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240 • NUTRIÇÃO NO DESPORTO

• Atletas com doenças do est ômago e dos intestinos.
• Atletas que abusam dos medi cament os anal gési cos, principal-
ment e se estes forem t omados durante a compet i ção.
• Vegetarianos (por deficiente aporte alimentar em vi t ami na B12
e ferro).
• Atletas com graves erros al i ment ares.
• At l et as execut ando t rei no em altitude ( necessi dade de maior
aporte de ferro para a síntese da hemogl obi na).
• Atletas prat i cant es de corrida de fundo.
Que cuidados alimentares deveremos ter para
evitar o aparecimento de anemias?
Como vi mos, as anemi as carenciais mai s frequentes no desportista
são por deficit de ferro e ácido fólico.
Rar ament e a anemi a por deficit de ferro tem como causa uma ali-
ment ação incorrecta pois a carne tem mui t o ferro e os atletas portugue-
ses usam-na frequent ement e na sua dieta. No ent ant o, se por qual quer
razão houver uma mai or solicitação de ferro (por perda na urina ou
suor ou por hemól i se intravascular) o deficit de ferro pode aparecer e
originar anemi a, pri nci pal ment e se coexi st i rem erros al i ment ares.
Na prática, na anemi a por deficit de ferro ou na sua prevenção
devemos ter os segui nt es cui dados:
• Reduzi r a intensidade do treino e o seu vol ume t emporari ament e.
• Diminuir a ingestão de alimentos ricos em cereais principalmente
se forem integrais, pois os fitatos que existem nas suas fibras di mi nuem
a absorção do ferro.
• Evitar o café e o chá preto ou qual quer tipo de chá forte pois
di mi nuem i gual ment e a absorção intestinal do ferro.
• Ingerir alimentos ricos em ferro hemogl obí ni co (carne e vísceras
de ani mai s) que são mel hor absorvi dos a nível intestinal que o ferro
não hemogl obí ni co (feijão, lentilhas, soja. vegetais de folha verde. et c) .
• Ingerir al i ment os ricos em vi t ami na C (citrinos, t omat e, salsa,
morangos, e t c ) , pois esta facilita a absorção do ferro intestinal.
• Usar sapatos com bom piso amortecedor e boas palmilhas. Evitar
pavi ment os mui t o duros para treinar.
• Os atletas com mai or risco deverão execut ar exames analíticos
do sangue sempre que o médi co assim o ent enda.
• O médi co deverá encarar a hipótese de um supl ement o farmaco-
lógico em al guns casos:
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— Atletas que não aderem às modi fi cações nutricionais aconse-
lhadas.
— Atletas execut ando treino intenso em altitude.
— Atletas compet i ndo ou treinando em det ermi nadas modalidades
onde estudos revelaram necessi dade de supl ement os de ferro
(ciclistas envol vi dos em compet i ções ao l ongo de vários dias,
fundistas em fases de treino intenso, pri nci pal ment e se forem
do sexo feminino, et c) .
No entanto, os supl ement os de ferro farmacológico não deverão ser
realizados sem i ndi cação médi ca, poi s um excesso de ferro pode t am-
bém trazer probl emas (por exempl o: náuseas, vómi t os, diarreias, prisão
de ventre, di mi nui ção da absorção do zi nco, e t c ) .
No caso de anemi a por carência de ácido fólico deveremos aumen-
tar o uso de fígado de ani mai s, vegetais de folha verde e cereais inte-
grais na dieta do atleta. No caso da anemi a resultar de carências de
vitamina B12 (frequente nos atletas veget ari anos) dever emos aument ar
o uso de vísceras de ani mai s, carne, pei xe e do leite e seus deri vados.
A «Dor de Burro»
O que é a «Dor de Burro»?
A denomi nação de «Dor de Bur r o» é um t er mo popul ar que
engloba uma série de distúrbios do aparelho digestivo ou dos múscul os
abdominais. Caracteriza-se por uma dor que aparece na porção superior
do abdómen logo abai xo das últimas costelas, localizada à direita (mais
frequent ement e), na regi ão medi ana ou à esquerda. Por vezes a dor
aparece no ombr o direito (trata-se de uma dor irradiada do abdómen
pelo trajecto do nervo frénico e geral ment e com ori gem num distúr-
bio i gual ment e di gest i vo). Na mai or parte das vezes a dor aparece no
decorrer de um esforço tipo endurance, agrava-se com o decorrer do
tempo se o esforço prossegue e desaparece com a paragem. Geral ment e
aparece como uma dor pouco i nt ensa (tipo moi nha) e \ ai - se agra-
vando progressi vament e chegando por vezes a ser mui t o violenta (tipo
l acada), obr i gando o atleta a parar e di fi cul t ando-l he a respi ração.
Rarament e é acompanhada de náuseas, vómi t os ou out ros si nt omas
digestivos. Se o esforço físico prossegue a dor torna-se mui t o violenta
e por vezes não cede à paragem. A dor pode aparecer novament e no
dia seguinte, no início de novo esforço físico ou quando o atleta com-
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pri me a zona dol orosa. A dor limita mui t o o rendi ment o compet i t i vo
do atleta e muitas vezes começa logo no aqueci ment o. Frequent ement e
aparece em início de época, quando o atleta está fora de forma ou em
esforços mais intensos que o habitual. A dor tem uma intensificação
psí qui ca poi s o atleta começa a senti-la. pensa que o seu rendi ment o
compet i t i vo vai ser prejudicado, enerva-se e a dor aument a ainda mais.
Pessoal ment e fomos mui t as vezes vítimas desta dor e adopt ávamos a
segui nt e estratégia: pr ocur ávamos al hearmo-nos da dor, esquecê-l a e
execut ávamos i nspi rações profundas pelo nariz est i mul ando assim o
di afragma pr ocur ando um rel axament o do mesmo. Al guns compri mem
i nt ensament e a zona abdomi nal dol orosa. Na nossa experi ênci a pes-
soal não obt i vemos resul t ados posi t i vos com est a manobr a. Out ros
i ngerem medi cament os anal gési cos (Aspirina, Dolviran) ou anti-espas-
módi cos (Buscopan) pr ocur ando o alívio da dor. Embor a com resulta-
dos posi t i vos, não r ecomendamos o seu uso poi s est udos recent es
revel aram alta incidência de sangue nas fezes após a t oma dos referidos
medi cament os durant e a compet i ção. Em desportos colectivos onde são
permi t i das substituições do tipo rot at óri o aconsel ha-se a par agem por
uns mi nut os.
Segundo est udos real i zados na antiga Uni ão Soviética, a «Dor de
Burro» é mui t o frequente no mei o desportivo e principalmente nos pra-
ticantes de esforços tipo endurance. Ei s al guns números da sua inci-
dênci a:
Atletas de fundo — 4 . 3%
Triatlo — 1 0 , 3%
Esqui adores («slalon» e desci das) — 10, 2%
Ciclistas de fundo — 2 , 2 %
Remador es — 1,5%
Quais as suas causas?
Mui t o se tem falado, i nvest i gado e discutido acerca das suas cau-
sas, pois parecem ser múltiplas. Vejamos al gumas teorias explicativas:
Excesso cie gases no intestino — Por excesso de produção de gases
pel a flora bacteriana intestinal. Al i ment ação com excesso de glúcidos,
fibras ou líquidos com gás levam à formação de muito gás no intestino
o qual se distende e provoca dor. Em 1987 no Campeonat o do Mundo
de Cross em Varsóvia mai s de met ade da equi pa nacional foi vítima
da «Dor de Burro». No final muitos se quei xaram que após e durante
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a prova expul saram muitos gases. A causa foi má adapt ação a uma ali-
mentação diferente da nossa e excesso de ingestão de água com gás
pois as águas minerais eram todas gasosas.
Má digestão — Geral ment e acompanhada de vómi t os e dores na
região medi ana, por vezes não foi respeitado o intervalo de 3 horas
entre a última refeição e a compet i ção. Já todos sentimos esta sensação
ao tentarmos dar uma corri di nha após uma refeição.
Aquecimento deficiente — O que levaria a um acrésci mo súbito
da circulação sanguí nea a nível muscular, que obri gari a a uma mai or
necessidade de vol ume sanguí neo. Tanto o fígado (localizado à direita)
como o baço (localizado à esquerda) são i mport ant es reservatórios de
sangue, que ao contraírem-se est i mul avam as suas cápsulas mui t o ener-
vadas, causando a dor. Esta teoria serviria i gual ment e para explicar o
apareci ment o da dor após uma refeição (segunda causa).
Movimentos de tracção dos ligamentos viscerais — Estes ligamen-
tos fixam as vísceras (órgãos) abdomi nai s à parede do abdómen que
por serem mui t o enervados, se tornam dolorosos ao serem traccionados
durante os movi ment os compet i t i vos.
Espasmos musculares dos abdominais (causa pouco frequente) —
Geral ment e durant e compet i ções di sput adas ao frio e à chuva.
Colite espástica ou cólon irritável — Trata-se de uma sí ndrome
psi cossomát i ca (mani fest ações orgâni cas de per t ur bações psí qui cas)
caracterizada por dores abdomi nai s intensas e períodos de diarreia alter-
nando com perí odos de pri são de ventre. Est udos recentes revel aram
que aparece frequent ement e em atletas, havendo desencadeament o da
dor pel o stress compet i t i vo.
Abastecimento durante ou imediatamente antes da competição —
Al i ment os sól i dos mui t o açucar ados, l í qui dos mui t o açucar ados ou
ingeridos em excesso poderão originar indisposição abdomi nal com dor,
náuseas e vómi t os.
Hiperacidez gástrica — Um trabalho estatístico realizado na antiga
União Soviética demonst rou que a hiperacidez gástrica, causadora de
dores na região medi ana do abdómen, náuseas e vómi t os, alterações
do apetite e pal adar e azia, é mui t o frequente nos atletas.
Al guns dados da sua incidência no trabalho ci t ado:
Praticantes de endurance — 4 8 % dos atletas t i nham hi peraci dez
gástrica.
Praticante de força e velocidade — 36% dos atletas tinham hipera-
cidez gástrica.
A hiperacidez gástrica caracteriza-se por um excesso de acidez no
est ômago.
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Alterações inflamatórias da vesícula e vias biliares — Um estudo
real i zado na ant i ga Uni ão Sovi ét i ca demonst r ou que mui t os atletas
vítimas da «Dor de Burro» apresent avam alterações inflamatórias da
vesícula e vias biliares secundári as a cargas físicas stressantes. Durante
o esforço físico há uma estase (paragem) da bílis nas vias biliares e
na vesícula que leva à i nfl amação das mesmas e ao apareci ment o de
dor. Neste estudo afirma-se que «uma boa nutrição não depende só dos
al i ment os que i ngeri mos mas t ambém do est ado funcional do nosso
aparel ho di gest i vo». Estas alterações inflamatórias mani fest am-se por
«Dor de Burro» à direita durant e o esforço ou após ingestão de refei-
ção abundant e, e mau sabor na boca pela manhã.
Causa desconhecida — Um grande númer o de casos engloba-se
nest e grupo que t enderá a di mi nui r com o evol ui r da i nvest i gação
científica.
Que cuidados alimentares deveremos ter
para evitá-la?
Nem todas as «Dores de Burro» são devi das a erros alimentares
mas decerto que eles represent am a sua causa em al guns casos e ser-
vem de factor desencadeant e ou agravant e em mui t os out ros.
Eis al guns cui dados al i ment ares que dever emos ter:
• Não abusar nas refeições pré-competitívas de alimentos que pro-
voquem gases abdomi nai s como leguminosas, ovos, couves, cebola, etc.
Cada atleta procurará saber que al i ment os deverá evitar.
• Evitar beber água com gás ou bebi das carbonat adas (cola, laran-
j adas, sodas, etc.) nas refeições pré-compet i t i vas.
• Evitar refeições mui t o ricas em glúcidos na última refeição antes
da compet i ção, pois um excesso dos mesmos pode causar probl emas
di gest i vos. Recor damos que a ri queza em gl úci dos na úl t i ma refei-
ção em nada cont ri bui rá para a constituição das reservas hepáticas e
muscul ares de gl i cogéni o.
• Não abusar dos al i ment os ricos em fibras pois podem causar
gases abdomi nai s.
• Respei t ar o intervalo de três horas entre a última refeição e a
compet i ção.
• Ingerir al i ment os de fácil digestão na última refeição, evitando
um excesso de gorduras, proteínas e pratos muito cozi nhados de difícil
di gest ão.
• Não ingerir líquidos açucarados antes da compet i ção.
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• Não ingerir qual quer tipo de líquido incluindo água nos últimos
30 minutos antes da compet i ção.
• Evitar o uso de al i ment os nunca antes experi ment ados na última
refeição antes da compet i ção.
• Nos abast eci ment os compet i t i vos:
— Evitar o uso de sólidos se o esforço físico é inferior a 3
horas.
— Nunca ingerir al i ment os ricos em gorduras e prot eí nas.
— Beber água pura ou água com glucose e/ou frutose em baixa
concent ração.
— Beber pouco de cada vez e r egul ar ment e. Est ômago com
excesso de líquidos pode causar probl emas.
— Não ingerir past i l has de gl ucose ou sal.
• No caso de se ter di agnost i cado hi per aci dez gást r i ca ter os
seguintes cui dados:
— Al i ment os r ecomendados: sopa de vegetais e batata, pratos
com carne e pei xes magr os acompanhados de veget ai s e
l egumes, mant ei ga, leite, ovos, mel e compot as.
— Al i ment os a evitar: cal dos de carne e pei xe, gorduras vege-
tais, pickles, fritos, produt os fumados, conservas, rábanos,
bebi das car bonat adas, café, bebi das al coól i cas e pão inte-
gral.
— Fazer múl t i pl as e pequenas refeições.
• No caso de se t erem di agnost i cado alterações da vesícula e/ou
vias biliares ter em at enção os seguintes cui dados:
— Evi t ar todos os al i ment os que est i mul am a secreção biliar,
causem cont racção das vias biliares ou vesícula e irritem o
fígado. Por isso evitar gorduras em geral, pratos gor dur o-
sos e fritos, pei xe e carne gordos, gema de ovo, bolos cre-
mosos, cal dos de car ne e pei xe, gel ados, bebi das frias e
frutas áci das.
— Preferir sopa de l egumes, peixe e carne magros cozi dos, pão
branco, leite e der i vados magr os, frutas não áci das, mel ,
compot as, etc.
-- Fazer múltiplas e pequenas refeições ao l ongo do dia.
Al ém dos cui dados al i ment ares deveremos ter outros, como fazer
um aqueci ment o eficaz e usar vestuário adequado se o clima estiver
trio. procurar apoio psicológico caso se diagnostique um cólon irritável
e consultar um médi co em casos de «Dores de Bum) » frequentes e
rebeldes.
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Se a «Dor de Burro» aparecer deveremos di mi nui r o ritmo compe-
titivo ou parar, tentar esquecê-la através cia concent ração noutras ideias
executar inspirações relaxadas e profundas pelo nariz, comprimir a zona
dolorosa, evitar posi ções viciosas do corpo e procurar relaxá-lo. Nunca
dever emos ingerir medi cament os anal gési cos durant e o esforço.
A que se devem outras alterações abdominais
que ocorrem durante a actividade desportiva?
Para além da «dor de burro» os atletas podem ter outras alterações
abdomi nai s durant e a act i vi dade desport i va, que se podem manifestar
de diversas formas:
1 — Al t erações abdomi nai s superi ores
• Dor de est ômago
• Vómi t os
• Azi a
• Enfart ament o
2 — Al t erações abdomi nai s inferiores
• Cól i cas abdomi nai s
• Di arrei a
• Di arrei a com sangue
• Sensação const ant e de defecar
Estas alterações podem manifestar-se quer durante a actividade des-
portiva, quer após a real i zação da mesma.
A di gest ão é um processo que nat ural ment e dever á ocorrer em
repouso. Durant e o exercí ci o há uma transferência do fluxo sanguíneo
dos órgãos abdomi nai s para os múscul os activos, pul mões e pele. Esta
di mi nui ção do fluxo sanguí neo abdomi nal pode ocasi onar as referidas
al t erações. Estas podem i gual ment e ser devi das a mudanças na activi-
dade nervosa e hormonal e à acumul ação de met abol i t os tóxicos que
ori gi nam pert ubações na mot i l i dade, no fluxo sanguí neo, na absorção
e na secreção a nível gastrointestinal.
Alguns atletas est ão mais predi spost os a estas alterações abdomi -
nais:
— Part i ci pant es de especi al i dades de endurance, pri nci pal ment e
corredores.
— Atletas j ovens.
— At l et as do sexo femi ni no, pri nci pal ment e durant e o perí odo
menst rual .
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Atletas com deficit de hi drat ação.
Atletas comet endo outros erros al i ment ares.
— Atletas que compet em no limite das suas capaci dades físicas.
Dos factores predi sponent es ci t ados ant eri orment e só os al i ment os
são passíveis de correcção. Todos os cui dados al i ment ares atrás cita-
dos para evitar o apareci ment o da «dor de burro» apl i cam-se à pre-
venção destas alterações abdomi nai s.
Altitude
Quais serão os mecanismos de adaptação
à altitude?
Act ual ment e são frequentes as desl ocações desport i vas a pont os
localizados em altitude, ent re os 1500 met ros e os 2 30 0 met ros, quer
para perí odos de treino quer para realização de certas compet i ções que
com ela beneficiam.
Nem sempre são t omadas as devidas precauções em termos de pla-
nificação do treino, de adapt ação à altitude e em rel ação às necessida-
des al i ment ares dos atletas que part i ci pam nessas desl ocações.
Em altitude existem det ermi nadas alterações climatéricas e ambi en-
ciais que l evam ao surgi ment o de mecani smos de adapt ação por part e
do nosso organi smo. Há uma bai xa da pressão atmosférica, que é a
2000 met ros cerca de 80 % do valor da mesma ao nível do mar. Est a
baixa acarreta consi go uma baixa de pressão parcial de oxi géni o ao
nível dos pul mões, o que equivale a dizer que o ar que respiramos tem
menos oxigénio. Há t ambém uma di mi nui ção da percent agem de humi -
dade relativa l evando a uma maior secura do ar que respi ramos e a
uma maior penet ração das radiações ultravioletas na atmosfera. A t em-
peratura baixa 0.56° C por cada 100 met ros de altitude e geral ment e
há muito vento. Na Europa temos geralmente a ideia que altitude signi-
fica t empo frio, no entanto existem locais em que coexiste uma altitude
el evada com clima t emperado ou mesmo quent e, como por exempl o
na Améri ca do Sul.
A permanênci a em altitude ocasiona det ermi nadas modificações no
nosso organi smo que se podem dividir em diversas fases:
Fase de aclimatação ( nos 3 pr i mei r os di as) — Tr at a- se de
uma reacção à baixa concent ração de oxi géni o no ar. Há um aument o
da frequênci a respi rat óri a (i nspi ramos mai s vezes por mi nut o), um

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