You are on page 1of 120

A revolução da

Dialética
A Revolução da Dialética 2
PRÓLOGO
Nós, os Mestres da Irmandade Branca, nós, os membros autoconscientes da Muralha Guardiã,
convidamos a todos os irmãos da orbe ação e meditação !ro"unda desta obra#
Nós, com os !oderes $ue nos con"eriu o %ai de todas as !aternidades e a hierar$uia
su!raconsciente do mundo invis&vel dos !aramarthasat'as, convidamos a todos os movimentos de
re(eneração $ue e)istem no mundo atual, neste instante, neste conte)to histórico, re"le)ão serena desta
obra e ação !or meio de sua !r*tica#
+ Mestre desta obra est* em !rocesso de auto!er"eição com todas as !rovas $ue isto im!lica nos
mundos internos "rente hierar$uia#
,sta obra tem como embasamento as anti(as ,scolas de Mistérios e o trabalho -ntimo do Mestre
mediante sua e)!eri.ncia $ue verteu em todas suas obras, mas !rinci!almente em suas Mensa(ens de
Natal, + Matrim/nio %er"eito, %sicolo(ia Revolucion*ria, A Grande Rebelião, + Mistério do 0ureo
1lorescer, As 2r.s Montanhas, nesta sua obra !sicoló(ica, A Revolução da Dialética e em A %istis 3o!hia
Desvelada#
Re"leti !ro"unda e serenamente nesta obra em liberdade de toda idéia !reconcebida ou
!reconceito# 2ratai de viv.4la se(undo vossa ação do 3er, vossa iluminação !articular, vossa intuição
&ntima e se(undo vosso traço !sicoló(ico caracter&stico !articular# +bservai as din5micas mudanças de
vosso !ró!rio 3er ao ir desa!arecendo os de"eitos e e(os !articulares !or meio da "orça divina de vossa
Mãe 6eleste, "undamento de toda !er"eição#
3em ação, sem !r*tica, de todos estes !ar5metros !sicoló(icos, de nada servir* ler este livro# %ara
se !oder saber, !rimeiro h* $ue se "a7er#
2omai vossa es!ada em uma mão e a balança na outra e e$uilibrai o estudo e a !r*tica de cada
!ar5metro# A es!ada é a vossa !ró!ria medula es!inhal e a balança é a ener(ia se)ual do 2erceiro 8o(os#
+ "iel da balança é a vontade soberana $ue leva ação#
Ação, meditação, re"le)ão, !aci.ncia, !rud.ncia, humildade e sabedoria são as virtudes $ue
!oremos em vossas consci.ncias do 3er !ara $ue !ossais che(ar Auto4Reali7ação &ntima !ara o bem de
todas as naç9es e !ara o bem da criação, !ela vontade do %ai de toda a !aternidade, o %ai ,terno, o Amor
Absoluto de todos os amores, o 6riador, a Divina 1onte cristalina e !ura de tudo o $ue e)iste e é nos
mundos vis&veis e invis&veis#
A(ora, bebei em suas *(uas !uras e cristalinas !ara $ue leveis !r*tica seus !receitos e vosso
Real 3er se a!ro)ime dos tem!los de Mistérios do mundo invis&vel# Assim se:a#
+s Mestres do 2em!lo da 1raternidade Branca#
REFLEXÃO
Nossa !osição é absolutamente inde!endente# A R,;+8<=>+ DA DIA8?2I6A não tem outras
armas do $ue as da inteli(.ncia nem outros sistemas do $ue os da sabedoria#
;#M# 3amael Aun @eor A
A nova cultura ser* sintética e suas bases serão A R,;+8<=>+ DA DIA8?2I6A#
,sta obra é eminentemente !r*tica, essencialmente ética e !ro"undamente dialética, "ilosó"ica e
cient&"ica#
3e riem do livro, se nos criticam, se nos insultam, $ue im!orta ci.ncia e $ue im!orta a nós,
!osto $ue $uem ri do $ue desconhece est* a caminho de ser um idiota#
A$ui vai este tratado ao cam!o de batalha como um leão terr&vel !ara desmascarar os traidores e
desconcertar os tiranos diante do veredicto solene da consci.ncia !Bblica#
A REVOLUÇÃO DA DIAL!I"A
+ monote&smo condu7 sem!re ao antro!omor"ismo 4 idolatria 4 dando ori(em, !or reação, ao
ate&smo materialista, !or isto !re"erimos o !olite&smo#
Não nos assusta "alar sobre os !rinc&!ios inteli(entes dos "en/menos mec5nicos da nature7a, ainda
$ue nos $uali"i$uem de !a(ãos#
3omos !artid*rios de um !olite&smo moderno "undamentado na !sicotr/nica#
As doutrinas monote&stas condu7em, em Bltima s&ntese, idolatria# ? !re"er&vel "alar dos
!rinc&!ios inteli(entes $ue :amais condu7em ao materialismo#
+ abuso do !olite&smo condu7 !or seu turno, !or reação, ao monote&smo#
+ monote&smo moderno sur(iu do abuso do !olite&smo#
Na ,ra de A$u*rio, nesta nova eta!a da revolução da dialética, o !olite&smo deve ser esboçado
!sicolo(icamente de uma "orma transcendentalC ademais, deve ser divul(ado inteli(entemente#
D* $ue se "a7er uma divul(ação muito s*bia com um !olite&smo monista, vital e inte(ral# +
!olite&smo monista é a s&ntese do !olite&smo e do monote&smoE A variedade é unidade#
Na revolução da dialética, os termos bem e mal não são em!re(ados, assim como os de evolução
e involução, Deus ou reli(ião#
Nestes tem!os caducos e de(enerados são necess*rias a Revolução da Dialética, a Autodialética e
uma Nova ,ducação#
Na era da revolução da dialética, a arte de raciocinar deve ser diri(ida diretamente !elo 3er !ara
$ue se:a metódica e :usta# <ma arte de raciocinar ob:etiva !rodu7ir* uma mudança !eda(ó(ica inte(ral#
2odas as aç9es da nossa vida devem ser o resultado de uma e$uação e de uma "órmula e)atas !ara
$ue !ossam sur(ir as !ossibilidades da mente e as "unç9es do entendimento#
A revolução da dialética tem a chave certa !ara criar urna mente emanci!ada, !ara "ormar mentes
livres de condicionamentos e livres do conceito de o!çãoC unitotais#
A
A Revolução da Dialética F
A revolução da dialética não se constitui em normas ditatoriais da mente#
A revolução da dialética não !rocura atro!elar a liberdade intelectual#
A revolução da dialética $uer ensinar como se deve !ensar#
A revolução da dialética não $uer en:aular ou encarcerar o !ensamento#
A revolução da dialética $uer a inte(ração de todos os valores do ser humano#
O E#$I#A%E#!O
3ó a vida intensamente vivida d* uma sabedoria !erdur*vel, :* $ue a mente, $ue é $uem nos "a7
cometer os erros, nos im!ede de che(ar ao an"iteatro da ci.ncia cósmica# +s erros da mente são esses eus
ou de"eitos !sicoló(icos $ue o animal intelectual "alsamente chamado homem carre(a em seu interior#
+s de"eitos !sicoló(icos encontram4se nos FG n&veis do subconsciente#
Não conse(uimos reconhecer ou encontrar os eus ou e(os dos FG n&veis subconscientes !or$ue cada um
deles toma !artes de nossos di"erentes cor!os# %ara tanto, !recisamos a!elar !ara urna "orça su!erior
mente !ara $ue os desinte(re com seu "o(o ser!entino, sendo esta a nossa Divina Mãe Hundalini#
3omente a Mãe Hundalini dos mistérios hindus conhece os FG n&veis do subconsciente#
+s de"eitos !sicoló(icos estudados não "a7em !arte do nosso 3er# De!ois de se ter estudado o de"eito
!sicoló(ico através da meditação, se su!lica durante a su!erdin5mica se)ual a RAM4I+, a Mãe
Hundalini, !ara $ue o desinte(re com a "orça se)ual#
%or meio do intelecto e da re"le)ão, não !odemos che(ar a ver um de"eito na mente# Ali "icamos todos
estancados, !osto $ue desconhecemos os outros cor!os da mente onde o ,(o tem a sua (uarida#
A mente, o intelecto, a ra7ão e todas essas "ormas sub:etivas com $ue o ser humano trabalha :amais o
!oderão levar aos !ro"undos n&veis do subconsciente, onde o ,(o desenvolve continuamente suas
!el&culas $ue adormecem a nossa consci.ncia# 3omente a Hundalini com seu "o(o se)ual !ode che(ar a
esses FG n&veis !ara desinte(rar de"initivamente isso $ue nos causa dor, isso $ue nos mantém na miséria,
isso $ue as !essoas lamentavelmente amam, isso $ue a !sicolo(ia materialista $uis endeusar, isso $ue se
chama ,(o e $ue a R,;+8<=A+ DA DIA8?2I6A $uer destruir !ara sem!re a "im de $ue se !ossa
atin(ir a revolução inte(ral#
I3,N2IR D+R +< 3,N2IR43, 1,RID+ J<AND+ 3, ? 6A8<NIAD+, A6<3AD+ +< J<AND+
8,;AN2,M 1A83+3 2,32,M<ND+3, ? 3INA8 D, J<, AINDA 3, 2,M ;I;+ + ,< D+
+RG<8D+#K
"AP&!ULO '
;#M# 3amael Aun @eor L
DID(!I"A DA DI$$OLUÇÃO DO EU
A melhor did*tica !ara a dissolução do eu est* na vida !r*tica intensamente vivida#
A conviv.ncia é um es!elho maravilhoso onde se !ode contem!lar o eu de cor!o inteiro#
No relacionamento com nossos semelhantes, os de"eitos escondidos no "undo do subconsciente
a"loram es!ontaneamente, saltam !ara "ora# + subconsciente nos atraiçoa e, se estamos em estado de
alerta !erce!ção, os vemos tais $uais são em si mesmos#
A maior ale(ria de um (nóstico é celebrar o descobrimento de um de seus de"eitos#
De"eito descoberto, de"eito morto# Juando descobrimos al(um de"eito, !recisamos v.4lo em cena,
como $uem est* vendo um "ilme, !orém sem :ul(ar nem condenar#
Não é su"iciente com!reender intelectualmente o de"eito descoberto# 1a74se necess*rio submer(ir
em !ro"unda meditação interior !ara a!anhar o de"eito em outros n&veis da mente#
A mente tem muitos n&veis e !ro"undidades# ,n$uanto não tivermos com!reendido um de"eito em
todos os n&veis mentais, nada teremos "eito e ele continuar* e)istindo como um dem/nio tentador no
"undo do nosso !ró!rio subconsciente#
Juando um de"eito é com!reendido inte(ralmente em todos os n&veis da mente, este se
desinte(raE ao se desinte(rar e se redu7ir !oeira cósmica o eu $ue o caracteri7a#
Assim é como vamos morrendo de instante a instante# Assim é como vamos estabelecendo dentro
de nós um centro de consci.ncia !ermanente, um centro de (ravidade !ermanente#
Dentro de todo ser humano $ue não se ache no Bltimo est*(io de de(eneração, e)iste o budhatta, o
!rinc&!io bBdhico interior, o material !s&$uico ou matéria4!rima !ara se "abricar isso $ue se chama alma#
+ ,u %lurali7ado (asta tor!emente esse material !s&$uico em absurdas e)!los9es at/micas de
inve:a, ódio, cobiça, ciBmes, "ornicaç9es, a!e(os, vaidades, etc#
6on"orme o ,u %lurali7ado vai morrendo de instante a instante, o material !s&$uico vai se
acumulando dentro de nós e se convertendo num centro !ermanente de consci.ncia#
Assim é como vamos nos individuali7ando !ouco a !ouco# Dese(oisti7ando4nos,
individuali7amo4nos# ,sclareça4se !orém $ue a individualidade não é tudo# 6om o acontecimento de
Belém, devemos !assar !ara a sobre4individualidade#
+ trabalho de dissolução do eu é al(o muito serio# %recisamos estudar !ro"undamente a nós
mesmos em todos os n&veis da mente# + eu é um livro de muitos volumes#
%recisamos estudar nossa dialéticaM emoç9es, aç9es, !ensamentos, de instante a instante, sem
:usti"icar nem condenar# %recisamos com!reender inte(ralmente a todos e a cada um de nossos de"eitos
em todas as !ro"undidades da mente#
L
A Revolução da Dialética N
+ ,u %lurali7ado é o subconsciente# Juando o dissolvemos, o subconsciente converte4se em
consciente#
%recisamos converter o subconsciente em consciente e isto só é !oss&vel com a ani$uilação do eu#
Juando o consciente !assa a ocu!ar o !osto do subconsciente, ad$uirimos isso $ue se chama
consci.ncia cont&nua#
Juem (o7a de consci.ncia cont&nua, vive consciente em todo o instante não só no mundo "&sico
como também nos mundos su!eriores#
A humanidade atual é subconsciente em uns GOP# %or isso, dorme !ro"undamente não a!enas no
mundo "&sico, mas também nos mundos su!ra4sens&veis durante o sono do cor!o "&sico e de!ois da morte#
A morte do eu é necess*ria# Necessitamos morrer de instante a instante, a$ui e a(ora, não somente
no mundo "&sico, mas em todos os !lanos da mente cósmica#
Devemos ser im!iedosos com nós mesmos e "a7er a dissecação do eu com o tremendo bisturi da
autocr&tica#
A LU!A DO$ OPO$!O$
<m (rande Mestre di7iaM Buscai a iluminação $ue todo o resto vos ser* dado !or acréscimo#
+ !ior inimi(o da iluminação é o eu# ? necess*rio $ue se saiba $ue o eu é um nó no "luir da
e)ist.ncia, uma "atal obstrução no "lu)o da vida livre em seu movimento#
%er(untou4se a um MestreM Jual é o caminhoQ
Jue ma(n&"ica montanhaR 4 res!ondeu re"erindo4se montanha onde mantinha seu retiro#
Não vos !er(untei a res!eito da montanha e sim a res!eito do caminho#
,n$uanto não !ossas ir além da montanha, não !odereis encontrar o caminho, re!licou o Mestre#
+utro mon(e "e7 a mesma !er(unta a esse mesmo MestreM
8* est*, bem na "rente de seus olhos, res!ondeu o Mestre#
%or $ue não !osso v.4loQ
%or$ue tens idéias e(o&stas#
%oderei v.4lo, 3enhorQ
,n$uanto tiveres uma visão dualista e di(asM eu não !osso e assim !or diante, teus olhos estarão
obscurecidos !ela visão relativa#
;#M# 3amael Aun @eor O
Juando não h* nem eu nem tu, se !ode v.4loQ
Juando não h* eu nem tu, $uem $uer v.4loQ
+ "undamento do eu é o dualismo da mente# + eu se sustenta com o batalhar dos o!ostos#
2odo racioc&nio "undamenta4se no batalhar dos o!ostos# 3e di7emosM "ulano de tal é alto,
$ueremos di7er $ue não é bai)o# 3e di7emosM estou entrando, $ueremos di7er $ue não estamos saindo# 3e
di7emosM estou ale(re, a"irmamos com isto $ue não estamos tristes, etc#
+s !roblemas da vida nada mais são do $ue "ormas mentais com dois !ólosM um !ositivo e outro
ne(ativo# +s !roblemas são criados e sustentados !ela mente# Juando dei)amos de !ensar em um
!roblema, este termina inevitavelmente#
Ale(ria e triste7a, !ra7er e dor, bem e mal, triun"o e derrota, etc#, constitui o batalhar dos o!ostos
no $ual o eu se "undamenta#
;ivemos miseravelmente toda a vida !assando de um o!osto a outroM triun"o4derrota, (osto4
des(osto, !ra7er4dor, "racasso4.)ito, isto4a$uilo, etc#
%recisamos nos libertar da tirania dos o!ostos e isto só é !oss&vel a!rendendo4se a viver de
instante a instante, sem abstraç9es de es!écie al(uma, sem sonhos, sem "antasias#
Daveis observado como as !edras do caminho estão !*lidas e !uras de!ois de um torrencial
a(uaceiroQ 3ó conse(uimos soltar um IohK de admiração# %recisamos com!reender esse IohK das coisas
sem de"ormar essa divina e)clamação com o batalhar dos o!ostos#
Soshu !er(untou ao Mestre NansenM
Jue é o 2A+Q
A vida comum, res!ondeu Nansen#
6omo se "a7 !ara se viver de acordo com elaQ
3e tratares de viver de acordo com ela, "u(ir* de ti# Não trates de cantar esta canção, dei)a $ue ela
mesma se cante# %or acaso, o humilde soluço não vem !or si mesmoQ
Recordem esta "raseM ;ive4se a Gnosis nos "atosC ela murcha nas abstraç9es e é di"&cil de ser
achada ainda $ue nos !ensamentos mais nobres#
%er(untaram ao Mestre BoTu:oM
2eremos $ue nos vestir e comer todos os diasQ 6omo !oder&amos esca!ar de tudo istoQ
+ Mestre res!ondeuM
6omemos, nos vestimos###
O
A Revolução da Dialética U
Não com!reendo, comentou o disc&!ulo#
,ntão, te veste e come, concluiu o Mestre#
,sta é !recisamente a ação livre dos o!ostos# 6omemosQ Nos vestimosQ %or $ue "a7er disso um
!roblemaQ %or $ue !ensar em outras coisas en$uanto se est* comendo ou se vestindoQ
3e estiveres comendo, come# 3e estiveres te vestindo, veste4te# 3e estiveres andando !ela rua,
anda, anda, anda, mas não !ense em outra coisa# 1aça unicamente o $ue est*s "a7endo, não "u:a do $ue
est*s "a7endo, não "u:a dos "atos nem os encha de tantos si(ni"icados, s&mbolos, serm9es ou advert.ncias#
;iva4os sem ale(orias# ;iva4os com a mente rece!tiva de instante a instante#
6om!reendei $ue vos estou "alando do sendeiro da ação livre do doloroso batalhar dos o!ostos#
Ação sem distraç9es, sem esca!atórias, sem "antasias e sem abstraç9es de es!écie al(uma#
Mudai vosso car*ter, amad&ssimos, mudai4o através da ação inteli(ente, livre do batalhar dos
o!ostos#
Juando se "echa as !ortas s "antasias, o ór(ão da intuição des!erta#
A ação livre do batalhar dos o!ostos é ação intuitiva, é ação !lena# +nde h* !lenitude, o eu est*
ausente#
A ação intuitiva condu74nos !ela mão até o des!ertar da consci.ncia#
2rabalhemos e descansemos "eli7es, abandonando4nos ao curso da vida# ,s(otemos a *(ua turva e
!odre do !ensamento habitual e no va7io "luir* a Gnosis e com ela a ale(ria de viver#
,sta ação inteli(ente, livre do batalhar dos o!ostos, eleva4nos a um !onto no $ual al(o deve se
rom!er# Juando tudo caminha bem, rom!e4se o teto r&(ido do !ensar e a lu7 e o !oder do -ntimo entram
em abund5ncia, !ois a mente dei)ou de sonhar#
,ntão, no mundo "&sico e "ora dele, durante o sono do cor!o material, vivemos totalmente
conscientes, e iluminados, (o7ando da ale(ria da vida dos mundos su!eriores#
,sta cont&nua tensão da mente, esta disci!lina, leva4nos ao des!ertar da consci.ncia# 3e estamos
comendo e !ensando em ne(ócios, é claro $ue estamos sonhando# 3e estamos diri(indo um automóvel e
estamos !ensando na noiva, é ló(ico $ue não estamos des!ertos, estamos sonhando# 3e estamos
trabalhando e estamos nos lembrando do com!adre ou da comadre, do ami(o ou do irmão, etc#, é claro
$ue estamos sonhando#
As !essoas $ue vivem sonhando no mundo "&sico, vivem sonhando também nos mundos internos
durante as horas em $ue o cor!o "&sico est* dormindo#
%recisamos dei)ar de sonhar nos mundos internos# Juando dei)amos de sonhar no mundo "&sico,
des!ertamos a$ui e a(ora e este des!ertar a!arece nos mundos internos#
Buscai !rimeiro a iluminação $ue todo o resto vos ser* dado !or acréscimo#
;#M# 3amael Aun @eor G
Juem est* iluminado v. o caminho# Juem não est* iluminado não !ode ver o caminho e
"acilmente !ode se e)traviar da senda e cair no abismo#
3ão terr&veis os es"orços e a vi(il5ncia $ue se necessita de se(undo a se(undo, de instante a
instante, !ara não se cair em devaneios# Basta um minuto de descuido e :* a mente est* sonhandoM
lembrou4se de al(o, !ensou em al(o distinto ao trabalho ou ao "ato $ue se est* vivendo no momento, etc#
Juando a!rendemos a "icar des!ertos de instante a instante no mundo "&sico, durante as horas de
sono do cor!o "&sico e também de!ois da morte vivemos des!ertos e autoconscientes de instante a instante
nos mundos internos#
? doloroso saber $ue a consci.ncia de todos os seres humanos dorme e sonha !ro"undamente, não
somente durante as horas de re!ouso do cor!o "&sico, mas também durante esse estado ironicamente
chamado de vi(&lia#
A ação livre do dualismo mental !rodu7 o des!ertar da consci.ncia#
+ H4D
2enho $ue declarar !erante o veredicto solene da o!inião !Bblica $ue a meta "undamental de todo
estudante (nóstico é che(ar a se converter em um H4D, em um Hosmos4Domem#
2odos os seres humanos vivem num cosmos# A !alavra cosmos si(ni"ica ordem e isto é al(o $ue
não devemos es$uecer :amais#
+ cosmos4homem é um ser $ue tem uma ordem !er"eita em seus cinco centros, em sua mente e
em sua ess.ncia#
%ara se che(ar a ser um homem cósmico é !reciso a!render como se mani"estam as tr.s "orças
!rim*rias do universoM !ositiva, ne(ativa e neutra#
Mas, no caminho $ue nos condu7 ao cosmos4homem, $ue é totalmente !ositivo, vemos $ue a toda
"orça !ositiva se o!9e sem!re uma ne(ativa#
Através da auto4observação, devemos !erceber o mecanismo da "orça o!ositora#
Juando nos !ro!omos a reali7ar uma ação es!ecial, se:a a ani$uilação do ,(o, o dom&nio do
se)o, um trabalho es!ecial ou e)ecutar um !ro(rama de"inido, !recisamos observar e calcular a "orça da
resist.ncia !or$ue, !or nature7a, o mundo e sua mec5nica tendem a !rovocar uma resist.ncia e tal
resist.ncia é o du!lo#
Juanto mais (i(antesca "or a em!resa, maior ser* a resist.ncia# A!rendem4se a calcular a resist.ncia,
!oderemos desenvolver a em!resa com .)ito# ,is onde est* a ca!acidade do (.nio, do iluminado#
A RE$'$!)#"IA
G
A Revolução da Dialética VW
A resist.ncia é a "orça o!ositora# A resist.ncia é a arma secreta do ,(o#
A resist.ncia é a "orça !s&$uica do ,(o o!osta con$uista da consci.ncia !resa em todos os
nossos de"eitos !sicoló(icos# 6om a resist.ncia, o ,(o es!era esca!ar !ela tan(ente, !ostulando descul!as
!ara calar ou ta!ar o erro#
%or causa da resist.ncia, os sonhos tornam4se di"&ceis de inter!retação e o conhecimento $ue se
$uer ter sobre si mesmo torna4se nebuloso#
A resist.ncia atua como um mecanismo de de"esa $ue trata de omitir erros !sicoló(icos
desa(rad*veis !ara $ue não se tenha consci.ncia deles e se continue na escravidão !sicoló(ica#
%orém, na realidade e de verdade, tenho de declarar $ue e)istem mecanismos !ara se vencer a
resist.ncia e $ue sãoM
V# Reconhec.4laC
2# De"ini4laC
A# 6om!reend.4laC
F# 2rabalhar sobre elaC
L# ;enc.4la e desinte(r*4la !or meio da su!erdin5mica se)ual#
Mas, o ,(o lutar* durante a an*lise da resist.ncia !ara $ue não se:am descobertas suas "al*cias, o
$ue !9e em !eri(o o dom&nio $ue ele tem sobre a nossa mente#
Nos momentos de luta com o ,(o, h* $ue se a!elar a um !oder su!erior a menteM o "o(o da
ser!ente Hundalini dos hindus#
A PR(!I"A
6om a !r*tica, e)!erimentação ou viv.ncia, de $ual$uer uma das obras $ue entre(uei
humanidade, o !raticante conse(uiria, é óbvio, a emanci!ação !sicoló(ica#
,)istem !essoas $ue "alam maravilhas sobre a reencarnação, a Atl5ntida, a al$uimia, o ,(o, o
desdobramento astral, etc# Diante do mundo e)terior, são entendidos nestas matérias, !orém isto é
somente estar intelectualmente in"ormado# No "undo, tais !essoas não sabem nada e na hora da morte eles
"icam com todo esse conhecimento arma7enado na memória, mas $ue não lhes serve !ara nada no além
!or$ue se(uem com a consci.ncia adormecida#
3e al(uém est* unicamente en(arra"ado em teorias, se não reali7ou nada !r*tico, se não "e74se
consciente do $ue se ensinou nos livros, se dei)a o conhecimento na memória, !ode4se di7er $ue !erdeu
miseravelmente o seu tem!o#
A memória é o !rinc&!io "ormativo do centro intelectual# Juando uma !essoa as!ira a al(o mais,
$uando olha através das limitaç9es do subconsciente e v. a$uilo $ue tem de!ositado na memória, $uando
analisa ou medita sobre o Bltimo acontecimento ou ensinamento de um livro esotérico, então esses valores
!assam !ara a "ase emocional do mesmo centro intelectual# Juando al(uém $uer conhecer o !ro"undo
si(ni"icado desses conhecimentos e se entre(a de cheio meditação, tais conhecimentos !assarão ao
centro emocional !ro!riamente dito, !orém !recisam ser sentidos no "undo da alma#
;#M# 3amael Aun @eor VV
Juando esses conhecimentos "oram lim!amente vivenciados, tais valores co(nosc&veis da
ess.ncia "icam, !or "im, de!ositados na consci.ncia e não se !erdem :amais# A ess.ncia vem a "icar
enri$uecida com eles#
A(ora com!reenderemos $ual é a "orma de tornar conscientes os conhecimentos (nósticos $ue
"oram entre(ues nos livros $ue escrevi anteriormente e neste também#
A meditação é "ormid*vel !ara nos tornarmos conscientes dos conhecimentos (nósticos# %orém, não
cometamos o erro de dei)ar os conhecimentos e)clusivamente em teorias ou na memória !or$ue se assim
!rocedermos :amais conse(uiremos o dom&nio da mente#
O RE*UI$I!O
A crua realidade dos "atos nos veio a demonstrar $ue são muitos os $ue não com!reenderam a
transcend.ncia do trabalho esotérico4(nóstico e $ue uma (rande maioria não são bons donos de casa#
Juando não se é bom dono de casa, é claro $ue não se est* !re!arado !ara entrar na 3enda do 1io
da Navalha# %ara se trabalhar na Revolução da Dialética, !recisa4se ter che(ado ao n&vel do bom dono de
casa#
<m ti!o "an*tico, lun*tico, ca!richoso, etc#, não serve !ara a revolução inte(ral# <m su:eito $ue
não cum!re com os deveres do seu lar não !ode conse(uir uma (rande mudança# <ma !essoa $ue é mau
!ai, m* es!osa ou mau es!oso, $ue !oder* che(ar trans"ormação radical#
A !edra an(ular da !sicolo(ia revolucion*ria est* no re$uisito de se !ossuir um !er"eito e$uil&brio
no lar, se:a sendo um bom es!oso, um bom !ai, bom irmão, bom "ilho### %er"eito cum!rimento dos
deveres $ue e)istem !ara com a humanidade doente# 6onverter4se numa !essoa decente#
Juem não cum!re com estes re$uisitos :amais !oder* avançar !raticamente nestes estudos
revolucion*rios#
O DERRO!I$%O
+ animal intelectual "alsamente chamado homem tem a idéia "i)a de $ue a ani$uilação total do
,(o, o dom&nio absoluto do se)o e a Auto4Reali7ação &ntima do 3er é al(o "ant*stico e im!oss&vel e não
se d* conta de $ue esse modo de !ensar tão sub:etivo é "ruto de elementos !sicoló(icos derrotistas $ue
diri(em a mente e o cor!o da$ueles $ue não des!ertaram a consci.ncia#
As !essoas desta é!oca caduca e de(enerada carre(am em seu interior um a(re(ado !s&$uico $ue
é um (rande estorvo no caminho da ani$uilação do ,(oM o eu do derrotismo#
+s !ensamentos derrotistas inca!acitam as !essoas de elevar sua vida mec5nica a estados
su!eriores# A maioria das !essoas consideram4se vencidas :* antes de iniciar a luta ou o trabalho
esotérico4(nóstico#
2emos $ue nos auto4observar e auto4analisar !ara descobrir dentro de nós mesmos, a$ui e a(ora,
VV
A Revolução da Dialética V2
essas "acetas $ue constituem isso $ue se chama derrotismo#
3inteti7ando, diremos $ue e)istem tr.s atitudes derrotistas comunsM
VX 3entir4se inca!acitado !or "alta de educação intelectual#
2X Não sentir4se ca!a7 de começar a trans"ormação radical#
AX Andar com a canção !sicoló(icaM INunca tenho a o!ortunidade de mudar ou triun"arK#
%RIM,IRA A2I2<D,
Juanto a sentir4se inca!acitado !or uma "alta de educação, temos de nos lembrar $ue todos os
(randes s*bios como Dermes 2risme(isto, %aracelso, %latão, 3ócrates, Sesus 6risto, Domero, etc#, nunca
"oram universidade# Na realidade e de verdade, cada !essoa tem seu !ró!rio Mestre, sendo este seu
!ró!rio 3er# ,le é isso $ue est* além da mente e do "also racionalismo# Não se con"unda educação com
sabedoria e conhecimentos#
+ conhecimento es!ec&"ico dos mistérios da vida, do cosmos e da nature7a é uma "orça
e)traordin*ria $ue nos !ermite conse(uir a revolução inte(ral#
3,G<NDA A2I2<D,
+s rob/s !ro(ramados !elo anticristo 4 a ci.ncia materialista 4 sentem4se em desvanta(em !or$ue
não se sentem ca!a7es# Isto deve ser analisado# + animal intelectual, !or in"lu.ncia de uma "alsa educação
acad.mica, $ue adultera os valores do 3er, "abricou em sua mente sensual dois terr&veis eus $ue devem
ser eliminadosM a idéia "i)a e a !re(uiça# Idéia "i)aM ;ou !erderR %re(uiçaM !ara !raticar as técnicas
(nósticas a "im de ad$uirir os conhecimentos necess*rios emanci!ação de toda a mecanicidade e sair de
uma ve7 !or todas dessa tend.ncia derrotista#
2,R6,IRA A2I2<D,
+ !ensar do homem4m*$uina éM Nunca me !ro!orcionam as o!ortunidadesE
As cenas da e)ist.ncia !odem ser modi"icadas# ? a !essoa mesmo $ue cria suas !ró!rias
circunst5ncias# 2udo é resultado da lei de ação e conse$Y.ncia, !orém com a !ossibilidade de $ue uma lei
su!erior transcenda uma lei in"erior#
? ur(ente, é im!rorro(*vel, a eliminação do eu do derrotismo# Não é a $uantidade de teorias o $ue conta e
sim a $uantidade de su!eres"orços $ue se "a7 no trabalho da revolução da consci.ncia# + homem
aut.ntico "abrica no momento $ue $uiser as ocasi9es !ro!&cias !ara o seu adiantamento es!iritual ou
!sicoló(ico#
A P$I"OA$!ROLOGIA
,st* escrito com carv9es em brasa no livro da vida $ue todo a$uele $ue conse(ue a eliminação
total do ,(o !ode che(ar a trocar de si(no e livrar4se de suas in"lu.ncias vontade#
,m nome da verdade, tenho de declarar $ue ,sse $ue est* dentro de mim trocou de si(no
vontade# + si(no da minha e)4!ersonalidade era de %ei)es, !orém a(ora sou de A$u*rio, um si(no
terrivelmente revolucion*rio#
;#M# 3amael Aun @eor VA
Não !odemos ne(ar $ue as in"lu.ncias dos si(nos e)istem e nos diri(em até $ue se "aça uma
revolução !sicoló(ica dentro de nós mesmos# %orém, todo estudante $ue as!ira a iluminação deve
começar sua caminhada rebelando4se contra o $ue estabelecem os horósco!os#
Isso de $ue um si(no não é com!at&vel com outro si(no é totalmente absurdoC os $ue não são
com!at&veis entre si são os e(os, os eus, esses elementos indese:*veis $ue carre(amos dentro de nós#
A astrolo(ia destes tem!os do "im não serve !ara nada !or$ue é !uro comércio# A verdadeira
astrolo(ia dos s*bios caldeus "oi es$uecida#
As !essoas4m*$uinas não $uerem mudar e di7emM ,ste é o meu si(noR ,sta é a minha in"lu.ncia
7odiacal, etc# Samais me cansarei de en"ati7ar $ue o im!ortante é mudar emocional e mentalmente#
%recisamos mudar mentalmente !ara $ue !enetrem e se mani"estem em nós as aut.nticas "orças
7odiacais $ue emanam do 3er, desde a ;ia 8*ctea, as $uais nos darão um centro de (ravidade !ermanente#
A lu7 não deve ser buscada nos horósco!os, a lu7 sur(e $uando eliminamos de nós mesmos o
traço !sicoló(ico caracter&stico !articular e $uando criamos um odre novo 4 a mente 4 !ara verter nele os
ensinamentos da !sicoastrolo(ia $ue ensinei em minha obra 6<R3+ Z+DIA6A8 [Z+D-A6+
D<MAN+X#
+ 3er e a Mãe Divina são os Bnicos $ue !odem nos emanci!ar dando4nos uma educação inte(ralC
nada de horósco!os de :ornais ou de revistinhas baratas#
2emos de sacudir a !oeira dos séculos e eliminar todos esses rançosos costumes e crenças# 2emos
de sair desse "anatismo astroló(ico de $ue esta é a minha in"lu.ncia 7odiacal e não tem remédioR ,sta
"orma de !ensar tão sub:etiva é um so"isma de distração do ,(o#
A RE!ÓRI"A DO EGO
Analisando detidamente o b&!ede tricerebrado chamado homem, che(amos conclusão ló(ica de
$ue ainda não tem um centro de consci.ncia !ermanente, um centro de (ravidade !ermanente#
Não !odemos a"irmar $ue os b&!edes humanos este:am individuali7ados# ,stamos se(uros de $ue
só estão instintivi7ados, isto é, $ue são im!elidos somente !elos eus $ue diri(em o centro instintivo ao seu
ca!richo#
+ $uerido ,(o não tem individualidade al(uma# ? uma soma de "atores de discórdia, urna soma
de !e$uenas cate)e soltas 4 ener(ias !s&$uicas e(óicas#
6ada !e$ueno eu dos $ue constituem a le(ião denominada ,(o, tem realmente seu !ró!rio critério
!essoal, seus !ró!rios !ro:etos, suas !ró!rias idéias e sua !ró!ria retórica#
A retórica do ,(o é a arte de "alar bem e com ele(5ncia, de uma maneira tão sutil $ue não nos
damos conta do momento em $ue ca&mos no erro# A retórica do ,(o é tão subliminal $ue, !or essa ra7ão,
nossa consci.ncia esta adormecida sem $ue nos demos conta disso#
VA
A Revolução da Dialética VF
;emos o ,(o com sua retórica levando os !ovos a uma corrida armamentistaM + volume de
comércio !esado 4 avi9es, navios de (uerra e carros blindados 4 entre os !a&ses do terceiro mundo
du!licou entre VGOA e VGON, :* $ue se elevaram ao dobro suas im!ortaç9es# + curioso é $ue em uma
é!oca em $ue se "ala de controle de armas e de !a7, !a&ses em vias de um su!osto desenvolvimento, com
a a:uda dos su!ostamente industriali7ados, aumentem sua ca!acidade de destruição# ? este 4 cabe
!er(untar 4 o caminho ade$uado !ara o desarmamento e a !a7 mundialQ Muito !elo contr*rioC esta é a
retórica do ,(oR
+s b&!edes humanos se(uem "ascinados com os inventos e com todas as a!arentes maravilhas do
anticristo 4 a ci.ncia materialista# Na ,tió!ia, desde VGOA até ho:e, morreram mais de 2WW#WWW !essoas de
"ome# Isto é civili7açãoQ ,sta é a retórica do ,(oE
+ b&!ede humano só $uer viver em seu mundinho $ue :* não serve !ara nada# A !sicolo(ia
materialista, a !sicolo(ia e)!erimental, não serve !ara nada# A !rova é $ue não !/de solucionar os
!roblemas mentais $ue a"etam o !ovo dos ,stados <nidos# %rova disso é $ue continuam e se multi!licam
!elas (randes cidades da <nião Americana as "amosas $uadrilhas# ;e:amosM Na cidade de Nova Ior$ue
e)istem os sujos, (ru!o cu:os membros t.m uns AW anos de idade# <sam rou!as su:as e botas de !ele#
ReBnem4se nos tetos das casas e se or(ulham de serem considerados bons bilharistas#
+s ciclistas desconhecidos também são mais ou menos da mesma idade# ;estem4se usualmente
como os an:os do in"erno e usam :a$uetas de couro com (randes 7&!eres# 3uas bicicletas são velhas
3ch\inn $ue "oram ada!tadas com "or$uilhas alon(adas !ara $ue se !areçam a motocicletas#
A viol.ncia é uma !arte aceita em suas vidas !or cada um dos milhares de inte(rantes# ,)istem
$uadrilhas nesse !a&s $ue lamentavelmente os b&!edes humanos de outros !a&ses $uerem imitar# Isto é
libertação !sicoló(icaQ 1alsoR ,sta é a retórica do ,(o $ue a todos mantém en(anados# 3omente vivendo
os ensinamentos $ue entre(o em todo este aut.ntico tratado de !sicolo(ia revolucion*ria !oderão os
b&!edes humanos libertarem4se da retórica do ,(o# %orém, h* $ue ser levado a !r*tica#
O "E#!RO PER%A#E#!E DE "O#$"I)#"IA
+s b&!edes tricerebrados não t.m individualidade al(umaC não t.m um centro !ermanente de
consci.ncia 4 6%6# 6ada um de seus !ensamentos, sentimentos e aç9es de!ende da calamidade do eu $ue
em determinado momento controle os centros ca!itais da m*$uina humana#
A$ueles $ue durante muitos anos de sacri"&cio e dor v.m lutando !elo Movimento Gnóstico,
!uderam ver na !r*tica coisas terr&veis# Juantos :uraram com l*(rimas nos olhos trabalhar !ela Gnosis até
o "inal dos seus diasQ %rometeram Grande 6ausa "idelidade eterna e !ronunciaram tremendos discursos#
, entãoQ ,m $ue "icaram suas l*(rimas de san(ueQ ,m $ue "icaram seus terr&veis :uramentosQ 2udo "oi
inBtil# Juem :urou "oi o eu !assa(eiro de um instante, !orém $uando outro eu substituiu ao $ue :urara
"idelidade, o su:eito a"astou4se da Gnosis ou traiu a Grande 6ausa# %assou !ara outras escolinhas
atraiçoando as Instituiç9es Gnósticas#
Realmente, o ser humano não !ode ter continuidade de !ro!ósitos !or$ue não tem o 6%6# Não é
um indiv&duo# A!enas tem um eu $ue é uma soma de muitos eus menores#
Muitos são os $ue es!eram a bem4aventurança eterna com a morte do cor!o "&sico, !orém a morte
do cor!o não resolve o !roblema do eu#
;#M# 3amael Aun @eor VL
De!ois da morte, a cate)e solta 4 o ,(o 4 continua envolta em seu cor!o molecular# + b&!ede
humano termina, mas continua a cate)e solta, a ener(ia do ,(o, em seu cor!o molecular# De!ois, mais
tarde, o ,(o !er!etua4se em seus descendentes# Retorna !ara satis"a7er seus dese:os e continuar as
mesmas tra(édias#
6he(ou a hora de se com!reender a necessidade de se !rodu7ir dentro de cada um uma revolução
inte(ral e de"initiva a "im de se estabelecer o 6%6, centro !ermanente de consci.ncia# 3ó assim nos
individuali7amos, só assim dei)amos de ser le(ião, só assim nos convertemos em indiv&duos conscientes#
+ homem atual é semelhante a um barco cheio de !assa(eiros, onde cada !assa(eiro tem seus
!ró!rios !lanos e !ro:etos# + homem atual não tem uma Bnica mente, tem muitas mentes# 6ada eu tem
sua !ró!ria mente#
1eli7mente, dentro do b&!ede humano e)iste al(o mais, e)iste a ess.ncia# Re"letindo seriamente
sobre tal !rinc&!io, !odemos concluir $ue ele é o material !s&$uico mais elevado $ue temos e com o $ual
!odemos "ormar a nossa alma#
Des!ertando a ess.ncia, criamos a alma# Des!ertar a ess.ncia é des!ertar a consci.ncia# Des!ertar
a consci.ncia e$uivale a criar dentro de nós um 6%6# 3ó $uem des!erta a consci.ncia converte4se em
indiv&duo# %orém, o indiv&duo não é o "im, mais tarde teremos $ue che(ar sobre4individualidade#
A $O+RE,I#DIVIDUALIDADE
%recisamos nos dese(oisti7ar !ara nos individuali7ar e de!ois nos sobre4individuali7ar#
%recisamos dissolver o eu !ara ter o 6%6 $ue estudamos no ca!&tulo anterior#
+ ,u %lurali7ado (asta tor!emente o material !s&$uico em e)!los9es at/micas de ira, cobiça,
lu)Bria, inve:a, or(ulho, !re(uiça, (ula, etc#
Morto o eu, o material !s&$uico acumula4se dentro de nós convertendo4se no 6%6#
Do:e em dia, o ser humano, melhor dir&amos, o b&!ede $ue a si mesmo se auto4$uali"ica de
humano, é realmente uma m*$uina controlada !ela le(ião do eu#
+bservemos a tra(édia dos enamorados# Juantos :uramentosR Juantas l*(rimasR Juantas boas
intenç9esR , em $ue "icaQ De tudo não resta senão a triste lembrança# 6asam4se, !assa o tem!o, o homem
enamora4se de outra mulher ou a es!osa enamora4se de outro homem e o castelo de cartas vai ao chão#
%or $u.Q %or$ue o ser humano ainda não tem seu 6%6#
+ !e$ueno eu $ue ho:e :ura amor eterno é substitu&do !or outro !e$ueno eu $ue nada tem $ue ver
com dito :uramento# Isto é tudo# %recisamos nos converter em indiv&duos e isto só é !oss&vel criando4se
um 6%6#
%recisamos criar um 6%6 e isto só é !oss&vel se dissolvendo o ,u %lurali7ado#
2odas as &ntimas contradiç9es do ser humano seriam su"icientes !ara tornar louco $ual$uer um
$ue as !udesse ver num es!elho# A "onte de tais contradiç9es é a !luralidade do eu#
VL
A Revolução da Dialética VN
Juem $uiser dissolver o eu ter* de começar conhecendo suas &ntimas contradiç9es# In"eli7mente,
as !essoas encantam4se em en(anarem a si mesmas !ara não ver suas !ró!rias contradiç9es#
Juem $uiser dissolver o eu ter* de começar dei)ando de ser mentiroso# 2odas as !essoas são
mentirosas consi(o mesmas# 2odo mundo mente a si !ró!rio#
3e $ueremos conhecer a !luralidade do eu e nossas !erenes contradiç9es, devemos não nos auto4
en(anar# As !essoas se auto4en(anam !ara não verem suas contradiç9es internas#
2odo a$uele $ue descobre suas &ntimas contradiç9es sente ver(onha de si mesmo e com :usta
ra7ão# 6om!reende $ue não é nin(uém, $ue é um in"eli7, um miser*vel (usano da terra#
Descobrir nossas !ró!rias contradiç9es &ntimas :* é um .)ito !or$ue nosso :u&7o interior liberta4se
es!ontaneamente, !ermitindo $ue ve:amos com clare7a o caminho da individualidade e da sobre4
individualidade#
O +E%,E$!AR I#!EGRAL
%recisamos de bem4estar inte(ral# 2odos nós so"remos, temos amar(uras na vida e $ueremos
mudar#
,m todo caso, !enso $ue o bem4estar inte(ral é o resultado do auto4res!eito# Isto deve !arecer
bastante estranho a um economista, a um teóso"o, etc#
Jue teria a ver o auto4res!eito com a $uestão econ/micaQ 6om os !roblemas relacionados com o
trabalho ou com a "orça do trabalho, com o ca!ital, etc#Q
Juero comentar o se(uinteM + n&vel de 3er atrai a nossa !ró!ria vida### ;iv&amos numa casa muito
bonita na cidade do Mé)ico# Atr*s dessa casa havia um terreno am!lo $ue estava va7io# <m dia $ual$uer,
um (ru!o de !ara$uedistas, como os chamamos, invadiu o terreno# 8o(o edi"icaram suas choças de
!a!elão e se estabeleceram !or ali# In$uestionavelmente, converteram4se em al(o su:o dentro da$uele
bairro# Não $uero subestim*4los, mas se realmente suas choças de !a!elão estivessem asseadas, nada
ob:etaria, In"eli7mente, havia entre a$uelas !essoas um deslei)o es!antoso#
+bservei cuidadosamente do terraço da casa a vida da$uelas !essoas# Insultavam4se, "eriam a si
mesmas, não res!eitavam seus semelhantes, etc# 3ua vida, em s&ntese, era horri!ilante com misérias e
abominaç9es#
3e antes não se via !or ali as !atrulhas !oliciais, a(ora elas andavam sem!re visitando o bairro# 3e
antes o bairro era !ac&"ico, a(ora convertera4se num in"erno# Assim, !ude evidenciar $ue o n&vel de 3er
atrai nossa !ró!ria vida# Isso é óbvio#
3u!onhamos $ue um desses moradores resolvesse da noite !ara o dia res!eitar os demais e a si
!ró!rio# +bviamente, mudaria#
Jue se entende !or res!eitar a si mesmoQ Dei)ar a delin$Y.ncia, não roubar, não "ornicar, não
adulterar, não inve:ar o bem4estar do !ró)imo, ser humilde e sim!les, abandonar a !re(uiça e converter4se
;#M# 3amael Aun @eor VO
numa !essoa ativa, asseada, decente, etc#
<m cidadão ao res!eitar a si mesmo muda de n&vel de 3er e, ao mudar de n&vel de 3er,
in$uestionavelmente atrai novas circunst5ncias, !ois se relaciona com (ente mais decente, com !essoas
distintas e !ossivelmente, esse novo relacionamento !rovocar* uma mudança econ/mica e social em sua
e)ist.ncia# Assim, se cum!riria o $ue estou di7endo, de $ue o auto4res!eito inte(ral vem a !rovocar o
bem4estar social e econ/mico# %orém, se al(uém não sabe res!eitar a si mesmo, tam!ouco res!eitar* os
seus semelhantes e condenar* a si !ró!rio a uma vida in"eli7 e desventurada#
+ !rinc&!io do bem4estar inte(ral est* no auto4res!eito#
A AU!O,REFLEXÃO
Não es$ueçamos $ue o e)terior e tão só o re"le)o do interior# Isto :* "oi dito !or ,mmanuel Hant,
o "ilóso"o de H]ni(sber(# 3e estudamos cuidadosamente sua 6R-2I6A DA RAZ>+ %<RA, descobrimos
certamente $ue o e)terior é o interiorC !alavras te)tuais de um dos maiores !ensadores de todos os
tem!os#
A ima(em e)terior do homem e as circunst5ncias $ue o rodeiam são o resultado da auto4ima(em#
2odos nós temos uma auto4ima(em# ,sta !alavra com!osta ^ auto e ima(em ^ é !ro"undamente
si(ni"icativa#
Sustamente, che(a4me a memória nestes momentos a$uela "oto(ra"ia de 3antia(o# 2ira4se uma
"oto(ra"ia do nosso ami(o 3antia(o e, coisa curiosa, saem dois 3antia(oM um muito $uieto, na !osição de
sentido, com o rosto !ara "rente, e o outro a!arece caminhando na "rente dele e com o rosto de "orma
di"erente# 6omo é !oss&vel $ue numa "oto saiam dois 3antia(oQ
6reio $ue vale a !ena se am!liar esta "oto !or$ue !ode servir !ara ser mostrada a todas as !essoas
$ue se interessam !or estes estudos# +bviamente, !enso $ue o se(undo 3antia(o seria o auto4re"le)o do
!rimeiro# Isso é óbvioR ,st* escrito $ue a ima(em e)terior do homem e as circunst5ncias $ue o rodeiam
são o resultado da auto4ima(em#
2ambém est* escrito $ue o e)terior é tão somente o re"le)o do interior# Assim é $ue se nós não
nos res!eitamos, se a ima(em interior de nós mesmos é muito !obre, se estamos cheios de de"eitos
!sicoló(icos, de cha(as morais, in$uestionavelmente sur(irão eventos desa(rad*veis no mundo e)terior
como di"iculdades econ/micas, sociais, etc# Não es$ueçamos $ue a ima(em e)terior do homem e as
circunst5ncias $ue o rodeiam são o resultado de sua auto4ima(em#
2odos nós ternos uma auto4ima(em e "ora, a ima(em "&sica $ue !ode ser "oto(ra"ada# %orém,
dentro temos outra ima(em# %ara esclarecer melhor, diremos $ue "ora temos a ima(em "&sica e sens&vel e
dentro a ima(em de ti!o !sicoló(ico e hi!ersens&vel#
3e "ora temos uma ima(em !obre e miser*vel e se essa ima(em é acom!anhada de circunst5ncias
desa(rad*veis, uma situação econ/mica di"&cil, !roblemas de toda es!écie, con"litos, se:a em casa, no
trabalho ou na rua, isto se deve sim!lesmente !or$ue a nossa ima(em !sicoló(ica é !obre, de"eituosa e
horri!ilante# Re"letimos no meio ambiente o $ue somosM nossa miséria, nossa nulidade#
3e $ueremos mudar, !recisamos de uma mudança am!la e totalM ima(em, valores, identidade###
VO
A Revolução da Dialética VU
Devemos mudar radicalmente#
,m v*rias de minhas obras, disse $ue cada um de nós é um !onto matem*tico no es!aço e $ue
concorda em servir de ve&culo a determinadas somas de valores# Al(uns servem de ve&culo a valores
(eniais e outros !oderão servir de ve&culo a valores med&ocres# %or isso, cada um é cada um# A maior
!arte dos seres humanos serve de ve&culo aos valores do ,(o, do eu# ,stes valores !odem ser ótimos ou
ne(ativos# Assim $ue ima(em, valores e identidade são um todo Bnico#
Di(o $ue devemos !assar !or uma trans"ormação radical e a"irmo de "orma en"*tica $ue
identidade, valores e ima(em devem ser mudados totalmente#
%recisamos de uma nova identidade, de novos valores e de uma nova ima(em# Isto é revolução
!sicoló(ica, revolução &ntima# ? absurdo continuar dentro desse c&rculo viciado em $ue atualmente nos
movemos# %recisamos mudar inte(ralmente#
A auto4ima(em de um homem d* ori(em a sua ima(em e)terior# Ao di7er auto4ima(em, re"iro4me
ima(em !sicoló(ica $ue temos dentro# Jual ser* a nossa ima(em !sicoló(icaQ 3er* a do iracundo, do
cobiçoso, do lu)urioso, do inve:oso, do or(ulhoso, do !re(uiçoso, do (lutãoQ +u $ualQ Jual$uer $ue se:a
a ima(em $ue tenhamos de nós mesmos, isto é, a auto4ima(em, dar* ori(em, como é natural, ima(em
e)terior#
A ima(em e)terior, ainda $ue este:a bem vestida, !ode ser !obre# %or acaso, é bonita a ima(em de
um or(ulhosoQ De al(uém $ue se tornou insu!ort*vel, $ue não tem um (rão de humildadeQ %or acaso, é
a(rad*vel a ima(em de um lu)uriosoQ 6omo a(e um lu)urioso, como vive, $ue as!ecto a!resenta o seu
$uarto, $ual é o seu com!ortamento na vida &ntima com o se)o o!osto, talve7 :* se:a um de(eneradoQ
Jual seria a ima(em e)terna de um inve:oso, de al(uém $ue so"re com o bem4estar do !ró)imo e $ue
secretamente causa dano aos outros !or inve:aQ Jual é a ima(em de um !re(uiçoso $ue não $uer
trabalhar e $ue anda su:o e abomin*velQ , a do (lutão###Q
Assim $ue, na verdade, a ima(em e)terior é o resultado da ima(em interior# Isto é irre"ut*vel#
3e um homem a!rende a res!eitar a si mesmo, muda sua vida, não somente dentro do terreno da
ética ou da !sicolo(ia, mas também dentro do terreno social, econ/mico e até !ol&tico# %orém, tem de
mudar# %or isso, insisto em di7er $ue identidade, valores e ima(em devem ser mudados#
A identidade, os valores e a ima(em $ue temos atualmente são miser*veis# Devido a isso, a vida
social est* cheia de con"litos e !roblemas econ/micos# Nin(uém é "eli7 !or estes tem!os, nin(uém é
ditoso# %orém, !oderiam ser mudadas a ima(em, os valores e a identidade $ue temosQ %oder&amos
assumir uma nova identidade, novos valores e nova ima(emQ A"irmo claramente $ue sim, é !oss&velR
In$uestionavelmente, !recisar&amos desinte(rar o ,(o# 2odos nós temos um eu# Juando batemos
numa !orta e !er(untamM $uem éQ Res!ondemosM 3ou eu# Mas, $uem é esse eu, $uem é esse mim mesmoQ
Na realidade e de verdade, o ,(o é uma soma de valores ne(ativos e !ositivos# 3e
desinte(r*ssemos o ,(o e acab*ssemos com esses valores !ositivos e ne(ativos, !oder&amos servir de
ve&culo a novos valores, aos valores do 3er# %orém, neste caso, !recisamos de uma nova did*tica, se é $ue
$ueremos eliminar todos os valores $ue temos atualmente !ara !rovocar uma mudança#
;#M# 3amael Aun @eor VG
A P$I"A#(LI$E
A did*tica !ara se conhecer e eliminar os valores !ositivos e ne(ativos $ue carre(amos dentro
e)iste e se chama !sican*lise &ntima#
Necessitamos a!elar !ara a !sican*lise intima# Juando al(uém a!ela !ara a !sican*lise &ntima
!ara conhecer seus de"eitos de ti!o !sicoló(ico, sur(e4lhe uma (rande di"iculdade# Juero me re"erir de
"orma en"*tica "orça da contratrans"er.ncia# %orém, a solução est* em trans"erir nossa atenção !ara
dentro com o !ro!ósito de nos auto4e)!lorar, de nos autoconhecermos e de eliminar os valores ne(ativos
$ue nos !re:udicam !sicolo(icamente no social, no econ/mico, no !ol&tico e até no es!iritual#
In"eli7mente, re!ito, $uando se trata de se introverter !ara se auto4e)!lorar e conhecer a si
mesmo, de imediato sur(e a contratrans"er.ncia# A contratrans"er.ncia é uma "orça $ue di"iculta a
introversão# 3e não e)istisse a contratrans"er.ncia, a introversão seria mais "*cil#
%recisamos da !sican*lise &ntima, !recisamos da auto4investi(ação &ntima !ara nos autoconhecer
realmente# Homo nosce te ipsum# Domem, conhece a ti mesmo e conhecer*s o universo e os deuses#
Juando al(uém conhece a si !ró!rio, !ode mudar# ,n$uanto não se conheça, $ual$uer mudança
ser* sub:etiva# Mas, antes de tudo, !recisamos da auto4an*lise# 6omo se venceria a "orça da
contratrans"er.ncia $ue di"iculta a !sican*lise &ntima e a auto4an*liseQ Isto somente é !oss&vel com a
an*lise transacional e com a an*lise estrutural#
Juando al(uém a!ela !ara a an*lise estrutural, "ica conhecendo essas estruturas !sicoló(icas $ue
di"icultam e tornam im!oss&vel a intros!ecção &ntima# 6onhecendo tais estruturas, as com!reendemos e
com!reendendo4as !oderemos então vencer o obst*culo#
%orém, ainda !recisamos de mais al(uma coisa# %recisamos também da an*lise transacional#
,)istem transaç9es banc*rias, comerciais, etc#, como também e)istem transaç9es !sicoló(icas#
+s diversos elementos !s&$uicos $ue carre(amos em nosso interior estão submetidos s
transaç9es, aos interc5mbios, s lutas, s mudanças de !osição, etc# Não são al(o imóvel, e)istem sem!re
em estado de movimento#
Juando al(uém, mediante a an*lise transacional, conhece os di"erentes !rocessos !sicoló(icos, as
diversas estruturas, então terminam as di"iculdades na intros!ecção !sicoló(ica# %osteriormente,
reali7amos a auto4e)!loração de nós mesmos com !leno .)ito#
Juem conse(uir a auto4e)!loração !lena sobre tal ou $ual de"eito, se:a !ara conhecer a ira, se:a
!ara conhecer a cobiça, a lu)Bria, a !re(uiça, a (ula, etc#, reali7ar* avanços !sicoló(icos "ormid*veis#
%ara se conse(uir a auto4e)!loração !lena, teremos $ue começar !rimeiro !or se(re(ar o de"eito
$ue $ueremos eliminar de nós mesmos !ara $ue !osteriormente se:a dissolvido#
De"eito desinte(rado libera sem!re um !ercentual de ess.ncia an&mica# A medida $ue "ormos
desinte(rando cada um de nossos "alsos valores, isto é, nossos de"eitos, a ess.ncia an&mica en(arra"ada
neles ser* liberada e, !or "im, a ess.ncia !sicoló(ica totalmente liberada nos trans"ormar* radicalmente#
3er* nesse !reciso instante $ue os valores eternos do 3er se e)!ressarão através de nós#
In$uestionavelmente, isso seria maravilhoso não somente !ara nós mesmos como também !ara a
VG
A Revolução da Dialética 2W
humanidade#
Juando tivermos conse(uido desinte(rar ou dissolver com!letamente os valores ne(ativos,
res!eitaremos a nós mesmos e aos demais e nos converteremos numa "onte de bondade !ara todo mundo,
em uma criatura !er"eita, consciente e maravilhosa#
,sta auto4ima(em m&stica de um homem des!erto dar* ori(em, !or conse$Y.ncia ou corol*rio,
ima(em !er"eita de um nobre cidadão# 3uas circunst5ncias serão bené"icas também em todos os sentidos#
3er* um elo de ouro na (rande cadeia universal da vida# 3er* um e)em!lo !ara o mundo inteiro, uma
"onte de ale(ria !ara muitos seres, um Iluminado no sentido mais transcendental da !alavra, al(uém $ue
(o7ar* de um .)tase cont&nuo e delicioso#
A DI#-%I"A %E#!AL
Necessitamos saber al(o sobre como e !or $ue a mente "unciona# Na din5mica mental
a!renderemos#
In$uestionavelmente, a mente é um instrumento $ue devemos a!render a diri(ir conscientemente#
%orém, seria absurdo $uerer $ue tal instrumento se:a e"iciente sem antes se conhecer o seu como e o seu
!or$u.#
Juando al(uém conhece o como e o !or$u. da mente, $uando conhece as suas diversas "unç9es,
!ode control*4la e ela converte4se num instrumento Btil e !er"eito, num maravilhoso ve&culo, mediante o
$ual !ode trabalhar em bene"&cio da humanidade#
%recisamos, na verdade, de um sistema realista, se é $ue verdadeiramente $ueremos conhecer o
!otencial da mente humana#
%or estes tem!os, e)istem métodos !ara o controle da mente em abund5ncia# D* a$ueles $ue
!ensam $ue certos e)erc&cios arti"iciais !odem ser ma(n&"icos !ara o controle do entendimento# ,)istem
escolas, muita teoria sobre a mente, muitos sistemas, mas como seria !oss&vel "a7er da mente al(o BtilQ
Re"litamosM 3e conhec.ssemos o como e o !or$u. da mente, não !oder&amos "a7er com $ue ela "osse
!er"eitaQ
%recisamos conhecer as diversas "unç9es da mente, se é $ue $ueremos $ue ela se:a !er"eita# 6omo
"uncionaQ %or $ue "uncionaQ ,stes como e por que são de"initivos#
3e, !or e)em!lo, :o(amos uma !edra num la(o, veremos $ue se "ormam ondas# ,las são a reação
do la(o, da *(ua, contra a !edra# 3imilarmente, se al(uém nos lança uma !alavra ir/nica, esta !alavra
che(a até a mente e esta rea(e contra a !alavra# ,ntão, sur(em os con"litos#
2odo mundo est* com !roblemas, todo mundo vive em con"lito# +bservei cuidadosamente as
mesas de debates de muitas or(ani7aç9es, escolas, etc# Não se res!eitam uns aos outros### %or $u.Q %or$ue
não res!eitam a si mesmos#
+bserve4se um senado, uma c5mara de de!utados ou sim!lesmente uma reunião de escola# 3e
al(uém di7 al(uma coisa, :* o outro se sente atin(ido, se o"ende, e di7 al(o !ior# Bri(am entre si e a
reunião da :unta diretora termina num (rande caos# Isto !or$ue a mente de cada um rea(e contra os
;#M# 3amael Aun @eor 2V
im!actos $ue v.m do mundo e)terior, o $ue é (rav&ssimo#
2emos $ue na verdade a!elar !sican*lise intros!ectiva !ara e)!lorar a !ró!ria mente# 1a74se
necess*rio nos conhecer um !ouco mais dentro do intelectual# %or e)em!lo, !or $ue rea(imos !erante a
!alavra de um semelhanteQ Nestas condiç9es, somos sem!re v&timas### 3e al(uém $uiser $ue "i$uemos
contentes, bastar* $ue nos d. umas !almadinhas no ombro e $ue nos di(a al(umas !alavras am*veis# 3e
al(uém $uiser nos ver aborrecidos, bastar* $ue nos di(a al(umas !alavras desa(rad*veis#
,ntão, onde est* a nossa verdadeira liberdade intelectualQ Jual éQ De!endemos concretamente
dos demais, somos escravos, nossos !rocessos !sicoló(icos de!endem e)clusivamente de outras !essoas#
Não mandamos em nossos !rocessos !sicoló(icos e isto é terr&vel#
3ão os outros $ue mandam em nós e em nossos !rocessos -ntimos# <m ami(o che(a de re!ente e
nos convida !ara uma "esta# ;amos casa do ami(o e ele nos o"erece uma taça# 3entimos ver(onha de
recus*4la e a tomamos# ;em outra taça e a tomamos também# De!ois, vem outra e outra até $ue
terminamos embria(ados# + ami(o "oi dono e senhor de nossos !rocessos !sicoló(icos#
<ma mente assim !ode, !or acaso, servir !ara al(oQ 3e mandam em nós, se todo mundo tem
direito de mandar em nós, onde est* a nossa liberdade intelectualQ Jual éQ
De re!ente, achamo4nos diante de uma !essoa do se)o o!osto, identi"icamo4nos muito com ela e
com o tem!o terminamos metidos em "ornicaç9es ou adultérios# Isto $uer di7er $ue a$uela !essoa do se)o
o!osto !/de mais e venceu nosso !rocesso !sicoló(ico, controlou4nos, submeteu4nos sua !ró!ria
vontade# Isto é liberdadeQ
+ animal intelectual "alsamente chamado homem, na realidade e de verdade, "oi educado !ara
ne(ar sua aut.ntica identidade, seus valores e sua ima(em# Juais serão a aut.ntica identidade, os valores
e a ima(em &ntima de cada um de nósQ 3er* !or acaso o ,(o ou a !ersonalidadeQ NãoR Através da
!sican*lise intros!ectiva !oderemos !assar !ara além do ,(o e descobrir o 3er#
In$uestionavelmente, o 3er em si mesmo é nossa aut.ntica identidade, nossos valores e nossa
ima(em# + 3er em si mesmo é o H4D, o Tosmos4Domem, o homem cósmico# In"eli7mente, como :* "oi
dito, o animal "alsamente chamado homem se auto4educou !ara ne(ar seus valores -ntimos, caiu no
materialismo desta é!oca de(enerada, entre(ou4se a todos os v&cios da terra e anda !elo caminho do erro#
Aceitar a cultura ne(ativa, ins!irada sub:etivamente em nosso interior e se(uir o caminho do
menor es"orço é um absurdo# In"eli7mente, as !essoas !or estes tem!os (o7am se(uindo o caminho do
menor es"orço e aceitam a "alsa cultura materialista# Dei)am ou !ermitem $ue se:a instalada em sua
!si$ue# ? assim $ue che(am ne(ação dos verdadeiros valores do 3er#
A AÇÃO LA".#I"A DO $ER
A ação lac/nica do 3er é a mani"estação concisa, a atuação breve, $ue reali7a o Real 3er de cada
um de nós de "orma sintética, matem*tica e e)ata como uma t*bua !ita(órica#
Juero $ue se re"lita muito bem sobre a ação lac/nica do 3er# 8embrem4se $ue l* em cima, no
es!aço in"inito, no es!aço estrelado, toda ação é o resultado de uma e$uação e de uma "órmula e)atas#
Assim também, !or sim!les dedução ló(ica, temos $ue a"irmar de "orma en"*tica $ue a nossa verdadeira
2V
A Revolução da Dialética 22
ima(em, o homem cósmico -ntimo, $ue est* além dos "alsos valores, é !er"eita#
6ada ação do 3er é, in$uestionavelmente, o resultado de uma e$uação e de uma "órmula e)atas#
2em havido casos em $ue o 3er conse(uiu se e)!ressar através de al(uém $ue conse(uiu uma
mudança de ima(em, de valores e de identidade# ,ntão, esse al(uém, de "ato, converteu4se num !ro"eta
ou num iluminado#
%orém, também houve casos lament*veis de !ersonalidades $ue serviram de ve&culo ao !ró!rio
3er e não com!reenderam as intenç9es do divinal#
Juando al(uém $ue serve de ve&culo ao 3er não trabalha desinteressadamente em "avor da
humanidade, não entendeu $ue é uma e$uação e "órmula e)atas da ação lac/nica do 3er# 3ó $uem
renuncia aos "rutos da ação, $uem não es!era recom!ensa al(uma, $uem est* animado a!enas !elo amor
!ara trabalhar em "avor de seus semelhantes, com!reendeu a ação lac/nica do 3er#
2emos de !assar, re!ito, !or uma mudança total de nós mesmos# Ima(em, valores e identidade
devem mudar# Jue bom é ter a ima(em :ovem do homem terrenal, !orém devemos e é melhor termos
ima(em es!iritual e celestial, a$ui mesmo, em carne e osso#
Ao invés de se !ossuir os "alsos valores do ,(o, devem estar, em nosso coração e em nossa
mente, os valores !ositivos do 3er# ,m ve7 de se ter uma identidade (rosseira, devemos ter a identidade
!osta a serviço do 3er#
Re"litamos na necessidade de nos convertermos na viva e)!ressão do 3er###
+ 3er é o 3er e a ra7ão de ser do 3er é o !ró!rio 3er#
Distin(amos claramente entre o $ue é a e)!ressão e o $ue é a auto4e)!ressão# + ,(o !ode se
e)!ressar, mas nunca ter* auto4e)!ressão# + ,(o e)!ressa4se através da !ersonalidade e suas e)!ress9es
são sub:etivas# Re!ete o $ue outros disseram, narra o $ue outros contaram, e)!lica o $ue outros
e)!licaramE não tem a auto4e)!ressão evidente do 3er#
A auto4e)!ressão ob:etiva e real do 3er é o $ue conta# Juando o 3er se e)!ressa através de nós, o
"a7 de "orma !er"eita e lac/nica#
D* $ue se desinte(rar o ,(o base de !sican*lise &ntima !ara $ue o ;erbo, a !alavra do 3er, se
e)!resse atraves de nós#
O A%OR PRÓPRIO
Muito se "alou sobre a vaidade "eminina# %orém, na realidade, a vaidade é a viva mani"estação do
amor !ró!rio#
A mulher diante do es!elho é um narciso com!leto se adorando, se idolatrando com loucura# A
mulher adorna4se da melhor maneira $ue !ode, !inta4se, encres!a o cabelo, etc#, com um Bnico "imM $ue
os demais lhe di(amM 6omo és bela, como est*s bonita, tu és divina, etc#
;#M# 3amael Aun @eor 2A
+ eu sem!re (o7a $uando as !essoas o admiram, + eu se en"eita !ara $ue os outros o adorem# +
eu se :ul(a belo, !uro, ine"*vel, santo, virtuoso, etc# Nin(uém se :ul(a mau# 2odas as !essoas se
consideram boas e :ustas#
+ amor !ró!rio é al(o terr&vel# %or e)em!lo, os "an*ticos do materialismo não aceitam as
dimens9es su!eriores do es!aço !or amor !ró!rio# Gostam muito de si mesmos e como é natural e)i(em
$ue as dimens9es su!eriores do es!aço, do cosmos e de toda a vida ultra4sens&vel se submetam aos seus
ca!richos !essoais# Não são ca!a7es de ir além de seu estreito critério e de suas teorias, além de seu
$uerido ,(o e de seus !receitos mentais#
A morte não resolve o "atal !roblema do ,(o# 3ó a morte do eu !ode resolver o !roblema da dor
humana, !orém o eu ama demais a si mesmo e não $uer morrer de "orma al(uma# ,n$uanto o eu e)istir,
(irar* a roda do samsara, a roda "atal da tra(édia humana#
Juando estamos realmente enamorados, renunciamos ao eu# ? muito raro na vida achar4se al(uém
verdadeiramente enamorado# As !essoas estão a!ai)onadas e isso não é amor# As !essoas se a!ai)onam
$uando se encontram com al(uém $ue lhes a(rada, !orém de!ois descobrem na outra !essoa seus
!ró!rios erros, $ualidades e de"eitos# ,ntão, o ser amado torna4se um es!elho onde !assam a se
contem!lar totalmente# Realmente, não estão enamorados do ser amado e sim de si mesmos e (o7am
vendo4se no es!elho $ue é o ser amado# A& se encontram e su!9em $ue estão enamorados# + eu (o7a
diante do es!elho de cristal ou se sente "eli7 observando4se na !essoa $ue tem suas mesmas $ualidades,
virtudes e de"eitos#
Muito é o $ue "alam os !redicadores sobre a verdade, !orém, !or acaso, ser* !oss&vel se conhecer
a verdade en$uanto e)istir em nós o amor !ró!rioQ
3ó se acabando com o amor !ró!rio, só com a mente livre de su!osiç9es, !oderemos
e)!erimentar, na aus.ncia do eu, isso $ue é a ;,RDAD,#
Muitos criticarão esta obra, A R,;+8<=>+ DA DIA8?2I6A# 6omo sem!re, os !seudo4
sa!ientes rirão de seus ar(umentos revolucion*rios !elo delito de não coincidir estes ensinamentos com as
suas su!osiç9es mentais e com as com!licadas teorias $ue mant.m em sua memória#
+s eruditos não são ca!a7es de escutar com mente es!ont5nea, livre de su!osiç9es, teorias,
!reconceitos, etc#, a !sicolo(ia revolucion*ria# Não são ca!a7es de se abrirem ao novo com mente &nte(ra,
com mente não dividida !elo batalhar das ant&teses#
+s eruditos só escutam !ara "a7er com!araç9es com as suas su!osiç9es arma7enadas na memória#
+s eruditos só escutam !ara tradu7ir de acordo com sua lin(ua(em de !reconceitos e !re:ul(amentos !ara
che(ar conclusão de $ue os ensinamentos de A R,;+8<=>+ DA DIA8?2I6A são "antasia# +s
eruditos são sem!re assim# 3uas mentes :* estão tão de(eneradas $ue não são ca!a7er de descobrir o
novo#
+ eu em sua soberba $uer $ue tudo coincida com suas teorias e su!osiç9es mentais# + eu $uer $ue
todos os seus ca!richos se cum!ram e $ue o cosmos em sua totalidade se submeta aos seus e)!erimentos
de laboratório#
+ ,(o se aborrece com tudo a$uilo $ue lhe "ira o amor !ró!rio# + ,(o adora as suas teorias e
!reconceitos#
2A
A Revolução da Dialética 2F
Muitas ve7es nos aborrecemos com al(uém sem motivo al(um# %or $u.Q 3im!lesmente !or$ue
esse al(uém !ersoni"ica al(uns erros $ue carre(amos bem escondidos e $ue não nos a(rada $ue outro os
e)iba# Realmente, os erros $ue a outros atribu&mos os levamos nós bem dentro#
Nin(uém é !er"eito neste mundo# 2odos nós "omos cortados !ela mesma tesoura# 6ada um de nós
é um mau caracol no seio da Grande Realidade#
Juem não tem um de"eito em determinada direção, o tem noutra direção# Al(uns não cobiçam
dinheiro, mas cobiçam "ama, honras, amores, etc# +utros não adulteram com a mulher alheia, !orém
(o7am adulterando doutrinas, misturando credos em nome da 1raternidade <niversal#
Al(uns não sentem ciBmes da sua mulher, !orem são ciumentos de ami7ades, credos, seitas,
coisas, etc# Assim somos nós, seres humanos, cortadinhos !ela mesma tesoura#
Não h* ser humano $ue não adore a si mesmo# Nos :* escutamos indiv&duos $ue "icaram horas e
horas "alando de si mesmos, (o7ando de suas maravilhas, de seu talento, de suas virtudes, etc#
+ ,(o $uer tanto a si mesmo $ue che(a a inve:ar o bem alheio# As mulheres se en"eitam com
muitas coisas, em !arte !or vaidade e em !arte !ara des!ertar a inve:a das demais mulheres# 2odas
inve:am a todas# 2odas inve:am o vestido alheio, o belo colar, etc# 2odas adoram a si mesmas e não
$uerem ver4se !or bai)o das demais# 3ão cem !or cento narcisistas#
Al(uns !seudo4ocultistas ou irmãos de muitas seitas adoram tanto a si mesmos $ue che(am a se
:ul(ar !oços de humildade e santidade# 3entem4se or(ulhosos de sua !ró!ria humildade# 3ão
terrivelmente or(ulhosos#
Não h* irmã7inha ou irmão7inho !seudo4ocultista $ue no "undo não se !resuma de santo, um
es!lendor de bele7a es!iritual#
Nenhum irmão7inho ou irmã7inha !seudo4ocultista se :ul(a mau ou !erverso# 2odos :ul(am4se
santos e !er"eitos ainda $ue se:am realmente não só maus como também !erversos#
+ $uerido ,(o adora demasiado a si mesmo e sem!re se :ul(a, ainda $uando não o di(a, bom e
!er"eito#
A,/I%$A , A #ÃO VIOLE#"IA
A4Dimsa é o !ensamento !uro da &ndiaM a não viol.ncia# Realmente, a A4Dimsa "oi ins!irada !elo
amor universal# Dimsa si(ni"ica $uerer matar, $uerer !re:udicar### A4Dimsa é, !ois, a renBncia a toda a
intenção de morte ou dano ocasionado !ela viol.ncia#
A4Dimsa é o contr*rio de e(o&smo# A4Dimsa é altru&smo e amor absoluto# A4Dimsa é ação reta#
Mahatma Gandhi "e7 da A4Dimsa o b*culo de sua doutrina !ol&tica# Gandhi de"iniu a
mani"estação da A4Dimsa assimM A não viol.ncia não consiste em renunciar a toda a luta real contra o
mal# A não viol.ncia, como eu a concebo, em!reende uma cam!anha mais ativa contra o mal $ue a lei de
2alião, cu:a !ró!ria nature7a d* !or resultado o desenvolvimento da !erversidade# ,u levanto "rente ao
;#M# 3amael Aun @eor 2L
imoral uma o!osição mental, !or conse(uinte, moral# 2rato de inutili7ar a es!ada do tirano não "a7endo4a
cru7ar com um aço de melhor $ualidade e sim de"raudando sua es!erança ao não o"erecer resist.ncia
"&sica al(uma# ,le encontrar* em mim a resist.ncia da alma $ue "u(ira do seu ata$ue# ,sta resist.ncia
!rimeiramente o ce(ar* e de!ois o obri(ar* a dobrar4se# , o "ato de dobrar4se, não humilhar* o a(ressor e
sim o di(ni"icar*### Não e)iste arma mais !oderosa do $ue a mente bem encausadaR
+ ,(o é $uem desune, atraiçoa e estabelece a anar$uia !or entre a !obre humanidade doente, +
e(o&smo, a traição e a "alta de "raternidade tem dividido a humanidade#
+ eu não "oi criado !or Deus nem !elo ,s!&rito nem !ela matéria# + eu "oi criado !ela nossa
!ró!ria mente e dei)ar* de e)istir $uando o tenhamos com!reendido totalmente em todos os n&veis da
mente# 3ó através da reta ação, reta meditação, reta vontade, retos meios de vida, reto es"orço e reta
memória conse(uimos dissolver o eu# ? ur(ente se com!reender a "undo tudo isto se $ueremos realmente
a revolução da dialética#
Não se deve con"undir a !ersonalidade com o eu# Realmente, a !ersonalidade se "orma durante os
sete anos da in"5ncia# + eu é o erro $ue se !er!etua de século em século "orti"icando4se cada ve7 mais
com a mec5nica da recorr.ncia#
A !ersonalidade é ener(ética# Nasce com os h*bitos, costumes, idéias, etc#, durante a in"5ncia e
"orti"ica4se com as e)!eri.ncias da vida# 2anto a !ersonalidade como o eu devem ser desinte(rados# Nós
somos mais revolucion*rios nos ensinamentos !sicoló(icos $ue Gurd:ie"" e +us!ensT'#
+ eu utili7a a !ersonalidade como instrumento de ação# + !ersonalismo resulta dessa mistura de
,(o e !ersonalidade# + culto !ersonalidade "oi inventado !elo eu# Realmente, o !ersonalismo (era
e(o&smos, ódios, viol.ncias, etc# 2udo isto é rechaçado !ela A4Dimsa#
+ !ersonalismo arru&na totalmente as or(ani7aç9es esotéricas# + !ersonalismo !rodu7 anar$uia e
con"usão# + !ersonalismo !ode destruir totalmente $ual$uer or(ani7ação#
,m cada reincor!oração 4 retorno 4 o ,(o "abrica uma nova !ersonalidade# 6ada !essoa é
di"erente em cada nova reincor!oração#
? ur(ente saber viver# Juando o eu se dissolve, a Grande Realidade, a verdadeira 1elicidade,
A$uilo $ue não tem nome, vem a nós#
1açamos distinção entre o 3er e o eu# + homem atual só tem o eu# + homem é um ser $ue não
conse(uiu# ? ur(ente se conse(uir o 3er# ? necess*rio se saber $ue o 3er é "elicidade sem limites#
? absurdo di7er4se $ue o 3er é o ,u 3u!erior, o ,u Divino, etc# + 3er sendo de ti!o universal e
cósmico não !ode ter sabor de e(o# Não tratemos de divini7ar o eu#
A A4Dimsa é não viol.ncia em !ensamento, !alavra e obra# A A4Dimsa é res!eito s idéias
alheias, res!eito a todas as reli(i9es, escolas, seitas, or(ani7aç9es, etc#
Não es!eremos $ue o eu evolua !or$ue o eu não se a!er"eiçoa :amais# Necessitamos de uma total
revolução da consci.ncia# ,ste é o Bnico ti!o de revolução $ue aceitamos#
Na revolução da dialética, na revolução da consci.ncia, encontramos as bases da doutrina da A4
2L
A Revolução da Dialética 2N
Dimsa#
6on"orme morrermos de instante a instante, a concórdia entre os homens ir* se desenvolvendo
lentamente# 6on"orme "ormos morrendo de instante a instante, o sentido da coo!eração ir* substituindo
totalmente o sentido de com!etição# 6on"orme morrermos de momento a momento, a boa vontade ir*
substituindo !ouco a !ouco a m* vontade#
+s homens de boa vontade aceitam a A4Dimsa# ? im!oss&vel se iniciar uma nova ordem em nossa
!si$ue e)cluindo4se a doutrina da não viol.ncia#
A A4Dimsa deve ser cultivada nos lares se(uindo4se a senda do matrim/nio !er"eito# 3ó com a
não viol.ncia em !ensamento, !alavras e obras !ode reinar a "elicidade nos lares#
A A4Dimsa deve ser o "undamento do viver di*rio no escritório, na "*brica, no cam!o, no lar, na
rua, etc# Devemos viver a doutrina da não viol.ncia#
"O#DU!A GREG(RIA
6onduta (re(*ria é a tend.ncia $ue tem a m*$uina humana de estar misturada com as outras sem
distinção e sem controle de es!écie al(um#
;e:amos o $ue se "a7 $uando se est* em (ru!o ou entre a multidão# ,stou se(uro de $ue bem
!oucas !essoas se atreveriam a sair na rua e :o(ar !edras contra al(uém# No entanto, em (ru!o o "a7em#
Al(uém !ode in"iltrar4se numa mani"estação !Bblica e "icar e)altado !or causa do entusiasmo# 2erminar*
:o(ando !edras :unto com a multidão ainda $ue de!ois venha a se !er(untar !or$ue o "e7#
+ ser humano com!orta4se de "orma di"erente $uando em (ru!o# 1a7 coisas $ue nunca "aria
so7inho# A $ue se deve issoQ Deve4se s im!ress9es ne(ativas s $uais abriu as !ortas# Assim, termina
"a7endo o $ue :amais "aria so7inho#
Juando al(uém abre as !ortas s im!ress9es ne(ativas, não só altera a ordem do centro
emocional, $ue est* no coração, como ainda o torna ne(ativo# Juando al(uém abre suas !ortas, !or
e)em!lo, s emoç9es ne(ativas de uma !essoa $ue vem cheia de ira, !or$ue al(uém causou4lhe al(um
dano, termina aliando4se a essa !essoa contra o causador do dano e se encher* de raiva também sem ter
nada $ue ver com o assunto#
3u!onhamos $ue al(uém abre as !ortas s im!ress9es ne(ativas de um embria(ado e termina
aceitando um co!o de bebida# ,m se(uida, aceita dois, tr.s### de7# ,m conclusão, "ica embria(ado
também#
3u!onhamos $ue al(uém abre as !ortas s im!ress9es ne(ativas de uma !essoa do se)o o!osto#
%rovavelmente, acabar* "ornicando e cometendo todo ti!o de delitos#
3e abrimos as !ortas s im!ress9es ne(ativas de um dro(ado, $uem sabe terminemos também
"umando maconha ou consumindo al(um ti!o de entor!ecente# 6omo conclusão, vir* o "racasso#
Assim é como os seres humanos conta(iam4se uns aos outros dentro de ambientes ne(ativos# +s
ladr9es tornam as outras !essoas ladras# +s homicidas sem!re conta(iam al(uém# +s viciados conta(iam
;#M# 3amael Aun @eor 2O
os outros e multi!licam4se os dro(ados, os ladr9es, os a(iotas, os homicidas, etc# %or $u.Q %or$ue
cometem o erro de abrir sem!re as !ortas s emoç9es ne(ativas# Isso não est* certo# 3elecionemos nossas
emoç9es#
3e al(uém nos trou)er emoç9es !ositivas de lu7, de bele7a, de harmonia, de ale(ria, de !er"eição,
de amor### abramos a elas as !ortas do nosso coração# %orém, se al(uém nos trou)er emoç9es ne(ativas de
ódio, de viol.ncia, de ciBmes, de dro(as, de *lcool, de "ornicação ou de adultério, !or $ue iremos lhe abrir
as !ortas do nosso coraçãoQ 1echemo4lasR 6erremos as !ortas s emoç9es ne(ativasR
Juando al(uém re"lete sobre a conduta (re(*ria, !ode !er"eitamente modi"ic*4la e "a7er de sua
vida al(o melhor#
A DEFOR%AÇÃO DA PALAVRA
+ som do canhão, seu estam!ido, destrói os vidros de uma :anela# %or outro lado, uma !alavra
suave a!a7i(ua a ira ou a raiva# S* uma !alavra (rosseira, inarm/nica, causa !esar, melancolia, triste7a ou
ódio, etc#
Di74se $ue o sil.ncio é ouro, !orém melhor é di7erM ? tão ruim "alar $uando se deve calar, $uanto
calar $uando se deve "alar#
D* sil.ncios delituosos, h* !alavras in"ames### Devemos calcular com nobre7a o resultado das
!alavras "aladas, !ois muitas ve7es "erimos os outros com !alavras !ro"eridas de "orma inconsciente#
As !alavras cheias de mal intencionado sentido !rodu7em "ornicaç9es no mundo da mente# As
!alavras arr&tmicas (eram viol.ncia no mundo da mente cósmica#
Samais se deve condenar a al(uém com a !alavra !or$ue não se deve :ul(ar a nin(uém nunca# A
maledic.ncia, a intri(a e a calBnia t.m enchido o mundo de dor e amar(ura#
3e estamos trabalhando com a su!erdin5mica se)ual, temos de com!reender $ue as ener(ias
criadoras estão e)!ostas a todo tido de modi"icaç9es# ,stas ener(ias da libido !odem ser modi"icadas em
!oderes de lu7 ou de trevas# 2udo de!ende da $ualidade das !alavras#
+ homem !er"eito "ala !alavras de !er"eição# + estudante (nóstico $ue $uer se(uir !elo caminho
da revolução da dialética tem de se habituar a controlar a lin(ua(em# %recisa a!render a comandar a
!alavra#
Não é o $ue entra !ela boca o $ue causa dano ao homem e sim o $ue saiR Da boca sai a in:Bria, a
intri(a, a di"amação, a calBnia, o debate, etc# 2udo isto !re:udica ao homem#
,vite4se todo ti!o de "anatismo !or$ue com ele causamos muito dano ao homem, ao !ró)imo#
Não somente se "ere aos demais com !alavras (rosseiras ou com "inas e art&sticas ironias, mas também
com o tom da vo7, com in"le)9es arr&tmicas e inarm/nicas#
$A+ER E$"U!AR
2O
A Revolução da Dialética 2U
D* $ue se a!render a escutar# %ara se a!render a escutar, h* $ue se des!ertar a consci.ncia#
%ara se saber escutar, h* $ue se estar !resente# + $ue se escuta sem!re esca!a do !a&s ou da
cidade !sicoló(icos#
A !ersonalidade humana não sabe escutar, assim também o cor!o "&sico !or$ue é seu ve&culo#
As !essoas estão cheias de si mesmas, de seus or(ulhos, de suas "aculdades, de suas teorias###
Não h* um rincão7inho ou um lu(ar va7io !ara o conhecimento, !ara a !alavra# Devemos manter
a ti(ela voltada !ara cima como o Buddha a "im de receber a !alavra cr&stica#
,scutar !sicolo(icamente é muito di"&cil# D* $ue se a!render a "icar atento !ara se saber escutar#
2emos de nos tornar mais rece!tivos !alavra#
As !essoas não se lembram de suas e)ist.ncias anteriores !or$ue não estão em sua casa
!sicoló(icaC estão "ora dela#
2emos de nos lembrar de nós mesmos# D* $ue se rela)ar o cor!o tantas ve7es $uantas !ossamos
durante o dia#
%or es$uecimento do 3er, a (ente comete muitos erros# Grandes coisas nos acontecem $uando nos
recordamos de nós mesmos#
6onsultar é necess*rio, !orém o im!ortante é saber escutar# %ara se saber escutar, h* $ue se ter os
centros motor, emocional e intelectual em su!rema atenção#
A "alsa educação nos im!ede de escutar# A "alsa educação dani"ica os cinco centros da m*$uina
humanaM intelectual, motor, emocional, instintivo e se)ual#
D* $ue se escutar com a mente de "orma es!ont5nea, livre de su!osiç9es mentais, teorias e
!reconceitos# D* $ue se abrir ao novo com a mente inteira, com a mente não dividida !elo batalhar das
ant&teses#
A EXA!IDAO DO !ER%O
3ócrates e)i(ia como base de sua dialética a !recisão do termo# ,m nossa dialética revolucion*ria
e)i(imos como base a !recisão do verbo#
A !alavra, distinção humana, é o instrumento da e)!ressão individual e da comunicação entre os
homens# ? o ve&culo da lin(ua(em e)terior e a mani"estação ou e)teriori7ação da com!licada lin(ua(em
interior $ue tanto !ode ser usada !elo 3er como !elo ,(o#
%latão em seu di*lo(o 1édon e)!ressou a um de seus disc&!ulos um conceito "amoso !or sua
!ro"undidade e delicade7a moralM o !rinc&!io humano da !ro!riedade idiom*tica# Di7 assimM 2em !or
sabido, meu $uerido 6r&ton, $ue o "alar de uma maneira im!ró!ria não é só cometer uma "alta no $ue se
di7, mas também uma es!écie de dano $ue se causa s almas#
;#M# 3amael Aun @eor 2G
3e $ueremos resolver os !roblemas, devemos nos abster de o!inar# 2oda o!inião !ode ser
discutida# Devemos resolver os !roblemas meditando neles# %recisamos resolv.4los com a mente e com o
coração# %recisamos a!render a !ensar !or nós mesmos# ? absurdo re!etir como !a!a(aios as o!ini9es
alheias#
Juando se ani$uila o ,(o, desa!arecem os !rocessos o!cionais da mente# +!inião é a emissão de
um conceito !or temor de $ue o outro se:a verdadeiroC isso indica i(nor5ncia#
<r(ente é a!render a não se identi"icar com os !roblemas# %recisamos nos auto4e)!lorar
sinceramente e de!ois (uardar um sil.ncio mental e verbal#
O RO+O P$I"OLÓGI"O
+ animal intelectual é semelhante a um rob/ !ro(ramado !or discos mec5nicos# ? também
semelhante a um reló(io !or$ue vive re!etindo os mesmos movimentos de suas e)ist.ncias !assadas#
+ ser humano "alsamente chamado de homem é um rob/ !sicoló(ico $ue nada "a7, tudo lhe
acontece# + 3er é o Bnico $ue "a7, + 3er "a7 sur(ir o $ue $uer !or$ue não é um ente mec5nico#
2emos de dei)ar de ser rob/s intelectuais !or$ue o rob/ sem!re re!ete a mesma coisa, não tem
inde!end.ncia#
+ rob/ !sicoló(ico est* in"luenciado !elas leis lunaresM recorr.ncia, conce!ção, morte, ódio,
e(o&smo, viol.ncia, !resunção, soberba, auto4im!ort5ncia, cobiça desmesurada, etc#
D* $ue se trabalhar com a su!erdin5mica se)ual !ara se criar um centro de (ravidade !ermanente
e se tornar inde!endente da lua#
%ara se dei)ar de ser um rob/ !sicoló(ico, é necess*rio dominar a si mesmo# 1austo o conse(uiu,
!orém 6ornélio A(ri!!a não !or$ue se !/s a teori7ar#
As !essoas interessam4se em e)!lorar o mundo, !orém é mais im!ortante e)!lorar a si mesmo
!or$ue o $ue e)!lora a si mesmo, domina o mundo#
+ rob/ !sicoló(ico $ue $uiser se converter em homem e de!ois em su!er4homem dever*
desenvolver a ca!acidade de sustentar as notas#
Juando al(uém $uiser verdadeiramente dei)ar de ser m*$uina, ter* $ue !assar !ela !rimeira
criseM MI410 e de!ois !ela se(undaM 3I4D_#
A chave dos triun"adores !ara vencerem as crises e dei)arem de ser rob/s !sicoló(icos éM escolha,
mudança e decisão# ,m sete escalas "a74se toda a +bra e ad$uire4se o som nirionissiano do universo#
A "ÓLERA
A cólera ani$uila a ca!acidade de !ensar e de resolver os !roblemas $ue a ori(inam# +bviamente,
a cólera é uma emoção ne(ativa#
2G
A Revolução da Dialética AW
+ en"rentamento de duas emoç9es ne(ativas de cólera não conse(uem !a7 nem com!reensão
criadora#
In$uestionavelmente, sem!re $ue !ro:etamos a cólera a outro ser humano, !rodu74se a derrubada
de nossa# !ró!ria ima(em e isto nunca é conveniente no mundo das inter4relaç9es#
+s diversos !rocessos da cólera condu7em o ser humano !ara horr&veis "racassos sociais,
econ/micos e !sicoló(icos# ? claro $ue a saBde também é a"etada !ela cólera#
,)istem certos néscios $ue se a!roveitam da cólera, :* $ue ela lhes d* um certo ar de
su!erioridade# Nestes casos, a cólera combina4se com o or(ulho#
A cólera também costuma se combinar com a !resunção e até com a auto4su"ici.ncia# A bondade é
uma "orça muito mais esma(adora $ue a cólera#
<ma discussão colérica é tão somente uma e)citação carente de convicção# Ao en"rentarmos a
cólera, devemos resolver4nos, devemos decidir4nos, !elo ti!o de emoção $ue mais nos convém#
A bondade e a com!reensão resultam melhores $ue a cólera# Bondade e com!reensão são
emoç9es !ermanentes, !osto $ue !odem vencer a cólera#
Juem se dei)a controlar !ela cólera destroi sua !ró!ria ima(em# + homem $ue tem um com!leto
autocontrole, sem!re estar* no cimo#
A "rustração, o medo, a dBvida e a cul!a ori(inam os !rocessos da cólera# 1rustração, medo,
dBvida e cul!abilidade !rodu7em a cólera# Juem se liberar destas $uatro emoç9es ne(ativas dominar* o
mundo# Aceitar !ai)9es ne(ativas é al(o $ue vai contra o auto4res!eito#
A cólera !ertence aos loucos# Não serve !or$ue leva viol.ncia# + "im da cólera é levar4nos
viol.ncia e esta !rodu7 mais viol.ncia#
A PER$O#ALIDADE
A !ersonalidade é mBlti!la e acomoda muita coisa# Nela "icam de!ositados o carma das
e)ist.ncias anteriores e o carma em vias de cum!rimento ou a cristali7ação dele#
As im!ress9es não di(eridas convertem4se em novos a(re(ados !s&$uicos e o $ue é mais (rave,
em v*rias !ersonalidades# A !ersonalidade não é homo(.nea e sim hetero(.nea e !lural#
Devemos selecionar as im!ress9es da mesma "orma como se escolhe as diversas coisas da vida#
3e al(uém se es$uece de si mesmo em um dado instante, diante de um novo acontecer, "ormam4se
novos eus e, se são muito "ortes, novas !ersonalidades dentro da !ersonalidade# ,is a$ui a causa de
muitos traumas, com!le)os e con"litos !sicoló(icos#
<ma im!ressão não di(erida $ue che(ue a "ormar uma !ersonalidade dentro da !ersonalidade e
$ue não "or aceita, converte4se numa "onte de es!antosos con"litos#
;#M# 3amael Aun @eor AV
Nem todas as !ersonalidades $ue se carre(a na !ersonalidade são aceitas, dando isto ori(em a
muitos traumas, com!le)os, "obias, etc#
Antes de tudo, é necess*rio se com!reender a multi!licidade da !ersonalidade, a $ual é mBlti!la
em si mesma#
De maneira $ue !ode haver al(uém $ue tenha desinte(rado os a(re(ados !s&$uicos, !orém se não
desinte(rar também a !ersonalidade, não !oder* conse(uir a aut.ntica iluminação e a ale(ria de viver#
Juando al(uém conhece mais e mais a si mesmo, conhece cada ve7 mais aos outros#
+ indiv&duo com ,(o não v. claramente as coisas e se e$uivoca# +s $ue t.m ,(o "alham !or$ue
lhes "alta :u&7o, ainda $ue ha:a uma tremenda ló(ica em sua an*lise#
3e as im!ress9es não "orem di(eridas, criam4se novos eus# D* $ue se a!render a selecionar as
im!ress9es#
Não se trata de ser melhorR + $ue interessa é mudar# + 3er sur(e $uando al(uém mudou e dei)ou
de e)istir#
+s elementos indese:*veis $ue carre(amos em nosso interior são os $ue controlam nossas
!erce!ç9es, im!edindo4nos de ter uma !erce!ção inte(ral $ue nos tra(a sorte e "elicidade#
"A!EXE
A ener(ia !s&$uica, cate)e, !rocessando4se como "orça e)ecutiva resulta "ormid*vel#
As reservas de inteli(.ncia são as diversas !artes do 3er e se denominam cate)e li(ada ou ener(ia
!s&$uica em estado !otencial e est*tico#
A cate)e li(ada orienta4nos no trabalho relacionado com a desinte(ração do ,(o e com a liberação
da mente#
A cate)e li(ada, contida na mente, (uia4nos no trabalho relacionado com a !sicolo(ia
revolucion*ria e com a revolução inte(ral#
+s valores do 3er constituem a cate)e li(ada#
3ó a cate)e li(ada !ode liberar a mente através da desinte(ração dos elementos !s&$uicos
indese:*veis $ue "oram se(re(ados !or meio da an*lise estrutural e transacional#
6ate)e li(ada é di"erente de cate)e solta, !osto $ue esta é a ener(ia !s&$uica $ue o ,(o usa !ara
dominar a mente e o cor!o !ara a sua mani"estação#
2emos de !ermitir $ue se:a a cate)e li(ada, $ue é ener(ia !s&$uica din5mica, $ue diri:a a nossa
e)ist.ncia#
AV
A Revolução da Dialética A2
D* $ue se trabalhar !sicolo(icamente !ara $ue a cate)e li(ada entre em atividade e domine e
(overne a cate)e livre, $ue é a ener(ia do cor!o e $ue sem!re "oi dominada lamentavelmente !ela cate)e
solta $ue é o ,(o#
A %OR!E %&$!I"A
Muito é o $ue temos so"rido com os membros do Movimento Gnóstico# Muitos :uraram "idelidade
diante da ara dos 8umisiais e !rometeram solenemente trabalhar na Grande +bra até a total Auto4
Reali7ação# 3ão muitos os $ue choraram :urando não se retirarem do Movimento Gnóstico :amais, !orém,
é doloroso di7.4lo, tudo "oi em vão# Juase todos "u(iram !ara se tornarem inimi(os### Blas"emando,
"ornicando e adulterando, se "oram !elo caminho ne(ro# Realmente, estas terr&veis contradiç9es do ser
humano são devidas a $ue o ser humano tem um "undamento "atal e uma base tr*(ica# 2al "undamento é a
!luralidade do eu, a !luralidade da cate)e solta $ue todos levamos dentro#
? ur(ente saber $ue o eu é um con:unto de ener(ias !s&$uicas, cate)e soltas, $ue se re!rodu7em
nos bai)os "undos animais do homem# 6ada cate)e solta é um !e$ueno eu $ue (o7a de certa auto4
inde!end.ncia#
,sses eus, essas cate)es soltas, lutam entre si# Devo ler um :ornal, di7 o eu intelectual# ;ou dar um
!asseio de bicicleta, contradi7 o eu do movimento# 2enho "ome, declara o eu da di(estão# 2enho "rio, di7 o
eu do metabolismo# Não me im!edirão, e)clama o eu !assional em de"esa de $ual$uer uma destas cate)e
soltas#
2otalM o eu é uma le(ião de cate)es soltas# ,stas cate)es soltas :* "oram estudadas !or 1ran7
Dartmann# ;ivem dentro dos bai)os "undos animais do homem# 6omem, dormem, re!rodu7em4se e
vivem s e)!ensas de nossos !rinc&!ios vitais ou cate)e livreM ener(ia cinética muscular e nervosa# 6ada
um dos e(os $ue em seu con:unto constituem a cate)e solta se !ro:eta nos di"erentes n&veis da mente e
via:a ansiando a satis"ação de seus dese:os# + eu, o ,(o, a cate)e solta, não !ode se a!er"eiçoar :amais#
+ homem é a cidade das nove !ortas### Dentro desta cidade vivem muitos cidadãos $ue se$uer se
conhecem# 6ada um de seus cidadãos, cada um de seus !e$uenos eus, tem seus !ro:etos e sua !ró!ria
mente# ,les são os mercadores $ue Sesus teve de e)!ulsar do tem!lo com o l*te(o da vontade# 2ais
mercadores devem ser mortos#
A(ora, "ica e)!licado o !or$u. de tantas contradiç9es internas no indiv&duo# ,n$uanto a cate)e
solta e)istir, não !oder* haver !a7# +s eus são a causa causorum de todas as contradiç9es internas# + eu
$ue :ura "idelidade Gnosis é substitu&do !or outro $ue a odeia# 2otalM o homem é um ser irres!ons*vel
$ue não tem um centro !ermanente de (ravidade# + homem é um ser não acabadoR
+ homem ainda não é homem# ,le é tão somente um animal intelectual# ? um erro muito (rande
chamar4se a le(ião do eu de alma# Na realidade e de verdade, o homem tem dentro de sua ess.ncia o
material !s&$uico, o material !ara "a7er a alma, !orém ainda não a tem#
+s evan(elhos di7emM De $ue te serve (anhar o mundo se vais !erder a almaQ Sesus disse a
Nicodemus $ue era !reciso nascer da *(ua e do es!&rito !ara (o7ar dos atributos $ue corres!ondem a uma
alma de verdade# ? im!oss&vel "abricar4se a alma se não !assamos !ela Morte M&stica#
3ó com a morte do eu se !ode estabelecer um centro !ermanente de consci.ncia dentro da nossa
;#M# 3amael Aun @eor AA
!ró!ria ess.ncia interior# Dito centro é isso $ue se chama alma# 3ó um homem com alma !ode ter
verdadeira continuidade de !ro!ósito# 3ó em um homem com alma dei)am de e)istir as internas
contradiç9es, então h* verdadeira !a7 interior#
+ eu (asta tor!emente o material !s&$uico, a cate)e, em e)!los9es de ira, cobiça, lu)Bria, inve:a,
or(ulho, (ula e !re(uiça# , ló(ico $ue en$uanto não houver um acBmulo de material !s&$uico, cate)e, a
alma não !oder* ser "abricada# %ara se "abricar al(uma coisa, !recisa4se de matéria4!rima# 3em matéria4
!rima, nada !ode ser "abricado !or$ue do nada, nada sai#
Juando o eu começa a morrer, a matéria4!rima começa a se acumular# Juando a matéria4!rima
começa a ser acumulada, inicia4se o estabelecimento de um centro de consci.ncia !ermanente# Juando o
eu estiver totalmente morto, o centro de consci.ncia !ermanente "icou com!letamente estabelecido#
A matéria !s&$uica é o ca!ital $ue se acumula com a morte do ,(o, :* $ue o (astador de ener(ia
"oi eliminado# Assim é como se estabelece um centro !ermanente de consci.ncia# ,sse centro
maravilhoso é a alma#
3ó !ode ser "iel Gnosis, só !ode ter continuidade de !ro!ósito, $uem estabeleceu dentro de si
um centro !ermanente de consci.ncia# Juem não !ossui dito centro !ode estar ho:e na Gnosis e amanhã
contra ela# Do:e em uma escola e amanhã em outra# ,ste ti!o de (ente não tem e)ist.ncia real#
A morte m&stica é uma *rea *rdua e di"&cil da revolução da dialética#
A cate)e solta dissolve4se base de ri(orosa com!reensão# A conviv.ncia com o !ró)imo, o
tratamento com as !essoas, é o es!elho onde !odemos nos ver de cor!o inteiro# No trato com as !essoas,
nossos de"eitos escondidos saltam !ara "ora, a"loram, e se estamos vi(ilantes os vemos#
2odo de"eito deve ser !rimeiramente analisado intelectualmente e de!ois estudado com a
meditação#
Muitos indiv&duos alcançaram a !er"eita castidade e a absoluta santidade no mundo "&sico, !orém
mostraram4se (randes "ornic*rios e es!antosos !ecadores $uando "oram submetidos !rova nos mundos
su!eriores# ,les tinham terminado com seus de"eitos no mundo "&sico, !orém em outros n&veis da mente
continuavam com suas cate)es soltas#
Juando um de"eito é totalmente com!reendido em todos os n&veis da mente, sua corres!ondente
cate)e solta se desinte(ra, isto é, morre um !e$ueno eu#
2orna4se ur(ente morrer de instante a instante# 6om a morte do eu nasce a alma# %recisamos da
morte do ,u %lurali7ado de "orma total !ara $ue a cate)e li(ada, o 3er, se e)!resse em sua !lenitude#
DI$$OLVE#DO A "A!EXE $OL!A
3ó se estudando minuciosamente a cate)e solta, o eu, !odemos dissolv.4lo totalmente#
Devemos observar minuciosamente os !rocessos do !ensamento, as di"erentes "unç9es do dese:o,
os h*bitos $ue con"ormam a nossa !ersonalidade, os so"ismas de distração, a "al*cia do ,(o e nossos
im!ulsos se)uais# D* $ue se estudar como tudo isto rea(e diante dos im!actos do mundo e)terior e se ver
AA
A Revolução da Dialética AF
como se associam#
6om!reendidos todos os !rocessos da cate)e solta, do ,u %lurali7ado, ela se dissolve# ,ntão, só
se mani"esta dentro e através de nós a divindade#
A #EGLIG)#"IA
A ne(li(.ncia e o descuido condu7em todo ser humano ao "racasso#
3er ne(li(ente é, como se di7, nec legere, não escolher, entre(ar4se aos braços do "racasso#
A ne(li(.ncia é do ,(o e seu contr*rio é a intuição, $ue é do 3er# + ,(o não !ode escolher nem
distin(uir# + 3er sim#
3ó mediante a viva encarnação da revolução da dialética a!renderemos a escolher !ara não termos
mais "racassos na vida#
A$ !RA#$AÇ0E$
GGP dos !ensamentos humanos são ne(ativos e !re:udiciais#
+ $ue somos a$ui é o resultado de nossos !ró!rios !rocessos mentais#
+ homem deve e)!lorar sua !ró!ria mente se $uiser se conhecer, se valori7ar e se auto4ima(inar
corretamente#
A di"iculdade da an*lise intros!ectiva, !ro"unda, est* na contratrans"er.ncia# ,sta di"iculdade se
elimina com as an*lises estrutural e transacional#
? im!ortante se(re(ar e dissolver certos a(re(ados !s&$uicos indese:*veis "i)ados em nossa mente
de "orma traum*tica#
As an*lises estrutural e transacional combinam4se inteli(entemente nessa $uestão da e)!loração
do ,(o#
Jual$uer a(re(ado !s&$uico deve ser !reviamente se(re(ado antes de sua dissolução "inal#
O !RAÇO P$I"OLÓGI"O "ARA"!ER&$!I"O PAR!I"ULAR
2odos os seres humanos são VWWP mecanicistas# Inconscientes, trabalhando com a consci.ncia
adormecida, vivem adormecidos sem saber de onde v.m nem !ara onde vãoC estão !ro"undamente
hi!noti7ados#
A hi!nose, $ue é coletiva e "lui !or toda a nature7a, vem do abomin*vel ór(ão Tundarti(uador#
,sta raça est* hi!noti7ada, inconsciente, submer(ida no sono mais !ro"undo#
;#M# 3amael Aun @eor AL
+ des!ertar só é !oss&vel com a destruição do eu, do ,(o# 2emos de reconhecer com inteira
clare7a $ue muitas ve7es :* "alamos sobre o traço !sicoló(ico caracter&stico !articular 4 2%6% 4 de cada
!essoa#
6ertamente, cada !essoa tem o seu traço !sicoló(ico caracter&stico !articular# Isto é certoR <ns
terão como traço caracter&stico a lu)Bria, outros terão o ódio, !ara outros ser* a cobiça, etc# + traço é a
soma de v*rios elementos !sicoló(icos caracter&sticos !articulares#
%ara cada 2%6% e)iste sem!re um evento de"inido, uma circunst5ncia !recisa# + $ue é um
homem lu)uriosoQ 3em!re haver* circunst5ncias de lu)Bria em sua vida acom!anhadas de determinados
!roblemas# ,ssas circunst5ncias se re!etem sem!re#
%recisamos conhecer o nosso 2%6% se $uisermos !assar !ara um n&vel do 3er su!erior e eliminar
de nós os elementos indese:*veis $ue constituem o traço !sicoló(ico#
,)iste um "ato concreto na vidaM a descontinuidade da nature7a# Isto é óbvioR 2odos os "en/menos
são descont&nuos# Isso si(ni"ica $ue :amais che(aremos !er"eição através da evolução### e !recisamos
nos converter em verdadeiros homens solares no sentido mais com!leto da !alavra#
<m é o n&vel da mulher di(na e modesta e outro é o n&vel da mulher indi(na e imodesta# D*
di"erentes n&veis do 3er#
S* nos demos conta do nosso !ró!rio n&vel do 3erQ Do n&vel do 3er em $ue nos encontramosQ
,stamos conscientes de $ue estamos hi!noti7ados e adormecidosQ
+ animal intelectual identi"ica4se não somente com as coisas e)ternas, mas também consi(o
mesmo, com seus !ensamentos lu)uriosos, com suas "arras, com suas iras, com suas cobiças, com sua
auto4im!ort5ncia, com sua vaidade, com seu or(ulho m&stico, com seus !ró!rios méritos, etc#
%or acaso, :* re"letimos $ue não só estamos identi"icados com o e)terior, mas também com isso
$ue é vaidade e or(ulhoQ %or e)em!loM Do:e, triun"amos# %orém, triun"amos sobre o dia ou "oi o dia $ue
triun"ou sobre nósQ ,stamos se(uros de $ue não nos identi"icamos com nenhum !ensamento morboso,
cobiçoso, or(ulhoso, al(um insulto, !reocu!ação ou dBvidaQ ,stamos se(uros de $ue triun"amos sobre o
dia ou "oi o dia $ue triun"ou sobre nósQ
+ $ue "a7emos ho:e em diaQ S* nos demos conta do n&vel do 3er em $ue nos encontramosQ
%assamos !ara um n&vel do 3er su!erior ou "icamos onde est*vamosQ
%or acaso, al(uém !ensa $ue é !oss&vel !assar a um n&vel do 3er su!erior sem se eliminar
determinados de"eitos !sicoló(icosQ %or acaso, estamos contentes com o n&vel do 3er em $ue atualmente
nos encontramosQ 3e vamos "icar toda a vida no mesmo n&vel do 3er, a"inal o $ue estamos "a7endoQ
,m cada n&vel do 3er e)istem determinadas amar(uras, determinados so"rimentos### Isto é óbvioR
2odos se $uei)am de $ue so"rem, de $ue t.m !roblemas, do estado em $ue se encontram, de suas lutas,
etc# ,ntão, !er(unto uma coisaM o animal intelectual se !reocu!a em !assar !ara um n&vel do 3er su!eriorQ
+bviamente, en$uanto este:amos no n&vel do 3er em $ue estamos, de novo terão de se re!etir
todas as circunst5ncias adversas $ue :* conhecemos e todas as amar(uras em $ue nos de!aramos# <ma e
outra ve7 sur(irão id.nticas di"iculdades#
AL
A Revolução da Dialética AN
Jueremos mudarQ Não $ueremos mais ter os !roblemas $ue nos a"li(emM econ/micos, !ol&ticos,
sociais, es!irituais, "amiliares, lu)uriosos, etc#Q Jueremos nos livrar das di"iculdadesQ Nada mais temos
$ue "a7er senão !assar !ara um n&vel do 3er su!erior#
6ada ve7 $ue damos um !asso !ara um n&vel do 3er su!erior, mais inde!endentes "icamos das
"orças e)ecutivas da cate)e solta#
De maneira $ue, se não conhecemos o nosso 2%6%, vamos muito mal# %recisamos conhec.4lo, se
é $ue $ueremos !assar !ara um n&vel su!erior do 3er e eliminar de nós os elementos indese:*veis $ue o
constituem# Do contr*rio, como !assaremos !ara um n&vel do 3er su!eriorQ
+ animal intelectual $uer dei)ar de so"rer, !orém nada "a7 !ara mudar# 3e não luta !ara !assar
!ara um n&vel do 3er su!erior, como !ode mudarQ
2odos os "en/menos são descont&nuos# + do(ma da evolução não serve !ara nada a não ser !ara
nos estancar# 6onheço muitos !seudo4esoteristas, (ente sincera e de bom coração, $ue !ermanecem
en(arra"ados no do(ma da evolução# ,s!eram $ue o tem!o os a!er"eiçoe# %assam4se os milh9es de anos e
não se a!er"eiçoam# %or $u.Q %or$ue tais !essoas nada "a7em !ara mudar os n&veis do 3er# %ermanecem
sem!re no mesmo (rau# ,ntão, é necess*rio se !assar !ara além da evolução e nos meter !elo caminho
revolucion*rio, !elo caminho da revolução da consci.ncia ou da dialética#
A evolução e a involução são duas leis $ue se !rocessam simultaneamente em toda a criatura,
constituem o ei)o mec5nico da nature7a e :amais nos levarão libertação#
As leis da evolução e da involução são !uramente materiais e nada t.m a ver com a Auto4
Reali7ação &ntima do 3er# Não as ne(amos, elas e)istem, !orém não servem !ara a revolução !sicoló(ica#
Nós !recisamos ser revolucion*rios, !recisamos nos meter !elo caminho da revolução da consci.ncia#
6omo !oder&amos !assar !ara um n&vel do 3er su!erior sem $ue "/ssemos revolucion*riosQ
+bservemos os di"erentes de(raus de uma escada# 3ão descont&nuos# Assim são também os di"erentes
n&veis do 3er#
A cada n&vel do 3er, !ertence um determinado nBmero de atividades# Juando al(uém !assa !ara
um n&vel do 3er su!erior, tem de dar um salto e dei)ar todas as atividades $ue tinha no n&vel do 3er
in"erior#
6he(am4me memória ainda a$ueles tem!os da minha vida de uns vinte, trinta e $uarenta anos
atr*s, os $uais "oram transcendidos# %or $u.Q %or$ue !assei !ara n&veis do 3er su!eriores# ,ra o $ue !ara
mim se constitu&a de m*)ima im!ort5ncia#
Minhas atividades da$uela é!oca "oram sus!ensas, cortadas, !or$ue nos de(raus su!eriores do 3er
h* outras atividades $ue são com!letamente di"erentes#
3e se !assa !ara um n&vel do 3er su!erior, tem de se dei)ar muitas coisas $ue atualmente nos são
im!ortantes, mas $ue !ertencem ao n&vel em $ue nos encontramos#
A !assa(em !ara outro n&vel do 3er inclui, !ois, um salto# ,sse salto é rebelde, :amais de ti!o
evolutivo# ,le é sem!re revolucion*rio e dialético#
;#M# 3amael Aun @eor AO
D* homens, me$uetre"es, $ue se sentem como se "ossem um deus# ,ssa cate(oria de indiv&duos
são mit/manos da !ior es!écie, do !ior (osto# 3entem4se como s*bios !or$ue t.m al(uns conhecimentos
!seudo4esotéricos em sua mente e !ensam $ue :* são (randes iniciados# 6a&ram na mitomania, estão
cheios de si mesmos#
6ada um de nós não é mais do $ue um vil (usano do lodo da terra# Juando "alo assim, começo
!or mim# ,star cheio de si mesmo, ter "alsas ima(ens de si mesmo, "antasias de si mesmo, é estar em
n&veis in"eriores do 3er#
Al(uém se identi"ica consi(o mesmo $uando !ensa $ue vai (anhar muito dinheiro, um bonito
carro Bltimo modelo, $ue a noiva não !ode viver sem ele, $ue é um (rande senhor, $ue é um s*bio, etc#
D* muitas "ormas de al(uém se identi"icar consi(o mesmo# 2emos de começar !or não nos identi"icar
com nós mesmos !ara de!ois não nos identi"icarmos com as coisas de "ora#
Juando al(uém não se identi"ica, !or e)em!lo, com um insulto, !erdoa# Ama a $uem não !ode
"eri4lo# 3e al(uém nos "ere no amor !ró!rio, !orém não nos identi"icamos com a o"ensa, é claro $ue não
sentiremos dor al(uma, !osto $ue não doi#
3e al(uém não se identi"ica com a vaidade, não lhe im!orta andar na rua ainda $ue se:a com as
calças remendadas# %or $u.Q %or$ue não est* identi"icado com a vaidade#
3e !rimeiro de tudo nos identi"icamos com nós mesmos e em se(uida com as vaidades do mundo
e)terior, nunca !oderemos !erdoar# Recordemos a oração do 3enhorM %erdoa as nossas d&vidas assim
como nós !erdoamos as de nossos devedores### %orém, acrescento al(uma coisa maisM Não basta
sim!lesmente !erdoar, h* $ue se cancelar as d&vidas# Al(uém !oderia !erdoar a um inimi(o, !orem não
a!a(aria da memória suas d&vidas :amais# 2emos de ser sincerosC necessitamos cancelar###
+ evan(elho do 3enhor também di7M Bem4aventurados os mansos !or$ue eles herdarão a terra###
,sta é uma "rase $ue nin(uém entendeu# Bem4aventurados, dir&amos, os não ressentidos# 3e al(uém est*
ressentido, como !oderia ser mansoQ + ressentido !assa o tem!o "a7endo contasM ,u lhe "i7 tantos
"avores### eu o !rote(i### "i7 tantas obras de caridade e ve:a como me !a(aram, como me !a(ou este ami(o
a $uem tanto a:udei# A(ora não é ca!a7 de me a:udarR ,stas são as contas do ressentido#
6omo !oderia al(uém ser manso se est* cheio de ressentimentosQ Juem est* cheio de
ressentimentos vive "a7endo contas a todas as horas, lo(o não é manso# 6omo !oderia ser um bem4
aventuradoQ
Jue se entende !or bem4aventuradoQ Jue se entende !or "elicidadeQ ,stamos se(uros de $ue
somos "eli7esQ Juem é "eli7Q 6onheci !essoas $ue di7iamM ,u sou "eli7R ,stou contente com a minha
vidaR 3ou ditosoR %orém, desses mesmos vim a escutarM Me desa(rada "ulano de talR A$uele ti!o não me
cai bemR Não sei !or $ue não me "a7em a$uilo $ue tanto $ueria $ue me "i7essemR ,ntão, não são "eli7es###
+ $ue acontece realmente é $ue são hi!ócritas# Isto é tudoR
3er "eli7 é muito di"&cil# %ara tanto, !recisa4se, antes de tudo, ser manso#
A !alavra bem4aventurança si(ni"ica "elicidade &ntima# Não dentro de mil anos, mas a(ora, a$ui
mesmo, no instante em $ue estamos vivendo#
AO
A Revolução da Dialética AU
3e nos tornamos verdadeiramente mansos, mediante a não identi"icação, che(amos a ser "eli7es#
%orém, é necess*rio não somente não nos identi"icarmos com nossos !ensamentos de lu)Bria, ódio,
vin(ança, rancor, ressentimento, etc#, como ainda teremos de eliminar de nós os Dem/nios ;ermelhos de
3eth, $ue são esses a(re(ados !s&$uicos $ue !ersoni"icam nossos de"eitos de ti!o !sicoló(ico#
2emos de com!reender, !or e)em!lo, o $ue é o !rocesso do ressentimento# 2emos de "a7er a
dissecação do ressentimento# Juando al(uém che(a conclusão de $ue o ressentimento é devido ao "ato
de $ue !ossui em seu interior o amor !ró!rio, então lutar* !ara eliminar o e(o do amor !ró!rio# %orém, h*
$ue se com!reender !ara se !oder eliminar# Samais !oder&amos elimin*4lo sem antes t.4lo com!reendido#
%ara se !oder eliminar, !recisa4se de Devi Hundalini 3haTti# 3ó ela conse(ue desinte(rar $ual$uer
de"eito !sicoló(ico, inclusive o do amor !ró!rio#
,stamos se(uros de $ue não estamos ressentidos com al(uémQ Juem de nós est* se(uro de não
estar ressentido e de não estar "a7endo contasQ JuemQ
3e $ueremos nos tornar inde!endentes da mec5nica lunar, temos de eliminar de nós mesmos o eu
do ressentimento e o eu do amor !ró!rio# 6on"orme al(uém "or entendendo isto, ir* avançando !elo
caminho $ue condu7 liberação "inal#
3ó mediante o "o(o de 0ries, do 6ordeiro, do 6arneiro encarnado, do 6risto -ntimo, !oderemos
de verdade $ueimar esses elementos inumamos $ue levamos em nosso interior# A medida $ue a
consci.ncia "or sendo desen(arra"ada, iremos des!ertando#
A consci.ncia não !ode des!ertar en$uanto continuar en(arra"ada em tantos a(re(ados !s&$uicos,
os $uais em seu con:unto constituem o mim mesmo, o eu, a cate)e solta# %recisamos !assar !ela morte
m&stica a$ui e a(ora# %recisamos morrer de instante a instante# 3ó com a morte che(a o novo# 3e o
(érmen não morre, a !lanta não nasce# %recisamos a!render a viver, libertar4nos dessa nossa herança
lunar#
%E!ODOLOGIA DO !RA+AL/O
Antes de conhecer e eliminar o 2%6%, !recisamos trabalhar intensamente num sentido (eral no
$ue se re"ere a todos os de"eitos, :* $ue o 2%6% tem ra&7es muito !ro"undas $ue v.m de e)ist.ncias
!assadas# %ara se conhec.4lo, "a74se necess*rio haver trabalhado de uma "orma incans*vel e com uma
metodolo(ia de trabalho durante !elo menos 5 anos#
D* $ue se ter ordem no trabalho e !recisão na eliminação dos de"eitos# %or e)em!loM A al(uém
$ue durante o dia se mani"estaram os de"eitos da lu)Bria !ela manhã, do or(ulho !ela tarde e da ira !ela
noite, indubitavelmente estar* vivendo uma sucessão de "atos e mani"estaç9es# ,ntão, vem a !er(untaM
6omo e sobre $ual de"eito mani"estado durante o dia deveremos trabalharQ
De verdade e na realidade, a res!osta é sim!les# Ao che(ar a noite ou a hora da meditação, com o
cor!o rela)ado, !assamos a !raticar um e)erc&cio retros!ectivo sobre os "atos e mani"estaç9es do ,(o
durante o dia# 6om os seus atos reconstru&dos, ordenados e numerados, !assaremos ao trabalho de
com!reensão#
%rimeiro trabalharemos sobre um evento e(óico ao $ual !oderemos dedicar uns 2W minutos#
;#M# 3amael Aun @eor AG
De!ois, outro evento !sicoló(ico ao $ual !oderemos dedicar uns VW minutos# A!ós, uns VL minutos a
outra mani"estação# 2udo de!ende da (ravidade e da intensidade dos acontecimentos e(óicos#
+rdenados os "eitos e mani"estaç9es da cate)e solta, do mim mesmo, !oderemos trabalhar neles
de noite ou na hora da meditação com tran$Yilidade e com ordem metódica#
,m cada trabalho sobre tal ou $ual de"eito, evento e mani"estação, entram os se(uintes "atoresM
Descobrimento, :ul(amento e e)ecução# A cada a(re(ado !sicoló(ico se a!lica os tr.s "atores
mencionados# DescobrimentoM $uando se o viu em ação, em mani"estação# Sul(amento ou com!reensãoM
$uando se conhece todas suas ra&7es# ,)ecuçãoM com a a:uda da Divina Mãe Hundalini através da s*bia
!r*tica da su!erdin5mica se)ual#
O$ $OFI$%A$ DE DI$!RAÇÃO
3o"ismas são os "alsos racioc&nios $ue indu7em ao erro e $ue são (erados !elo ,(o nos FG n&veis
do subconsciente#
+ subconsciente é o se!ulcro do !assado sobre o $ual arde a "*tua chama do !ensamento e onde
são (erados os so"ismas de distração $ue levam o animal intelectual "ascinação e !or "im ao sonho da
consci.ncia#
A$uilo $ue est* (uardado no se!ulcro é !odridão e ossos de mortos# %orém, a louça se!ulcral é
muito bonita e sobre ela arde "atalmente a chama do intelecto#
3e $uisermos dissolver o eu, teremos $ue desta!ar o se!ulcro do subconsciente e e)umar todos os
ossos e a !odridão do !assado# Muito bonito é o se!ulcro !or "ora, !orém !or dentro é imundo e
abomin*vel# %recisamos nos tornar coveiros#
Insultar a outrem, "eri4lo em seus sentimentos, humilh*4lo, é coisa "*cil $uando se trata 4 di7em 4
de corri(i4lo !ara o seu !ró!rio bem# Assim !ensam os iracundos, a$ueles $ue :ul(ando não odiar, odeiam
sem saber $ue odeiam#
Muitas são as !essoas $ue lutam na vida !ara ser ricas# 2rabalham, economi7am e se esmeram em
tudo, !orém a mola secreta de todas as suas aç9es é a inve:a secreta, $ue elas desconhecem, $ue não sai
su!er"&cie e $ue !ermanece escondida no se!ulcro do subconsciente#
? di"&cil achar na vida al(uém $ue não inve:e a bonita casa, o "lame:ante automóvel, a inteli(.ncia
do l&der, o belo tra:e, a boa !osição social, a (rande "ortuna, etc#
Juase sem!re os melhores es"orços dos cidadãos t.m como mola secreta a inve:a#
Muitas são as !essoas $ue (o7am de um bom a!etite e condenam a (ula, !orém comem sem!re
muito além do normal#
Muitas são as !essoas $ue vi(iam e)a(eradamente o c/n:u(e, !orém condenam os ciBmes#
Muitos são os estudantes de certas escolas !seudo4esotéricas e !seudo4ocultistas $ue condenam as
coisas deste mundo e não trabalham em nada !or$ue tudo é vaidade, !orém são tão 7elosos de suas
AG
A Revolução da Dialética FW
virtudes $ue :amais aceitam $ue al(uém os $uali"i$ue de !re(uiçosos#
Muitos são os $ue odeiam a lison:a e o elo(io, mas não v.m inconveniente al(um em humilhar
com sua modéstia o !obre !oeta $ue lhes dedicou um verso com o Bnico !ro!ósito de conse(uir uma
moeda !ara com!rar um !ão#
Muitos são os :u&7es $ue sabem cum!rir com seu dever, mas também são muitos os :u&7es $ue
com a virtude do dever t.m assassinado os outros# 1oram numerosas as cabeças $ue ca&ram na (uilhotina
da revolução "rancesa#
+s verdu(os cum!rem sem!re com seu dever# S* são milh9es as v&timas inocentes dos verdu(os e
nenhum deles se sente cul!adoC todos cum!rem com seu dever###
As !ris9es estão cheias de inocentes, mas os :u&7es não se sentem cul!ados !or$ue estão
cum!rindo com seu dever#
+ !ai ou a mãe de "am&lia, cheios de ira, açoitam e batem com !aus em seus !e$uenos "ilhos e não
sentem remorsos !or$ue 4 di7em 4 estão cum!rindo com seu deverC aceitariam tudo menos $ue os
$uali"icassem de cruéis#
3ó com a mente $uieta e silenciosa, submer(idos em !ro"unda meditação, conse(uiremos e)trair
do se!ulcro do subconsciente toda a !odridão secreta $ue carre(a# Não é nada a(rad*vel ver a ne(ra
se!ultura com todos seus ossos e !odridão do !assado#
6ada de"eito escondido "ede muito em sua se!ultura# %orém, se o vemos, torna4se "*cil $ueim*4lo
e redu7i4lo a cin7as#
+ "o(o da com!reensão redu7 a !ó a !odridão do !assado# Muitos estudantes de !sicolo(ia
$uando analisam o subconsciente cometem o erro de se dividirem entre analisador e analisado, intelecto e
subconsciente, su:eito e ob:eto, !ercebedor e !ercebido#
,stes ti!os de divisão são os so"ismas de distração $ue o ,(o nos o"erece# ,stes ti!os de divisão
criam anta(onismos e lutas entre o intelecto e o subconsciente e onde h* lutas e batalhas não !ode haver
$uietude e sil.ncio da mente#
3ó na $uietude e no sil.ncio mental conse(uiremos e)trair da ne(ra se!ultura do subconsciente
toda a !odridão do !assado#
Não di(amos meu eu tem inve:a, ódio, ira, ciBmes, lu)Bria, etc# Melhor é não nos dividirmos#
Melhor é di7erM eu tenho inve:a, ódio, ciBmes, ira, lu)Bria, etc#
Juando estudamos os livros sa(rados da &ndia, nos entusiasmamos !ensando no 3u!remo
Brahatman e na união do Atman com o Brahatman# %orém, realmente, en$uanto e)istir um eu !sicoló(ico
com seus so"ismas de distração, não conse(uiremos a sorte de nos unirmos com o ,s!&rito <niversal da
;ida# Morto o eu, o ,s!&rito <niversal da ;ida estar* em nós como a chama na l5m!ada#
A FAL("IA DO EGO
;#M# 3amael Aun @eor FV
A "al*cia do ,(o é o h*bito $ue tem de en(anar sem limite al(um e $ue se !rocessa através das
séries do eu#
Jual$uer !essoa !ode cometer o erro de rebentar os miolos como o "a7 $ual$uer suicida covarde e
imbecil, !orém o "amoso eu da !sicolo(ia :amais !oderia se suicidar#
+s membros das diversas escolas !seudo4esotéricas t.m ma(n&"icos ideais e até sublimes
intenç9es# %orém, tudo continua e)istindo a!enas no miser*vel terreno do !ensamento sub:etivo# 2udo
isso é o euR
+ eu é sem!re !erverso# `s ve7es, adorna4se com belas virtudes e até veste4se com a tBnica da
santidade#
Juando o eu $uer dei)ar de e)istir, não o "a7 de "orma desinteressada e !ura# %retende continuar
de "orma di"erente, as!ira a recom!ensa e a "elicidade#
%or estes tem!os mecani7ados da vida, as !roduç9es são em sérieM série de carros, série de avi9es,
série de m*$uinas de tal ou $ual marca, etc# 2udo se tornou séries e até o !ró!rio eu é em série#
Devemos conhecer as séries de eus# + eu !rocessa4se em séries e mais séries de !ensamentos,
sentimentos, dese:os, ódios, h*bitos, etc#
+s divisionistas do eu continuam dividindo seu ,(o em su!erior e in"erior# %ara tr*s, todos esses
com suas teorias e com o seu tão cacare:ado eu su!erior e ultradivino controlando o in"eli7 eu in"erior#
Bem sabemos $ue esta divisão entre eu su!erior e eu in"erior é VWWP "alsa# 3u!erior e in"erior são
duas seç9es de uma mesma coisa# ,u su!erior e eu in"erior são as duas seç9es de 3atã, o eu#
%or acaso, !ode uma !arte do eu redu7ir a !ó a outra !arte do euQ %or acaso, !ode uma !arte de
mim mesmo decretar a lei do desterro outra !arte de mim mesmoQ
+ m*)imo $ue !odemos "a7er é ocultar astutamente o $ue não nos convém, esconder nossas
!erversidades e sorrir com cara de santo# ,sta é a "al*cia do ,(o, seu h*bito de en(anar# <ma !arte de
mim mesmo !ode esconder a outra !arte de mim mesmo# 3eria isto al(o raroQ %or acaso, o (ato não
esconde suas unhasQ ,sta é a "al*cia do ,(o# 2odos levamos um "ariseu dentro de nós# %or "ora estamos
bem bonitos, mas !or dentro estamos bem !odres#
6onhecemos "ariseus $ue horrori7am# 6onhecemos um $ue vestia a imaculada tBnica de Mestre#
3eu cabelo era lon(o e :amais a navalha cortava sua vener*vel barba# ,ste homem es!antava com sua
santidade a todo mundo# ,ra VWWP ve(etariano, não bebia nada $ue tivesse *lcool### As !essoas
a:oelhavam4se diante dele#
Não mencionaremos o nome deste santo de chocolate, a!enas nos limitaremos a declarar $ue tinha
abandonado sua es!osa e seus "ilhos !ara se(uir 4 di7 4 a senda da santidade#
%redicava bele7as e "alava horrores contra o adultério e a "ornicação, !orém, em se(redo, tinha
v*rias concubinas e !ro!unha as suas devotas uni9es se)uais antinaturais !or vias não id/neas# ,ra um
santo, sim, um santo de chocolateR
FV
A Revolução da Dialética F2
Assim são os "ariseus### Ai de vós, escribas e "ariseus hi!ócritas, !or$ue lim!ais o lado de "ora do
co!o e do !rato, mas !or dentro estais cheios de roubo e de in:ustiçaR
Não comem carne, não bebem *lcool, não "umam### Na verdade, mostram4se :ustos aos homens,
!orém !or dentro estão cheios de hi!ocrisia e maldade#
+ e(o "ariseu, com sua "al*cia, esconde os delitos diante dos olhos alheios e também os esconde
de si mesmo#
6onhecemos "ariseus $ue "a7iam tremendos :e:uns e es!antosas !enit.ncias# ,stavam se(uros de
serem :ustos e s*bios, !orém suas v&timas choravam o indi7&vel# Juase sem!re as v&timas inocentes de
suas maldades eram suas mulheres e seus "ilhos# %orém, eles continuavam com seus sa(rados e)erc&cios
convencidos de $ue eram :ustos e santos#
+ chamado eu su!erior di7M ;encerei a ira, a cobiça, a lu)Bria, etc# %orém, o chamado eu in"erior
ri com a estrondosa (ar(alhada de Aristó"anes e os dem/nios das !ai)9es aterrori7ados "o(em !ara se
esconderem nas cavernas secretas dos di"erentes terrenos da mente# Assim é como "unciona a "al*cia do
,(o#
2odo es"orço intelectual !ara dissolver o eu é inBtil !or$ue todas as aç9es da mente !ertencem ao
eu# Al(uma !arte do mim mesmo !ode ter boas intenç9es# , da&Q + caminho $ue condu7 ao abismo est*
em!edrado de boas intenç9es#
? curioso esse :o(o ou "al*cia de uma !arte do mim mesmo $ue $uer controlar a outra !arte do
mim mesmo $ue não tem vontade al(uma de ser controlada#
3ão comovedoras as !enit.ncias desses santos $ue "a7em so"rer a mulher e os "ilhos# 3ão
(raciosas todas essas mansid9es dos santos de chocolate# ? admir*vel a erudição dos sabich9es# , da&Q +
eu não !ode destruir o eu, então continua !er!etuando4se através dos milh9es de anos em seus
descendentes#
2emos de nos desencantar de todos esses es"orços e "al*cias inBteis# Juando o eu $uer destruir o
eu, o es"orço é inBtil#
3ó com!reendendo a "undo e de verdade o $ue são as inBteis batalhas do !ensamento, só
com!reendendo as aç9es e reaç9es internas e e)ternas, as res!ostas secretas, os móveis ocultos, os
im!ulsos escondidos, etc#, !oderemos alcançar a $uietude e o im!onente sil.ncio da mente#
3obre as *(uas !uras do oceano da mente universal, !odemos contem!lar em estado de .)tase
todas as diabruras do ,u %lurali7ado#
Juando o eu :* não conse(ue se esconder, est* condenado !ena de morte# + eu (osta de se
esconder, !orém $uando :* não !ode mais se esconder, o in"eli7 est* !erdido#
3ó na serenidade do !ensamento, vemos o eu tal $ual é e não como a!arentemente é# ;er o eu e
com!reend.4lo vem a ser um todo inte(ral# + eu est* "racassado de!ois $ue o com!reendemos !or$ue se
torna !ó inevitavelmente#
A $uietude do oceano da mente não é um resultado e sim um estado natural# As ondas
;#M# 3amael Aun @eor FA
embravecidas do !ensamento são a!enas um acidente !rodu7ido !elo monstruoso eu#
A mente "*tua, a mente néscia, a mente $ue di7M 6om o tem!o conse(uirei a serenidade# <m dia
che(arei l*### est* condenada ao "racasso !or$ue a serenidade da mente não é do tem!o# 2udo o $ue
!ertence ao tem!o é do eu# + !ró!rio eu é do tem!o#
A$ueles $ue $uerem armar a serenidade do !ensamento, arm*4la como $uem arma uma m*$uina,
:untando inteli(entemente cada uma de suas !artes, estão de "ato "racassados !or$ue a serenidade da
mente não se com!9e de v*rias !artes $ue !odem ser armadas ou desarmadas, or(ani7adas ou
desor(ani7adas, :untadas ou se!aradas###
O E$FORÇO
%ara se e)!erimentar a verdade, não é necess*rio es"orço al(um# As !essoas estão acostumadas a
se es"orçarem em tudo e su!9em e$uivocadamente $ue se:a im!oss&vel e)!erimentar a verdade sem
es"orço#
%odemos !recisar de es"orço !ara (anhar o !ão de cada dia, !ara :o(ar uma !artida de "utebol ou
!ara carre(ar um "ardo bem !esado, !orém é absurdo !ensar $ue também !recisemos de es"orço !ara
e)!erimentar I33+ $ue é a verdade#
A com!reensão substitui o es"orço $uando se trata de atin(ir a verdade escondida intimamente no
"undo secreto de cada !roblema#
Não !recisamos de es"orço al(um !ara com!reender todos e cada um dos de"eitos $ue levamos
escondidos nos di"erentes terrenos da mente#
Não !recisamos de es"orço !ara com!reender $ue a inve:a é uma das mais !otentes molas da
m*$uina social# %or $ue muita (ente $uer !ro(redirQ %or $ue tanta (ente $uer ter bonitas resid.ncias e
carros ele(ant&ssimosQ 2odo mundo inve:a o bem alheio# A inve:a é !esar !elo bem4estar alheio#
As mulheres ele(antes são inve:adas !elas outras menos ele(antes e isto serve !ara intensi"icar a
luta e a dor# As $ue não t.m $uerem ter e até dei)am de comer !ara com!rar rou!as e adornos de toda
es!écie com o Bnico !ro!ósito de não serem menos do $ue nin(uém#
2odo !aladino de uma (rande causa é mortalmente odiado !elos inve:osos# A inve:a do im!otente,
do vencido, do mes$uinho, dis"arça4se com a to(a do :ui7, com a tBnica da santidade e do mestrado, com
o so"isma $ue se a!laude ou com a bele7a da humildade#
3e com!reendermos de "orma inte(ral $ue somos inve:osos, lo(icamente a inve:a terminar* e em
seu lu(ar a!arecer* a estrela $ue se ale(ra e res!landece !elo bem alheio#
,)iste muita (ente $ue $uer dei)ar de cobiçar, mas cobiçam não ser cobiçosos# ,is a$ui uma
maneira de cobiçar#
,)istem homens $ue se es"orçam !ara conse(uir a virtude da castidade, !orém $uando v.em uma
mulher bonita na rua :* soltam seus (alanteios# 3e a reação "or amistosa, não dei)arão de homena(e*4la
com belas !alavras, de admir*4la, de elo(iar4lhe suas boas $ualidades, etc# + "undamento de toda essa
FA
A Revolução da Dialética FF
liberalidade encontra4se nos im!ulsos secretos da lu)Bria subconsciente, tenebrosa e submersa#
Juando sem es"orço al(um com!reendemos todas as manobras da lu)Bria, esta "ica ani$uilada e
nasce em seu lu(ar a imaculada "lor da castidade#
Não ser* com al(um es"orço $ue !oderemos ad$uirir estas virtudes# + eu "ica robustecido $uando
se es"orça em ad$uirir virtudes# + eu "ica encantado com as condecoraç9es, as medalhas, os t&tulos, as
honras, as virtudes, as boas $ualidades###
6ontam as tradiç9es (re(as $ue o "ilóso"o Ar&sti!o, $uerendo demonstrar sua sabedoria e
modéstia, vestiu4se com uma velha tBnica cheia de remendos e "uros# ,m!unhou o b*culo da "iloso"ia e
"oi4se !elas ruas de Atenas# Juando 3ócrates o viu che(ar em sua casa, e)clamouM +h, Ar&sti!oR ;.4se a
tua vaidade através dos "uros de tua rou!aR
+s !edantes, os vaidosos, os or(ulhosos, :ul(ando4se muito humildes, vestem4se com a tBnica de
Ar&sti!o# A humildade é uma "lor muito e)ótica# Juem se !resumir de humilde, estar* cheio de or(ulho#
1a7emos muitos es"orços inBteis na vida !r*tica cada ve7 $ue um novo !roblema nos atormenta#
A!elamos ao es"orço !ara solucion*4lo# 8utamos e so"remos, !orém a Bnica coisa $ue conse(uimos é
"a7er loucuras e com!licar mais e mais a e)ist.ncia#
+s desiludidos, os desencantados, a$ueles $ue :* nem $uerem mais !ensar, a$ueles $ue não
conse(uiram resolver um !roblema vital, encontram a solução $uando sua mente "ica serena e tran$Yila,
$uando :* não t.m mais es!erança al(uma#
Não se !ode com!reender uma verdade através de es"orços# A verdade vem como o ladrão
noturno, $uando menos se o es!era#
As !erce!ç9es e)tra4sensoriais durante a meditação ou durante a iluminação, a solução de al(um
!roblema, só são !oss&veis $uando não e)iste mais $ual$uer ti!o de es"orço consciente ou subconsciente,
$uando a mente não se es"orça em ser mais do $ue ela é#
+ or(ulho também se dis"arça de sublime# A mente do or(ulhoso es"orça4se em ser al(o mais do
$ue é# A mente serena como um la(o !ode e)!erimentar a verdade, !orém $uando ela $uer ser al(o mais,
entra em tensão, entra em luta, e a e)!eri.ncia da verdade torna4se im!oss&vel#
Não devemos con"undir a verdade com as o!ini9es# Muitos o!inam $ue a ;erdade é isto ou
a$uilo, $ue a ;erdade est* em tal ou $ual livro, $ue est* em tal ou $ual crença ou ideolo(ia, etc#
Juem $uiser e)!erimentar a ;erdade não deve con"undir as crenças, idéias, o!ini9es e teorias
com I33+ $ue é a ;erdade#
2emos de e)!erimentar a ;erdade de "orma direta, !r*tica e real# Isto só é !oss&vel na $uietude e
sil.ncio da mente# Isto só se conse(ue através da meditação#
;ivenciar a ;erdade é o "undamental# Não ser* !or meio do es"orço $ue conse(uiremos
e)!erimentar a ;erdade# A ;erdade não é um resultado# ,la não é o !roduto do es"orço# A ;erdade vem a
nós mediante a com!reensão !ro"unda#
;#M# 3amael Aun @eor FL
%recisamos de es"orço !ara trabalhar na Grande +bra, es"orço !ara transmutar as ener(ias
criadoras, es"orço !ara viver e !ercorrer o caminho da revolução inte(ral, !orém não !recisamos de
es"orço !ara com!reender a ;erdade#
A E$"RAVIDÃO P$I"OLÓGI"A
Não resta a menor dBvida de $ue estamos no limiar de uma terceira con"la(ração mundial# %or
isto, escrevemos este livro intitulado A R,;+8<=>+ DA DIA8?2I6A#
+s tem!os mudaram e estamos iniciando uma nova ,ra !or entre o au(usto troar do !ensamento#
A(ora !recisamos de uma ética revolucion*ria baseada em uma !sicolo(ia revolucion*ria#
3em uma ética "undamental, as melhores "órmulas sociais e econ/micas "icam redu7idas a !oeira#
? im!oss&vel $ue o indiv&duo se trans"orme se não se !reocu!a com a dissolução do eu#
A escravidão !sicoló(ica destrói a conviv.ncia# De!ender !sicolo(icamente de al(uém é
escravidão# 3e nossa maneira de !ensar, sentir e obrar de!ende da maneira de !ensar, sentir e obrar
da$uelas !essoas $ue convivem conosco, então estamos escravi7ados#
6onstantemente, recebemos cartas de muita (ente dese:osa de dissolver o eu, !orém $uei)am4se
da mulher, dos "ilhos, do irmão, da "am&lia, do marido, do !atrão, etc# ,ssas !essoas e)i(em condiç9es
!ara dissolver o eu, $uerem comodidades !ara ani$uilar o ,(o, reclamam ma(n&"ica conduta da$ueles $ue
com eles convivem#
+ mais (racioso de tudo isto é $ue essas !obres !essoas buscam as mais variadas evasivasM
$uerem "u(ir, abandonar o lar, o trabalho, etc# 4 di7em $ue 4 !ara se reali7arem a "undo#
%obre (ente### seus adorados tormentos são seus amos# Naturalmente, essas !essoas não
a!renderam a ser livres, sua conduta de!ende da conduta alheia#
3e $ueremos se(uir a senda da castidade e as!iramos a $ue !rimeiro a mulher se:a casta, então
estamos "racassados# 3e $ueremos dei)ar de ser b.bados, !orém nos a"li(imos $uando nos o"erecem o
co!o !or causa da$uilo $ue dirão ou !or$ue a recusa !ossa incomodar nossos ami(os, então :amais
dei)aremos de ser b.bados#
3e $ueremos dei)ar de ser coléricos, irasc&veis, iracundos, "uriosos, !orém como !rimeira
condição e)i(imos $ue a$ueles $ue convivem conosco se:am am*veis e serenos e $ue nada "açam $ue nos
irrite, estamos bem "racassados, sim, !or$ue eles não são santos e a $ual$uer momento acabarão com as
nossas boas intenç9es#
3e $ueremos dissolver o eu, !recisamos ser livres# Juem de!ender da conduta alheia não !oder*
dissolver o eu# 2emos de ter nossa !ró!ria conduta e não de!ender de nin(uém# Nossos !ensamentos,
sentimentos e aç9es devem "luir inde!endentemente de dentro !ara "ora#
As !iores di"iculdades nos o"erecem as melhores o!ortunidades# No !assado, e)istiram s*bios
rodeados de todo ti!o de comodidadeC sem di"iculdades de es!écie al(uma# ,sses s*bios, $uerendo
ani$uilar o eu, tiveram de criar situaç9es di"&ceis !ara si mesmos#
FL
A Revolução da Dialética FN
Nas situaç9es di"&ceis, temos o!ortunidades "ormid*veis !ara estudar nossos im!ulsos internos e
e)ternos, nossos !ensamentos, sentimentos, aç9es### nossas reaç9es, voliç9es, etc#
A conviv.ncia é um es!elho de cor!o inteiro onde !odemos nos ver tal como somos e não como
a!arentemente somos# A conviv.ncia é uma maravilha# 3e estivermos bem atentos, !oderemos descobrir a
cada instante nossos de"eitos mais secretos# ,les a"loram, saltam "ora, $uando menos es!eramos#
6onhecemos muitas !essoas $ue di7iamM ,u não tenho mais iraE e menor !rovocação
trove:avam e "aiscavam# +utros di7emM ,u não sinto mais ciBmes### !orém basta um sorriso do c/n:u(e a
$ual$uer vi7inho ou vi7inha !ara os seus rostos se tornarem verdes de ciBmes#
As !essoas !rotestam contra as di"iculdades $ue a conviv.ncia lhes o"erece# Não $uerem se dar
conta de $ue essas di"iculdades, !recisamente elas, estão lhe brindando todas as o!ortunidades necess*rias
!ara a dissolução do eu# A conviv.ncia é uma escola "ormid*vel# + livro dessa escola tem muitos tomos, o
livro dessa escola é o eu#
Necessitamos ser livres de verdade se é $ue realmente $ueremos dissolver o eu# Não é livre $uem
de!ende da conduta alheia# 3ó a$uele $ue se "a7 livre de verdade sabe o $ue é o amor# + escravo não sabe
o $ue é o verdadeiro amor# 3e somos escravos do !ensar, do sentir e do "a7er dos demais, nunca
saberemos o $ue é o amor#
+ amor nasce em nós $uando acabamos com a escravidão !sicóló(ica# 2emos de com!reender
!ro"undamente e em todos os terrenos da mente esse com!licado mecanismo da escravidão !sicoló(ica#
,)istem muitas "ormas de escravidão !sicoló(ica# ? necess*rio estudar4se todas elas se é $ue
realmente $ueremos dissolver o eu#
,)iste escravidão !sicoló(ica não só no interno como também no e)terno# ,)iste a escravidão
&ntima, a secreta, a oculta, da $ual não sus!eitamos se$uer remotamente#
+ escravo !ensa $ue ama $uando na verdade só est* temendo# + escravo não sabe o $ue é o
verdadeiro amor#
A mulher $ue teme a seu marido, !ensa $ue o adora $uando na verdade só o est* temendo# +
marido $ue teme a sua mulher, !ensa $ue a ama $uando na realidade o $ue acontece é $ue a teme# %ode
ser $ue tema $ue se v* com outro, $ue seu car*ter se torne a7edo, $ue o recuse se)ualmente, etc#
+ trabalhador $ue teme ao !atrão !ensa $ue o ama, $ue o res!eita, $ue vela !or seus interesses,
etc# Nenhum escravo !sicoló(ico sabe o $ue é amorC a escravidão !sicoló(ica é incom!at&vel com o amor#
,)istem duas es!écies de condutaM a !rimeira é a $ue vem de "ora !ara dentro e a se(unda é a $ue
sai de dentro !ara "ora# A !rimeira é o resultado da escravidão !sicoló(ica e se ori(ina !or reação# Nos
!e(am e !e(amos, nos insultam e res!ondemos com (rosserias### + se(undo ti!o de conduta é melhor, é o
ti!o de conduta da$uele $ue :* não é escravo, da$uele $ue nada mais tem $ue ver com o !ensar, o sentir e
o "a7er dos demais# 2al ti!o de conduta é inde!endente, é conduta reta e :usta# 3e nos !e(am,
res!ondemos abençoando# 3e nos insultam, (uardamos sil.ncio# 3e $uerem nos embria(ar, não bebemos
ainda $ue nossos ami(os se aborreçam, etc#
A(ora, nossos leitores com!reenderão !or$ue a liberdade !sicoló(ica tra7 isso $ue se chama
;#M# 3amael Aun @eor FO
amor#
A PER$O#ALIDADE 1AL1IA#A
2emos de nos tornar cada ve7 mais conscientes do labor $ue estamos reali7ando# ? "undamental
se conhecer a di"erença $ue h* entre o Movimento Gnóstico e todas as demais or(ani7aç9es !seudo4
esotéricas e !seudo4ocultistas $ue e)istem !or a&# Antes de tudo, temos $ue saber nos situar, centrar, se é
$ue $ueremos com!reender o labor $ue devemos reali7ar#
3e dermos uma olhada (eral nas diversas escolas $ue e)istem atualmente no mundo, todas de ti!o
!seudo4esotérico e !seudo4ocultista, descobriremos "acilmente a ori(em delas#
,m certa ocasião, aconteceu em Roma, o caso de uma mon:a $ue caia constantemente em transe
hi!nótico# ,la tinha o seu con"essor e a ele teve de esclarecer a causa causorurn desses transes "atais#
Antes de tudo, o con"essor "icou sabendo $ue ela tinha tido um amante e $ue a!esar de estar enclausurada
conservava uma "oto(ra"ia dele# + con"essor "e7 com $ue ela lhe trou)esse a "oto# De re!ente, deu4se
conta ele $ue a mon:a ca&a em transe só em olhar a "oto# + con"essor resolveu acessorar4se de um
!sicólo(o e ambos submeteram a mon:a a e)!erimentos !s&$uicos# ,ntão, !uderam evidenciar $ue não era
a "oto(ra"ia da$uele homem $ue a !unha em estado de transe e sim umas !edrinhas brilhantes $ue havia
na moldura da "oto#
6ontinuaram as investi(aç9es e lo(o !uderam concluir como conse$Y.ncia ou corol*rio $ue todo
ti!o de ob:eto brilhante !redis!9e aos estados hi!nóticos# 6omo resultado, sur(iu !raticamente toda uma
escola# %/de4se veri"icar $ue mediante os estados hi!nóticos seria !oss&vel modi"icar de al(uma "orma os
estados !sicoló(icos dos !acientes# %or "im, se resolveu usar a hi!nose !ara curar !acientes ou en"ermos#
Assim nasceram os "amosos médicos hi!noti7adores# 1oi também $uando "i7eram sua a!arição no
mundo muitos se$ua7es da hi!nolo(ia, da catale!sia, do mediunismo, etc# Não ser* demais relembrar com
certa .n"ase a Richard 6harcott, 8u&s Zea <ribe, 6ésar 8ombroso, 6amile 1lamarion, etc#
Nessa escola de hi!noti7adores, distin(uiram4se es!ecialmente um in(l.s cu:o nome não me
recordo nestes !recisos instantes e o "amoso 6harcott# Juanto ao !rimeiro, tinha todas as !ro!riedades de
um hanasmussen e o outro, o se(undo, não resta dBvida $ue era um "ilhinho da mamãeC me re"iro a
6harcott# 3eus e)!erimentos "oram not*veis, mas, como $uer $ue era o neném, o mimado da "am&lia, tudo
o $ue "i7esse seria uma maravilha#
Bem, se "aço menção a (rosso modo de todas estas !assa(ens e de todos estes e)!erimentos de
ma(netismo, hi!nolo(ia, catale!sia, es!iritismo e cin$Yenta mil coisas mais ao estilo, é com um Bnico
!ro!ósitoM "a7er com $ue ve:am de onde sairam as diversas escolas de ti!o !seudo4esotérico e !seudo4
ocultista desta ne(ra idade de Hali au(a#
%or a$ueles tem!os das senhoritas 1o) de Mirville $ue conse(uiam servir de instrumento 5
materiali7ação da "amosa Hatie Hin(, "antasma $ue !ermaneceu se materiali7ando !or tr.s anos se(uidos
diante dos olhos de distintos cientistas do mundo inteiro, !or a$ueles dias da ,usa!ia %aladino de
N*!oles, durante os $uais toda a ,uro!a se a(itou com os "en/menos !s&$uicos, "oi $ue a!areceu o
teoso"ismo de ti!o oriental# 6laro, voc.s sabem, bem como todo a$uele $ue visitou essas or(ani7aç9es,
$ue nessas escolas sem!re h* uma mistura de es!iritismo com teorias de ti!o hindu# + teoso"ismo nunca
conse(uiu se livrar do "en/meno es!&rita#
FO
A Revolução da Dialética FU
Juando conhecemos a ori(em das diversas or(ani7aç9es $ue e)istem atualmente, não h* !or$ue
se estranhar de "orma al(uma $ue o teoso"ismo se ache misturado com al(o de mediunismo# Jue se
assustem os teóso"os diante do tantrismo é a!enas normal !or$ue sua escola não é de ti!o esotérico e sim
!seudo4ocultista e nada mais#
In$uestionavelmente, da$uela escola de hi!noti7adores tinham $ue se des!render, e o "i7eram
como é natural, muitos ramos ou or(ani7aç9es# %odemos cham*4las de !seudo4rosacrucianismo, !seudo4
io(uismo, etc# 3ão tão numerosas $ue ter&amos de consultar um dicion*rio !ara conhecer o nome de
todas#
%orém, vamos ao "undo da $uestão# Jual é a base de tais escolasQ + do(ma da evolução# De onde
saiu esse tão cacare:ado do(maQ De um senhor chamado Dar\in#
%arece incr&vel $ue o senhor Dar\in tenha botado no bolso a tantas "i(uras eminentes, a tantos
investi(adores esoteristas, a !seudo4esoteristas também e ainda a muitos as!irantes sinceros, !orém tal
aconteceuC não o !odemos ne(ar#
+ conceito $ue as instituiç9es !seudo4esoténicas criaram sobre a reencarnação no mundo
ocidental é "also# + 3enhor Hrishna nunca disse $ue todos os seres humanos se reencarnavam# ,le disse
$ue somente os budas, os deuses, os heróis solares, tinham direito reencarnação# Nós, os outros, estamos
submetidos lei do ,terno Retorno de todas as coisas# Isto é claroR
2ambém nunca se disse no oriente $ue todos os seres humanóides !ossu&ssem os cor!os
e)istenciais su!eriores do 3er# %orém, "oi "*cil !ara as escolas de ti!o !seudo4esotérico e !seudo4ocultista
"a7er a humanidade crer $ue todo mundo :* !ossui ditos ve&culos su!eriores# Assim, não v.em eles
incoveniente al(um em abordar o tema do 3eten*rio Dumano com uma se(urança tal $ue d* a im!ressão
de realmente todos os humanóides :* terem esse con:unto de ve&culos#
Bom, o resultado desta es!écie de morbosidade, di"undida !elo mundo ocidental !or essas escolas
de ti!o sub:etivo, o resultado desse ensinamento incoerente, va(o e im!reciso, "oi a %,R3+NA8IDAD,
HA8HIANA, isto é, a !ersonalidade !ró!ria desta idade de Hali au(a#
As !ersonalidades TalTianas são desres!eitosas e irreverentes# ,ste ti!o de !ersonalidade das
escolas !seudo4esotéricas e !seudo4ocultistas !erdeu não só o sentimento da aut.ntica devoção e da
verdadeira reli(iosidade, como ainda o da veneração aos anti(os !atriarcas# Assim $ue, a humanidade
!odendo ser diri(ida !or reli(i9es verdadeiramente s*bias, de(enerou4se em rid&culas sabichonices
"ormando4se assim a !ersonalidade TalTiana#
6onvém $ue se saiba con"rontar uma !ersonalidade TalTiana com uma !ersonalidade esoterista
aut.ntica# Jual é a di"erençaQ A !ersonalidade TalTiana est* cheia de sabichonices, en(arra"ada no do(ma
da evolução, mal in"ormada sobre a constituição interna do homem, desconhece os mistérios t5ntricos,
teme o desenvolvimento da ser!ente &(nea na es!inha dorsal, etc# Além do mais, o "ato de estar entulhada
de teorias !rodu7 nela uma sensação de auto4su"ici.ncia#
In$uestionavelmente, a !ersonalidade TalTiana é v&tima do auto4en(ano# Sul(a ter conse(uido
tudo $uando não conse(uiu nada# + !ior é $ue !erdeu o sentido de veneração, es$ueceu4se da verdadeira
e aut.ntica reli(iosidade e !erdeu também a humildade diante do 8o(os 6riador# ,sta é a !ersonalidade
TalTiana#
;#M# 3amael Aun @eor FG
Nós não !odemos se(uir !elo caminho das !ersonalidades TalTianas# Não !odemos aceitar esses
"alsos do(mas como os da evolução, os da crença de $ue todos os humanóides :* são homens !er"eitos,
com!letos, com os cor!os e)istenciais "ormados, os do temor ser!ente &(nea de nossos m*(icos
!oderes, etc# %re"erimos se(uir !elo caminho da aut.ntica sabedoria, a senda dos tantras, da dissolução do
,(o e do reconhecimento de nossa !ró!ria miséria e inca!acidade# %re"erimos reconhecer $ue não somos
nada, $ue somos tão só uns m&seros (usanos do lodo# %reocu!amo4nos, isso sim, !or trabalhar em nós
mesmos, sobre nós mesmos### Jueremos a dissolução do nosso mim mesmo, do si mesmo###
<samos o inteli(ente !oder da ener(ia criadora# 2rabalhamos na 1or:a dos 6&clo!es $ue tanto
assusta aos !seudo4esoteristas e !seudo4ocultistas# ,stamos, !ois, num caminho di"erente, diverso, VWWP
revolucion*rio e $ue, no entanto, tem uma anti(uidade es!antosa $ue se !erde na noite insu!er*vel de
todas as idades#
6ertamente, as caracter&sticas da !ersonalidade TalTiana são incon"und&veis# Destacamos sua
auto4su"ici.ncia, seu terr&vel or(ulho e sua es!antosa vaidade "undamentada em teorias# ;e:amos, !or
e)em!lo, nas escolas de !sican*lise, !ara!sicolo(ia, etc#, o terr&vel or(ulho e a auto4su"ici.ncia $ue
embar(a a toda essa (ente com verdadeira !ersonalidade TalTiana# 3e sobressaem não somente dentro de
certos (ru!os, como ainda a!arecem na televisão, "i(uram na im!rensa e no r*dio, mantendo todo mundo
com!letamente envenenado com um ti!o de vibraç9es $ue esotericamente chamamos de
venenioosTirianas#
2.m uma auto4su"ici.ncia com!leta, olham com desdém s !essoas da Idade Média, :ul(am4se
su!ercivili7ados e !ensam $ue che(aram ao non plus ultra da sabedoria# ? tal o seu or(ulho $ue $uerem
con$uistar o in"inito, o es!aço e)terior### Riem da$uilo $ue eles consideram su!erstiç9es dos s*bios
medievais### ,is a$ui o ti!o de !ersonalidade TalTiana#
6omo "a7er essas !ersonalidades TalTianas entender $ue estão e$uivocadasQ
Não bastaria sim!lesmente serem ne(adas, não é verdadeQ 6omo $uer $ue essas !ersonalidades
TalTianas mane:am a ra7ão e $ue esta é a sua arma de combate, seu cavalinho de batalha, !recisamos
lev*4las a com!reender o $ue é o !rocesso do racioc&nio#
2emos de levar ao conhecimento dessa (ente auto4su"iciente e or(ulhosa $ue o 3r# ,mmanuel
Hant, o "ilóso"o de H]ni(sber(, o (rande !ensador alemão, escreveu duas obrasM uma intitulada A
6R-2I6A DA RAZ>+ %<RA e a outra A 6R-2I6A DA RAZ>+ %R02I6A#
3e estudarmos ao 3r# ,mmanuel Hant, veremos como a(e !ara nos deci"rar não somente em seus
!rossilo(ismos, esilo(ismos e silo(ismos, como também na "orma como analisa o conteBdo dos conceitos
em A 6R-2I6A DA RAZ>+ %<RA#
? claro $ue através das !erce!ç9es sensoriais e)ternas in"ormamos a mente# ,ntão, ela elabora o
conteBdo de seus conceitos baseando4se !recisamente nos rBsticos a:ustamentos sensoriais# Deste !onto
de vista, a ra7ão não !oderia saber nada além do $ue !ertencesse ao mundo dos cinco sentidos, !osto $ue
o conteBdo de seus conceitos é elaborado unicamente com esse a:ustamento sensorial# %or tal motivo, a
ra7ão est* circunscrita aos dados tra7idos !elos sentidos e a nada mais# %ortanto, $ue !ode saber a ra7ão
sub:etiva sobre os intuitosQ 3obre as idéias a !rioriQ 3obre a$uilo $ue esca!a do conteBdo dos conceitos
"undamentados unicamente nas !erce!ç9es sensoriais e)ternasQ Nada, não é verdadeQ
FG
A Revolução da Dialética LW
,)iste outro ti!o de ra7ão $ue a !ersonalidade TalTiana desconhece totalmente# Juero me re"erir
de "orma en"*tica ra7ão ob:etiva# +bviamente, esta tem !or embasamento os dados da consci.ncia e é
com tais dados $ue "unciona#
,m aut.ntico esoterismo, a consci.ncia se chama 7oostat#
A ra7ão ob:etiva estava bem desenvolvida antes de $ue sur(isse a é!oca (reco4romana# +s
!rimitivos *rios da !rimeira sub4raça da (rande raça ariana $ue "loresceu na 0sia 6entral tinham4na
bastante desenvolvida# %ossuiram4na os !ovos da se(unda sub4raça, anterior ao !er&odo dos rishis solares#
2ambém des"rutaram dela os e(&!cios das anti(as dinastias "ara/nicas, os babil/nios, os s*bios do
A"e(anistão, da 2ur$uia e do Ira$ue# ;eio a terminar !raticamente com o !ensamento racional (re(o#
1oram os (re(os $ue, começando a :o(ar com a !alavra, terminaram !or estabelecer o racioc&nio
sub:etivo, o $ual, embasado nas !erce!ç9es sensoriais e)ternas, terminou a"o(ando a ra7ão ob:etiva e
eliminando4a da "ace da terra# Desde então, a humanidade !ossui unicamente o racioc&nio sub:etivo, as
!erce!ç9es sensoriais e)ternas, os dados tra7idos !elos sentidos#
+ conteBdo dos conceitos estão baseados a!enas nos a:ustamentos sensoriais# 8o(o, a ra7ão
sub:etiva nada !ode saber sobre a$uilo $ue esca!a dos "atores antes mencionados# A ra7ão sub:etiva
sensualista nada !ode saber sobre o real, sobre o divino, sobre os mistérios da vida e da morte, etc# ,la é
com!letamente i(norante de tudo a$uilo $ue esca!a do seu raio de ação $ue são os de"icientes cinco
sentidos#
In$uestionavelmente, e)istem os !oderes do coração, a$uelas $ualidades $ue estão muito além do
intelecto e do seu !rocesso meramente raciocinativo, a res!eito dos $uais nada sabe nem conhece a ra7ão
sub:etiva sensualista#
Na sa(rada terra dos ;edas, e)iste um velho manuscrito $ue di7 o se(uinteM A$uele $ue meditar
no centro do coração conse(uir* controle sobre o tat\a ;a'B 4 o !rinc&!io etérico do ar 4 e conse(uir*
também os siddhis 4 os !oderes dos santos#
6he(a4me memória nestes momentos o caso de Sosé de 6u!!ertino# Di7em $ue ele se alçou aos
ares !or setenta ve7es e $ue este "eito m*(ico, acontecido l* !or VNLW, "oi o motivo !elo $ual "oi
canoni7ado# ? indubit*vel $ue tinha desenvolvido o centro do coração# Juando um cardeal o interro(ouM
Bom, !or $ue no momento em $ue voc. vai se elevar, estando em oração, solta um clamorQ ,le
res!ondeuM A !ólvora $uando se in"lama no arcabu7 estoura com (rande ru&do, a mesma coisa sucede no
coração in"lamado !elo Divino Amor#
De maneira $ue, de "orma !r*tica, Sosé de 6u!!ertino deu a chave dos estados Sinas# + coração é
$ue tem de se desenvolver !ara se !oder conse(uir os estados Sinas#
A e)traordin*ria 3anta 6ristina levitava constantemente# S* morta 4 :ul(ava4se $ue estivesse morta
4 iam4na enterrar $uando de re!ente, de dentro do ataBde, levantou4se e "lutuou até o cam!an*rio da
i(re:a#
%oder&amos se(uir narrando inumer*veis casos### %or certo o de 1rancisco de AssisR + bom irmão
$ue dele cuidava lhe tra7ia comida e o mon(e estava em levitação, em oração, "lutuando na atmos"era#
Davia ve7es $ue o bom irmão não o alcançava !ara dar4lhe os alimentos !or$ue estava lon(e, muito alto#
`s ve7es, 1rancisco de Assis subia tanto $ue se !erdia acima das *rvores $ue havia ali !or !erto#
;#M# 3amael Aun @eor LV
2odos esses m&sticos tinham desenvolvido o centro do coração# 3em se desenvolver este centro,
não se !ode ad$uirir destre7a nos estados Sinas#
6omumente, $uem desenvolveu o intelecto so"re muito !ara conse(uir os estados Sinas !or$ue, se
desenvolveu o intelecto, "oi s custas das "orças do coração# 3u(ando4se as "orças do c*rdias, !erde4se os
!oderes do c*rdias# Melhor ditoM troca os !oderes do c*rdias !elo intelecto#
Melhor seria não ser intelectual e ter os !oderes do c*rdias, não é verdadeQ %orém, os instrutores
não devem se !reocu!ar com isto# + coração !ode se desenvolver novamente, cultivando4se a emoção
su!eriorM a mBsica avançada dos (randes mestres, a meditação, etc# 2ornando4nos mais m&sticos, mais
!ro"undamente devotos, vamos desenvolvendo novamente o coração# Isto é muito interessanteR
Ademais, temos $ue che(ar a saber, meus caros irmãos, a com!reender, $ue o ser humano est*
dividido em duas consci.nciasM a verdadeira e a "alsa#
Juando al(uém vem a este mundo, tra7 de!ositado !ela nature7a na ess.ncia todos os dados $ue
!recisa !ara a Auto4Reali7ação &ntima do 3er# %orém, $ue aconteceQ Metem4no em escolinhas, dão4lhe
uma "alsa educação $ue !ara nada serve e enchem4no de inBmeros conselhos e !receitos# ,n"im, no total,
cria uma consci.ncia "alsa# , a verdadeira consci.ncia, a$uela onde estão de!ositados os dados $ue se
!recisa !ara se(uir a senda, !ara se(uir o caminho, !ara che(ar a liberação do 3erQ ,sta "ica l* no "undo e
tristemente catalo(ada com o nome de subconsci.ncia# S* se viu coisa mais absurdaR
Nós temos de ser sinceros com nós mesmos e reconhecer $ue esta "alsa consci.ncia $ue "ormamos
"oi "eita com todas essas teorias, com tudo isso $ue a!rendemos no !rim*rio, secund*rio, su!erior, etc#
Assim como também com outras tantas coisasM com o e)em!lo dos adultos, com os !reconceitos da
sociedade !ara a $ual viemos### ,sta não é, !ois, a verdadeira consci.ncia#
Devemos eliminar o $ue temos de "also, ou se:a, esta "alsa consci.ncia $ue se baseia no $ue nos
disseram, nos !receitos escolares, nas Viç9es acad.micas, etc# ,liminar !or com!leto, erradicar
de"initivamente, essa "alsa consci.ncia !ara $ue "i$ue somente em nós a verdadeira consci.ncia, a
consci.ncia su!erlativa do 3er# Isto é o $ue contaR
;e:am voc.s como esses !sicanalistas modernos, esses !si$uiatras "amosos, !ara!sicólo(os,
se$ua7es dos hi!nólo(os e outros se es"orçam cada ve7 mais !ara su"ocar a verdadeira consci.ncia do 3er,
!or su!rimi4la, !or elimin*4la# Juerem !or todos os meios "ortalecer cada ve7 mais a "alsa consci.ncia
$ue !ossu&mos#
Mesmer "oi um homem maravilhoso# %ressentiu $ue havia uma du!la consci.ncia nos seres
humanos e se !ro!/s a estud*4la# Ao dar4se conta de $ue havia uma "alsa consci.ncia e uma consci.ncia
le(itima e real, a $ual "icara ar$uivada l* no "undo, dir&amos, subestimada, começou a "a7er seus
e)!erimentos de ma(netismo, muito contr*rios !or sinal aos da hi!nolo(ia#
%obre Mesmer, muito o ridiculari7aram em sua é!oca e continuam ainda# 6ontra ele se levantou
toda a cr&tica e ainda o criticam na atualidade# Muitos te)tos de hi!notismo começam "alando contra
Mesmer# +s hi!noti7adores o odeiam e !or $u.Q %recisamente !or$ue se !ronunciou contra essa "alsa
consci.ncia, !or$ue descobriu $ue havia uma du!la consci.nciaM a "alsa e a verdadeira# Mesmer veio a
desmascarar a "alsa consci.ncia diante do veredito solene da o!inião !Bblica e é claro $ue $uase o
en(oliram# ,sta é a crua realidade dos "atos#
LV
A Revolução da Dialética L2
Bom, !ara não nos desviarmos tanto do tema, o $ue $uero di7er é $ue o desenvolvimento interior
só se conse(ue ao :o(armos no li)o a "alsa consci.ncia e !ondo atenção verdadeira consci.ncia,
aut.ntica consci.ncia#
Jue se entende !or "alsa consci.nciaQ A$uela com a $ual nos "ormaram desde $ue nascemos,
a$uela $ue "oi "eita com os e)em!los e com os !receitos de todos os nossos "amiliares, a$uela com $ue
nos "ormaram na escola, no secund*rio, etc#, a$uela com a $ual "ormaram em nós todos esses
!reconceitos sociais havidos e !or haver#
2udo isso tem de ser :o(ado no "undo do li)o !ara $ue se !ossa !/r a "lutuar a verdadeira
consci.ncia e com ela se trabalhar# Isto indica $ue temos de nos converter em crianças !ara trabalhar,
voltar a ser in"antil, ser como !e$ueninos no momento de trabalhar, des!rovidos de teorias### assim
!oremos em ação a verdadeira sabedoria#
Assim, !ois, escrevi este ca!&tulo com o !ro!ósito de $ue nos centremos, de $ue reconheçamos a
situação em $ue estamos neste mundo### ? !reciso $ue se entenda $ue não vamos !elo caminho dessas
escolinhas, seitas e ordens $ue "ormam a !ersonalidade TalTiana# 3omos di"erentes# Isto é tudoR
"O#!U%("IA
6ontum*cia é a !ersist.ncia em se assinalar um erro# %or isso, :amais me cansarei de insistir em
di7er $ue a causa de todos os erros é o ,(o, o mim mesmo# Não me im!orta $ue os animais intelectuais se
incomodem !or$ue "alo contra o ,(o# 6uste o $ue custar se(uirei com a contum*cia#
%assaram4se duas (randes (uerras mundiais e o mundo encontra4se beira da terceira (uerra
mundial# + mundo est* em crise# %or todas as !artes h* miséria, en"ermidades e i(nor5ncia#
As duas (uerras mundiais não nos dei)aram nada de bom# A !rimeira (uerra dei)ou4nos a terr&vel
(ri!e $ue matou a milh9es de !essoas no ano de VGVU# A se(unda (uerra mundial dei)ou4nos uma !este
mental !ior $ue a !este da !rimeira# Re"erimo4nos a abomin*vel "iloso"ia e)istencialista $ue envenenou
totalmente as novas (eraç9es e contra a $ual se !romul(a A R,;+8<=>+ DA DIA8?2I6A#
2odos nós !artici!amos da criação deste caos social no $ual vivemos# %ortanto, devemos entre
todos trabalhar !ara dissolv.4lo !ara "a7er deste um mundo melhor através dos ensinamentos $ue entre(o
nesta obra#
In"eli7mente, as !essoas só !ensam em seu eu e(o&sta e di7emM %rimeiro eu, em se(undo lu(ar eu
e em terceiro euR S* dissemos e voltamos a re!etirM + ,(o sabota as ordens $ue a !sicolo(ia
revolucion*ria estabelece#
3e $uisermos de verdade e bem sinceramente a revolução da dialética, !recisamos !rimeiro da
trans"ormação radical do indiv&duo#
3ão muitas as !essoas $ue aceitam a necessidade de uma mudança interior radical, total e
de"initiva, !orém, in"eli7mente, e)i(em est&mulos e incentivos es!eciais#
As !essoas (ostam $ue lhes di(am $ue vão indo bem, $ue lhes d.em !almadinhas no ombro, $ue
;#M# 3amael Aun @eor LA
lhes di(am belas e estimulantes !alavras###
3ão muitas as !essoas $ue e)i(em al(um bonito verso $ue lhes sirva de atrativo, al(uma crença,
al(uma ideolo(ia ou $ual$uer uto!ia !ara mudar#
D* $uem e)i:a a es!erança de um bom em!re(o como atrativo !ara mudar# D* $uem e)i:a um
bom noivado ou um ma(n&"ico matrim/nio $ue lhes sirva de atrativo !ara mudar#
Nin(uém $uer mudar assim !or$ue simC $uerem um bom incentivo !ara começar# As !essoas se
encantam com os est&mulos# Não $uerem com!reender essas !obres !essoas $ue os tais est&mulos são
ocos e su!er"iciais# %ortanto, é a!enas ló(ico $ue se di(a $ue não servem#
Samais na vida, nunca na história dos séculos, os est&mulos conse(uiram !rovocar uma mudança
radical, total e de"initiva dentro de al(um indiv&duo#
Dentro de cada !essoa, e)iste um centro ener(ético $ue não !ode ser destru&do com a morte do
cor!o "&sico e $ue se !er!etua, !ara a des(raça do mundo, em seus descendentes# ,sse centro é o eu, o
mim mesmo, o si mesmo# %recisamos com suma e inadi*vel ur(.ncia !rodu7ir uma mudança radical
dentro desse centro ener(ético chamado eu#
As !almadinhas no ombro, as bonitas !alavras, os belos elo(ios, os lindos est&mulos, os nobres
atrativos, etc#, nunca conse(uirão !rodu7ir al(uma mudança radical nesse centro ener(ético chamado eu e
$ue est* dentro de nós mesmos#
3e muito sinceramente e de todo coração $ueremos uma mudança radical dentro desse centro
chamado eu, !recisamos reconhecer o nosso lament*vel estado de miséria e !obre7a interior e
es$uecendo4nos de nós mesmos trabalhar desinteressadamente !ela humanidade# Isto si(ni"ica abne(ação,
com!leto es$uecimento de si mesmo e com!leto abandono de si mesmo#
? im!oss&vel $ue venha a ocorrer uma mudança radical dentro de nós mesmos se só !ensamos em
encher nossos bolsos de dinheiro e mais dinheiro#
+ eu, o mim mesmo, $uer crescer, melhorar, evoluir, relacionar4se com os (randes da 2erra,
conse(uir in"lu.ncias, !osição, "ortuna, etc# As mudanças su!er"iciais em nossa !essoa não servem !ara
nada, não mudam nada e não trans"ormam a nin(uém nem a nada#
%recisamos de uma mudança !ro"unda dentro de cada um de nós# Dita mudança só !ode se
reali7ar no centro $ue levamos dentro, no eu# %recisamos $uebrar a dito centro e(o&sta como se "osse um
co!o de barro#
2emos de e)tir!ar o eu com ur(.ncia !ara !rodu7ir dentro de cada um de nós uma mudança
!ro"unda, radical, total e verdadeira# Assim como estamos, assim como somos, só conse(uimos amar(ar a
nossa vida e a dos nossos semelhantes#
+ eu $uer encher4se de honras, virtudes, dinheiro, etc# + eu $uer !ra7eres, "ama, !rest&(io, etc#
,m seu louco a"ã de e)!andir4se cria uma sociedade e(o&sta na $ual só h* dis!utas, crueldades, cobiça
insaci*vel, ambiç9es sem limites nem mar(ens, (uerras, etc#
%ara in"elicidade nossa, somos membros de uma sociedade criada !elo eu# Dita sociedade é inBtil,
LA
A Revolução da Dialética LF
daninha e !re:udicial# 3ó e)tir!ando4se o eu !oderemos mudar inte(ralmente e mudar o mundo#
3e de verdade $ueremos a e)tir!ação do eu, "a74se ur(ente manter a memória $uieta !ara $ue a
mente "i$ue serena e em se(uida !ossamos nos auto4observar com calma a "im de conhecermos a nós
mesmos#
2emos de contem!lar a nós mesmos como al(uém $ue est* contem!lando e a(Yentando sobre si
mesmo um torrencial a(uaceiro#
Nin(uém na vida conse(uir* dissolver o eu mediante substitutosM dei)ando a bebida e trocando4a
!elo ci(arro, abandonando uma mulher !ara se casar com outra, dei)ando um de"eito !ara substitui4lo !or
outro ou saindo de uma escola !ara "re$Yentar outra escola#
3e $ueremos de verdade uma mudança radical dentro de nós, temos de dei)ar de lado todas essas
coisas $ue nos !arecem !ositivas, todos esses velhos h*bitos e todos esses costumes e$uivocados#
A mente é a sede central do eu# %recisamos de uma mudança na sede central !ara $ue dentro de
cada um de nós ha:a uma verdadeira revolução#
3ó com absoluta abne(ação, com!reensão do $ue in"eli7mente somos e sem est&mulos ou
incentivos de es!écie al(uma !oderemos de verdade conse(uir a e)tir!ação do eu#
O$ E$!ADO$ DO EGO
+s estados e(óicos estão classi"icados da se(uinte "ormaM
,32,R,+%3-J<I6+3 4 3ão os estados identi"icativos $ue estão intimamente relacionados com
as !erce!ç9es e)teriores recebidas através dos cinco sentidos e $ue estão vinculadas ao mundo das
im!ress9es#
N,+%3-J<I6+3 4 3ão os estados !rocessadores de dados, isto é, os $ue bem ou mal inter!retam todas
as mBlti!las situaç9es $ue o animal intelectual vive# Nestes estados, $uem trabalha é a nossa m*
3ecret*riaM a !ersonalidade#
ARJ<,+%3-J<I6+3 4 3ão os estados re(ressivos 4 a memória do ,(o 4 os $uais se encontram nos
FG n&veis do subconsciente# 3ão as lembranças do !assado $ue "icam ar$uivadas nas "ormas "oto(r*"ica e
"ono(r*"ica#
+LUE !I%E2 A !ERAP)U!I"A DO REPOU$O
No misterioso umbral do tem!lo de Del!hos estava (ravada na !edra viva uma m*)ima (re(a $ue
di7iaM Nosce te ipsum# Domem, conhece a ti mesmo e conhecer*s o universo e os deuses#
+ estudo de si mesmo, a serena re"le)ão, é óbvio $ue, em Bltima inst5ncia, conclui na $uietude e
no sil.ncio da mente#
Juando a mente est* $uieta e em sil.ncio, não só no n&vel su!er"icial, intelectual, mas em todos e
;#M# 3amael Aun @eor LL
em cada um dos FG de!artamentos subconscientes, vem o novo, a ess.ncia, a consci.ncia, se desen(arra"a
!rodu7indo o des!ertar da alma, o .)tase e o samadhi#
A !r*tica di*ria da meditação trans"orma4nos radicalmente# As !essoas $ue não trabalham na
ani$uilação do eu vivem borboleteando de escola em escola e :amais encontram seu centro de (ravidade
!ermanente# Morrem "racassadas sem terem conse(uido a Auto4Reali7ação -ntima do 3er#
+ des!ertar da consci.ncia só é !oss&vel através da libertação e emanci!ação do dualismo mental,
do batalhar das ant&teses, da maré intelectual# Jual$uer luta subconsciente, in"raconsciente ou
inconsciente converte4se numa trava !ara a libertação da ess.ncia#
2odo batalhar de ant&teses, !or insi(ni"icante e inconsciente $ue se:a, acusa !ontos obscuros
desconhecidos nos in"ernos at/micos do homem# +bservar e conhecer esses as!ectos in"ra4humanos de si
mesmo é indis!ens*vel !ara se atin(ir a absoluta $uietude e sil.ncio da mente# 3ó na aus.ncia do eu é
!oss&vel e)!erimentar e viver a revolução inte(ral e a revolução da dialética#
+ blue time ou tera!.utica do re!ouso tem re(ras b*sicas sem as $uais seria im!oss&vel nos
emanci!ar dos morti"icantes (rilh9es da mente# ,stas re(ras sãoM
V# R,8AbAM,N2+M ? indis!ens*vel se a!render a rela)ar o cor!o !ara a meditação# Nenhum mBsculo
!ode "icar em tensão# ? ur(ente se !rovocar e (raduar o sono vontade# ? evidente $ue a s*bia
combinação de sono e meditação d* como resultado isso $ue se chama iluminação#
2# R,2R+3%,62+M Jue se busca através do retros!ectoQ + animal intelectual devido vida mec5nica
$ue vive diariamente se es$uece de si mesmo e cai na "ascinação# Anda com a consci.ncia adormecida
sem se lembrar do $ue "e7 no momento do levantar, desconhece os !rimeiros !ensamentos do dia, sua
atuação e os lu(ares onde esteve# + retros!ecto tem como "inalidade a tomada de consci.ncia de todos os
atos ou aç9es !assadas# Ao reali7armos o retros!ecto durante a meditação, não !oremos ob:eç9es mente#
2raremos a lembrança das situaç9es do !assado desde o instante no $ual iniciou o retros!ecto até o
momento da vida $ue dese:armos# 6ada lembrança deve ser estudada sem se identi"icar com ela#
A# R,18,b>+ 3,R,NAM %rimeiramente, temos de nos tornar !lenamente conscientes do estado de
5nimo em $ue nos encontramos antes de sur(ir $ual$uer !ensamento# 2emos de observar serenamente a
nossa mente e !/r !lena atenção em toda "orma mental $ue "i7er sua a!arição na tela do intelecto# ,
!erem!tório $ue nos convertamos em vi(ias da nossa !ró!ria mente durante $ual$uer atividade a(itada e
$ue nos detenhamos !or instantes !ara observ*4la#
F# %3I6AN08I3,M Inda(ar, in$uirir, investi(ar a rai7 e a ori(em de cada !ensamento, lembrança, a"eto,
emoção, sentimento, ressentimento, etc#, con"orme "orem sur(indo na mente# Durante a !sican*lise,
deveremos e)aminar, a$uilatar e in$uirir sobre a ori(em, causa, ra7ão ou motivo "undamental de todo
!ensamento, lembrança, ima(em e associação, con"orme "orem sur(indo do "undo do subconsciente#
L# MAN2RA8IZA=>+ +< H+ANM +s ob:etivos desta eta!a sãoM
aX Misturar dentro do nosso universo interior as "orças m*(icas dos mantrans ou Toans#
bX Des!ertar consci.ncia#
cX Acumular intimamente *tomos cr&sticos de alt&ssima volta(em#
Neste trabalho !sicoló(ico, o intelecto deve assumir um estado rece!tivo, inte(ral, unitotal, !leno,
tran$Yilo e !ro"undo# 6om os Toans ou "rases $ue descontrolam a mente, conse(ue4se o estado rece!tivo
LL
A Revolução da Dialética LN
unitotal#
N# AN08I3, 3<%,R8A2I;AM 6onsiste num conhecimento intros!ectivo de si mesmo# ? indis!ens*vel
nos introvertermos durante a meditação de "undo# Neste estado, se trabalhar* no !rocesso da com!reensão
do eu ou de"eito $ue se $uer desinte(rar# + estudante (nóstico se concentrar* no a(re(ado !sicoló(ico e o
manter* na tela da mente# Antes de tudo, é indis!ens*vel $ue se se:a sincero consi(o mesmo# A an*lise
su!erlativa consta de duas "ases $ue sãoM
aX Auto4e)!loração 4 Inda(ar no "undo da consci.ncia e nos FG n&veis do subconsciente $uando "oi
a !rimeira ve7 $ue o de"eito se mani"estou na vida e $uando "oi a Bltima e em $ue momentos
tem mais "orça !ara se mani"estar#
bX Autodescobrimento 4 Investi(ar $uais são os alimentos do eu# 1racionar e dividir o de"eito em
v*rias !artes e estudar cada uma delas a "im de conhecer de $ue ti!o de eus !rovém e $ue ti!os
de eus derivam dele#
O# A<2+S<8GAM,N2+M 3entar o de"eito em estudo no banco dos acusados# 2ra7er a :ul(amento os
danos $ue ocasiona consci.ncia e os bene"&cios $ue a ani$uilação do de"eito $ue se est* :ul(ando traria
nossa vida#
U# +RA=>+M +rar Divina Mãe Hundalini, Mãe interior e individual, !edindo com muito "ervor a
eliminação do eu# 3e lhe "alar* com "ran$ue7a e se im!lorar* !ara $ue desinte(re os de"eitos e "alhas $ue
temos, !ois ela é a unica ca!a7 de ani$uilar os eus# %ediremos $ue desinte(re até a !ró!ria rai7 do de"eito#
? bastante a(rad*vel e interessante se !artici!ar, cada ve7 $ue se !uder, dos !er&odos de
meditação nos lumisiais (nósticos#
? im!rescindivel $ue se !rati$ue a meditação com os olhos "echados a "im de se evitar as
!erce!ç9es sensoriais e)ternas#
O$ "AD(VERE$ DO EGO
D* $ue se desinte(rar os cad*veres do ,(o a !ontaços de "orça elétrica se)ual nos in"ernos
at/micos# Não !odemos es!erar $ue o tem!o os desinte(re#
+ !recioso diamante com $ue 3alomão !oliu as !edras !reciosas é a %edra 1iloso"al#
Desinte(rando os cad*veres do ,(o, temos de diri(ir todos os nossos es"orços no sentido de não
voltar a criar cor!os "&sicos !or$ue são vulner*veis e estão e)!ostos velhice e morte#
Indubitavelmente, o Harma cria cor!os#
%or "alta de trabalho !sicoló(ico, a (ente desta é!oca não é !ro"undaC a(rada4lhe ser su!er"icial#
Sul(am4se ca!a7es de rir de todas as civili7aç9es#
Atualmente, a mente humana est* de(enerada !or causa do conceito# 2odo conceito emitido é
resultado do $ue disseram e do $ue se estudou#
+ autoconceito baseia4se na e)!eri.ncia da !ró!ria maneira de !ensar#
;#M# 3amael Aun @eor LO
Gurd:ie"" é inci!iente em seus conhecimentos#
Hrishnamurti sim tem autoconceitos !or$ue :amais leu al(uém#
+ dese$uil&brio e o rom!imento com a harmonia do cosmos v.m $uando não se !ossui auto4
autoridade dentro#
6omo se !oderia ter auto4autoridade se não se é dono de si mesmo#
A auto4ação só é !oss&vel $uando se tem o 3er dentro#
A %edra 1iloso"al, o autoconceito, a auto4ação e a auto4autoridade só são !oss&veis $uando se
desinte(rou os cad*veres do ,(o nos in"ernos at/micos !sicoló(icos#
P$I"OG)#E$E
Nossa civili7ação, a!arentemente tão brilhante !ela con$uista do es!aço e !ela !enetração da
matéria, est* carcomida !ela le!ra de uma ética decadente de homosse)ualismo, lesbianismo e viciados
em dro(as#
,sta civili7ação entrou na eta!a involutiva !ara se li$uidar como ocorreu com outras civili7aç9es#
Isso nos mostra o testemunho histórico da or(ulhosa Roma $ue tendo sido uma comunidade
con$uistadora do mundo anti(o, viu os séculos de involução sur(irem $uando sua (rande7a de nação
austera e moral "oi sucedida !or mudanças radicais $ue a a"undaram no v&cio#
,m $ue me baseioQ ,m "atos claros e contundentesR <ma (rande cultura como a in(lesa a(ora só
e)!orta uma le!ra !sicoló(ica $ue contamina mentalmente as (eraç9es desta é!oca# + (ru!o in(l.s 3e)
%istols, $ue é ca!a7 de "a7er tudo ao contr*rio do estabelecido, lo(o ne(ativamente, !ara a!arecer como
"i(uras sobressalentes, e o criador do %unT RocT# 3ão "or:adores de canç9es cha(adas de bai)as !alavras,
cu:os temas só servem !ara o ata$ue direto, não só contra as instituiç9es, como contra o !ró!rio !Bblico
$ue os escuta com sua consci.ncia adormecida#
A bandeira do 3e) %istols é a su:eira# 3ub:etiva mensa(em $ue entre(am a esta !obre humanidade
$ue est* !odre até a medula dos ossos#
+ 3e) %istols é um (ru!o a(ressivo# Abusa de tudo, !or$uanto nomeia como a reli(ião do %unT
RocT canç9es contra o amor cheias de cinismo, contra a re!ressão e a a(ressão, etc#, criadas !or $uatro
:ovens da classe o!er*ria in(lesa $ue estão contra o elitismo# Resulta absurdo $ue esses animais
intelectuais !ossam criar uma reli(ião# ,s$uecem $ue a !alavra reli(ião vem de reli(are $ue si(ni"icaM
união com a divindade# Mas, $ue ti!o de divindade tem essa (ente de(enerada $ue os :ovens adoram tanto
em sua hi!nose como se "osse (rande coisaQ
,ssa corrente musical mostrada !elo 3e) %istols cria o ambiente mais in"ernal da atual e)ist.ncia,
isto é con"irmado !elas centenas de :ovens, socados na mais !ro"unda i(nor5ncia es!iritual e !sicoló(ica,
$ue !artici!am dessas audiç9es do +ne Dundred 6lub de 8ondres#
A onda !unT avança em $ue !ese o!osição $ue lhe é "eita e em inumer*veis revistas
LO
A Revolução da Dialética LU
internacionais :* a!arece a sua sub:etiva modaM rou!a "eita de tiras, re"u(os de $ual$uer material $ue
e)ista usados como adorno, cabelo curto e !intado de v*rias cores, camisas e camisetas com le(endas
contra tudo, etc# ,sta é uma mostra clara dos sintomas da le!ra !sicoló(ica $ue a humanidade contraiu e
$ue a mantém tão !odre#
,m muitos de seus encontros, a a(ressividade "&sica 4 ira 4 se !9e na moda# 6om enorme
"acilidade lançam im!ro!érios e até :o(am (arra"as $ue saem do !ró!rio cen*rio, o $ue muitas ve7es
termina em desordem e da& !ara a !risão e até !ara os hos!itais# 6om toda essa verborréia insultante e
lançamento de !ro:éteis, ainda a!arecem centenas de :ovens in(leses (ritando $ue amam os 3e) %istols
!or$ue são o m*)imo, como :* aconteceu em al(umas audiç9es do %aradise 6lub na Bre\er 3t#
6uriosamente, o con:unto 3e) %istols é entabeçado !or Sohnn' Rotten [Soão7inho %odreX, um
l&der $ue nunca cantara antes# De!ois, vem 3id ;icious [3id ;iciosoX, %aul 6ooT [%aulo GaloX e 3teve
Sones# Na In(laterra não res!eitam nin(uém e di"icilmente !oderiam vir ao nosso !a&s#
6onsidero $ue a vida não teria e)!licação sem as !eriódicas evoluç9es e involuç9es, como esta da
onda !unT, $ue se !ercebe nas !lantas, animais, seres humanos, estrelas e constelaç9es#
+s ciclos históricos também t.m a sua evolução e conse$Yentemente a sua involução $ue
"atalmente se a!resenta e $ue des(asta rochas, !ulveri7a sois, torna ancião o $ue "oi menino, converte em
carvão a$uilo $ue "oi *rvore e a"unda no !ro"undo dos oceanos aos continentes !ara "a7.4los emer(ir
de!ois#
6om os !ostulados a!resentados nesta obra buscamos "undar as bases de uma nova civili7ação
$ue não este:a com esta le!ra !sicoló(ica e $ue se "undamente na !sico(.neseM criação do homem em
!rimeiro lu(ar !ara de!ois !assar !ara o su!er4homem mediante a su!erdin5mica mental e se)ual $ue
temos estado a en"ati7ar neste livro#
%odem entrar !ara as nossas instituiç9es (nósticas, $ue di"undem o meu ensinamento, todos os
$ue $uiserem, sem!re e $uando tenham as!iraç9es de su!erar4se e de reali7ar em si mesmos a
!sico(.neseC a$ui e a(ora#
+ homem $ue não "e7 a !sico(.nese dentro de si mesmo só utili7a uma !arte in"initamente
!e$uena de suas ca!acidades e !ot.ncias# %or isso, convido os nossos leitores a $ue !rati$uem os
ensinamentos !sicoló(icos $ue entre(o nestes ca!&tulos !ara $ue a!rendam a obter o m*)imo de
rendimento de sua !si$ue#
Dentro de cada ser humano h* in"initas !ossibilidades !ara um conhecimento $ue também é
ilimitado# 2odos !ossuem em estado embrion*rio (randes "aculdades !sicoló(icas $ue sur(irão no
momento mesmo em $ue iniciarem o trabalho de "a7er uma !sico(.nese em si mesmos, sem es!erar nem
um instante mais# + ser humano deve se ca!acitar !ara conhecer tudo o $ue corres!onda sua e)ist.ncia#
,ste é um ato tão natural $uanto o do livre arb&trio#
%or $ue estamos a$uiQ De onde viemosQ %ara onde vamosQ 2udo isto deve ser conhecido a$ui e
a(ora# Assim, "icaremos livres de do(matismos e teorias#
%or meio das disci!linas !sicoló(icas $ue venho indicando, todos !oderão melhorar
!si$uicamente# Isto $uer di7er, "a7er a !sico(.nese em si mesmo !ara !/r4se em contato com as di"erentes
dimens9es da nature7a#
;#M# 3amael Aun @eor LG
6on"orme "ormos trabalhando em nossa !sico(.nese, iremos vendo a nossa su!eração individual#
Assim, obtém4se acesso aos !ro"undos conhecimentos esotéricos $ue através do correr dos incont*veis
séculos t.m "icado ali dis!osição de todo ser humano $ue as!ire sinceramente encontrar res!osta a uma
$uantidade de va7ios e interro(aç9es# Desta "orma, atenderemos imortal su(estão do Grande MestreM
Buscai e achareis###
,m s&ntese, diremos $ue a !sico(.nese "undamenta4se na$uela "rase escrita no anti(o tem!lo de
Del!hosM Te advirto, seja tu quem fores, ó tu que desejas sondar os arcanos da natureza, que se não
achas dentro de ti mesmo aquilo que buscas, tampouco poderás achálo fora! "e tu ignoras as
e#cel$ncias de tua própria casa, como pretendes encontrar outras e#cel$ncias% &m ti está oculto o
tesouro dos tesouros! 'h, homem( )onhece a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses!
A !RA#$FOR%AÇÃO DA$ I%PRE$$0E$
;amos "alar da trans"ormação da vida e isto é !oss&vel desde $ue al(uém se !ro!onha a isto
!ro"undamente#
2rans"ormação si(ni"ica $ue uma coisa se modi"ica em outra coisa di"erente# ? ló(ico $ue tudo é
suscet&vel de mudanças#
,)istem trans"ormaç9es da matéria $ue são bem conhecidas# Nin(uém !oderia ne(ar, !or
e)em!lo, $ue o açBcar trans"orma4se em *lcool e $ue este se converte em vina(re !ela ação dos
"ermentos# ,sta é a trans"ormação de uma subst5ncia molecular# 3abe4se da vida $u&mica dos elementos
$ue o r*dio, !or e)em!lo, se trans"orma lentamente em chumbo#
+s al$uimistas da Idade Média "alavam da transmutação do chumbo em ouro# No entanto, nem
sem!re "a7iam alusão $uestão met*lica meramente "&sica# Normalmente, $ueriam indicar com tal
!alavra a trans"ormação do chumbo da !ersonalidade no ouro do es!&rito# Assim, !ois, convém $ue
re"litamos em todas estas coisas#
Nos ,van(elhos, a idéia do homem terreno, com!arado com uma semente ca!a7 de crescimento,
tem a mesma si(ni"icaçãoM a idéia de renascimento, do homem $ue nasce outra ve7# ? óbvio $ue se o (rão
não morre a !lanta não nasce# ,m toda trans"ormação e)iste morte e nascimento#
Na Gnosis, consideramos o homem como uma "*brica de tr.s !isos $ue absorve normalmente tr.s
alimentos#
+ alimento comum, relacionado com o est/ma(o, corres!onde ao !iso in"erior da "*brica, + ar,
naturalmente relacionado com os !ulm9es, corres!onde ao se(undo !iso# S* o terceiro alimento são as
im!ress9es $ue indubitavelmente estão associadas com o terceiro !iso e com o cérebro#
+ alimento $ue in(erimos so"re sucessivas trans"ormaç9es# Isto é in$uestion*velR + !rocesso da
vida em si mesmo e !or si mesmo é trans"ormação# 2oda criatura do universo vive da trans"ormação de
uma subst5ncia em outra# + ve(etal, !or e)em!lo, trans"orma a *(ua, o ar e os sais da terra em novas
subst5ncias ve(etais vitais, em elementos Bteis !ara nós como o são as no7es, as "rutas, as ra&7es, os
sucos, etc# Assim, !ois, tudo é trans"ormação#
LG
A Revolução da Dialética NW
%ela ação da lu7 solar, variam os "ermentos da nature7a# ? in$uestion*vel $ue a sens&vel !el&cula
de vida, $ue normalmente se estende !ela su!er"&cie da 2erra, condu7 a toda "orça universal !ara o
interior do !ró!rio mundo !lanet*rio# 6ada !lanta, cada inseto, cada criatura e o !ró!rio animal
intelectual, e$uivocadamente chamado homem, absorve, assimila, determinadas "orças cósmicas, as
trans"orma e de!ois as transmite inconscientemente s camadas in"eriores do or(anismo !lanet*rio# 2ais
"orças trans"ormadas estão intimamente relacionadas com toda a economia do or(anismo !lanet*rio em
$ue vivemos# Indubitavelmente, cada criatura, se(undo sua es!écie, trans"orma determinadas "orças $ue
são transmitidas ao interior da terra !ara a economia do mundo# Assim, !ois, cada criatura e)istente
cum!re as mesmas "unç9es#
Juando comemos um alimento necess*rio nossa e)ist.ncia, ele é trans"ormado# 6laro $ue esses
elementos tão indis!ens*veis nossa e)ist.ncia são trans"ormados eta!a a!ós eta!a# Juem reali7a dentro
de nós esses !rocessos de trans"ormação das subst5nciasQ + centro instintivo, é óbvioR A sabedoria deste
centro é realmente assombrosa#
A di(estão em si mesma é trans"ormação# + alimento no est/ma(o, isto é, na !arte in"erior da
"*brica de tr.s !isos do or(anismo humano, so"re trans"ormação# 3e al(o entrasse sem !assar !elo
est/ma(o, o or(anismo não !oderia assimilar seus !rinc&!ios vitam&nicos nem suas !rote&nas# Isso
causaria sim!lesmente uma indi(estão# ` medida $ue vamos re"letindo sobre este tema, vamos
com!reendendo a necessidade de tudo !assar !or uma trans"ormação#
6laro est* $ue os alimentos "&sicos se trans"ormam, mas h* al(o nisso $ue nos convida re"le)ão#
,)iste em nós a trans"ormação educada das im!ress9esQ
%ara os ob:etivos da nature7a !ro!riamente ditos, não h* necessidade al(uma de $ue o animal
intelectual, e$uivocadamente chamado homem, trans"orme realmente as im!ress9es# No entanto, um
homem !ode trans"ormar suas im!ress9es !or si mesmo, desde $ue !ossua, naturalmente, um
conhecimento b*sico# D* $ue se com!reender o !or$u. desta necessidadeR
3eria ma(n&"ico trans"ormar as im!ress9es# A maioria das !essoas $uando se v.em no terreno da
vida !r*tica acham $ue este mundo "&sico vai lhes dar tudo o $ue dese:am e buscam# Realmente, este é um
tremendo e$u&voco# A vida em si mesma entra em nós, em nosso or(anismo, na "orma de meras
im!ress9es# A !rimeira coisa $ue devemos com!reender é o si(ni"icado do trabalho esotérico intimamente
relacionado com o mundo das im!ress9es#
Jue necessitamos as trans"ormar, é verdadeR Nin(uém !oderia realmente trans"ormar sua vida se
não trans"ormasse as im!ress9es $ue che(am sua mente#
As !essoas $ue lerem estas linhas deverão re"letir no $ue a$ui est* se di7endo# ,stamos "alando de
al(o muito revolucion*rio# 2odo mundo :ul(a $ue o "&sico é o real, !orém se "ormos um !ouco mais a
"undo na $uestão, veremos $ue o $ue realmente estamos recebendo a cada instante, a cada momento, são
meras im!ress9es#
3e vemos uma !essoa $ue nos a(rada ou desa(rada, a !rimeira coisa $ue obtemos são im!ress9es
desta nature7a, não é verdadeQ Isto não !odemos ne(arR A vida é uma sucessão de im!ress9es# ,la não é
como !ensam os i(norantes ilustradosM uma coisa "&sica de ti!o e)clusivamente materialista# A realidade
da vida são as suas im!ress9esR
6laro est* $ue as idéias $ue estamos emitindo não são muito "*ceis de serem ca!tadas,
a!reendidas# ? !oss&vel $ue os leitores este:am certos de $ue a vida e)iste tal $ual como se a!resenta e
;#M# 3amael Aun @eor NV
não como meras im!ress9es# ,stão tão su(estionados !or este mundo "&sico $ue, obviamente, !ensam
assim#
A !essoa $ue vemos sentada, !or e)em!lo, numa cadeira, l*, com tal ou $ual rou!a de certa cor,
a$uela $ue nos saBda, a$uela $ue nos sorri, etc#, é !ara nós realmente verdade# %orém, se meditamos
!ro"undamente, che(amos conclusão de $ue real são as im!ress9es# ,las che(am mente através da
:anela dos sentidos#
3e não tivéssemos os sentidos, !or e)em!lo, olhos !ara ver, ouvidos !ara ouvir ou boca !ara
de(ustar os alimentos $ue o nosso or(anismo in(ere, e)istiria !ara nós isso $ue se chama mundo "&sicoQ
6laro $ue nãoR Absolutamente nãoR
A vida che(a4nos na "orma de im!ress9es e é a&, :ustamente, onde est* a !ossibilidade de se
trabalhar sobre nós mesmos# Antes de tudo, $ue devemos "a7erQ D* $ue se com!reender o trabalho $ue
devemos reali7ar# 6omo !oder&amos conse(uir uma trans"ormação !sicoló(ica de nós mesmosQ %ois,
e"etuando um trabalho sobre as im!ress9es $ue estamos recebendo a cada instante, a cada momento# ,ste
!rimeiro trabalho recebe o nome de !rimeiro cho$ue consciente# ,le est* relacionado com todas estas
im!ress9es $ue são tudo $uanto conhecemos do mundo e)terior# Jue tamanho t.m as verdadeiras coisas,
as verdadeiras !essoasQ
%recisamos nos trans"ormar internamente cada dia# 3e $uisermos trans"ormar o nosso as!ecto
!sicoló(ico, !recisamos trabalhar sobre as im!ress9es $ue entram em nós#
%or $ue chamamos o trabalho de trans"ormação das im!ress9es de !rimeiro cho$ue conscienteQ
%or$ue o cho$ue é al(o $ue não !oder&amos observar de "orma meramente mec5nica# Isto :amais !oderia
ser "eito de maneira mec5nica# %recisa4se de um es"orço autoconsciente# ? claro $ue $uando se comece a
com!reender este trabalho, se começar* a dei)ar de ser um homem mec5nico $ue a!enas serve aos "ins da
nature7a#
3e se !ensa a(ora em todo o si(ni"icado de tudo $uanto se ensina a$ui, !elas vias do es"orço
!ró!rio, começando !ela observação de si mesmo, ver4se4* $ue o lado !r*tico de todo trabalho esotérico
se relaciona intimamente com a trans"ormação das im!ress9es e do $ue resulta naturalmente das mesmas#
+ trabalho, !or e)em!lo, com as emoç9es ne(ativasM sobre os estados de 5nimo de aborrecimento,
sobre a identi"icação, sobre a autoconsideração, sobre os eus sucessivos, sobre a mentira, sobre as
auto:usti"icativas, sobre a descul!a, sobre os estados inconscientes em $ue nos encontramos, se relaciona
em tudo com a trans"ormação das im!ress9es e com o $ue resulta dela# 6onvir* di7er ainda $ue, de certo
modo, o trabalho sobre si mesmo é com!ar*vel a uma dissecação#
D* necessidade de se "ormar um elemento de troca no lu(ar de entrada das im!ress9es# Não se
es$ueçam disso#
Mediante a com!reensão do trabalho, voc.s !odem aceitar a vida como um trabalho# Assim,
entrarão num estado constante de recordação de si mesmos e o terr&vel realismo da trans"ormação das
im!ress9es che(ar* naturalmente a voc.s# As !ró!rias im!ress9es, normalmente ou su!ranormalmente,
dir&amos melhor, os levariam a uma vida melhor no $ue res!eita a voc.s naturalmente e :* não obrariam
mais sobre voc.s como "a7iam no começo de sua !ró!ria trans"ormação#
%orém, en$uanto si(am !ensando da mesma maneira, tomando a vida da mesma maneira, é claro
NV
A Revolução da Dialética N2
$ue não haver* nenhuma mudança em voc.s# 2rans"ormar as im!ress9es da vida é autotrans"ormar4se#
,sta "orma inteiramente nova de !ensar nos a:uda a e"etuar tal trans"ormação# 2odo este discurso est*
baseado e)clusivamente no ob:etivo radical de nos trans"ormarmos# 3e al(uém não se trans"orma, nada
conse(ue#
Naturalmente, voc.s com!reenderão $ue a vida nos obri(a continuamente a rea(ir# 2odas essas
reaç9es "ormam nossa vida !essoal# Mudar a vida de al(uém é realmente mudar suas !ró!rias reaç9es# A
vida e)terior che(a4nos como meras im!ress9es $ue nos obri(am incessantemente a rea(ir de uma "orma,
dir&amos, estereoti!ada# 3e as reaç9es $ue constituem a nossa vida !essoal são todas de ti!o ne(ativo,
então nossa vida também ser* ne(ativa#
A vida consiste em uma série sucessiva de reaç9es ne(ativas $ue se d* como res!osta s
incessantes im!ress9es $ue nos che(am mente# 8o(o, nossa tare"a consiste em trans"ormar as
im!ress9es da vida de modo $ue não !rovo$uem este ti!o de res!osta ne(ativa# Mas, !ara conse(ui4lo, é
necess*rio estar se auto4observando de instante a instante, de momento a momento# ? ur(ente, !ois, estar
sem!re estudando as nossas !ró!rias im!ress9es#
Não se !ode dei)ar $ue as im!ress9es che(uem de um modo sub:etivo e mec5nico# 3e
começamos com dito controle, isto e$uivale a começar a vida, a começar a viver mais conscientemente#
<m indiv&duo !ode se dar ao lu)o de "a7er com $ue as im!ress9es não che(uem mecanicamente# Ao a(ir
assim, trans"orma as im!ress9es e começa a viver conscientemente#
+ !rimeiro cho$ue consciente consiste em trans"ormar as im!ress9es $ue nos che(am# 3e se
conse(ue trans"ormar as im!ress9es $ue che(am mente no momento de sua entrada, ma(n&"icos
resultados são obtidos, os $uais bene"iciam a nossa e)istencia#
3em!re se !ode trabalhar no resultado das im!ress9es# 6laro est* $ue caducam, são de e"eito
mec5nico### no entanto, esta mecanicidade costuma ser desastrosa no interior da nossa !si$ue#
,ste trabalho esotérico4(nóstico deve ser levado até o !onto onde entram as im!ress9es !or$ue
são distribu&das mecanicamente !ela !ersonalidade a lu(ares e$uivocados a "im de evocar anti(as
reaç9es#
;ou tratar de sim!li"icar isto# 2omemos o se(uinte e)em!loM 3e :o(armos uma !edra num la(o
cristalino, !rodu7em4se im!ress9es no la(o e a res!osta a essas im!ress9es causadas !ela !edra são as
ondas $ue vão do centro !ara a !eri"eria#
A(ora, ima(inem a mente como se "osse um la(o# De re!ente, a!arece a ima(em de uma !essoa#
,sta ima(em é como a !edra do nosso e)em!lo# ,la che(a mente $ue então rea(e na "orma de
im!ress9es# ,stas im!ress9es "oram !rovocadas !ela ima(em $ue che(ou mente e as reaç9es são as
res!ostas a tais im!ress9es#
3e se :o(a uma bola contra um muro, o muro recebe as im!ress9es# De!ois vem a reação $ue
consiste na volta da bola a $uem a :o(ou# Bom, !ode ser $ue não che(ue diretamente, mas de $ual$uer
:eito a bola retorna e isso é reação#
+ mundo est* "ormado de im!ress9es# %or e)em!loM 6he(a4nos mente a ima(em de uma mesa
através dos sentidos# Não !odemos di7er $ue "oi a mesa $ue che(ou ou $ue a mesa se tenha metido em
nosso cérebro# Isto é absurdoR Mas, a ima(em da mesa sim est* l*# ,ntão, a mente rea(e imediatamente e
;#M# 3amael Aun @eor NA
di7M ,sta é uma mesa de madeira, de metal, etc#
D* im!ress9es $ue não são muito a(rad*veis# %or e)em!lo, as !alavras de um insultador#
%oder&amos trans"ormar as !alavras de um insultadorQ
As !alavras são como são, então o $ue !oder&amos "a7erQ 2rans"ormar as im!ress9es $ue tais
!alavras nos causam# Isto sim é !oss&velR + ensinamento (nóstico nos ensina a cristali7ar a se(unda "orça,
o 6risto, em nós mediante o !ostulado $ue di7M Há que se receber com agrado as manifesta*+es
desagradáveis de nossos semelhantes!
No !ostulado anterior, est* o modo de trans"ormar as im!ress9es !rodu7idas em nós !elas
!alavras de um insultador# Receber com a(rado as mani"estaç9es desa(rad*veis de nossos semelhantes#
,ste !ostulado nos levar*, naturalmente, cristali7ação da se(unda "orça, o 6risto, em nós# ,le "ar* com
$ue o 6risto venha a tomar "orma em nós#
3e do mundo "&sico só conhecemos as im!ress9es, então o mundo "&sico não é !ro!riamente tão
e)terno $uanto as !essoas :ul(am# 6om :usta ra7ão disse ,mmanuel HantM + e)terior é o interior# 3e o
interior é o $ue conta, devemos, !ois, trans"ormar o interior# As im!ress9es são interiores, lo(o todos os
ob:etos, coisas e tudo o $ue vemos e)iste em nosso interior na "orma de im!ress9es#
3e não trans"ormamos as im!ress9es, nada mudar* em nós# A lu)Bria, a cobiça, o or(ulho, o ódio,
etc#, e)istem na nossa !si$ue na "orma de im!ress9es $ue vibram incessantemente#
+ resultado mec5nico de tais im!ress9es tem sido todos esses elementos inumanos $ue levamos
dentro e $ue os temos chamado normalmente de eus, os $uais em seu con:unto constituem o mim mesmo,
o si mesmo#
3u!onhamos, !or e)em!lo, $ue um indiv&duo v. uma mulher !rovocante e $ue não trans"orma
essas im!ress9es# + resultado ser* $ue elas, !or serem de ti!o lu)urioso, !rodu7irão nele o dese:o de
!ossui4la# 2al dese:o vem a ser o resultado da im!ressão recebida $ue se cristali7a, toma "orma em nossa
!si$ue e se converte num a(re(ado a mais, isto é, num elemento inumano, num novo ti!o de eu lu)urioso
$ue ir* se a(re(ar soma de elementos inumanos $ue em sua totalidade constituem o ,(o#
,m nós e)iste ira, cobiça, lu)Bria, inve:a, or(ulho, !re(uiça e (ula# %or $ue iraQ %or$ue muitas
im!ress9es che(aram a nós, ao nosso interior, e nunca "oram trans"ormadas# + resultado mec5nico de tais
im!ress9es de ira "oram os eus $ue a(ora e)istem e vibram em nossa !si$ue e $ue constantemente nos
"a7em sentir cora(em#
%or $ue cobiçaQ Indubitavelmente, muitas coisas des!ertaram a cobiça em nósM o dinheiro, as :óias
e outras coisas materiais de todo ti!o# ,ssas coisas, esses ob:etos, che(aram a nós na "orma de im!ress9es
e nós cometemos o erro de não ter trans"ormado essas im!ress9es em outras di"erentesM em ale(ria, em
admiração sua bele7a, etc# 2ais im!ress9es não trans"ormadas, naturalmente, converteram4se em eus da
cobiça $ue a(ora carre(amos em nosso interior#
%or $ue lu)BriaQ S* disse $ue as di"erentes "ormas de lu)Bria che(aram a nós como im!ress9es,
isto é, sur(iram no interior da nossa mente ima(ens de ti!o erótico cu:a reação "oi a lu)Bria# 6omo $uer
$ue não trans"ormamos essas ondas lu)uriosas, esse erotismo malsão, naturalmente o resultado não se "e7
es!erar, nasceram novos eus morbosos em nossa !si$ue#
NA
A Revolução da Dialética NF
Assim, !ois, toca4nos trabalhar ho:e mesmo sobre as im!ress9es $ue estão em nosso interior e
sobre seus resultados mec5nicos# Dentro de nós temos im!ress9es de ira, cobiça, (ula, or(ulho, !re(uiça,
lu)Bria, etc# 2emos também dentro de nós os resultados mec5nicos de tais im!ress9esM blocos de eus
bri(9es e (rit9es $ue a(ora !recisamos com!reender e eliminar#
%ortanto, o trabalho de nossa vida consiste em saber trans"ormar tais im!ress9es e também em
saber eliminar os resultados mec5nicos das im!ress9es não trans"ormadas no !assado#
+ mundo e)terior !ro!riamente não e)iste# + $ue e)iste são as im!ress9es e estas são internas#
Assim também as reaç9es a tais im!ress9es são com!letamente interiores#
Nin(uém !oderia di7er $ue est* vendo uma *rvore em si mesma# ,star* vendo a ima(em da
*rvore, !orém não a *rvore# A coisa em si, como ,mmanuel Hant a chamava, nin(uém v.# ;.4se a
ima(em das coisas, isto é, sur(e em nós a im!ressão de uma *rvore, de uma coisa### !orém, são coisas
internas, são da mente#
3e al(uém não "a7 as suas !ró!rias modi"icaç9es internas, o resultado não se dei)a es!erarM
!rodu74se o nascimento de novos eus $ue v.m a escravi7ar ainda mais a nossa ess.ncia, a nossa
consci.nciaE e o sonho em $ue vivemos se intensi"ica ainda mais#
Juando al(uém com!reende realmente tudo o $ue ocorre dentro dele mesmo, relacionado com o
mundo "&sico, $ue tudo não !assa de im!ress9es, com!reende também a necessidade de trans"ormar essas
im!ress9es e, ao "a7.4lo, veri"ica4se uma trans"ormação nele mesmo,
Não h* coisa $ue mais doa do $ue a calBnia ou as !alavras de um insultador# 3e al(uém "or ca!a7
de trans"ormar as im!ress9es $ue tais !alavras causam, elas "icarão sem valor al(um, isto é, "icam como
um che$ue sem "undos# 6ertamente, as !alavras de um insultador não t.m mais valor do $ue a$uele $ue o
insultado lhes d*# Assim, se o insultado não lhes der valor, "icam, re!ito, como um che$ue sem "undos#
Juando al(uém com!reende isto, !assa a trans"ormar as im!ress9es das !alavras em al(o di"erente, !or
e)em!lo, em amor, em com!ai)ão !ara com o insultador, etc# Naturalmente, isto é trans"ormaçãoR Assim,
!ois, !recisamos estar trans"ormando incessantemente as im!ress9es# Não só as !resentes e as !assadas,
como também as "uturas#
Dentro de nós e)istem muitas im!ress9es sobre as $uais cometemos o erro de não trans"ormar e
muitos resultados mec5nicos das mesmas, os $uais são os tais eus $ue a(ora temos de desinte(rar,
ani$uilar, a "im de $ue a consci.ncia "i$ue livre e des!erta#
? indis!ens*vel $ue se re"lita sobre o $ue estou di7endo# As coisas, as !essoas, não são mais do
$ue im!ress9es dentro de nós, dentro da nossa mente# 3e trans"ormamos essas im!ress9es, trans"ormamos
radicalmente a nossa vida#
Juando em al(uém h* or(ulho, este tem !or embasamento a i(nor5ncia# %or e)em!lo, uma !essoa
$ue se sente or(ulhosa de sua !osição social e de seu dinheiro# 3e essa !essoa !ensar um !ouco, ver* $ue
sua !osição social é uma $uestão meramente mental, $ue são uma série de im!ress9es a che(ar sua
mente, im!ress9es sobre seu estado social# Juando descobrir $ue tal estado não é mais do $ue uma
$uestão mental, ao "a7er uma an*lise de seu real valor, dar4se4* conta de $ue sua !osição social e)iste em
sua mente na "orma de im!ress9es#
2udo $ue o dinheiro e a !osição social !rovocam nada mais são do $ue im!ress9es e)ternas da
;#M# 3amael Aun @eor NL
mente# 2ão só com o "ato de se com!reender $ue são a!enas im!ress9es da mente, h* trans"ormação
sobre as mesmas# ,ntão, o or(ulho, !or si mesmo, cai, desmorona, nascendo em nós de "orma natural a
humildade#
6ontinuando com o estudo dos !rocessos da trans"ormação das im!ress9es, !rosse(uirei
acrescentando mais al(uma coisa# A ima(em de uma mulher lu)uriosa che(a mente ou sur(e na mente#
2al ima(em é uma im!ressão# Isto é óbvioR %oder&amos trans"ormar essa im!ressão lu)uriosa através da
com!reensãoQ 3im, bastaria $ue nesse instante !ens*ssemos $ue ela um dia ir* morrer e $ue seu cor!o se
tornar* !ó no cemitério e se, com a ima(inação, v&ssemos seu cor!o se desinte(rando dentro do cai)ão,
isto seria mais do $ue su"iciente !ara trans"ormar a$uela im!ressão lu)uriosa em castidade# A(ora, se não
a trans"ormamos, se somar* aos outros eus da lu)Bria#
6onvém $ue trans"ormemos as im!ress9es $ue sur(em na mente através da com!reensão# Resulta
altamente ló(ico $ue o mundo e)terior não se:a tão e)terior como normalmente se cr.# 2udo o $ue nos
che(a do mundo é interior !or$ue nada mais são do $ue im!ress9es internas#
Nin(uém !oderia socar uma *rvore, uma cadeira, uma casa, um !al*cio, uma !edra, etc#, dentro
de sua mente# 2udo che(a nossa mente na "orma de im!ress9es# Isso é tudoR Im!ress9es de um mundo
$ue chamamos e)terno, mas $ue na realidade não é tão e)terno como se cr.# Resulta im!oster(*vel $ue
trans"ormemos as im!ress9es através da com!reensão# 3e al(uém nos cum!rimenta e nos elo(ia, como
!oder&amos trans"ormar a vaidade $ue isso !oderia !rovocar em nósQ +bviamente, os elo(ios, as
adulaç9es, não são mais do $ue im!ress9es $ue nos che(am mente e esta rea(e na "orma de vaidade#
%orém, se se trans"orma essas im!ress9es, a vaidade torna4se im!oss&vel# 6omo se trans"ormaria as
!alavras de um aduladorQ Mediante a com!reensão# Juando al(uém com!reende $ue não é mais do $ue
uma in"initesimal criatura num lu(ar $ual$uer do universo, trans"orma de "ato essas im!ress9es de louvor,
de lison:a, em al(o di"erente, converte tais im!ress9es no $ue são realmenteM !ó, !oeira cosmica# Isto
!or$ue com!reendeu a sua !ró!ria situação#
3abemos $ue a (al*)ia em $ue vivemos é com!osta !or milh9es de mundos# + $ue é a 2erraQ
<ma !art&cula de !oeira no in"inito# , se v&ssemos $ue somos microor(anismos dessa !art&culaQ ,ntão, o
$u.Q 3e com!reend.ssemos isto $uando nos estão adulando, "ar&amos a trans"ormação dessas im!ress9es
de lison:a, de adulação ou de louvor# Assim, como resultado, não rea(ir&amos de "orma or(ulhosa#
Juanto mais re"litamos nisto, mais e mais veremos a necessidade de uma trans"ormação com!leta
das im!ress9es#
2udo o $ue vemos e)terno é interior# 3e não trabalharmos com o interior, iremos !elo caminho do
erro !or$ue não modi"icaremos os nossos h*bitos# 3e $uisermos ser di"erentes, temos de nos trans"ormar
inte(ralmente e devemos começar trans"ormando as im!ress9es# 2rans"ormando as im!ress9es animais e
bestiais em elementos de devoção, ocorre em nós a trans"ormação se)ual, a transmutação#
In$uestionavelmente, este as!ecto das im!ress9es merece ser analisado de uma "orma clara e
!recisa# A !ersonalidade, $ue recebemos ou ad$uirimos, recebe as im!ress9es da vida, mas não as
trans"orma !or$ue !raticamente é al(o morto#
3e as im!ress9es ca&ssem diretamente sobre a ess.ncia, é óbvio $ue seriam trans"ormadas !or$ue,
de "ato, ela as de!ositaria e)atamente nos centros corres!ondentes da m*$uina humana#
%ersonalidade é o termo $ue se a!lica a tudo a$uilo $ue ad$uirimos# ? claro $ue tradu7 as
NL
A Revolução da Dialética NN
im!ress9es che(adas de todos os lados da vida de um modo limitado e !raticamente estereoti!ado, de
acordo com sua $ualidade e associação#
A este res!eito, no trabalho esotérico4(nóstico, se com!ara muitas ve7es a !ersonalidade com uma
!éssima secret*ria $ue est* na sala de rece!ção e $ue se ocu!a com todas as idéias, conceitos,
!reconceitos, o!ini9es e !re:ul(amentos# Dis!9e de muit&ssimos dicion*rios, enciclo!édias de todo ti!o,
livros de re"er.ncia, etc# %orém, não est* sintoni7ada com os centros, isto é, o mental, o emocional e os
centros "&sicos 4 intelectual, emocional, motor, instintivo e se)ual 4 a não ser de acordo com suas
inusitadas idéias# 6omo conse$Y.ncia ou corol*rio, termina acontecendo $ue se !9e em contato $uase
sem!re com os centros e$uivocados# Isto si(ni"ica $ue as im!ress9es $ue che(am são enviadas a centros
indevidos, isto é, a locais $ue não lhe corres!ondem, !rodu7indo, naturalmente, resultados indevidos#
%orei um e)em!lo !ara $ue me entendam melhor# 3u!onhamos $ue uma mulher atenda com
muita (entile7a e res!eito a um cavalheiro# 6laro $ue as im!ress9es $ue ele est* recebendo em sua mente
são recebidas !ela !ersonalidade e esta as remete a centros e$uivocados# Normalmente, as manda ao
centro se)ual e o cavalheiro che(a a crer "irmemente $ue a dama est* enamorada dele# 8o(icamente, não
demorar* muito e ele se a!ressar* em "a7er4lhe al(umas insinuaç9es de ti!o amoroso# Indubitavelmente,
se a$uela dama :amais teve esse ti!o de !reocu!ação !elo cavalheiro, não dei)ar* de sentir4se, com muita
ra7ão, sur!reendida# ,ste é o resultado da !éssima rece!ção das im!ress9es# ;emos a$ui $uão m*
secret*ria é a !ersonalidade# Indiscutivelmente, a vida de um homem de!ende dessa secret*ria $ue
!rocura a trans"ormação em seus livros de re"er.ncia sem com!reender em absoluto o $ue si(ni"ica na
realidade o acontecimento, em conse$Y.ncia o transmite sem se !reocu!ar com o $ue !ossa ocorrer,
unicamente sentindo $ue est* cum!rindo com o seu dever#
,sta é a nossa situação interior# + $ue im!orta com!reender nesta ale(oria é $ue a !ersonalidade,
$ue ad$uirimos e $ue devemos ad$uirir, começa a tomar conta da nossa vida#
In$uestionavelmente, é inBtil !ensar $ue isto ocorra somente a certas e determinadas !essoas#
Acontece a todos, se:a l* $uem "or#
? !lenamente observ*vel $ue e)istem numerosas reaç9es caracter&sticas !rodu7idas !elas
im!ress9es $ue nos che(am# In"eli7mente, essas reaç9es mec5nicas nos (overnam# ? claro $ue cada um é
(overnado !ela sua !ró!ria vida e não im!orta $ue se chame liberal ou conservador, revolucion*rio ou
bolchevista ou bom ou mau no sentido da !alavra#
? óbvio $ue essas reaç9es diante dos im!actos do mundo e)terior constituem a nossa !ró!ria vida#
A humanidade, neste sentido, !odemos a"irmar de "orma en"*tica, $ue é com!letamente mecanicista#
Jual$uer um "ormou durante sua vida uma enorme $uantidade de reaç9esC são as e)!eri.ncias
!r*ticas de sua e)ist.ncia# ? claro $ue toda ação !rodu7 a sua reação, aç9es de certo ti!o, e a tais reaç9es
damos o nome de e)!eri.ncias#
+ im!ortante seria !oder rela)ar a mente a "im de melhor conhecer nossas aç9es e reaç9es# Isto de
rela)amento mental é ma(n&"ico# Deitar4se na cama ou numa c/moda !oltrona e rela)ar todos os
mBsculos !acientemente# De!ois, esva7iar a mente de todo ti!o de !ensamentos, dese:os, emoç9es,
lembranças, etc# Juando a mente est* $uieta, $uando a mente est* em sil.ncio, !odemos conhecer melhor
a nós mesmos# ,m tais momentos de $uietude e sil.ncio mental, é $uando vimos a vivenciar de "orma
direta o cru realismo de todas as aç9es da vida !r*tica#
;#M# 3amael Aun @eor NO
Juando a mente se encontra em absoluto re!ouso, vemos toda a multidão de elementos, sub4
elementos, aç9es, reaç9es, dese:os, !ai)9es, etc#, como al(o alheio a nós mesmos, mas $ue a(uarda o
instante !reciso !ara !oder reali7ar seu controle sobre nós, sobre nossa !ersonalidade# ,is a$ui o motivo
!elo $ual vale o sil.ncio e a $uietude da mente# +bviamente, o rela)amento do entendimento é bené"ico
no sentido mais com!leto da !alavra, !ois nos condu7 ao autoconhecimento individual#
Assim é $ue toda a vida, isto é, a vida e)terior, o $ue vemos e vivemos, é !ara cada !essoa a sua
reação s im!ress9es $ue che(am do mundo "&sico#
? um (rande erro !ensar $ue o $ue é chamado vida se:a uma coisa "i)a, sólida, a mesma coisa
!ara $ual$uer !essoa# 6ertamente, não h* uma só !essoa $ue tenha as mesmas im!ress9es $ue outra, no
$ue di7 res!eito vida e)istente no (.nero humano, !or$ue são in"initas#
Nossas im!ress9es da vida são certamente a vida# ? claro $ue !odemos, se nos !ro!omos,
trans"ormar tais im!ress9es# %orém, como :* "oi dito, esta é uma idéia muito di"&cil de entender ou
com!reender devido a $ue o hi!notismo dos sentidos é muito !oderoso#
Ainda $ue !areça incr&vel, todos os seres humanos se acham num estado de hi!notismo coletivo#
2al hi!nose é !rodu7ida !elo estado residual do abomin*vel ór(ão Tundarti(uador# Juando este ór(ão "oi
eliminado, restaram os diversos a(re(ados !s&$uicos ou elementos inumanos $ue em seu con:unto
constituem o mim mesmo, o si mesmo# ,sses elementos e sub4elementos, !or sua ve7, condicionam a
consci.ncia e a mant.m em estado de hi!nose# Assim, !ois, e)iste a hi!nose de ti!o coletivo# 2odo mundo
est* hi!noti7adoR
A mente est* en"rascada no mundo dos cinco sentidos e não atina com!reender como !oderia se
tornar inde!endente delesC cr. "irmemente $ue é um deus# Nossa vida interior, a verdadeira vida de
!ensamentos e sentimentos, se(ue sendo con"usa !ara as nossas conce!ç9es meramente raciocinativas e
intelectivas# Não obstante, ao mesmo tem!o, sabemos muito bem $ue o lu(ar onde realmente vivemos é
no nosso mundo de !ensamentos e sentimentos# Isto é al(o $ue nin(uém !ode ne(ar#
Nossas im!ress9es são a vida e elas !odem ser trans"ormadas# 2emos de a!render a trans"ormar as
nossas im!ress9es, !orém não ser* !oss&vel trans"ormar coisa al(uma se continuarmos a!e(ados ao
mundo dos cinco sentidos#
6omo disse em meu tratado de %3I6+8+GIA R,;+8<6I+NARIA, a e)!eri.ncia ensina $ue se
o trabalho esotérico4(nóstico é ne(ativo, isso se deve a !ró!ria cul!a#
Do !onto de vista sensorial, é esta ou a$uela !essoa do mundo e)terior, $ue se v. ou $ue se ouve
com os olhos e os ouvidos, $uem tem a cul!a# ,ssa !essoa dir* !or sua ve7 $ue nós é $ue somos os
cul!ados# No entanto, a cul!a est* nas im!ress9es $ue nós temos das !essoas# Muitas ve7es !ensamos $ue
al(uém é um ti!o !erverso $uando no "undo é uma mansa ovelha#
6onvém muito a!render a trans"ormar todas as im!ress9es $ue tenhamos sobre a vida# 2emos de
a!render a receber com a(rado as mani"estaç9es desa(rad*veis de nossos semelhantes#
O E$!.%AGO %E#!AL
6on"orme estudamos no ca!&tulo anterior, sabemos $ue e)istem tr.s ti!os de alimentosM os
NO
A Revolução da Dialética NU
alimentos !ro!riamente ditos, os relacionados com a res!iração e as im!ress9es#
A di(estão dos alimentos tra7 como resultado a assimilação de !rinc&!ios vitais !elo san(ue# +
resultado da res!iração é a assimilação do o)i(.nio tão valioso !ara a vida humana# A assimilação ou
di(estão das im!ress9es tra7 como resultado a absorção de uma ener(ia mais "ina $ue a assimilada nas
outras duas di(est9es#
As im!ress9es corres!ondem aos cinco sentidos# D* dois ti!os de im!ress9esM a(rad*veis e
desa(rad*veis#
+ ser humano !recisa saber viver# %orém, !ara tal, ter* de a!render a di(erir e a trans"ormar as
im!ress9es# Isto é vital !ara a com!reensão#
2emos $ue trans"ormar as im!ress9es se, de verdade, $ueremos saber viver# As im!ress9es $ue
che(am mente !ossuem hidro(.nio FU# 8amentavelmente, o ser humano vive mecanicamente# +
homem !oderia trans"ormar o hidro(.nio FU em hidro(.nio 2F a "im de "ortalecer os chacras, o 2F em V2
!ara "ortalecer a mente e o V2 em N !ara "ortalecer a vontade#
Na atualidade, h* necessidade de se trans"ormar a mente, !assar !ara um novo n&vel mental, senão
as im!ress9es !rosse(uirão che(ando aos mesmos locais e$uivocados de sem!re#
As !essoas :ul(am !oder ver as coisas de di"erentes 5n(ulos e $ue são soberanas, mas não se dão
conta de $ue a mente humana est* limitada !elos !reconceitos e !re:ul(amentos#
Nestes tem!os modernos, temos de trans"ormar o a!arato mental# 2emos de ser di"erentes,
distintos# 1a74se ur(ente e necess*rio a "abricação de um a!arato intelectual su!erior, ade$uado !ara
trans"ormar e di(erir as im!ress9es#
Assim como o a!arelho di(estivo tem um est/ma(o !ara $ue os alimentos !ossam ser assimilados
e assim como o sistema res!iratório tem !ulm9es !ara assimilar o o)i(.nio, o homem4m*$uina !recisa
criar um est/ma(o mentalC não se v* a con"undir ou a inter!retar como al(uma coisa "&sica#
Antes de se di(erir as im!ress9es, h* $ue se trans"orm*4las# + ensinamento (nóstico !ermite e
"acilita a criação de dito est/ma(o, $ue tornar* o animal intelectual em al(uma coisa distinta#
A necessidade de trans"ormação não !ode nascer sem $ue se tenha com!reendido a sua
necessidade# ,sta com!reensão sur(e ao se absorver o conhecimento (nóstico#
Juando se !ensa !ositivamente e di"erente das !essoas, é sinal de $ue se est* mudando# D* $ue se
dei)ar de ser o $ue somos !ara ser o $ue não somos# D* $ue se !erder de si mesmo# + resultado de tudo
isto ser* o a!arecimento de al(uém $ue não ser* mais ele mesmo#
No caminho da trans"ormação das im!ress9es, temos de ser sinceros conosco mesmos# Não h*
!or$ue tentar !ersuadir a si !ró!rio# No !rinc&!io, a!arece a :usti"icação, !orém temos $ue estudar essa
:usti"icação, a $ual !ode ser "ruto do amor !ró!rio#
D* $ue se descobrir as causas e os motivos das atuaç9es tidas diante das im!ress9es# Juando
al(uém trans"orma as im!ress9es tudo se torna novo#
;#M# 3amael Aun @eor NG
3omente os Mestres da 1raternidade +culta !odem trans"ormar imediatamente as im!ress9es#
Juanto s m*$uinas humanas, estas não as trans"ormam#
+ homem consciente !ode modi"icar as situaç9es !rovocadas !elas im!ress9es !assadas,
!resentes e "uturas# 3e as !essoas não são ca!a7es de trans"ormar as circunst5ncias, continuarão sendo
:o(uetes delas e dos demais#
A vida tem um ob:etivoM um mundo su!erior# +s ensinamentos (nósticos ensinam a viver num
mundo su!erior, a viver numa humanidade solar e imortal# 3e al(uém não aceita um mundo su!erior, a
trans"ormação não tem sentido !ara ele# Isto é óbvio#
A mente da maneira como a(ora se encontra não serve !ara nada# 2emos de or(ani7*4la,
remodel*4la, mobili*4la, etc#, isto é, !/4la em um n&vel intelectual su!erior#
%ara se !oder trans"ormar as im!ress9es, h* $ue se reconstruir a cena tal como aconteceu e
averi(uar o $ue "oi $ue mais nos "eriu# 3e não houver a di(estão das im!ress9es, não se obter* os
alimentos necess*rios e se não houver os alimentos, os cor!os e)istenciais do 3er "icarão debilitados#
+ eu nutre4se com o hidro(.nio FU e nos (overna# A cada dia, a cada hora, estão nascendo novos
eus# %or e)em!loM os mos$uitos nos incomodam, a chuva também, etcE sem!re e)iste uma soma e um
resto de eus#
As boas im!ress9es também devem ser trans"ormadas# 3e houve durante o dia tr.s im!ress9es $ue
a"etaram o nosso estado de 5nimo, elas deverão ser estudadas de noite e trans"ormadas mediante um
!lane:amento ordenado# 6ada eu est* li(ado a outros, estão associados# +s eus se con:u(am a "im de
"ormar a mesma cena#
2emos de ser anal&ticos e :udiciosos na trans"ormação das im!ress9es !ara $ue !or "im a!areçam
novas "aculdades# Juando as !essoas não se trans"ormam, !rosse(uem no mesmo estado ver(onhoso e
rid&culo# Não havendo di(est9es, se est* involuindo#
2emos de di(erir as im!ress9es do !ró!rio diaE Não !ermitas $ue o sol se oculte sobre a tua iraR
2ens $ue ver as coisas como sãoR D* $ue se criar a conveniente a!arelha(em do est/ma(o mental !ara
não ser v&tima de nadaR
$I$!E%A PARA !RA#$FOR%AR A$ I%PRE$$0E$ DO DIA
? ur(ente e necess*rio se trans"ormar as im!ress9es do dia antes de dormir da se(uinte maneiraM
V# Rela)amento absoluto#
2# 6he(ar ao estado de meditação#
A# Reviver a cena tal como aconteceu#
F# Buscar dentro de si mesmo o eu $ue ocasionou o !roblema#
L# +bservação serena# 3e colocar* o ,(o no banco dos réus e se !roceder* o seu :ul(amento#
N# %edir a desinte(ração do eu4!roblema Divina Mãe Hundalini#
NG
A Revolução da Dialética OW
"AP&!ULO 3
I%AGE%4 VALORE$ E IDE#!IDADE
Na din5mica mental, !recisamos saber al(uma coisa sobre como e !or $ue "unciona a mente#
Na din5mica mental, é ur(ente se saber al(uma coisa sobre o como e o !or$u. das diversas
"unç9es da mente#
Necessitamos de um sistema realista se é $ue de verdade $ueremos conhecer o !otencial da mente
humana#
%recisamos melhorar a $ualidade dos valores, da ima(em e da identidade de nós mesmos# %enso
$ue uma mudança de valores, de ima(em e de identidade é "undamental#
+ animal intelectual e$uivocadamente chamado homem "oi educado !ara ne(ar a sua aut.ntica
identidade, valores e ima(em#
Aceitar a cultura ne(ativa, instalada sub:etivamente em nossa mente, em nosso interior, se(uindo
no caminho do menor es"orço, é um absurdo# %recisamos de uma cultura ob:etiva#
Aceitar assim !or$ue sim, se(uindo na linha do menor es"orço, a cultura sub:etiva desta é!oca
decadente é in$uestionavelmente absurdo#
%recisamos !assar !or uma revolução total e !or uma mudança de"initiva nesta $uestão de
ima(em, valores e identidade#
A ima(em e)terior do homem e as diversas circunst5ncias $ue o rodeiam são o resultado e)ato de
sua ima(em interior e de seus !rocessos !sicoló(icos#
Auto4ima(em é di"erente, é o H#D# -ntimo, o homem cósmico, o Tosmos4homem, nosso !rotóti!o
divino, o Real 3er#
Ima(em, valores e identidade devem ser mudados radicalmente# Isto é revolução inte(ral#
Necessitamos de identidade do 3er, valores do 3er e ima(em do 3er#
3e descobrirmos as reservas de inteli(.ncia contidas na mente, !oderemos libert*4las#
As reservas de inteli(.ncia são as diversas !artes do 3er $ue nos orientam no trabalho relacionado
com a desinte(ração do ,(o e com a liberação da mente#
As reservas de inteli(.ncia contidas na mente nos orientam no trabalho relacionado com a
liberação da mente# +s valores do 3er constituem esta inteli(.ncia# As reservas de inteli(.ncia são as
diversas !artes do 3er $ue nos (uiam e nos orientam no trabalho !sicoló(ico relacionado com a
ani$uilação do ,(o e com a libertação da mente#
1açamos sem!re uma di"erenciação entre mente e 3er# Juando al(uém aceita $ue a mente est*
en(arra"ada no ,(o, isso indica $ue começou a amadurecer#
;#M# 3amael Aun @eor OV
Nesta $uestão da dissolução do ,(o, é !reciso $ue combinemos a an*lise estrutural e a
transacional#
A!enas os valores da inteli(.ncia !oderão liberar a mente através da desinte(ração dos elementos
!s&$uicos indese:*veis#
A AU!O"R&!I"A
2emos de ser sinceros conosco mesmos e "a7er a dissecação do eu com o tremendo bisturi da
autocr&tica# Absurdo criticar4se os erros alheios# + "undamental é descobrir os nossos erros e de!ois
desinte(r*4los base de an*lise e !ro"unda com!reensão#
A atuação coletiva só ser* !oss&vel $uando cada indiv&duo "or ca!a7 de atuar individualmente com
!lena e absoluta consci.ncia do $ue "a7#
+s sistemas da Dialética Revolucion*ria !arecerão muito lon(os s !essoas im!acientes, !orém
não h* outro caminho# +s $ue $uerem mudanças r*!idas e imediatas na ordem !sicoló(ica e social
(eralmente criam normas r&(idas, ditaduras da menteC não dese:am $ue se a!renda a !ensar e sim $ue
ditam o $ue se haver* de !ensar#
2oda mudança brusca "rustra seu !ró!rio ob:etivo e o homem volta a ser v&tima da$uilo contra o
$ue lutou# Dentro de nós estão todas as causas do "racasso de $ual$uer or(ani7ação#
A AU!O,I%AGE%
Isto de se identi"icar, de se ima(inar e de valori7ar a si mesmo corretamente não deve ser
con"undido com a maravilhosa doutrina da não identi"icação#
,m ve7 de reter em nossa mente uma cultura caduca e de(enerada, devemos reeducar a nós
mesmos#
%recisamos ter um conceito e)ato sobre nós mesmos# 6ada um de nós tem um "also conceito
sobre si mesmo# Resulta im!oster(*vel $ue nos reencontremos# 2emos de autoconhecer4nos, reeducar4nos
e revalori7ar4nos corretamente#
A mente en(arra"ada dentro do ,(o desconhece os aut.nticos valores do 3er# 6omo !oderia a
mente reconhecer o $ue :amais conheceuQ
A liberdade mental só é !oss&vel libertando4se a mente#
+s "alsos conceitos de auto4identidade en(arra"am a mente# + e)terior é tão somente o re"le)o do
interior#
A ima(em de um homem d* ori(em sua ima(em e)terior# + e)terior é o es!elho onde se re"lete
o interior# 6ada !essoa é o resultado de seus !ró!rios !rocessos mentais#
OV
A Revolução da Dialética O2
+ homem !recisa auto4e)!lorar sua !ró!ria mente se dese:a identi"icar4se, valori7ar4se e auto4
ima(inar4se corretamente# +s !ensamentos humanos são ne(ativos e !re:udiciais em uns GGP#
A AU!O,ADORAÇÃO
Na conviv.ncia em sociedade h* autodescobrimento e auto4revelação#
Realmente, $uando em conviv.ncia, a mente se acha em estado de alerta !erce!ção# ,ntão, os
de"eitos escondidos a"loram, saltam "ora, e os vemos tais $uais são em si mesmos#
No "undo, todos os seres humanos são narcisistas, estão enamorados de si mesmos# +bservem um
cantor no !alco de um teatroC est* loucamente enamorado de si mesmo# ,le se adora, se idolatra, e $uando
chovem os a!lausos, atin(e o cl&ma) de sua auto4adoração, !ois era isso :ustamente o $ue ele $ueria, o
$ue dese:ava, o $ue a(uardava com sede in"inita#
Realmente, a vaidade é a viva mani"estação do amor !ró!rio# + eu se en"eita !ara $ue os outros o
adorem#
Juando o ,(o começa a controlar a !ersonalidade da criança, a bele7a da es!ontaneidade
desa!arece e d*4se inicio sobre4estimação do $uerido ,(o# A criança !assa a sonhar com dominar o
mundo e a che(ar a ser o mais !oderoso da 2erra#
O AU!O5ULGA%E#!O
+ homem $ue !ermite $ue se e)!resse nele de maneira es!ont5nea isso $ue se chama
auto:ul(amento ou :u&7o interior, ser* (uiado !ela vo7 da consci.ncia e se(uir* !elo caminho reto#
2odo homem submetido ao auto:u&7o converte4se de "ato e !or direito !ró!rio num bom cidadão,
num bom es!oso, num bom mission*rio, num bom !ai, etc#
%ara conhecer as nossas &ntimas contradiç9es, é !reciso nos autodescobrirmos# Juem se
autodescobre !ode trabalhar com .)ito na dissolução do ,u %lurali7ado#
As &ntimas contradiç9es "undamentam4se na !luralidade do eu# 8amentavelmente, as tremendas
contradiç9es $ue carre(amos dentro nos amar(am a vida# 3omos o!er*rios e $ueremos ser !otentados,
somos soldados e $ueremos ser (enerais, etc# Jueremos ter uma casa !ró!ria e de!ois $ue a conse(uimos,
a vendemos !or$ue $ueremos ter outra#
Não estamos contentes com nada# Buscamos a "elicidade nas idéias e estas também des"ilam e
!assam# Buscamos a "elicidade na conviv.ncia, nas ami7ades, e o $ue ocorreQ Do:e estão conosco e
amanhã contra nós# Assim, !ois, vemos $ue tudo é ilusorio#
Nada na vida !ode nos dar a "elicidade# 6om tantas contradiç9es somos a!enas uns miser*veis#
? necess*rio se acabar com o ,u %lurali7ado# 3ó assim !oderemos acabar com a ori(em secreta de
todas as nossas contradiç9es e amar(uras#
Juem :* dissolveu o eu !ossui de "ato o 6%6#
;#M# 3amael Aun @eor OA
No mundo e)istem muitas escolas e sistemas# Muita (ente vive borboleteando de escolinha em
escolinha, sem!re cheia de &ntimas contradiç9es, sem!re insatis"eita, sem!re buscando o caminho, mas
:amais o encontra ainda $ue este:a bem !erto de seus olhos# + ,u %lurali7ado não dei)a ver o caminho da
;erdade e da ;ida# + !ior inimi(o da iluminação é o eu#
%er(untou4se a um MestreM + $ue é o caminhoQ
Jue ma(n&"ica montanhaR 4 "alou da montanha onde mantinha o seu retiro#
Não vos !er(untei acerca da montanha e sim sobre o caminho#
,n$uanto não !uderes ir além da montanha, não !oder*s encontrar o caminho 4 res!ondeu o
Mestre#
+ eu !ode "a7er boas obras e (anhar muitos méritos $ue melhorem o seu car*ter !sicoló(ico,
!orém :amais !oder* che(ar iluminação#
Devemos !rocurar a iluminação $ue todo o resto nos ser* dado !or acréscimo# %orém, é
im!oss&vel che(ar4se iluminação sem se ter um 6%6#
Im!oss&vel se ter um 6entro %ermanente de 6onsci.ncia sem se haver dissolvido o ,u
%lurali7ado#
A AU!O,IDIA
In"ormação intelectual e idéias alheias não são viv.ncias# ,rudição não é e)!erimentação# +
ensaio, a !rova e a demonstração e)clusivamente tridimensionais não são unitotais#
+!ini9es, conceitos, teorias e hi!óteses não si(ni"icam veri"icação, e)!erimentação e consci.ncia
!lena sobre tal ou $ual "en/meno#
2em de haver uma "aculdade su!erior mente, inde!endente do intelecto, ca!a7 de nos dar
conhecimento e e)!eri.ncia direta sobre $ual$uer "en/meno#
3ó libertando4nos da mente !oderemos vivenciar de verdade isso $ue h* de real, isso $ue se
encontra em estado !otencial !or tr*s de $ual$uer "en/meno#
+ mundo é tão somente uma "orma ilusória $ue se dissolver* inevitavelmente no "inal deste
Grande Dia 6ósmico#
Minha !essoa, teu cor!o, meus ami(os, as coisas, minha "am&lia, etc#, no "undo nada mais são do
$ue isso $ue os hindus chamam de ma'a, ilusãoC vãs "ormas mentais $ue tarde ou cedo se redu7irão a
!oeira cósmica#
Meus a"etos, os seres mais $ueridos $ue nos cercam, etc#, são sim!les "ormas mentais $ue não t.m
e)ist.ncia real#
OA
A Revolução da Dialética OF
+ dualismo intelectual tais comoM !ra7er e dor, elo(io e o"ensa, triun"o e derrota, ri$ue7a e
miséria, etc#, constitui o doloroso mecanismo da mente#
A auto4idéia e a verdadeira "elicidade não !odem e)istir dentro de nós en$uanto se:amos escravos
da mente#
Nin(uém !oder* desenvolver a auto4idéia en$uanto "or escravo da mente# Isso $ue é o real não é
$uestão de teses livrescas nem de idéias alheias e sim de e)!eri.ncia direta#
Juem se liberta do intelecto !ode e)!erimentar e sentir um elemento $ue trans"orma
radicalmente#
Juando nos libertarmos da mente, esta se converter* num ve&culo dóctil, el*stico e Btil mediante o
$ual nos e)!ressaremos#
A ló(ica su!erior convida a !ensar $ue nos emanci!armos da mente e$uivale, de "ato, a des!ertar
a consci.ncia, a terminar com o automatismo#
%orém, vamos ao (rãoM Juem ou o $ue é $ue deve se sa"ar das morti"icantes idéias alheiasQ
Resulta óbvio res!onder a esta interro(ação di7endoM A consci.nciaR Isso $ue h* de alma em nos e o $ue
!ode e deve se libertar#
As idéias alheias da !seudoliteratura só servem !ara amar(urar a e)ist.ncia# A aut.ntica "elicidade
só é !oss&vel $uando nos emanci!amos do intelecto#
%orém, devemos reconhecer $ue e)iste um maiBsculo incoveniente !ara se obter essa dese:ada
liberação da consci.ncia# Juero me re"erir ao tremendo batalhar das ant&teses#
A ess.ncia ou consci.ncia vive, in"eli7mente, en(arra"ada nesse a!aratoso dualismo intelectivo
dos o!ostosM sim e não, bom e mau, alto e bai)o, meu e teu, (osto e des(osto, !ra7er e dor, etc#
A todas as lu7es resulta brilhante com!reender a "undo $ue a luta dos o!ostos termina $uando
cessa a tem!estade das idéias em!restadas no oceano da mente# , $uando a ess.ncia esca!a e submer(e
ncA$uilo $ue é o Real# Da& emana com todo seu es!lendor a auto4idéia, a idéia4(érmen#
"AP&!ULO 6
%O,"/AO
A !alavra chinesa mo si(ni"ica silencioso ou sereno# 6hao si(ni"ica re"letir ou observar# %ortanto,
mo4chao !ode ser tradu7ido como re"le)ão serena ou observação serena#
+ di"icultoso e laborioso é conse(uir o sil.ncio mental absoluto em todos os niveis do
subconsciente#
Alcançar $uietude e sil.ncio no n&vel meramente su!er"icial, intelectual ou em uns $uantos
de!artamentos subconscientes não é su"iciente, :* $ue a ess.ncia continuar* en"rascada no dualismo
;#M# 3amael Aun @eor OL
submerso, in"raconsciente e inconsciente#
Mente em branco é al(o demasiado su!er"icial, oco e intelectual# %recisamos de re"le)ão serena,
se é $ue de verdade $ueremos atin(ir a $uietude e o sil.ncio absoluto da mente#
%orém, resulta claro com!reender $ue no (nosticismo !uro os termos serenidade e re"le)ão t.m
um sentido bem mais !ro"undo, devendo ser com!reendidos dentro de suas conotaç9es es!eciais#
+ sentimento de sereno transcende a isso $ue normalmente se entende !or calma ou tran$Yilidade#
Im!lica em um estado su!erlativo $ue est* além dos racioc&nios, dese:os, contradiç9es e !alavrasC desi(na
uma situação "ora do bul&cio mundano#
Da mesma "orma, o sentido de re"le)ão est* além disso $ue se costuma entender !or
contem!lação de um !roblema ou idéia# A$ui não im!lica em atividade mental ou !ensamento
contem!lativo, mas numa es!écie de consci.ncia ob:etiva, clara e re"le)ivaC sem!re iluminada em sua
!ró!ria e)!eri.ncia#
%ortanto, sereno a$ui é serenidade do !ensamento e re"le)ão si(ni"ica consci.ncia intensa e clara#
Re"le)ão serena é a clara consci.ncia na tran$Yilidade do não !ensamento#
Juando a !er"eita serenidade reina, conse(ue4se a verdadeira iluminação !ro"unda#
%E#!E DI$PER$A E %E#!E I#!EGRAL
Na din5mica mental, é ur(ente saber como e !or $ue a mente "unciona# 3ó se resolvendo o como e
o !or$u., !oderemos "a7er da mente um instrumento Btil#
A liberdade intelectual só é !oss&vel base de entendimento, com!reensão e conhecimento das
diversas "unç9es da mente#
3ó se conhecendo os diversos mecanismos da mente, !oderemos nos libertar dela a "im de torn*4
la um instrumento Btil#
? im!oster(*vel conhecer a nós mesmos, se é $ue na realidade $ueremos controlar a nossa !ró!ria
mente de "orma inte(ral#
Di!ócrates, o (rande médico, "oi um dos cl*ssicos mestres da mente#
A mente humana est* condicionada#
A vontade sem cadeias só é !oss&vel a!ós a dissolução do ,(o# A mente deve se converter num
mecanismo obediente ao homem# A maturidade começa $uando aceitamos a realidade de $ue a mente
humana est* condicionada#
? !oss&vel se conse(uir a liberação da mente, se descobrimos a inteli(.ncia $ue se !ossui#
%recisamos de mente &nte(ra em ve7 de mente dis!ersa#
OL
A Revolução da Dialética ON
A REVOLUÇÃO DA %EDI!AÇÃO
A técnica da meditação !ermite $ue che(uemos até as alturas da iluminação e da revolução da
dialética#
Devemos distin(uir entre uma mente $ue est* $uieta e uma mente $ue "oi a$uietada "orça#
Juando a mente "oi a$uietada "orça, realmente não est* $uieta, est* amordaçada com viol.ncia e
nos n&veis mais !ro"undos do entendimento h* toda uma tem!estade#
Juando a mente "oi violentamente silenciada, na realidade não est* em sil.ncio e no "undo clama,
(rita e se deses!era#
? !reciso se acabar com as modi"icaç9es do !rinc&!io !ensante durante a meditação# Juando o
!rinc&!io !ensante "ica sob nosso controle, a iluminação vem a nós es!ontaneamente#
+ controle mental !ermite4nos destruir os (rilos criados !elo !ensamento# %ara se conse(uir a
$uietude e o sil.ncio da mente, é necess*rio se saber viver de instante a instante, saber a!roveitar cada
momentoC não dosi"icar o momento#
2omai tudo de cada momento !or$ue cada momento é "ilho da Gnosis, cada momento é absoluto,
vivo e si(ni"icativo# A momentaneidade é caracter&stica es!ecial dos (nósticos# Nós amamos a "iloso"ia da
momentaneidade#
+ Mestre <mmom disse aos seus disc&!ulosM 3e caminham, caminhem# 3e se sentam, se sentem#
Não vacilemR
<m !rimeiro estudo na técnica da meditação é a ante4sala dessa !a7 divina $ue su!era todo
conhecimento#
A "orma mais elevada de !ensar é não !ensar# Juando se conse(ue a $uietude e o sil.ncio da
mente, o eu, com todas suas !ai)9es, dese:os, a!etites, temores, a"etos, etc#, se ausenta#
3ó na aus.ncia do eu, na aus.ncia da mente, o budhatta !ode des!ertar !ara unir4se ao -ntimo e
levar4nos ao .)tase#
? "also, como !retende a escola de ma(ia ne(ra do 3ubub, $ue a M/nada ou a (rande realidade
entre na$uele $ue ainda não !ossui os cor!os e)istenciais su!eriores do 3er#
+ $ue entra nos "an*ticos tenebrosos do 3ubub são as entidades das trevas $ue se e)!ressam
através deles com (estos, aç9es, !alavras bestiais e absurdas, etc# ,ssa (ente est* !ossu&da !elos
tenebrosos#
6om a $uietude e o sil.ncio da mente temos um só ob:etivoM liberar a ess.ncia da mente !ara $ue
"undindo4se com a M/nada, o -ntimo, !ossa e)!erimentar I33+ $ue nós chamamos a ;erdade#
Na aus.ncia do eu, durante o .)tase, a ess.ncia !ode viver livremente no Mundo da Névoa de
1o(o e e)!erimentar a ;erdade#
;#M# 3amael Aun @eor OO
Juando a mente se acha em estado !assivo e rece!tivo, com!letamente $uieta e em sil.ncio, a
ess.ncia ou budhatta liberta4se da mente e vem o .)tase#
+ batalhar dos o!ostos mantém a ess.ncia en(arra"ada, mas $uando a batalha termina e o sil.ncio
torna4se absoluto, a ess.ncia "ica livre e a (arra"a se "a7 em !edaços#
Juando !raticamos a meditação, nossa mente é assaltada !or muitas lembranças, dese:os, !ai)9es,
!reocu!aç9es, etc#
Devemos evitar o con"lito entre a atenção e a distração# ,)iste con"lito entre a distração e a
atenção $uando combatemos contra esses assaltantes da mente# + eu é o !ro:etor de tais assaltantes
mentais# +nde h* con"lito, não e)iste $uietude nem sil.ncio#
2emos de anular o !ro:etor mediante a auto4observação e a com!reensão# ,)aminem cada
ima(em, cada lembrança, cada !ensamento, $ue che(ar mente# 8embrem4se $ue todo !ensamento tem
dois !ólosM !ositivo e ne(ativo#
,ntrar e sair são os dois as!ectos de uma mesma coisa# A sala de :antar e o banheiro, o alto e o
bai)o, o a(rad*vel e o desa(rad*vel, etc#, são sem!re os dois !ólos de uma mesma coisa#
,)aminem os dois !ólos de cada "orma mental $ue che(ue mente# 8embrem4se $ue somente
!elo estudo das !olaridades se che(a s&ntese#
2oda "orma mental !ode ser eliminada mediante a s&ntese#
,)em!loM Assalta4nos a lembrança da noiva# ,la é bonitaQ %ensemos $ue a bele7a é o o!osto da
"eiBra e $ue se ela é bonita na :uventude, ser* "eia na velhice# 3&nteseM Não vale a !ena !ensar nela, é uma
ilusão, uma "lor $ue murchar* inevitavelmente#
Na &ndia, esta auto4observação e estudo da !ró!ria !si$ue, é chamada de
!rat'ahara#
+s !*ssaros4!ensamentos devem !assar !elo es!aço da nossa mente num des"ile sucessivo, !orém
sem dei)ar rastro al(um#
A in"inita !rocissão de !ensamentos !ro:etados !elo eu !or "im se es(otar*, então a mente "ica
$uieta e em sil.ncio#
<m (rande Mestre auto4reali7ado disseM 3omente $uando o !ro:etor, isto é, o eu, est* ausente !or
com!leto, vem o sil.ncio $ue não é !roduto da mente# ,sse sil.ncio é ines(ot*vel, não é do tem!o e é
incomensur*vel# 3ó então vem A$uilo $ue é#
2oda esta técnica resume4se a dois !rinc&!iosM
a 4 !ro"unda re"le)ão#
b 4 tremenda serenidade#
,sta técnica da meditação, com seu não4!ensamento, !9e a trabalhar a !arte mais central da
OO
A Revolução da Dialética OU
mente, a $ue !rodu7 o .)tase#
8embrem4se $ue a !arte central da mente é isso $ue se chama budhatta, ess.ncia ou consci.ncia#
Juando o budhatta des!erta, "icamos iluminados# Necessitamos des!ertar o budhatta, a
consci.ncia#
+ estudante (nóstico !ode !raticar a meditação sentado no estilo ocidental ou no estilo oriental#
? aconselh*vel se !raticar com os olhos "echados !ara evitar as distraç9es do mundo e)terior#
6onvém rela)ar o cor!o evitando cuidadosamente $ue al(um mBsculo "i$ue em tensão#
+ budhatta, a ess.ncia, é o material !s&$uico, o !rinc&!io bud&stico interior, o material an&mico ou
matéria4!rima com a $ual damos "orma alma#
+ budhatta é o melhor $ue temos dentro e des!erta com a meditação interior !ro"unda#
+ budhatta é realmente o Bnico elemento $ue o !obre animal intelectual !ossui !ara che(ar
e)!erimentação disso $ue chamamos ;erdade#
+ animal intelectual não !odendo encarnar o 3er, !or$ue ainda não !ossui os cor!os e)istenciais
su!eriores, a Bnica coisa $ue !ode "a7er é !raticar a meditação !ara autodes!ertar o budhatta e conhecer a
;erdade#
A A$$O"IAÇÃO %E"-#I"A
lsan enviou ao Mestre Ho'sen um es!elho# Ho'sen mostrou4o aos seus mon(es e disseM
,ste es!elho é de lsan ou é meuQ 3e disserem $ue é de lsan, como !ode ser $ue este:a em minhas
mãosQ 3e disserem $ue é meu, !or acaso não o recebi das mãos de lsanQ 1alemR 1alem, !or$ue senão o
"arei em !edaços#
+s mon(es não conse(uiram !assar !or estes dois o!ostos e o Mestre "e7 o es!elho em !edaços#
+ .)tase ser* im!oss&vel en$uanto a ess.ncia !ermanecer en(arra"ada nos o!ostos#
Nos tem!os da Babil/nia, veio ao mundo o boddhisatt\a do sant&ssimo Ashiata 3hiemash, um
(rande avatara#
+ boddhisatt\a não estava ca&do e como todo o boddhisatt\a tinha os cor!os e)istenciais
su!eriores do 3er normalmente desenvolvidos#
Juando che(ou idade res!ons*vel, "oi ao monte ;e7iniana e alo:ou4se numa caverna#
6onta a tradição $ue "e7 tremendos :e:uns de FW dias cada um, acom!anhados de intencional e
volunt*rio so"rimento#
;#M# 3amael Aun @eor OG
Dedicou o !rimeiro :e:um oração e meditação#
+ se(undo :e:um "oi dedicado revisão de toda sua vida e as anteriores#
+ terceiro :e:um "oi de"initivo, dedicou4o !ara terminar com a associação mec5nica da mente#
Não comia, só bebia *(ua e de meia em meia hora arrancava dois cabelos de seu !eito#
,)istem dois ti!os de associação mec5nica $ue v.m a ser a base dos o!ostosM
a 4 associação mec5nica !or idéias, !alavras, "rases, etc, e
b 4 associação mec5nica !or ima(ens, "ormas, coisas, !essoas, etc#
<ma idéia se associa a outra, uma !alavra com outra, uma "rase com outra "rase e disso vem o
batalhar dos o!ostos#
Associa4se uma !essoa a outra e vem a lembrança de al(uém mente# <ma ima(em é associada a
outra, uma "orma a outra e o batalhar das associaç9es continua#
+ boddhisatt\a do avatara Ashiata 3hiemash, so"rendo o indi7&vel, :e:uando !or V2W dias,
morti"icando4se es!antosamente, submerso em !ro"unda meditação &ntima, conse(uiu a dissociação da
mec5nica mental e sua mente "icou solenemente $uieta e em im!onente sil.ncio#
+ resultado "oi o .)tase e a encarnação do seu real 3er#
Ashiata 3hiemash "e7 uma (rande obra na 0sia# 1undou monastérios e estabeleceu !or toda !arte
(overnantes de consci.ncia des!erta#
,sse boddhisatt\a !/de encarnar seu real 3er durante a meditação !or$ue !ossuia os cor!os
e)istenciais su!eriores do 3er#
A$ueles $ue não t.m os cor!os e)istenciais su!eriores do 3er não !odem conse(uir $ue a
divindade ou o 3er o!ere dentro deles ou $ue neles se encarne# %orém, !odem, sim, libertar a ess.ncia
!ara $ue se una ao 3er e !artici!e de seu .)tase#
,m estado de .)tase, !odemos estudar os mistérios da vida e da morte# D* $ue se estudar o ritual
da vida e da morte en$uanto che(a o o"iciante 4 o -ntimo, o 3er#
3ó se !ode e)!erimentar a ale(ria do 3er na aus.ncia do eu# + .)tase só vem na aus.ncia do eu#
Juando se conse(ue a dissolução da mec5nica mental, vem isso $ue os orientais chamam de
estalido da bolsa, irru!ção do va7io# ,ntão, h* um (rito de :Bbilo !or$ue a ess.ncia, o budhatta, esca!ou
do batalhar dos o!ostos e !artici!a da comunhão dos santos#
O DO%&#IO DA %E#!E
? claro $ue nos cabe ir nos inde!endi7ando cada ve7 mais da mente# A mente é um calabouço, um
c*rcere, onde todos nós estamos !resos# %recisamos "u(ir desse c*rcere, se é $ue realmente $ueremos
OG
A Revolução da Dialética UW
saber $ue coisa é a liberdadeC liberdade essa $ue não é do tem!o, liberdade essa $ue não é da mente###
Antes de tudo, devemos considerar a mente como al(o $ue não é do 3er# In"eli7mente, as !essoas
identi"icadas com a mente di7emM estou !ensandoE e se sentem como sendo a mente#
D* escolas $ue se dedicam a "ortalecer a mente# Dão cursos !or corres!ond.ncia, ensinam a
desenvolver a "orça mental, etc# %orém, tudo isso é absurdoR 1orti"icar os barrotes da !risão onde estamos
metidos não é o indicado# + $ue !recisamos é destruir esses barrotes !ara conhecer a verdadeira liberdade
$ue, como :* disse, não é do tem!o#
,n$uanto estivermos no c*rcere do intelecto, não seremos ca!a7es de e)!erimentar a verdadeira
liberdade#
A mente em si mesma é um c*rcere doloroso# Nin(uém :amais "oi "eli7 com a mente# Até ho:e não
se conheceu o !rimeiro homem $ue "oi "eli7 com a mente# A mente torna todas as criaturas desditadas,
torna4as in"eli7es# +s momentos mais ditosos $ue todos nós tivemos na vida ocorreram sem!re na
aus.ncia da mente# 1oi um instante, sim, mas $ue não o !oderemos es$uecer :amais na vida# ,m tal
se(undo, soubemos o $ue é a "elicidade, !orém durou a!enas um se(undo# A mente não sabe $ue coisa é a
"elicidade, ela é um c*rcereR
2emos de a!render a dominar a mente, não a alheia, mas a nossa, se é $ue $ueremos "icar
inde!endentes dela#
1a74se indis!ens*vel a!render a olhar a mente como al(o $ue devemos dominar, como al(o $ue,
di(amos, !recisamos amansar# Recordemos ao divino Mestre Sesus entrando em Serusalém no Domin(o
de Ramos montado em seu burrinho# ,sse burrinho é a mente $ue temos de submeter# 2emos de montar
no burrinho e não !ermitir $ue ele monte em nós# In"eli7mente, as !essoas são v&timas da mente, !osto
$ue não sabem montar no burrinho# A mente é um burrinho demasiado tor!e $ue tem de ser dominado, se
é $ue verdadeiramente $ueremos montar nele#
Durante a meditação, devemos dialo(ar com a mente# 3e al(uma dBvida se atravessa, temos de
"a7er a dissecação dessa dBvida# Juando uma dBvida "oi devidamente estudada, $uando se lhe "e7 a
dissecação, não dei)a em nossa memória rastro al(um, desa!arece# %orém, $uando uma dBvida !ersiste,
$uando !retendemos combat.4la incessantemente, "orma4se o con"lito# 2oda dBvida é um obst*culo
meditação# Mas, não ser* rechaçando as dBvidas $ue iremos elimin*4las# Ao contr*rio, é "a7endo a sua
dissecação !ara ver o $ue é $ue escondem de real#
Jual$uer dBvida $ue !ersiste na mente, converte4se numa trava meditação# 2emos $ue analis*4
la, es$uadrinh*4la, redu7i4la a !ó### Não ser* combatendo4a e sim abrindo4a com o escal!elo da
autocr&tica, "a7endo uma ri(orosa e im!lac*vel dissecação, $ue iremos descobrir o $ue havia nela de
im!ortante, o $ue havia nela de real e o $ue havia de irreal#
Assim, !ois, as dBvidas, s ve7es, servem !ara esclarecer conceitos# Juando al(uém elimina uma
dBvida mediante uma an*lise ri(orosa, $uando a disseca, descobre al(uma verdade# De tal verdade, vem
al(o mais !ro"undo, mais sabedoria, mais sa!i.ncia#
,labora4se a sabedoria na base da e)!erimentação direta, na !ró!ria e)!erimentação, na base da
meditação !ro"unda# D* ve7es $ue !recisamos, re!ito, dialo(ar com a mente !or$ue muitas ve7es
$ueremos $ue a mente "i$ue $uieta, "i$ue em sil.ncio, e ela insiste em suas tolices, em seu !alavrório
;#M# 3amael Aun @eor UV
inBtil, em continuar a luta das ant&teses# , $uando se "a7 necess*rio interro(ar a menteM Muito bem,
mente, mas o $ue é $ue tu $ueresQ Me res!ondaR
3e a meditação "or !ro"unda, !oder* sur(ir em nós al(uma re!resentação# Nessa "i(ura, nessa
re!resentação, nessa ima(em, est* a res!osta# 2emos então de dialo(ar com a mente e "a7.4la ver a
realidade das coisas, "a7.4la ver $ue sua res!osta est* errada, "a7.4la ver $ue suas !reocu!aç9es são
inBteis e $ue os motivos !elos $uais se a(ita também são inBteis# %or "im, a mente "ica $uieta e em
sil.ncio#
%orém, se notamos $ue a iluminação ainda não sur(e, $ue ainda !ersiste em nós o estado caótico,
a con"usão incoerente do !alavrório incessante com sua luta de o!ostos, temos $ue chamar de novo a
mente ordem, interro(ando4aM + $ue é $ue tu $ueres, menteQ + $ue est*s !rocurandoQ %or $ue não me
dei)as em !a7Q D* $ue se "alar claro e dialo(ar com a mente como se ela "osse um su:eito estranho#
6ertamente, ela é um su:eito estranho, :* $ue ela não é o 3er# 2emos de trat*4la como se "osse uma !essoa
estranha# 2emos de recrimin*4la e de re!reend.4la#
+s estudantes do 7en avançado se habituam ao :ud/, !orém o :ud/ !sicoló(ico deles não "oi
com!reendido !elos turistas $ue che(aram ao Sa!ão# ;er, !or e)em!lo, os mon(es !raticando o :ud/,
lutando uns com os outros, !areceria um e)erc&cio meramente "&sico, mas não o é# Juando eles estão
!raticando :ud/, realmente $uase não estão se dando conta do cor!o "&sico# Na realidade, sua luta tem
como ob:etivo dominar a !ró!ria mente# No :ud/ em $ue estão combatendo, o advers*rio é a sua !ró!ria
mente# De maneira $ue, o :ud/ !sicoló(ico tem !or ob:etivo submeter a mente, trat*4la cienti"icamente,
tecnicamenteC o ob:etivo é submet.4la#
In"eli7mente, os ocidentais só v.em a casca do :ud/# 6laro, como sem!re, su!er"iciais e néscios,
tomaram o :ud/ como luta de de"esa !essoal e se es$ueceram dos !rinc&!ios do 7en e do chan(# Isso "oi
verdadeiramente lament*vel# ? al(o bastante semelhante ao $ue aconteceu com o 2arot# 3abe4se $ue no
2arot est* toda a sabedoria anti(a e todas as leis cósmicas e da nature7a#
%or e)em!lo, um indiv&duo $ue "ala contra a ma(ia se)ual, est* "alando contra o Arcano Ib do
2arot# %ortanto, est* :o(ando um carma horr&vel contra si# <m indiv&duo $ue "ale a "avor do do(ma da
evolução, est* $uebrando a lei do Arcano b do 2arot# Assim, sucessivamenteE
+ 2arot é um !adrão de medidas !ara todos, como :* disse em meu livro intitulado + MI32?RI+
D+ 0<R,+ 18+R,36,R# Nele termino di7endo $ue os autores são livres !ara escrever o $ue $uiserem,
mas $ue não deviam es$uecer o !adrão de medidas $ue é o 2arot, o livro de ouro, a "im de não violar as
leis cósmicas e cair sob a Tat5ncia $ue é o carma su!erior#
De!ois desta !e$uena di(ressão, $uero di7er $ue o 2arot tão sa(rado, tão sa!iente, converteu4se
em :o(o de !/$uer e nesses outros :o(os de cartas $ue servem !ara a diversão das !essoas, as $uais se
es$ueceram de suas leis e de seus !rinc&!ios# As !iscinas sa(radas dos anti(os tem!los de Mistérios
converteram4se ho:e nos clubes de banhistas#
A tauroma$uia, a ci.ncia !ro"unda, a ci.ncia taurina dos anti(os mistérios de Netuno na Atl5ntida,
!erdeu seus !rinc&!ios e converteu4se ho:e no circo vul(ar das touradas# Assim, !ois, não é de se estranhar
$ue o :ud/ 4 7en e chan( 4 $ue tem !or ob:etivo !recisamente submeter a !ró!ria mente através de seus
movimentos e !aradas, tenha de(enerado, tenha !erdido seus !rinc&!ios, no mundo ocidental# Assim,
converteu4se em al(o !ro"ano $ue só se usa ho:e !ara a de"esa !essoal#
UV
A Revolução da Dialética U2
+lhemos o as!ecto !sicoló(ico do :ud/# No :ud/ !sicoló(ico $ue a Revolução da Dialética ensina,
necessita4se dominar a mente, re$uer4se $ue a mente a!renda a obedecer, e)i(e4se uma "orte recriminação
dela !ara $ue obedeça#
Isto Hrishnamurti não ensinou, tam!ouco o ensinou o 7en ou o chan(# Isto $ue estou ensinando
!ertence 3e(unda Sóia do Dra(ão Amarelo, se(unda :óia da sabedoria# Dentro da !rimeira :óia,
!odemos incluir o 7en, !orém o 7en não e)!lica a se(unda :óia, ainda $ue !ossua os !role(/menos em
seu :ud/ !sicoló(ico#
A se(unda :óia im!lica na disci!lina da menteM dominando4a, açoitando4a, recriminando4a### A
mente é um burrinho insu!ort*vel $ue tem de ser amansadoR
Assim, !ois, durante a meditação, temos de contar com muitos "atores, se $uisermos che(ar
$uietude e ao sil.ncio da mente# %recisamos estudar a desordem !or$ue só assim conse(uiremos
estabelecer a ordem# 2emos de saber o $ue h* em nós de atento e o $ue h* em nós de desatento#
3em!re $ue entramos em meditação, nossa mente se divide em duas !artesM a !arte $ue atende e a
!arte $ue não atende# Não é na !arte atenta $ue temos de !/r atenção e sim !recisamente no $ue h* de
desatento em nós# Juando che(armos a com!reender !ro"undamente o $ue h* de desatento em nós e
soubermos como !roceder !ara $ue o desatento se converta em atento, teremos conse(uido a $uietude e o
sil.ncio da mente# %orém, temos de ser :udiciosos na meditação, :ul(ando a nós mesmos e sabendo o $ue
h* de desatento em nós# %recisamos nos tornar conscientes da$uilo $ue e)iste de desatento em nós#
Juando di(o $ue devemos dominar a mente, entendam $ue $uem deve domin*4la é a ess.ncia, a
consci.ncia# Des!ertando a consci.ncia, ad$uirimos mais !oder sobre a mente e !or "im nos tornamos
conscientes do $ue h* de inconsciente em nós#
1a74se ur(ente e im!rorro(*vel dominar a mente# Devemos dialo(ar com ela, recrimin*4la, açoit*4
la com o l*te(o da vontade e "a7.4la obedecer# ,sta did*tica !ertence 3e(unda Soia do Dra(ao Amarelo#
Meu real 3er, 3amael Aun @eor, esteve reencarnado na anti(a 6hina e chamou4se 6hou48i# 1ui
iniciado na +rdem do Dra(ão Amarelo e tenho ordens de entre(ar as 3ete Sóias do Dra(ão Amarelo a
$uem des!ertar a consci.ncia, vivendo a Revolução da Dialética e conse(uindo a Revolução Inte(ral#
Antes de tudo, não devemos nos identi"icar com a mente, se é $ue $ueremos tirar o melhor !artido
da se(unda :óia# 3e nós continuamos nos sentindo a mente, se di7emosM estou raciocinando, estou
!ensando, estamos a"irmando um des!ro!ósito e não estamos de acordo com a doutrina do Dra(ão
Amarelo !or$ue o 3er não !recisa !ensar e não !recisa raciocinar# Juem raciocina é a mente# + 3er é o
3er e a ra7ão de ser do 3er é o !ró!rio 3er# ,le é o $ue é, o $ue sem!re "oi e o $ue sem!re ser*# + 3er é a
vida $ue !al!ita em cada *tomo e $ue !al!ita em cada sol# + $ue !ensa não é o 3er# Juem raciocina não é
o 3er# Nós não temos encarnado todo o 3er, mas temos uma !arte do 3er encarnada, $ue é a ess.ncia ou
budhatta, isso $ue h* de alma em nós, o an&mico, o material !s&$uico# ? necess*rio $ue esta ess.ncia
vivente se im!onha sobre a mente#
A$uilo $ue analisa em nós são os eus# +s eus nada mais são do $ue "ormas da mente, "ormas
mentais $ue t.m de ser desinte(radas e redu7idas a !oeira cósmica#
,studemos neste momento al(o muito es!ecial# %oderia se dar o caso de $ue al(uém dissolvesse
os eus, os eliminasse# %oderia também se dar o caso de $ue esse al(uém, além de dissolver os eus,
;#M# 3amael Aun @eor UA
"abricasse um cor!o mental# +bviamente, teria ad$uirido individualidade intelectual, mas teria $ue se
libertar até mesmo desse cor!o mental !or$ue ele, !or mais !er"eito $ue "osse, também raciocinaria,
também !ensaria, e a "orma mais elevada de !ensar é não !ensar# Juando se !ensa, não se est* na "orma
mais elevada de !ensar#
+ 3er não !recisa !ensar# ,le é o $ue sem!re "oi e o $ue sem!re ser*# Assim, !ois, em s&ntese,
temos de submeter a mente, interro(*4laE Não !recisamos submeter as mentes alheias !or$ue isso é
ma(ia ne(ra# Não !recisamos dominar a mente de nin(uém !or$ue isso é bru)aria da !ior es!écie# + $ue
!recisamos é submeter a nossa !ró!ria mente, domin*4la###
Durante a meditação, re!ito, sur(em duas !artesM a $ue est* atenta e a $ue est* desatenta#
%recisamos nos tornar conscientes do $ue h* de desatento em nós# Ao nos "a7ermos conscientes,
!oderemos evidenciar $ue o desatento tem muitos "atores# DBvidaE h* muitas dBvidas# 3ão muitas as
dBvidas $ue e)istem na mente humana# De onde v.m essas dBvidasQ
;e:amos, !or e)em!lo, o ate&smo, o materialismo, o ceticismo### 3e os desmembramos, vemos $ue
e)istem muitas "ormas de ceticismo, muitas "ormas de ateismo e muitas "ormas de materialismo# D*
!essoas $ue se declaram materialistas e ateus e, no entanto, temem, !or e)em!lo, as "eitiçarias e as
bru)arias# Res!eitam a nature7a, sabem ver Deus na nature7a, !orém ao seu modo# Juando se lhes "ala de
assuntos es!irituais ou reli(iosos, declaram4se ateus e materialistas# 3eu ate&smo não !assa de uma "orma
inci!iente#
D* outro ti!o de materialismo e ate&smoM o do su:eito mar)ista4leninista# ,le é incrédulo e cético#
No "undo, esse ateu materialista busca al(oM ele $uer sim!lesmente desa!arecer, não e)istir, ani$uilar4se
inte(ralmente, não $uer nada com a divina M/nadaC a odeia# +bviamente, ao a(ir assim, se desinte(rar*
como ele $uer# ,sta é a sua vontade# Dei)ar* de e)istir, descer* !elos mundos in"ernais até o centro de
(ravidade deste !laneta# ,sta é a sua vontadeM autodestruir4se# %erecer*, mas, no "undo, continuar*# 3im, a
ess.ncia se libertar* e voltar* !ara novas evoluç9es# %assar* !or outras involuç9es, tornar* uma e outra
ve7 aos di"erentes ciclos de mani"estação, sem!re caindo no mesmo ceticismo e materialismo# Ao lon(o
do tem!o tira o resultado# JualQ No dia em $ue todas as !ortas se "echam de"initivamente, $uando os
AWWW ciclos se es(otarem, essa ess.ncia ser* absorvida !ela M/nada $ue !or sua ve7 entrar* no 3eio
,s!iritual <niversal da ;ida, !orém sem o mestrado#
+ $ue é $ue $uer realmente essa ess.nciaQ + $ue é $ue !rocura com seu ate&smoQ Jual é o seu
dese:oQ 3eu dese:o é rechaçar o mestrado# No "undo é isto $ue ela $uer e o conse(ue# Não se valori7a e,
!or "im, termina como uma chis!a divina, !orém sem o mestrado#
3ão v*rias as "ormas de ceticismo# D* (ente $ue se di7 católica a!ostólica romana e, no entanto,
em suas e)!osiç9es são cruamente materialistas e ate&stas# 6ontudo, vão missa nos domin(os, se
con"essam e comun(am### ,sta é outra "orma de ceticismoR
3e analisarmos todas as "ormas havidas e !or haver de ceticismo e materialismo, descobrimos $ue
não h* só um ti!o de materialismo ou de ceticismo# A realidade é $ue são milhares as "ormas de ceticismo
e materialismo# Milh9es, !or$ue sim!lesmente são seres mentais, !reocu!ados com coisas da mente, isto
é, o ceticismo e o materialismo são da mente e não do 3er#
Juando al(uém !assa !ara além da mente, torna4se consciente da verdade $ue não é do tem!o#
+bviamente, :* não !ode ser materialista nem ate&sta#
UA
A Revolução da Dialética UF
A$uele $ue al(uma ve7 escutou o ;erbo, est* além do tem!o e além da mente#
+ ate&smo é da mente e !ertence mente, a $ual é como um le$ue# As "ormas de materialismo e
de ate&smo são tantas $ue se assemelham a um (rande le$ue# 2udo $ue e)iste de real est* além da mente#
+ ateu e o materialista são i(norantes# Samais escutaram o ;erbo, nunca conheceram a %alavra
Divina e :amais entraram na corrente do som#
+ ate&smo e o materialismo são (erados na mente# Ambos são "ormas da mente, "ormas ilusórias
$ue não t.m realidade al(uma# + $ue verdadeiramente é real não !ertence mente# + $ue certamente é
real est* além da mente#
? im!ortante tornar4se inde!endente da mente !ara conhecer o realC não !ara conhec.4lo
intelectualmente e sim !ara e)!eriment*4lo real e verdadeiramente#
Ao se !/r atenção no $ue h* de desatento, !oderemos ver di"erentes "ormas de ceticismo, de
incredulidade, de dBvida, etc# Descobrindo4se $ual$uer dBvida, de $ual$uer ti!o, temos de desmembr*4la,
de dissec*4la, !ara saber o $ue ela $uer de verdade# <ma ve7 $ue a tenhamos desmembrado totalmente,
ela desa!arece não dei)ando na mente rastro al(um, não dei)ando na memória nem o mais insi(ni"icante
vest&(io#
Juando observamos o $ue h* de desatento em nós, vemos também a luta das ant&teses na mente#
,ntão, temos de desmembrar essas ant&teses !ara ver o $ue t.m de verdade# 2ambém dever* ser "eita a
dissecação das recordaç9es, dese:os, emoç9es e !reocu!aç9es# Jue ori(em t.m, !ois não se sabe de onde
v.m nem !or $ue v.mQ
Juando :udiciosamente vemos $ue h* necessidade de se chamar a atenção da mente e che(amos
ao !onto cr&tico em $ue :* nos cansamos dela, !or$ue não $uer obedecer de "orma al(uma, não resta outro
remédio do $ue recrimin*4la, "alar4lhe duramente, en"rent*4la "rente a "rente, cara a cara, como a um ti!o
estranho e ino!ortuno# 2emos $ue açoit*4la com o l*te(o da vontade e recrimin*4la com !alavras duras até
$ue obedeça# D* $ue se dialo(ar muitas ve7es com a mente !ara $ue entenda# 3e não entende, !ois temos
de cham*4la ordem severamente#
? indis!ens*vel não se identi"icar com a mente# D* $ue se açoitar a mente, sub:u(*4la# 3e ela
!rosse(ue violenta, !ois temos de voltar a açoit*4la# Assim, saimos da mente e che(amos ;erdade,
A$uilo $ue certamente não é do tem!o#
Juando conse(uimos, atin(imos isso $ue não é do tem!o e e)!erimentamos um elemento $ue
trans"orma radicalmente# ,)iste um certo elemento trans"ormador $ue não é do tem!o e $ue somente se
!ode e)!eriment*4lo $uando sa&mos da mente# 2emos de lutar intensamente até conse(uir sair da mente
!ara se con$uistar a Auto4Reali7ação -ntima do 3er#
<ma e outra ve7 !recisamos nos tornar inde!endentes da mente e entrar na corrente do som, o
mundo da mBsica, o mundo onde ressoa a !alavra dos ,lohim, onde a ;erdade certamente reina#
,n$uanto estivermos en(arra"ados na mente, o $ue !oderemos saber da verdadeQ + $ue os outros
di7em, mas o $ue sabemos nósQ + im!ortante não é o $ue os outros di7em e sim o $ue nós
e)!erimentamos !or nós mesmos# Nosso !roblema é como sairmos da mente# %ara isso, !recisamos de
uma ci.ncia, de uma sabedoria $ue nos emanci!e, e esta se acha na Gnosis#
;#M# 3amael Aun @eor UL
Juando :ul(amos $ue a mente est* $uieta, $uando cremos $ue est* em sil.ncio, e, no entanto, não
vem nenhuma e)!eri.ncia divina, é !or$ue não est* $uieta nem em sil.ncio# No "undo ela continua
lutando, no "undo ela est* conversando###
,ntão, através da meditação, temos de encar*4la, dialo(ar com ela, recrimin*4la e interro(*4la !ara
saber o $ue $uer# Devemos di7erM Mente, !or $ue não "icas $uietaQ %or $ue não me dei)as em !a7Q A
mente dar* al(uma res!osta e nós contestaremos com outra e)!licação, tratando de convenc.4la# 3e não
$uiser se convencer, não restar* outro remédio senão submet.4la !or meio de recriminaç9es e usando o
l*te(o da vontade#
+ dom&nio da mente vai além da meditação nos o!ostos# Assim $ue, !or e)em!lo, nos assalta um
!ensamento de ódio, uma lembrança malvada, temos de tratar de com!reend.4lo, tratar de ver sua
ant&teseM o amor# 3e h* amor, !ara $ue esse ódioQ 6om $ue ob:etivoQ
3ur(e, !or e)em!lo, a lembrança de um ato lu)urioso# 2emos de !assar !ela mente o c*lice
sa(rado e a santa lança, di7endoM %or $ue hei de !ro"anar o santo com os meus !ensamentos morbososQ
3e sur(ir a ima(em de uma !essoa alta, se deve v.4la bai)inha e isso seria o correto, !osto $ue na
s&ntese est* a chave#
3aber buscar sem!re a s&ntese é bené"ico !or$ue da tese se !assa !ara a ant&tese, !orém a verdade
não se encontra na tese nem na ant&tese# Na tese e na ant&tese h* discussão e isso é realmente o $ue se
$uerM a"irmação, ne(ação, discussão e solução# A"irmação de um mau !ensamento e ne(ação do mesmo
mediante a com!reensão de seu o!osto# DiscussãoM temos de discutir !ara ver o $ue h* de real num e
noutro até se che(ar sabedoria e dei)ar a mente $uieta e em sil.ncio# Assim é como se deve !raticar#
2udo isto "a7 !arte das !r*ticas conscientes, da observação do $ue h* de desatento# 3e dissermos
sim!lesmenteM é a lembrança de uma !essoa alta e lhe ante!ormos uma !essoa bai)inha e !ronto, isso não
estar* certo# + correto seria di7erM o alto e o bai)o não são senão dois as!ectos de uma mesma coisa, o
$ue im!orta não é o alto nem o bai)o e sim o $ue h* de verdade !or tr*s de tudo isto# + alto e o bai)o são
dois "en/menos ilusórios da mente# Assim é como se che(a s&ntese e solução#
+ desatento em al(uém é o $ue est* "ormado !elo subconsciente, !elo incoerente, !ela $uantidade
de recordaç9es $ue sur(em na mente, !elas memórias do !assado $ue assaltam uma e outra ve7, !elos
res&duos da memória, etc#
Não temos $ue rechaçar nem aceitar os elementos $ue constituem o subconsciente# 3im!lesmente,
temos de nos tornar conscientes do $ue h* de desatento, "icando assim o desatento, atento# De "orma
es!ont5nea e natural o desatento "ica atento#
D* $ue se "a7er da vida comum uma cont&nua meditação# Não somente é meditação a$uela ação
de a$uietar a mente $uando estamos em casa ou nos lumisiais, mas também a$uela $ue transcorre no
viver di*rio# Assim, nossa vida se converte de "ato numa constante meditação# ,is como nos che(a
realmente a verdade#
A mente em si é o ,(o# ? ur(ente a destruição do ,(o !ara $ue a subst5ncia mental "i$ue livre e
com a $ual se !oder* "abricar o cor!o mental# %orém, no "inal, sem!re restar* a mente# + im!ortante é
livrar4se da mente# 1icando4se livres dela, deveremos a!render a nos desenvolver no mundo do ,s!&rito
UL
A Revolução da Dialética UN
%uro sem ela# D* $ue se saber viver nessa corrente do som $ue est* além da mente e $ue não é do tem!o#
Na mente, o $ue h* é i(nor5ncia# A sabedoria real não est* na mente, est* além da mente# A mente
é i(norante e !or isso cai e cai em tantos erros (raves#
Juão néscios são a$ueles $ue "a7em !ro!a(andas mentalistasR A$ueles $ue !rometem !oderes
mentais, $ue ensinam os outros a dominar a mente alheia, etc# A mente não "e7 "eli7 a nin(uém# A
verdadeira "elicidade est* muito além da mente# Nin(uém !ode che(ar a conhecer a "elicidade até $ue se
torne inde!endente da mente#
+s sonhos são !ró!rios da inconsci.ncia# Juando al(uém des!erta a consci.ncia, dei)a os sonhos#
+s sonhos nada mais são do $ue !ro:eç9es da mente# 8embro4me de certo caso vivido !or mim nos
mundos su!eriores# 1oi somente um instante de descuido, !orém vi como me saiu da mente um sonho# S*
ia começar a sonhar, $uando rea(i dentre o sonho $ue me esca!ara !or um se(undo# 6omo me dei conta
do !rocesso, ra!idamente me a"astei da$uela "orma !etri"icada $ue esca!ara da minha !ró!ria mente# Jue
tal se tivesse "icado adormecidoQ 2eria "icado enredado na$uela "orma mental# Juando al(uém est*
des!erto, sabe naturalmente $ue de um momento de desatenção !ode esca!ar um sonho e nele "icar*
enredado toda noite até o amanhecer#
+ $ue im!orta é des!ertar a consci.ncia !ara se dei)ar de sonhar, !ara se dei)ar de !ensar# ,ste
!ensar, $ue é matéria cósmica, é a mente# Até o !ró!rio astral não é mais do $ue cristali7ação da matéria
mental e o nosso mundo "&sico também é mente condensada# Assim, !ois, a mente é matéria e bem
(rosseira se:a no estado "&sico ou no estado chamado astral, man*sico, como di7em os hindus# De
$ual$uer "orma, a mente é (rosseira e material tanto no astral como no "&sico#
A mente é matéria "&sica ou meta"&sica, !orém matéria# %ortanto, não !ode nos "a7er "eli7es# %ara
conhecer a aut.ntica "elicidade, a verdadeira sabedoria, devemos sair da mente e viver no mundo do 3er#
Isto é o im!ortanteR
Não ne(amos o !oder criador da mente# 6laro $ue tudo $ue e)iste é mente condensada# %orém, o
$ue (anhamos com issoQ %or acaso, a mente nos deu "elicidadeQ %odemos "a7er maravilhas com a mente,
!odemos criar muitas coisas na vida, os (randes inventos são mente condensada, mas esse ti!o de
criaç9es não nos "e7 "eli7es#
+ $ue !recisamos é de inde!end.ncia, temos de sair desse calabouço de matéria, !or$uanto a
mente é matéria# 2emos de sair da matéria e viver em "unção do es!&rito como seres, como criaturas
"eli7es, além da matéria# A matéria não "e7 "eli7 a nin(uém !or$ue a matéria é sem!re (rosseira, ainda $ue
!ossa assumir "ormas bonitas#
3e estamos buscando a aut.ntica "elicidade, não a encontraremos na matéria e sim no es!&rito#
%recisamos nos libertar da mente# A verdadeira "elicidade vem a nós $uando sa&mos do calabouço da
mente# Não ne(amos $ue a mente !ossa ser criadora de coisas, de inventos, de maravilhas e de !rod&(ios,
!orém, !or acaso, isso nos torna "eli7esQ Juem de nós é "eli7Q
3e a mente não nos trou)e a "elicidade, temos de sair da mente e busc*4la em outro lu(ar#
+bviamente, a encontraremos no mundo do es!&rito# %orém, temos de saber como é $ue esca!aremos da
mente, como é $ue nos libertaremos da mente# %ois este é o ob:etivo de nossas !r*ticas e estudos, os $uais
temos entre(ado nos livros (nósticos e neste tratado da Revolução da Dialética#
;#M# 3amael Aun @eor UO
,m nós h* a!enas uns AP de consci.ncia e uns GOP de subconsci.ncia# + $ue temos de
consciente deve diri(ir4se ao $ue temos de inconsciente ou subconsciente a "im de recriminar e "a7er ver
$ue tem de tornar4se consciente# D* necessidade $ue a !arte consciente recrimine a !arte subconsciente#
Isto de $ue a !arte consciente se diri:a !arte subconsciente é um e)erc&cio !sicoló(ico muito im!ortante
$ue se !ode !raticar na aurora#
Assim, as !artes inconscientes vão !ouco a !ouco se tornando conscientes#
PRO+I$!%O
%robistmo é a ci.ncia $ue estuda as ess.ncias mentais $ue encarceram a alma# %robistmo é a
ci.ncia das !rovas esotéricas#
%robistmo é a$uela sabedoria interna $ue nos !ermite estudar os c*rceres do entendimento#
%robistmo é a ci.ncia !ura $ue nos !ermite conhecer a "undo os erros das mentes individuais#
A mente humana deve se libertar do medo e dos a!etites# A mente humana deve se libertar das
5nsias de acumulação, dos a!e(os, dos ódios, dos e(o&smos, das viol.ncias, etc#
A mente humana deve se libertar dos !rocessos do racioc&nio $ue dividem a mente no batalhar das
ant&teses#
A mente dividida !elo de!rimente !rocesso de o!ção não !ode servir de instrumento ao -ntimo#
D* $ue se trocar o !rocesso de raciocinar !ela bele7a da com!reensão#
+ !rocesso da escolha conceitual divide a mente e d* nascimento ação errada e ao es"orço inBtil#
+ dese:o e os a!etites são travas !ara a mente# ,ssas travas condu7em o homem a toda es!écie de
erros cu:o resultado é o carma#
+ medo "a7 sur(ir na mente o dese:o de se(urança# + dese:o de se(urança escravi7a a vontade
convertendo4a numa !risioneira de autobarreiras de"initivasC dentro delas escondem4se todas as misérias
humanas#
+ medo !rodu7 todo ti!o de com!le)o de in"erioridade# + medo morte "a7 com $ue os homens
se armem e se assassinem uns aos outros# + homem $ue carre(a um revólver no cinto é um covarde, um
medroso# + homem valente não carre(a armas !or$ue não teme a nin(uém#
+ medo da vida, o medo da morte, o medo da "ome, o medo da miséria, o medo do "rio e da
nude7, etc#, (eram todo ti!o de com!le)os de in"erioridade# + medo condu7 os homens a viol.ncia, ao
ódio, e)!loração, etc#
A mente dos homens vive de !risão em !risão# 6ada escola, cada reli(ião, cada conceito errado,
cada !reconceito, cada dese:o, cada o!inião, etc#, é uma !risão#
A mente humana deve a!render a "luir serenamente, de "orma inte(ral, sem o doloroso !rocesso
UO
A Revolução da Dialética UU
dos racioc&nios $ue a dividem com o batalhar das ant&teses#
A mente deve se tornar como uma criança !ara $ue !ossa servir de instrumento ao -ntimo#
Devemos viver sem!re no !resente !or$ue a vida é tão somente um instante eterno#
Devemos nos libertar de toda es!écie de !reconceitos e dese:os# Devemos nos mover unicamente
sob os im!ulsos do -ntimo# A cobiça, a ira e a lu)Bria t.m sua (uarida na mente# A cobiça, a ira e a lu)Bria
levam as almas ao Avitchi#
+ homem não é a mente# A mente é tão só um dos $uatro cor!os do !ecado# Juando o homem se
identi"ica com a mente vai !ara o abismo#
A mente é tão só um asno em $ue devemos montar !ara entrar na Serusalém 6elestial em um
Domin(o de Ramos#
Juando a mente nos assediar com re!resentaç9es inBteis, "alemos4lhe assimM Mente, retira essas
re!resentaç9es, não as aceito# 2u és minha escrava e eu sou teu senhorR
Juando a mente nos assediar com re!resentaç9es de ódio, medo, cólera, a!etites, cobiça, lu)Bria,
etc#, "alemos4lhe assimM Mente, retira essas coisas, não as aceito# ,u sou teu amo, teu senhor e tu deves
me obedecer, !or$ue és minha escrava até a consumação dos séculosR
A(ora, !recisamos de homens de thelema, homens de vontade $ue não se dei)em escravi7ar !ela
mente#
"AP&!ULO 7
O I#!ELE"!O
+ $ue se estuda tem de ser tornado consci.ncia mediante a meditação es!ont5nea# Do contr*rio,
destrói o intelecto#
D* $ue se !raticar a meditação inte(ral, não dividida, e a $ual$uer hora# A meditação não deve ser
mec5nica#
D* $ue se conse(uir o e$uil&brio matem*tico entre o ser e o saberM 2Wd2WeFWC FW42We2W#
+ intelectual só v. as coisas através de suas teorias# ,)istem duas cate(orias de intelectoM o
intelecto sensual, comumente conhecido, e o intelecto $ue é dado !elo 3er e $ue é um intelecto
consciente#
D* (raus na ra7ão ob:etiva do 3er $ue são medidos se(undo o nBmero de tridentes nos cornos de
8Bci"er#
Juando se abre a mente interior, não mais se !recisa verbali7ar teorias, hi!óteses ou con:eturas#
A ci.ncia sub:etiva é a ci.ncia dos $ue estão encerrados na mente sensual e $ue vivem em suas
;#M# 3amael Aun @eor UG
su!osiç9es# [;e:a4se o ca!&tulo bII de IA GRAND, R,B,8I>+K do mesmo autorX#
A ci.ncia !ura só est* ao alcance dos $ue t.m a mente interior e dos $ue se desenvolvem entre
tri5n(ulos, octó(onos e es$uadros#
A I#!ELIG)#"IA
Não h* !or$ue se con"undir a inteli(.ncia com a mente# ,m toda mente e)iste uma certa soma de
valores inteli(entes#
Não !recisamos buscar "ora de nós mesmos os valores inteli(entesC eles estão dentro de nós#
+s valores inteli(entes de $ual$uer ser humano não mudam nem se es(otam# A reserva de
inteli(.ncia é uma constante#
Juando um valor !ositivo a!arece, de "ato é recebido com ale(ria !ela inteli(.ncia#
Necessitamos de uma nova !eda(o(ia revolucion*ria, cu:o Bnico ob:etivo se:a "a7er4nos
conscientes do $ue :* sabemos#
Identi"icação, valores e ima(emM identi"icar4se, ima(inar4se e valori7ar4se e)atamente resulta
im!oster(*vel $uando $ueremos "a7er um invent*rio de nós mesmos#
I#!ELE"ÇÃO ILU%I#ADA
A$ueles $ue che(am a desinte(rar os cad*veres do ,(o obt.m a intelecção iluminada#
lntelecção iluminada é o intelecto !osto a serviço do es!&rito#
Sesus 6risto teve intelecção iluminadaC !/s seu intelecto a serviço do es!&rito#
+ (rande erro dos materialistas consiste :ustamente em crer $ue a realidade necessita dos
"en/menos "&sicos# %orém, a sua realidade, ao "im e ao cabo, é $ue é "ruto do seu intelecto materialista e
não da intelecção iluminada#
2anto o "&sico como o es!iritual são ener(ia# %or isso, o es!&rito é tão real $uanto a matéria#
A matéria é tão sa(rada $uanto o es!&rito# ,n$uanto o intelecto materialista não se converter em
intelecção iluminada mediante a Revolução da Dialética, não conse(uir* com!reender $ue o material e o
es!iritual se com!ortam de "orma correlacionada e dialética#
O !E%PO
+ tem!o é vida# A$uilo $ue não de!ende do tem!o controla a vida#
+ correr da e)ist.ncia se a!resenta de escassa duração !ara dei)*4lo transcorrer dentro da
UG
A Revolução da Dialética GW
!e$uene7#
A brevidade da vida é motivo su"iciente !ara nos alentar a en(randec.4la com a Revolução
Inte(ral#
Devemos a!roveitar ao m*)imo, com inteli(.ncia, o tem!o vital !ara $ue sua curte7a se:a
aumentada e não em!e$uenecida com as tor!es e mes$uinhas obras do ,(o#
"AP&!ULO 8
A "O%PREE#$ÃO
Nesse mundo, no da com!reensão, tudo é abstrato e a!arentemente incoerente# Isto da incoer.ncia
a!arece $uando se d* os !rimeiros !assos no mundo da com!reensão#
A mente e o universo !sicoló(ico encontram4se num (rande caos# %or isso, não h* concatenação
de idéias, sentimentos, etc#
Nos FG n&veis do subconsciente, encontra4se uma (rande $uantidade de ar$uivos com !oderosa
in"ormação, !orém, lamentavelmente, em desordem e anar$uia#
Juando se trabalha no mundo da com!reensão, as ima(ens e !alavras sur(em na "orma de Toans#
Nos !rimeiros trabalhos sobre a com!reensão dos de"eitos, "a74se necess*ria a a:uda do sonho#
Nesta ação com!reensiva, che(a4se a n&veis con"usos onde as ima(ens não t.m coer.ncia e onde a cor
ainda não !ossui nitide7, isto é, não !ossui muito brilho#
<m dos !rinci!ais obst*culos na com!reensão de um de"eito é o de não se !oder "i)ar o elemento
!sicoló(ico em estudo !or$ue a mente tende distração#
No mundo da com!reensão, $uando se trata de trabalhar sobre um eu, tudo se torna obscuro, não
se conse(ue ver absolutamente nada e a consci.ncia !erde, !or momentos, sua lucide7, caindo
ra!idamente na "ascinação#
A corrente de !ensamentos e sentimentos é um obst*culo !ara se che(ar a com!reender um
de"eito#
Ao $uerer com!reender um eu, ca&mos num va7io obscuro, em uma es!écie de amnésia, na $ual
não sabemos o $ue estamos "a7endo, $uem somos nós e onde estamos#
A "orça de ,ros e a ener(ia criadora são os a:udantes mais !er"eitos !ara a com!reensão#
A ener(ia criadora, transmutada ou sublimada durante a ma(ia se)ual 4 em $ue não h* a
e:aculação da entidade do s.men 4 abre os FG n&veis, do subconsciente "a7endo sair deles todos os eus $ue
temos escondidos# ,sses a(re(ados !s&$uicos sur(em na "orma de dramas, comédias, tra(édias e através
de s&mbolos e !ar*bolas#
;#M# 3amael Aun @eor GV
,st* escrito $ue a chave da com!reensão est* nestes tr.s (raus !sicoló(icosM ima(inação,
ins!iração e intuição#
I%AGI#AÇÃO
%ara o s*bio, ima(inar é ver# A ima(inação é o translBcido da alma#
%ara se conse(uir a ima(inação, é !reciso se a!render a concentrar o !ensamento numa Bnica
coisa# A$uele $ue a!rende a concentrar o !ensamento numa Bnica coisa "a7 maravilhas e !rod&(ios#
+ (nóstico $ue $uiser alcançar o conhecimento ima(inativo tem de a!render a se concentrar e
saber meditar# + (nóstico deve !rovocar o sono durante a !r*tica de meditação#
A meditação deve ser correta# A mente deve ser e)ata# %recisamos de !ensamento ló(ico e de
conceito e)ato a "im de $ue os sentidos internos se desenvolvam totalmente !er"eitos#
+ (nóstico !recisa de muita !aci.ncia !or$ue $ual$uer ato de im!aci.ncia o leva ao "racasso#
No caminho da Revolução da Dialética, necessitamos de !aci.ncia, vontade e "é totalmente
conscientes#
<m dia $ual$uer, entre sonhos, sur(e durante a meditação uma cena lon(&n$ua, uma !aisa(em,
um rosto, um nBmero, um s&mbolo, etc# ,ste é o sinal de $ue :* estamos !ro(redindo#
+ (nóstico eleva4se !ouco a !ouco até o conhecimento ima(inativo# + (nóstico vai ras(ando o
véu de -sis !ouco a !ouco#
A$uele $ue des!erta a consci.ncia che(ou ao conhecimento ima(inativo e movimenta4se num
mundo de ima(ens simbólicas#
A$ueles s&mbolos $ue via $uando sonhava, $uando tratava de com!reender o ,(o durante a
meditação, a(ora os v. sem sonhar# Antes os via com a consci.ncia adormecida, !orém a(ora se
movimenta entre eles com consci.ncia de vi(&lia, ainda $ue seu cor!o continue !ro"undamente
adormecido#
I#$PIRAÇÃO
Ao che(ar ao conhecimento ima(inativo, o (nóstico v. os s&mbolos, mas não os entende#
6om!reende $ue toda a nature7a e o ,(o são uma escritura vivente $ue ele não conhece# %recisa então
elevar4se ao conhecimento ins!irativo !ara inter!retar os s&mbolos sa(rados da nature7a e a lin(ua(em
abstrata do ,(o#
+ conhecimento ins!irado con"ere4nos o !oder de inter!retar os s&mbolos da nature7a e a
lin(ua(em con"usa do ,(o#
A inter!retação de s&mbolos é muito delicada# +s s&mbolos devem ser analisados "riamente, sem
su!erstição, mal&cia, descon"iança, or(ulho, vaidade, "anatismo, !reconceitos, !re:ul(amentos, ódio,
GV
A Revolução da Dialética G2
inve:a, cobiça, ciBmes, etc#, :* $ue todos estes "atores são do eu#
Juando o eu intervém tradu7indo e inter!retando os s&mbolos, altera o si(ni"icado da escritura
secreta e a orientação $ue o 3er nos $uer dar simbolicamente sobre o nosso estado !sicoló(ico interior#
A inter!retação deve ser tremendamente anal&tica, altamente cient&"ica e essencialmente m&stica#
D* $ue se a!render a ver e a inter!retar na aus.ncia da cate)e solta, o ,(o, o mim mesmo#
D* $ue se saber inter!retar os s&mbolos da nature7a e os da cate)e li(ada, o 3er, na absoluta
aus.ncia do eu# %orém, a autocr&tica deve ser multi!licada !or$ue, $uando o eu do (nóstico :ul(a $ue sabe
muito, se sente in"al&vel e s*bio e até su!9e $ue v. e inter!reta na aus.ncia do eu#
%ara saber inter!retar, temos de nos basear na lei das analo(ias "ilosó"icas, na lei das
corres!ond.ncias e na cabala numérica# Recomendamos os livros IA 6ABA8A M-32I6AK de Dion
1ortune e o de minha autoria I2AR+2 , HABA8AK# ,studem4nos#
A$uele $ue tem ódio, ressentimento, ciBmes, inve:a, or(ulho, etc#, não conse(uir* elevar4se até o
conhecimento ins!irado#
Juando nos elevamos ao conhecimento ins!irado, entendemos e com!reendemos $ue a
acumulação acidental de ob:etos não e)iste# Realmente, todos os "en/menos !sicoló(icos da nature7a e de
todos os ob:etos acham4se intimamente li(ados entre si, de!endendo internamente uns dos outros e
condicionandW4se entre si mutuamente# Realmente, nenhum "en/meno !sicoló(ico e da nature7a !ode ser
com!reendido inte(ralmente se o considerarmos isoladamente#
2udo est* em incessante movimento, tudo muda, nada est* !arado# ,m todo ob:eto e)iste uma luta
interna# + ob:eto é !ositivo e ne(ativo ao mesmo tem!o# + $uantitativo se trans"orma em $ualitativo#
+ conhecimento ins!irado !ermite $ue conheçamos a interrelação entre o $ue "oi, o $ue é e o $ue
ser*#
A matéria não é senão ener(ia condensada# As in"initas modi"icaç9es da ener(ia são
com!letamente desconhecidas tanto !ara o materialismo histórico como !ara o materialismo dialético#
,ner(ia é i(ual massa ve7es a velocidade da lu7 ao $uadrado# Nós (nósticos nos a"astamos da
luta antitética $ue e)iste entre a meta"&sica e o materialismo dialético# ,sses são os dois !ólos da
i(nor5ncia, as duas ant&teses do erro#
Nos vamos !or outro caminho# 3omos (nósticos e consideramos a vida como um todo# + ob:eto é
um !onto no es!aço $ue serve de ve&culo a determinadas somas de valores#
+ conhecimento ins!irado !ermite4nos estudar a &ntima relação e)istente entre todas as "ormas, os
valores !sicoló(icos e a nature7a#
+ materialismo dialético não conhece os valoresC só estuda o ob:eto# A meta"&sica não conhece os
valores e tam!ouco conhece o ob:eto#
Nós (nósticos nos a"astamos das duas ant&teses da I(nor5ncia e estudamos o homem e a nature7a
inte(ralmente, buscando a revolução inte(ral#
;#M# 3amael Aun @eor GA
+ (nóstico $ue $uiser che(ar ao conhecimento ins!irado deve se concentrar !ro"undamente na
mBsica# A 18A<2A ,N6AN2ADA de Mo7art, $ue nos lembra uma iniciação e(&!cia, as nove sin"onias
de Beethoven, o %AR3I1A8 de @a(ner e muitas outras (randes com!osiç9es cl*ssicas nos elevarão ao
conhecimento ins!irado#
+ (nóstico, !ro"undamente concentrado na mBsica, dever* se absorver nela como a abelha no
mel, !roduto de todo seu trabalho#
Juando o (nóstico tenha che(ado ao conhecimento ins!irado, deve se !re!arar !ara o
conhecimento intuitivo#
I#!UIÇÃO
+ mundo da intuição é o mundo das matem*ticas# + (nóstico $ue $uiser se elevar ao mundo da
intuição deve ser matem*tico ou, !elo menos, ter noç9es de aritmética#
As "órmulas matem*ticas con"erem o conhecimento intuitivo# As "órmulas de He!ler e de Ne\ton
!odem servir !ara nos e)ercitar no desenvolvimento do conhecimento intuitivo#
3e o (nóstico !ratica com tenacidade e su!rema !aci.ncia, seu !ró!rio 3er interno, cate)e li(ada,
o ensinar* e o instruir* na Grande +bra# ,ntão, estudar* aos !és do Mestre e se elevara ao conhecimento
intuitivo#
Ima(inação, ins!iração e intuição são os tr.s !assos obri(atórios da Revolução da Dialética#
A$uele $ue deu estes tr.s !assos do conhecimento direto conse(uiu a su!raconsci.ncia#
No mundo da intuição só achamos onisci.ncia# + mundo da intuição é o mundo do 3er, é o
mundo do -ntimo#
Nesse mundo o eu, o ,(o, a cate)e solta, não !ode entrar# + mundo da intuição é o mundo do
,s!&rito <niversal da ;ida#
O$ PRO+LE%A$ /U%A#O$
+ intelecto luci"érico, astuto e re!u(nante cria !roblemas, !orém não é ca!a7 de resolv.4los#
,)istem teorias em $uantidade $ue nada resolvem e a tudo com!licam# +s !roblemas vitais da
e)ist.ncia continuam como sem!re e o mundo encontra4se muito !erto da terceira (uerra mundial#
+ animal intelectual "alsamente chamado homem se sente muito or(ulhoso de seu racioc&nio
sub:etivo e miser*vel $ue nada resolve e a tudo com!lica#
+ tremendo batalhar do !ensamento demonstrou na !r*tica ser !recisamente o menos indicado
!ara resolver !roblemas#
+ $ue abunda muito nestas é!ocas de crise mundial são os sabich9es $ue tudo $uerem resolver e
GA
A Revolução da Dialética GF
nada resolvem#
+s sabich9es dani"icam os "rutos da terra com seus en)ertos absurdos, in"ectam as crianças com
suas vacinas de tuberculose, !oliomielite, ti"o, etc# 2udo sabem os sabich9es e nada sabem# 6ausam dano
em tudo o $ue "oi criado e ainda se !resumem de sa!ientes# A mente cria !roblemas $ue não é ca!a7 de
resolver# ,sta é uma brincadeira de mau (osto#
Do:e, como ontem, o !obre b&!ede humano, o !obre e miser*vel s&mio, não é mais do $ue um
brin$uedo mec5nico movido !or "orças $ue desconhece#
Jual$uer acontecimento cósmico, $ual$uer cat*stro"e sideral, determina ondas de certo ti!o $ue
ao serem ca!tadas !elo in"eli7 animal chamado homem se convertem em (uerras mundiais# Milh9es de
m*$uinas humanas se lançam inconscientemente na estB!ida tare"a de destruir outros tantos milh9es de
m*$uinas humanas#
+ c/mico e o tr*(ico sem!re andam :untos e o c/mico deste caso são as bandeiras, lemas e todo
ti!o de "rases inventados !or essas m*$uinas inconscientes# Di7em $ue vão (uerra !ara de"ender a
democracia, a liberdade, a !*tria, etc#
I(noram os (randes !ensadores, i(noram as !rostitutas da inteli(.ncia, conhecidas mundialmente
como :ornalistas, $ue essas (uerras são o resultado de certas ondas cósmicas em ação e $ue os e)ércitos
no cam!o de batalha se movimentam como bonecos autom*ticos sob o din5mico im!ulso dessas "orças
desconhecidas#
Nenhum !roblema "undamental "oi resolvido !elo !ensamento dos !obres animais intelectuais# +
intelecto é a "aculdade $ue !ermite com!reender $ue tudo lhe é incom!reens&vel#
+s (randes intelectuais "racassaram totalmente, como o est* demonstrando até a saciedade o
estado catastró"ico em $ue nos encontramos# 3enhores intelectuais, a$ui tendes o vosso mundo, o mundo
caótico e miser*vel $ue vós criastes com todas as vossas teoriasR +s "atos estão "alando### Daveis
"racassado, or(ulhosos intelectuaisR
+ batalhar dos racioc&nios é e(oc.ntrico em sua nature7a &ntima# Necessitamos de uma nova
"aculdade $ue não se:a e(oc.ntrica#
Necessitamos $ue a batalha !asse e $ue o !ensamento "i$ue $uieto e sereno# Isto só é !oss&vel se
com!reendendo muito a "undo todo o mecanismo da miser*vel ra7ão sub:etiva#
Na serenidade do !ensamento nasce em nós uma nova "aculdade# + nome de dita "aculdade é
intuição# 3omente a intuição conse(ue resolver !roblemas#
? óbvio $ue se $uisermos desenvolver esta nova "aculdade !recisaremos !rimeiro com!reender a
"undo esse com!licado mecanismo associativo da ra7ão sub:etiva# + centro b*sico da mec5nica
raciocinativa é o ,u %sicoló(ico# Dito centro é e(o&sta# %or isso, :amais !oder* resolver !roblemas#
A intuição nada tem $ue ver com esse centro do racioc&nio# A intuição é cristoc.ntrica#
2odo !roblema "oi criado !ela mente e e)iste en$uanto a mente o sustenta# 2odo !roblema é uma
"orma mental $ue a mente sustenta# 2oda "orma mental tem um tr&!lice !rocessoM sur(imento, subsist.ncia
;#M# 3amael Aun @eor GL
e dissi!ação#
2odo !roblema sur(e, subsiste e de!ois se dissi!a# + !roblema sur(e !or$ue a mente o cria,
subsiste en$uanto a mente não o es$uece e se dissi!a ou se dissolve $uando a mente o es$uece#
Juando o !ensamento cessa, nasce em nós a beatitude e de!ois a iluminação# Antes de se che(ar
iluminação, temos de !assar !ela beatitude# 3ão tr.s as "ases da trans"ormaçãoM não !ensamento, beatitude
e iluminação# A intuição é iluminação# 2odo Iluminado resolve os mais di"&ceis !roblemas#
Realmente, os !roblemas dei)am de e)istir $uando os es$uecemos# Não devemos tratar de
resolver !roblemasC devemos dissolv.4los# ,les se dissolvem $uando são es$uecidos# + !roblema é uma
"orma mental ultra4sens&vel com dois !ólosM um !ositivo e outro ne(ativo#
Não tenha medo, es$ueça o !roblema# Assim, ele se dissolver*# ;oc. sabe :o(ar )adre7Q <ma
!artida de )adre7 não lhe resultaria m* !ara es$uecer o !roblema# +u então, tome um bom ca"é ou um
bom ch* e de!ois v* a uma !iscina nadar# +u ainda, suba numa montanha ou ria um !ouco# Rir o "ar* se
sentir bem e "ar* com $ue se es$ueça do !roblema# A $ual$uer instante uma coraçonada e o !roblema
"icou resolvido# 2alve7 a solução não se:a do seu a(rado, mas o certo é $ue se resolveu o !roblema#
Dir&amos melhorM se dissolveu#
<m s*bio disseM 'cupate da coisa antes que chegue a e#istir, ali está a solu*ão! -orque o
problema, não o esque*amos, nasceu e tem sua e#ist$ncia na mente! )hove e voc$ dei#ou seu guarda
chuva em casa! .sto, em si mesmo, não / problema! Tampouco o / o fato de que tenha d0vidas, que tenha
perdido seu emprego e que o estejam constrangendo para que as pague! &stes fatos são relativamente
certos num mundo relativo, por/m os problemas são algo que voc$ deve matar antes de que nas*am, ou
então, solucionálos mais tarde, recordando que quanto mais tempo dei#emos passar, maior será o
gigante que teremos de abater!
+ medo é o nosso !ior inimi(o# Ao dem/nio do medo não a(rada $ue nós resolvamos !roblemas#
;oc. tem medo de $ue o :o(uem na rua !or não ter dinheiro !ara !a(ar o alu(uel da casaQ , se o :o(amQ
, entãoQ %or acaso, voc. não sabe $ue novas !ortas se abrirãoQ A intuição, sim, o sabeR %or isso, o
intuitivo não tem medo# A intuição dissolve !roblemas#
;oc. tem medo de !erder o em!re(oQ , se o !erderQ , entãoQ %or acaso, voc. não sabe $ue lhe
ser* dada uma nova o!ortunidadeQ A intuição sabeR %or isso, o intuitivo não teme#
Juando o batalhar do !ensamento termina, nasce a intuição e termina o medo# A intuição dissolve
os !roblemas !or mais di"&ceis $ue se:am#
"AP&!ULO 9
U%A APO$!A "O% O DIA+O
Na!oleão sucumbira na luta contra o diabo# <ma coisa é estar no cam!o de batalha lutando com
outros machos e outra coisa é a lida contra si mesmo#
3atã é um inimi(o de ouro e é muito Btil# + diabo é escada !ara bai)ar e também escada !ara
GL
A Revolução da Dialética GN
subir#
+s do7e trabalhos de Dércules são com o diabo# + !acto com o diabo é a !ró!ria a!osta e o
triun"o é a ca!acidade de "abricar ouro#
A "orça elétrica é a cru7 em movimento, a su*sticaC é o movimento cont&nuo# A eletricidade
transcendente $ue (ira como um torvelinho serviu !ara $ue eu !udesse "ormar o Movimento Gnóstico#
A cru7 nos !ro"anos e !ro"anadores não é uma su*stica !or$ue terminada a có!ula $u&mica
termina o movimento# ,m troca, na cru7 (nóstica, o movimento não termina !or$ue a eletricidade
continua se transmutando#
+ normal no trabalho se)ual deve ser no m&nimo uma hora#
Na &ndia, mede4se o (rau de cultura de acordo com o tem!o $ue se leva !ara reali7ar a có!ula
$u&micaC $uem durar tr.s horas é res!eitado, é um senhor#
A su*stica em movimento (era a eletricidade se)ual transcendente#
Ditler entendeu todas estas coisas, !or isso tomou a su*stica como s&mbolo do seu !artido# +
homem das luvas verdes !ertenceu ao clã dos Da( Du!as# Ditler dei)ou4se diri(ir !or este homem $ue lhe
ensinou a cristali7ar tudo ne(ativamente#
Juando ;on 8it7 ca!itulou em 8hasa, os mon(es dos Da( Du!as lançaram4se s ruas celebrando
a ca!itulação de Berlim#
A se(unda (uerra mundial "oi um duelo entre os ensinamentos de Gurd:ie"" e os dos Da( Du!as#
,ste duelo "oi im!ortado do 2ibet e "oi uma verdadeira luta entre os ma(os brancos e os ma(os ne(ros do
2ibet#
A $UPERDI#-%I"A $EXUAL
De nada servir* se !ossuir toda a erudição deste mundo se não se morrer em si mesmo#
Juebrantar aos a(re(ados !s&$uicos só é !oss&vel na 1or:a dos 6&clo!es, em !leno coito $u&mico#
Domem e mulher, $uando unidos se)ualmente, "icam rodeados de terr&veis "orças cósmicas#
Domem e mulher, $uando se)ualmente unidos, "icam envoltos !elas !oderosas "orças $ue deram
e)ist.ncia ao universo#
+ homem e a "orça !ositiva e a mulher a "orça ne(ativa# A "orça neutra concilia a ambos#
3e as tr.s "orças se diri(em contra um a(re(ado !s&$uico, este é redu7ido a !oeira cósmica#
+ homem, em !leno coito $u&mico, deve a:udar a sua mulher tomando os a(re(ados !s&$uicos
dela como se "ossem seus !ró!rios# A mulher também deve tomar os a(re(ados !sicoló(icos do homem
como se "ossem dela# Assim, as "orças !ositiva, ne(ativa e neutra, devidamente unidas, se diri(irão contra
$ual$uer a(re(ado# ,sta é a chave da su!erdin5mica se)ual !ara se desinte(rar os a(re(ados !s&$uicos#
;#M# 3amael Aun @eor GO
Domem e mulher, se)ualmente unidos, devem orar a Devi Hundalini !edindo4lhe $ue desinte(re
tal ou $ual a(re(ado !s&$uico !reviamente com!reendido a "undo#
3e o homem $uiser desinte(rar um a(re(ado !s&$uico, se:a de ódio, lu)Bria, ciBmes, etc#, clamar*
Divina Mãe Hundalini ro(ando4lhe $ue desinte(re tal a(re(ado e sua mulher o a:udar* com a mesma
sB!lica, como se o a(re(ado "osse dela# Assim também !roceder* o homem com os a(re(ados !s&$uicos
de sua mulher, tomando4os como se "ossem seus#
A totalidade das "orças do homem e da mulher, durante a có!ula meta"&sica, deve ser diri(ida
contra os a(re(ados !s&$uicos do homem e contra os a(re(ados !s&$uicos da mulherC assim acabarão com
o ,(o#
,sta é a chave da su!erdin5mica se)ualM cone)ão do lin(am4'oni, sem e:aculação da entidade do
s.men, diri(indo as tr.s "orças contra cada a(re(ado !s&$uico#
Não es$ueçamos $ue durante o coito $u&mico o homem e a mulher unidos são, na verdade, um
andró(ino divino oni!otente e terr&vel#
O %ER":RIO
Juem !ossuir o MercBrio dos 3*bios conse(uir* a liberação "inal# Não seria !oss&vel a al(uém
conse(uir a %edra 1iloso"al se não che(ar !rimeiramente a conhecer a si mesmo#
A !re!aração do mercBrio costuma ser di"&cil# + mercBrio resulta da trans"ormação do e)ohehari
ou a7ou(ue bruto#
+ a7ou(ue bruto re!resenta o es!erma sa(rado# 3ão muitos os minerais $ue se convertem em
mercBrio, !orém nem todos !odem se converter nele#
A !re!aração do mercBrio é similar assimilação dos alimentos#
+ mercBrio seco, a contratrans"er.ncia, o ,(o, deve ser eliminado, se é $ue de verdade $ueremos
um mercBrio lim!o e !uro !ara a Grande +bra#
;inte é a média di"erencial matem*tica de duas $uantidades# 3e não se elimina o mercBrio seco, a
média di"erencial não !oder* e)istir#
D* $ue se !assar !sicolo(icamente !elas eta!as de terra, *(ua, ar e "o(o#
Através da com!reensão !sicoló(ica e eliminação do mercBrio seco, conse(ue4se a"inal o
3acramento da I(re:a de Roma#
A rosa &(nea interior, im!re(nada de en)o"re4"o(o, sobe (loriosamente !ela medula es!inhal
dando4nos com!reensão ou lu7 !ara entender os mecanismos do ,(o#
+ mercBrio converte4nos em 6avaleiros da ;ida e da Morte#
GO
A Revolução da Dialética GU
D* também o mercBrio universal# +s cosmocratores tiveram de trabalhar na 1or:a dos 6&clo!es 4 o
se)o 4 no inicio do mahanvantara# Isto os se(uidores da dialética da nature7a de ,n(els não
com!reendem#
No caos, o mineral bruto, o ,)ército da %alavra, os casais, trabalham !ara desinte(rar o mercBrio
seco#
Na anti(a 2erra48ua, teve $ue se eliminar muito mercBrio seco#
Na revolução dialética, na revolução inte(ral, temos de "a7er em !e$ueno o $ue "e7 o 8o(os em
(rande#
+s seres humanos $ue "a7em a Grande +bra são interiormente bem di"erentes dos humanóides,
ainda $ue e)teriormente não se !erceba di"erenças radicaisC os !rimeiros eliminaram o mercBrio seco de
si mesmos#
+ e)cedente de mercBrio !uro e lim!o "orma uma oitava su!erior nos di"erentes cor!os
e)istenciais# %ara se obter esse e"eito, h* $ue se trabalhar no laboratório do 2erceiro 8o(os#
%ara se entender ob:etivamente a Revolução da Dialética, !recisa4se do Donum Dei, isto é, o Dom
de Deus#
Não e)iste nenhum amanhã !ara a !ersonalidade dos desencarnados# A !ersonalidade é uma
"orma do mercBrio seco na $ual (astamos muita ener(ia# ? esta a ener(ia $ue devemos usar !ara
"ortalecer e "a7er em nós a trans"er.ncia da consci.ncia#
<ma "orte individualidade substitui totalmente a !ersonalidade $ue é uma "orma (rotesca do
mercBrio seco#
A ener(ia $ue (astamos na !ersonalidade tem de ser utili7ada !ara eliminar tudo a$uilo $ue não
!ertença ao 3erC tal é o caso dos costumes ne(ativos $ue também são "ormas do mercBrio seco#
Desinte(rando o mercBrio seco através da su!erdin5mica se)ual e do auto4res!eito, nos
acostumamos, !ois, a viver de uma maneira im!essoal#
"AP&!ULO ;
EDU"AÇÃO FU#DA%E#!AL
Samais me cansarei de en"ati7ar $ue os sistemas acad.micos de ensino destes tem!os de(enerados
só servem !ara adulterar os aut.nticos valores do 3er#
+s "atos somente t.m demonstrado $ue tenho ra7ão# Durante cada ano escolar, a!ro)imadamente
LWW crianças alemãs ocidentais se suicidarão, se(undo as estat&sticas de anos !recedentes#
,stima4se $ue VFWWW adolescentes tratarão de tirar a vida e um alto nBmero deles 4 V a cada A
estudantes menores de VN anos 4 terão (raves sintomas de tensão, causados !elo $ue os alemães
;#M# 3amael Aun @eor GG
denominam de schulan(stM ansiedade escolar a(uda#
As !ress9es e tens9es da !ró!ria escola, $ue al(uns alunos encontram e $ue não conse(uem
combater, são res!ons*veis !or uma das mais sérias situaç9es $ue os :ovens estão en"rentando#
A schulan(st !arece ser mais um "en/meno socialM o resultado de um sistema escolar altamente
com!etitivo, o $ue ocorre não somente na Alemanha, mas em todos os !a&ses do mundo# 3ome4se a isto o
alto n&vel de desem!re(o e uma sociedade $ue venera os idiotas t&tulos acad.micos como contra4senha
!ara obter em!re(os bem remunerados e $ue ainda os considera como s&mbolos de status#
+ nBmero de crianças em idade escolar $ue se de"rontam com este ti!o de ansiedade é imensoC
elas sentem $ue os estados de tensão são insu!ort*veis#
De acordo com um estudo reali7ado !or Harl 3tritt Matter, um !ro"essor de ci.ncias educativas,
um de cada tr.s ra!a7es menores de VN anos so"re de !roblemas estomacais cr/nicos, urinam na cama
en$uanto dormem ou !adecem de "ortes dores de cabeça# <m de cada cinco estudantes est* sob
tratamento !si$ui*trico e "oi encontrado ainda estudantes de nove anos $ue :* !adecem de Blceras !or
causa da tensão escolar#
+ im!ressionante do caso são as estat&sticas sobre o suic&dio escolar, !articularmente
desalentadoras, devido idade das v&timas# Dos LVO estudantes menores de VU anos $ue se suicidaram na
Alemanha em VGON, VWA tinham entre VW e VL anos, isto é, a!ro)imadamente A,A de cada cem mil
estudantes da Alemanha +cidental# -ndice LWP mais alto $ue nos ,stados <nidos onde o suic&dio entre
adolescentes também é um !roblema alarmante#
,n$uanto não se trabalhe com uma ,ducação 1undamental baseada nos !rinc&!ios sólidos da livre
iniciativa, não imitação, liberdade criadora, atenção consciente, cora(em, amor, como !ensar, saber
escutar, sabedoria, (enerosidade, com!reensão, inte(ração, sim!licidade, !a7, veracidade, inteli(.ncia,
vocação, etc#, e)!ostos em meu livro ,D<6A=>+ 1<NDAM,N2A8, continuar*, não só nas crianças e
adolescentes, mas também nos adultos, a ansiedade a(uda e o aumento monstruoso do &ndice de suic&dios#
A I%PRE#$A
2odos os :ornais estão cheios de idéias $ue na realidade "alseiam a mente# Neste caminho da
libertação !sicoló(ica, não é conveniente "alsear a mente#
%arece4me $ue !ara haver uma verdadeira saBde mental, !recisa4se de "é consciente#
A im!rensa enche a mente de ceticismo e este Bltimo altera o e$uil&brio da mente !or$ue a
en"erma#
+s :ornalistas são céticos !or nature7a em VWWP#
A saBde mental não é !oss&vel se não houver "é consciente#
+ ceticismo dos :ornalistas é conta(ioso e destrói a mente#
,m ve7 de as crianças estarem lendo tolices, deviam ser levadas ao cam!o e deviam contar4lhes
GG
A Revolução da Dialética VWW
contos de "adas ou de anti(amente# Assim, sua mente se manteria aberta e livre dos !reconceitos destes
tem!os decadentes e de(enerados#
Nestes tem!os decré!itos e mecanicistas, torna4se im!rescind&vel recu!erar a ca!acidade de
assombro# 8amentavelmente, a (ente moderna !erdeu esta ca!acidade#
A !ELEVI$ÃO
+ im!ortante na vida é não encher a mente de idéias alheias corno as $ue se v. na televisão, !osto
$ue com o tem!o se convertem em e"&(ies#
As ima(ens $ue se v. na televisão se re!rodu7em na mente trans"ormando4se em re!resentaç9es
$ue che(am a tomar realidade !sicoló(ica#
? necess*rio manter a mente lim!a !ara $ue o 3er !ossa o"iciar em nosso universo !sicoló(ico
livre dos (rilh9es do ,(o#
+s $ue buscam a revolução inte(ral !odem ver "ilmes Bteis $ue se relacionem com a nature7a,
com a realidade !al!*vel, conse(uindo assim bene"&cios ob:etivos !ara a consci.ncia su!erlativa do 3er#
A %:$I"A UL!RA%ODER#A
A mBsica moderna não tem harmonia nem melodia aut.ntica, da mesma "orma $ue carece de
ritmo !reciso#
6onsidero a musica moderna inarm/nica# ,)!rime uns ti!os de sons estridentes $ue !re:udicam
todos os cinco cilindros da m*$uina humana#
A mBsica do ti!o ultramoderno dani"ica o sistema nervoso e altera todos os ór(ãos da "isiolo(ia
humana# A mBsica moderna não (uarda concord5ncia com as melodias do in"inito#
3e se destrói o ,(o, se vibrar* com a mBsica cósmica e com a do mundo das es"eras#
A musica rom5ntica est* relacionada com as coisas do tem!o e é ilusóriaR
A musica cl*ssica leva4nos comunhão com o Ine"*vel $ue não é do tem!o e $ue é o ,ternoR
$OLIOO#E#$IU$
+ (rande s*bio russo Sor(e 8aTosTi, de!ois de ter estudado !ro"undamente as manchas solares,
che(ou a descobrir $ue e)iste uma &ntima relação entre elas e as (uerras#
Nesta é!oca de "o(uetes telediri(idos, "i7eram4se !ro"undos estudos sobre os raios cósmicos e
suas in"lu.ncias sobre a célula viva e sobre os or(anismos em (eral#
+ com!le)o mecanismo dos "o(uetes telediri(idos !ode ser controlado dist5ncia !or meio de
ondas radioativas# S* não se !ode ne(ar a radioatividade dos !lanetas no es!aço nem sua in"lu.ncia
;#M# 3amael Aun @eor VWV
eletroma(nética sobre os or(anismos vivos#
,)iste uma lei cósmica chamada solioonensius, a $ual :* se mani"estou em nosso !laneta 2erra
$uarenta ve7es de!ois da submersão da Atl5ntida# Dita lei cósmica resulta da tensão eletroma(nética dos
mundos#
Nosso sistema solar de +rs tem um sistema solar vi7inho chamado Baleooto# ,)iste também no
cosmos o "amoso cometa 3olni $ue costuma se a!ro)imar, s ve7es de "orma !eri(osa, do res!landecente
sol Baleooto#
Dito sol res!landecente viu4se muitas ve7es obri(ado a desencadear uma "orte tensão
eletroma(nética !ara !oder manter com "irme7a seu sendeiro cósmico habitual# ,ssa tensão, como é
muito natural e ló(ico, !rovoca id.ntica tensão em todos os sóis vi7inhos, entre os $uais se encontra o
nosso sol chamado +rs#
Juando nosso sol +rs !9e4se em tensão eletroma(nética com o !ro!ósito de não !ermitir $ue se:a
desviado do seu sendeiro cósmico, d* ori(em a id.ntica tensão em todos os !lanetas do seu sistema,
incluindo o nosso !laneta 2erra# ,ste é o solioonensius cósmico, a (rande lei $ue a(e em nossa 2erra a
intervalos bem lon(os#
Normalmente, esta (rande lei !rodu7 reli(iosidade intensa e dese:o !ro"undo de Auto4Reali7ação
-ntima, mas $uando a humanidade não est* !re!arada !sicolo(icamente !ara a ação desta lei, o resultado
costuma ser catastró"ico#
No ano de VGVO, a mencionada lei cósmica se mani"estou intensamente, mas como o !roletariado
russo estava cheio de !ro"undos ressentimentos e amar(uras, o solioonensius combinou de "orma anormal
e ne(ativa com a !si$ue de cada indiv&duo# + resultado dessa combinação ne(ativa "oi a revolução
bolchevista#
S* "a7ia tem!o $ue a RBssia vinha se !re!arando !sicolo(icamente !ara esta revolução san(renta#
A revolução bolchevista "oi certamente o resultado de uma !éssima combinação do solioonensius com a
idiossincrasia !sicoló(ica de cada indiv&duo# <ma das caracter&sticas desta lei em ação é o dese:o de
liberdade#
No entanto, houve na RBssia, !or a$uelas é!ocas da revolução bolchevista, umas $uantas !essoas
$ue souberam a!roveitar inteli(entemente o solioonensius !ara desenvolver a ra7ão ob:etiva, a
autoconsci.ncia individual e a Revolução da Dialética, $ue também sur(ir* !or estes tem!os#
S* se !assaram muitos anos e não sabemos ainda $uando voltar* o solioonensius# + $ue sabemos
é $ue devemos nos !re!arar !ara receb.4lo de "orma inteli(ente e conse(uir, com a sua a:uda, a revolução
inte(ral $ue !ro!onho de maneira ob:etiva neste tratado#
? a!enas ló(ico !ensar $ue se o solioonensius nos !e(a sem !re!aração !sicoló(ica, o resultado
ser* uma cat*stro"e#
? bom (ravar na memória e não es$uecer :amais $ue a revolução bolchevista e a (uerra dos sete
dias "oram realmente uma cat*stro"e social#
Nós devemos as!irar reali7ar sobre a 2erra a Revolução da Dialética# %ara tanto, temos de nos
VWV
A Revolução da Dialética VW2
!re!arar !sicolo(icamente o melhor !oss&vel# 3eria lament*vel se o !ró)imo solioonensius nos
encontrasse sem !re!aração !sicoló(ica de es!écie al(uma#
No !assado, toda ve7 $ue o solioonensius se mani"estou "oi catastró"ico, $uando a humanidade
não estava !re!arada# 8embremo4nos do velho ,(ito, entre dinastia e dinastia havia acontecimentos
terr&veis# Duas ve7es se mani"estou o solioonensius de "orma catastró"ica no ensolarado !a&s de Hem#
Na !rimeira, o !ovo em san(renta revolução ele(eu seus (overnantes mediante san(ue e morte# +
candidato $ue tivesse em seu co!o sa(rado a maior $uantidade de olhos !ertencentes classe de
(overnantes le(itimamente constitu&dos seria eleito o novo (overnante# ? claro $ue "oram horr&veis as
cenas de semelhante revolta#
Na se(unda mani"estação desta lei cósmica, o !ovo e(&!cio en"urecido levantou4se contra seus
(overnantes e os matou atravessando4os de lado a lado com um cabo met*lico sa(rado# Nesse !ro!ósito,
não se res!eitou se)o nem idade# A$uele cabo mais !arecia um colar macabro $ue de!ois "oi arrastado
!elos animais e :o(ado no Nilo#
+ solioonensius !rodu7 5nsias de libertação e revolução da consci.ncia# %orém, $uando o ser
humano não est* !re!arado, só lhe ocorre matar os (overnantes, assassin*4los, destronar os reis, "a7er
(uerras, etc#
Devemos nos !re!arar !sicolo(icamente !ara o solioonensius# %recisamos nos tornar
autoconscientes e reali7ar sobre a su!er"&cie da 2erra a Revolução da Dialética#
O$ PRI#"&PIO$ RELIGIO$O$
2odas as reli(i9es são !edras !reciosas en(astadas no "io de ouro da divindade#
As reli(i9es conservam os valores eternosC não e)istem reli(i9es "alsas#
2odas as reli(i9es são necess*riasC todas as reli(i9es cum!rem sua missão na vida#
? absurdo di7er $ue a reli(ião do vi7inho não serve e $ue só a nossa é verdadeira# 3e a reli(ião do
vi7inho não serve, então a nossa também não serve !or$ue os valores são sem!re os mesmos#
? estB!ido di7er $ue a reli(ião das tribos ind&(enas da América é idólatra !or$ue eles também
!odem di7er $ue a nossa reli(ião é idólatra# 3e nos rimos deles, eles também !odem rir de nós# 3e
dissermos $ue eles adoram ou adoravam &dolos, eles também !odem a"irmar $ue nós adoramos &dolos#
Não !odemos desacreditar a reli(ião dos outros sem desacreditar a nossa também !or$ue os
!rinc&!ios são sem!re os mesmos# 2odas as reli(i9es t.m os mesmos !rinc&!ios#
3ob o sol, toda reli(ião nasce, desenvolve4se, multi!lica4se em muitas seitas e morre# Assim tem
sido sem!re e assim ser* sem!re#
+s !rinc&!ios reli(iosos nunca morrem# %odem morrer as "ormas reli(iosas, mas os !rinc&!ios
reli(iosos, isto é, os valores eternos, não morrem :amais# ,les continuam, a!enas se revestem de novas
"ormas#
;#M# 3amael Aun @eor VWA
A reli(ião é inerente vida como a umidade é inerente *(ua#
D* homens !ro"undamente reli(iosos $ue não !ertencem a nenhuma "orma reli(iosa#
As !essoas sem reli(ião são conservadoras e reacion*rias !or nature7a# 3ó o homem reli(ioso
conse(ue a Revolução da Dialética#
Não h* motivos $ue :usti"i$uem as (uerras reli(iosas como as da Irlanda# ? absurdo $uali"icar os
outros de in"iéis, here(es ou !a(ãos !elo sim!les "ato de não !ertencer nossa reli(ião#
+ bru)o $ue no coração das selvas a"ricanas e)erce seu sacerdócio diante da tribo de canibais e o
aristocrata arcebis!o cristão $ue o"icia na 6atedral Metro!olitana de 8ondres, %aris ou Roma a!oiam4se
nos mesmos !rinc&!ios, só variam as "ormas reli(iosas#
Sesus, o Divino Rabi da Galiléia, ensinou a todos os seres humanos o caminho da ;erdade e da
Revolução da Dialética#
A ;erdade "e74se carne em Sesus e se "ar* carne em todo homem $ue conse(uir a revolução
inte(ral#
3e estudarmos as reli(i9es, se "i7ermos um estudo com!arativo das reli(i9es, em todas elas
encontraremos o culto ao 6risto# A Bnica coisa $ue varia são os nomes dados ao 6risto#
+ Divino Rabi da Galiléia tem os mesmos atributos de Zeus, A!olo, Hrishna, Juet7alcoatl, 8ao4
2sé, 1u4Di, o 6risto chin.s, Buddha, etc#
Jual$uer um "ica assombrado $uando "a7 um estudo com!arativo das reli(i9es# 2odos os sa(rados
!ersona(ens reli(iosos $ue !ersoni"icam o 6risto nascem no dia 2F de de7embro s V2 horas da noite#
2odos esses sa(rados !ersona(ens são "ilhos de imaculadas conce!ç9es# 2odos eles nascem !or
obra e (raça do ,s!&rito 3anto# 2odos eles nascem de ;ir(ens, imaculadas antes do !arto, no !arto e
de!ois do !arto#
A !obre e desconhecida mulher hebréia Maria, mãe do Ador*vel 3alvador Sesus 6risto, recebeu os
mesmos atributos e !oderes cósmicos da deusa -sis, de Suno, Deméter, 6eres, ;esta, Maia, Mon:a,
lnsoberta, Réia, 6ibeles, 2onant7in, etc#
2odas essas deidades "emininas re!resentam sem!re a Mãe Divina, o ,terno 1eminino 6ósmico#
+ 6risto é sem!re "ilho da Mãe Divina e a ela rendem culto todas as santas reli(i9es#
Maria é "ecundada !elo ,s!&rito 3anto# 6onta a tradição $ue o 2erceiro 8o(os na "orma de uma
!omba tornou "ecundo o ventre imaculado de Maria#
A !omba é sem!re um s&mbolo "*lico# Recordemos a %er&stera, nin"a do corte:o de ;.nus $ue "oi
trans"ormada em !omba !elo amor#
,ntre os chineses o 6risto é 1u4Di# + 6risto chin.s também nasce mila(rosamente !or obra e
VWA
A Revolução da Dialética VWF
(raça do ,s!&rito 3anto#
%asseando a vir(em chamada Doa 3e !elas mar(ens do rio, !/s seu !é sobre a !e(ada do Grande
Domem# Imediatamente se comoveu, vendo4se rodeada !or um es!lendor maravilhoso e suas entranhas
conceberam# 2ranscorridos do7e anos, no $uarto dia da décima lua, meia4noite, nasceu 1u4Di, assim
chamado em memória ao rio a cu:as mar(ens "oi concebido#
No anti(o Mé)ico, 6risto é Juet7alcoatl, o $ual "oi o Messias e o trans"ormador dos toltecas#
,stando um dia 6himamatl só com suas duas irmãs, a!areceu4lhes um enviado do céu# As irmãs
ao v.4lo, morrem de es!anto# ,la, ao ouvir da boca do an:o $ue conceberia um "ilho, concebeu na$uele
instante, sem obra de varão, a Juet7alcoatl, o 6risto me)icano#
,ntre os :a!oneses, o 6risto é Amida $ue intercede diante da deusa su!rema 2en 3ic Dai 2ain
ro(ando !or todos os !ecadores#
Amida, o 6risto :a!on.s da reli(ião )into&sta, é $uem tem os !oderes !ara abrir as !ortas do
GoTurat, o !ara&so#
+s ,ddas (erm5nicos citam a Hhristos, o deus de sua teo(onia, semelhante a Sesus, !or$uanto
também nasceu no dia 2F de de7embro meia4noite, da mesma "orma $ue +din, @otan e Beleno#
Juando al(uém estuda o evan(elho de Hrishna, o 6risto hindu, "ica assombrado ao descobrir o
mesmo evan(elho de Sesus# No entanto, Hrishna nasceu muitos séculos antes de Sesus#
DevaTi, a vir(em hindu, concebeu a Hrishna !or obra e (raça do ,s!&rito 3anto# + menino4deus
Hrishna "oi trans!ortado ao est*bulo de Nanden e os deuses e os an:os vieram ador*4lo# A vida, !ai)ão e
morte de Hrishna é similar a de Sesus#
;ale !ena estudar todas as reli(i9es# + estudo com!arativo das reli(i9es leva4nos a com!reender
$ue todas as reli(i9es conservam os valores eternos, $ue nenhuma reli(ião é "alsa e $ue todas são
verdadeiras#
2odas as reli(i9es "alam da alma, do céu, do in"erno, etc# +s !rinc&!ios são sem!re os mesmos#
,ntre os romanos o in"erno era o Averno# ,ntre os (re(os era o 2*rtaro e entre os hindus, o
Avitchi#
+ céu !ara os (re(os e os romanos era o +lim!o# 6ada reli(ião tem seu céu#
Juando terminou a reli(ião dos romanos, $uando se de(enerou, os sacerdotes converteram4se em
adivinhos, marionetes, etc# %orém, os !rinc&!ios eternos não morreram# ,les revestiram4se com a nova
"orma reli(iosa do cristianismo#
+s sacerdotes !a(ãos $ue se chamavam au(ures, druidas, "lamens, hiero"antes, dion&sios ou
sacri"icadores "oram rebati7ados no cristianismo com os sa(rados t&tulos de cléri(os, !astores, !relados,
!a!as, un(idos, abades, teólo(os, etc#
As sibilas, vestais, druidesas, !a!isas, diaconisas, m.nades, !itonisas, etc#, "oram denominadas no
;#M# 3amael Aun @eor VWL
cristianismo com os nomes de noviças, abadesas, !reladas su!eriores, canonisas, reverendas, irmãs,
"reiras, etc#
+s deuses, semideuses, titãs, deusas, s&l"ides, ciclo!es, mensa(eiros dos deuses, etc#, das anti(as
reli(i9es, "oram rebati7ados com os nomes de an:os, arcan:os, sera"ins, !otestades, virtudes, tronos, etc#
3e anti(amente se adorava aos deuses, a(ora se(uem sendo adorados, a!enas $ue com outros
nomes#
As "ormas reli(iosas mudam se(undo as é!ocas históricas e as raças# 6ada raça !recisa de sua
"orma reli(iosa es!ecial#
+s !ovos !recisam de reli(ião# <m !ovo sem reli(ião é de "ato um !ovo totalmente b*rbaro, cruel
e im!iedoso#
A *UAR!A U#IDADE DO RA"IO"&#IO
+s comunistas "an*ticos odeiam mortalmente tudo o $ue tenha (osto de divindade#
+s materialistas "an*ticos :ul(am $ue com seu racioc&nio tridimensional !odem resolver todos os
!roblemas do cosmos# + !ior do caso é $ue se$uer conhecem a si mesmos#
+ deus matéria dos senhores materialistas não resiste a uma an*lise de "undo# Até a(ora, os
"an*ticos da dialética mar)ista não !uderam demonstrar realmente a e)ist.ncia da matéria#
Durante o século !assado e !arte do século bb, os "an*ticos materialistas !erderam seu tem!o
discutindo sobre o :* cansativo e aborrecedor tema matéria e ener(ia#
1alou4se muito sobre matéria e ener(ia, !orem elas continuaram, a!esar de todas as es!eculaç9es,
sendo realmente os b e a desconhecidos# ,ntão, no $ue "icouQ
+ en(raçado do assunto é $ue os se$ua7es reacion*rios do "amoso materialismo dialético trataram
sem!re de de"inir uma incó(nita !ela outra# Resulta certamente rid&culo de"inir o desconhecido !elo
desconhecido#
`s !obres crianças se$Yestradas do 2ibet se ensina em %e$uim "rases como estaM Matéria é a$uilo
em $ue ocorre mudanças chamadas movimento# , movimento, é a$uela mudança $ue ocorrem na matéria#
,sta é a identidade do desconhecidoM bea e aeb# 2otalM um c&rculo viciosoC i(nor5ncia e absurdo#
Juem teve al(uma ve7 na !alma da sua mão um !edaço de matéria sem "orma al(umaQ Juem
conheceu a matéria livre de toda "ormaQ Juem conheceu al(uma ve7 a ener(ia livre do conceito de
movimentoQ A matéria em si mesma, a ener(ia em si mesma, $uem conheceuQ
Nin(uém viu a matéria e nin(uém viu a ener(ia# + ser humano só !ercebe "en/menos, coisas,
"ormas, ima(ens, etc# ,le :amais viu a subst5ncia das coisas#
+s senhores materialistas i(noram totalmente o $ue é uma subst5ncia dada e do(maticamente
chamam4na de matéria, $uando na realidade só viram madeira, cobre, ouro, !edra, etc#
VWL
A Revolução da Dialética VWN
Realmente, a chamada matéria é um conceito tão abstrato como os de bele7a, bondade, cora(em###
Nenhum "an*tico da dialética materialista viu :amais a subst5ncia das coisas em si mesma, tal $ual é a
coisa em si# Não ne(amos $ue eles "a7em uso do $ue eles chamam do(maticamente matéria# + burro
também usa o !asto !ara sua alimentação sem o conhecer, !orém isso não é ci.ncia, isso não é sabedoria,
isso não é nada# +s "an*ticos da dialética materialista $uerem converter todos os seres humanos em
burrinhosQ %elo $ue estamos vendo, assim éR + $ue mais se !ode es!erar da$ueles $ue não $uerem
conhecer as coisas em si mesmasQ
A AR!E
6on"orme o ser humano "oi se !reci!itando !elo caminho da involução e da de(eneração,
con"orme "oi se tornando cada ve7 mais materialista, seus sentidos também "oram se deteriorando e
de(enerando#
;em4nos memória uma escola da Babil/nia $ue se dedicava a estudar tudo o $ue se relacionava
com o ol"ato# ,les tinham um lema $ue di7iaM Buscar a verdade nos mati7es dos odores obtidos entre o
momento da ação do "rio con(elado e o momento da ação em decom!osição c*lida#
,ssa escola "oi !erse(uida e destru&da !or um che"e terr&vel# Dito che"e mantinha ne(ócios
duvidosos e lo(o "oi denunciado indiretamente !elos a"iliados da escola#
+ sentido do ol"ato e)traordinariamente desenvolvido !ermitia aos alunos da$uela escola
descobrir muitas coisas $ue não convinha aos che"es do (overno#
Davia uma outra escola muito im!ortante na Babil/niaM a ,scola dos %intores# ,ssa escola tinha
como lemaM Descobrir e elucidar a verdade só !or meio das tonalidades e)istentes entre o branco e o
ne(ro#
%or a$uelas é!ocas, os a"iliados dessa escola !odiam utili7ar normalmente e sem di"iculdade cerca
de VLWW mati7es da cor cin7a#
Do !er&odo babil/nico até estes tristes dias em $ue mila(rosamente sobrevivemos, os sentidos
humanos t.m se de(enerado es!antosamente devido ao materialismo $ue Mar) :usti"ica ao seu modo
através da barata so"isticação de sua dialética#
+ eu continua de!ois da morte e !er!etua4se em seus descendentes# + eu com!lica4se com as
e)!eri.ncias materialistas e robustece4se s custas das "aculdades humanas#
6on"orme o eu se "ortaleceu através dos séculos, as "aculdades humanas "oram se de(enerando
cada ve7 mais#
As danças sa(radas eram verdadeiros livros de in"ormação e $ue transmitiam deliberadamente
certos conhecimentos cósmicos transcendentais#
+s dervi)es dançantes não i(noravam as sete tentaç9es mutuamente e$uilibradas dos or(anismos
vivos#
;#M# 3amael Aun @eor VWO
+s anti(os dançarinos conheciam as sete !artes inde!endentes do cor!o e sabiam muito bem o
$ue são as sete linhas distintas do movimento# +s dançarinos sa(rados sabiam muito bem $ue cada uma
das sete linhas do movimento !ossui sete !ontos de concentração din5mica#
+s dançarinos da Babil/nia, da Grécia e do ,(ito não i(noravam $ue tudo isto se cristali7a no
*tomo dançarino e no (i(antesco !laneta $ue dança ao redor de seu centro de (ravitação cósmica#
3e !udéssemos inventar uma m*$uina $ue imitasse com !lena e)atidão todos os movimentos dos
sete !lanetas do nosso sistema solar ao redor de seu sol, descobrir&amos com assombro o se(redo dos
dervi)es dançantes# Realmente, os dervi)es dançantes imitavam !er"eitamente todos os movimentos dos
!lanetas ao redor do sol#
As danças sa(radas dos tem!os do ,(ito, Babil/nia, Grécia, etc#, vão ainda mais lon(e#
2ransmitiam tremendas verdades cósmicas, antro!o(enéticas, !sicobioló(icas, matem*ticas, etc#
Juando na Babil/nia, começaram a a!arecer os !rimeiros sintomas do ate&smo, do ceticismo e do
materialismo, a de(eneração dos cinco sentidos se acelerou de "orma es!antosa#
,st* !er"eitamente demonstrado $ue somos o $ue !ensamos# 3e !ensarmos como materialistas,
de(eneramos e nos "ossili7amos#
Mar) cometeu um crime im!erdo*vel# 2irou os valores es!irituais da humanidade# + mar)ismo
desatou a !erse(uição reli(iosa# + mar)ismo !reci!itou a humanidade na de(eneração total#
As idéias mar)istas, materialistas, in"iltraram4se em todas as !artesM nas escolas, nos lares, nos
tem!los, nas "*bricas, etc#
+s artistas, a cada nova (eração, v.m se convertendo em verdadeiros a!olo(istas da dialética
materialista# 2odo ar de es!iritualidade desa!areceu da arte ultramoderna#
+s modernos artistas :* nada sabem sobre a lei do sete, :* nada sabem de dramas cósmicos, :*
nada sabem sobre as danças sa(radas dos anti(os Mistérios#
+s tenebrosos roubaram tudo do cen*rio do teatroC !ro"anaram4no miseravelmente e !rostitu&ram4
no totalmente#
+ s*bado, o dia do teatro, o dia dos mistérios, era muito !o!ular nos anti(os tem!los# Neles eram
re!resentados dramas cósmicos maravilhosos#
+ drama serviu !ara a transmissão de valiosos conhecimentos aos Iniciados# %or meio do drama,
transmitia4se aos Iniciados diversas "ormas de e)!eri.ncia do 3er e de mani"estaç9es do 3er#
,ntre os dramas, o mais anti(o é o do 6risto 6ósmico# +s Iniciados sabiam muito bem $ue cada
um de nós deve se converter no 6risto de dito drama, se é $ue realmente as!ira o reino do su!er4homem#
+s dramas cósmicos baseiam4se na lei do sete# 6ertos desvios inteli(entes dessa lei "oram usados
sem!re !ara transmitir ao neó"ito conhecimentos transcendentais#
? bem sabido em mBsica $ue certas notas !odem !rodu7ir ale(ria no centro !ensante, $ue outras
VWO
A Revolução da Dialética VWU
!odem causar !esar no centro sens&vel e $ue !or "im outras !odem !rodu7ir reli(iosidade no centro motor#
Realmente, os velhos hiero"antes :amais i(noraram $ue o conhecimento inte(ral só !ode ser
ad$uirido através dos tr.s cérebrosC um Bnico cérebro não !ode dar in"ormação com!leta#
A dança sa(rada e o drama cósmico sabiamente combinados com a mBsica serviram !ara
transmitir aos neó"itos tremendos conhecimentos arcaicos de ti!o cosmo(enético, !sicobioló(ico,
"isio$u&mico, meta"&sico, etc#
6abe a$ui mencionar também a escultura# ,la "oi (randiosa em outros tem!os# +s seres
ale(óricos cin7elados na dura rocha revelam $ue os velhos Mestres não i(noraram nunca a lei do sete#
Recordemos a es"in(e de Gi7é, no ,(ito# ,la nos "ala dos $uatro elementos da nature7a e das
$uatro condiç9es b*sicas do su!er4homem#
De!ois da se(unda (uerra mundial, nasceram a arte e a "iloso"ia e)istencialistas# Juando vimos os
atores e)istencialistas em cena, che(amos conclusão de $ue são verdadeiros en"ermosM man&acos e
!erversos#
3e o mar)ismo continuar se di"undindo, o ser humano terminar* !or !erder totalmente seus cinco
sentidos, os $uais estão em !rocesso de de(eneração#
S* est* com!rovado !ela observação e !ela e)!eri.ncia $ue a aus.ncia de valores es!irituais
!rodu7 de(eneração#
A !intura atual, a mBsica, a escultura, o drama, etc#, não são senão o !roduto da de(eneração#
S* não a!arecem no cen*rio os Iniciados de outros tem!os, as dançarinas sa(radas, os verdadeiros
artistas dos (randes tem!los### A(ora, só a!arecem nos !alcos aut/matos en"ermos, cantores de(enerados,
rebeldes sem causa, etc#
+s teatros ultramodernos são a ant&tese dos sa(rados teatros dos (randes Mistérios do ,(ito, da
Grécia e da -ndia#
A arte destes tem!os é tenebrosa, é a ant&tese da lu7# +s modernos artistas são tenebrosos#
A !intura surrealista é mar)ista, a escultura ultramoderna, a mBsica a"rocubana e as bailarinas
modernas são o resultado da de(eneração humana#
+s ra!a7es e as moças das novas (eraç9es recebem !or meio de seus tr.s cérebros de(enerados
dados su"icientes !ara se converterem em vi(aristas, ladr9es, assassinos, bandidos, homosse)uais,
!rostitutas, etc#
Nin(uém "a7 nada !ara acabar com a m* arte e tudo caminha !ara uma cat*stro"e "inal !or "alta de
uma Revolução da Dialética#
A "I)#"IA %A!ERIALI$!A
;#M# 3amael Aun @eor VWG
,m certa ocasião, discutiam um ateu materialista, inimi(o do ,terno Deus ;ivo, e um su:eito
reli(ioso# Discutiam sobre a$uele tema deM Juem a!areceu !rimeiro, o ovo ou a (alinhaQ 6laro $ue
$uando um di7M 1oi o ovo, o outro re!licaM ,st* bem, "oi o ovoR , $uem !/s o ovoQ %ois, "oi a (alinhaR ,
o outro insisteM , de onde saiu a (alinhaQ %ois, do ovo### +ra, esta é uma história $ue não termina nunca#
%or "im, um !ouco im!aciente, o reli(ioso disseM ;oc. !oderia "a7er um ovo como o $ue Deus
"e7Q + materialista res!ondeuM 3im, eu "açoR %ois, "aça4o, e)clamou o reli(ioso# , o materialista "e7 um
ovo i(ual7inho ao de uma (alinha com a (ema, a clara e a casca# ;endo a$uilo, o reli(ioso "alouM ;oc. "e7
um ovo maravilhoso# 3er* $ue dar* um !intinhoQ ;amos !/r o ovo na incubadora !ara $ue saia# Aceito,
disse o materialista# %useram o ovo na incubadora, mas da$uele ovo não saiu nada#
+ s*bio dom Al"onso Derrera, autor da !lasmo(enia, conse(uiu criar uma célula, !orém uma
célula morta $ue nunca teve vida#
1a7em en)ertos### a um ramo lhe en)ertam outro de um ve(etal es!ec&"ico 4 di7em $ue é !ara
melhorar o "ruto# +s sabich9es $uerem corri(ir a nature7a# + $ue estão "a7endo são des!ro!ósitos# +s
en)ertos não t.m a mesma "orça natural viva do me(alocosmos# +s "rutos adulterados $uando in(eridos
v.m a !re:udicar o cor!o humano do !onto de vista ener(ético#
No entanto, os sabich9es estão satis"eitos com os seus e)!erimentos# Não entendem $ue cada
*rvore ca!ta ener(ia, trans"orma4a e retransmite4a aos "rutos# Ao alterarem a *rvore, alteram as ener(ias
do me(alocosmos e a$ueles "rutos :* não serão mais os mesmos# ,les serão o resultado de um adultério
$ue ir* !re:udicar os or(anismos#
%orém, os cientistas materialistas !ensam $ue sabem, $uando na realidade e de verdade não
sabem# Não só i(noram, como ainda i(noram $ue i(noram, o $ue é bem !ior#
1a7em inseminaç9es arti"iciais### e)traem de um or(anismo as células vivi"icantes, o "amoso
7oos!erma### e só !or isso :ul(am $ue estão criando vida# ,sses sabich9es não se dão conta de $ue só
estão utili7ando o $ue a nature7a :* "e7#
%onhamos sobre a mesa do laboratório os elementos $u&micos necess*rios !ara se "abricar um
7oos!erma e um óvulo# Di(amos aos cientistas !ara "a7erem um óvulo e um 7oos!erma# 1ariam4noQ ,u
di(o $ue sim, mas teria vidaQ %oderia sair dali uma criatura vivaQ Nunca, :amais, !or$ue eles não sabem
criar vida# ,ntão, com $ue !rovas ne(am a e)ist.ncia de inteli(.ncias su!eriores ou criadorasQ 3e não são
ca!a7es se$uer de criar uma semente de *rvoreC uma semente $ue venha a (erminarR
Jual é a base em $ue se a!óiam os materialistas !ara ne(arem as inteli(.ncias criadorasQ %or $ue
se !ronunciam contra o ,ternoQ
6onse(uiu al(um cientista materialista criar vidaQ JuandoQ
So(ar com o $ue a nature7a :* "e7 é coisa "*cil, mas "a7er vida é di"erente# Nenhum cientista
conse(uiu "a7.4la###
Dividir uma ameba em duas, se!arar suas !artes em uma mesa de laboratório e uni4las com outros
!edaços de microor(anismos, eles "a7em# De!ois, di7emM ,ureTaR ,ureTaR ,ureTaR ,stamos criando vidaR
%orém, não são ca!a7es de criar uma ameba# +nde est* a ci.ncia desses senhores materialistasQ Juando
eles demonstraram $ue !odem substituir a divindadeQ A realidade dos "atos é $ue não só i(noram, como
VWG
A Revolução da Dialética VVW
ainda, o $ue é !ior, i(noram $ue i(noram# + $ue conta são os "atos e até a(ora eles não demonstraram
nada#
Di7em $ue o homem veio do macaco# 3aem com a teoria do cinocé"alo com rabo, o macaco sem
rabo e do homem arbóreo, "ilhos do noe!itecóide, etc# Mas, onde estaria o elo !erdidoQ S* o encontraramQ
Juando e aondeQ ,m $ue dia se achou um macaco ca!a7 de "alar, dotado de lin(ua(emQ Até a(ora não
a!areceu# 3ão rid&culos esses senhores materialistas, estão nos a!resentando su!osiç9es e não "atos#
Meçamos o volume do cérebro do melhor dos monos e o com!aremos com o cérebro do homem
mais atrasado $ue se ache, !or e)em!lo, entre as tribos da Austr*lia# ? óbvio $ue esse mono não
alcançaria a ca!acidade de "alar#
Não estão então os materialistas re"utando as teorias do !ró!rio Dar\in e de seus se$ua7esQ +
homem vem do macacoQ 3obre $ue bases se sustentamQ 6omo o demonstramQ Até $uando vamos es!erar
!elo su!osto elo !erdidoQ Jueremos ver essa es!écie de macaco $ue "ala como (ente# Ainda não
a!areceuQ %ois, então, é uma su!osição, uma tolice $ue não tem realidade#
%or $ue "alam coisas $ue não sabemQ %or $ue tantas uto!ias baratasQ 3im!lesmente !or$ue t.m a
consci.ncia adormecida, !or$ue nunca se interessaram em "a7er uma revolução !sicoló(ica dentro de si
mesmos e !or$ue lhes "alta !raticar a su!erdin5mica se)ual# A crua realidade dos "atos é $ue estão
hi!noti7ados#
Juem não !raticar os ensinamentos da Revolução da Dialética, cair* nos mesmos erros dos
cientistas materialistas#
+s cientistas materialistas saem continuamente com muitas teorias# 6omo e)em!lo, citaremos a
da seleção das es!éciesM um insi(ni"icante molusco vai se desenvolvendo e dele saem outras es!écies
vivas mediante o !rocesso de seleção até che(ar ao homem# %odem demonstrar esta teoriaQ 6laro $ue
nãoR
Não ne(amos $ue em cada es!écie e)istam certos !rocessos seletivos# D* aves, !or e)em!lo, $ue
emi(ram em determinadas é!ocas# As !essoas "icam admiradas ao v.4las todas reunidasC $ue estranhas se
tornamR De!ois, levantam v/o !ara atravessar o oceano# Muitas morrem !elo caminho sobrevivendo
a!enas as mais "ortes# ,ssas $ue sobrevivem transmitem suas caracter&sticas aos seus descendentes# Assim
a(e a lei seletiva#
D* es!écies $ue lutam incessantemente contra monstros marinhos e "orça de tanto lutar, se
tornam "ortes e transmitem suas caracter&sticas aos seus descendentes#
D* animais $ue "orça de tanto lutar vão se "a7endo cada ve7 mais "ortes, transmitindo suas
caracter&sticas !sicoló(icas aos seus descendentes#
A seleção natural nunca !/de a!resentar uma nova es!écie sobre o ta!ete da e)ist.ncia# No
entanto, "oram muitos os $ue atribu&ram seleção caracter&sticas criadoras#
Muito se "alou também sobre o !roto!lasma# Do !roto!lasma $ue se acha submerso no mar
sal(ado h* milh9es de anos e $ue dele veio a vida universal#
+s !rotistas materialistas "a7em seus se$ua7es crer, i(norantes como eles, $ue o desenvolvimento
;#M# 3amael Aun @eor VVV
!sicoló(ico do animal intelectual e$uivocadamente chamado homem !rovém do desenvolvimento
molecular desse !roto!lasma e $ue caminha !aralelamente com os !rocessos do mesmo#
+s !rotistas $uerem $ue a consci.ncia, ou como $uer $ue a chamem, se:a o resultado da evolução
do !roto!lasma através dos séculos# Assim !ensam os !rotistas, os !aradi(mas de sa!i.ncia#
6he(a4me memória a monera at/mica de DaecTel, a$uele *tomo submerso l* no abismo a$uoso
de onde sur(e toda a vida# Assim !ensam DaecTel e seus se$ua7es#
Não se or(ani7ou nada com!licado $ue não tenha tido $ue !assar !or di"erentes !rocessos
cósmicos universais#
A realidade é $ue os cientistas não sabem nada da vida nem da morte# Não sabem de onde viemos,
!ara onde vamos e muito menos $ual é o ob:etivo da e)ist.ncia# %or $u.Q %or$ue sim!lesmente t.m a
consci.ncia adormecida, !or$ue não "i7eram a Revolução da Dialética interior e !or$ue estão no n&vel da
hi!nose coletiva 4 massiva 4 !or "alta da revolução inte(ral $ue ensinamos nesta obra#
A ci.ncia materialista marcha !elo caminho do erro# Nada sabe sobre a ori(em do homem e muito
menos de sua !sicolo(ia interior#
Jue a lei de seleção natural tenha e)istido não ne(amos, !orém ela nada criou de novo# Jue as
es!écies variem através do tem!o não o ne(amos, !orém os "atores de variabilidade de $ual$uer es!écie
só entram em ação de!ois $ue os !rotóti!os ori(inais se cristali7aram no mundo "&sico# +s !rotóti!os
ori(inais de $ual$uer es!écie viva se desenvolvem !reviamente no es!aço !sicoló(ico, nas dimens9es
su!eriores da nature7a, nas dimens9es su!eriores $ue os cientistas materialistas ne(am !or$ue não as
!ercebem# %or $ue não as !ercebemQ %or$ue estão !sicolo(icamente hi!noti7ados#
3e !rimeiro eles sa&ssem do seu estado hi!nótico e de!ois "alassem, seus conceitos seriam
di"erentes# %orém dormem !or "alta de uma din5mica mental e se)ual#
3e al(uém $uiser saber sobre a ori(em do ser humano, ter* $ue observar a onto(enia# A onto(enia
é uma reca!itulação da "ilo(enia#
+ $ue é a onto(enia dentro da antro!olo(iaQ ? o !rocesso de desenvolvimento do "eto dentro do
claustro materno# 3e observarmos os !rocessos de (estação de uma mãe, !oderemos evidenciar $ue a
onto(enia é uma reca!itulação da "ilo(enia, a $ual, !or sua ve7, é um estado de evolução e trans"ormação
!elo $ual !assou a raça humana através dos séculos#
A onto(enia reca!itula esses estados dentro do ventre materno# <ma an*lise onto(.nica levar4nos4
ia conclusão ló(ica de $ue a es!écie humana e as outras es!écies animais t.m uma ori(em !arecida e
v.m do es!aço !sicoló(ico#
%orém, isso da seleção natural, das di"erentes variantes ou "atores $ue !rodu7em variação na raça
humana, só entram em ação de!ois $ue as es!écies, $uais$uer $ue se:am, estão cristali7adas "isicamente#
Antes da cristali7ação "&sica, e)istem !rocessos evolutivos !sicoló(icos $ue ocorrem no seio vivo da
nature7a e $ue são desconhecidos !ara um DaecTel, um Dar\in e seus se$ua7es, etc#, !or$ue nada sabem
eles sobre a ori(em do ser humano#
6omo é !oss&vel $ue os s*bios materialistas di(am $ue e)istem certas variaç9es nos di"erentes
VVV
A Revolução da Dialética VV2
ti!os das es!écies vivas, se:a !or acidente ou de "orma es!ont5neaQ Não resulta isso, !or acaso, numa
contradiçãoQ
Não são eles mesmos $ue di7em $ue este universo é o resultado da "orça, da matéria e da
necessidadeQ De!ois, nos "alam de variaç9es es!ont5neas em um universo de "orça e necessidade# 6omo
é $ue se contradi7emQ ? !oss&vel issoQ
<m universo de "orça, matéria e necessidade não admite variaç9es es!ont5neas nem acidentais#
,ssas variaç9es ocorrem nas es!écies !or causa de al(o $ue eles desconhecem# A ci.ncia materialista não
só i(nora, como ainda, o $ue é !ior, i(nora $ue i(nora#
A antro!olo(ia (nóstica 4 !sicoanal&tica 4 mer(ulha !ro"undamente no !assado# ,sta raça humana
$ue ho:e em dia !ovoa a su!er"&cie da 2erra não é mais do $ue uma raça de animais intelectuais
e$uivocadamente chamados de homens# ;oc.s !odem se o"ender, se $uiserem, mas antes de $ue esta raça
de animais intelectuais e)istisse, houve civili7aç9es de homens lemurianos, hi!erbóreos e !olares# +s
animais intelectuais v.m da Atl5ntida, nasceram na Atl5ntida# +s homens reais da 8emBria, em seus
Bltimos tem!os, "oram se retirando do cen*rio do mundo e "oram dei)ando seus or(anismos !ara os
elementos su!eriores dos reinos animais#
A raça de animais intelectuais "oi !recedida !elas dos homens $ue e)istiram na 8emBria, no
continente Di!erbóreo e na calota !olar norte $ue, na$uela é!oca, estava situada na 7ona e$uatorial# ,m
$ue se baseia a antro!olo(ia (nóstica !sicoanal&tica !ara a"irmar istoQ + $ue declaraQ Baseia4se não só
nas tradiç9es $ue estão re(istradas nos livros do anti(o ,(ito, nas tradiç9es da terra dos incas, da terra dos
maias, da anti(a Grécia, da -ndia, da %érsia, do 2ibet, etc#, como ainda nas investi(aç9es diretas "eitas !or
a$ueles $ue conse(uiram des!ertar a consci.ncia !or meio de uma revolução !sicoló(ica#
,stamos entre(ando através desta obra todos os sistemas $ue são necess*rios !ara o des!ertar da
consci.ncia# Juando voc.s des!ertarem, !oderão investi(ar e com!rovar !or si mesmos tudo isto $ue
estou a"irmando de "orma en"*tica# %orém, é necess*rio $ue se des!erte !ara a!al!ar, ver, ouvir e sentir a
"im de não se tornar mais uma v&tima das teorias de DaecTel, Dar\in, Du)le' e seus se$ua7es#
,)istiram tr.s raças de homens, mas como !oderiam saber disso se vossa consci.ncia est*
adormecidaQ +s $ue consi(am des!ertar !oderão investi(ar nos ar$uivos ac*ssicos da nature7a#
6omo era a !rimeira raçaQ De $ue maneira viviamQ Na$uelas é!ocas, h* $uase AWW milh9es de
anos, de acordo com as investi(aç9es $ue reali7amos, e)istiram os homens !roto!lasm*ticos# A !ró!ria
2erra era ainda !roto!lasma#
Não a$uele !roto!lasma de DaecTel com seu mar sal(ado e mil e uma tolices mais sem
com!rovação al(uma# Não, a raça !roto!lasm*tica era di"erente#
A$uela raça humana "lutuava no ambiente, ainda não tinha descido !ara a terra Bmida# 6omo se
re!rodu7iam e $ual era a sua ori(emQ A$uela raça tinha evolu&do e involu&do nas dimens9es su!eriores da
nature7a e do cosmos# 6ristali7ara4se !or "im numa 2erra também !roto!lasm*tica de!ois de muitos
!rocessos evolutivosC sur(iram de seu (érmen ori(inal situado no caos, no ma(nus limbus, no hiaster do
mundo# Juando essa raça se cristali7ou, "ormou o "ei)e, o nBcleo# ,les !odiam assumir tamanhos
(i(antescos ou redu7irem4se a um !onto matem*tico#
,m $ue me baseio !ara a"irmar istoQ Na minha consci.ncia des!ertaQ 6onsta4meQ 3im, consta4
;#M# 3amael Aun @eor VVA
meR 3e voc.s aceitam a doutrina da reencarnação, tanto melhor, !or$ue eu estive reencarnado na$uela
raça e como $uer $ue estou des!erto, não !osso me es$uecer dos !rocessos evolutivos e involutivos
da$uela raça# %or tal ra7ão, dou testemunho diante de voc.s, :* $ue estão se(uramente adormecidos#
%orém, devo e)!or todos estes dados $ue lhes são necess*rios !ara irem des!ertando#
6omo se multi!licava a$uela raçaQ 6omo se re!rodu7iaQ Não era como a Mestra BlavatsT' di7iaM
$ue o "a7iam de "orma asse)uada, $ue não !recisavam do se)o !ara isso# 2al a"irmação é err/nea !or$ue a
"orça do maha4choan, a ener(ia criadora do 2erceiro 8o(os, "lui arrasadora em tudo o $ue "oi e $ue ser*#
+ (.nero de re!rodução era "iss&!aroC e)!ressava4se de uma "orma se)ual di"erenteM dividiam4se em
or(anismos como se dividem as células vivas# +s estudantes de biolo(ia sabem muito bem como a célula
or(5nica se divideM o cito!lasma se se!ara com um !edaço do nBcleo# Isso não o i(noram#
Desde então, o !rocesso "iss&!aro "icou no san(ue e se(ue se reali7ando em nossas células aos
milh9es# Não é certo istoQ Juem se atreve a ne(arQ A!resento "atosR 6r.em, !or acaso, $ue esse
!rocedimento celular não tem uma rai7, uma ori(emQ 3e !ensassem assim, seria absurdo !or$ue não h*
causa sem e"eito nem e"eito sem causa# Assim $ue herdamos issoR De $uemQ Dos homens da !rimeira
raça#
+ or(anismo des!rendido !odia se(uir se desenvolvendo !or$ue !rosse(uia ca!tando,
acumulando, !roto!lasma do ambiente circundante#
Mais tarde, sur(iram os hi!erbóreos de $uem "ala 1riedrich Niet7sche# %ovos $ue viveram nessas
"erraduras $ue circundam o !ólo norte, o !a&s do setentrião# 6onsta4nos istoQ 3im ou nãoQ A voc.s $ue
estão adormecidos, nãoR A mim, sim, consta4me !or$ue estou des!ertoR Ne(*4loQ Não o ne(oR 3e me
considerarem louco, !odem considerar# %orém, tenho de dar testemunho custe o $ue custar# 2enho de
di7er sem!re a verdade#
+s hi!erbóreos e)istiram de "ato# S* não eram tão (elatinosos como os !roto!lasm*ticos# Ao "alar
assim, não estou me re"erindo célula4alma de DaecTel no mar sal(ado nem sua "amosa monera
at/mica# %ara tr*s DaecTel e seus se$ua7es com suas teorias absurdas#
A(ora, $uero me re"erir de "orma en"*tica a essa raça hi!erbórea $ue derivou da !roto!lasm*tica#
+s hi!erbóreos "oram uma raça mais !s&$uica e se re!rodu7iam se)ualmente numa "orma de brotação#
;oc.s :* viram os corais nos reci"es alcantilados do borrascoso oceanoQ De um coral sai outro e desse,
outro### desse outro, outro, etc# D* !lantas $ue mediante seus brotes continuam se multi!licando# Assim
também acontecia com os hi!erbóreos# 6ertos brotes $ue a!areciam no !ai4mãe o!eravam a "orça se)ual
até $ue se des!rendessem# 2ais brotes des!rendidos dariam ori(em a uma nova criatura# ,ste era o modo
de re!rodução dos hi!erbóreos#
%or "im, a$uela raça submer(iu no "undo do borrascoso oceano Indico através de milh9es de anos
de evoluç9es e involuç9es desta nature7a "ecunda#
Do "undo dos mares, sur(iu !osteriormente um (i(antesco continenteM a 8emBria, $ue cobria todo
o oceano %ac&"ico# 1oi ali onde !ela !rimeira ve7 a raça humana se assentou sobre a dura crosta terrestre#
+ continente lemur a!areceu, mas não !or (eração es!ont5nea, como acreditariam ,!icuro e seus
se$ua7es, nem !or seleção natural, teoria esta elevada cate(oria de um deus criadorC maravilhosa
retórica do absurdo $ue se "e7### NãoR 6omo sur(iuQ De $ue maneiraQ
+s arbóreos ao cristali7arem, seus cor!os humanos tomaram uma "orma dura a!arecendo os
VVA
A Revolução da Dialética VVF
herma"roditas lemurianos, tal como estão simboli7ados nas (i(antescas esculturas de 2ula, Didal(o,
Mé)ico# 6aminharam sobre a su!er"&cie da terra### No !rinc&!io, re!rodu7iam4se des!rendendo do seu
or(anismo uma célula4ovo $ue se desenvolvia !ara dar ori(em a uma nova criatura# ,sta é a é!oca em
$ue o "alo e o Btero ainda não tinham sido "ormados# ,ra a é!oca em $ue o lin(am4'oni estava
(erminando# ,ra a é!oca em $ue o ov*rio ainda não tinha sido desenvolvido#
+s tem!os !assaram e a!areceu na 8emBria o sistema de re!rodução !or (emação# 2al sistema
causou muito assombro na$uela é!oca# + ov*rio recebia uma célula "ecundante, isto é, um 7oos!erma# De
maneira $ue, $uando a$uele ovo se des!rendia do ov*rio de um herma"rodita, :* "ora "ecundado
!reviamente#
Ao vir o ovo e)ist.ncia, abria4se de!ois de um certo tem!o de "ecundaçãoC dali sa&a a nova
criatura# %or isso, os nahoas di7iamM +s "ilhos do terceiro sol trans"ormaram4se em !*ssaros# 3*bia
a"irmação da anti(a cultura nahoa#
%orém, a!ro)imando4se o "im da 8emBria, da terceira ou $uarta sub4raça em diante, os seres
humanos viram4se divididos em se)os o!ostos# A !artir de l* tornou4se necess*ria a coo!eração !ara criar#
+ sistema de coo!eração !ara criar vem da 8emBria# ? claro $ue se !recisa de um ovo do ov*rio
"ertili7ado !or uma célula# 3omente assim, na união de uma célula "ertili7ante com um óvulo, !ode sur(ir
a célula ori(inal com os FU cromossomos $ue de "orma indiscut&vel levamos em nosso interior e nos $uais
estão re!resentadas as FU leis da nossa criação#
"AP&!ULO <
A EX,PER$O#ALIDADE E A !EORIA DO$ *UA#!A$
+ cintilar dos *tomos deve4se a !acotes de ener(ia chamados de $uanta#
No diamante, os $uantas se movem na metade de sua velocidade, a $ual vai diminuindo de "orma
!ro(ressiva no ar, na *(ua e na terra#
<m *tomo é como um vibr/metro $ue !rodu7 ondas com velocidades !ró!rias de acordo com seu
ti!o#
+ a!e(o emocional dos desencarnados diminui a velocidade dos $uantas, de modo $ue a e)4
!ersonalidade dos de"untos !ode ser acess&vel retina de uma !essoa viva, então a !ersonalidade do
morto "ica !al!*vel#
+ 6A3+ GAR6IA %,NDA
6erto dia, encontrei a um velho ami(o na rua L de maio no Mé)ico, D#1# 6um!rimentei4o com a
mão !ara cima e se(ui meu caminho# %oucos dias de!ois, encontrei um "amiliar deste meu ami(o e !ara
sur!resa minha ele me disse $ue o senhor Garcia %enha 4 a$uele $ue eu cum!rimentara 4 havia "alecido h*
dois meses# Indubitavelmente, a e)4!ersonalidade do meu ami(o, a!e(ada a este mundo em $ue vivemos,
"i7era4se tan(&vel, re!etindo mecanicamente as aç9es a $ue estava acostumada#
? indubit*vel $ue e)iste uma estreita relação entre a !ersonalidade, ener(ética e at/mica, e os
;#M# 3amael Aun @eor VVL
$uantas, os $uais !ossuem sua !ró!ria "re$Y.ncia vibratória# Devido ao seu a!e(o a este mundo
tridimensional, os desencarnados costumam diminuir inconscientemente a vibração $u5ntica de suas
!ersonalidades "a7endo estas !al!*veis e !erce!t&veis#
Juando os $uantas são r*!idos, não são !ercebidos e $uando são muito lentos, também não#
Normalmente, os $uantas via:am velocidade da lu7 e em c&rculo#
+ se(redo do tem!o esconde4se no *tomo# + conceito de tem!o é ne(ativo# Nin(uém !ode
demonstrar a velocidade do tem!o, ele não !ode ser encerrado num laboratório#
Nós colocamos o conceito de tem!o entre acontecimento e acontecimento# A !rova est* na
e)ist.ncia da (rande $uantidade de calend*rios di"erentes#
+ $ue diminui a velocidade dos $uantas é a atitude $ue temos em um dado instante# Nas reuni9es
es!&ritas acontece o mesmo "en/meno [dos $uantasX#
+s !rocessos do cosmos reali7am4se num eterno a(ora# A subida e o desa!arecimento do sol
reali7am4se num instante eterno#
%recisamos desenvolver a nossa !ró!ria maneira de !ensar# Do !onto de vista ener(ético, cada um
de nós é um !onto matem*tico $ue consente em servir de ve&culo a determinados valores, se:am eles
!ositivos ou ne(ativos#
Ima(em, valores e identidade em al(uém $ue ani$uilou o ,(o são !ositivos# 2emos de considerar
a morte como uma o!eração matem*tica#
R,IN6+R%+RA=>+
Reincor!oração é o !rinc&!io $ue e)!lica a incor!oração incessante dos valores nos !ontos
matem*ticos#
A ener(ia é indestrut&vel# Não creio $ue os $uantas !ossam ser destru&dos, !orém, sim, é !oss&vel
$ue consi(am se trans"ormar# 2odo homem $ue se a(radar da revolução !sicoló(ica deve re"letir sobre o
$ue é o "en/meno $u5ntico !ara e)trair do mesmo o autoconceito e a auto4re"le)ão evidente do 3er#
+ estudo dos $uantas !ode ser reali7ado !or a$uele $ue viveu na !ró!ria carne a din5mica mental
e $ue com ela tenha conse(uido a emanci!ação da mente#
A $UPERDI$"IPLI#A
A su!erdisci!lina e o a!er"eiçoamento do cor!o "&sico se conse(ue através da medicina naturista#
Juando uma su!erdisci!lina e)iste, é óbvio $ue com ela !odemos obter a sabedoria diretamente
dos documentos ar$ueoló(icos#
VVL
A Revolução da Dialética VVN
2endo4se uma su!erdisci!lina, com!reendemos e aceitamos $ue a vida tem de ser tomada como
um (in*sio da vontade#
Grandes triun"os es!eram a$ueles $ue se submetem a uma su!erdisci!lina#
A$ueles $ue vivem uma su!erdisci!lina t.m de ser "ortes !ara su!ortar a Isolidão no caminhoK#
A AU!O,REFLEXÃO EVIDE#!E
%ara com!reendermos a auto4re"le)ão evidente, temos de estudar a e!&stola de 3antia(o, $ue é
!ara os $ue trabalham na Grande +bra, na Revolução da Dialética#
? necess*rio $ue a Grande +bra e o trabalho !sicoló(ico se !rote:am com a "é !or$ue a "é
mani"esta4se nas obras#
A$uele $ue sabe mane:ar a l&n(ua dominar* o cor!o e dominar* os demais# %or "im, estar*
caminhando de "orma ascendente na Grande +bra e no trabalho !sicoló(ico#
` medida $ue avancemos na !r*tica destes ensinamentos !sicoló(icos, teremos de evitar de cair
em outro erro !sicoló(ico $ue é o de tornar4se :actancioso# Assim também, não devemos nos tornar
!resunçosos a "im de triun"armos na Grande +bra e na auto4re"le)ão evidente#
2odo al$uimista, cabalista e !sicólo(o deve ter "é# A "é não é al(o em!&rico, ela tem de ser
"abricada# 3e a "abrica estudando a si !ró!rio e e)!erimentando consi(o mesmo#
O %I$!RIO
+s dharma4!alas são os terr&veis 3enhores da 1orça $ue se lançaram contra as aberraç9es
materialistas dos chineses comunistas#
%essoalmente, estarei no 2ibet !or$ue neste sa(rado lu(ar são (eradas (randes coisas# ,starei
a:udando os tibetanos a acabar com os vest&(ios da abominação dei)ada !elos chineses#
ban(ril* est* na $uarta dimensão# ,la é uma cidade :inas# 8* se encontra o ;ener*vel Mestre
Huthumi#
+ 2ibet assemelha4se muito ao ,(ito e os mon(es não desconhecem os trabalhos de mumi"icação#
No !assado, os mon(es tibetanos levaram suas mBmias !ara as crateras dos vulc9es onde estão suas
lamaserias#
Não tenho nenhum ti!o de temor ao a"irmar $ue sou um lama tibetano# 3e !er(untarem como
!osso me encontrar a$ui e l*, res!ondo $ue isto é !oss&vel (raças ao dom da ubi$Yidade#
3im, no mesmo momento, encontro4me no vale de Aditattva e a$ui no Mé)ico# Na$uele vale são
reali7adas !rociss9es sa(radas# + monastério locali7a4se no lado direito do vale# Antes, o monastério
achava4se na terceira dimensão, mas, a(ora, encontra4se submerso na $uarta vertical# + edi"&cio tem
(randes sal9es internos onde são reali7ados trabalhos ob:etivos# 6omo lama, tenho uma !e$uena sala de
;#M# 3amael Aun @eor VVO
trabalho# +s dharma4!alas reunem4se no !*tio do monastério#
A ordem é "ormada !or 2WV membros# + estado maior é constitu&do !or O2 br5manes# ,sta é a
ordem $ue re(e os destinos da humanidade#
+ 2ibet tem sido invadido sem!re !or in(leses e chineses, mas sem!re tiveram $ue sair dali
devido o terr&vel !oder dos dharma4!alas#
O AVA!ARA
+s avataras não !odem se es$uecer da $uestão social# %or isso, Juet7alcoatl mani"estou4se em
dois as!ectosM o social e o !sicoló(ico#
,m meu caso !essoal, tenho me !reocu!ado com estes dois as!ectos# +s !roblemas humanos,
devidamente orientados, tem de ser solucionados através da revolução da consci.ncia de uma maneira
dialética# Juanto aos !roblemas do ca!ital e do trabalho, sua solução encaminha4se através do %+368A#
,b%,RIfN6IA
,ntre(aram4lhe uma hasta $ue simboli7ava os !roblemas e "i7eram4no entrar num santu*rio
secreto# Nesse santu*rio encontrou o !atriarca 3anto A(ostinho# + !atriarca !e(ou da estante um
volumoso livro e disse4lheM I;ou te ensinar um mantram !ara avivar o "o(o#K Abriu o livro### Acendeu um
braseiro### %ronunciou o mantram M e o "o(o avivou4se# Juando saiu, a!rendeu a cantar o mantram !ara
avivar a chama#
+ !atriarca 3anto A(ostinho voltou4se diante da ara do tem!lo revestido com as vestes
sacerdotaisC o Mestre 3amael também### %useram uma "ri(ideira em sua mão direita### como $ue di7endoM
2u tens a "ri(ideira a(arrada !elo caboR
1i7eram uma (rande cadeia### Nós te acom!anharemos, "ormando toda esta (rande luta#K
Assim $ue, a Irmandade Branca o acom!anha###
In"eli7mente, os irmão7inhos (nósticos não estudaram, não viveram meu ensinamento $ue
durante tantos anos entre(uei !ara dar4lhes a liberação !sicoló(ica# ,les mesmos $uiseram sabotar a
Grande +bra da Irmandade Branca#
Ao entre(ar as chaves da !sicolo(ia revolucion*ria e do %+368A, não o "i7emos com o !ro!ósito
de escalar !osiç9es nem de viver do orçamento nacional# A Bnica coisa $ue $ueremos é ser Bteis
humanidade e servir dando normas !sicoló(icas $ue eu mesmo e)!erimentei a "im de $ue o animal
intelectual consi(a a revolução inte(ral###
A missão de um avatara não é somente uma $uestão reli(iosa# ,la também abarca a $uestão
!ol&tica e !sicoló(ica das naç9es#
"AP&!ULO =
VVO
A Revolução da Dialética VVU
O I#DIVIDUO E A $O"IEDADE
A sociedade é a e)tensão do indiv&duo# 3e o indiv&duo é cobiçoso, cruel, im!iedoso, e(o&sta, etc#,
assim ser* a sociedade# ? !reciso ser sincero consi(o mesmo# 6ada um de nós est* de(enerado, lo(o a
sociedade tem de estar de(enerada inevitavelmente# Isto o terr&vel monstro do materialismo não !ode
resolver# Isto somente o indiv&duo !ode resolver base de uma revolução inte(ral em si#
6he(ou a hora de re"letir sobre o nosso !ró!rio destino# A viol.ncia não resolve nada# A viol.ncia
só !ode nos condu7ir ao "racasso# Necessitamos de !a7, serenidade, re"le)ão e com!reensão#
+ !roblema do mundo é o !roblema do indiv&duo# As revoluç9es de san(ue não resolvem nada#
3ó mediante a inteli(.ncia resolveremos o !roblema do en(arra"amento da consci.ncia#
3omente através da inteli(.ncia conse(uiremos converter o animal intelectual !rimeiro em
homem e de!ois em su!er4homem# 3omente com a Revolução da Dialética conse(uiremos vencer o
terr&vel monstro do materialismo#
A sociedade humana é a e)tensão do indiv&duo# 3e $uisermos realmente uma mudança radical, se
$uisermos um mundo melhor, teremos de mudar individualmente, mudar dentro de nós mesmos, alterar
dentro da nossa !ró!ria individualidade os abomin*veis "atores $ue causam dor e miséria no mundo#
Recordemos $ue a massa é uma soma de indiv&duos# 3e cada um muda, a massa mudar* inevitavelmente#
? ur(ente se acabar com o e(o&smo e cultivar o cristocentrismo# 3omente assim !oderemos tornar
o mundo melhor# ? indis!ens*vel eliminar a cobiça e a crueldade $ue cada um de nós leva dentro#
3omente assim, mudando o indiv&duo, mudar* a sociedade !or$ue esta é a e)tensão do indiv&duo#
D* dor, h* "ome e h* con"usão, !orém nada disto !ode ser eliminado através dos absurdos
!rocedimentos da viol.ncia# A$ueles $ue $uerem trans"ormar o mundo base de revoluç9es de san(ue e
a(uardente, com (ol!es de estado e de "u7ilamentos estão com!letamente e$uivocadosC a viol.ncia (era
mais viol.ncia e o ódio mais ódio# %recisamos de !a7, se é $ue $ueremos resolver os !roblemas da
humanidade#
As trevas não se des"a7em com (arrotaços ou com ate&smo e sim tra7endo4se lu7# 2ambém o erro
não se des"a7 com combates cor!o a cor!o e sim di"undindo4se a verdadeC não h* necessidade de se atacar
o erro# 2udo $uanto a verdade avançar, "ar* com $ue o erro tenha de retroceder# Não h* !or$ue se resistir
ao ne(ativo e sim !raticar o !ositivo incondicionalmente, ensinando suas vanta(ens !ela !r*tica#
Atacando o erro, !rovocaremos o ódio dos $ue erram# + $ue !recisamos "a7er é di"undir a lu7 da
Revolução da Dialética !ara dissi!ar as trevas#
? ur(ente analisar os !rinc&!ios "undamentais da dialética mar)ista e demonstrar ao mundo a
tremenda realidade de $ue eles não resistem a uma an*lise de "undo e $ue são !ura so"isticação barata#
1açamos lu7 se é $ue $ueremos vencer as trevas# Não derramemos san(ue# 6he(ou a hora de
sermos com!reensivos#
1a74se necess*rio estudarmos nosso !ró!rio eu, se é $ue realmente amamos aos nossos
semelhantes# ? indis!ens*vel com!reender $ue só acabando com os "atores do e(o&smo e da crueldade 4
$ue cada um carre(a dentro de si 4 conse(uiremos "a7er um mundo melhor, um mundo sem "ome e sem
medo#
;#M# 3amael Aun @eor VVG
A sociedade é o indiv&duo# + mundo é o indiv&duo# 3e o indiv&duo muda "undamentalmente, o
mundo muda inevitavelmente#
A consci.ncia est* em (rave !eri(o# 3omente nos trans"ormando radicalmente como indiv&duos,
conse(uiremos nos salvar e salvar a humanidade#
A "O#$"I)#"IA
6onsci.ncia $ue dorme###
Jue di"erente serias se des!ertasses###
6onhecerias as sete sendas da "elicidade,
brilharia !or todas as !artes a lu7 do teu amor,
se re(o7i:ariam as aves no mistério de teus bos$ues,
res!landeceria a lu7 do es!&rito e
ale(res, os elementais cantariam !ara ti versos em coro#
A ILU%I#AÇÃO
%raticai na ordem os ensinamentos da Revolução da Dialética# 6omeçai a vossa revolução inte(ral
a !artir deste momento# Dedicai tem!o a vós mesmos !or$ue assim, tão vivos como estais, com esse
tremendo eu dentro, sois um "racasso#
Juero $ue vos resolvais a morrer radicalmente em todos os n&veis da mente#
Muitos se $uei)am de $ue não conse(uem sair em astral vontade# Juando al(uém des!erta a
consci.ncia, a sa&da em astral dei)a de ser um !roblema# +s adormecidos não servem !ara nadaR
Nesta obra da Revolução da Dialética entre(uei a ci.ncia $ue se necessita !ara se conse(uir o
des!ertar da consci.ncia# Não cometais o erro de ler este livro como $uem l. um :ornal# ,studai4o
!ro"undamente durante muitos anos# ;ivei4o e levai4o a !r*tica#
A$ueles $ue se $uei)am de não conse(uir a iluminação aconselho !aci.ncia e serenidade# A
iluminação vem a nós $uando dissolvemos o ,u %lurali7ado, isto é, $uando morremos de verdade nos FG
n&veis do subconsciente#
,sses $ue andam cobiçando !oderes ocultos, esses $ue usam o se)o4io(a como !rete)to !ara
sedu7ir mulheres, estão totalmente e$uivocados e caminham o!ostamente s metas e disci!linas $ue o
(nosticismo universal estabelece#
2rabalhai nos tr.s "atores da revolução da consci.ncia de "orma ordenada e !er"eita#
Não cometais o erro de adulterar e de "ornicar# Abandonai o borboleteamento# A$ueles $ue vivem
borboleteando de "lor em "lor, de escola em escola, são na realidade candidatos se(uros ao abismo e
3e(unda Morte#
VVG
A Revolução da Dialética V2W
Abandonai a auto:usti"icação e a autoconsideração# 6onvertei4vos em inimi(os de vós mesmos, se
é $ue de verdade $uereis morrer radicalmente# 3omente assim conse(uireis a iluminação#
%arti do 7ero radical# Abandonai o or(ulho m&stico, a mitomania, a tend.ncia de vos considerar
su!ertranscendentais# 2odos vós sois somente animais intelectuais condenados !ena de viver#
1a74se ur(ente e im!rorro(*vel $ue "açais um invent*rio de vós mesmos !ara $ue consi(ais saber
o $ue sois realmente#
3e:ais humildes !ara alcançar a iluminação e, de!ois $ue a tenhais alcançado, se:ais mais
humildes ainda#
N,32A +BRA 4 A R,;+8<=>+ DA DIA8?2I6A 4 ,N2R,G<,I A 6IfN6IA N,6,330RIA %ARA
3, 6+N3,G<IR + D,3%,R2AR DA 6+N36IfN6IA# N>+ 6+M,2AI3 + ,RR+ D, 8,R ,32, 8I4
;R+ 6+M+ J<,M 8f <M S+RNA8# ,8, D,;, 3,R ,32<DAD+ %R+1<NDAM,N2,
D<RAN2, M<I2+3 AN+3, ;I;ID+ , 8,;AD+ ` %RA2I6A#
3AMA,8 A<N @,+R