de seitas%
3 indubitável !ue nossos cora0Nes estão mal, buscando na #nose a repara0ão e o
refinamento% 5ssa repara0ão e esse refinamento implicam processos muito lon'os de muito
trabalo e são poucos os !ue conse'uem dispor de uma mente verdadeiramente aberta para
aderir8se a um amplo crit)rio, elástico e firme%
3 necessário compreender o labor !ue a #nose poderia realizar por n*s, se não a
travamos no labirinto das interpreta0Nes personalistas, com a tendência de ima'ens
e!uivocadas% Eá rivalidades entre uma si'la e outra% Eá competi0Nes sutis !ue não se
mencionam%
?udo isso 'era uma !uantidade de cal4nias, de inve$as, de cobi0as, !ue terminam
em culpabilidades de uns a outros e conduzem a dene'rir o pr*prio Mestre tanto como aos
discípulos%
Se al'u)m vem dizendo !ue o Mestre o comissionou em seus sonos para tal
trabalo, tratemo8lo como en'anador, sem miseric*rdia% /sso ) um insulto aos princípios
divinos do ensinamento% Ser sinceros, falar de e(periências 'enuínas, sem distor0Nes ou
conveniências, sem e(a'eros ou falsifica0Nes nos dará autenticidade e não fantasias
perniciosas%
Não importa o !ue fa0amos ou dei(emos de fazer, mas pelo menos dei(emos !ue se
manifeste atrav)s de n*s uma mente firme para !ue nosso raciocínio se$a tamb)m firme%
&om essa e!uanimidade averá um corpo de doutrina !ue determine a maravilosa
transcendência da #nose% 5ste ensinamento sempre permanecerá em sua altura com ou
sem n*s e devemos ser 'uardiNes de seus valores contra os !ue intentem de'radá8lo%
A busca de conecimento íntimo e a base de uma moral são pontos essenciais no
ensinamento #n*stico% @ealizemos nossa morada de libera0ão de uma casa construída por
!uatro pilares da ,ilosofia, a Arte, a &iência e a @eli'ião%
S* assim se fortificará a for0a do anelo para conse'uir a meta% 5m certa ocasião
per'untei ao Mestre9 Bue ) o !ue mant)m você tão firme neste camino, MestreO 5le me
contestou em poucas palavras9 :A for0a do anelo, ?onF2 isso ) tudo=%
&omprovamos at) a saciedade !ue a missão V% M% Samael representa a reli'ião da
síntese das reli'iNes% Nenuma corrente esot)rica cont)m uma mensa'em tão direta,
determinante e firme% 1or isso ) tão difícil encontrar al'u)m com a devida prepara0ão para
semelante responsabilidade% São muitos os !ue se entusiasmam ao receber este
conecimento e são muito poucos os !ue conservam esse entusiasmo%
Buando as primeiras crises afetam o estudante ) !ue sua instru0ão se inicia% 1ara
a!ueles !ue não les interessa nem meta, nem Sendero, nem sede, nem anelo, não têm
import<ncia As dificuldades% /sso ) s* para os !ue anelam, !ue vivem afli'idos por sua
mis)ria interna, pulando do positivo ao ne'ativo com a in!uietude do despertar da
consciência%
A ordem revolucionária da #nose tem o prop*sito de salvar uma umanidade !ue $á
não tem alternativa, com a 4nica op0ão do trabalo sobre si mesmos%
; Venerável Mestre não veio dar8nos tapinas nas costas pelo !ue somos, mas
indicar8nos o !ue devemos ser% /sso implica a seriedade !ue s* os valentes possuem% ; rio
cristalino do ensinamento fluirá aprazível e puro se não o contaminamos com a en(urrada
dos pensamentos abismais do e'o%
CAPÍTULO 3
ENSINAMENTOS DO MESTRE
3 difícil para eu situar, no tempo e no espa0o, as muitas coisas !ue aprendi e
assimilei do Venerável Mestre Samael, por isso o !ue narro a se'uir são conceitos sem data
nem lu'ar al'um9
:;s intelectuais alardeiam !ue s* les interessa o !ue ) susceptível de
comprova0ão, o !ue ) da razão, o !ue ) dial)tico, mas para usar com retidão o intelecto se
necessita for0a de mente=%
+m 'n*stico deve ver a Ceus em tudo, um materialista não compreende isto% 3
como !uerer dar um pastel a uma pessoa enferma do est6ma'o, mas ainda assim um
'n*stico ou um materialista pode beneficiar8se com a leitura dos livros sa'rados%
5(alta0ão da devo0ão pela verdade e o amor a nossos semelantes vão $untos, o
amor ao pr*(imo concede a primavera interna, amar a verdade e dizê8la custe o !ue custe )
a dulcifica0ão do fruto e a obten0ão do desape'o e e!uanimidade são a coleita%
Se diz !ue o mundo ) maFa ou ilusão, por!ue oculta ao omem sua realidade
divina, le esconde o eterno e imperecedouro% ; pior do omem comum ) !ue maFa ) sua
4nica realidade% Ciz8se !ue ) irreal por!ue !uando o real se e(perimente, $á não e(iste a
dualidade, a separatividade, em tudo se adverte a unidade e a armonia%
Cedica tempo A medita0ão, !ue te recupera no cenário do eterno, pNe tua mente em
sintonia com o universo e com teu ritmo respirat*rio, pois ) o !ue Ceus nos dá como vida,
sê feliz e vive em paz, essa ) tua verdadeira natureza% ,az cadeias de amor constantemente
e verás como esse amor te acompana e te santificará cada dia de tua vida%
Se$a comedido em tudo, fala pouco, dorme pouco, come pouco, pratica pouco para
!ue nada te canse, nem te es'ote, nem te sature de fastio%
/mpulsiona8te com teus anelos mais íntimos, nunca fa0as alarde de a!uisi0Nes
pe!uenas, observa a vida com profundidade, vê a vi'a em teu olo e não a pala no olo
aleio%
?ua fala deve ser sem ambi'"idades e com subst<ncia, clara, simples e perfeita%
A p)rola de 'rande pre0o do mercador do evan'elo ) a essência metida nos corpos
de pecado, o causal, mental, astral e físico%
1or !ue vender essa $*ia pelas moedas da avareza, da ambi0ão ou do temor A
pobrezaO 1or !ue mendi'ar tendo tal ri!ueza em nossas mãosO
#n*stico si'nifica falto de i'nor<ncia, o !ue ) sábio, por isso, se !ueremos merecer
tal nome, nossa atividade deve ser impulsionada pelos anelos íntimos do Ser%
@ecusar !ue as desilusNes nos desiludam, não render8se ante as decep0Nes,
interrup0Nes ou demoras%
Sua onestidade ) assistida pelo Ser Supremo e, portanto pode fazer o impossível%
Nossa necessidade pelo divino deve ser como o ar para !uem está se afo'ando ou
como !uem está se !ueimando necessita dei(ar de sentir o ardor% Se intentarmos com esse
anelo, com muito interesse e afeto, ) se'uro !ue não e(istirá em nossa vida o fracasso%
Na rela0ão com os filos ou !ual!uer pessoa pr*(ima, o ê(ito armonioso não
depende do controle, mas da concessão da liberdade de mente, pensamento e a0ão, e em
aceitá8los como seres independentes% A liberdade ) a má(ima característica de uma pessoa
espiritual%
?odo semeador de sementes deve sentir o sabor !ue sente da comida, >oão, 1edro,
&uco, >acinto ou >os), antes de oferecer a verdade a outros, ) preciso !ue o !ue a recebe
a tena como uma necessidade primordial em sua vida% 3 ur'ente !ue ve$amos a verdade,
cone0amos a verdade e pensemos a verdade sempre%
?ua pr*pria tensão, ou a tensão !ue ve$as em !ual!uer pessoa, ) pelo temor% ;
temor se deve A falta de confian0a em seu 1ai !ue está em se'redo% &rer !ue nosso 1ai e
nossa Civina Mãe nos cuidam de todas as coisas e(ternas da vida faz !ue a vida se torne
fácil, confiada e de um re'ozi$o constante%
A Buarta8,eira de &inzas ) o símbolo da dissolu0ão do e'o, a ani!uila0ão de todo
Iarma% A cinza $á não pode servir de combustível, nem serve para dar luz, assim ) nosso
es'otado Iarma% MaFa $á não nos envolverá, nem a roda das PR. vidas nos en'ancará em
seus ciclos%
+sa o amor como coceira do carro de 'uerra do arcano sete, as duas esfin'es
simbolizam o discernimento e o desape'o% ; trabalo esot)rico deve ser simult<neo na
forma0ão do embrião áureo, as colunas do carro são9 discernimento, amor e a
bramacarFa solar, ou se$a, a prática do saa$a maituna%
Nossos prop*sitos devem ser di'nos, nossas realiza0Nes pro'ressivas em dire0ão A
verdade, A $usti0a, A paz e ao amor% A prática 'n*stica deve ser clara, simples, direta%
Nossa compreensão deve ser elástica, sem orizonte !ue a limite para !ue a$a
unidade em nossas rela0Nes% A separatividade ) a pior eresia, se consciente da unidade%
A ren4ncia ) parte de nossa disciplina, mate a ambi0ão, mas trabala como se
fosses ambicioso% A disciplina educa o corpo e a mente e ademais aflora as virtudes
latentes da alma%
A ira, a lu(4ria e a cobi0a são os erros mais 'raves, acerta no uso de tuas ener'ias,
do verbo e da mente% ; 'ozo físico ) a turbulência superficial do !ue não buscou na
profundidade de seu mar interno%
Não dese$es poderes, eles vêm como pa'amento A bondade do !ue fazemos para os
demais%
; amor sur'e como um rel<mpa'o na noite da alma, se faz s*lido com a for0a do
carino e se unifica e sintetiza com a adora0ão suprema%
?omai tudo de cada momento, por!ue cada momento ) filo da #nose, cada
momento ) absoluto, vivo e si'nificativo%
A brevidade da vida ) motivo suficiente para alentar8nos a en'randecê8la com a
revolu0ão inte'ral%
&om a inteli'ência, devemos aproveitar ao má(imo o tempo vital para !ue alar'ue
sua brevidade, não a diminuindo com as obras est4pidas e mes!uinas do e'o%
; Senor íntimo 'uiará nossos passos se somos bondosos e ternos de cora0ão% A
virtude e os testemunos !ue buscamos se encontrarão no Sendero do senor%
Hran!ueai o diabo, convertei8o em D4cifer, al'u)m bran!ueia o diabo !uando
transmuta a ener'ia se(ual e elimina o e'o%
A Vir'em de Duz Stela Maris, a Civina Mãe Kundalini de >oão Hatista, ) citada
pelo 'rande Kabir >esus% ; Salvador entre'ou o espírito de 5lias A Stela Maris de >oão e
ela o entre'ou a seus receptores2 eles o conduziram aos re'edores da luz e estes o verteram
no ventre de 5lizabet% Cesta maneira o /% A% ;% menor, a Civina Mãe de Duz e o espírito
de 5lias foram li'ados ao corpo de >oão Hatista% 5lias reencarnou em >oão Hatista2 >oão ) a
vivíssima reencarna0ão de 5lias%
A auto8realiza0ão íntima do Ser se conse'ue vivendo a vida intensamente atrav)s de
trabalos conscientes e padecimentos voluntários realizados por n*s e dentro de n*s
mesmos a!ui e a'ora%
CAPÍTULO 4
SOBRE AS CORRENTES DO SOM E O VERBO
“'o princ&pio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus” /S"o 2o"o1.
5m certa ocasião, o Mestre Samael comentando acerca da arte, uma das colunas de
toda cultura, me e(plicava !ue o se'undo Do'os ou o Verbo, era o mesmo som ou vibra0ão
sonora universal !ue coe(iste em tudo, se$a na forma ou no sem forma%
:DudGi' Van Heetoven, cu$o rosto ) um rel<mpa'o U dizia o Mestre U ) nada
menos !ue o 'uardião do ?emplo da M4sica%
Suas nove sinfonias estão em íntima rela0ão com as nove esferas da Vrvore da Vida
da &abala Eebraica%
A terceira sinfonia, A Eer*ica, está totalmente matizada com a influência de Hina,
a terceira s)pira ou esfera, !ue corresponde A Civina Mãe ou As for0as do 5spírito Santo,
os processos do nascimento e morte%
3 mais evidente em seu se'undo movimento lento, escrito em forma de marca
f4nebre, e(pressa a missão de dar e tirar a vida pela a0ão dos An$os da morte camados
pas)uais a la pas)uala em al'umas re'iNes da Am)rica Datina%
Na !uarta sinfonia se adverte o uso dos címbalos, !ue ativam os impulsos do íntimo
no cora0ão, &esed, o >4piter /nterno%
A for0a do ri'or, o #ebura, a !uinta esfera da cabala, Heetoven a e(pressou em
sua !uinta sinfonia, o destino camando A nossa porta%
?iperet, a beleza, deve8se vivenciar na maravilosa se(ta sinfonia dedicada A
natureza% Buem escutou a se(ta sinfonia com verdadeira aten0ão, averá armonizado as
combina0Nes mais sutis de sua pr*pria natureza% 3 de 'rande a$uda para transformar nossa
mentalidade lunar em uma mentalidade solar%
A apoteose da dan0a, como disse Wa'ner da s)tima sinfonia, unifica nossa
compreensão acerca da esfera de Netzac ou a esfera de Vênus, a Ceusa do amor%
A oitava sinfonia e(pressa Eod, a esfera da alta ma'ia e os processos da mente%
A nona sinfonia, camada coral por suas partes de coros, canta a ode A ale'ria do
'rande poeta alemão Sciller, e(alta as a!uisi0Nes !ue se colem na nona esfera ou >esod
da &abala%
Não ) coisa de e(pressar8se em palavras senão de escutá8la com o cora0ão e uma
mentalidade solar unificada%
&omentava8me suas investi'a0Nes sobre o cataclismo final dentro da corrente do
som universal, !ue para São >oão ) o Verbo, o Se'undo Do'os% 1ara melor compreensão
transcrevo o !ue o Mestre escreveu no livro a Coutrina Secreta de Anáuac, onde narra tal
e(periência9
:No mundo causal contemplava com assombro místico a 'rande catástrofe !ue se
avizina e como esta ) a re'ião da m4sica inefável, a visão foi ilustrada na corrente do
som=%
&erta deliciosa sinfonia trá'ica ressoava entre os fundos profundos do c)u de
Vênus%%%
A!uela partitura assombrava, em 'eral, pela 'randeza e ma$estade e pela inspira0ão
e beleza de seu tra0o2 pela pureza de suas linas e pelo colorido e matiz de sua sábia e
artística ilustra0ão, doce e severa, 'randiosa e aterradora, dramática e l4'ubre%
;s fra'mentos mel*dicos LDeitmotivsM !ue se ouviram no mundo causal, nas
diferentes situa0Nes prof)ticas, são de 'rande potência e(pressiva e em íntima rela0ão com
o 'rande acontecimento e com os sucessos ist*ricos !ue inevitavelmente o precederão no
tempo%
Eá na partitura dessa 'rande *pera c*smica, fra'mentos sinf6nicos relacionados
com a terceira 'uerra mundial2 sonoridades deliciosas e funestas, sucessos orripilantes,
bombas at6micas, radioatividade espantosa em toda a terra, fome, destrui0ão total das
'randes metr*poles, enfermidades desconecidas, revolu0Nes de san'ue e a'uardente,
ditaduras insuportáveis, ateísmo, multiplica0ão de fronteiras, perse'ui0Nes reli'iosas,
martírios místicos, bolcevismo e(ecrável, anar!uismo abominável, intelectualismo
desprovido de toda espiritualidade, perda completa da ver'ona or'<nica, dro'as, álcool,
prostitui0ão total da muler, e(plora0ão infames novos sistemas de tortura, etc%, etc%, etc%
Mesclado com uma arte sem precedentes, se escutavam arrepiantes temas
relacionados com as poderosas metr*poles do mundo9 1aris, @oma, Dondres, Moscou, etc%,
etc%, etc% ::%
&omentava8me sobre a necessidade da 'uia do 'uru nas re'iNes do som, no mundo
causal e o importante de dizer a verdade e s* a verdade na vida diária, para conse'uir o
desenvolvimento arm6nico do cacra visuda ou i're$a de Sardis, pelo vínculo !ue tem
com o verbo para usar os mantrams sa'rados e não profaná8los% Mencionou8me os
mantrams secretos dos rituais 'n*sticos !ue encerram 'randes se'redos% ?esouros reais,
todo o amor do Ser% @ecordo !uando em uma conversa familiar em casa de um discípulo
'n*stico nos dizia sobre o som9
:;s 5loim, o e()rcito da voz, a 'rande palavra, como milícia celeste se move nos
mundos superiores de consciência c*smica, anelando levar a outros a esse mesmo estado
de felicidade e sabedoria espiritual=%
A palavra ) a imanência de Ceus !ue tudo penetra, ) tua alma, tua essência e
e(istência, ) a luz !ue ilumina todo omem !ue vem a este mundo, teu real ser, ) a m4sica
!ue percebeu Heetoven, interminável e eterna, A !ual se conece pelo /% A% ;%, ou o som
W+ ou ;M%
5sse som se enla0a de 'l*ria, de eternidade em eternidade, de felicidade em
felicidade, abarcando todo o espa0o, saturando toda a vida, fazendo eco no tempo%
3 a palavra perdida da ma0onaria, ) uma secreta repeti0ão !ue muito poucos
conecem% 5sta eterna palavra está dentro de todos os seres e coisas, dando8les vida,
criando e dando forma a tudo%
5ste som ) tamb)m luz verdadeira e vida, luz !ue revela a realidade detrás de toda
aparência, vida !ue ) a raiz de toda e(istência%
Na medita0ão ) o contato !ue realiza o sábio2 todos os 'randes místicos se uniram a
este som universal !ue libera a essência da multiplicidade do e'o, a melodia !ue eleva
sobre toda mat)ria aos reinos dos mundos transcendentais do espírito puro%
A vivência dessa corrente de som ) vital e satura de vida, ) a !ue nos unirá ao 1ai e
A imortalidade, ) a mão e a l<mpada de nossa amorosa Mãe Civina !ue nos conduzirá pelos
mais escabrosos caminos e os esconderi$os mais íntimos da verdade e da realidade% A
4nica coisa !ue pode dar8te felicidade e bem8aventuran0a, o SA?8&E/?8ANANCA dos
indus%
; som universal ) o n)ctar !ue busca a abela para dei(ar seu zumbir, ) a armonia
do cosmos infinito, ) a m4sica das esferas de 1itá'oras, não ) a conversa0ão, nem a leitura,
nem o c<ntico, não se pode descrever com palavras, ) uma vivência íntima e ao mesmo
tempo c*smica, apesar de !ue se encontra em cada um, são os iniciados, os Mestres
desape'ados dos apetites mundanos, os !ue $á não têm e'o, a!ueles !ue possuem a cave%
; som ) o Alfa e Wme'a de São >oão, o princípio e o fim, o !ue era, ) e será, não
pode morrer nem desaparecer e e(iste eternamente em todas as )pocas e em todos os
tempos% Sua arm6nica rela0ão em toda ma'nífica sinfonia faz !ue se$a eterna, ) por isso
!ue a m4sica dos 'randes mestres não passa $amais de moda, por!ue ) indestrutível e
eterna%
;s anti'os @/SE/S ensinaram isto no lon'ín!uo oriente, na &ina se estudou
tamb)m este mist)rio% ,oi em mina encarna0ão !uando fui &E;+8D/, como membro da
anti'a ;rdem do Cra'ão Amarelo, !ue coneci o se'redo da medita0ão sintonizada com o
som, por meio de um aparelo !ue usávamos, mane$ado por um irmão muito sábio no uso
deste instrumento musical !ue combina em várias oitavas musicais os XQ níveis do
subconsciente, !ue se camava AFatapan%
3 necessário, pois, usar a m4sica para nosso desenvolvimento interno, os mantrams
e a verdade são o verbo, assim a corrente do som nos converterá em verdadeiros
instrumentos para sua a0ão criadora%
Ao dia se'uinte desta reunião, acompanei o Mestre Samael ao correio do C% ,%2 me
encontrava cavilando sobre estas palavras, me sentia altamente motivado%
CAPÍTULO
A DIVINA MÃE
; símbolo do amor divino por e(celência ) o da Civina Mãe, !ue e(pressa a 'ra0a
!ue desce do alto, !uando e(iste uma verdadeira entre'a abai(o%
; Mestre sempre me fez ênfase em !ue nunca me es!uecesse de mina Civina Mãe
particular, íntima, a !ue cada um tem em seu interior%
S* um filo in'rato se es!uece de sua mãe 8 me dizia 8 e mostrando meu corpo
narrava o 'rande processo !ue ela avia tido !ue passar para elaborá8lo, !ue era ela a !ue
atrav)s de todas as mães !ue avia tido em todas as minas vidas, a !ue me avia dado a
vida, o alento vital e o amor, era ela a !ue me avia proporcionado nesta vida o
maraviloso corpo físico e os corpos internos lunares para mina pr*pria evolu0ão e
desenvolvimento%
; es!uecimento da mãe ) o erro em !ue caíram 'randes omens, !ue desenvolvem
uma maravilosa personalidade, mas carecem da profundidade !ue dá o amor,
característica de uma essência bem desenvolvida% 5ste foi o erro de #urd$ieff e seus
se'uidores, para não mencionar a outros tantos%
S* se pode compreender a onisapiente e oniabarcante !ualidade do amor divino
!uando se adora a Ceus como mãe2 seus cinco aspectos !ue são e(pressos na ma'ia branca
por meio do penta'rama esot)rico, estrela flamí'era de cinco pontas, e são conecidos na
7ndia assim9
MAEA8SWA@/9 A imanifestada 1raIriti, !ue impulsiona a voli0ão de tudo,
conferindo a sabedoria ao pro$etar o delineamento do plano criador, ) a serenidade imensa
da cria0ão e a amplitude do manifestado%
MAEA8KAD/9 ;s aspectos Y
Z
, [
Z
e \
Z
Hina, #ebura e Netzac da &abala
Eebraica, !ue não suporta a indiferen0a a seu camado, pelo !ue submete e e!uilibra o
Iarma com amor e ri'or ao mesmo tempo, ) a !ue estimula a for0a e o vi'or em seus
diferentes aspectos, conferindo finalmente a altura do espírito, orientando nossas ener'ias
pelo carisma e a for0a ma'n)tica%
MAEA8DAKSEM/9 na &abala se e(pressam pelas esferas -
]
, X
]
e K
]
, &oIma,
&esed e ?iperet2 sabedoria, bondade e beleza, são a divina consorte de Visnu, o &risto
&*smico, encerra o profundo se'redo da beleza, da armonia e o ritmo sutil da medida de
todas as coisas%
MAEA8SA@ASWA?/9 Seu !uarto aspecto ) o misterioso e invisível Caat, a esfera
!ue se pNe na Vrvore da Vida da &abala, !ue s* sur'e A manifesta0ão espiritual !uando se
colocaram os fundamentos, cu$as raízes estão em >esod, ou se$a, a nona esfera% 3 a !ue
coordena a perfei0ão e a ordem, detala a or'aniza0ão da realiza0ão final de todo fruto, ) a
mãe, ami'a, fila, esposa, ) a deusa do atleta da medita0ão, ) a ciência, a arte, ) a t)cnica%
MAEA8C5V/8K+NCAD/N/9 Seu !uinto aspecto, a nona e d)cima esfera da santa
&abala, o fundamento e o reino, ) o poder íntimo de cada coisa, ) Ciana, a ca0adora, a
deusa da a'ricultura, o fo'o consumidor do 5spírito Santo !ue nos fala a Híblia, ) a Sar0a
ardente do Eoreb, ) o vital, o má'ico, o mila'roso, ) a vir'em de #uadalupe ou as vir'ens
!ue têm a lua nos p)s, ) a unidade do fruto interno e e(terno, ) a !ue confere a armadura
ar'entada do paladino 'n*stico, ) a pureza, felicidade e conecimento do ê(tase, ) a
plasticidade sem d4vidas, ) a f) solar e a !ue e(i'e para seu trabalo em cada !uem uma
submissão sem reservas e sem d4vida al'uma%
5m &abala se diz !ue a esfera de Hina, a Ya esfera, corresponde A Civina Mãe e
!ue cont)m [R portas do entendimento, como &oIma, a -a% 5sfera tem Y- sendas da
sabedoria% 5stas [R portas são as !ue se tocam com a prática do rosário, isto ), levando
rosas A vir'em por um ário%
@osa do ário, rosário, em suas três etapas do rosário9 cinco 'ozosos, cinco
dolorosos e cinco 'loriosos se entendem a etapa de possuir, a etapa do desape'o e a etapa
da transcendência% ,alando disto, o Mestre me aclarou com um e(emplo9
:; mais belo e(emplo da natureza U disse U !ue nos ensina nosso pr*prio processo
) !ue !uando a serpente, depois de aver possuído uma bela pele, ce'a o momento de
mudá8la, e busca para isso um sar0al, submer'indo8se nele para !ue no processo de entrar e
sair a$a uma troca de pele, ainda sendo este doloroso, mas ao sair não s* dei(ou a pele,
mas tamb)m vem com uma pele totalmente nova e radiante de beleza% ; espino sempre
foi um símbolo da vontade consciente% Nosso processo poderá parecer doloroso, mas ) a
4nica maneira de conse'uir a pele nova, os corpos solares, dentro dos !uais se er'uerá a
serpente má'ica de nossos poderes conscientes% ;s dois 4ltimos mist)rios do rosário estão
dedicados totalmente A ascensão da serpente ou a vir'em aos c)us e sua coroa0ão como
raina da mansão 5mpírea=%
5u sabia !ue al'uns sGamis da anti'a ordem sarasGati, estão atualmente ensinando
a t)cnica da medita0ão transcendental, da ordem monástica fundada pelo bodisattva de
Huda, o 'rande Mestre SanIara, aos p)s dos EimalaFas na le'endária 7ndia% ?amb)m
sabia de uma anti'a ordem camada Vaira'i% 1er'untei ao Mestre se tinam al'uma
cone(ão, e ele sabiamente me e(plicou9 :Vaira'i ) uma palavra s<nscrita !ue !uer dizer
desape'o2 SarasGati ) a consorte de Hrama, mas não á !ue confundir com um
matrim6nio umano ) para indicar o aspecto amoroso do 1ai !ue se diz !ue SarasGati )
sua consorte ou companeira=%
SarasGati ) a deusa dos 'nanis ou meditadores, a deusa dos autênticos 'n*sticos, )
a SaIti potencial !ue o une a seu Atman inefável, a !ue o leva pela senda de pureza da
'una sattva, a !ue conse'ue a unidade de Siva8SaIti, a !ue o converte em uma serpente
de fo'o%
SanIara, o 'rande Mestre indu, foi seu devoto, por isso se diz da ordem
sarasGati% SanIara tamb)m desceu A nona esfera2 dele se conta uma ist*ria !ue podes
corroborar com !ual!uer de seus se'uidores%%% 5m seu afã de coordenar e unificar o
pensamento indu em sua )poca, !ue estava diversificando muito a pureza do monismo, tal
Mestre se encontrou com outro Mestre com o !ue se p6s de acordo em !ue se as
disserta0Nes de um ou do outro fossem superiores, o vencido ficaria como discípulo do
vencedor% SanIara venceu por possuir um brilantismo e(traordinário, mas a esposa do
vencido ale'ou !ue na 7ndia um casamento se considera como uma unidade, portanto s*
avia derrotado a metade deles% 5la, disposta a vencer SanIara, le fez per'untas
dificílimas sobre a !uestão se(ual% SanIara, ao reconecer sua i'nor<ncia sobre al'uns
assuntos, conse'uiu uma tr)'ua de YR dias, !ue usou, de acordo com seus discípulos mais
ce'ados, para p6r seu corpo em estado catal)ptico e incorporar8se no corpo de um rei
camado AmaruIa, !ue acabava de falecer% ;s s4ditos do rei, ao vê8lo reincorporar8se, se
assustaram, mas lo'o aceitaram o caso como uma ressurrei0ão%
; realmente escabroso para SanIara foi !ue, desconecendo os mist)rios do se(o,
tina !ue se enfrentar a um ar)m de PRR muleres !ue possuía o rei AmaruIa% ,oi A
favorita, !ue era uma 'rande Mestra, !uem le ensinou os se'redos do Saa$a Maituna e
o a$udou a levantar suas sete serpentes% S* assim p6de este 'rande Mestre monista vencer a
esposa do Mestre !ue $á anteriormente avia vencido%
@amaIrisna, o 'rande sábio e iniciado indu, foi um 'rande devoto da Civina Mãe
em seu se'undo aspecto, sua HaIti ou devo0ão por ela era tão 'rande !ue viveu 'rande
parte em estado de samadi ou ê(tase outor'ado pela Civina Mãe, nos dei(ou em seus
ensinamentos uma narra0ão simples, mas valiosa para compreender os três aspectos da
1raIriti ou natureza, os três aspectos da natureza 8 dizia ele 8 Sattva, @a$as e ?amas2
pureza, emo0ão e in)rcia são semelantes a um omem !ue entrou em um bos!ue onde foi
atacado por três ladrNes, um o !ueria matar com um punal, outro o amarrou e outro s* viu
ou foi testemuna, eles se foram2 pouco depois re'ressou o !ue avia sido s* testemuna e
o desamarrou e encaminou a seu destino2 estes ladrNes são as 'unas ou modos da
natureza%
A in)rcia nos incapacita e nos pode levar A morte, a emo0ão nos ata pelo afã de
lucro, de a!uisi0ão e de ape'o, a pureza nos encamina e leva ao camino, mas tamb)m á
!ue transcendê8la ::%
As muleres santas nos devem servir de e(emplo para compreender a Ceus como
mãe, na Híblia estão @ut, 5va, @a!uel, 5ster, Marta, Maria Madalena, a samaritana% 5las
são símbolos do amor divino e sua forma de operar no aspecto sa'rado das coisas%
Na ora0ão cat*lica Ceus te Salve Maria Lo SalveM termina com as palavras9 :ro'a
por n*s a'ora e na ora de nossa morte%%% am)m=, referindo8se não s* A morte física, mas
tamb)m A morte do e'o, pois morrendo o e'o, se torna *rfão dos apetites mundanos e s*
sua Mãe Civina o pode consolar ou ro'ar !ue passe As vivências transcendentais do Ser%
,inalizo este capítulo com a ora0ão dedicada A Civina Mãe, camada a Ma'nífica9
:#lorifica mina alma, senor, e meu espírito se re'ozi$e em Ceus, meu salvador,
^p6s seus olos nesta umilde serva2 desde o$e me camarão ditosa todas as 'era0Nes=%
; senor fez maravilas em mim, Santo ) seu Nome% Seu amor se estende por
'era0Nes sobre os !ue o temem%
Mostrando o poder de seu bra0o, dispersei os soberbos, arro$a aos poderosos de seu
trono e e(alta os umildes%
5nceu de bens os famintos, despede os ricos com as mãos vazias%
Acole em /srael seu servo, recordando seu amor a seu filo Abraão e a promessa
feita a vossos pais, ao ,ilo e ao 5spírito Santo, como era em um princípio,
a'ora e sempre pelos s)culos dos s)culos%%% Am)m=%
CAPÍTULO !
A ESPOSA SACERDOTISA
Algu%m disse3 “4m (omem constrói mil ex%rcitos, uma mul(er constrói um lar”.
Não posso dei(ar de dedicar um espa0o A esposa sacerdotisa, por!ue sentiria !ue o
pouco !ue dese$o contribuir está vazio da for0a !ue o inspira% ; !ue o omem possa
conse'uir em sua e(istência, o deve a sua esposa% Somente com a esposa se ad!uire
sensibilidade para a compreensão das coisas !ue o intelecto não dá, somente com a esposa
se ad!uire a predisposi0ão para as coisas do espírito%
&om a esposa sacerdotisa se e(perimenta o mais alto 'rau da beleza, e(pressado na
sublimidade do amor%
?odos ce'amos a momentos em !ue nossa pouca for0a nos submer'e em lon'os
estancamentos, como vítimas da in)rcia, apatia e desconsolo% 3 então !uando mina esposa
) o estímulo de confian0a !ue me dá a vida, me levanta e me recorda o compromisso !ue
teno comi'o mesmo2 da mesma forma reconeci A 'rande companeira !ue deu a vida ao
Mestre Samael, sua pr*pria esposa sacerdotisa%
5la o levantou do lodo da terra como bodisattva caído !ue era% Ciz8se
constantemente !ue detrás de todo 'rande omem se encontra a presen0a de uma 'rande
muler, e o caso do Mestre não foi uma e(ce0ão% Eá muitos detales, virtudes, !ualidades,
!ue ela, por sua natureza libriana, possui com espontaneidade2 sua simplicidade, sua
lealdade, sua clareza no trato, sua adaptabilidade a !ual!uer circunst<ncia, na pobreza ou
na abund<ncia, sua 'rande paciência para lidar com um diabo como era o Mestre !uando
esteve caído%
;s laur)is do triunfo, da con!uista, não são s* dele, são dela tamb)m2 seus pr*prios
filos sabem de seu ri'or e sua clareza para camar As coisas por seu nome, ou se$a, sua
valiosa fran!ueza%
Assim como todo diretor de or!uestra necessita de uma batuta, ou o capitão de um
barco necessita da b4ssola, assim o Mestre necessitou de sua esposa para retomar o
camino de re'resso ao 1ai%
3 evidente !ue ela ) uma das cinco vir'ens prudentes da parábola evan')lica, seu
e(emplo pode a$udar, vitalizar, estimular e ampliar o orizonte de amor de toda a!uela
esposa !ue este$a colaborando com seu esposo se$a este missionário ou não% A muler reta
encontrará nela uma verdadeira ami'a, toda muler incorreta sentirá nela o ri'or de um
$uiz do Iarma%
5m suas conversas, o Venerável Mestre nos afirmava !ue a muler fecunda a
psi!ue do omem, todo omem fecundado psi!uicamente por sua esposa sacerdotisa, pode
brindar em cada uma de suas realiza0Nes pro'ressivas na ta0a plet*rica do amor% A muler
com suas sutilezas, seus belos detales, com a profundidade de seu amor, nos confere a
capacidade de aprofundar nos simples ou complicados problemas da vida cotidiana, dando8
nos a elasticidade e a visão !ue tanto necessita o aspirante A inicia0ão%
Nos -. anos !ue levo de compartir a vida com mina esposa sacerdotisa, por ser ela
uma das filas do Venerável Mestre ), de fato, uma e(celente assessora para o trabalo
esot)rico 'n*stico2 ela empapa a todos os !ue inte'ramos nossa família com a sábia
presen0a do av6 de meus filos% Nos narrou muitas ist*rias e detales da diabrura !ue
possuía o Mestre !uando iniciava seu processo e como foram todos um por um morrendo
dentro do calor do lar com a a$uda de sua Venerável esposa LMestra DitelantesM%
Nossa companeira ) o espelo mais pr*(imo !ue Ceus nos proporciona para !ue
possamos ver8nos tal e !ual somos na vida cotidiana% 3 o espelo do !ue nos fala o
ap*stolo Santia'o em sua 5pístola +niversal, capítulo P, versículo -Y, !ue diz9
:A!uele !ue escuta a palavra sem a realizar ) como o omem !ue ola seu rosto em
um espelo, vê a si mesmo, mas !uando sai dali se es!uece de como era% Mas o !ue não
es!uece o !ue ouve, senão !ue se fi(a atentamente A lei perfeita, !ue ) a lei !ue nos traz
liberdade, e permanece firme cumprindo o !ue ela manda, será feliz no !ue faz=%
Cesde meu início de estudante do 'rau elementar, estive ceio de id)ias
e!uivocadas sobre o !ue ) o casamento% Atrav)s do tempo vim aprendendo !ue nossas
id)ias maravilosas e ilus*rias sempre ficarão estancadas nesse estado, se não mudamos
firmemente nossa atitude pelo trabalo s)rio e constante% A rela0ão com nossa esposa vai
marcando a pauta do !ue devemos e não devemos fazer% Mina esposa tem uma alma
muito bela, ) muito sensível e doce, em meu caso particular isso me a$udou muito a
caminar com suavidade o sendeiro !ue para outros foi com dureza, aspereza, indiferen0a,
etc%, tamb)m isso ) necessário para o !ue não tena tido mina sorte%
Cese$o dedicar, muito sinceramente, a todas as esposas sacerdotisas !ue este$am
dedicadas ao trabalo esot)rico 'n*stico, a transcri0ão das palavras !ue um dia nos le'ou o
Venerável Mestre, ao pedir8le !ue nos falasse acerca do amor% Nos falou dizendo o
se'uinte9
:; amor ) a união de dois seres, um !ue ama mais e outro !ue ama melor% ; amor
) a melor reli'ião e(e!"ível=%
Eermes ?risme'isto, o três vezes 'rande Ceus 7bis de ?ot, escreveu na ?ábua de
5smeralda9 :?e dou amor, no !ual está contido todo o summum da sabedoria=%
@ealmente, o amor em si mesmo ) o e(trato de toda sapiência% 5stá escrito !ue a
sabedoria, em 4ltima síntese, se resume em amor, e o amor em felicidade%
Buando o ser umano ama se torna nobre, caridoso, filantr*pico, servi0al, se
encontra em estado de ê(tase% Se estiver ausente do ser !ue adora, bastaria um simples
lencino, um retrato, um anel ou !ual!uer lembran0a para entrar em estado de ê(tase%
Assim ) o amor%
; amor ) uma efusão, uma emana0ão ener')tica !ue flui do mais profundo da
consciência% 3 um sentido superlativo da consciência%
A ener'ia c*smica !ue flui do fundo de nosso cora0ão estimula as 'l<ndulas
end*crinas de nosso or'anismo e as pNe a trabalar% 5ntão muitos orm6nios são
produzidos e inundam os canais san'"íneos e nos encem de uma 'rande vitalidade%
Na #r)cia anti'a, a palavra orm6nio si'nifica <nsia de ser, for0a de ser%
;bservemos um ancião decr)pito, bastaria colocá8lo em contato com uma muler, bastaria
!ue estivesse enamorado, para !ue misticamente se e(altasse% Suas 'l<ndulas end*crinas
produziriam abundantes orm6nios, !ue inundando os canais san'"íneos o revitalizariam
e(traordinariamente% Assim ) o amor%
5m realidade de verdade, o amor revitaliza% ; amor desperta em n*s inatos poderes
do Ser% Buando verdadeiramente está enamorado, o ser umano se torna intuitivo, místico%
5m tais instantes pressente o !ue em um futuro le á de suceder, e muitas vezes e(clama9
Me parece !ue isto ) um sono_ ?emo !ue mais tarde encontrarás outra pessoa em
teu camino_ ?ais pressentimentos intuitivos atrav)s do tempo e da dist<ncia se cumprem
e(atamente% Assim ) o amor%
Na 5uropa e 5stados +nidos e(iste uma ordem maravilosa% @efiro8me A ;rdem do
&isne% ?al institui0ão analisa cientificamente os processos disso !ue se cama amor%
Na 7ndia, o amor sempre foi simbolizado pelo cisne Kalaamsa, !ue flutua
maravilosamente sobre as á'uas da vida%
@ealmente, o cisne ale'oriza em forma enfática a felicidade inefável do amor%
;bservemos um la'o cristalino onde o cisne se desliza sobre as puríssimas á'uas nas !uais
se reflete o c)u% Buando um do casal morre, o outro sucumbe de tristeza%
Assim ) o amor, !ue se alimenta com amor%
Amar_ Buão 'rande ) amar_ S* as 'randes almas podem amar e sabem amar% Assim
disse um 'rande pensador%
;bservemos as estrelas 'irando ao redor de seus centros de 'ravita0ão universal%
Atraem8se e repelem de acordo com a lei de imanta0ão c*smica% Se amarem e voltam
novamente a amar%
Muitas vezes se viu !ue dois mundos se apro(imam, resplandecem, brilam no
firmamento da noite estrelada% Ce pronto al'o sucede, uma colisão de planetas, e(clamam
os astr*lo'os desde suas torres maravilosas% Amor, sim, se apro(imaram demasiado,
fundiram suas massas, se inte'raram com a for0a do carino, se converteram em uma nova
massa% 5is aí o mila're do amor no firmamento%
;bservemos a flor% ;s átomos das mol)culas na perfumada rosa de ambr*sia,
banada pelos raios da lua na noite estrelada, A mar'em da fonte cristalina, nos falam de
amor% #iram esses átomos ao redor de seus receptivos centros nucleares%
;bviamente, a mol)cula em si mesma ) um sistema solar em miniatura, por!ue os
átomos ali 'iram ao redor de seu centro de 'ravita0ão, como os planetas ao redor do sol,
levados por essa for0a maravilosa !ue se cama amor%
5stá escrito !ue se todos os seres umanos, sem diferen0a de ra0a, se(o, casto ou
cor, abandonassem se!uer por um minuto seus ressentimentos, suas vin'an0as, suas
'uerras, seus *dios, e se amassem entranadamente, at) o veneno das víboras
desapareceria%
5 ) !ue o amor ) uma for0a c*smica, uma for0a !ue sur'e do v*rtice de todo n4cleo
at6mico, uma for0a !ue sur'e de !ual!uer sistema solar, uma for0a !ue sur'e de !ual!uer
'alá(ia, uma for0a e(traordinária, !ue devidamente utilizada, pode realizar prodí'ios e
maravilas, como os !ue realizaram o divino @abi de #alil)ia em sua passa'em pela terra%
Assim ) o amor%
; bei$o em si mesmo visto por muitos de forma doentia, ) em realidade de verdade
a consa'ra0ão mística de duas almas, ávidas de e(pressar em forma sensível o !ue
interiormente vivem% ; ato se(ual ) a consubstancializa0ão do amor no realismo
psico8fisiol*'ico de nossa natureza%
Na Vsia, $amais se levantaram monumentos aos 'randes er*is, nem a um #en'is
Kam com suas cruentas batalas, mas ao amor, A muler% 3 !ue os asiáticos
compreenderam !ue s* mediante a for0a do amor podemos transformar8nos radicalmente%
A maternidade, o amor, a muler, eis aí al'o 'randioso, !ue ressoa no coral do
espa0o em forma sempre perene% A muler ) o pensamento mais belo do criador feito
carne, san'ue e vida%
+m !uadro bonito nos fascina, um belo p6r de sol nos encanta, um eclipse
observado de !ual!uer <n'ulo nos dei(a admirados% Mas a muler, de imediato provoca em
n*s a <nsia de possui8la, a <nsia de fazer8nos unos com ela, a <nsia de inte'rar8nos com ela
para participar da plenitude do universo% No entanto, não devemos em modo al'um olar o
amor e a muler em forma doentia% Cevemos recordar !ue o amor em si mesmo ) puro,
santo e nobre%
Buando al'u)m profana a muler com o olar m*rbido, indubitavelmente marca
pelo camino da de'enera0ão% Cevemos vê8la em toda sua plenitude natural%
A muler, nascida para a santa predestina0ão, ) a 4nica !ue pode liberar8nos, os
omens, das cadeias da dor%
; omem para a muler ) al'o similar% 5la vê no omem toda esperan0a, toda
prote0ão e ela !uer completar8se no omem%
5la vê nele precisamente o princípio masculino eterno, a for0a mesma !ue p6s em
atividade tudo o !ue ), tudo o !ue foi, tudo o !ue será%
Eomem e muler são, em realidade de verdade, as duas colunas do templo% Não
devem estar e(a'eradamente perto, nem tampouco e(orbitantemente lon'e% Ceve aver um
espa0o como para !ue a luz passe entre deles%
Buando se compreende isso !ue se cama amor, sentimos !ue deve e(istir no fundo
do se(o um al'o !ue pode trazer8nos em realidade a ilumina0ão, uma !uestão mística, !ue
poderia transformar8nos em super8omens% Não á !uem não pressinta !ue mediante o
amor se pode mudar% 5 em verdade, s* mediante essa for0a maravilosa ) possível mudar%
Adão e 5va saíram do paraíso terrenal $untos, e $untos, abra0ados, devem re'ressar
ao paraíso% Adão e 5va saíram do 3den por aver comido do fruto !ue se disse :não
comereis=% 3 *bvio !ue dei(ando de comê8lo voltaremos ao 3den%
Se pela porta do se(o saímos do 3den, s* por essa porta maravilosa poderemos
retornar ao 3den% ; 3den ) o mesmo se(o=%
&oncluo este capítulo enfatizando o respeito !ue devemos observar para com nossa
esposa sacerdotisa, consumando8o com a admira0ão e o a'radecimento%
CAPÍTULO "
O ARCANO A.#.$.
Arcano !uer dizer mist)rio% ; mist)rio do arcano A%`%,% ) a união do primeiro e do
4ltimo por meio do fo'o% ; Mestre nos indicou o se'uinte9
A V'ua La primeira letra do alfabeto, o primeiro, o AlfaM%
` 5n(ofre Lzulpur, a 4ltima letra do alfabeto, o 4ltimo, o Wme'aM%
, A letra !ue indica o fo'o%
3 como dizer 5u Sou o Alfa e o Wme'a, o primeiro e o 4ltimo unido pelo fo'o do
5spírito Santo%
A primeira vez !ue li as frases do Mestre onde e(plicava a ma'ia se(ual, fi!uei
perple(o, assombrado, impressionado% @ealmente, não sei !ue palavras empre'ar pelo
estado interno de emo0ão !ue me embar'ou ao descobrir, pela primeira vez, a cave !ue
me possibilitaria conse'uir em mim uma verdadeira transforma0ão espiritual% Cetalo em
se'uida as palavras do Mestre em seu livro @osa 7'nea9
:; omem saiu do paraíso pela porta do se(o e s* por essa porta o omem pode
entrar no paraíso=%
?odo se'redo se aca no Din'am8Joni dos mist)rios 're'os%
Na união do palo e do 4tero se encerram os 'randes se'redos do fo'o universal de
vida%
1ode aver cone(ão se(ual, mas não deve e$acular8se o sêmen%
; dese$o refreado encerá nosso cálice sa'rado com o vino de luz%
Me dei lo'o conta de !ue toda a informa0ão !ue possuía intelectualmente e !ue
comentava continuamente com meu irmão 1aco, se tornava imensamente 4til, $á !ue me
permitia fazer com esta cave uma síntese maravilosa%
A :Coutrina Secreta= de Madame HlavatsIF, sua :7sis sem V)u=, informa0ão
teos*fica2 :@osacruz= de Krum Eeller2 a :Vida Civina= de Sri Aurobindo=, as $*ias
espirituais de ViveIananda, de @amaIrisna, de Sivananda, a sabedoria dos 'randes
Fo'ues2 o Hudismo, o `en de Krisnamurti em sua forma tão livre de e(por2 a doutrina de
#urd$ieff, etc%, etc%, etc%
Analisei8me rapidamente no referente A mina vida íntima, a !ual relacionava com
mina vida se(ual, como todo omem !ue anela ser culto, possuía tamb)m a informa0ão
de Si'mund ,reud, sua teoria da psicanálise da libido se(ual, de sua interpreta0ão dos
mitos como o de 3dipo, de 5lectra e outros%
Eavia me identificado neste sentido com seu discípulo, o 'rande doutor >un', a
!uem tacam de místico2 me pareceu sumamente interessante seu livro :Símbolos e
?ransforma0ão da Dibido=% >un' fala a!ui precisamente de um dos aspectos muito
interessantes do ensinamento 'n*stico, o símbolo da Mãe, em seu aspecto terrível e em seu
aspecto amoroso, mostra de forma muito curiosa uma foto'rafia de um dos deuses
e'ípcios, com o falo em estado de ere0ão e abai(o esta frase9 :; dador da razão=%
Sempre me pareceu enaltecedora toda cultura !ue falasse claro sobre o aspecto
se(ual, posto !ue ) uma das for0as !ue mais atormentam o omem, pelo menos a mim,
como dizia anteriormente% Na análise de mina vida íntima, recordo como passei por
períodos de dolorosa introversão em mina adolescência, por falta de uma verdadeira
orienta0ão, !uando visitava com meus ami'os, tamb)m adolescentes, os bord)is, os
lupanares, os bares onde se fomentava a fornica0ão em suas formas mais involutivas%
A'ora penso !ue, como dizia o Mestre9 :) bom meter a pata, para saber onde á !ue tirá8
la=%
/nfeliz de minas oras louca, tempos ido de mo0o i'norante, recordo !ue praticava
a medita0ão como indicavam os livros de Fo'a, mas com P[ dias de prática me assaltavam
não s* pensamentos lu(uriosos, mas mina pr*pria natureza reclamava a necessidade de
um corpo feminino% Acava então !ue nunca poderia dedicar8me ao espiritual ou a uma
busca do divino em nenum sentido, !ue isso era para outros% ; caso ) !ue !uando coneci
o se'redo se(ual do Maituna ou ma'ia se(ual, renasceu meu anelo de obter um contato
com mina realidade íntima%
Eá uma frase s<nscrita nos livros sa'rados da 7ndia, !ue me repetia e !ue s* pude
entender ao $á saber a cave da ma'ia se(ual9 : DeeFate 'amFamiti lin'am=, traduzido
!uer dizer9 :a!uele !ue se funde na meta ) li'am=%%% Assim como em um dicionário vi a
defini0ão do !ue ) ê(tase9 :ê(tase ) a união se(ual com Ceus=2 isso tem um fundo
esot)rico profundo%
1oderia enumerar muitas frases, cita0Nes de livros anti'os, símbolos, etc%, !ue
ad!uiriram em mina vida um valor sa'rado% A vida em sua pura essência vital, como ) a
se(ual, me impulsionou a tomar mais cautela, mais reverência, incorporando em mina
pr*pria e insi'nificante pessoa toda a ma$estade do criador% Ainda sem praticar a ma'ia
se(ual, ao incorporar em meu ponto de vista este aspecto se(ual sa'rado, mina
compreensão veio a ser mais elástica, d4ctil e com um orizonte de amor consciente, me
senti vasto como o mar, como o espa0o2 os !uebra8cabe0as !ue á tanto tempo !ueria
resolver se aclarou, a pe0a !ue faltava apareceu%
A leitura bíblica !ue sempre me pareceu tediosa, então tomou atra0ão e com
renovada atitude li novamente o 'ênesis, La ori'em dos 'enesM, vi o drama de Adão e 5va
como meu pr*prio drama, entendi !ue o evan'elo ) a mensa'em !ue dá o verdadeiro
valor A muler, por isso se compNe das palavras9 5va8an$o8io% Mois)s, o 'rande profeta
$udeu, se a'i'antou em mina consciência% No cap%P[, vers%PK do Devítico indica
claramente9 :Buando o omem tiver emissão de sêmen, lavará todo seu corpo e será
imundo at) a tarde=, no Divro de @eis estudei a constru0ão do templo, tão belamente
descrito, Salomão, Eiram, as colunas, a distribui0ão dos salários, etc%, ma0onaria pura2
aspirei ser um verdadeiro ma0om ou construtor de meu pr*prio templo%
Ce'ustei o &antar dos &antares como se faz com um bom vino, visualizei mina
futura Sulamita com seu refinamento po)tico, entendi o despertar do fo'o sa'rado nos
ap*stolos, sua entre'a ao apostolado, a verdade de seus mila'res2 mina ima'ina0ão se
desenvolveu, compreendendo assim o cenário simb*lico de mares, trovNes, rel<mpa'os,
fomes, pestes, mortes, o verbo como espada do visionário de 1atmos, São >oão em seu
Apocalipse%
+m autêntico buscador da verdade $amais poderá desprezar a mensa'em 'n*stica,
$amais poderá dei(ar de reconecer a cave da libera0ão, a ma'ia se(ual, o saa$a
maituna, o Arcano A%`%,% Não ) a verdade, ) um meio de poder realizar a verdade, ) o !ue
dá sentido A nossa vinda a este mundo relativo, a este mundo de dualidade e ilusão%
Meu trabalo esot)rico continua por!ue isto não ) como ir A universidade e
conse'uir em [ ou PR anos uma carreira, mas ) trabalo de uma vida, não ) como soprar e
encer balNes, em nossa vida devem produzir8se mudan0as revolucionárias constantes%
@ecebi tanto do Mestre, dos irmãos 'n*sticos, da vida mesma, !ue não posso cruzar
os bra0os, mas devo p6r meu 'rãozino de areia para a$udar a realizar a 'rande obra
mundial de dar a conecer o !ue tanto tempo permaneceu oculto por causa das for0as
ne'ativas !ue imperam neste mundo%
5m nosso M)(ico !uerido, dia a dia se desvaloriza a moeda, seus diri'entes são
distraídos por a'entes das for0as inferiores, $á somente se fomentam os impulsos bai(os do
omem% Não ) a moeda a !ue se desvaloriza, ) o omem, por!ue se prostituiu, trocou sua
primo'enitura por um prato de lentilas% 3 ao omem !ue faltam verdadeiros ar'umentos
para assinalar por!ue ) ne'ativo o omosse(ualismo, o lesbianismo, a prostitui0ão, o
aborto e todos os pecados !ue estra'am e menoscabam nossa verdadeira natureza, !ue )
essencialmente divina%
@ecordo !uando vivi em certo lu'ar do M)(ico e coneci um estudante dos
ensinamentos 'n*sticos !ue se retirou dos estudos devido A sua incapacidade de trabalo
na frá'ua acesa de Vulcano% &omo ele não possuía essa capacidade !ue todo omem de
verdadeiros anelos possui, vociferava do ensinamento por toda parte% 1ossivelmente este
não se$a o 4nico caso entre os lumisiais 'n*sticos, mas posso dizer com toda fran!ueza aos
!ue se iniciam nestes estudos, !ue a transmuta0ão se(ual ) tão certa, verdadeira e possível
como o mesmo dese$o de transforma0ão !ue e(ista em cada um de n*s% Se não e(iste esse
anelo sincero e verdadeiro seremos vítimas de nosso pr*prio en'ano%
;s !ue este$am trabalando em sua pr*pria obra saberão !ue, ainda !ue se$a difícil,
não ) impossível, e como todo processo de revolu0ão, renova0ão e reinte'ra0ão, as
mudan0as !ue esperamos irão aparecendo paulatinamente e com elas obteremos a
autoridade do !ue di'amos atrav)s de nossa pr*pria e(periência%
Cevo dizer8les, estimados companeiros do Movimento #n*stico, !ue somos
erdeiros de um corpo de doutrina esot)rica maraviloso, e(uberante em sabedoria e
conecimento%
Nenuma corrente esot)rica ) tão completa como a #nose, tão direta, tão
determinante% Não ) um ensinamento de op0Nes ou alternativas% 3 a síntese de tudo e todas
as coisas% 3 o ser ou o não ser da ,ilosofia%
Seu aspecto de terrível import<ncia representado pela devela0ão !ue nos entre'a o
V%M% Samael Aun Weor dos mist)rios do se(o e sua rela0ão com a vida do ser umano, nos
mostra o camino da 4nica e verdadeira libera0ão do espírito%
Buando com mina esposa 7sis vivíamos em San Duis 1otosí, capital do 5stado de San
Duis 1otosí, o Mestre nos visitava constantemente, para dar for0a e estímulo a um 'rupo
!ue avia sido formado pelo Mestre @abol4% A este 'rupo se foram a're'ando estudantes
!ue deram forma a uma maravilosa institui0ão #n*stica%
Ao Mestre preocupava aver encontrado, nesta bela cidade, bodisattvas de
>erar!uias da Hranca /rmandade, caídos, $o'ados no lodo da terra%
?ratou muito especialmente a um deles, pelas 'l*rias de seu passado na )poca
maravilosa do 5'ito anti'o%
5m certa ocasião, este ami'o nos convidou A sua casa para desfrutar de uma
conversa particular com o Mestre, $á !ue mostrava muito interesse pelos ensinamentos%
; Mestre aproveitou a oportunidade para e(plicar o processo al!uimista da
fabrica0ão dos corpos solares% ; !ue nos disse então está relacionado totalmente com este
capítulo, pelo !ue vale a pena transcrever literalmente suas palavras9
:; interessante ) compreender realmente de !ue maneira e em !ue forma se pode
criar o omem dentro de n*s mesmos2 por!ue o erro da umanidade ) crer !ue o omem $á
e(iste e não á tal% 1ara ser omem se necessita possuir os corpos físico, astral, mental e
causal e aver recebido os princípios anímicos e espirituais=%
;s pseudo8esoteristas e os pseudo8ocultistas crêem !ue toda a umanidade $á
possui todos esses corpos, o !ue revela falta de idoneidade nos investi'adores de tais
escolas, por!ue se fossem id6neos na investi'a0ão superior se dariam conta de !ue não
toda a umanidade possui tais corpos%
5m nome da verdade, posso les dizer !ue eu investi'uei esta !uestão nos mundos
superiores e comprovei por mim mesmo em forma direta !ue nem todos os seres umanos
possuem tais corpos%
,abricar os corpos astral, mental, causal e receber os princípios anímicos, ) vital
para poder converter8se al'u)m em um omem verdadeiro% Antes desse estado, não se )
mais !ue um pobre animal intelectual condenado A pena de viver% 5ssa ) a crua realidade
dos fatos%
Mas vamos ver como se cria o corpo astral, como se cria o corpo mental, como se
cria o corpo causal% /sso ) importantíssimo%
; fundamento de toda a 'rande obra está na elabora0ão do merc4rio% 5 para
elaborar o merc4rio se necessita um simples artifício, !ue não ) mais !ue o arcano A%`%,%,
!ue poderíamos formular da se'uinte forma9 cone(ão do lin'am8Foni sem e$acula0ão do
ens seminis%
Buando al'u)m conse'ue por esse simples artifício transmutar a ener'ia criadora,
está de fato no camino do ê(ito%
Antes de tudo, o merc4rio não ) mais !ue a alma metálica do esperma% 5m al!uimia
o esperma ) o azou'ue em bruto%
Se diz !ue com esse esperma transmutado se elabora o merc4rio, !ue ) a alma
metálica do esperma%
Eá três classes de merc4rio9
P% ; azou'ue em bruto, ou se$a, o exio(e(ari ou esperma sa'rado%
-% A alma metálica do esperma, !ue ) o resultado da transmuta0ão do mesmo%
5sta alma metálica ) ener'ia criadora !ue ascende pelos cordNes
'an'lionares espinais at) o c)rebro%
Y% ; terceiro merc4rio ) o mais elevado% 3 a!uele !ue foi fecundado pelo
en(ofre% 5m al!uimia, o en(ofre ) o fo'o sa'rado%
;s esoteristas orientais não i'noram !ue !uando as correntes positivas e ne'ativas
do merc4rio fazem contato no tribeni, perto do osso coccí'eo, por indu0ão el)trica desperta
uma terceira for0a, !ue ) o Kundalini% 5ste Kundalini, estudado como fo'o unicamente,
fo'o serpentino anular !ue se desenvolve no corpo do asceta, ) o en(ofre%
Buando as correntes positiva e ne'ativa do merc4rio fazem contato no tribeni, perto
do osso coccí'eo, desperta o fo'o% 5ntão, o fo'o sa'rado ou en(ofre se mescla com essas
correntes do merc4rio e de tal mescla resulta o terceiro merc4rio, !ue ) a!uele !ue foi
fecundado pelo en(ofre% Mescla de merc4rio e en(ofre ascende pelo canal medular
espinal do anacoreta at) o c)rebro, despertando os centros superiores do Ser%
; e(cedente desse merc4rio fecundado pelo en(ofre ) !ue vem a servir para a
cria0ão dos corpos e(istenciais superiores do Ser%
Buando o merc4rio fecundado pelo en(ofre cristaliza dentro de nossa psi!ue e
dentro de nosso or'anismo com as notas do, r), mina, fá, sol, lá, se, se forma o corpo
astral% Ce maneira !ue o corpo astral não ) mais !ue merc4rio fecundado por en(ofre%
Buando, mediante uma se'unda oitava d*, r), mina, fá, sol, lá, se, cristaliza o merc4rio
fecundado pelo en(ofre, assume a fi'ura do corpo mental% Ce maneira !ue o corpo mental
), assim tamb)m, merc4rio fecundado por en(ofre em uma se'unda oitava% Buando
cristaliza o merc4rio fecundado na terceira oitava, com as notas d*, r), mina, fá, sol, lá,
se, se forma o corpo causal%
5sse terceiro merc4rio ) o mais importante% 3 o !ue camaríamos Ar!ueus, o Ar!ueus
're'o, o famoso Ar!ueus% Cesse terceiro merc4rio, !ue ) o Ar!ueus, saem os corpos
e(istenciais superiores do Ser% ?amb)m encontramos o Ar!ueus no macrocosmos, o
Ar!ueus macroc*smico% 5ste Ar!ueus macroc*smico ) a nebulosa de onde saem os
mundos=%
%&' ( ) *'+&,-.)/
:3 o Ar!ueus macroc*smico% 3 uma mescla de sal, en(ofre e merc4rio% ?amb)m
a!ui está o sal, o en(ofre, e o merc4rio% ; sal está contido no esperma sa'rado e se sublima
com as transmuta0Nes% Ce maneira !ue no Ar!ueus do microcosmos á tamb)m sal,
en(ofre e merc4rio=%
%&), 0'1 ) .'2 - .), )3&45 M'.62'/
:; sal está contido nas secre0Nes se(uais, mas necessita sublima0Nes2 de maneira
!ue !uando se realizam as transmuta0Nes tamb)m se transmuta o sal% No Ar!ueus do
microcosmos, de onde saem os corpos e(istenciais superiores do Ser, á sal, en(ofre e
merc4rio%
Ca nebulosa, do Ar!ueus macroc*smico, dali saem as unidades c*smicas, os
mundos% A!ui embai(o ) i'ual !ue acima% 1ara !ue os mundos saiam se necessita a
nebulosa% 5 para !ue isso suceda se necessita a mat)ria prima, !ue ) o Ar!ueus, !ue ) a
mescla de sal, en(ofre e merc4rio% Abai(o, no microcosmos, tamb)m á !ue elaborar nossa
nebulosa particular com sal, en(ofre e merc4rio e dela sur'em, como os mundos lá em
cima, os corpos e(istenciais superiores do Ser% ; !ue o #rande Ar!uiteto do +niverso fez
no macrocosmos, n*s temos !ue fazer a!ui em pe!ueno, por!ue tal como ) acima ) abai(o%
Assim ) como vêm a sur'ir os corpos e(istenciais superiores do Ser no omem%
Ce maneira !ue se necessita criar o Ar!ueus dentro de n*s% ; Ar!ueus ) o sal,
en(ofre e merc4rio dentro de n*s% ; Ar!ueus ) o sal, en(ofre e merc4rio, tanto acima como
abai(o% &riando o Ar!ueus ) !ue vêm a cristalizar tanto o físico como o astral, o mental
como o causal% &om o terceiro merc4rio, o Ar!ueus, ) !ue se fabricam os corpos solares%
N*s o estudamos sob o ponto de vista al!uimista, A luz do laborat*rio da al!uimia
para ce'ar a compreendê8lo melor%
Bue fabricou os corpos solares tem depois !ue aperfei0oá8los% 1ara !ue esses
corpos se aperfei0oem se necessita for0osamente eliminar o merc4rio seco !ue não ) outra
coisa !ue os eus% Se al'u)m não elimina os eus, os corpos e(istenciais não se aperfei0oam
e se não se aperfei0oam não podem ser recobertos pelas distintas partes do Ser%
1ara !ue os corpos possam ser recobertos pelas distintas partes do Ser devem
aperfei0oar8se, converter8se nos veículos de ouro puro% Mas não poderiam converter8se
esses veículos em instrumentos de ouro puro se não se eliminasse o merc4rio seco e o
en(ofre arsenicado% Bual ) o en(ofre arsenicadoO ; fo'o animal, bestial, dos infernos
at6micos do omem% 5sse fo'o corresponde ao abominável *r'ão Iundarti'uador%
Eá !ue eliminar o merc4rio seco e o en(ofre arsenicado para !ue os corpos
e(istenciais superiores do Ser criados com o Ar!ueus da al!uimia, possam converter8se em
veículos de ouro puro da melor !ualidade%
5sses veículos de ouro puro podem ser recobertos pelas distintas partes do Ser e ao
fim, todos eles penetrando8se e compenetrando8se mutuamente sem confundir8se vêm a ser
o envolt*rio para nosso @ei, nosso &risto íntimo%
5le se levanta de seu sepulcro de cristal !uando á um envolt*rio dessa classe e se
recobre com esse envolt*rio para manifestar8se a!ui, atrav)s dos sentidos, e trabalar pela
umanidade% Assim ) como o senor vem A vida, sur'e a e(istência do &risto c*smico, ou
se$a o ma'n)sio interior da al!uimia=%
%&), ( ) 7'82) 94,-.-9),/
:A pedra filosofal ) o &risto íntimo vestido com esses corpos de ouro ou recoberto
com essa envoltura de ouro% 5ssa envoltura de ouro formada pelos corpos ) o to soma
(eliaon, o corpo de ouro do omem solar=%
Buando al'u)m possui a pedra filosofal, tem poder sobre a natureza% A natureza le
sabe obedecer, possui o eli(ir da lon'a vida, pode conservar o corpo físico durante milNes
de anos% Ce maneira !ue esse ) o camino2 o camino está na al!uimia%
Centro do or'anismo umano sucedem coisas interessantes% &omo os corpos
e(istenciais superiores do Ser não são outra coisa !ue merc4rio fecundado pelo en(ofre,
nesses corpos de merc4rio tem !ue aparecer então o ouro%
M).5 3&'1 7-8'24) 94:)2 -. ;6-1-. 8' -&2- *- 1'2<=24-/
:Não poderiam ser fi(ados senão por um artífice, !ue não ) outra coisa !ue o
famoso antim6nio, o antim6nio da al!uimia=%
; antim6nio, em realidade, não ) um metal desconecido em !uímica, mas na
al!uimia ) uma das partes de nosso ser% 5ssa parte de nosso ser sabe fi(ar os átomos de
ouro em nossos corpos de merc4rio% Assim, esses corpos de merc4rio vêm a converter8se
em corpos de ouro puro da melor !ualidade%
Buando al'u)m possui os corpos de ouro puro, recebe a espada de ouro% >á se ) um
arcan$o com espada de ouro puro da melor !ualidade% +ma espada !ue se revolve
amea0adora lan0ando fortes camas% A espada dos arcan$os%
Assim, bem vale a pena fi(ar os átomos do ouro no merc4rio% 5 tudo isto se pode
conse'uir a condi0ão de eliminar o merc4rio seco e o en(ofre arsenicado% Se al'u)m não
elimina o merc4rio seco e o en(ofre arsenicado, simplesmente não conse'ue aperfei0oar
seus corpos e fazê8los de ouro da melor !ualidade%
Assim, todo o se'redo da 'rande obra consiste em saber fabricar o merc4rio at)
criar o Ar!ueus, a nebulosa íntima particular, de onde ão de sur'ir nossos distintos
corpos=%
M'.62'> %&)4. .?- ). 62@. <),<4*)AB'. 7',- 9'22- ' 7',- 9-C-/
:As três calcina0Nes pelo ferro e pelo fo'o correspondem A primeira e se'unda
montana e A parte superior da terceira% As três calcina0Nes do merc4rio são três
purifica0Nes pelo ferro e pelo fo'o% Se ce'a A ressurrei0ão do &risto em al'u)m mediante
três purifica0Nes% ?rês purifica0Nes A base de ferro e fo'o% /sto está representado na cruz
pelos três cravos% ;s três cravos simbolizam as três purifica0Nes de ferro e de fo'o% Ce
maneira !ue á três purifica0Nes, são três calcina0Nes de merc4rio%
A primeira calcina0ão corresponde A montana da inicia0ão% A se'unda corresponde
A montana da ressurrei0ão e a terceira corresponde aos 4ltimos oito anos da 'rande obra%
Assim, !ue todo este trabalo da 'rande obra consiste na prepara0ão do merc4rio% Cizem
os sábios9 :Cai8nos o merc4rio e o obteremos tudo=% 5m síntese, o trabalo da 'rande obra
) assim%
A'ora bem, como se ce'a A ressurrei0ãoO &onvertendo8se em omem antes de
entrar ao reino do super8omem% +m c*dice Anáuac diz sobre o omem o se'uinte9 :;s
deuses criaram omens de madeira e, depois de avê8los criado, os fundiram com a
divindade% Mas acrescenta, não todos os omens conse'uem fundir8se com a divindade=% ;
omem !ue se funde com a divindade obviamente ) o super omem%
As maiores parte dos iniciados ce'am a converter8se em omens, mas não
alcan0am o estado de super8omem% 1ara converter8se em omem verdadeiro têm !ue ser
criados os corpos, mas á muitos !ue conse'uem criar os corpos e recebem naturalmente
seus princípios superiores, anímicos e espirituais, isto ), se transformaram em omens
le'ítimos, em omens autênticos%
Mas cabe destacar !ue ainda não eliminaram o merc4rio seco nem o en(ofre
arsenicado, então !ue sucedeuO Bue não aperfei0oaram esses corpos, !ue não conse'uiram
!ue esses veículos fossem de ouro puro% &onse'uiram criá8los, mas não conse'uiram
transmutar esses corpos em ouro da melor !ualidade% ,icaram simplesmente como
omens anasmussianos% Eanasmussianos por!ue realmente não eliminaram o e'o% 5stes
casos são de fracasso%
; anasmussen fica com duplo centro de 'ravidade% +ma parte da consciência ) o
omem interior profundo, o Ser vestido com os corpos% A outra parte ) a consciência
vestida e en'arrafada entre os diferentes eus, formando o e'o% ,ica convertido em ma'o
branco e ne'ro ao mesmo tempo% Eanasmussianos com duplo centro de 'ravidade são
abortos da mãe c*smica, fracassos% AndrameleI ) um caso de anasmussen com duplo
centro de 'ravidade% Al'u)m invoca a AndrameleI nos mundos superiores e verifica !ue )
um ?rono% Mas em outras invoca0Nes, vem o ma'o ne'ro AndrameleI !ue ) muito anti'o%
?em duplo centro de 'ravidade, ) um anasmussen%
+m anasmussen ) um fracasso da 'rande obra, um aborto da Mãe &*smica% A Mãe
&*smica ) a assinatura do esperma sa'rado, ) a estrela resplandecente !ue brota do fundo
do mar, do caos metálico do esperma% Stela Maris, a parte í'nea do merc4rio, nos 'uia, nos
diri'e na 'rande obra% Stela Maris ) a vir'em do mar, desse mar interior !ue temos, do
esperma%
3 dali !ue sur'e a estrela 'enerosa !ue ) a parte í'nea do esperma, Stela Maris, ) a
estrela simb*lica !ue 'uia a todo ma'o, a !ue diri'e a 'rande obra, ) a assinatura astral do
esperma sa'rado, a Mãe Civina Kundalini SaIti%
&om ela se realiza a 'rande obra, mas se al'u)m não elimina o merc4rio seco e o
en(ofre arsenicado, não conse'ue fundir8se com a divindade% Se não á morte, se
transforma em um aborto, em um fracasso% 1or isso !ue a obra deve fazer8se corretamente%
; antim6nio está disposto a fi(ar os átomos de ouro no merc4rio com a condi0ão de
!ue se eliminem, com a a$uda de Stela Maris, o merc4rio seco e o en(ofre arsenicado% Se
assim o fazemos, o antim6nio trabala fi(ando o ouro nos corpos=%
M'.62'5 ),C&(1 7)..) ). 7241'42). 4*4<4)AB'. 4*<-*.<4'*6'./
:As primeiras inicia0Nes de mist)rios menores são o sendeiro probat*rio% ;s
fundamentais em n*s são as 'randes inicia0Nes de mist)rios maiores, o trabalo na 'rande
obra=%
1ara compreender os mist)rios da 'rande obra se necessita receber o Conun Cei, ou
se$a, o Com de Ceus% Se al'u)m não recebeu o Com de Ceus para poder entrar na ciência
da 'rande obra, ainda !ue a estude não a entende, por!ue não se diri'e ao intelecto, se
diri'e A consciência%
?oda a ciência da 'rande obra vai com a consciência, pertence ao funcionamento da
consciência%
:Ve$am vocês como se pode falar em al!uimia sobre toda a 'rande obra=%
M'.62' S)1)',> %&), ( - .41+-,4.1- 8-. 62@. 2'4. 1)C-. *- 82)1) <D.14<- 8- C2)*8'
E)+42 F'.&. C24.6-/
:; simbolismo dos três reis ma'os são as cores, !ue representam o merc4rio
!uando al'u)m está purificando os corpos no crisol se(ual% Assim, dá uma cor ne'ra
primeiro, lo'o uma cor branca, depois prosse'ue com o amarelo e culmina com o
vermelo% 5sse ) o simbolismo dos reis ma'os% +m ) branco, um ) ne'ro e o outro )
amarelo% Buanto ao vermelo, ) a p4rpura !ue os reis vestem%
A estrela !ue os 'uia ) precisamente Stela Maris, !ue nos 'uia no trabalo, ) a !ue
faz todo o trabalo% ;bviamente, se al'u)m !uer, di'amos, converter o corpo astral em
veículo de ouro puro, tem !ue se dedicar a eliminar o merc4rio seco% &laro !ue todos os
eus submer'idos no plano astral sur'em com uma for0a terrível, assustadora, orrorosa e se
processam dentro de sua corrup0ão, e ainda !ue os dem6nios ata!uem violentamente,
devem ser desinte'rados%
Buando isto ocorre se diz !ue se entrou no reino de Saturno, come0ou o trabalo do
fo'o, de fo'o ne'ro, !ue corresponde a Saturno% Buando todos esses elementos come0am a
ser destruídos e desinte'rados, o merc4rio do corpo astral come0a a bran!uear8se% Assim
!ue se tena destruído a maioria desses elementos indese$áveis, $á se recebe no astral a
t4nica branca%
Cepois á !ue continuar o trabalo com o mesmo corpo astral, trabalando com o
merc4rio astral, eliminando deste merc4rio o merc4rio seco% 5 ce'a desta maneira a
possuir a cor amarela, a cor amarela dos 'randes mist)rios% 1rosse'uindo no trabalo,
ce'a um momento em !ue $á não se tem absolutamente nenum elemento indese$ável no
corpo astral, !uando $á todo o corpo astral foi purificado e aperfei0oado, o antim6nio pode
fi(ar os átomos de ouro nesse merc4rio, então, o corpo astral vem a ficar de ouro puro%
Buando $á ) de ouro puro, ) tra'ado pela Civina Mãe Kundalini e se recebe a
p4rpura dos reis% Ve$amos, pois as cores ne'ras, brancas, amarelas e lo'o a p4rpura !ue
e!uivale ao vermelo% ; mesmo processo se dá para o corpo mental e para o causal, at)
!ue cada um desses corpos se$a de ouro puro%
Não poderia verificar8se a ressurrei0ão do &risto íntimo no cora0ão do omem
en!uanto esses corpos não este$am todos convertidos em veículos de ouro puro, assim se
penetram e compenetram sem confundir8se, formando o to soma (eliaon, o corpo de ouro
do omem solar, !ue serve de envolt*rio para o Senor, para o &risto interior% 5le se
levanta de seu sepulcro de cristal e vem manifestar8se a!ui% 5le se envolve com o corpo de
ouro e se e(pressa no mundo físico como um maatma, para trabalar pela umanidade%
5sse ) o ob$etivo% &omo podemos observar, $á vamos vendo o si'nificado dos reis ma'os e
da estrela%
Buanto ao menino, esse menino ) o &risto íntimo% Menino !ue ) adorado pelos reis
ma'os% ; &risto íntimo, !ue tem !ue passar por todo o drama c*smico%
Curante o processo da al!uimia o senor interior profundo trabala terrivelmente%
No fundo, $á ) diri'ente da 'rande obra% A mesma Stela Maris trabala sob sua dire0ão% 5le
) o cefe da 'rande obra%
Ce modo !ue !uando o senor interior profundo terminou a totalidade da 'rande
obra, dentro desse sepulcro de cristal, nasce como crian0a no cora0ão do omem% 5le tem
!ue se desenvolver durante o trabalo esot)rico% ?em !ue viver o drama c*smico dentro da
pr*pria pessoa e se encarre'a de todos nossos processos mentais, volitivos e emocionais%
5m uma palavra, se faz um omem entre os omens e sofre as tenta0Nes da carne, de todos%
?em !ue vencer e sair triunfante% >á são todos seus veículos de ouro puro e triunfou
e pode vestir8se com esses corpos e viver no mundo da carne, como todo um adepto
ressurrecto, triunfante no universo% 1or isso ) !ue para o senor interior profundo, o &risto
íntimo, são todas as onras por!ue s* ele ) di'no de toda a ma$estade e onra, por!ue )
nosso verdadeiro salvador%
5sta ) a essência do Salvator Salvandus, do !ue se fala no 'nosticismo universal%
5le tem !ue salvar8nos desde dentro% 5le ) o Salvador /nterior, o &efe da #rande ;bra, o
diretor do laborat*rio, o ma'n)sio interior da al!uimia, !ue vestido com seus corpos de
ouro ) a pedra filosofal, a 'ema preciosa, o carb4nculo vermelo%
Buem possui essa pedra tem o eli(ir da lon'a vida, tem a medicina universal, tem o
poder de transmutar o cumbo em ouro, os p*s de pro$e0ão, etc% etc%
5ssa pedra ) muito d4ctil, elástica e perfeita% 3 fusível, se pode colocar dentro do
fo'o, como a mantei'a, sem !ue se perca% 1ode8se colocar mantei'a dentro de uma panela
no fo'o e não se perde% Assim ) a pedra filosofal, se colocada no fo'o% 1ode8se perder o
espírito metálico da pedra, !ue ) o &risto íntimo% 5sse espírito metálico pode evaporar8se%
BuandoO Buando o metal se funde% 5 !uando se fundeO Buando se derrama o vaso de
Eermes, se funde o metal, á uma redu0ão metálica do ouro e ) indubitável !ue o
ma'n)sio interior se escapa% Ali se diz !ue o sábio perdeu a pedra filosofal, !ue a dissolveu
na á'ua% ,alando em outra lin'ua'em, fora da 'rande obra, diria !ue aí o bodisattva cai%
5m al!uimia se diz claramente, !ue se $o'a a pedra na á'ua% Bue se dissolve em á'ua no
dia sábado% 5ntendam !ue sábado ) Saturno, ou se$a, o reino da morte% Buem dissolve sua
pedra na á'ua, perde sua pedra%
?odo o #ênese está relacionado com a 'rande obra% ; primeiro dia do #ênese
corresponde ao trabalo no abismo e ao primeiro selo no Apocalipse% ; se'undo dia do
#ênese corresponde ao trabalo das á'uas, o corpo vital% ; terceiro dia do #ênese
corresponde ao astral% ; !uarto dia do #ênese, ao mental% ; !uinto dia, ao causal% ; se(to
dia do #ênese corresponde ao selo do Apocalipse, ao b4dico ou intuicional% Do'o o
s)timo selo, o s)timo dia da cria0ão, ) o dia do descanso% ; trabalo se faz nos seis dias ou
períodos de tempo, ao s)timo á descanso e ao oitavo vem a ressurrei0ão do Senor% Ce
maneira !ue o #ênese e o Apocalipse se complementam%
A 'rande obra, em síntese, se realiza em oito anos% A parte superior da 'rande obra
são oito anos, ainda !ue o período de trabalo de prepara0ão são muitos mais% Mas $á a
4ltima síntese, o 4ltimo período em !ue se conclui a 'rande obra ) de oito anos% ;s oito
anos de >*, os oito anos maravilosos% Sete dias e no oitavo á ressurrei0ão%
A obra se realiza, pois em períodos de tempo, mas tudo isso se pode realizar em
toda uma e(istência bem aproveitada%
; #ênese e o Apocalipse são te(tos de al!uimia% ; #ênese ) para ser vivido a'ora
mesmo em nosso trabalo íntimo e tamb)m o Apocalipse% ; Apocalipse ) um livro da
al!uimia, da sabedoria=%
M'.62' S)1)',> - A7-<),47.' '.6; 8'.0426&)8- *). 849'2'*6'. 62)8&AB'./
:5ste ) o 4nico com o !ual nin'u)m se meteu% Nin'u)m o entende, nin'u)m se
mete com ele, p6de se salvar da des'ra0a% Mas a 'rande obra está no Apocalipse, esse ) o
livro da sabedoria, o livro onde estão as leis da natureza% Mas cada um tem seu pr*prio
Apocalipse interior% 5(iste o Apocalipse de 1edro, o de >oão, o de 1aulo e tamb)m e(iste o
Apocalipse de cada um de n*s% &ada um tem seu pr*prio Apocalipse% &ada um tem seu
pr*prio Apocalipse e á duas formas de vivê8lo9 ou o vivemos dentro de n*s mesmos
fazendo a #rande ;bra, ou o vivemos com a natureza, com a umanidade em 'eral% A
umanidade atual $á ras'ou o se(to selo, está a'uardando, se'uramente, ras'ar o s)timo%
Buando isso aconte0a, averá um 'rande tremor, virá o cataclismo final, a destrui0ão total
desta ra0a% Se vive isso dentro de si, ) pavoroso, e culmina com o Mestre ressurrecto% ;s
sete selos representam os sete corpos9 físico, et)rico, astral, mental, causal, o b4dico, e o
átmico%
; Apocalipse ) interior profundo e ) para ser vivido dentro de si mesmo%
; mesmo !ue os evan'elos% ;s !uatro evan'elos de &risto são al!uimistas e são
para serem vividos dentro de si mesmo, $á !ue o &risto está dentro de si mesmo, dentro de
si mesmo se deve encontrá8lo% 5le ) o diretor de todo o trabalo de laborat*rio=%
O F'.&. G4.6D24<- ':4.64&5 M'.62'/
:; >esus &risto interior e(iste e o ist*rico tamb)m e(istiu% ; m)rito dele foi !ue
deu a conecer a doutrina do >esus &risto 7ntimo particular de cada um de n*s, ali está seu
m)rito% 1ropa'ou a doutrina do &risto 7ntimo=%
; m)rito de Huda, por e(emplo, está em !ue ensinou a doutrina do Huda íntimo%
>esus de Nazar) faz conecer a doutrina do >esus &risto íntimo de cada um de n*s% 1or isto
) >esua9 >esua ) Salvador%
A Mãe Civina Kundalini, antes de ser fecundada, ) a Vir'em Ne'ra !ue está nos
s*tãos de todos os monast)rios #*ticos% A ela se onra com velas, com velas de cor verde,
com a esperan0a de !ue al'um dia desperte o leão verde, o fo'o% Mas $á fecundada pelo
Do'os, ) a Civina Mãe, a divina concep0ão com o menino entre seus bra0os% 5sse menino
!ue desce se faz filo da Civina Mãe, a Civina Mãe da pessoa, a'uardando o instante de
entrar em nosso corpo para come0ar o processo da 'rande obra% ; Salvador de cada um de
n*s, o >esus &risto interior, ) o !ue conta, nosso >esua íntimo, nosso salvador, cada um de
n*s tem !ue encontrar seu salvador interior%
M'.62'> F'.&. '*<)2*-& - C24.6-/
>esus de Nazar), o #rande Kabir >esus, o fez a 'rande obra e falou do >esus &risto
íntimo, !ue ) o senor da obra% ; drama c*smico ) o !ue tem !ue viver nosso senor
interior, dentro de n*s mesmos, a!ui e a'ora, no trabalo da 'rande obra% ;s três traidores,
por e(emplo, !ue são >udas, 1ilatos e &aifás, são três dem6nios% >udas ) o dem6nio do
dese$o e cada um o carre'a em seu interior% 1ilatos ) o dem6nio da mente, !ue sempre
encontra $ustifica0ão e evasivas para seus piores delitos% 5 !uanto a &aifás, ) o dem6nio da
má vontade em cada um de n*s, o traidor !ue troca o &risto, melor dizendo, !ue prostitui
A reli'ião% &aifás ) um sacerdote% Bue ) o !ue fazO &onverte o altar em um leito de prazer
e copula com as devotas e vende sacramentos, etc%
Cefinitivamente >udas, 1ilatos e &aifás são os três traidores !ue traicionam ao
&risto íntimo% 5les são os !ue o entre'am A morte e todos os milNes de pessoas !ue
pedem sua morte são os eus da pessoa !ue 'rita9 &rucifica_ &rucifica_ &rucifica_
Sim, nosso Senor /nterior 1rofundo ) coroado com coroa de espinos e ) a0oitado%
/sso o pode ver todo místico% 1or 4ltimo, ) crucificado, desce da cruz e ) colocado em um
sepulcro% Cepois, com sua morte mata a morte e ressuscita vestido com seus corpos de
ouro e possui seu corpo especial terrenal2 eis aí o mist)rio da pedra filosofal, feliz do !ue a
tena, pois ) um Mestre ressurrecto%
São mist)rios do evan'elo para serem vividos a!ui e a'ora, dentro de n*s mesmos%
A vida, pai(ão e morte de Nosso Senor >esus &risto não ) al'o estritamente ist*rico,
como crêem as pessoas, ) al'o de atualidade imediata !ue cada um tem !ue realizar em seu
trabalo de laborat*rio% 5ssa ) a crua realidade do &risto, não ) al'o da ist*ria do
passado, !ue aconteceu faz dois mil anos são al'o para viver a'ora e dou testemuno de
tudo, pois tudo isto teno estado vivendo%
Nestes precisos instantes, meu senor interior profundo está em seu santo sepulcro%
No ano de PQ\., meu senor interior profundo ressuscitará em mim e eu nele, para poder
fazer a 'i'antesca obra !ue á !ue fazer pela umanidade% 5 será ele !ue a fará, não mina
insi'nificante pessoa, !ue não ) senão um instrumento% 5le ) em si perfeito e ele a faz
por!ue ) perfeito%
Ce maneira !ue dou testemuno do !ue me consta, do !ue vivi% ; #ênesis ) o livro
dos 'n*sticos% 5sta ) a crua realidade%
5u o encarnei faz muito tempo nasceu em mim como um menino pe!ueno !uando
recebi a inicia0ão de ?iperet% Cepois teve !ue crescer e desenvolver8se% ?eve !ue passar
por todos seus dramas, dentro de mim mesmo, de modo !ue ao falar desta forma, falo
por!ue cone0o%
A'ora, neste momento, depois de aver passado pelo calvário, ele está em seu
Santo Sepulcro% Vou at) lá de vez em !uando bei$ar a lápide de seu sepulcro, a'uardando
sua ressurrei0ão, at) PQ\. ficará ressurrecto pela terceira vez% Ci'o pela terceira vez
por!ue eu fiz a 'rande obra três vezes%
A fiz no passado Maamanvantara, ou se$a, na terra lua, antes !ue esta cadeia
terrestre ouvesse sur'ido A e(istência% Cepois, na Dem4ria, com a!uela revolta dos an$os
!ue caíram na 'era0ão animal, claro, isso foi na Dem4ria, o continente Mu% 5ntão eu
tamb)m cometi o erro, como CFani bodisattva, de cair na 'era0ão animal% 1erdi a pedra
filosofal, mas na mesma Dem4ria, a fiz sur'ir%
Cepois na meseta central da Vsia, cometi o erro, como fez o &onde `anoni, de
tomar esposa !uando $á me estava proibido% 5ntão tornei a $o'ar a 1edra ,ilosofal na á'ua%
A'ora, nesta nova e(istência, fiz a 'rande obra, está para culminar a ressurrei0ão do
senor pela terceira vez%%% 1ela terceira vez_ Ce modo !ue $á a fiz três vezes% Assim, teno
e(periência, cone0o o camino%%% &one0o o camino%%%
; !ue !uero dizer ) uma 'rande verdade9 !uando na lua elaborei a 1edra ,ilosofal
pela primeira vez, a pedra foi poderosa% Buando a elaborei pela se'unda vez, foi mais
forte, a'ora !ue a estou elaborando pela terceira vez será ainda mais forte% /sto devido A
e(periência ad!uirida, e aí á um princípio inteli'ente !ue devemos entender% +m omem
deve lutar muito por transformar8se at) a união com Ceus, at) aí pro'ride, mas depois !ue
ce'a A união com Ceus, !ue Ceus se manifesta nesse omem, se esse omem !uer
pro'redir, tem !ue retro'radar, ou se$a, $o'ar a pedra na á'uaa%
E 3&' .&<'8' <-1 ) 7'82)/
Buando a pedra volta A vida, volta mais poderosa, mais penetrante, ) al'o
e(traordinário% Eá omens !ue a fazem at) sete vezes% Al)m das sete vezes ) muito
peri'oso, se pode cair em maldi0ão% 5u o fiz três vezes, mas francamente não o farei uma
!uarta, não !uero e(por8me a perder muito% 3 demasiado doloroso_
Na meseta central da Vsia, !uando lancei a pedra na á'ua pela terceira vez, dizia
para mim9 Buanto lutei atrav)s dos s)culos para voltar a levantar8me, !ue Iarmas tão
espantosos, !ue amar'uras tão terríveis_ S* a'ora, depois de aver sofrido muito, mas
muito, está a 1edra ,ilosofal outra vez renascendo, em \. estará renascida% 1assei toda a
ist*ria da ra0a Vria para voltar a levantá8la% Ce modo !ue ) muito doloroso, ) um
processo muito doloroso%
Eá adeptos !ue !uerendo fazer a pedra mais penetrante e poderosa,
intencionalmente descem, não caem, mas descem=%
E <-1- 8'.<'1/
:?omam esposa !uando $á não les está permitido% Mas não e$aculam o licor
seminal e sob a dire0ão de um 'uru trabalam com todas as re'ras do arcano A%`%,%
1erdem, então, a pedra% Cepois de certo tempo voltam a dar vida A pedra% ,azem a 'rande
obra, fica a pedra mais forte ainda=%
Eá !ue estabelecer a diferen0a !ue e(iste entre uma caída e uma descida% 5u não
desci, caí intencionalmente% Meus três casos foram caídos, não descidos% Na meseta central
da Vsia, cometi o mesmo erro do &onde `anoni, tomei esposa2 esta ) a ist*ria proibida e
isto eu fiz% Ci'o8les, depois da e(periência dos s)culos, !ue assim ) como se realiza a
'rande obra%
@ecordemos a Ave ,êni(, ) maravilosa, coroada com coroa de ouro e suas patas e
penas todas de belíssimo ouro puro% A natureza le rendia culto% &ansada de viver milNes
de anos, decidiu fazer um nino de ramos de incenso, de mirra, nardos e outros ramos
preciosos e o certo !ue ela se incinerou% A natureza sempre ) assim, mas depois, de suas
pr*prias cinzas, a Ave ,êni( renasceu mais poderosa% Assim á !ue fazer com a 'rande
obra, $á !ue a pedra $o'ada na á'ua fica afo'ada=%
V'*'2;0', M'.62'5 ) 0)2) 8' M-4.(. 3&' .' 62)*.9-21-& '1 .'27'*6'5 3&' (/
:Assim como Mois)s converteu a vara em serpente, tamb)m temos !ue converter a
vara em serpente% Assim como Mois)s levantou a serpente sobre a vara, e ela se converteu
na vara mesma, assim tamb)m necessitamos levantar a vara dentro de n*s mesmos% ;
,ilo do Eomem ) o &risto 7ntimo% Eá !ue levantá8lo dentro de n*s mesmos2 levantá8lo )
criar os corpos e(istenciais superiores do Ser% ?emos !ue viver tudo a!ui, encarnando o
&risto 7ntimo% Vem a viver neste mundo e ) perse'uido e cresce como um omem entre os
omens e sofre todas as tenta0Nes2 muito trabaloso=%
5le tem !ue encarre'ar8se de todos nossos processos mentais, volitivos e
emocionais, se(uais e de todo tipo de fun0Nes% 5 se converte em omem, pois conse'ue
vencer todas as trevas, eliminar os eus e triunfar dentro da pessoa% 5le ) di'no de toda
'l*ria, o Senor ) o Salvador, por isso ) di'no de toda onra2 os vinte e !uatro anciãos, as
vinte e !uatro partes de nosso ser interior profundo e os !uatro santos, as !uatro partes
superiores de nosso ser relacionadas com os !uatro elementos, todos arro$am suas coroas
aos p)s do cordeiro por!ue s* ele ) di'no de toda onra, louvor e 'l*ria%
1or!ue com seu san'ue nos redime e esse san'ue ) o fo'o% 3 o cordeiro imolado
!ue se imola vivendo em al'u)m% /mola8se completamente% ,az8se um omem comum e
luta com todas as tenta0Nes e dese$os, os pensamentos, com tudo% 5 nin'u)m o conece at)
!ue triunfa% 1or isso se diz9 &ordeiro de Ceus !ue apa'a os pecados do mundo%
5ste ) o cristianismo esot)rico 'n*stico, mas bem entendido% Ce modo !ue ) o
Salvador, o !ue nos salva% Nos redime pelo fo'o, pois ele mesmo ) o espírito do fo'o, !ue
necessita um vaso de alabastro como receptáculo para manifestar8se% 5sse receptáculo são
os corpos de ouro puro !ue devemos criar%
5ntender isto ) formidável, por!ue se ce'a precisamente aonde se deve ce'ar, ou
se$a, converter8se em omem solar, em omem real, no omem &risto% 1or isto á !ue lutar
de morte, contra tudo e contra todos% &ontra si mesmo, contra a natureza, contra tudo o !ue
se opona, at) triunfar% At) triunfar_ 5 converter8se no omem solar, no Eomem &risto%
/sto não ) !uestão de evolu0ão, não ) !uestão de involu0ão, isto ) !uestão de
revolu0ão interior profunda% /sto está al)m do do'ma da evolu0ão e da involu0ão, isto
pertence A 'rande obra e esta ) por isso revolucionária%
E 4..- 8'7'*8' 8) 0-*6)8'5 M'.62'/
:&laro, a vontade% ; nascimento ) vontade% Eá !ue dedicar a vida em sua totalidade
A 'rande obra% At) conse'uir converter8se em omem solar% /sso ) o !ue !uer o sol, ele
!uer uma coleita de omens solares, isto ) o !ue interessa ao sol% Ce maneira !ue n*s
devemos cooperar com o sol, at) converter8nos em omens solares% ; !ue ele !uer ) uma
coleita de omens solares% /sto ) o !ue interessa a ele_=
&oncluindo este capítulo e e(altando sua ma'nitude, podemos dizer !ue o amor
pela sabedoria divina !ue emana da mensa'em do Mestre Samael A umanidade deve
manter8nos sempre a'radecidos a Ceus, por!ue p6s em nossas mãos a cave para
compreender o desí'nio ou plano universal de nosso verdadeiro destino%
Ciz um e(altado Mestre !ue devemos utilizar o instante da ora presente como um
cálice de oportunidade espiritual%
A vida deve ser apreciada por seus altos ob$etivos, onrada pela devo0ão a seus
princípios elevados e merecida pelo servi0o desinteressado%
; poder de mudar e(iste dentro de todo omem, á !ue dar preferência a este poder
e venerá8lo por cima de toda condi0ão restritiva%
&ada omem deve estar consciente de suas op0Nes e escoler, se$a a liberdade ou o
cativeiro% ; arcano A%`%,% ) a liberdade e sua i'nor<ncia o cativeiro%
CAPÍTULO H
MITOLOGIA COMPARADA
:Ali Habá, Simbad, #ulliver, ; #ato de Hotas, &inderela, Hranca de Neve, ;s
Cuendes, As ,adas, o 1ato Conald e tantos outros, coraram no c)u ao ver !ue
1ole'arzino não se corri'ia para encontrar o camino de re'resso a casa= L&onto
sint)ticoM%
:Bue clareie_ Bue amane0a_ No c)u e na terra_ Não averá 'l*ria nem 'randeza,
at) !ue e(ista a criatura umana_ ; omem formado_ L1opol VuM%
&aminando pelo Hos!ue de &apultep)c, no M)(ico C% ,%, o Mestre me e(plicava
o si'nificado da palavra &apultep)c, !ue se compNe das palavras astecas :&apul= e
:?)pec=, !ue !uerem dizer 5rilo e +orro respectivamente, portanto :Morro do #rilo=,
Nos c*dices se observa o asteca voando e no morro um 'rilo2 era por!ue sabiam !ue com
este som ) possível a via'em astral%
&onvidou8me a sentar em um ban!uino do par!ue e fazer consciência de tudo o
!ue acontecia nesse instante, o brilo do sol atrav)s das árvores, a al'aravia de umas
crian0as brincando, o canto dos passarinos, o soar das buzinas distantes, o tráfe'o das
pessoas, a simples 'rama, as formi'as, as flores%%%
Cepois me fez uma promessa formal de !ue se fizesse [RS, ou !uando conse'uisse
levar a cabo o [RS do trabalo sobre mim mesmo, traria de re'resso no tempo a este lu'ar,
para !ue conversasse com a personalidade !ue tina neste retorno, para !ue desse conta de
!ue a personalidade tem sua pr*pria ener'ia e !ue pertence ao tempo%
1er'untei como saberia se avia realizado [RS do trabalo esot)rico, ao !ue o
Venerável Mestre respondeu9 :Buando em ti $á não e(ista a lu(4ria=%
No Mito de Ad6nis 8 nos e(plicava 8 a lu(4ria ) o $avali !ue o mata, símbolo da
deforma0ão da for0a de #ebura, a [] esfera da &abala, pois ) Marte metamorfoseado !ue
o faz em peda0os, ciumento por!ue Vênus, a Ceusa do amor, se avia enamorado de
Ad6nis, filo de Mirra e seu pai &Fntras% &riado e educado pelas ninfas da á'ua, símbolo
dos sentimentos depurados% A fuma0a !ue entorpece a cama do amor ) a lu(4ria, !ue
conta'ia os ci4mes, a ira, e, o !ue ) pior, ence o ser umano de temor, perdendo assim sua
f) e sua sabedoria%
Ad6nis ) um er*i anti!"íssimo, seu culto representava a vida, morte e ressurrei0ão
do poder do espírito, foi camado :a!uele das portas duplas=, devido a !ue foi um duas
ve!es nascido e !ue ressuscitou como >esus &risto% ;s 're'os, como os latinos,
compreendiam os mist)rios )picos dos er*is solares, como o de Ad6nis, Mirra, Attis,
;síris, etc% Vênus, desesperada por salvar8le a vida, ce'ou tarde e feriu os p)s2 seu
san'ue ao cair nas pedras ) símbolo da vontade consciente, o mesmo !ue o espino !ue
sempre a acompana, da!ui a palavra @osa &ruz%
Na!uele momento de sua e(plica0ão passava por ali um cacorro, o Mestre
sabiamente o apontou, dizendo8me !ue os animais com a coluna orizontal transformavam
for0as passivas da natureza, e o omem com a coluna vertical transformava for0as ativas%
5sta era outra interpreta0ão do animal e umano !ue fazem cruz, ) por isso !ue o umano
tendo ainda a parte animal necessita passar certas oras em estado orizontal%
`eus, o pai dos deuses, concedeu A deusa Vênus, !ue Ad6nis voltasse do inferno,
mas a deusa do Eades, 1ers)fone, tamb)m reclamava o belo $ovem% `eus, mais sábio !ue
Salomão, o repartiu entre as duas deusas2 se supuna !ue morria no final do outono para
sur'ir novamente na primavera, assim era partícipe dos dois mundos% 5ste mito toma
diferentes nomes entre os 're'os, sírios, e'ípcios, babil6nicos, sírios e cristãos, mas no
fundo ) o mesmo mito, de profundo sentido místico%
3 Apolo !ue perse'ue Vênus no c)u, se vincula com Astart), a estrela vespertina, e sua
amante, a estrela matutina%
Ad6nis ) o complemento da libido se(ual, o eterno amante de Afrodite, o masculino
e o feminino do espírito divino, ) este o verdadeiro si'nificado do matrim6nio de Ad6nis e
Afrodite% A união de Eermes8Afrodite, o andr*'ino perfeito%
Aproveitei a!uela ocasião para fazer ao Mestre per'untas relacionadas com
ale'orias, lendas ou mitos cu$o si'nificado era obscuro para mim, per'untei sobre o sentido
!ue tina a espada de Si'mundo dos 'ermanos e o da 5(calibur dos sa(Nes da /n'laterra%
5le respondeu pausadamente9
:;din, o av6 de Si'mundo, disfar0ado, certa noite disse, cravando uma espada em
um carvalo9 !uem tirar esta espada do tronco, a receberá de mim como presente, e
mostrará com suas obras !ue nunca melor espada mane$aram as mãos dos omens%
5sta espada avia sido fabricada por dois 'nomos da terra e possuía se'redos
terríveis, estes duendes eram HroI e Sindro% Assim como na /n'laterra s* o rei Artur p6de
tirá8la da pedra, s* Si'mundo da estirpe de ;din p6de e(traí8la do carvalo%
Neste caso, a pedra e o carvalo representam a ener'ia se(ual, de onde á !ue tirar
a espada do Kundalini, a serpente í'nea de nossos má'icos poderes, e assim como
Si'mundo teve !ue viver um tempo com os animais selva'ens Los eusM e depois matar seus
inimi'os com a espada, assim cada um de n*s, temos !ue viver com nossos animais, os eus
psicol*'icos, para depois colocar fo'o em tudo para purificar8nos das pr*prias sementes do
mal%
5(iste um &amelot, um Walalla, um Nirvana ou c)us transcendentes onde vivem
os deuses% /sto sabe todo a!uele de consciência desperta=%
1er'untei9 Mestre, então `eus ) uma for0a c*smica cu$o veículo de manifesta0ão A
mente umana ) a fi'ura de um omem com barba, um raio em sua mão direita, uma á'uia
em seu ombro e em um trono de ouroO
&omoO Udisse o Mestre assombradoU `eus e(iste, `eus ) um 'rande iniciado !ue
viveu nos tempos da anti'a Atl<ntida, tu, ?onF, ainda não )s, os deuses são_
3 necessário desenvolver a compreensão de todas estas verdades, 'uiar8nos por
estas ist*rias solares, desenvolver a f) da muler !ue tocou a &risto em sua t4nica e foi
curada, a devo0ão de Eanuman contada no @amaFana do 'rande poeta ValmiIi, pela !ual
conse'uiu a unidade da ilumina0ão% Nossa compreensão deve ser elástica at) o infinito%
Eá muito !ue desvelar e o estou fazendo com dor Ume diziaU devido a !ue a
umanidade não está madura para receber semelantes p)rolas de sabedoria, a forma
e(emplar das lendas astecas, incas e especialmente as ist*rias maFas no 1opol Vu%
; transcendente das ist*rias do criador e formador, ?epeu e &ucumatz, de ,uracão
Lo cora0ão do c)uM e seus três aspetos9 &acula uracán, &ipi, &acul, a mentalidade
maFa !ue inte'rava sempre seus deuses com suas esposas% ;s filos de ?epeu &ucumatz
têm a ver com os !uatro elementos da natureza9 Halam Buitze e sua esposa #aa 1aluna,
Halam Acab e sua esposa &amia, Maucuta e sua esposa ?zumunia, /!ui Halam e sua
esposa &a!ui(aa% 3 muito si'nificativo tamb)m !ue o feiticeiro ) camado /(piFacoc, !ue
tamb)m !uer dizer membro viril%
Ce como a princesa /(!uic ficou 'rávida ao ser fecundada pelo cis'uetazo ou
escupita$o da árvore onde avia enterrado os er*is solares, de como a mensa'em da
Civina Mãe, /(mucan), ) levada aos filos de /(!uic, Eunap4 e /(balan!u), por meio de
um piolo !ue ) en'olido por um sapo, !ue depois ) en'olido por uma serpente, !ue depois
) devorada por um 'avião !ue ce'a at) eles 'ritando o mesmo mantram das bacantes
're'as9 HA&8&;, HA&8&;_ 3 muito curioso !ue Haco ) o Ceus do vino embria'ador
dos anti'os 're'os tamb)m%
No final da tarde admiramos o @a(aná Ei maFa Lrel<mpa'oM, !ue nos anunciava
!ue lo'o ce'aria a cuva, portanto empreendemos o re'resso A casa%%% ,oi a!uela uma
noite de 'randes cavila0Nes%%%
CAPÍTULO I
O BHAGAVAD GITA
Na luta por manter8me casto com a HramacarFa solar !ue ensina a #nose, em um
princípio !uando caía me sentia totalmente desprovido de for0a, não s* física senão
espiritual, foi !uando valorizei em sua totalidade o !ue ) ser casto ou estar carre'ado de
ener'ia vital com o saa$a maituna% Buando solicitava seu conselo, o Mestre me
assessorava maravilosamente, tirando8me dos abismos mentais de ne'atividade em !ue
me afundava% 5m certa ocasião me disse9
1ara o trabalo armonioso na for$a dos ciclopes, ou a frá'ua acesa de Vulcano, )
necessário formar inteli'entemente dois centros de natureza superior A !ue atualmente tens,
o centro intelectual superior e o centro emocional superior% 1ara isso são necessárias !uatro
a$udas !ue foram postas ao alcance de todo discípulo sincero, !ue são9
P% A literatura sa'rada, em especial o Ha'avad #ita%
-% ; 'uia ou 'uru !ualificado%
Y% ; esfor0o pr*prio, a medita0ão diária, a ora0ão A Mãe Civina, a afirma0ão da
consciência pura%
X% A coleita dentro do relativo, se atuamos com entusiasmo, ale'ria, amor e
retidão, seremos em nossa rela0ão um centro de ener'ia e poder !ue
armonizará com tudo%
Ar$una, no canto do Senor, ou Ha'avad #ita, per'untou9 Bual ) a verdadeira
#nose, o !ue se aprende do 'uru de lábios a ouvidosO ; conecimento dos livros
sa'radosO ; ensinado por a!ueles de e(periência verdadeiraO Bue ) o !ue libera o omem
da escravidão de MaFaO Krisna, o &risto manifestado da 7ndia milenária respondeu !ue
tudo tem seu valor e utilidade em uma ou outra etapa de desenvolvimento% Mas nenuma
libera do nascimento e morte, s* libera o conecimento !ue a pr*pria pessoa e(perimenta%
; Mestre pode a$udar, mas não pode mostrar8le seu verdadeiro Ser% ?em !ue ser
visualizado por si mesmo, se tem !ue ser sincero e estar pelo menos livre de inve$a e ceio
de anelo pela libera0ão, ) suficiente dedicar todo ato como dedicado ao senor, sem
nenum dese$o, esse ) o se'redo do desape'o, melor lermos diretamente al'umas estrofes
do livro sa'rado mencionado9 L&apítulo P-, do versículos K ao -RM9
LK8\M% :1ois a!uele !ue rende culto a Mim, !ue dedica todas as suas atividades a
Mim, cu$a devo0ão a Mim não sofre dist4rbio al'um, !ue pratica o amor puro e sempre
medita em Mim, cu$o cora0ão se fi(ou em Mim, para este 5u sou o !ue pronto libera do
oceano da vida e da morte= LadormecidosM%
L.M% :1Ne teu cora0ão em Mim e atrela tua inteli'ência a Mim% Assim viverás
sempre em Mim, sem uma d4vida se!uer=%
LQM% :Mas se )s incapaz de fi(ar tua mente em Mim, prati!ue a devo0ão e o amor
puro, para !ue desenvolvas um 'rande anelo de alcan0ar8me=%
LPRM% :Se não )s capaz de a'ir assim, então consa're todo teu trabalo a Mim%
Somente realizando a0Nes em meu servi0o conse'uirás a perfei0ão=%
LPPM% :5 se não podes a'ir com esta consciência, então tente a'ir renunciando aos
resultados de teu trabalo e assim ve$as a ti mesmo=%
LP-M% :Se não puderes fazer esta prática, então cultive o conecimento% Mas melor
!ue o conecimento ) a medita0ão, e melor !ue a medita0ão ) a ren4ncia aos frutos da
a0ão, pois pela ren4ncia se pode certamente atin'ir a paz=%
LPY8PXM% :Buem não ) inve$oso e ) um bom ami'o de todos os seres vivos, e tem
compai(ão, não se considera proprietário e não pensa em :mim= ou :meu=, !ue está livre
do e'o, !ue mostra a mesma paz nos prazeres e nos sofrimentos e !ue sabe perdoar, o
discípulo sempre pleno de mina ale'ria, cu$a alma está em armonia e cu$a determina0ão
) firme, cu$a mente e visão internas estão postas em Mim, esse omem me ama e ) muito
!uerido por Mim=%
LP[M% :A!uele cu$as obras não pre$udicam nin'u)m, !ue não ) perturbado pela
ansiedade, !ue ) firme na ale'ria e no sofrimento, ) muito !uerido por Mim=%
LPKM% :Buem não depende do curso normal das coisas, !uem ) puro, !uem ) sábio e
entende o !ue deve fazer, !uem sem perder sua paz interna vi'ia ambos os lados Le(terno e
internoM, !uem não treme, !uem trabala para Ceus e não para si mesmo, este me ama e )
muito !uerido por Mim=%
LP\M% :Buem não ) tomado pelo prazer nem pela tristeza, !ue não se lamenta e
não dese$a, !ue renuncia aos bons e aos maus auspícios, este ) muito !uerido por Mim=%
LP.8PQM%=; omem !ue ) i'ual para seus ami'os e inimi'os, !ue ) e!uilibrado na
onra e na desonra, no calor ou no frio, na ale'ria ou na tristeza, no louvor e no vitup)rio,
!ue está sempre livre de contamina0ão, sempre silencioso e satisfeito com !ual!uer coisa,
cu$o lu'ar não ) neste mundo, fi(ado apenas na sabedoria e na compai(ão, este ) muito
!uerido por Mim=%
L-RM% :Mas ainda mais caros a Mim são a!ueles !ue têm f) e amor L1istis SopiaM
L?e dou amor no !ual está o summum da sabedoriaM e a!ueles !ue me têm como seu fim
supremo9 os !ue ouvem minas palavras de verdade e vêm as á'uas da vida eterna=% LVer
capítulo P- do Ha'avad #itaM%
Buem não descobre em si mesmo !ue ) o camino, a verdade e a vida, está
perdendo o tempo e a ener'ia, isto ), a vivência do relativo e a vivência do transcendente
devem e!uilibrar8se sabiamente%
Aceitar incondicionalmente ao Mestre como 'uia interno demandava em mim estar
na mesma posi0ão !ue o príncipe Ar$una em rela0ão a Krisna% Ar$una era um discípulo $á
preparado, !ualificado para receber o ensinamento mais elevado% Aceitar o 'uia demanda
uma rela0ão arm6nica entre o !ue ensina e o !ue recebe o ensinamento%
As práticas ou o esfor0o de um discípulo !ualificado estão resumidas no lema do
'uru deva Sivananda, !ue ) um dos v)rtices do tri<n'ulo formado com o professor
Du(emil, na Ar'entina, estes são9 ama, serve, medita, realiza%
&olemos o !ue semeamos, portanto, estar no Ser, a!ui e a'ora ) manter8se com
entusiasmo, com ale'ria, pro$etando amor e retidão em nossa a0ão%
5ntão compreendi a import<ncia dos livros sa'rados para o desenvolvimento
interno, especialmente o Ha'avad #ita, admirei a atitude reverente do Mestre ao indicar8
me !ue empreendesse seu estudo com submissão e com e(pectativa ceia de assombro,
como a !ue ainda têm as crian0as%
Ceve alimentar8se um profundo e constante anelo de pro'resso% Não desesperar8se,
perseverar e não clamar por um ê(ito imediato%
,inalmente, me e(plicou !ue o drama relatado no Ha'avad #ita, a luta entre os
1andavas e Kurusetras não ) mais !ue o drama interno de cada discípulo em sua batala
para li!uidar de uma vez por todas com a multidão de eus !ue constituem o si mesmo, o
mim mesmo, o e'o, !ue ) tão s* o con$unto de nossos erros% S* á unidade no Ser, e isto s*
pode ir estabelecendo8se em si mesmo pelo discernimento%
&ada !ual deve crescer conscientemente, e(ercitar seu embrião de alma, sua
essência, viver ) lutar, esfor0ar8se, conse'uir, se deve ter 'ratidão para com o criador de
todos os bens !ue consumimos e desfrutamos%
?enamos valor e firmeza e obtenamos uma verifica0ão pela e(periência%%%
Nossos votos devem ser9 castidade, ser verazes em nosso falar e não e(ercer a
violência%
Nossas ren4ncias devem ser9 o ape'o As coisas ou pessoas, aos frutos de nossas
a0Nes, ao ilus*rio do mundo%
A!uela tarde me senti a'radecido com a vida, por!ue mina mente se avia encido
de sol%
CAPÍTULO 10
MAÇONARIA PURA
A &abala e a Ma0onaria são uma mesma unidade, seus fundamentos são a ordem
eterna, estabelecida pelo 'rande ar!uiteto do universo% A $usti0a imutável de suas leis
universais não favorece nem estabelece privil)'io al'um para com nin'u)m, senão s*
a!uele !ue pela intensidade de seu anelo se introduz em sua corrente e pela 'randeza de
sua alma a compreende e a realiza%
;s dias de reunião no templo ma06nico para completar as e(plica0Nes dos arcanos
maiores e menores do ?arot e sua vincula0ão com a filosofia ma06nica duraram cerca de -
a Y anos%
A cada carta ou arcano o Mestre dedicava uma conferência completa de duas oras%
,oi então !ue se recoleram dados para o livro !ue mais tarde se converteu em um
volumoso te(to intitulado :?arot e &abala=%
,oi onde compreendi ob$etivamente o si'nificado da Vrvore da Vida &abalística,
com a distribui0ão do símbolo em todo templo% ; Venerável, !ue simbolizava a Keter ou
a primeira esfera, o Mestre !ue leva o verbo% A se'unda esfera, o orador% A terceira
representada pelo Secretário, !ue re'istra e levanta as atas de cada sessão% A !uarta esfera
representada pelo Mestre de cerim6nias% A !uinta, pelo tesoureiro% A se(ta, pela ara santa
com o es!uadro e o compasso, !ue forma a estrela de Cavi, símbolo da libera0ão espiritual%
A s)tima esfera, !ue corresponde ao se'undo vi'ilante, a coluna do sul e a letra H% A oitava
esfera corresponde ao primeiro vi'ilante e a coluna do norte com sua letra >% A nona esfera
corresponde A pedra bruta e a pedra bem cinzelada de Q faces, símbolo elo!"ente do
trabalo se(ual% 1or 4ltimo, a d)cima esfera, !ue corresponde ao 'uardião do trabalo% ;
templo de paredes transparentes, de !ue falam os anti'os maias, ) o mesmo universo,
crivado de estrelas como nos templos ma06nicos, rodeado dos si'nos zodiacais%
; tema do ?arot ) muito vasto para tratar nesta pe!uena obra, s* indicarei !ue,
assim como a Híblia, ) um livro inspirado pelo 5spírito Santo, o ?arot ) um livro
inspirador, fonte do conecimento talism<nico, ori'em da loteria, do domin*, do baralo
comum e no !ual está a cave da inicia0ão da Do$a Hranca%
As inicia0Nes ma06nicas de aprendiz, companeiro e Mestre são vivências ob$etivas
!ue marcam uma realidade transcendental, em forma subconsciente, dos mundos
superiores de consciência c*smica% 5 estão em símbolos para o intuitivo, no padrão de
medidas !ue ) mencionado no livro de 5noc como tamb)m ) camado Lo ?arotM% Nos
e(plicava como da!ui saíram as !uimeras e mistifica0Nes !ue ainda se vêem na ma'ia
ne'ra%
A pedra c4bica, nos dizia, ) o símbolo da realiza0ão da sublima0ão da mat)ria por
meio da cruz e sua vincula0ão com o tri<n'ulo do espírito% 1or isso sua base ) !uadrada e
sua c4spide uma pir<mide, suas nove faces indicando o trabalo do verdadeiro ap*stolo, na
nona esfera de >esod da Vrvore &abalística% ; ap*stolo, arcano P- do ?arot, está entre
colunas, pendurado de um pau atravessado, formando com os bra0os um tri<n'ulo, com as
pernas a cruz, temos a!ui o mesmo símbolo da cruz e o tri<n'ulo%
5ntre colunas > e H, se encontram tamb)m os arcanos -, a Sacerdotisa, o [, o
Eierofante, o ., a >usti0a e o arcano P., a Dua2 as colunas neste 4ltimo são como duas
torres distantes no meio das !uais passa um camino distante% ?udo isto ) ma0onaria%
; Heresit ou #ênese ) todo o processo al!uímico !ue tem !ue passar o iniciado,
para ce'ar a compreender toda a constru0ão de seu pr*prio templo interno%
Mercaba, !ue si'nifica carro, alude As rodas e aos animais misteriosos, tanto de
5ze!uiel como de São >oão, e são nada menos !ue o resumo da verdadeira ciência
espiritual, o mist)rio divino e do mundo%
; carro ) o arcano \ do ?arot, o carro de 'uerra% 5ste arcano leva o símbolo do
lin'am e do Foni, do falo e do 4tero, a cruz !ue confere a cave para obter precisamente o
Mercaba ou o ?o Soma EeliaIon, o corpo de ouro, os corpos solares de !uem trabalou
na frá'ua acesa de Vulcano, o se(o%
3 a armadura do corpo mental solar, o triunfo de aver cristificado os !uatro corpos
de pecado, ) aver polido a primeira parte da pedra bruta, o cubo% Ca!ui em diante $á não
se trabalará com a dualidade, senão com a vida livre em seu movimento, na fusão do
'uerreiro com a Sulamita do &antar dos &antares, para conse'uir a pir<mide ou a perfeita
medida do fo'o%
5noc si'nifica omem divino ou omem elevado at) Ceus% 5noc não ) um
indivíduo, mas a personifica0ão de uma for0a, !ue deu ori'em A )poca da escritura
simb*lica e A constru0ão dos monumentos ieráticos, !ue foram nos anti'os tempos obras
ma06nicas, de símbolos dos mundos superiores, pentáculos compostos de verdades
internas e iniciáticas%
5noc ) o mesmo ?risme'isto dos e'ípcios, Kadmos dos 're'os, fundador de ?ebas
e criador do alfabeto 're'o% ,oi testemuna da constru0ão de ?ebas por meio da corrente
do som da famosa lira de Anfião% 5sta mesma escola erm)tica fundada por este 'rande
Mestre nos le'ou este 'rande padrão de medidas, !ue marca o camino passo a passo, at) a
realiza0ão do Arcano -P, o Ma'nus ;pus, a #rande ;bra% 5ste livro ) a obra ma'istral !ue
nos desvela todo livro sa'rado, toda mitolo'ia, toda lenda, toda ar!uitetura ou obra
ma06nica, $á !ue ) um livro ma06nico tamb)m, o mundialmente conecido ?arot%
Sem <nimo de ferir nenuma susceptibilidade ma06nica, lamento !ue o !ue menos
'ostam os ma0ons ) a ma0onaria% &aíram em tal de'enera0ão seus verdadeiros valores !ue
o !ue mais deveria e(altar8se ) o !ue menos se conece%
?ive !ue lamentar meu retiro da ma0onaria, depois !ue o Mestre me su'eriu fazer
labor esot)rico dentro de suas filas, por!ue infelizmente seus verdadeiros valores $á foram
es!uecidos, as coisas sa'radas $á não se conecem, o !ue se e(pressa nos templos atrav)s
do símbolo $á está perdido%
CAPÍTULO 11
O PISTIS SOPHIA
; 1istis Sopia, foi o livro !ue mais custou ao Mestre escrever ou desvelar%
Cizia !ue for0as ne'ativas adversas se aviam concentrado para impedir !ue tal obra se
realizasse%
Curante o lon'o tempo !ue colaborei com ele nesta tarefa, me dei conta dos
'randes esfor0os !ue fazia para desvelar duas ou três pe!uenas folas, !ue le preparava
traduzidas ao espanol2 eu tamb)m e(perimentava a falta de continuidade em meu
trabalo, não por falta de dese$o ou por!ue não !uisesse trabalar%
&onstantemente era interrompido, dia a dia !uando come0ava, apesar de meu
dese$o de a$udá8lo, era difícil avan0ar 'rande coisa%
5m várias ocasiNes me comentou !ue nin'u)m avia sobrevivido ao intento de
desvelar este 'rande livro% 5 pensava comi'o mesmo !ue a 5le não sucederia tal coisa%
Buando $á avan0ávamos triunfantes !uase pela metade do livro, me camou por
telefone dizendo8me !ue seus !uebrantos de sa4de eram de vida ou morte, me surpreendeu
!uando me disse !ue at) aí dei(aria a devela0ão do 1istis Sopia, a outra metade faria mais
adiante%
Cevido A naturalidade com !ue falava at) das coisas de mais alta transcendência, eu
não !uis prestar maior aten0ão, sem dar8me conta de !ue era uma 'rande verdade%
Simplesmente ar'umentei9 Não di'a isso, avozino, sabe !ue você ) tudo para n*s, sem
você nossa vida carece de sentido% 5le me respondeu9 :Sei !ue assim ), mas isto ) parte de
meu processo interno=%
Sua sa4de foi piorando, cada vez mais !uebrantada% &om isso se confirmava o !ue
ao princípio não !ueria aceitar% Veio sua desencarna0ão e tive !ue e(perimentar o !ue
!uase nin'u)m se deu conta% ,i!uei sem pai, sem Mestre, sem ami'o, sem irmão, sem
nada, com um 'rande vazio na alma%%%
Me uni A dor de sua esposa, a seus filos !ue perdiam seu pai, seus netos !ue
ficavam sem seu belo av6, seus discípulos sem seu Mestre, seus ami'os sem ami'o, enfim,
todo o Movimento #n*stico ficava ac)falo% 5u acreditava ser o mais infeliz de todos,
por!ue perdia cada uma dessas coisas !ue eles viram nele durante os dez melores anos de
mina vida%
/nfelizmente, mina rela0ão com mina esposa ficou um pouco descuidada pelas
etapas de desenvolvimento !ue atravessei com o Mestre e pelo fanatismo com o
ensinamento, em !ue se cai !uando não se tem a devida e(periência% 1osteriormente e
atualmente dou 'ra0as a Ceus pela esposa !ue teno, pois nela está a presen0a do Mestre
atrav)s da eran0a !ue le dei(ou com sua maneira de pensar, de atuar, e sentir%
1oderia narrar muitas vivências de !uando trabalei com ele tão estreitamente na
devela0ão do 1istis Sopia, mas creio !ue este pe!ueno testemuno basta por a'ora% 1or ter
rela0ão com o livro, não incluo as se'uintes ist*rias na se0ão dedicada a isso, senão a
se'uir9
Aborrecido, desesperado e confuso por falta de dineiro, eu mesmo U a'ora me
enver'ono disso U me irritei com o Mestre e $o'uei as c*pias sobre a mesa, dizendo8le
!ue ia para os 5stados +nidos para obter dineiro% 5le, com suma paciência e com palavra
suave, aplacou mina ira% 5ra o mês de setembro do ano em !ue desencarnou% A'ora me
dou conta de mina inconsciência%
Mais adiante me orientou em certas coisas !ue não compreendia, relacionadas com
sua pessoa e o livro 1istis Sopia% &erto dia, trabalando $untos, me e(plicou !ue a obra de
>esus &risto em sua oitava superior era o 1istis Sopia, e !ue o tempo não pode contra ela,
tudo passará, mas a palavra de >esus &risto não passará, ainda ) de palpitante atualidade, e
a'ora vai a p4blico em forma desvelada%
5u sabia !ue 1istis Sopia !uer dizer9 ,) e Sabedoria, mas 5le me e(plicou !ue seu
si'nificado era mais e(ato como 6oder- Sabedoria, !ue se aca latente dentro de cada um
de n*s, em nosso universo interior% Aproveitei para per'untar sobre a obra de al'uns
Mestres e se o tempo a apa'aria ou não% 5le me respondeu9 por seus frutos os conecereis,
a tal obra tal Mestre%
&omentou8me sobre al'uns movimentos como o da M% ?% LMedita0ão
?ranscendentalM, do SGami Maarisi SarasGati, o movimento para a consciência Krisna,
fundado por 1rabupada, a ciência cristã de MarF HaIer 5ddF, etc%, e me disse9 en!uanto
não se lute pela dissolu0ão do e'o primeiramente, não serão de muito benefícios para o
desenvolvimento espiritual%
3 necessário alimentar a alma e tamb)m eliminar o e'o, como nas plantas se
alimenta ou aduba a raiz, mas se elimina a erva má% @ecorda9 nem tudo o !ue brila ) ouro2
a tal obra tal Mestre% 5u pensei9 o Movimento #n*stico dirá a estatura do Mestre Samael e
isso está em nossas mãos%
5studa ao poeta Milton em seu paraíso perdido, obra ma'istral em !ue dá a
$erar!uia an')lica solar como a dos an$os caídos, enri!uece8te com as obras de
SaIespeare, estuda tamb)m ao iniciador do drama moderno, o dramatur'o norue'uês
EenriI /bsem% Dê sua obra :Hrand= Lem norue'uês !uer dizer :fo'o=M seu 1eer #Fnt, e
mira8te nesse persona'em, estuda como le aparece sempre o for$ador de botNes, símbolo
do for$ador das almas no abismo%
3 necessário escrever obras de teatro para apresentar artisticamente a #nose nos
palcos, tal como se fazia na anti'"idade nos 'randes teatros 're'os, e'ípcios, maias,
astecas e incas, etc% 1repara8te para isso e luta por escrever tuas pr*prias realiza0Nes !ue
serás assistido%
&erta noite, mina esposa 7sis sonou !ue ce'ava um tele'rama no !ual se
comunicava !ue seu pai estava 'ravemente doente% Aos poucos dias ce'ou esse
tele'rama, $untamente com mil pesos para sufra'ar nossas necessidades, $á !ue o av6
Lcomo carinosamente o camávamosM, me pa'ava um salário por a$udá8lo%
1osteriormente, sobreveio sua enfermidade !ue truncou a devela0ão total do 1istis Sopia,
at) um futuro indeterminado%
,oi at) o capítulo QP !ue desvelou o Sa'rado Divro #n*stico% &omo consta de PX.
capítulos, ficaram sem desvelar [\ capítulos% 5m sua onra transcrevo parte do capítulo -[
!ue seus olos $á não viram plasmado em um livro como ele tanto dese$ara, diz assim9
:Mel!uisede!ue, o 'ênio da terra, uma e outra vez deve purificar os poderes deste
mundo, com sacrifícios e transforma0Nes terríveis=%
;s 'randes cataclismos são necessários%
Mel!uisede!ue deve assim purificar os poderes da alma do mundo e levar sua luz
ao tesouro da luz%
+ma paralela correta nos indica !ue dentro do microcosmos omem deve ocorrer a
mesma coisa, !uando se !uer ce'ar A auto8realiza0ão íntima do Ser%
;s trabaladores da #rande ;bra trabalam incessantemente sobre si mesmos e
sobre o universo2 isto se aca especificado em todo 'ênesis reli'ioso%
Nos corresponde fazer dentro de n*s mesmos o !ue o 5()rcito da 1alavra fez no
macrocosmos%
;s servidores de todos os re'edores $untavam e $untam toda a mat)ria de todos eles%
?rata8se de $untar o sal, o en(ofre e o merc4rio para a 'rande obra%
5stas três subst<ncias sempre são moldadas em almas de omens, 'ado, r)pteis e
animais selva'ens e pássaros !ue vêm A e(istência%
1aralela $usta tamb)m se encontra no merc4rio seco convertido em a're'ados
psí!uicos bestiais e selva'ens, dentro de n*s mesmos, a!ui e a'ora%
>á dissemos !ue tais a're'ados personificam nossos erros%
;s receptores do en(ofre e do merc4rio, simbolizados pelo sol e pela lua, olam por
cima e vêem as confi'ura0Nes dos cursos dos Aeones e as confi'ura0Nes al!uímicas do
destino e da esfera, então eles as tomam da ener'ia da 'rande luz%
;bviamente, os receptores do en(ofre e do merc4rio são os trabaladores da 'rande
obra%
;s artistas da arte erm)tica devem ver as confi'ura0Nes dos cursos dos Aeones%
;s trabaladores da 'rande obra devem ver as m4ltiplas combina0Nes aritm)ticas
da al!uimia%
;s sábios da arte erm)tica devem ver tamb)m as confi'ura0Nes do destino e da
esfera%
A ener'ia da luz, a ener'ia criadora, nos proporciona sal, en(ofre e merc4rio%
Mediante as sábias combina0Nes do sal, do en(ofre e do merc4rio, se faz a 'rande
obra%
A!ueles !ue realizaram a 'rande obra, a apresentam aos receptores de
MelcizedeI%
5sses !ue realizaram a 'rande obra, in'ressam na ;rdem Sa'rada de MelcizedeI%
; material in4til ) arro$ado aos mundos infernos, ou se$a, A esfera submer'ida !ue
está por bai(o dos Aeones, re'ião das bestas !ue personificam nossos defeitos de tipo
psicol*'ico%
Co abismo sur'em coisas espantosas, de acordo com os re'edores dessa esfera e de
acordo com todas as confi'ura0Nes de sua revolu0ão e tudo fica repartido entre a
umanidade%
5m 4ltima síntese, mediante a ani!uila0ão budista e crística, desinte'rando
a're'ados psí!uicos ou merc4rio seco, podemos cristalizar alma em n*s%
;s receptores da esfera !ue estão por bai(o dos Aeones, realizam trabalos
maravilosos !ue as pessoas nem remotamente suspeitam%
5les podem moldar tal material in4til em almas de r)pteis e de animais selva'ens e
de pássaros, de acordo com o círculo dos re'edores dessa esfera e de acordo com todas as
confi'ura0Nes de sua revolu0ão, e as repartem neste mundo de umanidade, e se convertem
em almas nesta re'ião, tal como les disse%
5les podem e devem diri'ir na esfera submer'ida !ue está por debai(o dos Aeones,
os processos involutivos das bestas selva'ens, r)pteis e 'ado, touros furiosos e dem6nios
com cara de crocodilo%
?ais bestas do averno são a're'ados psí!uicos personificando defeitos psicol*'icos2
criaturas do inferno2 e'os !ue provêm de umanos or'anismos%
;s re'edores da esfera !ue está por bai(o dos Aeones, têm poder sobre a vida e a
morte%
Sintetizando, diremos9 os re'entes da esfera submer'ida infernal, !ue está por
debai(o dos treze Aeones, têm poder para trabalar com as criaturas !ue vivem sobre a
superfície da terra e com as bestas do abismo%
;s a're'ados psí!uicos !ue constituem o e'o têm formas animalescas%
;s !ue in'ressam aos mundos infernos involuem no tempo at) a se'unda morte%
Mediante a se'unda morte se libera a alma, a essência, então in'ressa ao 3den para
recome0ar ou reiniciar novos processos evolutivos !ue sur'irão no mineral, continuarão no
ve'etal e prosse'uirão no animal at) recon!uistar o estado umano !ue outrora se perdeu%
?odo este trabalo com almas de omens e de animais na superfície do mundo e na
esfera !ue está por debai(o dos treze Aeones, ) diri'ido pelos re'entes do Averno=%
Cevo a're'ar !ue o 1istis Sopia não ) um livro esot)rico mais, como á tantos nas
livrarias%
A parte !ue não concluiu o Mestre ) a !ue está mais vinculada com sua mensa'em,
com sua missão, sua doutrina% 3 necessário despertar a consciência para compreender e
assimilar seu profundo si'nificado%
CAPÍTULO 12
ANEDOTAS
P% ?endo X anos de o Mestre aver desencarnado, no X de dezembro de PQ.P,
sucedeu o doloroso acidente !ue sofreram meus irmãos ,rancisco, #ustavo e mina
sobrina, fila do primeiro, em Multa$o, perto de ?u(tla #uti)rrez, &iapas, parte sul do
M)(ico% 5m tal acidente perdeu a vida meu irmão mais novo, #ustavo Maldonado% Ainda
ve$o, com nostal'ia e tristeza, em mina mem*ria, !uando o Mestre Samael pro'nosticava
a #ustavo !ue desencarnaria ao cumprir YY anos, Lao desencarnar tina YY anos e X diasM%
&om sua atual esposa, &erFl 1ope$oF, de nacionalidade americana, se dei(ariam, não
teriam família e !ue ela teria - esposos mais, depois re'ressaria aos 5stados +nidos% Me
assombrou a capacidade do Mestre para ver o futuro, at) a data, $á !ue toda sua profecia se
cumpriu com ri'orosa e(atidão2 ) claro !ue não fazia isto com todo o mundo%
-% 5m certa ocasião, meu irmão levou A casa do Mestre um ami'o, diretor de teatro
na cidade de #uatemala, apesar de !ue se notava não muito cr)dulo, tina certo carisma
a'radável e não era falto de inteli'ência e discernimento, posto !ue ao ce'ar o Mestre deu
mostra de reconecer imediatamente a torrente de sabedoria com a !ual se defrontava%
; Mestre, ao inteirar8se de !ue era diretor de teatro, fez comentários sobre as X
colunas de toda cultura, em especial a coluna da arte, comentou sobre SaIespeare e sua
obra 'i'antesca, !ue era o mesmo conde de Saint #ermain, etc%, e da necessidade da arte
para o desenvolvimento do centro emocional superior%
Nosso ami'o le per'untou sobre o Saa$a Maituna, !ue era o !ue o motivava a
conecê8lo% 5m sua resposta o Mestre narrou parte de sua e(periência, e !ue não se
come0ava como Mestre, !ue ao princípio tamb)m avia caído, mas se avia tornado a
levantar, at) fazer da ma'ia se(ual sua atividade se(ual normal% Nosso ami'o le
per'untou9 5 se nossa esposa não !uer colaborarO ; Mestre le disse9 Buem !uer se
auto8realizar, ela ou tuO 1ois eu, respondeu o ami'o, o Mestre sorrindo disse9 e entãoO
Y% Cois en'eneiros, no intervalo de uma conversa disseram9 Mestre $á sabendo
tantas coisas destas, vamos necessitar muleres especiais, nãoO ; Mestre respondeu9 por
acaso vocês são al'o especialO
X% ; Mestre era bastante deficiente para diri'ir em veículo, ir com 5le ao centro do
C% ,% era um atentado contra si mesmo% Cizia a meu irmão ,rancisco !ue assim como 5le
tina voca0ão zero para diri'ir carros, meu irmão tamb)m tina zero como or'anizador, e
!ue no camino tina !ue desenvolver isso, como le avia tocado a 5le fazer frente A
'rande urbe do C% ,%
Nos passeios 5le !uase não diri'ia, mas ;síris, seu filo, ou eu2 esses passeios são
para mim ines!uecíveis, $á !ue era muito esplêndido, abundante, pleno, sem mis)rias e sem
preocupa0Nes de nenuma classe, at) nisso refletia sua mentalidade solar%
[% 5m sua casa certo dia apareceu !uebrada uma (ícara de um aparelo !ue a
Mestra, sua esposa, apreciava muito, nin'u)m dizia nada2 5le simplesmente se diri'iu a
7sis, sua fila mais vela e mina esposa atual, le indicou !ue a recolesse e a pe'asse
para !ue assim meio se solucionasse o assunto% ?udo a!uilo sucedeu em um ambiente de
amor e compreensão !ue sempre fluía do Mestre% ?odos nos assombramos de !ue sabia
e(atamente !uem avia sido, sem !ue nin'u)m ouvesse indicado nada%
K% 5stando na 1ir<mide do Sol, em ?eotiuacán, parado em umas pedras de sua
c4spide !ue ali estão, me disse de repente9 :?onF, estás parado e(atamente no centro
ma'n)tico da era de A!uário=%%% 5u não percebia imediatamente todo o profundo
si'nificado do !ue me dizia, pela naturalidade em toda sua maneira de ser, mas na!uele dia
me senti como eletrizado por estas palavras, depois me e(plicou !ue a palavra 1/@A
si'nifica fo'o e a M/C5, medida2 pir<mide si'nifica9 medida do fo'o%
\% &om o irmão EicIie L$á desencarnadoM, Venerável Mestre ma0om, e mina
pessoa como aprendiz, nos aconselou tra0ar planos para apresentar o ensinamento aos
irmãos ma0ons, ainda !ue ele nos dizia9 :o !ue menos 'osta aos ma0ons ) a ma0onaria=%
&om sua assessoria, levamos a informa0ão 'n*stica dentro das filas dos irmãos
construtores% Centro de um templo ma0om, em suas reuniNes, se abai(ava !uando era
necessário e(plicar bem al'um símbolo, como o da pedra, recordo ainda muito bem
!uando em plena disserta0ão p6s o p) A pedra bruta não cinzelada, depois passou A outra
coluna onde nos mostrou como a base formava a cruz !uadrada e a cruz trian'ular da
pir<mide de cima representava o trabalo com a nona esfera, pois a pedra estava cinzelada
com nove faces%
.% Cepois do almo0o, costumávamos dar uma pe!uena caminada pelos arredores2
era !uando me e(plicava como era !ue víamos a sombra de um desencarnado em sua casa,
pois era uma pessoa !ue ainda se acreditava viva, por!ue estava totalmente adormecida e
!ue assim avia morrido% Me dava e(plica0Nes muito claras e l*'icas sobre apari0Nes,
espantos e todas essas coisas !ue as pessoas comentam, de repente parava em meio de seus
interessantes comentários, coisa !ue me tomava de surpresa, pois ainda caminando ao
lado dele, de tão adormecido !ue estava% Ts vezes fazia observa0Nes sobre casais de
namorados na obscuridade do par!ue, por!ue e(alavam o odor característico da fornica0ão,
e como em suas auras se e(altava a lu(4ria ao e(a'erar suas carícias%
Q% Nadando $untos em Acapulco, me deu o conselo de não desperdi0ar minas
ener'ias em vão, pois assim me cansaria rápido% 3 necessário, me dizia, conecer como se
pode trabalar com as ondinas da á'ua, os espíritos elementais da á'ua% Me indicou !ue
deitasse na á'ua em dec4bito dorsal, !ue me identificasse com as ondinas e !ue as
camasse mentalmente% 5las me levariam onde !uisesse como ele o fazia% Sucedeu tal
como me disse $á !ue aos poucos minutos estávamos bem entrados nas á'uas do mar, bem
limpas e lon'e da contamina0ão da praia%
PR% Buando vivemos em San Duis 1otosi nos visitava constantemente% ,oi onde
disse coisas de import<ncia para suas vidas a três #n*sticos !ue $á não voltei a ver% A um
disse !ue entre treze m4mias !ue aviam em certo lu'ar no anti'o 5'ito, ele possuía uma
!ue está em uma posi0ão muito especial2 este estudante se encontra atualmente retirado da
'nose% ; se'undo, !ue era um bodisattva caído, se afastou da 'nose vociferando do
Mestre% ; terceiro era uma muler !ue tamb)m era um bodisattva caído, $á não sei o !ue
foi de sua vida%
PP% ,alando sobre o presidente >os) D*pez 1ortillo, a !uem respeitava muito, nos
contou !ue tamb)m era um mestre caído, recomendando8nos ler o livro do e(8presidente,
camado :; Senor Con B=% Cisse !ue tem um alto conecimento esot)rico, !ue
possivelmente se$a de maior profundidade !ue os escritos de #urd$ieff% ; Senor Con B% )
a representa0ão de um senor muito elevado2 em sua boca D*pez 1ortillo pNe uma
mensa'em de 'rande relev<ncia%
P-% @ecordo com carino dos ami'os 'n*sticos de cora0ão !ue aconselavam ao
Mestre entre broma e broma !ue corri'isse as palavras !ue usa em al'uns de seus livros
como :a mamãe dos pintinos, o papai de ?arzãn, o filino da mamãe, por!ue eram de
muito mal 'osto% ; Mestre, como omem inteli'ente, aceitou tal conselo, assim tamb)m
os desenos de seu livro :; 1arsifal Cesvelado= !ue dei(avam a dese$ar e !ue não
correspondiam A !ualidade de ensinamento contido em seu livro% >á isto corri'ido apareceu
no livro :Sim Eá Karma, Sim Eá /nferno, Sim Eá Ciabo= os desenos do 'rande artista
#ustavo Cor)% >untando seus dedos, os puna no cora0ão e dizia9 não sou eu !uem os
escreve, mas A!uele !ue está a!ui dentro%
PY% Bue lês, ?onFO Me disse uma vez !ue me encontrou lendo um livro de tipo
esot)rico% Me empreste por cinco minutos% 5u dei a 5le e !uando me devolveu, mais ou
menos nesse lapso de tempo, com um comentário bem detalado e e(tenso, e at) me
indicou a pá'ina em !ue avia !ue fazer uma corre0ão% Não sei como fez, mas realmente
me dei(ou assombrado sua facilidade para assimilar, por meio de seus ultra8sentidos, a
informa0ão de !ual!uer livro% @ecordo !ue em ?eotiuacán pe'ou uma pedra e fecando
os olos nos narrou tudo o !ue essa pedra avia presenciado ali mesmo%
PX% Apesar de !ue mina família não ) 'n*stica e sem ter um verdadeiro interesse
das coisas ocultas, foi se intri'ando pela influência !ue o Mestre avia pro$etado na vida de
#ustavo, ,rancisco e mina% +m dia se decidiram a visitá8lo, estiveram três dias em sua
casa, depois les interro'uei sobre sua opinião, ao !ue meu pai respondeu9 ) um tipo muito
esperto, muito vivo, muito inteli'ente, mas não me en'ana com essas boba'ens, o !ue ele
!uer ) tirar dineiro dos bobos%
5u ri, sem sentir8me nada ofendido, senão por sua falta de sensibilidade e sua
i'nor<ncia% Cepois per'untei a meu irmão mais velo, !ue me disse9 estando em sua casa,
ce'aram uns estudantes universitários Lele admirava muito os universitáriosM, !ue le
fizeram per'untas dificílimas, mas apesar dos apuros em !ue o puseram, admito !ue as
respondeu muito bem% Vi !ue pelo menos nesta vida seria muito difícil de convencê8los de
!ue o Mestre era um mensa'eiro da Do$a Hranca, !ue les falava para despertar8les a
consciência, mas realmente estavam em um profundo sono%%% As primeiras provas pelas
!uais todo estudante deve passar !uase sempre come0am pelo lar%
P[% ?ratando de encontrar o sentido da sauda0ão 'n*stica, :1az /nverencial=,
per'untei ao Mestre sobre seu si'nificado2 ele com uma per'unta me respondeu9 :Bue diz
tua intui0ãoO=% Cisse !ue ima'inava !ue era uma sauda0ão reverente ao Ser de outro
'n*stico% Me indicou !ue estava bem, mas !ueria dizer 1A` /N?5@/;@, era a mesma
sauda0ão de &risto !ue está na Híblia como :paz convosco=% &ontinuou comentando sobre
as 'randes e(pressNes como o :eu sou=, da corrente !ue diri'e o &onde de Saint #ermain,
ou o :;m mani padme um=% :?at ?Gam=% Assim isso tu )s2 o :innasti paro darma= dos
te*sofos% Não á reli'ião mais elevada !ue a verdade ou o Asram de Sivananda9 :Eari
;m ?at Sat=% &omentou sobre a lín'ua Watam, sua musicalidade, por e(emplo, um muito
utilizado no ?ibet9 :Sarva Man'alam_ Kubam Astu_ Sarva #atam_=%
PK% ?rês animaizinos compartiam nosso dia a dia9 um cacorro camado
:canicas=, um 'ato camado :misifuz= e um papa'aio camado :pato$ita=% 5ste 4ltimo
acompanava o Mestre em seu escrit*rio !uando me puna a ler al'um capítulo !ue avia
terminado de escrever2 repetia a 4ltima palavra de cada ponto e aparte, o !ual nos fazia rir%
5(plicou !ue nin'u)m na casa entendia o papa'aio, por sua simplicidade, !ue para
entendê8lo era necessário ser simples%
Me fez compreender por!ue ele dizia em seus livros a frase :animal intelectual
e!uivocadamente camado omem=% Eá pessoas U dizia U com cabe0a de papa'aio, corpo
de macaco e caval'am sobre um porco, isto ), são faladores sem sentido, inconstantes e
dão satisfa0ão a seus instintos% Eá !ue caval'ar sobre um corcel ma$estoso e melor se for
alado, ser omem com continuidade de prop*sitos e melor se conse'uir as asas do an$o e
levar na cabe0a a mentalidade da á'uia, e melor se ) a pomba do 5spírito Santo% Me abriu
a visão para ver em cada animalzino um 'uia9 observa ao :canicas= ) manso, leal,
carinoso2 com isso 'ana sua comida% Ao :misifuz=, como conse'ue um perfeito
rela(amento% ,alou sobre o 'rande poder !ue têm no interno os 'atos2 em um de seus
livros narra uma emocionante e(periência com este 'atino, a !ual não ) necessário
detalar%
P\% +m Comin'o, fomos em família As 'rutas de &acauamilpa, no 5stado de
#uerrero% Ao ce'ar, se muniu de um bom bastão e tal como faz um 'uia de turistas, 5le
com sua sabedoria ia nos e(plicando a import<ncia !ue tinam as cavernas no or'anismo
planetário, sua forma0ão, sua rela0ão com os espíritos elementais da natureza, de como as
ondinas da á'ua escreviam com as 'otas da á'ua a ist*ria da terra, dei(ando8a 'ravada na
bela 'eometria das estalactites e estala'mites, cada forma 'eom)trica era uma mensa'em,
um detale de um incidente em seu 'rande processo 'eol*'ico% 3 impossível narrar toda
sua disserta0ão detaladamente, creio !ue para todos os participantes foi uma ocasião
memorável, todos ao sair das 'rutas levávamos a sensa0ão de toda uma eternidade, a
sensa0ão de aver estado em contato com al'o realmente e(traordinário% No interior
avíamos feito uma cadeia diri'ida pelo Mestre !ue nos indicou !ue nesse mesmo lu'ar, na
X
]
dimensão, se encontrava um templo da lo$a branca, em estado de $inas, ao !ue nos fez
passar en!uanto realizamos uma prática de concentra0ão%
P.% 5m uma das visitas !ue me fez a San Duis 1otosi, depois do almo0o nos
sentamos na sala% &ome0ou a me olar em silêncio% &om as pessoas !ue teno verdadeira
confian0a, posso permanecer em silêncio sem nenum problema, apesar disso me deu certa
in!uieta0ão ele continuar olando8me em silêncio2 sentia seu olar estrano, !ue ia at)
meus mais rec6nditos se'redos% &ontinuávamos em silêncio, eu bai(ava a vista e me fazia
um pouco de bobo2 como ele continuava olando8me, meu inc6modo aumentava, não
poderia dizer com e(atidão !uanto tempo ficamos assim% 5m outras ocasiNes, $á avia
estado em silêncio com ele, caminando, ou em um par!ue, ou em medita0ão, mas da!uela
vez o ambiente estava carre'ado de uma vibra0ão indefinível, muito especial% &reio !ue
isso deve sentir o rato !uando está nas mãos do 'ato ou o passarino !ue foi ipnotizado
pela serpente, o fato era !ue me sentia em um estado muito estrano%%% Ao fim de tão
prolon'ado silêncio, me diri'iu estas palavras9 :?onF, perdestes a oportunidade de
conecer meu divino Caimon=%%% 5m meu interior pensei9 :a'ora sei a razão por!ue me
sentia tão in!uieto e pressionado=% ,oi uma vivência realmente desconecida,
impressionante, !ue me infundiu muito respeito, por!ue compreendi a classe de Ser com o
!ual compartilava mina pr*pria casa%
PQ% Buando me casei com sua fila 7sis, me falou bastante sobre o !ue 5le dizia
serem os três acontecimentos mais transcendentais da vida do ser umano, a saber9 o
nascimento, o casamento e a morte2 cada um tem sua pr*pria transcendência e import<ncia
na vida do omem% ; nascimento abre as portas a uma nova oportunidade ao Ser para !ue
realize sua obra% ; casamento confirma e afian0a o trabalo !ue averá de realizar8se% A
morte pressupNe as contas do !ue se fez%
-R% 5m certa ocasião, nos encontrávamos com o Mestre e sua esposa LVenerável
Mestra DitelantesM, mina esposa 7sis e uma de minas filas, rec)m nascida, em um
supermercado instalado na área onde vivíamos% &omo era difícil dedicar aten0ão ao
cuidado da crian0a e fazer as compras ao mesmo tempo, decidi ficar com ela nos bra0os no
carro, no estacionamento% @epentinamente, senti um profundo sono com mina filina
nas pernas% Do'o os dois dormimos profundamente% Buase de imediato me vi em
observa0ão e compania de uma bela $ovem !ue ce'ava dos 5stados +nidos, para visitar
uma pessoa muito especial e !uerida para ela% Sua 'rande surpresa de ver !ue tal pessoa $á
avia falecido foi para ela uma e(periência de 'rande dor, !ue se impre'nou em sua
consciência%
1ude vê8la derramando lá'rimas com 'rande amar'ura diante da tumba de seu av6%
Sua 'rande dor por não avê8lo encontrado, por aver estado separada dele, veio a se
refletir nesta vida tamb)m, $á !ue !uando o Mestre re'ressou das compras do mercado,
com mina esposa e mina so'ra, me e(plicou !ue o !ue avia visto era um evento da vida
passada da menina, !uando ele tamb)m foi seu av6, e como atrav)s dos s)culos sempre se
aviam identificado com o 'rande carino !ue tinam um pelo outro%
Buando o Mestre faleceu, a menina, !ue a'ora $á conta com -- anos, tina apenas Y
anos e para surpresa de mina esposa e mina, ela se enceu de lá'rimas, corando
desesperadamente, insistia em !uerer ver seu avozino, e eu tive !ue en'aná8la dizendo
!ue ele estava dormindo% ,oi tanta sua insistência de !uerer convencer8se de !ue o !ue le
dizia era certo !ue a av* me disse !ue a levasse at) seu corpo inerte e !uando o viu se
tran!"ilizou% Mais adiante, ao não vê8lo mais, tivemos !ue dizer !ue seu avozino avia
ido para o c)u, ao !ue ela, com a inocência de sua idade, insistia em !ue le mostrasse
como ir a esse lu'ar para poder estar com ele%
-P% ; dia !ue esta crian0a nasceu, o Mestre a esperava com 'rande amor% ;s dois
estivemos muito in!uietos en!uanto nos anunciavam sua ce'ada% Seu nome, Neit, foi
su'erido por ele, como o de !uase todos os meus filos% Mina esposa 7sis ficou três dias
em um ospital localizado na área !ue se cama &idade Sat)lite, no 5stado do M)(ico%
&omo o Mestre vivia no C% ,%, era um pouco lon'a a via'em para visitar
diariamente a sua fila, mas não obstante esteve ali todos os dias% @ecordo !ue sua
abilidade para diri'ir não era muito convincente2 eu sabia !ue as coisas do mundo eram
para ele mais difíceis !ue o normal, por!ue como me e(plicava, era muito difícil para ele
estar a!ui conosco, $á !ue pertencia normalmente a outras dimensNes% 5nfatizava sua
afirma0ão dizendo8me !ue n*s )ramos ao rev)s, por!ue nos custava muito trabalo estar
nos mundos internos de consciência c*smica%
5ra fácil entender o por!uê de sua inadaptabilidade para diri'ir seu carro%
&e'ando para visitar mina esposa, num desses dias acabou perdido procurando o
ospital% Sua espera se fazia lon'a, ine(plicável e desesperante, $á !ue ao falar por telefone
com sua casa sabíamos !ue á muitas oras avia saído com esse rumo% 1or fim apareceu
com mina so'ra, !ue por certo se notava um pouco incomodada de tanto procurar o lu'ar
!ue não era muito difícil de encontrar% Ao per'untarmos o !ue avia sucedido, a av* nos
e(plicou o assunto, ao !ue o Mestre, com certa ver'ona, acrescentou9 por)m, coneceu
Sat)lite, nãoO
Cepois deste evento o av6 nos predisse !ue em mais um ano ce'aria outra crian0a,
!ue $á conecia internamente, pois $á avia estado brincando com ela% Atualmente
LEerzeleideM tem -P anos e nasceu no mesmo dia !ue a irmã, com a diferen0a de um ano,
no mesmo ospital% Mas então o av6 $á avia memorizado bem como ce'ar ao lu'ar%
--% Mina esposa, 7sis #*mez, tem muitas ist*rias para contar, mas relatarei umas
poucas das !uais ela me contou de !uando eram crian0as2 se faz evidente !ue o Mestre era
como o &risto, !ue praticava o !ue predicava%
&onta mina esposa 7sis !ue !uando eram pe!uenos, ele passava nove dias em
$e$um no Summum Supremum e era ela a encarre'ada de levar8le á'ua ou suco para !ue
pudesse continuar sua disciplina imposta por ele mesmo2 ela ainda não entendia por!ue ele
fazia isso%
-Y% Buando a senora sua mãe, a Mestra Ditelantes, ia ao mercado fazer compras,
ela via um cãozino branco !ue a se'uia, ao re'ressar dizia a meu pai9 :Velo, não me
en'anas, esse cãozino branco era você=% 5le respondia9 :Sim, ne'ra, esse era eu= e
continuava escrevendo tran!"ilamente%
-X% Buando vivíamos na &ol6mbia, de forma umilde, 5le teve de fazer8se de
m)dico naturista $unto com mina mãe, ler mãos, e assim foi introduzindo a #nose at)
formar um 'rande Movimento #n*stico /nternacional%
-[% Buando seus filos eram criancinas, e ele não era muito partidário de !ue
fossem A escola, dizia A mina mãe La Mestra DitelantesM9 :vou fazer a escolina #*mez=%
&omprou 'iz, !uadro8ne'ro, cadernos e lápis2 assim come0ou a dar8nos aulas todas as
tardes, nos ensinou a tabuada de multiplicar% A !uem sabia bem a tabuada dava -R
centavos%
Na Serra Nevada da &ol6mbia me ensinou as primeiras letras, com um carrino !ue
tina dados com o abecedário% Me mandava dar uma volta e !ue fosse repetindo a letra !ue
me correspondia aprender% 5le ficava sentado em uns troncos estudando al'um livro% Na
ora de dormir terminava o dia contando8nos contos das Mil e +ma Noites%
-K% 5ra feliz comendo com os indí'enas em seus pratos de barro e coleres de pau,
comidas raríssimas2 ao vê8los, e como avia ouvido !ue eram maus, me encia de medo e
me fecava no !uarto de meus pais e s* meu pai podia convencer8me a sair ou abrir a
porta%
Buando fazia al'uma prática demonstrativa para os irmãos 'n*sticos, me pu(ava e
me levava em corpo físico, de um lado a outro% A'ora compreendo !ue eram práticas em
estado de $inas, por!ue per'untava aos irmãos se aviam percebido, eles respondiam !ue
sim%
-\% Buando escreveu o livro :; Matrim6nio 1erfeito=, os fanáticos cat*licos
fizeram !ue passasse uma boa temporada entre as 'rades% +ma de tantas noites se
apresentou em astral em casa e deu uma palmadina em mina mãe, me cobriu com os
len0*is e olou amorosamente A pe!uena EFpatia% Mina mãe balbuciou al'umas palavras,
assombrada de sua visita% 1or essa )poca vivemos na Serra Nevada de Santa Marta,
&ol6mbia, perto do Summum Supremum Santuarium, ?emplo de Mist)rios !ue $á entrou
na !uarta dimensão% ,oi então !uando escreveu o pe!ueno livro !ue se cama9
:Apontamentos Secretos de um #uru=% Ainda na cadeia aproveitou o tempo para cumprir
com sua 'rande missão%
-.% &erta vez me contou !ue ao acercar8se A idade de YR anos, sentiu uma profunda
preocupa0ão interna por estar tão identificado com as coisas do mundo e não aver
iniciado seus trabalos esot)ricos em forma s)ria ainda% 5ssa noite decidiu visitar um bar
pela 4ltima vez, para iniciar um rompimento com toda a ordem de coisas estabelecidas%
Hebeu at) a saciedade e se inundou das bai(as vibra0Nes !ue produzem esses ambientes,
tudo fez consciente e com o firme prop*sito de não voltar a incorrer nesses erros !ue dá o
álcool e suas conse!"ências%
Nunca $amais voltou a esses ambientes, nem voltou a caminar por esses maus
caminos% 16s fim a uma ordem de coisas anti!uada%
1enso !ue em !ual!uer dia de nossa vida, devemos provocar essa mudan0a na
ordem de coisas em !ue nos encontramos, e definir nosso destino com uma nova atitude
encaminada para o despertar da consciência%
-Q% 5stranava muito ver em todos os seus livros as palavras Hudda MaitreFa
KalIi Avatara e uma vez le per'untei seu si'nificado, ao !ue ele me e(plicou o se'uinte9
:KalIi Avatara= ) certamente o Avatara para a idade do Kali Ju'a, na era de
A!uário% A palavra Avatara si'nifica Mensa'eiro% /n!uestionavelmente, entenda8se por
mensa'eiro !uem entre'a a mensa'em, e como me correspondeu o labor de entre'ar tal
mensa'em, por ordem da Do$a Hranca, sou camado mensa'eiro, em s<nscrito9 Avatara%
Mensa'eiro ou Avatara ), em síntese, um recadeiro, ) o omem !ue entre'a um
recado, um servidor ou servo da 'rande obra do pai% Bue esta palavra não se preste a
e!uívocos9 está especificada com toda claridade%
Sou, portanto, um criado, servidor ou mensa'eiro !ue estou entre'ando uma
mensa'em% Al'uma vez dizia !ue sou o portador de uma car'a c*smica, posto !ue estou
entre'ando o conte4do de uma car'a c*smica%
Assim, a palavra Avatara não deve conduzir8nos $amais ao or'ulo, pois somente
si'nifica isso e nada mais !ue isso9 recadeiro ou criado ou mensa'eiro, um servidor
simplesmente, !ue entre'a uma mensa'em e isso ) tudo%%% Buanto aos termos Hudda
MaitreFa, pois á !ue analisá8los um pou!uino a fim de não cair em erro, o Hudda
7ntimo ) U diríamos U o @eal Ser /nterior de cada um de n*s%
Buando o íntimo @eal Ser /nterno de al'u)m conse'uiu propriamente sua
auto8realiza0ão íntima, ) declarado Hudda2 o termo MaitreFa, no individual, representaria
um Mestre camado MaitreFa, mas do ponto de vista coletivo, entenda8se por Hudda
MaitreFa, no sentido mais completo da palavra, !ual!uer iniciado !ue tena conse'uido
cristificar8se e isso ) tudo%
YR% A inten0ão de meu pai era dar o conecimento 'n*stico por!ue nin'u)m se
avia atrevido a entre'ar o 'rande ensinamento, mas ele disse9 custe o !ue custar, eu
entre'o o #rande Arcano9 se vou para a prisão, vou por al'o sa'rado%
,oi !uando escreveu :; Matrim6nio 1erfeito=, na maior pobreza% ; livro foi escrito
no cão, por!ue não tina com !uê ter uma mesa% 5le come0ou no cão e as 4ltimas
pá'inas escreveu sobre uma cai(a de sabão, dessas de madeira%
5le se dedicava a vender medicinas e tratava os enfermos com plantas, e com isso
come0aram meus pais a levantar nosso lar e na casa entre'ava o conecimento da #nose%
Cepois nos dedicávamos a via$ar, nunca estávamos em um mesmo lu'ar, passamos muitos
sacrifícios%%%
YP% Cepois de sua morte sucederam fatos nos !uais senti palpavelmente sua a$uda%
&omo !uando nos encontrávamos no aeroporto /nternacional da cidade do M)(ico em fila
de espera depois de [R pessoas, nas mesmas condi0Nes, nossas passa'ens eram de um dia
anterior, nos encontrávamos sem dineiro, não tínamos nem aonde ir para dormir, nem
re'ressar% 5ra pois um apuro s)rio% Mina esposa 7sis e eu nos pusemos a orar, pedindo8le
a$uda, com muita f) e um pouco de an'4stia%%% #rande foi nossa surpresa !uando a
senorita nos disse !ue avia arrumado as duas passa'ens, nos camaram pelo alto8falante,
subimos com as malas e as crian0as adormecidas para encontrar e(atamente os lu'ares !ue
necessitávamos% 1ara n*s este foi um 'rande mila're%
Y-% 5ncontrando8nos em um povoado entre 5stados +nidos e M)(ico, esperava um
dineirino !ue me cobrava um ami'o nos 5stados +nidos2 como soube !ue estava
dedicando8se ao vício do álcool, falando francamente posso dizer !ue me encontrava sem
dineiro para a comida do dia se'uinte% /nvocando e orando ao Venerável Mestre, me diri'i
a Dos An'eles, &alif*rnia, passei duas oras amar'as esperando !ue al'u)m fizesse o favor
de levar8me2 ao fim uma pessoa compassiva me levou at) onde ia% Ao ce'ar a este bom
ami'o vi em sua mesa uma carta com meu ce!ue de b -\-,RR d*lares2 rapidamente o
cobrei, re'ressei at) mina esposa levando8le uns fran'uinos !ue estavam deliciosos,
pa'uei o otel%
Nos diri'imos a alu'ar um apartamento !ue nos aviam avisado !ue estava vazio,
mas !uando ce'amos a dona $á o avia dado a outra pessoa2 nos pusemos a invocá8lo
mentalmente pedindo seu au(ílio% ,oi al'o estrano !ue ao terminar de camá8lo, a
senora dona nos indicou !ue avia mudado de opinião e !ue o dava a n*s% Ainda avendo
ce'ado o outro senor, a !uem o avia dado anteriormente, a senora dona não mudou de
opinião% 3 por isso !ue mina esposa diz sempre9 meu pai me disse !ue não me
abandonaria e eu estou se'ura !ue sempre estará conosco%
YY% ; trabalo do Mestre para cumprir com sua 'rande missão sempre foi muito
difícil% @ecordo !ue !uando o coneci me assombrou come0ar a compartir suas
maravilosas conferências em forma umilde com um pe!ueno 'rupino com o !ue nos
reuníamos duas vezes por semana% +ma vez ao mês celebrávamos os rituais 'n*sticos e a
cada semana a reparti0ão do pão e o vino, !ue nomeava como a un0ão 'n*stica% 5m certa
ocasião nos e(plicou a investi'a0ão !ue realizou nos mundos internos de consciência
c*smica acerca desta maravilosa cerim6nia, !ue transcrevo para conecimento de todos
os estudantes% Nos falou dizendo o se'uinte9
:3 necessário saber, meus caros irmãos, o !ue si'nifica realmente a un0ão 'n*stica%
5m certa ocasião encontrando8me nos mundos superiores de consciência c*smica,
especificamente no mundo de Atman, al)m do corpo, das emo0Nes e da mente, penetrei em
um precioso recinto, iluminado por uma luz tão clara !ue não fazia sombra por nenuma
parte% ?al luz tina vida em abund<ncia, não provina de nenuma l<mpada%
+m 'rupo de irmãos ali reunidos ante a mesa sacra realizava esta un0ão 'n*stica e
partia o pão e bebia o vino% Co alto, do mundo do Do'os, descia at) a mesa do ban!uete
pascal, a for0a crística como átomos divinais de altíssima volta'em !ue se acumulavam
nesse pão e nesse vino% A m4sica das esferas ressoava maravilosamente no coral do
infinito%
Cepois, desci para atuar no mundo H4dico ou /ntuicional, nessa re'ião inefável
onde os mundos comun'am sob a palavra de ouro do demiur'o ar!uiteto% ; salão
resplandecia 'lorioso% ;s irmãos, em seu veículo H4dico, ou /ntuicional, para falar em uma
lin'ua'em mais simples, diríamos em sua alma de diamante ou Va$ra Sattva, como dizem
os indus%
&ontinuavam em seu rito inefável, dentro das celebra0Nes deliciosas da Se(ta8feira
Santa% 1artiam o pão e bebiam o vino e oravam% A for0a crística !ue no mundo de Atman
se avia acumulado dentro do tri'o e do fruto da videira, desciam a'ora at) o 'rande
mundo /ntuicional ou H4dico, para acumular8se tamb)m dentro desse Santo #raal e nesse
peda0o de pão !ue representa a carne do bendito Do'os do Sistema Solar%
Ao continuar com minas investi'a0Nes, desci ao mundo das causas naturais% Ali
onde o passado e o futuro se irmanam em um eterno a'ora% ;nde tudo flui e reflui, vai e
vem, sobe e desce%
Ao penetrar no delicioso recinto, encontrei aos mesmos irmãos no mundo causal% Cesta
vez revestidos com o manas superior de !ue falam os te*sofos, isto ), atuando como almas
umanas%
5 a luz deliciosa do Do'os, !ue avia descido da escadaria inefável dos mist)rios,
desde o Atman at) o Hudi, a'ora tomava forma e se cristalizava entre as ondas divinais do
vino da <nfora do mundo das causas naturais% 5ra de admirar8se, era di'no de ver8se, esse
poder lo'*ico e esses átomos crísticos de altíssima volta'em incrustando8se no peda0o de
pão%
; panorama 'lorioso do Do'os no mundo de ?iperet resplandece com os ritmos do
Maaván e do &otaván, !ue sustentam o universo firme em sua marca% Cese$oso de
continuar com essas investi'a0Nes, !ueria saber ainda al'o mais sobre o sacro oficio%
Cesci ao mundo da mente c*smica% 3 *bvio !ue dentro da!uele recinto no mundo
do manas inferior, ainda entre os mesmos esplendores deliciosos e inefáveis de Atman,
nem os refle(os de Hudi, nem o delicioso brilo do Manas Superior ou mundo causal,
avia empalidecido todo, mas ainda se sentia ali o sabor do Do'os%
Centro do santuário sacro, na mesa do ban!uete pascal, estavam o pão e o vino%
&ontinuavam os irmãos com seu rito, partindo o pão para comê8lo e beber na <nfora sacra%
Dá de cima, do mundo de +r<nia, do mundo do 1aracleto universal, representado tão
vivamente pelo cisne Kalaamsa !ue voa sobre as á'uas da vida, desciam as for0as
crísticas, pela luminosa escadaria de Atman, do Hudi, do Manas superior etc%, at)
cristalizar totalmente no pão e o vino dentro do mundo da mente%
Ali não terminaram minas investi'a0Nes, !ueria continuar, e revestindo8me com o
corpo sideral ou corpo Ieds$ano, como se diz esotericamente, entrei no santuário astral% ;s
esplendores diminuíram ainda mais% As flores deliciosas do 'rande alaFa do universo
diminuíram notavelmente% As armonias do diapasão c*smico antes ressoavam como um
mila're bendito no cálice de cada flor do mundo de Atman, ou do Hudi e do Manas
superior, a'ora se aviam eclipsado lamentavelmente% Mas continuava o ritual dentro do
templo e os átomos crísticos, descendo da re'ião inefável do Maa &oam, cristalizavam
tamb)m no pão e no vino da transubstancia0ão%
+m passo mais e entrei na re'ião do lin'am sarira dos te*sofos, nessa !uarta
vertical onde somente podemos mover8nos com o corpo vital, e !uando este tena sido
devidamente esti'matizado, traspassado completamente pela lan0a% Ao penetrar no recinto
da !uarta vertical, vi os mesmos irmãos celebrando seu ritual% As vibra0Nes
resplandecentes do Do'os tomavam forma ali para o 'rande ban!uete%
+m esfor0o mais e conse'ui assomar8me ao mundo meramente físico% 5ntão, com
assombro místico descobri o ins*lito% Sete irmãos no total, ceios de verdadeira adora0ão,
celebram com seu corpo físico o ritual, o mesmo !ue nestes instantes vamos celebrar%
5 esses átomos crísticos !ue aviam descido do 1aracleto +niversal atrav)s das
escadarias luminosas das diversas re'iNes do cosmos infinito, coa'ulando8se, cristalizando
no pão e no vino do 'rande ban!uete, passavam definitivamente aos or'anismos físicos
para incitar todos os átomos or'<nicos ao trabalo da cristifica0ão, para impulsiona8los
com seu dinamismo, com seu verbo, para alimentá8los dentro das armonias universais,
para impulsiona8los em forma s)ria para a auto8realiza0ão%
; con$unto de átomos deuses !ue constituem o or'anismo e !ue obedecem ao
átomo Nous, !ue está no cora0ão, tremem de emo0ão !uando os átomos do Do'os Solar,
coa'ulados no pão e no vino, penetram no or'anismo para nossa cristifica0ão% 3 *bvio
!ue necessitamos uma a$uda crística e ela vem a n*s com a santa un0ão 'n*stica% N*s
somos d)beis criaturas !ue devemos pedir au(ílio ao Do'os% ;bviamente, este vem com o
pão e o vino%
1or isso foi !ue o #rande Kabir disse9 :; !ue come a mina carne e bebe o meu
san'ue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no dia p*stero% ; !ue come a mina carne e
bebe o meu san'ue mora em mim e eu nele% Cizendo isto, meus !ueridos irmãos,
oremos%%%=
1ara finalizar, narrarei al'o !ue me aconteceu !uando o Mestre $á se encontrava
desencarnado% Na rep4blica de 5l Salvador, me encaminava a vender uns cassetes de suas
conferências 'ravadas aos 'n*sticos salvadorenos, me acompanava seu filo mais velo,
/mperator%
5le bateu em um carro !ue estava parado, fui pro$etado para frente, !uebrando o
vidro dianteiro com a cara, fazendo uma 'rande ferida na testa% 5stava san'rando pelo
nariz, atarantado com a vista anuviada pelo san'ue2 /mperator, mancando, foi buscar a$uda,
coisa !ue não p6de por!ue ficou a meio camino%
5m meio A mina turba0ão, ouvi a voz de uma pessoa, !ue at) a'ora nunca soube
!uem foi, e !ue me disse9 :Não te preocupes, eu te cone0o, te levarei a um lu'ar se'uro=,
continuou falando dando8me alento, en!uanto me levava ao ospital% Não podia vê8lo pelo
san'ue !ue corria por meus olos% Do'o me vi em uma cama, me fizeram uma cirur'ia !ue
durou !uatro oras%
Curei uma semana convalescente, na metade dessa semana senti uma noite
apro(imar8se de mim uma pessoa com sapatos de borraca, s* percebia sua presen0a,
acreditava ao princípio !ue era a enfermeira, mas lo'o compreendi !ue era uma entidade
espiritual%
&omecei a sentir a presen0a do av6, o calor de sua mão e seus costumeiros passes
ma'n)ticos em mina cara, at) !ue $á não senti nenuma dor nem mal8estar2 estando ceio
de $4bilo interno, a'radeci tão 'rande oportunidade e, en!uanto se afastava, mina alma se
enceu de umildade e de uma paz !ue e(cede a toda e(plica0ão com palavras%
Não ) em mina mem*ria, mas sim no cora0ão onde teno 'ravadas com caracteres
indel)veis as vivências cotidianas% @ecordo sua sauda0ão de 1az /nverencial, o !ual fazia
com muito entusiasmo% Suas :boas noites= tão ceias de identifica0ão pela tarefa realizada
$untamente, e por muitas coisas mais, pois cada convivência era um evento por si s* ceio
de sua natural sabedoria e saturado do transcendental de suas palavras%
Ce instante em instante com sua rela0ão e(istia a bela possibilidade de um
desenvolvimento armonioso da consciência% A lembran0a desses anos estimula em mina
alma esse anelo íntimo por continuar trilando o sendeiro difícil !ue conduz A libera0ão
final, A luz ou ao som primordial%
1oderia encer este pe!ueno livro de muitas ist*rias mais !ue me escapam, mas
creio !ue isto ) suficiente para e(emplificar o ensinamento 'n*stico% ; realmente
importante não ) o !ue eu 'uardo com essas lembran0as, mas o !ue se$a capaz de realizar
com isso e o !ue possa ser de utilidade para cada pessoa !ue leia estas linas%
Somente assim, com essa for0a em nosso interior, poderá fazer ce'ar a luz As
espessas trevas !ue cobrem atualmente o mundo !ue ) nosso lar no 'rande concerto dos
mundos infinitos de nossa 'alá(ia%
; princípio ) i'ual ao fim, mais a e(periência do ciclo% 5stou a'ora i'ual !ue ao
princípio, com mina personalidade atual, a mesma essência atrav)s de minas vidas com
certa e(periência e minas circunst<ncias, ou meu acumulado Iarma% 5 assim como o
atleta com bom treinamento pode 'anar uma medala ou um trof)u, estou treinando para
levar esse trof)u no 'inásio !ue me dá a pr*pria vida, como ) meu pr*prio lar, meu
trabalo material, meu mundo%
;nde e(ista um Mestre averá um discípulo, onde e(ista uma meta averá um anelo por
realizá8la, nisso se involucram valores como a verdade, a armonia, a beleza e toda virtude
!ue se resume no summum da sabedoria, !ue ) o amor%
&ompreendo !ue teno uma 'rande responsabilidade comi'o mesmo pela 'rande
oportunidade em !ue meu ser me colocou% Ao visitar os lumisiais onde se dá o
ensinamento, percebo o 'rande interesse com !ue me per'untam acerca dos anos !ue
convivi com o Mestre e a in!uietude de conecer como ) um Ser de seu nível de
consciência%
Se pode descrever com palavras a e(periência !ue eu vivi e captei atrav)s de
anedotas !ue palidamente descrevem o !ue foi um Ser como o Mestre, mas conecê8lo
verdadeiramente implica viver seu ensinamento%
Ao escrever estas letras sinto a mesma ale'ria !ue e(perimento !uando ou0o os
cassetes de al'umas conferências !ue 'ravei !uando o acompanei em suas via'ens e
terceiras c<maras% Me ale'ra muito !ue os missionários tenam esse material didático, !ue
) prova de !ue em al'o servi ao Venerável Mestre%
5m todo lu'ar onde viva sempre estarei em contato com a 'rei 'n*stica% Não estou
na a0ão de divul'a0ão do ensinamento, mas dese$o a todos o maior dos ê(itos em seu
nobre labor%
Bue atem a sua carreta de trabalo aos dois bois do discernimento e do desape'o,
!ue não se$a um assunto competitivo nem de dineiro por!ue isso su$a a pureza da #nose%
A inicia0ão não se alcan0a por 'rupos, por!ue ) um assunto individual de muito anelo e
amor por nosso trabalo pessoal%
Não disse nada de novo nem nada transcendente% S* ) meu dese$o cooperar em
al'uma forma com os !ue trabalam por canalizar a car'a c*smica !ue o Mestre depositou
em nosso planeta%
Buero aprender a amar meus semelantes, como nos ensinaram os 'randes
iniciados% Anelo verdadeiramente transformar8me%
Sinceramente convido a todos os !ue estão na luta a !ue constituamos o e()rcito de
!ue tanto falou nosso Mestre%
S* me resta repetir o !ue disse na introdu0ão deste pe!ueno trabalo%
:Bue vosso 1ai !ue mora em se'redo e vossa Civina Mãe Kundalini os bendi'am%
1az /nverencial=%
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